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BIOMASSA E BIOENERGIA Professora: MARIA VALDEREZ PONTE ROCHA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QÚÍMICA Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br AVISO DIREITO AUTORAL Segundo a Lei n° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, este material está protegido pelas leis de direito autoral. Observação: Imagens sem a fonte indicada foram obtidos pelo Google usando a opção Imagens Livres do Google ROTA DE UTILIZAÇÃO DA BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Biomassa in natura como Combustível A COMBUSTÃO é a transformação da energia química dos combustíveis em calor, por meio das reações com o oxigênio liberando energia térmica. Para fins energéticos, a combustão direta ocorre essencialmente em fogões, fornos e caldeiras (de produção de vapor). Este processo apresenta-se muito pouco eficiente. Fonte da imagem: https://www.todamateria.com.br/biomassa/ Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Forma in natura Forma Adensada Características da Biomassa utilizada para Combustão Direta Biomassa (residual) sem tratamento prévio na forma de lenha, palha, palhiço, grãos, cascas, bagaço e etc. Biomassa (residual) física e mecanicamente pré-tratada na forma compacta de cápsulas, peletes e briquetes. USO DA BIOMASSA in natura As tecnologias de briquetagem e de peletização são capazes de transformar a biomassa na sua forma moída em blocos compactos com diversas dimensões e prontos para a queima em fornos, caldeiras, lareiras e fogões. Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Densidade de 650-1200 kg/m3, diâmetro de (aprox.) 60 mm e comprimento de 25 a 300 mm. Briquetes Péletes Densidade de 650-700 kg/m3, diâmetro entre 6 e 16 mm, comprimento de 25 a 30 mm. USO DA BIOMASSA DENSADA: Aumento da concentração energética, uniformidade de tamanho e formato, facilidade de armazenamento, segurança contra incêndios e agregação de valor à biomassa residual. USO DA BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Produção de Briquetes e Péletes de BiomassaUSO DA BIOMASSA in natura Fonte: Material didático do Prof. André Casimiro de Macedo Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br BASE COMPOSICIONAL DOS COMBUSTÍVEIS C Teor de Carbono H Teor de Hidrogênio O Teor de Oxigênio S Teor de Enxofre W Teor de Umidade N Teor de Nitrogênio A Teor de Cinzas Vide: Bicombustíveis (vol.1, Capítulo 2): Biomassa in natura: Combustão e Acionadores Primários. USO DA BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Análise Termogravimétrica Típica para Biomassa USO DA BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Umidade Voláteis Coque Cinzas Admissão de Ar USO DA BIOMASSA in natura Análise Termogravimétrica Típica para Biomassa RECORDADO DO PODER CALORÍFICO DA BIOMASSA Definição Global Poder calorífico é a quantidade de Energia liberada por um material em sua combustão completa. Quando ocorre combustão completa de uma unidade de combustível este libera energia térmica e é geralmente medido em termos da energia por conteúdo por unidade de massa ou volume (MJ/kg para sólidos, MJ/L para líquidos ou Mj/Nm3 para gases). De uma maneira geral, essa propriedade depende da composição da biomassa e do seu grau de umidade. Poder Calorífico Superior (PCS) Poder Calorífico Inferior (PCI) Poder Calorífico Superior (PCS) representa o calor liberado, ou seja, a quantidade máxima de energia que pode ser obtida da transferência de calor do combustível. água presente nos gases de combustão é condensado. Poder Calorífico Inferior (PCI) aponta a quantidade de calor liberado durante a combustão sendo que a água está no estado de vapor. Não considera que o vapor d’água presente nos gases de combustão é condensado. Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Biomassa: Poder Calorífico Superior e Inferior WALDIR F. QUIRINO, W.F; VALE, A.T.; ANDRADE, A.P.A, ABREU, V. L. S., AZEVEDO, A. C. S., PODER CALORÍFICO DA MADEIRA E DE MATERIAIS LIGNO-CELULÓSICOS. Revista da Madeira nº 89 abril 2005 pag 100-106. VIEIRA, A. C., Caracterização da biomassa proveniente de resíduos agrícolas para geração de energia. Dissertação de Mestrado— UNIOESTE, Cascavel, PR, 2012. Fontes USO DA BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Biomassa: Correlação entre Poder Calorífico e Composição USO DA BIOMASSA in natura COMBUSTÃO DA BIOMASSA Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Reação de Combustão usando AR CO2+ SO2+ H2O BIOMASSA + AR Produtos da oxidação completa, CO2, SO2 e H2O. Uma vez que o teor de enxofre na biomassa é geralmente baixo, a percentagem de SO2 é quase insignificante. N2+ O2 Excesso de ar (N2 + O2) e, eventualmente, combustível e umidade do ar. CO+ H2+ CH4+ Fuligem Produtos gasosos (CO, H2 e CH4) e, na combustão incompleta, produtos sólidos (fuligem). Cinzas Fração de biomassa não-combustível (cinzas). USO DA BIOMASSA in natura MADEIRA: CH1,7O0,7 + (N.S) + H2O Secagem Ar primário (O2 + N2) Gaseficação H2O + HC + CO + H2 Ar secundário Oxidação Produtos desejados: CO2 + H2O Produtos não desejados: NOx CALOR H2O CO + HC CO2 + Nox H2O + N2 Combustão Completa CINZAS Combustão Incompleta Reação de Combustão Usando AR Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br AR PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO EM PROCESSOS DE COMBUSTÃO Fluxo de ar na Combustão: dividido em duas partes, o ar primário que é utilizado para a combustão do coque e o ar secundário utilizado para a combustão de voláteis. Fonte: Material didático do Prof. André Casimiro de Macedo Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Coeficiente de Excesso de Ar 1k g de B io m as sa Combustão Estequiométrica + + Combustão Real ma o ma mg o mg Volume de gases gerados pela combustão completa de 1 kg de combustível. (Condições Padrão, T e P). Vg o Vg 𝛼𝛼 = 𝑉𝑉𝑎𝑎 𝑉𝑉𝑎𝑎𝑜𝑜 = 𝑚𝑚𝑎𝑎 𝑚𝑚𝑎𝑎 𝑜𝑜 É interessante observar que há um valor ótimo para este coeficiente, o qual está associado com à máxima eficiência do sistema de combustão (αopt). O valor desejável para o coeficiente de excesso depende do combustível e do sistema de combustão. Va o Va USO DA BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br COEFICIENTE DE EXCESSO DE AR 𝛼𝛼 𝑜𝑜𝑜𝑜𝑜𝑜 𝜶𝜶 > 𝜶𝜶 𝒐𝒐𝒐𝒐𝒐𝒐 𝜶𝜶Quentes Gases de combustão passam por um trocador de calor que aquece o ar ambiente e assim são insuflados na aplicação final. \ Gases Quentes \ Ar N at ur al Ar N at ur al USO DE BIOMASSA in natura Fonte: Material didático do Prof. André Casimiro de Macedo Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Os sistemas de combustão com fornos de celulares ❶ estão sendo progressivamente retirados, por causa de sua baixa eficiência, que é uma consequência do elevado excesso de ar que eles necessitam. Em aplicações de média capacidade, fornos de grelha inclinadas ❸ com inclinações entre 37 e 55o parecem ser mais interessantes, pois permitem a utilização de ar pré-aquecido a níveis de temperatura que são superiores a 300 °C, o que ajuda a melhorar significativamente as condições de combustão. ❶ ❷ ❸ USO DA BIOMASSA in natura: Sistemas de Combustão de Biomassa Fonte: Material didático do Prof. André Casimiro de Macedo Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Sistemas de Combustão de Biomassa Sistemas de combustão em Suspensão são adotados para capacidades elevadas e sempre que a biomassa está disponível em partículas cujo tamanhos são menores que 10 mm, o que é o caso de bagaço e serragem. Fonte: Material didático do Prof. André Casimiro de Macedo USO DE BIOMASSA in natura: CALDEIRAS: GERAÇÃO DE VAPOR PELA COMBUSTÃO DA BIOMASSA Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Sistemas Genéricos de Troca Térmica pela Combustão de Biomassa USO DE BIOMASSA in natura Fonte: Funcionamento de caldeiras, Operações Unitárias III USO DE BIOMASSA in natura Fonte da Imagem: http://www.phsdamata.com.br/bio/ Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br 100 200 300 Baixa e Média 221 bar Ultra-Super-Crítica >280 bar Pressão, Bar Aparelhos térmicos destinados a produzir e acumular vapor sobre pressão superior a atmosférica, utilizando para isso qualquer fonte de energia. OPERAÇÃO GERADORES DE VAPOR: CALDEIRAS Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br CALDEIRAS: Eficiência e Perdas Considerando situações extremas, a eficiência de geradores de vapor bem projetados e bem-operados normalmente varia entre 65 e 85% para os sistemas de pequeno porte com capacidade de grande geração, respectivamente. Causadas por combustão incompleta; Causadas por remoção de Calor para arredores (paredes da caldeira); Devido à alta temperatura de remoção de cinzas e gases de escape. Contabilização de PerdasEficiência USO DE BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br USO DE BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br Turbinas a Vapor USO DE BIOMASSA in natura Profa. Maria Valderez P. Rocha, valderez.rocha@ufc.br https://www.youtube.com/watch?v=jXf46gfFy48&t=41s https://www.youtube.com/shorts/z6E7KOby0NY https://www.youtube.com/watch?v=weoGi_gqK_w TURBINAS A VAPOR, CICLO RANKINE, GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, CALDEIRAS https://www.youtube.com/watch?v=LMJhKBJC09Q Funcionamiento de una caldera de Biomasa con lecho fluidificado VIDEOS USO DE BIOMASSA in natura OBRIGADO! valderez.rocha@ufc.br valponterocha@yahoo.com.br Universidade Federal do Ceará Campus do Pici, Bloco 709 Departamento de Engenharia Quuímica 60455760 , Fortaleza -CE BIOMASSA E BIOENERGIA AVISO ROTA DE UTILIZAÇÃO DA BIOMASSA in natura Biomassa in natura como Combustível USO DA BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura Número do slide 11 USO DA BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura COMBUSTÃO DA BIOMASSA USO DA BIOMASSA in natura Número do slide 16 Número do slide 17 USO DA BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura Número do slide 20 FORNALHAS: GERAÇÃO DE GASES QUENTES USO DE BIOMASSA in natura USO DA BIOMASSA in natura: Sistemas de Combustão de Biomassa� USO DE BIOMASSA in natura: Número do slide 25 USO DE BIOMASSA in natura� Número do slide 27 GERADORES DE VAPOR: CALDEIRAS� USO DE BIOMASSA in natura USO DE BIOMASSA in natura USO DE BIOMASSA in natura USO DE BIOMASSA in natura OBRIGADO!