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–
 
1.Descobrir a anatomofisiologia do aparelho auditivo. 
A orelha é o órgão da audição e do equilíbrio; Trata-se de um órgão que anatomicamente 
se divide em partes externa, média e interna. 
 
As partes externa e média estão relacionadas principalmente com a transferência de som 
para a orelha interna, que contém o órgão do equilíbrio e também da audição. A membrana 
timpânica separa a orelha externa da orelha média e a tuba auditiva conecta a orelha média 
à parte nasal da faringe. 
Anatomia 
A orelha divide-se em três importantes partes: orelha externa, orelha média e orelha 
interna. 
 
 
Orelha externa 
A orelha externa é formada pelo pavilhão auricular, que atua de modo semelhante a uma 
concha, captando o som, e pelo meato acústico externo, que conduz o som até a membrana 
timpânica. 
Pavilhão auricular 
O pavilhão é a porção da orelha que se projeta externamente, nas laterais do crânio. Além 
de funcional, também possui apelo estético sendo importante para a construção do rosto. 
 
Trata-se de uma porção formada por uma lâmina de cartilagem elástica com formato 
irregular, coberta por pele fina, com várias depressões e elevações. 
 
A concha é a depressão mais profunda. A margem elevada da orelha é a hélice. As outras 
depressões e elevações possui muita importância na auriculoterapia (que se ancora na 
terapia milenar chinesa). 
 
O trago é uma projeção linguiforme superposta ao poro acústico externo. O lóbulo não 
cartilaginoso consiste em tecido fibroso, gordura e vasos sanguíneos, sendo o principal 
local na introdução de piercings. 
Meato acústico externo 
É um canal da orelha que segue internamente através da parte timpânica do temporal, da 
orelha até a membrana timpânica, uma distância de 2 a 3 cm em adultos . 
 
O terço lateral desse canal, que tem formato ligeiramente sigmóide, é cartilaginoso e 
revestido por pele fina, contínua com a pele da orelha. Os dois terços mediais do meato 
são ósseos e revestidos por pele fina e contínua com a camada externa da membrana 
timpânica. 
 
Contém as glândulas ceruminosas e sebáceas no tecido subcutâneo da parte cartilaginosa, 
responsáveis pela síntese de cerume (cera de ouvido). 
Membrana timpânica 
Tem cerca de 1 cm de diâmetro, sendo uma membrana fina, oval e semitransparente na 
extremidade medial do meato acústico externo. Essa membrana é uma divisória entre este 
meato e a cavidade timpânica da orelha média. A membrana timpânica é coberta por pele 
fina externamente e a túnica mucosa da orelha média internamente. 
 
Quando vista através de um otoscópio, a membrana timpânica tem uma concavidade 
voltada para o meato acústico externo com uma depressão central cônica rasa, cujo pico 
é o umbigo da membrana timpânica . 
 
A membrana timpânica movimenta-se em resposta às vibrações do ar que atravessam o 
meato acústico externo e chegam até ela. Esses movimentos são transmitidos pelos 
ossículos da audição através da orelha média até a orelha interna. 
 
Orelha média: 
A cavidade da orelha média é a câmara estreita e cheia de ar que se insere na parte petrosa 
do osso temporal. Ela possui duas partes: a cavidade timpânica propriamente dita, o 
espaço diretamente interno à membrana timpânica, e o recesso epitimpânico, o espaço 
superior à membrana. 
 
A cavidade timpânica é revestida por túnica mucosa, contínua com o revestimento da tuba 
auditiva, células mastóideas e antro mastóideo. 
 
O conteúdo da orelha média pode ser resumido e organizado em: 
Ossículos da audição: formam uma cadeia móvel de pequenos ossos através 
da cavidade timpânica, desde a membrana timpânica até a janela do vestíbulo, uma 
abertura oval na parede labiríntica da cavidade timpânica que conduz ao vestíbulo do 
labirinto ósseo. São os primeiros ossos a se ossificar por completo durante o 
desenvolvimento e estão praticamente maduros ao nascimento. Arranjam-se da seguinte 
maneira: o martelo fixa-se à membrana timpânica e atua como alavanca. A cabeça do 
martelo articula-se com a bigorna, segundo ossículo, que se articula com o estribo, o 
menor ossículo. A base do estribo encaixa-se na janela do vestíbulo na parede medial da 
cavidade timpânica. Ela é muito menor do que a membrana timpânica; 
consequentemente, a força vibratória do estribo é aumentada em cerca de 10 vezes em 
relação à da membrana timpânica. Assim, os ossículos da audição aumentam a força, mas 
diminuem a amplitude das vibrações transmitidas da membrana timpânica através dos 
ossículos para a orelha interna. 
Músculos estapédio e tensor do tímpano: esses dois pequenos músculos amortecem e 
resistem aos movimentos dos ossículos da audição; além disso, o tensor do tímpano 
destaca-se por também amortecer os movimentos (vibração) da membrana timpânica, 
enquanto o estapédio destaca-se por reduzir a amplitude oscilatória e como resultado, 
impedir o movimento excessivo do estribo. 
Nervo corda do tímpano: um ramo do nervo craniano VII responsável pela inervação 
local. 
Plexo timpânico de nervos. 
 
Tuba auditiva 
A tuba auditiva comunica a cavidade timpânica à parte nasal da faringe (parte superior da 
faringe ou nasofaringe), onde se abre posteriormente ao meato nasal inferior. 
 
O terço posterolateral da tuba é ósseo e o restante é cartilaginoso, sendo revestida por 
túnica mucosa, contínua posteriormente com a túnica mucosa da cavidade timpânica e 
anteriormente com a túnica mucosa da parte nasal da faringe. 
 
A função da tuba auditiva é igualar a pressão na orelha média à pressão atmosférica, 
permitindo, assim, o livre movimento da membrana timpânica, sem danos ou colapso. 
Além disso, a tuba permite a entrada e a saída de ar da cavidade timpânica, equilibrando 
a pressão nos dois lados da membrana. 
 
A tuba auditiva é aberta por uma combinação de movimentos articulados do músculo 
levantador do véu palatino quando este se contrai. Como se trata de um músculo do palato 
mole, a equalização da pressão está comumente associada às atividades de bocejar e 
deglutir. 
Orelha interna 
Contém o órgão vestibulococlear, estrutura que está relacionada com a recepção do som 
e a manutenção do equilíbrio. A orelha interna fica embutida na parte petrosa do osso 
temporal e é formada por sacos e ductos do labirinto membranáceo. 
 
Essa parte da orelha é formada por um labirinto membranáceo, que contém endolinfa e 
que fica suspenso no labirinto ósseo, cheio de perilinfa. Esses líquidos participam da 
estimulação dos órgãos de equilíbrio e audição, respectivamente. 
FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO 
Os receptores auditivos estão localizados no sistema auditivo, na sua porção interna 
chamada cóclea. Na cóclea o órgão de Corti constitui a estrutura receptora. Esta estrutura 
é mecanoreceptora, respondendo as vibrações sonoras do ar. E um sentido essencial a 
nossa vida, pois constitui a base da comunicação humana. O ouvido está dividido em três 
partes: o ouvido externo, o ouvido médio, o ouvido interno. 
 
 
Figura 1 - Estrutura do Sistema Auditivo 
 
 
 
OUVIDO EXTERNO 
 
É formado pelo pavilhão e conduto auditivo externo. O pavilhão é formado por 
cartilagens cobertas por pele, no homem sua importância é discutível, sua finalidade é 
coletar as ondas sonoras e dirigi-las para o meato auditivo externo. As principais funções 
deste meato auditivo são: proteção e ressonância sonora. A proteção é exercida pela cera 
produzida por glândulas ceruminosas na pele do meato. Esta cera forma uma película 
sobre a pele, que impede a invasão de microrganismos. O meato auditivo externo tem 
2,5cm de comprimento e termina na membrana timpânica. 
 
OUVIDO MÉDIO 
 
É a chamada caixa do tímpano, que é limitada externamente pela membrana timpânica e 
internamente pelo promontório; onde estão as janelas oval e redonda. Superiormente 
encontramos o ático e antro com células do mastóide e inferiormente a abertura da trompa 
de Eustáquio. Encontramos no ouvido médiotrês elementos importantes para a 
transmissão sonora: a trompa de Eustáquio, os músculos timpânicos e o sistema tímpano-
ossicular. 
 
Trompa de Eustáquio - É um canal que comunica a nasofaringe com o ouvido médio, 
permitindo a entrada de ar nesta cavidade. A ventilação do ouvido médio ocorre durante 
a deglutição, o espirro, o bocejo, quando a trompa se abre. A trompa permite que as 
pressões que atuam do lado externo e interno da membrana timpânica sejam igualadas, 
deixando assim aquela membrana livre para vibrar. Quando a trompa permanece fechada 
por um resfriado ou variação brusca de altitude, como num avião ou carro subindo ou 
descendo montanha, sentimos pressão no ouvido, dor e perda de audição e as vezes até 
ruptura da membrana. Isto ocorre devido a diferença de pressão entre os dois lados da 
membrana timpânica. Deglutindo com frequência às vezes conseguimos o 
desaparecimento dos sintomas. A maioria das infecções do ouvido médio derivam de 
infecções nasais que se propagaram pela trompa de Eustáquio. Músculos timpánicos - O 
músculo tensor do tímpano inervado pelo trigêmio (V par craniano) liga-se ao cabo do 
martelo e quando contrai puxa este ossículo para dentro do ouvido médio. 
 
O músculo do estribo inervado pelo facial (VII par craniano) liga-se à cabeça do estribo 
e quando se contrai puxa o estribo para dentro do ouvido médio contra a janela oval onde 
está inserido. Quando o ouvido recebe sons de grande intensidade estes músculos se 
contraem, aumentando a resistência à transmissão sonora de sons graves. Havendo uma 
queda de aproximadamente 30 dB de intensidade, devido a maior rigidez da cadeia 
ossicular, protegendo assim o ouvido interno e as células do órgão de Corti contra lesões. 
A contração reflexa do músculo do estribo pela estimulação sonora com sons intensos é 
um teste clínico muito usado para a localização de lesões no órgão de Corti através do 
fenômeno chamado recrutamento. Além da função protetora que é discutida, este 
mecanismo mascara sons de banca frequência em ambientes ruidosos, permitindo a uma 
pessoa escutar sons de maior frequência, ou seja, a faixa de frequência da comunicação 
falada. Também a contração dos músculos timpânicos atenua a nossa própria voz quando 
chega ao ouvido. 
 
Sistema timpano-ossicular - Podemos observar na anatomia comparada do sistema 
auditivo que todos vertebrados terrestres apresentam ouvido médio e o sistema timpano-
ossicular; o que não acontece com os aquáticos, que só apresentam ouvido interno. A 
presença deste sistema nos animais terrestres foi uma solução evolutiva para adaptação 
daqueles animais ao meio aéreo. Isto por que o som quando se propaga num meio como 
o ar, que tem uma impedância própria e passa a se propagar num líquido (ouvido interno) 
com impedância diferente, perde grande parte da sua energia por reflexão. A membrana 
timpânica, martelo e estribo, que formam o sistema timpano-ossicular, são dispostos de 
tal modo interligados que transmitem as vibrações da membrana timpânica à janela oval 
e perilinfa da rampa vestibular. É a transmissão aérea. Este sistema timpano-ossicular é 
um transformador de energia que tem a finalidade de igualar as impedâncias do ouvido 
médio e interno para uma transmissão sonora efetiva. Este efeito transformador ocorre 
através de dois mecanismos: 
 
a) Mecanismo hidráulico - A superfície da membrana timpânica tem aproximadamente 
55 mm2 e a superfície da janela oval 3,2 mm2. Essa diferença provoca uma multiplicação 
da pressão sonora, que chega à janela oval, de 17 vezes, o que equivale à razão das 
superfícies das duas membranas. 
 
b) Mecanismo de alavanca - o martelo e a bigorna atuam conjuntamente constituindo uma 
alavanca inter-resistente, que tem a potência aplicada no cabo do martelo, sendo a 
resistência o estribo e o ponto de apoio a articulação da bigorna com o estribo. Este 
sistema de alavanca, multiplica a pressão sonora, que chega à janela oval aumentada 1,3 
vezes e que corresponde a razão entre os comprimentos do martelo e da bigorna. 
 
Os efeitos hidráulicos e de alavanca conjuntamente aumentam a pressão sonora de 22 
vezes o que equivale aproximadamente a um aumento de 30 dB, permitindo assim que 
toda a energia sonora que chegou à membrana timpânica atinja a base do estribo, perilinfa 
e órgão de Corti. Uma alteração neste efeito transformador por perfuração da membrana 
timpânica ou alteração da cadeia ossicular provocará hipoacusia de transmissão, pois 
estará alterada a transmissão sonora para o ouvido interno. O sistema tímpanoossicular 
pode ser reconstituído, quando se altera na surdez, através de microcirurgia chamada 
timpanoplastias e pela estapedectomia. 
 
Através de um aparelho, o impedanciômetro, pode-se medir a impedância do ouvido 
médio, e pela sua alteração, chegar ao diagnóstico de diferentes distúrbios de transmissão 
do sistema auditivo. O sistema timpano-ossicular tem uma freqüência de ressonância de 
700 a 1.400 e/s, ou seja, vibra mais facilmente nestas frequências. O ouvido externo, que 
apresenta coluna de ar ressonante, tem frequência ressonante de 3.000 e/s. Daí o nosso 
ouvido ter uma frequência ressonante de 600 a 6.000 cps aproximadamente. Além da 
transmissão chamada aérea, existe no sistema auditivo a condução óssea. Esta ocorre 
através de vibrações ósseas que atingem diretamente os líquidos do ouvido interno, 
estimulando os receptores do órgão de Corti. Nossa voz é em parte percebida por nós, por 
transmissão aérea e em parte por condução óssea. Por isso quando ouvimos nossa voz 
gravada notamos diferença, pois estamos ouvindo a gravação somente por via aérea. A 
análise da transmissão aérea de da condução óssea em pessoas suspeitas de surdez 
constitui a base da audiometria tonal aérea e óssea, que permite o diagnóstico da surdez 
e o local da alteração. Quando a via aérea está alterada e a óssea normal, temos uma 
surdez de transmissão e as lesões estarão no ouvido externo ou médio, e se a via óssea 
estiver alterada haverá hipoacusia neurossensorial, podendo estar afetado o órgão de Corti 
ou o nervo acústico. 
 
OUVIDO INTERNO - COCLEA 
 
A cóclea ou caracol constitui o labirinto interior que faz parte do ouvido interno ou 
labirinto. Suas paredes são ósseas, limitando três tubos enrolados em espiral em torno de 
um osso chamado columela ou modiolo, ao redor do qual dá duas voltas e meia. Para 
melhor entendermos a anatomia e fisiologia coclear, podemos imaginar a cóclea 
desenrolada que será vista como na figura 10. Sua base que é mais alargada apresenta as 
duas janelas, oval e redonda. Os três tubos cocleares têm disposição paralela, e são de 
cima para baixo: a rampa vestibular que se limita com o ouvido médio pela janela oval; a 
rampa média ou canal coclear que contém o órgão de Corti; a rampa timpânica que se 
limita com o ouvido médio pela janela redonda. As duas rampas, vestibular e timpânica, 
se comunicam pelo helicotrema no ápice da cóclea e contêm perilinfa que apresenta 
composição química semelhante ao líquido extracelular (maior concentração de íons 
sódio). O canal coclear apresenta endolinfa com composição semelhante ao líquido 
intracelular (maior concentração de íons potássio). Como podemos observar na figura 10 
a rampa vestibular está limitada do canal coclear pela membrana vestibular de Reissnner 
e o canal coclear está separado da rampa timpânica pela membrana basilar onde está o 
órgão de Corti. Esta membrana alarga-se da sua base (0,04mm) até o ápice (0,4mm), 
aumentando portanto sua massa (Fig. 2). 
 
 
ESTRUTURA DOS RECEPTORES - ÓRGÃO DE CORTI 
 
É a estrutura receptora auditiva, formada basicamente por células de sustentação e células 
receptaras secundárias ciliadas (estereocílios). Estas células estão situadas sobre a 
membrana basilar em toda a sua extensão. Temos dois tipos de células ciliadas: uma fileira 
de células internas (3.500), três fileiras de externas (20.000).Acima do órgão de Corti 
existe uma membrana gelatinosa chamada tectorial, presa à lâmina espiral óssea do 
modiolo. Esta membrana cobre os cílios das células ciliadas, entrando em íntimo contato 
com eles durante as vibrações da membrana basilar. Nos pólos inferiores das células 
ciliadas encontramos sinapses com neurônios que apresentam seus corpos celulares nos 
gãnglios espirais de Corti, localizados na cóclea. Os axõnios destes neurônios constituem 
o nervo coclear. O fornecimento de energia para a cóclea e a manutenção da composição 
dos líquidos cocleares é realizado pela "stria vasculares", região onde se concentram 
vasos sangüíneos. 
 
2. Analisar as vias nervosas e os centros da audição no sistema nervoso central 
VIAS AUDITIVAS ( 
 
As fibras aferentes primárias que vêm do gânglio espiral do órgão de Corti chegam ao 
núcleococlear ventral e dorsal, fazendo-se sinapse nestes núcleos do bulbo. Do núcleo 
coclear ventral, fibras nervosas dirigem-se para o complexo olivar dos dois lados. O 
complexo olivar de cada lado recebe fibras dos dois ouvidos. Neste nível portanto já pode 
ocorrer a comparação das características sonoras que chegam aos dois ouvidos, para 
detecção da direção do som. Do núcleo coclear ventral partem fibras que se dirigem para 
o lado oposto fazendo sinapse no núcleo do leminisco lateral. As fibras que saem do 
complexo olivar seguem em direção superior, umas do mesmo lado e outras cruzando 
para o lado oposto, ligando-se aos núcleos do leminisco lateral. Existem fibras que cruzam 
para o lado oposto neste nível. Em seguida as vias auditivas passam pelo colículo inferior 
e também cruzam para o lado oposto. Do colículo inferior as fibras passam ao corpo 
geniculado medial e daí ao córtex auditivo no lobo temporal. Estes tratos são formados 
por cinco ou seis neurônios. Na cadeia neuronal das vias auditivas da cóclea ao colículo 
inferior a informação sensorial sofre um processamento crescente, pela sintonia das 
unidades nervosas, pela maior complexidade das respostas e pela maior participação de 
informações do ouvido contralateral. No corpo geniculado medial as respostas a estímulos 
sonoros com tons puros são representadas por poucos potenciais durante os primeiros 
instantes de estimulação. No córtex aparecem poucas respostas aos tons puros e mais a 
ruídos complexos. As vias auditivas mantêm conexões com o sistema reticular ativador, 
cerebelo. 
 
 
 
Os potenciais de ação formados nas vias auditivas podem ser registrados, colocando-se 
um eletrodo ativo no vértex craniano, um eletrodo de referência no meato auditivo externo 
e um terra na fronte. Deste modo, com uma aparelhagem de estimulação, amplificação, 
promediação e registro de respostas elétricas, obtém-se sete ondas que corresponderiam 
às diferentes estações das vias auditivas. Este tipo de registro tem grande aplicação em 
neurologia e otoneurologia para localização de lesões nas vias auditivas, bem como para 
medir os limiares audiométricos de crianças por ser um teste objetivo. É a chamada 
audiometria de respostas elétricas de tronco cerebral. 
 
Vias eferentes - De cada nível do sistema nervoso central, desde o córtex até a cóclea, 
partem fibras eferentes que chegam ao órgão de Corti. Estes feixes nervosos são 
inibitórios, reduzindo a sensibilidade dos receptores do órgão de Corti. 
 
Este mecanismo é importante para focalização da atenção em determinados sons, 
excluindo outros. Mascaramento - Os potenciais de ação do nervo acústico, somente 
aparecem com amplitude máxima em resposta a um determinado estímulo, na ausência 
de outro som. A aplicação de ruídos simultâneos, por exemplo o ruído branco, com amplo 
espectro de freqüência, produz queda acentuada em todas as ondas do potencial de ação, 
sem modificar o potencial microfônico coclear. Isto se explica pela ocupação de todas as 
fibras do nervo acústico pelos potenciais provocados pelo ruído branco. O estímulo 
apresentado certamente ocorrerá nos períodos refratários das fibras não aparecendo 
potenciais. Isto é a base do mascaramento usado em audiometria clínica. 
 
Localização sonora - Para a localização da direção da fonte sonora é importante a audição 
com os dois ouvidos. O som alcançará o ouvido mais próximo primeiro e com intensidade 
maior, isto porque a velocidade do som no ar é constante, e percorrendo espaços diferentes 
chegará em tempos diferentes nos dois ouvidos. O ouvido humano pode captar diferenças 
de 3.10-5 segundos. O núcleo acessório da oliva superior é a sede mais importante dos 
processos neuronais dos impulsos originados do dois ouvidos e que determina a 
orientação espacial. A análise das diferenças são transmitidas a níveis superiores e ao 
córtex. 
 
3. Conhecer as diferenças entre hipoacusia e acusia, além de citar os 
diagnósticos diferenciais 
A diferença entre hipoacusia e acusia é que a hipoacusia é uma diminuição da audição, 
enquanto a acusia é a perda total da audição: 
Hipoacusia 
É a diminuição da audição, ou seja, a pessoa ouve menos que o normal. Para ouvir, pode 
ser necessário falar mais alto ou aumentar o volume da televisão ou da música. 
Acusia 
É a perda total da audição, ou seja, a ausência da capacidade de perceber sons. 
A hipoacusia pode ter várias causas, como: 
Envelhecimento 
Fatores genéticos 
Exposição prolongada a ruídos altos 
Alguns medicamentos 
Infecções do ouvido médio 
Lesões na cabeça 
Condições médicas, como a doença de Ménière 
A acuidade auditiva é a capacidade de percepção e sensibilidade da audição. Se a pessoa 
estiver com problemas para ouvir, é aconselhável procurar um especialista. 
Perda auditiva 
Em todo o mundo, cerca de meio bilhão de pessoas (quase 8% da população mundial) 
tem perda auditiva (1). Aproximadamente 15% dos adultos norte-americanos (37,5 
milhões) com 18 anos ou mais relatam algum problema de audição. Cerca de 2 a 3 em 
cada 1.000 crianças nos Estados Unidos nascem com um nível detectável de perda 
auditiva em um ou ambos os ouvidos (2). Durante a infância e adolescência, a prevalência 
de perda auditiva moderada a grave aumenta para 6 em 1.000 (3). Os adolescentes estão 
em risco de exposição excessiva ao ruído, traumatismo craniano, ou ambos. Idosos 
normalmente apresentam diminuição progressiva da audição (presbiacusia), o que 
provavelmente está diretamente relacionado com envelhecimento, exposição a ruídos e 
fatores genéticos. Aproximadamente 5% dos adultos entre 45 e 54 anos têm perda auditiva 
incapacitante. A taxa aumenta para 10% para adultos entre 55 e 64 anos. 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/perda-auditiva/perda-auditiva#v38123560_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/perda-auditiva/perda-auditiva#v38123560_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/perda-auditiva/perda-auditiva#v38123560_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/perda-auditiva/perda-auditiva#v944429_pt
Aproximadamente 22% das pessoas entre 65 e 74 anos e 55% das pessoas com 75 anos 
ou mais têm perda auditiva incapacitante (2). Estima-se que cerca de 30 milhões de 
pessoas nos Estados Unidos estão expostas a níveis prejudiciais de ruído diariamente. 
Deficit auditivo na infância pode resultar em prejuízos ao longo da vida, principalmente 
nas habilidades de linguagem receptiva e expressiva. A gravidade da deficiência é 
determinada por 
Idade em que ocorreu a perda auditiva 
Natureza da perda (sua duração, as frequências afetadas e o grau) 
Suscetibilidades individuais da criança (p. ex., coexistência com deficiência visual, 
deficiência intelectual, deficits primários de linguagem, ambiente linguístico inadequado) 
As crianças que têm outras deficiências sensoriais, linguísticas ou cognitivas são afetadas 
mais gravemente. 
Fisiopatologia da perda auditivaA perda auditiva pode ser classificada como condutiva, neurossensorial, ou mista. 
A perda auditiva condutiva ocorre secundária às lesões no meato auditivo externo, 
membrana timpânica ou da orelha média. Essas lesões impedem que o som seja 
eficazmente conduzido para a orelha interna. 
A perda auditiva neurossensorial é causada por lesões na orelha interna (sensorial) ou 
no nervo auditivo (VIII par craniano) (neural). Essa distinção é importante, porque a perda 
auditiva sensorial é, por vezes, reversível e raramente é ameaça à vida. A perda auditiva 
neural 
raramente é recuperável e pode ser decorrente de tumor encefálico, quase sempre 
localizado no ângulo pontocerebelar. Denomina-se um tipo adicional da perda 
neurossensorial de transtorno do espectro da neuropatia auditiva quando o som pode ser 
detectado, mas o sinal não é enviado corretamente ao cérebro, e acredita-se que ocorra 
por causa de uma anormalidade das células ciliadas internas ou neurônios que as inervam 
dentro da cóclea (1). 
Perda mista pode ser ocasionada por traumatismo craniano, com ou sem fratura do osso 
temporal, por infecção crônica, ou por uma de muitas doenças genéticas. Também pode 
ocorrer quando perda de audição condutiva transitória, geralmente consequente à otite 
média, é sobreposta por perda auditiva neurossensorial. 
 
Diferenças entre perda auditiva neural e sensorial 
Exame Perda auditiva sensorial 
Perda auditiva 
neural 
Discriminação da fala Diminuição moderada Diminuição grave 
Discriminação com aumento da intensidade 
sonora 
Normalmente, melhora até certo ponto, 
dependendo da gravidade e distribuição 
da perda dos elementos sensoriais 
Piora 
Recrutamento no qual a percepção do som é 
exagerada, especialmente em níveis sonoros 
mais altos 
Presente Ausente 
Deterioração do reflexo acústico em que a 
resposta ao reflexo acústico é reduzida ao 
longo do tempo durante uma medição 
Ausente ou leve Presente 
Ondas no potencial evocado auditivo do 
tronco cerebral 
Bem formado com latências normais para 
perdas auditivas leves a moderadas; 
reduzido para perdas mais graves 
Ausente ou com 
latências anormalmente 
prolongadas 
Emissões otoacústicas Ausente Presente 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/perda-auditiva/perda-auditiva#v38123560_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/doen%C3%A7as-diversas-da-orelha-do-nariz-e-da-garganta-em-crian%C3%A7as/defici%C3%AAncia-auditiva-em-crian%C3%A7as
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/perda-auditiva/perda-auditiva#v38123571_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/dist%C3%BArbios-da-orelha-m%C3%A9dia-e-da-membrana-timp%C3%A2nica/otite-m%C3%A9dia-aguda
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Etiologia da perda auditiva 
Perda auditiva pode ser 
Congênita (ver tabela Causas congênitas da perda auditiva) ou adquirida (ver tabela 
Algumas causas da perda auditiva adquirida) 
Progressiva ou súbita 
Temporária ou permanente 
Unilateral ou bilateral 
Leve ou profunda 
Tabela 
Causas da perda auditiva congênita* 
As causas mais comuns, geralmente, são: 
Acúmulo de cerume 
Ruído 
Envelhecimento 
Infecções (particularmente em crianças e adultos jovens) 
 
Algumas causas de perda auditiva adquirida 
Acúmulo de cerume (cera) é a causa mais comum da perda auditiva condutiva tratável, 
em especial nos idosos (1). Os corpos estranhos obstruindo o canal auditivo, às vezes, são 
problemas em crianças, tanto em razão de sua presença, quanto por qualquer dano 
provocado inadvertidamente, durante sua remoção. 
O ruído pode acarretar perda auditiva neurossensorial súbita ou gradual. No traumatismo 
acústico, a perda auditiva se dá após exposição a ruído único e extremo (p. ex., um tiro 
nas proximidades ou explosão); alguns pacientes também desenvolvem zumbido. A perda 
é geralmente temporária (a menos que haja também danos decorrentes da explosão, que 
podem destruir a membrana timpânica e/ou os ossículos). Na perda auditiva induzida por 
ruído, a perda ocorre ao longo do tempo por causa da exposição constante a ruídos > 85 
decibéis (dB — ver Níveis sonoros). Mesmo antes que a perda auditiva possa ser 
identificada, a exposição aos ruídos pode lesar os neurônios auditivos e suas sinapses nas 
células ciliadas; esse comprometimento é denominado "perda auditiva oculta" ou 
"sinaptopatia", e os pacientes podem ter dificuldades auditivas em ambientes ruidosos e 
perda auditiva acelerada relacionada com a idade (1). Embora a suscetibilidade ao ruído 
varie individualmente, quase todo mundo perde parte de audição, caso seja exposto a 
ruído suficientemente intenso, por período prolongado. A exposição repetida ao barulho 
resulta na perda de células ciliadas no órgão de Corti. A perda auditiva costuma acontecer 
primeiro na frequência de 4 kHz e, gradualmente, se espalha para frequências mais baixas 
e mais altas conforme a exposição continua. Em contraste com a maioria das outras causas 
de perda auditiva neurossensorial, a perda auditiva induzida por ruído pode ser menos 
grave aos 8 kHz do que a 4 kHz. 
 
Envelhecimento, juntamente com a exposição a ruídos e fatores genéticos, é um fator de 
risco comum para diminuição progressiva da audição. Denomina-se a perda auditiva 
relacionada com a idade presbiacusia. Presbiacusia ocorre por causa de uma combinação 
de perda de células sensoriais (células ciliadas) e perda neuronal. Pesquisas também 
sugerem fortemente que exposição precoce a ruídos acelera a perda auditiva relacionada 
com a idade (3). Frequências mais altas são mais afetadas do que frequências mais baixas 
na perda auditiva relacionada com a idade. 
 
Otite média aguda é uma causa comum de perda de audição transitória, leve a moderada 
(principalmente em crianças). No entanto, sem tratamento, sequelas de otite média aguda 
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e otite média crônica (e a rara labirintite purulenta) podem ocasionar perda permanente, 
sobretudo se há formação de colesteatoma. 
 
Otite média secretora (OMS) ocorre de várias maneiras. Quase todos os episódios de 
otite média aguda são seguidos por período de 2 a 4 semanas de OMS. A OMS também 
pode ser provocada pela disfunção da tuba auditiva (p. ex., resultante de fenda palatina, 
tumores benignos ou malignos da nasofaringe, ou rápidas mudanças na pressão do ar 
externo, como acontece durante a descida de altitudes elevadas ou rápida ascensão, 
durante mergulho). 
Doenças reumáticas sistêmicas e outras doenças autoimunes podem causar perda 
auditiva neurossensorial em todas as idades e podem ocasionar também outros sinais e 
sintomas. 
Doença autoimune da orelha interna causa inflamação na orelha interna que resulta em 
perda auditiva flutuante ou progressiva bilateral.Medicamentos ototóxicos podem causar perda auditiva neurossensorial, e muitos também 
têm toxicidade vestibular. 
Durante a pandemia de covid-19, muitos pacientes experimentaram uma exacerbação da 
dificuldade auditiva percebida. O uso generalizado de máscaras pelos membros da 
comunidade levou a uma capacidade reduzida de ler os sinais faciais e os lábios. O 
abafamento dos sons da fala das pessoas com máscaras também contribuiu para a 
percepção da dificuldade auditiva. 
 
Avaliação da perda auditiva 
Consiste em detectar e quantificar a perda auditiva e determinar sua etiologia 
(particularmente causas reversíveis). 
Rastreamento 
A maioria das crianças maiores e adultos consegue notar perda súbita de audição, e 
cuidadores podem suspeitar que um recém-nascido tenha perda auditiva grave nas 
primeiras semanas de vida, quando ele não responde às vozes ou outros sons. Entretanto, 
perdas progressivas e quase todas as perdas em lactentes e crianças jovens devem ser 
detectadas por meio de triagem. Triagem em crianças deve começar ao nascimento, para 
que a percepção da linguagem permita o desenvolvimento ideal da linguagem. Se não 
rastreadas, as perdas bilaterais graves podem passar despercebidas até os 2 anos de idade, 
e as perdas unilaterais leves a moderadas ou graves muitas vezes só serão diagnosticadas 
quando a criança chegar à idade escolar. 
Deve-se considerar a triagem em idosos porque os pacientes podem não ter percebido um 
declínio gradual da audição ou podem pensar que isso é uma consequência normal do 
envelhecimento. 
A suspeita de perda auditiva deve, a qualquer momento, exigir encaminhamento para o 
especialista. 
História 
História da doença atual deve observar há quanto tempo a perda auditiva foi percebida, 
como tudo começou (p. ex., gradual, aguda), se é uni ou bilateral, e se o som está 
distorcido (p. ex., música desligada — som surdo ou sem vida) ou se há dificuldade com 
a discriminação da fala. O paciente deve ser perguntado se a perda foi após qualquer 
evento agudo (p. ex., traumatismo craniano, exposição a ruído, barotrauma 
[particularmente lesão em mergulho] ou uso de medicamentos). Sintomas otológicos 
associados podem estar presentes (p. ex., otalgia, zumbido, otorreia), sintomas 
vestibulares (p. ex., desorientação no escuro, vertigem) e outros sintomas neurológicos 
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https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/dist%C3%BArbios-da-orelha-interna/ototoxicidade-induzida-por-f%C3%A1rmacos
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/covid-19/covid-19
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/acompanhamento-do-crescimento-e-desenvolvimento-da-crian%C3%A7a-saud%C3%A1vel/testes-de-rastreamento-para-lactentes-crian%C3%A7as-e-adolescentes#v80797456_pt
(p. ex., cefaleia, fraqueza ou assimetria da mímica facial, disgeusia, plenitude aural). Em 
crianças, importantes sintomas associados incluem atrasos de linguagem ou fala, 
alterações visuais ou desenvolvimento motor prejudicado. 
A revisão dos sistemas deve procurar determinar o impacto da dificuldade auditiva na 
vida do paciente. 
A história clínica deve notar distúrbios anteriores possivelmente relacionados à causa, 
incluindo infecções do sistema nervoso central, otites recorrentes, exposição crônica ao 
ruído intenso, traumatismo craniano, doenças reumáticas sistêmicas (p. ex., artite 
reumatoide, lúpus) e história familiar de perda auditiva. A história medicamentosa deve 
buscar, especificamente, o uso atual ou prévio de medicamentos ototóxicos. Para crianças 
pequenas, deve-se procurar a história de nascimento para determinar se houve infecções 
intrauterinas ou complicações no parto. 
Exame físico 
O foco é o exame da orelha e da audição e o exame neurológico. A orelha externa é 
inspecionada para verificar obstrução, infecção, malformações congênitas e outras lesões. 
Examina-se a membrana timpânica para determinar perfuração, secreção, otite 
média (pus ou líquido visto na orelha média através da MT) e colesteatoma. Durante o 
exame neurológico, atenção especial deve ser dada para o II ao VII pares cranianos, bem 
como às funções vestibular e cerebelar, pois anormalidades nessas áreas ocorrem 
frequentemente em casos de tumores do tronco cerebral e do ângulo pontocerebelar. Os 
testes de Weber e Rinne requerem um diapasão para diferenciar perda auditiva condutiva 
de neurossensorial. 
No teste de Weber, a haste de um diapasão de 512 ou 1.024 Hz, vibrando, é colocada na 
linha média da cabeça, e o paciente indica em qual ouvido o tom é mais alto. Na perda 
auditiva condutiva unilateral, o tom é mais alto na orelha com perda auditiva. Na perda 
auditiva neurossensorial unilateral, o tom é mais alto na orelha normal, porque o diapasão 
estimula ambas as orelhas internas igualmente e o paciente percebe o estímulo com a 
orelha sadia. 
No teste de Rinne, compara-se a audição por condução óssea com a audição por 
condução de ar. Condução óssea ultrapassa a orelha externa e média e testa a integridade 
da orelha interna, 8º par craniano e vias auditivas centrais. A haste de um diapasão é 
mantida contra a mastoide (por condução óssea); logo que o som não é mais percebido, a 
haste é removida da mastoide e o diapasão, ainda vibrando, é mantido perto do pavilhão 
auricular (por condução aérea). Normalmente, o som do diapasão ainda pode ser ouvido, 
indicando que a via respiratória é melhor do que a condução óssea. Com a perda auditiva 
condutiva acima de 25 dB, a relação é invertida; condução óssea é mais alta do que por 
via respiratória. Com a perda auditiva neurossensorial, ambos os tempos são reduzidos, 
mas a audição por via respiratória permanece melhor. 
 
Sinais de alerta 
Achados de particular interesse são: 
Perda auditiva neurossensorial unilateral 
Anormalidades de pares cranianos (exceto perda auditiva) 
Perda de audição rápida ou súbita 
 
Interpretação dos achados 
Muitas causas de perda auditiva (como cerume, lesão, exposição significativa ao ruído, 
sequelas infecciosas e farmacológica) são facilmente aparentes pela anamnese e ao exame 
físico. 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/dist%C3%BArbios-da-orelha-m%C3%A9dia-e-da-membrana-timp%C3%A2nica/otite-m%C3%A9dia-supurativa-cr%C3%B4nica
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/trauma-cranioencef%C3%A1lico-tce/trauma-cranioencef%C3%A1lico-tce
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/doen%C3%A7as-articulares/artrite-reumatoide
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/doen%C3%A7as-articulares/artrite-reumatoide
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https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/dist%C3%BArbios-da-orelha-interna/ototoxicidade-induzida-por-f%C3%A1rmacos
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https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/dist%C3%BArbios-da-orelha-m%C3%A9dia-e-da-membrana-timp%C3%A2nica/otite-m%C3%A9dia-aguda
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Achados associados são úteis no diagnóstico do pequeno número de pacientes nos quais 
nenhuma causa evidente pode ser encontrada.Pacientes que apresentam alterações 
neurológicas focais são particularmente preocupantes. O V ou VII par craniano, ou 
ambos, é quase sempre afetado por tumores que acometem o VIII nervo, assim a perda 
da sensibilidade facial, da força na mastigação (V) e paresia facial e disgeusia (VII) 
apontam para lesão nessa área. Sinais de doenças reumáticas sistêmica (p. ex., edema ou 
dor articulares, inflamação nos olhos) ou disfunção renal podem sugerir essas doenças 
como a causa. Malformações maxilofaciais podem sugerir uma anormalidade genética ou 
desenvolvimental. 
 
Toda criança com atraso na fala ou na linguagem ou com dificuldades na escola deve ser 
avaliada quanto à perda auditiva. Deficiência intelectual, afasia e transtorno do espectro 
autista também devem ser considerados. Atraso no desenvolvimento motor pode ser sinal 
de deficit vestibular, que é frequentemente associado à perda auditiva neurossensorial. 
Exames 
Os exames incluem 
Exames audiológicos 
Às vezes, RM ou TC 
Exames audiométricos são necessários para todas as pessoas que têm perda auditiva, 
pois esses testes normalmente incluem 
Medição de limiares tonais nas vias aérea e óssea 
Limiar de recepção da fala 
Discriminação da fala 
Timpanometria 
Teste do reflexo acústico 
 
Surdez unilateral 
Pacientes com surdez unilateral (SUL) representam um desafio especial. Em situações de 
um para um, a compreensão auditiva e da fala permanece relativamente não afetada. Mas 
em ambientes barulhentos ou ambientes acústicos complexos (p. ex., salas de aula, festas, 
reuniões), pacientes com SUL são incapazes de ouvir e se comunicar de forma eficaz. 
Além disso, os pacientes que ouvem apenas com um ouvido não são capazes de localizar 
a origem dos sons. O efeito "sombra da cabeça" é a habilidade do cérebro de impedir que 
o som proveniente do lado surdo alcance a orelha que ouve. Isso pode resultar em perda 
de energia sonora de até 30 dB na orelha funcional (como uma comparação, um plugue 
auditivo comprado em loja resulta em uma queda de 22 a 32 dB na audição, 
aproximadamente equivalente). Para muitos pacientes, SUL pode alterar a vida e levar a 
incapacidades significativas no trabalho e na vida social. 
 
Fundamentos de geriatria: perda auditiva 
Os idosos normalmente apresentam diminuição progressiva da audição (presbiacusia). 
Nos Estados Unidos, 22% das pessoas entre 65 e 74 anos e 55% das pessoas com 75 anos 
ou mais têm perda auditiva incapacitante (1). Embora a perda auditiva seja comum com 
o envelhecimento, a perda auditiva em idosos deve ser avaliada e não atribuída 
simplesmente ao envelhecimento; pacientes idosos podem ter um tumor, uma doença 
neurológica, autoimune ou reumática sistêmica, ou perda auditiva condutiva facilmente 
corrigível. Além disso, pesquisas sugerem fortemente que a perda auditiva no idoso pode 
facilitar a demência (2) (que pode ser evitada corrigindo adequadamente a perda auditiva). 
Presbiacusia 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/perda-auditiva/perda-auditiva#v944429_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/patologias-do-p%C3%A9-e-tornozelo/vis%C3%A3o-geral-de-dist%C3%BArbios-de-p%C3%A9-e-tornozelo#x000027_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/patologias-do-p%C3%A9-e-tornozelo/vis%C3%A3o-geral-de-dist%C3%BArbios-de-p%C3%A9-e-tornozelo#x000027_pt
A presbiacusia é a perda auditiva neurossensorial que resulta, provavelmente, de uma 
combinação de deterioração e morte celular relacionadas à idade, em vários componentes 
do sistema auditivo e dos efeitos da exposição crônica ao ruído. 
A perda auditiva quase sempre afeta as frequências mais elevadas (18 a 20 kHz) logo no 
início e gradualmente as frequências mais baixas; em geral, se torna clinicamente 
significativa quando atinge o crítico intervalo entre 2 e 4 kHz, por volta dos 55 a 65 anos 
(às vezes mais cedo). A perda de audição nas altas frequências afeta significativamente a 
compreensão da fala. 
 
PORQUE O OUVIDO ENTOPE DURANTE VIAGEM DE AVIÃO 
 
Isso se dá por mudanças na pressão do ar onde estamos. Essas mudanças desequilibram 
a pressão dentro do ouvido médio em relação ao ambiente, levando a uma sensação de 
entupimento, desconforto ou até mesmo perda auditiva temporária. 
 
“Método de Valsalva” para equilibrar a pressão nos ouvidos e aliviar a sensação de 
ouvido entupido. 
 
“A técnica é simples: o paciente fecha a boca, aperta o nariz e força delicadamente a 
entrada do ar nas orelhas para equilibrar a pressão nos ouvidos. No entanto, pessoas com 
problema de pressão nos olhos, problemas de retina e implantes oculares não devem 
realizar a técnica, pois as condições podem se agravar”, alerta Vinicius. 
Orientação para crianças e bebês 
Em crianças e bebês, a mudança de pressão pode ser mais notada, pois o canal (trompa 
de Eustáquio) que comunica a orelha e a garganta não funciona muito bem. Por isso, a 
dica é oferecer gomas de mascar ou balas mastigáveis para amenizar o desconforto. 
 
No caso dos bebês, a amamentação no seio e a mamadeira são boas opções. 
 
Como aliviar a sensação de ouvido entupido 
Confira algumas orientações para aliviar a sensação de ouvido entupido durante viagens 
ou atividades dentro da água: 
A sensação de ouvido entupido se dá por mudanças na pressão do ar onde estamos. 
– Boceje ou mastigue: bocejar ou mastigar algo ajuda a abrir a trompa de Eustáquio, um 
canal que conecta o ouvido médio à parte de trás da garganta, permitindo que o ar flua e 
equilibre as pressões. 
– Engula saliva: engolir também ajuda a abrir a trompa de Eustáquio. Pode ser útil ter um 
chiclete ou algo para beber durante o voo. 
– Manobra de Valsalva: como já citado anteriormente, a técnica consiste em fechar a 
boca, prender o nariz e tentar exalar sem liberar o ar. Isso ajuda a equalizar a pressão nos 
ouvidos, mas faça esta manobra com cuidado para não forçar muito o tímpano. 
– Bochecho com água: leve um gole de água na boca, mantenha a boca fechada e incline 
a cabeça para trás. Isso pode ajudar a abrir a trompa de Eustáquio. 
– Descongestionantes nasais: se você estiver lidando com congestionamento nasal, o uso 
de um descongestionante nasal sob orientação médica pode ajudar a reduzir o 
desconforto, assim com utilizar soro nasal em jato contínuo. 
 
 
 
https://otorrinoscuritiba.com.br/saude/posso-usar-descongestionante-nasal-todos-os-dias.html

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