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29/08/2024
1
Biossegurança aplicada à 
Odontologia
Prof. Me. Daniel Farias
A equipe de saúde bucal está permanentemente exposta a uma
grande variedade de microrganismos veiculados pelo sangue e
pela saliva dos pacientes, os quais podem albergar agentes
etiológicos de doenças infecciosas, mesmo sem apresentar os
sintomas clínicos ou sem desenvolver a doença em questão.
29/08/2024
2
A saliva é uma preocupação especial durante o tratamento
odontológico porque embora o sangue não possa ser visto na
saliva, ainda pode estar presente.
Os microrganismos mais comuns,
transmissíveis pelo sangue e de
interesse odontológico são o HIV,
HBV e o HCV.
• Infecção: penetração, multiplicação e/ou desenvolvimento
de um agente infeccioso em determinado hospedeiro.
• Doença Infecciosa: consequência das lesões causadas pelo
agente e pela resposta do hospedeiro manifestada por
sintomas e sinais e por alterações fisiológicas, bioquímicas e
histopatológicas.
29/08/2024
3
Doença Infecciosa
Formas de transmissão
Contato 
Direto
Contato 
Indireto
Aérea 
(Gotículas e 
aerossóis)
Sanguínea
Alimentos e 
água
Fecal-oral
Infecção Cruzada
É a transmissão de agentes infecciosos entre pacientes, entre
pacientes e equipe, e entre a própria equipe, dentro de um
ambiente clínico, podendo resultar do contato de pessoa a
pessoa ou do contato com objetos contaminados.
29/08/2024
4
Paciente
Equipe
Clínica
Comunidade
Transmissão 
de doenças
na clínica 
odontológica
29/08/2024
5
Transmissão de Doenças 
na Clínica Odontológica
Paciente para Equipe Odontológica
• Contato direto: saliva ou sangue
• Contato indireto:
- instrumentos e/ou superfícies contaminados
- acidentes com material perfuro-cortante
• Gotículas/aerossol: contendo sangue,
saliva e secreções nasofaríngeas
Transmissão de Doenças 
na Clínica Odontológica
Paciente para Equipe Odontológica
• Aerossol (tipo névoa)
- Permanecem por longos períodos
- Produção: caneta alta rotação e ponta ultrassom
• Spray e respingo (gotículas)
- Produção: peças de mão, ponta de ultrassom e seringa tríplice
- Pode carrear cálculos e partículas de dente
- Deposição sobre punho, antebraço, braços
e podem atingir também o pescoço
29/08/2024
6
Controle de Infecção
Mediante recursos materiais e protocolos que agrupam
recomendações e normatizações (leis, resoluções e normas) de
órgãos mundiais especializados.
•Brasil:
- ANVISA
- Vigilâncias Sanitária
(estadual ou municipal)
29/08/2024
7
Biossegurança
Condição de segurança alcançada por um conjunto de ações
destinadas a prevenir, controlar e reduzir ou eliminar riscos
inerentes às atividades profissionais que possam comprometer a
saúde humana, animal e vegetal e o meio ambiente.
Atividades:
•Produção
•Ensino
•Desenvolvimento tecnológico
•Prestação de serviços
Biossegurança Odontológica
Conscientização da equipe de 
saúde bucal
Incorporar rotinas e normas de 
Biossegurança
Promover melhorias em sua 
segurança ocupacional e 
cuidados com o meio ambiente
29/08/2024
8
Protocolo geral de controle 
de infecção odontológica 
Precauções Padrão
• Higienização das mãos
• Equipamentos de proteção individual – EPI
• Imunização
• Condutas pós-exposição a material biológico
Barreiras Físicas
Radioproteção
Reprocessamento de Artigos
Desinfecção 
Precauções Padrão
Medidas de prevenção que devem ser utilizadas na assistência a
todos os pacientes durante manipulação de sangue, secreções
e excreções e contato com mucosas e pele não-íntegra,
independente de diagnóstico confirmado ou presumido de
doença infecciosa transmissível no indivíduo-fonte.
29/08/2024
9
Precauções Padrão
•Utilizar Equipamentos de Proteção Individual – EPIs.
•Lavar as mãos antes e após o contato com o paciente e entre
dois procedimentos realizados no mesmo paciente.
•Manipular cuidadosamente o material perfuro-cortante.
•Não reencapar, entortar, quebrar
ou retirar as agulhas das seringas.
Precauções Padrão
• Descontaminar as superfícies com desinfetantes
preconizados caso haja presença de sangue ou secreções
potencialmente infectantes.
• Submeter os artigos utilizados à limpeza, desinfecção e/ou
esterilização, antes de serem utilizados em outro paciente.
29/08/2024
10
Precauções Padrão
• Não tocar os olhos, nariz, boca, máscara ou cabelo durante a
realização dos procedimentos ou manipulação de materiais
orgânicos, assim como não se alimentar, beber ou fumar no
consultório.
• Durante os procedimentos com luvas, não atender telefones,
abrir portas (usando a maçaneta) nem tocar em locais
passíveis de contaminação.
Precauções Padrão
Higienização de mãos 
•Medida individual mais simples
e menos dispendiosa para
prevenir a propagação das
infecções relacionadas à
assistência à saúde.
•Mãos: principal via de
transmissão de microrganismos
aos pacientes; contato direto
(pele com pele) ou indireto.
29/08/2024
11
Precauções Padrão
Higienização de mãos 
Engloba:
• Higienização simples
• Higienização e fricção antisséptica
• Antissepsia cirúrgica
Precauções Padrão
Equipamentos de proteção individual – EPI
• Luvas
• Máscaras
• Gorros
• Óculos de proteção
• Protetores Faciais
• Aventais
• Sapatos fechados
29/08/2024
12
Precauções Padrão
EPI: Gorro
•Cobrir todo o cabelo e as orelhas
•Barreira mecânica contra contaminação dos cabelos por
secreções, aerossóis e produtos
•Evita queda de cabelos nas áreas de procedimento
•Preferencialmente descartável ou
trocado sempre que necessário/cada turno
•Uso pelo paciente em procedimentos cirúrgicos
Precauções Padrão
EPI: Óculos de proteção
Protegem os olhos das secreções, aerossóis, materiais
biológicos e respingos de produtos químicos utilizados durante
os procedimentos odontológicos, e na limpeza e desinfecção
de artigos, equipamentos ou ambientes.
29/08/2024
13
Precauções Padrão
EPI: Óculos de proteção
•Possuir laterais largas: boa vedação
•Ser confortáveis e totalmente transparentes
•Permitir lavagem com água e sabão,
e desinfecção quando indicada
•Guardar embalados em local limpo e seco
•Uso pelo paciente: evitar acidentes
Precauções Padrão
EPI: Protetores Faciais (Face Shield)
Barreira física de proteção à transmissão aérea de infecções e
inalação de agentes e substâncias químicas (gases e vapores).
Ainda, protegem a face contra:
• Impactos físicos
• Impactos de partículas volantes
• Respingos produtos químicos e material biológico.
29/08/2024
14
Precauções Padrão
EPI: Protetores Faciais (Face Shield)
•Fabricados em policarbonato
•Equipamentos coadjuvantes
na proteção respiratória: podem
substituir os óculos de proteção,
porém não substituem a máscara.
Precauções Padrão
EPI: Máscaras
•Descartáveis e filtro duplo/triplo
•Tamanho suficiente: cobrir completamente a boca e o nariz
•Permitir respiração normal
•Não irritar a pele
•Descartadas após o atendimento
a cada paciente ou quando umedecidas.
29/08/2024
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Precauções Padrão
EPI: Aventais
•De mangas longas
•Usar fechado durante todos os procedimentos.
•Tecido (claro e confortável): não-atendimento
• Descartável: atendimento a pacientes
• Impermeável: atendimento, limpeza e
desinfecção artigos, equipamentos ou ambientes.
Precauções Padrão
EPI: Luvas
•Boa qualidade
•Usadas sempre que houver possibilidade de contato com
sangue, secreções e excreções, com mucosas ou com áreas
de pele não íntegra.
29/08/2024
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Precauções Padrão
EPI: Luvas
• Látex de procedimento:
atividades clínicas
• Látex estéreis:
procedimentos cirúrgicos
Precauções Padrão
EPI: Luvas
• Grossas de borracha e cano longo:
limpeza de artigos e ambientes.
• Plástico: sobreluvas para manusear
artigos fora do campo de trabalho.
• Amianto, couro ou aramida:
usadas na CME, no manuseio
de artigos esterilizados.
29/08/2024
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Precauções Padrão
EPI: Calçados
•Fechados e com solado antiderrapante. 
•Protegem os pés contra:
- Umidade 
- Choques elétrico
- Agentes térmicos
- Impactos de quedas deobjetos
- Agentes cortantes e escoriantes
- Respingos de produtos químicos
Precauções Padrão
Imunização
• Hepatites B e A
• Gripe (Influenza)
• BCG: Tuberculose
• Tríplice Viral (SRC ou MMR):
Rubéola, Sarampo e Caxumba
• Varicela
• dT adulto ou toxóide tetânico: Tétano e Difteria
• Tríplice bacteriana para adultos (DTP):
Coqueluche, Tétano e Difteria
29/08/2024
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Condutas pós-exposição ocupacional a material biológico
• Cuidados locais na área exposta
- Manter a calma e lavar com água e sabão abundantemente o
ferimento, mucosa ou pele exposta ao sangue/líquido orgânico
- Espremer e/ou colocar antissépticos na lesão NÃO apresentam
evidências de redução de risco, podendo promover maior
sangramento e aumentar a área lesada.
• Imunização contra tétano
• Quimioprofilaxia e acompanhamento
sorológico para hepatite e HIV.
Condutas pós-exposição ocupacional a material biológico
•Centro de Referência: realizar avaliação por equipe
multiprofissional e notificação o mais rápido possível (ideal em
até 2 horas após o acidente).
•Quanto mais próximo do momento do
acidente for a notificação, mais garantia
de reversão do risco.
•Comunicação de Acidente
de Trabalho (CAT)
29/08/2024
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Barreiras Físicas de Proteção
•Botões e alças devem ser recobertos com barreira
impermeável (tipo filme plástico PVC).
•Trocadas entre cada atendimento, promovendo limpeza e
desinfecção, com álcool a 70% ou ácido peracético, a cada
troca.
•Objetivo: evitar infecção
cruzada através das mãos
dos profissionais
Barreiras Físicas de Proteção
•Casos cirúrgicos:
utilizar campo de
algodão estéril ou
material não-tecido
(TNT).
•Bancada e carrinho
auxiliar (cobrir com
campo descartável)
29/08/2024
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Envolver com filme de PVC :
•Botões da cadeira
•Alça refletor
•Encosto mocho
•Pontas da unidade de sucção
•Manoplas, cones e controle
dos aparelhos raios X
•Botões de controle de periféricos
e cabos do fotopolimerizador
•Cabos de espelho (não odontológicos)
Seringa tríplice, pontas ativas e seus encaixes:
• Protetor descartável de látex
• Não dispondo desse produto, cobrir com tubo plástico
descartável (canudo de refrigerante) e recobrimento plástico
com “sacolés”.
29/08/2024
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Radioproteção
Considerar: tempo de exposição, distância
em relação à fonte e a blindagem.
Portaria SVS/MS nº 453, de 1998:
• Proteção para o paciente: avental de
chumbo e protetor de tireoide
• Proteção para o profissional: avental,
distância e biombo, condições adequadas
para a revelação das radiografias e uso de
dosímetro.
Processamento de superfícies e 
equipamentos odontológicos
Antes de iniciar as atividades diárias, e entre as trocas de
pacientes, deve-se realizar a limpeza e a desinfecção prévia de
todo o ambiente de atendimento clínico.
•Utilização de EPI completos
•Luvas domésticas ou jardinagem
29/08/2024
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Desinfecção
Processo físico ou químico que elimina a maioria dos
microrganismos patogênicos de objetos inanimados e
superfícies, com exceção de esporos bacterianos.
Desinfetantes diferem quanto:
- espectro antimicrobiano
- rapidez de ação
• Descontaminação: conjunto de operações de limpeza, de
desinfecção e/ou esterilização de superfícies contaminadas por
agentes indesejáveis e potencialmente patogênicos, de maneira
a tornar estas superfícies barreiras efetivas que minimizem
qualquer tipo de contaminação cruzada.
• Limpeza: remoção mecânica e/ou química de sujidades em
geral de determinado local.
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•Assepsia: métodos empregados
para impedir a contaminação de
determinado material ou superfície.
•Antissepsia: eliminação de
microrganismos da pele, mucosa
ou tecidos vivos, com auxílio de
antissépticos, substâncias
microbiocidas ou microbiostáticas.
Desinfecção
•Baixo nível: processo físico ou
químico que elimina a MAIORIA das
bactérias vegetativas e ALGUNS
vírus e fungos de objetos inanimados
e superfícies.
Os produtos químicos tem POUCA
atividade bactericida e NÃO SÃO
tuberculicidas.
Ex: Clorexidina 1%; Fenóis simples;
Quaternário de amônia
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Desinfecção
•Nível intermediário (médio nível):
processo físico ou químico que elimina
TODAS as bactérias vegetativas,
micobactérias da tuberculose e a MAIORIA
dos vírus e fungos de objetos inanimados
e superfícies. Não agem contra todos os
esporos.
Ex: Álcool 70%, hipoclorito de sódio 1%,
quaternário de amônio, compostos iodados
e fenólicos
Desinfecção
•Alto nível: processo físico ou químico
que destrói TODOS os microrganismos de
objetos inanimados e superfícies, EXCETO
um número elevado de esporos, porém
NÃO atinge o status esterilizante.
Ex: Ácido peracético (15min de imersão),
peróxido de hidrogênio, glutaraldeído, etc
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29/08/2024
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Processamento de superfícies e 
equipamentos odontológicos
•A limpeza deve ser realizada com água e
sabão neutro e a desinfecção com álcool a
70%.
•As barreiras físicas de tecido ou as plásticas
impermeáveis devem ser trocadas a cada
paciente.
Processamento de superfícies e 
equipamentos odontológicos
Estabelecer uma rotina de limpeza
periódica, de acordo com a área
ou quando houver sujidade visível.
Os pisos devem ser limpos
diariamente e as demais
superfícies, gavetas, mobiliários,
etc, no mínimo semanalmente ou
quando necessário.
29/08/2024
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Recomendações
•Limpar as paredes de cima para baixo,
em sentido único.
•Esfregar paredes com água e sabão,
utilizando esponja ou pano.
•Enxaguar com pano umedecido em um
balde com água limpa.
•Secar com pano limpo.
•Limpar os pisos: do fundo para a porta
29/08/2024
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Processamento de superfícies e 
equipamentos odontológicos
Iniciar desinfecção da área menos contaminada para a mais
contaminada.
29/08/2024
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Processamento de superfícies e 
equipamentos odontológicos
É necessária para a manutenção da cadeia asséptica a
esterilização das partes removíveis do equipamento: turbinas
de alta rotação, os micromotores, entre outros.
Processamento de superfícies e 
equipamentos odontológicos
Limpeza e desinfecção na presença de matéria orgânica
•Aplicar solução de hipoclorito de sódio a 1% sobre a matéria
orgânica e aguardar cinco minutos.
•Remover com auxílio de papel-toalha ou pano, que deve ser
descartado.
•Proceder à limpeza com água e sabão
29/08/2024
30
O reprocessamento de artigos compreende a limpeza e a
desinfecção e/ou esterilização dos mesmos. Os artigos
utilizados na cavidade bucal exigem o máximo rigor no
reprocessamento, recomendando-se a sua esterilização por
autoclave, uma vez que o uso de desinfetantes não assegura a
eliminação de todos os patógenos, especialmente, os esporos
bacterianos.
Existem processos inadequados para determinados tipos de
material de uso odontológico. Para facilitar a adequação dos
procedimentos e orientar o reprocessamento dos artigos, adota-
se a classificação que leva em consideração o risco potencial de
transmissão de infecção.
29/08/2024
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Classificação Spauding: criticidade dos artigos
Artigos críticos (tocam e penetram nos tecidos)
•Oferecem alto risco de infecção cruzada
caracterizados pela contaminação com
microrganismos e/ou esporos bacterianos.
•Devem ser esterilizados obrigatoriamente (em
autoclave ou óxido de etileno) ou descartáveis.
• Incluem: instrumental de cirurgia,
implantodontia, periodontia, endodontia, brocas,
agulhas, sugadores cirúrgicos, etc.
Artigos semicríticos (tocam, mas não
penetram nos tecidos; contato com
membranas mucosas íntegras e pele não-
íntegra). Exemplo: fotopolimerizador, jato de
bicarbonato, espelhos clínicos, moldeiras,
condensadores...
• Devem ser esterilizados.
• Termossensíveis: desinfecção de alto nível
com ácido peracético, lavagem com água
estéril ou soro fisiológico e seco com um
método que não o recontamine e embalagem.
29/08/2024
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Artigos não críticos (Não tocam nem penetram
nos tecidos)
•Entram em contato apenas com a pele íntegra.
Materiais utilizados em procedimentoscom
baixíssimo risco de infecção.
• Placas vidro, potes Dappen, arco de Young...
•Devem ser lavados (limpeza) e submetidos à
desinfecção de baixo ou médio nível
(preferencialmente; com álcool 70%, hipoclorito
de sódio ou solução detergente de quaternário
de amônia).
Reprocessamento de artigos
Todo serviço odontológico deve ter uma CME que conste, no
mínimo, de:
•Pia exclusiva para lavagem de instrumental
•Bancada para secar e embalar
•Aparelho esterilizador: AUTOCLAVE
•Gavetas e/ou armários: acondicionamento
dos instrumentais estéreis.
29/08/2024
33
O reprocessamento de artigos deve seguir um fluxo
unidirecional, evitando o cruzamento de artigos não processados
(sujos) com artigos desinfetados ou esterilizados (limpos).
Pré-lavagem
Lavagem 
(Limpeza)
Secagem 
(Inspeção 
visual)
Embalagem 
(Barreira)
Esterilização Monitoração Acondicionamento
Espaço físico: duas áreas
Área Suja (Contaminada)
Área Limpa
Reprocessamento de artigos
Pré-lavagem
•Antecede a lavagem e deve ser realizada em todos os artigos
que serão reprocessados.
• Imersão completa dos instrumentais em detergente enzimático
durante tempo de permanência recomendado pelo fabricante,
em recipiente plástico com tampa ou diretamente na cuba
ultrassônica.
29/08/2024
34
Reprocessamento de artigos
Lavagem (limpeza)
•Remove o material orgânico (biofilme:
sangue e saliva) acumulado.
•O biofilme pode inviabilizar os
processos de esterilização, isolando os
microrganismos do agente esterilizante.
A desinfecção do instrumental também
estará comprometida caso a limpeza
não seja eficiente.
Reprocessamento de artigos
Lavagem (limpeza): iniciar o mais rápido possível
•Favorecer o processo: quanto maior o tempo,
mais difícil é a retirada da matéria orgânica
ressecada;
•Diminuir risco ocupacional: quanto maior o
tempo, maior a quantidade de microrganismos;
•Proteger instrumentais cirúrgicos da ferroxi-
hemoglobina (óxido ferroso presente no sangue):
favorece corrosão.
29/08/2024
35
Reprocessamento de artigos
Lavagem (limpeza)
•Manual: com escovas de cabo longo,
material plástico, detergente e água corrente
•Automatizada/Ultrassônica: mais eficaz;
procedimento automatizado por meio de
lavadoras com jatos de água ou lavadoras
com ultrassom.
Diminui a exposição aos riscos ocupacionais
de origem biológica.
Reprocessamento de artigos
Lavagem (limpeza)
•Utilizar os EPIs próprios (luvas de borracha
resistente e de cano longo, gorro, máscara,
óculos de proteção, avental impermeável e
calçados fechados).
•O manuseio dos artigos deve ser cuidadoso
para evitar acidentes.
•Pinças e tesouras devem ser abertas, de
modo a expor ao máximo suas reentrâncias.
29/08/2024
36
Reprocessamento de artigos
•Secagem: com papel-toalha ou
compressa cirúrgica reprocessável.
Não utilizar toalha de tecido: fonte
de contaminação.
• Inspeção visual: ratifica a eficácia
da limpeza e condições do artigo
(corrosão). Pode-se utilizar lentes
de aumento – lupas.
Reprocessamento de artigos
Embalagem/Barreira
•Deve permitir a penetração do agente
esterilizante e proteger os artigos de modo a
assegurar a esterilidade até a sua abertura.
•Remover o ar de dentro da embalagem:
obstáculo na transmissão de calor e de
umidade.
•Colocação de fitas indicadoras e/ou
integradores químicos
29/08/2024
37
Reprocessamento de artigos
Embalagem/Barreira
• Na maioria dos estados do Brasil o
prazo de validade pós-esterilização
para serviços odontológicos é de sete
dias, desde que pacote esteja íntegro e
seco.
• Todos os pacotes devem ter a data da
esterilização e o nome do profissional
responsável pelo processo.
Reprocessamento de artigos
Esterilização
Processo que visa destruir ou eliminar todas as formas de vida
microbiana presentes (vírus, bactérias, fungos, protozoários ou
esporos), por meio de processos físicos ou químicos, para um
aceitável nível de segurança.
29/08/2024
38
Reprocessamento de artigos
Esterilização
Na Odontologia, os processos indicados são:
•Físico: vapor saturado sob pressão
(autoclave)
Artigos metálicos: termorresistentes
•Químico: soluções de glutaraldeído a 2%
e de ácido peracético a 0,2%.
Artigos termossensíveis
Reprocessamento de artigos
Esterilização
Autoclave (Calor úmido/ Vapor saturado)
Processo de esterilização que funciona
com calor ativo e três parâmetros: tempo,
temperatura e pressão sob vapor.
121 a 127°C por 15 a 30min
132 a 134°C por 04 a 07 min
29/08/2024
39
Reprocessamento de artigos
Esterilização
Autoclave (Calor úmido/ Vapor saturado)
Ciclo completo: três etapas
Aquecimento, esterilização e secagem
O material, devidamente embalado, deve ser colocado na
câmara da autoclave desligada, não ultrapassando 2/3 de sua
capacidade total e sem encostar-se às laterais, dispondo-se os
pacotes de modo que o vapor possa circular livremente e atinja
todas as superfícies do material.
Esterilização: Processos químicos
Glutaraldeído 2%: Após limpeza e secagem, artigo deve ser
imerso totalmente na solução, em recipiente plástico e com
tampa, por 10 horas.
• Uso de EPIs
• Enxágue final rigoroso: água estéril
• Secagem: compressas esterilizadas
• Ambiente com boa ventilação.
Ácido peracético a 0,2%: imersão 30 min
A esterilização química deve ser utilizada somente nas situações 
em que não há outro recurso disponível.
29/08/2024
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Reprocessamento de artigos
Acondicionamento
•Em local exclusivo: armários fechados,
protegido de poeira, umidade e insetos.
•O local de armazenamento deve ser
limpo e organizado periodicamente, sendo
verificados sinais de infiltração, presença
de insetos, retirando-se os pacotes
danificados, com sinais de umidade,
prazo de validade da esterilização
vencido, etc.

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