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01POLÍCIA CIVIL DE MINAS GERAIS
SIMULADO COMPLETO
Provas Objetivas
Comentado
POLÍCIA E NADA MAIS | WWW.CAVEIRA.COM | @PROJETOCAVEIRA
“Acharei um caminho... ou abri-
rei um pra mim.”
Napoleão Bonaparte
1354014.25/11/2024
128.903.036-75.162932
GABARITO 1º Simulado - PCMG
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
E D C C B B B A B D
A E C D B A B A C E
B D A E D C D E C
C D A C A C C D E C
B A C B B A C A D E
B E B D D E E A B B
C D A E B D E C A C
X
1354014.25/11/2024
128.903.036-75.162932
PROJETO CAVEIRA 1º Simulado Investigador – PCMG 2024 – Pós-Edital 
 
 
 
1 
CONHECIMENTOS BÁSICOS 
 
Língua Portuguesa 
 
1. Todas as opções abaixo trazem textos descritivos. 
Entre eles, aquele que NÃO mostra uma preparação para 
a introdução de um texto descritivo é: 
 
A) O policial passou pela janela do quarto e ficou 
preocupado. Abaixo, havia um conjunto de moradores do 
prédio, armados de paus, esperando a chegada do 
assaltante; esperava dissuadi-los da agressão quando 
saísse, mas, com precaução, telefonou para a delegacia, 
pedindo reforços. 
B) A casa era bem antiga, com móveis velhos e objetos 
típicos de antiquários. O retrato na parede era de seu 
avô. Longos bigodes, como era a moda da época, 
cabelos muito bem assentados e o colarinho quebrado. 
Sempre se achou parecido com ele. 
C) O menino apontou para uma cena distante, no campo 
de futebol: um grupo de jogadores se reunia em torno do 
árbitro, pressionando-o com alguma reclamação, mas 
não pareciam ter sucesso. Logo em seguida o jogo 
recomeçou, mas o clima havia azedado. 
D) O lugar era fantástico, como dizia o vendedor do 
terreno. Havia muitas árvores frutíferas, um pequeno 
regato de água límpida, uma ponte de madeira e um 
monte de flores que brotavam espontaneamente na beira 
do caminho. 
E) A camisa nova tinha um bolso na frente, colarinho com 
botões nas pontas, mangas compridas, bastante 
aconselhadas para o inverno. Pretendia estreá-la na 
festa da noite. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveira! Estamos diante de uma questão de nível 
difícil, pois o segredo para respondê-la não é 
simplesmente saber o que é um texto descrito, mas ficar 
atento ao comando do enunciado. Dessa forma, vamos 
fazer a análise por parte nesta questão: 
 
TEXTO DESCRITIVO 
 
O texto organizado na topologia descritiva é aquele que 
pretende criar na mente do leitor um cenário, uma 
pessoa, a partir do uso de termos que possam dar 
características, qualidades, estados de um elemento. 
O texto descritivo é aquele que a cena é estática, ou 
seja, não muda, não se altera, não há enredo, ação feita 
por personagem. 
 
PRINCÍPIOS DO TEXTO DESCRITIVO 
 
Pois bem, Caveiras, quando lemos as alternativas, 
identificamos que todas possuem, de certo modo, um 
traço descrito. Acontece, no entanto, que o enunciado 
solicita aquela em seja imprópria para INICIAR um 
texto descritivo. 
 
E, para achar aquela imprópria, devemos recorrer às 
teorias textuais, a qual aponta que é aconselhável aos 
textos descritivos que eles sejam assim organizados: 
 
1) Iniciar o texto descritivo com um personagem e, a 
partir dele, fazer uma descrição: como ocorre com as 
letras A e C, onde os textos são iniciados com os termos 
“policial” e “menino”, respectivamente, isto é, com 
personagem. 
 
Ou 
 
2) Iniciar apontando um adjetivo amplo e genérico e, 
a partir dele, apresentar os detalhes: como ocorre na 
letra B, onde primeiro se usa o termo genérico “antigo” e 
só depois se dá detalhes desse “antigo”, e na letra D, 
onde o lugar é descrito como “fantástico”, termo muito 
genérico, o qual só é esmiuçado na sequência com os 
termos seguintes. 
 
Dessa forma, a letra E é a única que quebra o padrão 
do que se aconselha à produção de textos 
descritivos, visto que ela não inicia com o 
personagem, tampouco inicia com um adjetivo de 
forma genérica. 
 
2. Um parágrafo bem redigido deve mostrar unidade, 
coerência, variedade e harmonia. O parágrafo abaixo que 
mostra todas essas qualidades é: 
 
A) Mais de uma centena de escritórios, centros 
assessores e de informação prestam assistência à 
mulher em todo o país. Eu não estou de acordo com o 
aborto livre. A iniciativa foi posta em prática pelo Instituto 
da Mulher, pelas prefeituras interessadas no tema e 
pelas distintas associações de mulheres. Seu propósito 
foca a problemática e as necessidades específicas da 
mulher. A mulher, às vezes, sofre agressões de seu 
esposo ou companheiro. 
B) As viaturas policiais do Rio de Janeiro conseguiram 
encurralar os assaltantes do supermercado numa rua 
sem saída. Então se produz um intenso tiroteio, de que 
saíram feridos os três bandidos e dois policiais. 
C) Ouvia-se o canto dos passarinhos no bosque, que, 
naquelas horas da manhã, por causa do sereno noturno, 
produzia uma sensação especial de frescura, que, unida 
à luz clara, ao céu azul e à brisa fresca, tornava 
prazeroso o passeio entre as árvores. 
D) Todos nós estávamos de pé sobre um veleiro moderno 
de onde víamos a costa distante. Ao longe, divisávamos 
um iate bastante luxuoso, que estava ancorado perto da 
praia. 
E) Nossas universidades devem receber dotações 
necessárias para que as vocações científicas possam 
desenvolver-se. Esse objetivo é tarefa de todos. Eu 
nunca ganhei uma bolsa de pós-graduação. Há muitos 
gênios que têm que viajar para outros países onde as 
condições de investigação são mais favoráveis. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
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PROJETO CAVEIRA 1º Simulado Investigador – PCMG 2024 – Pós-Edital 
 
 
 
2 
Fala, Caveiras! Segundo Othon Garcia (2013), “o 
parágrafo é uma unidade de composição constituída por 
um ou mais de um período, em que se desenvolve 
determinada ideia central, nuclear, à qual se agregam 
outras, denominadas secundárias, as quais são 
intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente 
decorrentes delas”. 
 
Para o gramático Othon Garcia, a unidade consiste em 
analisar o parágrafo de maneira que dele só conste uma 
ideia predominante. 
 
Já a coerência, Garcia a compreende como a 
capacidade de ordenar e relacionar clara e 
logicamente as ideias secundárias de um parágrafo 
com a sua ideia central. 
 
Com isso, caberá a nós, Caveiras, desmembrarmos os 
parágrafos de cada alternativa e observarmos se as 
frases consistem de uma ideia predominante, bem como 
saber se há lógica entre as ideias de cada frase que 
compõe os parágrafos das alternativas. 
 
Portanto, vamos analisar cada uma das alternativas: 
 
A) INCORRETA, isso ocorre porque o texto não possui 
unidade, uma vez que ora aponta sobre a rede de apoio 
que se oferece à mulher, ora polemiza uma opinião sobre 
o aborto, quebrando, assim, a unidade textual. 
 
B) INCORRETA, há uma quebra de harmonia nesta 
alternativa em razão da marca do tempo verbal. O texto 
inicia com verbo no pretérito perfeito e, na sequência, 
utiliza-se o verbo “produzir” no presente. Isso quebra a 
sequência temporal do texto. 
 
C) INCORRETA, porque há uma quebra de coerência 
textual, uma vez que o texto aponta que os pássaros 
estavam cantando pela manhã e, logo na sequência, 
aponta que a origem disso era o sereno noturno. Ou seja, 
manhã e noturno são duais, logo quebra a coerência 
textual. 
 
D) CORRETA, o texto apresenta relação temporal pelos 
verbos correta e coerente, bem como há uma unidade 
textual, isto é, não muda o foco de discussão do texto. 
 
E) INCORRETA, isso ocorre porque o texto tem uma 
quebra de unidade, visto que o texto inicia sobre as 
dotações necessárias para as vocações científicasda delegacia em que proíbe o acesso ao local 
por pessoas trajando bermuda ou shorts. É correto 
afirmar que esta proibição configura manifestação do 
poder: 
 
A) De autotutela. 
B) Hierárquico. 
C) Normativo. 
D) De polícia. 
E) De legalidade. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá! 
 
Alternativa A – Incorreta. A autotutela é um princípio do 
direito administrativo que permite que a Administração 
faça o controle de seus próprios atos, inclusive anulando-
os, sem que tenha que recorrer ao Poder Judiciário para 
tal. 
 
Alternativa B – Incorreta. O poder hierárquico está 
relacionado à organização interna da própria 
Administração, portanto, não autoriza a criação de 
normas que atinjam terceiros. 
 
Alternativa C – Correta. O poder normativo exercido 
pela Administração autoriza a criação de normas de 
caráter infralegal. No caso, a questão narra que o 
delegado, após o devido ato, determina a instalação da 
placa com a norma editada. Este ato terá, justamente, 
caráter de ato normativo, que terá forma, por exemplo, de 
uma Portaria. 
 
Alternativa D – Incorreta. O poder de polícia implica na 
restrição ou limitação de bens, direitos ou interesses em 
prol do interesse público. É o caso, por exemplo, da 
aplicação de multa de trânsito. 
 
Alternativa E – Incorreta. A legalidade não é um poder 
da Administração, mas um princípio, portanto, já não está 
em consonância com o pedido no enunciado da questão. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
35. Eduardo é delegado de polícia, de modo que é de sua 
competência deste editar o ato administrativo 
denominado Portaria, que instaura o inquérito policial, e 
que tem natureza de procedimento administrativo. 
Acerca dos requisitos do ato administrativo, é correto 
afirmar: 
 
A) Uma das características da competência é a 
improrrogabilidade. 
B) O exercício da competência, requisito do ato 
administrativo, é prescritível. 
C) A irrenunciabilidade, a indelegabilidade e a 
possibilidade de avocação são características da 
competência, requisito do ato administrativo. 
D) Uma das características da competência é ser 
inderrogável, isto é, a inércia das partes em alegar a 
incompetência de determinado sujeito não o torna 
competente. 
E) A competência é um dos atributos do ato 
administrativo. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos às alternativas: 
 
Alternativa A – Correta. A improrrogabilidade é uma das 
características da competência, que é um dos requisitos 
do ato administrativo. A improrrogabilidade, segundo 
Gustavo Scatolino e João Trindade, significa que “a 
inércia das partes em alegar a incompetência de 
determinado sujeito não o torna competente”. 
 
Alternativa B – Incorreta. Uma das características da 
competência é a imprescritibilidade. Ou seja, o não 
exercício da competência não a extingue pelo passar do 
tempo. 
 
Alternativa C – Incorreta. A competência é realmente 
irrenunciável, ou seja, o servidor público não pode 
recusar a competência que a lei lhe atribui. Da mesma 
forma, a lei admite a avocação de competência. O erro 
da alternativa está em apontar que não seria possível a 
delegação de competência, pois ela é delegável, como 
regra. 
 
Alternativa D – Incorreta. O erro da alternativa está em 
trazer um conceito equivocado de inderrogabilidade. O 
conceito trazido é o de improrrogabilidade. Ser 
inderrogável significa que não é possível a transferência 
da competência a partir de acordo das partes. 
 
Alternativa E – Incorreta. A competência é um requisito 
ou elemento do ato administrativo, não atributo. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
 
 
 
 
 
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19 
36. Maria, ao atravessar a faixa de pedestres em 
determinada via pública, foi atropelada, durante o horário 
de expediente, por um automóvel do Município Alfa, 
conduzido pelo servidor público Pedro. Após se 
recuperar das lesões sofridas, procurou a Defensoria 
Pública com o objetivo de ajuizar uma ação de reparação 
de danos em face de Alfa, de modo que este ente 
federativo fosse condenado pelos danos causados. 
 
Foi corretamente informado a Maria que Alfa: 
 
A) Não pode ser condenado, já que o dano foi causado 
por Pedro. 
B) Somente pode ser condenado caso seja provado o 
dolo ou a culpa de Pedro. 
C) Pode ser condenado, ainda que não seja provado o 
dolo ou a culpa de Pedro. 
D) Pode ser condenado, ainda que o dano tenha 
decorrido da culpa exclusiva de Maria. 
E) Somente pode ser condenado caso Pedro não 
disponha de bens suficientes para reparar o dano 
causado. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, os fatos narrados envolvem a responsabilidade 
civil do Município Alfa pelos danos causados por Pedro, 
servidor público, no exercício de suas funções. Logo, 
nossa referência será o art. 37 da Constituição 
Federal/88, em seu §6º. Vejamos: 
 
Art. 37, § 6º DA CF: As pessoas jurídicas de direito 
público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos responderão pelos danos que seus agentes, 
nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o 
direito de regresso contra o responsável nos casos de 
dolo ou culpa. 
 
Futuros(as) policiais, a responsabilidade civil objetiva do 
Estado está prevista no artigo 37, § 6º, da CF/88, que 
estabelece que as entidades de direito público e as de 
direito privado que prestam serviços públicos serão 
responsáveis pelos danos causados a terceiros por seus 
agentes, no exercício de suas funções, garantindo-se o 
direito de regresso contra o responsável nos casos de 
dolo ou culpa. 
 
Logo, o Estado pode ser responsabilizado por danos 
causados a terceiros, independentemente de dolo ou 
culpa. Basta que se comprove o nexo causal entre a ação 
ou omissão do agente público e o dano sofrido para que 
o Estado seja obrigado a indenizar. 
 
Ou seja, significa que Maria (vítima da história narrada na 
questão) não precisa provar a culpa do agente, bastando 
comprovar o nexo causal entre o dano e a conduta de 
Pedro (agente público) no exercício de suas atribuições. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra C. 
 
 
Direito Constitucional 
 
37. Os princípios das relações internacionais presentes 
na Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988 refletem o compromisso do país com a cooperação 
pacífica, a autodeterminação dos povos, a não-
intervenção e a defesa da paz. Com relação aos 
princípios das relações internacionais, analise os itens a 
seguir. 
 
I. A República Federativa do Brasil buscará a integração 
econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina. 
 
II. A República Federativa do Brasil orienta suas relações 
internacionais pelo princípio da redução das 
desigualdades regionais. 
 
III. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas 
relações internacionais pelo princípio da concessão de 
asilo político. 
 
Está correto o que se afirma em: 
 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II e III, apenas. 
E) III, apenas. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos a Constituição Federal: 
 
Art. 4º - A República Federativa do Brasil rege-se nas 
suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
 
I - independência nacional; 
 
II - prevalência dos direitos humanos; 
 
III - autodeterminação dos povos; 
 
IV - não-intervenção; 
 
V - igualdade entre os Estados; 
 
VI - defesa da paz; 
 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da 
humanidade; 
 
X - concessão de asilo político. (Item III - Correto). 
 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil 
buscará a integração econômica, política, social e cultural 
dos povos da América Latina, visando à formação de uma 
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PROJETO CAVEIRA1º Simulado Investigador – PCMG 2024 – Pós-Edital 
 
 
 
20 
comunidade latino-americana de nações. (Item I - 
Correto). 
 
A redução das desigualdades regionais constitui um dos 
objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil 
e não um dos princípios que regem suas relações 
internacionais (Art. 3º, III da CF). Assim, o item II está 
incorreto. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa C. 
 
38. Maria procurou a Defensoria Pública e informou que 
foi surpreendida, às 12h, com o ingresso de agentes 
públicos armados em sua residência, contra a sua 
vontade, sob a alegação de que estavam procurando um 
criminoso. 
 
Considerando a sistemática constitucional, o Defensor 
Público informou corretamente que a conduta dos 
agentes públicos era: 
 
A) Ilícita, pois os agentes públicos nunca podem 
ingressar na casa alheia sem o consentimento do 
morador. 
B) Lícita, pois os agentes públicos sempre podem 
ingressar na casa alheia, sem o consentimento do 
morador, para procurar um criminoso. 
C) Lícita, pois os agentes públicos podem ingressar na 
casa alheia, sem o consentimento do morador, sempre 
que entenderem necessário. 
D) Ilícita, pois os agentes públicos não podem ingressar 
na casa alheia, sem o consentimento do morador, para 
procurar um criminoso, sem ordem judicial. 
E) Lícita, pois os agentes públicos somente podem 
ingressar na casa alheia, sem o consentimento do 
morador, se estiver sendo praticado um crime no local. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, o comando da questão NÃO menciona que o 
criminoso estava em flagrante, portanto, os agentes não 
poderiam ingressar na residência sem a permissão 
(contra a vontade) da moradora. 
 
Vejamos a Constituição Federal: 
 
Art. 5º, XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém 
nela podendo penetrar sem consentimento do morador, 
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação 
judicial; 
 
São 04 as exceções à inviolabilidade do domicílio: 
 
1) Flagrante delito; 
2) Desastre; 
3) Prestar socorro; 
4) Durante o dia, por determinação judicial. 
 
O comando da questão não menciona qualquer das 
exceções, e, por isso, a conduta dos agentes é ilícita. 
Assim, já eliminamos as alternativas B, C e E. Restam, 
então, as alternativas A e D. 
 
A alternativa A está incorreta por afirmar que “os agentes 
públicos nunca podem ingressar na casa alheia sem o 
consentimento do morador”, nós vimos que são quatro as 
exceções em que os agentes poderão ingressar sem o 
respectivo consentimento (flagrante delito; desastre; 
prestar socorro; durante o dia, por determinação judicial). 
Portanto, o gabarito é a letra D. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa D. 
 
39. Ana, cidadã politicamente engajada, tomou 
conhecimento de que o diretor do posto de saúde de seu 
Município foi orientado, pelo Secretário Municipal da 
área, a conferir tratamento diferenciado aos moradores 
de um bairro específico, coincidentemente a localidade 
em que o Secretário fora nascido e criado. 
 
Irresignada com esses fatos e sabedora da existência de 
testemunhas que deveriam ser ouvidas em juízo, Ana 
procurou um advogado e perguntou qual ação ela própria 
poderia ajuizar para combater esse ato do Secretário, 
que, a seu ver, afrontava a moralidade administrativa. 
 
O advogado respondeu corretamente que a ação a ser 
ajuizada por Ana é: 
 
A) O mandado de segurança individual. 
B) O mandado de segurança coletivo. 
C) O habeas-data. 
D) O mandado de injunção. 
E) A ação popular. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos as alternativas: 
 
Alternativa A - Incorreta: 
 
Vejamos a CF: 
 
Art. 5º, LXIX - conceder-se-á mandado de segurança 
para proteger direito líquido e certo, não amparado por 
habeas corpus ou habeas data, quando o responsável 
pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública 
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições 
do Poder Público; 
 
Vejamos os ensinamentos de Pedro Lenza: 
 
O mandado de segurança, criação brasileira, é uma ação 
constitucional de natureza civil, qualquer que seja a do 
ato impugnado, seja ele administrativo, seja ele 
jurisdicional, criminal, eleitoral, trabalhista etc. 
 
O constituinte de 1988 assim o definiu: “conceder-se-á 
mandado de segurança para proteger direito líquido e 
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, 
quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder 
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for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no 
exercício de atribuições do Poder Público” (art. 5.º, LXIX). 
 
O direito líquido e certo é aquele que pode ser 
demonstrado de plano mediante prova pré-constituída, 
sem a necessidade de dilação probatória. Trata-se de 
direito “manifesto na sua existência, delimitado na sua 
extensão e apto a ser exercitado no momento da 
impetração”. Importante lembrar a correção feita pela 
doutrina em relação à terminologia empregada pela 
Constituição, na medida em que todo direito, se 
existente, já é líquido e certo. Os fatos é que deverão ser 
líquidos e certos para o cabimento do writ. 
 
O cabimento do mandado de segurança dá-se quando 
perpetrada ilegalidade ou abuso de poder por autoridade 
pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público. Quanto a esses dois 
requisitos, pondera Michel Temer, com precisão: “o 
mandado de segurança é conferido aos indivíduos para 
que eles se defendam de atos ilegais ou praticados com 
abuso de poder. Portanto, tanto os atos vinculados 
quanto os atos discricionários são atacáveis por 
mandado de segurança, porque a Constituição Federal e 
a lei ordinária, ao aludirem a ilegalidade, estão se 
referindo ao ato vinculado, e, ao se referirem a abuso de 
poder, estão se reportando ao ato discricionário”. 
 
O legitimado ativo, sujeito ativo, impetrante é o detentor 
de “direito líquido e certo não amparado por habeas 
corpus ou habeas data”. Assim, dentro do rol “detentor de 
direito líquido e certo”, incluem-se: pessoas físicas 
(brasileiras ou não, residentes ou não, domiciliadas ou 
não), jurídicas, órgãos públicos despersonalizados, 
porém com capacidade processual (Chefias dos 
Executivos, Mesas do Legislativo), universalidades de 
bens e direitos (espólio, massa falida, condomínio), 
agentes políticos (governadores, parlamentares), o 
Ministério Público etc. Já o legitimado passivo, sujeito 
passivo, impetrado é a autoridade coatora, responsável 
pela ilegalidade ou abuso de poder, autoridade pública 
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições 
do Poder Público. 
 
A competência para processar e julgar o mandado de 
segurança dependerá da categoria da autoridade coatora 
e sua sede funcional, sendo definida nas leis 
infraconstitucionais, bem como na própria CF. 
 
Não cabe MS: 
 
> Em decisão judicial transitado em julgado; 
 
> Em decisão interlocutória de juizado especial; 
 
> Contra decisão passível de recurso com efeito 
suspensivo; 
 
> Para dar efeito suspensivo a recurso que não o possui; 
 
> Contra ato de gestão negocial de entidade de atividade 
econômica: público agindo como particular; 
 
> Contra lei em tese; 
 
> Não compete ao STF conhecer originariamente de MS 
contra atos de outros tribunais. 
 
Alternativa B - Incorreta: 
 
Vejamos a CF: 
 
Art.5º, LXX - o mandado de segurança coletivo pode 
ser impetrado por: 
 
a) partido político com representação no Congresso 
Nacional; 
 
b) organização sindical, entidade de classe ou 
associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa 
dos interesses de seus membros ou associados; 
 
De acordo com a doutrina de Pedro Lenza, “a grande 
diferença entre o mandado de segurança individual e o 
coletivo (este criado pela CF/88) reside emseu objeto e 
na legitimação ativa. As ponderações sobre ‘direito 
líquido e certo’, ‘ilegalidade e abuso de poder’, 
‘legitimação passiva’, ‘campo residual’, já analisadas 
quando tratamos do mandado de segurança individual, 
deverão ser aqui adotadas no estudo do mandado de 
segurança coletivo. Passemos, então, às regras 
específicas sobre o objeto (coletivo lato sensu) e sobre a 
legitimação ativa, que, como veremos, operar-se-á por 
substituição processual”. 
 
Objeto: 
 
Com o mandado de segurança coletivo, visa-se à 
proteção de direito líquido e certo, não amparado por 
habeas corpus ou habeas data (campo residual), contra 
atos ou omissões ilegais ou com abuso de poder de 
autoridade, buscando a preservação (preventivo) ou 
reparação (repressivo) de interesses transindividuais, 
sejam os individuais homogêneos, sejam coletivos. 
 
O art. 21, parágrafo único, da Lei n. 12.016/2009, na linha 
do que já conceituava o CDC, define: 
 
> individuais homogêneos: assim entendidos, para efeito 
desta lei, os decorrentes de origem comum e da atividade 
ou situação específica da totalidade, ou de parte dos 
associados ou membros do impetrante; 
 
 > coletivos: assim entendidos, para efeito desta lei, os 
transindividuais, de natureza indivisível, de que seja 
titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou 
com a parte contrária por uma relação jurídica básica. 
 
Legitimidade ativa: 
 
O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado 
por (art. 5.º, LXX): 
 
 > partido político com representação no Congresso 
Nacional; 
 
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22 
 > organização sindical, entidade de classe ou 
associação, desde que estejam legalmente constituídas 
e em funcionamento há pelo menos 1 ano, em defesa dos 
interesses de seus membros ou associados. 
 
Partidos políticos: 
 
No tocante aos partidos políticos, bastará a existência de 
um único parlamentar na Câmara ou Senado, filiado ao 
partido, para que se configure a “representação no 
Congresso Nacional”. A questão discutida é: os partidos 
políticos poderão representar somente seus filiados e na 
defesa de, apenas, direitos políticos? Entendemos que 
não, podendo defender qualquer direito inerente à 
sociedade, pela própria natureza do direito de 
representação previsto no art. 1.º, parágrafo único. 
 
CUIDADO: essa, todavia, não é a orientação adotada 
pelo STJ,188 em nosso entender, data venia, restritiva do 
previsto na CF, burlando o objetivo maior de defesa da 
sociedade, já que o constituinte originário não previu 
outra limitação à atuação dos partidos políticos a não ser 
a representação no Congresso Nacional. Conforme 
estabelece o art. 21 da Lei n. 12.016/2009, o mandado 
de segurança coletivo pode ser impetrado por partido 
político com representação no Congresso Nacional na 
defesa de seus interesses legítimos relativos: 
 
> a seus integrantes; ou 
 
> à finalidade partidária. 
 
Organizações sindicais, entidades de classe e 
Associações: 
 
Já as organizações sindicais, entidades de classe e 
associações deverão preencher os seguintes requisitos 
constitucionais: 
 
> estar legalmente constituídas; 
 
> atuar na defesa dos interesses dos seus membros ou 
associados. 
 
O requisito de estarem em funcionamento há pelo menos 
1 ano é exclusivo das associações, não sendo exigida 
referida pré-constituição ânua para os partidos políticos, 
organizações sindicais e entidades de classe. 
 
Objetivos: 
 
Os dois objetivos buscados com a criação do mandado 
de segurança coletivo, no entender de Michel Temer, 
são: 
 
> fortalecimento das organizações classistas; 
 
> pacificar as relações sociais pela solução que o 
Judiciário dará a situações controvertidas que poderiam 
gerar milhares de litígios com a consequente 
desestabilização da ordem social. 
 
Alternativa C - Incorreta: Pedro Lenza ensina que: 
 
Introduzido pela CF/88, conceder-se-á habeas data: 
 
> para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
 
> para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-
lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. 
 
A garantia constitucional do habeas data, regulamentada 
pela Lei n. 9.507, de 12.11.1997, destina-se a disciplinar 
o direito de acesso a informações, constantes de 
registros ou bancos de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público, para 
conhecimento ou retificação (tanto informações erradas 
como imprecisas, ou, apesar de corretas e verdadeiras, 
desatualizadas), todas referentes a dados pessoais, 
concernentes à pessoa do impetrante. 
 
Essa garantia não se confunde com o direito de obter 
certidões (art. 5.º, XXXIV, “b”), ou informações de 
interesse particular, coletivo ou geral (art. 5.º, XXXIII). 
Havendo recusa no fornecimento de certidões (para a 
defesa de direitos ou esclarecimento de situações de 
interesse pessoal, próprio ou de terceiros), ou 
informações de terceiros, o remédio próprio é o mandado 
de segurança, e não o habeas data. Se o pedido for para 
assegurar o conhecimento de informações relativas à 
pessoa do impetrante, aí sim o remédio será o habeas 
data. 
 
Legitimidade ativa e passiva: 
 
Qualquer pessoa, física ou jurídica, poderá ajuizar a ação 
constitucional de habeas data para ter acesso às 
informações a seu respeito. O polo passivo será 
preenchido de acordo com a natureza jurídica do banco 
de dados. Em se tratando de registro ou banco de dados 
de entidade governamental, o sujeito passivo será a 
pessoa jurídica componente da administração direta e 
indireta do Estado. Na hipótese de registro ou banco de 
dados de entidade de caráter público, a entidade que não 
é governamental, mas, de fato, privada, figurará no polo 
passivo da ação. 
 
Alternativa D - Incorreta: Pedro Lenza esclarece que “a 
Constituição dispõe que se concederá mandado de 
injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
 
Vejamos a CF: 
 
Art. 5º, LXXI - conceder-se-á mandado de injunção 
sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
 
Os dois requisitos constitucionais para o mandado de 
injunção são, portanto: 
 
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23 
> norma constitucional de eficácia limitada, prescrevendo 
direitos, liberdades constitucionais e prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
 
> falta de norma regulamentadora, tornando inviável o 
exercício dos direitos, liberdades e prerrogativas acima 
mencionados (omissão). 
 
Alternativa E - Correta: Vejamos os ensinamentos de 
Pedro Lenza: 
 
Assim como o voto, a iniciativa popular, o plebiscito e o 
referendo, a ação popular, corroborando o preceituado 
no art. 1.º, parágrafo único, da CF/88, constitui importante 
instrumento da democracia direta e participação política. 
Busca-se a proteção da res publica, ou, utilizando uma 
nomenclatura mais atualizada, tem por escopo a 
proteção dos interesses difusos. 
 
Vejamos a CF: 
 
Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para 
propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado 
participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o 
autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais 
e do ônus de sucumbência;Cabimento: 
 
Ato lesivo; ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe (entendam-se entidades da 
administração direta, indireta, incluindo, portanto, as 
entidades paraestatais, como as empresas públicas, 
sociedades de economia mista..., bem como toda pessoa 
jurídica subvencionada com dinheiro público); à 
moralidade administrativa; ao meio ambiente; ao 
patrimônio histórico e cultural. Por lesividade deve-se 
entender, também, ilegalidade, pois, como assinalou 
Temer, “embora o texto constitucional não aluda à 
ilegalidade, ela está sempre presente nos casos de 
lesividade ao patrimônio público” 
 
Legitimidade ativa e passiva: 
 
Somente poderá ser autor da ação popular o cidadão, 
assim considerado o brasileiro nato ou naturalizado, 
desde que esteja no pleno gozo de seus direitos políticos, 
provada tal situação (e como requisito essencial da 
inicial) pelo título de eleitor, ou documento que a ele 
corresponda (art. 1.º, § 3.º, da Lei n. 4.717/65). 
 
Assim, excluem-se do polo ativo os estrangeiros, os 
apátridas, as pessoas jurídicas (vide Súmula 365 do STF) 
e mesmo os brasileiros que estiverem com os seus 
direitos políticos suspensos ou perdidos (art. 15 da 
CF/88). 
 
Entendemos que aquele entre 16 e 18 anos de idade, que 
tem título de eleitor, pode ajuizar a ação popular sem a 
necessidade de assistência, porém, sempre por 
advogado (capacidade postulatória). 
 
Competência: 
 
Regra geral — juízo de primeiro grau: As regras de 
competência dependerão da origem do ato ou omissão a 
serem impugnados. Para exemplificar, se o patrimônio 
lesado for da União, competente será a Justiça Federal 
(vide art. 5.º da lei), e assim por diante. Cabe alertar que 
“a competência para julgar ação popular contra ato de 
qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da 
República, é, em regra, do juízo competente de primeiro 
grau”. 
 
Assim, pode ser que, fugindo à regra geral da 
competência do juízo de primeiro grau, caracterize-se a 
competência originária do STF para o julgamento da 
ação popular, como nas hipóteses das alíneas “f” e “n” do 
art. 102, I, da CF/88, quais sejam, respectivamente: 
 
> as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a 
União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive 
as respectivas entidades da administração indireta; 
 
> a ação em que todos os membros da magistratura 
sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em 
que mais da metade dos membros do tribunal de origem 
estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente 
interessados. 
 
> Se o cidadão desistir, o Ministério Público pode entrar 
com a ação civil pública. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa E. 
 
40. Joana realizou alentada análise das características 
essenciais dos direitos sociais de estatura constitucional. 
Ao fim de suas reflexões, identificou três características 
afetas a esses direitos: (1) somente podem ser fruídos 
pela sociedade, não por um de seus membros em 
particular; (2) normalmente apresentam características 
prestacionais; e (3) como regra, não estão relacionados 
a aspectos orçamentários e financeiros. 
 
De acordo com a Constituição da República, é correto 
afirmar, em relação às conclusões de Joana, que: 
 
A) Todas estão certas; 
B) Apenas a conclusão 1 está certa; 
C) Apenas a conclusão 2 está certa; 
D) Apenas as conclusões 1 e 3 estão certas; 
E) Apenas as conclusões 2 e 3 estão certas. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos: 
 
(1) somente podem ser fruídos pela sociedade, não por 
um de seus membros em particular = incorreto: 
 
Pedro Lenza cita José Afonso da Silva que dispõe: “os 
direitos sociais disciplinam situações subjetivas 
pessoais ou grupais de caráter concreto (...)”. 
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24 
 
(2) normalmente apresentam características 
prestacionais = correto: 
 
De acordo com Pedro Lenza, “os direitos sociais, direitos 
de segunda dimensão, apresentam-se como prestações 
positivas a serem implementadas pelo Estado (Social de 
Direito) e tendem a concretizar a perspectiva de uma 
isonomia substancial e social na busca de melhores e 
adequadas condições de vida, estando, ainda, 
consagrados como fundamentos da República 
Federativa do Brasil (art. 1.º, IV, da CF/88)”. 
 
(3) como regra, não estão relacionados a aspectos 
orçamentários e financeiros = incorreto: 
 
É justamente o oposto; conforme dispõe Vicente Paulo e 
Marcelo Alexandrino, “os direitos sociais constituem as 
liberdades positivas, de observância obrigatória em um 
Estado Social de Direito, tendo por objetivo a melhoria 
das condições de vida dos hipossuficientes, visando à 
concretização da igualdade social” e por isso, estão 
diretamente relacionados a aspectos orçamentários e 
financeiros, pois dependem da destinação de recursos 
públicos para serem efetivados. São exemplos: direito à 
saúde (sus), direito à moradia (minha casa, minha vida), 
direito à educação (escolas públicas), dentre outros. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa C. 
 
41. No que se refere às funções essenciais à justiça, 
analise os itens a seguir e dê valores de Verdadeiro (V) 
ou Falso (F). 
 
( ) O Ministério Público é instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-
lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e 
dos interesses sociais e individuais disponíveis. 
 
( ) São princípios institucionais do Ministério Público a 
unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. 
 
( ) O Ministério Público da União tem por chefe o 
Procurador-Geral da República, nomeado pelo 
Presidente da República dentre integrantes da carreira, 
maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu 
nome pela maioria absoluta dos membros do Senado 
Federal, para mandato de dois anos, permitida a 
recondução. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta 
de cima para baixo. 
 
A) V - V - F. 
B) F - V - V. 
C) V - V - V. 
D) F - F - F. 
E) F - F - V. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos, Caveiras: 
 
( F ) O Ministério Público é instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-
lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e 
dos interesses sociais e individuais disponíveis. 
 
Caveiras, o erro está ao final da sentença. 
 
Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-
lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e 
dos interesses sociais e individuais indisponíveis. 
 
( V ) São princípios institucionais do Ministério Público a 
unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. 
 
É o que dispõe o §1º do art. 127 da CF: 
 
Art. 127, § 1º - São princípios institucionais do Ministério 
Público a unidade, a indivisibilidade e a independência 
funcional. 
 
( V ) O Ministério Público da União tem por chefe o 
Procurador-Geral da República, nomeado pelo 
Presidente da República dentre integrantes da carreira, 
maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu 
nome pela maioria absoluta dos membros do Senado 
Federal, para mandato de dois anos, permitida a 
recondução. 
 
É exatamente o disposto no art. 128, §1º da CF: 
 
Art. 128, § 1º - O Ministério Público da União tem por 
chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo 
Presidente da República dentre integrantes da carreira, 
maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu 
nome pela maioria absoluta dos membros do Senado 
Federal, para mandato de dois anos, permitida a 
recondução. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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42. No que se refere à defesa do estado e as instituições 
democráticas, assinale a alternativa INCORRETA. 
 
A) O decreto do estado de sítio indicará sua duração, as 
normas necessárias a sua execução e as garantias 
constitucionais que ficarão suspensas, e, depois de 
publicado, o Secretário de Estado designará o executor 
das medidas específicas e as áreas abrangidas. 
B) O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho 
da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar 
ao Congresso Nacional autorização para decretar o 
estado de sítio nos casos de comoção grave de 
repercussão nacional ou ocorrência de fatos que 
comprovem a ineficácia de medida tomada durante o 
estado de defesa e/ou declaração de estado de guerra 
ou resposta a agressão armada estrangeira. 
C) A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes 
partidários, designará Comissão composta de cinco de 
seus membros para acompanhar e fiscalizar a execução 
das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado 
de sítio. 
D) Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, 
cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da 
responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus 
executores ou agentes. 
E) O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho 
da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar 
estado de defesa para preservar ou prontamente 
restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem 
pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente 
instabilidade institucional ou atingidas por calamidades 
de grandes proporções na natureza. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos as alternativas, Caveiras: 
 
Alternativa A - Incorreta: Essa atribuição é do 
Presidente da República, Caveiras. 
 
Art. 138. O decreto do estado de sítio indicará sua 
duração, as normas necessárias a sua execução e as 
garantias constitucionais que ficarão suspensas, e, 
depois de publicado, o Presidente da República 
designará o executor das medidas específicas e as áreas 
abrangidas. 
 
Alternativa B - Correta: É o disposto no art. 137, I e II 
da CF: 
 
Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o 
Conselho da República e o Conselho de Defesa 
Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização 
para decretar o estado de sítio nos casos de: 
 
I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência 
de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada 
durante o estado de defesa; 
 
II - declaração de estado de guerra ou resposta a 
agressão armada estrangeira. 
 
Alternativa C - Correta: Letra de lei: 
 
Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os 
líderes partidários, designará Comissão composta de 
cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a 
execução das medidas referentes ao estado de defesa e 
ao estado de sítio. 
 
Alternativa D - Correta: É a literalidade do art. 141 da 
CF: 
 
Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de 
sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da 
responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus 
executores ou agentes. 
 
 
Alternativa E - Correta: É o disposto no art. 136 da CF, 
Caveiras: 
 
Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o 
Conselho da República e o Conselho de Defesa 
Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou 
prontamente restabelecer, em locais restritos e 
determinados, a ordem pública ou a paz social 
ameaçadas por grave e iminente instabilidade 
institucional ou atingidas por calamidades de grandes 
proporções na natureza. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa A. 
 
Direito Penal 
 
43. O princípio constitucional da individualização da 
pena, previsto no art. 5º, XLVI, da CF/88, assegura que a 
pena imposta ao réu seja aplicada de maneira 
personalizada, levando em consideração tanto as 
características do crime quanto as do acusado. Com 
base nisso, assinale a alternativa INCORRETA sobre 
esse princípio: 
 
A) A fase legislativa da individualização da pena envolve 
a criação de tipos penais e a fixação de penas mínimas e 
máximas para cada crime pelo legislador. 
B) Na fase judicial, o juiz fixa a pena dentro dos limites 
previstos na lei, considerando circunstâncias como os 
antecedentes e a conduta social do réu. 
C) O princípio da individualização da pena visa garantir 
que a sanção aplicada seja única e idêntica para todos 
os réus que cometem o mesmo crime, 
independentemente de suas circunstâncias pessoais. 
D) O princípio da individualização da pena possui 3 fases: 
a legislativa, a judicial e a administrativa. 
E) A individualização da pena impede a aplicação de 
punições genéricas, obrigando a análise das 
circunstâncias específicas de cada caso. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos comentar cada alternativa. 
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26 
 
Alternativa A – Correta. Na fase legislativa, o princípio 
da individualização da pena se manifesta pela previsão 
de crimes e suas respectivas sanções no ordenamento 
jurídico. O legislador determina, de forma abstrata, as 
penas mínimas e máximas para cada delito, 
proporcionando uma base para que, na fase judicial, o 
juiz aplique a sanção dentro desses limites. 
 
Alternativa B – Correta. A fase judicial corresponde ao 
momento em que o juiz, ao julgar o caso concreto, 
individualiza a pena com base nas diretrizes legais, 
considerando circunstâncias judiciais, como a 
culpabilidade, os antecedentes, a personalidade, a 
motivação do crime, entre outros fatores. Essa fase é 
essencial para garantir que a punição seja adequada às 
peculiaridades do réu e do crime. 
 
Alternativa C – Incorreta. O objetivo do princípio da 
individualização da pena é justamente o oposto do 
descrito na assertiva, isto é, visa garantir que a sanção 
seja aplicada de forma personalizada, levando em 
consideração as características do réu e as 
circunstâncias do crime. 
 
Alternativa D – Correta. O princípio da individualização 
da pena possui três fases: legislativa (definição das 
penas pela lei), judicial (aplicação da pena pelo juiz) e 
administrativa (execução da pena, ajustada conforme o 
comportamento do condenado). 
 
Alternativa E – Correta. O princípio da individualização 
da pena exige uma análise detalhada de cada caso 
concreto, impedindo a aplicação de punições de forma 
genérica ou padronizada. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra C. 
 
44. João foi preso no dia 1º de setembro após decretação 
de prisão preventiva. No dia 2 de setembro, foi realizada 
a audiência de custódia. Assinale a alternativa que indica 
o prazo inicial da contagem do tempo de prisão de João: 
 
A) O prazo começa a contar a partir do dia seguinte ao 
da prisão. 
B) O prazo começa a contar a partir do dia em que João 
foi preso, incluindo esse dia no cômputo. 
C) O prazo começa a contar a partir do dia em que o juiz 
recebe o procedimento. 
D) O prazo começa a contar a partir do dia em que foi 
realizada a audiência de custódia. 
E) O prazo começa a contar a partir do dia em que a 
vítima presta depoimento. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a prisão é instituto de direito material, ou seja, 
de direito penal. Isto porque atinge o status libertatis do 
indivíduo. Sendo assim, a contagem do prazo da prisão 
é feita nos termos do art. 10, CP, de modo que se inicia 
no dia em que é efetuada a prisão, incluindo-se no 
cômputo o dia do começo. 
 
Sendo assim, no caso narrado na questão, João foi preso 
no dia 1º de setembro. Logo, o termo inicial da contagem 
do prazo é o próprio dia da prisão, e esse dia inclui-se no 
cômputo do prazo. 
 
Alternativa A – Incorreta. Não se inicia no dia seguinte, 
mas no dia mesmo da prisão. 
 
Alternativa B – Correta. Conforme exposto acima. 
 
Alternativa C – Incorreta. O dia que o juiz vai receber o 
procedimento não é parâmetro paracontagem do prazo. 
 
Alternativa D – Incorreta. O prazo da audiência de 
custódia não é utilizado como parâmetro pelo CP. 
 
Alternativa E – Incorreta. Não há relação entre o dia em 
que a vítima presta depoimento e o termo inicial do prazo 
da prisão. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
 
45. Agamenon, Aquiles, Ájax e Cadmo combinam de 
furtar pneus de veículos automotores do interior de um 
galpão cercado de mato e aparentemente abandonado. 
Agamenon e Cadmo permanecem no carro, ao passo 
que Ájax arromba o portão e Aquiles ingressa, se 
deparando, pouco depois, com um vigia. Diante da 
reação ao ingresso não consentido, de posse de um 
vergalhão, Aquiles golpeia, perfura e mata o vigia. 
 
Considerando esse cenário, é correto afirmar que 
Agamenon, Ájax e Cadmo responderão por: 
 
A) Participação de menor importância. 
B) Cooperação dolosamente distinta. 
C) Autoria colateral. 
D) Participação mediante omissão. 
E) Coautoria sucessiva. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, os personagens narrados nos fatos possuíam 
o dolo apenas de furtar os pneus. Logo, as circunstâncias 
e as condições de caráter pessoal não se comunicam. 
 
Para entendermos melhor, é importante avaliarmos os 
dispostos no art. 29 do Código Penal, no §1º e, 
principalmente, no 2º: 
 
O Art. 29 do CP: Quem, de qualquer modo, concorre para 
o crime incide nas penas a este cominadas, na medida 
de sua culpabilidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, 
de 11.7.1984) 
 
Participação de menor importância 
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27 
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena 
pode ser diminuída de um sexto a um terço. (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 
Cooperação dolosamente distinta ou desvio 
subjetivo. 
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime 
menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena 
será aumentada até metade, na hipótese de ter sido 
previsível o resultado mais grave. 
 
Vamos às alternativas: 
 
Alternativa A - Incorreta. Caveiras, a participação de 
menor importância reduz a pena do partícipe que tem 
uma contribuição menos relevante para o crime, 
conforme o artigo 29, §1º, do Código Penal. Nos fatos 
narrados na questão, Agamenon, Ájax e Cadmo não 
tiveram uma participação de menor importância, pois 
agiram em cooperação para a realização do crime. 
 
Alternativa B - Correta. É o gabarito da banca, pois na 
cooperação dolosamente distinta os agentes de um crime 
têm intenções diferentes ou a ação de um deles resulta 
em um crime mais grave do que o planejado inicialmente. 
A intenção de Agamenon, Ájax e Cadmo era apenas de 
furto e não de homicídio, logo, eles não podem responder 
por latrocínio praticado por Aquiles, pois não tinham a 
intenção do homicídio. 
 
Alternativa C - Incorreta. No caso narrado, há acordo 
prévio entre os agentes do crime e na autoria colateral é 
quando, sem acordo prévio, duas ou mais pessoas 
cometem crimes distintos que se relacionam entre si e 
produzem o mesmo resultado. 
 
Alternativa D - Incorreta. A participação mediante 
omissão ocorre quando um agente tem o dever de agir 
para evitar um crime e não o faz. Na história narrada na 
questão, Agamenon, Ájax e Cadmo não se omitiram, eles 
contribuíram ativamente para a execução do furto. 
 
Alternativa E - Incorreta. A coautoria sucessiva ocorre 
após o início da execução do crime, no qual a conduta de 
cada um dos coautores deve interferir na consumação do 
crime e serão realizadas por meio de uma divisão de 
tarefas. Na história narrada na questão, os agentes 
combinam previamente o fato, não é caso de coautoria 
sucessiva. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46. Acerca do crime de furto, tipificado no artigo 155 do 
Código Penal Brasileiro, assinale a alternativa correta: 
 
A) A aplicação do furto privilegiado é um direito subjetivo 
do réu. 
B) Equipara-se à coisa imóvel a energia elétrica ou 
qualquer outra que tenha valor econômico. 
C) O furto noturno é uma espécie de furto qualificado. 
D) A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça - STJ 
não admite o furto privilegiado-qualificado. 
E) Denomina-se famulato o furto de semovente 
domesticável de produção. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos às alternativas: 
 
Alternativa A – Correta. Caveiras, no que se refere à 
figura do furto privilegiado, o art. 155, § 2º, do Código 
Penal impõe a aplicação do benefício penal na hipótese 
de adimplemento dos requisitos legais da primariedade e 
do pequeno valor do bem furtado, assim considerado 
aquele inferior ao salário mínimo ao tempo do fato, 
tratando-se, pois, de direito subjetivo do réu, embora o 
dispositivo legal empregue o verbo “poder”, não 
configurando mera faculdade do julgador a sua 
concessão, conforme o reconhecido na sentença 
condenatória. 
 
Alternativa B – Incorreta. Caveiras, a energia elétrica é 
equiparada à coisa móvel, não imóvel, conforme o artigo 
155, § 3º do Código Penal. 
 
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia 
móvel: 
(...) 
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou 
qualquer outra que tenha valor econômico. 
 
Alternativa C – Incorreta. Caveiras, o furto noturno é 
uma majorante, e não uma qualificadora. 
 
Alternativa D – Incorreta. Caveiras, a jurisprudência do 
STJ admite a possibilidade de furto privilegiado-
qualificado, desde que a qualificadora seja de ordem 
objetiva (como o rompimento de obstáculo). 
 
Alternativa E – Incorreta. Caveiras, o famulato é o furto 
praticado pelo empregado contra o patrão. O furto de 
semovente domesticável de produção é denominado 
abigeato. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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47. Logo após alugar um imóvel residencial, Cosme, 
valendo-se de seus conhecimentos na área de 
engenharia elétrica, resolveu adulterar o medidor de 
consumo de energia do imóvel, fazendo com que o 
aparelho não registrasse o consumo em determinados 
momentos, alternados com períodos em que o consumo 
era menor do que o efetivamente realizado. 
 
Do ponto de vista jurídico-penal, a conduta de Cosme 
pode ser classificada como: 
 
A) Furto simples. 
B) Furto de energia. 
C) Estelionato. 
D) Furto qualificado pela fraude. 
E) Furto de energia qualificado pela fraude. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a conduta de Cosme pode ser classificada 
como estelionato e a resposta encontra-se no art. 171 do 
Código Penal e no informativo nº 648 do Superior 
Tribunal de Justiça - STJ. Vejam: 
 
Conforme o STJ, em seu informativo n.º 648, "a alteração 
do sistema de medição, mediante fraude, para que 
aponte resultado menor do que o real consumo de 
energia elétrica configura estelionato”. 
 
Estelionato: Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, 
vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou 
mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou 
qualquer outro meio fraudulento. 
 
Observação importante: não confunda adulteração do 
relógio medidor de energia (estelionato) com o “gato de 
energia”, pois são condutas diferentes e, no caso do “gato 
de energia”, o delito será de furto mediante fraude. 
 
Vamos às alternativas: 
 
Alternativa A - Incorreta. Não houve a subtração de 
coisa alheia móvel, houve adulteração de medidor de 
energia, logo, não se pode falar no crime de furto. 
 
Art. 155 do Código Penal - Subtrair, para si ou para 
outrem, coisa alheia móvel. 
 
Alternativa B - Incorreta. O furto de energia elétrica está 
previsto no artigo 155 do Código Penal e ocorre quando 
há, sem passar pelo medidor, uma ligação clandestinadesviando a energia elétrica da sua fonte natural. Logo, 
não é furto de energia, pois Cosme não realizou a 
conduta tipificada desse crime, ele adulterou o medidor. 
 
Alternativa C - Correta. É o gabarito da questão. 
Conforme explicado acima, a conduta de Cosme tipifica 
estelionato. 
 
Alternativa D - Incorreta. Caveiras, cuidado para não 
confundir estelionato com furto qualificado pela fraude. 
 
Na história narrada, já existe, como explicado acima, uma 
decisão do STJ que diz que alteração do sistema de 
medição, mediante fraude, configura estelionato. Logo, 
não há dúvida sobre o gabarito da questão. 
 
Contudo, em relação a outras situações, é comum 
confundirem os dois crimes. Sendo assim, fiquem atentos 
aos detalhes e vejam o disposto pelo STJ “o furto 
mediante fraude não pode ser confundido com o 
estelionato. No furto, a fraude é utilizada para burlar a 
vigilância da vítima, para lhe tirar a atenção. No 
estelionato, a fraude objetiva obter consentimento da 
vítima, iludi-la para que entregue voluntariamente o bem”. 
 
Alternativa E - Incorreta. Como já explicado nas 
alternativas anteriores, a conduta de Cosme não pode 
ser classificada como furto de energia qualificado pela 
fraude, pois ele adulterou o medidor com intuito que 
registrasse consumo menor do que o realizado. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra C. 
 
Direito Processual Penal 
 
48. Sobre o inquérito policial, é correto afirmar que: 
 
A) Consiste em procedimento de natureza inquisitorial, 
que se destina à busca de elementos que indiquem a 
existência da infração penal e de indícios de autoria. 
B) Está regido pelos princípios do contraditório e da 
ampla defesa, devendo a autoridade policial sempre 
deferir as diligências requeridas pelo advogado do 
indiciado. 
C) Pode a autoridade policial promover seu 
arquivamento, tão logo entenda desnecessária a 
investigação. 
D) Cabe recurso para o Chefe do Ministério Público do 
despacho que indeferir sua abertura. 
E) Deve sempre acompanhar a denúncia ou a queixa, 
com o que se revela sua indispensabilidade para a 
deflagração da ação penal. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos as alternativas, Caveiras: 
 
Alternativa A - Correta. O inquérito policial é um 
procedimento inquisitivo, ou seja, cuida-se a investigação 
preliminar de mero procedimento de natureza 
administrativa, com caráter instrumental, e não de 
processo judicial ou administrativo que se destina à 
busca de elementos que indiquem a existência da 
infração penal e de indícios de autoria. 
 
Vejamos o CPP: 
 
Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades 
policiais no território de suas respectivas circunscrições e 
terá por fim a apuração das infrações penais e da sua 
autoria. 
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Alternativa B - Incorreta. Dessa fase pré processual não 
resulta a aplicação de uma sanção, destinando-se tão 
somente a fornecer elementos para que o titular da ação 
penal possa dar início ao processo penal. Logo, ante a 
impossibilidade de aplicação de uma sanção como 
resultado imediato das investigações criminais, como 
ocorre, por exemplo, em um processo administrativo 
disciplinar, não se pode exigir a observância do 
contraditório e ampla defesa nesse momento. 
 
Alternativa C - Incorreta. É justamente o oposto, 
Caveiras. De acordo com o Art. 17 do CPP, a autoridade 
policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito 
policial. 
 
Vejamos o CPP: 
 
Art. 17. A autoridade policial não poderá mandar arquivar 
autos de inquérito. 
 
Alternativa D - Incorreta. O recurso será destinado ao 
Chefe de Polícia e não ao chefe do Ministério Público. 
 
Art. 5º - Nos crimes de ação pública o inquérito policial 
será iniciado: 
 
(...) 
 
§ 2º - Do despacho que indeferir o requerimento de 
abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de 
Polícia. 
 
Alternativa E - Incorreta. O inquérito policial é peça 
meramente informativa, funcionando como importante 
instrumento na apuração de infrações penais e de sua 
respectiva autoria, possibilitando que o titular da ação 
penal possa exercer o jus persequendi in judicio, ou seja, 
que possa dar início ao processo penal. 
 
Se a finalidade do inquérito é a colheita de elementos de 
informação quanto à infração penal e sua autoria, é 
forçoso concluir que, desde que o titular da ação penal 
(MP ou ofendido) disponha desse substrato mínimo 
necessário para o oferecimento da peça acusatória, o 
inquérito policial será perfeitamente dispensável. 
 
Há uma pequena corrente que afirma que o IP é 
indispensável, Caveiras (Henrique Hoffmann). Por 
enquanto, a maioria esmagadora da doutrina é uníssona 
em afirmar que o IP é dispensável. 
 
Vejamos o CPP: 
 
Art. 12. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou 
queixa, sempre que servir de base a uma ou outra. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa A. 
 
 
 
 
49. No que se refere à ação penal, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
 
A) Nos crimes de ação pública, esta será promovida por 
denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando 
a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de 
representação do ofendido ou de quem tiver qualidade 
para representá-lo. 
B) A representação será irretratável, depois de oferecida 
a denúncia. 
C) Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa 
do Ministério Público, nos casos em que caiba a ação 
pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o 
fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os 
elementos de convicção. 
D) Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento 
do patrimônio ou interesse da União, Estado e Município, 
a ação penal será privada. 
E) Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de 
quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o 
órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao 
investigado e à autoridade policial e encaminhará os 
autos para a instância de revisão ministerial para fins de 
homologação, na forma da lei. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos as alternativas, Caveiras: 
 
Alternativa A - Correta. É o disposto no art. 24 do CPP: 
 
Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida 
por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, 
quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, 
ou de representação do ofendido ou de quem tiver 
qualidade para representá-lo. 
 
Alternativa B - Correta. É a literalidade do art. 25 do 
CPP: 
 
Art. 25. A representação será irretratável, depois de 
oferecida a denúncia. 
 
Alternativa C - Correta. Letra de lei, Caveiras. 
 
Art. 27. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a 
iniciativa do Ministério Público, nos casos em que caiba 
a ação pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações 
sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os 
elementos de convicção. 
 
Alternativa D - Incorreta. Nos crimes praticados em 
detrimento do patrimônio ou interesse da União, Estado 
e Município, a ação penal será PÚBLICA. 
 
Vejamos o CPP: 
 
Art. 24, §2º - Seja qual for o crime, quando praticado em 
detrimento do patrimônio ou interesse da União, Estado 
e Município, a ação penal será pública. 
 
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Alternativa E - Correta. É o que dispõe o art. 28 do CPP: 
 
Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou 
de quaisquer elementos informativos da mesma 
natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à 
vítima, ao investigado e à autoridade policial e 
encaminhará os autos para a instância de revisão 
ministerial para fins de homologação, na forma da lei. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativaD. 
 
50. Hugo foi vítima de crime de dano simples, tendo ele 
identificado que a autora do fato seria sua ex-namorada 
Joana. Acreditando que a ex-namorada adotou o 
comportamento em um momento de raiva, demonstra 
seu desinteresse em vê-la processada criminalmente. 
Ocorre que os fatos chegaram ao conhecimento da 
autoridade policial e do Ministério Público. 
 
Considerando que o crime de dano simples é de ação 
penal privada, se aplica, ao caso, o princípio da: 
 
A) Indivisibilidade, de modo que Hugo tem obrigação de 
apresentar queixa-crime em desfavor de todos os autores 
do fato, a partir da identificação da autoria. 
B) Disponibilidade, podendo, porém, o Ministério Público 
oferecer denúncia em caso de omissão do ofendido pelo 
prazo de 06 (seis) meses. 
C) Obrigatoriedade, devendo Hugo apresentar queixa-
crime em desfavor de Joana, sob pena de intervenção do 
Ministério Público. 
D) Disponibilidade, de modo que deve ser reconhecido 
que houve, na hipótese, perempção. 
E) Oportunidade, de modo que cabe a Hugo decidir por 
apresentar ou não queixa-crime em desfavor de Joana. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Galera, segundo Renato Brasileiro, são princípios 
aplicáveis às ações penais privadas: 
 
1. Oportunidade - Diferentemente do que ocorre com 
relação à ação penal pública, que é obrigatória para o 
MP, na ação penal privada compete ao ofendido ou aos 
demais legitimados proceder à análise da conveniência 
sobre o ajuizamento da ação; 
 
 
2. Disponibilidade - Também de maneira diversa do que 
ocorre na ação penal pública, aqui o titular da ação penal 
(ofendido) pode desistir (art. 51, CPP); 
 
 
3. Indivisibilidade - Outra característica diversa é a 
impossibilidade de se fracionar o exercício da ação penal 
em relação aos infratores. O ofendido não é obrigado a 
ajuizar a queixa, mas se o fizer, deve ajuizar a queixa em 
face de todos os agentes que cometeram o crime (art. 48, 
CPP), sob pena de se caracterizar a renúncia em relação 
àqueles que não foram incluídos no polo passivo da ação 
(art. 49, CPP). 
 
 
Por fim, há uma exceção em relação à indivisibilidade, 
prevista no art. 51: o perdão concedido a um dos 
querelados aproveitará a todos, sem que produza, 
todavia, efeito em relação ao que o recusar. Nesse caso, 
extingue-se a punibilidade dos que aceitarem o perdão e 
segue com o processo dos que o recusarem. 
 
Assim sendo, vamos à análise: 
 
Alternativa A - Incorreta. Como vimos, às ações penais 
privadas aplica-se a divisibilidade (a indivisibilidade é 
pertinente às ações penais públicas). 
 
Alternativa B - Incorreta. Se o ofendido desistir da ação 
penal (princípio da oportunidade), não pode o MP 
oferecer denúncia. 
 
Alternativa C - Incorreta. Como vimos, às ações penais 
privadas aplica-se a oportunidade (a obrigatoriedade é 
pertinente às ações penais públicas). 
 
Alternativa D - Incorreta. Até se aplica a disponibilidade 
às ações privadas, porém não se trata de haver 
perempção, que é um instituto que só ocorre no caso de 
inércia do ofendido e não do seu legítimo direito de não 
prosseguir com a ação penal. 
 
Alternativa E - Correta. Eis o nosso gabarito com base 
na oportunidade. Cabe a Hugo decidir por apresentar ou 
não queixa-crime em desfavor de Joana. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa E. 
 
51. Quando o agente é perseguido logo após a infração, 
em situação que faça presumir ser o autor do fato, 
configura hipótese de flagrante: 
 
A) Próprio. 
B) Impróprio ou quase flagrante. 
C) Presumido. 
D) Esperado. 
E) Prorrogado. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vejamos o CPP: 
 
Art. 302, do CPP: Considera-se em flagrante delito quem: 
 
I - está cometendo a infração penal; (flagrante próprio, 
propriamente dito, perfeito, real) 
 
II - acaba de cometê-la; (flagrante próprio, propriamente 
dito, perfeito, real) 
 
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo 
ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça 
presumir ser autor da infração; (flagrante impróprio, 
imperfeito, quase-flagrante, irreal) 
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IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, 
objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da 
infração. (flagrante presumido, ficto, assimilado) 
 
Vamos aprofundar os conceitos com base na doutrina de 
Alexandre Cebrian Araújo Reis e Victor Eduardo Rios 
Gonçalves: 
 
Flagrante próprio ou real: 
 
Sob tal denominação estão abrangidas as hipóteses dos 
incisos I e II do art. 302 do CPP. 
 
Inciso I — Considera-se em flagrante delito quem está 
cometendo a infração penal. Conforme mencionado, 
trata-se de situação em que o sujeito é visto durante a 
realização dos atos executórios da infração penal ou 
colaborando para sua concretização. Assim, pode ser 
preso em flagrante, por exemplo, aquele que for visto 
efetuando os disparos contra a vítima do homicídio ou 
apontando a arma para a vítima do roubo. 
 
O fato de ser preso em flagrante o autor do crime não 
possibilita a prisão de partícipes que não estejam em 
situação flagrancial. Ex.: em um dia João incentiva Paulo 
a matar Antônio. Dias depois, Paulo é preso matando a 
vítima. O envolvimento de João é punível, mas sua 
participação ocorreu dias antes e ele não pode ser preso 
em flagrante. Ao contrário, se o partícipe estivesse no 
próprio local do crime incentivando o assassino a desferir 
as facadas mortais na vítima e ambos fossem flagrados 
nesse momento, a prisão em flagrante envolveria o autor 
do crime e o partícipe. 
 
Inciso II — Considera-se em flagrante delito quem acaba 
de cometer a infração. Considerando que nas 
modalidades flagranciais dos incisos III e IV do art. 302 
do CPP o agente é preso após deixar o local do crime, 
resta para esta modalidade do inciso II a hipótese em que 
o sujeito é encontrado ainda no local dos fatos, 
imediatamente após encerrar os atos de execução do 
delito. É o que ocorre quando vizinhos acionam a polícia 
por ouvir disparos dentro de uma residência e os policiais, 
lá chegando, encontram a vítima morta e o homicida ao 
lado. 
 
É evidente, todavia, a necessidade de indícios 
veementes de que a pessoa encontrada no local é a 
autora do delito, já que pode se tratar de pessoa que 
chegou à casa após o assassinato e a fuga do criminoso. 
A prisão será possível, por exemplo, se a pessoa que 
estava ao lado da vítima morta estiver na posse da arma 
usada no crime, ou se os vizinhos disserem aos policiais 
que ninguém saiu ou entrou da residência após o crime 
ou até mesmo se a pessoa confessar ter sido a autora 
dos disparos. Na prática, é muito comum esta 
modalidade de prisão em flagrante quando ladrões são 
presos no exato instante em que saem do 
estabelecimento comercial onde praticavam o roubo. 
 
Flagrante impróprio ou quase flagrante: 
 
De acordo com o art. 302, III, do CPP, considera-se em 
flagrante delito quem é perseguido, logo após, pela 
autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em 
situação que faça presumir ser o autor da infração. 
Premissa dessa modalidade de prisão em flagrante é que 
o agente já tenha deixado o local do crime, após a 
realização de atos executórios, e que seja perseguido. A 
lei esclarece que tal perseguição pode se dar por parte 
da autoridade (policiais civis ou militares), do ofendido 
(vítima) ou de qualquer outra pessoa — o que, aliás, 
tornaria desnecessária a menção aos demais. Não é 
necessário que a perseguição tenha se iniciado de 
imediato, muito embora seja evidente a possibilidade de 
flagrante em tal caso. A perseguição é imediata quando 
alguém se põe no encalço do agente logo que ele inicia 
sua fuga do local do delito. Ex.: mulher coloca sua bolsa 
sobre um balcão para efetuar o pagamento das compras 
e o ladrão rapidamente pega a bolsa e sai correndo, 
porém, um segurançada loja corre atrás e, após 
persegui-lo por algumas quadras, consegue alcançá-lo e 
prendê-lo. 
 
O próprio texto legal, contudo, esclarece ser também 
possível o flagrante impróprio quando a perseguição se 
inicia logo após o agente deixar o local dos fatos. A 
expressão “logo após” abrange o tempo necessário para 
que a polícia seja acionada, compareça ao local, tome 
informações acerca das características físicas dos 
autores do crime e da direção por eles tomada, e saia no 
encalço destes. Uma vez iniciada a perseguição logo 
após a prática do crime, não existe prazo para sua 
efetivação, desde que referida perseguição seja 
ininterrupta. Por isso, a perseguição pode durar vários 
dias, desde que os policiais estejam o tempo todo em 
diligências, no encalço dos criminosos (fato que, em 
geral, só ocorre em crimes de maior gravidade). Ao 
contrário do que se possa imaginar, iniciada a 
perseguição, não existe prazo de 24 horas para a 
efetivação da prisão em flagrante. 
 
O que existe na lei é um prazo de 24 horas para a 
lavratura do auto de prisão após esta ter se efetivado (art. 
306, § 1º). Tampouco a palavra “perseguição” supõe que 
os fugitivos estejam na esfera visual dos perseguidores, 
mas tão somente que os últimos estejam no encalço dos 
autores do crime, à sua procura. Nesse sentido: “é cediço 
que iniciada a perseguição logo após o crime, sendo ela 
incessante nos termos legais, não importa o tempo 
decorrido entre o momento do crime e a prisão dos seus 
autores. 
 
O próprio Código de Processo Penal, em seu art. 290, § 
1º, cuida de esclarecer que o executor está em 
perseguição ao autor do delito quando: I — tendo-o 
avistado, for perseguindo-o sem interrupção, embora 
depois o tenha perdido de vista; II — sabendo, por 
indícios ou informações fidedignas, que o réu tenha 
passado, há pouco tempo, em tal ou qual direção, pelo 
lugar em que o procure, for no seu encalço. Nota-se, pois, 
que a interpretação doutrinária e jurisprudencial em torno 
do conceito de perseguição encontra fundamento no 
próprio texto legal. 
 
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O início de perseguição a que se refere o art. 302, III, do 
CPP diz respeito ao término da ação delituosa e começo 
da fuga do bandido. Não se pode, portanto, considerar 
presente tal situação quando alguém que está viajando é 
vítima de furto e, ao retornar para casa, dias ou horas 
depois, aciona a polícia ao perceber que os bens da 
residência foram subtraídos. Para a configuração do 
flagrante impróprio é irrelevante que o agente tenha 
conseguido ou não consumar o crime que pretendia 
cometer. É plenamente possível tal modalidade de 
flagrante em crimes tentados. Ex.: ladrão foge do local do 
crime sem nada levar por ter soado o alarme sonoro 
existente no estabelecimento, sendo, por conta disso, 
desencadeada uma perseguição que culmina em sua 
prisão. 
 
Flagrante presumido ou ficto: 
 
Nos termos do art. 302, IV, do CPP, considera-se ainda 
em flagrante delito quem é encontrado, logo depois, com 
instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam 
presumir ser ele o autor da infração. Nessa modalidade, 
o sujeito não é perseguido, mas localizado, ainda que 
casualmente, na posse das coisas mencionadas na lei, 
de modo que a situação fática leve à conclusão de que 
ele é autor do delito. É o que ocorre, por exemplo, quando 
alguém rouba um carro e, algumas horas depois, é 
parado em uma blitz de rotina da polícia que constata a 
ocorrência do roubo e, por isso, leva o condutor do 
veículo até a vítima que o reconhece, ou, ainda, quando 
o furtador de uma bolsa feminina é flagrado por policiais 
em uma praça, vasculhando o interior da bolsa minutos 
após o furto. 
 
Note-se que, no último exemplo, o furto considera-se 
consumado porque a bolsa já havia sido tirada da esfera 
de vigilância da vítima sem a ocorrência de perseguição 
imediata. Daí a conclusão de que a prisão em flagrante 
não significa necessariamente que o furto esteja apenas 
tentado. O alcance da expressão “logo depois” deve ser 
analisado no caso concreto, em geral de acordo com a 
gravidade do crime, para se dar maior ou menor elastério 
a ela, sempre de acordo com o prudente arbítrio do juiz. 
 
Em pesquisas de jurisprudências é possível verificar que 
têm sido plenamente aceitas as prisões ocorridas várias 
horas após o crime. Em alguns casos mais graves, como 
nos de homicídio, já se admitiu o flagrante ficto até no dia 
seguinte ao do crime, mas nunca dois dias depois ou 
mais. Neste sentido: “não há falar em nulidade da prisão 
em questão, pois, apesar das peculiaridades do caso, 
restou configurada a hipótese prevista no art. 302, IV, do 
CPP, que trata do flagrante presumido. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
52. Consoante ao tema cadeia de custódia, analise os 
itens a seguir: 
 
I. Na cadeia de custódia, ao ato de distinguir um elemento 
como de potencial interesse para a produção da prova 
pericial é dado o nome de reconhecimento. 
 
II. Ao ato de recolher o vestígio que será submetido à 
análise pericial, respeitando suas características e 
natureza, é dado o nome de coleta. 
 
III. O ato de processamento dá-se no exame pericial em 
si, na manipulação do vestígio de acordo com a 
metodologia adequada às suas características 
biológicas, físicas e químicas, a fim de se obter o 
resultado desejado, que deverá ser formalizado em laudo 
produzido por perito. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
A) Estão corretos apenas os itens II e III. 
B) Estão corretos apenas os itens I e III. 
C) Estão corretos apenas os itens I e II. 
D) Todos os itens estão incorretos. 
E) Estão corretos os itens I, II e III. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, questão tranquila, vejamos: 
 
Item I - Correto: É o disposto no art. 158-B, I do CPP: 
 
Art. 158-B. A cadeia de custódia compreende o 
rastreamento do vestígio nas seguintes etapas: 
 
I - reconhecimento: ato de distinguir um elemento como 
de potencial interesse para a produção da prova pericial; 
 
 
Item II - Correto: É a literalidade do art. 158-B, IV do 
CPP: 
 
Art. 158-B, IV - coleta: ato de recolher o vestígio que será 
submetido à análise pericial, respeitando suas 
características e natureza; 
 
Item III - Correto: É o que dispõe o art. 158-B, VIII do 
CPP: 
 
Art. 158-B, VIII - processamento: exame pericial em si, 
manipulação do vestígio de acordo com a metodologia 
adequada às suas características biológicas, físicas e 
químicas, a fim de se obter o resultado desejado, que 
deverá ser formalizado em laudo produzido por perito; 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa E. 
 
 
 
 
 
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Legislação Penal e Processual Extravagante 
 
53. José, rapaz de 23 anos, acredita ter poderes 
espirituais excepcionais, sendo certo que todos 
conhecem esse seu “dom”, já que ele o anuncia 
amplamente. Ocorre que José está apaixonado por 
Maria, jovem de 14 anos, mas não é correspondido. 
Objetivando manter relações sexuais com Maria e 
conhecendo o misticismo de sua vítima, José a faz 
acreditar que ela sofre de um mal espiritual, o qual só 
pode ser sanado por meio de um ritual mágico de cura e 
purificação, que consiste em manter relações sexuais 
com alguém espiritualmente capacitado a retirar o 
malefício. José diz para Maria que, se fosse para livrá-la 
daquilo, aceitaria de bom grado colaborar no ritual de 
cura e purificação. Maria, muito assustada com a notícia, 
aceita e mantém, de forma consentida, relação sexual 
com José, o qual fica muito satisfeito por ter conseguido 
enganá-la e, ainda,satisfazer seu intento, embora tenha 
ficado um pouco frustrado por ter descoberto que Maria 
não era mais virgem. 
 
Com base na situação descrita, assinale a alternativa que 
indica o crime que José praticou. 
 
A) Corrupção de menores (Art. 218, do CP). 
B) Violência sexual mediante fraude (Art. 215, do CP). 
C) Estupro qualificado (Art. 213, § 1º, parte final, do CP). 
D) Estupro de vulnerável (Art. 217-A, do CP). 
E) Assédio sexual (Art. 216-A, do CP). 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, questão tranquila para quem já estudou os 
crimes contra a dignidade sexual dentro do Código Penal. 
Bora comentar cada item. 
 
Alternativa A - Incorreta. No crime de corrupção de 
menores, o agente atua como intermediário, no qual irá 
convencer alguém menor de 14 anos a satisfazer a 
lascívia de outra. 
No caso narrado, João quer satisfazer a própria lascívia 
e a vítima já tem 14 anos. 
 
Corrupção de menores 
Art. 218, CP. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos 
a satisfazer a lascívia de outrem: 
 
Alternativa B - Correta. É o gabarito da questão, pois a 
história narra o crime de violência sexual mediante 
fraude, que ocorre quando alguém tem conjunção carnal 
ou pratica outro ato libidinoso com uma pessoa e utiliza-
se de fraude ou qualquer outro meio que impeça ou 
dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. 
Conforme os fatos narrados, José enganou Maria 
utilizando artifícios, dentre eles o artifício espiritual que só 
pode ser sanado com ritual mágico de cura, para 
conseguir ter relação sexual com a vítima, impedindo-a 
de consentir de forma livre e consciente. 
 
Violação sexual mediante fraude 
Art. 215, CP. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato 
libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio 
que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade 
da vítima: 
 
Alternativa C - Incorreta. De acordo com os fatos 
narrados na questão, José não constrangeu a vítima com 
emprego de violência ou grave ameaça para ter 
conjunção carnal ou outro ato libidinoso. Logo, não tem 
como ser o crime de estupro. 
 
Estupro 
Art. 213, CP. Constranger alguém, mediante violência ou 
grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou 
permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: 
 
Alternativa D - Incorreta. O crime de estupro de 
vulnerável ocorre quando alguém tem conjunção carnal 
ou pratica outro ato libidinoso com uma pessoa menor de 
14 anos ou quem pratica esses atos com alguém que, 
devido a enfermidade ou deficiência mental, não tem o 
discernimento necessário para a prática do ato, ou que, 
por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. 
No caso narrado, Maria não é menor de 14 anos e não 
demonstrou qualquer enfermidade, deficiência mental ou 
falta de discernimento para a prática do ato. 
 
Estupro de vulnerável 
Art. 217-A, CP. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato 
libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: 
 
Alternativa E - Incorreta. O crime de assédio sexual 
ocorre quando alguém constrange a outra pessoa com o 
objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual, no 
qual se aproveita de sua posição de superior hierárquico 
ou de ascendência inerente ao exercício de emprego, 
cargo ou função. 
 
Assédio sexual 
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter 
vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o 
agente da sua condição de superior hierárquico ou 
ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo 
ou função. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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54. Caio e Matheus, policiais militares, foram orientados, 
pelo superior hierárquico, para que realizassem 
patrulhamento de rotina na região XYZ do Município Alfa. 
Ao se dirigirem ao local, os agentes da lei, por 
coincidência, depararam com Tício apontando uma faca 
para Maria e exigindo-lhe a entrega de um telefone 
celular. Desta forma, os policiais militares capturaram 
Tício em flagrante e, na sequência, o encaminharam à 
Delegacia de Polícia. 
 
Nesse cenário, considerando as disposições do Código 
de Processo Penal e o entendimento doutrinário e 
jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que se está 
diante de um flagrante: 
 
A) Preparado. 
B) Impróprio. 
C) Esperado. 
D) Próprio. 
E) Forjado. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, o artigo 302 do CPP dispõe sobre o flagrante 
delito. Vejam: 
 
Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem: 
I - Estar cometendo a infração penal; (FLAGRANTE 
PRÓPRIO) 
II - Acaba de cometê-la; (FLAGRANTE PRÓPRIO) 
III - É perseguido, logo após, pela autoridade, pelo 
ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça 
presumir ser autor da infração; (FLAGRANTE 
IMPRÓPRIO) 
IV - É encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, 
objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da 
infração. (FLAGRANTE PRESUMIDO) 
 
Conforme a história narrada, os policiais flagraram Tício 
cometendo a infração penal, logo, trata-se de flagrante 
próprio, que também é conhecido como flagrante 
perfeito, que é quando o agente é surpreendido no exato 
momento em que está cometendo a infração penal ou 
logo após ter cometido. Esse flagrante está previsto nos 
incisos I e II do art. 302 do CPP. 
 
Vamos às alternativas: 
 
Alternativa A - Incorreta. Conforme o Supremo Tribunal 
Federal - STF, o flagrante preparado é a hipótese em que 
o agente é induzido à prática de um crime pela 'pseudo 
vítima', por terceiro ou pela polícia, no caso chamado de 
agente provocador. 
Ainda segundo o STF, por meio da Súmula 145, "não há 
crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna 
impossível a sua consumação". Ou seja, se a ação do 
agente provocador tornar impossível a realização da 
infração, não se pode considerar que o crime foi 
efetivamente cometido. 
 
Alternativa B - Incorreta. No flagrante impróprio, o 
agente é perseguido logo após cometer a infração penal, 
é o disposto no inciso III do art. 302 do CPP, o que não 
ocorre na história narrada na questão. 
 
Alternativa C - Incorreta. O flagrante esperado é 
quando policiais têm conhecimento sobre a ocorrência de 
um crime e aguarda o melhor momento para efetuar o 
flagrante. Nesse caso, não há indução ou instigação para 
que o crime ocorra, logo, é um flagrante permitido no 
Brasil. 
 
Alternativa D - Correta. É o gabarito da questão, pois 
trata-se de flagrante próprio, conforme já explicado 
acima. 
 
Alternativa E - Incorreta. O flagrante forjado é quando 
autoridades ou terceiros criam uma situação artificial com 
o intuito de incriminar injustamente alguém. Um exemplo 
é a colocação de provas falsas, como drogas ou armas, 
na posse do suspeito. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 
 
55. A Lei n° 11.340/06 (Lei Maria da Penha) é uma das 
legislações mais importante no Brasil para combater a 
violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei foi 
criada para proteger as mulheres de diversas formas de 
violência, incluindo física, psicológica, sexual, moral e 
patrimonial, criando mecanismos para coibir a violência 
doméstica e familiar contra a mulher. Sobre a referida Lei, 
NÃO é correto afirmar: 
 
A) É direito da mulher em situação de violência doméstica 
e familiar o atendimento policial e pericial especializado, 
ininterrupto e prestado por servidores - preferencialmente 
do sexo feminino - previamente capacitados. 
B) Em todos os casos de violência doméstica e familiar 
contra a mulher, feito o registro da ocorrência, deverá a 
autoridade policial remeter, no prazo de 48 horas, 
expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, 
para a concessão de medidas protetivas de urgência. 
C) A Lei Maria da Penha admite como meios de prova os 
laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e 
postos de saúde. 
D) Nose, 
depois, apresenta uma marca de opinião e um relato 
pessoal, quebrando, assim, essa unidade temática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. “Peterson ainda estava na escola por um milagre. Há 
muitas formas e motivos para desistir da escola. Peterson 
era negro, tinha dezessete anos. Não conseguia 
emprego porque tinha que se alistar no Exército. Você 
agora precisava tomar cuidado com o que ia dizer. Você 
disse que Raskólnikov ia ser preso. Peterson te olhou e 
depois perguntou se Raskólnikov era uma pessoa real. 
Você respondeu que não, mas que poderia ter sido. 
Vocês passaram a conversar sobre a história enquanto 
você arrumava suas coisas. Na saída, vocês foram a pé 
em direção à parada de ônibus. Se alguém perguntasse, 
você poderia dizer que estavam indo para São 
Petesburgo” 
 
TENÓRIO, Jeferson. O Avesso da Pele. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2020. 
 
No trecho apresentado, o pai de Pedro acaba de dar uma 
aula sobre a obra “Crime e Castigo”, de Dostoiévski. 
Assinale a alternativa que indica o tipo de 
intertextualidade estabelecida entre o texto de Jeferson 
Tenório e o do escritor russo: 
 
A) Paródia. 
B) Paráfrase. 
C) Alusão. 
D) Epígrafe. 
E) Citação. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras! Para respondermos a essa questão, 
necessitaremos inicialmente recordar o que é 
intertextualidade. Vejamos: 
 
INTERTEXTUALIDADE 
 
É o recurso linguístico utilizado para a formação do 
significado de um texto por outro texto, isto é, quando um 
texto remete à ideia, à forma, à construção de outro texto. 
A seguir são apresentados os tipos de intertextualidade: 
 
1) PARÓDIA 
 
A paródia é um tipo de intertextualidade que consiste em 
alterar o sentido de um texto original, criando um novo 
texto com um caráter cômico, crítico e/ou sátiro. 
 
2) PARÁFRASE 
 
Consiste em reescrever um texto, mantendo sua ideia 
original, mas com palavras diferentes 
 
3) ALUSÃO 
 
É um recurso intertextual que consiste em fazer 
referência a um texto anterior, sem citá-lo diretamente 
ou aprofundar-se nele. 
 
4) EPÍGRAFE 
 
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É um tipo de intertextualidade que consiste em um 
pequeno trecho de outro texto colocado no início de 
um novo texto, com o objetivo de introduzir o tema ou 
estabelecer o tom da obra 
 
5) CITAÇÃO 
 
É um tipo de intertextualidade, que é a relação entre dois 
textos que se referem um ao outro, de forma explícita 
ou implícita. 
 
Considerando os tipos de intertextualidade existentes, 
identificamos que, em O Avesso da Pele, temos uma 
intertextualidade por ALUSÃO, isso porque o pai de 
Pedro cita o personagem da obra “Crime e Castigo” 
(Raskólnikov), bem como apenas menciona que foi 
narrada à história ao filho, mas sem dar detalhe dessa 
história ao leitor, como quando aponta: “Vocês passaram 
a conversar sobre a história enquanto você arrumava 
suas coisas”. 
 
4. Assinale a única alternativa em que exista uma 
metáfora explicada: 
 
A) Como nas noites Edgar Alan Poe, Suzana sentia o ar 
gélido entrar em suas narinas prenunciando o ataque. 
B) Olha lá quem vem virando a esquina, é Diego! 
Acenando para os colegas, aproximava-se! Era um 
verdadeiro pavão. 
C) O dinheiro é como o rio, está cada vez mais 
passageiro, fluído e turvo. 
D) Você é assim: um sonho para mim. E quando não te 
vejo, eu penso em você desde o amanhecer até quando 
eu me deito. 
E) João Romão, na obra O Cortiço, de Aluísio de 
Azevedo, revela a essência do naturalismo literário. Ele 
era uma raposa. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras! Para respondermos a essa questão, 
necessitamos compreender o que é metáfora. Para isso, 
atente-se à revisão a seguir: 
 
METÁFORA 
 
É uma figura que consiste em estabelecer uma 
comparação entre dois seres, sem deixar explícito o 
que há de aproximação entre esses seres. Vejamos os 
exemplos: 
 
Ex.: Essa menina é uma flor de pessoa. 
 
Observe, Caveira, que se estabelece aqui uma 
aproximação entre o ser “menina” e o ser “flor”, porém o 
texto não deixa explícito o que a “menina” e a “flor” 
possuem em comum. Ficará a critério do interlocutor 
interpretar essa comparação: será que a menina é 
bonita? Frágil? Cheirosa? Ou seja, não está posto no 
texto. 
 
Ex.: Na hora do jantar, o menino que estava no quarto 
foi chamado pelo pai para ir à mesa. Quando o garoto 
chegou à cozinha, sua irmão falou: 
- Finalmente saiu daquela caverna! 
 
Observe, Caveira, que neste texto busca-se aproximar a 
ideia do “quarto” com a “caverna”. No entanto, não fica 
explícito o que esses termos ficam em comum, ficando 
a critério do interlocutor compreender o que de 
semelhante há entre eles: seria o fato de ser escuro? 
Fechado? Um lugar de proteção? Enfim, essa 
semelhança não está explícita no texto. 
 
Com isso, vamos agora ao que chamamos de metáfora 
explicada: 
 
METÁFORA EXPLICADA 
 
Como a metáfora consiste numa comparação que não 
está explícita, ao fazer a explicação da metáfora, isto é, 
apontarmos o que os seres comparados possuem de 
semelhança, estamos realizando a metáfora explicada. 
Consiste, em tese, em explicar a ideia implícita da 
metáfora. Vejamos o exemplo: 
 
Ex.: Essa menina é uma flor de pessoa. Parece que vai 
se desmontar caso a aperte com força. 
 
Observe, Caveira, que, após a metáfora “essa menina é 
uma flor”, é realizada uma explicação dessa metáfora, 
indicando que a menina é frágil. A isso, chamamos de 
metáfora explicada. 
 
Ex.: Finalmente saiu daquela caverna! Eu chego a ficar 
com claustrofobia só de pensar! 
 
Observe, Caveira, que, após a metáfora “quarto ser uma 
caverna”, é apresentado o que aproxima esses seres, ou 
seja, o lugar ser fechado, a isso chamamos de metáfora 
explicada. 
 
Realizada essa revisão, vamos analisar cada uma das 
alternativas: 
 
A) INCORRETO, o texto possui uma metonímia, de 
substituição da troca do nome da obra pelo autor. 
 
B) INCORRETO, o texto até possui uma metáfora, que é 
“era um verdadeiro pavão”, mas, no texto, não se explica 
o porquê de associar Diego a um pavão. 
 
C) CORRETO, o texto realiza uma metáfora, isto é, uma 
comparação entre os termos “dinheiro” e “rio” e, na frase 
seguinte, explica por qual motivo o “dinheiro” se 
assemelha ao “rio”, ou seja, é passageiro, fluído e turvo. 
 
D) INCORRETO, não há linguagem figurada no texto. 
 
E) INCORRETO, até existe uma metáfora no texto, que é 
“Ele era uma raposa”, mas não se explicita no texto o 
porquê de associar “ele” com a “raposa”. 
 
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5. Ao transmitir pensamento expresso por personagem 
real ou imaginário, o narrador pode servir-se do discurso 
direto ou do indireto. A seguir são apresentados trechos 
da obra de Conceição Evaristo, assinale, portanto, a 
alternativa em que haja um discurso com contaminação 
de ambos: 
 
A) “Vi só lágrimas e lágrimas. Entretanto, ela sorria feliz. 
Mas eram tantas lágrimas, que eu me perguntei se minha 
mãe tinha olhos ou rios caudalosos sobre a face. E só 
então compreendi. Minha mãe trazia, serenamente em si, 
águas correntezas. Por isso, prantos e prantos para 
enfeitar o seu rosto. A cor dos olhos de mãe era cor de 
olhos d´água”. (Conto Olhos D´Água). 
B) “O peito de Ana Davenga doía de temor. Todos 
estavam ali, menos o dela. Os homens rodeavam Ana. E 
as mulheres, como se estivessem formando pares para 
uma dança, rodeavam seus companheiros, parando 
atrás de seu homem certo. Ana Olhou todos e não 
percebeu tristeza alguma. Seria alguma brincadeira de 
Davenga? Ele estaria escondido por ali? Não! Davenga 
não era homem de tais modos”. (Conto Ana Davenga). 
C) “Quando Duzu chegou pelacasos de violência doméstica e familiar contra a 
mulher, é permitida a aplicação de penas de cesta básica 
ou outras de prestação pecuniária, bem como a 
substituição de pena que implique o pagamento isolado 
de multa. 
E) É crime descumprir decisão judicial que defere 
medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da 
Penha, com pena de detenção de 3 meses a 2 anos. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá! 
 
Alternativa A - Correta. É o disposto no art. 10-A da Lei, 
que assegura que as mulheres em situação de violência 
doméstica e familiar tenham direito a um atendimento 
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policial e pericial especializado e contínuo. Esse 
atendimento deve ser prestado por servidores 
previamente capacitados, preferencialmente do sexo 
feminino. 
 
Art. 10-A. É direito da mulher em situação de violência 
doméstica e familiar o atendimento policial e pericial 
especializado, ininterrupto e prestado por servidores - 
preferencialmente do sexo feminino - previamente 
capacitados. 
 
Alternativa B - Correta. É o disposto no art. 12 da Lei, 
inciso III, que estabelece que, após o registro de 
ocorrência, a autoridade policial deve encaminhar no 
prazo de 48 horas um expediente apartado ao juiz. Esse 
expediente deve incluir o pedido da vítima para a 
concessão de medidas protetivas de urgência. 
 
Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e 
familiar contra a mulher, feito o registro da ocorrência, 
deverá a autoridade policial adotar, de imediato, os 
seguintes procedimentos, sem prejuízo daqueles 
previstos no Código de Processo Penal: 
III - remeter, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, 
expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, 
para a concessão de medidas protetivas de urgência; 
 
Alternativa C - Correta. Está disposto no §3º do art. 12 
da Lei, que admite como meios de prova os laudos ou 
prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de 
saúde. Esses documentos são essenciais para 
comprovar a ocorrência de violência e auxiliar na tomada 
de medidas protetivas e na responsabilização do 
agressor. 
 
Art. 12 (..) § 3º Serão admitidos como meios de prova os 
laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e 
postos de saúde. 
 
Alternativa D - Incorreta. É o gabarito da questão. 
Conforme o art. 17 da Lei Maria da Penha, é vedada a 
aplicação de penas alternativas como a doação de cestas 
básicas ou outras formas de prestação pecuniária em 
casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. 
Além disso, não é permitida a substituição da pena por 
pagamento isolado de multa. O intuito é garantir que os 
agressores sofram consequências mais rígidas e 
adequadas à gravidade do crime. 
 
Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de violência 
doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta 
básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a 
substituição de pena que implique o pagamento isolado 
de multa. 
 
Alternativa E - Correta. Descumprir decisão judicial que 
deferiu medida protetiva de urgência prevista na Lei 
Maria da Penha é considerado crime e está previsto no 
art. 24-A da Lei. A pena para esse crime é de detenção 
de 3 meses a 2 anos 
 
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere 
medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei: 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 
 
56. Em relação à Lei nº 12.850/2013 (Crime Organizado), 
que define organização criminosa e dispõe sobre a 
investigação criminal, os meios de obtenção da prova, 
infrações penais correlatas e o procedimento criminal, 
assinale a alternativa INCORRETA: 
 
A) Conforme a Lei nº 12.850/2013, é considerada uma 
organização criminosa no Brasil a associação de quatro 
ou mais pessoas que se estruturam de forma ordenada e 
dividem tarefas, mesmo que informalmente. O objetivo 
dessa associação é obter algum tipo de vantagem, seja 
ela direta ou indireta, por meio da prática de infrações 
penais. Essas infrações devem ter penas máximas 
superiores a quatro anos ou serem de caráter 
transnacional. 
B) Conforme a Lei nº 12.850/2013, é crime promover, 
constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por 
interposta pessoa, organização criminosa, no qual a pena 
é agravada para quem exerce o comando, individual ou 
coletivo, da organização criminosa, ainda que não 
pratique pessoalmente atos de execução. 
C) Conforme a Lei nº 12.850/2013, a infiltração de 
agentes de polícia em tarefas de investigação, 
representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo 
Ministério Público, após manifestação técnica do 
delegado de polícia quando solicitada no curso de 
inquérito policial, será precedida de circunstanciada, 
motivada e sigilosa autorização judicial, que estabelecerá 
seus limites. 
D) Conforme a Lei nº 12.850/2013, a pena do crime é 
aumentada de 1/6 a 2/3 se há concurso de funcionário 
público, valendo-se a organização criminosa dessa 
condição para a prática de infração penal. 
E) Conforme a Lei nº 12.850/2013, o delegado de polícia 
e o Ministério Público terão acesso, precedida de 
autorização judicial, aos dados cadastrais do investigado 
que informem exclusivamente a qualificação pessoal, a 
filiação e o endereço mantidos pela Justiça Eleitoral, 
empresas telefônicas, instituições financeiras, 
provedores de internet e administradoras de cartão de 
crédito. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos às alternativas. 
 
Alternativa A - Correta. É o disposto no §1º do art. 1º da 
Lei. No Brasil, será considerada uma organização 
criminosa a associação de 4 ou mais pessoas, que 
dividem tarefas e se estruturam de forma ordenada, 
mesmo que informalmente, com intuito de obter algum 
tipo de vantagem, seja direta ou indireta, por meio da 
prática de infrações penais. Observação importante: as 
infrações devem ter penas máximas superiores a quatro 
anos ou serem de caráter transnacional. Fiquem atentos 
aos detalhes. 
 
Art.1 (..) § 1º Considera-se organização criminosa a 
associação de 4 (quatro) ou mais pessoas 
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estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de 
tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, 
direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, 
mediante a prática de infrações penais cujas penas 
máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que 
sejam de caráter transnacional. 
 
Alternativa B - Correta. Está disposto no art. 2º e em 
seu §3º. É crime promover, constituir, financiar ou 
integrar uma organização criminosa. A pena é agravada 
para os que exercem o comando da organização, seja 
individual ou coletivo. Observação: isso vale até mesmo 
para os que não participam diretamente dos atos de 
execução. 
 
Art.2º Promover, constituir, financiar ou integrar, 
pessoalmente ou por interposta pessoa, organização 
criminosa. 
§ 3º A pena é agravada para quem exerce o comando, 
individual ou coletivo, da organização criminosa, ainda 
que não pratique pessoalmente atos de execução. 
 
Alternativa C - Correta. A Lei estabelece que a 
infiltração de agentes de polícia em investigações 
criminais deve ser autorizada judicialmente de forma 
circunstanciada, motivada e sigilosa. Lembrem-se: a 
autorização pode ser representada pelo delegado de 
polícia ou requerida pelo Ministério Público, após 
manifestação técnica do delegado de polícia durante o 
inquérito policial. 
 
Da Infiltração de Agentes - Art. 10. A infiltração de 
agentes de polícia em tarefas de investigação, 
representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo 
Ministério Público, após manifestação técnica do 
delegado de polícia quandosolicitada no curso de 
inquérito policial, será precedida de circunstanciada, 
motivada e sigilosa autorização judicial, que estabelecerá 
seus limites. 
 
Alternativa D - Correta. Conforme o art. 2º da Lei, em 
seu §4º, se um funcionário público estiver envolvido e 
utilizar sua posição para facilitar ou cometer crimes em 
nome da organização criminosa, a pena será aumentada 
de 1/6 a 2/3. 
 
Art. 2º (..) § 4º A pena é aumentada de 1/6 (um sexto) a 
2/3 (dois terços): 
II - se há concurso de funcionário público, valendo-se a 
organização criminosa dessa condição para a prática de 
infração penal; 
 
Alternativa E - Incorreta. Conforme o art.15 da Lei nº 
12.850/2013, o delegado de polícia e o Ministério Público 
podem acessar, SEM NECESSIDADE DE 
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, os dados cadastrais do 
investigado que informem exclusivamente: qualificação 
pessoal, filiação e endereço. Esses dados podem ser 
obtidos de fontes como a Justiça Eleitoral, empresas 
telefônicas, instituições financeiras, provedores de 
internet e administradoras de cartão de crédito. 
 
Art. 15. O delegado de polícia e o Ministério Público terão 
acesso, independentemente de autorização judicial, 
apenas aos dados cadastrais do investigado que 
informem exclusivamente a qualificação pessoal, a 
filiação e o endereço mantidos pela Justiça Eleitoral, 
empresas telefônicas, instituições financeiras, 
provedores de internet e administradoras de cartão de 
crédito. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra E. 
 
Noções de Direitos Humanos 
 
57. As revoluções liberais (inglesa, americana e 
francesa) foram marcos importantes na afirmação 
histórica dos direitos humanos. Essas revoluções foram 
fundamentais para o desenvolvimento dos direitos 
humanos modernos, influenciando constituições e 
declarações de direitos em todo o mundo. Sobre o 
referido tema, avalie os itens a seguir: 
 
I. A Revolução Inglesa teve como marcos a Petition of 
Rights, em 1628, que garantiu liberdades individuais, e o 
Bill of Rights, de 1689, que consagrou a supremacia do 
Parlamento e o império da lei. 
 
II. A Declaração do Bom Povo da Virgínia, de 1776, é 
considerado um documento fundamental na história dos 
direitos humanos e trouxe em seu texto que “todos os 
homens são, por natureza, igualmente livres e 
independentes". 
 
III. A Revolução Inglesa (1688), conhecida como a 
Revolução Gloriosa, resultou na Declaração de Direitos 
de 1689 (Bill of Rights), que limitou o poder do monarca 
e estabeleceu direitos fundamentais como a liberdade de 
expressão e o direito a um julgamento justo. 
 
IV. A Revolução Francesa foi um grande marco na 
proteção dos direitos humanos. A Declaração de Direitos 
do Homem e do Cidadão, de 1789, apesar de ter 
consagrado valores de liberdade, igualdade e 
fraternidade, não serviu de alicerce para a Declaração 
Universal dos Direitos Humanos, de 1948. 
 
Marque a alternativa correta: 
 
A) Todos os itens estão corretos. 
B) Apenas os itens I e II estão corretos. 
C) Apenas os itens I e III estão corretos. 
D) Apenas os itens I, III e IV estão corretos. 
E) Apenas os itens I, II e III estão corretos. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos comentar cada item: 
 
Item I - Correto. A Revolução Inglesa teve dois marcos 
importantes - a Petition of Right (1628) e o Bill of Rights 
(1689) - que ajudaram a moldar a proteção das 
liberdades individuais e a estrutura do governo. Foram 
cruciais para o desenvolvimento constitucional britânico 
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e também influenciaram outras declarações de direitos 
ao redor do mundo. 
 
Atenção: 
 
A Petition of Right (1628) foi uma resposta às ações 
arbitrárias do rei Carlos I, que incluíam a imposição de 
impostos sem o consentimento do Parlamento e a prisão 
de indivíduos sem julgamento. O documento estabeleceu 
proteções contra essas práticas, reafirmando direitos 
como o habeas corpus e a proibição de impostos não 
autorizados pelo Parlamento. 
 
O Bill of Rights (1689) foi fundamental para limitar os 
poderes do monarca e estabelecer a supremacia do 
Parlamento. 
 
Item II - Correto. A Declaração de Direitos da Virgínia, 
de 1776, é realmente um documento fundamental na 
história dos direitos humanos e afirmou que “todos os 
homens são, por natureza, igualmente livres e 
independentes”. Também afirmou que possuem direitos 
inalienáveis, como a vida, a liberdade e a busca da 
felicidade e da segurança, influenciando 
significativamente outras declarações de direitos. 
 
Item III - Correto. A Revolução Gloriosa de 1688 foi 
importante para a criação da Declaração de Direitos de 
1689 (Bill of Rights), documento que foi fundamental para 
limitar o poder do monarca e estabelecer direitos 
fundamentais para os cidadãos e o Parlamento. Os 
pontos importantes do Bill of Rights foram a supremacia 
do parlamento, a garantia de liberdade de expressão 
dentro do parlamento, eleições livres e a garantia de um 
julgamento justo. 
 
Item IV - Incorreto. Caveiras, a Declaração de Direitos 
do Homem e do Cidadão, de 1789, é um documento 
importante no processo histórico de construção dos 
direitos humanos e também foi um documento 
revolucionário, pois estabeleceu os princípios de 
liberdade, igualdade e fraternidade durante a Revolução 
Francesa. Apesar de esse documento não ter sido o 
único alicerce, certamente a Declaração de Direitos do 
Homem e do Cidadão influenciou a Declaração Universal 
dos Direitos Humanos de 1948, pois desempenhou um 
papel significativo na formação dos conceitos de direitos 
humanos. 
 
Logo, os itens I, II e III estão corretos e o item IV está 
incorreto. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra E. 
 
 
 
 
 
 
 
 
58. Assinale a opção que se refere à Convenção 
Internacional de Direitos Humanos que possui status de 
emenda constitucional em âmbito interno. 
 
A) Convenção Internacional Sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência. 
B) Convenção internacional sobre o Direito das Crianças. 
C) Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e 
Erradicar a Violência contra a Mulher. 
D) Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
E) Pacto San José da Costa Rica. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a questão é tranquila, mas também é 
importante, pois é um assunto de grande relevância no 
âmbito dos Direitos Humanos. 
 
De acordo com o art. 5º da Constituição de 1988, em seu 
§3º, um tratado internacional de direitos humanos terá 
status de emenda constitucional quando for aprovado em 
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por 
três quintos dos votos dos respectivos membros. Dessa 
forma, adquirem a mesma hierarquia das emendas 
constitucionais. 
 
Atualmente, temos quatro tratados internacionais de 
direitos humanos com status de emenda constitucional: 
 
1 - A Convenção Internacional Sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência (Convenção de Nova York - 
2009); 
 
2 - O Protocolo Facultativo dessa mesma Convenção 
(Protocolo de Nova York - 2009); 
 
3 - O Tratado de Marraqueche, para Facilitar o Acesso a 
Obras Publicadas às Pessoas Cegas, Com Deficiência 
Visual Ou Com Outras Dificuldades (2018); 
 
4 - A Convenção Interamericana contra o Racismo, a 
Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância 
(2022). 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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59. O Brasil promulgou a Convenção Internacional sobre 
os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo 
Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março 
de 2007. Os atos internacionais em apreço entraram em 
vigor para o Brasil, noplano jurídico externo, em 31 de 
agosto de 2008. Sobre esse importante documento, 
marque a alternativa INCORRETA: 
 
A) A Convenção considera que pessoas com deficiência 
são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de 
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, 
em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua 
participação plena e efetiva na sociedade em igualdades 
de condições com as demais pessoas. 
B) A Convenção cria direitos novos e especiais para as 
pessoas com deficiência e ressalta a importância de 
trazer questões relativas à deficiência ao centro das 
preocupações da sociedade, bem como reconhece que a 
discriminação contra qualquer pessoa por motivo de 
deficiência figura violação da dignidade e do valor 
inerente ao ser humano. 
C) Um dos princípios da presente Convenção é o respeito 
pelo desenvolvimento das capacidades das crianças com 
deficiência e pelo direito das crianças com deficiência de 
preservar sua identidade. 
D) A Convenção reconhece que mulheres e meninas com 
deficiência estão frequentemente expostas a maiores 
riscos, tanto no lar como fora dele, de sofrer violência, 
lesões ou abuso, descaso ou tratamento negligente, 
maus-tratos ou exploração, 
E) Os Estados Partes da Convenção devem assegurar o 
efetivo acesso das pessoas com deficiência à justiça, em 
igualdade de condições com as demais pessoas, 
inclusive mediante a provisão de adaptações processuais 
adequadas à idade, a fim de facilitar o efetivo papel das 
pessoas com deficiência como participantes diretos ou 
indiretos, inclusive como testemunhas, em todos os 
procedimentos jurídicos, tais como investigações e 
outras etapas preliminares. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos lá! 
 
Alternativa A - Correta. É o disposto no artigo 1º da 
Convenção, no qual se define que pessoas com 
deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo 
prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. 
 
Artigo 1 - Pessoas com deficiência são aquelas que têm 
impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, 
intelectual ou sensorial, os quais, em interação com 
diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena 
e efetiva na sociedade em igualdades de condições com 
as demais pessoas. 
 
Alternativa B - Incorreta. É o gabarito da questão. 
Apesar de a Convenção trazer em seu texto, no 
preâmbulo (letras g e h), a importância de trazer questões 
relativas à deficiência ao centro das preocupações da 
sociedade e reconhecer que a discriminação contra 
qualquer pessoa por motivo de deficiência figura violação 
da dignidade e do valor inerente ao ser humano, não é 
correto afirmar que a Convenção cria direitos novos e 
especiais para as pessoas com deficiência. A 
Convenção não cria novos direitos, mas reafirma e 
especifica como os direitos humanos universais se 
aplicam às pessoas com deficiência. 
 
Preâmbulo 
g) Ressaltando a importância de trazer questões relativas 
à deficiência ao centro das preocupações da sociedade 
como parte integrante das estratégias relevantes de 
desenvolvimento sustentável, 
h) Reconhecendo também que a discriminação contra 
qualquer pessoa, por motivo de deficiência, configura 
violação da dignidade e do valor inerentes ao ser 
humano, 
 
Alternativa C - Correta. É um princípio presente na 
Convenção, disposto no artigo 3º, letra h). Vejam: 
 
Artigo 3 - Os princípios da presente Convenção são: 
a) O respeito pela dignidade inerente, a autonomia 
individual, inclusive a liberdade de fazer as próprias 
escolhas, e a independência das pessoas; 
b) A não-discriminação; 
c) A plena e efetiva participação e inclusão na sociedade; 
d) O respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas 
com deficiência como parte da diversidade humana e da 
humanidade; 
e) A igualdade de oportunidades; 
f) A acessibilidade; 
g) A igualdade entre o homem e a mulher; 
h) O respeito pelo desenvolvimento das capacidades das 
crianças com deficiência e pelo direito das crianças com 
deficiência de preservar sua identidade. 
 
Alternativa D - Correta. É o disposto no preâmbulo da 
Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com 
Deficiência. 
 
Preâmbulo 
q) Reconhecendo que mulheres e meninas com 
deficiência estão frequentemente expostas a maiores 
riscos, tanto no lar como fora dele, de sofrer violência, 
lesões ou abuso, descaso ou tratamento negligente, 
maus-tratos ou exploração. 
 
Alternativa E - Correta. É o disposto no artigo 13 da 
Convenção, dos direitos ao acesso à justiça. Vejam: 
 
Artigo 13 - Acesso à justiça 
1.Os Estados Partes assegurarão o efetivo acesso das 
pessoas com deficiência à justiça, em igualdade de 
condições com as demais pessoas, inclusive mediante a 
provisão de adaptações processuais adequadas à idade, 
a fim de facilitar o efetivo papel das pessoas com 
deficiência como participantes diretos ou indiretos, 
inclusive como testemunhas, em todos os procedimentos 
jurídicos, tais como investigações e outras etapas 
preliminares. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
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60. O atual programa nacional de proteção de direitos 
humanos foi editado no ano de 2009, Decreto nº 7.037, 
de 21 de dezembro de 2009. Sobre este assunto, 
assinale a afirmativa correta. 
 
A) O objetivo estratégico do plano é unificar e definir os 
destinatários dos direitos humanos, sistematizando as 
normativas desta natureza, restritas aos cidadãos. 
B) O atual plano é a terceira versão e apresenta as bases 
de uma política de Estado para os direitos humanos, 
definindo diretrizes, objetivos estratégicos e ações 
programáticas. 
C) O plano nacional é resultado de um trabalho 
desenvolvido pelos membros do Congresso Nacional, 
representantes legítimos do povo brasileiro. 
D) A ideia de transversalidade decorre da necessidade 
de adoção das propostas do plano em políticas, que 
observem a garantia de direitos de uma coletividade 
previamente definida. 
E) O programa é uma proposta desnecessária ao 
contexto democrático brasileiro, tendo em vista a 
Constituição Federal, que se apresenta como norma 
geral dos direitos humanos. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos às alternativas: 
 
Alternativa A - Incorreta. O PNDH não tem o objetivo de 
restringir os direitos humanos apenas aos cidadãos, pois 
são direitos aplicados a todos, independentemente de 
sua nacionalidade, garantindo a universalidade dos 
direitos humanos. 
 
Alternativa B - Correta. É o gabarito da questão. O 
PNDH-3 é a terceira versão do programa e estabelece 6 
eixos orientadores, 25 diretrizes, 82 objetivos 
estratégicos e 521 linhas de ações. 
 
Alternativa C - Incorreta. A elaboração dos Programas 
Nacionais de Direitos Humanos é decorrente de uma 
recomendação feita na Conferência Mundial de Direitos 
Humanos de Viena, de 1993, e os programas foram 
desenvolvidos com a participação de diversos setores da 
sociedade civil e órgãos do governo. A coordenação do 
processo ficou a cargo da Secretaria Especial dos 
Direitos Humanos da Presidência da República. 
 
Alternativa D - Incorreta. A transversalidade é a 
integração das políticas públicas em todas as áreas, ou 
seja, as propostas e diretrizes do plano devem ser 
integradas em todas as políticas públicas, 
independentemente do setor, não se falando em 
coletividade previamente prevenida. 
 
Alternativa E - Incorreta. O PNDH-3 é uma importante 
ferramenta de promoção da dignidade humana, visando 
que todos tenham seus direitos fundamentais 
respeitados. Além de combater a discriminação, 
fortalecer as insitutições, promover a educação em 
direitos humanos e garantir o acesso à justiça, também 
se preocupa com a segurança e o direito à memória e à 
verdade. 
 
Esses pontos demonstram como o PNDH é fundamental 
para a construção de uma sociedademais equitativa e 
respeitosa, promovendo a igualdade e a dignidade 
humana. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
 
Noções de Medicina Legal 
 
61. O cadáver de uma mulher jovem foi encontrado sobre 
a cama em meio a travesseiros e cobertas em desalinho. 
O exame pericial, na cena do crime, indicou a presença 
de múltiplas equimoses violáceas na face e membros 
superiores, bem como escoriações avermelhadas, em 
forma de meia lua, na face lateral direita do pescoço, com 
lábios e extremidades dos dedos arroxeadas. 
 
A principal suspeita é a morte por: 
 
A) Sufocação direta. 
B) Sufocação indireta. 
C) Esganadura. 
D) Estrangulamento. 
E) Enforcamento. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos analisar os itens: 
 
Alternativa A – Incorreta. A sufocação direta gera um 
quadro de hipercapnia e hipóxia (asfixia) considerando 
que o ar ambiental não é inspirado por conta da 
obstrução dos orifícios naturais (boca e narinas) ou vias 
aéreas superiores (faringe, laringe, traqueia, brônquios). 
Não se aplica ao caso em tela relatado. 
 
Alternativa B – Incorreta. A sufocação pode ser ainda 
indireta, por meio da qual as vias aéreas e os orifícios 
respiratórios estão livres, porém, algo está impedindo os 
movimentos da respiração. Tal modalidade de sufocação 
se subdivide em: crucificação, fratura do gradil costal, 
compressão do tórax, e energia elétrica de média 
amperagem. Não se aplica ao caso em tela. 
 
Alternativa C – Correta. A esganadura é uma forma 
clássica de asfixia por constrição do pescoço. A grande 
diferença é que na esganadura quem aperta o pescoço 
são as mãos, ou seja, não há laço. Trata-se de asfixia 
mecânica pela constrição anterolateral do pescoço, 
produzida pela ação direta das mãos do agente. E, como 
não há laço, não há sulco. Essa espécie de constrição do 
pescoço traz lesões próprias, sinais próprios, que 
poderão ser internos ou externos. Importantes sinais 
externos são estigmas digitais (marca das mãos de quem 
apertou o pescoço), estigmas ungueais (marca das 
unhas), escoriações, equimoses e hematomas. Podem 
ocorrer também as petéquias subconjuntiviais e a 
cianose da face, causadas pelo aumento da pressão. 
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Como sinais internos, destacam-se dois, citados pela 
literatura médico-legal. Um deles é a fratura do osso 
hioide e a chamada equimose Retrofaringeana de 
Brouardel. 
 
Alternativa D – Incorreta. No caso de estrangulamento, 
há um laço ao redor do pescoço da vítima, que age de 
forma mecânica tracionada por qualquer meio que não 
seja a força da gravidade, por meio do peso do próprio 
corpo. Não se aplica ao caso em tela. 
 
Alternativa E – Incorreta. O enforcamento trata-se de 
forma de asfixia mecânica, por meio da qual um material 
qualquer, que pode ser uma corda, um fio, uma corrente, 
um lençol, aperta o pescoço da vítima por meio do peso 
de seu próprio corpo. Não se aplica ao caso em tela. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa C. 
 
62. O esqueleto humano pode mostrar aspectos 
singulares no que diz respeito ao diagnóstico diferencial 
do sexo. Assinale, entre as características apresentadas 
a seguir, a que indica tratar-se de um esqueleto do sexo 
feminino. 
 
A) Forma do arco dental triangular. 
B) Côndilos occipitais longos e delgados. 
C) Arcos superciliares salientes. 
D) Ângulo mandibular mais aberto. 
E) Pelve em forma de coração. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a análise dos ossos, principalmente, do crânio, 
da mandíbula, do tórax e da pelve, é de extrema 
relevância. Vamos analisar os itens: 
 
Alternativa A – Incorreta. O formato triangular é mais 
frequente no sexo masculino do que no feminino, e o 
quadrangular mais frequente no sexo feminino do que no 
masculino. 
 
Alternativa B – Incorreta. Os côndilos occipitais são 
longos, delgados e em forma de sola de sapato no 
homem, e curtos, largos e em forma de rim na mulher. 
 
Alternativa C – Incorreta. Algumas diferenças podem 
ser observadas entre crânios adultos masculinos e 
femininos, as quais podem ser de grande auxílio na 
identificação do esqueleto. Verificou-se que, em crânios 
masculinos, as cristas e processos ósseos, como 
processo mastóide, linhas nucais, protuberância occipital 
externa, são geralmente maiores e mais rugosos. Os 
arcos superciliares são menos salientes em crânios 
femininos. 
 
Alternativa D – Correta. O ângulo mandibular é uma 
medida angular que indica a curvatura da mandíbula em 
relação ao crânio. Um ângulo mandibular mais aberto 
indica que a base posterior do crânio está mais 
horizontal, o que pode levar a uma retroposição 
mandibular. Assim, em mulheres, é encontrado o ângulo 
mandibular mais aberto, ou seja, menos robusta. 
 
Alternativa E – Incorreta. A forma em coração sugere 
uma abertura anatômica distintiva e específica da pelve 
masculina. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa D. 
 
63. No que tange aos exames no âmbito da Medicina 
Legal, assinale a afirmativa INCORRETA. 
 
A) Quando se realiza necropsia num caso de 
estrangulamento só é possível encontrar sinais externos, 
não havendo lesões internas. 
B) A denominação genérica de baropatias abarca as 
alterações promovidas no organismo pela permanência 
em ambientes de pressão muito alta, ou muito baixa, bem 
como as decorrentes de variações bruscas da pressão 
ambiental. 
C) A exposição de um ser vivo a temperaturas extremas 
acarreta modificações de sua matéria que variam da 
congelação à carbonização. 
D) Dá-se o nome de eletroplessão às lesões causadas 
pela energia elétrica produzida em usinas e de fulguração 
à ação da eletricidade natural. 
E) A toxicologia estuda os venenos ou substâncias 
tóxicas, quer do ponto de vista de seus efeitos sobre o 
organismo humano, quer relativamente à sua pesquisa 
no seio desse mesmo organismo. A toxicologia forense é 
importante em razão da necessidade de apurar os casos 
de morte por envenenamento. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos analisar os itens: 
 
Alternativa A – Incorreta. A necropsia (ou autópsia) é 
um procedimento pós mortem que visa determinar a 
causa jurídica da morte, ou seja, se foi morte natural, 
acidental, suicida ou homicida. No caso do 
estrangulamento, há um laço ao redor do pescoço da 
vítima, que age de forma mecânica tracionada por 
qualquer meio que não seja a força da gravidade, por 
meio do peso do próprio corpo. Encontram-se sinais 
externos e internos no estrangulamento. Como sinais 
internos podemos citar: sangue escuro nas cavidades 
cardíacas, acúmulo de sangue no fígado e rins, manchas 
de Tardieu, que são equimoses violáceas localizadas na 
pleura visceral, sulcos interlobares, bordas dos pulmões, 
pericárdio e outros órgãos abdominais. 
 
Alternativa B – Correta. O prefixo baro, significa 
pressão, e o sufixo patia, significa mal, doença. As 
pressões muito altas, ou muito baixas, causam 
alterações podendo vir a produzir lesões no corpo 
humano. Nesse contexto surgem as chamadas 
baropatias, que são doenças oriundas da variação da 
pressão. Apenas para situar, o estudo das baropatias 
está englobado dentro da traumatologia, na parte das 
energias físicas não mecânicas. 
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Alternativa C – Correta. O estudo das lesões de ordem 
física (ou por ação térmica) abrange tanto aquelas 
causadas pelo calor ou pelo frio, que podem ser 
produzidas de modo difuso (como nos casos das 
termonoses) ou direto. As queimaduras representam o 
exemplo mais facilmente encontrado por ocasião da 
atuação do calor de modo direto, sendo a carbonização 
(quarto grau) as lesões provocadasde forma mais 
destrutiva que as queimaduras de terceiro grau. 
De maneira semelhante à que ocorre com o calor, pode 
haver lesão provocada pela ação do frio, de maneira 
difusa ou direta. 
 
Alternativa D – Correta. Eletricidade Industrial ou 
Eletroplessão são as lesões provocadas por eletricidade 
industrial e são comuns tendo em vista a grande 
disponibilidade de pontos providos deste tipo de energia; 
Segundo Genival França, a eletricidade industrial gera a 
síndrome chamada eletroplessão, tendo como um dos 
sinais específicos o Sinal de Jellinek. 
 
Alternativa E – Correta. A toxicologia forense é o ramo 
da medicina legal que estuda as energias de ordem 
química. Ocupa-se do estudo dos venenos ou 
substâncias tóxicas. A importância médico-legal resulta 
da necessidade de apurar se o envenenamento foi por 
suicídio, homicídio ou acidente. Basicamente trabalha 
com saber o que é a intoxicação, o que é agente tóxico, 
seu diagnóstico e quais são os elementos básicos da 
toxicologia. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa A. 
 
64. Acerca dos aspectos médico-legais das drogadições 
e da embriaguez, analise as afirmativas. 
 
I. A toxicocinética é o trajeto que a substância percorre 
no corpo da vítima após a ingestão. 
 
II. Biotransformação é o processo por meio do qual 
substâncias como fármacos, nutrientes, dejetos e toxinas 
dentro de um organismo passam por reações químicas. 
 
III. Temos como formas da embriaguez patológica: 
embriaguez agressiva; embriaguez excitomotora; 
embriaguez convulsiva; embriaguez delirante. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
A) Apenas as afirmativas II e III estão certas. 
B) Apenas as afirmativas I e II estão certas. 
C) Apenas a afirmativa I está certa. 
D) Todas as afirmativas estão erradas. 
E) Todas as afirmativas estão certas. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos analisar as afirmativas: 
 
Afirmativa I – Correta. A toxicocinética é o trajeto que a 
substância percorre no corpo da vítima após a ingestão. 
Podemos considerar que esse trajeto possui 
basicamente três etapas: exposição, absorção e 
excreção. 
 
Afirmativa II – Correta. Biotransformação, 
transformação metabólica ou bioconversão é o processo 
por meio do qual substâncias como fármacos, nutrientes, 
dejetos e toxinas dentro de um organismo passam por 
reações químicas, geralmente mediadas por enzimas, 
que os convertem para um composto diferente do 
originalmente administrado. 
 
Afirmativa III – Correta. Formas da embriaguez 
patológica: 
 
- embriaguez agressiva e violenta: estado em que delitos 
podem ser praticados, inclusive de forma ordenada e 
segura de forma a sugerir até mesmo premeditação. 
- embriaguez excitomotora: inquietação que pode levar à 
raiva destrutiva com eventual amnésia lacunar posterior. 
- embriaguez convulsiva: ocorrência de instintos 
destrutivos seguidos de episódio de convulsões 
epleptiformes. 
- embriaguez delirante: tendência ao suicídio após ideias 
de autoacusação e autodestruição. 
 
As formas citadas acima não guardam relação de 
proporcionalidade com a quantidade de álcool ingerida e 
podem ocorrer mesmo após mínimas doses da 
substância, porque é patológico. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa E. 
 
65. A sexologia forense é a disciplina científica que 
estuda as questões relacionadas com o sexo em seus 
aspectos médicos, jurídicos, filosóficos e sociológicos. 
Com relação ao tema, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
 
A) A maceração fetal é um fenômeno transformativo 
destruidor. 
B) Aborto eugênico é representado pela interrupção da 
gravidez por motivos econômicos ou sociais. 
C) O tumor do parto é mais frequente nas primíparas do 
que nas multíparas. 
D) Os objetivos principais da perícia, nos casos de 
diagnóstico de aborto, são identificar o agente causador 
e traçar a cronotanatognose. 
E) Aborto é a morte do concepto (nascituro) com ou sem 
expulsão do ventre materno, a qualquer tempo da 
gravidez. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos analisar os itens: 
 
Alternativa A – Correta. A maceração fetal é um 
fenômeno transformativo destruidor, pois o feto 
permanece no interior de líquido, fazendo com que a 
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derme e as vísceras sejam embebidas por hemoglobina. 
Não há qualquer sinal de respiração (pulmões lisos, 
compactos, pesados e vermelho-escuros). Não há sinal 
de circulação. 
 
Alternativa B – Incorreta. Na realidade, a assertiva 
apresentou o aborto SOCIAL, que é representado pela 
interrupção da gravidez por motivos econômicos ou 
sociais. Mas isso não desnatura o crime, em si. Já no 
aborto eugênico, a ideia central neste tipo de 
procedimento é garantir que apenas nasçam bebês sem 
qualquer tipo de anormalidade (seja de origem física ou 
mental), razão pela qual o aborto eugênico visa à 
intervenção em casos de fetos defeituosos. O termo 
“eugênico” significa, em linhas gerais, “boa gênese”. 
 
Alternativa C – Correta. Este instituto (tumor do parto) 
também pode ser descrito como caput sucedaneum. De 
acordo com Roberto Blanco, trata-se de uma bossa, 
tumefação, saliência, formada na cabeça do nascituro 
após o parto com apresentação cefálica. É considerado 
um cefaloematoma. Também é prova do nascimento com 
vida, sendo descrito como uma forma de comprovar a 
circulação sanguínea no momento em que ocorreu. O 
tumor do parto é mais frequentemente nas primíparas do 
que nas multíparas. Esse tumor se forma, pois, a 
musculatura uterina pressiona a cabeça do concepto, 
aumentando a pressão nas veias. Diminui a pressão no 
couro cabeludo. Há o extravasamento do sangue ou 
plasma, com a formação da bossa. 
 
Alternativa D – Correta. Os objetivos principais da 
perícia, nos casos de diagnóstico de aborto, são 
identificar o agente causador e traçar a 
cronotanatognose. Deve ser feito o exame na mãe, além 
de ser excluída a hipótese de aborto espontâneo e de 
aborto traumático. No exame, procura-se por evidências 
do aborto, bem como a identificação do meio causador. 
Esse diagnóstico pode se dar para verificar a existência 
de aborto recente ou antigo, na mulher viva ou morta. 
 
Alternativa E – Correta. Realmente, o aborto é a morte 
do concepto (nascituro) com ou sem expulsão do ventre 
materno, a qualquer tempo da gravidez. Citando Tardieu, 
Genival França aduz à clássica definição de aborto: “a 
expulsão prematura e violentamente provocada do 
produto da concepção, independentemente de todas as 
circunstâncias de idade, viabilidade e mesmo de 
formação regular”. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Noções de Criminologia 
 
66. No curso de graduação em Direito de uma faculdade 
em Belo Horizonte/MG, o professor da disciplina de 
Criminologia escolheu três alunos para que falassem 
sobre os métodos criminológicos. O aluno “A” disse que 
o principal método é o empírico, predominando o estudo 
das normas jurídicas, partindo-se do plano geral da lei 
para incidência específica no caso concreto. O aluno “B” 
apontou que o método principal é o empírico, em que se 
destacam: a experiência, a indução, a observação e a 
análise social. Já o aluno “C” abalizou que a criminologia 
não é uma ciência exata. Com base na situação 
apresentada, assinale a alternativa correta. 
 
A) Apenas o aluno “A” respondeu corretamente. 
B) Apenas os alunos “A” e “C” responderam 
corretamente. 
C) Apenas os alunos “A” e “B” responderam 
corretamente. 
D) Apenas os alunos “B” e “C” responderam 
corretamente. 
E) Apenas o aluno “C” respondeu corretamente. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, sabe-se que a criminologia é uma ciência 
autônoma, empírica e interdisciplinar, que se preocupa 
em estudar o meio de métodos biológicos e sociológicos. 
Seus objetos de estudo são o crime, o criminoso, a vítima 
e o controle social,tratando o crime como problema 
social, e tem por objetivo traçar metas preventivas de 
combate à criminalidade, por meio da análise de diversos 
fatores. 
 
Ainda, não é uma ciência do dever-ser, tampouco uma 
ciência exata, nem dogmática, não é normativa, não é 
teorética, não é jurídica e muito menos abstrata. A 
criminologia é a ciência do ser, em que o objetivo do 
estudo advém do mundo real e não de valores. 
 
A Criminologia é um conjunto de conhecimentos que 
estuda o fenômeno e as causas da criminalidade, a 
personalidade do delinquente, sua conduta delituosa e a 
maneira de ressocializá-lo. (Edwin H. Sutherland) 
 
Assim, pode-se dizer que a Criminologia é uma ciência 
autônoma que estuda o criminoso, o crime, a vítima, os 
controles sociais formais e informais que atuam na 
sociedade, bem como a forma de prevenção da 
criminalidade. 
 
Desta feita, conforme questionado pelo professor de 
Criminologia, responderam corretamente os alunos “B” (o 
método principal é o empírico, em que se destacam: a 
experiência, a indução, a observação e análise social) e 
o “C” (a criminologia não é uma ciência exata). 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa D. 
 
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67. No que se refere aos fundamentos históricos e 
filosóficos da Criminologia: precursores, Iluminismo e as 
primeiras escolas sociológicas; marcos científicos da 
Criminologia, assinale a alternativa INCORRETA. 
 
A) O antropólogo francês Prosper Lucas descreveu o 
conceito de atavismo. 
B) O francês Philippe Pinel possuía ideias humanitárias 
de tratamento das doenças mentais. 
C) Os fisionomistas se dedicavam a estudar a aparência 
externa dos criminosos. 
D) A ideia dos frenologistas era localizar cada um dos 
instintos humanos em uma parte específica do cérebro. 
E) No Século XV, surgiu o Iluminismo, movimento 
filosófico, que se convencionou chamar de Antigo 
Regime: era a época das monarquias absolutistas. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos analisar os itens: 
 
Alternativa A – Correta. O antropólogo francês Prosper 
Lucas, em 1847, descreveu o conceito de atavismo: 
reaparecimento, em um descendente, de caráter não 
presente em ascendentes imediatos, mas em 
ascendentes remotos. A tendência criminal seria 
transmissível por via hereditária. 
 
Alternativa B – Correta. Há um importante grupo de 
psiquiatras precursores, que analisavam a correlação 
entre crime e enfermidade mental. O francês Philippe 
Pinel (séculos XVIII e IX) possuía ideias humanitárias de 
tratamento das doenças mentais. Ele demonstrou que os 
delinquentes e os doentes mentais eram coisas distintas. 
 
Alternativa C – Correta. Os fisionomistas se dedicavam 
a estudar a aparência externa dos criminosos. Estudos 
de fisionomia acabaram levando a atuações judiciais 
insólitas. O juiz napolitano Marquês de Mascardi, na 
Itália, costumava incluir em suas sentenças o bordão 
“ouvidas acusação e defesa e examinadas a cabeça e a 
face do acusado...”. Era um ressurgimento do Édito de 
Valério, oriundo do Império Romano, que determinava 
que, quando se tem dúvida entre dois presumidos 
culpados, condena-se sempre o mais feio. 
 
Alternativa D – Correta. Os frenologistas, ao lado dos 
fisionomistas, desempenharam papel importante como 
precursores da criminologia. A ideia deles era localizar 
cada um dos instintos humanos em uma parte específica 
do cérebro. Franz Joseph Gall, médico alemão que viveu 
nos séculos XVIII e XIX, defendia que o crime é resultado 
de um desenvolvimento parcial e não compensado do 
cérebro. 
 
Alternativa E – Incorreta. A Europa, nos séculos XV e 
XVIII, vivenciou o que se convencionou chamar de Antigo 
Regime. Era a época das monarquias absolutistas, com 
o regime centralizado nas mãos do rei. A figura do rei era 
sagrada e incontestável e a visão teocêntrica do mundo, 
amplamente dominante. Nesse período, o sistema penal 
era caótico, cruel e arbitrário. 
No século XVIII surgiu o Iluminismo, movimento 
filosófico que exaltou o poder da razão em 
detrimento do poder da igreja. Ideologias 
absolutistas e religiosas foram substituídas pelo 
conhecimento racional do mundo. O Iluminismo, 
portanto, promoveu o culto à razão e passou a 
fornecer explicações racionais para os problemas 
sociais. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa E. 
 
68. Lucas, 19 anos, invadiu a propriedade de seu vizinho 
idoso, Sr. José, para furtar uma bicicleta. Alertado pelos 
latidos do cão, o idoso saiu de casa e surpreendeu Lucas 
saindo com a bicicleta. 
 
Para fugir do local, Lucas atingiu o Sr. José que, na 
queda, teve os óculos quebrados e ferimentos no braço. 
 
Uma prática de Justiça Restaurativa nessa hipótese 
buscará: 
 
A) Qualificar como etarismo a ação de Lucas. 
B) A admissão de culpa, por parte de Lucas, no processo 
judicial. 
C) A reparação dos danos sofridos pelo idoso. 
D) A participação compulsória do acusado pelo delito. 
E) A absolvição sumária do jovem infrator. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, uma vez que o crime ocorre, deve ser utilizado 
algum instrumento de reação para impedir que ele 
continue gerando consequências danosas. Daí surgirem 
os modelos famosos de reação ao delito, chamados de 
clássico ou dissuasório, ressocializador e 
restaurador. 
 
O caráter restaurador ou integrador é o que se aplica à 
situação trazida na questão em comento, buscando, 
portanto, a reparação dos danos sofridos pelo idoso 
(óculos quebrados e ferimentos no braço). 
 
Por meio do caráter restaurador, integrador ou justiça 
restaurativa, o que se busca é o retorno da vítima ao 
status quo ante ao cometimento do delito, de forma a 
tentar resgatar o momento anterior à violação dos bens 
jurídicos. Passam a compor, de forma principal, esse 
modelo de reação, a vítima e o condenado, ficando de 
fora o Estado. O principal enfoque é a busca pela 
conciliação entre autor e vítima, daí muitos chamarem 
esse modelo também de conciliatório. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa C. 
 
 
 
 
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69. A partir de 1994, sob a administração de Rudolph 
Giuliani como Prefeito de Nova York (EUA), 
implementou-se um modelo de política criminal com 
vistas ao policiamento ostensivo nas ruas e adoção de 
punições severas a contravenções e crimes menores. 
Este modelo veio a ser conhecido como: 
 
A) Tolerância zero. 
B) Direito penal do inimigo. 
C) Política criminal atuarial. 
D) Direito penal mínimo. 
E) Populismo penal. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos analisar os itens: 
 
Alternativa A – Correta. Na linha de análise da teoria 
das janelas quebradas e com enfoque prático, foi 
implementada na década de 1990, na cidade de Nova 
Iorque, a famosa Política de Tolerância Zero, na qual o 
então Prefeito Rudolph Giuliani aplicou os ensinamentos 
de George Kelling e James Wilson no combate à 
criminalidade. Ao menor sinal de prática criminosa, como 
um simples furto ou uso de maconha, a ordem era 
prender e punir, de forma a impedir o encorajamento de 
outros crimes mais graves. A ideia era a de que, se os 
crimes mais simples fossem punidos, a sociedade estaria 
ciente de que o Estado está presente e vai punir qualquer 
conduta praticada às margens da lei. 
 
Alternativa B – Incorreta. O Direito Penal do Inimigo é 
uma teoria de política criminal que defende a exclusão de 
direitos e garantias fundamentais de quem o Estado 
considera inimigo. A teoria foi desenvolvida pelo 
professor alemão Günter Jakobs nos anos 1990. 
 
Alternativa C – Incorreta. A política criminal atuarial é 
uma abordagem da política criminal que se baseiana 
lógica atuarial, ou seja, na utilização de cálculos e dados 
estatísticos e matemáticos. A política criminal atuarial 
baseia-se em cálculos de probabilidade e risco para fazer 
prognósticos de reincidência, com o objetivo de gerir a 
criminalidade com o menor custo possível. Esta política 
tem como objetivo controlar grupos sociais considerados 
de alto risco ou perigosos, através da incapacitação 
seletiva de alguns dos seus membros. 
 
Alternativa D – Incorreta. O Direito Penal Mínimo 
preconiza que somente devem ser coibidas as condutas 
mais graves, ou seja, aquelas que ofendem os bens 
jurídicos mais relevantes, como a vida, a integridade 
física, o patrimônio etc. Forte na ideia de ultima ratio, 
furtos de pequena monta e infrações penais já aceitas 
socialmente (princípio da adequação social), como casas 
de prostituição e jogos de azar, devem passar ao largo 
da atuação estatal, não merecendo guarida por parte do 
Poder Judiciário. É, portanto, uma aplicação em total 
contraposição do Direito Penal Máximo. 
 
Alternativa E – Incorreta. O populismo penal é uma 
forma de discurso que se baseia na ideia de que a 
violência pode ser resolvida com punições mais severas 
e leis mais duras. O populismo é um conceito contestado 
que se refere a um conjunto de práticas políticas que se 
justificam por meio de um apelo ao "povo", geralmente 
contrapondo este grupo a uma "elite". Entre as suas 
principais características podemos citar: o uso abusivo da 
pena privativa de liberdade; a propagação do medo e da 
impunidade; e o encarceramento em massa, 
principalmente de pessoas vulneráveis, como jovens 
negros, pobres, de baixa escolaridade e residentes de 
periferias e favelas (comunidades). 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa A. 
 
70. Os processos de criminalização indicam a 
seletividade do sistema penal. 
 
A esse respeito, é correto afirmar que: 
 
A) Cabe à polícia a criminalização primária, por ser a 
primeira a se deparar com o crime. 
B) Os processos de criminalização são atribuição do 
Poder Judiciário, que é, em última análise, a instituição 
que decide. 
C) A criminalização primária consiste no ato legislativo de 
criação de tipos penais. 
D) A criminalização terciária é realizada pelas próprias 
organizações criminosas no chamado Tribunal do Crime. 
E) A criminalização secundária consiste no ato legislativo 
de aumentar as penas para os crimes já existentes. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, não podendo ser confundidas com as 
prevenções nem com as vitimizações, têm-se as 
chamadas criminalizações, que podem ser divididas em 
primária, secundária e terciária. 
 
As criminalizações referem-se ao modo de criar condutas 
criminosas, podendo isso ocorrer por parte do legislador, 
do sistema penal e da sociedade. 
 
A começar pela criminalização primária, o ponto inicial 
de análise é o legislador que elabora a lei penal. O 
destaque feito para esse tipo de criminalização está nos 
bens jurídicos que o legislador almeja tutelar com a sua 
atuação legislativa. 
 
A criminalização secundária vem abordar a construção 
dos crimes e dos criminosos por parte dos controles 
sociais formais (Polícia, Ministério Público e Poder 
Judiciário). 
 
Já na criminalização terciária, o agente responsável 
pela criação do crime e do criminoso é a sociedade. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a alternativa C. 
 
 
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128.903.036-75.162932primeira vez à cidade, ela 
era menina, bem pequena. Viera numa viagem de trem, 
dias e dias. Atravessara terras e rios. As pontes pareciam 
frágeis. Ela ficava o tempo todo esperando o trem cair. A 
mãe já estava cansada. Queria descer no meio do 
caminho. O pai queria caminhar para o amanhã”. (Conto 
Duzu-Querença). 
D) “A mulher que lhe socorreu parecia querer chorar. 
Neste momento entrou no vagão um passageiro correndo 
e gritando. Desesperado, empurrou as pessoas 
buscando passagem em direção ao rapaz desfalecido, 
chamando por ele: - Ei, Ardoca! Ei, Ardoca”. (Conto Ei, 
Ardoca). 
E) “Ainda me lembro, o lápis era um graveto, quase 
sempre em forma de uma forquilha, e o papel era a terra 
lamacenta, rente as suas pernas abertas. Mãe se 
abaixava, mas antes cuidadosamente ajuntava e 
enrolava a saia, para prendê-la entre as coxas e o ventre. 
E de cócoras, com parte do corpo quase alisando a 
umidade do chão, ela desenhava um grande sol, cheio 
de infinitas pernas. Era um gesto solene, que acontecia 
sempre acompanhado pelo olhar e pela postura cúmplice 
das filhas, eu e minhas irmãs, todas nós ainda meninas. 
Era um ritual de uma escrita composta de múltiplos 
gestos, em que todo corpo dela se movimentava e não 
só os dedos”. (Conto Nossa Escrevivência). 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras! Estamos diante de uma questão que 
versa conhecimentos sobre os tipos de discurso. Para 
isso, vamos à revisão: 
 
DISCURSO DIRETO 
 
No discurso direto, o narrador reproduz (ou imagina 
reproduzir) textualmente as palavras – a fala – das 
personagens ou interlocutores. Isto é, as palavras 
traduzem o pensamento das personagens. 
 
Geralmente, nos discursos diretos há a presença de 
verbos de elocução (disse, respondeu, perguntou), a 
fim de indicar a presença do interlocutor que está com a 
palavra, não havendo qualquer conectivo para introduzir 
a fala da personagem, mas apenas marcada ora por uma 
vírgula, ora por um travessão. 
 
Ex.: O meu Príncipe espreguiçara longamente os braços: 
- Não está claro! Eu é que hei de visitar teu tio (Eça de 
Queirós). 
 
Observe que, neste trecho, o uso do travessão marca a 
fala da personagem, indicando um discurso direto. 
Ademais, o uso dos dois-pontos separa a fala do narrador 
da do personagem. 
 
Ex.: – Senhor Pereira – disse Cirino recostando-se a 
uma sólida marquesa – Não se incomode comigo de 
maneira alguma (Visconde de Taunay). 
 
O uso do verbo de elocução “disse” indica a marca do 
discurso direto, bem como o uso do vocativo “Senhor 
Pereira”. 
 
DISCURSO INDIRETO 
 
Já o discurso indireto é a paráfrase, isto é, o narrador se 
apropria da fala do personagem, mas não a transcreve 
literalmente, mas, sim, apresenta na voz do próprio 
narrador os dizeres do personagem. 
 
Ex.: Carlota, que estava a meu lado, observou que, 
afinal, eu não tinha motivo para deixar de atender ao 
pedido de Mère Blandine (Ciro dos Anjos). 
 
Neste trecho, o autor transmite com as suas próprias 
palavras apenas a essência do pensamento da 
personagem ou interlocutora Carlota. 
 
Ex.: Eu disse-lhe que estava com preguiça naquele ano, 
e ela me respondeu que era um motivo respeitável, 
mas eu não conseguiria escapar de Mère Blandine (Ciro 
dos Anjos). 
 
Novamente temos aqui um trecho em discurso indireto, 
pois o narrador não transcreve literalmente o que Carlota 
respondeu, mas apenas parafraseia a resposta dada pela 
personagem. 
 
DISCURSO INDIRETO LIVRE 
 
O discurso indireto livre é a contaminação do discurso 
direto com o discurso indireto, isto é, a fala de 
determinadas personagens ou fragmentos dela 
insere-se discretamente no discurso indireto através 
do qual o autor relata os fatos. 
 
Geralmente o discurso indireto livre é marcado em 
concursos por uma pergunta feita pelo personagem 
misturada na voz do narrador. 
 
Ex.: “O peito de Ana Davenga doía de temor. Todos 
estavam ali, menos o dela. Os homens rodeavam Ana. E 
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as mulheres, como se estivessem formando pares para 
uma dança, rodeavam seus companheiros, parando 
atrás de seu homem certo. Ana Olhou todos e não 
percebeu tristeza alguma. Seria alguma brincadeira de 
Davenga? Ele estaria escondido por ali? Não 
Davenga não era homem de tais modos”. 
 
Aparentemente, Caveira, todo o trecho está em discurso 
indireto puro. No entanto, há expressões que não 
poderiam ser atribuídas ao narrador, senão a uma das 
personagens: a interrogação, por exemplo, não poderia 
ser feita por ele se se trata de estilo indireto. Em outras 
palavras: a última frase seria do narrador que fala na 
primeira pessoa ou de Ana Davenga? Isto é, só poderia 
ser da personagem Ana. 
 
6. O termo sublinhado em “Eram células geneticamente 
modificadas” exerce a mesma função do termo 
destacado na alternativa: 
 
A) Atualmente são inúmeros os problemas de doenças 
respiratórias em razão das queimadas na Amazônia. 
B) Pôs o copo na bancada, levou a mão ao queixo e, com 
os olhos muito bem convictos, sorriu lentamente. 
C) Após a pergunta do professor, o estudante, na ânsia, 
respondeu levianamente. 
D) Com uma postura inigualável, a empresária se 
levantou e saiu graciosamente daquele recinto tóxico. 
E) Muito ainda se questionava sobre as posturas da 
servidora que havia cometido atos contrários ao Código 
de Ética. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras! Estamos diante de uma questão que 
versa conhecimentos de advérbios. Para isso, vejamos a 
revisão a seguir: 
 
ADVÉRBIO 
 
São considerados advérbios quando as palavras 
modificarem o sentido de adjetivos, verbos e outros 
advérbios. 
 
Ex.: Ele era muito bonito 
= “muito” é advérbio, pois modifica o adjetivo “bonito” 
 
Ex.: Correu muito. 
= “muito” é advérbio, pois modifica o verbo “correr”. 
 
Ex.: Tenho muito pouco dinheiro 
= “muito” funciona como advérbio, pois modifica outro 
advérbio, no caso “pouco”. 
 
Diante disso, vamos analisar a frase posta no enunciado: 
 
“Eram células geneticamente modificadas” 
 
Observe, Caveira, que a palavra “geneticamente” 
funciona como um advérbio, pois modifica o sentido 
da palavra “modificadas”, a qual é um adjetivo. 
Agora, devemos buscar nas alternativas uma palavra que 
desempenha exata função: advérbio que modifica 
adjetivo. 
 
A) INCORRETA, o advérbio “atualmente” modifica o 
sentido da palavra “ser”, que é um verbo. 
 
B) CORRETA, a palavra “bem” modifica o sentido do 
adjetivo “convicto”, tendo, assim, a mesma função. 
 
C) INCORRETA, o advérbio “levianamente” modifica a 
palavra “respondeu”, a qual é um verbo. 
 
D) INCORRETA, a expressão “graciosamente” funciona 
como um advérbio, pois modifica o verbo “sair”. 
 
E) INCORRETA, o advérbio “muito” modifica o termo 
“ainda”, que funciona como um advérbio 
 
7. Nos atos de comunicação, deve-se levar em conta a 
situação; a frase abaixo em que o significado do termo 
destacado depende da situação de comunicação por 
possuir valor dêitico é: 
 
A) Aqui, em Santa Catarina, o inverno e o verão atraem 
turistas o ano todo. 
B) Minha terra tem palmeiras onde cantam os sabiás, as 
aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como as de lá. 
C) Sem acreditar, eles, os autores, celebraram a 
indicação do seu livro ao Prêmio Jabuti. 
D) Cheio de confiança, gritei aos plenos pulmões: Quem 
você pensa que é, João? 
E) Neste feriado, irei prestigiar o Desfile Cívico-Militar 
em alusão às celebrações do 7 de Setembro. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras, para conseguirmos resolver essa 
questão, precisamos retomar os tipos de coesão 
existentes. O.k.? 
 
Dentre os principais tipos de coesão textual, temos dois 
principais: a coesão referencial e a coesão dêitica. 
 
COESÃO REFERENCIAL 
 
É quando empregamos termos para retomar palavras ou 
ideias internas (ou seja, que estão) dentro do texto.Esse 
tipo de coesão se subdivide em dois tipos: anafórica e 
catafórica. Vejamos cada um deles: 
 
COESÃO REFERENCIAL: ANAFÓRICA 
 
É quando empregamos uma palavra para retomar um 
elemento anteriormente apresentado no texto. Vejamos 
o exemplo: 
 
Ex.: Maçã e banana, essas são as frutas de que gosto 
 
Repare que o uso da palavra “essas” retoma a ideia 
“maçã e banana”, que são palavras que estão contidas 
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internas no texto. Por isso, dizemos que o pronome 
“essas” desempenha uma coesão referencial. Nesse 
caso, uma coesão referencial anafórica, mas por que 
anafórica? Anafórica é quando retomamos uma ideia ou 
palavra que foi anteriormente posta. 
 
COESÃO REFERENCIAL: CATAFÓRICA 
 
É quando utilizamos uma palavra para retomar uma ideia 
apresentada posteriormente no texto. Vejamos o 
exemplo: 
 
Ex.: Estas são as frutas de que gosto: maçã e banana 
 
Repare, Caveira, que o uso da palavra “estas” retoma a 
ideia “maçã e banana”, que são palavras que estão 
contidas internas no texto. Por isso, dizemos que o 
pronome “estas” desempenha uma coesão referencial, 
mas, neste caso, com valor catafórico. Isso ocorre 
porque, quando a retomada de um termo interno ao texto 
está posposta, intitulamos de coesão catafórica. 
 
COESÃO DÊITICA 
 
Quando usamos vocábulos que se referem a elementos 
extratextuais ou extradiscursivos, ou seja, que se referem 
a elementos fora do texto, numa perspectiva espacial ou 
temporal, chamamos essa coesão de exófora, ou 
também conhecida como dêitica. 
 
Ex.: O cônjuge chegou aqui mais cedo 
 
Observe, Caveira, que, para entendimento desta frase, 
você deverá recorrer a fatores externos ao texto. Isso 
porque a palavra “cônjuge” é um substantivo 
sobrecomum, ou seja, pode ser empregado tanto para se 
referir a um homem ou a uma mulher. Em razão disso, 
somente pelo contexto, saberemos de quem se trata. 
Quando necessitamos recorrer a fatores externos ao 
texto, damos o nome de coesão dêitica. 
 
Realizada essa revisão, vamos analisar cada uma das 
alternativas: 
 
A) INCORRETA, a palavra “aqui” refere-se ao termo 
“Santa Catarina”, indicando um elemento dentro do texto. 
 
B) CORRETA, a palavra “aqui” indica um lugar, porém 
esse lugar não está sendo referenciado no texto. Ou seja, 
não se sabe a que localidade esse “aqui” se refere. Para 
descobrir, será necessário recorrer ao contexto de 
produção do texto, sendo, portanto, um recurso dêitico. 
 
C) INCORRETA, a palavra “eles” faz menção à 
expressão "os autores”, a qual é posta dentro do próprio 
texto. 
 
D) INCORRETA, a expressão “Você” faz menção ao 
vocativo “João”, o qual está exposto no próprio texto. 
 
D) INCORRETA, a expressão “neste feriado” faz 
referência ao termo “7 de Setembro”. 
 
8. Entre as opções a seguir, assinale aquela que mostra 
o acento grave indicativo da crase num contexto em que 
seu uso é optativo. 
 
A) Quanto mais felizes somos, menos atenção prestamos 
à nossa felicidade. 
B) De todos os caminhos que conduzem à riqueza, os 
mais seguros são a perseverança e o trabalho. 
C) Se achares três mil-réis, leva-os à polícia; se achares 
três contos leva-os a um banco. 
D) Derrote o medo da morte e dê boas-vindas à morte do 
medo. 
E) Tudo o que vem da terra volta à terra e o que vem das 
águas volta ao mar. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras! Estamos diante de uma questão que 
versa conhecimentos do acento indicativo de crase. Para 
isso, vamos à revisão do seu uso de forma facultativa: 
 
CASOS FACULTATIVOS DE CRASE 
 
1) Junto com a preposição “até”: 
 
Isto é, quando houver a preposição “até”, usamos crase 
se quisermos: 
 
Ex.: A reunião irá até às/ até as 20h. (“até” torna a 
crase facultativa). 
 
2) Com pronome possessivo feminino singular: 
 
Isto é, quando houver o pronome possessivo feminino 
singular – minha, tua, sua, nossa, vossa –, seguido de 
um substantivo, a crase é facultativa. 
 
Ex.: Entreguei o texto à sua/ a sua irmã. (“sua” é 
pronome possessivo feminino no singular e, por 
isso, torna a crase facultativa). 
 
3) Com substantivos próprios femininos: 
 
Isto é, quando houver um substantivo próprio feminino, 
seja nome de mulher, nome de praça, de cordilheira, rio, 
etc., a crase torna-se facultativa: 
 
Ex.: A rua ficava próxima à Praça Tiradentes/ a Praça 
Tiradentes. (“Praça Tiradentes”, por estar escrito em 
letra maiúscula, é substantivo próprio feminino, por 
isso, torna a crase facultativa. 
 
Frente a isso, identificamos que a frase da letra A é a 
única com caso de crase facultativa, em razão do uso do 
pronome possessivo feminino singular “nossa”. Nos 
demais casos, é obrigatório o uso do referido sinal. 
 
 
 
 
 
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9. Leia a frase abaixo com atenção: 
 
A carta é telefonema antiquado, do tempo em que as 
pessoas sabiam escrever e ler. 
 
Assinale a afirmativa correta acerca da frase 
apresentada. 
 
A) A frase mostra a superioridade da língua escrita sobre 
a língua falada. 
B) A frase traz uma crítica à educação moderna. 
C) A carta é comparada a um telefonema por ambos os 
meios serem considerados antiquados. 
D) O autor da frase indica um aspecto da modernidade 
superior aos tempos passados. 
E) Saber escrever e ler não é visto na frase como traço 
de qualidade superior. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras! Para respondermos a essa pergunta, 
vamos analisar cada uma das alternativas: 
 
A) INCORRETA, há uma extrapolação textual, visto que 
o texto não deixa condições linguísticas para julgar a 
ideia de superioridade ou inferioridade da língua falada e 
escrita. 
 
B) CORRETA, o uso da expressão “do tempo em que as 
pessoas sabiam escrever e ler” funciona como uma 
crítica à forma de educação escrita dos tempos atuais. 
 
C) INCORRETA, na frase o telefonema é considerado 
atual, logo chamar a carta de telefonema antiquado é 
uma analogia. 
 
D) INCORRETA, é exatamente o oposto: o autor da frase 
indica um aspecto da modernidade inferior aos tempos 
passados. 
 
D) INCORRETA, é exatamente o oposto: saber escrever 
e ler é visto na frase como traço se qualidade superior. 
 
10. A Redação Oficial se apoia em alguns pilares, entre 
os quais a correção, a clareza e a brevidade. 
Assinale a frase em que foram seguidas todas essas 
normas. 
 
A) A cura é uma questão de tempo, mas às vezes 
também é uma questão de oportunidade repentina. 
B) Estar doente, considero, um dos grandes prazeres da 
vida, contanto que não se esteja doente demais. 
C) Nossa mãe lhe preveniu várias vezes de que deveria 
economizar para a velhice. 
D) Quem disse que ganhar ou perder não importa 
provavelmente perdeu. 
E) Os jogos das crianças são ocupações sérias, pois 
somente os adultos jogam jogos de crianças. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Fala, Caveiras! Para respondermos a essa pergunta, 
vamos inicialmente revisar os seguintes conceitos de 
Redação Oficial: 
 
Correção: estar de acordo com as regras gramaticais. 
 
Clareza: transmitir a informação de maneira imediata e 
precisa, entre outras formas, usando a forma direta. 
 
Brevidade: evitar repetir termos já citados. Usar 
pronomes ajuda na referenciação. 
 
Agora, vamos analisar cada alternativa: 
 
A) INCORRETA. 
 
Falha na brevidade: Repete "questão". 
Melhoria possível: A cura é uma questão de tempo, mas 
às vezes também, de oportunidade repentina. 
 
B) INCORRETA. 
 
Falha na brevidade e correção: Repete "doente" e não 
usa a forma intercalada corretamente. 
Melhoria possível: Considero estar doente um dos 
grandes prazeres da vida, contanto que não demais. 
 
C) INCORRETA.Falha na correção: o verbo “prevenir” é transitivo direto 
e indireto e não admite outro objeto indireto "lhe". Note 
que o verbo "prevenir" admite preposições a/ de/ 
contra e, nesse contexto, preveniu alguém (OD) de algo 
(OI). O verbo "preveniu" pode ser melhor entendido como 
"avisou". 
Melhoria possível: Nossa mãe o/a preveniu várias 
vezes de que deveria economizar para a velhice. 
 
D) CORRETA. 
 
Atende à correção gramatical, à brevidade e à clareza. 
 
E) INCORRETA. 
 
Falha na brevidade: Repete "jogos das crianças" 
Melhoria possível: Os jogos das crianças são 
ocupações sérias, pois somente os adultos os jogam. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Raciocínio Lógico-Matemático 
 
11. Considere verdadeira a proposição "o jogo só será 
realizado se não chover". Podemos concluir que: 
 
A) Se o jogo é realizado, o tempo é bom. 
B) Se o jogo não é realizado, então chove. 
C) Se chove, o jogo poderá ser realizado. 
D) Se não chove, o jogo será certamente realizado. 
E) Se não chove, o jogo não é realizado. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
Dica: Maneiras de escrever a condicional: 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a proposição: 
 
Note que a frase quis dizer que: (o jogo será realizado) 
somente se (não chover), ou seja, o "não chover" é o 
consequente, logo, ficamos com: 
 
Se o jogo é realizado, então não chove 
 
Dessa forma, temos: 
 • Proposição: Se o jogo é realizado, então não chove. 
 • A = o jogo é realizado. 
 • “→” = “Se, então”. 
 • ~B = não chover. 
 • Proposição: A→~B. 
 
Portanto, a proposição: "o jogo só será realizado se não 
chover” pode ser escrita como: “se o jogo é realizado, o 
tempo é bom”. 
 
Note que: “o tempo é bom” pode ser considerado como: 
“não chover”, logo, temos que: 
 
“se o jogo é realizado, o tempo é bom” = “Se o jogo é 
realizado, então não chove” 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra A. 
 
 
12. A sentença condicional “Se Mévio é o funcionário da 
delegacia, então Mevelin é a nova informante” é 
equivalente a: 
 
A) “Mévio é o funcionário da delegacia ou Mevelin não é 
a nova informante”. 
B) “Mévio é o funcionário da delegacia ou Mevelin é a 
nova informante”. 
C) “Mévio não é o funcionário da delegacia ou Mevelin 
não é a nova informante”. 
D) “Mévio não é o funcionário da delegacia e Mevelin é a 
nova informante”. 
E) “Mévio não é o funcionário da delegacia ou Mevelin é 
a nova informante”. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a proposição: 
 • Proposição = Se Mévio é o funcionário da delegacia, 
então Mevelin é a nova informante. 
 • A = Mévio é o funcionário da delegacia. 
 • “→” = “Se, então”. 
 • B = Mevelin é a nova informante. 
 • Proposição: A→B. 
 
DICA: Equivalência e negação da condicional: 
 
 
Logo, de acordo com a DICA acima, note que a 
proposição: A→B possui como proposição equivalente: 
∼B→~A ou ~A∨B. Assim: 
 
 • ∼B→~A = Se Mevelin não é a nova informante, então 
Mévio não é o funcionário da delegacia. 
 • ~A∨B = Mévio não é o funcionário da delegacia ou 
Mevelin é a nova informante. 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra E. 
 
 
 
 
 
 
 
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13. Mévio aproveitou uma promoção e comprou munição 
para sua Glock com um desconto de 25%, pagando R$ 
168,00 no total. Qual era o preço original da munição, 
sem o desconto? 
 
A) R$ 250,00. 
B) R$ 248,00. 
C) R$ 224,00. 
D) R$ 210,00. 
E) R$ 200,00. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a alternativa: 
Primeiramente, vamos chamar o preço original dessa 
munição (sem o desconto) de x reais. 
 
Agora, com um desconto de 25%, o preço da munição 
passou a ser:100%−25%=75% do seu preço original. 
 
Sabendo que, com esse desconto, Mévio pagou R$ 
168,00 pela munição, então podemos dizer que: 
 
75% 𝑑𝑒 𝑥 = 168 𝑟𝑒𝑎𝑖𝑠 
 
75
100
⋅ 𝑥 = 168 
 
75𝑥 = 16.800 
 
𝑥 =
16.800
75
 
 
𝑥 = 224 𝑟𝑒𝑎𝑖𝑠 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra C. 
 
14. Uma delegacia possui 12 carros para as patrulhas 
diárias e a garagem tem combustível suficiente para 
todos por 42 dias. Entretanto, soube-se que 2 carros 
estão com problemas mecânicos e não serão utilizados 
durante dois meses. 
 
O combustível que a garagem possui poderá abastecer 
todos os carros restantes por, no máximo: 
 
A) 35 dias. 
B) 42 dias. 
C) 45 dias. 
D) 50 dias. 
E) 55 dias. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a alternativa: 
Note que 2 carros estão com problemas mecânicos, 
então serão utilizados no serviço 12 - 2 = 10 carros. 
 
Assim, se os 12 carros estivessem disponíveis, o 
combustível seria suficiente para 42 dias. 
 
Logo, para descobrir quantos dias o combustível 
atenderá 10 carros, teremos uma regra de três simples, 
vejam: 
 
Percebam que, se diminuirmos o número de carros a 
serem abastecidos, aumentará a quantidade de dias que 
o combustível atenderá a frota, ou seja, estamos diante 
de grandezas inversamente proporcionais, assim, 
temos: 
 
12
10
=
𝑥
42
 
 
10𝑥 = 12 · 42 
 
𝑥 =
504
10
= 50,4 𝑑𝑖𝑎𝑠 
 
Portanto, o combustível disponível na garagem poderá 
abastecer os carros restantes por, no máximo, 50 dias. 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra D. 
 
15. Durante uma investigação sobre padrões de 
atividades criminosas, um analista da polícia observa 
uma sequência de números que representa a frequência 
de eventos em diferentes períodos de tempo: 
 
4, 12, 44, 172, 684, … 
 
Sabendo que há uma fórmula específica para prever os 
eventos futuros, é correto afirmar que o 6º número da 
sequência corresponderá a: 
 
A) 1.080 
B) 2.732 
C) 3.600 
D) 4.500 
E) 5.912 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
Analisando o item por etapas temos que: 
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 • 1ª Etapa: Análise do item: 
 
Note que cada termo corresponde ao quádruplo do termo 
anterior menos 4 unidades. Dessa forma, temos: 
 
2º Termo: 4 x 4 - 4 = 12 
3º Termo: 4 x 12 - 4 = 44 
4º Termo: 4 x 44 - 4 = 172 
5º Termo: 4 x 172 - 4 = 684 
6º Termo: 4 x 684 - 4 = 2.732 
 
 
 • 2ª Etapa: Análise final: 
Diante do exposto, a alternativa B se encontra correta. 
 
16. De seis policiais civis de uma delegacia, o delegado 
escolherá dois para investigar um caso de roubo de 
veículo. 
 
Sabendo que os seis policiais civis são igualmente 
qualificados para o caso, o número de escolhas possíveis 
que o delegado tem é: 
 
A) 15. 
B) 12. 
C) 10. 
D) 9. 
E) 6. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
DICA: Diferença entre arranjo e combinação: 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Análise do item: 
Para resolver esse problema, você deve calcular o 
número de combinações possíveis de 2 policiais a partir 
de um grupo de 6. Isso pode ser feito usando a fórmula 
de combinações, que é dada por: 
 
𝐶𝑛,𝑝 = 
𝑛!
𝑝! (𝑛 − 𝑝)! 
 
 
Onde n é o número total de policiais e k é onúmero de 
policiais a serem escolhidos, que, no nosso caso, 
correspondem a: n = 6 e k = 2. 
 
𝐶6,2 = 
6!
2! (6 − 2)! 
 = 
6 · 5 · 4!
2 · 1 𝑥 4! 
 =
30
2
= 15 
 
𝐶6,2 = 15 
 
Portanto, há 15 formas diferentes de se escolher 2 dentre 
6 policiais para investigar o caso. 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa A se encontra correta. 
 
Informática Básica 
 
17. Alguns caracteres não podem estar presentes em 
nomes de arquivos ou pastas no Windows. Aponte a 
opção que apresenta um nome de arquivo inválido no 
sistema operacional Windows 10 em português. 
 
A) Cop@cabana.txt. 
B) Ipanema?.exe. 
C) (Méier).doc. 
D) Barra-da-Tijuca.xls. 
E) -Ramos-.xxx. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, de todas as alternativas, a única considerada 
inválida no sistema operacional Windows 10 é 
Ipanema?.exe. O caractere "?" não é permitido em 
nomes de arquivos no Windows. 
 
Isso porque existem Caracteres Inválidos, que NÃO 
podem ser utilizados em nomes de PASTAS, veja: 
 
: “ : * / \ ? 
 
Esses caracteres são reservados pelo sistema 
operacional. O motivo de haver essa restrição no uso dos 
caracteres pode estar relacionado a uma questão de 
padronização de nomes para os arquivos do sistema 
operacional Windows. 
 
Portanto, para CRIAR nomes de arquivos ou pastas no 
Sistema Operacional Windows, é necessário seguir 
algumas regras, isto é, em sua configuração padrão, 
existem caracteres proibidos para nomear arquivos e 
pastas, veja abaixo esquematizado: 
 
SÍMBOLOS: 
 
“ ASPAS 
: DOIS-PONTOS 
* ASTERISCO 
 MAIOR QUE 
/ BARRA 
\ BARRA INVERTIDA 
? INTERROGAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
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11 
18. Joana é responsável pela administração da rede de 
uma universidade e precisa garantir que os dispositivos 
conectados à rede recebam endereços IP 
automaticamente, sem a necessidade de configuração 
manual. O protocolo que ela deve utilizar para essa 
finalidade é: 
 
A) DHCP. 
B) ARP. 
C) FTP. 
D) ICMP. 
E) HTTP. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A - Correta. Guerreiros(as), o DHCP é 
amplamente utilizado em redes locais para simplificar a 
administração e a alocação de endereços IP aos 
dispositivos conectados à rede. Isso facilita a 
administração e o gerenciamento de redes, 
especialmente em ambientes com muitos 
dispositivos. Portanto, trata-se de um protocolo de 
serviço TCP/IP que oferece configuração DINÂMICA com 
concessão de endereços IP de host e distribui outros 
parâmetros de configuração para clientes de rede 
qualificados. 
 
Alternativa B - Incorreta. Na verdade, o ARP é utilizado 
para mapear endereços IP para endereços MAC em uma 
rede local. 
 
Alternativa C – Incorreta. Caveiras, o FTP é um 
protocolo de transferência de arquivos que permite a 
transferência de arquivos entre um cliente e um servidor. 
 
Alternativa D – Incorreta. Cuidado, Guerreiros(as), o 
protocolo ICMP é usado para enviar mensagens de 
controle e erro na comunicação entre dispositivos em 
uma rede. 
 
Alternativa E – Incorreta. Por fim, Combatentes, o 
protocolo HTTP utilizado para a transferência de dados 
na web. 
 
19. Em um computador, o componente responsável por 
armazenar temporariamente dados e instruções que a 
CPU utiliza para processar informações é conhecido 
como: 
 
A) Disco Rígido. 
B) Placa de Vídeo. 
C) Memória RAM. 
D) Fonte de Alimentação. 
E) Placa Mãe. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta. Na verdade, Guerreiros(as), o 
Disco Rígido é um dispositivo de armazenamento que 
utiliza discos magnéticos para gravar e ler dados. 
 
Alternativa B – Incorreta. Caveiras, a placa de vídeo é 
responsável por processar e renderizar gráficos e 
imagens. 
 
Alternativa C - Correta. Caveiras, a RAM - Random 
Access Memory é um tipo de MEMÓRIA VOLÁTIL (que 
significa que os dados armazenados nela são perdidos 
quando o computador é desligado), é usada para 
armazenar temporariamente dados e instruções que 
a CPU precisa acessar rapidamente durante a 
execução de programas. Isso permite que o 
computador funcione de forma eficiente, pois a leitura de 
dados da RAM é muito mais rápida do que a leitura de 
dados do disco rígido ou SSD. 
 
Alternativa D – Incorreta. Combatentes, a fonte de 
alimentação é utilizada para converter a corrente 
alternada (AC) da tomada em corrente contínua (DC) que 
os componentes do computador utilizam. 
 
Alternativa E – Incorreta. Caveiras, para finalizar, a 
placa mãe é a principal placa de circuito do computador, 
que conecta todos os componentes. Ela contém 
soquetes para a CPU, slots para a RAM, conectores para 
discos rígidos e SSDs, além de portas para dispositivos 
periféricos. 
 
20. Para iniciar uma fórmula em planilhas eletrônicas 
como o Microsoft Excel ou LibreOffice Calc, é necessário 
utilizar o seguinte símbolo: 
 
A) #. 
B) &. 
C) $. 
D) @. 
E) =. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, questão direta, para iniciar uma fórmula em 
planilhas eletrônicas como o Excel ou Calc, é necessário 
utilizar o símbolo =. 
 
Esse símbolo indica que o que se segue é uma fórmula a 
ser calculada, veja: 
 
 
 
 
 
 
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12 
21. Para abrir uma nova página em branco em um 
documento no LibreOffice Writer, você: 
 
A) Deve pressionar Ctrl + O. 
B) Deve pressionar Ctrl + N. 
C) Deve clicar com o botão direito do mouse na quebra 
de página. 
D) Deve abrir o menu “AJUDA” e clicar em “folha em 
branco". 
E) Deve clicar com o botão direito do mouse e selecionar 
a opção “Novo Arquivo”. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, para abrir uma NOVA PÁGINA em branco em 
um documento no LibreOffice Writer, vocês devem 
acionar as teclas de atalho CTRL + N, veja: 
 
 
 
Cuidado com o atalho CTRL+O, pois tem a função de 
ABRIR um documento. 
 
22. No Google Chrome, a tecla de atalho Ctrl + W é 
utilizada para: 
 
A) Abrir uma nova janela. 
B) Abrir o histórico de navegação. 
C) Salvar a página web. 
D) Fechar a guia atual. 
E) Atualizar a página. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta. Combatentes, para abrir uma 
NOVA janela, basta acionar as teclas de atalho CTRL + 
N. 
 
Alternativa B – Incorreta. Cuidado, Caveiras, para abrir 
o HISTÓRICO DE NAVEGAÇÃO, vocês devem utilizar o 
atalho CTRL + H. 
 
Alternativa C – Incorreta. Para SALVAR a página atual, 
utiliza-se o atalho CTRL + S. 
 
Alternativa D - Correta. Guerreiros(as), a combinação 
de teclas CTRL + W é usada para FECHAR A GUIA (ou 
aba) atual no Google Chrome. Quando você pressiona 
essas teclas, a aba que está ativa no momento será 
fechada, permitindo que você navegue rapidamente 
entre outras guias abertas. 
 
Alternativa E – Incorreta. Cuidado, Caveiras, para 
ATUALIZAR A PÁGINA que está aberta no momento, 
carregando novamente o conteúdo, basta acionar os 
atalhos Ctrl + R ou F5. 
 
23. O Marco Civil da Internet, publicado na Lei nº 
12.965/2014, estabelece princípios, garantias, direitos e 
deveres para o uso da Internet no Brasil. Um dos 
principais aspectos versa sobre a isonomia que o 
responsável pela transmissão, comutação ou roteamento 
deve ter ao tratar quaisquer pacotes de dados. Tal 
aspecto é um dever estabelecido na seção que trata da: 
 
A) Neutralidade da Rede. 
B) Proteção aos Registros. 
C) Guarda de Registros de Conexão. 
D) Responsabilidade por Danos. 
E) Atuação do Poder Público. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a Neutralidade da Rede é um aspecto 
fundamental do Marco Civil da Internet, que garante que 
todosos dados na internet sejam tratados de forma igual, 
sem discriminação ou cobrança diferenciada, veja: 
CAPÍTULO III 
DA PROVISÃO DE CONEXÃO E DE APLICAÇÕES DE 
INTERNET 
Seção I 
Da Neutralidade de Rede 
Art. 9º O responsável pela transmissão, comutação ou 
roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica 
quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, 
origem e destino, serviço, terminal ou aplicação. 
 
24. Um usuário recebeu o e-mail de um remetente 
desconhecido se passando por sua operadora de 
telefonia celular, com um anexo intitulado 
“Fatura_Mar_2024.pdf”. Ao abrir o anexo, o computador 
do usuário é infectado com um tipo de malware que 
criptografa seus arquivos e exige um resgate em 
criptomoeda para desbloqueá-los. 
 
Nesse caso, o tipo de ataque de malware sofrido pelo 
usuário é conhecido como: 
 
A) Keylogger. 
B) DDoS. 
C) Vírus. 
D) Spyware. 
E) Ransomware. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Alternativa A – Incorreta. Cuidado, Caveiras, o 
keylogger é um tipo de software (ou hardware) que 
registra as teclas digitadas pelo usuário. 
 
Alternativa B – Incorreta. Pelo contrário, Guerreiros(as), 
um ataque DDoS é uma tentativa de tornar um serviço 
indisponível ao sobrecarregar um servidor, serviço ou 
rede com uma quantidade excessiva de tráfego. 
 
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PROJETO CAVEIRA 1º Simulado Investigador – PCMG 2024 – Pós-Edital 
 
 
 
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Alternativa C – Incorreta. Combatentes, um vírus é um 
tipo de malware que se anexa a arquivos ou programas 
legítimos e se replica quando esses arquivos são 
executados. 
 
Alternativa D – Incorreta. Na verdade, o Spyware é um 
tipo de software que coleta informações sobre um usuário 
sem seu conhecimento. 
 
Alternativa E - Correta. Isso mesmo, Caveiras, o 
Ransomware é um tipo de malware que criptografa os 
arquivos do usuário, tornando-os inacessíveis. Após a 
infecção, o usuário recebe uma mensagem exigindo um 
pagamento, frequentemente em criptomoeda, para obter 
a chave de decriptação e recuperar o acesso aos seus 
dados. 
 
Lei Orgânica da PCMG 
 
25. Com base no artigo 2º, da LEI COMPLEMENTAR nº 
129, de 08/11/2013, que descreve as funções e objetivos 
da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), é 
correto afirmar que: 
 
A) A PCMG, como órgão autônomo e essencial à 
segurança pública, é responsável apenas pela proteção 
da incolumidade das pessoas e do patrimônio, sem 
envolver-se na apuração de infrações penais. 
B) A preservação das instituições políticas e jurídicas é 
uma função da PCMG, mas a cooperação com 
autoridades civis e militares não está incluída em suas 
responsabilidades. 
C) A PCMG atua exclusivamente na apuração das 
infrações penais e na proteção do patrimônio, não 
abrangendo a preservação da ordem e segurança 
públicas. 
D) A PCMG tem como uma de suas funções a 
preservação das instituições democráticas e, dentro do 
território do Estado, a apuração das infrações penais e a 
cooperação com autoridades judiciárias, civis e militares. 
E) A proteção da incolumidade das pessoas e do 
patrimônio, bem como a preservação da ordem e 
segurança públicas, são responsabilidades da PCMG, 
mas a preservação das instituições políticas e jurídicas 
não é um de seus objetivos. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos direto ao ponto, analisando a questão. 
 
Alternativa A – Incorreta: porque limita a atuação da 
PCMG apenas à proteção da incolumidade das pessoas 
e do patrimônio. No entanto, o artigo 2º descreve que a 
PCMG também tem a função de apuração das infrações 
penais e dos atos infracionais, além de exercer a polícia 
judiciária e cooperar com as autoridades judiciárias, civis 
e militares em assuntos de segurança interna. Portanto, 
a função da PCMG vai além da proteção do patrimônio e 
das pessoas. 
 
Alternativa B – Incorreta: porque afirma que a 
cooperação com autoridades civis e militares não está 
incluída nas responsabilidades da PCMG, o que é falso. 
O artigo 2º especifica que a PCMG deve cooperar com 
as autoridades judiciárias, civis e militares em assuntos 
de segurança interna. Portanto, a cooperação é, de fato, 
uma responsabilidade da PCMG. 
 
Alternativa C – Incorreta: porque afirma que a PCMG 
não é responsável pela preservação da ordem e 
segurança públicas, o que contraria o artigo 2º. O texto 
indica claramente que a PCMG tem como objetivo a 
preservação da ordem e segurança públicas, além de 
outras funções como a apuração de infrações penais e a 
cooperação com autoridades. 
 
Alternativa D - Correta: porque ela reflete fielmente 
todas as funções e responsabilidades da PCMG 
descritas no artigo 2º, que incluem a preservação das 
instituições democráticas, a apuração das infrações 
penais, a cooperação com autoridades judiciárias, civis e 
militares, e a proteção da incolumidade das pessoas e do 
patrimônio. As outras alternativas incorretamente 
excluem ou limitam algumas dessas funções, o que as 
torna incorretas. 
 
Alternativa E – Incorreta: porque ignora a função da 
PCMG de preservar as instituições políticas e jurídicas. 
O artigo 2º menciona claramente que a preservação das 
instituições políticas e jurídicas é uma das funções da 
PCMG. Portanto, a afirmação de que isso não é um 
objetivo da PCMG está errada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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26. De acordo com o artigo 16 da LEI COMPLEMENTAR 
nº 129, de 08/11/2013, que descreve as competências da 
Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), qual das 
seguintes alternativas é correta? 
 
A) A PCMG é responsável pela organização e execução 
de atividades de registro, controle e licenciamento de 
veículos automotores, bem como pela educação de 
trânsito e julgamento de recursos administrativos. 
B) A PCMG pode delegar a execução das suas funções 
constitucionais a outros órgãos ou entidades, desde que 
estejam de acordo com a legislação estadual. 
C) A PCMG deve cooperar com órgãos municipais, 
estaduais e federais em assuntos relacionados com suas 
competências e também promover interações para uso 
de bancos de dados com a iniciativa privada. 
D) A PCMG é encarregada exclusivamente de planejar, 
coordenar e executar funções de polícia judiciária, e não 
é responsável pela organização de ações de inteligência 
ou pela promoção do recrutamento e desenvolvimento de 
seus servidores. 
E) A PCMG não é responsável por realizar correições e 
inspeções em suas atividades ou repartições, nem por 
cumprir as requisições do Poder Judiciário e do Ministério 
Público. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros e futuras policiais, segue abaixo o comentário de 
cada alternativa. 
 
Alternativa A – Incorreta: A competência mencionada 
foi revogada pela Lei nº 24.313 e não está mais atribuída 
à PCMG. 
 
Alternativa B – Incorreta: O parágrafo único do artigo 
16 especifica que as funções constitucionais da PCMG 
são indelegáveis e somente podem ser desempenhadas 
por ocupantes das carreiras que a integram. 
 
Alternativa C - Correta: O artigo 16 realmente menciona 
que a PCMG deve cooperar com órgãos municipais, 
estaduais e federais e promover interações para uso de 
bancos de dados com a iniciativa privada. 
 
Alternativa D – Incorreta: Além de planejar, coordenar 
e executar funções de polícia judiciária, a PCMG também 
organiza ações de inteligência e promove o recrutamento 
e desenvolvimento de seus servidores. 
 
Alternativa E – Incorreta: A PCMG é responsável por 
realizar correições e inspeções, cumprir as requisições 
do Poder Judiciário e do Ministério Público, conforme 
descrito no artigo 16. 
 
 
 
 
 
 
 
27. De acordo com o artigo 17 da LEI COMPLEMENTAR 
nº 129,de 08/11/2013, que descreve a estrutura orgânica 
da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), qual 
das seguintes alternativas está correta? 
 
A) A Superintendência de Polícia Técnico-Científica é 
responsável pela supervisão do Instituto de Identificação 
e do Colégio Ordem e Progresso. 
B) As Delegacias Regionais de Polícia Civil e as Divisões 
de Polícia Especializada subordinam-se à 
Superintendência de Informações e Inteligência Policial. 
C) O Hospital da Polícia Civil e o Colégio Ordem e 
Progresso subordinam-se à Superintendência de 
Investigação e Polícia Judiciária. 
D) O Instituto de Criminalística e o Instituto Médico-Legal 
subordinam-se à Superintendência de Polícia Técnico-
Científica. 
E) O Gabinete da Chefia da PCMG e a Academia de 
Polícia Civil são subordinados ao Conselho Superior da 
PCMG. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos avaliar as opções, caveiras. 
 
Alternativa A – Incorreta: A Superintendência de Polícia 
Técnico-Científica é responsável pelo Instituto de 
Criminalística, pelo Instituto Médico-Legal, pelos Postos 
de Perícia Integrada, pelos Postos Médico-Legais e pelas 
Seções Técnicas Regionais de Criminalística, mas não 
pelo Instituto de Identificação e o Colégio Ordem e 
Progresso. 
 
Alternativa B – Incorreta: As Delegacias Regionais de 
Polícia Civil e as Divisões de Polícia Especializada 
subordinam-se à Superintendência de Investigação e 
Polícia Judiciária, e não à Superintendência de 
Informações e Inteligência Policial. 
 
Alternativa C – Incorreta: O Hospital da Polícia Civil e o 
Colégio Ordem e Progresso subordinam-se à 
Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária e à 
Academia de Polícia Civil, respectivamente. 
 
Alternativa D - Correta: O Instituto de Criminalística e o 
Instituto Médico-Legal subordinam-se à 
Superintendência de Polícia Técnico-Científica, 
conforme descrito no texto. 
 
Alternativa E – Incorreta: O Gabinete da Chefia da 
PCMG e a Academia de Polícia Civil têm suas próprias 
subordinações: o Gabinete da Chefia da PCMG e a 
Chefia Adjunta da PCMG estão na administração 
superior, e a Academia de Polícia Civil está subordinada 
ao Conselho Superior da PCMG. 
 
 
 
 
 
 
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28. De acordo com o artigo 148 da Lei 5.406/69 (Lei 
Orgânica da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais) que 
estabelece as proibições para servidores policiais, qual 
das seguintes afirmações está correta? 
 
A) Um servidor policial pode participar de atividades 
político-partidárias desde que esteja em sua folga e não 
haja prejuízo para suas funções. 
B) É permitido ao servidor policial aceitar presentes ou 
donativos como forma de reconhecimento por seu 
trabalho, desde que não influencie suas funções. 
C) Um servidor policial pode censurar as autoridades 
constituídas através de veículos de divulgação, desde 
que o trabalho tenha caráter doutrinário e colaborativo. 
D) O servidor policial deve recusar-se a aceitar encargos 
para os quais for designado se considerar que o cargo é 
incompatível com suas outras ocupações. 
E) O servidor policial é proibido de quebrar sigilo de 
assuntos policiais, mesmo que seja para fins de 
esclarecimento ou interesse público. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Com base no exposto, vamos analisar as alternativas. 
 
Alternativa A – Incorreta: O artigo 148 proíbe a 
participação de servidores policiais em atividades 
político-partidárias, salvo se estiverem licenciados para 
tratar de interesses particulares. 
 
Alternativa B – Incorreta: O artigo 148 proíbe a 
aceitação de presentes ou donativos por motivo de 
cumprimento de missão policial. 
 
Alternativa C – Incorreta: O artigo 148 proíbe a censura 
às autoridades constituídas através de veículos de 
divulgação, mesmo que o trabalho tenha sentido de 
colaboração e cooperação. 
 
Alternativa D – Incorreta: O artigo 148 não permite a 
recusa de encargos baseando-se em incompatibilidades 
com outras ocupações. A recusa injustificada não está 
prevista como uma exceção. 
 
Alternativa E - Correta: O artigo 148 proíbe a quebra de 
sigilo de assuntos policiais para não prejudicar o 
andamento das investigações ou outros trabalhos 
policiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29. De acordo com os artigos 151 e 152 da Lei 5.406/69 
(Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais), 
que tratam da classificação das transgressões 
disciplinares, qual das seguintes afirmações é correta? 
 
A) As transgressões disciplinares são classificadas 
exclusivamente como graves, médias ou leves, sem 
necessidade de considerar o fato e os antecedentes 
pessoais do transgressor. 
B) A aplicação da pena é eficaz apenas quando resulta 
em benefício para a classe a que pertence o punido, sem 
considerar a reeducação do transgressor. 
C) A classificação das transgressões deve levar em conta 
o fato, suas condições e os antecedentes pessoais do 
transgressor, com as graves sendo aquelas de natureza 
infamante, ofensiva à dignidade ou atentatórias à ordem 
legal. 
D) Todas as transgressões são classificadas como 
graves se forem ofensivas à dignidade policial, 
independentemente do contexto ou das condições do 
transgressor. 
E) Apenas ações ou omissões deliberadas prejudiciais 
ao serviço policial são classificadas como médias ou 
graves, sem possibilidade de serem leves. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Guerreiros(as), vamos ao comentário de cada alternativa. 
 
Alternativa A – Incorreta: A classificação das 
transgressões leva em conta o fato, suas condições e os 
antecedentes pessoais do transgressor. Além disso, a 
classificação pode ser leve, média ou grave. 
 
Alternativa B – Incorreta: A aplicação da pena deve 
trazer benefícios tanto para o punido, através de sua 
reeducação, quanto para a classe, através do 
fortalecimento da disciplina e da justiça. 
 
Alternativa C - Correta: O artigo 152 estabelece que a 
classificação das transgressões deve considerar o fato, 
suas condições e os antecedentes pessoais do 
transgressor. Transgressões graves incluem aquelas de 
natureza infamante, ofensiva à dignidade policial, 
atentatórias às instituições ou à ordem legal, entre outras. 
 
Alternativa D – Incorreta: Não todas as transgressões 
ofensivas à dignidade policial são automaticamente 
classificadas como graves; a classificação depende do 
contexto e da avaliação da autoridade competente. 
 
Alternativa E – Incorreta: Transgressões podem ser 
classificadas como leves, médias ou graves, dependendo 
da situação e das condições do transgressor, e não 
exclusivamente com base no tipo de ação ou omissão. 
 
 
 
 
 
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PROJETO CAVEIRA 1º Simulado Investigador – PCMG 2024 – Pós-Edital 
 
 
 
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30. Conforme o artigo 161 da Lei 5.406/69 (Lei Orgânica 
da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais), que 
estabelece as competências para a aplicação de 
penalidades na Polícia Civil, qual das seguintes 
assertivas é correta? 
 
A) O Corregedor Geral de Polícia pode aplicar a pena de 
suspensão por um período máximo de noventa dias. 
B) Os Delegados Gerais de Polícia têm a competência 
para aplicar a pena de suspensão por até sessenta dias. 
C) O Governador do Estado é competente para aplicar 
qualquer penalidade prevista no artigo 154, sem restrição 
quanto ao tipo ou duração da penalidade. 
D) Os Superintendentes e Chefes de Departamentos 
podem aplicar a pena de suspensão por um período 
máximo de sessenta dias. 
E) Os Delegados de Polícia de Carreira têm a 
competência para aplicar a pena de suspensão por até 
dez dias. 
 
Gabarito atual: ANULADA 
Gabarito anterior: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Justificativa da anulação: 
 
A questãodeve ser anulada, tendo em vista que 
conforme o art. 155, há uma restrição quanto ao período 
da suspensão, que não excederá há 90 dias. 
 
 
 
Combatentes, segue o comentário das alternativas, 
vamos direto ao ponto. 
 
Alternativa A – Incorreta: O Corregedor Geral de Polícia 
pode aplicar a pena de suspensão por um período 
máximo de trinta dias, não noventa dias. 
 
Alternativa B – Incorreta: Os Delegados Gerais de 
Polícia, Delegados de Polícia de Classe Especial e 
Delegados Regionais de Polícia podem aplicar a pena de 
suspensão por até dez dias, não sessenta dias. 
 
Alternativa C - Correta: O Governador do Estado tem 
competência para aplicar qualquer penalidade prevista 
no artigo 154, sem restrição quanto ao tipo ou duração 
da penalidade. 
 
Alternativa D – Incorreta: Os Superintendentes, 
Diretores da Academia de Polícia, Diretor da Casa de 
Detenção e Chefes de Departamentos podem aplicar a 
pena de suspensão por até trinta dias, não sessenta dias. 
 
Alternativa E – Incorreta: Os Delegados de Polícia de 
Carreira têm competência para aplicar a pena de 
suspensão por até cinco dias, não dez dias. 
 
 
 
 
 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
Direito Administrativo 
 
31. Um ato de improbidade pode levar a sanções de 
natureza civil, administrativa e penal. Assinale a opção 
que indica exemplo de sanção por improbidade que é do 
tipo civil. 
 
A) Perda do cargo ou função. 
B) Perda de cargos eletivos. 
C) Dever de ressarcir prejuízos. 
D) Suspensão de direitos políticos. 
E) Interdição do direito de contratar com a Administração. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos às alternativas. 
 
Alternativa A - Incorreta. Caveiras, a perda do cargo ou 
função é uma sanção de natureza administrativa. 
 
Alternativa B - Incorreta. Caveiras, conforme o jurista 
Landolfo Andrade, a perda de cargos eletivos é 
considerada uma sanção de natureza político-
administrativa. 
 
Alternativa C - Correta. É o gabarito da questão. O 
dever de ressarcir prejuízos é uma sanção de natureza 
civil, pois tem como objetivo reparar o dano causado ao 
patrimônio público. O agente ímprobo deve devolver aos 
cofres públicos o valor correspondente ao dano que 
causou. 
 
O pagamento de multa civil e a perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao patrimônio são outros 
exemplos de penalidades civis. 
 
Alternativa D - Incorreta. A suspensão de direitos 
políticos é uma sanção de natureza política. 
 
Alternativa E - Incorreta. A interdição do direito de 
contratar com a Administração é uma sanção de natureza 
administrativa. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROJETO CAVEIRA 1º Simulado Investigador – PCMG 2024 – Pós-Edital 
 
 
 
17 
32. João sempre quis ser juiz de direito. Após muitos 
anos de estudo, conseguiu sua aprovação. José, por sua 
vez, tinha o sonho de infância de ser investigador da 
polícia civil e com muita disciplina e foco também 
conseguiu alcançar seu sonho. Em relação a ambos, é 
correto afirmar: 
 
A) João será um agente honorífico, enquanto José será 
servidor público. 
B) João exercerá cargo público, enquanto José 
ingressará em uma autarquia. 
C) João exercerá cargo público, enquanto José exercerá 
emprego público. 
D) João será agente político, enquanto José será servidor 
público. 
E) João ingressará em uma autarquia, enquanto José 
exercerá cargo público. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos comentar cada alternativa. 
 
Alternativa A – Incorreta. Agente honorífico é o cidadão 
convocado, designado ou nomeado para prestar 
determinado serviço do Estado, em razão de sua 
condição cívica ou honorabilidade, mas sem qualquer 
vínculo empregatício ou estatutário e, normalmente, sem 
remuneração. Ex.: jurado; mesário. Não é o caso do juiz 
de direito, que mantém vínculo estatutário com a 
Administração. Em relação a José, de fato, ele será 
servidor público. 
 
Alternativa B – Incorreta. João exercerá um cargo 
público, todavia José não ingressará numa autarquia, 
pois a Polícia Civil é um órgão público, não possuindo 
personalidade jurídica própria. 
 
Alternativa C – Incorreta. Ambos exercerão cargos 
públicos. O emprego público é regido por relação 
celetista, todavia, investigador de polícia é um cargo 
público, submetido a uma relação estatutária. 
 
Alternativa D – Correta. Agente político é o titular de um 
cargo estrutural à organização do país, p. ex., os 
magistrados. José, por sua vez, será servidor público, 
que é gênero que abrange todos os agentes ligados ao 
Estado. 
 
Alternativa E – Incorreta. João ingressará no Poder 
Judiciário, que não tem natureza de autarquia, mas de 
um dos poderes do Estado, sendo um órgão público. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 
 
 
 
 
 
 
 
33. A prefeitura de Belo Horizonte decidiu criar uma 
entidade administrativa, com personalidade jurídica de 
direito público, destinada à prestação de serviços 
médicos e hospitalares para a população. Tendo isso em 
vista, foi imediatamente editada lei específica, proposta 
pelo próprio prefeito, criando essa entidade. 
 
Diante do exposto, assinale a opção que apresenta a 
estrutura que se enquadra nessas características. 
 
A) Autarquia. 
B) Sociedade de Economia Mista. 
C) Organização Social. 
D) Empresa Pública. 
E) Ministério. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros(as) policiais, vamos comentar cada alternativa. 
 
Alternativa A - Correta. É o gabarito da questão. 
Conforme a história narrada, trata-se de autarquia. 
 
As autarquias são entidades da administração pública 
indireta, criadas por lei específica, com personalidade 
jurídica de direito público, contendo patrimônio próprio e 
são responsáveis por executar atividades típicas da 
administração pública de forma descentralizada. 
 
A dica é: quando perceberem na questão o “editada lei 
específica” ou “criada por lei específica”, fiquem atentos, 
pois possivelmente estarão falando de autarquia. 
Devendo também prestar atenção em outras 
características, como a personalidade jurídica. 
 
Alternativa B - Incorreta. A sociedade de economia 
mista é uma entidade da administração pública indireta 
que combina capital público e privado, com 
personalidade jurídica de direito privado, criadas e 
extintas por uma lei específica e destinam-se à 
exploração de atividades econômicas, visando ao lucro, 
mas também atendendo aos interesses públicos. 
 
Alternativa C - Incorreta. As Organizações Sociais (OS) 
são entidades privadas, sem fins lucrativos, que firmam 
contratos de gestão com o poder público para a 
prestação de diversos serviços públicos, podendo atuar 
em diversas áreas, como ensino, pesquisa científica, 
desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do 
meio ambiente, cultura e saúde. Mas lembrem-se: as 
Organizações Sociais são entidades com personalidade 
jurídica de direito privado. 
 
Alternativa D - Incorreta. As Empresas Públicas são 
entidades da administração indireta, dotadas de 
personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio 
próprio e capital exclusivo da União. São criadas por lei 
específica para a exploração de atividade econômica que 
o Governo decide exercer por necessidade ou 
conveniência administrativa. 
 
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PROJETO CAVEIRA 1º Simulado Investigador – PCMG 2024 – Pós-Edital 
 
 
 
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Alternativa E - Incorreta. Os Ministérios não são 
entidades, são órgãos públicos que fazem parte da 
administração direta, com estruturas administrativas que 
auxiliam o chefe do Poder Executivo na execução de 
suas atribuições. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
34. Suponha a situação em que o delegado de polícia, 
após o devido ato, determina a instalação de uma placa 
na entrada

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