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UNIVERSIDADE DE MARINGÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL LABORATÓRIO DE HIDRÁULICA Perda de Carga Distribuída Heloisa Oliveira da Costa RA:130129 João Pedro Padilha Martelosso RA: 131084 Luiz Gabriel Rocha da Silva RA: 119732 Matheus Felipe da Silva RA:130467 Rodrigo Akira Yamanaka RA:128404 TURMA: 2569/08 HORÁRIO DA AULA: 09:40 - 11:20 MARINGÁ - PR 2024 Pág.1/16 Data: 05/06/2024 10:33 SUMÁRIO 1. OBJETIVO 3 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3 3. MATERIAIS E MÉTODOS 5 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 8 5. CONCLUSÃO 12 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 13 Pág.2/16 Data: 05/06/2024 10:33 1. OBJETIVO O objetivo deste experimento é medir a perda de carga distribuída em tubulações, além de traçar e analisar as linhas de carga e piezométrica efetivas (LCE e LPE). 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Segundo o teorema de Bernoulli, um fluido real escoando em condutos forçados e livres sempre terá uma perda de carga ou energia, denominada de perda de carga distribuída ou contínua. As perdas de carga distribuída ocorrem em trechos retilíneos da tubulação, onde a pressão imposta pela parede do tubo diminui gradativamente ao longo de seu comprimento, e a geometria da área interna permanece constante, e as perdas de carga localizada ocorre em trechos singulares dos condutos tais como: junções, derivações, curvas, válvulas, entrada, saídas e etc. (FOX, 2010). A tendência de um fluido em escoar tem sido assunto desafiante e pesquisado durante muito tempo. O primeiro cientista a pesquisar o assunto foi inglês Isaac Newton, revelando que o fluxo é diretamente proporcional à força aplicada, definindo assim uma classe de líquidos, conhecida como fluidos newtonianos. A água é o exemplo mais típico dessa classe. Outros pesquisadores, mais tarde, estudaram fluidos mais complexos como Schluber, em 1828, que incluiu nova constante física denominada “taxa de fluidez”. Poiseuille estudou o escoamento de fluidos em tubos capilares, podendo ser considerado como um dos precursores dos viscosímetros. George Gabriel Stokes consolidou o estudo de Poiseuille com seu experimento sobre o escoamento de fluidos através de orifícios. (BOURNE, 1982) Perdas de carga localizadas ou singulares, ocorrem especificamente em pontos ou partes bem determinadas da tubulação, ao contrário do que acontece com as perdas em consequência do escoamento ao longo dos encanamentos. A presença de acessórios, necessários para a operação do sistema, concorre para que haja alteração de módulo ou direção da velocidade média, e consequentemente de pressão. E suas equações são específicas para cada tipo de acessório como junções, válvulas, curvas e etc. dependendo então exclusivamente do projeto hidráulico realizado (NETTO, 1998) As perdas de carga distribuída são críticas no projeto de sistemas hidráulicos, pois afetam diretamente a eficiência do transporte de fluidos. No dimensionamento de sistemas de bombeamento, por exemplo, a correta avaliação das perdas de carga é essencial para a seleção adequada de bombas e a determinação da altura manométrica total (BRATER & KING, 1976). A equação da energia para um sistema em escoamento pode ser expressa pela equação de Bernoulli modificada para incluir as perdas de carga: Pág.3/16 Data: 05/06/2024 10:33 (Eq.1) 𝑃 1 γ + 𝑉 1 2 2𝑔 + 𝑧 1 = 𝑃 2 γ + 𝑉 2 2 2𝑔 + 𝑧 2 + ℎ 𝑑 + ℎ 𝑙 Sendo a perda de carga distribuída e a perda de carga localizada.(ℎ 𝑑 ) (ℎ 𝑙 ) Para simplificar a análise, consideramos um escoamento em regime permanente, com velocidade constante (escoamento uniforme), e em uma tubulação horizontal sem singularidades. Dado que ( ), o escoamento uniforme implica que a𝑧 1 = 𝑧 2 𝑉 1 = 𝑉 2 = 𝑉 velocidade do fluido é a mesma em todas as seções transversais da tubulação ao longo de seu comprimento, e desconsiderando a perda localizada , a equação de Bernoulli(ℎ 𝑙 = 0) se simplifica para: (Eq.2) 𝑝 1 γ + 𝑉 1 2 2𝑔 = 𝑝 2 γ + 𝑉 2 2 2𝑔 + ℎ 𝑑 Cancelando os termos de velocidade, obtemos: (Eq.3)ℎ 𝑑 = 𝑝 1 γ − 𝑝 2 γ Obtemos a perda de carga distribuída em termos das pressões piezométricas. A análise dimensional é uma ferramenta poderosa usada para derivar relações entre quantidades físicas considerando suas dimensões. O teorema de Buckingham éΠ particularmente útil para reduzir o número de variáveis em um problema físico: (Eq.4)Π 1 = ϕ(Π 2 , Π 3 ,..., Π 𝑛 ) Para o problema da queda de pressão em um tubo, a queda de pressão é uma∆𝑝 função da densidade do fluido , velocidade , diâmetro do tubo , viscosidade do fluido , ρ 𝑉 𝐷 µ comprimento do tubo e rugosidade :𝐿 ξ (Eq.5)∆𝑝 = 𝑓(ρ, 𝑉, 𝐷, µ, 𝐿, ξ) (Buckingham, E.,1914). Aplicando o teorema de Buckingham para simplificar esta relação em termos deΠ grupos adimensionais, obtemos: (Eq.6)∆𝑝 ρ𝑉2 = ϕ ( ρ𝑉𝐷 µ , ξ 𝐷 , 𝐿 𝐷 ) Estudos empíricos por Darcy e Weisbach mostraram que a queda de pressão em um tubo é proporcional à razão comprimento-diâmetro e o fator de proporcionalidade𝐿/𝐷 envolve um fator de atrito adimensional : (White, F.M.,2011).𝑓 Pág.4/16 Data: 05/06/2024 10:33 ∆𝑝 ρ𝑉2 = 𝐿 𝐷 ϕ (𝑅𝑒, ξ 𝐷 ) ∆𝑝 ρ𝑉2 = 𝑓 𝐿 𝐷 A equação de Darcy-Weisbach fornece um meio de calcular a perda de carga ℎ 𝑑 devido ao atrito em um tubo. Ela relaciona a perda de carga ao fator de atrito , ao𝑓 comprimento do tubo , ao diâmetro do tubo e à velocidade do fluido :𝐿 𝐷 𝑉 (Eq.7)ℎ 𝑑 = 𝑓 𝐿 𝐷 𝑉2 2𝑔 Esta equação é fundamental para a análise do escoamento de fluidos em tubos, e o fator de atrito pode ser determinado experimentalmente ou calculado usando correlações𝑓 empíricas, como a equação de Colebrook-White. (Munson et al., 2013, p. 321). A perda de carga distribuída em um tubo pode ser expressa em termos da vazão volumétrica usando a fórmula de Darcy-Weisbach. A relação entre a velocidade média do𝑄 fluido e a vazão é dada por𝑉 𝑄 (Eq.8)𝑉 = 𝑄 𝐴 Onde, (Eq.9)𝐴 = Π𝐷2 4 Substituindo na equação de Darcy-Weisbach, obtemos:𝑉 (Eq.10)ℎ 𝑑 = 𝑓 8𝑓𝐿𝑄2 Π2𝑔𝐷2 Esta formulação é útil para cálculos práticos onde a vazão é conhecida.(Munson et al., 2013, p. 325). Uma das fórmulas amplamente utilizadas para calcular o fator de atrito é a equação de Swamee-Jain, que se destaca por sua aplicabilidade em diversos regimes de escoamento, tanto laminar quanto turbulento. Esta equação é uma alternativa eficiente à fórmula de Colebrook-White, proporcionando resultados confiáveis com menor complexidade computacional. (Eq.11)𝑓 = [( 64 𝑅𝑒 )8 + 9, 5 (𝑙𝑛 ( ξ 3,7𝐷 + 5,74 𝑅𝑒0,9 − ( 2500 𝑅𝑒 )6)−16]0,125 A equação de Colebrook-White é uma fórmula implícita que combina o regime laminar e turbulento e é amplamente utilizada para calcular o fator de atrito em escoamentos turbulentos em tubos rugosos. Pág.5/16 Data: 05/06/2024 10:33 (Eq.12)1 𝑓 =− 2𝑙𝑜𝑔 ( ξ/𝐷 3,7 + 2,51 𝑅𝑒 𝑓 ) As fórmulas empíricas de Fair-Whipple-Hsiao são indicadas para tubos de aço e PVC, com diâmetros pequenos (1/2 a 2 polegadas). Para tubos de aço: (Eq.13)ℎ 𝐷 = 0, 002021. 𝑄1,88𝐷−4,88𝐿 Para tubos de PVC: (Eq.14)ℎ 𝐷 = 0, 008695. 𝑄1,75𝐷−4,75𝐿 A fórmula de Blasius é uma expressão empírica para o fator de atrito em escoamentos turbulentos dentro da faixa de números de Reynolds de 4000 a 100.000, aplicável para tubos lisos. (Eq.15)𝑓 = 0, 3164. 𝑅𝑒−0,25 A fórmula de Hazen-Williams é amplamente utilizada para calcular a perda de carga em tubulações de água sob condições de escoamento turbulento. A fórmula é: 𝐽 = 10, 643 𝑄1,83 𝐶1,65 𝐷−4,87 O coeficiente de Flamant é utilizado para calcular a perda de carga em dutos, especialmente em casos de fluxo turbulento. (Eq.16)𝐽 = 𝑏 𝐿 𝐷 𝑉1,75 O coeficiente de Manning é uma fórmula empírica usada para calcular a velocidade do fluxo em canais abertos e dutos parcialmente cheios. (Eq.17)𝑉 = 1 η 𝑅 ℎ 2 3 ∆𝐻 𝐿( ) 1 2 Essas fórmulas foram cuidadosamente anotadas das aulas, baseadas nas obras clássicas da engenharia hidráulica, e fornecem as ferramentas necessárias para aanálise de perda de carga distribuída. Pág.6/16 Data: 05/06/2024 10:33 Tabela 1- Resumo de regimes, equações do coeficiente e dependências para o fator de atrito(𝑓) Fonte: Wikipedia Uma interpretação útil da equação de Bernoulli pode ser obtida através da utilização dos conceitos da linha piezométrica e da linha de energia. Estes conceitos nos permitem realizar uma interpretação geométrica do escoamento e podem ser utilizados para propiciar um melhor entendimento dos escoamentos. A energia total permanece constante ao longo da linha de corrente nos escoamentos incompressíveis, invíscidos e que ocorrem em regime permanente A equação de Bernoulli estabelece que a somatória das cargas de pressão, de velocidade e de elevação é constante numa linha de corrente. Esta constante é denominada carga total, H. A linha de energia representa a carga total disponível no fluido. A elevação da linha de energia pode ser obtida a partir da pressão de estagnação medida com um tubo de Pitot. Assim, a pressão de estagnação fornece uma medida da carga (ou energia) total do escoamento. A pressão estática, medida pelos tubos piezométricos, por outro lado, mede a soma da carga de pressão e de elevação, , e esta soma é denominada carga𝑝/γ + 𝑧 piezométrica. (MUNSON, B.R., YOUNG, D.F., & OKIISHI, T.H.,2013). Pág.7/16 Data: 05/06/2024 10:33 Figura 1- Representação da linha de Energia e Linha Piezométrica Fonte: livro Fundamentos da Mecânica dos Fluidos. 3. MATERIAIS E MÉTODOS Inicialmente, a bancada hidráulica foi preparada com os seguintes equipamentos: um termômetro de mercúrio para medir a temperatura da água e um manômetro em U para medição da pressão. A Bancada estava equipada com tubulações de diâmetros diferentes, incluindo uma tubulação lisa e uma tubulação rugosa, permitindo a realização dos testes de perda de carga. O procedimento iniciou com a verificação do fechamento de todos os registros, garantindo o isolamento do sistema hidráulico para um início controlado do experimento. Após a medição da temperatura da água, utilizando o termômetro de mercúrio, cuja leitura foi realizada com o bulbo submerso na água, essencial para ajustar os cálculos de vazão devido à sua influência na densidade e viscosidade, a bomba foi ligada. Durante esse processo, foi medida a distância entre os pontos 1 e 2, designada como , que foi𝐿 12 considerada a mesma para ambas as tubulações Com a bomba operando, o registro foi gradualmente aberto para uma vazão inicial baixa, monitorando-se o manômetro para evitar flutuações bruscas na pressão que pudessem comprometer o equipamento. Em seguida, realizou-se a escorva para remover o ar aprisionado nas tubulações, crucial para assegurar a precisão das medições de pressão Pág.8/16 Data: 05/06/2024 10:33 no manômetro. Posteriormente, ajustou-se o registro da bomba para alcançar a vazão desejada, preparando assim o sistema para as medições subsequentes, é válido ressaltar que ao longo do experimento é importante tentar conseguir vazões parecidas para as duas tubulações lisa e rugosa para que a comparação dos cálculos seja mais assertiva. Com o sistema preparado, iniciou-se a coleta de dados da tubulação lisa. Confirmou-se que o registro da tubulação rugosa estava fechado, e o registro da tubulação lisa foi aberto completamente, permitindo o fluxo máximo de água. Utilizando um diafragma calibrado, foram realizadas medições da deflexão para calcular a vazão e(δ 𝑚 𝑄) também para determinar a perda de carga (δ 𝑚 𝐻) Os procedimentos foram então repetidos para a tubulação rugosa. O registro da tubulação lisa foi fechado para evitar qualquer influência nos dados. Com o registro da tubulação rugosa aberta, foram feitas medições da deflexão para calcular a vazão e a perda de carga. Para obter novos valores de vazão, o registro da bomba foi ajustado, permitindo novas medições. Os passos anteriores foram repetidos até que cinco medições independentes de vazão e perda de carga fossem concluídas, garantindo a consistência e precisão dos dados obtidos. Após todos os dados coletados, os registros foram fechados em sentido horário, seguindo a ordem de jusante para montante garantindo que o sistema seja despressurizado com todos os cuidados necessários até o desligamento da bomba. Posteriormente a temperatura final foi medida seguindo as mesmas orientações. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Dados necessários e obtidos experimentalmente: ・Aceleração da gravidade (g): 9,806 m/s2 ・Temperatura inicial da água (Ti): 22 ºC ・Temperatura Final da água (Tf): 24 ºC Pág.9/16 Data: 05/06/2024 10:33 ・Diâmetro do tubo ( ): 0,075 m𝐷 𝑇 ・Diâmetro da obstrução ( ): 0,050 m𝐷 𝑜 ・Comprimento do Tubo ( ): 2,25 m𝐿 ・Viscosidade dinâmica da água ( ):µ 𝐻2𝑂 ⇾µ 𝐻2𝑂 = 𝐷 𝑒 𝐵/𝑇 µ µ 𝐻2𝑂 = 1, 732 · 10−6 · 𝑒1863,097/291,15 Pa⋅sµ 𝐻2𝑂 = 1, 041 · 10−3 ・Peso específico da água ( ):γ 𝐻2𝑂 γ 𝐻2𝑂 = 1000 − 𝑇 γ −4( )2 180 ⎡ ⎢ ⎣ ⎤ ⎥ ⎦ 𝑔 N/m3γ 𝐻2𝑂 = 9. 788, 35 ・Massa específica da água ( ):ρ 𝐻2𝑂 ρ 𝐻2𝑂 = γ 𝐻2𝑂 ÷ 𝑔 kg/m3ρ 𝐻2𝑂 = 998, 20 ・Peso específico do mercúrio ( ):γ 𝐻𝑔 γ 𝐻𝑔 = γ 𝐻2𝑂 (13, 596 − 0, 0024 · 𝑇 γ ) N/m3γ 𝐻𝑔 = 132565, 582 ・Área do tubo ( ):𝐴 𝑇 𝐴 𝑇 = π 𝐷 𝑇 ² 4 𝐴 𝑇 = 4, 418 · 10−3 𝑚2 ・Área da obstrução ( ):𝐴 𝑜 𝐴 𝑜 = π 𝐷 𝑜 ² 4 𝐴 𝑜 = 1, 963 · 10−3 𝑚2 ・Relação entre áreas ( ):β Pág.10/16 Data: 05/06/2024 10:33 β = 𝐴 0 𝐴 𝑇 β = 0, 444 ・Perda de Carga Unitária ( ) - Resultados apresentados na tabela𝐽 𝐽 = ∆𝐻 𝐿 ・Número de Reynolds na tubulação ( ) - Resultados apresentados na tabela𝑅𝑒 ou𝑅𝑒 = ρ𝑉𝐷 µ 𝑅𝑒 = 4𝑄ρ π𝐷µ Tabela 2- Resultados Dos Dados Obtidos No Experimento Do Tubo Liso 1 2 3 4 5 Média SmQ 5,1 4,2 4,2 3,2 1 Q 0,0054 0,0049 0,0043 0,0032 0,0024 V3" 1,184 1,074 0,943 0,702 0,526 V1,5" 4,736 4,297 3,771 2,806 2,105 SmH (cm) 8 6,8 5,3 3,4 1,9 ▲H 1,003 0,853 0,664 0,426 0,238 0,6368 J 0,455 0,38 0,295 0,184 0,105 0,2838 f 0,0148 0,0153 0,0155 0,0179 0,0178 0,0163 c 172,9 171,04 172,35 163,7 169,2 169,838 b 4,95 5,02 4,89 5,27 5,26 5,078 n 1,01 1,02 1,03 1,1 1,1 1,052 Re 1,8 1,63 1,43 1,06 1,06 1,396 e 0,0289 0,0226 0,0189 0,0759 0,0147 0,0322 fsw 0,0148 0,0153 0,0155 0,0179 0,0178 0,0163 J Rugoso 0,93 0,77 0,6 0,34 0,2 0,568 J Liso 0,51 0,43 0,34 0,2 0,12 0,32 Pág.11/16 Data: 05/06/2024 10:33 Tabela 3- Resultados Dos Dados Obtidos No Experimento Do Tubo Rugoso 1 2 3 4 5 Média SmQ 3,6 3 2,4 1,8 1 Q 0,0046 0,0042 0,0037 0,0032 0,0024 V3" 1,008 0,921 0,811 0,702 0,526 V1,5" 4,034 3,684 3,245 2,806 2,105 SmH (cm) 33,4 26,2 20,8 17 10 ▲H 4,188 3,285 2,601 2,131 1,254 2,6918 J 1,861 1,46 1,156 0,947 0,557 1,1962 f 0,0854 0,0804 0,0820 0,0898 0,0939 0,41696 c 68,7 70,94 70,99 68,5 68,6 69,546 b 2,74 2,52 2,49 2,63 2,56 2,588 n 2,41 2,34 2,36 2,47 2,53 2,422 Re 1,53 1,4 1,23 1,06 0,8 1,204 e 0,0743 0,094 0,0901 0,0624 0,583 0,18076 fsw 0,0854 0,0804 0,082 0,0898 0,0939 0,0863 J Rugoso 0,68 0,57 0,45 0,34 0,2 0,448 J Liso 0,38 0,33 0,26 0,2 0,12 0,258 Gráfico 1- Traçado de perda distribuída para o tubo rugoso Pág.12/16 Data: 05/06/2024 10:33 Gráfico 2- Traçado de perda distribuída para o tubo liso Com os dados obtidos no experimento se pode ver alguma diferença entre eles. Quando a vazão foi igualada nos dois canais, a velocidade permanece a mesma nos dois tipos de tubos, o que já não acontece em relação a perda de carga (∆H), o fator de atrito (f) e perda de carga unitária (J) que são consideravelmente maiores no tubo rugoso. Como dito antes, isso ocorre devido a rugosidade contida, o fator de atrito é maior aumentando a perda de carga na tubulação. Pode-se também observar que o Número de Reynolds (Re) obtido tanto na tubulação rugosa quanto na tubulação lisa foram valores baixos, significando que nas tubulações ocorre um escoamento plenamente desenvolvido hidraulicamente liso. Além disso, ao analisar os valores das perdas de cargas unitárias (J) para cada tubulação, consegue-se perceber que a perda de cargaunitária no tubo rugoso é maior em relação ao do tubo liso. Sabendo que a perda de carga acontece devido à viscosidade da água, e esse valor é o mesmo para as duas tubulações, pode-se alegar que o que faz os valores das perdas de carga unitárias serem diferentes é o atrito da água com as paredes internas das tubulações, a rugosidade. Como o fator de atrito (f) da tubulação rugosa apresenta um valor maior comparado ao fator de atrito da tubulação lisa, a perda de carga unitária da tubulação rugosa consequentemente será maior. Ao analisar os gráficos acima, é notável que o comportamento da linha do gráfico expressa que a vazão e a perda de carga unitária são diretamente proporcionais, quando um dos valores aumentar, o outro valor também aumentará. Pág.13/16 Data: 05/06/2024 10:33 Figura 2- Esboço da Linha de Carga Efetiva e Piezométrica nas tubulações Fonte: Feito no AutoCAD As linhas de carga efetiva e piezométrica efetiva do sistema de tubulações da prática mostram que a perda de carga distribuída (hd) vai aumentando ao decorrer da tubulação, com uma vazão e velocidades constantes. Além disso, a pressão também irá variar ao longo da tubulação. Pág.14/16 Data: 05/06/2024 10:33 5. CONCLUSÃO Os resultados mostram que, embora a vazão se mantenha constante, a perda de carga é significativamente maior em tubos rugosos devido ao aumento do fator de atrito. Essa relação destaca como a geometria e a condição interna das tubulações afetam o desempenho hidráulico. Além disso, a proporcionalidade observada entre a vazão e a perda de carga unitária enfatiza a necessidade de considerar esses fatores em projetos de sistemas de tubulação, Pág.15/16 Data: 05/06/2024 10:33 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação - Trabalhos acadêmicos - Apresentação. Rio de Janeiro, 2011. ÇENGEL, Yunus A.; CIMBALA, John M. Mecânica dos Fluidos: Fundamentos e Aplicações. [S. l.]: AMGH Editora Ltda., 2007. BOURNE, M. C. Food Texture and Viscosity (Concept and Management). New York:Academic Press, 1982. 325p. FOX, R. W., MCDONALD, A. T., PRITCHARD, P. J., Introdução a Mecânica dos fluidos. 7º Edição, LTC, 2010. NETTO, A., FERNADEZ, M.F., ARAUJO, R., ITO, A. E., Manual de hidráulica. 8º Edição, Blucher, 1998. WHITE, F.M. (2011).Mecânica dos Fluidos. McGraw-Hill. MUNSON, B.R., YOUNG, D.F., & OKIISHI, T.H. (2013). Fundamentos da Mecânica dos Fluidos. John Wiley & Sons. Pág.16/16 Data: 05/06/2024 10:33