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TRAUMAS FAMILIARES 
2° Dia Reencontro (Sábado) - 2a Ministração 
Textos: Gênesis 37; Isaías 30:26 
Tempo: 2h 
 
INTRODUÇÃO 
 
A Bíblia conta várias histórias familiares que apresentam os mais diferentes 
problemas ocorridos em suas trajetórias e que foram geradores de ter. ríveis traumas 
na vida de personagens bíblicos, como Abraão, Eli, Davi, Jacó, Samuel. 
 
1. TRAUMAS FAMILIARES CITADOS NA BÍBLIA 
 
Através da Palavra de Deus, observamos famílias citadas na Bíblia que passaram por 
problemas e que necessitaram do auxílio divino para serem cura-das. Nesta ministração, 
seremos curados dos traumas familiares. 
 
Deus ama a família e quer remover todas as mazelas que tentam destruí-la. 
Aprenderemos, pelos exemplos bíblicos, que podemos ser tratados e ter famílias 
restauradas. Analisemos alguns exemplos 
 
.Abraão preferiu Isaque; Isaque preferiu Esaú; Jacó preferiu José; José preferiu 
Manassés. 
. O sacerdote Eli não soube repreender os seus filhos e estes foram chamados de 
filhos de Belial e acabaram mortos. 
. Davi falhou na disciplina com os filhos e foi grandemente visitado pelo mal. 
Aqui vemos pais que eram homens de Deus, mas que, em determinado momento 
da vida, foram instrumentos para ferir a vida de seus próprios filhos. Suas preferências 
e desajustes acabavam por ofender aos seus filho. 
 
a) ISAQUE 
 
Esaú era o filho preferido de seu pai Isaque. Havia uma herança de amor 
preferencial: Isaque só repetia o que aprendeu com o seu pai Abraão (que o amou mais 
que a seu irmão Ismael). Talvez ele não tivesse consciência do mal que estava fazendo. 
 
Tantas vezes aprendemos coisas erradas com nossos pais e, porque fomos 
ensinados assim, não conseguimos perceber que não são atitudes boas. Muitos desses 
comportamentos não conseguimos perceber, pois estão impregnados em nossa alma. 
 
Os patriarcas erraram com a família, romperam com os princípios que devem 
nortear uma família, então o mal os visitou. Entendemos, assim, que romper os 
princípios de Deus para a família acarreta maldições para todos os seus membros. De 
um jeito ou de outro, algo ruim sempre acontece. 
 
Estes são modelos que não devemos seguir. Dos patriarcas, devemos imi-tar-lhes a 
fé, mas, quanto ao procedimento familiar, em várias situações não podemos imitá-los. 
B) JACÓ 
 
José era o filho mais novo de Jacó. Ele fazia parte de um grupo de 12 irmãos. Ele era 
preferido por seu pai, o que causava grande ciúme em seus irmãos. Como um meio de 
vingança por ser considerado "o único amor do pai", foi vendido por seus irmãos para 
uma caravana que o levou para longe e o vendeu aos egípcios. 
 
Isso aconteceu porque ele era considerado uma ameaça à liderança de seus irmãos, 
uma vez que estes eram mais velhos. As suas visões e sonhos o impediam de atuar no 
meio da família e ameaçava os tronos dos irmãos. 
 
Por ser o filho predileto, o filho da mulher amada, Jacó deu a José uma túnica de 
presente. A túnica representava realeza e autoridade e somente os 
Príncipes e reis a usavam; não era para qualquer um: somente os primogênitos 
tinham direito de recebê-la. Esta atitude de Jacó falava de delegações de poder e 
autoridade concedida a José. 
 
José amava a seu pai, mas não tinha um bom relacionamento com seu irmãos. 
Talvez tenha sido um filho carinhoso, que conquistou seu pai pela atenção e afeto. No 
dia em que ganhou a túnica, seus irmãos protestaram «Se ele não é o primogênito, por 
que recebeu autoridade?" Isso não apenas gerou ciúmes, como também inflamou seus 
corações para destruírem-no. 
 
Ao entrar no Egito, José sofreu grandemente; sua dor começou a ser desenhada. Ali 
ele não sucumbiu por causa do plano que Deus tinha para sua família. O alvo de Satanás 
é nos levar para o Egito, porque o Egito é lugar de doenças, pesadelos, prisões etc. É 
sinônimo de praga, maldição, coisa velha. 
Satanás quer nos levar para lá, para nos lembrar das pragas e maldições. 
 
José passou 20 anos antes de voltar para sua casa. A Bíblia não menciona se ele se 
esforçou para que isso acontecesse antes. Mas, certamente, ele tinha feridas profundas 
(Gn 43:7). Talvez ele tivesse a convicção de que seus irmãos viriam até ele, mas esperou 
20 anos para reencontrá-los. 
 
Deus não se esqueceu de José. Ele não se esquece de Suas promessas e das Suas 
palavras. Deus nunca se esquece de nós. Ele disse que nunca nos deixará e nunca nos 
abandonará; prometeu que estará conosco todos os dias, até a consumação dos séculos 
(Mt 28:20). 
Em Gênesis 41:51-52, observamos a narrativa da dor do coração de José e das 
feridas que ainda carregava dentro de si. Ele transferira suas dores para a sua própria 
família, e, assim, chamou o seu primeiro filho de Manasses - 
Deus me fez esquecer. 
 
José gerou um filho, criou uma nova família, mas colocou no filho os seus traumas. 
Todas as vezes que olhava para Manasses, lembrava para o seu passado e dizia: "Eu me 
esqueço do que os meus irmãos fizeram comigo". 
 
Aqui vemos claramente que ele era um homem marcado. Também, no outro filho 
colocou o seu histórico de dor. Ao gerar seu segundo filho, deu-lhe o nome de Efraim - 
Deus me faz próspero na terra da minha aflição. Era como se estivesse dizendo: Aqui é 
o lugar onde eu estou, mas não o lugar onde eu gostaria de estar; eu queria estar na 
terra do meu Deus e do meu pai. 
 
José era um homem que sofreu muitos traumas, teve muitas angústias e tristezas, 
foi um sofredor. A posição de governador não apagou as suas feri-das. Às vezes, 
pensamos que, quando conseguirmos determinados alvos pessoais, esqueceremos 
determinadas dores. Mas as dores precisam ser tratadas para que as eliminemos 
definitivamente de nossas vidas, e não é através de cargos, dinheiro, ministério ou 
posição que as feridas são eliminadas. 
 
A vida dá muitas voltas e os propósitos de Deus têm que ser cumpridos. 
Após um longo tempo, José se depara com seus irmãos e prepara-se para uma 
pequena vingança: colocou os seus irmãos na prisão por três dias. Ele os reconheceu e 
os enlaçou dizendo que eles eram espias; assim vingou-se de seus irmãos. José deixou 
aflorar o sentimento de vingança. Deixando-se influenciar por este sentimento, as 
feridas reapareceram. Talvez ele tenha pensado: Vocês me deixaram presos uma noite, 
agora vão ficar três dias. 
 
José falou com seus irmãos de forma áspera, amarga, dura; todos ficaram com 
medo. Posteriormente, os filhos de Jacó relataram ao pai a grosseria com que haviam 
sido tratados (Gn 43:3). Ele só se permitiu ser tratado quando se fez conhecido de seus 
irmãos. Deste momento em diante, ele chorou de uma forma que todo o Egito ouviu 
(veja a hipérbole do texto). 
Chorou a dor de uma alma que não chorava há 20 anos. Ele deu brados, gritos 
terríveis. Imaginemos o tamanho da dor da alma de José, uma dor engasgada por mais 
de 20 anos. 
 
Após revelar-se aos seus irmãos, José foi um homem que aprendeu a chorar.. 
Depois do choro, ele começou a entrar no processo de cura, e aquele câncer foi tratado. 
Ele expôs a nudez de sua alma, então foi sarado. José bradou num nível que 
demonstrava que não estava se importando com nin-guém, nem mesmo ficou 
preocupado se o interpretariam mal. Naquele momento tão esperado e tão temido, o 
que sentia a sua alma era mais importante do que qualquer coisa. José obteve o respeito 
e o arrependimento de seus irmãos que o abraçaram e choraram também. Há cura no 
choro. 
 
Eles disseram: "Como retribuiremos o mal que lhe fizemos?" Então José lhes falou 
com entendimento sobre os planos de Deus, que tudo havia acontecido para que a sua 
descendência não fosse dizimada pela fome. José só pôde ter esse nível de maturidade 
quando chorou, quando pôs tudo para fora e pôde, assim, experimentar a cura. 
 
Deus não tem interesse em que mantenhamos alimentados os traumas de nossas 
almas. Ele deseja que sejam expurgados, postos para fora, removidos de nós, para que 
nenhuma raiz de amargura brote, trazendo sérios problemas ao nosso ser (Hb 12:15). 
 
José criaque Deus havia permitido toda aquela situação. Ele foi vitorioso ao ponto 
de abençoar gerações. Quatrocentos anos depois, quando o povo saiu do Egito, levaram 
os ossos de José, pois ele havia deixado essa instrução antes de morrer. Ele, muito antes, 
pôde ver que a mão do Senhor guiaria de volta o Seu povo. Na terra do Egito, o povo 
não deixou uma unha. Em tudo foi restituído. 
 
2. COMPARANDO AS NOSSAS REALIDADES FAMILIARES 
 
Por que alguém resolve ser amado? Porque se deixa amar. Há filhos que não se 
aproximam tanto dos pais. Esaú gostava de se aproximar mais do que Jacó. Esaú 
conquistara o coração do pai (o guisado que ele fazia era delicioso e agradava ao 
patriarca). 
 
Jacó, possuído por um sentimento de rejeição e orientado por sua mãe, aproximou-
se do pai com más intenções: apenas para roubar a bênção e tomar posse dela. Ele 
odiava o irmão e queria a atenção do pai, que também lhe negara amor. 
Todo tipo de comparação entre os filhos é uma brecha para que sejam geradas 
dores ou situações constrangedoras. As comparações atraem marcas profundas. 
Quando o pai excede no elogio a um, causa trauma no outro e ambos são prejudicados. 
Isso traz problemas no relacionamento. 
 
Satanás trabalha para roubar o relacionamento, a comunhão entre irmãos. A Bíblia 
diz que os irmãos de José não tinham paciência com ele. José era desconsiderado em 
tudo, era tido como a ovelha negra entre os irmãos, como o fofoqueiro da casa, porque 
apontava os erros dos irmãos. 
 
Às vezes, não apenas os irmãos rejeitam uns aos outros, também os próprios pais e 
parentes rejeitam. Quantos de nós já fomos considerados os últimos e nunca choramos 
a nossa dor. O que todos nós precisamos é ser amados, respeitados, considerados como 
filhos. Mas, muitas vezes, recebemos em casa palavras estranhas que ferem o nosso ser. 
 
O que faz um lar é o nível de relacionamento que existe dentro dele. Só podemos 
tratar nossos filhos se estivermos tratados no nosso caráter. O maior inimigo pode estar 
dentro de casa: pode ser o nosso irmão, os nossos pais, os filhos, os primos etc. 
 
Dentro do contexto familiar, temos sonhos e perspectivas que podem até interferir 
no curso da família. Necessitamos de sabedoria para repassá-los a outros. 
 
Os sonhos de José ofendiam seus irmãos, que se sentiam em posição inferior a ele, 
e subestimavam a capacidade do primogênito. As colocações que fazia soavam para 
seus irmãos como insuportáveis e ofensivas. 
 
O homem de Deus precisa sonhar e publicar seu sonho com sabedoria. na hora 
certa. José tinha sonhos de Deus, mas não sabia publicá-los com a pessoas certas e na 
hora certa. 
 
CONCLUSÃO 
 
Aprendemos, com a história de José, que nossos sonhos devem ser contados de 
uma forma que conquiste os nossos irmãos e não de uma forma que os aborreça. José 
era um homem que Deus usava; Deus sabia falar com José, mas este não sabia falar com 
seus irmãos. 
 
Às vezes, o conceito de nossos irmãos em relação a nós é: É melhor que ele saia e 
não fique conosco. 
Precisamos ter cuidado com cada palavra que falamos, pois palavras mal 
pronunciadas podem trazer ira da parte de nossos irmãos. Devemos honrar e envolver 
as pessoas para que elas participem conosco dos nossos sonhos. 
As nossas verdades devem ser passadas com sabedoria. 
 
O tempo não apaga as feridas; as feridas envelhecem: tornam-se cânceres, úlceras. 
Devemos saber quais são as feridas da nossa alma. Encontramos muitas pessoas com 
um tipo de câncer que foi gerado na alma, devido às muitas rejeições sofridas no âmbito 
familiar. 
 
ORIENTAÇÕES PARA O MINISTRADOR 
Ore para que os reencontristas abram o coração para serem curados de todo 
trauma familiar. Diga-lhes: 
• Deus estará tratando a sua alma, por isso não tenha medo de soltar as suas dores 
e os momentos de tristezas. 
Expresse todos os traumas familiares, permitindo-se ser curados. Esta é a hora em 
que as dores que foram escondidas, choradas sozinhas, engolidas, devem ser colocadas 
para fora da mesma forma que José fez. 
Toda rejeição familiar, desprezo, falta de amor deverão ser colocados diante de 
Deus, para que o Senhor sare as suas feridas. 
. Grite o seu pranto. 
. Dê nome à sua dor. 
. Coloque para fora os momentos de desprezo e de desespero. 
Hoje Deus quer dar mais um passo na promoção da cura interior da sua vida. 
.Decida romper com os modelos errados que você viu no passado. 
Satanás trabalha para roubar o relacionamento, a comunhão entre irmãos. 
Mas hoje o Senhor lhe diz que o que faz um lar é o nível de relacionamento que 
existe dentro dele. Decida se relacionar com seus irmãos e com as pessoas com as quais 
você convive. 
. Tenha cuidado com as palavras que você pronuncia dentro de casa. Não é porque 
você foi ferido que fará o mesmo. O Senhor o alcançou para que você seja curado e seja 
instrumento de cura para outros. 
•O tempo não apaga as feridas; as feridas envelhecem: tornam-se cânceres, úlceras. 
Mas Deus quer curá-los.

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