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Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,
caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade contemporânea
revela-se oposta aos ideais de More, uma vez que a democratização da inclusão digital no Brasil
enfrenta barreiras significativas que dificultam sua concretização. Esse cenário resulta tanto da
falta de políticas públicas eficazes quanto da insuficiência na atuação midiática. Portanto,
torna-se fundamental discutir esses aspectos para o pleno funcionamento da sociedade.
Em uma primeira análise, é importante destacar a ausência de políticas públicas que promovam
a inclusão digital no Brasil. Nesse sentido, conforme as ideias do filósofo contratualista John
Locke, essa conjuntura configura-se como uma violação do contrato social, pois o Estado falha
em garantir direitos essenciais aos cidadãos, como o acesso à informação e à tecnologia. Esses
direitos são indispensáveis para o exercício da liberdade e da igualdade. A incapacidade do
governo de assegurar esses direitos reflete uma omissão no cumprimento de sua função,
agravando as desigualdades sociais e impedindo que uma parte significativa da população
participe plenamente da sociedade digital.
Em uma segunda análise, a influência da mídia e dos meios digitais agrava consideravelmente o
problema, especialmente ao propagar narrativas dominantes. Para a escritora Chimamanda
Ngozi Adichie, mudar o "status quo" — ou seja, o estado atual das coisas — é um processo árduo
e demorado. Essa dificuldade está profundamente ligada ao papel da mídia, que molda a
percepção pública e reforça estereótipos. Ao promover apenas certas perspectivas, a mídia
perpetua estruturas de poder desiguais e a exclusão social. Contudo, os meios digitais também
oferecem plataformas para que vozes alternativas possam emergir, ampliando debates e
contestando ideias hegemônicas. Entretanto, essa democratização de vozes pode,
simultaneamente, aumentar a disseminação de desinformação, reforçando o status quo e
tornando a mudança ainda mais desafiadora.
Portanto, para enfrentar a problemática da exclusão digital no Brasil, é imprescindível
implementar medidas que priorizem a educação digital. O Tribunal de Contas da União deve
direcionar recursos financeiros, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações,
para programas de capacitação que ensinem a população, especialmente nas áreas mais
vulneráveis, a utilizar smartphones e outros dispositivos tecnológicos de maneira eficaz. Além
disso, parcerias público-privadas e políticas de incentivo a cursos de inclusão digital podem ser
estabelecidas para mitigar os efeitos da exclusão digital. Dessa forma, a sociedade se tornará
mais equânime e integrada, permitindo que a coletividade brasileira se aproxime do ideal de
justiça e igualdade defendido por Thomas More.
Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,
caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade contemporânea
revela-se oposta aos ideais de More, uma vez que a democratização da inclusão digital no
Brasil enfrenta barreiras significativas que dificultam sua concretização. Esse cenário resulta
tanto da falta de políticas públicas eficazes quanto da insuficiência na atuação midiática.
Portanto, torna-se fundamental discutir esses aspectos para o pleno funcionamento da
sociedade.
Em uma primeira análise, é importante destacar a ausência de políticas públicas que
promovam a inclusão digital no Brasil. Nesse sentido, conforme as ideias do filósofo
contratualista John Locke, essa conjuntura configura-se como uma violação do contrato
social, pois o Estado falha em garantir direitos essenciais aos cidadãos, como o acesso à
informação e à tecnologia. Esses direitos são indispensáveis para o exercício da liberdade e da
igualdade. A incapacidade do governo de assegurar esses direitos reflete uma omissão no
cumprimento de sua função, agravando as desigualdades sociais e impedindo que uma parte
significativa da população participe plenamente da sociedade digital.
Em uma segunda análise, a influência da mídia e dos meios digitais agrava consideravelmente
o problema, especialmente ao propagar narrativas dominantes. Para a escritora Chimamanda
Ngozi Adichie, mudar o "status quo" — ou seja, o estado atual das coisas — é um processo
árduo e demorado. Essa dificuldade está profundamente ligada ao papel da mídia, que molda a
percepção pública e reforça estereótipos. Ao promover apenas certas perspectivas, a mídia
perpetua estruturas de poder desiguais e a exclusão social. Contudo, os meios digitais
também oferecem plataformas para que vozes alternativas possam emergir, ampliando
debates e contestando ideias hegemônicas. Entretanto, essa democratização de vozes pode,
simultaneamente, aumentar a disseminação de desinformação, reforçando o status quo e
tornando a mudança ainda mais desafiadora.
Portanto, para enfrentar a problemática da exclusão digital no Brasil, é imprescindível
implementar medidas que priorizem a educação digital. O Tribunal de Contas da União deve
direcionar recursos financeiros, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações,
para programas de capacitação que ensinem a população, especialmente nas áreas mais
vulneráveis, a utilizar smartphones e outros dispositivos tecnológicos de maneira eficaz.
Além disso, parcerias público-privadas e políticas de incentivo a cursos de inclusão digital
podem ser estabelecidas para mitigar os efeitos da exclusão digital. Dessa forma, a sociedade
se tornará mais equânime e integrada, permitindo que a coletividade brasileira se aproxime
do ideal de justiça e igualdade defendido por Thomas More.
Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, caracterizada pela
ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade contemporânea revela-se oposta aos ideais de More,
uma vez que a democratização da inclusão digital no Brasil enfrenta barreiras significativas que dificultam sua
concretização. Esse cenário resulta tanto da falta de políticas públicas eficazes quanto da insuficiência na
atuação midiática. Portanto, torna-se fundamental discutir esses aspectos para o pleno funcionamento da
sociedade.
Em uma primeira análise, é importante destacar a ausência de políticas públicas que promovam a inclusão
digital no Brasil. Nesse sentido, conforme as ideias do filósofo contratualista John Locke, essa conjuntura
configura-se como uma violação do contrato social, pois o Estado falha em garantir direitos essenciais aos
cidadãos, como o acesso à informação e à tecnologia. Esses direitos são indispensáveis para o exercício da
liberdade e da igualdade. A incapacidade do governo de assegurar esses direitos reflete uma omissão no
cumprimento de sua função, agravando as desigualdades sociais e impedindo que uma parte significativa da
população participe plenamente da sociedade digital.
Em uma segunda análise, a influência da mídia e dos meios digitais agrava consideravelmente o problema,
especialmente ao propagar narrativas dominantes. Para a escritora Chimamanda Ngozi Adichie, mudar o
"status quo" — ou seja, o estado atual das coisas — é um processo árduo e demorado. Essa dificuldade está
profundamente ligada ao papel da mídia, que molda a percepção pública e reforça estereótipos. Ao promover
apenas certas perspectivas, a mídia perpetua estruturas de poder desiguais e a exclusão social. Contudo, os
meios digitais também oferecem plataformas para que vozes alternativas possam emergir, ampliando debates e
contestando ideias hegemônicas. Entretanto, essa democratização de vozes pode, simultaneamente, aumentar
a disseminação de desinformação, reforçando o status quo e tornando a mudança ainda mais desafiadora.
Portanto, para enfrentar a problemática da exclusão digital no Brasil, é imprescindível implementar medidas
que priorizem a educação digital. O Tribunal de Contas da União deve direcionar recursos financeiros, por meio
do Ministério da Ciência, Tecnologiae Inovações, para programas de capacitação que ensinem a população,
especialmente nas áreas mais vulneráveis, a utilizar smartphones e outros dispositivos tecnológicos de maneira
eficaz. Além disso, parcerias público-privadas e políticas de incentivo a cursos de inclusão digital podem ser
estabelecidas para mitigar os efeitos da exclusão digital. Dessa forma, a sociedade se tornará mais equânime e
integrada, permitindo que a coletividade brasileira se aproxime do ideal de justiça e igualdade defendido por
Thomas More.
Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,
caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade contemporânea
revela-se oposta aos ideais de More, uma vez que a democratização da inclusão digital no Brasil
enfrenta barreiras significativas que dificultam sua concretização. Esse cenário resulta tanto da
falta de políticas públicas eficazes quanto da insuficiência na atuação midiática. Portanto, torna-se
fundamental discutir esses aspectos para o pleno funcionamento da sociedade.
Em uma primeira análise, é importante destacar a ausência de políticas públicas que promovam a
inclusão digital no Brasil. Nesse sentido, conforme as ideias do filósofo contratualista John Locke,
essa conjuntura configura-se como uma violação do contrato social, pois o Estado falha em
garantir direitos essenciais aos cidadãos, como o acesso à informação e à tecnologia. Esses direitos
são indispensáveis para o exercício da liberdade e da igualdade. A incapacidade do governo de
assegurar esses direitos reflete uma omissão no cumprimento de sua função, agravando as
desigualdades sociais e impedindo que uma parte significativa da população participe plenamente
da sociedade digital.
Em uma segunda análise, a influência da mídia e dos meios digitais agrava consideravelmente o
problema, especialmente ao propagar narrativas dominantes. Para a escritora Chimamanda Ngozi
Adichie, mudar o "status quo" — ou seja, o estado atual das coisas — é um processo árduo e
demorado. Essa dificuldade está profundamente ligada ao papel da mídia, que molda a percepção
pública e reforça estereótipos. Ao promover apenas certas perspectivas, a mídia perpetua
estruturas de poder desiguais e a exclusão social. Contudo, os meios digitais também oferecem
plataformas para que vozes alternativas possam emergir, ampliando debates e contestando ideias
hegemônicas. Entretanto, essa democratização de vozes pode, simultaneamente, aumentar a
disseminação de desinformação, reforçando o status quo e tornando a mudança ainda mais
desafiadora.
Portanto, para enfrentar a problemática da exclusão digital no Brasil, é imprescindível
implementar medidas que priorizem a educação digital. O Tribunal de Contas da União deve
direcionar recursos financeiros, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, para
programas de capacitação que ensinem a população, especialmente nas áreas mais vulneráveis, a
utilizar smartphones e outros dispositivos tecnológicos de maneira eficaz. Além disso, parcerias
público-privadas e políticas de incentivo a cursos de inclusão digital podem ser estabelecidas para
mitigar os efeitos da exclusão digital. Dessa forma, a sociedade se tornará mais equânime e
integrada, permitindo que a coletividade brasileira se aproxime do ideal de justiça e igualdade
defendido por Thomas More.
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