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DIREITO CONSTITUCIONAL PROCESSO LEGISLATIVO Emenda à constituição Art. 60 CF - Espécie de norma jurídica que altera a Constituição Federal. QUÓRUM = 2 casas, 2 turnos, 3 / 5. · Quem pode propor uma PEC (Proposta de emenda à constituição)? I. De um terço no mínimo dos membros da câmara dos deputados ou do Senado Federal. II. Do presidente da república III. De mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas pela maioria relativa de seus membros · Existem algumas circunstâncias que não se pode emendar uma constituição, são elas: 1. Intervenção federal 2. Estado de defesa 3. Estado de sítio · As cláusulas pétreas(a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; e os direitos e garantias individuais) não podem ser objetos de propostas de emenda à constituição tendente a abolir. § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; FO OBS: O Brasil não admite a secessão. II - o voto direto, secreto, universal e periódico; VO OBS: O voto obrigatório NÃO é cláusula pétrea. III - a separação dos Poderes; SE IV - os direitos e garantias individuais. DI MACETE: FO DI VO SE · IMPORTANTE: A emenda à constituição não tem sanção ou veto do presidente da República. Quem promulga a emenda a constituição é a mesa da câmara dos deputados e do Senado Federal. EMENDA À CONSTITUIÇÃO LEI NÃO TEM SANÇÃO TEM SANÇÃO PROMULGAÇÃO PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS OU PELO SENADO FEDERAL PROMULGAÇÃO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM 48 HORAS / PRESIDENTE DO SENADO EM 48 E EM CASO DE NENHUM DOS DOIS PROMULGAR, O VICE PRESIDENTE FAZ IMEDIATAMENTE. PARA APROVAR UMA EMENDA = 2 CASAS + 2 TURNOS + 3 / 5. PARA APROVAR UMA LEI = LEI ORDINÁRIA - MAIORIA SIMPLES OU RELATIVA LEI COMPLEMENTAR - MAIORIA ABSOLUTA LEI Para uma iniciativa de um projeto de lei podem ser realizadas por: · Presidente · Câmara dos deputados · Senado Federal · Tribunais · Iniciativas populares. Quando se fala em iniciativa de projeto de lei, praticamente todos os projetos começam na câmara, só irá começar no senado se a iniciativa foi do próprio senado. Sequência para aprovação: Iniciou-se na câmara e seguiu para o Senado para aprovar, em caso de aprovação ele manda para o presidente da República. Iniciou-se na câmara e seguiu para o Senado para aprovar, quando chegar ao Senado ele pode modificar, chamado Emenda ao projeto de Lei, voltando para a casa iniciadora que enviará ao Presidente do jeito que ela quiser, com ou sem emenda. Em caso de Emenda Redacional, irá mandar direto para o Presidente. Assim, o presidente irá sancionar ou vetar, em caso de silêncio, significa que ele sancionou. Ou seja, o silêncio do Presidente da República é sanção tácita. Após a sanção será promulgada pelo Presidente em 48h, se ele não fizer, o presidente do SF e em caso de não fizer, será feito pelo vice-presidente do SF imediatamente. VETO: · NÃO EXISTE VETO TÁCITO, ELE PRECISA SER EXPRESSO. · Se o presidente vetar, NÃO ARQUIVA PROJETO DE LEI; · Se o Presidente da República vetar ele irá comunicar ao Presidente do SF os motivos do seu veto. O veto poderá ser um veto político em que a justificativa contrária a um interesse público ou um veto jurídico que os módicos contrariam a CF. · A partir do momento que o Presidente da República vetou, já era, ele não poderá mais voltar atrás. É IRREVOGÁVEL. · Somente será arquivado se o Congresso Nacional concordar/manter com o Veto. Em caso do CN rejeitar o veto ele manda promulgar. Caso haja um veto, irá acontecer uma reunião (sessão conjunta), para deliberar sobre o veto mediante a maioria absoluta do Congresso Nacional, sendo ele quem vai decidir se mantém esse veto ou se arquiva. PROJETOS DE LEI DE INICIATIVAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA · Se algo é de competência privativa do Presidente da República, nenhum outro legitimado pode propor aquele projeto de lei, senão, isso seria uma inconstitucionalidade formal subjetiva. · Art. 61. § 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas; II - disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) INICIATIVA POPULAR · Uma só pessoa não pode simplesmente propor um projeto de lei. · Para que seja possível uma iniciativa popular é necessário: FEDERAL: Art. 61 § 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 1% do eleitorado nacional, distribuído em pelo menos 5 estados com não menos de 0,3% em cada um desses estados. 1503. PROCESSO LEGISLATIVO SUMÁRIO · Só pode existir em projetos de leis de iniciativa do Presidente da República que solicita o regime de urgência COMO FUNCIONA: O Presidente da República propõe um projeto de lei solicitando urgência, vai para a câmara dos deputados que é a câmara iniciadora, com prazo de 45 dias, depois vai para a camera dos Senados que é a casa revisora, com prazo de 45 dias, se por acaso o Senado quiser modificar algo, possui 10 dias para a câmera analisar. MEDIDA PROVISÓRIA Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. Apreciação da MP: → É enviada ao Congresso Nacional que tem o prazo de 45 dias para analisar se será convertida em lei ou rejeitada →.Art. 62, inciso 6°. Se a medida provisória não for apreciada em até 45 dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. Assim, ela fica como prioridade, porém, como existem várias medidas provisórias que possam está em prioridade na frente, ela terá um prazo de 120 dias (60 + 60). → Se passando os 120 dias e não for analisada pelo CN ela irá perder a eficácia. Art. 62, § 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. Logo, a medida perdeu eficácia, porém durante o seu período houve relações jurídicas dela decorrente, assim, o CN tem 60 dias para editar o decreto para discipliná-las. → A casa iniciadora é a Camera dos Deputados. Vedação a Medida Provisória : § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I – relativa a: a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; b) direito penal, processual penal e processual civil;c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; Nesse caso há uma exceção, sendo permitida a medida provisória para abertura de crédito extraordinário art.167 § 3º;. A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender às despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art.62. II – que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; III – reservada a lei complementar; TUDO QUE PRECISA DE LEI COMPLEMENTAR, MEDIDA PROVISÓRIA NÃO HÁ. IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. SEGUE O ESQUEMINHA ABAIXO: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Uma lei pode ser formal e material? SIM Só formalmente? SIM Só material? SIM INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL → Vícios na elaboração de uma lei. Decorre da inobservância do processo legislativo. a) Orgânica: Vício na competência. Um ente legislou sobre o assunto que é de outro ente. Ou seja, o Estado legislou sobre algo que era da União. b) Subjetiva: Vício na iniciativa. Ou seja, na propositura de um projeto de lei. Ex: Deputado Federal propôs um projeto de lei sobre aumento da remuneração dos servidores públicos, que é de competência privativa do Presidente da República. c) Objetiva: Qualquer outro vício do processo Legislativo. EX - Vício no Quórum. Ex: Uma lei complementar foi aprovada por maioria SIMPLES. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL → Qualquer vício no conteúdo que contraria a Constituição Federal. Exemplo: Uma lei dando autonomia ao Território. → O território é descentralização da União, não é considerado ente, nem possui autonomia. Art.18, inciso 2 da CF. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DIFUSO X CONCENTRADO CONTROLE DIFUSO: Pode ser realizado por qualquer juiz ou tribunal, porém, no tribunal é necessário respeitar a CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO, ou seja, só é possível que um tribunal declare a inconstitucionalidade de uma determinada lei, se for maioria absoluta do pleno ou se tiver o órgão especial. Assim, um desembargador sozinho não poderá declarar, precisa da maioria absoluta ou do órgão especial. · Cláusula de reserva de plenário Art. 97 da CF: Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do órgão especial é que a inconstitucionalidade pode ser declarada OBS: Via de regra o Órgão Fracionário NÃO declara a inconstitucionalidade. Súmula Vinculante 10 do STF: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. Como regra, órgão fracionário não declara inconstitucionalidade de uma determinada lei. Caso se depare com inconstitucionalidade, deve remeter ao pleno ou ao órgão especial, para que estes declarem. Como EXCEÇÃO, o órgão fracionário pode declarar inconstitucionalidade quando o STF já tiver declarado, quando o pleno já tiver declarado ou quando o órgão especial já tiver declarado. CONTROLE DIFUSO E O EFEITO INTER PARTES: O controle difuso possui o efeito inter partes, ou seja, só fica entre as partes daquele processo. Exemplo: A juíza declarou inconstitucional um seguinte artigo do código penal, só iria ficar entre as partes daquele processo. OBS: Se essa decisão de inconstitucionalidade chegar ao STF, o efeito passará a ser ERGA OMNES.. Vale para todo o Brasil. Assim, o SENADO FEDERAL dará publicidade à decisão do STF. CONTROLE DIFUSO E LEGITIMIDADE: · Legitimidade ativa. Ou seja, qualquer pessoa poderá pedir que o juiz ou tribunal declare a inconstitucionalidade. CONTROLE DIFUSO E O EFEITO EX TUNC: · São efeitos retroativos. Porém, por questões de interesse jurídico, em caso de inconstitucionalidade o STF modula que só irá valer daquela decisão para sempre. Sendo possível a modulação dos efeitos temporais da sentença, quando causar risco à segurança jurídica ou ao interesse social. (Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex nunc). · Modulação dos efeitos temporais: Significa transformar o efeito ex tunc em ex nunc. A decisão de mérito em ADI tem efeito vinculante, erga omnes e, em regra, efeitos ex tunc. Ocorre que, havendo razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social, o STF, por 2/3 de seus membros, poderá modular os efeitos temporais da decisão para que esta produza os seus efeitos em outro momento (ex, nunc). Segundo entendimento do STF, poderá haver a modulação dos efeitos temporais também em suas decisões de inconstitucionalidade proferidas no controle difuso. Ex tunc modular para ex nunc. CONTROLE CONCENTRADO: Quando o parâmetro for a Constituição Federal, somente quem processa e julga é o STF. Já quando o parâmetro for a Constituição Estadual, quem processa e julga é o Tribunal de Justiça. CONTROLE CONCENTRADO E O EFEITO ERGA OMNES: No controle concentrado o efeito será erga omnes, ou seja, valerá para todo o Brasil. CONTROLE CONCENTRADO E LEGITIMIDADE: · Legitimidade com base no artigo 103 da CF. (Podem ajuizar: ADI(Ação direta de inconstitucionalidade)/ADC(Ação declaratória de constitucionalidade)/ADO ( Ação direta de inconstitucionalidade por omissão)/ADPF( Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental ) X CF) Definições: ADO - É quando existe uma omissão, é uma norma de eficácia limitada, que precisa de regulamentação, de lei. ADI - Lei ou ato normativo federal ou estadual que viola a Constituição, que devem ser posteriores ao parâmetro, no caso, à Constituição Federal. Exemplo: Existe uma Lei Federal de 2024 que viola a CF de 1988 - ADI. Porque é uma lei Federal ou Estadual que é POSTERIOR ao parâmetro. ADC - O legitimado quer que o STF declare CONSTITUCIONAL, pois existe uma controvérsia judicial em relação aquela lei, sendo possível somente para lei ou ato normativo Federal. ADPF: é subsidiária e residual, usada quando não couber mais nenhuma outra ação do controle concentrado. Exemplo: quando houver leis anteriores ao parâmetro ou lei municipal que viola a Constituição Federal. OBSERVAÇÃO: Todas as ações do controle concentrado admitem medida cautelar. Necessita de maioria absoluta. MEMORIZAR : · 3 pessoas que podem ajuizar: 1. Presidente da República; 2. Procuradoria Geral da República; 3. GoverNador · 3 mesas que podem ajuizar: 1. Mesa da Câmara; 2. Mesa do Senado Federal; 3. Mesa das assembleias Legislativas ou câmara distrital · 3 entidades que podem ajuizar: 1.Conselho Federal da OAB; 2. Partido político com representação no Congresso Nacional; 3. Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. OBSERVAÇÕES: O governador pode impugnar normas editadas em outras entidades da Federação. · Exemplo: o governador de Goiás propõe ADI para impugnar norma editada no Estado do Acre,desde que demonstre que a proposição da norma ofende, de alguma forma, os interesses do Estado no qual ele exerce a governança · Legitimados Especiais (E) - devem demonstrar pertinência temática. – Por exemplo, o governador que está ajuizando uma ADI tem que demonstrar que a lei traz reflexos à economia CONTROLE CONCENTRADO E OS EFEITOS VINCULANTES: As decisões do Supremo Tribunal Federal vinculam a administração direta, União, estados, Distrito Federal e municípios, administração indireta, autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e os demais órgãos do Poder Judiciário. Caso esses órgãos e administrações não observem as decisões do STF caberá reclamação constitucional OBS: Essas decisões do STF NÃO VINCULAM O PRÓPRIO STF. Isso porque um dia ele pode mudar de decisão, também NÃO VINCULAM AS FUNÇÕES LEGISLATIVAS, ou seja, se o STF declarar inconstitucional algo, amanhã poderá existir umprojeto de lei contrário a decisão do do STF. CONTROLE CONCENTRADO E O EFEITO EX TUNC: · São efeitos retroativos. Porém, por questões de interesse jurídico, em caso de inconstitucionalidade o STF modula que só irá valer daquela decisão para sempre. Sendo possível a modulação dos efeitos temporais da sentença, quando causar risco à segurança jurídica ou ao interesse social. (Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex nunc). · Modulação dos efeitos temporais: Significa transformar o efeito ex tunc em ex nunc. A decisão de mérito em ADI tem efeito vinculante, erga omnes e, em regra, efeitos ex tunc. Ocorre que, havendo razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social, o STF, por 2/3 de seus membros, poderá modular os efeitos temporais da decisão para que esta produza os seus efeitos em outro momento (ex, nunc). Segundo entendimento do STF, poderá haver a modulação dos efeitos temporais também em suas decisões de inconstitucionalidade proferidas no controle difuso. – As decisões no controle concentrado não vinculam o Legislativo e o próprio STF. Ex tunc modular para ex nunc ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA ART. 22 - COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO. · A competência privativa da união pode ser delegada para os estados desde que exista uma lei complementar autorizando e se tratando de uma questão específica da matéria. CAPACETE DE PM CIVIL AERONÁUTICA PENAL AGRÁRIO COMERCIAL ELEITORAL TRABALHO ESPACIAL DESAPROPRIAÇÃO PROCESSUAL MARÍTIMO · SEGURIDADE SOCIAL é de competência privativa da união e PROTEÇÃO E TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS · REQUISIÇÕES civis e militares em tempos de guerra. · ÁGUA E ENERGIA · INFORMÁTICA · *TELECOMUNICAÇÕES · SERVIÇO POSTAL · SISTEMA MONETÁRIO · COMÉRCIO EXTERIOR E INTERESTADUAL · TRâNSITO E TRANSPORTE · JAZIDAS E MINERAIS · NACIONALIDADE · POPULAÇÕES INDÍGENAS · ESTRANGEIROS · *ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO MP DO DF E TERRITÓRIOS · DEFENSORIA PÚBLICA DOS TERRITÓRIO · POLÍCIA MILITAR E CORPO DE BOMBEIRO MILITAR · EDUCAÇÃO NACIONAL · ATIVIDADES NUCLEARES · LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO · PROPAGANDA COMERCIAL ART. 24 CF - COMPETÊNCIA CONCORRENTE · Quem legisla é a UNIÃO, os ESTADOS e o DISTRITO FEDERAL. · Aqui, a união limita-se a estabelecer normas gerais e cada estado suplementa aquilo que ja foi regulamentado em norma geral da união. OBS: Se não existir uma norma geral da união, a CF diz que os estados legislam de forma plena. ATENÇÃO! Se o estado legislar de forma plena e posteriormente vier uma norma geral da união contrária ao tema, irá existir uma norma geral sobre o ela, suspendendo assim a eficácia da norma estadual. Só irá suspender em caso de norma geral contrária, se for em conformidade com a norma geral, não será suspensa. QUESTÃO DE PROVA: Se essa norma geral que veio posterior a norma estadual for considerada inconstitucional ou for revogada, a lei estadual voltará a valer novamente. PUTO FE PENITENCIÁRIO URBANÍSTICO TRIBUTÁRIO ORÇAMENTO FINANCEIRO ECONÔMICO A PREVIDÊNCIA SOCIAL é de competência concorrente. O PROCEDIMENTO EM MATÉRIA PROCESSUAL é de competência concorrente. JUNTAS COMERCIAIS é da competência concorrente. DEFENSORIA PÚBLICA EDUCAÇÃO CULTURA ENSINO DESPORTO CIÊNCIA TECNOLOGIA CUSTAS DOS SERVIÇOS FORENSES JUIZADOS DE PEQUENAS CAUSAS POLÍCIA CIVIL MACETE: · Sempre que aparecer sobre proteção a proteção ao meio ambiente, patrimônio, infância e juventude e as pessoas com deficiência, será de competência concorrente. REVISANDO: A competência privativa da União inclui áreas como direito civil, aeronáutico, penal, agrário, comercial, espacial, do trabalho, eleitoral, desapropriação, processual e marítimo. Esses temas podem ser memorizados pelo acrônimo “capacete de PM”. A competência concorrente abrange áreas como direito penitenciário, urbanístico, tributário, orçamentário, financeiro e econômico, representadas pelo acrônimo “puto fé”. A competência privativa da União permite a delegação legislativa aos Estados, desde que autorizada por lei complementar e se trate de questões específicas. Na competência concorrente, a União estabelece normas gerais, enquanto os Estados suplementam essas normas. Na ausência de uma norma geral, os Estados podem legislar de forma plena. Caso uma norma geral seja posteriormente promulgada, a eficácia da norma estadual será suspensa naquilo que for contrário a essa nova norma. OBSERVAÇÃO: Os artigos 21 e 23 da CF versam sobre as competências administrativas, não para legislar, mas para a prestação de serviços. Essas competências também são denominadas de competências materiais. Geralmente, a União é quem presta esses serviços. O artigo 21 da CF trata da competência exclusiva da União, que inclui manter relações com os estados estrangeiros, declarar guerra, assegurar a defesa nacional, decretar estado de sítio e emitir moeda. Essas são atribuições que envolvem a prestação de serviços e são indelegáveis. Já a competência do artigo 23 da CF é a competência comum, que envolve a prestação de serviços pela União, estados, DF e municípios. Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: I – zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II – cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; (Vide ADPF 672) III – proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV – impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação; (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 85, de 2015) VI – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII – preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; (Vide ADPF 672) X – combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; XII – estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 53, de 2006). O art. 25 da CF versa sobre a COMPETÊNCIA DOS ESTADOS, que é uma competência residual: Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. § 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. § 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 5, de 1995) § 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. QUESTÃO DE PROVA: · Se perguntarem em prova de quem é a competência sobre gás canalizado - ADO DE ESTADO. Gás canalizado é competência do estado. O artigo 30 da Constituição determina as competências dos municípios, que são de legislar sobre assuntos de interesse local, com exceção do gás canalizado. Eles também podem suplementar a legislação federal e estadual noque couber Art. 30. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; (Vide ADPF 672) III – instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; IV – criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; V – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; VI – manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 53, de 2006) VII – prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população; VIII – promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; IX – promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES SOBRE ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA 1. A CD adotou como forma de Estado a FEDERAÇÃO. Inclusive se tratando de uma cláusula pétrea, ou seja, não pode existir uma proposta de emenda à constituição tendente a abolir a forma federativa de estado. · Poder político central: UNIÃO · Poderes políticos regionais: ESTADOS · Poderes políticos locais: MUNICÍPIOS · O Distrito Federal veda-se divisão em município, ou seja, não pode haver divisão em municípios, sendo regido por lei orgânica, votada em 2 turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por ⅔ da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos na constituição. Ao DF são atribuídas as competências legislativas reservadas aos estados e municípios. Ou seja, ele tem competência tanto estadual quanto municipal. · Territórios : Atualmente no Brasil até o momento não existe território. Território não é e nunca será um ente e sim uma descentralização da união. Art. 18 A organização político-administrativa da RF do Brasil compreende a União, os Estados, o DF e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. Os territórios federais integram a união, e sua criação, transformação em estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. - Ou seja, se for criado um território irá integrar a união. 2. A forma federativa é cláusula pétrea ? SIM · Art. 60, inciso 4º. Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de estado. 3. É possível a SEPARAÇÃO DO ESTADO da Federação Brasileira ? NÃO · A união indissolúvel dos entes deve ser observada, não podendo um estado se separar do restante da república federativa. · Exemplo: A população do Estado X, insatisfeita com os rumos da política nacional e os sucessivos escândalos de corrupção que assola todas as esferas do governo, inicia uma intensa campanha pleiteando a sua separação do restante da federação brasileira. Um plebiscito é então organizado e 92% dos votantes apoiaram favoravelmente a independência dos estados. É possível a separação ? Resposta: A forma federativa de Estado é uma das cláusulas pétreas que norteiam a ordem constitucional brasileira, o que conduz à conclusão de que se revela inviável o exercício de direito de secessão, por parte de qualquer dos entes federados, o que pode motivar uma intervenção federal. · UNIÃO INDISSOLÚVEL DOS ENTES FORMAÇÃO DOS ESTADOS Art. 18 CF: Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: Vl - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas; Esquema: Requisitos para a incorporação, subdivisão e desmembramento de estado: · Consulta prévia às populações diretamente interessadas, por meio de plebiscito · Oitiva das assembleias legislativas dos estados interessados · Edição de lei complementar pelo Congresso Nacional FORMAÇÃO DOS MUNICÍPIOS Art 18§4 CF: A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional n° 15, de 1996) Vide art. 96 - ADCT · Ou seja, é necessário um calendário para a criação do município, determinando o momento que criaram o município, o qual é dado pela lei complementar federal. · No Brasil, atualmente não existe essa lei complementar federal, portanto, atualmente, não se pode criar municípios. Esquema: Requisitos para criação dos municípios: · Aprovação de Lei complementar Federal fixando o período dentro do qual poderá ocorrer a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios · divulgação dos estudos de viabilidade municipal para ver se realmente é interessante a criação daquele município. · Plebiscito , consulta prévia à população. · Aprovação de lei ordinária estadual Observação: Até hoje o CN não editou essa lei complementar para fixar o período em que poderá ocorrer a criação, incorporação, fusão e o desmembramento de Municípios. Após a exigência pela Emenda Constitucional 15/1996 de lei complementar, foram criados, em uma situação de flagrante desrespeito ao 18§4, mais de 50 municípios no Brasil. Qual foi a solução? · o CN promulgou a EC 57/2008 · Art. 96 ADCT Ficam convalidados os atos de criação, fusão, incorporação e desmembramento de Municípios, cuja lei tenha sido publicada até 31 de dezembro de 2006, atendidos os requisitos estabelecidos na legislação do respectivo Estado à época de sua criação. SÚMULAS SOBRE ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA Súmula vinculante 38 É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. Isso porque trata-se de um interesse local. - Art. 30, inciso primeiro da CF. OBSERVAÇÃO: Ao se tratar de horário bancário é de competência da UNIÃO. Súmula vinculante 39 Compete privativamente à União legislar sobre o vencimento dos membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar e do Distrito Federal. Súmula vinculante 46 A definição de crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União. Súmula vinculante 49 Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. JULGADOS SOBRE ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA 1. São inconstitucionais normas estaduais que imponham obrigações de compartilhamento de dados com órgãos de segurança pública as concessionárias de telefonia, por configurar ofensa à competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações, consoante os art. 21, XI e 22 IV. 2. É inconstitucional lei estadual que obriga a divulgação de fotos de crianças desaparecidas em jornais e TVs. 3. Lei estadual dispôs sobre a gratuidade de estacionamento em estabelecimento privado é inconstitucional. (Shopping, hipermercado, escolas) 4. Lei estadual que dispõe sobre bloqueadores de sinal de celular em presídio invade a competência da União para legislar sobre telecomunicações. 5. Lei estadual que determinou que os empregadosda construção civil teriam direito, se chegassem 15 minutos antes do 1° turno a café, leite, pão. Inconstitucional. Isso porque o trabalho é da competência privativa da União. 6. O município tem competência para legislar sobre meio ambiente e controle de poluição, quando se tratar de interesse local. EX: é constitucional lei municipal, regulamentada por decreto, que preveja a aplicação de multas para os proprietários de veículos automotores que emitem fumaça acima de padrões considerados aceitáveis. 7. É inconstitucional a lei estadual que fixava o preço para pagamento das mensalidades escolares com vencimento no último dia do mês da prestação de serviços porque é relacionada a direito civil ( UNIÃO.) 8. É inconstitucional a lei estadual que reduziu o valor das mensalidades escolares durante a pandemia. 9. É inconstitucional lei estadual que estabelece prazos máximos em que as empresas de plano de saúde podem autorizar a realização de exames médicos que necessitavam de análise e autorização prévia. Direito civil. NACIONALIDADE A nacionalidade é o vínculo jurídico- político entre o Estado soberano e o indivíduo. · O conceito de nacionalidade é mais amplo do que o de cidadania, pois a cidadania está relacionada ao pleno gozo dos direitos políticos, já a nacionalidade engloba todos do país. Nação é uma comunidade ou sociedade estável, historicamente constituída por vontade própria de um agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns. “Sentimento de pertença”. OBS: AÇÃO POPULAR, só pode ser ajuizada por cidadão, ou seja, aquele que tem título eleitoral e só pode ser realizada em primeira instância. Não podendo ser ajuizada no STF ou STJ. A nacionalidade pode ser dividida em: 1. PRIMÁRIA (originária) - Se dá com o nascimento, podendo ser Jus Soli (regra), ou seja, nascer no Brasil ou Jus Sanguinis (exceção), não nasce no Brasil mas é brasileiro nato. 2. SECUNDÁRIA (adquirida ou derivada) - Ato volitivo, ou seja, não é com nascimento, a pessoa tem que requerer a nacionalidade secundária. Brasileiro naturalizado. Art. 12. São brasileiros: I - natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; · Não é nato se os pais forem estrangeiros e caso 1 esteja a serviço do país de origem. Ou seja, um casal de japoneses veio ao Brasil e a mulher grávida veio a serviço de seu país e o neném nasceu no Brasil, logo, a criança não é brasileira nata. b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007) II - naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; (NATURALIDADE ORDINÁRIA) ATO DISCRICIONÁRIO. · Uma pessoa que é originária de país de língua portuguesa, exemplo, cabo verde, vem ao Brasil, fica por um ano ininterrupto e demonstra idoneidade moral, fazendo a requisição para ser brasiliero naturalizado. Trata-se de um ato discricionário, ou seja, será concedido se acharem oportuno e conveniente. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) (NATURALIDADE EXTRAORDINÁRIA) - Tem direito subjetivo a nacionalidade brasileira · Nesse caso, se preencherem todos os requisitos, não pode ser negada a naturalidade. § 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição . (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) § 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição . § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: I - de Presidente e Vice-Presidente da República; II - de Presidente da Câmara dos Deputados; III - de Presidente do Senado Federal; IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V - da carreira diplomática; VI - de oficial das Forças Armadas. VII - de Ministro de Estado da Defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999) § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) II - fazer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) § 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, não impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) DISTINÇÕES ENTRE BRASILEIROS NATOS E NATURALIZADOS: Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam: VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002) Art 5° LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; ART. 12° § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) II - fazer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) PRESIDENTE DA REPÚBLICA · Precisa ser brasileiro nato. · Idade mínima : 35 anos. · Se o presidente cometer um CRIME COMUM - Quem julga é o STF, mas se for um ato estranho ao exercício da função, quem julgará, o presidente da república só será responsabilizado após o término do mandato e na justiça comum. Em caso de CRIME DE RESPONSABILIDADE - Quem julga - SENADO FEDERAL. Se for um ato estranho ao exercício da função, quem julgará, o presidente da república só será responsabilizado após o término do mandato e na justiça comum. · Para que o presidente responda um processo contra ele precisa de um juízo de admissibilidade, feito pela câmara dos deputados, feita por 2/3 . · Presidente da república é AUTORIDADE COATORA em um MANDADO DE SEGURANÇA OU HABEAS DATA, quem julga é o STF. · Se o PR perder o cargo (vacância) quem assume é o vice-presidente e nesse caso fica sem vice. Não precisando fazer uma nova eleição. · Se a vacância for do presidente e vice, ocorremas eleições. ARTIGOS IMPORTANTES : Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; · Em caso de determinação judicial, só pode entrar durante o dia. · Em caso de prestar socorro, desastre ou flagrante delito pode ser dia ou noite. XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; · Todo mundo pode se reunir, porém exige os seguintes requisitos: Ser de forma pacífica, sem armas, sem necessidade de autorização, não podendo frustrar outra reunião e necessita de prévio aviso. · Se existir algum impedimento em relação à reunião, caberá MANDADO DE SEGURANÇA. XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; · Veda-se a interferência estatal em seu funcionamento · Independe de autorização · Não é possível criar associações com caráter paramilitar. XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; · Inafastabilidade de jurisdição. LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; · O brasileiro nato não pode ser extraditado. Já o naturalizado, pode ser naturalizado se cometer crime comum antes da naturalização e em caso de tráficos de entorpecentes. REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS: image2.png image6.png image7.png image8.png image1.png image4.png image3.png image5.png image9.png