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Universidade Paulista – UNIP ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA Disciplina: Complementos de Física - Laboratório de Física Experimental MOVIMENTO OSCILATÓRIO PÊNDULO SIMPLES Nome: RA: Turma Prof. Dr. Luiz Fernando Charbel 28 – Ago – 2015 Sexta-feira – 2º Horário 1 Resumo Este trabalho apresenta os resultados da 1ª experiência de Complementos de Física realizada em laboratório, com o intuito de determinar a aceleração da gravidade local, no município de Sorocaba/SP, através do movimento oscilatório, utilizando um pêndulo simples. Neste experimento também comparamos a aceleração da gravidade local obtida com a aceleração da gravidade teórica, comparando os valores de determinando o erro experimental para as condições propostas. Para chegar ao resultado foram utilizados um pêndulo simples, uma régua para medir o comprimento do fio ao qual a partícula de massa m está ligada e um cronômetro para aferir com precisão o período em um intervalo de dez ciclos, após soltar o pêndulo a um ângulo θ de dez graus, sendo este procedimento repetido cinco vezes e seu resultado obtido através da média entre duas medidas de fio diferentes. Analisando os dados e calculando o erro experimental, concluímos que a gravidade na Terra é variável. 2 1.1. Introdução Teórica Pêndulo Simples Um pêndulo é um sistema composto por uma massa acoplada a um pivô que permite sua movimentação livremente. A massa fica sujeita à força restauradora causada pela gravidade. Pêndulo Simples é definido como uma partícula de massa m suspensa do ponto O por um fio inextensível de comprimento l e de massa desprezível. Se a partícula é deslocada da posição (ângulo que o fio faz com a vertical) e logo é solta, o pêndulo começa a oscilar. Quando o pêndulo é deslocado de sua posição de equilíbrio, ele oscila sob a ação da força peso, apresentando um movimento periódico. As forças que atuam sobre a esfera de massa m são: a força peso p e a força de tração T, conforme a figura abaixo. Oscilação de um pêndulo simples. Sendo assim, a análise de um pêndulo simples nos mostra que, para pequenas oscilações, um pêndulo simples descreve um MHS. Se o período do pêndulo simples é expresso por: 2𝜋 , então: 𝑔 = 𝐿 , logo podemos determinar a aceleração da gravidade local. 3 Objetivo Determinar a aceleração da gravidade local no município de Sorocaba/SP através da média obtida das oscilações do pêndulo simples, soltando-o a um ângulo ângulo θ de dez graus, e cronometrando o tempo decorrido em um intervalo de dez ciclos, cinco vezes e em dois comprimentos diferentes para o fio. Comparar os valores obtidos na experiência com o valor da aceleração da gravidade teórica e determinar e analisar o erro experimental ocorrido em cada condição proposta no experimento. 4 2. Materiais e métodos 2.1. Materiais utilizados - Escala milimetrada. - Cronômetro Vollo VL-1809. - Nível circular “olho de boi”. - Pêndulo com tripé Standard. 5 2.2. Descrição do Experimento Primeiramente, calibrar os respectivos instrumentos, deixar o tripé standard nivelado; Determinar o comprimento do pendulo com as respectivas medidas: L1= 0,48 m L2= 0,25 m; Fazer o pêndulo oscilar em um plano paralelo a régua; Observar como fica o enquadramento do movimento com o padrão de medida; Fazer as medições conforme estipula o procedimento a seguir: Deixar o pêndulo oscilar dez vezes, cronometrando o tempo e medindo o período do pêndulo, utilizando o ângulo θ = 10º. O período de um pêndulo (T), é o tempo que ele leva para dar uma oscilação completa, ou seja, o tempo que leva para sair da sua posição inicial e voltar para a mesma posição; Inserir os tempos coletados na tabela e fazer o cálculo do período T. Posteriormente calcular a gravidade, usando a fórmula 𝑔 = 𝐿 . 6 3. Resultados e Analise dos Resultados Utilizando o material relacionado e realizando todos os procedimentos descritos foram obtidos os seguintes resultados: Para L = 0,48m: T = ∑T = ∑ => T = ∑T = , => T = 1,386 g = L => g = 0,48 , => g = 9,864 Para L = 0,25m: T = ∑T = ∑ => T = ∑T = , => T = 1,006 g = L => g = 0,25 , => g = 9,752 Analisando os resultados e calculando o erro experimental para cada uma das acelerações da gravidade observadas neste experimento, temos: Para L = 0,48m: 𝐄% = 𝐠𝐭𝐞𝐨 𝐠𝐞𝐱𝐩 𝐠𝐭𝐞𝐨 x100 => 𝐄% = 𝟗,𝟖 𝟗,𝟖𝟔𝟒 𝟗,𝟖 x100 => 𝐄% = 𝟎, 𝟔% Para L = 0,25m: 𝐄% = 𝐠𝐭𝐞𝐨 𝐠𝐞𝐱𝐩 𝐠𝐭𝐞𝐨 x100 => 𝐄% = 𝟗,𝟖 𝟗,𝟕𝟓𝟐 𝟗,𝟖 x100 => 𝐄% = 𝟎, 𝟓% Médias 1 2 3 4 5 t10 (s) 13,84 13,91 13,85 13,81 13,88 T(s) 1,384 1,391 1,385 1,381 1,388 Médias 1 2 3 4 5 t10 (s) 10,04 10,03 10,07 10,12 10,02 T(s) 1,004 1,003 1,007 1,012 1,004 7 4. Conclusão A partir do experimento realizado com o pêndulo simples, em condições ideais (sem a interferência de forças externas), podemos verificar que a aceleração da gravidade atua em toda parte e preserva suas características básicas onde quer que aplicadas, podendo variar de acordo com a localidade. A frequência dos ciclos do pêndulo variam de acordo com o comprimento do fio, sendo que a aceleração da gravidade atuante sobre a partícula de massa m do pêndulo é constante. 8 5. Referências Bibliográficas HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física- Vol. 1. 7a ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2006. SERWAY, Raymond A. JEWETT, John W. Jr. Princípios de Física, Vol 1. 1a ed. Rio de Janeiro: Thomson, 2005.