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AULA 2 
GESTÃO DE SUPRIMENTOS 
HOSPITALARES 
Profª Joy Ganem Longhi 
 
 
2 
INTRODUÇÃO 
A gestão da aquisição ou a função de compras atualmente possui papel 
estratégico nos negócios em face do volume de recursos financeiros envolvidos 
(Gestão de Compras em Farmácia Hospitalar, 2012). 
Colocar em prática os quesitos relacionados a seguir auxilia a desenvolver 
uma gestão de compras adequada, que atenda às necessidades da instituição 
hospitalar e seus clientes (Gestão de Compras em Farmácia Hospitalar, 2012): 
• Obter produtos e serviços na quantidade correta 
• Os produtos adquiridos devem ter qualidade e menor custo 
• Garantir que a entrega seja feita corretamente 
• Desenvolver e manter boa relação com os fornecedores 
Abastecer adequadamente o serviço de saúde com produtos adequados e 
que garantam qualidade, produtividade, satisfação dos pacientes e prestação de 
serviços pela equipe hospitalar pode ser considerado um dos principais desafios 
da administração de uma organização de saúde (Wolker; Costa; Peterlini, 2019). 
TEMA 1 – COMPRA 
É a função responsável pela obtenção do material no mercado fornecedor, 
interno ou externo, pela mais correta tradução das necessidades em termos de 
fornecedor / requisitante (Almeida, 2011). 
Comprar é buscar o atendimento às necessidades de produtos e serviços 
conforme os requisitos de qualidade estabelecidos pelo processo produtivo, no 
tempo correto, com os melhores preços e condições de pagamento (Reinhardt 
Filho, 2014). Comprar em horas inadequadas, em quantidades superiores ou 
inferiores, geram custos para as organizações, por isso, o sistema de 
gerenciamento de compras deve ser eficiente (Rodrigues et al., 2010). 
O processo de compras é um dos mais importantes da cadeia logística, 
pois seu objetivo é providenciar os produtos necessários para que o hospital possa 
funcionar adequadamente. Para isso é preciso planejar as quantidades corretas, 
bem como fazer as compras em tempo apropriado para que sejam vantajosas à 
instituição (Souza et al., 2013). 
 
 
3 
O ciclo de compras inicia com a elaboração do pedido do suprimento e 
termina com seu respectivo pagamento, o que demonstra que a atividade 
extrapola o setor de compras, envolvendo outros setores (Melo et al., 2016). 
O processo de compras inclui a compra e a organização da movimentação 
de entrada de produtos, incluindo o planejamento de recursos, a localização de 
fonte de fornecimento, a negociação, a colocação de pedidos, o transporte de 
saída, o recebimento e inspeção, armazenagem e manuseio, assim como, a 
garantia de qualidade (Brandalise; Pertile; Bortoli, 2009). 
Garantir a compra e a disponibilidade de todos os produtos necessários e 
adequados a cada tipo de atendimento / procedimento exige integração e trabalho 
conjunto entre as equipes que atendem diretamente o paciente e as equipes que 
realizam as compras, para que não exista desperdício de material e dinheiro e 
também para que a assistência não seja prejudicada (Lohn; Tortorella, 2019). 
Os hospitais realizam suas aquisições de diferentes modos, dependendo 
de sua fonte mantenedora. As instituições privadas estabelecem suas diretrizes 
com foco nas necessidades, adequando-se a sua capacidade. A aquisição pode 
ser feita por meio de pesquisas de preço, contrato de fornecimento com 
fornecedores previamente selecionado ou adotando normas particulares 
estabelecida pela instituição para assegurar competitividade e transparência nas 
negociações. Os hospitais geridos pela administração pública definem as formas 
de aquisição de modo a atender as normas e leis vigentes (Gestão de Compras 
em Farmácia Hospitalar, 2012). 
Cada organização realiza essas funções segundo suas normas internas, 
de modo geral, controladas pela administração superior. Nas empresas 
particulares, dependendo de sua complexidade, existem diferentes graus de 
controle do processo de compra e diversas instâncias do processo. Nas empresas 
públicas, as normas estão estabelecidas em dispositivos legais, cuja 
complexidade varia de acordo com o valor do compromisso financeiro envolvido 
(Reinhardt Filho, 2014). 
O suprimento hospitalar é complexo, pois envolve diversas áreas com 
características específicas e por isso precisa ser planejado, fazendo com que haja 
o abastecimento de cada unidade, com materiais e medicamentos adequados à 
produtividade, qualidade dos serviços e atendimento dos clientes/pacientes 
(Paulus Junior, 2005). 
 
 
4 
Cabe ao departamento de compras adquirir os materiais e medicamentos 
necessários, aos menores preços praticados pelo mercado, com a quantidade e 
a qualidade exigida pela instituição, procurando sempre as melhores condições 
de negociação. Este tem a missão de gerenciar, acompanhar, orientar todas as 
negociações, documentar e organizar os processos de compras, além de 
monitorar os indicadores de produtividade e financeiros (Gonçalves, 2006). 
Atualmente, a função compras não é mais vista como uma atividade 
rotineira, e sim como parte do processo de logística das empresas, pois, mais do 
que adquirir produtos, o setor de compras se interrelaciona com todos os outros 
setores da empresa (Simões; Michel, 2004). 
Dobler e Burt (1996) afirmam que a função de compras se refere a todas 
as atividades essenciais associadas com a aquisição de materiais, serviços e 
equipamentos utilizados nas operações da organização. Slack, Chambers e 
Johnston (2002) definem a função compras como aquela que estabelece 
contratos com fornecedores para adquirir materiais e serviços, sendo que alguns 
deles são utilizados diretamente na produção e outros para auxiliar a empresa a 
operar. 
Por fim, Barbieri e Machline (2006) afirmam que o processo de compras de 
uma empresa envolve várias atividades, como manutenção de cadastros de 
fornecedores, emissão de pedidos de compras, elaboração de cotações, 
negociação, contratação, acompanhamento, avaliação de fornecedores e 
desenvolvimento de novos fornecedores. 
Para Okazaki (2006), a função compras é comum a todas as empresas, no 
entanto, a forma como essa função está organizada dentro das empresas é 
diferente. A função de compras não deve ser confundida com a área de Compras 
e Suprimentos, uma vez que a função independe da existência de uma área 
específica para sua realização. 
A área de Compras/Suprimentos é uma unidade organizacional 
responsável por toda ou por parte da função de compras de uma empresa, 
contudo, sua denominação varia. Em algumas instituições, utiliza-se o termo 
“compras”, em outras, “suprimentos” ou “materiais”, no entanto, área de 
“Suprimentos” é mais abrangente que “Compras”, pois além desta atividade, 
agrega as funções logísticas (Okazaki, 2006). 
Para Alto, Pinheiro e Alves (2016), a compra de materiais e serviços pode 
trazer excelentes resultados, provocando redução de custos e reflexos positivos 
 
 
5 
na produção, na manutenção, na operação, no transporte, na distribuição física, 
na logística, nas vendas e nas áreas financeiras e de marketing, desde que 
fundamentada em processos científicos e tendo como base a ação ética pessoal 
e profissional. 
Segundo Santos (2006), uma empresa hospitalar pode comprar: 
• Produtos: medicamentos, materiais médico-hospitalares, itens de 
manutenção, produtos de papelaria, impressos, entre outros. 
• Serviços: em especial aqueles que contratam terceiros como unidades de 
diagnóstico, lavanderia, segurança, manutenção, entre outros. 
TEMA 2 – PRINCIPAIS PROBLEMAS ENFRENTADOS NO SETOR DE COMPRAS 
Existem muitas ineficiências nos processos de compras hospitalares, 
sendo importante conhecê-los, pois a otimização desses processos auxilia 
significativamente na redução de custos, além de outros benefícios para estas 
organizações (Chandra; Kumar; Ghildayal, 2011). 
2.1 Compras de emergência 
Ocorrem, geralmente, por falhas de planejamento. As negociações tendem 
a ser menos flexíveis, resultandoem condições menos favoráveis, como preços 
mais altos e prazos diferentes do padrão (Santos, 2006). As compras de 
emergência também podem ocorrer devido a um aumento de consumo 
inesperado. 
Nestes casos, o comprador deverá adquirir somente a quantidade 
necessária e suficiente para atender a emergência (Melo et al., 2016). 
2.2 Especificações incorretas 
O produto a ser adquirido não é bem definido pelo solicitante ou não existe 
padronização no hospital, dificultando a uniformidade da compra (Santos, 2006). 
Um pedido deve ter especificações precisas, detalhadas e completas, diminuindo, 
assim, a possibilidade de compras equivocadas e recebimento de produtos em 
desacordo com as necessidades (Melo et al., 2016). 
 
 
 
6 
2.3 Falhas dos fornecedores 
Problemas de entregas, preços diferentes dos negociados, produtos com 
quantidades acima das solicitadas são as ocorrências mais comuns (Santos, 
2006). 
Algumas falhas recorrentes que podem ser citadas são as divergências no 
documento fiscal, ausência do certificado do laudo de análise técnica e entregas 
fora do prazo, que têm como consequência o atraso na entrada de suprimentos 
pelo sistema informatizado, acarretando prejuízos no ciclo de logístico e até 
possíveis erros de estoque (Menezes Junior et al., 2016). 
2.4 Excesso de burocracia 
Perdas de oportunidades, atrasos de entrega e ruptura de estoque são 
alguns dos problemas identificados nessas situações (Santos, 2006). 
2.5 Ingerências 
Níveis de estoque: os níveis de estoque da empresa afetam o custo de 
produção e podem trazer outros problemas, como a necessidade de um maior 
controle, de pessoal e despesas com a sua manutenção. Por isso, a área de 
compras tem a importante função de cuidar para que os níveis de estoque da 
empresa estejam sempre equilibrados (Simões; Michel, 2004). 
Rupturas de estoque: A falta de produtos pode implicar na redução do nível 
dos atendimentos prestados, resultando em sérios comprometimentos à saúde e 
bem-estar dos pacientes (Lohn; Tortorella, 2019). 
TEMA 3 – O PAPEL DO COMPRADOR 
Podemos afirmar que, atualmente, o comprador atual deixou de ser um 
emissor de pedidos e passou a exercer os papéis de pesquisador, consultor e 
analista de valor, o qual faz avaliações de qualidade, desempenho operacional, 
facilidades de operação e custos de manutenção, procurando serviços que levem 
ao aumento da lucratividade (Alto; Pinheiro; Alves, 2016). 
Moraes (2005) afirma que as pessoas que trabalham nesta área devem ser 
bem-informadas e atualizadas, além de ter habilidades interpessoais, como poder 
 
 
7 
de negociação, facilidade de trabalhar em equipe, boa comunicação e capacidade 
de gestão de conflitos. 
Baily et al. (2000) definem o perfil ideal do comprador moderno da seguinte 
forma: 
Vê a função como geradora potencial de lucro: acredita que deve 
contribuir para os planos a longo prazo como parceiro em igualdade de 
condições. Possui MBA; forte base financeira e tecnológica; assume que 
a área de compras é vital para o bem-estar da empresa, que necessita 
de contribuição criativa para os planos e as políticas corporativas. Aspira 
assumir uma diretoria; ansioso para eliminar as deficiências da 
administração de recursos humanos e proporcionar melhores condições 
de trabalho. Possui metas bem definidas para atingir objetivos, com o 
uso de melhor planejamento, criatividade e colaboração de outros 
executivos da empresa. 
O comprador deve ser ciente das consequências do não cumprimento dos 
prazos de entrega por parte dos fornecedores e, por isso, lhe compete o 
acompanhamento do andamento desde a ordem de compra até a confirmação do 
recebimento da mercadoria, na sua quantidade correta, conforme nota fiscal, 
pedido de compra e qualidade do produto (Francischini; Gurgel, 2002). 
Assim, Dias e Costa (2000) concluem que “não se pode, portanto, hoje, 
imaginar um comprador preocupado unicamente com a conclusão de uma 
compra, sem avaliar o impacto dessa operação em relação aos demais processos 
integrados à cadeia produtiva ou operativa das organizações”. 
Para Gordon, Zemansky e Sekwat (2000), o comprador precisa ter a 
capacidade de antecipar, analisar, comunicar e cooperar, além de possuir 
características pessoais como flexibilidade, resiliência, paciência e adaptação. 
Os compradores precisam ter um perfil vinculado às necessidades 
estratégicas da organização. O Quadro 1 apresenta a classificação de Baily e 
colaboradores (2000) para o estágio de desenvolvimento do perfil do comprador. 
 
 
 
8 
Quadro 1 – Estágios de desenvolvimento do perfil do comprador 
 
Fonte: Baily e colaboradores, 2000. 
*São por definição, produtos padronizados e não diferenciados, nos quais o produtor não tem 
poder de fixação de preços e cujo mercado é caracterizado pela arbitragem nos mercados interno 
e externo. 
Comprar e prover medicamentos são atividades hospitalares essenciais e 
por isso, as pessoas envolvidas neste processo desempenham papel fundamental 
na prestação da assistência ao paciente e devem realizá-lo de maneira à melhor 
atender os interesses tanto dos pacientes quanto da instituição. Deste modo, 
esses profissionais devem conhecer muito bem os mecanismos do processo, 
sendo devidamente treinadas e capacitadas para desempenhá-las (Gestão de 
Compras em Farmácia Hospitalar, 2012). 
TEMA 4 – FORNECEDORES 
Com a crescente importância da função de compras nas empresas, as 
decisões relacionadas a essa atividade se tornam mais importantes. Com a 
crescente competição entre empresas concorrentes, as consequências diretas e 
indiretas de uma decisão ruim de compra se tornam mais severas. Boas decisões 
sobre estratégias de compra são determinantes primárias de lucratividade 
(EBAID, 2014). 
 
 
9 
A escolha de um fornecedor qualificado é importante, pois resulta em 
redução dos custos de produção de bens e serviços, redução dos custos de 
aquisição, diminuição dos estoques totais e redução do número de não 
conformidades nas entregas (Reinhardt Filho, 2014). 
A grande diversidade de fornecedores requer uma busca das melhores 
opções que atendam aos critérios de qualidade, bem como prazo de entrega 
satisfatório a preços acessíveis. Deve-se levar em consideração se o fornecedor 
possui estrutura adequada para atender à solicitação, habilidade técnica para 
produzir, fornecer a matéria-prima ou item. Também devem ser considerados os 
serviços pós-venda (sistema de suporte) e sua localização, que, se possível, seja 
próximo do comprador, levando à redução de tempo de entrega e evitando a falta 
de produtos, principalmente para aqueles itens de alto consumo e rotatividade 
(Gestão de Compras em Farmácia Hospitalar, 2012). 
As empresas devem buscar relações duradouras e de confiança mútua 
com os fornecedores e isso implica cumprir os acordos entre as partes, inclusive 
o pagamento em dia (Reinhardt Filho, 2014). 
As organizações líderes de mercado em diversas áreas vêm apostando na 
gestão de relacionamento com fornecedores para a obtenção de redução de 
custos, melhoria de eficiência operacional e geração de vantagem competitiva. 
Essa ação também pode beneficiar o setor hospitalar (Schiavon, 2018). 
Fornecedores acessíveis podem ser parceiros no atendimento de 
emergências, cobrindo prontamente as necessidades e atendendo valores já 
praticados (EU). 
A avaliação de fornecedores deve ir além da análise de preço e, assim, 
outros fatores como: tempo de espera para reposição; desempenho no prazo, 
flexibilidade de estoque; frequência de entrega/tamanho mínimo de estoque; 
qualidade no fornecimento; custo do transporte dos produtos que chegam; termos 
de precificação; capacidade de coordenação de informação, todos esses itens 
devem ser considerados (Chopra; Meindl, 2010). 
4.1 Seleção de fornecedores 
A seleção e a avaliação de fornecedores é um processo que pode ser 
medido do ponto de vista quantitativo e qualitativo. Entre os aspectosem geral 
considerados, estão aqueles que focalizam a qualidade, o custo total, os prazos 
de entrega, a inovação, a regularidade fiscal, a situação financeira, o atendimento 
 
 
10 
aos marcos regulatórios, as eventuais certificações e o modelo de administração 
da empresa fornecedora. São importantes também: experiência anterior, posição 
no mercado, indicação de outros clientes, estrutura do fornecedor, avaliação dos 
processos de envio dos produtos e sua documentação, conformidade com as 
especificações dos produtos e serviços contratados, certificações e pesquisas de 
satisfação de clientes internos e externos (Reinhardt Filho, 2014). 
Diversas ferramentas podem ser utilizadas para a seleção de fornecedores. 
O setor de compras deve ter o suporte de um farmacêutico para identificar por 
meio de catálogos, revistas e sites especializados, como também obter 
informações junto a outros hospitais (Benchmarking) e representantes comerciais 
(indústria e distribuidoras de medicamento), quais são os potenciais fornecedores 
que atendam aos requisitos técnicos e administrativos para compra dos 
medicamentos (Gestão de Compras em Farmácia Hospitalar, 2012). 
4.1.1 Visitas técnicas 
Têm como objetivo detectar possíveis problemas precocemente, de modo 
a prevenir futuros constrangimentos com fornecedores que não estão em 
adequadas condições, para atender a instituição compradora. A visita deve ser 
realizada para a aplicação de formulários apropriados que deve ser preenchido 
por profissional qualificado (Gestão de Compras em Farmácia Hospitalar, 2012). 
Um fornecedor pode, em um primeiro momento, não atingir aos requisitos 
exigidos pela Instituição, mas, com o feedback destas visitas, ele poderá 
readequar seus processos para atendimento do cliente e, posteriormente, 
readequar-se e participar do processo de compra (Gestão de Compras em 
Farmácia Hospitalar, 2012). 
4.2 Cadastro de fornecedores 
Santos (2006) cita que o setor de compras deve possuir o cadastro de todos 
os fornecedores, contendo: 
• Variedade de informações comerciais e institucionais. 
• Organização do cadastro com permanente atualização. 
• Informações precisas dos fornecedores, como: contatos, valores das 
últimas compras, dados sobre pontualidade na entrega, últimas 
quantidades compradas, aspecto da qualidade, entre outros. 
 
 
11 
A análise cadastral permite selecionar os fornecedores com melhores 
condições para atender às necessidades quanto aos requisitos necessários para 
a compra. O cadastro ideal requer uma contínua revisão e atualização, devido à 
diversidade de laboratórios fabricantes e distribuidores existente no mercado 
(Gestão de Compras em Farmácia Hospitalar, 2012). 
TEMA 5 – TECNOLOGIA APLICADA EM COMPRAS 
As informações sobre custos são consideradas essenciais para a 
sustentabilidade das organizações. No atual ambiente competitivo, as decisões 
devem ser tomadas com base em informações adequadas e acuradas, pois, sem 
informações adequadas, as definições podem ser indevidas, podendo ocasionar 
inclusive a falência da empresa. Deste modo, as organizações têm buscado 
continuamente meios confiáveis para a obtenção de informações. Os Sistemas de 
Informações (SIs) são instrumentos capazes de coletar dados e transformá-los 
em informações úteis para subsidiar o processo decisório (Nielsen, 2002). 
O Sistema de Informação transforma dados em informações úteis, 
possuindo diversos elementos que se relacionam, coletando, manipulando e 
armazenando informações (Nielsen, 2002). 
Para ser considerado eficaz, o SI deve possuir duas características 
essenciais: (1) ser acessível aos usuários e aos que necessitam das informações 
geradas pelo sistema; (2) gerar informações precisas, confiáveis, completas, 
oportunas, flexíveis e objetivas (Burkle et al., 2001). 
Atualmente, existem ferramentas que auxiliam a operação de compra e, 
assim, conseguem colocar em contato fornecedores e compradores, no entanto, 
cuidado especial deve ser tomado no uso desses aplicativos, pois, muitas vezes, 
a facilidade de se ter à disposição um grande número de fornecedores em uma 
tela, podem fazer com que fornecedores desconhecidos sejam adicionados sem 
que se adotem os cuidados necessários para o cadastramento no hospital, 
consequentemente, poderá haver falhas na qualificação (Reinhardt Filho, 2014). 
Martins e Campos (2007) resumem as principais tecnologias utilizadas 
pelas empresas no processo de compras: 
• Leilões: adotados para facilitar o processo de compras. A empresa coloca 
em editais ou na internet o que a empresa está necessitando, e os 
fornecedores fazem suas ofertas informando também o prazo de entrega. 
 
 
12 
• Internet: proporciona facilidade tanto na compra quanto na venda dos 
produtos. 
• Eletronic Data Interchange (EDI): tecnologia existente há algum tempo. É 
uma técnica que liga cliente/fornecedor por meio de uma linha telefônica, 
modem e de um software específico, que liga o computador do cliente com 
o computador do fornecedor. O EDI facilita a compra, é ágil, seguro, reduz 
custos. Tudo que uma empresa precisa para sobreviver no mundo 
globalizado de hoje em dia. 
 
 
 
13 
REFERÊNCIAS 
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