Prévia do material em texto
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
1
• Introdução
O auxiliar de creche e Berçarista é o profissional que cuida de crianças de 0 a 6 anos.
• Suas funções são:
• Trocar Fralda e Higienização da Criança
• Dar banho
• Pentear Cabelo
• Recreação
• Alimentação e Auxilio as
Crianças que não comem
sozinhas
• Educação
• Adaptação
• Organização do ambiente para a
chegada da criança.
• Acolher e Receber a criança de
forma positiva
• Conhecer e chamar a criança
pelo nome desde o início.
• Trocar informações com os pais
a respeito da criança, tanto em
casa, quanto na creche.
• Auxiliar na higiene pessoal
(escovação de dente. Lavagem
das mãos e uso do vaso
sanitário).
• Organização do ambiente para o
repouso.
• Segurança Física da Criança
• Estimular as formas de
comunicação das crianças
• Auxiliar na elaboração de
planejamento semanal
• Ser lúdico e criativo
• Possibilitar a vivência de
equidade com todas as crianças
• Observar eventuais
comportamentos e levar ao
conhecimento do pedagogo,
psicopedagogo e direção.
• Conservação do material
pedagógico.
• Manter atualizada a agenda da
criança
• Prestar primeiros Socorros
• Atenção constante, não deixar a
sala sozinha
• Relatório diário para troca de
turma.
• Buscar a integração das crianças.
• Respeitar o regulamento interno
da creche e promover um
trabalho de qualidade.
• Carga Horária
• 6 horas por dia- 30 horas
semanais
• Salario – de R$ 880,00 até
1.000,00.
• Adaptação
• Verificar a Técnica de adaptação
de cada creche, algumas
permitem levar objetos algumas
permitem levar objetos de uso
pessoais para a creche e
algumas disponibilizaram para
ter atividades com os pais.
Procurar ter um bom
relacionamento com o
responsável, proporcionar
carinho a criança enfim aplicar a
pedagogia afetiva.
• O período de adaptação varia de
acordo com cada criança.
• O sucesso depende da postura
de cada um.
• Sempre compartilhar o
momento da criança e do bebê
com os pais.
• Paciência é a palavra chave!
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
2
• O tempo de permanência da
criança vai aumentando de
acordo com os dias e as
semanas.
• Qualidade dos Profissionais
• Ao encontrar o bebê:
aproximação, respeito, afeto,
sem ansiedade, nem agonia.
• Conhecimento do nome da
criança antes de sua chegada a
escola.
• Criação de um clima de
segurança afetiva individuais e
coletiva.
• Tranquilidade
• Atenção Individualizada
• Fazer o conhecimento da criança
através de: entrevistas com o
responsável, observação da
criança e de suas reações diante
de situações cotidianas da
escola e ficha cadastral
• Manter os horários de refeições
• Levar a criança para conhecer o
espaço da creche
• Tolerância
• Cada responsável é diferente do
outro, assim como cada criança,
devemos tentar nos adaptarmos
á realidade deles sem
prejudicarmos á rotina da
creche.
Nutrição Infantil
• Leite Materno até os seis meses
• Após os seis meses: frutas,
verduras, iogurtes, sucos e
muita água.
• O leite de vaca e outros
complementos não
proporcionam os nutrientes
essenciais.
• Alimentos inadequados causam
obesidades infantil, diabetes,
pressão alta, colesterol alto e
anemia.
• Sobremesas: papinha de frutas,
gelatina, salada de frutas,
iogurte a base de frutas.
• Sucos de frutas naturais devem
ser servidos durante a refeição
• Depois do quinto mês, já pode
ser oferecido pão francês e
biscoito para estimular o
crescimento dos dentes.
• Por volta do oitavo mês, já será
introduzido a janta, o mais
recomendável é a sopa com
arroz ou macarrão, carne, dois
tipos de legumes e verduras.
• Não substitua as refeições. Caso
a criança não queira comer, o
certo é esperar e oferecer
novamente, até que seja vencida
pela fome.
Horários:
• Almoço: as 11:30
• Lanche- 15:00
• Janta – 18:00
Alimentos que podem causar reações alérgicas
• Peixe
• Frutos do mar
• Coco
• Nozes
• Avelãs
• Castanhas
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
3
• Amendoim
• Cajú
• Cacau
• Morango
• Pêssego
• Abacaxi
• Derivados de leite de vaca
Alimentos Energéticos
• Açúcar
• Arroz
• Azeite
• Batata
• Batata Doce
• Biscoitos
• Bolos
• Manteiga
• Cará
• Cereais Integrais
• Aveia
• Inhame
• Mandioca ou mandioquinha
• Macarrão
• Óleo milho ou girassol
• Margarina
Alimentos Proteicos
• Carne de vaca
• Fígado
• Coração
• Peixe
• Carne de porco
• Leite
• Frango
• Rins
• Moela
• Frutos do mar
• Ovo
• Queijo
• Iogurte
• Lentilha
• Grão de bico
• Feijão
• Ervilha
• Milho
Alimentos Reguladores
• ABACATE
• ABACAXI
• ACEROLA
• AMEIXA
• BANANA MAÇA, NANICA E
PRATA
• Caju
• Cereja
• Figo
• Fruta do Conde
• Goiaba
• Jaca
• Jabuticaba
• Kiwi
• Laranja Pêra e lima
• Limão
• Maça
• Mamão
• Maracujá
• Melancia
• Melão
• Morango
• Pêra
• Pêssego
• Tangerina
• Uva
• Abóbora
• Abobrinha
• Berinjela
• Beterraba
• Cenoura
• Chuchu
• Pepino
• Pimentão
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
4
• Tomate
• Vagem
• Acelga
• Alface
• Agrião
• Brócolis
• Couve
• Couve flor
• Espinafre
• Erva doce
• Repolho
• Rúcula
• Alecrim
• Alho
• Alho poró
• Cebola
• Cebolinha
• Coentro
• Hortelã
• Manjericão
• Mostarda
• Salsa
Fases do Desenvolvimento Infantil (0 a 6 anos)
• É preciso saber que:
- O desenvolvimento de uma criança
não acontece de forma linear.
- As mudanças que vão se produzindo
ocorrem de forma gradual, são períodos
contínuos que vão se sucedendo e se
superpondo.
- Durante a evolução a criança
experimenta avanços e retrocessos,
vivendo seu desenvolvimento de modo
particular.
- Acompanhamos a construção de sua
personalidade respeitando que em cada
idade há um jeito próprio de se
manifestar.
- Tanto antecipar etapas, como não
estimular a criança, podem ser
geradores de futuros conflitos.
- Cabe a família e a ESCOLA conhecer e
respeitar os passos do desenvolvimento
infantil.
Característica da faixa etária dos 0 aos 6 meses
Desenvolvimento Físico:
• Processo de fortalecimento gradual dos músculos e do sistema nervoso: os
movimentos bruscos e descontrolados iniciais vão dando lugar a um controle
progressivo da cabeça, dos membros e do tronco;
• Por volta das 8 semanas é capaz de levantar a cabeça sozinho durante poucos
segundos, deitado de barriga para baixo;
• Controle completo da cabeça por volta dos 4 meses: deitado de costas,
levanta a cabeça durante vários segundos; deitado de barriga para baixo começa
a elevar-se com apoio das mãos e dos braços e virando a cabeça;
• Por volta dos 4 meses o controle das mãos é mais fino, sendo capaz de segurar
num brinquedo;
• Entre os 4 e os 6 meses utiliza os membros para se movimentar, rolando para
trás e para frente; apresenta também maior eficácia em alcançar e agarrar o que
quer ou a posicionar-se no chão para brincar;
• Desenvolve o seu próprio ritmo de alimentação, sono e eliminação;
• Desenvolvimento progressivo da visão;
• Com 1 mês, é capaz de focar objetos a 90 cm de distância;
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
5
• Progressivamente será capaz de utilizar os dois olhos para focar um objeto
próximo ou afastado, bem como de seguir a deslocação dos objetos ou pessoas;
• Entre os 4 e os 6 meses a visão e a coordenação olho-mão encontram-se
próximas da do adulto;
• Desenvolvimento da função auditiva;
• Entre os 2 e os 4 meses, o bebê reage aos sons e às alterações do tom de voz
das pessoas que o rodeiam;
• Por volta dos 4-6 meses, possui já uma grande sensibilidade às modulações
Desenvolvimento Intelectual:
• A aprendizagem faz-se sobre tudo através dos sentidos;
• Vocaliza espontaneamente, sobretudo quando está em relação;
• A partir dos 4 meses, começa a imitar alguns sons que ouve à
sua volta;
• Por volta do 6ºmês, compreende algumas palavras familiares
(o nome dele, "mamã", "papá"...), virando a cabeça quando o
chamam;
Desenvolvimento Social:
• Distingue a figura cuidadora das restantes pessoas com quem se
relaciona, estabelecendo com ela uma relação privilegiada;
• Fixa o rostos e sorri (aparecimento do 1º sorriso social por volta
das 6 semanas);
• Aprecia situações sociais com outras crianças ou adultos;
• Por volta dos 4 meses: capacidade de reconhecimento das
pessoas mais próximas, o que influencia a forma como se
relaciona com elas, tendo reações diferenciadas consoante a
pessoa com quem interage. É também capaz de distinguir
pessoas conhecidas de estranhos, revelando preferência por
rostos familiares;
Desenvolvimento Emocional:
• Manifesta a sua excitação através dos movimentos do corpo,
mostrando prazer ao antecipar a alimentação ou o colo;
• O choro é a sua principal forma de comunicação, podendo
significar estados distintos (sono, fome, desconforto...);
• Apresenta medo perante barulhos altos ou inesperados,
objetos, situações ou pessoas estranhas, movimentos súbitos e
sensação de dor;
Característica da faixa etária dos 6 aos 12 meses
Desenvolvimento Físico:
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
6
• Desenvolvimento da motricidade: os músculos, o equilíbrio e o controlo motor
estão mais desenvolvidos, sendo capaz de se sentar direito sem apoio e de fazer
as primeiras tentativas de se pôr de pé, agarrando-se a superfícies de apoio;
• A partir dos 8 meses, consegue arrastar-se ou gatinhar;
• A partir dos 9 meses poderá começar a dar os primeiros passos, apoiando-se
nos móveis;
• Desenvolvimento da preensão: entre os 6 e os 8 meses, é capaz de segurar os
objetos de forma mais firme e estável e de manipulá-los na mão; por volta dos
10 meses, é já capaz de meter pequenos pedaços de comida na boca sem ajuda,
é capaz de bater com dois objetos um no outro, utilizando as duas mãos, bem
como adquire o controle do dedo indicador (aprende a apontar);
• A primeira palavra poderá surgir por volta dos 10 meses;
Desenvolvimento Intelectual:
• A aprendizagem faz-se sobre tudo através dos sentidos, principalmente através
da boca;
• Desenvolvimento da noção de permanência do objeto, ou seja, a noção de que
uma coisa continua a existir mesmo que não a consiga ver;
• Vocalizações;
• Os gestos acompanham as suas primeiras "conversas", exprimindo com o
corpo aquilo que quer ou sente (por ex., abre e fecha as mãos quando quer uma
coisa);
• Alguns dos seus sons parecem-se progressivamente com palavras, tais como
"mamã" ou "papá" e ao longo dos próximos meses o bebê vai tentar imitar os
sons familiares, embora inicialmente sem significado;
• A partir dos 8 meses: desenvolvimento do, acrescentando novos sons ao seu
vocabulário. Os sons das suas vocalizações começam a acompanhar as
modulações da conversa dos adultos - utiliza "mamã" e "papá" com significado;
• Nesta fase, o bebê gosta que os objetos sejam nomeados e começa a
reconhecer palavras familiares como "papa", "mamã", "adeus", sendo
progressivamente capaz de associar ações a determinadas palavras (por ex:
tchau-tchau" - acenar);
• A partir dos 10 meses, a noção de causa-efeito encontra-se já bem
desenvolvida: o bebê sabe exatamente o que vai acontecer quando bate num
determinado objeto (produz som) ou quando deixa cair um brinquedo (o pai ou
a mãe apanha-o). Começa também a relacionar os objetos com o seu fim (por
ex., coloca o telefone junto ao ouvido);
• Progressiva melhoria da capacidade de atenção e concentração: consegue
manter-se concentrado durante períodos de tempo cada vez mais longos;
Desenvolvimento Social:
• O bebê está mais sociável, procurando ativamente a interação
com quem o rodeia (através das vocalizações, dos gestos e das
expressões faciais);
• Manifesta comportamentos de imitação, relativamente a
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
7
pequenas ações que vê os adultos fazer (por ex., lavar a cara,
escovar o cabelo, etc.);
• A partir dos 10 meses, maior interesse pela interação com
outros bebês;
Desenvolvimento Emocional:
• Formação de um forte laço afetivo com a figura materna
(cuidadora) - Vinculação;
• Presença de ansiedade de separação, que se manifesta quando
é separado da mãe, mesmo que por breves instantes - trata-se de
uma ansiedade normal no desenvolvimento emocional do bebê;
• Presença de ansiedade perante estranhos: sendo igualmente
uma etapa normal do desenvolvimento emocional do bebê,
manifesta-se quando pessoas desconhecidas o abordam
diretamente;
• A partir dos 8 meses, maior consciência de si próprio;
• Nesta fase é comum os bebês mostrarem preferência por um
determinado objeto (um cobertor ou uma pelúcia, por ex.), o
qual terá um papel muito importante na vida do bebê - ajuda a
adormecer, é objeto de reconforto quando está triste, etc.;
Característica da faixa etária de 01 aos 02 anos
Desenvolvimento Físico:
• Começa a andar, sobe e desce escadas, sobe os móveis, etc. - o
equilíbrio é inicialmente bastante instável, uma vez que os
músculos das pernas não estão ainda bem fortalecidos. Contudo,
a partir dos 16 meses, o bebê já é capaz de caminhar e de se
manter de pé em segurança, com movimentos muito mais
controlados;
• Melhoria da motricidade fina devido à prática - capacidade de
segurar um objeto, o manipula, passa de uma mão para a outra e
o larga deliberadamente. Por volta dos 20 meses, será capaz de
transportar objetos na mão enquanto caminha;
Desenvolvimento Intelectual:
• Maior desenvolvimento da memória, através da repetição das
atividades - permite-lhe antecipar os acontecimentos e retomar
uma atividade momentaneamente interrompida, à qual dedica
um maior tempo de concentração. Da mesma forma, através da
sua rotina diária, o bebê desenvolve um entendimento das
sequências de acontecimentos que constituem os seus dias e dos
seus pais;
• Exibe maior curiosidade: gosta de explorar o que o rodeia;
• Compreende ordens simples, inicialmente acompanhadas de
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
8
gestos e, a partir dos 15 meses, sem necessidade de recorrer aos
gestos;
• Embora possa estar ainda limitada a uma palavra de cada vez, a
linguagem do bebê começa a adquirir tons de voz diferentes para
transmitir significados diferentes. Progressivamente, irá sendo
capaz de combinar palavras soltas em frases de 2 palavras;
• É capaz de acompanhar pedidos simples, como por ex. "dá-me
a caneca";
• As experiências físicas que vai fazendo ajudam a desenvolver as
capacidades cognitivas. Por exemplo, por volta dos 20 meses;
• Sabe que um martelo de brincar serve para bater e já o deve
utilizar;
• Consegue estabelecer a relação entre um carrinho de brincar e
o carro da família;
• Entre os 20 e os 24 meses é também capaz de brincar ao faz-
de-conta (por ex., finge que deita chá de um bule para uma
xícara, põe açúcar e bebe - recorda uma sequência de
acontecimentos e faz de conta que os realiza como parte de um
jogo). A capacidade de fazer este tipo de jogos indica que está a
começar a compreender a diferença entre o que é real e o que
não é;
Desenvolvimento Social:
• Aprecia a interação com adultos que lhe sejam familiares, imitando e copiando
os comportamentos que observa;
• Maior autonomia: sente satisfação por estar independente dos pais quando
inserida num grupo de crianças, necessitando apenas de confirmar
ocasionalmente a sua presença e disponibilidade - esta necessidade aumenta
em situações novas, surgindo uma maior dependência quando é necessária uma
nova adaptação;
• As suas interações com outras crianças são ainda limitadas: as suas
brincadeiras decorrem sobre tudo em paralelo e não em interação com elas;
• A partir dos 20-24 meses, e à medida que começa a ter maior consciência de si
própria, física e psicologicamente, começa a alargar os seus sentimentos sobre si
próprio e sobre os outros - desenvolvimentoda empatia (começa a ser capaz de
pensar sobre o que os outros sentem);
Desenvolvimento Emocional:
• •Grande reatividade ao ambiente emocional em que vive: mesmo que não o
compreenda, apercebe-se dos estados emocionais de quem está próximo dele,
sobre tudo os pais;
• Está a aprender a confiar, pelo que necessita de saber que alguém cuida dela e
vai de encontro às suas necessidades;
• Desenvolve o sentimento de posse relativamente às suas coisas, sendo difícil
partilhá-las;
• Embora esteja normalmente bem disposta, exibe por vezes alterações de
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
9
humor ("birras");
• É bastante sensível à aprovação/desaprovação dos adultos;
• Característica da faixa etária dos 2 aos 3 anos
• Desenvolvimento Físico:
• À medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a
criança é capaz de saltar ou saltar de um pé para o outro quando
está a correr ou a andar;
• É mais fácil manipular e utilizar objetos com as mãos, como um
lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha;
• Começa gradualmente a controlar os esfíncteres (primeiro os
intestinos e depois a bexiga);
• Desenvolvimento Intelectual:
• Fase de grande curiosidade, sendo muito frequente a pergunta "Por quê?";
• À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança
começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física -
trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço
isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo;
• É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. A partir dos 32
meses, já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de
continuar a falar sobre um assunto por um breve período;
• Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria
como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho
fome";
• A memória e a capacidade de concentração aumentaram (a criança é capaz de
voltar a uma atividade que tinha interrompido, mantendo-se concentrada nela
por períodos de tempo mais longos);
• A criança está a começar a formar imagens mentais das coisas, o que a leva à
compreensão dos conceitos - progressivamente, e com a ajuda dos pais, vai
sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo;
• Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências
numéricas simples e de diferentes categorias (por ex., é capaz de contar até 10 e
de formar grupos de objetos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5
porcos e 3 cavalos);
Desenvolvimento Social:
A mãe é ainda uma figura muito
importante para a segurança da criança,
não gostando de estranhos. A partir dos
32 meses, a criança já deve reagir
melhor quando é separada da mãe,
para ficar à guarda de outra pessoa,
embora algumas crianças consigam este
progresso com menos ansiedade do que
outras;
• Imita e tenta participar nos
comportamentos dos adultos: por ex.,
lavar a louça, maquiar-se, etc.;
• É capaz de participar em atividades
com outras crianças, como por
exemplo, ouvir histórias;
Desenvolvimento Emocional:
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
10
Inicialmente o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até a raiva frustrada.
Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a
criança necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que
sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos pais;
Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção –
geralmente deve-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta
aprendida (as birras costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a
sua incapacidade de comunicar de forma eficaz);
Características da faixa etária dos 03 aos 04 anos
Desenvolvimento Físico:
Grande atividade motora: corre, salta, começa a subir escadas, pode começar a andar
de triciclo; grande desejo de experimentar tudo;
• Embora ainda não seja capaz de amarrar sapatos, veste-se sozinha razoavelmente
bem;
• É capaz de comer sozinha com uma colher ou um garfo;
• Copia figuras geométricas simples;
• É cada vez mais independente ao nível da sua higiene; é já capaz de controlar os
esfíncteres (sobretudo durante o dia);
Desenvolvimento Intelectual:
• Compreende a maior parte do que ouve e o seu discurso é compreensível para
os adultos;
• Utiliza bastante a imaginação: início dos jogos de faz-de-conta e dos jogos de
papéis;
• Compreende o conceito de "dois";
• Sabe o nome, o sexo e a idade;
• Repete seqüências de 3 algarismos;
• Começa a ter noção das relações de causa e efeito;
• É bastante curiosa e investigadora;
Desenvolvimento Social:
• É bastante sensível aos sentimentos dos que a rodeiam relativamente a si
própria;
• Tem dificuldade em cooperar e partilhar;
• Preocupa-se em agradar os adultos que lhe são significativos, sendo
dependente da sua aprovação e afeto;
• Começa a aperceber-se das diferenças no comportamento dos homens e das
mulheres;
• Começa a interessar-se mais pelos outros e a integrar-se em atividades de
grupo com outras crianças;
Desenvolvimento Emocional:
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
11
• É capaz de se separar da mãe durante curtos períodos de tempo;
• Começa a desenvolver alguma independência e autoconfiança;
• Pode manifestar medo de estranhos, de animais ou do escuro;
• Começa a reconhecer os seus próprios limites, pedindo ajuda;
• Imita os adultos;
Desenvolvimento Moral:
• Começa a distinguir o certo do errado;
• As opiniões dos outros, acerca de si própria assumem grande importância para
a criança;
• Consegue controlar-se de forma mais eficaz e é menos agressiva;
• Utiliza ameaças verbais extremas, como por exemplo: "eu te mato!", sem ter
noção das suas implicações;
• Característica da faixa etária dos 04 aos 05 anos
• Desenvolvimento Físico:
• Rápido desenvolvimento muscular;
• Grande atividade motora, com maior controle dos movimentos;
• Consegue escovar os dentes, pentear-se e vestir-se com pouca ajuda;
Desenvolvimento Intelectual:
• Adquiriu já um vocabulário alargado, constituído por 1500 a 2000 palavras;
manifesta um grande interesse pela linguagem, falando incessantemente;
• Compreende ordens com frases na negativa;
• Articula bem consoantes e vogais e constrói frases bem estruturadas;
• Exibe uma curiosidade insaciável, fazendo inúmeras perguntas;
• Compreende as diferenças entre a fantasia e a realidade;
• Compreende conceitos de número e de espaço: "mais", "menos", "maior",
"dentro", "debaixo", "atrás";
• Começa a compreender que os desenhos e símbolos podem representar
objetos reais;
• Começa a reconhecer padrões entre os objetos: objetos redondos, objetos
macios, animais...
Desenvolvimento Social:
• Gosta de brincar com outras crianças; quando está em grupo, poderá ser
seletiva acerca dos seus companheiros;
• Gosta de imitar as atividades dos adultos;
• Está a aprender a partilhar, a aceitar as regras e a respeitar a vez do outro;
Desenvolvimento Emocional:
• Os pesadelos são comuns nesta fase;
• Tem amigos imaginários e uma grande capacidade de fantasiar;
• Procura frequentemente testar o poder e os limites dos outros;
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
12
• Exibe muitos comportamentos desafiantes e opositores;
• Os seus estados emocionais alcançam os extremos: por ex., é desafiante e
depois bastante envergonhada;
• Tem uma confiança crescente em si própria e no mundo;
Desenvolvimento Moral:
• •Tem maior consciência do certo e errado, preocupando-se geralmente em
fazer o que está certo; pode culpar os outros pelos seus erros (dificuldade em
assumir a culpa pelos seus comportamentos);
Características da faixa etária dos 5 aos 6 anos
Desenvolvimento Físico:
• A preferência manual está estabelecida;
• É capaz de se vestir e despir sozinha;• Assegura sua higiene com autonomia;
• Pode manifestar dores de estômago ou vômitos quando obrigada a comer
comidas de que não gosta; tem preferência por comida pouco elaborada,
embora aceite uma maior variedade de alimentos;
Desenvolvimento Intelectual:
• Fala fluentemente, utilizando corretamente o plural, os pronomes e os tempos
verbais;
• Grande interesse pelas palavras e a linguagem;
• Pode gaguejar se estiver muito cansada ou nervosa;
• Segue instruções e aceita supervisão;
• Conhece as cores, os números, etc.
• Capacidade para memorizar histórias e repeti-las;
• É capaz de agrupar e ordenar objetos tendo em conta o tamanho (do menor
ao maior);
• Começa a entender os conceitos de "antes" e "depois", "em cima" e "em
baixo", etc., bem como conceitos de tempo: "ontem", "hoje", "amanhã";
Desenvolvimento Social:
• A mãe é ainda o centro do mundo da criança, pelo que poderá recear a não
voltar a vê-la após uma separação;
• Copia os adultos;
• Brinca com meninos e meninas;
• Está mais calma, não sendo tão exigente nas suas relações com os outros; é capaz de
brincar apenas com outra criança ou com um grupo de crianças, manifestando
preferência pelas crianças do mesmo sexo;
• Brinca de forma independente, sem necessitar de uma constante supervisão;
• Começa a ser capaz de esperar pela sua vez e de partilhar;
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
13
• Conhece as diferenças de sexo;
• Aprecia conversar durante as refeições;
• Começa a interessar-se por saber de onde vêm os bebês;
• Está numa fase de maior conformismo, sendo crítica relativamente aqueles que não
apresentam o mesmo comportamento;
Desenvolvimento Emocional:
• Pode apresentar alguns medos: do escuro, de cair, de cães ou de dano corporal,
embora esta não seja uma fase de grandes medos;
• Se estiver cansada, nervosa ou chateada, poderá apresentar alguns dos
seguintes comportamentos: roer as unhas, piscar repetidamente os olhos,
fungar, etc.;
• Preocupa-se em agradar aos adultos;
• Maior sensibilidade relativamente às necessidades e sentimentos dos outros;
• Envergonha-se facilmente;
Desenvolvimento Moral:
• Devido à sua grande preocupação em fazer as coisas bem e em agradar, poderá
por vezes mentir ou culpar os outros de comportamentos reprováveis.
• "Aprendemos sobre o jeito de ser de cada criança através da forma como se
relaciona com seus amigos, seus brinquedos, como manifesta suas vontades e
afetos; tolera suas frustrações, através das primeiras expressões gráficas e da
linguagem".
Fase escolar: 9 anos
• Mitos.
• Contos de fadas mais
elaborados.
• Antigo testamento como mito.
• Histórias de humor.
• Fase escolar: 10 anos
• Mitos.
• Mitologia nórdica.
• Narrativas de viagens.
• Histórias verídicas.
• observar ao contar uma história
•
Fase escolar: 11 anos
• Mitos (hindus, persas, árabes,
egípcios).
• Narrativas de viagens.
• Histórias verídicas.
• Mitos de heróis.
Fase escolar: 12 anos em diante
• Narrativas de viagens
• Histórias verídicas
• Biografias e romances
• Técnicas para contação de
histórias
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
14
• Contação: adaptação do
contador ou história decorada
na íntegra.
• Com o livro: leitura dinâmica,
dramatizada, com as ilustrações
do livro.
• Com gravuras: varal, livro
ampliado.
• Com fanelógrafo: gravuras
coloridas, dobraduras, sombras
– usar o velcro atrás.
• Com desenhos: desenhar as
personagens enquanto vai
contando a história.
• Fantoches: de varetas,
dedoches, de caixinhas, de papel
machê, de meias, de EVA, de
espuma, de feltro ou qualquer
outro material que sua
criatividade permitir.
Atividades para berçário e creche
• Estímulos com atividade
adequadas para cada idade.
• Atividades devem ser:
• Músicas adequadas de acordo
com a faixa etária
• Brinquedos pedagógicos
• Atividades lúdicas
• Contação de historias
• Brinquedos Educativos:
• Os brinquedos trabalham com:
• Afetividade
• Cognição
• Movimento
• Fala
• Socialização
• É preciso tomar cuidado com
brinquedos que possuam
objetos que possam ser
engolidos ou machucam as
crianças.
• Uma boa opção é trabalhar a
consciência ambiental das
crianças através de brinquedos
feito com materiais recicláveis.
• Agressividade Infantil
A agressividade faz parte do desenvolvimento infantil desde o nascimento. Trata-se de
uma reação natural para alguém que não conhece outros recursos para expressar
desconforto e necessidades urgentes.“Cabe aos pais escutar o que a criança tem a dizer
e mostrar que há outras formas de lidar com cada situação”, pontua a psicóloga
esportiva Mariana Correa.
Com o tempo, ela emenda, a criança vai naturalmente aprendendo que deve usar as
palavras para expressar seus sentimentos e estado de ânimo, sem agredir ninguém. A
luz amarela acende, porém, quando a mudança de comportamento é repentina.
Crianças tranquilas que se tornam agressivas de uma hora para outra podem estar
pedindo socorro – e tanto faz a faixa etária, pode acontecer da primeira infância até a
adolescência. “Geralmente, ela age assim em função de algum episódio vivido naquele
momento.”
Da lista de motivos mais frequentes fazem parte o bullying, a dificuldade de
relacionamento com os professores e problemas familiares comuns, tais como brigas
entre os pais e dificuldades financeiras. Além de muita conversa franca, é preciso
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
15
oferecer a essa criança chance de liberar a agressividade – e o esporte, segundo
Mariana, é uma excelente alternativa.
A prática esportiva ajuda a lidar com todo tipo de emoção, boa ou ruim
A escolha da modalidade, aqui, é menos importante do que o papel desempenhado
pelo professor ou treinador. Ele deve conduzir a atividade, seja o esporte coletivo ou
individual, orientando a reação da criança a cada estímulo. Isso ajuda a evitar, por
exemplo, práticas de bullying na escola.
O diálogo constante com os pais também é fundamental. “Eles devem assegurar que o
professor saiba tudo o que está acontecendo para poder agir. O que o filho vive dentro
de casa certamente aparecerá na quadra, na piscina ou onde ela estiver.”
Parceria com as famílias
• A primeira forma de educação que a criança recebe é a doméstica, proveniente
dos pais, espelho e referência na tenra idade. Portanto, o comportamento na
primeira infância vai refletir as atitudes da família. Uma família desestruturada
por brigas constantes, pela droga ou o abuso do álcool, sem dúvida, será
responsável pelas primeiras manifestações da criança no âmbito das relações
intersociais e no campo dos primeiros passos da socialização. Um menino ou
menina de comportamento tímido e retraído, com dificuldade na aprendizagem
e no relacionamento com os colegas, pode indicar problemas originados em
casa.
• Daí a importância da boa educação doméstica para o desenvolvimento cognitivo
da criança, antes mesmo do início da vida escolar. É com os pais que as crianças
aprendem a manusear os objetos, a comerem sozinhos, escovar os dentes e
fazer corretamente as necessidades fisiológicas. Também são os pais e o diálogo
em casa os responsáveis pela articulação das primeiras palavras e a correção,
subsequente, da maneira de falar, com o domínio da coerência e da coesão, um
processo de aprendizagem, lento, gradual e constante.
• Os pais são os primeiros e mais importantes parceiros da escola. Por isso mesmo
convém repetir uma sabia definição da didática voltada para a infância: “A
qualidade da Educação Infantil depende, cada vez mais, da parceria entre a
escola e a família. Abrir canais de comunicação, respeitar e acolher os saberes
dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicas
beneficiadas são as nossas crianças pequenas” (Carraro, 2006).
• De fato, se as primeiras habilidades são apreendidas em casa, os pais são uma
espécie de professores naturais, se assim podemosdefinir, legitimados pelo
respeito dos filhos. Assim sendo, a escola tem a obrigação de não só valorizar a
parceria com os pais (os primeiros mestres), como buscá-la e incentivá-la como
um procedimento dialógico da pedagogia.
• A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente.
A vida escolar e familiar se completa”, diz a especialista em educação infantil
pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Sonia
Oliveira Silva, no artigo Educação, Escola e Família, publicado pelo site Artigonal
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
16
(www.artigonal.com) , focado em educação. No mesmo artigo, Sonia ressalta
que “o primeiro grupo de pessoas com quem a criança, ao nascer, tem contato é
a família”, para em seguida continuar: “É interessante que logo a criança já
demonstra suas preferências, seus gostos e suas diferenças individuais. Também
a família tem seus hábitos, suas regras, enfim, seu modo de viver. É desse modo
que a criança começará a aprender a agir, a se comportar, a demonstrar seus
interesses e tentará se comunicar com esta família”.
• Aliás, a participação da família no processo educacional já é previsto pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
e pelo Plano Nacional de Educação. Os pais que deixam os filhos (em idade
escolar) fora da escola são passíveis de punição legal. Até o Programa Bolsa-
Família condiciona o pagamento do benefício à matricula das crianças na escola.
Contínua e progressiva, a educação infantil deve se apoiar em um tripé dialético:
escola-família-criança. Com isso, todos se dão as mãos para atingir o mesmo
objetivo: formar pequenos cidadãos, brasileirinhos e brasileirinhas preparados
para o futuro, o respeito ao próximo e pleno exercício da cidadania.
o Contação de Historia
• 10 mandamentos da contação
de histórias
• Escolha uma história da qual
você goste muito e deseje
contar.
• Leia essa história muitas vezes.
• Feche os olhos e imagine o
cenário, os personagens, o
tempo e outros elementos
constituintes do enredo.
• Escolha a voz para o narrador e
para as personagens da história.
• Exercite seu poder
de concentração.
• Aprenda como criar o gosto pela
leitura conforme a idade do
aluno.
• Tenha cuidado com sua postura
e os vícios de linguagem.
• Conte para alguém antes de
contar para todo mundo.
• Na hora de contar, olhe para
todo: olhar diz muita coisa.
• Seja natural, deixe falar seu
coração e seduza o ouvinte para
que ele deseje ouvir novamente.
o Que história contar? Sugestões por faixa etária
• Pré-escolares: até 3 anos
• Histórias de bichos.
• Contos rítmicos que sejam leves,
lúdicos, bem humorados e
curtos.
• Cantigas de ninar.
• Veja dicas de livros para faixa
etária de 3 anos.
• Fase pré-mágica: de 3 a 6 anos
• Histórias de bichos.
• Pequenos contos de fadas com
enredo simples e poucas
personagens.
• Poemas simples.
• Trava-línguas.
• Parlendas.
• Cantigas de rodas.
http://www.lendo.org/exercicios-aumentar-concentracao/
http://www.lendo.org/despertar-gosto-leitura-literatura-dicas-para-professores/
http://www.lendo.org/despertar-gosto-leitura-literatura-dicas-para-professores/
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
17
• Veja dicas de livros para a faixa
etária de 5 anos.
• Fase escolar: 7 anos
• Histórias de crianças, animais e
encantamentos.
• Contos de fadas mais
elaborados.
• Aventuras no ambiente próximo:
família e comunidade.
• Fase escolar: 8 anos
• Histórias humorísticas.
• Contos de fadas mais
elaborados.
• Lendas folclóricas.
• Contação
• A história deve ser contada
calmamente, porém com ritmo
e entusiasmo, criando uma
expectativa positiva com relação
aos acontecimentos.
• O bom contador de histórias
deve observar, ainda:
• Local
• Luminosidade
• Acomodações
• Presença de sons externos
• O nível de atenção das crianças
• O cenário
• O elemento surpresa
• O desfecho
• Importante: Nem toda história
precisa dar lição de moral ou
conduta no final. A hora do
conto deve ser um momento de
prazer e diversão, não apenas a
continuação de uma aula
conteudista. Não dê explicações
psicológicas sobre a conduta dos
personagens e muito menos as
associe a atitudes individuais de
alunos.
Atividades artísticas decorrentes da história
• Após a contação, é sempre
importante realizar um trabalho
em que as crianças se envolvam
e relembrem o que foi contado.
Nessa hora, é preciso considerar
a faixa etária de cada grupo, o
que vai guiar você a realizar
diferentes tipos de atividades.
Abaixo, elenquei algumas que
podem ser aplicadas,
modificadas e expandidas
conforme o seu caso:
• Conversa prévia
• Dobraduras das personagens
• Desenhos das personagens que
mais gostou
• Construção com sucatas
• Música sobre a história
• Fantoches diversos
• Bonecos com papel machê
• Máscaras
• Construção de livrinhos
• Dramatizações
• Fantasias
• Teatro de sombras
• Painéis
• Permita que seu filho ou seus
alunos adentrem nesse mundo
fantástico das histórias!
Compartilhe outras técnicas,
sugestões de histórias ou suas
próprias experiências como
ouvinte, nos comentários.
• Receba as crianças
individualmente, dando o
máximo de atenção que puder
para cada uma, sempre de
forma muito afetiva. Converse
com o grupo e estabeleça
algumas regras para a contação.
Lembre-se também de criar um
certo suspense antes do início
da história.
• A preparação
• Esteja com os materiais
organizados, suficientes para a
contação e para a atividade
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
18
posterior (se houver). É muito
importante ter segurança em
relação àquilo que se vai contar,
o que começa com você mesmo
gostar da história.
• A duração da narrativa
• Respeite o interesse da turma, a
faixa etária e o ambiente (muito
quente/frio).
• Lidando com interrupções
• Aproveite as interferências dos
alunos para enriquecer a
história, mas não deixe de
combinar antecipadamente com
eles sobre o que eles podem ou
não fazer durante a contação.
• Conversa depois da história
• É importante que o momento da
contação tenha um final bem
definido – um bom recurso é
concluir a história com uma rima
ou aplauso diferente. Por
exemplo: “Bata palmas quem
gostou do era uma vez, quem
não gostou que fique para outra
vez!”.
• O preparo geral
• Para quem eu contarei? Onde
eu contarei? Com que finalidade
contarei? Como marcarei o
clímax? Como prepararei o
ambiente? Como trabalharei os
elementos surpresa? Que gestos
e roupas usarei? Como
prepararei minha voz?
O EDUCAR E O CUIDAR
• Como deve ocorrer o educar e o cuidar, na prática pedagógica nas instituições
de educação infantil
• - As situações de educar remetem às situações de cuidado, auxiliando o
desenvolvimento das capacidades cognitivas infantis, bem como das
potencialidades afetivas, emocionais, sociais, corporais, estéticas e éticas;
- Deve ocorrer com:
• - Afetividade;
• - Com respeito às singularidades infantis;
• - Com respeito aos sentimentos;
• - Com compreensão das múltiplas e particulares linguagens das crianças;
• - Com objetivo de requerimento do desenvolvimento integral das crianças;
• - Com interesse dos educadores, tanto nas questões incluídas à aprendizagem,
como nos cuidados necessários para o desenvolvimento infantil;
• - O ato de educar inclui automaticamente a função de cuidado;
• - O cuidar e o educar enfocam a criança pequena, e um conclui o outro,
envolvendo a afetividade, a exploração de ambientes de diferentes maneiras e a
construção de significados pessoais e coletivos;
• - Educar e cuidar na Instituição de educação infantil significa respeitar e garantir
os direitos de todas as crianças ao bem-estar, à expressão, ao movimento, à
segurança, à brincadeira, ao contato com a natureza;
• Significa respeitar as peculiaridades de cada criança e oportunizarsituações de
aprendizagem significativas e prazerosas.
• - O educar e o cuidar na Educação Infantil ocorrem simultaneamente à
organização de atividades que garantam os direitos das crianças;
http://www.lendo.org/cuidar-da-voz/
http://www.lendo.org/cuidar-da-voz/
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
19
• - O cuidar e o educar são praticados nas rotinas diárias, desde o momento da
entrada na sala com um bom dia alegre; depois na hora do café da manhã-
cuidando a forma que se alimentam e ensinando o que pode e o que não pode;
no momento em que se troca a fralda; auxilia na atividade, ajuda no almoço,
instrui a fazer a higienização na hora do banho- ensinando as partes do corpo,
na hora do sono, enfim, todas as atividades realizadas nas instituições de
educação infantil estão ensinando/cuidando as crianças;
• - Alimentar, dar segurança, brincar, gerar interação, mediar o convívio coletivo,
estabelecer vínculos afetivos, a estimulação, o faz de conta, o desenho, todas as
atividades ligadas à proteção e apoio necessários ao cotidiano de qualquer
criança: limpar, trocar, proteger, enfim cuidar, todas fazem parte do que se
entende por educar.
• - Resumidamente pode-se dizer que o cuidar é uma união do educar, ou seja, o
educar envolve o cuidar, de forma que os cuidados físicos, emocionais, sociais e
cognitivos se façam presentes no educar; por isso o cuidar na Educação Infantil
está ligado com o educar a todo o momento das práticas realizadas nas
instituições de educação infantil.
Normas de segurança a serem seguidas ao montar uma creche:
• Corrimão nas escadas;
• Adaptação de antiderrapantes
nos degraus;
• Tela de segurança ou grades em
janelas altas;
• Trava de segurança interna nas
portas;
• Banheiros de acesso exclusivo
das crianças e;
• Play Grounds adaptados
segundo as exigências da ABNT.
• Prevenção de Acidentes
• Manter medicamentos,
produtos de limpeza e inseticida
em lugares seguros , longe do
alcance das crianças.
• Instalar coberturas, proteção de
tela, corrimão
• Não deixar utensílios cortantes
no alcance das crianças
• Não deixar criança na cozinha e
os cabos das panelas tem que
ficar para dentro do fogão.
• Dar preferencia para álcool em
gel
Organização de Espaços Físicos
• Berçário
• Sala de aula
• Sala de Informática
• Trocador e Fraldário
• Banheiros
• Cozinha ou Sala de Refeições
• Copa
• Enfermaria
• Recepção
• Escritório
• Brinquedoteca ou Espaço Lúdico
• Biblioteca
• Área Recreativa
http://educandoteka.com.br/creche/play-grounds-como-dever-ser-a-area-de-lazer-a-area-de-lazer-de-uma-creche
http://educandoteka.com.br/creche/play-grounds-como-dever-ser-a-area-de-lazer-a-area-de-lazer-de-uma-creche
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
20
• Sugestões de observação
enquanto uma criança
brinca
• Participação na brincadeira
(tenso, relaxado, atento,
concentrado, inquieto,
displicente, interessado,
entusiasmado).
• Organização (grau de
autonomia, ritmo de trabalho,
ordem)
• Atitudes Sociais
• Nível de solução de problemas
• Forma de enfrentar situações
novas.
• Nível de atenção e foco na
atividade.
• Memorização de comandos e
das sequências
• Como lida com o erro (indaga,
corrige, compara, relaciona,
elabora hipóteses, inibe-se,
oculta-o, descobre-o, consegue
formular suas produções, serve
para paralisar ou avançar…)
• Grau de persistência nas
atividades.
• A aceitação ou rejeição das
atividades propostas.
• O desejo e a determinação em
realizar.
• As ansiedades e medos diante
das propostas.
• O processo decisório de escolha
(tempo e forma: aleatória ou
refletida)
• A exploração ou não das
possibilidades.
• O nível de resistência a
frustração, por não atingir a
meta planejada
• Como lida com o sucesso ou
com o fracasso.
A importância do lúdico, jogos na sala de aula, brinquedoteca
• A educação para obter um ensino mais eficiente aperfeiçoou novas técnicas
didáticas consistindo numa prática inovadora e prazerosa. Dentre essas técnicas
temos o lúdico, um recurso didático dinâmico que garante resultados eficazes
na educação, apesar de exigir extremo planejamento e cuidado na execução da
atividade elaborada. O jogo é a atividade lúdica mais trabalhada pelos
professores atualmente, pois ele estimula as várias inteligências, permitindo que
o aluno se envolva em tudo que esteja realizando de forma significativa. Através
do lúdico o educador pode desenvolver atividades que sejam divertidas e que
sobretudo ensine os alunos a discernir valores éticos e morais, formando
cidadãos conscientes dos seus deveres e de suas responsabilidades, além de
propiciar situações em que haja uma interação maior entre os alunos e o
professor numa aula diferente e criativa, sem ser rotineira. Palavras Chaves:
educação, ensino, lúdico, jogo, dinâmico, educador, valores.
• A princípio, a explanação desse trabalho tem como objetivo mostrar a
importância de se trabalhar o lúdico na esfera escolar para a obtenção de
qualidade no processo educacional. E para que essa aprendizagem aconteça de
forma significativa e dinâmica, o professor tem como apoio a técnica dos jogos.
• São muitos os estudiosos do assunto, e para este trabalho foram consultados
autores que relatam a importância do lúdico e do uso dos jogos em atividades
didáticas para fundamentar ainda mais os pontos principais e melhor afirmar o
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
21
que foi explanado, são eles: Airton Negrine, Celso Antunes, Gilda Rizzo e Helena
Nylse Cunha.
• A educação tem por objetivo principal formar cidadãos críticos e criativos com
condições aptas para inventar e ser capazes de construir cada vez mais novos
conhecimentos. O processo deEnsino/Aprendizagem está constantemente
aprimorando seus métodos de ensino para a melhoria da educação. O lúdico é
um desses métodos que está sendo trabalhado na prática pedagógica,
contribuindo para o aprendizado do alunado possibilitando ao educador o
preparo de aulas dinâmicas fazendo com que o aluno interaja mais em sala de
aula, pois cresce a vontade de aprender, seu interesse ao conteúdo aumenta e
dessa maneira ele realmente aprende o que foi proposto a ser ensinado,
estimulando-o a ser pensador, questionador e não um repetidor de
informações.
• È preciso ressaltar que o termo lúdico etimologicamente é derivado do Latim
“ludus” que significa jogo, divertir-se e que se refere à função de brincar de
forma livre e individual, de jogar utilizando regras referindo-se a uma conduta
social, da recreação, sendo ainda maior a sua abrangência. Assim, pode-se dizer
que o lúdico é como se fosse uma parte inerente do ser humano, utilizado como
recurso pedagógico em várias áreas de estudo oportunizando a aprendizagem
do indivíduo. Dessa forma, percebem-se as diversas razões que levam os
educadores a trabalharem no âmbito escolar as atividades lúdicas.
• Como vemos Gilda Rizzo (2001) diz o seguinte sobre o lúdico:
• “… A atividade lúdica pode ser, portanto, um eficiente recurso aliado do
educador, interessado no desenvolvimento da inteligência de seus alunos,
quando mobiliza sua ação intelectual.” (p.40).
• Diante de tal pensamento que a estudiosa coloca, observa-se que o principal
papel do educador é estimular o alunado à construção de novos conhecimentos
e através das atividades lúdicas o aluno acaba sendo desafiado a produzir e
oferecer soluções às situações-problemas impostas pelo educador. Pois o lúdico
é um dos motivadores na percepção e na construção de esquemas de raciocínio,
além de ser uma forma de aprendizagem diferenciada e significativa.
• Convém ressaltar que o educador deve ter cuidado ao desenvolver uma
atividade trabalhando o lúdico, por ser uma tarefa dinâmica, o professor fica na
condição de estimulador, condutor e avaliador da feitura da atividade, no
entanto o educador é o elo entre o lúdico e os alunos.
• Da mesma forma deve ater-se na quantidade deatividades lúdicas, pois utilizada
exageradamente acabam tornando-se rotineira e transformando-se numa aula
tradicional.
• Nylse Cunha (1994) acredita que a ludicidade oferece uma “situação de
aprendizagem delicada”, ou seja, que o professor precisa nutrir o interesse do
aluno, sendo capaz de respeitar o grau de desenvolvimento das múltiplas
inteligências do mesmo, do contrário a atividade lúdica perde completamente
sua riqueza e seu valor, além do mais o professor deve gostar de trabalhar esse
novo método sendo motivador a fazer com que os alunos gostem de aprender,
pois se o educador não se entusiasmar pelo que ensina o aluno não terá o
interesse em aprender.
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
22
• Celso Antunes (2001) argumenta da seguinte forma: “Um professor que adora o
que faz, que se empolga com o que ensina, que se mostra sedutor em relação
aos saberes de sua disciplina, que apresenta seu tema sempre em situações de
desafios, estimulantes, intrigantes, sempre possui chances maiores de obter
reciprocidade do que quem a desenvolve com inevitável tédio da vida, da
profissão, das relações humanas, da turma…”(p.55).
• A atividade lúdica mais trabalhada atualmente nas escolas pelos professores é o
jogo, principalmente nas salas de aula do ensino fundamental por ter sua
clientela na maioria das vezes formada por crianças. Sendo importante dizer que
a palavra “jogo” foi utilizada para se referir ao “brincar”, se tratando de forma
lúdica, levando em conta que o indivíduo não apenas se diverte jogando, mas
também aprende.
• A palavra “jogo” etimologicamente origina-se do latim “iocus”, que significa
brincadeira, divertimento. Em alguns dicionários da Língua Portuguesa aparece
com definição de “passatempo, atividade mental determinada por regras que
definem ganhadores e perdedores”.
• Numa de suas palestras Airton Negrine (1997) cita o seguinte:
• “… a palavra “jogo” apresenta significados distintos uma vez que pode ser
entendida desde os movimentos que a criança realiza nos primeiros anos de
vida agitando os objetos que estão ao seu alcance, até as atividades mais ou
menos complexas…” (p.44).
• Pode-se dizer então que a palavra “jogo” apresenta significados variados, desde
uma brincadeira de criança com fins restritos em diversão até as atividades mais
complexas com intuito de adquirir novos conhecimentos.
• Gilda Rizzo (2001) diz que “os jogos, pelas suas qualidades intrísecas de desafio
à ação voluntária e consciente, devem estar, obrigatoriamente, incluídos entre
as inúmeras opções de trabalho escolar.”
• Pois o objetivo principal do jogo como atividade lúdica é proporcionar ao
indivíduo que está jogando, conhecimento de maneira gratificante, espontânea
e criativa não deixando de ser significativa independente de quem o joga,
deixando de lado os sistemas educacionais extremamente rígidos.
Trabalhar com os jogos na sala de aula possibilita diversos objetivos, dentre eles,
foram pontuados os seguintes:
• Desenvolver a criatividade, a sociabilidade e as inteligências múltiplas;
• Dar oportunidade para que aprenda a jogar e a participar ativamente;
• Enriquecer o relacionamento entre os alunos;
• Reforçar os conteúdos já aprendidos;
• Adquirir novas habilidades;
• Aprender a lidar com os resultados independentemente do resultado;
• Aceitar regras;
• Respeitar essas regras;
• Fazer suas próprias descobertas por meio do brincar;
• Desenvolver e enriquecer sua personalidade tornando-o mais participativo e
espontâneo perante os colegas de classe;
• Aumentar a interação e integração entre os participantes;
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista
23
• Lidar com frustrações se portando de forma sensata;
• Proporcionar a autoconfiança e a concentração.
• Nota-se também um entusiasmo maior sobre o conteúdo que está sendo
trabalhado por haver uma motivação dos educandos em expressar-se
livremente, de agir e interagir em sala de aula. Mas lembrando sempre que os
jogos devem está devidamente associado aos conteúdos e aos objetivos dentro
da aprendizagem, auxiliando a parte teórica, tornando o ensino mais prazeroso
apresentando opiniões para crescer ainda mais o trabalho dos profissionais da
área da educação.
• Diante de tal objetivo, os jogos escolhidos pelos educadores para trabalhar
precisam ser estudados intimamente e analisados rigorosamente para serem de
fato eficientes, porque os jogos que não são testados e pesquisados não terão
seu exato valor, tornado-se ineficazes, obviamente, uma atividade lúdica nunca
deve ser aplicada sem que tenha um benefício educativo. O professor pode criar
seus próprios jogos, a partir dos materiais disponíveis na instituição de ensino
em que leciona ou até mesmo na sala de aula, porém precisa atentar para a
forma de como serão trabalhados, não esquecendo os objetivos e o conteúdo a
ser desenvolvido. O educador precisa ter muito mais força de vontade,
criatividade, disponibilidade, seriedade, competência que dinheiro para
construir um jogo.
• Celso Antunes (2003) cita o seguinte sobre o jogo:
• “O jogo é o mais eficiente meio estimulador das inteligências, permitindo que o
indivíduo realize tudo que deseja. Quando joga, passa a viver quem quer ser,
organiza o que quer organizar, e decide sem limitações. Pode ser grande, livre, e
na aceitação das regras pode ter seus impulsos controlados. Brincando dentro
de seu espaço, envolve-se com a fantasia, estabelecendo um gancho entre o
inconsciente e o real”.
• De acordo com Celso Antunes, pode-se afirmar que a ludicidade do jogo
proporciona momentos mágicos e únicos na vida de um indivíduo, pois no
mesmo instante que diverte, ensina e desenvolve o raciocínio e a criatividade
além de obter responsabilidade diante da situação colocada a ele.
• Diante de tudo que fora mencionado, pode-se dizer sem sombra de dúvida que
o lúdico é importante sim para uma melhoria na educação e no andamento das
aulas, provocando uma aprendizagem significativa que ocorre gradativamente e
inconscientemente de forma natural, tornando-se um grande aliado aos
professores na caminhada para bons resultados.
• E que é dever do professor mudar os padrões de conduta em relação aos
alunos, deixando de lado os métodos e técnicas tradicionais acreditando que o
lúdico é eficaz como estratégia do desenvolvimento na sala de aula.
• Espera-se que esta proposta de abordagem vá de encontro com o que foi
proposto realizar, e essencialmente, que seja de suporte para professores que já
atuam no ambiente escolar, e aos futuros professores a tornar suas aulas mais
dinâmicas fazendo com que a sala de aula se transforme num lugar prazeroso,
construindo a integração entre todos que a frequentam.