Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Produção mais limpa, ecoeficiência e
gestão ambiental
A identificação dos aspectos econômicos e das ferramentas que auxiliam no aprimoramento de um
sistema de gestão ambiental.
Profª. Renildes Matos de Freita
1. Itens iniciais
Propósito
Oferecer conhecimentos em tópicos conceituais de economia ambiental, ecoeficiência, produção mais limpa e
ferramentas de avaliação para a tomada de decisão em gestão ambiental, além de promover a capacitação e a
conscientização sobre a necessidade de minimizar a geração de resíduos e da responsabilidade pelo ciclo de
vida dos produtos e serviços.
Objetivos
Reconhecer os principais aspectos conceituais da economia ambiental.
Reconhecer os principais aspectos conceituais de ecoeficiência.
Identificar os principais elementos da produção mais limpa.
Descrever as principais ferramentas de tomada de decisão em gestão ambiental.
Introdução
Assista ao vídeo introdutório ao tema e compreenda melhor os conceitos relacionados à economia ambiental. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
• 
• 
• 
• 
1. A economia ambiental
Vamos começar!
Economia ambiental
Assista ao vídeo e compreenda os conceitos relacionados à economia ambiental.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Conceitos e escopo
As origens da economia ambiental remontam à década de 1960, quando a industrialização estava
experimentando um aumento, particularmente no mundo ocidental, e a poluição da atividade industrial tornou-
se uma preocupação crescente. O ativismo ambiental também começou a aumentar devido às consequências
negativas percebidas da degradação ambiental. O mundo tomou consciência do rápido crescimento
econômico e suas consequências para o meio ambiente. 
O crescimento econômico está relacionado à preservação do meio ambiente
Os economistas perceberam que, para que o crescimento econômico seja indefinidamente sustentável, o
sistema econômico precisa levar em conta os usos do meio ambiente, para que os recursos naturais não se
esgotem e para que o meio ambiente não seja usado em demasia. 
Economistas ambientais veem o meio ambiente como uma forma de capital natural que fornece bem-estar e
funções de suporte à vida aos habitantes da Terra. Esse estoque de capital natural inclui recursos naturais, os 
sistemas ecológicos, a biodiversidade e outros atributos. A economia ambiental tinha como premissa a
abordagem neoclássica que lidava com questões como alocação ineficiente de recursos naturais, falhas de
mercado, externalidades negativas e gestão de bens públicos. 
O meio ambiente é o capital natural que fornece
suporte à vida
À medida que o movimento se desenvolveu ao
longo do tempo, outros detalhes intrincados
sobre a relação entre meio ambiente e
economia tornaram-se aparentes.
O estudo trouxe poderosos argumentos e
proposições ambientais, que deram origem a
políticas e regulamentações ambientais
contemporâneas em todo o mundo.
Isso levou ao estabelecimento de novos órgãos
ambientais, sendo o principal deles o Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA) em 1972.
Nesse sentido, três questões importantes
surgem na economia ambiental. Veja quais são
elas a seguir:
1. O que causa os desafios ambientais em termos de assuntos
econômicos e institucionais?
A questão explora o conceito de falha de mercado, que tem como premissa o fato de que existem mercados
inexistentes ou incompletos para bens ambientais, como ar não poluído, ambiente limpo etc. Portanto, é
provável que não haja alocação eficiente de recursos ambientais.
2. Qual é o valor monetário da degradação ambiental pela poluição e
outros agentes, bem como o valor dos desenvolvimentos na
prevenção e erradicação dos danos ambientais?
Os métodos de medição e estimativa das variáveis são um aspecto importante da economia ambiental.
3. Como os incentivos econômicos e as políticas ambientais podem
ser efetivamente projetados para melhorar a qualidade ambiental e
impedir os danos ambientais?
A avaliação crítica dos incentivos econômicos e das políticas e regulamentações ambientais é crucial para
descobrir se estão produzindo os objetivos pretendidos. A economia ambiental engloba alguns conceitos 
(desenvolvimento sustentável, falha de mercado, externalidades, avaliação, análise custo-benefício) que serão
abordados na sequência.
Desenvolvimento sustentável
O desenvolvimento sustentável é definido pelo PNUMA como desenvolvimento que atende às necessidades
do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias necessidades.
O conceito analisa o papel do desenvolvimento econômico no apoio ao desenvolvimento sustentável. Os 
quatro componentes básicos do desenvolvimento sustentável estão interligados e são os descritos a seguir:
Crescimento econômico Proteção ambiental
Equidade social Capacidade institucional
Falha de mercado
A falha de mercado ocorre se o funcionamento de um mercado perfeito for comprometido; portanto, é incapaz
de alocar eficientemente recursos escassos a um determinado preço, pois as condições para as leis de
demanda e oferta não são atendidas.
Um exemplo pode ser um bem ambiental, como oceanos limpos. 
É difícil precificar o valor de mares e oceanos limpos, e não existem mercados para corpos de água limpa onde
ela é comercializada dependendo do grau de limpeza. É um caso típico de falha de mercado.
Externalidades
As externalidades são consequências inadvertidas da atividade econômica que afetam as pessoas além
daquelas diretamente envolvidas nela. As externalidades também são outra forma de falha de mercado. Elas
podem ser de dois tipos:
Montanhas são exemplo de recursos com benefícios
múltiplos
Avaliação
A avaliação é um aspecto importante da economia ambiental, pois ajuda a avaliar uma variedade de opções na
gestão de desafios com o uso de recursos ambientais e naturais. A valorização dos recursos ecológicos é um
processo complexo, pois é difícil atribuir valor a benefícios intangíveis, como ar limpo e meio ambiente não
poluído.
Os recursos que oferecem benefícios múltiplos são difíceis
de avaliar. Por exemplo, as montanhas podem evitar
inundações, proporcionar beleza cênica, padrões de fluxo
direto dos rios e fornecer solos férteis para a agricultura. Os
recursos ambientais podem ter valores atribuídos
dependendo dos métodos de uso e não uso.
É mais fácil atribuir valor a um produto em uso observando
o que os consumidores estão dispostos a pagar. As técnicas
de precificação de custo de oportunidade, custo de
reposição e precificação hedônica (avaliações externas e
internas) são consideradas e podem ser empregadas no
método de “uso”. A técnica de avaliação contingente é usada para o método de “não uso”, medindo o que os
consumidores estão dispostos a pagar por um produto que não usam ou não gostam.
Análise custo-benefício
A análise de custo-benefício envolve a ponderação dos benefícios decorrentes de uma política em relação aos
benefícios percebidos. Assim, a melhor política é aquela em que há o maior excedente de benefícios sobre os
custos. A análise de custo-benefício começa com uma política básica em que nenhuma alteração é feita no 
status quo. Um horizonte de tempo é selecionado onde se espera que os custos e benefícios percebidos
sejam realizados. 
Os benefícios são casos em que o bem-estar humano é melhorado e seus custos diminuem o bem-
estar humano.
Externalidade positiva 
É um benefício para outras pessoas não
envolvidas diretamente em sua geração. Um
parque natural comunitário pode beneficiar
pessoas de fora da comunidade que visitam
familiares e amigos na área e não teriam
contribuído para o seu desenvolvimento.
Externalidade negativa 
Cria resultados não planejados que são
prejudiciais ao meio ambiente ou
diretamente ao público em geral. Um
exemplo pode ser a poluição por meio
da produção industrial, que resulta em
ar e água impuros e outros riscos à
saúde, externalidades que afetam
negativamente a comunidade do
entorno.
Poluição dos oceanos é um graveproblema ambiental
Custos e benefícios realizados no futuro são descontados usando um fator para atender ao valor do dinheiro
no tempo. Os benefícios incluem renda extra, melhoria da qualidade de vida, água limpa e praias, e os custos
incluem custos de oportunidade, custos internos e externos e externalidades.
Instrumentos econômicos 
Mecanismos de mobilização de recursos financeiros
Os problemas ambientais podem ser interpretados, do ponto de vista econômico, como resultado de falhas de
mercado, falta de informação e desenhos institucionais e políticos, que se traduzem no repasse de custos
daqueles que os causam para outros setores da sociedade, incluindo as futuras gerações. Ou seja, do ponto
de vista do sistema econômico, os problemas ambientais são econômicos e externalidades que devem ser
corrigidas.
A correção dessas externalidades equivale a
assegurar que aqueles que geram os custos
dos danos ambientais as assumam, o que pode
ser alcançado por diversos meios, como o
estabelecimento de regulamentos e sua
aplicação coercitiva, convicção e cooperação,
ou por meio de instrumentos econômicos, ou
uma combinação adequada dos mesmos.
 
O objetivo dos instrumentos econômicos é
internalizar os custos ambientais das decisões
e atividades econômicas. O objetivo
fundamental da utilização de instrumentos econômicos é alterar os preços relativos, a fim de garantir que os
diferentes usos que as economias fazem do meio ambiente reflitam plenamente sua escassez no sistema de
preços.
O propósito de promover a internalização dos custos ambientais por meio de instrumentos econômicos é que
os agentes recebam sinais adequados do sistema de preços e incorporem, entre seus objetivos ou funções de
bem-estar, motivações permanentes para realizar uma gestão sustentável dos recursos naturais e reduzir a
geração de poluentes e resíduos – e, com ele, os efeitos ambientais negativos inerentes. 
Alcançar esse objetivo implica desenhar e implementar um mecanismo de correção automática que
possa operar com a mínima intervenção por parte da administração pública ou da autoridade
reguladora.
A seguir, mencionaremos alguns dos instrumentos econômico-ambientais mais utilizados mundialmente para
atuar como mecanismos de mobilização de recursos financeiros, bem como outros mecanismos tributários
para prevenir e mitigar danos ambientais causados por determinada entidade agressora.
Isso ocorre por meio da cobrança de impostos e outras contribuições, que também ajudam a fornecer
recursos financeiros adicionais aos diferentes fundos criados. Assim, tais fundos, por sua vez, terão uma
maior quantidade de recursos para resolver os problemas ambientais existentes, especialmente em áreas em
que não há política ou mero interesse econômico para sua preservação e que exijam depuração ambiental ou
ecológica, patrimonial e sociocultural.
Taxas de emissão
Estão relacionadas ao lançamento de poluentes no ar, solo ou geração de ruído, e também à quantidade e
qualidade dos poluentes e aos danos causados ao meio ambiente, custo de reposição ou regeneração. As
taxas são expressas em termos de um imposto por tonelada ou quantidade equivalente de poluição. O nível do
imposto é baseado no objetivo da qualidade ambiental e nos custos marginais de abatimento ou redução da
poluição. 
Taxas ou impostos de uso
Esses impostos ou taxas estão vinculados aos custos de tratamento, cobrança, disposição final, bem como
despesas administrativas e sua recuperação ou financiamento. Não estão diretamente relacionados aos
custos dos danos ambientais. Na prática, consistem na cobrança de taxas de tratamento de esgoto etc.
Tarifas ou impostos sobre produtos
Esses impostos incidem sobre produtos cujo uso tenha um efeito prejudicial ao meio ambiente. O nível do
imposto está relacionado ao custo de danos significativos associados ao uso de produtos, como fertilizantes,
herbicidas, pesticidas, gasolina com chumbo etc.
Licenças transferíveis
Constituem limites gerais aos níveis de poluição distribuídos na forma de licenças em correspondência a cada
volume de emissão. As licenças, uma vez distribuídas inicialmente, podem ser compradas e vendidas e estão
sujeitas a certas regras preestabelecidas.
Sistema de depósito reembolsável
Depósito monetário efetuado para utilização de produtos potencialmente poluentes. Se esses produtos forem
devolvidos a um ponto de recolha autorizado, evitando assim a contaminação, é efetuado o reembolso, por
exemplo: garrafas e outros recipientes.
Subsídios
Esse é o instrumento menos utilizado, uma vez que as externalidades positivas geralmente não são pagas.
Eles são usados em casos específicos para estimular o incentivo de determinada atividade. A aplicação é
potencialmente possível para o desenvolvimento de processos e tecnologias limpas e sustentáveis.
Créditos
Nada mais é do que o estabelecimento de linhas de crédito com condições preferenciais de médio e longo
prazo para os investimentos que busquem melhorar ou mitigar completamente os danos ambientais, gerando
novas tecnologias que substituam produtos ou processos nocivos ao meio ambiente etc.
Rótulos ambientais
Consistem na atribuição de um rótulo a produtos que atendam a determinadas características definidas com
base em critérios intimamente relacionados aos sistemas de padronização geral, ou seja, com padrões
globalmente aceitos. Essa rotulagem é utilizada para incentivar o consumo de determinados produtos que
protegem o meio ambiente.
Exemplo de rótulo informando que o produto respeita o meio ambiente
Ecoauditoria
É uma revisão documentada, sistemática, periódica e objetiva, relacionada ao comportamento dos requisitos
ambientais de uma empresa, para a qual há um benefício na medida em que lhe permite conhecer seu estado
ambiental e prevenir responsabilidades. É uma instituição voluntária, que, tal como o rótulo ecológico, partilha
a ideia de autocompromisso, descontando a obrigação. É realizada pela empresa, sob sua responsabilidade e
iniciativa própria, completamente independente da autoridade pública, por auditores que podem ser da
própria empresa ou de organizações profissionais externas que atuam em seu nome. 
Sistemas de preços
Aqui se estabelece que os preços dos produtos que representam um maior dano ao meio ambiente incluem o
custo do seu confinamento ou da reestruturação dos danos que causam. Um exemplo de produtos
extremamente danosos à natureza são os materiais plásticos, porque possuem altos tempos de degradação,
podendo levar mais de um século para se degradar.
Troca de dívida por natureza
Consiste na troca de dívida comercial externa de um país devedor por instrumentos financeiros emitidos por
esse país, que posteriormente seriam utilizados para financiar projetos ambientais. Desse modo, podem
ocorrer diversas operações que pressupõem sempre a existência de um banco credor, de um país devedor e
de uma entidade de proteção da natureza.
Possibilidade de negociação
O objetivo da negociação de licenças de poluição é principalmente reduzir custos de controle, sem alterar as
metas estabelecidas pelas licenças originalmente concedidas. Uma vez definido o padrão ambiental
permitido, espera-se que aqueles com custos de controle mais baixos o assumam de forma mais ampla,
vendendo as suas instalações a quem tenha que assumir custos mais elevados. Com isso pretende-se obter o
controle ao custo mínimo.
Cobrança de acesso a áreas protegidas e outras áreas afins
Tal como o próprio nome indica, esse instrumento econômico refere-se à cobrança de determinada
contribuição a qualquer pessoa física ou jurídica, órgãos ou entidades que acessem áreas consideradas
protegidas ou outra consideração similar.
Pagamentos por serviços ambientais
Mecanismo em que o princípio central é que os prestadores de serviços ambientais sejam compensados,
enquanto os beneficiários dos serviços devem pagar por eles. Essa abordagem tem a vantagem de gerar
fontes adicionais de renda para usuários da terra de baixa renda, ajudando, assim, a melhorar seus meios de
subsistência e qualidadede vida.
Além disso, há também fundos criados para esse fim, dando-lhe a cobertura de dispor de recursos que se
destinam diretamente à manutenção da conservação dos ecossistemas pertinentes. Há ainda outros
instrumentos econômicos, como seguro contra riscos de desastres ambientais; criação de mercado;
instalações para poluentes comercializáveis; impostos ou contribuições para o turismo; impostos sobre
descargas ou poluição do ar etc.
Todos esses mecanismos regulatórios têm em comum a existência de um estímulo econômico, a possibilidade
de ação voluntária, envolvem as autoridades governamentais e, sobretudo, mantêm a qualidade ambiental.
Para decidir qual instrumento econômico escolher, é preciso levar em conta o conhecimento do problema
ambiental e sua dimensão. Assim, é necessário um estudo sobre os problemas ambientais mais significativos
do país.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Externalidades
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Instrumentos econômicos
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Entre as opções a seguir, qual apresenta uma externalidade positiva?
A
Melhoria na qualidade da água pela manutenção de vegetação nas margens do rio que abastece uma
empresa.
B
Poluição do ar pela produção de peças de aço.
C
Aumento da poluição sonora da atividade produtiva de uma indústria de lâmpadas.
D
Aumento na conta de água decorrente da necessidade de maior tratamento pela poluição dos corpos hídricos.
E
Aumento dos custos de produção de uma fábrica de travesseiros.
A alternativa A está correta.
Externalidades são custos ou benefícios resultantes de uma atividade impostos a terceiros, mas que não
fazem parte do mecanismo de mercado. Pode-se pensar em efeitos colaterais sobre pessoas não
envolvidas com a atividade em questão. No caso, a externalidade positiva é a melhoria na qualidade da
água.
Questão 2
A economia ambiental focaliza a questão da escassez (ou da riqueza) de recursos ambientais. Ao longo do
tempo, o homem ignorou o fato de que esses recursos eram escassos, simplesmente porque imaginava essa
situação como algo muito distante de sua vida. Considerando os princípios da economia ambiental e seus
diversos temas, assinale a seguir a alternativa correta.
A
Os ciclos naturais de reciclagem de elementos químicos, como o do carbono e o do fósforo, ocorrem numa
velocidade adequada à exigida pela economia atual. Em consequência, as emissões atmosféricas de dióxido
de carbono se dão em volumes suficientes ao que a fotossíntese aproveita e ao que os oceanos absorvem.
B
No capitalismo, a economia ambiental não deveria deixar de ser considerada pelo mercado. Pois o mercado é
capaz de resolver os problemas ambientais sem uma ação normativa dos governos, inclusive em âmbito
mundial.
C
As taxas ambientais são instrumentos econômicos que estabelecem exigências para o controle de emissões.
D
Após a primeira crise do petróleo, publicaram-se procedentes contribuições da economia neoclássica, que
estendiam o modelo de crescimento tradicional para integrar um novo input agregado – os recursos naturais,
termo que indicava o total de recursos não renováveis que entram na produção.
E
Todas as alternativas estão corretas.
A alternativa C está correta.
As taxas estão relacionadas à emissão de poluentes, para controle e redução da poluição.
2. Indicadores de ecoeficiência
Vamos começar!
Principais aspectos dos indicadores de ecoeficiência
Assista ao vídeo e conheça os principais aspectos dos indicadores de ecoeficiência.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Produzir mais com menos
Devido à crescente importância do meio ambiente no setor de negócios, é necessário incluir uma nova série
de instrumentos capazes de incorporar os aspectos ambientais da empresa em sua gestão global. A
preocupação com o meio ambiente deixou de ser um aspecto de interesse meramente fiscal, decorrente do
cumprimento de imensas regulamentações ambientais para ser considerado um objetivo fundamental dentro
da política da empresa. 
Construtoras, por exemplo, estão cada vez mais preocupadas com a produção
sustentável, respeitando o meio ambiente
A ecoeficiência surge como resposta a esses interesses empresariais, internalizando os custos ambientais de
seus produtos na economia da empresa de forma que forneça bens e serviços a um preço competitivo, mas
sustentável, ou seja, satisfazendo as necessidades humanas e proporcionando qualidade de vida, reduzindo
progressivamente o impacto ecológico e a pressão sobre os recursos naturais do planeta. 
Saiba mais
O termo ecoeficiência foi cunhado pelo Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento
Sustentável (World Business Council for Sustainable Development – WBCSD) em sua publicaçãode 1992. 
Ecoeficiência: menos energia no processo produtivo
De acordo com a definição do WBCSD, a ecoeficiência é alcançada por meio da distribuição de bens e
serviços com preços competitivos que atendam às necessidades humanas e proporcionem qualidade de vida,
reduzindo progressivamente os impactos ambientais dos bens e a intensidade do consumo a um nível que
esteja pelo menos de acordo com a capacidade estimada. Os aspectos críticos da ecoeficiência são:
 
Redução da intensidade material de bens e serviços
Redução da intensidade energética de bens e serviços
Dispersão reduzida de materiais tóxicos
Melhor reciclabilidade
Máximo aproveitamento de recursos renováveis
Maior durabilidade dos produtos
A visão central da ecoeficiência pode ser
resumida como produzir mais com menos. Usar
menos recursos naturais e menos energia no
processo produtivo, reduzindo o desperdício e
mitigando a poluição, definitivamente é algo
positivo para o meio ambiente e, ao mesmo
tempo, benéfico para a empresa porque seus
custos de produção e operação diminuem.
 
Como objetivo final, a ecoeficiência busca que
a produção de bens e o fornecimento de
serviços sejam feitos a preços competitivos que
atendam às necessidades humanas e elevem a qualidade de vida da população, bem como promovam a
redução progressiva do impacto ambiental negativo dos produtos que afetam a capacidade de carga da Terra.
Uma empresa que implementa um programa de ecoeficiência eficaz poderá obter os seguintes benefícios:
 
Minimizar os custos de produção.
Usar os recursos naturais de forma mais responsável.
Reduzir a emissão de poluentes.
Ser competitivo e inovador na produção.
Obter renda adicional com a reciclagem e reutilização de resíduos.
Gozar de prestígio entre distribuidores e consumidores.
Reduzir o nível de rotatividade de pessoal e manter um ambiente saudável e estável.
Ter acesso a novas oportunidades de mercado.
Atender aos padrões internacionais.
Indicadores gerais de ecoeficiência
Sabendo que a ecoeficiência é o processo contínuo de maximizar a produtividade dos recursos, minimizando
resíduos e emissões e gerando valor para as empresas, sua aplicação requer ferramentas que ajudem os
empreendedores a traduzir em ações seus preceitos e medir o nível de eficiência ambiental de suas
organizações. 
Ferramentas importantes
Dentre essas ferramentas capazes de auxiliar os empreendedores, as mais importantes estão descritas a
seguir:
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Ecobalanço
Refere-se ao consumo de energia e recursos e à poluição causada pelo ciclo de produção de um determinado
produto. O produto é acompanhado ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima,
fabricação e uso, até a reciclagem e manuseio final dos resíduos. Deve-se identificar os processos de
atividades e produtos de uma organização e depois definir para cada um deles quais são as entradas e saídas,
tal como mostra a imagem adiante:
Estrutura de ecobalanço por atividade
Para todos os processos do diagrama de fluxo se calculam todas as entradas e saídas,com respeito aos
materiais, à energia e às emissões:
 
Matérias-primas – por exemplo, óleo em um motor ou fertilizantes em processos agrícolas.
Energia – deve-se distinguir entre fontes renováveis (energia hidrelétrica) e não renováveis
(combustíveis fósseis).
Insumos – são facilitadores do processo, como filtros de papel em uma cafeteria.
Resíduos sólidos – podem ser resíduos do processo (sobra de matéria-prima, óleo), resíduos de
produto (produto no fim da sua vida útil, resíduos de embalagens e resíduos diversos, como o pó que
se encontra em filtros de papel).
Resíduos líquidos – despejos em que a maior parte sai na água.
Resíduos gasosos – resultado na maioria das vezes pelo processo de combustão de combustíveis
fósseis.
Produto finalizado – todos os outros componentes do ecobalanço se relacionam com o produto final.
Sinergia de subprodutos
É definido como meio de cooperação, que promove a troca de subprodutos industriais e comerciais entre as
empresas que os geram e outras que podem utilizá-los como matéria-prima ou auxiliar em seus processos de
fabricação. Entre os exemplos, está um fabricante de cimento que utiliza o resíduo de uma siderúrgica vizinha
em seu processo de produção. 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Fabricantes de cimento podem reaproveitar resíduos diversos em sua produção,
caracterizando a sinergia de subprodutos
Benchmarking
Processo para descobrir qual é o melhor padrão de desempenho visto em uma empresa específica, por
determinado concorrente ou por um setor completamente diferente. Por exemplo, uma empresa química que
tenha recebido uma multa por infração ambiental pode melhorar esse aspecto comparando a gestão
ambiental de seus concorrentes. 
Aspectos importantes levados em conta pelo benchmarking
Avaliação do nível de ecoeficiência
Para avaliar o nível de ecoeficiência alcançado, propõe-se a seguinte equação, que combina aspectos de
valoração econômica e ecológica para determinar níveis de eficiência:
Essa fórmula mostra o resultado ou o quociente entre o valor do produto ou serviço e o consumo de recursos
e outros impactos ambientais gerados. A equação pode ser usada para calcular vários graus de eficiência. No
entanto, uma abordagem de dois níveis é recomendada: indicadores básicos ou genéricos e indicadores
específicos ou complementares para a empresa.
Os primeiros referem-se às premissas sobre o comportamento ambiental internacionalmente aceito, enquanto
a importância ou relevância do segundo é variável, dependendo do negócio ou objetivo de cada organização.
Os critérios recomendados para ordenar os indicadores de uma empresa em uma estratégia de ecoeficiência
são os cinco grupos a seguir: 
Perfil da organização
Fornece contexto para informações de ecoeficiência e deve incluir o
número de pessoas ocupadas, os segmentos dos negócios envolvidos,
produtos primários e as principais mudanças na estrutura da companhia.
Perfil de valor
Informações financeiras, quantidade de produtos ou indicadores de
funcionalidade de produtos específicos.
Perfil ambiental
Inclui indicadores de aplicação geral e indicadores específicos do
negócio, relacionados à criação e uso do produto ou serviço.
Indicadores relativos de ecoeficiência
Além de fornecer os dados do numerador e denominador para estimar a
ecoeficiência, as empresas também podem mostrar os cálculos dos
indicadores de ecoeficiência que considerar mais relevantes e
significativos para o seu negócio.
Informações metodológicas
Descrevem o método usado para selecionar os indicadores, a
metodologia de coleta de informações e as eventuais limitações no uso
dos dados.
Da mesma forma, são estabelecidos três tipos de indicadores, como veremos a seguir:
 
Volume – tenta medir a ecoeficiência com base no número de unidades produzidas.
Financeiro – concentram-se na avaliação de riscos ou benefícios ambientais em relação ao lucro líquido
ou vendas da empresa.
Desempenho – considera a ecoeficiência com base nos serviços que o produto proporciona, como o
desempenho de um veículo em número de passageiros por quilômetro percorrido.
Esses indicadores combinam aspectos ambientais e econômicos para convergir em um cálculo final de
parâmetros de ecoeficiência. Os dados econômicos incluem produção e vendas anuais, a quantidade de
exportações e importações e o número de empregos diretos gerados.
• 
• 
• 
Gestão ambiental preserva o meio ambiente
Os dados ambientais abrangem, entre outros aspectos, matérias-primas, resíduos, gastos de água e
volume e tipos de águas residuais, bem como uso de eletricidade, utilização de combustíveis fósseis
e emissões de carbono para a atmosfera.
Critérios de avaliação da gestão ambiental
também são incorporados, como a adoção de
sistemas e programas de educação e
treinamento em questões de competitividade e
proteção ambiental, e a implementação de
programas de preservação junto à comunidade.
Por fim, pondera-se a consideração do risco e
da responsabilidade ambiental, e o balanço
financeiro.
 
Nesse sentido, ambos valorizam os
investimentos e despesas feito em termos de
proteção ambiental. Com esses elementos, é realizada uma qualificação sobre o nível e o progresso da
empresa quanto à implementação de critérios de ecoeficiência, com base nas diretrizes propostas por
sistemas de ecoindicadores e iniciativas de relatórios de desempenho ambiental de ponta internacionalmente.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Ecoeficiência
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Indicadores de ecoeficiência
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Sobre a ecoeficiência, assinale a seguir a alternativa correta.
A
Consiste no uso eficiente de materiais e energia, com o objetivo de minimizar os custos econômicos e os
impactos ambientais.
B
Resulta da combinação do desempenho econômico com o ambiental, utilizando o meio ambiente de forma a
priorizar os resultados econômicos.
C
Prescinde do uso racional de matérias-primas e energia para a obtenção de aumento do bem-estar social.
D
É representada por três “erres”, estabelecidos pela ONU na Conferência Rio-92, que significam reduzir,
reutilizar e reestruturar o uso dos recursos naturais.
E
Implica responsabilidade socioambiental, independentemente do volume de uso dos recursos naturais. Não
funcionam sob as mesmas bases, e o desenvolvimento de uma variável implica uma perda de desempenho na
outra.
A alternativa A está correta.
Ecoeficiência é uma das grandes atitudes que nos podem levar ao desenvolvimento sustentável.
Questão 2
(ESAF – 2013) Assinale a opção que mais bem representa o conjunto, considerando V para alternativa
verdadeira e F para afirmativa falsa.
 
I. Ecoeficiência pode ser conceituada como a competitividade na produção e na colocação no mercado de
bens e serviços que satisfaça as necessidades humanas, trazendo qualidade de vida e minimizando os
impactos ambientais e o uso de recursos naturais.
II. A ecoeficiência prioriza a redução do impacto ambiental em detrimento do fornecimento de bens e serviços.
III. Podemos considerar elementos básicos da ecoeficiência a redução da dispersão de materiais tóxicos, o
incentivo à reciclagem, a maximização do uso sustentável dos recursos naturais e a extensão da durabilidade
dos produtos.
A
V - V - F
B
F - V - V
C
V - F - V
D
F - F - V
E
F - V - F
A alternativa C está correta.
A ecoeficiência pode ser definida como produzir mais e melhor, com menores recursos e menos resíduos.
Para tal, pressupõem-se: minimizar a intensidade de materiais dos bens e serviços; minimizar a intensidade
energética de bens e serviços; minimizar a dispersão de elementos e gases tóxicos; fomentar a
possibilidade de reciclagem dos materiais; maximizar a utilização sustentável de recursos renováveis;
aumentar a durabilidade dos produtos; entre outros.
3. Produção mais limpa
Vamos começar!
PML - Produção maislimpa
Assista ao vídeo e compreenda as ações relacionadas à produção mais limpa.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
PML como estratégia ambiental, empresarial e preventiva
O pensamento produtivo ambiental tem tradicionalmente se concentrado em buscar soluções curativas uma
vez que foram gerados resíduos e emissões. Essa é uma abordagem de reação e tratamento conhecida como
tecnologias de fim do tubo (também chamado de estágio final).
Eles são chamados assim porque tentam controlar a
contaminação no final do tubo, exclusivamente com
técnicas curativas, como plantas para o tratamento de
água, filtros em chaminés, incineração ou neutralização de
resíduos, confinamento de substâncias poluentes e
eliminação de resíduos em aterros ou lixeiras.
As tecnologias de estágio final não são destinadas a
estimular a prevenção de poluição, só movem o problema
de um lugar para outro. A Produção Mais Limpa (PML) é
uma ferramenta útil para investigar sistematicamente a
produção e identificar oportunidades que melhorem processos, produtos e serviços. A ênfase na resolução de
problemas ambientais tem um foco crescente em direção à gestão, cuja administração ambiental pode ser
complementar e, por vezes, um substituto para investimentos da equipe. 
A PML é a aplicação permanente de uma estratégia ambiental, empresarial e preventiva integrada aos
processos, produtos e serviços, a fim de aumentar eficiência, produtividade e redução de riscos sobre a
população humana e o meio ambiente. 
Atenção
Reduz os custos ambientais diminuindo a geração de resíduos na origem. 
A PML pode ser implementada em todos os tipos de instalações, sejam de fabricação ou serviços. A análise
realizada na unidade onde será implantada e que inclui a revisão das entradas e saídas dos processos, com
foco nos resíduos gerados para determinar as ações a serem implementadas, é chamada de diagnóstico de
PML. Para os processos produtivos, a PML resulta de uma combinação de:
 
Conservação de matérias-primas, água e energia.• 
Eliminação de matérias-primas tóxicas e perigosas.
Redução da quantidade e toxicidade de todas as emissões e de resíduos na fonte durante o processo
de produção.
Para os produtos, a PML procura reduzir os impactos ambientais, de saúde e segurança dos produtos durante
todo o seu ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima, passando pela fabricação e uso, até o último
descarte do produto. Para os serviços, a PML implica incorporar as preocupações ambientais no projeto e na
entrega dos serviços. 
A principal diferença entre controle de poluição e PML é baseada no tempo. O controle da poluição é
uma abordagem pós-evento, do tipo reaja e trate. A PML é uma filosofia de olhar para a frente, ou
seja, antecipar e prevenir.
A PML descreve uma abordagem preventiva à gestão ambiental, cujos bens e serviços devem ser produzidos
com o mínimo, dentro dos limites tecnológicos e econômicos atuais. Ela não nega o crescimento;
simplesmente insiste que seja ecologicamente sustentável. Não deve ser considerada apenas uma estratégia
ambiental, uma vez que também está relacionada a considerações econômicas.
Os resíduos são considerados produtos com valor econômico negativo. Toda ação realizada com o objetivo de
reduzir o consumo de matéria-prima e energia, bem como de prevenir ou reduzir a geração de resíduos, pode
aumentar a produtividade e trazer vantagens financeiras para a empresa – ou seja, proteger o meio ambiente,
o consumidor e o trabalhador, ao mesmo tempo que melhora a eficiência industrial, os lucros e a
competitividade. 
Vantagens oferecidas pela PML
Já vimos que a PML é uma ferramenta útil para identificar oportunidades de melhoria, mas é importante
destacar suas principais vantagens. Veja quais são elas a seguir:
Redução de custos
A PML ajuda a reduzir a geração de resíduos e o consumo de matérias-primas, energia e água. 
Maior vantagem competitiva
A implementação do PML pode resultar em um vantagem competitiva para as empresas. Os que têm
bons produtos e aplicam boas práticas ambientais apresentam maior vantagem no mercado, pois a
cada dia aumenta o número de consumidores conscientes da importância de proteger o ambiente.
Melhoria da situação ambiental
A PML pode fazer melhorias não contempladas pelas regulamentações técnicas, como maior
eficiência no uso da água e energia, minimização de resíduos, redução do uso de materiais tóxicos,
menor consumo de recursos naturais, manutenção da qualidade do solo e redução das emissões de
gases.
Melhoria contínua do ambiente
A implementação da PML garante uma melhoria contínua do meio ambiente, componente essencial do
desenvolvimento sustentável.
• 
• 
Princípios da PML
São baseados nos princípios de precaução, prevenção e integração, cujo objetivo é a proteção do meio
ambiente, seja pela conservação e uso sustentável dos recursos naturais, seja pela preservação da qualidade
ambiental. Veja os detalhes adiante:
Precaução
O princípio da precaução não se trata
simplesmente de evitar situações legalmente
prejudiciais, mas também assegurar-se em
relação a danos irreversíveis e de que a
empresa está protegida contra esses danos.
Prevenção
É igualmente importante, em especial naqueles
casos em que se conhece o dano que um
produto ou processo pode causar. O princípio
preventivo indica a busca antecipada de
mudanças na cadeia produtiva e de consumo.
Integração
Implica a adoção de uma visão holística do ciclo
de produção. Um método de introduzir tal ideia
é a análise do ciclo de vida. Uma das
dificuldades da solução preventiva é a
integração de medidas de proteção ambiental
além das fronteiras sistêmicas.
Metodologia da PML
A PML tem uma metodologia comprovada em todo o mundo. Baseia-se no ciclo de melhoria contínua que
contempla várias etapas. Inclui a formação de equipes de trabalho, a realização de fluxogramas e balanços de
materiais e energia, a análise de opções, o cronograma de implantação e o monitoramento. A seguir, temos as
fases da metodologia:
1
Fase 1 – Compromisso
Designar uma equipe.
Fazer uma lista de operações prioritárias.
Identificar as operações de geração de resíduos.
2
Fase 2 – Análise das etapas do processo
Preparar diagrama de fluxo do processo.
Fazer um balanço de massa e energia.
Atribuir custos aos fluxos residuais.
Revisar o processo e identificar a origem dos resíduos.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
3 Fase 3 - Geração de opções de PML
Gerar opções de minimização de resíduos.
Selecionar opções viáveis.
4
Fase 4 - Selecionar soluções PML
Avaliar a viabilidade técnica.
Avaliar a viabilidade financeira.
Avaliar aspectos ambientais.
Selecionar soluções para implementação.
5
Fase 5 - Implementar soluções PML
Preparar a implementação.
Implementar soluções de minimização de resíduos.
Monitorar e avaliar resultados.
6
Fase 6 – Manter o processo de PML
Manter soluções de minimização.
Identificar novos processos para minimização de resíduos.
Resultados obtidos com a implatação da PML
A implementação apresenta resultados, como redução de resíduos e poluentes, melhorias na eficiência de
processos e produtos e redução de riscos para o homem e o meio ambiente. Esses resultados são observados
nos processos e nos produtos.
Nos processos, a PML implica:
 
Conservação das matérias-primas.
Economia de água e energia.
Eliminação das matérias-primas tóxicas.
Redução da quantidade e toxicidade de resíduos e de emissões para a água e a atmosfera.
Tecnologias limpas (meios e estruturas postos em prática nas diferentes atividades industriais, com o
objetivo de reduzir as emissões poluentes).
Nos produtos, a PML implica:
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
 
Redução dos impactos em todo o seu ciclo de vida, desde a obtenção de matéria-prima até o resíduo
final.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Princípios da PML
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.Metodologia de produção mais limpa
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(MS CONCURSOS – 2021) Com relação à PML, assinale a seguir a alternativa correta.
A
Avaliação e seleção de materiais para reduzir, ou eliminar materiais perigosos nos processos produtivos ou a
geração de resíduos perigosos.
B
A prioridade máxima envolve modificações em produtos e processos, com o objetivo de reduzir emissões e
resíduos somente no final do ciclo produtivo, visando à reutilização e à reciclagem.
C
Quando a emissão ou o resíduo produzido não tem como ser reaproveitado pela própria unidade produtiva que
o gerou, a prioridade deve ser o descarte final, em local licenciado pelo órgão ambiental competente.
D
Caracteriza-se por uma estratégia econômica, ambiental e tecnológica, integrada aos processos e produtos, a
fim de aumentar o uso de matéria-prima, água e energia, por meio da não geração, minimização ou reciclagem
de produtos.
E
Na visão da PML, para minimizar a quantidade de resíduos, a empresa deve investir, por exemplo, em
equipamentos mais eficientes, menos poluentes e mais custosos.
• 
A alternativa A está correta.
Para os processos produtivos, a PML resulta de uma combinação de: conservação de matérias-primas,
água e energia; eliminação de matérias-primas tóxicas e perigosas; e redução da quantidade e toxicidade
de todas as emissões e resíduos na fonte durante o processo de produção.
Questão 2
(IF-RS – 2016) Em anos recentes, observou-se que aspectos ligados à sustentabilidade e à conservação do
meio ambiente têm provocado um grande impacto nos processos produtivos. A busca por uma produção que,
ao mesmo tempo, atenda a seus fins e seja sustentável é o foco da chamada PML, por vezes também
denominada de “Produção Verde”.
 
Considerando isso, escolha a alternativa que completa as lacunas do seguinte enunciado: “Projetar produtos
que usam menos ______ e ______ de produção acarreta benefícios para a sociedade e, ao mesmo tempo, reduz
os custos de produção”.
A
mão de obra – meios
B
energia – recursos
C
componentes – recursos
D
métodos – meios
E
etapas – recursos
A alternativa B está correta.
A PML ajuda a reduzir a geração de resíduos e o consumo de matérias-primas, energia e água. Como
consequência, reduz custos.
4. Ferramentas de avaliação à decisão em gestão ambiental
Vamos começar!
Ferramentas de avaliação e apoio à decisão em gestão ambiental
Assista ao vídeo e compreenda as ferramentas de avaliação e apoio à decisão em gestão ambiental.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
As técnicas que podem definir o status ambiental
São técnicas que permitem definir o status ambiental tanto de um processo quanto de um produto, além de
apoiar estratégias e sistemas ambientais, que têm como objetivos o projeto, a verificação e a implementação
de um sistema de gestão ambiental (SGA), além de facilitar a tomada de decisões, tanto administrativas
quanto produtivas. Veja quais são elas adiante:
Análise de risco
Consiste na identificação de elementos e situações de qualquer atividade ou produto que apresenta riscos
para o ambiente físico e para a saúde do homem ou de outros organismos. São partes de um processo de
análise de risco:
A. Identificação e classificação de eventos perigosos, por meio de inspeções, investigações, questionários etc.
B. Determinação da frequência de ocorrência a partir de cálculos de probabilidade.
C. Análise de efeitos e danos associados aos eventos por meio de modelos matemáticos.
D. Determinação de técnicas de controle e mitigação.
A análise de riscos realiza o levantamento de todos os pontos que oferecem risco
para a saúde.
O objetivo dessa ferramenta é analisar a probabilidade de efeitos sobre o meio ambiente. Sua principal
característica é a visão probabilística dos efeitos. A análise de risco está diretamente relacionada com os
riscos que se apresentam em um lugar geográfico, em um tempo e ocasionalmente por causas específicas. 
Equilíbrio ecológico
As funções do equilíbrio ecológico são:
O equilíbrio ecológico identifica e avalia estratégias de prevenção do meio ambiente.
É importante que os dados sejam corretamente registrados e suportados, para que sejam válidos no momento
da tomada de decisão. Em suma, o equilíbrio ecológico entende a importância relativa do processo produtivo
da empresa como parte do impacto ambiental da cadeia produtiva de determinados produtos.
Análise do ciclo de vida
É uma ferramenta ambiental utilizada para determinar e avaliar os impactos ambientais que um produto pode
gerar durante suas diferentes etapas e atividades de transformação. Isso inclui a fabricação e a seleção de
matérias-primas, a fabricação do próprio produto, o uso de manutenção e a exposição de resíduos.
A análise do ciclo de vida avalia os impactos negativos que os resíduos como o
plástico, por exemplo, causam ao meio ambiente
Ecodesign
Uma definição simples de ecodesign seria criar produtos levando em consideração seu impacto ambiental
durante toda a sua vida: desde o processo de fabricação até o uso e o descarte. Não se busca aqui modificar
o processo de desenho industrial de produtos ou serviços, mas complementá-lo, introduzindo o meio
ambiente como mais uma questão a se ter em conta na tomada de decisões durante o processo de
desenvolvimento de produtos. 
O setor de vestuário é um dos que mais valoriza os conceitos defendidos pelo
ecodesign
Uma questão-chave importante do ecodesign é a abordagem do ciclo de vida, que considera as interações de
todas as fases de vida do produto, desde a extração de matérias-primas, a fabricação, a distribuição e o uso
até a fase de fim de vida. Isso permite ter um maior conhecimento do próprio produto, saber onde estão os
maiores impactos ambientais, monitorar a possível transferência de cargas ambientais de um estágio para
outro e poder escolher a opção que reduz o impacto ambiental global. 
Indicador ecológico
Se definirmos o indicador como uma medida para estabelecer uma condição, sendo o ponto de partida para a
tomada de decisão em nível empresarial, podemos definir o indicador ecológico como uma medida do
comportamento de um problema do ponto de vista ambiental.
Os indicadores ecológicos têm o objetivo de aumentar a consciência ambiental das
indústrias
O objetivo dos ecoindicadores é fornecer informações sobre o desempenho ambiental de uma indústria para
desenvolver ações que aumentem a consciência ambiental interna e externa da empresa, meçam melhorias,
inovações diretas, alcancem metas, respondam às pressões do mercado e implementem estratégias de
gestão.
Auditorias ambientais
A principal função das auditorias ambientais é a revisão de todos os processos envolvidos em uma empresa,
buscando como resultado sua otimização, especificamente em nível ambiental, e desenvolvidos com base nos
parâmetros estabelecidos por estudos e análises anteriores. Por meio de auditorias, verifica-se que uma
empresa cumpre as normas ambientais nos níveis local, regional e nacional, além das normas e políticas da
própria empresa. 
As auditorias ambientais revisam processos e avaliam se as empresas estão em
conformidade com a preservação do meio ambiente
Análise de fluxo
A análise de fluxo é uma ferramenta de inventário utilizada para identificar todas as possíveis fontes de
geração de resíduos ou consumo excessivo de materiais em cada unidade de produção de uma empresa. Uma
vez que a análise de fluxo examina todas as atividades, às vezes é utilizada como ferramenta para identificar
oportunidades de melhoria dos processos. 
A análise de fluxo identifica as fontes de geração de resíduos e as oportunidades de
melhoria no processo
Rotulagem ambiental
São logotipos concedidos por um órgão oficial que indicam que o produto tem baixa incidência ambiental e
que, portanto, é mais respeitoso com o meio ambiente do que outros produtos que fazem a mesma função.
São voluntários e geralmente levam em conta a análisedo ciclo de vida (ACV) do produto. Para cada categoria
de produto há critérios ecológicos que permitem a avaliação e concessão do rótulo ecológico. O produto está
sempre sob o controle do corpo que concede o rótulo ecológico. 
Exemplo de rótulos ambientais
Contabilidade ambiental
As crescentes preocupações ambientais de diversas organizações e instituições, públicas e privadas,
regionais, nacionais e internacionais, dando preponderância à combinação de interesses econômicos, sociais,
culturais e políticos. O problema ambiental implica desafios importantes para a profissão contábil, como a
necessidade de propor soluções de natureza informativa (como medição, reconhecimento e valorização), o
que acarreta transformações que resolvem questões específicas, com um tratamento especial que permita
que essa disciplina social se envolva na conjugação do bem comum com o equilíbrio natural. 
Os problemas ambientais são enorme desafio para a área contábil
Para isso, é necessário abordar seriamente o problema ambiental e o corpo de bases teóricas cujos elementos
que têm a ver com a própria pesquisa são conceituados:
 
Demonstrações financeiras, classes, objetivos e metodologias.
Contabilidade ambiental.
Informações financeiras ambientais.
Entidades, instituições e organizações.
As bases jurídicas nas quais a investigação se baseia.
Um próximo passo é abordar um quadro metodológico, a natureza da pesquisa e a apresentação de técnicas
de análise de informações em que a pesquisa é orientada para conhecer os requisitos que a contabilidade
apresenta para resolver as situações que o desenvolvimento alternativo está exigindo. 
Em seguida, são analisados documentos que permitirão verificar os objetivos específicos, como a descrição
do sistema de contabilidade corrente em que o trabalho foi realizado, a análise do gráfico único das contas e a
• 
• 
• 
• 
• 
metodologia para garantir que o uso dos recursos ambientais seja razoavelmente contabilizado. No final, será
obtido o modelo de demonstração financeira ambiental desejado. 
Revisão ambiental inicial
À medida que crescem as preocupações para manter e melhorar a qualidade do meio ambiente e proteger a
saúde humana, organizações de todos os tipos estão cada vez mais voltando sua atenção para os potenciais
impactos de atividades, produtos e serviços. A atuação ambiental de uma organização é de importância
crescente para os stakeholders internos e externos. Alcançar um desempenho ambiental razoável requer um
compromisso da organização, para uma abordagem sistemática e melhoria contínua de seu SGA.
Organizações estão cada vez mais comprometidas com os impactos que diversas
atividades podem causar ao meio ambiente
A posição atual de uma organização em relação ao meio ambiente pode ser estabelecida por meio de uma
revisão ambiental inicial. Essa revisão inicial pode incluir os seguintes pontos:
 
A caracterização do ambiente.
Identificação de requisitos legais e regulatórios.
A identificação de aspectos ambientais de atividades, produtos ou serviços para determinar aqueles
que tenham ou possam causar impactos e responsabilidades ambientais significativas.
Avaliação de desempenho contra critérios internos relevantes, normas externas, regulamentos, códigos
de prática e conjuntos de princípios e diretrizes.
Consideração de procedimentos e práticas de gestão ambiental existentes.
Identificação de políticas e procedimentos existentes relativos a contratações e atividades contratuais.
Feedback da investigação de incidentes anteriores de não conformidade.
Oportunidades de vantagem competitiva.
A opinião dos stakeholders, as partes interessadas, pode afetar os recursos da sua empresa e as
decisões sobre o meio ambiente (stakeholders são aqueles que afetam e são afetados pelas atividades
de negócios, e podem estar dentro da organização – por exemplo, empregados – ou fora – por
exemplo, membros da comunidade e grupos de defesa).
Funções ou atividades de outros sistemas organizacionais que possam facilitar ou dificultar o
desempenho ambiental.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Análise do ciclo de vida
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Revisão ambiental inicial
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(IBFC – 2021) A rotulagem ambiental é um assunto recente e cada vez mais rotineiro, que pode contribuir para
o desenvolvimento de novos padrões de consumo e a evolução da produção da indústria. Sobre a rotulagem
ambiental, assinale a seguir a alternativa correta.
A
Rótulos e declarações ambientais não precisam ser precisos e verificáveis, servindo apenas como uma
referência de qualidade.
B
Rótulos e declarações ambientais podem inibir inovações que mantenham o potencial de melhorar o
desempenho ambiental.
C
Procedimentos e requisitos para rótulos e declarações ambientais podem criar obstáculos desnecessários ao
comércio internacional.
D
O desenvolvimento de rótulos e declarações ambientais deverá considerar todos os aspectos relevantes do
ciclo de vida do produto.
E
A rotulagem ambiental não constitui um instrumento de verificação do desempenho do sistema de gestão
ambiental.
A alternativa D está correta.
A rotualgem ambiental é concedida por um órgão oficial que indica que o produto que o transporta é mais
respeitoso com o meio ambiente do que os concorrentes. Leva em conta a análise do ciclo de vida (ACV)
do produto e serve como um instrumento de verificação de desempenho do sistema de gestão ambiental.
Questão 2
(IBFC – 2019) A sustentabilidade aplicada ao contexto das organizações envolve relações múltiplas de troca
entre o aspecto social, econômico e ambiental, almejando a seguridade e o bem-estar das gerações
presentes e futuras a partir do uso racional e consciente dos recursos disponíveis. Assinale com V para
verdadeiro e F para falso as alternativas a seguir.
 
( ) As empresas desempenham um papel de fundamental importância, sobretudo pelo comprometimento da
gestão voltada aos valores sustentáveis e às práticas de desenvolvimento produtivo, de competição e de
tecnologias aplicadas na minimização da ação empresarial no meio.
( ) A articulação entre práticas de gestão sustentáveis e os modelos de competências adotados pelas
organizações tende a resultar em procedimentos benéficos para a sociedade, a economia e o meio ambiente.
( ) O conhecimento suficientemente claro a respeito de estratégias empresariais, anseios pessoais e
interesses da sociedade permite maior participação dos diversos stakeholders em situações envoltas por
condicionantes sustentáveis.
 
Assinale a seguir a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
A
V, F, V
B
V, V, V
C
F, V, F
D
F, F, V
E
F, F, F
A alternativa B está correta.
Stakeholders são as partes interessadas que podem afetar os recursos da sua empresa e as decisões
sobre o meio ambiente. São aqueles que afetam (e são afetados por) as atividades de negócios.
5. Conclusão
Considerações finais
A economia explica como as pessoas sobrevivem. Diz respeito às maneiras pelas quais os indivíduos e grupos
agem para alcançar o que desejam em termos de renda, subsistência e outros bens e serviços que sentem
que lhes proporcionarão uma qualidade de vida adequada. Economia basicamente aborda o problema da
escassez, como satisfazer as necessidades ilimitadas das pessoas e aspirações de uma base de recursos
escassos de forma equitativa e eficiente. Incorporar as preocupações ambientais na economia envolve a
introdução de conceitos de sustentabilidade em escassez. Trata da questão de como atender às
necessidades atuais das pessoas em uma forma que seja equitativa e eficiente e não diminua a oferta ou a
qualidade dos bens e serviços ambientais disponíveis para as gerações futuras.
A ecoeficiência tornou-se uma das palavras de ordem do nosso tempo.O termo reflete a mudança de
paradigma que ocorreu desde o final dos anos oitenta. Em vez de considerar a ecologia e a economia como
entidades mutuamente opostas, agora é amplamente reconhecido que a produção ecoeficiente é uma grande
oportunidade para melhorar a posição competitiva de uma empresa no mercado. Da mesma forma, a visão
geral do papel da indústria no debate do desenvolvimento sustentável também mudou: em vez de serem
identificados como parte do problema, os negócios são agora vistos cada vez mais como parte da solução.
Tudo isso significa que a indústria enfrenta uma nova gama de oportunidades e desafios no design do
produto, na escolha de materiais e fornecedores, na responsabilidade do produtor pelo estágio de resíduos e
na imagem do produto.
As ferramentas de avaliação incluem uma série de ferramentas de apoio à decisão que podem ajudar os
tomadores de decisão a melhorar os resultados ambientais de suas decisões de gestão. Compreender as
diferenças entre as diversas ferramentas de suporte à decisão pode ajudá-lo a decidir qual ferramenta deve
ser utilizada ou recomendada em uma situação específica.
Podcast
Ouça o conteúdo preparado especialmente para enriquecer o seu conhecimento.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Pesquise e conheça o trabalho da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH no
Brasil.
 
Visite o site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 
Conheça mais sobre Economia Verde no Ministério do Meio Ambiente.
 
Pesquise e amplie seu conhecimento sobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Referências
ANDRADE, R. O. B.; TACHIZAWA, T.; CARVALHO, A. B. Gestão ambiental: enfoque estratégico aplicado ao
desenvolvimento sustentável. São Paulo: Makron Books, 2002.
 
ROMEIRO, A. R. Economia do meio ambiente. Campinas: FAPESP, 1996.
 
VARELA, C. A. Instrumentos de políticas ambientais, casos de aplicação e seus impactos. (Relatório de
Pesquisa, n. 62). São Paulo: FGV, 2001.
	Produção mais limpa, ecoeficiência e gestão ambiental
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. A economia ambiental
	Vamos começar!
	Economia ambiental
	Conteúdo interativo
	Conceitos e escopo
	1. O que causa os desafios ambientais em termos de assuntos econômicos e institucionais?
	2. Qual é o valor monetário da degradação ambiental pela poluição e outros agentes, bem como o valor dos desenvolvimentos na prevenção e erradicação dos danos ambientais?
	3. Como os incentivos econômicos e as políticas ambientais podem ser efetivamente projetados para melhorar a qualidade ambiental e impedir os danos ambientais?
	Desenvolvimento sustentável
	Crescimento econômico
	Proteção ambiental
	Equidade social
	Capacidade institucional
	Falha de mercado
	Externalidades
	Avaliação
	Análise custo-benefício
	Instrumentos econômicos
	Mecanismos de mobilização de recursos financeiros
	Taxas de emissão
	Taxas ou impostos de uso
	Tarifas ou impostos sobre produtos
	Licenças transferíveis
	Sistema de depósito reembolsável
	Subsídios
	Créditos
	Rótulos ambientais
	Ecoauditoria
	Sistemas de preços
	Troca de dívida por natureza
	Possibilidade de negociação
	Cobrança de acesso a áreas protegidas e outras áreas afins
	Pagamentos por serviços ambientais
	Vem que eu te explico!
	Externalidades
	Conteúdo interativo
	Instrumentos econômicos
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Indicadores de ecoeficiência
	Vamos começar!
	Principais aspectos dos indicadores de ecoeficiência
	Conteúdo interativo
	Produzir mais com menos
	Saiba mais
	Indicadores gerais de ecoeficiência
	Ferramentas importantes
	Ecobalanço
	Sinergia de subprodutos
	Benchmarking
	Avaliação do nível de ecoeficiência
	Perfil da organização
	Perfil de valor
	Perfil ambiental
	Indicadores relativos de ecoeficiência
	Informações metodológicas
	Vem que eu te explico!
	Ecoeficiência
	Conteúdo interativo
	Indicadores de ecoeficiência
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Produção mais limpa
	Vamos começar!
	PML - Produção mais limpa
	Conteúdo interativo
	PML como estratégia ambiental, empresarial e preventiva
	Atenção
	Vantagens oferecidas pela PML
	Redução de custos
	Maior vantagem competitiva
	Melhoria da situação ambiental
	Melhoria contínua do ambiente
	Princípios da PML
	Precaução
	Prevenção
	Integração
	Metodologia da PML
	Fase 1 – Compromisso
	Fase 2 – Análise das etapas do processo
	Fase 3 - Geração de opções de PML
	Fase 4 - Selecionar soluções PML
	Fase 5 - Implementar soluções PML
	Fase 6 – Manter o processo de PML
	Resultados obtidos com a implatação da PML
	Vem que eu te explico!
	Princípios da PML
	Conteúdo interativo
	Metodologia de produção mais limpa
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Ferramentas de avaliação à decisão em gestão ambiental
	Vamos começar!
	Ferramentas de avaliação e apoio à decisão em gestão ambiental
	Conteúdo interativo
	As técnicas que podem definir o status ambiental
	Análise de risco
	Equilíbrio ecológico
	Análise do ciclo de vida
	Ecodesign
	Indicador ecológico
	Auditorias ambientais
	Análise de fluxo
	Rotulagem ambiental
	Contabilidade ambiental
	Revisão ambiental inicial
	Vem que eu te explico!
	Análise do ciclo de vida
	Conteúdo interativo
	Revisão ambiental inicial
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina