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INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula, vamos abordar a importância dos canteiros de obras no processo de construção
de empreendimentos, e destacaremos os impactos ambientais signi�cativos que podem ser gerados por
esses locais.
Você verá que os impactos provenientes de canteiros de obras são vários, como a produção de ruído,
resíduos, desperdício de água e gasto energético.
No que diz respeito à geração de resíduos, é preciso fazer a gestão no próprio canteiro de obras, e para tanto
se faz necessário entender as causas e as consequências, para assim gerenciar os impactos negativos.
Vamos �nalizar nosso estudo veri�cando como gerenciar os resíduos de construção civil na prática. 
Aula 1
DIRETRIZES PARA A GESTÃO AMBIENTAL DE CANTEIRO DE
OBRAS
Olá, estudante! Nesta aula, vamos abordar a importância dos canteiros de obras no processo de
construção de empreendimentos, e destacaremos os impactos ambientais signi�cativos que podem ser
gerados por esses locais.
DIRETRIZES PARA SUSTENTABILIDADE DAS EDIFICAÇÕES
 Aula 1 - Diretrizes para a gestão ambiental de canteiro de obras
 Aula 2 - Diretrizes de sustentabilidade para projeto de edi�cações
 Aula 3 - Diretrizes de sustentabilidade para execução e uso das edi�cações
 Aula 4 - Diretrizes de sustentabilidade para desempenho das edi�cações
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
23/11/2024, 11:52 wlldd_241_u4_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144250&atividadeD… 1/21
CANTEIROS DE OBRAS
O canteiro de obras é uma etapa da construção de um empreendimento, de um edifício ou de algo, e
corresponde a uma parte signi�cativa dos impactos ambientais causados pela construção civil ao meio
ambiente. Esses impactos ocasionados pelos canteiros de obras podem ser separados em dois momentos: o
primeiro momento está relacionado às perdas por meio de entulhos, geração de resíduos e desperdício de
água; o segundo momento faz referência às interferências na vizinhança da obra, no meio físico, biótico e
antrópico do local onde o empreendimento será construído.
Segundo Qualharini (2018), o planejamento das instalações preliminares em um canteiro de obras
inicialmente precisa avaliar quatro fatores, a saber: porte, prazo das obras, interfaces nos serviços e área física
de execução dos trabalhos.
Porte da obra: este fator pode ser dividido em pequenos serviços, que trazem pouca mobilização de
equipamentos e mão de obra; serviços com mobilização de equipamentos móveis e mão de obra de
diversos empreiteiros; e em obras de grande porte, o diferencial seria a intensa mobilização de
equipamentos e mão de obra de equipes especializadas.
Prazo das obras: este fator pode ser analisado por diversos ângulos, uma vez que ele pode variar de
alguns dias até alguns anos, passando por contingências de atividades contínuas ou descontínuas, em
função de exigências locais.
Interface de serviço: este fator tem um vínculo direto com a área ou zona de trabalho, pois poucas
interfaces podem oferecer altos riscos, e muitas interfaces podem ser caracterizadas por constante
acompanhamento quanto à execução de um canteiro de serviços.
Área física de execução dos trabalhos: existem também fatores a serem caracterizados quanto à
tipologia do canteiro, tanto para obras urbanas como para obras não urbanas. Diante disso, o
dimensionamento da área física deve levar em consideração o local disponível versus os serviços a serem
executados, aliados à análise dos empreiteiros mobilizados, assim como suas máquinas e equipamentos.
Especial atenção deve ser dada aos estoques de materiais necessários e aos prazos de mobilização e
desmobilização (Qualharini, 2018).
Em um canteiro de obras, para Qualharini (2018), existem etapas como demolição, escavação, remoção de
resíduos, gestão de resíduos de construção civil e processos sustentáveis para limpeza e conservação do
canteiro. Quanto aos impactos ambientais, destaca-se a geração de resíduos em canteiros de obras, tanto
pelos volumes que representam, bem como os impactos da má gestão desses resíduos.
A construção civil é uma atividade que provoca grandes impactos ambientais em virtude do intenso consumo
de recursos naturais e da geração de resíduos. Os resíduos da construção civil (RCC) são considerados de
baixa periculosidade, em sua maioria, mas podem incluir materiais orgânicos e produtos perigosos. Sua
disposição indevida pode provocar acúmulo de água e promover a proliferação de insetos e vetores, gerando
problemas ambientais e de saúde pública.
A Resolução Conama nº 307/02 (Brasil, 2002), determina que os geradores de RCC são responsáveis pelo seu
gerenciamento, devendo providenciar a separação dos diferentes tipos de resíduos e encaminhar para
reciclagem ou disposição �nal por intermédio de empresas licenciadas, sendo proibido o envio de RCC para
aterros sanitários. O Quadro 1 apresenta a classi�cação dos RCC.
Quadro 1 | Classi�cação dos resíduos de construção civil (RCC)
Classe dos RCC Descrição
Classe A
a) São os resíduos de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação,
e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem.
b) De construção, demolição, reformas e reparos de edi�cações: componentes
cerâmicos, argamassa e concreto.
c) De processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto
(blocos, tubos, meios-�os etc.) produzidas nos canteiros de obras.
Classe B
São os resíduos recicláveis para outras destinações, como plásticos, papel, papelão,
metais, vidros, madeiras e gesso.
Classe C
São os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações
economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação.
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Classe D
São resíduos perigosos, oriundos do processo de construção, como tintas,
solventes e óleos, entre outros, ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde,
provenientes de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas e
instalações industriais, entre outros, bem como telhas e demais objetos e materiais
que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.
Fonte: adaptado de Brasil (2002).
Assim, no canteiro de obras, estes resíduos devem ser separados em recipientes e caçambas que ofereçam
divisão por classe, visando ao seu reúso ou descarte.
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IMPACTOS AMBIENTAIS EM CANTEIROS DE OBRAS
São muitos impactos ambientais oriundos de canteiros de obras, como os impactos ocasionados na
vizinhança dos canteiros, que também afetam o meio físico, biótico e antrópico do local. 
De acordo com a Resolução Conama nº 01/86 (Brasil, 1986), temos que:
Meio físico: se refere a solo, subsolo, água, ar, clima, recursos hidrológicos, tipogra�a, correntes
marítimas, correntes atmosféricas.
Meio biológico: refere-se a ecossistemas naturais, �ora, fauna, espécies indicadoras de qualidade
ambiental, espécies em extinção e áreas de preservação permanente.
Meio antrópico: refere-se ao uso e ocupação do solo, à relação entre a comunidade, a sociedade local e
os recursos naturais e potencial utilização futura desses recursos.
Essas interferências provenientes de canteiros de obras podem ser classi�cadas como: incômodos (sonoros,
visuais e outros), poluição (do solo, da água do ar), impactos ao local da obra (aos ecossistemas, erosões,
assoreamentos, trânsito e outros) e consumo de recursos (principalmente água e energia).
Dessa maneira se faz importante a minimização20/21
https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/44d91dcf-5c51-45fa-96af-f18167a3932b/content
https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/44d91dcf-5c51-45fa-96af-f18167a3932b/content
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.leonardo-energy.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Doc-60-ae-er-ie-qe-Certificado-Ambiental-de-Edificios-AQUA-LEED-e-PROCEL-EDIFICA1.pdf.
https://www.leonardo-energy.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Doc-60-ae-er-ie-qe-Certificado-Ambiental-de-Edificios-AQUA-LEED-e-PROCEL-EDIFICA1.pdf.
https://www.leonardo-energy.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Doc-60-ae-er-ie-qe-Certificado-Ambiental-de-Edificios-AQUA-LEED-e-PROCEL-EDIFICA1.pdf.
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
Aula 4
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA (ASBEA). Guia para arquitetos na aplicação
da norma de desempenho. Brasília: ASBEA, 2013. (E-book). Disponível em: https://www.caubr.gov.br/wp-
content/uploads/2015/09/2_guia_normas_�nal.pdf. Acesso em: 24 out. 2023.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 15575:2013: desempenho de edi�cações
habitacionais. Rio de Janeiro: ABNT, 2013. [Target GEDWeb]
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 15575:2021: desempenho de edi�cações
habitacionais. Rio de Janeiro: ABNT, 2021. [Target GEDWeb]
DEL MAR ASSOCIADOS ADVOGADOS. ABNT NBR 15575 – Norma de Desempenho (panorama jurídico). São
Paulo, 2013. 96p. [Target GEDWeb]
MORAIS, G. A. T. de.; LORDSLEMM JÚNIOR, A. C.; ANDERY, P. R. P. Implementação da norma de desempenho
NBR 15575:2013: estudo de caso em Recife/PE. Gestão & Tecnologia de Projetos, v. 16, n. 2, p. 113-131.
Disponível em: https://www.revistas.usp.br/gestaodeprojetos/article/view/167683. Acesso em: 23 out. 2023.
Aula 5
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 15575:2013: desempenho de edi�cações
habitacionais. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 15575:2021: desempenho de edi�cações
habitacionais. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
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https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144250&atividade… 21/21
https://storyset.com/
https://www.shutterstock.com/pt/
https://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/2_guia_normas_final.pdf
https://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/2_guia_normas_final.pdf
https://www.revistas.usp.br/gestaodeprojetos/article/view/167683destes impactos e dessas modi�cações negativas no
ambiente, consequências do ciclo de vida de um empreendimento. Tais impactos resultam das atividades
desenvolvidas durante a execução de diferentes serviços presentes em uma obra. Estas atividades trazem
elementos que podem interagir com o ambiente e sobre os quais a equipe de obra pode agir e ter controle –
os chamados “aspectos ambientais”, que são consideradas a atividade em si, as causas.
Para um melhor entendimento, vejamos um exemplo, a atividade de fundação em um canteiro de obra, que
está presente na execução da infraestrutura de um empreendimento. Essa atividade tem como consequência
a emissão de vibração, que, por sua vez, pode provocar um impacto ambiental negativo como o incômodo
para a comunidade local. Para limitar esse impacto é preciso reduzir, eliminar ou mudar o tipo de vibração.
Dessa maneira, se faz necessário conhecer as causas para se pensar como minimizar os impactos negativos.
Então, qual a importância de se conhecer os impactos ambientais? Principalmente para priorização das ações
durante o processo de tomada de decisões, para conhecer a intensidade dos impactos bem como suas
consequências no meio físico, biológico e antrópico.
Ao priorizar os impactos que podem ser reduzidos ou eliminados, pode-se pensar nas tecnologias e nas ações
para estabelecer os recursos que podem ser inseridos no processo, por exemplo, equipamentos a serem
adquiridos, pro�ssionais a serem treinados ou contratados, formas gerenciais e outros. São estas as
informações que interessam aos pro�ssionais de obra preocupados com a questão da sustentabilidade.
Já em caso de grandes canteiros de obras, em empreendimentos que podem causar grandes impactos
ambientais, a legislação apresentada pela Resolução nº 1/1986 do Conama (Brasil, 1986) traz como exigência a
realização de uma análise mais detalhada dos possíveis impactos ambientais, por meio do estudo de impactos
ambientais (EIA) em conjunto com o seu relatório de impacto ambiental (RIMA).
Os empreendimentos como estradas, portos, aeroportos e obras hidráulicas, e, no caso de projetos
urbanísticos, também aqueles com área acima de 100 ha ou implantados em áreas consideradas de relevante
interesse ambiental, necessitam destes estudos. Os EIA/RIMA envolvem estudos cobrindo todo o ciclo de vida
do empreendimento, e não apenas a etapa de construção (BRAGA JR., 2002).
GERENCIANDO RCC
Para implementar um sistema e�ciente de gerenciamento de resíduos, é importante engajar os trabalhadores
em relação às suas responsabilidades e às consequências de suas atividades. Isso pode ser alcançado por
meio de capacitações e treinamentos.
Vamos ver o caso de Rebeca, uma pro�ssional que ministra esse tipo de capacitação e foi contratada para
trabalhar na implantação do sistema de gerenciamento de resíduos de construção civil em um canteiro de
obras.
No planejamento das capacitações, Rebeca vai apresentar a legislação vigente no que diz respeito ao manejo
de RCC. Para reduzir perdas, é necessário treinar os colaboradores em todos os processos e manter uma
�scalização periódica, com atenção para as melhorias que possam ser incorporadas às atividades.
Depois dessa etapa, Rebeca vai fazer in loco um treinamento de classi�cação dos entulhos e agregado
reciclado, que consiste em apresentar a caracterização e enquadramento dos resíduos de construção civil.
Essa classi�cação é necessária para o estudo das alternativas de sua gestão e reciclagem, uma vez que os
resíduos gerados na construção civil geralmente são tratados como entulho.
Na prática, Rebeca percebeu que o entulho é um resíduo heterogêneo, mas que pode ser reciclado em sua
maioria, e está composto por:
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1. Blocos, tijolos e cerâmicas, concretos, argamassas e rochas, que podem ser triturados e reciclados para
utilização como matéria-prima na produção de cimentos e argamassas.
2. Areia, argila e solos, que são facilmente separados dos outros materiais.
3. Asfalto, que pode ser reciclado, mas em outro local que não no próprio canteiro.
4. Metais; a serem enviados para reciclagem em metalúrgicas.
5. Madeiras, que quando estiverem incorporadas com impermeabilizantes ou pinturas, não podem ser
recicladas, porque esses materiais apresentam riscos de contaminação.
6. Plásticos, emborrachados e gesso, que podem ser reciclados, em locais externos ao canteiro.
Assim, a gestão de RCC terá como objetivo no canteiro de obras propiciar a preservação ambiental por meio
da redução quantitativa e qualitativa do entulho, com de�nição de áreas de separação e identi�cação dos
resíduos.
Entre as diretrizes da gestão diferenciada de RCC, Rebeca destacou a logística da sua disposição para a
segregação integral do material recolhido e a facilidade na limpeza local, pois com isso reduz-se a necessidade
da utilização de bota-foras emergenciais.
Rebeca destacou que o processo de RCC nas centrais de reciclagem posicionadas no canteiro deve ocorrer na
seleção, descontaminação, trituração e expedição para novos produtos, em processos simples, de baixo custo
e viáveis na implantação de centrais de reciclagem, em áreas do canteiro. Com isso, a limpeza e a destinação
dos resíduos, sejam estes na própria obra ou não, diminuirão os impactos no sistema de aterros.
No �nal do treinamento, Rebeca mostrou que a Resolução Conama nº 307, de 2002, traz as diretrizes para a
gestão dos resíduos da construção civil, e obriga, como condição para obter o alvará de funcionamento da
gestão de resíduos nos canteiros de obras, que as construtoras elaborem o Projeto de Gerenciamento de
Resíduos da Construção Civil (PGRCC), que será tema da próxima etapa dos treinamentos. 
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo você verá o que é um canteiro de obras, quais são os possíveis impactos
ambientais provenientes de canteiro de obras e o que fazer para minimizar esses impactos ambientais.
Também serão abordados aspectos da Resolução Conama 307/2002 que trata de diretrizes, critérios e gestão
de resíduos da construção civil.
 Saiba mais
O trabalho de conclusão de curso de Neto e Hojo (2011), pela Unesp, intitulado “Análise Ambiental em
um Canteiro de Obras”, traz na prática como se dá a gestão ambiental em um canteiro de obras e os
aspectos de sustentabilidade.
GORJON NETO, A.; HOJO, L. H. C. P. Análise Ambiental em um Canteiro de Obras. 2011. 92 f.
Monogra�a (Graduação em Engenharia Ambiental) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho, Presidente Prudente (SP), 2011.
Aula 2
DIRETRIZES DE SUSTENTABILIDADE PARA PROJETO DE
EDIFICAÇÕES
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula veremos que os empreendimentos da construção civil provocam
inúmeros impactos ambientais no meio físico, biótico e antrópico, e que para minimizá-los é necessário
conhecê-los.
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https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/44d91dcf-5c51-45fa-96af-f18167a3932b/content
INTRODUÇÃO
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula veremos que os empreendimentos da construção civil provocam
inúmeros impactos ambientais no meio físico, biótico e antrópico, e que para minimizá-los é necessário
conhecê-los.
Existem vários métodos para detectar esses impactos, como checklist, ad hoc, matrizes de interação, redes de
interação e superposição de cartas e simulação, e é possível usar mais de dois métodos em conjunto.
Considerando que cada um tem sua particularidade, você, futuro pro�ssional, poderá escolher o melhor
métodopara atender à sua realidade.
A partir de então você poderá classi�car os impactos de acordo com sua magnitude, se são cíclicos, se haverá
força, se são positivos ou negativos, para planejar as medidas mitigadoras e compensatórias. 
IMPACTOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Os empreendimentos da construção civil são um dos maiores causadores de impactos ambientais. Atividades
voltadas para concepção, construção, operação e demolição de obras promovem a degradação ambiental por
meio do consumo em excesso de recursos naturais e da geração de resíduos. A necessidade de redução dos
impactos ambientais ocasionados pelas obras, bem como a divulgação de conceitos de desenvolvimento
sustentável, direciona o setor em busca de construções com melhor desempenho ambiental.
Quando estamos pensando em minimizar esses impactos ambientais, destaca-se que com essa ação, há um
aumento na qualidade dos ambientes internos nas edi�cações, pois há melhoria na qualidade do ar, devido
redução da poluição, um melhor microclima, visto a questões voltadas a um paisagismo, além de melhorar a
qualidade em ambiente externo das edi�cações. 
Segundo Nicol e Humphreys (2002), a qualidade do ambiente interior nas edi�cações é fator importante no
consumo de energia, na qualidade de vida do ocupante e na sustentabilidade, principalmente quando se
analisa sob o enfoque da energia para o uso e operação da edi�cação.
Além disso, a preocupação com a qualidade do ar interno surgiu principalmente com a tendência em se
construir edifícios selados por motivos estéticos, controle de ruído e climatizados, o que acabou provocando
um aumento nos casos de problemas relacionados à qualidade do ar de tais ambientes (CARMO, 1999).
Assim, precisamos entender a intensidade e a frequência dos impactos ambientais provenientes das
atividades em canteiros de obras, bem como suas consequências para os meios físico, biótico e antrópico.
Para tanto, é fundamental avaliar a necessidade de investimentos no desenvolvimento de pesquisa e
tecnologia no setor construtivo, visando à adoção de medidas mitigadoras. Essas medidas podem incluir
ações de gerenciamento, soluções tecnológicas e capacitação dos pro�ssionais, além de priorizar os impactos
que precisam ser reduzidos ou eliminados. Essa análise é essencial para de�nir prazos e custos envolvidos, e
avaliar a viabilidade técnico-econômica para implementação de ações mais sustentáveis nos canteiros de
obras.
Sabe-se que temos vários riscos inerentes aos canteiros de obras, como a geração de resíduos, a emissão de
ruídos e vibrações, a contaminação do solo, ar e água, o consumo de recursos naturais, principalmente de
água e energia, e a emissão de material particulado. Portanto, conforme observado no Quadro 1, é
importante destacar os impactos ambientais oriundos de atividades desenvolvidas em canteiros de obras, que
alteram as propriedades naturais dos meios físico, biótico e antrópico.
Quadro 1 | Impactos ambientais oriundos de atividades desenvolvidas em canteiros de obras
Meio físico
Solo
●    Alteração de propriedades físicas.
●    Contaminação química.
●    Processos erosivos.
●    Esgotamento de reservas minerais.
Ar
●    Deterioração da qualidade do ar.
●    Poluição sonora.
Água
●    Alteração da qualidade das águas super�ciais.
●    Aumento da quantidade de sólidos.
●    Alteração da qualidade de águas subterrâneas.
●    Alteração dos regimes de escoamento.
●    Escassez de água.
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Meio biótico
●    Interferências na fauna local.
●    Interferências na �ora local.
●    Alteração da dinâmica dos ecossistemas locais.
●    Alteração da dinâmica do ecossistema global.
Meio antrópico Sociedade
●    Escassez de energia elétrica.
●    Pressão sobre serviços urbanos (exceto drenagem).
●    Aumento do volume de aterro de resíduos.
●    Interferência na drenagem urbana.
Fonte: adaptado de Araújo (2009).
De modo semelhante, Costa et al. (2017) classi�cam os aspectos ambientais nos canteiros de obras em:
Consumos.
Emissões e resíduos.
Interface com o meio exterior.
Qualidade intrínseca do canteiro.
De acordo com Araújo (2009), a construção civil consome até 75% da totalidade dos recursos extraídos da
natureza, e sua maior parte é não renovável, ou seja, sua taxa de extração é superior à taxa de reposição
natural no meio ambiente. Dessa forma, deve-se considerar que o elevado consumo de recursos naturais
utilizados como matéria-prima para os materiais de construção resulta na escassez e no esgotamento das
jazidas, além de provocar alterações na fauna e na �ora do entorno desses locais de exploração (Degani,
2003).
Para a minimização na quantidade de insumos utilizados, deve-se promover ações e estratégias para a
diminuição dos desperdícios de materiais. Além dos materiais construtivos, a construção civil utiliza água e
energia elétrica, equipamentos e processos em suas atividades. A maior demanda e os desperdícios de água e
energia durante as obras de construção provocam uma pressão sobre o fornecimento desses serviços pelas
concessionárias locais.
Para a redução do consumo de recursos (materiais, água e energia) e para a extensão da vida útil dos
empreendimentos, algumas diretrizes são estabelecidas (Costa et al., 2017):
Redução de perdas de materiais na execução dos serviços, no recebimento, no transporte interno, na
estocagem e no manuseio de materiais no canteiro de obras.
Desenvolvimento de critérios para compra dos materiais, componentes e sistemas construtivos a partir
de fontes con�áveis e que incluam informações da análise do ciclo de vida (procedência, processamento,
uso e manutenção) e de desempenho técnico.
Redução do consumo de água, energia e gás nas instalações provisórias, aproveitamento de águas
pluviais, aproveitamento de águas cinzas, redução de consumo de energia nas atividades, e uso de fontes
alternativas de energia.
Preferência pela utilização de materiais reutilizáveis ou recicláveis, quando possível.
Maximização da vida útil de componentes e edifícios.
Com essas ações pode-se perceber a melhoria nos ambientes internos, porque há redução de água, de perdas
de materiais, tendo uma edi�cação mais sustentável, com isso, a edi�cação terá aspectos diferentes quando
comparadas a uma edi�cação sem sustentabilidade. 
MÉTODOS PARA DETECTAR IMPACTOS AMBIENTAIS
De acordo com a Constituição Federal (1988), a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) é um dos instrumentos
mais importantes para proteger os recursos ambientais. A Resolução Conama nº 1/86 passou a exigir a
realização de estudo de impacto ambiental (EIA) e do relatório de impacto ambiental (RIMA) para o
licenciamento ambiental de atividades que possam modi�car o meio ambiente.
A partir da avaliação de impactos ambientais pode-se exigir para todos os empreendimentos com potencial
impactante, estudos referentes à análise ambiental. Dessa forma, o estudo de impacto ambiental (EIA) é um
instrumento de política ambiental que determina que as atividades potencialmente poluidoras devem realizar
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estudos ambientais para minimizar seus impactos (Braga JR. et al., 2002).
Os métodos utilizados em uma AIA precisam ser elaborados por equipes multidisciplinares, que classi�cam e
quanti�cam os impactos. Assim, é possível observar a magnitude de importância desses parâmetros além da
probabilidade de os impactos ocorrerem. Nesse momento, o objetivo é obter dados que aproximem o estudo
de uma conclusão mais realista.
Para mensurar tais impactos, é fundamental o uso de técnicas ou métodos de avaliação já validadose
existentes, com o intuito de analisar, classi�car, avaliar e sistematizar os impactos ambientais de um
empreendimento ou um programa. Conforme Braga Jr. et al. (2002), as técnicas mais conhecidas são:
Checklist (ou método de listagem): consiste em uma lista de impactos ambientais obtida a partir do
diagnóstico ambiental dos meios físicos, bióticos e socioeconômicos, na qual os pro�ssionais deverão
levar em consideração os impactos nas etapas de implementação, operação e desativação do
empreendimento. Na prática, trata-se de uma simples lista ou um questionário que o pro�ssional
preenche quando vai a campo.
Ad hoc: refere-se a uma reunião de pro�ssionais especializados, na qual é feito um brainstorming quanto
aos impactos ambientais e a atividade em questão.
Matrizes de interação: trata-se de uma lista bidimensional (com fatores e ações) que vai permitir que os
pro�ssionais identi�quem os impactos ambientais diretos e indiretos, e oferece uma boa visualização da
situação, além de ser um método simples de se utilizar.
Redes de interação: refere-se a um grá�co ou um diagrama de cadeia de impacto.
Superposição de cartas: são cartas geradas a partir de superposição de mapas, recursos e usos que
permite analisar os impactos.
Simulação: modelos matemáticos automatizados, que permitem trabalhar com diagnósticos e
prognósticos ambientais.
Combinação de métodos: consiste no uso de mais de um método.
É importante reforçar que o pro�ssional pode utilizar mais de um método para analisar os impactos
ambientais e propor medidas mitigadoras dos impactos ambientais. O objetivo é que a sustentabilidade seja
garantida nos empreendimentos a serem implementados.
Dentro de um ciclo em uma edi�cação quando tratamos da qualidade do ambiente interno, na fase do projeto
precisamos considerar: iluminação natural, considerando o cálculo de aberturas que permitam essa
iluminação; ventilação natural, para expor a edi�cação aos ventos naturais; conforto térmico, para bloquear a
radiação externa; controle de ruídos e contato visual com o exterior. Já no que diz respeito a qualidade do
ambiente externo, deve-se pensar em acessos de serviços adequados para veículos de entregas e coleta de
resíduos; facilidades para pedestres adequadas; acessibilidade; áreas adequadas para ciclistas;
sombreamento; percentual de área verde (SILVA, 2003).  Quando analisamos impactos ambientais, também se
faz necessário analisar essas questões em edi�cações. 
SUSTENTABILIDADE EM CANTEIROS DE OBRAS
Vamos analisar o caso da Camila, que é uma pro�ssional que leva em consideração a sustentabilidade na
concepção de projetos de edi�cações e que analisa os impactos ambientais, e, para tanto, trabalha com uma
equipe multidisciplinar.
Para atingir a sustentabilidade na prática de uma obra que será iniciada, Camila e sua equipe vão utilizar, para
levantamento dos impactos ambientais no meio físico, biótico e antrópico, o método de checklist.
Os pro�ssionais vão relacionar os impactos ambientais decorrentes das diversas fases do empreendimento, e
vão precisar classi�car e categorizar estes impactos em positivos ou negativos, de acordo o tipo da
modi�cação antrópica que será realizada. A obra será de pequeno porte e vai atender a uma população local
de 120 pessoas.
Camila e sua equipe vão identi�car os impactos e sua ação geradora, além de descrever todo o processo de
modi�cação ambiental, levando em consideração a situação atual e futura da área. Conforme Braga Jr. et al.
(2002), os impactos sobre os meios físico, biótico e antrópico e a possibilidade de ocorrência foram descritos
conforme apresentado a seguir:
Categoria do impacto: negativos (N) ou positivos (P).
Tipo do impacto: direto (D) ou indireto (I).
Área de abrangência: local (L) e regional (R).
Duração: pode variar entre temporário (T), permanente (P) e cíclico (C).
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Reversibilidade: reversível (Rv) ou irreversível (Ir).
Magnitude: forte (Fo), médio (M), fraco (Fr) e variável (V).
Prazo: curto prazo, médio prazo e a longo prazo.
Medida mitigadora ou potencializadora: destinada a prevenir impactos negativos ou reduzir sua
magnitude e potencializar quando o impacto é positivo.
Camila e a equipe identi�caram os impactos como:
Impacto 1: promoção de procedimentos técnicos de conservação para o meio físico classi�cados como
positivo, indireto, regional temporário, irreversível, forte e a longo prazo, trazendo uma medida
potencializadora para executar controle aos impactos ambientais.
Impacto 2: expectativa da população local, que é um impacto positivo, local, temporário, fraco e a curto
prazo. É possível executar todas as medidas de controle e informar a população a respeito do projeto a
ser executado.
Impacto 3: geração de empregos diretos e indiretos, contratação de mão de obra. É um impacto positivo,
direto, curto prazo, temporário, forte e reversível.
Impacto 4: promoção do desenvolvimento sustentável para o meio antrópico. É um impacto positivo,
indireto, regional, temporário, irreversível, forte e a longo prazo. Tem como medida potencializadora
preconizar os estudos ambientais feitos anteriormente.
Impacto 5: alteração da qualidade do ar, devido à movimentação de máquinas e limpeza de terreno. É
um impacto negativo, indireto, cíclico, reversível, local, fraco e a curto prazo.
Impacto 6: provável redução da capacidade de permeabilidade do solo. É um impacto decorrente da
limpeza do terreno e do movimento de máquinas na obra. Impacto negativo, baixo, local, temporário,
reversível e a curto prazo.
Impacto 7: poluição sonora, devido a máquinas e movimentações. Impacto negativo, fraco, direto, local,
temporário, reversível e a curto prazo.
Impacto 8: redução na composição �orística do local. Acontecerá devido à retirada da cobertura vegetal,
portanto, é um impacto negativo, forte, direto, local, temporário, reversível e a curto prazo.
Como os impactos foram listados, será elaborado o prognóstico e a proposta de medidas mitigadoras.
Nas próximas fases, quando Camila e sua equipe forem atuar, vão avaliar a qualidade do ambiente interno e
externo da edi�cação. No que diz respeito a ambiente externo vão veri�car se há acessibilidade, controle de
ruídos, iluminosidade, já no que diz respeito ao ambiente externo vão analisar se há acesso adequado para
veículos, para coleta de resíduos e outras particularidades. 
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo, vamos abordar questões voltadas aos impactos ambientais decorrentes de
atividades da construção civil, especialmente em canteiros de obras e empreendimentos. Veremos como
utilizar metodologias voltadas para detectar e mapear esses impactos, e a partir de então, propor medidas
mitigadoras para eles sejam reduzidos. 
 Saiba mais
O artigo “Contribuições para a sustentabilidade na construção civil”, de Côrtes e colaboradores (2011),
traz as oportunidades e análises da sustentabilidade na construção civil.
CÔRTES, R. G. et al. Contribuições para a sustentabilidade na construção civil. Revista Eletrônica
Sistemas & Gestão, v. 6, n. 2011, p. 384-397, 2011.
Aula 3
DIRETRIZES DE SUSTENTABILIDADE PARA EXECUÇÃO E
USO DAS EDIFICAÇÕES
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INTRODUÇÃO
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula veremos que para a construção de edi�cações sustentáveis precisamos
considerar as dimensões da sustentabilidade – econômica, social e ambiental. É fundamental levar em conta
esses aspectos desde a concepção do projeto até a sua utilização e ao longo da vida útil da edi�cação.
Você verá que as edi�cações precisam ser pensadas a partirde propostas de reúso de águas pluviais e de
águas cinzas, reciclagem, gerenciamento de resíduos, aproveitamento energético e dispositivos
economizadores, entre outras.
Além disso, uma edi�cação sustentável pode se submeter a uma certi�cação, a exemplo da LEED, que pode
ser aplicada a qualquer tipo de edifício, em várias fases do empreendimento, oferecendo benefícios aos
moradores e melhorando a qualidade de vida das pessoas. 
EDIFICAÇÕES SUSTENTÁVEIS
Um projeto arquitetônico para uma edi�cação sustentável envolve inúmeros fatores que precisam ser
observados para que sejam oferecidas condições adequadas de habitabilidade para as pessoas que vão
residir ali. Por exemplo, o estudo dos ventos nos ambientes é um ponto muito importante pois privilegia a
ventilação natural, mantendo as temperaturas agradáveis com o menor consumo de energia. Outro exemplo
a ser considerado é a orientação solar e seu aproveitamento, para garantir conforto térmico e iluminação
natural.
Um aspecto que precisa ser analisado pelos pro�ssionais é a drenagem de águas pluviais. As áreas
pavimentadas e asfaltadas devem ser pensadas considerando os escoamentos, que, quando mal planejados,
em períodos de chuvas podem ocasionar alagamentos e enchentes. Essa situação é agravada pelo
desenvolvimento e crescimento acelerado das cidades, muitas vezes envolvendo construções cujos impactos
ambientais não foram considerados durante a concepção do projeto.
Tanto as novas construções quanto as revitalizações de ambientes e espaços já existentes produzem algum
impacto, seja ele ambiental, social ou econômico, uma vez que provocam mudanças e in�uenciam
diretamente o dia a dia das populações envolvidas. Entretanto, existem várias maneiras de reduzir estes
impactos ambientais, como o uso de materiais não impactantes e a organização dos canteiros de obra para
garantir a gestão de resíduos.
Os impactos gerados pelas intervenções podem criar transtornos para as pessoas que moram ou transitam
em determinada região, e é necessário ter consciência de que alguns desses impactos serão momentâneos e,
no futuro, trarão benefícios. Por outro lado, destacam-se alguns impactos negativos provocados pelas
intervenções decorrentes de obras: degradação da �ora e da fauna devido à manutenção da vegetação
natural do local da construção; geração de resíduos sólidos, material de aterro e poeira, na terraplanagem e
no descarte dos materiais da obra; poluição sonora devido ao uso de maquinário pesado; aumento do
consumo de água e energia para a execução dos serviços; aumento da geração de esgoto durante a execução
da obra;  mudanças em depósitos hídricos naturais e �uxos de águas super�ciais devido à terraplanagem e ao
preparo do terreno; emissão de poluentes atmosféricos devido ao transporte dos materiais e do maquinário.
Alguns desses impactos podem ter efeitos a longo prazo, como o adensamento populacional. Por isso, é
necessária a previsão de equipamentos urbanos e comunitários para a região em transformação, que possam
atender a população que já usa o espaço e abarque a expansão populacional prevista. Também é necessário
observar o que o plano diretor prevê para a região, considerando o uso e a ocupação do solo, bem como as
legislações ambientais.
A preocupação com o meio ambiente e os processos sustentáveis é um tema que está constantemente sendo
discutido, pois são muitas as ações de sustentabilidade que podem agregar valor a um imóvel,
empreendimento ou condomínio. Na construção, por exemplo, a gestão dos resíduos, com sua efetiva
destinação, pode gerar valor por meio da reciclagem e da geração de agregados, como os materiais
desenvolvidos a partir dos resíduos. A gestão de energia e do consumo de água, a seleção e reciclagem de
resíduos, a manutenção de áreas verdes e a implantação de hortas comunitárias também são exemplos de
ações sustentáveis que são percebidas pelos consumidores e geram valor (Silva, 2012).
Quando pensamos em edi�cações sustentáveis podemos pensar em práticas de medidas de controle de
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula veremos que para a construção de edi�cações sustentáveis
precisamos considerar as dimensões da sustentabilidade – econômica, social e ambiental.
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poluição, isto é, identi�car os poluentes para desta forma identi�car formas de minimizá-la com medidas de
controle de vazamentos, de redução de consumo de água e energia, de aproveitamento de águas pluviais,
redução de resíduos, entre outros. 
SUSTENTABILIDADE EM EDIFICAÇÕES
Quando abordamos a questão da sustentabilidade em edi�cações, devemos considerar que esse conceito se
baseia no uso de tecnologias para evitar impactos ambientais negativos ao meio ambiente e potencializar os
impactos positivos para a sociedade como um todo e para a natureza.
O crescimento da construção civil, em pouco tempo, tornou-se um dos maiores causadores de danos ao meio
ambiente. A operação, a construção e a demolição de empreendimentos são atividades relacionadas com os
impactos ambientais por meio da excessiva geração de resíduos e aumento do consumo de recursos naturais.
Diante dos graves impactos ambientais, o setor da construção se viu obrigado a buscar métodos com melhor
desempenho ambiental (Degani, 2003).
De acordo Lima (2013), o conceito de edi�cação sustentável está relacionado a um sistema que visa preservar
os recursos ambientais para as gerações futuras. Para tanto, são utilizadas soluções inteligentes que possam
promover a redução de resíduos gerados e uso e�ciente da água e energia. É importante salientar que as
edi�cações sustentáveis exigem um investimento inicial alto, mas que ao longo da vida útil da edi�cação, esse
custo vai minimizando e se tem muitos ganhos decorrentes do uso racional de água e do uso e�ciente da
energia, por exemplo.
Ao considerar a sustentabilidade nas edi�cações é possível obter benefícios ambientais, econômicos e sociais.
Para isso, algumas ações devem ser seguidas:
Gestão da obra: visa analisar os impactos ambientais da obra e analisar o ciclo de vida dos materiais
utilizados, além de gerenciar resíduos, entre outras ações.
Aproveitamento dos recursos naturais: vida aproveitar ao máximo a iluminação natural, e obter
conforto térmico e acústico.
Qualidade do ar e do ambiente interior: criar um ambiente isento de poluentes.
Conforto termoacústico: usar tecnologias ecointeligentes para regular a temperatura e o som, visando
ao conforto do ser humano.
Gestão de resíduos gerados: utilizar práticas de coleta seletiva, reciclagem e destinação �nal adequada
dos resíduos.
E�ciência energética: buscar novas fontes de energia, como eólica e solar.
Gestão e economia da água: promover o aproveitamento de águas pluviais para �ns menos nobres.
Evitar o uso de materiais que vão contra a ideia de sustentabilidade, como PVC, amianto, chumbo e
alumínio.
Para garantir a qualidade em todas as suas etapas, as construções sustentáveis podem se submeter a
certi�cações. De acordo com Maciel e Nascimento (2010), essas certi�cações analisam o projeto, a construção
e a manutenção dos empreendimentos com foco direto na sustentabilidade.
No setor da engenharia e construção existem diversos tipos de certi�cações para edi�cações sustentáveis.
Uma das mais importantes é a LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), um sistema de
certi�cação reconhecido internacionalmente, desenvolvido pela United States Green Building Council (USGBC)
em 1998 e que conta com oito tipos de certi�cação, cada qual para um uso especí�co (Maciel; Nascimento,
2010).
Segundo Maciel e Nascimento (2010), LEED é uma certi�cação com procedimentos que orientam, padronizam,
mensuram, classi�cam e certi�cam as construções sustentáveis, documentando cada tipo de edi�cação e
integrando suasfases de projetos, construção e utilização. Os itens avaliados são:
E�ciência de uso de água.
E�ciência energética.
Materiais e recursos.
Qualidade ambiental interna.
Inovação e processo.
Essas certi�cações objetivam melhorar o bem-estar dos moradores, obter um aumento no desempenho
ambiental, oferecer um retorno econômico para o edifício e adotar práticas sustentáveis e inovadoras.
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PROJETO SUSTENTÁVEL EM EDIFICAÇÕES
Vamos agora ver o caso da Vanessa, uma pro�ssional da área ambiental que foi contratada junto com sua
equipe para propor um projeto de sustentabilidade em uma edi�cação que pretende atender vários critérios
em sustentabilidade, garantindo o equilíbrio das dimensões econômica, ambiental e social.
Na proposta do projeto, resultado do brainstorming da equipe de Vanessa, foram de�nidas as seguintes
ações:
Reaproveitamento de águas pluviais e águas cinzas para uma �nalidade menos nobre, como lavagem de
pisos. A equipe pensou que será preciso armazenar a água cinza e propor formas de tratamentos
simpli�cados, como sedimentação, na qual os resíduos mais grossos podem ser sedimentados; �ltração,
que visa à remoção de partículas da água por passagem de areia ou outro meio poroso; e desinfecção,
para que água seja reutilizada.
Instalações hidrossanitárias: em todo edifício deverão ser utilizados economizadores de água, por
exemplo, torneiras com fechamento automático ou com sensor, válvulas de descarga e caixa acoplada
com vazão regulável.
Instalações elétricas: será preciso pensar em projetos de iluminação que busquem alternativas
economicamente viáveis e sustentáveis, com o uso de lâmpadas tipo LED, mas também há uma proposta
para e�ciência energética via sistema fotovoltaico, com uso de energia solar.
Gerenciamento de resíduos: na própria obra, os resíduos de construção civil (RCC) serão gerenciados de
maneira adequada, de acordo com a Resolução Conama n. 307/2002, como resíduos classe A
(reutilizáveis ou recicláveis), classe B (recicláveis para outra destinação), classe C (não há tecnologia para
uso) e classe D (perigosos). Além disso, a proposta da edi�cação considera um sistema de coleta seletiva,
o incentivo à reciclagem, o incentivo à logística reversa e a destinação �nal adequada dos resíduos.
Certi�cação LEED: após a implementação dessas práticas, Vanessa e equipe proporão para os
empreendedores a certi�cação LEED, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas que
devem utilizar a edi�cação.
Vanessa levou em consideração todos os aspectos do projeto e salientou a importância da obra desde a sua
concepção. Na fase de planejamento e projeto da edi�cação deverão ser levados em conta:
Uso do solo, alterações da ecologia e biodiversidade local, estimando a área total de uso afetado pelas
atividades do edifício (em m ), a e�ciência do terreno, a área que será impermeável, e número de vagas
em relação à área construída.
No que tange à ecologia do local, deverão pensar na área de paisagismo com espécies locais, área total e
porcentagem que não será afetada pela edi�cação.
Precisarão levar em conta economia de energia no projeto, economia de água e redução de itens que
possam prejudicar o meio ambiente.
Vanessa e equipe vão compilar todos esses pontos elencados e elaborar a proposta para o empreendedor, e
mostrar que todo esse custo inicial se pagará futuramente, uma vez que uma construção totalmente
sustentável, além de conservar os recursos naturais, protege a saúde humana, reduz os impactos ambientais
e agrega valor à edi�cação.
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo você verá que edi�cações sustentáveis podem ter vários benefícios
para as pessoas, e que esse custo inicial se paga no tempo de vida útil da edi�cação. Práticas como
reaproveitamento de águas pluviais e de águas cinzas, aproveitamento energético, e economia em água e
energia são algumas que essas edi�cações podem apresentar para serem consideradas sustentáveis. 
 Saiba mais
O artigo “Produção de edi�cações sustentáveis: desa�os e alternativas”, de Salgado, Chatelet e
Fernandez, publicado na revista Ambiente Construído em 2012, apresenta discussões a respeito do
projeto e execução de edifícios sustentáveis, e considera, nessa temática, a sustentabilidade e o reúso de
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materiais, entre outros elementos.
SALGADO, M. S.; CHATELET, A.; FERNANDEZ, P. Produção de edi�cações sustentáveis: desa�os e
alternativas. Ambiente Construído, v. 12, n. 4, dez. 2012.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula vamos tratar da norma de desempenho, conhecida como NBR 15.575. Essa norma
considera os requisitos de desempenho aplicáveis às edi�cações e garante que os usuários tenham garantias
quanto à segurança, aos materiais e outros critérios mínimos preestabelecidos para construções.
Você verá que essa norma está dividida em seis partes que tratam dos requisitos gerais, estruturais, pisos,
vedações e coberturas, entre outros elementos.
Para que os pro�ssionais de arquitetura e construção civil estejam mais preparados para o atendimento desta
norma, é necessário aprofundar os estudos e o entendimento de cada uma de suas partes.
NBR 15.575
A norma de desempenho, conhecida pela ABNT NBR 15.575, foi resultado de uma iniciativa promovida pela
Caixa Econômica Federal e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que tinham por intuito de�nir regras
para qualidade nas edi�cações. As discussões acerca dessa temática começaram no ano 2000, porém, apenas
em 2007 foi publicada a primeira versão do documento, atualizada em 2013, e que em 2021 recebeu uma
nova publicação.
As entidades relacionadas à engenharia e arquitetura consideram que essa norma é uma conquista para
nosso país, pois de�ne conceitos claros e importantes para o setor de construção civil. A Associação Brasileira
de Escritórios de Arquitetura (Asbea) destacou que a ABNT NBR 15.575 trouxe no seu conteúdo uma relação
de outras normas já existentes, incluindo o comportamento do uso de vários materiais, componentes,
elementos e sistemas construtivos que compõem uma edi�cação (Asbea, 2013).
Para que a Norma de Desempenho cobrisse o escopo necessário para regulamentar a construção civil no
Brasil, os responsáveis por sua elaboração basearam-se em documentos similares utilizados em outros
países, criando, assim, uma adaptação aplicável no Brasil. Dessa maneira, para o Conselho de Arquitetos e
Urbanistas do Brasil (CAU/BR), a NBR 15.575 inova quando estabelece exigências para o conforto e segurança,
trazendo vários objetos de avaliação (Asbea, 2013).
Para Del Mar (2013), uma norma técnica não é uma lei, mas funciona como tal se for vinculada a alguma lei. É
importante destacar que a NBR 15.575 está vinculada ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). Dessa
maneira, o consumidor terá o direito de comprar um imóvel que atenda aos requisitos de comportamento em
uso dos edifícios, com respeito a itens relacionados à segurança, à habitabilidade e à sustentabilidade.
Quando não existe quem �scalize o cumprimento da norma, se um usuário estiver insatisfeito com o edifício
poderá exigir o cumprimento da norma de desempenho amparado pelo Código de Defesa do Consumidor. A
NBR 15.575 não se aplica a obras em andamento, retro�t ou reformas, e a edi�cações concluídas antes da
data de vigor desta norma.
A NBR 15.575 é dividida em seis partes; uma delas é dedicada às demandas gerais das obras, enquanto as
demais tratam, cada uma, dos sistemas que compõem um edifício: estrutura, pisos, vedações, coberturas e
sistemas hidrossanitários. Paracada um desses sistemas, a norma estabelece os critérios objetivos de
qualidade e os procedimentos que precisam ser adotados para aferi-los. Os exemplos de atributos
normalizados pela NBR 15.575 compreendem todos os aspectos das construções, desde a veri�cação da
resistência mecânica dos elementos estruturais, que deve satisfazer níveis mínimos, até a resistência ao fogo
das coberturas. As instalações hidrossanitárias e elétricas precisam estar protegidas ou ter níveis de
resistência a impacto que permitam seu uso contínuo sem risco de rompimentos em situações usuais (ABNT,
2013).
Aula 4
DIRETRIZES DE SUSTENTABILIDADE PARA DESEMPENHO
DAS EDIFICAÇÕES
Olá, estudante! Nesta aula vamos tratar da norma de desempenho, conhecida como NBR 15.575.
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https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144250&atividade… 13/21
https://www.scielo.br/j/ac/a/tkswjhdj3ZHQPtXWvyzqVJg/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/ac/a/tkswjhdj3ZHQPtXWvyzqVJg/?lang=pt
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Em resumo, a norma de desempenho busca equilibrar as demandas dos usuários, como conforto, economia,
segurança e sustentabilidade, com as características do ambiente em que o edifício está ou será construído.
Seu objetivo é estabelecer critérios claros para medir o desempenho da edi�cação.
ASPECTOS DA NBR 15.575
A NBR 15.575 está estruturada em seis partes. A seguir, vamos resumir cada uma delas (ABNT, 2021).
A norma estabelece critérios relativos ao desempenho térmico, acústico, lumínico e de segurança ao fogo, que
precisam ser atendidos individualmente e isoladamente, devido à natureza con�itante dos critérios de
medições. 
Com o intuito de garantir os critérios propostos pela norma, alguns aspectos precisam ser atendidos, a saber
(ABNT, 2013):
Segurança: será necessário atender a itens de segurança para o uso e ocupação, estrutural e contrafogo.
Habitabilidade: é preciso ter desempenho térmico, acústico, lumínico, para oferecer saúde, higiene e
qualidade do ar, funcionalidade e acessibilidade, e conforto tátil e antropodinâmico.
Sustentabilidade: é preciso que o edifício tenha durabilidade e manutenibilidade, e que sejam
analisados os impactos ambientais.
A NBR 15.575 está estruturada em seis partes. A seguir, vamos resumir cada uma delas (ABNT, 2021).
Parte 1 - Requisitos gerais: é a parte da norma que apresenta sua organização a partir do índice de
referência e partes especí�cas de uma edi�cação, como estrutura, pisos, vedações verticais, coberturas e
sistemas hidrossanitários. Também traz de�nições importantes, como:
Desempenho: relacionado ao comportamento de uma edi�cação e seus sistemas.
Durabilidade: relacionada à capacidade da edi�cação de desempenhar suas funções no decorrer do
tempo.
Especi�cações de desempenho: são os critérios estabelecidos e as funções da edi�cação.
Parte 2 - Requisitos para os sistemas estruturais: é preciso atender os requisitos para toda vida útil do
projeto, por exemplo, as ações do próprio peso, sobrecarga de uso e ventos, entre outros. Precisa considerar
a estabilidade de qualquer de suas partes, trazer segurança aos usuários, segurança quanto a impactos,
choques e vibrações, e não promover a sensação de insegurança aos usuários.
No que diz respeito ao desempenho térmico, a norma de�ne que as habitações precisam ter equilíbrio de
ventilação, porque o Brasil apresenta climas variados. Assim, a avaliação deve ser realizada em ambientes de
permanência prolongada da unidade habitacional.
Quanto ao desempenho lumínico, é necessário considerar que para o período noturno o sistema de avaliação
arti�cial precisa proporcionar condições satisfatórias aos usuários.
Parte 3 - Requisitos para os sistemas de pisos: a norma traz requisitos para termos e de�nições de pisos.
Parte 4 - Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas (SVVIE): a norma
considera sistemas de vedações das edi�cações habitacionais, além da volumetria e espaços da edi�cação e
suas in�uências no desempenho.
Parte 5 - Requisitos para os sistemas de coberturas: quando se trata de coberturas, a norma trata da
qualidade requerida.
Parte 6 - Requisitos para os sistemas hidrossanitários: as instalações hidrossanitárias precisam apresentar
critérios mínimos de segurança, uma vez que são responsáveis diretamente pela saúde e higiene da
habitação. 
EXIGÊNCIAS DA NBR 15.575
Para aplicação, o que é preciso saber da NBR 15.575? Quais são suas exigências?
A NBR 15.575 tem por intuito garantir que obras de imóveis atendam aos mínimos requisitos para qualidade e
segurança. Sabe-se que existem leis que vão proteger o consumidor da contraoferta de serviços de má
qualidade, além do uso de produtos de qualidade inferior. Para tanto, a NBR 15.575 está amparada pelo
Código de Defesa do Consumidor desde 2013.
Essa norma de desempenho está voltada para o comportamento de uma edi�cação e seus sistemas. Isso quer
dizer que a responsabilidade para atendimento da norma é dos pro�ssionais da indústria da construção, se
estendendo também aos usuários.
Conforme mencionado anteriormente, essa norma tem três requisitos principais: sustentabilidade, segurança
e habitabilidade.
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Quando falamos da sustentabilidade na norma de desempenho, tratamos dos sistemas do edifício em si, da
sua durabilidade e dos impactos ambientais gerados no decorrer da obra. Portanto, ao considerar a
sustentabilidade, a norma de desempenho também está relacionada à produção de resíduos, quantidade de
água utilizada, poluição do ar, ruídos e consumo energético, entre outros fatores.
Ao tratar de segurança, nesta norma de desempenho são trabalhados os aspectos voltados contra incêndio,
estrutura, uso e operação da construção.
O desempenho estrutural é um parâmetro que vai implicar o comprometimento da utilização da obra,
�ssuras, deformações e durabilidade. Quando consideramos a segurança contra incêndio, devemos pensar na
segurança e integridade física dos usuários, além da segurança da obra em si. Em uma edi�cação é preciso
evitar a propagação de chamas, pensar nas rotas de fugas, acesso ao corpo de bombeiros e dimensionamento
de equipamentos de detecção, por exemplo.
Nos projetos também é preciso considerar, durante o planejamento, a segurança no uso e operação
relacionados aos componentes da edi�cação. As instalações devem garantir a segurança e qualidade do
serviço para seus ocupantes. Por exemplo, é crucial que uma pessoa que utiliza água quente para tomar
banho não corra o risco de sofrer queimaduras. Da mesma forma, ao utilizar o gás, é fundamental que não
haja vazamentos.
Ao tratar de habitabilidade, a Norma 15.575 considera alguns itens importantes, a saber (ABNT, 2021):
Estanqueidade da água: é preciso haver estanqueidade nas fachadas e paredes, para garantir o uso da
água.
Desempenho térmico: signi�ca melhorar a e�ciência energética da edi�cação, gerando, assim, maior
conforto aos usuários. Para isso, a norma considera questões voltadas a sistemas naturais de ventilação
e insolação, entre outras.
Desempenho acústico: a norma de�ne que é preciso um isolamento acústico e�ciente a ruídos internos
e externos.
Desempenho lumínico: a norma de�ne que é preciso estipular níveis de iluminação natural, e trata da
iluminação arti�cial para os diferentes tipos de edi�cações.
Saúde, higiene e qualidade ao ar: a norma prevê que sejam atendidas as regulamentações da Anvisa e
da Vigilância Sanitária, promovendo saúde aos usuários.
Funcionalidade e acessibilidade: é importante que os usuários tenham boas experiências, cômodos
confortáveis e espaço para ampliação de unidadestérreas, por exemplo.
Conforto tátil e antropodinâmico: a norma prevê limites para declividades de rampas e deformidades
de pisos, entre outros.
É fundamental que o estudante compreenda a importância de se aprofundar nos conceitos estabelecidos na
NBR 15.575, a �m de garantir o desempenho e a sustentabilidade de uma edi�cação.
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo você verá que a NBR 15.575 está dividida em 6 partes, e que cada uma
de suas partes de�ne um requisito importante a ser seguido em uma edi�cação. A norma apresenta critérios
para pisos, questões de luminosidade, de entrada de ar, de conforto, de segurança e de sustentabilidade. 
 Saiba mais
O artigo “Implementação da norma de desempenho NBR 15575:2013: estudo de caso em Recife/PE”
possui o objetivo de analisar estudos de casos em Recife. Para tanto foi realizado o levantamento das
informações, análise crítica e tabulação dos dados.
MORAIS, G. A. T. de.; LORDSLEMM JÚNIOR, A. C.; ANDERY, P. R. P. Implementação da norma de
desempenho NBR 15575:2013: estudo de caso em Recife/PE. Gestão & Tecnologia de Projetos, v. 16, n.
2, p. 113-131.
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https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144250&atividade… 15/21
https://www.revistas.usp.br/gestaodeprojetos/article/view/167683
https://www.revistas.usp.br/gestaodeprojetos/article/view/167683
https://www.revistas.usp.br/gestaodeprojetos/article/view/167683
SUSTENTABILIDADE EM EDIFICAÇÕES
Quando falamos de aspectos e impactos ambientais em canteiros de obras, precisamos entender a diferença
entre o aspecto e o impacto. Tem-se que o aspecto ambiental é a causa, e o impacto ambiental, a
consequência.
Sabe-se que com o crescimento das cidades e das atividades da construção civil, tornaram-se imprescindíveis
a priorização das questões ambientais e a busca de um desenvolvimento mais sustentável em ambientes
urbanos. A adoção de diretrizes sustentáveis nas atividades de construção requer o entendimento dos
aspectos e impactos ambientais dos canteiros de obras e da importância da geração de resíduos e suas
formas de reaproveitamento.
As etapas de construção respondem por uma parcela signi�cativa dos impactos causados pela construção civil
no ciclo de vida de um edifício, podendo interferir nos meios físico, biótico e antrópico, no local em que a
construção é edi�cada e na vizinhança da obra. Essa questão precisa ser veri�cada desde o planejamento da
obra, o canteiro, as etapas da construção, até o �m de sua vida útil.
Quando entendemos a intensidade e a frequência dos impactos ambientais provenientes das atividades nos
canteiros de obras e suas consequências para os meios físico, biótico e antrópico, é essencial analisar o
desenvolvimento em pesquisa e tecnologia no setor construtivo, com os objetivos de adotar medidas
mitigatórias e priorizar os impactos que precisam ser reduzidos ou eliminados. Além disso, essa análise torna-
se fundamental para de�nir os prazos e os custos envolvidos e avaliar a viabilidade técnico-econômica para
implementação de ações mais sustentáveis nos canteiros.
No que diz respeito aos impactos ambientais provenientes de canteiros de obras, destacam-se o consumo
excessivo de recursos naturais, emissões, geração de resíduos, interface com o meio exterior e a qualidade
intrínseca do canteiro. Precisamos pensar em meios de reduzir o uso de recursos, por exemplo, reduzir as
perdas de materiais nos serviços, de�nir critérios para compra de materiais, observar o desempenho técnico
dos materiais, analisar o ciclo de vida dos produtos, promover a gestão de resíduos, reduzir o consumo de
água e optar pelo uso de materiais recicláveis, por exemplo.
Para garantir a sustentabilidade de uma construção é necessário planejar desde a sua concepção. No projeto,
é preciso considerar a redução dos impactos térmicos e sonoros a edi�cações vizinhas; veri�car alternativas
para potencializar o local; pensar em agentes limitadores como ventos dominantes e áreas de ruídos; pensar
em novas fontes de energia; fomentar o aproveitamento de recursos naturais renováveis e integrar a
edi�cação ao seu entorno.
A sustentabilidade no desempenho de uma edi�cação pode ser obtida a partir do atendimento à norma NBR
15.575 (ABNT, 2013), que está dividida em seis partes e pode orientar o desenvolvimento da construção
(ABNT, 2021). Além disso, uma construção sustentável pode buscar a certi�cação por meio de uma certi�cação
ambiental que visa fomentar e incentivar a adoção de práticas de construção sustentável.
REVISÃO DA UNIDADE
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo você verá que é possível fazer o diagnóstico dos impactos ambientais
em um canteiro de obras e em todas as etapas da construção de um empreendimento. Além disso, você
conhecerá os critérios para garantir a sustentabilidade de edi�cações, os métodos de controle, as formas de
minimização dos impactos ambientais, obtidos por meio da Norma 15575 de desempenho de edi�cações e os
critérios para a certi�cação LEED. 
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
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ESTUDO DE CASO
Paloma é uma pro�ssional da área ambiental que atua com construções sustentáveis e tem uma consultoria
composta por vários pro�ssionais em diferentes áreas do conhecimento.
Sua equipe foi contratada para fazer uma proposta de certi�cação para uma edi�cação que será habitacional
e que precisará atender critérios de sustentabilidade, pois a ideia é submetê-la à certi�cação LEED.
Conforme o contrato, Paloma e sua equipe vão atuar desde o planejamento da obra, no canteiro de obras, em
etapas da construção e em orientações para submissão à certi�cação.
O projeto de habitação sustentável a ser elaborado por Paloma terá como ponto de partida a etapa de
concepção, em que há maiores oportunidades para propostas de intervenção com foco na sustentabilidade.
Primeiramente serão considerados parâmetros sustentáveis para a escolha do terreno, que deve ser feita de
acordo com os requisitos ambientais e de localização para essa habitação. Paloma ressaltou que a empresa,
ao construir a habitação sustentável, pode optar por construí-la em uma área que não seja apropriada. Essa
escolha poderá resultar em grandes impactos ambientais. Dessa maneira, avaliar previamente o local onde o
terreno está inserido é de grande valia. Durante o processo de seleção, é importante priorizar locais que não
incluam áreas restritivas à ocupação e que contem com infraestrutura adequada (saneamento e acesso a
transporte público), e serviços básicos (bancos, supermercados, escolas, restaurantes, postos de saúde etc.).
Para atender a essa etapa inicial, a equipe vai responder um checklist com a �nalidade de veri�car os aspectos
e impactos no canteiro de obras considerando os meios físico, biótico e antrópico. Essa ferramenta tem por
objetivo entender a situação ambiental atual do local onde será instalada a edi�cação.
A equipe de Paloma precisará contemplar as questões voltadas à sustentabilidade para todo projeto, e esse
diagnóstico ajudará nesse requisito. Porém, a equipe também precisará pensar nas questões sustentáveis em
todo funcionamento do edifício, levando em consideração as medidas de controle da poluição, as práticas de
controle da qualidade e outras práticas sustentáveis para a construção e uso das edi�cações.
Para que a edi�cação, depois de pronta, seja submetida à certi�cação LEED, Paloma e sua equipe precisarão
considerar vários critérios em prol da sustentabilidade, para que a edi�cação possa obter a tão desejada
certi�cação. 
 Re�ita
Como você já conhece o caso de Paloma e sua equipe e o projeto de edi�cação sustentável em que eles
vão atuar, atendendoa critérios de sustentabilidade, re�ita:
Quais são os aspectos e impactos ambientais que a equipe vai encontrar no terreno e no canteiro de
obras? Mencione os impactos físicos, bióticos e antrópicos que a edi�cação pode provocar na área
ao entorno.
Quais serão as medidas de controle que Paloma e sua equipe poderão utilizar na edi�cação, levando
em consideração a sustentabilidade?
No que diz respeito à sustentabilidade em edi�cações, quais são os pontos que a construção
precisará abordar para que ser considerada sustentável?
Depois que o empreendimento estiver pronto, a equipe vai submetê-lo ao processo de certi�cação
LEED. Diante disso, explique o que é a certi�cação LEED, quais são seus objetivos e quais indicadores
ela mensura para conceder a certi�cação.
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Quando falamos em aspectos e impactos ambientais, precisamos entender a diferença entre ambos. Os
aspectos ambientais são elementos de atividades, produtos e serviços que vão interagir com o ambiente, ou
seja, são as causas. Os impactos ambientais, por sua vez, são as resultantes destas causas, isto é, as
consequências, as modi�cações no meio ambiente, e essas modi�cações podem ser bené�cas ou malé�cas,
dependendo de sua tipologia.
Os impactos ambientais no meio físico são referentes a impactos no ar, na água, no solo e em rochas, por
exemplo. Os impactos ambientais no meio biológico são referentes a ecossistemas terrestres ou aquáticos, as
interações na natureza. Os impactos ambientais no meio antrópico se referem ao uso e ocupação do solo e
sua interferência no local e nas áreas vizinhas.
No nosso caso, os impactos ambientais da futura obra serão:
Impactos no meio físico:
Erosão.
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Poluição do ar (decorrente da remoção de solo e poeira).
Uso de água e redução de reservas hídricas.
Alteração no escoamento super�cial e águas pluviais.
Assoreamento.
Impactos no meio biológico:
Consequências nos ecossistemas locais.
Cortes de árvores e redução de espécies.
Impactos no meio antrópico:
Geração de empregos.
Incômodos à vizinhança (como ruídos).
Moradias para pessoas (habitação).
Mudanças no tráfego de veículos.
As medidas de controle que Paloma e sua equipe poderão utilizar consideram o uso de materiais que não
sejam impactantes e a organização dos canteiros de obras para garantir a gestão dos resíduos.
Para que a construção seja considerada sustentável é preciso que atenda parâmetros ambientais e de
sustentabilidade em todas as etapas do projeto, desde sua concepção, que tenha uma preocupação com o
meio ambiente, objetivando o menor impacto possível, e que utilize os recursos naturais disponíveis de
maneira adequada.
Paloma e sua equipe realizarão algumas ações voltadas a sustentabilidade, a saber:
Uso racional de água.
Aproveitamento de águas pluviais.
Aproveitamento e tratamento de águas cinzas para �ns menos nobres.
Aproveitamento energético, uso de novas fontes de energia.
Telhado verde.
Uso de lâmpadas de led.
Gestão da quantidade de resíduos.
Gerenciamento de resíduos.
Aproveitamento da vegetação ao entorno, e preferência por espécies arbóreas nativas.
Uso de torneiras com dispositivos para redução de desperdício de água.
Para que após a construção a edi�cação obtenha a certi�cação LEED, serão avaliados alguns indicadores, a
saber:
E�ciência e uso da água.
Materiais e recursos.
Inovação e processos.
Qualidade ambiental interna.
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RESUMO VISUAL
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https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144250&atividade… 19/21
Aula 1
BRAGA JR., B. P. F. et al. Introdução à engenharia ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
BRASIL. Resolução Conama nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Diário O�cial da União, Brasília, DF, sec. 1, p.
2548-2549, 17 fev. 1986.
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GORJON NETO, A.; HOJO, L. H. C. P. Análise Ambiental em um Canteiro de Obras. 2011. 92 f. Monogra�a
(Graduação em Engenharia Ambiental) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Presidente
Prudente (SP), 2011. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/44d91dcf-5c51-
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QUALHARINI, E. L. Canteiro de Obras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018 [Minha Biblioteca].
Aula 2
ARAÚJO, V. M. Práticas recomendadas para a gestão mais sustentável de canteiro de obras. 2009.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Departamento de Engenharia de Construção Civil, Escola
Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
BRAGA JR., B. P. F. et al. Introdução à engenharia ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência
da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em:
13 out. 2023.
BRASIL. Resolução Conama nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Diário O�cial da União, Brasília, DF, sec. 1, p.
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CARMO A.T. Qualidade do ar interno. São Paulo: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; 1999.
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Gestão, v. 6, n. 2011, p. 384-397, 2011.
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canteiros de obra de baixo impacto ambiental. In: SERRA, S. M. P. et al. (org.). Tecnologias para canteiro de
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DEGANI, C. M. Sistemas de gestão ambiental em empresas construtoras de edifícios. 2003. Dissertação
(Mestrado Engenharia Civil) – Departamento de Engenharia de Construção Civil, Escola Politécnica,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
NICOL, J.F.; HUMPHREYS, M.A. Adaptive thermal comfort and sustainable thermal standards for buildings.
Energy and Buildings 34: 563–572, 2002.
SILVA, V.G. Avaliação da sustentabilidade de edifícios de escritórios brasileiros: diretrizes e base
metodológica. São Paulo, 2003. 210p. Tese (Doutorado). Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Aula 3
BRASIL. Resolução Conama nº 307, de 5 de julho de 2002. Diário O�cial da União, Brasília, DF, 2 jan. 2003.
DEGANI, C. M. Sistemas de gestão ambiental em empresas construtoras de edifícios. 2003. Dissertação
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LIMA, L. V. P. Arquitetura sustentável. Especialize, Goiânia, v. 1, n. 5, 5 jul. 2013. Semestral.
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REFERÊNCIAS
23/11/2024, 11:52 wlldd_241_u4_con_sus
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