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MILLSTOUR
MANUAL DE UTILIZAÇÃO
Resistente
Versátil
Soluções
Criativas
MANUAL DE UTILIZAÇÃO
MILLSTOUR
ED
IÇ
ÃO
D
EZ
/2
01
1
©Copyright 2011 Mills Estruturas e Serviços de Engenharia S.A.
MATERIAL DE USO INTERNO. É PROIBIDA A DIVULGAÇÃO EXTERNA.
É proibida a reprodução desta publicação, por qualquer meio ou processo, mesmo que parcial,
sem autorização prévia e por escrito, tanto dos proprietários como dos autores intelectuais.
Este manual foi produzido no
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA
Mills Estruturas e Serviços de Engenharia S.A.
Estrada do Guerenguê, 1381 - Curicica
22713-001 - Rio de Janeiro | RJ
Tel: (21) 2132-4338
www.mills.com.br
Supervisionado por
Avelino Pinto da Silva Garzoni
DIRETOR DE ENGENHARIA
Vinicius Monteiro
GERENTE TÉCNICO
Miguel Henrique de Oliveira Costa
ENGENHEIRO
Mário Luiz Sartorio Valiati
SUPERVISOR DE PRODUTO
Título
Manual de Utilização MILLSTOUR
Edição
Dezembro - 2011 | Edição 1
Texto Técnico
Prof.° José Luiz Ary
Miguel Henrique de Oliveira Costa
Thabatta Cristina Ramos Lopes Santos
Vinicius Monteiro
Renan Rosa de Castro
Redação
Laryssa da Cunha Macedo
Miguel Henrique de Oliveira Costa
Priscilla dos Santos Oliveira
Renan Rosa de Castro
Roberta da Costa Melo
Vinicius Monteiro
Diagramação | Edição
Laryssa da Cunha Macedo
Priscilla dos Santos Oliveira
Roberta da Costa Melo
Capa
Laryssa da Cunha Macedo
Priscilla dos Santos Oliveira
Roberta da Costa Melo
Revisão
Avelino Pinto da Silva Garzoni
Mário Luiz Sartorio Valiati
Miguel Henrique de Oliveira Costa
Prof.° José Luiz Ary
Renan Rosa de Castro
Thabatta Cristina Ramos Lopes Santos
Vinicius Monteiro
SUMÁRIO
09 DESCRIÇÃO DO SISTEMA
10 COMPONENTES DO SISTEMA
10 Base fixa
11 Base ajustável
12 Poste
13 Travessa de base
Tabela 1: Modulação da Travessa de Base
14 Quadro fixo
Tabela 2: Modulação do Quadro Fixo
15 Quadro deslizante
Tabela 3: Modulação do Quadro Deslizante
16 Diagonal horizontal
Tabela 4: Modulação da Diagonal Horizontal
17 Travessa de união
Tabela 5: Modulação da Travessa de União
18 Flauta
Tabela 6: Variação de Altura das Flautas
19 Inversor de flauta
20 Forcado
Forcado simples
Forcado duplo
22 Ligação 12/49
22 TuboMills
Tabela 7: Características técnicas do MILLSTOUR
Braçadeira 1/49 e braçadeira 2/49
Braçadeira 2/49/60
24 INSTRUÇÕES TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO
24 Características técnicas
Tabela 8: Características técnicas do MILLSTOUR
25 Cargas admissíveis
27 Base de apoio dos escoramentos
Tabela 9: Especificação da tensão em função do tipo de solo
30 Combate aos efeitos do vento
Ação do vento sobre as estruturas
Estaiamento
Amarração
37 Situações típicas de carregamentos
Estrutura plana e horizontal
Estrutura inclinada
Estrutura com cargas elevadas
42 MONTAGEM DA TORRE MILLSTOUR
42 Torre simples
48 Arlequim
50 DESMONTAGEM DA TORRE MILLSTOUR
51 RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE OBRAS DE ESCORAMENTO
54 ANEXOS
54 Resultados de ensaios e cálculos para torres do sistema MILLSTOUR
55 Carga admissível no poste
57 Flambagem de conjunto em torres MILLSTOUR
62 DESCRIÇÃO DE COMPONENTES
67 ANOTAÇÕES
70 MAPA
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MANUAL DE UTILIZAÇÃO MILLSTOUR
FORCADO
Página 20
DIAGONAL HORIZONTAL
Página 16
BASE AJUSTÁVEL
Página 11
POSTE
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MILLSTOUR MANUAL DE UTILIZAÇÃO
ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
FLAUTA
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QUADRO DESLIZANTE
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QUADRO FIXO
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TRAVESSA DE BASE
Página 13
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MILLSTOUR MANUAL DE UTILIZAÇÃO
ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
1. DESCRIÇÃO DO SISTEMA
O MILLSTOUR é um sistema de torres modulares destinado a executar escoramentos verticais. Foi desenvolvido para
ser utilizado em situações que envolvem o escoramento de cargas elevadas geralmente encontradas em construções
de grande porte, tais como: obras industriais, pontes, viadutos, aeroportos e barragens.
O sistema MILLSTOUR possui montagem de simples execução com a possibilidade de se obter torres isoladas ou
torres compostas (“arlequins”). O sistema também permite o deslocamento de conjuntos de torres com guindaste,
aumentando a produtividade tanto na montagem quanto na desmontagem do equipamento.
O MILLSTOUR suporta grandes concentrações de cargas além de alcançar grandes alturas, permitindo assim, o
escoramento das mais diversas estruturas.
A possibilidade de ajustes inferiores e superiores permite que o equipamento atenda situações que envolvam
geometrias complexas, tornando o MILLSTOUR o mais versátil dos sistemas de escoramento do mercado.
Principais Vantagens:
• Alta capacidade de carga por poste;
• Possibilidade de montagem de torres isoladas e/ou conjugadas ("arlequins");
• Possibilidade de deslocamento do conjunto de torres sem necessidade de reforço,
através da utilização de guindaste;
• Maior ajuste vertical superior (FLAUTA + QUADRO DESLIZANTE - até 1,05 m) e inferior
(INVERSOR DE FLAUTA + FLAUTA - até 1,05 m).
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2. COMPONENTES DO SISTEMA
2.1. BASE FIXA
A BASE FIXA é utilizada como base de apoio do escoramento quando
não é necessário nivelar a torre.
A BASE FIXA foi dimensionada para cargas axiais de
até 6,0 tf e é considerado um apoio articulado.
ÁREA DA BASE = 15 cm x 15 cm = 225 cm2
BASE FIXA
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2.2. BASE AJUSTÁVEL
A BASE AJUSTÁVEL é composta pela união da PLACA DA BASE AJUSTÁVEL com a HASTE DA BASE AJUSTÁVEL.
Da mesma forma que a BASE FIXA, ela foi dimensionada para cargas axiais de até 6,0 tf e é considerada um
apoio articulado.
A HASTE DA BASE AJUSTÁVEL
é composta por uma haste
rosqueável com altura total
de 420 mm e curso útil de 180
mm juntamente com um copo
de fixação aos POSTES ou
FLAUTAS.
A PLACA DA BASE AJUSTÁVEL
é composta de uma chapa
soldada a um tubo de 3,05
mm de espessura para encaixe
de uma HASTE DA BASE
AJUSTÁVEL.
H
A
S
TE
D
A
B
A
S
E
A
JU
S
TÁ
VE
L
P
LA
C
A
D
A
B
A
S
E
A
JU
S
TÁ
VE
L
A
B
A
B
Encaixe da BASE AJUSTÁVEL
Rosqueie a HASTE DA BASE AJUSTÁVEL (A) na PLACA DA BASE AJUSTÁVEL
(B) ajustando-a na altura desejada.
BASE AJUSTÁVEL
! A abertura mínima e máxima da BASE
AJUSTÁVEL é em relação ao eixo da
placa da base e o eixo da TRAVESSA.
ABERTURA MÍNIMA E MÁXIMA
DA BASE AJUSTÁVEL
18 cm 33 cm
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2.3. POSTE
Os POSTES do MILLSTOUR possuem altura padronizada de 1,20 m e peso
de 6,90 kg. É composto por um “U” de encaixe para fixação dos QUADROS
FIXOS ou TRAVESSAS em quatro direções e copo para conectá-los a
outros POSTES ou as BASES.
"U" de encaixe para
fixação de QUADRO
FIXO ou TRAVESSA
Copo para encaixe de
outro POSTE ou a uma
BASE.
Os POSTES têm capacidade de suportar
cargas axiais de até 6,0 tf.
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Siga a montagem correta das travesas
pertencentes à torre apresentada em pro-
jeto. Não respeitar o projeto pode levar
a estrutura a ruína.
TABELA 1 - MODULAÇÃO DA TRAVESSA DE BASE
Modulação Peso (kg)
TRAVESSA DE BASE 1,00 m 2,10
1 TRAVESSA DE BASE 1,60 m 3,80
TRAVESSA DE BASE 2,10 m 5,30
Detalhe do encaixe da TRAVESSA DE BASE
2.4. TRAVESSA DE BASE
A TRAVESSA DE BASE é utilizada no início da montagem das torres ou em algumas faces das torres compostas
(“arlequins”) e é encaixada no “U” das BASES (fixasou ajustáveis), POSTES ou FLAUTAS.
VISTA INFERIOR
1
1
1
1
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2.5. QUADRO FIXO
O QUADRO FIXO tem a função de contraventamento da torre. Seu encaixe é realizado através da fixação lateral
no "U" de encaixe do POSTE e na parte central através do encaixe macho-fêmea com TRAVESSA DE BASE ou
com outro QUADRO FIXO.
QUADRO FIXO
QUADRO DESLIZANTE
2,10 m1,60 m
1,
20
m
1,00 m
TABELA 2 - MODULAÇÃO DO QUADRO FIXO
Modulação Peso (kg)
1 Quadro Fixo de 1,00 m 7,40
2 Quadro Fixo de 1,60 m 8,60
3 Quadro Fixo de 2,10 m 11,00
1 2 3
Tubo macho do
QUADRO FIXO
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2.6. QUADRO DESLIZANTE
O QUADRO DESLIZANTE tem a mesma função do QUADRO FIXO mas é utilizado para contraventar a torre
no nível das FLAUTAS. O encaixe nas laterais é realizado nas FLAUTAS através do “U”. Já a parte central é
encaixada nos tubos verticais do QUADRO FIXO.
TABELA 3 - MODULAÇÃO DO QUADRO DESLIZANTE
Modulação Peso (kg)
QUADRO DESLIZANTE de 1,00 m 10,40
QUADRO DESLIZANTE de 1,60 m 11,60
QUADRO DESLIZANTE de 2,10 m 12,70
Vista do projeto de uma passarela
utilizando o sistema MILLSTOUR.
Em destaque, os QUADROS FIXOS
e DESLIZANTES
Trava do QUADRO
DESLIZANTE
! Uso obrigatório
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2.7. DIAGONAL HORIZONTAL
A DIAGONAL HORIZONTAL tem a finalidade de garantir o esquadro da estrutura. Seu encaixe é realizado nos
tubos das BASES (nível inicial) ou dos POSTES (níveis superiores).
TABELA 4 - MODULAÇÃO DA DIAGONAL HORIZONTAL
Modulação Peso (Kg)
DIAGONAL HORIZONTAL 1,00 m x 1,00 m 4,80
DIAGONAL HORIZONTAL 1,00 m x 1,60 m 5,90
DIAGONAL HORIZONTAL 1,00 m x 2,10 m 6,80
DIAGONAL HORIZONTAL 1,60 m x 1,60 m 6,70
DIAGONAL HORIZONTAL 1,60 m x 2,10 m 8,00
DIAGONAL HORIZONTAL 2,10 m x 2,10 m 8,70
Detalhe de encaixe DIAGONAL HORIZONTAL
A DIAGONAL HORIZONTAL é colocada na base das torres e
a cada TRÊS NÍVEIS de POSTES, alternando seu sentido.
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As torres que se diferenciam da modulação padrão (contendo
4 postes por nível) são chamadas de torres compostas ou
ARLEQUINS.
2.8. TRAVESSA DE UNIÃO
A TRAVESSA DE UNIÃO é utilizada na união de torres compostas ("Arlequins") com o objetivo de aumentar a
capacidade de absorção de cargas concentradas do sistema. Seu encaixe é realizado do mesmo modo que
o da TRAVESSA DE BASE.
TABELA 5 - MODULAÇÃO DA TRAVESSA DE UNIÃO
Modulação Peso (Kg)
TRAVESSA DE UNIÃO de 0,19 m 2,10
TRAVESSA DE UNIÃO de 0,30 m 3,80
TRAVESSA DE UNIÃO DIAGONAL HORIZONTAL
TRAVESSA DE UNIÃO
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2.9. FLAUTA
A FLAUTA do MILLSTOUR tem por função permitir a variação de altura
através do posicionamento dos pinos. Sua capacidade de carga contra-
ventada é de até 6,0 tf. Possui um “U” para encaixe dos QUADROS DESLI-
ZANTES em quatro direções e um copo para a fixação aos POSTES, pesan-
do 8,70 kg.
Podemos utilizar torres de MILLSTOUR com FLAUTAS livres (não
contraventadas), ou seja, sem a presença de QUADRO DESLIZANTE,
se as cargas axiais atuantes estiverem dentro dos limites para as
alturas indicadas:
TABELA 6 - VARIAÇÃO DE ALTURA DAS FLAUTAS
Posição da FLAUTA Altura Livre (mm) Carga Admissível (kgf)
Para situações de FLAUTAS livres
Solda 150 4825
1º furo 300 3275
2º furo 450 2725
3º furo 600 2183
4º furo* 750 1900
5º furo* 900 1367
6º furo* 1050 808
* A partir do 4° furo é obrigatório o uso da TRAVESSA DE BASE ou TUBO para o trava-
mento do conjunto (FLAUTA + FORCADO)
1º FURO - 0,30 m
REFERÊNCIA - 0,00 m
0,
30
m
2º FURO - 0,45 m
3º FURO - 0,60 m
4º FURO - 0,75 m
5º FURO - 0,90 m
6º FURO - 1,05 m
Detalhe do pino
Detalhe do
copo
O tubo da FLAUTA possui
espessura de 5,0 mm, portanto
mais espesso do que o tubo
dos outros componentes do
sistema MILLSTOUR.
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2.10. INVERSOR DE FLAUTA
O INVERSOR DE FLAUTA permite acoplar uma FLAUTA na parte de baixo da
torre, resolvendo situações de apoios em desníveis no piso (variando de 15
a 105 cm). Possui “U” em quatro direções para encaixe das TRAVESSAS DE
BASE. É dimensionado para suportar cargas axiais de até 6,0tf.
Nessa inversão temos um alongamento na base
da torre através da utilização do conjunto FLAUTA,
INVERSOR DE FLAUTA E BASE AJUSTÁVEL.
INVERSOR DE FLAUTA
TUBOMILLS para contraventa-
mento de flauta
A utilização da inversão provoca a diminuição da
carga admissível pela torre, da mesma forma que
ocorre em flautas livres. Nestes casos, deve-se
prever também o contraventamento da flauta.
VIDE TABELA 6
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2.11. FORCADO
O FORCADO tem a função de apoiar o vigamento principal e realizar o descimbramento através do alívio da
haste rosqueável, sendo considerado um apoio articulado. O sistema MILLSTOUR possui duas possibilidades
de utilização de FORCADOS que são selecionados de acordo com as dimensões das vigas que serão usadas
no escoramento. São elas:
2.11.1 FORCADO SIMPLES
O FORCADO SIMPLES é formado pela união da HASTE ROSQUEADA DO FORCADO (A) com
o “U” DO FORCADO SIMPLES (B).
2.11.2 FORCADO DUPLO
O FORCADO DUPLO é formado pela união da HASTE ROSQUEADA (A) DO FORCADO com o
"U" DO FORCADO DUPLO (C).
FORCADO SIMPLES FORCADO DUPLO
VA 140 VA 140 VA 165 MA DUPLO
Compõe-se de uma HASTE
ROSQUEÁVEL com altura total de 400
mm e curso útil máximo de 220 mm,
possuindo um copo de fixação aos
POSTES ou FLAUTAS. Dimensionado
para cargas de até 7000 Kgf.
Compõe-se de um “U” em chapa
dobrada de Ø5/16” x #110 mm x,
soldada a um tubo 48,0 mm x 3,0mm,
com a finalidade de apoiar uma viga
principal com dimensões que se
enquadrem no FORCADO.
Compõe-se de um “U” em chapa
dobrada de Ø5/16” x #110 mm x,
soldada a um tubo 48,0 mm x 3,0mm,
com a finalidade de apoiar uma ou
mais vigas (ou MA) com dimensões
que se enquadrem no FORCADO.
H
A
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B
C
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P
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90 mm
170 mm
A
B
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R
N
A
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MILLSTOUR MANUAL DE UTILIZAÇÃO
ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
C
A
C
A
FORCADO DUPLO
Exemplo de
encunhamento de viga
Montagem do forcado
Posicione o “U” DO FORCADO (C), encaixando-o
na HASTE AJUSTÁVEL (A).
O encunhamento das vigas é importante
para manter a estabilidade das mesmas
no forcado, evitando aplicação de
cargas em locais não previstos em
projeto.
MADEIRA
! A abertura mínima e máxima do FORCADO
é em relação a base do U do FORCADO e o
eixo da TRAVESSA ou QUADRO DESLIZANTE.
ABERTURA MÍNIMA E MÁXIMA DO FORCADO
M
IN
. 2
7
cm
M
A
X.
4
0
cm
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MANUAL DE UTILIZAÇÃO MILLSTOUR
2.12. LIGAÇÃO 12/49
A LIGAÇÃO 12/49 é utilizada basicamente para realizar a união entre o POSTE do MILLSTOUR com o TUBOMILLS
(com o auxilio da LUVA 3/49), dando sentido de prolongamento; ou para a união entre o POSTE do MILLSTOUR
e o FORCADO do SISTEMA TORREMILLS.
2.13.1 BRAÇADEIRAS 1/49 E 2/49
Fabricadas em aço SAE 1070, as braçadeiras 1/49 e 2/49 possuem
peso unitário aproximado de 1,24 kg.
2.13. TUBOMILLS
Todos os sistemas de escoramento são originários de sistemas tubulares simplificados como o TUBOMILLS, por
exemplo. Dessa forma, o TUBOMILLS se torna bastante útil em algumas situações envolvendo o MILLSTOUR.
Dentre algumas aplicações importantes do TUBOMILLS podemos citar a amarração de torres, escoramentos
em espaços confinados, aumento de rigidez de conjunto, entre outros. Fabricado em açoSAE 1008/1010, o
TUBOMILLS possui diversos comprimentos e as seguintes características técnicas:
1 Indica que se trata de uma BRAÇADEIRA FIXA
49 Diâmetro para encaixe no TUBOMILLS
12 Articulação do TUBOMILLS
49 Diâmetro para encaixe no TUBOMILLS
BRAÇADEIRA 1/49
LIGAÇÃO 12/49
TABELA 7 - CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO TUBOMILLS
Características técnicas Representação Valor
Peso (apenas o TUBO) P 3,52 kg/m
Peso (TUBO equipado) P' 5,00 kg/m
Espessura da parede e 3,00 mm
Diâmetro externo D 48,00 mm
Área da seção A 424,10 mm2
Módulo Resistente W 4.492,90 mm3
Módulo de Elasticidade E 21.000,00 kgf/mm2
Momento de Inércia I 107.828,60 mm4
! A BRACADEIRA 1/49 é utilizada em ligações de 90°
entre tubos ou em contraventamento de tubos.
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
360°
2.13.2 BRAÇADEIRA GIRATÓRIA 2/49/60
A BRAÇADEIRA GIRATÓRIA 2/49/60 é utilizada na amarração das TORRES de MILLSTOUR fazendo a união entre
os TUBOMILLS e o POSTE DO MILLSTOUR.
2 Indica que se trata de uma BRAÇADEIRA GIRATÓRIA
49 Diâmetro para encaixe no TUBOMILLS
60 Diâmetro para encaixe no POSTE DO MILLSTOUR
2 Indica que se trata de uma BRAÇADEIRA GIRATÓRIA
49 Diâmetro para encaixe no TUBOMILLS
BRAÇADEIRA GIRATÓRIA 2/49/60
BRAÇADEIRA GIRATÓRIA 2/49
TUBOMILLS
360°
! A BRAÇADEIRA 2/49 é utilizada em ligações
articuladas (ângulos diferentes 90°) entre tubos.
As braçadeiras 1/49 e 2/49
também são utilizadas
no contraventamento
das flautas.
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3. INSTRUÇÕES TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO
3.1. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Os componentes do MILLSTOUR são fabricados em AÇO SAE 1008/1010 galvanizado e apresentam as seguintes
características mecânicas:
TABELA 8 - CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO MILLSTOUR
Características técnicas Representação Valor
Diâmetro nominal D 2”
Espessura e 3,05 mm
Diâmetro externo D 60,30 mm
Área da seção A 548,50 mm2
Módulo Resistente W 7.475,00 mm3
Módulo de Elasticidade E 21.000,00 kgf/mm2
Momento de Inércia I 225.375,00 mm4
Raio de giração r 20,27 mm
Tensão admissível s 11,00 kgf/mm2
Momento Fletor Admissível Madm 82,20 kgf.m
Momento de Inércia da torre de 1,60m x 1,60m It 140.506,00 x 104 mm4
Momento de Inércia da torre de 1,00m x 1,00m It 54.940,00 x 104 mm4
Tipo de Aço
Teor de Carbono
(%)
Limite de Elasticidade
(GPa)
Limite de Escoamento
(Mpa)
Limite de Resistência
a Tração (Mpa) Alongamento (%)
SAE 1010 0,10 145 128 325 28
Aço carbono SAE 1010
Com aplicação ampla na construção civil, esse aço
possui baixo teor de carbono e fácil manuseio de
soldas.
ACABAMENTO
Aço galvanizado
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3.2. CARGAS ADMISSÍVEIS
Através de ensaios realizados, especificações das normas brasileiras vigentes e conhecimento da resistência
dos materiais, foram obtidas as cargas admissíveis ao sistema de escoramento MILLSTOUR. VIDE ANEXO, NA
PÁGINA 54.
Como conclusão de todo esse estudo, adotamos as seguintes premissas:
As limitações do sistema devem ser respeitadas
para mantermos a estabilidade da torre no
momento da concretagem.
UM ÚNICO POSTE DE MILLSTOUR SUPORTA CARGA DE ATÉ 6.000 kgf.
UM QUADRO (FIXO OU DESLIZANTE) TEM CAPACIDADE DE CONTRAVENTAMENTO
DE 5 (CINCO) POSTES NUM MESMO PLANO.
Observe que na figura indicada
a torre foi montada de forma
incorreta com o contraventamento
de postes sem quadro fixo em um
plano horizontal. ▶ ▶
Observe que na figura indicada
a torre foi montada de forma
correta com o contraventamento
de cinco postes em todos os
planos horizontais possíveis.
Situação 1
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Observe que na figura indicada a torre
foi montada de forma incorreta com o
contraventamento de seis postes em
planos horizontais utilizando apenas uma
coluna de quadros. ▶ ▶
Observe que na figura indicada a torre
foi montada de forma correta com o
contraventamento de seis postes em
planos horizontais utilizando duas colunas
de quadro.
Situação 2
A falta de apenas um quadro num mesmo
plano com pelo menos cinco postes é o
suficiente para o tombamento da torre. NA
MONTAGEM, RESPEITE O PROJETO.
Tendência de deslocamento de uma torre
desestabilizada por erro no contraventamento
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
Situação 1
Uso da BASE FIXA (ou BASE AJUSTÁVEL) como base de apoio
Para utilizarmos a BASE FIXA como base de apoio, a seguinte relação deve ser respeitada:
Caso a condição não seja aceita, ou seja, se a pressão exercida sobre o solo for maior que a tensão
admissível pelo mesmo, devemos dimensionar uma base rígida de apoio.
onde:
tensão admissível do solo (varia dependendo do tipo de solo)
carga do poste (carga axial transmitida pela estrutura)
área da BASE FIXA do MILLSTOUR = 225 cm2
s
P
Am
3.3. BASE DE APOIO DOS ESCORAMENTOS
A base de apoio deve estar apta a receber a carga proveniente do POSTE e transmitir tensões compatíveis ao
solo. Os cuidados na base de apoio são para que não venhamos a ter recalques diferenciais que podem levar
uma estrutura à ruína. São exemplos de cuidados:
Sempre solicitar a avaliação do solo de suporte antes de montar o equipamento, evitando apoiar
diretamente sobre solos inadequados como solos orgânicos e superficiais;
Nunca apoiar as bases próximas de taludes (distância mínima de 1,0 m);
Sempre executar a drenagem do solo antes da montagem do equipamento;
Se apoiar sobre pranchões (criando uma base rígida de apoio), deve-se calcular a altura e a área
de contato dos mesmos;
Atentar ao aumento de número de postes, pois isso significa mais carga transmitida sobre a área
de contato.
Cada tipo de solo suporta um valor de tensão a ele transmitido, na tabela a seguir encontram-se alguns tipos
de solos mais comuns na construção civil e suas respectivas tensões admissíveis.
TABELA 9 - ESPECIFICAÇÃO DA TENSÃO EM FUNÇÃO DO TIPO DE SOLO*
TIPO DE SOLO
TENSÃO
ADMISSÍVEL
(kg/cm2)
TENSÃO
ADMISSÍVEL
(MPa)
Rochas sãs, maciças, sem laminação ou sinal de decomposição 30,59 3,00
Rochas laminadas, com pequenas fissuras, estratificadas 15,30 1,50
Solos granulares concrecionados - conglomerados 10,20 1,00
Solos pedregulhosos compactos a muito compactos 6,12 0,60
Solos pedregulhosos fofos 3,06 0,30
Areias muito compactas 5,10 0,50
Areias compactas 4,08 0,40
Areias medianamente compactas 2,04 0,20
Argilas duras 3,06 0,30
Argilas rijas 2,04 0,20
Argilas médias 1,02 0,10
Siltes 2,04 0,20
* Valores de tensões obtidos na norma NBR 6122/96. Para a descrição dos diferentes tipos de solos, seguir as
definições da NBR 6502.
Pdo solo, vide tabela 9)
Carga do Poste = 6,0 tf
1) Verificando a necessidade do uso de uma base rígida de apoio:
2) Calculando a área necessária para o tipo de solo e a carga atuante dadas:
3) Calculando a altura necessária da base rígida de apoio:
4) Estipula-se a quantidade necessária (n) de pranchões
(adotando pranchões de 1 1/2” = 3, 81 cm).
dados
PLACA DA BASE 15x15
SOLO
h' a
60,72 cm
22
,8
6
cm
45,0°
h'
6 PRANCHÕES 1 1/2"x12"
(3,81x 30,5 cm)
h'
6,0 TON
= =
225 cm2
6000 KgP
Am
(15cm)2
6000 Kg= 26,7 Kg/cm2 >ssolo
s=
P
A s
=
PA = 6000 Kg
2,04 Kg/cm2
= 2941 cm2
= (2h + b)2A 2941 cm2 = (2h + 15 cm)2 h = 19, 62 cm
(como ssolo 4 · BMIN é estaiando a torre. Nesse caso os estaios
deverão ser colocados com uma angulação (mais próxima possível) de 45°, montando a torre até a altura
h = 4BMIN e estaiá-la para continuar a montagem.
• Considera-se a pressão do vento (q), na sua pior direção, aplicada na base na base e na união do estaio
com a torre, através das componentes V1 e V2;
• Decompõe-se a tensão (T) do estaio nas direções vertical (TV) e horizontal (TH);
• Como busca-se um sistema em equilíbrio, o somatório das forças nos eixos vertical e horizontal deve ser
nulo, gerando as seguintes relações:
T
PIO
R D
IR
EÇÃO
DO VENTO
T
T
T
R
P
b
a
R
P
q
V1TH
TH
TV TV
TαT
V2
UMA TORRE ESTAIADA EM VISTA
onde
P Carga aplicada no poste
R Reação na base de apoio
T Tensão no estaio
q Pressão do vento
TH e TV Componentes da tensão
V1 e V2 Força do vento
a Distância entre a base e a união entre o estaio e a torre
b Distância entre o topo e a união entre o estaio e a torre
33
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EIXO HORIZONTAL
onde
TH=T sen α (decomposição de T no eixo horizontal)
V1= a + b ∙ q (força do vento no ponto de encontro da torre e o estaio)
2
logo
EIXO VERTICAL
onde
TV=T cos α (decomposição de T no eixo vertical)
V2= a ∙ q (força do vento no ponto de encontro da torre e o estaio)
2
Ao analizarmos a situação, a base de apoio da torre estaiada deve absorver o peso próprio, a carga (P) e o
esforço vertical (TV), e poderemos ter duas situações:
O atrito gerado através da reação vertical (R) absorve a força de arraste do vento V2.
A força de arraste do vento V2 é maior que o atrito gerado, então os postes da torre necessitam ser
ancorados à base de apoio e está absorver V2.
BASE DE CONCRETO
TH = V1
R = P + T cos α
R = P + TV
( )
T sen α= a + b ∙ q
2
( )
( )
34
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MANUAL DE UTILIZAÇÃO MILLSTOUR
Alterações na ângulo podem gerar excessos
de cargas nas componentes TV (redução de
α) e TH (aumento de α), gerando problemas
a estabilidade da estrutura.
Vista lateral do projeto Estádio
Olímpico João Havelange utilizan-
do o sistema MILLSTOUR. Em des-
taque, o estaiamento das torres.
35
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3.4.3. AMARRAÇÃO
Torres esbeltas deverão ser amarradas a outras torres ou pontos fixos da estrutura de concreto, para que as
mesmas não tombem sob efeito de vento e tenha capacidade de absorção das cargas. Estas amarrações
fornecem os vínculos para o cálculo de flambagem de conjunto.
A amarração é executada na horizontal com TUBOMILLS através de BRAÇADEIRAS GIRATÓRIAS 2/49/60 fixas
aos postes com travessas e longarinas, só haverá rigidez no conjunto amarrado se for colocada uma diagonal
entre torres.
Para se obter a rigidez do conjunto amarrado deve-se observar as recomendações conforme detalhes para as
alturas de até 8,00 m e acima de 8,00 m conforme situações seguir:
Situação
Torres menores que 8,00 m
1
VISTA FRONTAL
VISTA SUPERIOR
TUBOMILLS (Diagonal)
TUBOMILLS
Toda amarração deve ter o travamento mínimo de 3
POSTES, ou seja, o TUBOMILLS deve se ligar, no
mínimo, a 3 POSTES.
36
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Situação
Torres maiores que 8,00 m
2
Para saber se será necessário contraventamento é preciso dividir a medida
da altura (H) da torre pela menor largura (ℓ) da torre.
H / ℓ > 4
Se o resultado for maior que 4, será necessário o contraventamento entre
torres ou pontos fixos a cada 4 metros de altura da torre, para que a mesma
não tombe.
Exemplo de amarração
de quatro torres
Vistasde amarração
de quatro torres
VISTA FRONTAL
VISTA SUPERIOR
TUBOMILLS (Diagonal)
TUBOMILLS
37
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3.5. SITUAÇÕES TÍPICAS DE CARREGAMENTOS
Os POSTES do MILLSTOUR têm a função de transmitir as cargas aplicadas a ele através do FORCADO até a
base de apoio adequada que, por sua vez, dissipa essas cargas no solo.
Em todo projeto utilizando o sistema MILLSTOUR devemos verificar se o carregamento aplicado a cada POSTE
está de acordo com o que ele suporta (carga admissível). Um POSTE tem capacidade de suportar cargas
axiais de até 6,0 tf sendo um limitante para o sistema MILLSTOUR. VIDE O ANEXO NA PÁGINA 54.
3.5.1. ESTRUTURA PLANA E HORIZONTAL
Em caso de lajes (ou vigas) planas horizontais, as cargas provenientes da estrutura a ser concretada geram
apenas esforços verticais no sistema Millstour (nesse caso as forças horizontais prevem de outros fatores
como o vento, por exemplo). Para essa situação devemos obedecer à condição imposta pela admissibilidade
de cargas dos POSTES (limitante).
Essa restrição de 6,0 tf se dá para torres com
FLAUTAS contraventadas. Em caso de uso de
FLAUTAS livres, a carga admissível terá uma di-
minuição. VIDE PÀGINA 18
Nenhuma carga aplicada a um
único POSTE pode ser maior
que 6,0 tf.
CONDIÇÃO DE SEGURANÇA
P1 , P2 , P3 , P4 , ... , Pn 10°, o atrito é desprezado e todo esforço horizontal deve ser levado em consideração.
onde:
α = inclinação
P = força peso
N = componente de P normal ao plano do compensado
H = componente de P horizontal ao plano do compensado
PLANO
DO
COMPENSADO
α
N
H
P
CONCRETO FRESCO
α
39
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O concreto fresco ao tocar o plano inclinado, decompõe sua força peso (P) nos componentes na direção normal (N)
e na direçao horizontal (H) ao plano inclinado.
O esforço H será absorvido pela parede já concretada ou concreto lançado ou forma.
O esforço N deverá ser transferido ao poste através da cunha como segue:
RN = RP · cos α
RH = RP · sen α
Como RN = N (equilíbrio)
RP · cos α = P · cos α
(RP = P)
Para combater o esforço H, temos 2 alternativas:
estroncar a forma ALUMA na parte superior ou
atiranta-la na base ou estrutura de concreto (pilar,
parede, bloco, etc.)
A. Placa de emenda
B. Cabo de aço
C. Montante Aluma
e RN = RP · sen α
RH = P · sen α
(RN =H)
A
B
C
N
RH RP
ESFORÇOS NA CUNHA
N = P cos α
RH = P sen α
RP = P
Vista lateral de projeto
com destaque no
atirantamento
do Montante Aluma
na base.
!
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3.5.3. ESTRUTURA COM CARGAS ELEVADAS
Em situações onde em alguns pontos da estrutura a carga aplicada ao poste seja superior a admissível
(6.000 kgf), deve-se aumentar a capacidade de suporte naquela região, utilizando a estratégia de aumento do
número de POSTES através da TRAVESSA DE UNIÃO.
Situação
SUPONDO
Nessa situação as cargas P2, P3, P8 e P9 estão acima da carga admissível sendo impossível a realização da
concretagem de forma segura. Para isso devemos realizar o aumento do número de postes.
Situação
Como as cargas aplicadas P2, P3, P8 e P9 são 1,5 vezes maior que a Padm, uma dobra de poste aumentaria
em aproximadamente 2 vezes a capacidade de carga da torre na mesma área de influência e solucionaria o
problema.
1
2
P2 = P3 = P8 = P9 = 9.000 kgf > 6.000 kgf
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10
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Torres com TRAVESSA DE BASE de 2,10m
42
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4. MONTAGEM DA TORRE MILLSTOUR
A montagem das torres de MILLSTOUR é simples mas deve ser realizada com bastante atenção.
O montador deverá utilizar uma trena e um nível, além de estar equipado com EPI’s.
4.1. TORRE SIMPLES
Passo 1
Locação das BASES
Coloque as BASES FIXAS ou AJUSTÁVEIS numa distância próxima à medida da torre.
Passo 2
Posicionamento e nivelamento das TRAVESSAS DE BASE
I. Encaixe a TRAVESSA (A) no “U” pertencente as bases.
II. Posicione as TRAVESSAS DE BASE (A) na BASE AJUSTÁVEL (B), e com o auxílio do nível e/ou mangueira
faça a operação de nivelamento.
A
B
I
A B
II
Deve ser feita uma operação de nivelamento com muito
cuidado, pois ela é de importância fundamental.
É fundamental sempre solicitar a avaliação do
solo de suporte antes de montar o equipa-
mento, evitando apoiar diretamente sobre
solos inadequados.
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Passo 3
Travamento da BASE
I. Posicione a DIAGONAL HORIZONTAL (A) com os furos na direção
das BASES.
II. Encaixe-a no corpo da BASE (B).
As DIAGONAIS devem ser colocadas a cada três níveis de
POSTES ou QUADROS FIXOS (como mostrado no item 2.7).
Passo 4
Posicionamento dos POSTES
I. Posicione o copo POSTE (A) no corpo da BASE (B).
II. O POSTE (A) se prende no corpo da BASE (B).
III. Gire permitindo introduzir o pino (C) no oblongo,
travando o sistema
II
B
A
III
C
I
A
I
A
B
II
A
B
!
Posicionamento dos POSTES
Um encaixe perfeito do poste é fundamental
para manutenção da estabilidade do
restante da torre.
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Passo 5
Encaixe dos quadros fixos
I. Posicione o QUADRO FIXO (A) entre os POSTES (B).
II. Encaixe a lateral do QUADRO FIXO (A) no “U” do POSTE (B).
III. Encaixe também o QUADRO FIXO (A) na TRAVESSA DE BASE (C), através da ligação macho/fêmea.
Passo 6
Após a montagem de todos os níveis da torre, colocar as FLAUTAS
I. Inserir o pino (A) no furo correspondente desmonstrado em projeto, como visto na
tabela do item 2.9.
II. Encaixar a FLAUTA (B) no POSTE (C), num processo semelhante ao de encaixe dos
POSTES.
III. Gire permitindo introduzir o pino (D) no oblongo.
III
D
II
C
B
I.a
A
II
B
A
III
C
A
I
B A
A
I.b
! Repita os procedimentos descritos nos Passos 4 e 5 das páginas 43 e 44 até alcançar a
altura descrita em projeto.
45
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Passo 7
Posicionamento do quadro deslizante
I. Encaixe o QUADRO DESLIZANTE (A) no tubo vertical do QUADRO FIXO (B).
II. Encaixe as laterais do QUADRO DESLIZANTE (A) nos “U” das FLAUTAS (C).
III. Pine o ponto mais baixo do QUADRO DESLIZANTE, para que o mesmo se encaixe no prumo.
Passo 8
Recebendo o forcado
I. Encaixe o FORCADO (A) na FLAUTA (B).
II. Aperte a borboleta (C).
III. Regule o FORCADO (A) com a altura estipulada em projeto.
I
A
B
II
A
C
III
I
B
A
II
C
IIIA
Encaixe do pino na FLAUTA
Aço SAE 1045
O pino de fixação do furo da FLAUTA ao POSTE tem diâmetro
de 18,0 mm e é fabricado com aço SAE 1045.
46
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Passo 9
Cimbramento
I. Com a torre montada, encaixe o vigamento primário (A).
II. Posicione o vigamento secundário (B).
III. Coloque o compensado (C) sobre o vigamento secundário e em
seguida o escoramento está apto para receber a concretagem.
B
II. CIII.I.
A
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4.2. ARLEQUIM
As torres que se diferenciam da modulação padrão (contendo 4 postes em todos os planos horizon-
tais) são chamadas de torres compostas ou arlequins (nome mais usado).
Passo 9
Montando o arlequim
I. No primeiro nível, coloque, como na torre simples, as BASES FIXAS ou AJUSTÁVEIS (A), as TRAVES-
SAS DE BASE (B) e as DIAGONAIS HORIZONTAIS (C).
II. Encaixe a terceira TRAVESSA (B) no "U" da BASE AJUSTAVEL
III. Coloque os POSTES (D).
IV. Posicione o QUADROS FIXOS (E) entre os eixos 2 e 3 , e a TRAVESSA DE BASE (B) entre os eixos
1 e 2.
I
IV
2 3
1
B E
II
B
A
C
B
III
D
49
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VI
S
TA
F
R
O
N
TA
L
VI
S
TA
L
AT
E
R
A
L
VISTA SUPERIOR
Vista lateral, terá somente QUADRO FIXO e/ou
DESLIZANTE em todos os planos.
50
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Passo 1
Descimbramento
I. Após o endurecimento do concreto, alivie os FORCADOS (A), desapertando ou afroxando-os através da bor-
boleta (B), até que seja possível retirar o vigamento.
II. Retire o vigamento de forma cuidadosa.
III. Remova os FORCADOS (C) já livres devido o afroxamento da borboleta.
Passo 2
Desmontagem do restante da torre
I. Já sem os forcados, a partir do ponto mais alto da torre, retirando a TRAVESSA (A), as FLAUTAS (B) e em
seguida os QUADROS (C).
II. Retire todos os componentes até atingir as bases.
5. DESMONTAGEM DA TORRE MILLSTOUR
A desmontagem das torres de MILLSTOUR, assim como a montagem, é realizada de forma simples mas também com
bastante atenção.
I.
B
A
A
II.
C
III.
C
Tome cuidado na retirada do vigamento, para não ocasionar acidentes.
SEMPRE UTILIZAR EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA (EPI'S)
Tome muito cuidado na desmontagem, pois nesse
momento ocorrem mais acidentes e danificação das
peças do MILLSTOUR.
I.
C
B
A
II.
51
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
6. RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE OBRAS DE
ESCORAMENTO
O relatório de acompanhamento de obras (RAO) é utilizado pelos supervisores para descrever o andamento das
obras. Esse manual técnico possibilita aos supervisores de obra acesso à informações importantes para o correto
preenchimento do RAO, aumentando o controle sob a obra e a qualidade do serviço prestado pela MILLS
ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
FILIAL
CLIENTE
OBRA
TRECHO
SUPERVISOR DA OBRA
COORDENADOR DE OPERAÇÕES
CONTATO DA OBRA:
HORÁRIO DE CHEGADA:
FOLHA:
CONTRATO:
DATA:
CÓDIGO:
CARGO:
HORÁRIO DE SAÍDA:
RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE OBRAS
1) PROJETO EXECUTIVO
CLAREZA E OBJETIVIDADE
INDICAÇÃO DE CORTES
INDICAÇÃO DE VISTAS
COTAS CLARAS E DE FÁCIL REFERENCIAMENTO
OBSERVAÇÕES E DETALHES DE MONTAGEM
CARIMBO
2) ESCORAMENTO METÁLICO
EQUIPAMENTO UTILIZADO:
PRODUTIVIDADE DA OBRA (hh/m³)
MONTAGEM
DESMONTAGEM
BASE DE APOIO
PRUMO DAS TORRES/ESCORAS
ENCUNHAMENTO DAS VIGAS NOS FORCADOS
VIGAMENTO
REAPROVEITAMENTO DE EQUIPAMENTOS
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
QUALIDADE/ESTADO DO EQUIPAMENTO ENVIADO
FIDELIDADE AO PROJETO DE ESCORAMENTOS
PLACA DA MILLS NA OBRA
SEGURANÇA ( ADEQUAÇÃO DE ACESSOS E UTILIZAÇÃO DE E.P.I)
PRODUTIVIDADE TEÓRICA DO EQUIPAMENTO (hh/m³)
MONTAGEM
DESMONTAGEM
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
ITEM: ESCORAMENTO METÁLICO
AVALIAÇÃO
MILLSTOUR TORREMILLS MILLSDECK ELITE ESCORAS PA/PB TUBOMILLS ALUMILLS
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: ENSOLARADO NUBLADO CHUVOSO
SUPERVISOR DE OBRA
pág. 27
pág. 42
pág. 20
O preechimento do RAO de forma clara e correta, permite
soluções rápidas e eficazes para possíveis problemas
encontrados nas obras.
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FILIAL
CLIENTE
OBRA
TRECHO
SUPERVISOR DA OBRA
COORDENADOR DE OPERAÇÕES
CONTATO DA OBRA:
HORÁRIO DE CHEGADA:
FOLHA:
CONTRATO:
DATA:
CÓDIGO:
CARGO:
HORÁRIO DE SAÍDA:
RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE OBRAS
1) PROJETO EXECUTIVO
CLAREZA E OBJETIVIDADE
INDICAÇÃO DE CORTES
INDICAÇÃO DE VISTAS
COTAS CLARAS E DE FÁCIL REFERENCIAMENTO
OBSERVAÇÕES E DETALHES DE MONTAGEM
CARIMBO
2) ESCORAMENTO METÁLICO
EQUIPAMENTO UTILIZADO:
PRODUTIVIDADE DA OBRA (hh/m³)
MONTAGEM
DESMONTAGEM
BASE DE APOIO
PRUMO DAS TORRES/ESCORAS
ENCUNHAMENTO DAS VIGAS NOS FORCADOS
VIGAMENTO
REAPROVEITAMENTO DE EQUIPAMENTOS
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
QUALIDADE/ESTADO DO EQUIPAMENTO ENVIADO
FIDELIDADE AO PROJETO DE ESCORAMENTOS
PLACA DA MILLS NA OBRA
SEGURANÇA ( ADEQUAÇÃO DE ACESSOS E UTILIZAÇÃO DE E.P.I)
PRODUTIVIDADE TEÓRICA DO EQUIPAMENTO (hh/m³)
MONTAGEM
DESMONTAGEM
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO CONFORME
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
NÃO SE APLICA
ITEM: ESCORAMENTO METÁLICO
AVALIAÇÃO
MILLSTOUR TORREMILLS MILLSDECK ELITE ESCORAS PA/PB TUBOMILLS ALUMILLS
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: ENSOLARADO NUBLADO CHUVOSO
SUPERVISOR DE OBRA
ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
3) OBSERVAÇÕES, COMENTÁRIOS E PROVIDÊNCIAS A SEREM TOMADAS:
DATA DA VISTORIA:
SUPERVISOR DA OBRA
COORDENADOR DE OPERAÇÕES
ESTE RELATÓRIO DEVE SER ENVIADO À SUPERINTENDÊNCIA DE ENGENHARIA ASSIM QUE CONCLUÍDAS AS CORREÇÕES NECESSÁRIAS
AS NÃO CONFORMIDADES DEVEM SER CORRIGIDAS ATÉ FORAM CORRIGIDAS EM
RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE OBRAS
54
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ENSAIO 1 ENSAIO 2
Dimensões da Torre 1,60m x 1,60m Dimensões da Torre 1,00m x 1,00m
Esforço Cortante “H” 700,00 kgf Esforço Cortante “H” 500,00 kgf
Altura da Torre “h” 6,60 m Altura da Torre “h” 6,52 m
Deformação Horizontal “∆” 20,25 mm Deformação Horizontal “∆” 18,50 mm
7. ANEXOS
RESULTADOS DE ENSAIOS E CÁLCULOS PARA TORRES DO SISTEMA MILLSTOUR
Inicialmente foram realizados ensaios apenas com carregamentos verticais em torres de 1,00m x 1,00m e 1,60m x 1,60m, verifi-
cando as cargas críticas que causaram ruptura:
Ensaio 1: com o uso de quadro deslizante, a carga crítica foi de 6,500 tf/poste (com CS = 2,0)
Ensaio 2: sem o uso de quadro deslizante, a carga crítica foi de 6,875 tf/poste (com CS = 2,0)
Como a condição de apenas carregamento vertical não condiz com a realidade nas obras, foi analisado o comportamento da torre
na presença de um esforço horizontal, onde foi medidaa deformação horizontal “∆” nas bases das torres após a aplicação do car-
regamento vertical de 24,0 tf:
CÁLCULO DA DEFORMAÇÃO DA TORRE “δ
T
”
onde:
δT deformação da torre
∆ deformação horizontal nas bases
δF deflexão causada pelo esforço
cortante atuante
δT=∆ - δF δF= H ∙ (h)3
(3 ∙ E ∙ IT )
onde:
δF Deflexão causada pelo esforço cortante atuante
H Esforço cortante
h Altura da torre
E Módulo de elasticidade do MILLSTOUR
IT Momento de inércia da torre
Cálculo para a torre de 1, 00m x 1, 00m
onde:
H (1,00 m x 1,00 m) = 500 kgf
h (1,00 m x 1,00 m) = 6,52 m
IT (1,00 m x 1,00 m) = 54940 cm4
∆ = 18,50 mm
Cálculo para a TORRE de 1, 60m x 1, 60m
onde:
H (1, 60 m x 1, 60 m) = 700 kgf
h (1, 60 m x 1, 60 m) = 6, 60 m
IT (1, 60 m x 1, 60 m) = 140506 cm4
∆ = 20,25 mm
δT = ∆ - δF = 20,25 mm - 2,27 mm = 17,98 mm
δT ~ 1,80 cm
δF= H∙(h)3 = 700 kgf∙(660 cm)³ = 0,227cm
3∙E∙IT 3∙2.100.000 kgf/cm²∙140.506cm4
δT ~ 1,45 cm
δT = ∆ - δF = 18,50 mm - 4,00 mm = 14,50 mm
δF= H∙(h)3 = 500 kgf∙(652 cm)³ = 0,400cm
3∙E∙IT 3∙2.100.000 kgf/cm²∙540.940cm4
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
CÁLCULO DA CARGA CRÍTICA “PT” NA BASE
Por motivos de segurança a MILLS adotou a
carga crítica dos quadros fixos PT = 90910 kgf.
PT = (H ∙ h)
δT
Cálculo para a TORRE de 1, 60m x 1, 60m Cálculo para a TORRE de 1, 00m x 1, 00m
PT = H∙h = 700kgf∙660cm = 256.666,7kgf
δT 1,80cm
PT = H∙h = 500kgf∙652cm = 224.827,6 kgf
δT 1,45 cm
CARGA ADMISSÍVEL NO POSTE
A carga máxima suportada por cada POSTE foi obtida em função do estudo de flambagem da torre, através da carga
crítica de flambagem de Euler:
onde:
PE carga crítica de flambagem de Euler
E módulo de elasticidade do MILLSTOUR
IT momento de inércia da torre
LF comprimento de flambagem (variando em função da situação da torre)
Entre todas as possibilidades, a que nos dará resultado mais desfavorável é o 2º Caso, por exemplo: os escora-
mentos de lajes ou vigas isoladas. Logo será adotado LF = 2h para o cálculo de PE.
CÁLCULO DA CARGA CRÍTICA “P
CRIT
” NA TORRE
A carga máxima suportada pela torre é deduzida através da relação abaixo:
PE = π² ∙ E ∙ IT
(LF)²
1 = 1 + 1
PCRIT PE PT
onde:
PCRIT carga crítica na torre
PE carga crítica de flambagem de Euler
PT carga crítica de um quadro fixo
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1º Caso Torre articulada nas duas
extremidades LF = 1h
As articulações podem ser entendidas como amarrações entre
torres, executadas com TUBOMILLS e braçadeiras, desde que
estas amarrações terminem ou iniciem em pontos indeslocáveis.
2º Caso Torre engastada em uma
extremidade e livre na outra LF = 2h
Este é o caso mais comum de utilização, onde a forma é
simplesmente apoiada sobre as torres de MILLSTOUR, não
contando com nenhum tipo de travamento lateral.
3º Caso
Torre engastada em uma
extremidade e articulada na
outra
LF = 0,707h
Quando a base está fixada em um suporte rígido: chapas, perfis
metálicos ou concreto. A forma deve estar fixa e permite uma
fixação na parte superior da torre.
4º Caso Torre engastada em ambas
as extremidades LF = 0,5h
Quando tanto a base, como o topo estão fixados em suportes
rígidos, como por exemplo os reescoramentos, ou seja, escorar
uma laje já concretada.
HMAX = 4 ∙ LMIN
Fazendo h = HMAX, onde de acordo com a norma NR-18, que estabelece a altura máxima da torre “HMAX” em
função da largura mínima da base “LMIN”, como:
Carga Admissível no Poste com CS = 3.
Cálculo para a torre de 1,60m x 1,60m Cálculo para a torre de 1,60m x 1,00m
PADM= 6.000 kgf (adotado)
HMAX = 4 ∙ 1,60 m = 6,40 m
PE=(π²∙E∙IT)=(π²∙2,1×106 kgf/cm²∙140.506cm4)=1.777.351,8kgf
(LF)² (2∙640 cm)²
PADM = 86.580kgf = 7.215kgf
3∙4 postes
1 = 1,155×10-5 PCRIT = 86.580 kgf
PCRIT
1 = 1 + 1 = 1 + 1 = 5,626×10-7+1,099×10-5
PCRIT PE PT 1.777.351,8 90910
PADM = 86.580kgf = 7.215kgf
3∙4 postes
1 = 1,155×10-5 PCRIT = 86.580 kgf
PCRIT
HMAX = 4 ∙ 1,00 m = 4,00 m
PE = (π²∙E∙IT) = π²∙2,1×106 kgf/cm²∙54.940cm4 =1.779.131,7 kgf
(LF)² (2∙400 cm)²
1 = 1 + 1 = 1 + 1 = 5,621×10-7+1,099×10-5
PCRIT PE PT 1.779.131,7 90910
PADM= 6.000 kgf (adotado)
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
PFC = PE ∙ 1
1 + A ∙ PE
FLAMBAGEM DE CONJUNTO EM TORRES DE MILLSTOUR
O valor da carga crítica de flambagem de conjunto para a seção mais desfavorável de uma determinada torre é dada
pela equação abaixo:
onde:
PPFC carga crítica de flambagem de conjunto
PE carga crítica de flambagem de Euler
A deslocamento unitário por unidade de carga do quadro contraventando = 3,3 x 10-5 kg-1
Alguns pontos devem ser levados em conta no cálculo da carga crítica de flambagem de conjunto, são eles:
O comprimento de flambagem (LF) deverá levar em conta as mesmas condições da torre citada no item
anterior;
Deve-se utilizar CS = 2 para a flambagem de conjunto;
A rigidez é aumentada quando utilizamos mais de um quadro fixo. Se utilizarmos dois quadros fixos num
mesmo plano, o deslocamento unitário se reduz a metade e devemos utilizar A/2, e assim por diante;
A carga admissível de flambagem no poste é sempre limitada a 6.000 kg (flambagem local).
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MANUAL DE UTILIZAÇÃO MILLSTOUR
8 . DESCRIÇÃO DE COMPONENTES MILLSTOUR
ITEM CÓDIGO PESO (KG)
Quadro Fixo
1,00 m
1,60 m
2.10 m
201001
201002
201003
7,40
8,60
11,00
Quadro Deslizante
1,00 m
1,60 m
2.10 m
201004
201005
201006
10,40
11,60
12,70
Diagonal Horizontal
1.00 X 1,00
1,00 X1 ,60
1,00 X 2,10
1,60 X 1,60
1,60 X 2,10
2,10 X 2,10
201007
201008
201009
201010
201011
201012
4,80
5,90
6,80
6,70
8,00
8,70
Travessa de Base
1,00 m
1,60 m
2.10 m
201013
201014
201015
2,10
3,80
5,30
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
ITEM CÓDIGO PESO (KG)
Travessa de União
0,30 m
0,19 m
201016
201034
0,70
0,30
Poste 201017 6,90
Flauta 201018 8,70
Haste rosqueada do forcado 201019 5,10
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ITEM CÓDIGO PESO (KG)
Haste da base Ajustável 201020 5,00
Base Fixa 201021 2,60
Base Ajustável 201022 7,00
Placa da base Ajustável 201023 1,70
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
ITEM CÓDIGO PESO (KG)
U do Forcado Duplo 201024 3,50
U do Forcado Simples 201025 2,50
Forcado Rosqueado Duplo 201026 8,50
Ligação 12/49 201028 2,00
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ITEM CÓDIGO PESO (KG)
Inversor de Flauta 201029 1,50
Braçadeira 1/49 102000 1,24
Braçadeira 2/49 103000 1,24
Braçadeira Giratória 2/49/60 201030 1,40
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
ANOTAÇÕES
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ANOTAÇÕES
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ALTA TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO
ANOTAÇÕES
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DIVISÃO
CONSTRUÇÃO
Equipamentos e serviços para as
grandes obras de construção pe-
sadas e edificações.
DIVISÃO
JAHU
Andaimes, escoramentos e for-
mas para obras comerciais e re-
sidênciais.
DIVISÃO
RENTAL
Locação e venda de plataformas
aéreas de trabalho e manipula-
dores telescópicos utilizados para
trabalhos em altura.
DIVISÃO
SERVIÇOS INDUSTRIAIS
Manutenção, montagem, pintu-
ras industriais, isolamentos tér-
micos e acessos com andaimes
e plataformas aéreas.
ATUALIZADO EM DEZEMBRO/2011
REGIÃO NORTE
PARÁ
Rod. PA 275, s/nº KM 67
Zona Rural / Parauapebas – PA
CEP 68515-000
(94) 3013-0078
AMAZONAS
Travessa Anduzeiro, 19
Loteamento Rio Piorini
Colônia Terra Nova
Manaus – AM
CEP 68515-000
(94) 3013-0078
REGIÃO NORDESTE
BAHIA
Av. Concêntrica, s/nº
Centro / Camaçari – BA
CEP 42800-972
(71) 3621-1366
V Dica Anel II, s/nº
Quadra 05 Lote 01 e 02
CIA Sul / Simões Filho – BA
CEP 43700-000
(71) 3503-9909
Rodovia BA 523, KM 07
Chácara N.Sª de Fátima Simões São
Francisco do Conde – BA
CEP 43900-000
(71) 8101-7725
ALAGOAS
Rodovia Divaldo Suruagy, s/nº
KM 12 – Via 2 Distrito Industrial
Marechal Deodoro – AL
CEP 57160-000
(82) 3177-5196
PERNAMBUCO
R. Interna 07, 645 – Pontezinha
Cabo de Sto. Agostinho / PE
CEP 54590-000
(81) 3463-9428
CEARÁ
Rod. BR 116, 5360 a KM 14
Pedras / Fortaleza – CE
CEP 60874-502
(85) 3311-3800
REGIÃO CENTRO-OESTE
BRASÍLIA
ST SAA, Quadra 2 - 450/550 Bairro
S.A.A. / Brasília – DF
CEP 70632-200
(61) 3233-6668
GOIÁS
Rod. BR 153, s/nº - Quadra CH Lote
11 e 12 - Chácara Retiro
Goiânia – GO
CEP 74665-833
(62) 3261-3344
MATO GROSSO
Rua B, 632 - L 1 a 5 COM 2/ AV. B
ESQ/B-E Distrito Industrial
Cuiabá – MT
CEP 78098-280
(65) 3667-6300
QUATRO DIVISÕES
QUE TRABALHAM EM EQUIPE
As divisões da MILLS se complementam
com sinergia. Cada uma desenvolve um
talento específico visando os melhores
resultados para os projetos dos clientes.
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REGIÃO SUDESTE
RIO DE JANEIRO
Estr. do Guerenguê, 1381
Taquara / Rio de Janeiro – RJ
CEP 22713-002
(21) 21324338
Rua Lima Barros, 11
11A e 13 / São Cirstóvão
Rio de Janeiro – RJ
CEP 20921-280
(21) 3295-1313
Av. 22 de Maio, 4100
Lote Manoel dos Santos Cid
Itaboraí – RJ
CEP 24812-222
MINAS GERAIS
Rod. Anel Rodoviário, 24277
BR 262 KM 24 / São Gabriel
Belo Horizonte – MG
CEP 31980-115
(31) 3443-4047
Rod. Anel Rodoviário Celso Mello
Azevedo, 24139
Bairro São Gabriel
Belo Horizonte – MG
CEP 31980-115
(31) 3443-4047
R. Nicarágua, 1656
Tibery / Uberlândia – MG
CEP 38405-100
(34) 3211-3003
ESPÍRITO SANTO
Rua Holdercin, s/nº
Quadra 05 Lote 11
Civit II / Serra – ES
(27) 3338-3874
SÃO PAULO
R. Humberto Campos, 271
Vila Yolanda / Osasco – SP
CEP 06126-280
(11) 3787-4142
R. William Garcia, 61
Jardim Aclimação
Sumaré – SP
CEP 13180-624
(11) 3832-1148
Estrada Antonia Magnatto Marincek,
1150 - Jardim Aeroporto Ribeirão
Preto – SP
CEP 14078-405
(16) 3969-1140
Rod. Presidente Dutra s/nº
KM 154,7 Edificio 36
Rio Comprido
São José dos Campos – SP
CEP 14078-405
(16) 3969-1140
R. Padre José Quadros, 204
Parque Industrial
Campinas – SP
CEP 13031-530
(19) 3272-2846
REGIÃO SUL
RIO GRANDE DO SUL
Av. Manoel Elias, 1480
Passo das Pedras
Porto Alegre – RS
CEP 91240-261
(51) 3342-1600
R. Benjamin Constant
nº 195 - Sl. 301 - Centro
Rio Grande – RS
CEP 96200-090
(53) 3201-3006
PARANÁ
Rua William Booth, 630
Boqueirão / Curitiba – PR
CEP 81650-120
(41) 3278-1815
Av. Salgado Filho, 6008
Uberaba / Curitiba – PR
CEP81580-000
(41) 3045-4009
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