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FACULDADE UNA DE CATALÃO 2022/2 
 Laboratório de Processos Biológicos 
 
Professoras :Ana Paula A. Borges 
 Fernanda Vaz 
 
 
Roteiro Experimental 
Prática 5: EFEITO TAMPÃO UTILIZANDO-SE DE COMPRIMIDOS 
EFERVESCENTES E EXTRATO DE REPOLHO ROXO 
 
Introdução 
O conceito original de ação tamponante surgiu de estudos bioquímicos e da 
necessidade do controle do pH em diversos aspectos da pesquisa biológica, como por 
exemplo em estudos com enzimas que têm sua atividade catalítica muito sensível a 
variações de pH. Neste contexto, em 1900, Fernbach e Hubert, em seus estudos com a 
enzima amilase, descobriram que uma solução de ácido fosfórico parcialmente 
neutralizado agia como uma “proteção contra mudanças abruptas na acidez e 
alcalinidade”. Esta resistência à mudança na concentração hidrogeniônica livre de uma 
solução foi então descrita por estes pesquisadores como “ação tamponante” (do inglês 
buffering). 
Seguindo esta constatação, em 1904, Fels mostrou que o uso de misturas de ácidos 
fracos com seus sais (ou de bases fracas com seus sais) permitia a obtenção de soluções 
cuja acidez (ou basicidade) não era alterada pela presença de traços de impurezas ácidas 
ou básicas na água ou nos sais utilizados na sua preparação, em decorrência de 
dificuldades experimentais tais como a ausência de reagentes e de água com elevado grau 
de pureza. 
Quase todos os processos biológicos são dependentes do pH; uma pequena 
variação na acidez produz uma grande variação na velocidade da maioria destes 
processos. O pH do sangue de mamíferos é um reflexo do estado do balanço ácido-base 
do corpo. Em condições normais, o pH é mantido entre 7,35 e 7,45 devido a uma série de 
mecanismos complexos que compreendem produção, tamponamento e eliminação de 
ácidos pelo corpo (Perrin e Dempsey, 1974). Um papel importante neste equilíbrio é 
desempenhado por sistemas inorgânicos, tais como H2PO4
–/HPO4
2–, CO2/H2CO3/HCO3, 
e grupos orgânicos ácidos e básicos, principalmente de proteínas. 
Uma diminuição (acidose) ou aumento (alcalose) do pH do sangue pode causar 
sérios problemas e até mesmo ser fatal. A acidose metabólica é a forma mais 
 
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 Fernanda Vaz 
 
frequentemente observada entre os distúrbios do equilíbrio ácido-base. Pode ser causada 
por diabetes grave, insuficiência renal, perda de bicarbonato por diarreia e hipoxia ou 
isquemia, durante, por exemplo, exercício físico intenso. Uma compensação natural da 
acidose metabólica pelo corpo é o aumento da taxa de respiração, fazendo com que mais 
CO2 seja expirado. 
Hoje, o conceito de tampão é aplicado nas diversas áreas do conhecimento. Uma 
definição mais abrangente foi apresentada, recentemente, por Harris (1999): uma solução 
tamponada resiste a mudanças de pH quando ácidos ou bases são adicionados ou quando 
uma diluição ocorre. 
Segundo princípio de Le Chatelier, se um ácido for adicionado a um tampão, 
ocorrerá uma elevação da concentração dos íons no meio (uma perturbação ao equilíbrio), 
então essa perturbação será neutralizada pela base conjugada do tampão, restabelecendo 
o estado de equilíbrio, e o pH da solução irá variar pouco. Se uma base for adicionada a 
um tampão, ocorrerá uma elevação da concentração dos íons no meio (uma perturbação 
ao equilíbrio), com isso a perturbação será neutralizada pelo ácido do tampão, 
restabelecendo o estado de equilíbrio, e o pH da solução irá variar pouco 
A forma como o organismo regula a concentração dos íons hidrogênio (H+) é de 
fundamental importância para a avaliação das alterações do equilíbrio entre os ácidos e 
as bases no interior das células (líquido intracelular), no meio líquido que as cerca (líquido 
intersticial) e no sangue (líquido intravascular). 
 
Objetivo 
Compreender o papel dos tampões em processos químicos e bioquímicos, 
processos industriais e fisiológicos que requerem um pH fixo para que determinada 
função seja desempenhada. 
 
 
 
 
 
 
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Metodologia 
Materiais e Reagentes 
 6 béqueres de 100 mL  Vinagre 
 1 tubo de ensaio  Água sanitária 
 2 pipetas Pasteur  Água destilada 
 Extrato de repolho roxo  1 comprimido efervescente 
 Proveta de 100 mL 
 
Procedimento Experimental 
 Extrato de repolho Roxo: 
Liquidificar meio repolho roxo em 1L de água destilada até completa 
homogeneização. Após, coar a mistura com auxílio de uma peneira comum a fim de 
remover partículas maiores de repolho. Armazenar o extrato de repolho roxo na geladeira 
para uso e para que não perca suas propriedades. 
 
 Solução Tamponante: 
Medir 100 mL de água destilada e adicionar um comprimido antiácido efervescente. 
 
 Enumerar três béqueres de 1 a 3. Em cada béquer, adicionar 25 mL de água e 25 
mL da solução indicadora de repolho roxo. No tubo 1, adicionar 20 gotas de vinagre e no 
tubo 3, adicionar 20 gotas de água sanitária. Observar o que está acontecendo. 
 Em outros três béqueres, enumerar de 1 a 3. Em cada béquer, adicionar 25 mL de 
água destilada, 25 mL de solução indicadora de repolho roxo e 25 mL da solução 
tamponante. Observar. 
 
 
 
 
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 Acidificação por CO2 
Em um tubo de ensaio, adicionar água destilada até a metade do tubo. Adicionar 
3 gotas de azul de bromotimol e soprar com ajuda de um canudinho descartável dentro 
da solução. Observar. 
Em outro tubo de ensaio, colocar ¼ de água destilada e ¼ de solução tamponada. 
Adicionar 3 gotas de azul de bromotimol e soprar com ajuda de um canudinho 
descartável dentro da solução. Observar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Roteiro Experimental 
Prática 6: Estudo de osmose em célula sanguínea 
 
Introdução 
O sangue é composto basicamente de duas porções: o plasma (líquido corporal 
extracelular no interior de vasos sanguíneos, contendo água, outras moléculas e íons) e 
células sanguíneas dos tipos leucócitos, plaquetas/fragmentos de megacariócitos e 
hemácias (cerca de 4,5 milhões por mL de sangue no homem e 4,0 milhões por mL na 
mulher). As hemácias de mamíferos (ou eritrócitos, ou glóbulos vermelhos) são células 
maturas, altamente diferenciadas (anucleadas sem organelas citoplasmáticas, não se 
dividem e possuem um tempo médio de vida de 120 dias) e apresentam-se ao microscópio 
óptico como discos bicôncavos (cujas concavidades dão a falsa impressão da presença do 
núcleo). 
Dentre as várias funções da membrana plasmática, destaca-se a delimitação do 
meio intracelular e a seleção de moléculas que devem ou não penetrar na célula, a 
chamada permeabilidade seletiva. Portanto, o solvente (água) se difunde na membrana 
através de um sistema de transporte chamado osmose, tanto pela bicamada lipídica (em 
menor proporção) como pelas proteínas integrais do tipo canais aquaporinas (em muito 
maior proporção). 
Em solução isotônica, a célula não tem seu volume nem sua forma alterada, pois 
o líquido extracelular tem uma concentração de soluto semelhante àquela do interior da 
célula (±0,9 %). Em solução hipertônica, o líquido extracelular tem uma concentração 
maior de soluto que o meio intracelular. A célula perde água e murcha devido à 
diminuição do volume, a membrana plasmática se desprende da parede celulósica rígida 
(em células vegetais)e o citoplasma separa-se deste – fenômeno chamado plasmólise. Já 
em solução hipotônica (meio extracelular menos concentrado em soluto que o 
intracelular), há ganho de água e aumento do volume celular, ou seja, a célula fica túrgida 
(em células vegetais ocorre a desplasmólise, aumento de volume). 
Este processo de osmose ocorre para manter o equilíbrio osmótico entre os meios 
intra e extracelular. Células animais em meio hipotônico podem se romper (lise celular), 
 
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pois a membrana plasmática não suporta a absorção de solvente em excesso, processo 
que, no caso das hemácias, é chamado de hemólise (em células vegetais, tal fato 
geralmente não ocorre, devido à presença de parede celular espessa e rígida). 
 
Objetivos: 
Analisar a morfologia das hemácias em diferentes soluções salinas, obtendo-se 
uma evidência indireta da presença da membrana plasmática. 
 
Materiais: 
Algodão; 
Álcool iodado; 
Material para coleta sanguínea; 
 Lâminas e lamínulas; 
Soluções de cloreto de sódio 0,4%, 0,6%, 0,9% e 2,0% e 5,0%; 
Conta-gotas ou pipeta de Pasteur; 
 
Procedimento Experimental: 
1. Coletar amostra de sangue. 
2. Colocar uma gota de sangue com auxílio de uma pipeta Pasteur em uma lâmina com 
uma gota de NaCl 0,9% e cobrir com lamínula; observar a morfologia das hemácias. 
6. Repetir o mesmo procedimento para as concentrações salinas de 04%, 0,6%, 2,0% e 
5,0% observando a morfologia das hemácias.

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