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SEMINÁRIO: SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
ALUNO (A) ISABELA AUER CAMPOS
ACADÊMICO(A) DE ENFERMAGEM 9º PERÍODO
PRECEPTOR: PROFº CARLOS HENRIQUE CASAGRANDE
COREN/ES: 537.283 - ENF
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
VITÓRIA
2024
ESTUDO DE CASO
- QUEIXA PRINCIAL (QP):
JFOA, 67 anos, sexo masculino, paciente dm encaminhado da upa com lesão infectada em 4º pododáctilo direito, deu entrada no Pronto Socorro do HJSN no dia 22/09/2024.
FONTE: GOOGLE IMAGENS.
ESTUDO DE CASO
Paciente diagnosticado com doença arterial obstrutiva periférica de artéria femoral direita em sua origem, deu entrada no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves com lesão infectada em 4° pododáctilo direito com evolução para necrose úmida. Devido a piora do quadro, ficou internado em diversos setores, consecutivamente, Pronto Socorro, Sala Amarela, UTI 1A, Enfermaria, UTI 1B, Semi Intensiva, UTI Vermelha e passou por cirurgia de amputação trans tibial direita em 22/10/2024.
 
- HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL (HDA):
FONTE: GOOGLE IMAGENS.
 DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA 
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma condição vascular crônica que resulta da obstrução progressiva das artérias que suprem os membros, especialmente os inferiores. Essa obstrução é causada principalmente pela aterosclerose, uma condição na qual placas formadas por gordura, cálcio e outros componentes se acumulam nas paredes arteriais, levando ao estreitamento do lúmen e à redução do fluxo sanguíneo. 
FONTE : CALZADA,2024.
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FONTE: GOOGLE IMAGENS.
 DIABETES MELLITUS 
 
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É uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose(açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo. O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023
FONTE: GOOGLE IMAGENS.
EPIDEMIOLOGIA (DAOP)
 
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A DAOP possui elevada prevalência na população brasileira, acometendo cerca de 20% da população que se encontra acima dos 65 anos de idade; ademais, calcula- se que em menos de 1% da população ocorra a detecção da doença, o que alerta para um possível quadro de subdiagnóstico e valores estatísticos subestimados acerca da incidência e prevalência da DAOP. O perfil mais acometido é de homens que tenham entre 55 e 74 anos e o de mulher que tenham entre 65 e 74 anos. Na grande maioria dos casos - cerca de 80%, a DAOP evolui de forma silenciosa, sem sintomas, o que retarda e complica o diagnóstico no início da enfermidade, consequentemente comprometendo o prognóstico dos portadores da doença.
 
FONTE VASCONCELOS, 2023
EPIDEMIOLOGIA (DM)
 
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 O diabetes tornou-se um grave problema de saúde pública global, com o número de adultos afetados crescendo significativamente ao longo dos anos. 
Em 2000, haviam 151 milhões de adultos com diabetes, número que saltou para 285 milhões em 2009 e alcançou 463 milhões em 2020, representando 9,3% da população entre 20 e 79 anos. 
As complicações do diabetes são alarmantes, com uma amputação de membro inferior ocorrendo a cada 30 segundos mundialmente. Aproximadamente 60% a 80% das amputações não traumáticas estão relacionadas a diabéticos, sendo que 85% delas são precedidas por úlceras nos pés, cuja cicatrização é comprometida. Estima-se que mais de 80% das amputações são antecedidas por essas úlceras, evidenciando o diabetes como a principal causa de amputações não traumáticas.
 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGIA (DM)
 
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 Indivíduos com DM apresentam- se com duas vezes mais chances de uma segunda amputação do que indivíduos sem diabetes. Além do mais, até 70% dos indivíduos amputados morrem dentro de 5 anos após cirurgia e 44% morrem dentro de 5 anos após a cirurgia com outra úlcera no pé se não houver a amputação. 
FONTES: BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE.
 REGINA NUNES DA SILVA, 2021
 
 
 
SINTOMAS (DAOP) 
 
 Claudicação intermitente, que é uma sensação de dor, incômodo, cansaço ou câimbra nas pernas que ocorre durante a caminhada e melhora com o repouso. 
 Fisgadas nas pernas, principalmente na panturrilha. 
 Dormência nas extremidades das pernas.
 Fraqueza nas pernas.
 Feridas que não cicatrizam nos dedos, pés ou pernas. 
 Mudança na coloração das pernas. 
 Perda de pelos. 
 Crescimento lento das unhas dos pés. 
 Disfunção erétil nos homens.
 
 
 
DIAGNÓSTICO (DAOP) 
 
FONTE: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE, 2023.
Para um bom diagnóstico é importante avaliar sintomas e comorbidades do paciente que aumentam o risco de aterosclerose (pressão alta, diabetes, colesterol aumentado, hábito de fumar). O exame clínico é essencial, pois pode indicar aqueles sinais de isquemia crônica (rarefação dos pelos, atrofia muscular, feridas que não cicatrizam, gangrena). A alteração na palpação dos pulsos também indica fortemente a presença de aterosclerose. 
Exames complementares
Índice tornozelo-braço (ITB), obtido a partir da razão entre a pressão sistólica nas artérias do pé com a pressão sistólica na artéria braquial, utilizando um aparelho portátil chamado doppler ultrassom. 
A ultrassonografia doppler é um exame não invasivo que avalia o fluxo nas artérias e a estrutura da parede vascular.
A angiotomografia computadorizada combina a técnica de tomografia computadorizada com a angiografia, desta forma permite um estudo mais detalhado das artérias dos membros. 
HISTÓRIA PATOLÓGICA 
COMORBIDADES:
-Diabetes Mellitus (DM),  Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Sem informação de quando foi diagnosticado. 
HISTÓRIA FAMILIAR:
-Não tenho acesso
HISTÓRIA PESSOAL:
-Tabagista, nega etilismo.
-Nega alergias.
MEDICAÇÕES DE USO DOMICILIAR:
-Losartana 50mg 1x ao dia, insulina nph 22ui 1- 0 - 1
AÇÕES DOS FÁRMACOS
USADOS DURANTE A INTERNAÇÃO:
NORADRENALINA - Além de aumentar a energia química no organismo para que esse possa dar respostas rápidas ao estresse, também atua sobre o sistema cardiovascular aumentando os batimentos cardíacos e o fluxo sanguíneo. 
 MEROPENEM - É indicado para o tratamento de infecções graves, ocasionadas por bactérias multirresistentes.
POLIMIXINA - É indicado para o tratamento de infecções agudas causadas por Pseudomonas Aeruginosa, infecções do trato urinário, meninges e sangue. 
VANCOMICINA - É um antibiótico injetável indicado para o tratamento de infecções nos ossos, pulmões, pele, músculos e coração.
 
EXAMES COMPLEMENTARES
 
Exames realizados sem alterações: 
ECODOPPLIER VENOSO MID (24/09/24); 
DOPPLER ARTERIAL MID ( 07/10/24);
USG DE ABDOME TOTAL (08/10/24); 
TC CRANIO (24/10).
 
EXAMES COMPLEMENTARES
Exames realizados com alterações: 
ECODOPPLER (24/09/24): Placas de Ateroma em poplítea, tibial e femoral comum, profunda e superficial, , sendo que a femoral superficial apresentava oclusão em sua origem. Tibial anterior também ocluída em sua origem. 
ECOTT (23/09) : Disfunção diastólica leve do ventrículo esquerdo, porém sem redução da fração de ejeção.
EXAMES COMPLEMENTARES
 
CULTURAS:
UROCULTURA 03/10/24: NEGATIVA
HEMOCULTURAS 05/10/24: NEGATIVAS
HEMOCULTURAS 07/11/2024: EM ANDAMENTO
ASPIRADO TRAQUEAL 07/11/2024: PSEUDOMONAS AURUGINOSA
 
PROCESSO DE ENFERMAGEM: HISTÓRICO
GERAL: Grave estado geral, anictérico, acianótico, hipocorado, hidratado, afebril.
NEURO: lucido, não verbalizando, acompanhando com o olhar, pupilas isofotorreagentes, mantendo contenção para prevenção de retirada de dispositivos.
AR: Em avm/tot, aparentemente confortável a ventilação, FR 18, mantendo SAT 98 %, secretivo, sendo aspirado sempre que necessário.
ACV: normocardio, ritmo, normotenso, mantendo ,PVP VFE (09/11 origem), sem flogose. FC: 80 BPM, PA 111/74 MMHG. 
AGI: Dieta por SNE (24/10 origem), correndo 45ml/h, VT =1L para controlede glicemia. Abdome flácido, timpânico, indolor a palpação. Evacuação ausente há 5 dias.
AGU: Diurese por SVD, fixação em face interna da coxa, diurese clara de coloração amarelada, sem substancias anormais.
Pele: Turgor e elasticidade compatível a idade, MS edemaciado, necrose seca de 3º pododáctilo esquerdo.
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
RISCO DE BRONCOASPIRAÇAO RELACIONADO POR ASSISTENCIA VENTILATÓRIA MECANICA
INTERVENÇOES: 
Manter cabeceira elevada entre 30º e 45º, continuo. 
Aspirar TQT e/ou vias aéreas superiores, de 3h em 3h. 
Avaliar presença de secreção e anotar aspecto, livre. 
Em caso de vomito e distensão abdominal, interromper a administração da dieta e comunicar o enfermeiro, sempre que necessário. 
Manter paciente com pulseira de identifição de risco de broncoaspiração, continuo.
 
PROCESSO DE ENFERMAGEM: DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
RISCO DE INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA RELACIONADO A QUADRO DIABÉTICO
INTERVENÇOES: 
Realizar mudança de decúbito, a cada 2h.
Hidratar tegumento, após o banho.
Manter calcâneos flutuantes, continuo.
Aplicar creme barreira em pele íntegra /proeminências ósseas, após o banho. 
Manter colchão pneumático, continuo.
 
PROCESSO DE ENFERMAGEM: DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA RELACIONADA A INTERNAÇAO.
INTERVENÇOES: 
Manter conforto no leito, continuo. 
Posicionamento adequado em box, em caso de transferência interna, sempre que necessário.
Supervisão da pele, M/T/N.
Manter controle do ambiente, M/T/N.
Monitorar sinais vitais, M/T/N.
Comunicar o paciente antes de realizar procedimento, M/T/N.
 
PROCESSO DE ENFERMAGEM: DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO
RELATO DE EXPERIÊNCIA
REFERÊNCIAS
 
 
 
DIABETES: complicações. Ministério da Saúde, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/diabetes/complicacoes. Acesso em: 20 nov. 2024.
MACÊDO, Giovanna Gabrielly Custódio; MACEDO, Jéssyka Samara de Oliveira; SILVA, Amanda Barbosa da; et al. Doença arterial periférica no paciente diabético e o risco de lesões patológicas: uma revisão bibliográfica. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE, 2., 2017, Campina Grande - Paraíba.
MOTA, Thamirys de Carvalho; SANTOS, José Diego Marques; SILVA, Bárbara de Jesus Cunha da; BRANDIM DE MESQUITA, Nicole Maria Campelo; OLIVEIRA, Danielle Machado. Doença arterial obstrutiva periférica: revisão integrativa. Revista UNINGÁ, v. 53, n. 1, p. 120-125, jul.-set. 2017.
SANTANA, Breno Vítor Rodrigues Coqueiro et al. Análise dos métodos de diagnóstico da doença arterial obstrutiva periférica nos pacientes com Diabetes mellitus. Research, Society and Development, v. 12, n. 4, e25212441293, 2023. 
VASCONCELOS, Maria Luiza Dias Noleto et al. Doença arterial obstrutiva periférica: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 3, p. 11204-11218, mai./jun. 2023.
 
OBRIGADA!
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