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Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
1 
 
• Introdução 
O auxiliar de creche e Berçarista é o profissional que cuida de crianças de 0 a 6 anos. 
• Suas funções são: 
 
• Trocar Fralda e Higienização da Criança 
• Dar banho 
• Pentear Cabelo 
• Recreação 
• Alimentação e Auxilio as 
Crianças que não comem 
sozinhas 
• Educação 
• Adaptação 
• Organização do ambiente para a 
chegada da criança. 
• Acolher e Receber a criança de 
forma positiva 
• Conhecer e chamar a criança 
pelo nome desde o início. 
• Trocar informações com os pais 
a respeito da criança, tanto em 
casa, quanto na creche. 
• Auxiliar na higiene pessoal 
(escovação de dente. Lavagem 
das mãos e uso do vaso 
sanitário). 
• Organização do ambiente para o 
repouso. 
• Segurança Física da Criança 
• Estimular as formas de 
comunicação das crianças 
• Auxiliar na elaboração de 
planejamento semanal 
• Ser lúdico e criativo 
• Possibilitar a vivência de 
equidade com todas as crianças 
• Observar eventuais 
comportamentos e levar ao 
conhecimento do pedagogo, 
psicopedagogo e direção. 
• Conservação do material 
pedagógico. 
• Manter atualizada a agenda da 
criança 
• Prestar primeiros Socorros 
• Atenção constante, não deixar a 
sala sozinha 
• Relatório diário para troca de 
turma. 
• Buscar a integração das crianças. 
• Respeitar o regulamento interno 
da creche e promover um 
trabalho de qualidade. 
• Carga Horária 
• 6 horas por dia- 30 horas 
semanais 
• Salario – de R$ 880,00 até 
1.000,00.
 
• Adaptação 
 
• Verificar a Técnica de adaptação 
de cada creche, algumas 
permitem levar objetos algumas 
permitem levar objetos de uso 
pessoais para a creche e 
algumas disponibilizaram para 
ter atividades com os pais. 
Procurar ter um bom 
relacionamento com o 
responsável, proporcionar 
carinho a criança enfim aplicar a 
pedagogia afetiva. 
• O período de adaptação varia de 
acordo com cada criança. 
• O sucesso depende da postura 
de cada um. 
• Sempre compartilhar o 
momento da criança e do bebê 
com os pais. 
• Paciência é a palavra chave! 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
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• O tempo de permanência da 
criança vai aumentando de 
acordo com os dias e as 
semanas. 
• Qualidade dos Profissionais 
• Ao encontrar o bebê: 
aproximação, respeito, afeto, 
sem ansiedade, nem agonia. 
• Conhecimento do nome da 
criança antes de sua chegada a 
escola. 
• Criação de um clima de 
segurança afetiva individuais e 
coletiva. 
• Tranquilidade 
• Atenção Individualizada 
• Fazer o conhecimento da criança 
através de: entrevistas com o 
responsável, observação da 
criança e de suas reações diante 
de situações cotidianas da 
escola e ficha cadastral 
• Manter os horários de refeições 
• Levar a criança para conhecer o 
espaço da creche 
• Tolerância 
• Cada responsável é diferente do 
outro, assim como cada criança, 
devemos tentar nos adaptarmos 
á realidade deles sem 
prejudicarmos á rotina da 
creche. 
Nutrição Infantil 
• Leite Materno até os seis meses 
• Após os seis meses: frutas, 
verduras, iogurtes, sucos e 
muita água. 
• O leite de vaca e outros 
complementos não 
proporcionam os nutrientes 
essenciais. 
• Alimentos inadequados causam 
obesidades infantil, diabetes, 
pressão alta, colesterol alto e 
anemia. 
• Sobremesas: papinha de frutas, 
gelatina, salada de frutas, 
iogurte a base de frutas. 
• Sucos de frutas naturais devem 
ser servidos durante a refeição 
• Depois do quinto mês, já pode 
ser oferecido pão francês e 
biscoito para estimular o 
crescimento dos dentes. 
• Por volta do oitavo mês, já será 
introduzido a janta, o mais 
recomendável é a sopa com 
arroz ou macarrão, carne, dois 
tipos de legumes e verduras. 
• Não substitua as refeições. Caso 
a criança não queira comer, o 
certo é esperar e oferecer 
novamente, até que seja vencida 
pela fome. 
Horários: 
• Almoço: as 11:30 
• Lanche- 15:00 
• Janta – 18:00 
Alimentos que podem causar reações alérgicas 
• Peixe 
• Frutos do mar 
• Coco 
• Nozes 
• Avelãs 
• Castanhas 
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• Amendoim 
• Cajú 
• Cacau 
• Morango 
• Pêssego 
• Abacaxi 
• Derivados de leite de vaca 
Alimentos Energéticos 
• Açúcar 
• Arroz 
• Azeite 
• Batata 
• Batata Doce 
• Biscoitos 
• Bolos 
• Manteiga 
• Cará 
• Cereais Integrais 
• Aveia 
• Inhame 
• Mandioca ou mandioquinha 
• Macarrão 
• Óleo milho ou girassol 
• Margarina 
Alimentos Proteicos 
• Carne de vaca 
• Fígado 
• Coração 
• Peixe 
• Carne de porco 
• Leite 
• Frango 
• Rins 
• Moela 
• Frutos do mar 
• Ovo 
• Queijo 
• Iogurte 
• Lentilha 
• Grão de bico 
• Feijão 
• Ervilha 
• Milho 
Alimentos Reguladores 
• ABACATE 
• ABACAXI 
• ACEROLA 
• AMEIXA 
• BANANA MAÇA, NANICA E 
PRATA 
• Caju 
• Cereja 
• Figo 
• Fruta do Conde 
• Goiaba 
• Jaca 
• Jabuticaba 
• Kiwi 
• Laranja Pêra e lima 
• Limão 
• Maça 
• Mamão 
• Maracujá 
• Melancia 
• Melão 
• Morango 
• Pêra 
• Pêssego 
• Tangerina 
• Uva 
• Abóbora 
• Abobrinha 
• Berinjela 
• Beterraba 
• Cenoura 
• Chuchu 
• Pepino 
• Pimentão 
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• Tomate 
• Vagem 
• Acelga 
• Alface 
• Agrião 
• Brócolis 
• Couve 
• Couve flor 
• Espinafre 
• Erva doce 
• Repolho 
• Rúcula 
• Alecrim 
• Alho 
• Alho poró 
• Cebola 
• Cebolinha 
• Coentro 
• Hortelã 
• Manjericão 
• Mostarda 
• Salsa 
Fases do Desenvolvimento Infantil (0 a 6 anos) 
• É preciso saber que: 
- O desenvolvimento de uma criança 
não acontece de forma linear. 
- As mudanças que vão se produzindo 
ocorrem de forma gradual, são períodos 
contínuos que vão se sucedendo e se 
superpondo. 
- Durante a evolução a criança 
experimenta avanços e retrocessos, 
vivendo seu desenvolvimento de modo 
particular. 
- Acompanhamos a construção de sua 
personalidade respeitando que em cada 
idade há um jeito próprio de se 
manifestar. 
- Tanto antecipar etapas, como não 
estimular a criança, podem ser 
geradores de futuros conflitos. 
- Cabe a família e a ESCOLA conhecer e 
respeitar os passos do desenvolvimento 
infantil. 
Característica da faixa etária dos 0 aos 6 meses 
Desenvolvimento Físico: 
• Processo de fortalecimento gradual dos músculos e do sistema nervoso: os 
movimentos bruscos e descontrolados iniciais vão dando lugar a um controle 
progressivo da cabeça, dos membros e do tronco; 
• Por volta das 8 semanas é capaz de levantar a cabeça sozinho durante poucos 
segundos, deitado de barriga para baixo; 
• Controle completo da cabeça por volta dos 4 meses: deitado de costas, 
levanta a cabeça durante vários segundos; deitado de barriga para baixo começa 
a elevar-se com apoio das mãos e dos braços e virando a cabeça; 
• Por volta dos 4 meses o controle das mãos é mais fino, sendo capaz de segurar 
num brinquedo; 
• Entre os 4 e os 6 meses utiliza os membros para se movimentar, rolando para 
trás e para frente; apresenta também maior eficácia em alcançar e agarrar o que 
quer ou a posicionar-se no chão para brincar; 
• Desenvolve o seu próprio ritmo de alimentação, sono e eliminação; 
• Desenvolvimento progressivo da visão; 
• Com 1 mês, é capaz de focar objetos a 90 cm de distância; 
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• Progressivamente será capaz de utilizar os dois olhos para focar um objeto 
próximo ou afastado, bem como de seguir a deslocação dos objetos ou pessoas; 
• Entre os 4 e os 6 meses a visão e a coordenação olho-mão encontram-se 
próximas da do adulto; 
• Desenvolvimento da função auditiva; 
• Entre os 2 e os 4 meses, o bebê reage aos sons e às alterações do tom de voz 
das pessoas que o rodeiam; 
• Por volta dos 4-6 meses, possui já uma grande sensibilidade às modulações 
Desenvolvimento Intelectual: 
• A aprendizagem faz-se sobre tudo através dos sentidos; 
• Vocaliza espontaneamente, sobretudo quando está em relação; 
• A partir dos 4 meses, começa a imitar alguns sons que ouve à 
sua volta; 
• Por volta do 6ºmês, compreende algumas palavras familiares 
(o nome dele, "mamã", "papá"...), virando a cabeça quando o 
chamam; 
Desenvolvimento Social: 
• Distingue a figura cuidadora das restantes pessoas com quem se 
relaciona, estabelecendo com ela uma relação privilegiada; 
• Fixa o rostos e sorri (aparecimento do 1º sorriso social por volta 
das 6 semanas); 
• Aprecia situações sociais com outras crianças ou adultos; 
• Por volta dos 4 meses: capacidade de reconhecimento das 
pessoas mais próximas, o que influencia a forma como se 
relaciona com elas, tendo reações diferenciadas consoante a 
pessoa com quem interage. É também capaz de distinguir 
pessoas conhecidas de estranhos, revelando preferência por 
rostos familiares; 
Desenvolvimento Emocional: 
• Manifesta a sua excitação através dos movimentos do corpo, 
mostrando prazer ao antecipar a alimentação ou o colo; 
• O choro é a sua principal forma de comunicação, podendo 
significar estados distintos (sono, fome, desconforto...); 
• Apresenta medo perante barulhos altos ou inesperados, 
objetos, situações ou pessoas estranhas, movimentos súbitos e 
sensação de dor; 
Característica da faixa etária dos 6 aos 12 meses 
Desenvolvimento Físico: 
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• Desenvolvimento da motricidade: os músculos, o equilíbrio e o controlo motor 
estão mais desenvolvidos, sendo capaz de se sentar direito sem apoio e de fazer 
as primeiras tentativas de se pôr de pé, agarrando-se a superfícies de apoio; 
• A partir dos 8 meses, consegue arrastar-se ou gatinhar; 
• A partir dos 9 meses poderá começar a dar os primeiros passos, apoiando-se 
nos móveis; 
• Desenvolvimento da preensão: entre os 6 e os 8 meses, é capaz de segurar os 
objetos de forma mais firme e estável e de manipulá-los na mão; por volta dos 
10 meses, é já capaz de meter pequenos pedaços de comida na boca sem ajuda, 
é capaz de bater com dois objetos um no outro, utilizando as duas mãos, bem 
como adquire o controle do dedo indicador (aprende a apontar); 
• A primeira palavra poderá surgir por volta dos 10 meses; 
Desenvolvimento Intelectual: 
• A aprendizagem faz-se sobre tudo através dos sentidos, principalmente através 
da boca; 
• Desenvolvimento da noção de permanência do objeto, ou seja, a noção de que 
uma coisa continua a existir mesmo que não a consiga ver; 
• Vocalizações; 
• Os gestos acompanham as suas primeiras "conversas", exprimindo com o 
corpo aquilo que quer ou sente (por ex., abre e fecha as mãos quando quer uma 
coisa); 
• Alguns dos seus sons parecem-se progressivamente com palavras, tais como 
"mamã" ou "papá" e ao longo dos próximos meses o bebê vai tentar imitar os 
sons familiares, embora inicialmente sem significado; 
• A partir dos 8 meses: desenvolvimento do, acrescentando novos sons ao seu 
vocabulário. Os sons das suas vocalizações começam a acompanhar as 
modulações da conversa dos adultos - utiliza "mamã" e "papá" com significado; 
• Nesta fase, o bebê gosta que os objetos sejam nomeados e começa a 
reconhecer palavras familiares como "papa", "mamã", "adeus", sendo 
progressivamente capaz de associar ações a determinadas palavras (por ex: 
tchau-tchau" - acenar); 
• A partir dos 10 meses, a noção de causa-efeito encontra-se já bem 
desenvolvida: o bebê sabe exatamente o que vai acontecer quando bate num 
determinado objeto (produz som) ou quando deixa cair um brinquedo (o pai ou 
a mãe apanha-o). Começa também a relacionar os objetos com o seu fim (por 
ex., coloca o telefone junto ao ouvido); 
• Progressiva melhoria da capacidade de atenção e concentração: consegue 
manter-se concentrado durante períodos de tempo cada vez mais longos; 
Desenvolvimento Social: 
• O bebê está mais sociável, procurando ativamente a interação 
com quem o rodeia (através das vocalizações, dos gestos e das 
expressões faciais); 
• Manifesta comportamentos de imitação, relativamente a 
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pequenas ações que vê os adultos fazer (por ex., lavar a cara, 
escovar o cabelo, etc.); 
• A partir dos 10 meses, maior interesse pela interação com 
outros bebês; 
Desenvolvimento Emocional: 
• Formação de um forte laço afetivo com a figura materna 
(cuidadora) - Vinculação; 
• Presença de ansiedade de separação, que se manifesta quando 
é separado da mãe, mesmo que por breves instantes - trata-se de 
uma ansiedade normal no desenvolvimento emocional do bebê; 
• Presença de ansiedade perante estranhos: sendo igualmente 
uma etapa normal do desenvolvimento emocional do bebê, 
manifesta-se quando pessoas desconhecidas o abordam 
diretamente; 
• A partir dos 8 meses, maior consciência de si próprio; 
• Nesta fase é comum os bebês mostrarem preferência por um 
determinado objeto (um cobertor ou uma pelúcia, por ex.), o 
qual terá um papel muito importante na vida do bebê - ajuda a 
adormecer, é objeto de reconforto quando está triste, etc.; 
Característica da faixa etária de 01 aos 02 anos 
Desenvolvimento Físico: 
• Começa a andar, sobe e desce escadas, sobe os móveis, etc. - o 
equilíbrio é inicialmente bastante instável, uma vez que os 
músculos das pernas não estão ainda bem fortalecidos. Contudo, 
a partir dos 16 meses, o bebê já é capaz de caminhar e de se 
manter de pé em segurança, com movimentos muito mais 
controlados; 
• Melhoria da motricidade fina devido à prática - capacidade de 
segurar um objeto, o manipula, passa de uma mão para a outra e 
o larga deliberadamente. Por volta dos 20 meses, será capaz de 
transportar objetos na mão enquanto caminha; 
Desenvolvimento Intelectual: 
• Maior desenvolvimento da memória, através da repetição das 
atividades - permite-lhe antecipar os acontecimentos e retomar 
uma atividade momentaneamente interrompida, à qual dedica 
um maior tempo de concentração. Da mesma forma, através da 
sua rotina diária, o bebê desenvolve um entendimento das 
sequências de acontecimentos que constituem os seus dias e dos 
seus pais; 
• Exibe maior curiosidade: gosta de explorar o que o rodeia; 
• Compreende ordens simples, inicialmente acompanhadas de 
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gestos e, a partir dos 15 meses, sem necessidade de recorrer aos 
gestos; 
• Embora possa estar ainda limitada a uma palavra de cada vez, a 
linguagem do bebê começa a adquirir tons de voz diferentes para 
transmitir significados diferentes. Progressivamente, irá sendo 
capaz de combinar palavras soltas em frases de 2 palavras; 
• É capaz de acompanhar pedidos simples, como por ex. "dá-me 
a caneca"; 
• As experiências físicas que vai fazendo ajudam a desenvolver as 
capacidades cognitivas. Por exemplo, por volta dos 20 meses; 
• Sabe que um martelo de brincar serve para bater e já o deve 
utilizar; 
• Consegue estabelecer a relação entre um carrinho de brincar e 
o carro da família; 
• Entre os 20 e os 24 meses é também capaz de brincar ao faz-
de-conta (por ex., finge que deita chá de um bule para uma 
xícara, põe açúcar e bebe - recorda uma sequência de 
acontecimentos e faz de conta que os realiza como parte de um 
jogo). A capacidade de fazer este tipo de jogos indica que está a 
começar a compreender a diferença entre o que é real e o que 
não é; 
Desenvolvimento Social: 
• Aprecia a interação com adultos que lhe sejam familiares, imitando e copiando 
os comportamentos que observa; 
• Maior autonomia: sente satisfação por estar independente dos pais quando 
inserida num grupo de crianças, necessitando apenas de confirmar 
ocasionalmente a sua presença e disponibilidade - esta necessidade aumenta 
em situações novas, surgindo uma maior dependência quando é necessária uma 
nova adaptação; 
• As suas interações com outras crianças são ainda limitadas: as suas 
brincadeiras decorrem sobre tudo em paralelo e não em interação com elas; 
• A partir dos 20-24 meses, e à medida que começa a ter maior consciência de si 
própria, física e psicologicamente, começa a alargar os seus sentimentos sobre si 
próprio e sobre os outros - desenvolvimentoda empatia (começa a ser capaz de 
pensar sobre o que os outros sentem); 
 
Desenvolvimento Emocional: 
• •Grande reatividade ao ambiente emocional em que vive: mesmo que não o 
compreenda, apercebe-se dos estados emocionais de quem está próximo dele, 
sobre tudo os pais; 
• Está a aprender a confiar, pelo que necessita de saber que alguém cuida dela e 
vai de encontro às suas necessidades; 
• Desenvolve o sentimento de posse relativamente às suas coisas, sendo difícil 
partilhá-las; 
• Embora esteja normalmente bem disposta, exibe por vezes alterações de 
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humor ("birras"); 
• É bastante sensível à aprovação/desaprovação dos adultos; 
• Característica da faixa etária dos 2 aos 3 anos 
• Desenvolvimento Físico: 
• À medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a 
criança é capaz de saltar ou saltar de um pé para o outro quando 
está a correr ou a andar; 
• É mais fácil manipular e utilizar objetos com as mãos, como um 
lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha; 
• Começa gradualmente a controlar os esfíncteres (primeiro os 
intestinos e depois a bexiga); 
• Desenvolvimento Intelectual: 
• Fase de grande curiosidade, sendo muito frequente a pergunta "Por quê?"; 
• À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança 
começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física - 
trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço 
isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo; 
• É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. A partir dos 32 
meses, já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de 
continuar a falar sobre um assunto por um breve período; 
• Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria 
como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho 
fome"; 
• A memória e a capacidade de concentração aumentaram (a criança é capaz de 
voltar a uma atividade que tinha interrompido, mantendo-se concentrada nela 
por períodos de tempo mais longos); 
• A criança está a começar a formar imagens mentais das coisas, o que a leva à 
compreensão dos conceitos - progressivamente, e com a ajuda dos pais, vai 
sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo; 
• Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências 
numéricas simples e de diferentes categorias (por ex., é capaz de contar até 10 e 
de formar grupos de objetos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5 
porcos e 3 cavalos); 
Desenvolvimento Social: 
A mãe é ainda uma figura muito 
importante para a segurança da criança, 
não gostando de estranhos. A partir dos 
32 meses, a criança já deve reagir 
melhor quando é separada da mãe, 
para ficar à guarda de outra pessoa, 
embora algumas crianças consigam este 
progresso com menos ansiedade do que 
outras; 
• Imita e tenta participar nos 
comportamentos dos adultos: por ex., 
lavar a louça, maquiar-se, etc.; 
• É capaz de participar em atividades 
com outras crianças, como por 
exemplo, ouvir histórias; 
Desenvolvimento Emocional: 
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Inicialmente o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até a raiva frustrada. 
Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a 
criança necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que 
sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos pais; 
Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção – 
geralmente deve-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta 
aprendida (as birras costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a 
sua incapacidade de comunicar de forma eficaz); 
Características da faixa etária dos 03 aos 04 anos 
Desenvolvimento Físico: 
Grande atividade motora: corre, salta, começa a subir escadas, pode começar a andar 
de triciclo; grande desejo de experimentar tudo; 
• Embora ainda não seja capaz de amarrar sapatos, veste-se sozinha razoavelmente 
bem; 
• É capaz de comer sozinha com uma colher ou um garfo; 
• Copia figuras geométricas simples; 
• É cada vez mais independente ao nível da sua higiene; é já capaz de controlar os 
esfíncteres (sobretudo durante o dia); 
Desenvolvimento Intelectual: 
• Compreende a maior parte do que ouve e o seu discurso é compreensível para 
os adultos; 
• Utiliza bastante a imaginação: início dos jogos de faz-de-conta e dos jogos de 
papéis; 
• Compreende o conceito de "dois"; 
• Sabe o nome, o sexo e a idade; 
• Repete seqüências de 3 algarismos; 
• Começa a ter noção das relações de causa e efeito; 
• É bastante curiosa e investigadora; 
Desenvolvimento Social: 
• É bastante sensível aos sentimentos dos que a rodeiam relativamente a si 
própria; 
• Tem dificuldade em cooperar e partilhar; 
• Preocupa-se em agradar os adultos que lhe são significativos, sendo 
dependente da sua aprovação e afeto; 
• Começa a aperceber-se das diferenças no comportamento dos homens e das 
mulheres; 
• Começa a interessar-se mais pelos outros e a integrar-se em atividades de 
grupo com outras crianças; 
Desenvolvimento Emocional: 
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• É capaz de se separar da mãe durante curtos períodos de tempo; 
• Começa a desenvolver alguma independência e autoconfiança; 
• Pode manifestar medo de estranhos, de animais ou do escuro; 
• Começa a reconhecer os seus próprios limites, pedindo ajuda; 
• Imita os adultos; 
 
Desenvolvimento Moral: 
• Começa a distinguir o certo do errado; 
• As opiniões dos outros, acerca de si própria assumem grande importância para 
a criança; 
• Consegue controlar-se de forma mais eficaz e é menos agressiva; 
• Utiliza ameaças verbais extremas, como por exemplo: "eu te mato!", sem ter 
noção das suas implicações; 
• Característica da faixa etária dos 04 aos 05 anos 
• Desenvolvimento Físico: 
• Rápido desenvolvimento muscular; 
• Grande atividade motora, com maior controle dos movimentos; 
• Consegue escovar os dentes, pentear-se e vestir-se com pouca ajuda; 
Desenvolvimento Intelectual: 
• Adquiriu já um vocabulário alargado, constituído por 1500 a 2000 palavras; 
manifesta um grande interesse pela linguagem, falando incessantemente; 
• Compreende ordens com frases na negativa; 
• Articula bem consoantes e vogais e constrói frases bem estruturadas; 
• Exibe uma curiosidade insaciável, fazendo inúmeras perguntas; 
• Compreende as diferenças entre a fantasia e a realidade; 
• Compreende conceitos de número e de espaço: "mais", "menos", "maior", 
"dentro", "debaixo", "atrás"; 
• Começa a compreender que os desenhos e símbolos podem representar 
objetos reais; 
• Começa a reconhecer padrões entre os objetos: objetos redondos, objetos 
macios, animais... 
Desenvolvimento Social: 
• Gosta de brincar com outras crianças; quando está em grupo, poderá ser 
seletiva acerca dos seus companheiros; 
• Gosta de imitar as atividades dos adultos; 
• Está a aprender a partilhar, a aceitar as regras e a respeitar a vez do outro; 
Desenvolvimento Emocional: 
• Os pesadelos são comuns nesta fase; 
• Tem amigos imaginários e uma grande capacidade de fantasiar; 
• Procura frequentemente testar o poder e os limites dos outros; 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
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• Exibe muitos comportamentos desafiantes e opositores; 
• Os seus estados emocionais alcançam os extremos: por ex., é desafiante e 
depois bastante envergonhada; 
• Tem uma confiança crescente em si própria e no mundo; 
Desenvolvimento Moral: 
• •Tem maior consciência do certo e errado, preocupando-se geralmente em 
fazer o que está certo; pode culpar os outros pelos seus erros (dificuldade em 
assumir a culpa pelos seus comportamentos); 
Características da faixa etária dos 5 aos 6 anos 
Desenvolvimento Físico: 
• A preferência manual está estabelecida; 
• É capaz de se vestir e despir sozinha;• Assegura sua higiene com autonomia; 
• Pode manifestar dores de estômago ou vômitos quando obrigada a comer 
comidas de que não gosta; tem preferência por comida pouco elaborada, 
embora aceite uma maior variedade de alimentos; 
Desenvolvimento Intelectual: 
• Fala fluentemente, utilizando corretamente o plural, os pronomes e os tempos 
verbais; 
• Grande interesse pelas palavras e a linguagem; 
• Pode gaguejar se estiver muito cansada ou nervosa; 
• Segue instruções e aceita supervisão; 
• Conhece as cores, os números, etc. 
• Capacidade para memorizar histórias e repeti-las; 
• É capaz de agrupar e ordenar objetos tendo em conta o tamanho (do menor 
ao maior); 
• Começa a entender os conceitos de "antes" e "depois", "em cima" e "em 
baixo", etc., bem como conceitos de tempo: "ontem", "hoje", "amanhã"; 
Desenvolvimento Social: 
• A mãe é ainda o centro do mundo da criança, pelo que poderá recear a não 
voltar a vê-la após uma separação; 
• Copia os adultos; 
• Brinca com meninos e meninas; 
• Está mais calma, não sendo tão exigente nas suas relações com os outros; é capaz de 
brincar apenas com outra criança ou com um grupo de crianças, manifestando 
preferência pelas crianças do mesmo sexo; 
• Brinca de forma independente, sem necessitar de uma constante supervisão; 
• Começa a ser capaz de esperar pela sua vez e de partilhar; 
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• Conhece as diferenças de sexo; 
• Aprecia conversar durante as refeições; 
• Começa a interessar-se por saber de onde vêm os bebês; 
• Está numa fase de maior conformismo, sendo crítica relativamente aqueles que não 
apresentam o mesmo comportamento; 
 
Desenvolvimento Emocional: 
• Pode apresentar alguns medos: do escuro, de cair, de cães ou de dano corporal, 
embora esta não seja uma fase de grandes medos; 
• Se estiver cansada, nervosa ou chateada, poderá apresentar alguns dos 
seguintes comportamentos: roer as unhas, piscar repetidamente os olhos, 
fungar, etc.; 
• Preocupa-se em agradar aos adultos; 
• Maior sensibilidade relativamente às necessidades e sentimentos dos outros; 
• Envergonha-se facilmente; 
 
Desenvolvimento Moral: 
• Devido à sua grande preocupação em fazer as coisas bem e em agradar, poderá 
por vezes mentir ou culpar os outros de comportamentos reprováveis. 
• "Aprendemos sobre o jeito de ser de cada criança através da forma como se 
relaciona com seus amigos, seus brinquedos, como manifesta suas vontades e 
afetos; tolera suas frustrações, através das primeiras expressões gráficas e da 
linguagem". 
 
Fase escolar: 9 anos 
• Mitos. 
• Contos de fadas mais 
elaborados. 
• Antigo testamento como mito. 
• Histórias de humor. 
• Fase escolar: 10 anos 
• Mitos. 
• Mitologia nórdica. 
• Narrativas de viagens. 
• Histórias verídicas. 
• observar ao contar uma história 
• 
Fase escolar: 11 anos 
• Mitos (hindus, persas, árabes, 
egípcios). 
• Narrativas de viagens. 
• Histórias verídicas. 
• Mitos de heróis. 
Fase escolar: 12 anos em diante 
• Narrativas de viagens 
• Histórias verídicas 
• Biografias e romances 
• Técnicas para contação de 
histórias 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
14 
 
• Contação: adaptação do 
contador ou história decorada 
na íntegra. 
• Com o livro: leitura dinâmica, 
dramatizada, com as ilustrações 
do livro. 
• Com gravuras: varal, livro 
ampliado. 
• Com fanelógrafo: gravuras 
coloridas, dobraduras, sombras 
– usar o velcro atrás. 
• Com desenhos: desenhar as 
personagens enquanto vai 
contando a história. 
• Fantoches: de varetas, 
dedoches, de caixinhas, de papel 
machê, de meias, de EVA, de 
espuma, de feltro ou qualquer 
outro material que sua 
criatividade permitir. 
 
Atividades para berçário e creche 
• Estímulos com atividade 
adequadas para cada idade. 
• Atividades devem ser: 
• Músicas adequadas de acordo 
com a faixa etária 
• Brinquedos pedagógicos 
• Atividades lúdicas 
• Contação de historias 
• Brinquedos Educativos: 
• Os brinquedos trabalham com: 
• Afetividade 
• Cognição 
• Movimento 
• Fala 
• Socialização 
• É preciso tomar cuidado com 
brinquedos que possuam 
objetos que possam ser 
engolidos ou machucam as 
crianças. 
• Uma boa opção é trabalhar a 
consciência ambiental das 
crianças através de brinquedos 
feito com materiais recicláveis. 
• Agressividade Infantil 
A agressividade faz parte do desenvolvimento infantil desde o nascimento. Trata-se de 
uma reação natural para alguém que não conhece outros recursos para expressar 
desconforto e necessidades urgentes.“Cabe aos pais escutar o que a criança tem a dizer 
e mostrar que há outras formas de lidar com cada situação”, pontua a psicóloga 
esportiva Mariana Correa. 
Com o tempo, ela emenda, a criança vai naturalmente aprendendo que deve usar as 
palavras para expressar seus sentimentos e estado de ânimo, sem agredir ninguém. A 
luz amarela acende, porém, quando a mudança de comportamento é repentina. 
Crianças tranquilas que se tornam agressivas de uma hora para outra podem estar 
pedindo socorro – e tanto faz a faixa etária, pode acontecer da primeira infância até a 
adolescência. “Geralmente, ela age assim em função de algum episódio vivido naquele 
momento.” 
Da lista de motivos mais frequentes fazem parte o bullying, a dificuldade de 
relacionamento com os professores e problemas familiares comuns, tais como brigas 
entre os pais e dificuldades financeiras. Além de muita conversa franca, é preciso 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
15 
 
oferecer a essa criança chance de liberar a agressividade – e o esporte, segundo 
Mariana, é uma excelente alternativa. 
A prática esportiva ajuda a lidar com todo tipo de emoção, boa ou ruim 
A escolha da modalidade, aqui, é menos importante do que o papel desempenhado 
pelo professor ou treinador. Ele deve conduzir a atividade, seja o esporte coletivo ou 
individual, orientando a reação da criança a cada estímulo. Isso ajuda a evitar, por 
exemplo, práticas de bullying na escola. 
O diálogo constante com os pais também é fundamental. “Eles devem assegurar que o 
professor saiba tudo o que está acontecendo para poder agir. O que o filho vive dentro 
de casa certamente aparecerá na quadra, na piscina ou onde ela estiver.” 
Parceria com as famílias 
• A primeira forma de educação que a criança recebe é a doméstica, proveniente 
dos pais, espelho e referência na tenra idade. Portanto, o comportamento na 
primeira infância vai refletir as atitudes da família. Uma família desestruturada 
por brigas constantes, pela droga ou o abuso do álcool, sem dúvida, será 
responsável pelas primeiras manifestações da criança no âmbito das relações 
intersociais e no campo dos primeiros passos da socialização. Um menino ou 
menina de comportamento tímido e retraído, com dificuldade na aprendizagem 
e no relacionamento com os colegas, pode indicar problemas originados em 
casa. 
• Daí a importância da boa educação doméstica para o desenvolvimento cognitivo 
da criança, antes mesmo do início da vida escolar. É com os pais que as crianças 
aprendem a manusear os objetos, a comerem sozinhos, escovar os dentes e 
fazer corretamente as necessidades fisiológicas. Também são os pais e o diálogo 
em casa os responsáveis pela articulação das primeiras palavras e a correção, 
subsequente, da maneira de falar, com o domínio da coerência e da coesão, um 
processo de aprendizagem, lento, gradual e constante. 
• Os pais são os primeiros e mais importantes parceiros da escola. Por isso mesmo 
convém repetir uma sabia definição da didática voltada para a infância: “A 
qualidade da Educação Infantil depende, cada vez mais, da parceria entre a 
escola e a família. Abrir canais de comunicação, respeitar e acolher os saberes 
dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicas 
beneficiadas são as nossas crianças pequenas” (Carraro, 2006). 
• De fato, se as primeiras habilidades são apreendidas em casa, os pais são uma 
espécie de professores naturais, se assim podemosdefinir, legitimados pelo 
respeito dos filhos. Assim sendo, a escola tem a obrigação de não só valorizar a 
parceria com os pais (os primeiros mestres), como buscá-la e incentivá-la como 
um procedimento dialógico da pedagogia. 
• A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. 
A vida escolar e familiar se completa”, diz a especialista em educação infantil 
pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Sonia 
Oliveira Silva, no artigo Educação, Escola e Família, publicado pelo site Artigonal 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
16 
 
(www.artigonal.com) , focado em educação. No mesmo artigo, Sonia ressalta 
que “o primeiro grupo de pessoas com quem a criança, ao nascer, tem contato é 
a família”, para em seguida continuar: “É interessante que logo a criança já 
demonstra suas preferências, seus gostos e suas diferenças individuais. Também 
a família tem seus hábitos, suas regras, enfim, seu modo de viver. É desse modo 
que a criança começará a aprender a agir, a se comportar, a demonstrar seus 
interesses e tentará se comunicar com esta família”. 
• Aliás, a participação da família no processo educacional já é previsto pelo 
Estatuto da Criança e do Adolescente, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
e pelo Plano Nacional de Educação. Os pais que deixam os filhos (em idade 
escolar) fora da escola são passíveis de punição legal. Até o Programa Bolsa-
Família condiciona o pagamento do benefício à matricula das crianças na escola. 
Contínua e progressiva, a educação infantil deve se apoiar em um tripé dialético: 
escola-família-criança. Com isso, todos se dão as mãos para atingir o mesmo 
objetivo: formar pequenos cidadãos, brasileirinhos e brasileirinhas preparados 
para o futuro, o respeito ao próximo e pleno exercício da cidadania. 
 
o Contação de Historia 
• 10 mandamentos da contação 
de histórias 
• Escolha uma história da qual 
você goste muito e deseje 
contar. 
• Leia essa história muitas vezes. 
• Feche os olhos e imagine o 
cenário, os personagens, o 
tempo e outros elementos 
constituintes do enredo. 
• Escolha a voz para o narrador e 
para as personagens da história. 
• Exercite seu poder 
de concentração. 
 
• Aprenda como criar o gosto pela 
leitura conforme a idade do 
aluno. 
• Tenha cuidado com sua postura 
e os vícios de linguagem. 
• Conte para alguém antes de 
contar para todo mundo. 
• Na hora de contar, olhe para 
todo: olhar diz muita coisa. 
• Seja natural, deixe falar seu 
coração e seduza o ouvinte para 
que ele deseje ouvir novamente. 
o Que história contar? Sugestões por faixa etária 
• Pré-escolares: até 3 anos 
• Histórias de bichos. 
• Contos rítmicos que sejam leves, 
lúdicos, bem humorados e 
curtos. 
• Cantigas de ninar. 
• Veja dicas de livros para faixa 
etária de 3 anos. 
• Fase pré-mágica: de 3 a 6 anos 
• Histórias de bichos. 
• Pequenos contos de fadas com 
enredo simples e poucas 
personagens. 
• Poemas simples. 
• Trava-línguas. 
• Parlendas. 
• Cantigas de rodas. 
http://www.lendo.org/exercicios-aumentar-concentracao/
http://www.lendo.org/despertar-gosto-leitura-literatura-dicas-para-professores/
http://www.lendo.org/despertar-gosto-leitura-literatura-dicas-para-professores/
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
17 
 
• Veja dicas de livros para a faixa 
etária de 5 anos. 
• Fase escolar: 7 anos 
• Histórias de crianças, animais e 
encantamentos. 
• Contos de fadas mais 
elaborados. 
• Aventuras no ambiente próximo: 
família e comunidade. 
• Fase escolar: 8 anos 
• Histórias humorísticas. 
• Contos de fadas mais 
elaborados. 
• Lendas folclóricas. 
• Contação 
• A história deve ser contada 
calmamente, porém com ritmo 
e entusiasmo, criando uma 
expectativa positiva com relação 
aos acontecimentos. 
• O bom contador de histórias 
deve observar, ainda: 
• Local 
• Luminosidade 
• Acomodações 
• Presença de sons externos 
• O nível de atenção das crianças 
• O cenário 
• O elemento surpresa 
• O desfecho 
• Importante: Nem toda história 
precisa dar lição de moral ou 
conduta no final. A hora do 
conto deve ser um momento de 
prazer e diversão, não apenas a 
continuação de uma aula 
conteudista. Não dê explicações 
psicológicas sobre a conduta dos 
personagens e muito menos as 
associe a atitudes individuais de 
alunos. 
Atividades artísticas decorrentes da história 
• Após a contação, é sempre 
importante realizar um trabalho 
em que as crianças se envolvam 
e relembrem o que foi contado. 
Nessa hora, é preciso considerar 
a faixa etária de cada grupo, o 
que vai guiar você a realizar 
diferentes tipos de atividades. 
Abaixo, elenquei algumas que 
podem ser aplicadas, 
modificadas e expandidas 
conforme o seu caso: 
• Conversa prévia 
• Dobraduras das personagens 
• Desenhos das personagens que 
mais gostou 
• Construção com sucatas 
• Música sobre a história 
• Fantoches diversos 
• Bonecos com papel machê 
• Máscaras 
• Construção de livrinhos 
• Dramatizações 
• Fantasias 
• Teatro de sombras 
• Painéis 
• Permita que seu filho ou seus 
alunos adentrem nesse mundo 
fantástico das histórias! 
Compartilhe outras técnicas, 
sugestões de histórias ou suas 
próprias experiências como 
ouvinte, nos comentários. 
• Receba as crianças 
individualmente, dando o 
máximo de atenção que puder 
para cada uma, sempre de 
forma muito afetiva. Converse 
com o grupo e estabeleça 
algumas regras para a contação. 
Lembre-se também de criar um 
certo suspense antes do início 
da história. 
• A preparação 
• Esteja com os materiais 
organizados, suficientes para a 
contação e para a atividade 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
18 
 
posterior (se houver). É muito 
importante ter segurança em 
relação àquilo que se vai contar, 
o que começa com você mesmo 
gostar da história. 
• A duração da narrativa 
• Respeite o interesse da turma, a 
faixa etária e o ambiente (muito 
quente/frio). 
• Lidando com interrupções 
• Aproveite as interferências dos 
alunos para enriquecer a 
história, mas não deixe de 
combinar antecipadamente com 
eles sobre o que eles podem ou 
não fazer durante a contação. 
• Conversa depois da história 
• É importante que o momento da 
contação tenha um final bem 
definido – um bom recurso é 
concluir a história com uma rima 
ou aplauso diferente. Por 
exemplo: “Bata palmas quem 
gostou do era uma vez, quem 
não gostou que fique para outra 
vez!”. 
• O preparo geral 
• Para quem eu contarei? Onde 
eu contarei? Com que finalidade 
contarei? Como marcarei o 
clímax? Como prepararei o 
ambiente? Como trabalharei os 
elementos surpresa? Que gestos 
e roupas usarei? Como 
prepararei minha voz? 
O EDUCAR E O CUIDAR 
• Como deve ocorrer o educar e o cuidar, na prática pedagógica nas instituições 
de educação infantil 
• - As situações de educar remetem às situações de cuidado, auxiliando o 
desenvolvimento das capacidades cognitivas infantis, bem como das 
potencialidades afetivas, emocionais, sociais, corporais, estéticas e éticas; 
- Deve ocorrer com: 
• - Afetividade; 
• - Com respeito às singularidades infantis; 
• - Com respeito aos sentimentos; 
• - Com compreensão das múltiplas e particulares linguagens das crianças; 
• - Com objetivo de requerimento do desenvolvimento integral das crianças; 
• - Com interesse dos educadores, tanto nas questões incluídas à aprendizagem, 
como nos cuidados necessários para o desenvolvimento infantil; 
• - O ato de educar inclui automaticamente a função de cuidado; 
• - O cuidar e o educar enfocam a criança pequena, e um conclui o outro, 
envolvendo a afetividade, a exploração de ambientes de diferentes maneiras e a 
construção de significados pessoais e coletivos; 
• - Educar e cuidar na Instituição de educação infantil significa respeitar e garantir 
os direitos de todas as crianças ao bem-estar, à expressão, ao movimento, à 
segurança, à brincadeira, ao contato com a natureza; 
• Significa respeitar as peculiaridades de cada criança e oportunizarsituações de 
aprendizagem significativas e prazerosas. 
• - O educar e o cuidar na Educação Infantil ocorrem simultaneamente à 
organização de atividades que garantam os direitos das crianças; 
http://www.lendo.org/cuidar-da-voz/
http://www.lendo.org/cuidar-da-voz/
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
19 
 
• - O cuidar e o educar são praticados nas rotinas diárias, desde o momento da 
entrada na sala com um bom dia alegre; depois na hora do café da manhã- 
cuidando a forma que se alimentam e ensinando o que pode e o que não pode; 
no momento em que se troca a fralda; auxilia na atividade, ajuda no almoço, 
instrui a fazer a higienização na hora do banho- ensinando as partes do corpo, 
na hora do sono, enfim, todas as atividades realizadas nas instituições de 
educação infantil estão ensinando/cuidando as crianças; 
• - Alimentar, dar segurança, brincar, gerar interação, mediar o convívio coletivo, 
estabelecer vínculos afetivos, a estimulação, o faz de conta, o desenho, todas as 
atividades ligadas à proteção e apoio necessários ao cotidiano de qualquer 
criança: limpar, trocar, proteger, enfim cuidar, todas fazem parte do que se 
entende por educar. 
• - Resumidamente pode-se dizer que o cuidar é uma união do educar, ou seja, o 
educar envolve o cuidar, de forma que os cuidados físicos, emocionais, sociais e 
cognitivos se façam presentes no educar; por isso o cuidar na Educação Infantil 
está ligado com o educar a todo o momento das práticas realizadas nas 
instituições de educação infantil.
Normas de segurança a serem seguidas ao montar uma creche: 
• Corrimão nas escadas; 
• Adaptação de antiderrapantes 
nos degraus; 
• Tela de segurança ou grades em 
janelas altas; 
• Trava de segurança interna nas 
portas; 
• Banheiros de acesso exclusivo 
das crianças e; 
• Play Grounds adaptados 
segundo as exigências da ABNT. 
• Prevenção de Acidentes 
• Manter medicamentos, 
produtos de limpeza e inseticida 
em lugares seguros , longe do 
alcance das crianças. 
• Instalar coberturas, proteção de 
tela, corrimão 
• Não deixar utensílios cortantes 
no alcance das crianças 
• Não deixar criança na cozinha e 
os cabos das panelas tem que 
ficar para dentro do fogão. 
• Dar preferencia para álcool em 
gel 
 
Organização de Espaços Físicos 
• Berçário 
• Sala de aula 
• Sala de Informática 
• Trocador e Fraldário 
• Banheiros 
• Cozinha ou Sala de Refeições 
• Copa 
• Enfermaria 
• Recepção 
• Escritório 
• Brinquedoteca ou Espaço Lúdico 
• Biblioteca 
• Área Recreativa 
 
http://educandoteka.com.br/creche/play-grounds-como-dever-ser-a-area-de-lazer-a-area-de-lazer-de-uma-creche
http://educandoteka.com.br/creche/play-grounds-como-dever-ser-a-area-de-lazer-a-area-de-lazer-de-uma-creche
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
20 
 
• Sugestões de observação 
enquanto uma criança 
brinca 
• Participação na brincadeira 
(tenso, relaxado, atento, 
concentrado, inquieto, 
displicente, interessado, 
entusiasmado). 
• Organização (grau de 
autonomia, ritmo de trabalho, 
ordem) 
• Atitudes Sociais 
• Nível de solução de problemas 
• Forma de enfrentar situações 
novas. 
• Nível de atenção e foco na 
atividade. 
• Memorização de comandos e 
das sequências 
• Como lida com o erro (indaga, 
corrige, compara, relaciona, 
elabora hipóteses, inibe-se, 
oculta-o, descobre-o, consegue 
formular suas produções, serve 
para paralisar ou avançar…) 
• Grau de persistência nas 
atividades. 
• A aceitação ou rejeição das 
atividades propostas. 
• O desejo e a determinação em 
realizar. 
• As ansiedades e medos diante 
das propostas. 
• O processo decisório de escolha 
(tempo e forma: aleatória ou 
refletida) 
• A exploração ou não das 
possibilidades. 
• O nível de resistência a 
frustração, por não atingir a 
meta planejada 
• Como lida com o sucesso ou 
com o fracasso. 
 
A importância do lúdico, jogos na sala de aula, brinquedoteca 
• A educação para obter um ensino mais eficiente aperfeiçoou novas técnicas 
didáticas consistindo numa prática inovadora e prazerosa. Dentre essas técnicas 
temos o lúdico, um recurso didático dinâmico que garante resultados eficazes 
na educação, apesar de exigir extremo planejamento e cuidado na execução da 
atividade elaborada. O jogo é a atividade lúdica mais trabalhada pelos 
professores atualmente, pois ele estimula as várias inteligências, permitindo que 
o aluno se envolva em tudo que esteja realizando de forma significativa. Através 
do lúdico o educador pode desenvolver atividades que sejam divertidas e que 
sobretudo ensine os alunos a discernir valores éticos e morais, formando 
cidadãos conscientes dos seus deveres e de suas responsabilidades, além de 
propiciar situações em que haja uma interação maior entre os alunos e o 
professor numa aula diferente e criativa, sem ser rotineira. Palavras Chaves: 
educação, ensino, lúdico, jogo, dinâmico, educador, valores. 
• A princípio, a explanação desse trabalho tem como objetivo mostrar a 
importância de se trabalhar o lúdico na esfera escolar para a obtenção de 
qualidade no processo educacional. E para que essa aprendizagem aconteça de 
forma significativa e dinâmica, o professor tem como apoio a técnica dos jogos. 
• São muitos os estudiosos do assunto, e para este trabalho foram consultados 
autores que relatam a importância do lúdico e do uso dos jogos em atividades 
didáticas para fundamentar ainda mais os pontos principais e melhor afirmar o 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
21 
 
que foi explanado, são eles: Airton Negrine, Celso Antunes, Gilda Rizzo e Helena 
Nylse Cunha. 
• A educação tem por objetivo principal formar cidadãos críticos e criativos com 
condições aptas para inventar e ser capazes de construir cada vez mais novos 
conhecimentos. O processo deEnsino/Aprendizagem está constantemente 
aprimorando seus métodos de ensino para a melhoria da educação. O lúdico é 
um desses métodos que está sendo trabalhado na prática pedagógica, 
contribuindo para o aprendizado do alunado possibilitando ao educador o 
preparo de aulas dinâmicas fazendo com que o aluno interaja mais em sala de 
aula, pois cresce a vontade de aprender, seu interesse ao conteúdo aumenta e 
dessa maneira ele realmente aprende o que foi proposto a ser ensinado, 
estimulando-o a ser pensador, questionador e não um repetidor de 
informações. 
• È preciso ressaltar que o termo lúdico etimologicamente é derivado do Latim 
“ludus” que significa jogo, divertir-se e que se refere à função de brincar de 
forma livre e individual, de jogar utilizando regras referindo-se a uma conduta 
social, da recreação, sendo ainda maior a sua abrangência. Assim, pode-se dizer 
que o lúdico é como se fosse uma parte inerente do ser humano, utilizado como 
recurso pedagógico em várias áreas de estudo oportunizando a aprendizagem 
do indivíduo. Dessa forma, percebem-se as diversas razões que levam os 
educadores a trabalharem no âmbito escolar as atividades lúdicas. 
• Como vemos Gilda Rizzo (2001) diz o seguinte sobre o lúdico: 
• “… A atividade lúdica pode ser, portanto, um eficiente recurso aliado do 
educador, interessado no desenvolvimento da inteligência de seus alunos, 
quando mobiliza sua ação intelectual.” (p.40). 
• Diante de tal pensamento que a estudiosa coloca, observa-se que o principal 
papel do educador é estimular o alunado à construção de novos conhecimentos 
e através das atividades lúdicas o aluno acaba sendo desafiado a produzir e 
oferecer soluções às situações-problemas impostas pelo educador. Pois o lúdico 
é um dos motivadores na percepção e na construção de esquemas de raciocínio, 
além de ser uma forma de aprendizagem diferenciada e significativa. 
• Convém ressaltar que o educador deve ter cuidado ao desenvolver uma 
atividade trabalhando o lúdico, por ser uma tarefa dinâmica, o professor fica na 
condição de estimulador, condutor e avaliador da feitura da atividade, no 
entanto o educador é o elo entre o lúdico e os alunos. 
• Da mesma forma deve ater-se na quantidade deatividades lúdicas, pois utilizada 
exageradamente acabam tornando-se rotineira e transformando-se numa aula 
tradicional. 
• Nylse Cunha (1994) acredita que a ludicidade oferece uma “situação de 
aprendizagem delicada”, ou seja, que o professor precisa nutrir o interesse do 
aluno, sendo capaz de respeitar o grau de desenvolvimento das múltiplas 
inteligências do mesmo, do contrário a atividade lúdica perde completamente 
sua riqueza e seu valor, além do mais o professor deve gostar de trabalhar esse 
novo método sendo motivador a fazer com que os alunos gostem de aprender, 
pois se o educador não se entusiasmar pelo que ensina o aluno não terá o 
interesse em aprender. 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
22 
 
• Celso Antunes (2001) argumenta da seguinte forma: “Um professor que adora o 
que faz, que se empolga com o que ensina, que se mostra sedutor em relação 
aos saberes de sua disciplina, que apresenta seu tema sempre em situações de 
desafios, estimulantes, intrigantes, sempre possui chances maiores de obter 
reciprocidade do que quem a desenvolve com inevitável tédio da vida, da 
profissão, das relações humanas, da turma…”(p.55). 
• A atividade lúdica mais trabalhada atualmente nas escolas pelos professores é o 
jogo, principalmente nas salas de aula do ensino fundamental por ter sua 
clientela na maioria das vezes formada por crianças. Sendo importante dizer que 
a palavra “jogo” foi utilizada para se referir ao “brincar”, se tratando de forma 
lúdica, levando em conta que o indivíduo não apenas se diverte jogando, mas 
também aprende. 
• A palavra “jogo” etimologicamente origina-se do latim “iocus”, que significa 
brincadeira, divertimento. Em alguns dicionários da Língua Portuguesa aparece 
com definição de “passatempo, atividade mental determinada por regras que 
definem ganhadores e perdedores”. 
• Numa de suas palestras Airton Negrine (1997) cita o seguinte: 
• “… a palavra “jogo” apresenta significados distintos uma vez que pode ser 
entendida desde os movimentos que a criança realiza nos primeiros anos de 
vida agitando os objetos que estão ao seu alcance, até as atividades mais ou 
menos complexas…” (p.44). 
• Pode-se dizer então que a palavra “jogo” apresenta significados variados, desde 
uma brincadeira de criança com fins restritos em diversão até as atividades mais 
complexas com intuito de adquirir novos conhecimentos. 
• Gilda Rizzo (2001) diz que “os jogos, pelas suas qualidades intrísecas de desafio 
à ação voluntária e consciente, devem estar, obrigatoriamente, incluídos entre 
as inúmeras opções de trabalho escolar.” 
• Pois o objetivo principal do jogo como atividade lúdica é proporcionar ao 
indivíduo que está jogando, conhecimento de maneira gratificante, espontânea 
e criativa não deixando de ser significativa independente de quem o joga, 
deixando de lado os sistemas educacionais extremamente rígidos. 
Trabalhar com os jogos na sala de aula possibilita diversos objetivos, dentre eles, 
foram pontuados os seguintes: 
• Desenvolver a criatividade, a sociabilidade e as inteligências múltiplas; 
• Dar oportunidade para que aprenda a jogar e a participar ativamente; 
• Enriquecer o relacionamento entre os alunos; 
• Reforçar os conteúdos já aprendidos; 
• Adquirir novas habilidades; 
• Aprender a lidar com os resultados independentemente do resultado; 
• Aceitar regras; 
• Respeitar essas regras; 
• Fazer suas próprias descobertas por meio do brincar; 
• Desenvolver e enriquecer sua personalidade tornando-o mais participativo e 
espontâneo perante os colegas de classe; 
• Aumentar a interação e integração entre os participantes; 
Curso: Auxiliar de Creche e Berçarista 
23 
 
• Lidar com frustrações se portando de forma sensata; 
• Proporcionar a autoconfiança e a concentração. 
• Nota-se também um entusiasmo maior sobre o conteúdo que está sendo 
trabalhado por haver uma motivação dos educandos em expressar-se 
livremente, de agir e interagir em sala de aula. Mas lembrando sempre que os 
jogos devem está devidamente associado aos conteúdos e aos objetivos dentro 
da aprendizagem, auxiliando a parte teórica, tornando o ensino mais prazeroso 
apresentando opiniões para crescer ainda mais o trabalho dos profissionais da 
área da educação. 
• Diante de tal objetivo, os jogos escolhidos pelos educadores para trabalhar 
precisam ser estudados intimamente e analisados rigorosamente para serem de 
fato eficientes, porque os jogos que não são testados e pesquisados não terão 
seu exato valor, tornado-se ineficazes, obviamente, uma atividade lúdica nunca 
deve ser aplicada sem que tenha um benefício educativo. O professor pode criar 
seus próprios jogos, a partir dos materiais disponíveis na instituição de ensino 
em que leciona ou até mesmo na sala de aula, porém precisa atentar para a 
forma de como serão trabalhados, não esquecendo os objetivos e o conteúdo a 
ser desenvolvido. O educador precisa ter muito mais força de vontade, 
criatividade, disponibilidade, seriedade, competência que dinheiro para 
construir um jogo. 
• Celso Antunes (2003) cita o seguinte sobre o jogo: 
• “O jogo é o mais eficiente meio estimulador das inteligências, permitindo que o 
indivíduo realize tudo que deseja. Quando joga, passa a viver quem quer ser, 
organiza o que quer organizar, e decide sem limitações. Pode ser grande, livre, e 
na aceitação das regras pode ter seus impulsos controlados. Brincando dentro 
de seu espaço, envolve-se com a fantasia, estabelecendo um gancho entre o 
inconsciente e o real”. 
• De acordo com Celso Antunes, pode-se afirmar que a ludicidade do jogo 
proporciona momentos mágicos e únicos na vida de um indivíduo, pois no 
mesmo instante que diverte, ensina e desenvolve o raciocínio e a criatividade 
além de obter responsabilidade diante da situação colocada a ele. 
• Diante de tudo que fora mencionado, pode-se dizer sem sombra de dúvida que 
o lúdico é importante sim para uma melhoria na educação e no andamento das 
aulas, provocando uma aprendizagem significativa que ocorre gradativamente e 
inconscientemente de forma natural, tornando-se um grande aliado aos 
professores na caminhada para bons resultados. 
• E que é dever do professor mudar os padrões de conduta em relação aos 
alunos, deixando de lado os métodos e técnicas tradicionais acreditando que o 
lúdico é eficaz como estratégia do desenvolvimento na sala de aula. 
• Espera-se que esta proposta de abordagem vá de encontro com o que foi 
proposto realizar, e essencialmente, que seja de suporte para professores que já 
atuam no ambiente escolar, e aos futuros professores a tornar suas aulas mais 
dinâmicas fazendo com que a sala de aula se transforme num lugar prazeroso, 
construindo a integração entre todos que a frequentam.

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