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ÁGUA E ELETRÓLITOS
A água é fonte de vida, sem ela não há como sobreviver. Além disso, a água é um meio para que ocorram diversas reações metabólicas no organismo, e sua carência ou a ausência da quantidade correta (a recomendação diária de água) pode causar diversos prejuízos à saúde, pois, dessa forma, o organismo não poderá operar corretamente.
RELEMBRANDO: Em 2016, a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição publicou a Cartilha de Água, Hidratação e Saúde, que trouxe as principais recomendações em relação à água, segundo estudos mais recentes.
INTRODUÇÃO: Dentro do assunto da hidratação, compreende-se o equilíbrio hidroeletrolítico, um processo dinâmico que é crucial para a vida e para a homeostasia, ou seja, para que o organismo trabalhe corretamente e possua equilíbrio. Dessa forma, a hidratação e o equilíbrio eletrolítico estão diretamente conectados com a nutrição. A água e os eletrólitos são componentes essenciais do meio interno do organismo. 
Eles são os principais componentes celulares, compondo cerca de 75% das células musculares e 5% das células adiposas. O gradiente de eletrólitos é pré-requisito para a excitabilidade celular, condução de sinais e processo de transporte e movimento celular. Os eletrólitos também servem como mensageiros celulares, coenzimas ou possuem funções estruturais. 
A troca de nutrientes e dejetos entre o sangue e os tecidos é realizada por uma extensão de capilares, equivalente a aproximadamente 700 metros quadrados. A corrente sanguínea chega até as porções mais finas do organismo, saindo das artérias, passando por veias, arteríolas e chegando nos capilares, que são muito finos. 
Pelo fato da troca de nutrientes e dejetos ocorrer nos capilares, é necessário que haja uma quantidade adequada de água e de eletrólitos. As trocas de nutrientes requerem a presença de água como o meio nobre em que as células vivem e realizam as suas funções, mesmo havendo 700 metros quadrados de capilares, sem a água, as trocas não são possíveis.
A permanência da água nos diferentes compartimentos do organismo depende da presença de um teor adequado de diversos eletrólitos. 
Portanto, os eletrólitos possuem a função de auxiliar no processo de hidratação e de homeostasia. Já a água é importante para que ocorram as trocas de nutrientes pelos capilares, e também é por conta da água que a vida celular existe. Nesse processo, os eletrólitos possuem a função de coenzimas e também garantem que a água fique nos mais diversos compartimentos corporais, até mesmo no tecido adiposo, que conta com pelo menos 5% de água. 
Sendo assim, a água é essencial para a vida, pois, apesar dos seres humanos conseguirem sobreviver por algumas semanas sem comida, é impossível sobreviver sem água por mais que poucos dias. A ciência aponta que um ser humano é capaz de sobreviver apenas de 3 a 5 dias sem água. 
A água constitui a maior parte do peso do corpo humano, podendo variar entre 45 e 75% do peso, a depender da idade e sexo (além de outros fatores secundários). Para adultos, na literatura, é considerada uma média de 60% do peso do corpo humano constituído de água.
Obs.: como a água possui ligação direta com o peso corporal, é possível fazer uma correlação da presença de água no corpo humano com a avaliação nutricional. Por isso, muitos atletas de esportes de luta tendem a desidratar-se para que atinjam o peso ideal de sua categoria, frequentando saunas ou passando por outras situações que os fazem perder água do corpo. Essa desidratação incide diretamente no peso corporal.
tabela sobre a média da quantidade de água no corpo humano, variando de acordo com a idade e o sexo:
A variação de acordo com o sexo só existe após os 12 anos de idade, por conta da modificação do estirão, da maturação a nível sexual e da puberdade. Assim, os diferentes compartimentos do corpo necessitam de diferentes níveis de água. A partir dos 19 anos, a discrepância entre homens e mulheres aumenta. 
Obs.: é importante ressaltar, entretanto, que não existe um consenso na literatura sobre a presença da água no organismo, por tratar-se de processos muito complexos. Os fatores endógenos e exógenos do corpo humano modificam a composição da água no organismo, portanto, as recomendações podem não ser exatas para todos. Para concursos, as referências corretas são as que estão presentes nesta aula, retiradas da cartilha da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, que trata sobre água, hidratação e saúde. A cartilha acompanha as diretrizes de órgãos oficiais, como o Ministério da Saúde, OMS, IOM e da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, órgãos estes que são cobrados nas provas de concurso.
A água está distribuída em dois espaços principais do organismo humano, dentro e fora das células, denominados intracelular e extracelular, respectivamente. Por isso, existem as denominações de líquido intracelular e líquido extracelular. No espaço intracelular (dentro da célula), está cerca de 65% do total de água corporal e no espaço extracelular os demais 35%, que estão divididos nos espaços intersticiais (entre as células) e nos líquidos corporais, como o sangue, fazendo parte do líquido intravascular, o plasma.
ilustração do líquido intracelular e extracelular:
No caso dos idosos, com o envelhecimento acontecendo de forma cronológica, a água intracelular passa a migrar para o meio extracelular, sendo um dos motivos pelos quais os idosos possuem menos sede. Por conta da perda de água intracelular, qualquer outra situação simples, como uma diarreia, gera um risco maior de desidratação aos idosos. É importante lembrar que, no corpo dos idosos, a água intracelular diminui, enquanto o nível de água extracelular mantém-se.
ELETRÓLITOS:
Eletrólitos é um termo utilizado para definir os sais, mais especificamente os íons. Portanto, eletrólito é um íon carregado eletricamente que se move para um eletrodo negativo ou positivo. Dissolvidos em água, os eletrólitos resultam em soluções condutoras de eletricidade.
Os eletrólitos são importantes para as células, especialmente nervos, coração e músculos, que os utilizam para manter as voltagens ao redor das membranas celulares e para carregarem os impulsos elétricos, além de impulsos dos nervos e de contrações musculares, através delas e para outras células. 
Portanto, um repositor eletrolítico oferece condições mais favoráveis tanto para a contração muscular a nível adequado, quanto para desempenho cardíaco a nível adequado, o que não significa que os desempenhos musculares e cardíacos serão extravagantes, mas que, se os eletrólitos não forem repostos, o desempenho muscular e cardíaco, por exemplo, será comprometido. Durante exercícios físicos, principalmente, é necessário que a água e os eletrólitos estejam repostos e em quantidades suficientes, assim, os nervos, os músculos e o coração poderão desempenhar suas funções adequadamente. 
Em seu livro Geografia da Fome (1964), Josué de Castro mapeou o Brasil em relação às carências nutricionais e destacou a região amazônica, que por conta do intenso calor da selva amazônica e pelo fato das pessoas que lá residem não consumirem muito sal, pois optam por temperar o alimento de forma mais natural, com ervas, as pessoas dessa região não tinham a reposição de alguns eletrólitos e por isso sofriam com cãibras, um dos reflexos da falta de água e de eletrólitos. A seguir está uma tabela de eletrólitos e sua concentração média no plasma, líquidos intersticial e intracelular:
Esses eletrólitos podem ser repostos de forma adequada através de uma boa alimentação diária, assim eles irão desempenhar sua função dentro do organismo (no plasma e nos líquidos), irão gerar o equilíbrio em relação à água, além de estarem diretamente ligados à condução elétrica, importante para o desempenho muscular, cardíaco e nervoso.
PAPEL DA ÁGUA NO CORPO HUMANO: 
Primeiramente, a água é o componente fundamental para a formação dos líquidos corporais e para que ocorram diversas reações no organismo. 
A água está presente nos seguintes lugares do corpo humano: 
• Demodo essencial na saliva, o que ajuda na digestão dos alimentos; 
• No líquido sinovial (líquidos que se encontram nas articulações do corpo humano), que auxilia na mobilidade das articulações; 
• No humor vítreo e nas lágrimas, que preenchem e lubrificam os olhos, respectivamente; 
• No líquor, que circunda o sistema nervoso central; 
• Na produção da urina pelos rins e no sangue, permitindo a ele fluidez e perfusão dos órgãos e tecidos. 
A água, portanto, participa de diversos processos do corpo humano, desde o sistema nervoso central até o processo digestório, sendo muito importante para este. Para um bom funcionamento intestinal, a água faz-se necessária em quantidade correta; ela é importante para a formação do bolo fecal e para a saúde intestinal como um todo. 
Outras importantes funções da água no corpo humano:
Obs.: ao observar o Ciclo de Krebs, é possível notar que a água faz parte da reação. Portanto, sem água não há formação de energia e não ocorrem as principais reações metabólicas do organismo humano. 
BALANÇO HÍDRICO: 
O balanço hídrico pode ser definido como a diferença entre a água que entra no organismo, por meio da ingestão de água, bebidas e alimentos, e a água produzida pelo metabolismo, menos o total de água perdido através dos diversos mecanismos corporais, como a perda pela urina, suor e outros fatores. A água presente nas comidas é extremamente variável. A literatura trata de algumas médias de porcentagem de água que compõe alguns alimentos. A água: 
• é cerca de 80% da composição de sopas, frutas e vegetais (nem toda fruta ou vegetal é composta por 80% de água, essa é apenas uma média); 
• compõe de 40 a 70% das refeições quentes; 
• compõe cerca de 30% dos produtos derivados de cereais, como pães e biscoitos; 
Obs.: dessa forma, vemos que a água não é obtida apenas por meio de bebidas, mas também por meio de alimentos sólidos. A recomendação para que as pessoas bebam 2 L de água por dia já soma esse número com a média de consumo de água através das refeições, ou seja, as pessoas ingerem mais de 2 L de água por dia. 
• compõe cerca de 10% de salgadinhos e de produtos relacionados à confeitaria; e 
• compõe cerca de 90% ou mais das bebidas, como sucos, chás, refrigerantes, iogurtes, leite e café, além do próprio consumo de água. 
As bebidas alcoólicas também contêm água, porém, devido ao seu efeito diurético, elas podem levar a perdas importantes e consequentemente ao balanço hídrico negativo. Ou seja, a água das bebidas alcoólicas é descartável, pois o álcool presente nessas bebidas inibe o hormônio antidiurético, o que faz com que a pessoa vá frequentemente ao banheiro e descarte uma grande quantidade de água. 
Logo, ingerir bebidas alcoólicas com o objetivo de consumir água não é efetivo. Inclusive, muitas pessoas consomem bebidas alcoólicas juntamente com água para evitar a embriaguez, pois assim estimula-se a ida ao banheiro e o álcool sai do organismo. A água ingerida através de alimentos sólidos ou líquidos é digerida e absorvida pelo trato gastrointestinal. 
Depois de absorvida, a água, assim como os demais nutrientes, é distribuída nos espaços corporais. Em 24 horas, o aporte de líquidos ao intestino delgado é de aproximadamente 8 L, sendo 2 L provenientes da dieta e 6 L provenientes de secreções de glândulas salivares, estômago, pâncreas, fígado e duodeno, e do total de 8 L, 6,5 L são absorvidos pela região do trato gastrointestinal, enquanto o restante (1,5 L) será absorvido pelo intestino grosso. Os rins, responsáveis pela filtração sanguínea, são órgãos fundamentais para o controle do balanço hídrico.
Obs.: nos rins, passa cerca de 25% do sangue total do corpo humano para ser filtrado, depois disso a urina é formada e os metabólitos que não são mais aproveitáveis são excretados do organismo.
Os rins filtram em torno de 180 L de fluidos em 24 horas, porém elimina apenas 1% disso (1,8 L), na forma de urina, suor ou outros. A urina é o principal meio pelo qual ocorre perda de água, principalmente em comparação com o suor. A quantidade produzida é bastante variável e dependente de diversos fatores, como a quantidade de água ingerida no dia ou perdida através dos outros meios, como o suor. 
A quantidade diária de urina produzida por rins saudáveis permanece em torno de 1.000 mL a 2.000 mL, porém, isso também é variável, pois se uma pessoa tomar uma quantidade maior de água, a produção de urina também aumentará.
Muitas vezes, o balanço hídrico pode entrar em déficit por conta de uma excreção de água maior do que deveria. Quando existe déficit de água maior que o esperado, diminui- -se a quantidade de solvente (água) e aumenta-se a concentração de solutos, aumentando, consequentemente, a osmolaridade. Com o aumento da osmolaridade advinda do déficit de água, o organismo atua de modo a evitar que esse processo traga algum dano, então ele ativa mecanismos como a sede e sistemas hormonais. 
A sede caracteriza-se pela vontade de beber água e, em geral, aparece quando o déficit de água corporal atinge de 1 a 3%. 
Dentre os sistemas hormonais que são ativados para evitar o aumento da osmolaridade, destaca-se a liberação do hormônio antidiurético (ADH), que promove a retenção de água nos rins, diminuindo a possibilidade de desidratação. Esse processo é justamente o contrário do processo que ocorre a partir do consumo de álcool, pois este inibe o hormônio antidiurético. Adicionalmente, o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) também é ativado, promovendo a retenção de sal e água. 
A tabela a seguir mostra uma média de produção de água por dia, bem como a média de perda diária:
Portanto, o balanço hídrico é negativo, conforme o que pode ser visto na tabela, ele é de -1.500 a -3.100. Por conta disso, é preciso consumir água através de bebidas e alimentos, pois o balanço hídrico negativo possui um impacto nos mais diversos processos do organismo humano, fazendo com que não seja possível fazer exercícios físicos corretamente, gerar energia através do metabolismo de maneira correta, ter um bom funcionamento intestinal ou do trato gastrointestinal, prejudicando também as articulações e o processo de lubrificação dos olhos.
RELEMBRANDO: O balanço hídrico diário é negativo, portanto, é preciso ingerir água para que ele se torne positivo. 
RECOMENDAÇÕES DIÁRIAS: 
A quantidade de água necessária para o bom funcionamento do organismo, visto que ela participa de diversos processos, é variável. 
RELEMBRANDO: Não existe um consenso na literatura sobre o consumo de água. Portanto, a fonte de informações sobre a água e suas recomendações deve ser a cartilha de hidratação e água da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, que está sendo utilizada como fonte para esta aula.
Considerando que a recomendação pode ser afetada pelo clima, roupas, atividades físicas ou outros fatores específicos do organismo ou do ambiente como um todo, a criação de recomendações específicas para o total de água que deve ser ingerida diariamente pelo ser humano é afetada. 
Com relação aos adultos, sabe-se que mulheres têm menor necessidade de ingestão hídrica que homens, devido a menor massa corporal e a menor proporção de água corporal. Estima-se que a necessidade do total de água para homens sedentários é de aproximadamente 2,5 L por dia, podendo aumentar até 6,0 L em caso de atividades físicas ou temperaturas quentes. Sendo assim, quanto maior o exercício de atividades físicas e o aumento de temperatura, maior será a quantidade de água a ser ingerida. Apesar das poucas informações disponíveis, é provável que a necessidade para mulheres, em geral, seja menor em torno de 0,5 L em relação aos homens, ou seja, uma necessidade de 2,0 L a 5,5 L de água por dia. Lembrando que essas são apenas médias, pois não existe um consenso ou exatidão a respeito do assunto, portanto, essas são as médias que devem ser consideradas em questões de provas.
Devido à ausência de evidência, o Institute of Medicine (IOM), nos EUA, não pode estabelecer seus níveis de recomendação (EAR e RDA) para a ingestãode água.
RELEMBRANDO: A EAR e RDA compõem as DRIs e são responsáveis pela abrangência das recomendações para uma média de 50% da população de indivíduos saudáveis e para uma de 98%, respectivamente.
Porém, foi proposto o valor da ingestão adequada (AI) para a água total pela IOM, com o objetivo de prevenir os efeitos deletérios da desidratação.
Obs.: quando não há EAR ou RDA, usa-se a ingestão adequada (AI). 
O valor de AI para ingestão de água total de homens e mulheres de 19 a 30 anos, é de 3,7 L e 2,7 L, respectivamente. Já a European Food Safety Authority (EFSA) recomenda 2,5 L para homens e 2,0 L por dia para mulheres. 
Obs.: nas questões de prova, deve-se seguir as recomendações que a questão indicar, que pode ser da IOM ou EFSA. Pode-se seguir o raciocínio de que a população americana ingere mais comida diariamente, por conta disso, existe o fator do sobrepeso nessa população, que necessita e consome mais água (3,7 L para homens e 2,7 L para mulheres), já a população europeia possui uma alimentação mais saudável, não sofrendo com altos níveis de obesidade, logo, a recomendação é menor (2,5 L para homens e 2,0 L por dia para mulheres). 
O limite superior (UL), ou limite máximo superior, não foi determinado por causa da capacidade de o indivíduo sadio excretar o excesso de água para manter a homeostase interna, o equilíbrio hídrico. Existe também a possibilidade de toxicidade da água. A toxicidade de água foi descrita em indivíduos que ingeriram grandes quantidades do líquido em um período muito curto de tempo, excedendo a taxa máxima de excreção renal (0,7 a 1,0 L por hora). A máxima da nutrição é essencial: deve-se prezar pelo equilíbrio. Até a água em excesso não faz bem.
As mulheres necessitam de maior aporte de fluidos em situações específicas, como gestação e lactação. O IOM recomenda que haja um aumento no consumo em torno de 0,3 L por dia para gestantes e 1,1 L por dia para mulheres em amamentação, enquanto a EFSA recomenda um aumento de 0,7 L por dia para lactantes. Boa parte do leite materno é composto de água, e por isso lactantes precisam desse aporte, pois sem a água em quantidade adequada, também não será produzido leite em quantidade adequada.
DESIDRATAÇÃO: 
A desidratação é uma condição complexa que se caracteriza pela redução da água corporal. Ela pode acontecer quando há redução da ingestão, ou quando há perda de água, ou associação dos dois fatores. 
O corpo humano, quando está passando por uma desidratação, apresenta mecanismos precisos para manter a água corporal. A sede é um mecanismo de defesa importante, que é ativado mesmo quando existe uma pequena redução de água corporal. Adicionalmente, existe a secreção hormonal em resposta à perda de água e ao aumento da osmolaridade plasmática, para que os rins retenham água e sódio. 
Não é possível falar de desidratação sem considerar as alterações do sódio: 
• Se houver perda de água maior que a perda de sódio, haverá desidratação com hipernatremia e aumento da osmolaridade (desidratação hipertônica); 
• Se houver desidratação com perda de água, mas com maior perda de sódio, haverá hiponatremia com diminuição da osmolaridade (desidratação hipotônica).
A figura abaixo demonstra um equilíbrio entre a quantidade de água e de sódio (lado direto do pote). A figura também demonstra o que acontece no aumento da osmolaridade, devido a diminuição da água, que é uma maior quantidade de soluto, de sal (lado esquerdo do pote).
Em contrapartida, se houver uma diminuição da água juntamente com o sódio, haverá uma diminuição da osmolaridade (lado direito do pote);
• Se houver desidratação com perda de água e sódio em proporções semelhantes, haverá desidratação com manutenção de concentrações de sódio e osmolaridade normal (desidratação isotônica).
Portanto, o repositor eletrolítico é necessário, pois ele repõe não somente a água mas também o sódio, revertendo a desidratação mais rapidamente. Abaixo está um esquema sobre a desidratação:
EXCESSO DE ÁGUA:
A ingestão excessiva de água, em um primeiro momento, inibirá a secreção do ADH, favorecendo a diurese e com isso mantendo o equilíbrio hídrico. Entretanto, existem também as intoxicações por água, elas são raras e acontecem quando há ingestão rápida de grande quantidade de água, acima da capacidade renal de eliminação desse excesso, que é de 0,7 a 1 L por hora.
Algumas situações devem ser consideradas:
• A droga ilícita ecstasy tem ação direta sobre o centro da sede, independentemente do estado de hidratação, promovendo intensa vontade de beber água e inibindo o ADH. Essa situação leva ao aumento da ingestão de água e ao aumento da reabsorção de água, podendo levar a quadros graves de hiponatremia e hipo-osmolaridade; 
• O atleta de resistência também pode apresentar risco para intoxicação por água e hiponatremia se ingerir muita água durante as atividades físicas, pois assim não será capaz de excretar a água que está sendo ingerida; 
• Existe também a polidipsia primária, uma patologia de cunho psiquiátrico que faz com que a pessoa consuma uma grande quantidade de água, independentemente da sede. Polidipsia e poliúria são sintomas da diabetes, porém, na diabetes a polidipsia é uma patologia secundária, justamente por ser causada pela diabetes, já a polidipsia primária é a psicológica, que gera uma necessidade de beber água mesmo que não haja sede. 
Portanto, é necessário considerar a hidratação adequada guiada pela sensação de sede e pelas recomendações disponíveis na literatura.
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