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Nome: Raquel Lima Carvalho da Silva Matrícula: 201903256674 Disciplina: Direito Processual Civil III PROVA AV2 1. O juiz federal de primeira instância proferiu, em ação ajuizada por cidadão brasileiro sentença julgando improcedente o pedido formulado contra um organismo internacional. Diga qual é o recurso cabível contra essa decisão e em qual prazo deve ser interposto. Em recurso ordinário caberá agravo de instrumento para impugnar as decisões interlocutórias do STJ nos processos em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional e de outro lado, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. Conforme disposto no art. 1.027, §1º, CPC. Assim, caberá agravo de instrumento se o processo estiver em primeiro grau de jurisdição. Conforme art. 1.037, §13, I, CPC c/c artigo 105, II, c, CF. O prazo para interposição do agravo de instrumento é de quinze dias. Assim, conta-se o prazo destes a partir da data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação for pelo correio. Conforme artigos 1.003, parágrafo 2º, e 231, inciso I, CPC. 2. É cabível a interposição do agravo de instrumento fora das hipóteses previstas no art. 1.015, CPC? (1,5 ponto). A regra é que somente caberá agravo de instrumento nas hipóteses elencadas no art. 1.015 do CPC/2015. No entanto, excepcionalmente, existe a possibilidade da interposição de agravo de instrumento fora das hipóteses do art. 1.015, desde que seja preenchido um requisito que seria a urgência. Para que haja cabimento de agravo de instrumento, significa que a decisão interlocutória emitida esta trazendo, para a parte, uma condição na qual ela não há a possibilidade dela aguardar para rediscutir no futuro em um recurso de apelação. Concluindo, o que foi definido na decisão interlocutória deverá ser examinado pelo Tribunal de forma imediata, porque havendo a espera para que se possa discutir novamente na apelação, o tempo de espera tornará a decisão inútil para a parte. Assim, a urgência se faz necessária devido a inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. 3. Estabeleça a distinção entre recurso repetitivo e incidente de resolução de demanda repetitiva, a respeito dos órgãos judiciais envolvidos e do âmbito territorial de competência jurisdicional. (1,5 ponto). O Recurso repetitivo é aquele que reflete um grupo de recursos especiais que contenham teses idênticas, possuindo assim fundamento em questão semelhante de direito. Conforme dispõe o art. 1.036 do Código de Processo Civil-CPC/2015. Assim, quando ocorre diversos múltiplos de recursos especiais com fundamento em controvérsia que sejam iguais, haverá a análise do mérito recursal por amostragem, através da seleção de recursos que representem de maneira correta, a controvérsia. O incidente de resolução de demandas repetitivas é aquele que se estabelece diante de um tribunal quando ocorre em sua jurisdição, registros de repetição de processos em questões semelhantes de direito, fazendo com que ocorra risco de soluções que entrem em conflito de forma que possa ofender a isonomia e a segurança jurídica. Conforme disposto no artigo 976 do CPC. Insta salientar, que o risco citado acima que proíbe mediante fixação, pelo tribunal, de tese jurídica que possa ser aplicável, dentro da sua jurisdição, a todos os processos pendentes e futuros que retratem sobre a mesma questão de direito resolvida no incidente de resolução de demandas repetitivas. Conforme disposto no art. 985 do CPC. 4. É correto dizer ser cabível embargos de divergência contra acórdão proferido pelo Plenário do Superior Tribunal de Justiça? Sim, o recurso de embargos de divergência é cabível no Superior Tribunal de Justiça, e isso ocorre quando o acórdão de Turma ou de Seção diverge da decisão de qualquer outro órgão do mesmo tribunal. Os embargos de divergência são utilizados para impugnar decisão colegiada. Desta forma, podemos entender que os embargos de divergência não são cabíveis contra decisão monocrática. Conforme artigo 1.043 e 1.044 do atual Código de Processo Civil. 5. Qual é o recurso cabível contra decisão denegatória proferida, em única instância, por Tribunal de Justiça nos autos de mandado de segurança? (1,5 ponto). O recurso ordinário é o recurso cabível contra decisão, denegatória proferida a ordem de mandado segurança em única instância pelos tribunais. Conforme está previsto no art. 18 da Lei 12.016/2009.