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trauma de tórax 01 O QUE CAI? VISÃO GERAL HARDTOPICS Caso clínico para diagnóstico de lesão e conduta, geralmente dentro do exame primário “B”. Representa 25% das mortes relacionadas ao trauma! Será avaliado no “B” através de inspeção, percussão, palpação e ausculta. A maioria das lesões são tratadas com drenagem torácica em selo d’’água. indicações de toracotomia de urgência (realizada no centro cirúrgico). Mais de 1500ml de sangue no dreno ou mais de 200ml nas primeiras 2-4h; paciente instável no tórax penetrante; lesão penetrante com tamponamento cardíaco; lesões de árvore traqueobrônquica ou de esôfago. indicações de toracotomia de emergência (toracotomia de reanimação). Trauma torácico com parada cardíaca presenciada. O que fazer? Destamponar o coração; “por o dedo na ferida”, clampear a aorta e massagem cardíaca interna. choque hipovolêmico. Hipotensão, taquicardia, jugular colabada, murmúrio abolido, macicez à percussão. diagnóstico é clínico! Choque + propedêutica de derrame pleural! Vamos lembrar que para instabilizar o paciente o sangue pode estar no tórax, abdome, pelve (fratura de bacia) ou na cena do trauma, mais raramente em fratura bilateral de ossos longos. conduta. Drenagem torácica em selo d’água; dependendo da quantidade de sangue será indicada toracotomia. HEMOTÓRAX MACIÇO PRINCIPAIS LESÕES TORÁCICAS PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO segundo o ATLS, a principal causa é ventilação com pressão positiva em doentes com lesões pleuro- pulmonares. choque obstrutivo. Hipotensão, taquicardia, turgência jugular, murmúrio abolido, hipertimpanismo, desvio de traqueia. diagnóstico é clínico! A imagem não é para existir! Pode ser realizado o E-FAST se disponível, sem atrasar a conduta. conduta. Toracocentese de alívio imagem (punção no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou 5º na linha axilar média/anterior) + drenagem de tórax em selo d’água; criança mantém 2º EIC atenção. Se permanecer o pneumotórax pode haver mau posicionamento de dreno ou lesão de árvore traqueobrônquica, nesse caso será indicada a broncoscopia e a toracotomia. 02 O QUE CAI? HARDTOPICS PNEUMOTÓRAX ABERTO Fratura de múltiplos arcos costais em pontos diferentes, levando à respiração paradoxal; muito associado a contusão pulmonar. diagnóstico. Clínica + imagem (radiografia ou tomografia de tórax.). conduta. Analgesia, oxigênio, fisioterapia respiratória. trauma de tórax “tem um buraco no tórax!”. Acima de 2/3 do diâmetro da traqueia, o ar entra mais facilmente pela ferida do trauma que pela traqueia. Pode levar ao pneumotórax hipertensivo! diagnóstico é clínico! Apenas com inspeção! Conduta. Curativo de 3 pontas como medida provisória; o tratamento é drenagem em selo d’água. PNEUMOTÓRAX SIMPLES. Tem pouca repercussão clínica. diagnóstico. Aqui precisaremos de radiografia de tórax. conduta. Classicamente será a drenagem em selo d’água; porém, é possível apenas acompanhar pneumotórax simples ocupando até 1/3 do espaço pleural, desde que sem sintomas e sem crescimento. TÓRAX INSTÁVEL COM CONTUSÃO PULMONAR atenção. O mais grave é a contusão pulmonar. O que não fazer. Não pode suturar antes de drenar. Atenção. Cuidado com ventilação mecânica e transporte aéreo, pois o pneumotórax simples pode se tornar hipertensivo! Nesses casos drenamos o tórax. TAMPONAMENTO CARDÍACO atenção. O choque é obstrutivo! O coração não consegue bater porque está “obstruído” pelo sangue no saco pericárdico! diagnóstico. É clínico! Vamos pensar no choque obstrutivo como no pneumotórax hipertensivo, porém sem nenhuma alteração na propedêutica pulmonar. Podemos encontrar a tríade de beck (hipotensão, turgência jugular, hipofonese de bulhas. conduta. Pericardiocentese de alívio (punção de marfan) pode ser feita por médico experiente, mas é temporária. O tratamento é toracotomia. TRAUMA DE AORTA Mais comum na aorta descendente na região do ligamento arterioso (ponto de fixação). diagnóstico. Poucos sinais, pensar quando houver desaceleração. achados na radiografia. Alargamento de mediastino >8cm, perda do contorno aórtico, desvio de traqueia para a direita, fratura dos primeiros arcos costais. suspeitou? Realizar angiotomografia de tórax ou arteriografia. conduta. Tratamento cirúrgico, preferencialmente por via endovascular com uso de prótese.