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Professor: Iberê Santos AULA 6: gráfico tensão x deformação. ENSAIO DE TRAÇÃO ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO video 3 (1:21 min) ENSAIO DE TRAÇÃO o gráfico mostra que para cada valor de tensão aplicada indicado na tabela, existe seu respectivo valor de deformação. GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO Comportamento da curva tensão x deformação pode variar dependendo do material ensaiado ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO Com os dados registrados no ensaio de tração, a tensão nominal ou de engenharia é determinada dividindo a carga aplicada (F) pela área da seção transversal do corpo de prova (A0) CONCEITO DE TENSÃO NOMINAL F A0 σ = Onde: σ (sigma) é a tensão normal (nominal) (MPa) F é a força de tração aplicada (N) A0 é a área da seção transversal inicial do corpo de prova (mm2) seção circular: A = π.d2/4d F F N m2 σ = = Pa 1 N 1 m2 N mm2 σ = = MPa 1 N 1 mm2 CONCEITO DE TENSÃO NOMINAL Newton, Einstein, Pascal e Gauss estavam brincando de esconde-esconde. Einstein foi contar enquanto os outros se escondiam. Pascal saiu correndo e se escondeu atrás do sofá. Gauss se escondeu atras da cortina. Newton demorou a ir se esconder. Olhou em volta, e decidiu tentar atras do sofá. Chegou até o sofá e lá já estava Pascal: - Sai fora, Newton, aqui já to eu! Em seguida, correu pra trás da cortina: - Sai daqui, Newton, já estou aqui, disse Gauss. Newton pensou: - E agora, que eu faço? Pensou um pouco e, em seguida, pegou um giz, desenhou um quadrado de 1x1 metro no centro da sala e ficou em pé dentro dele. Einstein terminou de contar e se virou. Logo viu Newton e gritou: - 1, 2, 3 Newton pego! Mas Newton respondeu: - Não estou pego coisa nenhuma, eu não sou Newton, sou Pascal! N m2 tensão: = Pa ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO ε A deformação específica (ϵ) é encontrada dividindo-se a variação do comprimento do corpo de prova (alongamento ΔL), pelo comprimento de referência inicial (L0) CONCEITO DE DEFORMAÇÃO ESPECÍFICA Onde: ▪ Lo é o comprimento inicial do corpo de prova em milímetros (mm) ▪ Lf é o comprimento final do corpo de prova em milímetros (mm) ▪ ΔL é chamado de alongamento em milímetros (mm) ▪ ɛ (épsilon) é a deformação específica em milímetros/milímetros (mm/mm) ou percentual (%) L0 Lf antes depois ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO A maioria das estruturas é projetada para assegurar que ocorra apenas deformação elástica quando uma tensão for aplicada. LIMITE DE ESCOAMENTO nível de tensão no qual se encerra a deformação elástica e tem inicio a deformação plástica (fenômeno microestrutural conhecido como escoamento) torna-se desejável conhecer limite de escoamento (σe) LIMITE DE ESCOAMENTO Para metais que apresentam transição gradual de deformação elástica para deformação plástica (fig a), o ponto de escoamento pode ser determinado como aquele onde ocorre o afastamento inicial da linearidade na curva tensão- deformação (ponto P); esse ponto é algumas vezes chamado de limite de proporcionalidade; Em alguns aços e outros materiais o ponto de escoamento (limite de escoamento) é muito bem definido e ocorre de forma abrupta (fig. b); σe σeσp σe σeσp LIMITE DE ESCOAMENTO Quando não é possível identificar nitidamente o fenômeno de escoamento, o limite de escoamento corresponderá (por convenção, e questão meramente prática) à tensão necessária para promover uma deformação permanente suficientemente pequena, mas identificável: o valor do limite de escoamento (σe) assim determinado é chamado de “limite de escoamento a 0,2%” (ou 0,5%; 0,1%, etc) σe σp ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO REGIÃO DE PROPORCIONALIDADE Δ Δ M P a ε mm/mm a deformação nesse nível de tensão apresenta comportamento elástico Durante as fases iniciais de deformação, ainda com nível relativamente baixo de tensão no corpo de prova, o aumento da tensão é diretamente proporcional ao aumento da deformação. Essa região do gráfico tensão x deformação é algumas vezes chamada “região de proporcionalidade”. Durante as fases iniciais de deformação, ainda com nível relativamente baixo de tensão no corpo de prova, o aumento da tensão é diretamente proporcional ao aumento da deformação. Essa região do gráfico tensão x deformação é algumas vezes chamada “região de proporcionalidade”. REGIÃO DE PROPORCIONALIDADE ε % ε % A ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO σ = E . ε Onde σ é a tensão aplicada ε é a deformação específica E é o módulo de elasticidade (módulo de rigidez ou módulo de Young)Lei de Hooke A constante da relação entre tensão (σ) e deformação (ε) na região de proporcionalidade é o chamado “módulo de elasticidade”, “módulo de rigidez” ou “módulo de Young” (E) LEI DE HOOKE – MÓDULO DE ELASTICIDADE Δ Δ σ ε = E k g f/ m m 2 ε mm/mm σ ∆L L0 = ε é a deformação específica ∆L = Lf – L0 é o alongamento Lf é o comprimento final do CP L0 é o comprimento inicial CP Uma barra de aço e outra de alumínio são submetidas ao ensaio de tração e apresentam os resultados de tensão x deformação mostrados no diagrama abaixo. Considerando que a tensão σc encontra-se abaixo do limite de proporcionalidade dos respectivos materiais, responda: Para um mesmo valor de tensão aplicado (σc), qual material apresentará maior deformação ? σc EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA LEI DE HOOKE Quanto mais vertical é o gráfico tensão deformação na região de proporcionalidade, mais “resistente à deformação” no regime elástico maisrígido (maior “E”) menos rígido (menor “E”) σ = E . ε LEI DE HOOKE – MÓDULO DE ELASTICIDADE σ = E . ε ε = σ / E εaço εalumínio Para uma mesma tensão aplicada, quanto maior o módulo de elasticidade (E), menor a deformação (ε) LEI DE HOOKE – MÓDULO DE ELASTICIDADE MÓDULO DE ELASTICIDADE DE ALGUNS METAIS ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO M P a ε mm/mm σ ✓ A deformação do material submetido a tensões até o limite de elasticidade tem um comportamento elástico (cessado o esforço, o corpo volta à sua dimensão original) . ✓ Acima deste ponto, o comportamento do material é plástico (deformação permanente) 1 2 1 => zona elástica 2 => zona plástica REGIMES DE DEFORMAÇÃO NO GRÁFICO σ x ε σe σe= limite de escoamento M P a ε mm/mm σ σe Solicitação abaixo do limite de escoamento (σe ) Deformação elástica Solicitação acima do limite de escoamento (σe ) Deformação plástica REGIMES DE DEFORMAÇÃO NO GRÁFICO σ x ε ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO ε % σe ✓Para alguns materiais, no fim da fase elástica ocorre um fenômeno chamado escoamento. ✓O escoamento ocorre após o fim da fase elástica, iníciando a fase plástica ✓Durante a fase de escoamento do material não há aumento significativo da carga, mas um aumento da velocidade de deformação. REGIÃO DE ESCOAMENTO discordâncias no alinhamento entre átomos numa estrutura cristalina de material metálico REGIÃO DE ESCOAMENTO ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO REGIÃO DE ENCRUAMENTO encruamento: alongamento dos grãos da estrutura cristalina do metal, quando sujeito a conformação mecânica consequências do encruamento: • contornos de grão alongados e mais próximos entre si • aumento da resistência mecânica e dureza do material REGIÃO DE ENCRUAMENTO ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO ✓Na fase plástica, a tensão começa a subir até atingir seu valor máximo denominado limite de resistência σr (representado pelo ponto “B”). ✓ Para calcular o limite de resistência, aplica-se a equação: Onde: - Fmáx é a força máxima suportada pelo corpo de prova (N); - A0 é a área inicial do corpo de prova em (mm2) - r é a tensão limite de resistência a tração (MPa) k g f/ m m 2 σr ε mm/mm LIMITE DE RESISTÊNCIA Fmax A0 σr = σe ✓ limite de resistência σr é a máxima tensão que pode ser suportada pelo material quando submetido a um esforço estático (velocidade lenta) Tabela com os valores de tensão máxima para alguns materiais LIMITE DE RESISTÊNCIA ⚫ Introdução ao gráfico Tensão x Deformação ⚫ Conceito de Tensão Nominal ⚫ Conceito de Deformação Específica ⚫ Limite de Escoamento ⚫ Região de Proporcionalidade ⚫ Lei de Hooke – Módulo de Elasticidade ⚫ Regimes de Deformação no gráfico Tensão x Deformação ⚫ Região de Escoamento ⚫ Região de Encruamento ⚫ Limite de Resistência ⚫ Limite de Ruptura GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO σrup M P a σr ✓A tensão nominal ou de engenharia no ponto de ruptura (limite de ruptura), é representada pelo ponto “C” no gráfico; ✓O limite de ruptura é “aparentemente” menor que o limite de resistência pois seu cálculo não considera a redução da área da seção transversal do corpo de prova após atingir o ponto de carga máxima (estricção) ε mm/mm LIMITE DE RUPTURA F A0 σ = curva real resumo GRÁFICO TENSÃO x DEFORMAÇÃO Limite de proporcionalidade: nível de tensão acima do qual a deformação deixa de ser proporcional à carga aplicada; Limite de escoamento: nível de tensão que marca o início do comportamento plástico do material (cessado o esforço, o material não retorna á forma original); Limite de resistência: nível máximo de tensão atingido pelo material; Limite de ruptura: nível de tensão no momento da ruptura do corpo de prova. . RESUMO RESUMO Curva Tensão () x Deformação () Região elástica (MPa) f LR LE Região plástica Deformação plástica uniforme Deformação plástica não uniforme Deformação plástica total = E LR = Tensão limite de resistência (TS - tensile strength) LE = Tensão limite de escoamento (YS - yield strength) E = Módulo de elasticidade ε = Deformação específica (região elástica) Observando os resultados de propriedade mecânica dos materiais “A” e “B” apresentados no gráfico tensão x deformação ao lado, determine: a) Qual é o limite de resistência á tração do material B (Mpa) ? b) Qual o limite de ruptura do material B (Mpa) ? c) Qual o limite de resistência à tração do material A (Mpa) ? d) Qual o limite de ruptura do material A (Mpa) ? e) Qual o limite de escoamento do material B (Mpa) ? f) Qual o limite de escoamento a 0,2% do material A (Mpa) EXERCÍCIO – GRÁFICO TENSÃO X DEFORMAÇÃO 480 MPa 250 MPa 550 MPa 550 MPa 300 MPa 450 MPa ⚫ ASTM A370 - Standard Test Methods and Definitions for Mechanical Testing of Steel Products (Métodos de Teste Padrão e Definições para Ensaios Mecânicos de Produtos em Aço); ⚫ ASTM E8 - Standard Test Methods for Tension Testing of Metallic Materials at room temperature (Métodos de Teste Padrão para Teste de Tração de Materiais Metálicos à temperatura ambiente); ⚫ NBR 6892 - Materiais metálicos - Ensaio de Tração à temperatura ambiente; ENSAIO DE TRAÇÃO - PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS ABNT – norma técnica para ensaio de tração As normas técnicas de ensaio fornecem todas as informações necessárias para a realização de um ensaio mecânico. Como por exemplo: -Os tipos de corpos de prova possíveis para cada perfil de produto (chapa, tubo, barra, forjado, etc); - As dimensões que os corpos de prova devem ser fabricados; - A velocidade do ensaio; - Qual o tipo de dispositivo de fixação para o corpo de prova deve ser usado; - Etc.