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REVISTA LIBERUM ACCESSUM 
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
1Graduanda do curso de Fisioterapia. Unidesc, Luziânia, Brasil. E-mail: gabriely.silva@sounidesc.com.br 
2Fisioterapeuta e profissional de Educação Física. Docente do curso de Fisioterapia, Educação Física, 
Enfermagem, Farmácia e Nutrição. Coordenadora dos Cursos de Fisioterapia e Educação Física. Mestrado 
em Ciência da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco-RJ. Unidesc, Luziânia, Brasil. E-mail: 
eliane.monteiro@unidesc.edu.br 
 
SILVA, GM. Monteiro, EMO. Laserterapia no tratamento de cicatrizes em pacientes queimados. Revista 
Liberum Accessum 2021 Abr; 9(2): 40-50. 
LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DE CICATRIZES EM 
PACIENTES QUEIMADOS 
 
1Gabriely Matias Silva 
2Eliane Maria de Oliveira Monteiro 
 
Resumo 
Introdução: O tegumento mais conhecido popularmente como pele, é o maior órgão do corpo 
humano, sendo o responsável pela proteção de influencias ambientais danosas, porém, agentes 
externos podem agredir a essa camada, ocasionando lesões como as queimaduras e gerando as 
cicatrizes. Objetivo: Evidenciar o recurso terapêutico da laserterapia para a eficácia do 
tratamento das cicatrizes em queimados. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura 
na qual realizou-se uma pesquisa informatizada em literaturas e estudos nas bases Scielo, 
PubMed e outros através de seus descritores. O levantamento bibliográfico foi delimitado por 
estudos publicados que tratam sobre pacientes lesionados por queimaduras e o seu tratamento 
com a laserterapia. Resultados e discussões: Para os autores de estudos que abordam a 
aplicabilidade da técnica da laserterapia em cicatrizes dos queimados, essa técnica garante 
vários benefícios no aspecto e fatores fisiológicos das lesões, com maior evidencia no seu 
reparo tecidual. Conclusão: Foi evidenciado que as cicatrizes das queimaduras podem ser 
tratadas com essa técnica provocando ações anti-inflamatórias, analgésicas e melhora no 
aspecto do tecido, acerca disso conclui-se que cabe ainda mais estudos sobre o assunto. 
Palavras chaves: lesões, fototerapia, queimaduras, reabilitação. 
Abstract 
Introduction: The Tegument, more popularly known as the skin, is the largest organ of the 
human body, being responsible for the protection of harmful environmental influences, 
however, external agents can broke this layer, causing injuries such as burns and generating 
scars. Objective: To highlight the therapeutic resource of laser therapy for the effectiveness of 
the treatment of scars in burns. Methodology: A computerized search of literature and studies 
 REVISTA LIBERUM ACCESSUM 
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carried out on the Scielo, PubMed and others databases through their descriptors in this 
literature review. The bibliographic survey delimited by published studies that deal with 
patients injured by burns and their treatment with laser therapy. Results and discussions: 
For the authors of studies that address the applicability of the laser therapy technique to burn 
scars, this technique guarantees several benefits in the aspect and physiological factors of the 
injuries, with greater evidence in their tissue repair. Conclusion: It evidenced that the scars 
of burns treated with this technique, causing anti-inflammatory, analgesic actions and 
improvement in the aspect of the tissue, about which it concluded that further studies on the 
subject are appropriate. 
Keywords: injuries, phototherapy, burns, rehabilitation. 
 
Introdução 
Os casos de queimadura decorrem geralmente por conta de algum acidente, como um 
choque elétrico, um acidente doméstico, um envenenamento, pode até ser adquirida por 
alguma patologia ou pelo fato de estar muito exposto a luz do sol. Segundo o Ministério da 
Saúde, avalia-se que no Brasil acontecem em torno de 1.000.000 de incidentes por 
queimaduras ao ano, sendo que 100.000 pacientes buscaram atendimento hospitalar e, 
destes, cerca de 2.500 pacientes irão a óbito direta ou indiretamente em função de suas 
lesões [1]. 
Essas lesões são classificadas por três graus e esses graus são definidos dependendo da 
destruição causada nas camadas do tecido tegumentar. Considera-se queimadura de 1º grau 
quando ocorre um acometimento somente da epiderme; na de 2º grau a lesão atinge 
epiderme e derme; na de 3º grau a destruição tecidual pode atingir tecido subcutâneo, ten-
dões, ligamentos, músculos e ossos [2]. 
Diante de cada classificação existem condutas específicas. Nas queimaduras 
superficiais espera-se que os tratamentos pautam-se na minimização da dor, diminuição 
das injúrias à pele, reconstituição dos vasos superficiais, e posterior epitelização. E nas 
queimaduras profundas preocupa-se com a reconstituição das estruturas atingidas e 
minimização delas [3]. 
As queimaduras vão provocar diversas alterações dependendo do comprometimento da 
pele, tanto pela extensão ou pela profundidade. A localização que se encontra as lesões 
também é um indicativo importante para se considerar quanto ao cuidado prestado ao 
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paciente [4]. Também podem implicar diretamente no controle da temperatura interna, 
reduz o número de receptores sensoriais e tem a perda da sua base protetora contra a 
infecção. 
A pele desempenha várias funções vitais para o organismo e em relação a uma lesão 
por queimadura, algumas destas funções vitais podem ser alteradas ou mesmo perdidas [5]. 
Uma série de cuidados deve ser levados em conta para prevenir futuras infecções, 
promover uma boa cicatrização, visar a parte funcional do local afetado e levar em 
consideração os fatores de cada paciente como o estado nutricional, idade, doenças e 
medicamentos que faz uso. 
Diante desta situação, cabe a equipe multidisciplinar levar em consideração não só o 
físico, mais também o emocional do paciente para que consiga prosseguir com sucesso 
para objetivar melhora em ambas, uma vez que toda doença possui elementos orgânicos e 
psicológicos, tomados de subjetividade. O incentivo do profissional da saúde e de muito 
importante para que o paciente adquirir vontade e acreditar em qualidade de vida após o 
trauma [6]. 
O tratamento fisioterapêutico vem contribuindo no tratamento do paciente queimado, 
sendo de grande importância e proporcionando uma recuperação mais rápida do tecido 
lesionado. Dentre vários recursos existentes para o tratamento, existe o uso do Laser 
terapêutico capaz de acelerar a cicatrização das queimaduras [7]. 
O recurso terapêutico que se destaca na minimização das sequelas por queimadura é a 
laserterapia. Esta técnica geralmente utiliza um raio de baixa potência, que possibilita uma 
aplicação não térmica [8] e seu feixe eletromagnético incide sobre alguma área do corpo 
para fins terapêuticos, pode ser integrada como auxiliar para tratamentos convencionais ou 
usada isolada como modo alternativo em algumas patologias podendo ser usada em 
diversas delas [9]. 
Esse método atua com efeitos fotoquímicos agindo, inicialmente, na célula, 
aumentando o metabolismo, promovendo o aumento de granulação nos tecidos, 
regenerando as fibras nervosas, estimulando a formação de novos vasos sanguíneos e 
regeneração dos linfáticos [10]. Além de tudo o recurso é considerado uma terapia não 
invasiva, indolor e não térmica, a luz monocromática [11]. 
O uso desta técnica proporciona diversas consequências como os efeitos trófico-
regenerativos, anti-inflamatórios e analgésicos, os quais têm sido demonstrados em estudos 
tanto in vitro como in vivo [12] além de aumentar a síntese de colágeno e fibrinas, elevam 
a mobilidade de células epiteliais e a quantidade de tecido de granulação [13]. 
 REVISTA LIBERUM ACCESSUM 
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A queimadura deve ter uma atenção especial desde o seu início, pois durante sua 
evolução ocorrem variações do seu aspecto que serão importantes observa-laspara um 
tratamento efetivo. As alterações no processo de reparo levam à cicatrização patológica, 
que pode ter uma formação deficiente de tecido cicatricial, como a formação excessiva de 
cicatriz hipertrófica ou queloide e a formação de contraturas [14]. 
A lesão da queimadura pode ser classificada em três fases diferentes para sua 
cicatrização, acontecendo na seguinte sequencia: a fase inflamatória ocorre por 
extravasamento de fluídos, vasodilatação e pela aproximação dos neutrófilos e monócitos, 
que por meio de quimiocinas que sustentam a reunião de macrófagos. Nesta fase, além da 
proteção contra infecções, ocorre a deterioração dos tecidos necróticos e iniciam-se os 
reparos [15]. 
Na fase proliferativa existe uma sobreposição a inflamatória com citocinas e fatores de 
crescimento estimulando a ativação dos fibroblastos e queratinócitos, que chegam sobre a 
queimadura auxiliando o fechamento e a neovascularização. A fase de remodelação 
também inicia se sobrepondo à proliferativa com deposição e reformulação contínua do 
colágeno e da elastina, enquanto a queimadura se contrai devido à transformação de 
fibroblastos em miofibroblastos. Esta mudança determina a flexibilidade pelo equilíbrio 
entre a contração e reepitelização, além disso, a apoptose dos queratinócitos e das células 
inflamatórias são essenciais para o término do processo cicatricial e seu aspecto estético 
[15]. 
Existem vários tipos de laser indicados para cicatrização: Hélio-Neônio (HeNe) - 632,8 
nm, contínuo, o feixe visível e a potência de pico (PP) localizada entre 2 a 10 mW e o 
Arseneto de Gálio (AsGa) - 904,0 nm, pulsado, feixe de luz invisível, potência de pico 15 a 
30 mW.1 [16]. Eles se diferem no comprimento de onda e para serem usados devem se 
adequar ao local do ferimento para sua melhor performance. 
Outros parâmetros devem ser levados em conta no tratamento com a laserterapia, como 
o aspecto e cor da pele do paciente [12] e também deve depender do comprimento de onda, 
do nível de energia depositado, frequência de tratamento e estado do tecido irradiado, a 
dosagem de irradiação para este procedimento deve estar em 3 a 6 Joules em centímetros 
quadrados analisando todas as condições para sua escolha [16]. 
O laser de baixa potência apresenta grande valia na melhoria da coagulação na fase 
final da cicatrização e aumento do fluxo sanguíneo na fase inicial [17]. O processo do laser 
evidencia a ativação de mediadores inflamatórios para a lesão, além de estimular a 
produção de colágeno nos estágios finais da cicatrização[18]. A recuperação do aspecto 
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estético da pele, a restauração da função ou área anatômica perdida resultante de uma lesão 
profunda, tem mostrado resultados significativos com o uso de tecnologias a laser [19]. 
A pesquisa foi realizada através de uma revisão bibliográfica gerada pela 
problematização acerca dos benefícios da laserterapia no tratamento de cicatrizes em 
pacientes queimados, o que tornou-se de grande relevância pois a ferida que é ocasionada 
pelo fogo apresenta uma certa dificuldade para cicatrizar e evoluir para uma aparência que 
agrade o paciente. Os objetivos ancoram-se em evidenciar o recurso terapêutico da 
laserterapia e seus efeitos fisiológicos no processo de recuperação tecidual, a sua eficácia 
do tratamento das cicatrizes em queimados bem como abordar os impactos das sequelas 
das queimaduras na auto estima desses pacientes e promover a melhora da auto- estima do 
lesionado. 
 
Metodologia 
Trata-se de uma revisão de literatura na qual realizou-se uma pesquisa informatizada de 
literaturas e estudos nacionais vinculados ao tema. Uma revisão de literatura consiste em 
um trabalho monográfico ou em coautoria, passível de ser publicado em revista acadêmica 
e, por isso, geralmente de pequena extensão [20]. 
Os modelos de busca utilizados foram PubMed, Scielo e outros, utilizando como 
descritores: lesões, fototerapia, queimadura e reabilitação no período compreendido entre 
2010 a 2020. Foi utilizado como critério de inclusão os textos que abordavam a 
aplicabilidade da laserterapia em que se refere a cicatrizes em pacientes queimados. Foram 
selecionados 30 artigos e estudos relacionados ao assunto, e foram usados apenas 22 deles, 
os demais artigos foram excluídos por não conterem dados e informações relevantes para a 
pesquisa. 
 
Resultados e discussões 
Para Montarroyos et al., [21] hoje em dia a aparência é um fator muito estimado na 
sociedade, pois com ela você pode impressionar para conseguir um bom emprego, se 
relacionar com as pessoas e sentir bem consigo mesmo. Para as pessoas queimadas essa 
realidade muda, diante da nova configuração de vida o paciente passa a ter dificuldades de 
reconhecimento próprio quando se depara com uma nova imagem corporal. 
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Em seus estudos Azzi; Simões [22] afirmam que a lesão da queimadura pode ser 
classificada em três fases diferentes para sua cicatrização, acontecendo na seguinte 
sequencia: inflamatória, proliferativa e de remodelamento. A fase inflamatória causa uma 
migração de neutrófilos, linfócitos e os macrófagos, resultado da microcirculação dos 
tecidos para remover células debilitadas. A fase proliferativa é dividida em três subfases e 
é responsável pela formação do tecido de granulação. Na fase de remodelamento ocorre a 
substituição do colágeno tipo 3 pelo tipo 1, absorção de água e diminuição do número de 
vasos sanguíneos. 
Para Santos et.al., [23], a terapia com o laser de baixa potência é uma técnica capaz de 
acelerar o processo de reparação de tecidos biológicos traumatizados. Os mecanismos que 
envolvem o processo de bioestimulação ocorrem em nível molecular. 
Segundo Guirro e Guirro [24] nas pesquisas muitos dos autores concordam com os 
efeitos benéficos adquiridos através da laserterapia como: aumento da tensão de ruptura de 
cicatrizes, reparação tecidual com aumento de colágeno, produção de Adenosina 
Trifosfato(ATP), regeneração de fibras nervosas, aumento do tecido de granulação e 
outros. 
Mansilla et.al., [25], afirmam que a laserterapia de baixa potência quando aplicada 
sobre lesões cutâneas e subcutâneas é capaz de promover como principais efeitos 
fisiológicos resolução anti-inflamatória, neoangiogênese, proliferação epitelial e de 
fibroblastos, síntese e deposição de colágeno, revascularização e contração da ferida. 
Enquanto para Caires, Joner e Fagundes [26], a utilização do laser terapêutico nas lesões, 
promove a proliferação de células, aumento da vascularização, promove um processo 
cicatricial mais rápido, além de possuir os efeitos anti-inflamatórios, proporcionando a 
diminuição do edema e ainda que uso do laser terapêutico é eficaz e vantajoso no 
tratamento de queimaduras. 
 
Conclusão 
Diante das informações obtidas nesta pesquisa foi possível concluir que as queimaduras 
são lesões que ocorrem comumente e que geram mudanças fisiológicas, psicológicas e que 
degradam parcialmente ou totalmente a pele afetando a qualidade de vida e auto estima do 
lesionado. 
Além disso, as queimaduras são classificadas por grau de acordo com a profundidade 
do ferimento. A interação da pele com este agente externo que causa a queimadura resulta 
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em grande dor para o paciente e consequentemente sequelas, sendo que mais evidente 
delas é a cicatriz, sendo essa uma condição visualmente e funcionalmente que incomoda o 
paciente. 
Verificou-se na literatura que a Laserterapia é um recurso fisioterapêutico que consiste 
em um feixe de luz que provoca benefícios na aparência cicatricial, por produzir efeitos 
anti-inflamatórios, estimula o colágeno e promove função analgésica. Para sua aplicação 
temos que levar em conta as indicações e contra indicações caso a caso, levando assim a 
melhor performance do tratamento. Tendo em vista os aspectos observados esta 
aplicabilidadedeve ser mais estudada, para evitar erros que possam deixar o paciente 
insatisfeito e que não acarretar problemas futuros em sua saúde. 
 
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50 
 
140-154. Disponível em: Acesso em: 12 de julho de 
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