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Trabalhos Científicos e Normas 
Metodológicas e Técnicas
Rafaela Cordeiro Gama
Neste e-book você conhecerá alguns pressupostos teórico 
metodológicos para a escrita de um trabalho científico. Além disso, 
conhecerá de maneira geral as normas ABNT para normalização 
gráfica dos trabalhos acadêmicos científicos. E por fim conhecerá a 
definição dos diferentes tipos de eventos científicos e a importância 
de participação nesses eventos para sua formação acadêmica.
2
Subtópicos
Redação do trabalho científico: 
orientações metodológicas ������������������������������ 3
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������12
Apresentação das normas ABNT ��������������������13
Apresentação gráfica geral do trabalho ���������������������������������������18
Aspectos da digitação do trabalho �����������������������������������������������26
A técnica de indicação bibliográfica, citações e notas de 
rodapé ���������������������������������������������������������������������������������������������29
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������35
Eventos científicos: seminário, 
simpósio, mesa-redonda, painel, 
comunicação oral, palestra �����������������������������36
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������42
Referências Bibliográficas & Consultadas ��43
3
Redação do trabalho 
científico: orientações 
metodológicas
A principal forma de divulgação da produção e do co-
nhecimento científico é por meio da escrita de um tra-
balho científico. É claro, podem existir outras formas de 
divulgação, bem presente na contemporaneidade, como 
podcasts que falam sobre ciência, canais de vídeos em 
redes sociais, eventos científicos on-line etc. Entretan-
to, a maneira de se registrar uma pesquisa prevalece 
a partir do texto escrito, esse que dá base também a 
essas outras formas de divulgação.
Existem diferentes tipos de trabalho científico, que vão 
depender do objetivo do pesquisador, da estrutura que 
o pesquisador escolhe construir o seu trabalho e do lu-
gar onde será publicado o texto. Temos por exemplo o 
artigo científico, o projeto de pesquisa, a resenha, a mo-
nografia, o resumo, a dissertação, a tese etc. (MARCONI; 
LAKATOS, 2022). É necessário observar que cada um 
desses tipos de trabalho científico tem uma finalidade 
e um aprofundamento, mas o comum entre eles é a ne-
cessidade de seguir com rigor técnico e metodológico 
a elaboração de cada um deles.
4
Esse rigor técnico e metodológico é importante porque 
a construção de um trabalho científico possui passos 
fundamentais, como nos explicita Demo (2013). Se-
gundo o autor, para realizar uma construção científica 
é necessário seguir alguns passos que caracterizam o 
fazer científico.
Demo (2013) explica que, ao se pretender realizar uma 
pesquisa científica, é necessário primeiramente levan-
tar hipóteses sobre determinado assunto. Essas serão 
as hipóteses de trabalho, ou seja, se lançará “[...] uma 
suspeita explicativa ou a sugestão provisória de que 
certa forma de explicação poderia dar certo” (DEMO, 
2013, p. 46). Assim como o nome sugere, a hipótese 
de trabalho é hipotética.
A hipótese é uma construção do sujeito pesquisador 
fundamental para a elaboração de uma investigação 
e parte da curiosidade do pesquisador em relação à 
realidade. Essa curiosidade não deve ser somente para 
saber, mas também deve buscar a realidade de maneira 
crítica, se propondo a refletir sobre os temas levantados 
da realidade. Pode-se propor também elaborar soluções 
para os problemas observados, com vistas a contribuir 
com a construção do conhecimento científico sobre 
aquele problema de maneira prática (DEMO, 2013).
5
Independentemente do objetivo do investigador, as hi-
póteses devem ser construídas como afirmações provi-
sórias e passíveis de se confirmar ou não, podendo ser 
realizado de diferentes maneiras durante a investigação 
científica. Demo (2013) indica que a construção da hi-
pótese se faz a partir de um exercício de criatividade 
do pesquisador, que se propõe a conhecer um tema e 
elaborar soluções ou explicações hipotéticas para os 
problemas levantados.
A partir da hipótese construída, inicia-se a elaboração 
de um roteiro de trabalho, por exemplo, um pré-projeto 
ou um projeto de pesquisa. Nesse roteiro é importante 
ter em mente que se deve encontrar os caminhos para 
a realização do teste da hipótese, os quais são diversos, 
como Demo (2013, p. 47) nos explica:
“O cerne da questão, contudo, em termos de 
roteiro de trabalho, é o teste da hipótese, para ave-
riguarmos se a suspeita explicativa foi correta ou 
não, ou em que deve ser corrigida para satisfazer 
a explicação do fenômeno. Tal teste geralmente é 
pensado sob a forma de experimentação empírica, 
cercada de muitos cuidados estatísticos, mas isso 
é apenas uma versão do teste, mesmo que fosse 
reconhecida como a mais praticada. Há outras, 
como a discussão teórica, crítica, ou o teste de 
argumentos teóricos e práticos, no sentido de acei-
tar, rejeitar ou reformular. O problema básico, em 
todo o caso, será conseguir transformar a hipótese 
6
numa tese, porque tese é uma hipótese confirma-
da, testada, e por isso aceita como comprovada.
O autor explica que, principalmente dentro das ciências 
sociais, a tese (que é uma hipótese testada) também 
pode ser colocada em questão com o avanço do conhe-
cimento científico e ser complementada ou substituída 
por outra tese. Ou seja, o conhecimento científico tem 
caráter transitório e se transforma continuamente.
Segundo Demo (2013), existem elementos fundamentais 
a serem contemplados nesse roteiro de trabalho. Um de-
les é a constituição de um quadro teórico de referências, 
em que se conhece as explicações anteriores daquele 
assunto e leva-se em consideração as produções clás-
sicas (aquelas que formam o cânone de conhecimento 
daquele tema) e as produções contemporâneas (mais 
recentes acerca daquele tema).
Outro elemento importante, segundo o autor, é a busca 
de material factual sobre o tema. Ou seja, se já existem 
explicações que demonstram fatos verdadeiros acerca 
do problema e se são aceitos ou não na comunidade 
científica como tal. Isso depende de o investigador 
conhecer outras pesquisas sobre o tema e se alguma 
delas tem um fato sobre ele que é reconhecido por ou-
tros pesquisadores, pois também chegaram à mesma 
conclusão em suas investigações. Já o outro elemento 
importante a ser contemplado no roteiro de trabalho 
são os aspectos formais, relacionados a como será 
7
estruturado o trabalho, quais capítulos serão escritos, 
qual a normalização seguida etc.
Por fim, Demo (2013) destaca a importância da estru-
turação das conclusões do trabalho. A partir daquela 
primeira parte, da hipótese, e com o desenvolvimento 
da investigação, quais foram as conclusões do pesqui-
sador? As hipóteses iniciais se confirmaram ou não? O 
que se pode tirar como a contribuição do trabalho? O 
objetivo da investigação foi cumprido? Quais as lacunas 
que existiram? Quais as possibilidades de investigações 
futuras?
Todas essas questões podem ser trazidas durante a con-
clusão do trabalho. Nela, o investigar faz considerações 
acerca do objetivo e do caminho tomado, realizando 
pontes com o conhecimento científico já produzido sobre 
aquela temática. Será, então, a finalização do trabalho.
Essa é uma estrutura básica, na qual se observa a im-
portância do rigor técnico e metodológico. Claro que 
esse passo a passo não é, na prática, de forma linear. 
Por vezes o pesquisador necessita ir e voltar no texto, 
para observar especificidades ou então adicionar um 
novo referencial teórico. O importante é perceber que 
existem exigências específicas para a construção de 
uma pesquisa e de um trabalho científico, uma forma 
que vai para além dos “achismos”.
8
Toda pesquisa necessita estar fundamentada, deve 
trazer as contribuições anteriores e deve se preocupar 
também em contribuircom a construção do conheci-
mento científico. Isso vai se aprofundando no percurso 
acadêmico do estudante-investigador. Uma tese, por 
exemplo, tem um aprofundamento maior na temática 
estudada do que um TCC. E além disso, os trabalhos 
acadêmicos possuem objetivos específicos, dependen-
do do que você pretende divulgar.
Para além dos aspectos técnicos de um trabalho cien-
tífico, existem também os aspectos metodológicos. 
Demo (2013) explicita que o fazer científico é regido 
por princípios metodológicos, os quais regem toda a 
investigação. O autor afirma que esses princípios são:
[...] posicionamentos básicos que admitimos de 
modo geral válidos e que orientam a conduta na 
pesquisa e na construção científica em geral. Por 
serem linhas hipotéticas, é claro que os podemos 
e devemos questionar, mesmo que façam parte de 
uma tradição forte. (DEMO, 2013, p. 50).
O autor deixa claro que esses princípios básicos para o 
fazer científico partem de uma visão construída histori-
camente pela sociedade ocidental, ao longo de séculos. 
Ou seja, o modo como fazemos ciência hoje é condicio-
nada por o que foi constituído nos países ocidentais e 
no surgimento da ciência como observamos atualmente 
nas instituições de pesquisa.
9
FIQUE ATENTO
Ocidente é um conceito muito discutido e criticado na contempo-
raneidade. Entretanto, aqui se usa esse conceito para destacar 
um momento histórico de formação de uma cultura ocidental 
que tem origem na civilização greco-romana na Europa e que 
se expandiu por meio dos seus impérios e posteriormente por 
meio da colonização. Dessa forma, é um conjunto de países que 
teve grande influência em sua formação da cultura cristã, com 
descendência europeia.
Entretanto, esse fazer científico condicionado aos pres-
supostos metodológicos aqui apresentados, como por 
exemplo a suposta existência de uma ciência neutra – 
visão muito difundida no positivismo – sofre diferentes 
críticas na contemporaneidade. Se fala da importância 
de considerar outras formas de fazer ciência que eram 
desenvolvidas nas civilizações originárias, principalmente 
nos países que sofreram com a invasão colonizadora, 
ampliando a visão sobre os fenômenos de maneira crítica.
Entretanto, a ciência não é neutra, pois é realizada por 
ser humanos que estão em uma situação social, condi-
cionados a uma realidade (DEMO, 2013). Isso deve ser 
considerado durante uma investigação, para se ampliar 
a visão das possíveis variáveis que influenciam deter-
minado fenômeno.
10
FIQUE ATENTO
Positivismo é uma corrente filosófica que surge na Europa, 
entre os séculos 19 e 20. Ele se caracterizou pela negação de 
qualquer outro tipo de conhecimento como válido, afirmando 
que o pensamento científico constituído na época era a única 
forma de conhecimento verdadeiro. Destaca-se então a razão e 
a neutralidade científica como pilares fundamentais para a cons-
trução de conhecimento, rechaçando outras formas possíveis.
Demo (2013) então destaca que para fugir da “arro-
gância ocidental” de que existe apenas uma forma de 
fazer ciência, é necessário assumir que o fazer cientí-
fico é uma construção. Ou seja, nas investigações não 
conseguimos esgotar toda a explicação sobre os fenô-
menos estudados. Existirá sempre a possibilidade de 
descoberta de algo novo sobre aquele fenômeno, seja 
em relação a uma transformação, ou em relação a uma 
análise considerando outros aspectos condicionantes 
daquele fenômeno.
A realidade, de acordo com Demo (2013), nos condiciona 
ou determina de diferentes maneiras, e por isso o fazer 
científico deve levar isso em consideração. Esse é um 
aspecto metodológico importante na investigação, pois 
revê a maneira positivista de observar a realidade como 
algo passível de mudança apenas por desejo individual. 
Estamos inseridos numa realidade social específica e 
isso também vale para as ciências naturais, pois o modo 
de interpretação e análise de dados de um teste esta-
11
tístico, por exemplo, vai depender do referencial teórico 
que utilizo. Sobre a questão da realidade, Demo (2013, 
p. 52) nos explica:
“A realidade não se rege principalmente 
através de intenções, boas vontades, decisões sub-
jetivas, níveis de consciência, mas por condições 
objetivas dadas. O homem não faz simplesmente 
história, como um deus que magicamente conduz 
seu destino, mas a faz condicionado – segundo 
alguns –, ou determinado – segundo outros.
Nesse sentido, observa-se que metodologicamente deve 
existir um rigor na pesquisa e que precisamos ter claro 
que esse rigor faz parte da produção científica. Estudar 
e pesquisar envolve questões teóricas, metodológicas 
e técnicas que fazem parte do processo de realização 
de um trabalho científico.
Além disso, os trabalhos científicos em si são diversos. 
Podemos construir uma monografia, um artigo, uma 
tese, um resumo, uma resenha etc. E isso vai depender 
do objetivo da investigação e de onde será publicado. 
O importante é perceber o rigor técnico e metodológico 
necessários para a escrita do trabalho.
12
Considerações finais
 9 A principal forma de divulgação da produção e do 
conhecimento científico é por meio da escrita de um 
trabalho científico.
 9 É necessário observar que cada tipo de trabalho cien-
tífico tem uma finalidade e um aprofundamento, mas 
é necessário seguir um rigor técnico e metodológico.
 9 Ao se pretender realizar uma pesquisa científica, 
é necessário primeiramente levantar hipóteses sobre 
determinado assunto.
 9 Independentemente do objetivo do investigador, 
as hipóteses devem ser construídas como afirmações 
provisórias e passíveis de se confirmar ou não.
 9 A partir da hipótese construída, parte-se para a ela-
boração de um roteiro de trabalho, por exemplo, um 
pré-projeto ou um projeto de pesquisa.
 9 Existem elementos fundamentais a serem contem-
plados no roteiro de trabalho: quadro teórico de refe-
rências, fatos sobre o assunto e os aspectos formais.
 9 As conclusões são importantes na estruturação do 
trabalho.
 9 Toda pesquisa necessita estar fundamentada, deve 
trazer as contribuições anteriores e deve se preocupar 
em contribuir com o conhecimento científico.
 9 Estudar e pesquisar envolve questões teóricas, me-
todológicas e técnicas que fazem parte do processo de 
realização de um trabalho científico.
13
Apresentação das normas 
ABNT
Neste subtópico iremos abordar as regras de norma-
lização de trabalhos acadêmicos científicos segundo 
a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
Essa Associação é o órgão responsável no Brasil pela 
criação de normas técnicas de diferentes questões, 
como produtos, rotulagem, sistemas, entre outros.
A ABNT também normaliza a produção de trabalhos 
acadêmicos no Brasil, especificando a forma como são 
apresentadas as estruturas dos trabalhos, as citações 
de outras obras, as listas de referências etc. Essas nor-
mas são importantes para padronização dos trabalhos 
acadêmicos e também para facilitar o acesso à infor-
mação apresentada nos trabalhos.
Já imaginou se você escreve um trabalho acadêmico 
científico que não apresenta os objetivos ou a metodo-
logia utilizada? Além disso, nas listas de referências, 
onde você apresenta as diferentes obras que teve acesso 
durante sua investigação, você não utiliza um padrão 
de apresentação das informações e não é possível di-
ferenciar as obras, quais são livros, quais são artigos, 
quais são capítulo, etc. Como a outra pessoa que lerá 
o seu trabalho saberá o que são e como ter acesso a 
14
essas obras? Por isso, o uso de normas técnicas para 
a formatação dos trabalhos científicos é importante.
Existem outros tipos de normas que podem ser utiliza-
das na escrita do trabalho acadêmico, como o estilo 
American Psychological Association (APA) e o estilo 
Vancouver. Essas são mais comumente utilizadas em 
outros países, mas também em algumas universidades 
no Brasil. No entanto, prevalece no país o uso das nor-
mas da ABNT, podendo ter variações dessas normas 
de acordo com a universidade.Entretanto, utilizam-se 
dessas normas para direcionar a normalização.
Mas existe um processo específico para a criação e 
elaboração de uma norma? Segundo a ABNT (2023), 
em seu site, para a elaboração de uma norma, deve ser 
apresentada uma demanda específica. Essa demanda 
pode ser apresentada por uma pessoa, uma empresa, 
entidade ou organismo que realiza um processo de 
regulamentação do tema a ser normatizado. A partir 
disso, a ABNT realiza o seguinte processo:
“A pertinência da demanda é analisada pela 
ABNT e, sendo viável, o assunto é levado ao Co-
mitê Técnico correspondente para inserção em 
seu Programa de Normalização Setorial (PNS). 
Caso não exista Comitê Técnico relacionado ao 
assunto, a ABNT propõe a criação de um novo 
Comitê Técnico, que pode ser um Comitê Brasi-
leiro (ABNT/CB), um Organismo de Normalização 
15
Setorial (ABNT/ONS) ou uma Comissão de Estu-
do Especial (ABNT/CEE). O assunto é discutido 
amplamente pelas Comissões de Estudo, com a 
participação aberta a qualquer interessado, inde-
pendentemente de ser ou não associado à ABNT, 
até atingir consenso, gerando então um Projeto 
de Norma (ABNT, 2023, s/p.).
Dessa forma, qualquer pessoa pode participar do pro-
cesso de criação e elaboração de uma norma específica. 
Assim, o processo de criação das Normas Brasileiras 
NBR relacionadas aos trabalhos científicos foi ampla-
mente discutido, e essas normas passam por revisões 
de tempos em tempos. Por exemplo, a última revisão 
realizada foi a ABNT NBR 6023, a qual diz respeito à 
formatação das referências bibliográficas do trabalho. 
Essa foi atualizada em 2018 para incluir diferentes ti-
pos de documentos e mídias (como os podcast), que 
oferecem informação científica para fundamentação 
de uma investigação.
16
Figura 1: Processo de elaboração e publicação de uma norma.
Sim
Análise do 
resultado da 
Consulta 
Nacional
Consulta 
Nacional
OK?
N
ão
Demanda
Programa de 
Normalização 
Setorial (PNS)
Elaboração do 
Projeto de 
Norma
Fonte: https://www.abnt.org.br/normalizacao/participar-da-
elaboracao� Adaptado�
Existem diversas ABNT NBR relacionadas aos trabalhos 
científicos:
 z NBR 6027, a qual trata da normalização do sumário;
 z NBR 6034, aborda a questão de normalização de 
índices;
 z NBR 6023, sobre a elaboração das referências bi-
bliográficas de um trabalho;
https://www.abnt.org.br/normalizacao/participar-da-elaboracao
https://www.abnt.org.br/normalizacao/participar-da-elaboracao
17
 z NBR 6024, a qual versa sobre a numeração progres-
siva das seções de um documento escrito;
 z NBR 6028 relacionada à elaboração e à formatação 
de um resumo;
 z NBR 10520, a qual apresenta como realizar uma ci-
tação de uma obra durante a escrita do trabalho;
 z NBR 6022, apresenta a estrutura e normalização de 
um artigo científico para publicação em periódico;
 z NBR 14724, que apresenta princípios gerais de apre-
sentação de diferentes tipos de trabalhos acadêmicos 
(teses, dissertações, monografias etc.).
Essas são algumas normas que podem servir de base 
para a formatação de seu trabalho acadêmico. Entretan-
to, essas normas podem sofrer modificações de acordo 
com o programa de graduação ou pós-graduação que 
você está realizando, com a universidade e também 
com o periódico científico que você pretende realizar 
uma publicação. Por isso, é importante você sempre 
consultar as regras de normalização da instituição em 
que você está realizando um trabalho científico.
Vamos então agora apresentar as especificidades das 
regras da ABNT em relação à apresentação gráfica geral 
do trabalho científico, os aspectos relacionados à digita-
ção do trabalho e em relação à técnica de indicação das 
referências bibliográficas, citações e notas de rodapé.
18
Apresentação gráfica geral do trabalho
Aqui vamos apresentar as especificidades gráficas 
necessárias para um trabalho acadêmico científico. 
Usaremos como base a NBR 14724 (ABNT, 2011), que 
fala sobre os princípios gerais para a elaboração dos 
trabalhos acadêmicos escritos para apresentação e ava-
liação de outros profissionais. Essa NBR cita as outras 
publicações da ABNT afirmando que elas servem para 
complementar a normalização gráfica dos trabalhos 
científicos e são indispensáveis no processo.
Em relação à estrutura do trabalho acadêmico científico, 
a NBR 14724 indica que ela é dividida em duas partes: 
a parte externa, que diz respeito à capa e lombada; e a 
parte interna, que diz respeito aos elementos pré-textuais, 
elementos textuais e os elementos pós-textuais. Dentro 
dessa divisão e dos seus respectivos elementos, existem 
aqueles que são de caráter obrigatório, ou seja, devem 
ser apresentados em qualquer trabalho, e aqueles de 
caráter opcional, que podem ser considerados ou não 
na normalização do trabalho.
A seguir, na Figura 2, apresenta-se o esquema da es-
truturação do trabalho acadêmico apresentado na NBR 
14724 e quais são os elementos obrigatórios e os ele-
mentos opcionais.
19
Figura 2: Esquema de estruturação do trabalho acadêmico.
Parte externa
Capa (obrigatório)
Lombada (opcional)
Parte interna
Elementos
pré-textuais
Folha de rosto (obrigatório)
Errata (opcional)
Folha de aprovação (obrigatório)
Dedicatória (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Epígrafe (opcional)
Resumo na língua vernácula (obrigatório)
Resumo em língua estrangeira (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão
Elementos
textuais
Elementos
pós-textuais
Referências (obrigatório)
Glossário (opcional)
Apêndice (opcional)
Anexo (opcional)
Índice (opcional)
Fonte: ABNT, 2011. Adaptado.
A capa do trabalho acadêmico é um elemento da parte 
externa obrigatório e nela devem estar presentes as 
seguintes informações:
1. o nome da instituição onde se vai apresentar o tra-
balho (opcional);
2. o nome do autor do trabalho;
3. o título do trabalho, o qual deve ser objetivo e con-
ciso, identificando o conteúdo do trabalho para facili-
tar a indexação em base de dados e a recuperação da 
informação;
20
4. o subtítulo, caso exista, sendo separado do título 
por dois pontos;
5. número do volume, se houver mais de um;
6. o local, ou seja, a cidade da instituição onde o tra-
balho vai ser apresentado;
7. o ano em que o trabalho foi entregue à instituição.
Excluindo o artigo científico produzido para publicação 
em periódicos (que possuem especificações de nor-
malização de acordo com as revistas científicas), os 
trabalhos monográficos, multipaper ou os artigos produ-
zidos nos programas de graduação e de pós-graduação 
das instituições de ensino superior apresentam uma 
capa. Por isso, esse é um elemento importante para a 
normalização.
A lombada, segundo a NBR 14724, é um elemento op-
cional e suas especificidades são apresentadas na NBR 
12225 (ABNT, 2004). A definição de lombada apresentada 
no documento é a seguinte: “Parte da capa que reúne 
as margens internas ou dobras das folhas, sejam elas 
costuradas, grampeadas, coladas ou mantidas juntas 
de outra maneira; também chamada de dorso” (ABNT, 
2004, p. 1). Na sua estrutura deve apresentar o nome 
do autor ou autores, o título, elementos alfanuméricos 
de identificação de volume (caso exista) e logomarca 
da instituição.
21
Sobre a parte interna do trabalho acadêmico, a NBR 
14724 realiza uma divisão entre elementos pré-textuais, 
que são a folha de rosto, a errata (opcional), folha de 
aprovação, dedicatória (opcional), agradecimentos (op-
cional), epígrafe (opcional), resumo em língua vernácula 
e em língua estrangeira, lista de ilustrações (opcional), 
lista de tabelas (opcional), lista de abreviaturas e siglas 
(opcional), lista de símbolos (opcional), e, por fim, o 
sumário. Vamos nos concentrar aqui na descrição dos 
elementos obrigatórios.
A folha de rosto, elemento obrigatório, possui informa-
ções no anverso e no verso da folha. No anverso devem 
ser apresentadas asseguintes informações: nome do 
autor; título e subtítulo (caso exista); número do vo-
lume; em um bloco de texto o tipo de trabalho (tese, 
dissertação, TCC etc.), o objetivo da apresentação do 
trabalho (aprovação em disciplina, obtenção de algum 
grau acadêmico etc.), o nome da instituição e a área 
de concentração do trabalho; nome do orientador e do 
coorientador (caso exista); a cidade da instituição; e o 
ano de entrega do trabalho escrito. Perceba que são os 
elementos da capa com inserção de outras informações.
22
Figura 3: Exemplo de capa e de folha de rosto.
Fonte: https://www.une.org.br/noticias/capa-de-trabalho-abnt-
como-formatar-modelo-nas-regras-da-abnt�
No verso da folha de rosto é apresentada a ficha ca-
talográfica. Geralmente, essa ficha é elaborada pela 
responsável bibliotecária da biblioteca da instituição 
de ensino. Nela devem ser apresentados os dados de 
catalogação da publicação, conforme o Código de Ca-
talogação Anglo-americano vigente (ABNT, 2011).
Já a folha de aprovação, elemento pré-textual também 
obrigatório, é inserida na folha seguinte à folha de rosto. 
Nela devem constar: o nome do autor; título e subtítulo 
(se houver) do trabalho; tipo do trabalho; data de aprova-
ção pela banca avaliadora e nome, titulação, assinatura 
https://www.une.org.br/noticias/capa-de-trabalho-abnt-como-formatar-modelo-nas-regras-da-abnt
https://www.une.org.br/noticias/capa-de-trabalho-abnt-como-formatar-modelo-nas-regras-da-abnt
23
e nome da instituição dos componentes da banca. Essa 
última deve ser inserida após a aprovação (ABNT, 2011).
Figura 4: Exemplo de folha de aprovação.
Fonte: https://tccdescomplicado.com.br/
modelo-folha-de-aprovacao-abnt/�
https://tccdescomplicado.com.br/modelo-folha-de-aprovacao-abnt/
https://tccdescomplicado.com.br/modelo-folha-de-aprovacao-abnt/
24
Em relação aos resumos em língua vernácula e estran-
geira, as especificações são indicadas pela NBR 6028 
(ABNT, 2021). Os resumos devem ser concisos, objetivos 
e apresentarem os principais conteúdos do trabalho. 
Deve ser escrito em um parágrafo único e sua extensão, 
ou seja, o número de palavras, vai depender do trabalho 
o qual precederá. Após o resumo, deve-se apresentar as 
Palavras-chave, que são as palavras que representam 
o conteúdo do trabalho (ABNT, 2021).
Por fim, nos elementos pré-textuais, deve ser apresenta-
do obrigatoriamente o sumário. A normalização desse 
elemento é regida pela NBR 6027 (ABNT, 2012a). Nes-
sa NBR é indicado a importância da NBR 6024 (ABNT, 
2012b), a que trata da numeração progressiva das se-
ções do documento escrito.
Os sumários devem existir nas publicações de mono-
grafias como o último elemento pré-textual e deve ser 
apresentado apenas em duas páginas (anverso e verso), 
com o título “Sumário” no início da página, centralizado. 
As tipografias do sumário devem seguir as utilizadas no 
momento de numeração das seções do documento e 
indicar, principalmente, a página onde inicia cada ses-
são. Além disso, os elementos pré-textuais não devem 
aparecer no sumário.
25
Figura 5: Exemplo de Sumário.
Fonte: ABNT, 2012a.
Partindo para os elementos textuais, a NBR 14724 in-
dica que o texto deve conter uma parte introdutória 
do trabalho, onde são apresentados os objetivos e a 
justificativa de elaboração. Além disso, deve detalhar 
o desenvolvimento do trabalho, no qual se apresenta 
o referencial teórico-metodológico, os resultados e a 
discussão comparativo do trabalho com o referencial, 
detalhando a pesquisa realizada. Finalizando, então, 
com a parte da conclusão ou as considerações finais, 
fechando o trabalho e apresentando possíveis desdo-
bramentos e limitações do estudo (ABNT, 2011).
26
Por fim, os elementos pós-textuais são as referências 
bibliográficas, onde se apresentam as obras consultadas; 
o glossário (opcional); o apêndice (opcional), momento 
de apresentar os documentos produzidos na pesquisa; 
o anexo (opcional), apresentando os documentos utili-
zados na pesquisa e que foram produzidos por outras 
pessoas; e o índice (opcional).
As referências, elemento pós-textual obrigatório, são 
regidas pela NBR 6023, as quais serão abordadas poste-
riormente no item “A técnica de indicação bibliográfica; 
citações e notas de rodapé”.
Aspectos da digitação do trabalho
A seguir, vamos apresentar as regras gerais para a apre-
sentação gráfica de digitação do trabalho acadêmico 
científico, segundo a ABNT NBR 14724 (2011).
Em relação ao formato, temos as seguintes indicações:
 z Texto na cor preta, com letra tamanho 12, com for-
mato de papel A4 (21 cm x 29,7 cm);
 z As citações de mais de três linhas, notas de rodapé, 
paginação, ficha catalográfica, legendas e fontes das 
ilustrações e das tabelas devem ser apresentadas com 
tamanho da letra menor que 12, de maneira uniforme;
 z Elementos pré-textuais digitados no anverso da fo-
lha, com exceção da ficha catalográfica, que deve ficar 
no verso da folha de rosto;
27
 z Elementos textuais e pós-textuais em sequência, 
utilizando o anverso e o verso da folha;
 z Margens: para o anverso seria esquerda e superior 
de 3 cm e direita e inferior de 2 cm; e para o verso seria 
direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm.
Com relação ao espaçamento entre linhas, seguem-se 
as seguintes recomendações:
 z Todo o texto deve ser digitado com espaçamento 
entre linhas de 1,5 cm;
 z As citações de mais de três linhas, as notas de roda-
pé, referências, legendas das ilustrações e das tabelas 
e o tipo de trabalho (texto apresentado na folha de ros-
to) deve ter espaçamento simples entre linhas (1 cm);
 z Na lista de referências, cada obra deve ser separada 
entre si por um espaço simples em branco;
 z O alinhamento do tipo de trabalho da folha de rosto 
e na folha de apresentação deve ser do meio da página 
para a margem direita;
 z Os títulos dos elementos pré-textuais e pós-textuais 
que não possuem indicativo numérico (errata, agradeci-
mentos, listas de ilustração, abreviaturas e siglas e lista 
de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, 
apêndices, anexos e índices) devem ser formatados em 
alinhamento central;
28
 z Os indicativos de seção dos elementos textuais (que 
devem possuir indicativo numérico) devem ser alinhados 
à esquerda com espaçamento entrelinhas de 1,5 cm;
 z A folha de aprovação, a dedicatória e as epígrafes 
não devem ter indicados seus títulos na página.
Em relação à paginação segue-se as seguintes 
recomendações:
 z As folhas com elementos pré-textuais devem ser 
contadas, mas não numeradas;
 z A capa não é contada para realização da numeração;
 z A numeração deve aparecer a partir da primeira folha 
dos elementos textuais, ou seja, na primeira folha da 
introdução (ou apresentação em alguns casos);
 z A numeração deve ser realizada em algarismos ará-
bicos, no canto superior direito da folha (para trabalhos 
com parte escrita apenas no anverso);
 z Quando os elementos textuais forem escritos no an-
verso e no verso, a numeração deve aparecer no verso 
no canto superior esquerdo;
 z Os elementos pós-textuais também são numerados 
e sequenciados junto com a parte textual do trabalho.
Em relação às ilustrações e tabelas apresentadas ao 
longo do texto, segue as indicações da NBR 14724:
29
 z A identificação da ilustração, ou seja, seu título, deve 
ser apresentada na parte superior, com a palavra que 
designa a ilustração (esquema, quadro, figura, imagem, 
tabela etc.);
 z Após a palavra que especifica a ilustração, deve 
aparecer a numeração, a qual deve ser realizada em 
sequência para cada tipo de ilustração;
 z Na parte inferior da ilustração deve-se apresentar a 
fonte consultada (elemento obrigatório);
 z Se a fonte for do próprio autor deve-se indicar tam-
bém na parte inferior da ilustração;
 z A ilustração deve ser citada no texto, o mais pró-
ximo possível da ilustração a que se refere e antes de 
ela aparecer;
 z As tabelas são formatadas a partir das indicações 
do Instituto Brasileiro de Geografiae Estatística (IBGE), 
com manual próprio.
A técnica de indicação bibliográfica, 
citações e notas de rodapé
Ao realizar a escrita de um texto, vamos citando os do-
cumentos que consultamos ao longo da investigação. 
Um trabalho acadêmico científico deve ser realizado a 
partir da leitura de outras pesquisas e de levantamento 
teórico sobre o assunto estudado, para dar credibilidade.
30
Não construímos conhecimento científico do nada. 
Desde o levantamento de hipóteses até a discussão 
dos resultados utilizamos outros autores e documen-
tos para contribuir com o processo de construção do 
conhecimento científico. Dessa forma, a quantidade de 
citações em um texto escrito será considerável, e por 
isso devem ser organizadas e padronizadas. A NBR 
10520 (ABNT, 2002) é o documento que apresenta as 
regras de padronização das citações.
A citação por norma é a “menção de uma informação 
extraída de outra fonte” (ABNT, 2002, p. 1). Pode acon-
tecer também a citação de citação, quando se utiliza 
a informação de um texto que não se teve acesso ao 
original a partir de outro texto. Além disso, as citações 
podem ser separadas em dois tipos: citação direta, em 
que é realizada a transcrição textual de parte do docu-
mento consultado; e a citação indireta, em que se rea-
liza uma paráfrase do documento lido. Nos dois tipos 
devem ser apresentados o autor e o ano do documento, 
e na citação direta, especificamente, a página onde se 
encontra o trecho citado.
De maneira geral, as citações devem apresentar o so-
brenome do autor, a instituição responsável ou o título 
incluído na sentença (esses dois últimos casos ocor-
rem se não existe autoria de pessoa física) em letras 
maiúsculas e minúsculas, e quando forem citadas entre 
parênteses devem ser em letras maiúsculas. Exemplo: 
Gama (2023) ou (GAMA, 2023).
31
As citações diretas, ou seja, aquelas que fazem a trans-
crição textual de parte do documento, de até três linhas 
devem ser inseridas no próprio parágrafo, indicadas 
entre aspas duplas. Já as citações diretas com mais de 
três linhas devem ser separadas do parágrafo, com um 
recuo de 4 cm da margem esquerda, sem aspas e com 
tamanho de letra menor que o do texto (ABNT, 2002).
Existem duas formas de fazer a chamada das referências: 
ou pelo sistema numérico ou pelo sistema autor-data 
(mais comumente utilizado). Em um texto escrito deve 
ser adotado apenas um deles de forma padronizada. As 
referências podem ser apresentadas no final do texto, 
nos elementos pós-textuais ou também no rodapé da 
página onde a citação foi realizada somente ao se uti-
lizar o sistema autor-data (ABNT, 2002).
No sistema numérico apresenta-se a citação direta 
ou indireta e indica-se entre parênteses ou utilizando 
o recurso superior à linha a numeração se remetendo 
à lista de referência. Já o sistema autor-data indica o 
sobrenome do autor, o nome da instituição ou o título 
do documento, e o ano que foi publicado o documento.
As notas de rodapé, segundo a NBR 10520, podem ser 
separadas em dois tipos: notas de referências e notas 
explicativas. Nos dois tipos de notas a numeração é feita 
continuamente durante todo o texto com indicação de 
números arábicos.
32
As notas de referência apresentam no rodapé a referência 
do documento citado naquela página e dá possibilidade 
de, se aquele mesmo documento for citado em outros 
momentos do texto, usar as indicações id. (mesmo au-
tor), ibid. (na mesma obra), apud (citado por, no caso de 
citação de autor que está na obra de outro autor) entre 
outros tipos de indicações abreviadas.
Já as notas explicativas apresentam uma explicação 
acerca de determinado assunto que pode fugir do texto 
principal, mas que complementam aquele texto. São 
usados principalmente para explicar determinada ques-
tão sem precisar utilizar parte do espaço para o texto 
do tema principal. Pode também indicar outras obras 
para consulta referente ao assunto tratado.
Todas essas regras para citações fazem parte do proces-
so de fazer referências das obras que são consultadas 
durante uma investigação, chamadas referências biblio-
gráficas. As referências bibliográficas de um trabalho 
acadêmico derivam das obras consultadas e citadas ao 
longo do texto escrito. O documento que apresenta a 
norma para a formatação das referências bibliográfica 
é a NBR 6023 (ABNT, 2018), em que são apresentadas 
todas as especificações para cada tipo de obra.
Ou seja, as referências bibliográficas irão ser apresen-
tadas de acordo com o tipo de documento consultado 
e citado, em que cada um deles tem informações es-
pecíficas que devem ser indicadas. Essa é uma parte 
33
importante do trabalho acadêmico científico, pois ofere-
cerá as informações sobre as obras para que os leitores 
possam consultá-las quando necessário.
As referências, segundo a NBR 6023, são constituídas 
de elementos essenciais e de elementos complemen-
tares. Os elementos essenciais são aqueles que são 
fundamentais para a identificação do documento, e 
estão “[...] estritamente vinculados ao suporte documen-
tal e variam, portanto, conforme o tipo” de documento 
(ABNT, 2018, p. 4). Já os elementos complementares 
são informações que acrescentam outras característi-
cas dos documentos.
Em relação às regras gerais de apresentação das refe-
rências, a NBR 6023 basicamente realiza as seguintes 
indicações:
 z Os elementos, tanto essenciais quanto complementa-
res, devem ter uma ordem de apresentação padronizada 
dentro da referência de um documento;
 z Para documentos on-line apresenta-se o endereço 
eletrônico onde consultou-se aquele documento (Dis-
ponível em:) e a data de acesso (Acesso em:), ao final 
da referência;
 z Em cada referência apresentada deve-se destacar 
algumas informações, dependendo do tipo de documento, 
com um tipo de recurso tipográfico (negrito, itálico ou 
34
sublinhado) de forma padronizada, ou seja, se escolheu 
usar negrito deverá usá-lo em todas as referências;
 z Caso em alguma referência utilize um elemento 
complementar você terá que usar também em todas as 
referências um elemento complementar do documento;
 z Para cada tipo de documento existe uma forma de 
apresentar a sua referência.
No tópico sete da NBR 6023 são apresentados diferen-
tes modelos de referência para cada tipo de documento 
possível de citação no trabalho. É necessário se atentar 
aos detalhes de cada tipo e quais informações serão 
destacadas pelos recursos tipográficos. Assim, a for-
matação das referências é um trabalho minucioso de 
extrema importância para realização de um trabalho 
escrito conciso.
35
Considerações finais
 9 A ABNT normaliza a produção de trabalhos acadê-
micos no Brasil, especificando a forma como são apre-
sentadas as estruturas dos trabalhos.
 9 Existem diferentes normas da ABNT para cada parte 
da estrutura de um trabalho, que são essenciais para a 
construção da escrita.
 9 Em relação à estrutura do trabalho acadêmico cien-
tífico, a NBR 14724 indica que ela é dividida em duas 
partes: a parte externa e a parte interna.
 9 Existem elementos, dentro da divisão externa e in-
terna, que são obrigatórios e outros que são opcionais.
 9 Em relação aos aspectos da digitação do trabalho 
existem minuciosas formas de normalização da escrita.
 9 O processo de citação e de construção da lista de 
referências bibliográfica é complexo, mas importante 
para a fidedignidade do trabalho científico.
36
Eventos científicos: 
seminário, simpósio, 
mesa-redonda, painel, 
comunicação oral, 
palestra
A divulgação científica acontece de diferentes maneiras, 
por meio de defesa pública de dissertações e teses, de 
artigos científicos publicados em periódicos ou, principal-
mente, por meio dos eventos científicos. Esses eventos 
são organizados pela própria comunidade acadêmica e 
são importantes para valorização e avanço do conheci-
mento científico. A Coordenação de Aperfeiçoamento 
de Pessoal de Nível Superior (CAPES, 2016, p. 1) define 
evento científico da seguinte forma:
“Evento Científicoé uma atividade que tem 
como objetivos: reunir especialistas e interessados 
em determinadas áreas do saber para discussão 
de temas que atendam a preocupações comuns, 
com vistas à atualização e ao progresso da pesqui-
sa científica em uma área; divulgar resultados de 
pesquisa dos pesquisadores e colocá-la em debate 
com vistas a sua qualificação e validação no âmbito 
da comunidade científica; incentivar o desenvolvi-
mento de campos de pesquisa ainda emergentes; 
e promover a formação de pesquisadores.
37
Dessa maneira, percebe-se a importância de diferen-
tes investigadores, em diferentes níveis de pesquisa, 
participarem de eventos científicos, pois é um meio de 
contribuir com o avanço do conhecimento, mas também 
de conhecer e se atualizar sobre determinado assunto. 
Para isso, precisamos entender as definições e carac-
terísticas de cada tipo de evento científico considerado 
pela CAPES.
A CAPES (2016) apresenta 14 tipos de eventos científi-
cos, são eles: congresso, simpósio, encontro, colóquio, 
workshop, reunião, seminário, painel, fórum, conferência, 
palestra e ciclo de palestras, jornada, feira ou mostra e 
escola. A seguir é apresentada a tabela com as defini-
ções de cada um segundo CAPES:
Tabela 1: Os tipos de eventos científicos.
Congresso
Reunião ou encontro de pesquisadores e/ou profis-
sionais com interesse em pesquisa acadêmica com 
vistas à apresentação de resultados de pesquisa 
em andamento, de desenvolvimentos em uma dada 
linha de pesquisa ou estado da arte em um dado 
campo ou tópico de interesse. Pode incluir várias 
atividades, tais como mesas-redondas, conferên-
cias, simpósios, palestras, comissões, painéis, mini-
cursos, entre outras.
38
Simpósio
Reunião de iniciativa de determinada comunidade 
científica em torno de um assunto específico com 
vistas a agregar resultados e considerações de 
modo a promover avanço no sentido de sua clari-
ficação. Pesquisadores convidados apresentam 
suas considerações e/ou resultados sobre o tema, 
para debate amplo com um público com interesses 
comuns.
Encontro
Reunião de iniciativa de determinada comunidade 
científica na qual pesquisadores, docentes, estu-
dantes de pós-graduação e de graduação ou outros 
profissionais têm a possibilidade de apresentar seus 
resultados de pesquisa e relatos de experiências 
em determinada área ou tema para colocá-los em 
debate, com vistas a qualificá-los e validá-los. Nos 
encontros também pode haver atividades, tais como 
mesas-redondas, conferências, palestras, painéis, 
minicursos, entre outras atividades de atualização 
e divulgação com vistas ao avanço da área, bem 
como debates sobre temas relevantes, atuais e polê-
micos no âmbito da área.
Colóquio
Evento de menor porte do que um encontro, com 
vistas a intensificar o diálogo de pesquisadores, 
alunos e/ou profissionais em torno de um tópico 
ou questão específica, de modo a promover avanço 
no entendimento deste ou gerar questões a serem 
investigadas como continuidade.
Workshop
Reunião de pesquisadores e/ou técnicos que dão 
apoio à pesquisa, em torno do desenvolvimento de 
técnicas, metodologias ou práticas que sejam úteis 
à condução de pesquisa em determinado campo. O 
workshop pode ser conduzido por um pesquisador/
profissional ou sua condução pode ser compartilha-
da em função de seus objetivos específicos.
39
Reunião
Reunião de pesquisadores, podendo ser estendida a 
profissionais vinculados à atividade científica e aos 
alunos, para a apresentação e discussão de assun-
tos pertinentes à atividade científica/acadêmica ou 
à gestão em ciência.
Seminário
Reunião de um grupo de estudos/pesquisa em torno 
de um tópico exposto oralmente por um ou mais 
dos participantes, usualmente relativo à pesquisa 
em andamento a ser discutida pelos participantes.
Painel
Exposição de visões, abordagens relativas a um 
tema por um pequeno número de especialistas. 
Usualmente, uma das atividades programadas em 
congressos.
Fórum
Tipo de reunião menos técnica cujo objetivo é envol-
ver a efetiva participação de um público interessado 
para o tratamento de questões relevantes sobre de-
senvolvimento científico, ações sociais em benefício 
de grupos específicos ou da humanidade em geral.
Conferência
Apresentação pública ou preleção sobre tema 
(assunto técnico, artístico, científico ou literário) de 
interesse de uma comunidade por parte de pesqui-
sador/profissional/ especialista com notoriedade na 
área em que atua.
Palestra 
e ciclo de 
palestras
Sequência de apresentações públicas sobre deter-
minado tema de interesse oriunda de iniciativas 
da parte de instituições científicas/educacionais 
ou profissionais para as quais a apresentação do 
produto da pesquisa acadêmica seja relevante, 
ou oriunda de redes de cooperação nacionais ou 
internacionais.
Jornada
Encontro curto (de um dia de duração), usualmen-
te organizados por grupos de pesquisa, de âmbito 
regional ou local, para discutir assuntos de interesse 
do grupo. As conclusões podem definir linhas nor-
teadoras para trabalho futuro.
40
Feira ou 
Mostra
exposição pública de trabalhos, materiais e outros 
produtos decorrentes de atividade acadêmica (cien-
tífica, literária, artística).
Escola
cursos monográficos intensivos ministrados por 
pesquisadores de notório saber em áreas relevantes
Fonte: CAPES, 2016, p. 2-3. Adaptado.
Existem também a mesa-redonda e a comunicação oral, 
as quais são formas de apresentação dentro de um 
evento científico. A mesa-redonda é um momento de 
discussão sobre determinado assunto, onde participam 
profissionais que podem apresentar sua opinião de ma-
neira democrática acerca do assunto. Já a comunicação 
oral é o momento em que um investigador apresenta 
uma pesquisa que está em fase de desenvolvimento 
(parcial) ou uma investigação que já se encerrou, apre-
sentando os resultados dela. Nessa comunicação existe 
também o momento de discussão e de problematização 
no grupo de investigadores.
A CAPES (2016) possui dois critérios de avaliação des-
ses eventos científicos. São eles:
 z Consolidação: é medida a partir da quantidade de 
versões de edição do evento.
 z Abrangência: é medida em cinco níveis – interna-
cional, o qual abrange pesquisadores de diferentes 
países especialistas nas áreas do evento e abertura 
de chamada de trabalhos a nível internacional; nacio-
nal, com os mesmos critérios do internacional, mas 
41
no âmbito nacional; regional, que abarcam a região do 
evento, por exemplo, evento sobre a Amazônia, então 
deve abarcar investigadores na região; estadual, onde 
se considera a produção acadêmica do estado em que 
o evento acontece; e local, evento predominantemente 
voltado à comunidades científica da instituição onde 
está acontecendo.
Dessa maneira, percebe-se que os eventos científicos 
podem ter diferentes níveis de abrangência, o que acar-
reta um peso maior àqueles eventos que abrangem 
maior número de pessoas e investigações, como o nível 
nacional e internacional.
Portanto, é importante você considerar, em seu processo 
de formação educacional, a participação em eventos cien-
tíficos de diferentes níveis, pois neles pode-se conhecer 
a produção científica sobre o assunto de seu interesse. 
Além disso, você pode descobrir qual assunto gostaria 
de investigar ou estudar e ampliar seus conhecimentos 
sobre os temas discutidos no seu curso.
42
Considerações finais
 9 A divulgação científica acontece de diferentes ma-
neiras, principalmente por meio dos eventos científicos.
 9 Os eventos são organizados pela própria comunida-
de acadêmica e é importante para valorização e avanço 
do conhecimento científico.
 9 A CAPES apresenta 14 tipos de eventos científicos, 
os quais apresentam definições e características dife-
rentes entre si�
 9 Os eventos científicos podem ter diferentes níveis de 
abrangência, o que acarreta um peso maior para aque-
les eventos que abrangem maior número de pessoas 
e investigações.
 9 É importante considerar a participação em eventos 
científicos dediferentes níveis, pois neles pode conhecer 
a produção científica sobre o assunto de seu interesse.
43
Referências Bibliográficas 
& Consultadas
DEMO, P. Introdução à metodologia da ciência. São 
Paulo: Atlas, 2013.
MARCONI, M.; LAKATOS, E. Fundamentos de Metodo-
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – 
ABNT. NBR 10520: Informação e documentação – Ci-
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS 
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Lombada – Apresentação. 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – 
ABNT. NBR 14724: informação e documentação – Tra-
balhos acadêmicos – Apresentação. 2011.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – 
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mário – Apresentação. 2012a.
https://www.abnt.org.br/normalizacao/participar-da-elaboracao
https://www.abnt.org.br/normalizacao/participar-da-elaboracao
44
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – 
ABNT. NBR 6024: Informação e documentação – Nu-
meração progressiva das seções de um documento 
– Apresentação. 2012b.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – 
ABNT. NBR 6023: Informação e documentação – Re-
ferências – Elaboração. 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – 
ABNT. NBR 6028: Informação e documentação – Resu-
mo, resenha e recensão – Apresentação. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. COORDENAÇÃO DE 
APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – 
CAPES. Considerações sobre classificação de eventos� 
2016. Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/
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TOS__AREA_DE_ENSINO__46.pdf. Acesso em: 15 de 
junho de 2023.
https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/DOCUMENTO_CRITRIOS_EVENTOS__AREA_DE_ENSINO__46.pdf
https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/DOCUMENTO_CRITRIOS_EVENTOS__AREA_DE_ENSINO__46.pdf
https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/DOCUMENTO_CRITRIOS_EVENTOS__AREA_DE_ENSINO__46.pdf
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	Considerações finais
	Referências Bibliográficas & Consultadas

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