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FARMACO RESUMOS
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Sumário
Opioides 
Ansiolíticos e Hipnóticos
Antidepressivos 
Antipsicóticos 
Broncodilatadores 
Antitussígenos 
Anti-histamínicos
Antimigranosos 
Relaxantes Musculares 
Anti-Inflamatórios, Analgésicos e Antipiréticos 
Corticoides 
Antigotosos 
Farmacologia da Osteoporose 
Antiulcerosos 
Antidiarreicos 
5 
7
9
12
14
16
17
18
20
21
22
Mucolíticos e Expectorantes 
25
28
29
30
32
Sumário
Laxantes 
Antieméticos
Anticoagulantes 
Antiplaquetários 
Hematopoiéticos 
Farmacologia da Tireoide 
Antidiabéticos
Insulinas 
Anti-Hipertensivos
Diuréticos
Hipolipemiantes 
Agentes Anti-Obesidade 
Antibacterianos 
Antiparasitários 
Antifúngicos 
33
34
36
38
39
40
41
42
44
46
50
52
54
55
61
Fibrinolíticos 
64
Opioides 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Codeína
Dor leve a moderada, principalmen te
no pós-operatório e em pacientes
com neoplasias; tosse (em doses
baixas).
Dor crônica de intensidade mode rada a
grave, desintoxicação e tratamento de
manutenção de adição a opiáceos.
Os opioides produzem analgesia ligando-
se a receptores opioides específicos,
localizados em todo o sistema nervoso
(principalmente na tronco cerebral,
medula espinhal, nervos periféricos,
amígdala, tálamo, e hipotálamo). A
ativação desses receptores resulta na
hiperpolarização e diminuição da atividade
das células neurais através da interação
com os canais iônicos de cálcio e potássio.
 
Analgesia para dor aguda e intensa,
adjuvante na anestesisa geral e
regional, uso na dor crônica estabilizada
(transdér mico).
 Sedação/analgesia para peque nos procedimentos:
1-2 /microgramas/kg/dose; pode ser repetido em
30-60 minutos se necessá rio. 
Igual à Codeína.
Opioides são um tipo de medicamento analgésico usado para tratar dor moderada a grave.
São também conhecidos como narcóticos, podem ser utilizados como drogas de abuso
devido a capacidade de provocar euforia e dependência psicológica.
Fentanil 
Metadona
Adultos: analgesia: 30-60 mg, VO, a cada 4-
6 horas; 30 mg, IM ou SC, a cada 4-6 horas;
tosse: 10-20 mg, VO, até de 4-6 horas.
Crianças: analgesia: 0,5-1 mg/kg/dose a
cada 4-6 horas (dose máxi ma de 60 mg);
tosse: 1-1,5 mg/kg/dia em
doses divididas a cada 4-6 horas.
Adultos: 2,5-5 mg, VO, a cada 8 h, durante
três dias, passando-se a intervalos maio res
após (12-24 h). EV/SC/IM: dose ini cial entre
2,5-10 mg a cada 8-12 h. Trata mento da
abstinência: na desintoxicação, iniciar com
15-40 mg/dia, VO, em doses divididas; no
tratamento de manutenção, 80-120 mg/dia,
VO. 
Dor crônica (adesivo transdérmico): iniciar com
25/microgramas/h.
Igual à Codeína.
 Sedação contínua/analgesia: bolus 1-2
/microgramas/kg, seguido de infusão contínua de
0,5-1 /microgramas/kg/hora, titular manutenção
de 1-3 /microgramas/kg/hora.
5 
Opioides 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Morfina
Dor de intensidade intensa aguda ou
crônica, alívio da dor no infarto agudo
do miocárdio (IAM) e da dispneia no
edema agudo de pulmão; medicação
pré-anestésica; tratamento da dor
pós-operatória via EV, SC, raquidiana
ou peridural.
Dor de intensidade moderada a gra ve,
aguda ou crônica.
Dor crônica de intensidade mode rada a
grave.
Cps de liberação cronogramada. Início com
10 mg a cada 12 h.
Igual à Morfina.Oxicodona 
Tramadol
Adultos: VO: 10-30 mg, a cada 4 horas ou a
cada 12 horas (para as formulações de 
libe ração controlada). EV/SC/IM bolus: 2,5-
15 mg/dose a cada 4 horas. Se necessário,
titular a dose com 1-3 mg EV a cada 4-5
min e manter dose total titulada a cada 4
horas. EV/SC em infusão contínua: 0,8-10
mg/h.
Cpr de liberação imediata: 50- 100 mg, 4-
6x/dia. Cpr de liberação pro longada: 100
mg, 2x/dia. Dose máxima de 400 mg/dia.
EV/SC/IM: 50 a 100 mg, 6/6 h. Em crianças,
5 mg/kg/dia, dividi dos em 2-3
administrações.
Igual à Morfina.
Opioides são um tipo de medicamento analgésico usado para tratar dor moderada a grave.
São também conhecidos como narcóticos, podem ser utilizados como drogas de abuso
devido a capacidade de provocar euforia e dependência psicológica.
Os opioides produzem analgesia ligando-
se a receptores opioides específicos,
localizados em todo o sistema nervoso
(principalmente na tronco cerebral,
medula espinhal, nervos periféricos,
amígdala, tálamo, e hipotálamo). A
ativação desses receptores resulta na
hiperpolarização e diminuição da atividade
das células neurais através da interação
com os canais iônicos de cálcio e potássio.
 
6 
Ansiolíticos e Hipnóticos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Alprazolam
Transtorno de ansiedade
generalizada, transtorno do pânico
com ou sem agorafobia, ansiedade
aguda situacional.
Transtornos do pânico, ansiedade
generalizada, ansiedade aguda
situacional, sintomas de abstinência ao
álcool, insônia, relaxante músculo-
esquelético, estado de mal epilético,
sedação para pro cedimentos de
endoscopia.
Os benzodiazepínicos modulam os
efeitos do GABA ligando-se a um local
específico de alta afinidade (distinto do
local de ligação do GABA). Aumentam a
frequência da abertura dos canais
produzida pelo GABA, resultando em
aumento da atividade inibitória deste
neurotransmissor.
Transtorno do pânico, fobia social,
mania aguda, acatisia induzida por
neuroléptico, ansiedade generalizada,
redução transitória dos sintomas de
discinesia tar dia, insônia, crises
epiléticas tônico-clônicas, ausências
típicas e atípicas, crises mioclônicas,
neuralgia de trigêmeo.
 Distúrbio do pânico: em adul tos, iniciar com 0,25-
0,5 mg, até 3x/dia, aumentando 0,5 mg a cada 3
dias se ne cessário. Em crianças com até 10 anos,
ini ciar com 0,01-0,03 mg/kg/dia, até 0,05-0,1
mg/kg/dia, dividido em 3 tomadas.
Igual ao Alprazolam.
Um fármaco sedativo (ansiolítico) reduz a ansiedade e exerce um efeito calmante. Um
fármaco hipnótico produz sonolência e estimula o início e a manutenção de um estado de
sono.
Clonazepam 
Diazepam
Transtorno do pânico: 4-6 mg/dia; na
ansiedade: 0,75-1,5 mg/dia.
Estado de mal epiléptico: 10 mg, EV em
bolo (15-30 segundos), seguidos de in fusão de 8
mg/hora.
Ansiedade, sedação, relaxamento muscu lar: iniciar
5-10 mg, lx/dia, VO, à noite, aumentando
progressivamente quando necessário; dose usual
de 20 mg/dia, em 2-4 tomadas.
Epilepsia: iniciar com 0,5 mg, 3x/dia. 
Igual ao Alprazolam.
7 
Ansiolíticos e Hipnóticos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Buspirona Transtorno de ansiedade
generalizada.
Transtornos do pânico, ansiedade
generalizada, ansiedade aguda
situacional, sintomas de abstinência ao
álcool, insônia, relaxante músculo-
esquelético, estado de mal epilético,
sedação para pro cedimentos de
endoscopia.
Sua atividade ansiolítica provém
de suas ações agonista nos
receptores de Serotonina.
Insônia.
Liga-se ao sítio de ligação de 
benzodiazepínico no receptor GABA-A 
(as ações mais limitadas são devido a 
ação seletiva nos receptores BZ1) para 
aumentar a atividade de abertura do 
canal de GABA. Reduz a 
excitabilidade elétrica da membrana 
celular neuronal.
Um fármaco sedativo (ansiolítico)inibe a lipólise nos
adipócitos e inibe a proteólise.
Adultos: DM 1: 3 aplicações por dia,
imediatamente antes das refeições.
Geralmente a dose total é utilizada 50-60%
insulina lenta e 40-50% insulina rápida. DM
2: dose inicial: 0,1 U/kg em aplicação
imediatamente antes das refeições.
DM tipos 1 e 2.
Adultos: DM 1: 1 ou 2 aplicações diárias. 50
a 75% da dose total diária deve ser insulina
lenta. DM 2: dose inicial de 0,2 U/kg em 1 ou
2 aplicações diárias.
DM tipos 1 e 2.
Adultos: DM 1: dose única diária. 50 a 75%
da dose total diária deve ser insulina lenta.
DM 2: dose inicial de 0,2 U/kg em aplicação
única diária.
Igual à Aspart.
Igual à Aspart.
44 
Insulinas
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Lispro DM tipos 1 e 2.
Diabetes Melitus (DM) refere-se a um grupo de distúrbios metabólicos comuns que
compartilham o fenótipo da hiperglicemia. A hiperglicemia no DM resulta de defeitos
na secreção de insulina, na ação da insulina ou, mais comumente, de ambos.
Regular
NPH Igual à Lispro.
Adultos: DM 1: 3 aplicações por dia,
imediatamente antes das refeições.
Geralmente a dose total é utilizada 50-60%
insulina lenta e 40-50% insulina rápida. DM
2: dose inicial de 0,1 U/kg em aplicação
imediatamente antes das refeições.
DM tipos 1 e 2.
Adultos: DM 1: 2–3 aplicações por dia, antes
do café da manhã, antes do almoço e às 22
h. DM 2: dose inicial de 0,2 U/kg aplicada às
22 h. A dose pode ser aumentada conforme
glicemias de jejum e pré-pran diais.
DM tipo 1, DM tipo 2, UTI,
cetoacidose e síndrome hiperosmolar
hiperglicêmica, hipercalemia.
Adultos: DM 1: 3 aplicações por dia, 40 min
antes das refeições. Geralmente a dose total
é utilizada 50-60% insulina lenta e 40-50%
insulina rápida. DM 2: dose inicial de 0,1
U/kg em aplicação 40 min antes das
refeições. Em UTI, cetoacidose, síndrome
hiperosmolar: uso endovenoso, em bomba
de infusão, com dose inicial de 0,1 U/kg/h e
com ajuste conforme glicemia capilar. Pode
ser utilizado bolus de insulina regular de
0,15 U/kg. 
Reduz os níveis de glicose no sangue
estimulando a captação periférica de
glicose pela gordura e no músculo
esquelético e inibindo a produção
hepática de glicose. Também melhora a
síntese de proteínas, inibe a lipólise nos
adipócitos e inibe a proteólise.
Igual à Lispro.
45 
Anti-Hipertensivos
Bloqueadores do Receptor de Angiotensina II (BRAs)
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECAs)
Betabloqueadores 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Losartana
HAS;
Insuficiência Cardíaca Congestiva;
Nefropatia Diabética.
A hipertensão é definida como uma pressão arterial sistólica contínua maior do que
140 mmHg e/ou uma pressão sanguínea diastólica contínua maior do que 90 mmHg. 
HAS: 25-100 mg, VO, a cada 12 ou 24 h:
ICC: dose inicial de 12,5 mg/dia, VO. Dose
máxima: 50 mg/dia. Nefropatia diabética:
50 mg/1x/dia.
Os BRAs atuam bloqueando o receptor AT1
de Angiotensina II. Assim, diminuem a
resistência vascular periférica e diminuem o
volume circulante efetivo de fluido no corpo.
Captopril
Os IECAs atuam inibindo a Enzima
Conversora de Angiotensina (ECA), a qual
atua hidrolisando Angiotensina I em
Angiotensina II e diminuindo a inativação da
bradicinina, um vasodilatador. Ao diminuir
os níveis de Angiotensina II e aumentando
os níveis de bradicinina ativada, os
inibidores da ECA atuam para diminuir a
resistência vascular periférica e para
diminuir o volume circulante efetivo de
fluido no corpo.
HAS, urgências hipertensivas,
DM com proteinúria, ICC, pós-
IAM.
HAS: 25-100 mg, VO, 2x/dia, 1 h antes das
refeições. Urgências hipertensivas: 12,5-
25 mg, VO, repetidos a cada hora,
conforme resposta. ICC e IAM: inicia-se
com doses mais baixas (6,25-12,5 mg), VO,
2-3x/dia. Dose máxima de 150 mg/dia. Em
nefropatia diabética: 25 mg, VO, 3x/dia.
Atenolol
HAS, cardiopatia isquêmica
(anginaestável, angina
instável e IAM, e arritmias
cardíacas.
Angina: 50-100 mg, em uma tomada diária
ou dividida; alguns pacientes podem
necessitar de 200 mg/dia. HAS: 25-100
mg, VO, a cada 24 h. Arritmias: 50-200
mg/dia.
É um antagonista β1 seletivo. Ao
bloquear o receptor β1, frequência
cardíaca e contratilidade diminuem,
levando assim à diminuição do débito
cardíaco.
Propanolol 
HAS, cardiopatia isquêmica (angina
estável e instável), arritmias
cardíacas, cardiopatia hipertrófica,
prolapso de valva mitral, dissecção
aórtica, tetralogia de Fallot,
síndrome do intervalo QT
prolongado, pré-operatório de
cirurgia cardiovascular.
Propranolol é um antagonista do
receptor β1 e β2. Ao bloquear o
receptor β1, frequência cardíaca e a
contratilidade são diminuídas, levando
a uma diminuição do débito cardíaco e,
portanto, diminuição da pressão arterial
média.
 
Arritmias: ataque: 1-10 mg, EV;
manutenção: 40-360 mg, VO, a cada 6 ou
12 h. Demais indicações cardiovasculares:
dose inicial: 10-20 mg, VO, a cada 8-12 h.
Aumentar a dose a cada 2-4 semanas de
acordo com a resposta terapêutica e com o
surgimento de efeitos adversos. Dose
usual: 40-160 mg, VO, a cada 8-12 h; na
forma de liberação prolongada, usar 80-
160 mg, VO, a cada 24 h. 
46 
Anti-Hipertensivos
Bloqueadores dos Canais de Cálcio 
Vasodilatadores Centrais Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Anlodipino
HAS;
Pós-IAM.
A hipertensão é definida como uma pressão arterial sistólica contínua maior do que
140 mmHg e/ou uma pressão sanguínea diastólica contínua maior do que 90 mmHg. 
HAS: inicia-se com 1 mg, 
1x/dia, podendo ser aumentada até 4 mg. 
Em pacientes pós-IAM com disfunção de 
ventrículo eesquerdo: inicia-se com 0,5 
mg, 1x/dia, aumentando-se gradualmente
até 4 mg/dia.
Os BCCs agem bloqueando os canais de
cálcio do tipo L dependentes de
voltagem do músculo liso cardíaco e
vascular, inibindo assim o fluxo de
cálcio para as células. Isso leva à
diminuição da contração muscular com
vasodilatação periférica e diminuição da
contratilidade miocárdica.
Nifedipino
HAS, crise hipertensiva; angina
estável.
Clonidina
HAS e urgências
hipertensivas.
HAS: 0,1 (dose inicial)-0,8 mg/dia, 2x/dia.
Urgências hipertensivas: dose inicial de 0,1-0,2
mg, seguido por dose adicional de 0,1 mg a cada
hora (dose máxima de 0,6 mg).
Os agentes vasodilatadores centrais,
agem por meio do agonismo sobre os
receptores alfa-2-adrenérgicos, que
ativam neurônios inibitórios,
determinando a redução do estímulo
para o sistema nervoso simpático;
portanto, diminuem o débito cardíaco, a
frequência cardíaca e a 
resistência vascular periférica.
Metildopa 
Crise hipertensiva: 10 mg, 
mastigados e deglutidos; se necessário, 
administrar mais 10 mg decorridos 30 
min. Dose usual: 20-60 mg, a cada 24 h. 
Dose máxima: 120-180 mg/dia.
Igual ao Anlodipino.
Igual a Clonidina.HAS.
HAS: iniciar com 250 mg, 2-3x/dia;
aumentar a dose a cada 2 dias se
necessário. A dose usual é de de 250-
1.000 mg/dia, dividida em duas tomadas.
47
Anti-Hipertensivos
Vasodilatadores Diretos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia
Mecanismo de
Ação 
Nitroprussiato de sódio
Crises hipertensivas. Situações em 
que se deseja reduzir agudamente a
pré e/ou a pós-carga: dissecção
aórtica, aumento do débito cardíaco
na ICC.
A hipertensão é definida como uma pressão arterial sistólica contínua maior do que
140 mmHg e/ou uma pressão sanguínea diastólica contínua maior do que 90 mmHg. 
Dose inicial de 0,3-0,5 µg/kg/ 
min. A dose usual é de 3 µg/kg/dia. Dose 
máxima de 10 µg/kg/min.
O nitroprussiato é metabolizado em
óxido nítrico na corrente sanguínea. O
óxido nítrico atua para estimular a
guanilato ciclase, aumentando assim a
síntese de cGMP. Níveis elevados de
cGMP levam à desfosforilação e
desativação da luz da cadeia de
miosina, o que resulta no relaxamento
do músculo liso da veias e artérias
periféricas. O resultado é uma redução
resistência vascular periférica e retorno
venoso (ou seja, diminuição pré-carga e
pós-carga).Hidralazina 
Formas graves de HAS
refratárias e urgências
hipertensivas; 
Minoxidil 
Causa relaxamento da musculatura lisa
arteriolar, dependentes de ATP,
causando vasodilatação.
A hidralazina demonstrou causar
relaxamento direto do músculo liso
arteriolar, diminuindo assim a pressão
arterial. Acredita-se que a mesma
provoque bloqueio da liberação de cálcio
do retículo sarcoplasmático e no músculo
liso vascular, levando assim à inibição da
contração do musculatura lisa vascular.
HAS: iniciar com 5 mg/dia, aumentando
gradualmente a dose a cada 3 dias conforme a
necessidade e até a dose 
máxima de 100 mg/dia; a dose usual na 
HAS é de 2,5-80 mg/dia, em duas doses divididas.
Emergências hipertensivas, ICC, 
hipertensão secundária à pré-
eclâmpsia/eclâmpsia.
HAS: a dose oral é 25-100 mg/dia, 2x/dia.
ICC: iniciar com 10-25 mg, 3-4x/dia.
Emergências hipertensivas: dose inicial de 10-20
mg, a cada 4-6 h, EV (diluir 100 mg em 200 mL de
SF ou SG a 5%, infusão EV de 10-20 mg/h).
Pré-eclâmpsia: iniciar com 5 mg, EV. Após, 5-10
mg a cada 20 min, conforme a necessidade.
48 
Anti-Hipertensivos
Bloqueadores do Receptor de Angiotensina II (BRAs)
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECAs)
Betabloqueadores Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Losartana
HAS;
Insuficiência Cardíaca Congestiva;
Nefropatia Diabética.
A hipertensão é definida como uma pressão arterial sistólica contínua maior do que
140 mmHg e/ou uma pressão sanguínea diastólica contínua maior do que 90 mmHg. 
HAS: 25-100 mg, VO, a cada 12 ou 24 h:
ICC: dose inicial de 12,5 mg/dia, VO. Dose
máxima: 50 mg/dia. Nefropatia diabética:
50 mg/1x/dia.
Os BRAs atuam bloqueando o receptor AT1
de Angiotensina II. Assim, diminuem a
resistência vascular periférica e diminuem o
volume circulante efetivo de fluido no corpo.
Captopril
Os IECAs atuam inibindo a Enzima
Conversora de Angiotensina (ECA), a qual
atua hidrolisando Angiotensina I em
Angiotensina II e diminuindo a inativação da
bradicinina, um vasodilatador. Ao diminuir
os níveis de Angiotensina II e aumentando
os níveis de bradicinina ativada, os
inibidores da ECA atuam para diminuir a
resistência vascular periférica e para
diminuir o volume circulante efetivo de
fluido no corpo.
HAS, urgências hipertensivas,
DM com proteinúria, ICC, pós-
IAM.
HAS: 25-100 mg, VO, 2x/dia, 1 h antes das
refeições. Urgências hipertensivas: 12,5-
25 mg, VO, repetidos a cada hora,
conforme resposta. ICC e IAM: inicia-se
com doses mais baixas (6,25-12,5 mg), VO,
2-3x/dia. Dose máxima de 150 mg/dia. Em
nefropatia diabética: 25 mg, VO, 3x/dia.
Atenolol
HAS, cardiopatia isquêmica
(anginaestável, angina
instável e IAM, e arritmias
cardíacas.
Angina: 50-100 mg, em uma tomada diária
ou dividida; alguns pacientes podem
necessitar de 200 mg/dia. HAS: 25-100
mg, VO, a cada 24 h. Arritmias: 50-200
mg/dia.
É um antagonista β1 seletivo. Ao
bloquear o receptor β1, frequência
cardíaca e contratilidade diminuem,
levando assim à diminuição do débito
cardíaco.
Propanolol 
HAS, cardiopatia isquêmica (angina
estável e instável), arritmias
cardíacas, cardiopatia hipertrófica,
prolapso de valva mitral, dissecção
aórtica, tetralogia de Fallot,
síndrome do intervalo QT
prolongado, pré-operatório de
cirurgia cardiovascular.
Propranolol é um antagonista do
receptor β1 e β2. Ao bloquear o
receptor β1, frequência cardíaca e a
contratilidade são diminuídas, levando
a uma diminuição do débito cardíaco e,
portanto, diminuição da pressão arterial
média.
Arritmias: ataque: 1-10 mg, EV;
manutenção: 40-360 mg, VO, a cada 6 ou
12 h. Demais indicações cardiovasculares:
dose inicial: 10-20 mg, VO, a cada 8-12 h.
Aumentar a dose a cada 2-4 semanas de
acordo com a resposta terapêutica e com o
surgimento de efeitos adversos. Dose
usual: 40-160 mg, VO, a cada 8-12 h; na
forma de liberação prolongada, usar 80-
160 mg, VO, a cada 24 h. 
49 
Diuréticos 
De Alça 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Furosemida 
Edema associado à ICC. Edema e
ascite relacionados a hepatopatias.
Edema/hipervolemia associada à
síndrome nefrótica e IRC. 
Dose usual: 40-320 mg/dia, VO, 1-3x/dia.
Dose anti-hipertensiva: 40-80 mg, VO, a cada 12
h.
Dose injetável (IM ou EV): 20-40 mg. 
A furosemida é um derivado da
sulfonamida, diurético de alça, que inibe o
sistema de transporte de Na+/K+/2 Cl−
na porção ascendente da alça de Henle do
néfron. Inibindo o transportador de
Na+/K+/2Cl−, há retenção deNaCl, K+, e
água no lúmen tubular, levando assim a
uma aumento da perda renal de água e
eletrólitos.
 
Tratamento da faringite e do impetigo
estreptocócicos e da sífilis e profilaxia
primária e secundária de febre
reumática.
A espironolactona é um antagonista
competitivo do receptor de aldosterona
que atua no túbulo coletor cortical e no
túbulo distal do néfron. Ao bloquear os
efeitos da aldosterona, a retenção de sal e
água é diminuída, levando ao aumento da
perda renal de sal e água. Como o sódio é
geralmente reabsorvido em troca de
potássio no coletor túbulo, a excreção
urinária de potássio com o uso desta.
 
Manejo da HAS leve e moderada;
tratamento do edema na ICC e na
síndrome nefrótica.
Edema: 25-100 mg/dia, VO, a cada 24 h.
Dose máxima de 200 mg/dia. Em
pacientes com edema refratário, pode
ser associada à furosemida. HAS: 12,5-
50 mg/dia, VO, a cada 24 h.
Os diuréticos tiazídicos agem inibindo o
cotransportador de Na+/Cl− no início do
túbulo contorcido distal do néfron,
aumentando assim a retenção de NaCl e
água no lúmen tubular e resultando em
uma perda renal aumentada de água e sal.
 
O termo diurético define um agente que aumenta a taxa do fluxo de urina através da inibição da
reabsorção de eletrólitos no rim.
Hidroclorotiazida 
Espironolactona
Edema, hipocalemia: 25-200 mg/dia,
VO, em 1-2 doses/dia.
HAS: 25-50 mg, VO, 1-2x/dia.
Hiperaldosteronismo primário: 100-400
mg/dia (em 1 ou 2 tomadas/dia).
ICC grave: 25 mg/dia, VO, aumentando
ou diminuindo, dependendo da resposta
individual ou devido à hipercalemia.
Tiazídico
Antagonista da Aldosterona 
50 
Diuréticos 
Poupador de Potássio 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Amilorida 
Edema associado à ICC. Edema e
ascite relacionados a hepatopatias.
Edema/hipervolemia associada à
síndrome nefrótica e IRC. 
Dose usual: 40-320 mg/dia, VO, 1-
3x/dia.
Dose anti-hipertensiva: 40-80 mg, VO, a
cada 12 h.
Dose injetável (IM ou EV): 20-40 mg. 
Os diuréticos poupadores de potássio agem
bloqueando os canais de sódio localizados na
na parte distal cortical túbulo coletor do
néfron, bloqueando assim a reabsorção de
sódio e a água. Isso resulta em uma diurese
modesta. Como o sódio é geralmente
reabsorvido em troca de potássio no túbulo
coletor, inibindo a reabsorção de sódio,
excreção urinária de potássio também é
diminuída com o uso desta droga.
 
Tratamento de glaucoma e edema
cerebral. Usado também na ressecção
prostática transuretral.
Tratamento do glaucoma (redução da
pressão intraocular); alguns casos de
HAS intracraniana e convulsões
refratárias; alcalose metabólica crônica.
Glaucoma crônico: 250 mg, VO,
1-4x/dia (até 1.000 mg/dia).
Edema: 250-375 mg/1x/dia.
Em urgência: 250-500 mg, EV,
repetida por 2-4 h.
Inibe a enzima anidrase carbônica, que
normalmente aparece nos olhos, processos
ciliares, plexos coróides do cérebro e células do
túbulo proximal dos rins. Nos olhos, a inibição
enzimática diminui a secreção de humor
aquoso, o que diminui a pressão intraocular. No
cérebro, a inibição pode retardar alterações
anormais, intermitentes, e descarga excessiva
de neurônios que causam convulsões. Nos rins,
a aumenta a excreção de bicarbonato, que
transporta água, potássio e sódio, induzindo
assim diurese e acidose metabólica.
Acetazolamida 
Manitol
Edema cerebral: 1,5-2
g/kg/dose, EV 
durante 20-30 min.
Inibidor da Anidrase Carbônica 
Diurético Osmótico
Eleva a osmolalidade do plasma, fazendocom que a água flua dos tecidos, diminuindo
assim a pressão. Como um diurético
osmótico, o manitol aumenta a osmolaridade
do filtrado das células glomerulares, o que
diminui a reabsorção de água. Isso leva a
uma maior excreção de cloreto, sódio, água e
substâncias tóxicas.
51 
O termo diurético define um agente que aumenta a taxa do fluxo de urina através da inibição da
reabsorção de eletrólitos no rim.
Hipolipemiantes
Estatinas
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Atorvastatina Dislipidemia, prevenções primária e
secundária da cardiopatia isquêmica.
Dose inicial de 10 mg, VO, a cada 24 h. Ajustar a
dose, em intervalos de 4-8 semanas, até atingir
os níveis-alvo para os lipídeos séricos. Dose
máxima de 80 mg/dia.
Essa classe de medicamentos atua
inibindo a HMG-CoA redutase, que é a
enzima que catalisa o primeiro passo na
biossíntese colesterol no fígado (a
conversão de HMG-CoA em ácido
mevalônico). Também provocam um
aumento da concentração de receptores
de LDL nos hepatócitos,
aumentando a capacidade do fígado de
extrair LDL e lipoproteína de densidade
(VLDL) do soro.
Hipertrigliceridemia, prevenção primária
de doença cardiovascular.
Essa classe de medicamentos atua
estimulando a lipoproteína lipase. A
lipoproteína lipase é a enzima
responsável pela quebra de
triglicerídeos em VLDL e quilomícrons,
que são então removidos da
circulação. Os fibratos também foram
implicados na diminuição da
biossíntese do colesterol hepático.
Dislipidemia, prevenções primária e
secundária da cardiopatia isquêmica.
Dose inicial: 20-40 mg. Ajustar a dose,
em intervalos de 4-8 semanas, até
atingir os níveis-alvo para os lipídeos
séricos. Dose máxima de 80 mg diários.
Igual à Atorvastatina
Distúrbios do metabolismo das lipoproteínas que resultam em níveis séricos elevados
concentrações de colesterol total e colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C)
aumentam o risco de desenvolvimento de doença cardiovascular.
Sinvastatina 
Ciprofibrato 100 mg, VO, a cada 24 h.
Fibratos
52 
Hipolipemiantes
Colestiramina
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Colestiramina Hipercolesterolemia.
Dose inicial de 4 g, VO, 1x/dia. Dose máxima de
36 g diários, divididos em 2 ou 3 vezes.
Esta classe de drogas atua inibindo a
reabsorção de ácidos biliares no jejuno e
íleo. Níveis mais baixos de ácidos biliares
resultam em aumento da conversão de
colesterol em ácidos biliares, levando a
níveis mais baixos de colesterol
intracelular. A célula responde a níveis
mais baixos de colesterol intracelular
aumentando a concentração de
receptores de LDL na superfície da célula,
resultando em aumento da captação de
LDL sérica na célula com uma diminuição
resultante na LDL sérica.
Hipertrigliceridemia e
hipercolesterolemia.
10 mg, VO, 1x/dia.
Diminui a absorção de colesterol nas
pequenas do intestino. A diminuição da
absorção intestinal de colesterol leva a
uma diminuição das reservas hepáticas de
colesterol. O hepatócito responde
diminuindo os níveis de colesterol
intracelular, aumentando a concentração
de receptores de LDL na superfície celular,
resultando em aumento da captação de
LDL sérica na célula com um 
 consequente diminuição do LDL sérico.
Distúrbios do metabolismo das lipoproteínas que resultam em níveis séricos elevados
concentrações de colesterol total e colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C)
aumentam o risco de desenvolvimento de doença cardiovascular.
Sinvastatina 
Ácido Nicotínico
Dose inicial: 500 mg, VO, 1x/dia, à noite.
Aumentar gradualmente as doses (500 mg a
cada 4 semanas) até que o efeito desejado
seja alcançado ou que efeitos adversos
ocorram. 
Ezetimiba
Hipercolesterolemia.
Ácido Nicotínico
Demonstrou diminuir a lipólise no tecido
adiposo. Também foi demonstrado que
inibe a síntese triglicerídeos no hepatócito.
Por último, pode inibir degradação da
apolipoproteína A-1 (responsável pelo
transporte de HDL na circulação).
53 
Agentes Anti-Obesidade
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Orlistate Tratamento adjuvante da obesidade.
Adultos: 120 mg, 3x/dia, em refeições que
contenham gordura (durante ou até 1 h após).
Dose máxima de 360 mg/dia.
Tratamento efetivo da obesidade.
Iniciar com 10 mg, 1x/dia; após 4
semanas, a dose pode ser aumentada
para 15 mg, 1x/dia. 
Condição de acúmulo excessivo de gordura no corpo. A obesidade é causada pelo consumo de
mais calorias do que são gastas. Muitas vezes, há uma história familiar de obesidade, mas isso
geralmente é porque a alimentação e estilo de vida pouco saudáveis tendem acorrer nas famílias. 
Sibutramina 
Adultos: 0,6 mg, 1x/dia, por uma
semana; após, 1,2 mg/dia. Dose
máxima: 1,8 mg/dia.
Tratamento adjuvante da obesidade e
da compulsão alimentar.
Demonstrou diminuir a lipólise no tecido
adiposo. Também foi demonstrado que
inibe a síntese triglicerídeos no hepatócito.
Por último, pode inibir degradação da
apolipoproteína A-1 (responsável pelo
transporte de HDL na circulação).
Esta droga inibe a enzima
pancreática, lipase, reduzindo assim
a absorção de gordura intestinal. 
Liraglutida 
A sibutramina é uma inibidora da
recaptação da noradrenalina,
serotonina (5-hidroxitriptamina; 5-
HT) e dopamina.
54 
Antibacterianos
Penicilinas
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Amoxicilina 
Rinossinusite, otite média aguda,
infecção urinária, infecções
respiratórias, faringite bacteriana,
febre tifoide e profilaxia da
endocardite bacteriana.
20-50 mg/kg/dia, divididos de 8/8h ou de
12/12 h.
Infecções graves e infecções por pneumococos
de sensibilidade reduzida à penicilina: 75-100
mg/kg/dia, de 8/8 h.
 
A formação das paredes celulares
do peptidoglicano bacteriano é
mediada por proteínas de ligação às
penicilinas (PBPs). As penicilinas
ligam-se às PBPs, bloqueando
assim a reticulação de
peptidoglicano, o que leva à inibição
da síntese parede celular
bacteriana.
Abaixo de 27,5 kg, 50.000 U/kg, dose única,
no máximo 900.000 U.
Tratamento da faringite e do impetigo
estreptocócicos e da sífilis e profilaxia
primária e secundária de febre
reumática.
Igual à Amoxicilina.
Infecção respiratória, otite média aguda,
rinossinusite, faringite bacteriana,
infecção urinária, meningite, febre
tifoide e sepse neonatal precoce
(associada a aminoglicosídeo). 
 
No adulto, em infecções leves a
moderadas, usar 500 mg, VO, 6/6 h; nas
infecções graves, 1-2 g, 4/4 h EV. 
 
Igual à Amoxicilina.
Os (beta-lactâmicos) são agentes bactericidas cujo mecanismo de ação é inibir a síntese da
parede celular bacteriana. Este grupo inclui penicilinas, cefalosporinas, monobactâmicos,
carbapenêmicos e (inibidores de beta-lactamases).
Ampicilina 
Penicilina G benzatina ADULTO: Faringite estreptocócica: 1,2 milhão
U, IM, em dose única.
Sífilis primária, secundária ou sífilis latente:
2,4 milhões U, IM, em dose única.
Profilaxia de febre reumática: 1,2 milhão U,
IM, 1x/mês.
 
55 
Antibacterianos
Penicilinas
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Penicilina G cristalina
(Potássica) 
Erisipela, pneumonia, sífilis,
meningite, endocardite bacteriana,
sepse e infecções da pele e de tecidos
moles.
Recém-nascido até 7 dias de vida, até 2 kg:
50.000 U/kg/dia, a cada 12 h.
A formação das paredes celulares
do peptidoglicano bacteriano é
mediada por proteínas de ligação às
penicilinas (PBPs). As penicilinas
ligam-se às PBPs, bloqueando
assim a reticulação de
peptidoglicano , o que leva à inibição
da síntese parede celular
bacteriana.
Faringite estreptocócica, erisipela,
profilaxia da endocardite e na prevenção
primária da febre reumática.
Pneumonia pneumocócica (somente
cepas plenamente sensíveis), sífilis,
faringite e celulite estreptocócica.
Crianças: 25-50.000 U/kg/dia, IM, de
12/12 h ou de 24/24 h.
Adultos: 400.000 U, de 12/12 h.
Igual as demais Penicilinas.
Os (beta-lactâmicos)são agentes bactericidas cujo mecanismo de ação é inibir a síntese da
parede celular bacteriana. Este grupo inclui penicilinas, cefalosporinas, monobactâmicos,
carbapenêmicos e (inibidores de beta-lactamases).
Penicilina G procaína 
Penicilina V
25.000-90.000 U/kg, VO, divididas de 4/4 h,
6/6 h ou de 8/8 h; profilaxia de febre
reumática, 125 mg (200.000 U), VO, de 12/12
h. Adultos: 500.000-1.000.000 U, VO, de 4/4
h ou de 6/6 h.
Adultos: 6-20 milhões de U/dia, EV, divididas de
4/4 h ou de 6/6 h.
Igual as demais Penicilinas.
56 
Antibacterianos
Cefalosporinas 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Cefalotina
Pneumonias, infecções urinárias,
infecções de pele e de tecidos moles,
infecções das vias aéreas superiores
e profilaxia cirúrgica.
Até 1 semana: 40 mg/kg/dia, de 8/8 h ou de
12/12 h.
1-4 semanas: 60-80 mg/kg/dia, de 6/6 ou de
8/8 h.
Acima de 4 semanas: 75-160 mg/kg/dia, de 4/4
ou de 6/6 h.
Adultos e crianças acima de 40 kg: 0,5-2 g, EV
de 4/4 h ou de 6/6 h; dose máxima de 12 g/dia.
 
A formação das paredes celulares
do peptidoglicano bacteriano é
mediada por PBPs. As
cefalosporinas ligam-se às PBPs,
bloqueando assim reticulação de
peptidoglicano, o que leva à inibição
de síntese da parede celular
bacteriana.
Pneumonias, infecções urinárias,
infecções intra-abdominais (em
associação a anaerobicidas),
septicemias e febre em pacientes
neutropênicos. Utilização preferencial
em infecções hospitalares.
Pneumonias, infecções urinárias,
meningites, infecções intra-abdominais
e ginecológicas (deve ser usada em
associação com anaerobicidas),
bacteremias, gonorreia e sífilis. Usada
preferencialmente em infecções
hospitalares e na profilaxia da doença
meningocócica em gestantes.
1-4 semanas: 50-75 mg/kg, de 24/24 h.
Acima de quatro semanas: 50-100 mg/kg, de
12/12 h ou de 24/24 h.
Adultos: 0,5-2 g, EV ou IM, de 12/12 h ou de
24/24 h; dose máxima de 4 g/dia.
Igual à Cefalotina.
Os (beta-lactâmicos) são agentes bactericidas cujo mecanismo de ação é inibir a síntese da
parede celular bacteriana. Este grupo inclui penicilinas, cefalosporinas, monobactâmicos,
carbapenêmicos e (inibidores de beta-lactamases).
Ceftriaxona
Cefepima
100-150 mg/kg/dia, de 8/8 h ou de 12/12 h.
Adultos: 1-2 g, EV ou IM, de 12/12 h.
Em infecções graves, pode-se utilizar 2 g, Ev
de 8/8 h; dose máxima de 6 g/dia.
Igual à Cefalotina.
57 
Antibacterianos
Macrolídeos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Azitromicina
Infecções bacterianas de vias aéreas, de
tecidos moles, de pele e em casos de sinusite
aguda.Tratamento e profilaxia das
micobacterioses atípicas em pacientes com
síndrome da imunodeficiência adquirida
(AIDS). Uretrites e cervicites. Shigelose, febre
tifoide e coqueluche. Erradicação do estado de
portador do meningococo. Alternativa para o
tratamento de gonorreia, leishmaniose
cutânea e donovanose.
500 mg, VO, 1x/dia, ou 2 mg/kg/dia, por 3-5
dias, para o tratamento de infecções cutâneas,
sinusites, otites, shigelose e salmonelose.
7-10 dias para o tratamento de pneumonias.
Para prevenção e tratamento de
micobacterioses atípicas em pacientes com
HIV:5 mg/kg/dia ou 20 mg/kg, 1x/semana.
Uretrite/cervicite por clamídia: dose única de 10
mg/kg.
Faringite estreptocócica: 12 mg/kg/dia, por
cinco dias, ou 20 mg/kg/dia, por 3 dias.
Os macrolídeos são inibidores da
síntese proteica. Eles se ligam à
subunidade ribossômica 50S e
inibem a formação do complexo de
iniciação. Também inibem a
translocação do aminoacil peptídeo
durante a síntese de proteínas.
Infecções das vias aéreas, dos seios da
face, da pele e das partes moles. Bons
resultados nas micobacterioses atípicas
em pacientes com AIDS, associada a
outras drogas.
15 mg/kg/dia, VO ou EV divididos de 12/12 h.
Adultos: 250-500 mg, VO ou EV de 12/12 h. Igual à Azitromicina.
Os macrolídeos pertencem ao grupo dos inibidores da síntese proteica e incluem eritromicina,
claritromicina, azitromicina e diritromicina. Em geral, esses agentes são bacteriostáticos, mas
podem ser bactericidas em concentrações mais altas para alguns organismos. São eficazes
principalmente contra bactérias gram-positivas aeróbicas.
Claritromicina
Eritromicina
Infecções por M. pneumoniae e Legionella sp.
Infecções causadas por S. pneumoniae,
Streptococcus sp., Chlamydia sp.,
Campylobacter jejuni, Corynebacterium
diphtheriae, N. gonorrhoeae e para infecções
leves causadas por S. aureus sensíveis. Pode
ser usada na profilaxia de endocardite
bacteriana subaguda e na recorrência da
febre reumática em pacientes alérgicos à
penicilina. 
30-50 mg/kg/dia, VO ou EV divididos de 6/6 h.
Adultos: 250 mg-1 g, VO, de 6/6 h, e 500 mg-1
g, EV de 6/6 h.
Igual à Azitromicina.
58 
Antibacterianos
Quinolonas 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Ciprofloxacino
Infecções complicadas do trato urinário que
envolvem bactérias Gram-negativas
resistentes; prostatite bacteriana crônica
refratária a outros antibióticos orais;
osteomielite crônica causada por múltiplas
bactérias, e infecções da pele e de tecidos
moles em diabéticos (associada a drogas com
boa atividade contra estreptococos); diarreias
bacterianas; febre tifoide; otite externa
invasiva em pacientes com diabete e
exacerbações infecciosas em pacientes com
fibrose cística.
Infecções urinárias, prostatite,
gonorreia, cervicite. 
Adultos: VO ou EV 500 mg, 1x/dia. Em casos
graves, 750 mg 1x/dia.
A dose pediátrica sugerida é de 10 mg/kg/dia, a
cada 24 h.
Igual ao Ciprofloxacino.
As quinolonas representam uma das classes mais comumente prescritas de antibióticos, são
análogos fluorados sintéticos do ácido nalidíxico, e incluem norfloxacino, ciprofloxacino,
ofloxacino, levofloxacino, moxifloxacino e gemifloxacino.
Levofloxacino
Ofloxacino
Adultos: 400 mg, 12/12 h.
Pediatria: 15 mg/kg/dia ou 10 mg/kg/dia, EV,
divididos de 12/12 h.
1-6 anos: 30-45 mg/kg/dia, de 8/8 h, EV ou 30-
60 mg/kg/dia, VO, a cada 8 ou 12 h.
Nas outras faixas etárias, pode-se utilizar 20-30
mg/kg/dia, VO ou EV em duas administrações.
Adultos: 400-500 mg, Ey de 12/12 h, chegando
a 400 mg, EV de 8/8 h, em casos muito graves;
250-750 mg, VO, de 12/12 h.
Inibem diretamente a síntese de DNA
bacteriano inibindo as topoisomerases
bacterianas do tipo II (DNA girase) e
topoisomerase IV. A DNA girase catalisa
a introdução de superespiras negativas
no DNA, enquanto a topoisomerase IV
separa o DNA cromossômico durante a
divisão celular. Ambos os processos são
necessários para a transcrição e
duplicação de DNA bacteriano normal.
Pneumonia adquirida na comunidade,
pneumonia nosocomial, exacerbação de
bronquite crônica, sinusite, infecção do
trato urinário - incluindo pielonefrite -,
infecção de pele e tecidos moles. 
Igual ao Ciprofloxacino.
59 
Antibacterianos
Tetraciclinas 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Doxiciclina
Tratamento de doenças sexualmen te
transmissíveis, como uretrites, endocervicites,
doença inflamatória pélvica e infecções por
Chlamydia sp. As tetraciclinas e os
macrolídeos são as drogas de escolha no
tratamento de infecções pelo Mycoplasma
pneumoniae. Em combinação com um
aminoglicosídeo, é o tratamento mais efetivo
contra a brucelose. As tetra ciclinas também
são as drogas de escolha para o tratamento
das riquetsioses.
Tratamento de doenças sexualmente
transmissíveis, como uretrites,
endocervicites, doença inflamatória
pélvica e infec ções por Chlamydia sp. As
tetraciclinas, como os macrolídeos, são
as drogas de es colha no tratamento da
infecção por Myco plasma pneumoniae.
E entre outros. 
Adultos: 200 mg, como dose inicial, e, após, 100
mg, de 12/12 h.
Crianças maiores de 8 anos: 4 mg/kg, como dose
inicial, e, após, 2 mg/kg, de 12/12 h.
Igual à Doxiclina.
Um grupo de antibióticos usados para tratar bronquite, acne, sífilis, uretrite não gonocócica e
certos tipos de pneumonia. Se tomado com leite, as tetraciclinasnão são absorvidas
eficazmente nos intestinos.
Minociclina
Tetraciclina
Adultos: 250-500 mg, de 6/6 h.
Crianças maiores de 8 anos: doses de 25-50
mg/kg, divididos de 6/6 ou de
12/12 h.
Adultos: 200 mg, como dose inicial; após, 100
mg, divididos de 12/12 h ou em dose única
diária.
Crianças maiores de 8 anos: 2-4 mg/kg,
divididos de 12/12 ou de 24/24 h.
Exerce um efeito bacteriostático contra
uma ampla variedade de bactérias gram-
negativas e gram-positivas passando
através da bicamada lipídica bacteriana,
onde se liga reversivelmente para as
subunidades ribossomais 30S. A
tetraciclina ligada bloqueia a ligação de
RNA de transferência de aminoacil para
RNA mensageiro, inibindo assim a síntese
proteica bacteriana. 
No tratamento de doenças sexual 
mente transmissíveis, como uretrites,
endocervicites, doença inflamatória
pélvica e infecções por Chlamydia sp. É a
tetraciclina mais ativa contra
Staphylococcus sp., podendo ser
utilizada em infecções inclusi ve por
cepas resistentes à oxacilina.
Igual à Doxiclina.
60 
Antiparasitários
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Os antiparasitários atuam contra alvos metabólicos presentes nos parasitas, mas ausentes ou
com características diferentes nos hospedeiros.
Anti-Helmínticos
Albendazol
Teníase, cisticercose, hidatidose,
ascaríase, ancilostomose,
tricuríase, estrongiloidíase e
microsporidiose.
Inibe a montagem dos
microtúbuloscitoplasmáticos, levando
a absorção prejudicada de glicose nos
estágios larvais e adultos dos
parasitas sensívei. O parasita é
paralisado e morre. 
Giardíase: 400 mg/dia, por cinco dia.
Helmintíases intestinais: 400 mg, dose única;
repetir em duas semanas na enterobiose.
Larva migrans cutânea: 400 mg, lx/ dia, por 3
dias. Larva migrans visceral: 400 mg, 2x/dia,
por 5 dias.
Ascaríase, ancilostomose, oxiurose,
tricuríase, hidatidose, larva migrans 
vis ceral, triquinelose e capilaríase.
Ascaríase: 100 mg, VO, de 12 em 12 h, por três
dias.
Tricuríase: 100 mg, VO, de 12 em 12 h, por três
dias.
Larva migrans visceral: 100-200 mg, VO, de 12
em 12 h, por cinco dias.
Ancilostomose: 100 mg, VO, de 12 em 12 h, por
três dias.
Enterobíase: 100 mg, VO, dose única. Repetir em
duas semanas.
Igual ao Albendazol.Mebendazol 
Adultos e crianças: 50 mg/kg/dia, a cada 12 h,
máximo de 3 g/dia.
 Estrongiloidíase: dois dias, cinco dias ou mais
em infecção disseminada.Estrongiloidíase e larva migrans.Tiabendazol 
Larva migrans cutânea: 2-5 dias.
Larva migrans visceral: 5-7 dias.
Igual ao Albendazol.
61 
Antiparasitários
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Os antiparasitários atuam contra alvos metabólicos presentes nos parasitas, mas ausentes ou
com características diferentes nos hospedeiros.
Anti-Protozoários
 Amebíase: 50-60 mg/kg/dia, VO, de 24 em 24
h, por 3-5 dias.Infecções por germes anaeróbios,
amebíase, giardíase, tricomoníase.Tinidazol 
É um derivado 5-nitroimidazólico e possui
atividade contra bactérias anaeróbias e
protozoários. Pensa-se que o mecanismo
de ação do tinidazol contra as bactérias
anaeróbias e protozoários envolve a
penetração do fármaco na célula do
microrganismo e subsequente lesão da
cadeia do DNA ou inibição da sua síntese.
Giardíase: dose única de 30-50 mg/kg, VO
(máximo 2 g).
Malária, piroplasmose (babesiose) e
amebiose hepática.
Adultos: Tratamento supressivo da malária: 600
mg, VO, na primeira dose, e 300 mg, VO, no
segundo e no terceiro dias; 250 mg, IM, de 6 em 6
h, caso não esteja disponível VO.
A ação antimalárica da cloroquina é
atribuída à sua ligação às porfirinas,
induzindo a destruição ou inibição das
formas assexuadas de plasmódios não-
resistentes a nível dos eritrócitos e à
interferência com o desenvolvimento das
formas sexuadas (gametócitos) de P.
ovale, P. vivax, P. malariae e formas
imaturas de P. falciparum.
Cloroquina 
Crianças: Tratamento supressivo da malária: 10
mg/kg/base, na primeira dose, 5 mg/ kg/base, 6
h após, e 5 mg/kg, dose diá ria, por dois dias.
Nitazoxanida Verminoses e protozooses intestinais.
O seu mecanismo de ação exato é
desconhecido; entretanto, ela pa- 
rece interferir na reação de
transferência de elétrons
dependente da enzima PFOR,
essencial no metabolismo
anaeróbico. 
Crianças a partir de 1 ano de idade: 7,5
mg/kg/dose, a cada 12 horas, por 3 dias.
Adultos: 500 mg, a cada 12 horas, por 3 dias.
62 
Antiparasitários
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Filariose: 6 mg/kg/dia, de 8 em 8 h, por 2-4
semanas.
Oncocercose com lesão ocular (ivermectina é
preferível): iniciar com 0,5 mg/ kg em uma
dose, no primeiro dia, de 12 em 12 h; no
segundo dia, 1 mg/kg, de 8 em 8 h; no terceiro
dia, até atingir 6 mg/kg/dia.
Filarioses e oncocercose.Dietilcarbamazina 
O seu mecanismo de ação ainda
não é totalmente compreendido,
mas a droga parece exercer efeitos
diretos em organelas e na indução
de apoptose.
Teníase, cisticercose (inclusive
neurocisticercose), esquistossomose e
fasciolíase.
Esquistossomose (S. mansoni): 40-75 mg/kg/dia,
VO, divididos de 12 em 12h,por um dia; 
Teníase: 10-20 mg/kg, dose única; 
Cisticercose: 50-60 mg/kg/dia, dividi dos de 8 em
8 h, por 14 dias. Em pacientes com numerosos
cistos corticoide pode ser útil para reduzir a
resposta inflamatória. Na neurocisticercose,
administrar dexametasona antes de iniciar o
praziquantel.
Causa espasmos graves e paralisia
dos músculos dos vermes. Esta
paralisia é acompanhada - e
provavelmente causada - por um
rápido influxo de Ca2 + para
dentro do parasita.
Praziquantel 
Ivermectina
Tratamento individual e em massa nas
áreas endêmicas. Provável eficácia em
quadros determinados pela larva
migrans visceral e na hiperinfecção e
disseminação da estrongiloidíase.
Pediculose e escabiose não responsiva
ao tratamento. 
Provoca a morte de parasitas,
principalmente através da ligação
seletiva e de elevada afinidade aos
canais de íons cloreto glutamato-
mediados que se encontram nos
nervos e células musculares dos
invertebrados.
 Estrongiloidíase, filaríase, pediculose e
escabiose: dose única de 200
microgramas/kg.
Oncocercose: 150 microgramas/kg, dose
única. Evitar em crianças com menos de 5
anos de idade ou com menos de 15 kg de
peso.
Os antiparasitários atuam contra alvos metabólicos presentes nos parasitas, mas ausentes ou
com características diferentes nos hospedeiros.
Anti-Helmínticos
63 
Antifúngicos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
 
Um grupo de drogas usado para tratar infecções causadas por fungos. Os antifúngicos são
comumente usados para tratar diferentes tipos de tinea, incluindo pé de atleta e micose no couro
cabeludo. Eles também são usados para candidíase (aftas) e infecções fúngicas raras, como
criptococose, que afetam órgãos internos. 
 
Anfotericina B
(desoxicolato)
Candidíase, criptococose, aspergilose
invasiva, blastomicose pulmonar grave ou
extrapulmonar, histoplasmose pulmonar
grave, crônica ou disseminada;
coccidioidomicose grave, extrapulmonar ou
em pacientes com insuficiência renal (IR)
crônica, imunodeprimidos, nos neo natos e
nas gestantes; esporotricose extracutânea e
criptocose; tratamento empírico de pacientes
neutropênicos, com febre persistente apesar
do uso de antibióticos entre outros.
Mata fungos ligando-se ao ergosterol
na membrana celular fúngica e
aumentando a permeabilidade da
membrana.
A dose varia com a doença em
tratamen to. Para a maioria dos
casos, usa-se 0,5-1 mg/kg/dia ou
1-1,5 mg/kg em dias alternados. 
Infecções mucocutâneas causadas por
Candida sp. Nas dermatofitoses e na
pitiríase versicolor, por via tópica ou
sistêmica. Alternativa para o tratamento de
blastomicose, histoplasmose,
paracoccidioidomicose e pseudalesqueríase
não meníngeas, em pacientes
imunologicamente competentes, e para
candidíase mucocutânea crônica, esofágica e
candidúria.
De 200 (de preferência) a 400 mg/dia (até800
mg), em dose única diária.
Cetoconazol inibe a biossíntese do
ergosterol, o principal esterol da
membrana celular das leveduras e
dermatófitos. Isto resulta em alterações
da permeabilidade e dos componentes
lipídicos da membrana.
Cetoconazol 
As doses são as mesmas para VO e EV e,
geralmente, situam-se entre
200-400 mg/dia ou 3-6 mg/kg/dia (de- 
pendendo da condição para a qual estão
indicadas). Em casos muito graves, pode- se
usar até 12 mg/kg/dia, especialmente se
houver envolvimento do SNC. 
Candidemia, candidíase orofaríngea,
esofágica, peritoneal, geniturinária,
óssea e disseminada; meningite
criptocócica, dermatofitoses superficiais
e em cer tos casos de
coccidioidomicose.
Fluconazol Igual ao Cetoconazol.
64 
BARROS, Elvino. Medicamentos de A a Z: 2016/2018. Artmed, 2016.
DOS SANTOS, Luciana; TORRIANI, Mayde S.; BARROS, Elvino. Medicamentos na Prática da Farmácia
Clínica. Artmed Editora, 2013.
Referências
LOKE, YK.; MATTISHENT, K. Rang and Dale’s Pharmacology Flashcards E-Book. Elsevier Health
Sciences, 2019.
WHALEN, K.; FINKEL, R.; PANAVELIL, T.A. Farmacologia Ilustrada-6ª Edição. Artmed
Editora, 2016. 
65 
FARMACO RESUMOSreduz a ansiedade e exerce um efeito calmante. Um
fármaco hipnótico produz sonolência e estimula o início e a manutenção de um estado de
sono.
Zolpidem 
Zopiclona
Iniciar com 15 mg/dia, VO, divididos em 3
tomadas. Aumentos de 5 mg/dia, em intervalos
de 2-4 dias, podem ser feitos conforme a
necessidade, até uma dose máxima de 60
mg/dia. A dose usual é de
15 mg, 2x/dia.
 5-7,5 mg à noite. Em idosos, iniciar com 3,75 mg.
10 mg. Em idosos, 5 mg, imedia tamente antes de
deitar. Dose máxima de 10 mg/dia. 
Igual ao Zolpidem.
8 
Antidepressivos
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Amitriptilina Depressão, enurese noturna, fibromialgia,
dor na neuropatia herpética e diabética,
profilaxia de cefaleia.
Depressão, transtorno obsessivo-
compulsivo, transtorno do pânico, bulimia
nervosa, transtorno disfórico pré-mens trual,
transtorno de estresse pós-traumático,
transtorno dismórfico corporal.
Os Antidepressivos Tricíclicos (ADTs)
bloqueiam a recaptação de norepinefrina
e serotonina da fenda sináptica,
potencializando assim a efeitos da
serotonina e da norepinefrina no sistema
pós-sináptico dos receptores. Também
demonstraram inibir receptores
muscarínicos, histamina e α-
adrenérgicos, levando a uma série de
efeitos colaterais indesejáveis.
Depressão, transtorno do pânico,
transtorno de ansiedade generalizada,
enurese noturna. Igual à Amitriptilina.
Os Antidepressivos são drogas usadas no tratamento da depressão. A maioria dos
antidepressivos comumente usados pertençe a um dos seguintes grupos: drogas tricíclicas,
inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), inibidores da recaptação de serotonina
e noraepinefrina (IRSNs) e inibidores da monoamina oxidase (IMAOs).
Imipramina 
Fluoxetina
Iniciar com 25 mg/dia, VO, e aumentar 25 mg a
cada dois ou três dias.
Depressão: 20-40 mg/dia. Distimia: de 40 mg/dia;
no transtorno obsessivo-compulsivo, de 40-80
mg/dia; na bulimia, de 60 mg/dia; no transtorno
do pânico, de 20 mg/dia
Iniciar com 25 mg/dia, VO, dose única à noite e ir
aumentado 25 mg a cada 2 ou 3 dias. Em idosos,
iniciar com 10 mg/dia. 
Os Inibidores Seletivos da
Recaptação de Serotonina (ISRSs)
boqueiam a recaptação de
serotonina na fenda sináptica,
potencializando assim os efeitos
da serotonina no receptores pós-
sinápticos.
Tricíclicos 
Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina 
9 
Antidepressivos
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Sertralina
 Depressão, transtorno obsessivo-
compulsivo, transtorno do pânico,
transtorno de estresse pós-traumático,
fobia social, episódio depressivo de
transtorno do humor bipolar, transtorno
disfórico pré-menstrual, transtorno de
ansiedade generalizada.
Depressão, transtorno de ansieda de
generalizada, transtorno de ansiedade social
(ou fobia social), síndrome do pâ nico.
Depressão, neuropatia diabética,
transtorno de ansiedade generalizada.
Os Inibidores da Recaptação de
Serotonina e Noraepinefrina (IRSNs)
bloqueiam a recaptação de
norepinefrina e serotonina na fenda
sináptica, potencializando assim seus
efeitos sobre o receptores pós-
sinápticos.
Duloxetina 
Venlafaxina
Depressão e na tensão pré-menstrual: iniciar
com 50 mg/dia, VO, em dose única diária pela
manhã, ou à noite, se ocorrer sonolência. No
pânico e no transtorno de estresse pós-
traumático: iniciar com 25 mg/dia; aumentar
para 50 mg/dia na segunda semana. 
Depressão: 20-40 mg/dia. Distimia: de 40 mg/dia;
no transtorno obsessivo-compulsivo, de 40-80
mg/dia; na bulimia, de 60 mg/dia; no transtorno
do pânico, de 20 mg/dia
Iniciar o tratamento com 30 mg, VO, lx/dia,
com o objetivo de atingir a dose de 60
mg/dia.
Igual à Duloxetina.
Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina 
Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noraepinefrina
Igual à Fluoxetina.
Os Antidepressivos são drogas usadas no tratamento da depressão. A maioria dos
antidepressivos comumente usados pertençe a um dos seguintes grupos: drogas tricíclicas,
inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), inibidores da recaptação de serotonina
e noraepinefrina (IRSNs) e inibidores da monoamina oxidase (IMAOs).
10 
Antidepressivos
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Selegilina Depressão Maior e Doença de Parkinson.
Depressão. 
A monoaminoxidase é uma enzima 
pré-sináptica responsável pela
metabolização de norepinefrina e 
serotonina (monoamina oxidase A) e 
dopamina (monoamina oxidases A e 
B). Quando a monoamina oxidase é 
inibida por um IMAO, os níveis de 
serotonina, dopamina e norepinefrina 
aumentam no neurônio pré-sináptico.
Depressão, tratamento da depen dência
da nicotina, transtorno de déficit de
atenção/hiperatividade, episódio 
de pressivo do transtorno bipolar do
humor.
O mecanismo de ação da bupropriona
como um antidepressivo é desconhecido.
No entanto, presume-se que esta ação
seja mediada por mecanismos
noradrenérgicos e/ou dopaminérgicos. É
um inibidor seletivo da recaptação
neuronal das catecolaminas
(noradrenalina e dopamina). 
Bupropiona 
Mirtazapina
Iniciar com 5 mg, 2x/dia, pela manhã; ou 5 mg,
2x/dia, pela manhã e à noite. Após algumas
semanas, a dose pode ser reduzida à metade.
Em idosos, iniciar com 5 mg, 1x/dia, pela
manhã.
Iniciar com 15 mg, lx/dia. Aumentar a
dose a cada 1-2 semanas até 30-45 mg,
lx/dia.
Depressão: 150 mg, lx/dia; dose máxima de
150 mg, 2x/dia. Cessa ção do tabagismo:
iniciar com dose única de 150 mg, durante 3
dias; após, 150 mg, 2x/dia. 
É um antagonista α2 pré-sináptico ativo a
nível central, que aumenta a
neurotransmissão noradrenérgica e
serotoninérgica.
Inibidores da Monoamina Oxidase 
Atípicos
Os Antidepressivos são drogas usadas no tratamento da depressão. A maioria dos
antidepressivos comumente usados pertençe a um dos seguintes grupos: drogas tricíclicas,
inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), inibidores da recaptação de serotonina
e noraepinefrina (IRSNs) e inibidores da monoamina oxidase (IMAOs).
11 
Antipsicóticos 
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Clorpromazina
Esquizofrenia, mania com psicose,
depressão com psicose, psicoses na
infância, agitação em pacientes com retardo
mental, náuseas e vômitos, soluços, porfiria
aguda intermitente. 
Esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo,
agitação psicomotora.
Antipsicóticos típicos atuam
bloqueando os receptores D2 pós-
sinápticos da dopamina no sistema
límbico.
Aripiprazol
Adultos: VO: iniciar com baixas doses, em
2-3 tomadas diárias, e ir aumentando
gra dualmente de acordo com as
necessida des do paciente. A dose usual é
de 400- 600 mg, lx/dia. Alguns pacientes
podem requerer doses altas, como 1-2
g/dia. IM: iniciar com 25 mg, que pode ser
repetida em 1-4 horas. Dose usual de
300-800 mg/dia.
Esquizofrenia: 10-15 mg, lx/dia. Máxi mo
de 30 mg/dia. 
Igual à Clorpromazina.
Típicos 
Atípicos
Haloperidol
 Esquizofrenia, mania com psicose,
problemas de comportamento graves na
infância, agitação em pacientes com
demência ou outros transtornos mentais
orgânicos, transtorno de Tourette,
transtorno esquizoafetivo.
Psicose: iniciar com 0,5-5 mg, VO, lx/ dia
(à noite). A dose de manutenção é, em
geral, de 5-10 mg/dia. 
Neuroleptização rápida: 5 mg, IM, de 30
em 30 minutos, até que os sintomas
sejam controlados, ou até 30 mg.
Antipsicóticos atípicos atuam
bloqueando os receptores de
serotonina (5HT2) e dopamina (D2)
no cérebro e na periferia.
 
Drogas usadas para tratar psicoses (transtornos mentais envolvendo perda de contato com a
realidade), particularmente esquizofrenia e mania em transtorno bipolar). Drogas antipsicóticas
também podem ser usadas para sedar pessoas com outros transtornos mentais e que são muito
agitados ou agressivos. 
12 
Antipsicóticos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Olanzapina
Esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo,mania aguda com ou sem psicose, agitação,
transtorno bipolar.
Esquizofrenia e outros distúrbios psi cóticos,
demências com sintomas psicóticos de
agitação e agressividade, comportamen to
autodestrutivo e distúrbios de conduta em
crianças com retardo mental ou com QI
limítrofe, autismo e tiques motores.
Igul à Olanzapina.
Risperidona
Iniciar com 5-10 mg, lx/dia, e aumentar
de acordo com a necessida de. 
Iniciar com 1 mg, 2x/dia, no primeiro dia;
no segundo dia, 2 mg, 2x/ dia e, no
terceiro dia, 3 mg, 2x/dia. A dose habitual
é de 2-4 mg, 2x/dia. 
Atípicos
Drogas usadas para tratar psicoses (transtornos mentais envolvendo perda de contato com a
realidade), particularmente esquizofrenia e mania em transtorno bipolar. Drogas antipsicóticas
também podem ser usadas para sedar pessoas com outros transtornos mentais e que são muito
agitados ou agressivos. 
Quetiapina
 Esquizofrenia, episódios maníacos e
depressivos associados ao transtorno
afetivo bipolar.
Iniciar com 25 mg, 2x/dia. Au mentar 25-
50 mg a cada 2 dias até doses em torno
de 400 mg/dia, administradas em 2
tomadas. A dose usual de manuten ção é
de 150-800 mg/dia.
Antipsicóticos atípicos atuam
bloqueando os receptores de
serotonina (5HT2) e dopamina (D2)
no cérebro e na periferia.
 
Igul à Olanzapina.
13 
Broncodilatores
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Fenoterol
Asma no tratamento da crise e/ou
manutenção; DPOC no tratamento de
exacerbações e/ou manutenção.
Se acopla aos receptores beta2 nas
membranas das células brônquicas,
estimulando a enzima intracelular
adenilato ciclase para converter o
trifosfato de adenosina em cAMP. O
aumento resultante no nível de cAMP
intracelular inibe a liberação de histamina
, relaxa as células musculares lisas
brônquicas e estabiliza os mastócitos.
Crises asmáticas graves. Também está
indicado para o relaxamento uterino no
trabalho de parto prematuro não 
com plicado.
A terbutalina é um agonista β2 de ação
direta que relaxa suavemente o
músculo em ambos os pulmões
(levando à broncodilatação) e no útero
(reduz as contrações).
No tratamento da crise e/ou
manutenção da asma; no tratamento de
exa cerbações e/ou manutenção da
DPOC; na prevenção do broncoespasmo
induzido pelo exercício.
Aerossol pressurizado: 100-200
microgramas , a cada 4-6 horas.
Nebulização: 8-10 gts em 3-4 mL de SF a
0,9%, a cada 4-6 horas.
Na crise: aerossol pressurizado, 4-8 ja tos
com espaçador, a cada 15 min, na primeira
hora, e, após, a cada 1-4 ho ras.
Igual ao Fenoterol.
Broncodilatadores reduzem o tônus da musculatura lisa nos brônquios e aumentam seu
diâmetro. São utilizados no tratamento de doenças que causam broncoconstrição, como
ASMA e BRONQUITE. 
Salbutamol 
Terbutalina 0,25 microgramas, a cada 20 minutos, por
três doses.
Aerossol pressurizado: 100-200
microgramas, a cada 4-6 horas.
Nebulização:8 a 10 gts em 3 a 4 ml de soro
fisiológico (SF) 0,9%, a cada 4, 6 ou 8 horas.
Na crise: aerossol pressurizado 4-8 ja tos com
espaçador, a cada 15 min, na primeira hora, e,
após, a cada 1-4 ho ras.
14 
Broncodilatores
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Salmeterol No tratamento de manutenção da
asma e da DPOC.
Asma no tratamento da crise. DPOC no
tratamento de exacerbações e/ou 
manutenção.
Depois que a acetilcolina é liberada das
fibras colinérgicas, o ipratrópio impede
que ele se ligue aos receptores
muscarínicos nas membranas das
células musculares lisas. Ao bloquear
os efeitos da acetilcolina nos
brônquios e bronquíolos, o ipratrópio
relaxa a musculatura lisa e causa
broncodilatação.
No tratamento de manutenção da asma
e da DPOC. Igual ao Salmeterol.Formoterol 
Brometo de Ipratrópio 2 jatos ou 40 gts, a cada 4-6 horas.
25-50 microgramas, a cada 12 horas.
6-12 microgramas, a cada 12 horas.
Se acopla aos receptores beta2 nas
membranas das células brônquicas,
estimulando a enzima intracelular
adenilato ciclase para converter o
trifosfato de adenosina em cAMP. O
aumento resultante no nível de cAMP
intracelular inibe a liberação de
histamina , relaxa as células
musculares lisas brônquicas e
estabiliza os mastócitos.
Broncodilatadores reduzem o tônus da musculatura lisa nos brônquios e aumentam seu
diâmetro. São utilizados no tratamento de doenças que causam broncoconstrição, como
ASMA e BRONQUITE. 
15 
Antitussígenos
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Bromidrato de
Dextrometorfano
Alívio sintomático nos casos de tos se
causada por infecções virais do trato
respiratório superior ou por irritantes
ina latórios. Mais efetiva para tosse
não pro dutiva crônica.
É um análogo da codeína. Age nos
receptores opioides no centro da tosse.
10 mL de xarope ou 20 gotas de solução oral,
até 3 vezes ao dia, com intervalo mínimo de 6
horas.
Tratamento sintomático da tosse.
É um medicamento antitussígeno, com
atividade do tipo periférico, a nível
traqueobrônquico, associado a uma
atividade anti-alérgica e
antibroncoespástica.
Em doses baixas, pode ser usado como
antitussígeno.
10-20 mg a cada 4 horas. Suprime a tosse agindo nos receptores
opioides no centro da tosse no SNC.
Tosse é o principal mecanismo de defesa do aparelho respiratório, tendo a finalidade
principal de promover a drenagem de secreções e evitar danos por inalação ou aspiração de
corpo estranho. 
Codeína 
Levodropropizina
15 a 30 mg a cada 4 ou 6 horas.
16 
Mucolíticos e
Expectorantes
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Ambroxol Afecções broncopulmonares agudas
ou crônicas com secreção abundante.
Mucolítico que atua sobre a
viscosidade e a estrutura do muco.
Aumenta a produção do surfactante
pulmonar e estimula a atividade ciliar.
Estas ações resultam na melhoria do
fluxo e transporte do muco (clearance
mucociliar).
 
Crianças de 6 meses-2 anos: 25-50 mg,
6x/dia.
Crianças de 2-5 anos: 50-100 mg, 6x/ dia.
Crianças de 6-11 anos: 100-200 mg, 6x/dia.
Crianças > 1 2 anos e adultos: 200-400 mg,
6x/dia.
 Afecção das vias aéreas (como rinite,
sinusite, bronquite, laringofaringite e
exacerbação da bronquite crônica) com
secreção abundante.
Expectorante que pode atuar como um
irritante para os receptores vagais
gástricos e recrutar reflexos
parassimpáticos eferentes que causam
exocitose glandular de uma mistura de
muco menos viscoso. Pode provocar
tosse. Esta combinação pode liberar,
material mucopurulento congelado de
pequenas vias aéreas obstruídas.
 Afecções broncopulmonares agudas ou
crônicas com secreção abundante.
 Crianças de 2-6 anos: 4 mg, 2x/dia ou 2 mg,
3x/dia.
Crianças de 6-12 anos: 4 mg, 3x/dia.
Crianças > 12 anos e adultos: 8 mg,
3x/dia.
Mucolítuco que exerce a sua ação
através da despolimerização das fibras
de mucoproteínas e estimula a
atividade do epitélio ciliado; isto é,
interfere nas ligações sulfuradas das
mucoproteínas, fluidificando as
secreções brônquicas.
Expectorantes podem agir diretamente estimulando a secreção de muco brônquico, levando ao
aumento da liquefação do escarro, facilitando a tosse. Mucolíticos atuam tornando o muco
menos viscoso.
Bromexina
Crianças de 2-5 anos: 7,5 mg, 2x/dia.
Crianças de 6-12 anos: 15 mg, 2-3x/dia.
Crianças > 12 anos e adultos: 15-30
mg, 3x/dia.
Guaifenesina
17 
Anti-histamínicos
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Dexclorfeniramina Rinite alérgica, urticária e outras
alergias. 
Age bloqueando o receptor de histamina
H1, bloqueando assim os efeitos da
histamina nos recptores H1 no útero,
grandes vasos sanguíneos, nervos
sensoriais, trato GI, pele, e músculo
brônquico. Ao bloquear esses receptores,
é capaz de produzir broncodilatação,
diminuição do prurido, diminuição da
resistência vascular periférica, diminuição
da motilidade do trato GI e diminuição da
formação de erupções cutâneas. 
Adultos: Alergia: VO: 12,5 mg/dose, 3x/dia;
IM ou EV: 25 mg/dose.
Antiemético: 12,5 a 25mg/dose, 4x/ dia.
Sedação: 25 a 50 mg/dose. 
Ação antialérgica, antivertiginosa,
antiemética (para vômitos resistentes
de etiologia conhecida), sedativo
hipnótico.
Age bloqueando o receptor de
histamina H1, bloqueando assim os
efeitos da histamina nos recptores H1
no útero, grandes vasos sanguíneos,
nervos sensoriais, trato GI, pele, e
músculo brônquico.
Rinite e dermatite alérgica,
antitussígeno, sedação, tratamento dos
sintomas extrapiramidais induzidos por
antipsicóticos, prurido na colestase. 
Adultos: condições alérgicas: 10-50 mg, a
cada 2-4 horas (máximo de 400 mg/dia). Nas
reações distônicas, 50 mg em dose única; se
necessário, repetir em 20-30 minutos. Igual à Dexclorfeniramina.
O termo “anti-histamínico” refere-se primariamente aos bloqueadores dos receptores H1
clássicos. Os bloqueadores dos receptores H1 podem ser divididos em primeira e segunda
geração
Difenidramina 
Prometazina
Crianças: Alergia: 0,1 mg/kg/dose, 4x/dia.
Cinetose: 0,5 mg/kg/dose, 2x/dia.
Antiemético: 0,25 a 1 mg/kg/dose,
4-6x/dia.
Crianças: 2-6 anos: 6,25 mg, 4-6x/dia; 6-12 anos:
12,5-25 mg, 4-6x/dia.
Primeira geração 
Adultos: 2 mg, 4-6x/dia, ou 4-6 mg, l-2x/dia
para as drágeas de libe ração prolongada.
Para drágeas de libe ração lenta, tomar 1 cpr
ao deitar ou a cada 12 horas. 
Crianças: 2-5 anos: 0,5 mg, 4-6x/dia; 6-11
anos: 1 mg, 4-6x/dia, ou 4 mg/ao deitar para
as drágeas de liberação lenta.
18 
Anti-histamínicos
Farmaco Resumos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Desloratadina Rinite alérgica, urticária idiopática
crônica.
Os anti-histamínicos de segunda ge ração
possuem efeito no receptor H1 mais
específico, com diminuição dos efeitos 
ad versos. O efeito sedativo persiste, mas
em grau bem menor em relação aos
clássicos.
Adultos e crianças > 6 anos ou 30 kg: 10 mg,
lx/dia. Crianças de 2-5 anos: 5 mg, 1x/dia;
menores de 2 anos: 2,5 mg, 1x/dia.
Rinite e conjuntivite alérgica, urti cária
crônica idiopática. Pouco efeito so bre a
obstrução nasal.
Rinite e conjuntivite alérgica, urti cária
crônica idiopática.
Adultos e crianças > 12 anos: 60 mg, 2x/dia;
ou 180 mg, 1x/dia. 6-11 anos: 30 mg, 1-
2x/dia.
Igual à Desloratadina.
O termo “anti-histamínico” refere-se primariamente aos bloqueadores dos receptores H1
clássicos. Os bloqueadores dos receptores H1 podem ser divididos em primeira e segunda
geração
Fexofenadina 
Loratadina
Segunda geração 
Adultos: 5 mg, 1x/dia. Crian ças: 6-11 meses:
1 mg, lx/dia; 1-5 anos: 1,25 mg, lx/dia; 6-11
anos: 2,5 mg, 1x/dia.
Igual à Desloratadina.
19 
Antimigranosos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Naratriptano 
Os triptanos para estimular os
receptores pré-sinápticos 5-HT1D, que
resulta na inibição da vasodilatação e
inflamação da dura-máter. Também
demonstraram ativar receptores 5-
HT1B, que resulta na vasoconstrição
de vasos intracranianos.
Crise de migrânea com ou sem aura.
Os alcaloides do ergot atuam
contraindo os vasos cranianos e/ou
por constrição específica de canais de
derivação A-V da carótida. Ergotamina
e DHE também demonstraram reduzir
a inflamação neurogênica e vazamento
de plasma na duramáter. Essas ações
parecem ser mediadas através de
agonismo parcial em receptores 5-
HT1D/1B dentro e ao redor dos vasos
cranianos.
Dose inicial de 2,5 mg. Se a resposta não for
satisfatória, a dose pode ser repetida em 4
horas. Não exceder 5 mg em 24 horas.
Igual ao Naratriptano.
Migrânea é uma forte dor de cabeça, geralmente com duração de 4 a 72 horas, acompanhada de
distúrbios visuais e/ou náuseas e vômito. As crises de enxaqueca podem ser isoladas ou podem
ocorrer em intervalos variados. Não existe uma causa única de enxaqueca.
Sumatriptano 
Diidroergotamina 
1-2 cpr, 3-4x/dia; ou 30-60 gts, 3-4x/dia.
Dose inicial de 1-2 mg; caso não haja melhora
dos sintomas, tomar 1 mg a cada 1 hora, até o
máximo de 4 mg/dia.
Triptanos
Alcaloides do Ergot 
Crise de migrânea com ou sem aura.
Crise de migrânea com ou sem aura;
cefaleia em salvas.
20 
Relaxantes Musculares 
Farmaco Resumos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Carisoprodol Espasmos musculares dolorosos, dor
musculoesquelética. 
Bloqueia a atividade interneuronal na
formação reticular descendente e na
medula espinhal, produzindo
relaxamento muscular e sedação. 
Espasticidade dos músculos
esqueléticos na esclerose múltipla;
contraturas dolorosas.
É um derivado do ácido gama-
aminobutírico (GABA).
Deprime a transmissão dos reflexos
monossinápticos e polissinápticos na
medula, por estimulação dos
receptores GABA-B; esta estimulação
inibe, por sua vez, a liberação dos
aminoácidos excitatórios, glutamato e
aspartato.
Espasmos musculares dolorosos
associados a condições agudas no
sistema musculoesquelético. 
1 cpr, 3-4x/dia (máximo de 2 cpr, 3-4x/dia).
A Orfenadrina liga-se e inibe ambos os
receptores H1 da histamina e receptores
NMDA para promover relaxamento
muscular.
Os relaxantes musculares tem como ação principal a diminuição do tônus muscular esquelético.
Dessa forma são capazes de aliviar contraturas musculares dolorosas do dia a dia e
espasticidade decorrente de lesão do sistema nervoso central.
Orfenadrina 
Baclofeno 
1-2 cpr, 3-4x/dia; ou 30-60 gts, 3-4x/dia.
Iniciar com 5 mg, 3x/dia, e aumentar 5 mg/dose,
a cada três dias, conforme a resposta clínica
(máximo 80 mg/dia). 
21 
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Ácido Acetilsalicílico 
Dor de intensidade leve a moderada,
febre, inflamação; profilaxia de
infarto agudo do miocárdio e acidente
vascular encefálico; artrite
reumatoide, osteoartrite, gota.
Analgésico e antipirético: 500 mg, a cada 4-6
horas (máximo de 4 g/dia).
Anti-inflamatório: 1.000 mg, a cada 4-6 horas. 
Bloqueia a atividade da ciclooxigenase, a
enzima necessária para sintetizar
prostaglandinas, que medeiam a resposta
inflamatória e causam dor local, inchaço e
vasodilatação. Ao bloquear a
ciclooxigenase e inibir prostaglandinas,
reduz os sintomas inflamatórios. Este
mecanismo também alivia a dor porque as
prostaglandinas promovem a transmissão
da dor na periferia da medula espinhal.
Adultos: A dose habitual é de 0,5-1 g, a cada
4-6 horas (máximo de 4 g/dia).
Alívio da dor e da febre.
Analgésico e antipirético (ou seja,
reduz a temperatura elevada). Tem
pouca ação anti-inflamatório. Inibição
da COX-1, COX-2 e também da
recentemente identificada COX-3 que
ocorre predominantemente no SNC.
 
Doenças inflamatórias e
reumatológicas, incluindo artrite
reumatoide juvenil; dor de intensidade
leve a moderada; dismenorreia; febre;
cefaleia.
Adultos: Anti-inflamatório: 400-800 mg, 3-
4x/dia (máximo de 3,2 g/dia). Analgesia,
antipirético, dismenorreia: 200-400 mg, 4-
6x/dia. Reduz a inflamação, é analgésico para a
dor inflamatória, e antipirético. Inibição
reversível de COX-1, inibição fraca de
COX-2.
Todos os medicamentos agrupados nesta classe possuem ações analgésicas, antipirética e anti-
inflamatória em medidas diferentes. Ao contrário da morfina, eles não deprimem o SNC, não
produzem dependência, não têm responsabilidade de abuso e são mais fracos analgésicos
(exceto para dor inflamatória).
Ibuprofeno 
Paracetamol 
Crianças: A dose habitual é de 10-15 mg/kg,
a cada 4-6 horas.
Crianças: Antitérmico e analgésico: 5-10 mg/kg/
dia, a cada 6 ou 8 horas (dose máxima diária de
40 mg/kg). Anti-inflamatório: 30-50 mg/kg/dia,
dividida a cada 8 horas (dose máxima de 2,4
g/dia).
22 
Anti-Inflamatórios,
Analgésicos e Antipiréticos
Anti-Inflamatórios,
Analgésicos e Antipiréticos
Farmaco Resumos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Diclofenaco 
Dor pós-operatória, dismenorreia
primária, dor musculoesquelética,
condições reumatológicas, como
artrite reumatoide e entre outros.
Semelhante à outros AINEs, como
ibuprofeno.
Doenças inflamatórias e reumatolgicas,
incluindo artrite reumatoide juvenil;
gota aguda; dor de intensidadeleve a
moderada; dismenorreia; febre;
enxaqueca.
Doenças reumatológicas, como artrite
reumatoide, osteoartrite, espondilite
anquilosante, gota aguda, entre outras;
dismenorreia primária; dor de
intensidade leve a moderada
(cervicalgia, lombalgia, etc.); luxações,
contusões, entorses, fraturas.
Osteoartrite e artrite reumatoide: 50-75 mg,
3-4x/dia (máximo de 300 mg/dia), cpr retard
200 mg, 1x/dia.
Dor leve a moderada: 25-50 mg, 3-4x/dia
(máximo de 300 mg/dia).
Todos os medicamentos agrupados nesta classe possuem ações analgésicas, antipirética e anti-
inflamatória em medidas diferentes. Ao contrário da morfina, eles não deprimem o SNC, não
produzem dependência, não têm responsabilidade de abuso e são mais fracos analgésicos
(exceto para dor inflamatória).
Cetoprofeno 
Naproxeno 
Febre e analgesia em crianças: 2,5-10
mg/kg/dose (máximo de 10 mg/kg/dia).
Dismenorreia e analgesia: iniciar com 500 mg
e, então, 250 mg, 3-4x/dia (dose máxima de
1.250 mg em 24 horas).
Condições reumatológicas: 250-500 mg,
2x/dia (máximo de 1,5 g/dia).
Adultos: VO: 100-200 mg/dia, divididas em 2-3x;
IM: 75 mg, lx/dia, por dois dias no máximo;
Dismenorreia primária, iniciar com 50 mg, 3x/dia
e ajustar, conforme necessário.
Crianças: 0,5-2 mg/kg/dia, em 2-3 tomadas.
Crianças 11 anos: 50 mg,
3-4x/dia (1 gt = 1 mg).
Semelhante à outros AINEs, como
ibuprofeno.
Semelhante à outros AINEs, como
ibuprofeno.
23 
Farmaco Resumos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Piroxicam 
 Alívio dos sintomas e dos sinais de
artrite reumatoide, osteoartrite,
espondilite anquilosante e outras
condições infla matórias
reumatológicas.
Semelhante à outros AINEs.
 Alívio da dor e da febre.
Condições que requerem atividade anti-
inflamatória, analgésica ou antipiré tica,
inclusive as relacionadas com o
aparelho osteoarticular e respiratório
supe rior. Cefaleia, mialgias,
dismenorreia, dor pós-operatória.
Todos os medicamentos agrupados nesta classe possuem ações analgésicas, antipirética e anti-
inflamatória em medidas diferentes. Ao contrário da morfina, eles não deprimem o SNC, não
produzem dependência, não têm responsabilidade de abuso e são mais fracos analgésicos
(exceto para dor inflamatória).
Nimesulida 
Dipirona 
Adultos: 500-1.000 mg, a cada 6 horas.
Crianças: 0,2-0,3 mg/kg, lx/dia (0,5-1 gt/kg,
lx/dia), dose máxima de 15 mg/dia. 
O exato mecanismo de ação é
desconhecido, embora se acredite
que a inibição da síntese de
prostaglandinas do cérebro e da
medula espinhal possa estar
envolvida. 
Lactentes: 10 mg/kg, a cada 6 horas.
Pré-escolares: 15 mg/kg, a cada 6 ho ras.
Escolares: 25 mg/kg, a cada 6 horas.
Adultos: 50-100 mg, 2x/dia, podendo
alcançar 200 mg, 2x/dia.
Adultos: 10-20 mg, lx/dia (dose máxima de
40 mg/dia, mas doses maiores de 20 mg/ dia
causam muitos efeitos adversos).
1-3 anos: 2,5 mL, 2x/dia ou 10 gts, 2x/dia (50
mg/dia).
4-7 anos: 5 mL, 2x/dia ou 20 gts, 2x/dia (100
mg/dia).
8-10 anos: 7,5 mL, 2x/dia ou 30 gts, 2x/dia (150
mg/dia).
Semelhante à outros AINEs.
24 
Anti-Inflamatórios,
Analgésicos e Antipiréticos
Corticoides
Farmaco Resumos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Betametasona
Condições inflamatórias crônicas,
autoimunes, alérgicas, oncológicas,
der matológicas, hematológicas;
doenças osteomusculares e dos
tecidos moles, artrite reumatoide,
osteoartrites, colagenoses, colite
ulcerativa, discrasias sanguíneas,
nefrite, síndrome nefrótica.
Esta classe de drogas imita as ações
endógenas dos glicocorticoides. Tais
ações incluem vasoconstrição, indução de
apoptose de linfócitos, a estimulação de
gliconeogênese hepática e catabolismo
proteico, a inibição da formação de
prostaglandinas e leucotrienos através da
inibição de fosfolipase A2, e a estimulação
do ácido gástrico e produção de pepsina.
Tratamento anti-inflamatório ou
imunossupressor em uma variedade de
condições, incluindo as hematológicas,
alérgicas, inflamatórias, neoplásicas e
autoimunes; imunodepressão
(pulsoterapia); lesões medulares
agudas.
Doenças inflamatórias crônicas,
alérgicas, hematológicas,
dermatológicas, autoimunes, neoplasia,
edema cerebral, choque séptico,
antiemético na quimiote rapia, teste
diagnóstico 0overnight) para síndrome
de Cushing, reposição na insu ficiência
adrenal (requer associação com
mineralocorticoide).
VO: 0,5-10 mg/dia, divi didos em 2-4 administrações. 
Igual à Betametasona.
Um grupo de drogas que são semelhantes aos hormônios glicocorticoides produzidos pelas
glândulas supra-renais. Seus usos incluem as doenças autoimunes, doenças inflamatórias,
como a artrite reumatoide, além de serem usados na prevenção de rejeição de órgãos em
transplante e no tratamento de alguns tipos de câncer.
Dexametasona 
Metilprednisolona
A dose usual VO é de 2,5-5,0 mg/dia,
em 2-4 doses; criançasIgual à Beclometasona.
Os corticosteroides inalatórios são recomendados como segundo passo na terapia preventiva
regular para todas as pessoas com asma, exceto aquelas com sintomas muito leves e
ocasionais, quando "conforme necessário" tratamento sintomático com agonistas β2 de
ação curta isolados podem ser suficientes.
Budesonida 
Fluticasona
Inalatórios 
Asma: Dose baixa: 200-500 microgramas.
Dose média: 500-1.000 microgramas . Dose
elevada: > 1.000 microgramas.
Rinite: Adultos: iniciar com 1-2 jatos de 50
microgramas em cada narina, 2x/dia.
Crianças: iniciar com 1 jato de 50 microgramas
em cada narina, 2x/dia.
Asma: Dose baixa: 200-400/microgramas.
Dose média: 400-800/microgramas. Dose
elevada: > 800/microgramas.
Rinite: Iniciar com 2 jatos de 64 microgramas
em cada narina, lx/dia, ou 4 jatos de 32 pg
em cada narina, lx/dia.
Asma: Dose baixa: 100-250/microgramas.
Dose média: 250-500/microgramas. Dose
elevada: > 500/microgramas.
Rinite: Adultos: iniciar com 2 jatos em cada
narina, lx/dia; pode ser necessário aumentar
a dose para 2 jatos em cada narina, 2x/dia.
Crianças: iniciar com 1 jato em cada narina,
lx/dia.
Igual à Beclometasona.
27 
Antigotosos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Alopurinol 
Prevenção de novos ataques de gota;
prevenção e tratamento de
hiperuricemia (por exemplo, síndrome
de lise tumoral).
O alopurinol age inibindo a xantina
oxidase, uma enzima da via de
degradação de purinas que é
responsável por converter xantina em
ácido úrico. Assim, diminue a
concentração de ácido úrico.
Prevenção das crises de gota: 0,5 mg, l-
3x/dia.
Crise aguda: dose inicial de 0,5-1,5 mg e,
então, 0,5 mg, a cada 1-2 horas, até o alívio
dos sintomas (dose máxima de 10 mg). 
Tratamento do ataque agudo de gota;
também usado para tratar a doença de
Behçet, Febre Familiar do Mediterrâneo
e Esclerodermia.
A colchicina atua induzindo a
despolimerização microtubular por
ligação à tubulina, levando assim à
diminuição da ativação, migração e
degranulação de neutrófilos para o
local afetado. A colchicina também
bloqueia a formação de leucotrieno B4.
Prevenção de futuros ataques de gota;
prevenção e tratamento de
hiperuricemia (por exemplo, síndrome
de lise tumoral).
Iniciar com 100 mg/dia. Se os níveis de urato
forem insatisfatórios, a dose pode ser
aumentada. A dose habitual para gota
moderada é de 200-300 mg/dia; na doença
avançada, pode ser necessário 600-800
mg/dia. 
A probenecida atua para diminuir a
reabsorção de ácido úrico no túbulo
proximal do rim, bloqueando o transporte
ativo de ácido úrico.
Gota é um distúrbio metabólico comum que causa ataques de artrite, geralmente em uma única
articulação (mais comumente na base do dedão). A condição é devido à deposição de cristais de
ácido úrico no tecido articular, geralmente como resultado de altos níveis de ácido úrico no
sangue.
Probenecida 
Colchicina 
250 mg duas vezes por dia durante 1 semana.
28
Farmacologia da Osteoporose 
Farmaco Resumos
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Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Alendronato 
 Prevenção e/ou tratamento da
osteoporose em mulheres na pós -
menopausa; doença de Paget, em
pacientes sintomáticos; osteoporose
induzida por glicocorticoides.
Impede a remodelação óssea excessiva
característica da doença de Paget por
ligação ao osso e reduzindo a taxa na qual
os osteoclastos são reabsorvidos pelo
osso. Também, diminuem a taxa elevada
de renovação óssea que é tipicamente
observada na osteoporose.
 Profilaxia e tratamento da osteoporose
em mulheres na pós -meno pausa,
redução do risco de câncer de mama em
mulheres na pós -menopausa com
osteoporose.
Prevenção e/ou tratamento da
osteoporose em mulheres pós -
menopausa ou usuários de
corticoterapia crônica; doença de Paget.
A osteoporose é a perda de tecido ósseo, fazendo com que o osso se torne frágil e frature
facilmente. O afinamento ósseo é uma parte natural do envelhecimento. No entanto, as
mulheres são especialmente vulnerável à perda de densidade óssea após a menopausa, porque
os ovários não produzem mais estrogênio, que ajuda a manter a massa óssea.
Risedronato 
Raloxifeno 60 mg, 1x/dia.
Previne a osteoporose ligando-se aos
receptores de estrogênio, o que
diminui a reabsorção óssea e
aumenta a densidade mineral óssea
em mulheres na pós-menopausa.
Pode reduzir o risco de câncer de
mama invasivo devido aos seus
efeitos de ligação ao receptores de
estrogênio. 
5 mg, 1x/dia; ou 35 mg, 1x/semana.
Tratamento de osteoporose em mulheres na
pós -menopausa: 10 mg, 1x/dia ou 70 mg,
1x/semana. Tratamento da osteoporose
secundário ao uso de glicocorticoides: 5 mg,
1x/dia, podendo ser utilizado 10 mg, 1x/dia,
em mulheres na pós -menopausa e sem
terapia de reposição hormonal. Doença de
Peget: 40 mg, 1x/dia, durante 6 meses.
Bifosfonato
Modulador Seletivo dos Receptores de Estrogênio
Igual ao Alendronato.
29 
Antiulcerosos
Inibidores da Bomba de Prótons
Antagonistas H2 Farmaco Resumos
Representante Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Pantoprazol 
Tratamento de úlcera gástrica, úlcera
duodenal, DRGE, síndrome de
Zollinger-Ellison ou outros estados
hipersecretores.
Úlcera gástrica, úlcera duodenál, DRGE com ou
sem esofagite erosiva: 40 mg/ dia, pela manhã,
por 4-8 semanas.
Liga-se irreversivelmente à H+/K+-
ATPase (bomba de prótons) nas células
parietais gástricas para inibir H+
transporte. Pantoprazol (assim como
outros IBPs) é uma pró-droga. As
condições ácidas na célula parietal
canalículas convertem a droga para a
forma ativa.
Úlcera duodenal e úlcera gástrica: 800 mg/dia,
VO, dose única, à noite, ou 400 mg, 2x/dia, por 8
semanas - uso parenteral de 300 mg, a cada 6 h,
ou 37,5 mg/h, em infusão contínua.
Prevenção de úlcera de estresse: 50 mg/h, EV em
infusão contínua.
Estados hipersecretores: 300-600 mg, a cada 6h,
VO, IM ou EV (não exceder 2,4 g/dia); 
DRGE: 400 mg, 4x/dia, VO, ou 800 mg, 2x/dia, por
12 semanas.
 
Tratamento de úlcera gástrica, úlcera
duodenal, DRGE, síndrome de Zollinger-
Ellison e outros estados
hipersecretores, além da profilaxia de
úlcera de estresse em pacientes
criticamente enfermos.
Inibe a ação da histamina liberada
pelos mastócitos na mucosa gástrica.
Inibe parcialmente a secreção ácida
estimulada pela gastrina ou
estimulação vagal. Antagonismo
seletivo, reversível e competitivo dos
receptores de histamina H2 em células
parietais.
Estados hipersecretores: dose inicial de 80
mg/dia, dividida em duas tomadas.
Omeprazol 
Úlcera duodenal e péptica. Doença do
refluxo gastroesofágico. Síndrome de
Zollinger-Ellison. Como parte da terapia
tripla para úlceras dependentes de
Helicobacter pylori. Tratamento de
úlceras associadas a AINEs.
Úlcera duodenal, DRGE: 20 mg/dia, pela manhã,
por 4-8 semanas.
Úlcera gástrica: 40 mg/dia, por 4-8 semanas.
Erradicação do H. pylori: esquemas com 20-40
mg/dia em associações.
Prevenção de úlcera de estresse: 40 mg/ dia, por
até 14 dias.
 
Igual ao Pantoprazol 
Cimetidina
A úlcera péptica ocorre na parte do TGI que é exposta ao ácido gástrico e pepsina, isto é, o
estômago e o duodeno. Resulta de um desequilíbrio entre fatpres agressivos (ácido, pepsina, bile
e H. pylori) e defensivos (muco gástrico e secreção de bicarbonato, prostaglandinas, fluxo
sanguíneo da mucosa, resistência inata das células da mucosa).
30 
Antiulcerosos
Protetores da Mucosa
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Sucralfato 
Úlcera duodenal: 1 g, 4x/dia, ou 2 g, 2x/dia, com
estômago vazio e na hora de dormir, por 4-8
semanas (idosos podem requerer tratamentos
mais longos – 12 semanas). 
 
O sucralfato é um complexo de hidróxido
de alumínio e sacarose sulfatada. Isso
forma uma pasta viscosa
que adere às bases da úlcera para
fornecer uma barreira protetora.
Antiácidos e drogas redutoras de ácido
secreção inibirá sua ação.
Dispepsia: 5-15 mL, conforme necessário, até
4x/dia; Laxativo: 30-60 mL/dia, 1-2x/dia.
Tratamento da dispepsiae da
constipação esporádica.
Semelhante ao hidróxido de alumínio.
Profilaxia de úlcera duodenal: 1 g, 2x/dia.
Hidróxido de Alumínio Tratamento da dispepsia e da
hiperfosfatemia na insuficiência renal.
Dispepsia: 600 a 1.200 mg, entre as
refeições e antes de deitar; hiperfosfatemia:
300 a 600 mg/ 3x ao dia nas refeições.
Os antiácidos são bases fracas que
neutralizam o HCl secretado no estômago.
A elevação do pH também utilmente
reduz a atividade da pepsina. 
A úlcera péptica ocorre na parte do TGI que é exposta ao ácido gástrico e pepsina, isto é, o
estômago e o duodeno. Resulta de um desequilíbrio entre fatpres agressivos (ácido, pepsina, bile
e H. pylori) e defensivos (muco gástrico e secreção de bicarbonato, prostaglandinas, fluxo
sanguíneo da mucosa, resistência inata das células da mucosa).
Úlcera de estresse: 1 g, a cada 4 h. Profilaxia de
úlcera de estresse: 1 g, 4x/dia.
Tratamento e profilaxia de úlcera
duodenal e úlcera de estresse.
Antiácido Mineral
Hidróxido de Magnésio 
31 
Antidiarreicos
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Difenoxilato 
5 mg, 3-4 vezes ao dia. Em diarreias
agudas, a dose inicial pode ser dobrada (10
mg). Não se deve exceder a dose de 20
mg/dia.
O Difenoxilato é um agonista dos
receptores opioides que estimulam os
receptores mu no TGI para diminuir o
peristaltismo e contrair os esfíncteres.
Tem um efeito direto sobre o músculo liso
circular do intestino, que resulta em
concebivelmente segmentação e
prolongamento do tempo de trânsito
gastrointestinal.
 Diarreia: 500 mg (30 mL)/ dose, em
intervalos de, no mínimo, 1 h, não
excedendo 8 doses diárias. Sintomas de
hiperacidez: 120 mg (antes e após as
principais refeições), por 4-8 semanas.
Tratamento sintomático de diarreias
agudas. Parte do esquema de tratamento
para erradicação do Helicobacter pylori.
Alívio sintomático da hiperacidez gástrica.
É um agente antissecretor que
estimula a absorção de água e
eletrólitos pela mucosa intestinal,
diminuindo o volume das fezes, além
de apresentarem ação antibacteriana e
anti-inflamatória. 
Loperamida
Tratamento de diarreia aguda, de
diarreia causada por ressecção
intestinal e de diarreia crônica funcional.
 Diarreia aguda: 4 mg de dose inicial, seguidas
de 2 mg a cada evacu ação líquida, não
ultrapassando 16 mg/ dia. Diarreia crônica:
tratamento inicial igual ao da diarreia aguda,
procurando usar, na manutenção, a menor
dose ne cessária para controle dos sintomas
(nor malmente 4-8 mg/dia, divididos em 3-4
doses).
É um análogo opioide sintético. Liga-se
aos receptores opioides da parede
intestinal. Consequentemente inibe a
liberação de acetilcolina e de
prostaglandinas, e deste modo, reduz o
peristaltismo propulsivo, aumentando o
tempo de trânsito intestinal.
A loperamida aumenta o tônus do
esfíncter anal, reduzindo a incontinência.
Aumento da fluidez, frequência, ou volume dos movimentos intestinais. Pode ser aguda ou
crônica. A diarreia pode ser muito grave em lactentes e idosos devido ao risco de graves,
potencialmente fatal, desidratação.
Tratamento sintomático de diarreias
agudas ou crônicas.
Bismuto
32 
Laxantes
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Lactulose 
Constipação: 15-30 mL/dia.
As bactérias nos intestinos degradam a
lactulose em ácido lático e ácido acético,
que são dois compostos que acidificam o
pH intestinal e promovem a excreção de
nitrogênio, melhorando assim a
encefalopatia associada à
hiperamonemia. A lactulose é também
um laxante osmótico que atua atraindo
água para o lúmen intestinal.
 Enema de 1-2 bisnagas por
vez.
Constipação intestinal (crônica ou eventual);
normalização dos hábitos in testinais após
puerpério ou no pós-ope ratório; preparo
intestinal para procedi mentos
diagnósticos.
Sorbitol é um laxante osmótico que
atua retendo água na luz intestinal,
aumentando o volume e promo vendo o
amolecimento do bolo fecal. 
Bisacodil
Constipação intestinal; para facilitar a
evacuação em procedimentos
diagnósti cos e no pré ou pós-
operatório.
 Constipação em adultos: 5-10 mg/dia.
Constipação infantil (até 10 anos): 5 mg.
Procedimentos diagnósticos ou cirurgias:
10-20 mg na noite anterior ao procedi mento.
Atua diretamente no intestino por
aumento do peristaltismo; pode também
irritar o plexo intramural colônico e
aumentar a acumulação de água e
eletrólitos cólon. Isto resulta na
estimulação da defecação, redução do
tempo de trânsito e amolecimento das
fezes.
Um grupo de drogas usadas para tratar a constipação. Existem vários tipos. Os formadores de 
massa aumentam o volume e a maciez das fezes e as tornam mais fáceis de passar. Estimulantes
estimulam a parede intestinal e aceleram a eliminação das fezes. Os lubrificantes suavizam e 
facilitam a passagem das fezes. Osmóticos aumentam o teor de água e volume das fezes.
Constipação crônica; adjuvante na
prevenção e tratamento da encefalopatia
hepática (porto-sistêmica).
Sorbitol
Constipação infantil: lactentes: 5 mL/
dia; 1-5 anos: 5-10 mL/dia; 6-12 anos:
10-15 mL/dia; > 12 anos: utiliza-se a
mesma dosagem para adultos.
33
Antieméticos 
Antisserotonérgicos
Antidopaminérgicos Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Ondansetrona
Prevenção de náuseas e vômitos
induzidos por quimioterapia
antineoplásica, radioterapia corporal
total ou abdominal; prevenção e
tratamento das náuseas e vômitos no
pós-operatório.
Os quimiorreceptores envolvidos no mecanismo do vômito são serotonina 
(5-HT3), dopamina (D2), histamina (HT3) e opioides. Os fármacos disponíveis 
na prevenção e no tratamento de náuseas e vômitos agem nesses receptores e 
são classificados de acordo com o principal receptor no qual atuam.
Prevenção de náuseas e vômitos induzidos por
quimioterapia: 0,15 mg/kg, 3x/dia, EV
começando 30 minutos antes da quimioterapia.
Antagonista seletivo dos receptores de
serotonina (5-HT3). Os receptores 5-HT3
são encontrados tanto perifericamente
nos terminais nervosos vagais e
centralmente na zona de gatilho
quimiorreceptora. Não está claro se a
ação antiemética nas náuseas e vômitos
induzidos por quimioterapia é mediada
centralmente, perifericamente ou em
ambos os locais.
 
Náuseas/vômitos (quimioterapia): IV 1-2
mg/kg 30 min antes da administração da
quimioterapia, em seguida, a cada 2h × 2
doses, depois a cada 3h × 3 doses.
Náuseas e vômitos associados à
quimioterapia do câncer,
radioterapia e anestesia.
A metoclopramida bloqueia a ação
dopaminérgica dos receptores na zona
de gatilho dos quimiorreceptores,
prevenindo náuseas e vômitos.
Para náuseas e vômitos pós-operatórios: 4 mg,
EV 30 minutos antes do término da anestesia,
ou como tratamento se surgir vômito após a
cirurgia; VO, deve-se administrar 16 mg, 1 hora
antes da indução anestésica. 
Clorpromazina
Tratamento de náuseas e vômitos;
antipsicótico no controle da mania e
da esquizofrenia; e como sedativo.
Náusea e vômitos: VO - 10-25 mg, a cada 4-6
horas; via IM/EV - 25-50 mg, a cada 4-6 horas.
Previne náuseas e vômitos inibindo ou
bloqueando os receptores de dopamina na
zona de gatilho do quimiorreceptor
medular e perifericamente bloqueando o
nervo vago no TGI.
Metoclopramida
34 
Antieméticos 
Outros antieméticos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Prometazina
Tratamento de náuseas e vômitos, 
alergias, vertigem. Também é um
sedativo.
Os quimiorreceptores envolvidos no mecanismo do vômito são serotonina (5-HT3),
dopamina (D2), histamina (HT3) e opioides. Os fármacos disponíveis na prevenção e no
tratamento de náuseas e vômitos agem nesses receptores e 
são classificados de acordo com o principal receptor no qual atuam.
 
Antagonista competitivo reversível nos
receptores H1. A ação antiemética é
devido ao bloqueio de receptores H1 nos
núcleos vestibulares e no “centro do
vômito”.
VO/IV 10-20 mg 15-30 min antes da
quimioterapia ou 10 mg a cada 12 horas em
cadadia de tratamento.
Altas doses são usadas para 
náuseas e vômitos de
 quimioterapia (especialmente
cisplatina). Geralmente usado em
combinação com outros
antieméticos.
O mecanismo da ação antiemética não
é bem estabelecido. 
Antiemético: 12,5-25 mg, VO, IM ou EV em
intervalos de 4-6 horas.
Escopolamina
Antiespasmódico; tratamento das
náuseas e vômitos induzidos por
cinetose.
10-20 mg/dia, VO ou EV até o máximo de 60-
100 mg/dia.
Antagonismo competitivo reversível dos
receptores muscarínicos. Efeitos
antieméticos devido ao bloqueio de
receptores no núcleo vestibular e no
centro do vômito.
Dexametasona 
35 
Anticoagulantes 
Heparina não Fracionada 
Heparinas de Baixo Peso Molecular
Anticoagulantes orais
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Heparina não fracionada Profilaxia e tratamento da TVP em
pacientes submetidos a cirurgias ou
imobilizados; tratamento do TEP sem
comprometimento hemodinâmico
significativo; angina instável e IAM.
Os anticoagulantes são substâncias que previnem a extensão e formação de
coágulos através da inibição de fatores na cascata de coagulação e diminuindo a
coagulabilidade do sangue
Dose inicial de 5.000-10.000 UI, EV e, em
seguida, infusão de 15 a 24 UI/kg/h de
heparina, EV diluída em SF 0,9%. 
A heparina se liga à antitrombina III
para acelerar a ação da antitrombina III,
responsável pela degradação vários
fatores de coagulação ativados,
incluindo trombina e fator Xa.
Varfarina Dose inicial de 5 mg por dia por 5 dias. A dose
de manutenção pode variar de 1-20 mg/dia.
Enoxaparina 
As Heparinas de baixo peso molecular
se ligam à antitrombina III 
de forma semelhante à heparina não
fracionada; entretanto, devido ao
pequeno tamanho, exercem sua
atividade anticoagulante
principalmente pela inibição do fator Xa.
Tratamento da TVP; profilaxia da TVP
e recidivas associadas à cirurgia
ortopédica, à cirurgia geral e em
recidivas em pacientes acamados;
prevenção da coagulação do circuito
extracorpóreo durante hemodiálise;
angina instável e IAM sem
supradesnível de ST.
Prevenção primária e secundária da
TVP; na prevenção do embolismo
sistêmico em pacientes com prótese
valvar cardíaca, fibrilação atrial
crônica; na prevenção de AVE, IAM
recorrente e em pacientes com IAM
prévio e trombos intracardíacos.
A varfarina inibe a γ-carboxilação
dependente de vitamina K de fatores
II, VII, IX, X e proteínas C e S no fígado,
resultando assim em moléculas
defeituosas.
Actparin®, Disotron®, 
Heparin®, Heptar®, Liquemine®.
Profilaxia de TVP e TEP: 30 mg/2x/dia,
iniciando 12-24h após o procedimento
cirúrgico; ou 40 mg/1x/dia, iniciando 9-
15h antes do procedimento cirúrgico.
Tratamento da TVP, angina instável e 
IAM sem supradesnível de ST: 1 mg/kg, SC,
a cada 12 h. 
36 
Anticoagulantes 
Inibidores Diretos do Fator Xa
Inibidores Diretos da Trombina Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Apixabana 
Prevenção de fenômenos
tromboembólicos venosos em
doentes adultos que foram
submetidos à artroplastia eletiva da
quadril ou do joelho.
Os anticoagulantes são substâncias que previnem a extensão e formação de
coágulos através da inibição de fatores na cascata de coagulação e diminuindo a
coagulabilidade do sangue
1 cpr 2x/dia, VO.
Essa classe de drogas atua inibindo
diretamente o fator Xa, 
 interferindo na coagulação intrínseca e
extrínseca cascata.
Dabigatrana 150 mg, VO, 2x/dia.
Rivaroxabana 
Para tratamento/profilaxia de
trombose venosa profunda (TVP),
embolia pulmonar em pacientes
submetidos cirurgia de substituição
do joelho ou quadril; por profilaxia de
acidente vascular cerebral e embolia
sistêmica profilaxia em pacientes não
valvulares com fibrilação atrial.
Profilaxia de acidente vascular
cerebral/embolia sistêmica com
fibrilação atrial não valvar, TVP,
embolia pulmonar na artroplastia de
quadril.
Essa classe de drogas atua inibindo
diretamente a trombina, interferindo
assim, tanto no metabolismo
intrínseco quanto no extrínseco, da
cascata de coagulação.
Profilaxia de TVP (substituição do joelho ou
quadril): VO, 10 mg/dia por 12 dias após
cirurgia de substituição do joelho ou por 35
dias após artroplastia de quadril.
Tratamento/profilaxia de TVP/TEP: VO, 15
mg duas vezes ao dia com alimentos por
21 dias, depois 20 mg por dia por um total
de 6 meses, pode continuar após 6 meses
para reduzir o risco.
Igual à Apixabana.
37 
Antiplaquetários 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia
Mecanismo de
Ação 
Ácido Acetilsalicílico 
Os medicamentos antiplaquetários inibem a agregação de plaquetas no processo
de coagulação, prolongando o tempo de sangramento
Dose de ataque na cardiopatia isquêmica ou
AVE: 160-325 mg, mastigados. Prevenção
secundária: 80-200 mg/dia, 
1x/dia. Dose usual: 80-325 mg, 1x/dia.
Analgésico e antipirético: 325-650 mg a cada
4-6 horas. Anti-inflamatório: 2,4-3,6 g/dia.
Inibe irreversivelmente, por acetilação,
a atividade da cicloxigenase 1 e 2; com
isso, há diminuição da síntese de
tromboxano A2 pelas plaquetas, que é
um potente agregador plaquetário e
vasoconstritor.
Dipiridamol 300-400 mg, 1x/dia.
Clopidogrel 
Redução de eventos
aterotrombóticos em pacientes com
história recente de IAM e AVE
isquêmico; doença arterial periférica
estabelecida; prevenção de
complicações trombóticas em
pacientes pós-ACTP com stent.
Profilaxia de tromboembolismo em
pacientes com próteses valvares
cardíacas (associado à varfarina). É
usado como teste indutor de
isquemia miocárdica em pacientes
incapazes de realizar teste de
esforço.
Pode aumentar o nível intraplaquetário
de adenosina, que causa vasodilatação
coronariana e inibe a agregação
plaquetária. O dipiridamol também
pode aumentar o nível intraplaquetário
de monofosfato de adenosina cíclico
(cAMP) e pode inibir a formação do
potente estimulante do ativação
plaquetária, o tromboxano A2, que
diminui a ativação plaquetária.
Dose de ataque: 300-600 mg. 
Dose de manutenção: 75 mg, 1x/dia.
Todas as apresentações de
cardiopatia isquêmica; trombose
vascular periférica; fibrilação atrial
(alternativa em paciente que não
pode usar anticoagulante oral);
próteses valvares cardíacas; doença
cerebrovascular.
 
A agregação plaquetária envolve a liberação
de adenosina difosfato (ADP) a partir dos
grânulos de armazenamento das plaquetas
e a conversão do ácido araquidônico em
tromboxano A2 via reação mediada por
cicloxigenase. Esta droga inibe
irreversivelmente a ligação do ADP ao
receptor plaquetário P2Y12, bloqueando
assim a agregação de plaquetas. Ao inibir a
via do ADP, o a interação do fibrinogênio
com as plaquetas e, assim, a formação do
tampão plaquetário, é interrompida.
38 
Fibrinolíticos 
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia
Mecanismo de
Ação 
Alteplase
São substâncias que transformam o plasminogênio em plasmina, que
degrada o fibrinogênio e a fibrina em produtos de degradação do fibrinogênio.
Dessa forma, sua ação ocorre no trombo já formado.
IAM: Bolus EV de 15 mg, seguido por 0,75
mg/kg por 30 min (não exceder 50 mg) e, após,
0,5 mg/kg durante 1h. No TEP, administra-se
100 mg em 2 horas.
AVE isquêmico: 0,9 mg/kg, 10% em bolus em 1
minuto, e o restante em 1 hora.
Liga-se à fibrina em um trombo e
converte o plasminogênio aprisionado
em plasmina. A plasmina quebra a
fibrina, o fibrinogênio e outros fatores
de coagulação, que dissolve o trombo.
Tenecteplase 
Bolus único administrado ao longo de 5
segundos em dosagem individualizada com
base no peso do paciente: 50 mg (10 ml) para
pacientes pesando 90 kg ou mais; 45 mg (9
ml) para pacientes com peso de 80 a 89 kg; 40
mg (8 ml) para pacientes com peso de 70 a 79
kg; 35 mg (7 ml) para pacientes pesando 60 a
69 kg; 30 mg (6 ml) para pacientes
pesando menos de 60 kg. Máximo: dose total
de 50 mg.
Estreptoquinase 
Tratamento do IAM com
supradesnível do segmento ST.
Liga-se à fibrina e converte o
plasminogênio em plasmina. A
plasmina decompõefibrina,
fibrinogênio e outros fatores de
coagulação, resultando na dissolução
de um trombo na artéria coronária.
IAM com supradesnível do segmento
ST, AVE isquêmico, TEP maciço.
A Estreptoquinase forma um complexo
enzimático com o plasminogênio que
converte moléculas de plasminogênio
inativo em plasmina. A plasmina degrada
coágulos de fibrina, assim como
fibrinogênio e outras proteínas de plasma.
 
Tratamento do IAM com
supradesnível do segmento ST sem
acesso imediato à ACTP (angioplastia
coronária transluminal percutânea)
primária, TEP maciço.
IAM: dose única de 1,5 milhão de UI diluída em
100 mL de solução fisiológica, EV administrada
em 1 h.
TEP: dose de ataque de 250.000 UI,
administradas EV em 30 min, seguida de
10.000 UI/h, por 24 h.
39 
Hematopoiéticos
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Ácido Fólico
Tratamento da anemia
megaloblástica por deficiência de
folato; suplemento nutricional para
prevenir defeitos de fechamento do
tubo neural; deficiências enzimáticas
específicas.
São os agentes necessários para a formação do sangue e tratamento de anemia. Os
principais hematopoiéticos incluem ferro, ácido fólico e vitamina B12.
Adultos: Deficiência de ácido fólico: dose
inicial: 1 mg/dia; manutenção: 0,5 mg/dia. 
O ácido fólico é uma vitamina
necessária para a produção
normal de eritrócitos.
Eritropoetinas 
Anemia na IR crônica (eritropoetina
humana recombinante e alfa-
epoetina): a dose de manutenção deve
ser conforme o paciente, mas, em
geral, é de 20-50 UI/kg/3x/semana.
Ferro 
Pacientes com má-absorção, em
pacientes que não toleram o
tratamento por VO, em pacientes
com sangramento crônico e cujas
necessidades não podem ser
supridas apenas por via oral e em
pacientes com insuficiência renal
avançada tratados com eritropoetina.
Tratamento da anemia associada à
doença renal em estágio final;
anemia em pacientes com
malignidades em quimioterapia;
anemia associada à aids e tratamento
com zidovudina; anemia da
prematuridade; pacientes
submetidos à doação de sangue
autóloga antes do procedimento.
A eritropoietina liga-se ao receptor da
eritropoietina (EPO-R) e ativa as vias
de transdução de sinal intracelular que
estimula a produção de eritrócitos.
Além disso, também ativam outras
proteínas intracelulares envolvidas na
proliferação e sobrevivência das
células eritróides.
Adultos: sacarato de hidróxido de ferro III:
5-10 mL por dose, 1 a 3x/semana, até a
dose total em mL calculada pela fórmula.
Ferropolimaltosado: 1 amp, 1x/dia, até a
dose total em mL calculada pela fórmula.
Profilaxia de defeitos do tubo neural do
feto: no mínimo 0,4-0,8 mg/dia,
idealmente 3 meses antes da concepção
até a 12° semana de gestação.
 Suplementação na amamentação: no
mínimo 0,4-0,8 mg/dia.
O ferro é um elemento necessário
para a produção de hemoglobina.
40 
Farmacologia da Tireoide
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos
Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Levotiroxina Hipotireoidismo.
Hipertireoidismo.
É o hormônio tireoidiano. Quando
administrado é convertido em T3 e irá
produzir os seus efeitos. 
Hipertireoidismo. Fármaco de eleição na
crise tireotóxica.
Dose inicial: 100 mg, 3x/dia; em
casos graves, 300-800 mg, 3x/dia.
Tem a capacidade de inibir a
formação dos hormônios
tireoidianos por interferir na
incorporação do iodo aos
resíduos de tirosila
provenientes da tireoglobulina.
Incluem os fármacos anti-tireoidianos e a terapia de reposição do hormônio tireoidiano.
Propiltiouracila 
Metimazol
Dose inicial: 5-15 mg/dia nos casos
leves; 20-30 mg/dia nos casos
moderados; e 40-60 mg/dia nos casos
graves. 
Impede a síntese de hormônio ao
inibir as reações catalisadas pela
tireoide peroxidase.
Doses iniciais de 50 µg/dia, aumentando-se
25 µg a cada 3-4 semanas, até que o efeito
seja alcançado; ou 1,7 µg/kg nos casos
sintomáticos e 1,0 µg/kg nos
assintomáticos.
41 
Antidiabéticos
Biguanida
Sulfonilureias
Meglitinidas Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Metformina
Diabetes Melitus tipo 2.
Diabetes Melitus (DM) refere-se a um grupo de distúrbios metabólicos comuns que
compartilham o fenótipo da hiperglicemia. A hiperglicemia no DM resulta de defeitos
na secreção de insulina, na ação da insulina ou, mais comumente, de ambos.
Iniciar com 500 mg, 2x/dia, ou 850 mg,
1x/dia. Cpr de liberação prolongada: dose
inicial de 500-1.000 mg, 1x/dia. 
Embora o mecanismo exato seja
desconhecido, acredita-se que reduz os
níveis de glicose sérica ao inibir
gliconeogênese, diminuindo a absorção
de glicose do GI trato, e aumentando a
utilização periférica de glicose por
tecido adiposo e músculo esquelético.
Dose inicial: 2,5-5 mg/dia. 
Ajustes conforme glicemia. Dose máxima: 
15 mg/dia. 
Repaglinida Dose inicial: 0,5 mg/refeição.
Dobrar a dose a cada 1-2 semanas. Dose
máxima: 4 mg/refeição.
Glibenclamida
As sulfoniluréias possuem três
mecanismos de ação. (1) podem
estimular a liberação de insulina do
pâncreas por meio da inibição do canal
de potássio nas células β, (2) aumentar
a ação da insulina sobre tecidos-alvo,
prolongando a ligação da insulina aos
receptores no tecido-alvo, e (3) reduzir
os níveis séricos de glucagon por meio
da inibição indireta (o aumento do nível
de insulina inibe a secreção de
glucagon).
Diabetes Melitus tipo 2.
Diabetes Melitus tipo 2.
Esta classe de drogas se liga a um
canal de potássio (local de ligação
diferente do das sulfonilureias) na
célula β pancreática, estimulando
assim a liberação de insulina do
pâncreas.
42 
Antidiabéticos
Tiazolidinedionas
Inibidores da Alfa-Glicosidase
Agonistas do GLP1
Farmaco Resumos
Representante
Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Pioglitazona
Diabetes Melitus tipo 2.
Diabetes Melitus (DM) refere-se a um grupo de distúrbios metabólicos comuns que
compartilham o fenótipo da hiperglicemia. A hiperglicemia no DM resulta de defeitos
na secreção de insulina, na ação da insulina ou, mais comumente, de ambos.
Dose inicial: 15-30 mg, lx/dia. 
Pode ser aumentada a cada 4-8 semanas, 
até dose máxima de 45 mg/dia, em dose 
única, antes do café da manhã. 
Exenatida
Dose inicial: 5 pg, 2x/dia. 
Após um mês, pode-se aumentar para 10 
pg, 2x/dia. Dose máxima: 10 pg, 2x/dia.
Acarbose
Essas drogas atuam inibindo a α-
glucosidase, uma enzima presente na
borda em escova do intestino delgado
que é responsável por quebrar os
oligossacarídeos e dissacarídeos em
monossacarídeos. Ao inibir esta enzima,
a absorção de carboidratos pós-
prandiais é diminuída e, portanto, pós-
prandial os níveis de glicose são
reduzidos.
Diabetes Melitus tipo 2.
Diabetes Melitus tipo 2.
GLP-1 é um hormônio incretina que é
principalmente responsável por promover
a secreção de insulina em resposta a
glicose. Quando a exenatida se liga aos
receptores GLP-1 encontrados em células
beta pancreáticas, a secreção de insulina
é regulada positivamente e a secreção de
glucagon é regulada negativamente. Além
disso, agonistas de GLP-1 retardam o
esvaziamento gástrico e suprimem a
fome, levando alguns pacientes a
experimentam perda de peso.
Dose inicial: 25 mg, 3x/dia. Dose máxima:
pacientes até 60 kg: 50 mg, 
3x/dia. Pacientes com mais de 60 kg: 100 
mg, 3x/dia.
43 
Esta classe de drogas atua ligando-se
ao PPAR-γ, o que resulta na regulação
positiva de vários genes. O resultado
final é uma diminuição na resistência à
insulina.
Insulinas
Farmaco Resumos
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Usos
Terapêuticos Posologia 
Mecanismo de
Ação 
Aspart DM tipos 1 e 2.
Diabetes Melitus (DM) refere-se a um grupo de distúrbios metabólicos comuns que
compartilham o fenótipo da hiperglicemia. A hiperglicemia no DM resulta de defeitos
na secreção de insulina, na ação da insulina ou, mais comumente, de ambos.
Glargina
Detemir
Reduz os níveis de glicose no sangue
estimulando a captação periférica de
glicose pela gordura e no músculo
esquelético e inibindo a produção
hepática de glicose. Também melhora a
síntese de proteínas,

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