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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CCS/FACIME CURSO DE FISIOTERAPIA DISCIPLNA: CINESIOTERAPIA (90H) DOCENTE: PHD. JANAINA MORAES. DISCENTE: JOÃO GUEDES. Aula 4 – Exercícios resistidos (Resumo) I. Conceitos sobre contração e ação muscular - Contração Concêntrica - Contração Excêntrica - Músculos Dinâmicos (Músculos envolvidos no movimento) - Músculos Estabilizadores - Músculos Neutralizadores (Neutraliza a ação de outros para realizar o movimento) - Mm. Agonistas - Mm. Antagonistas - Mm. Sinergistas. II. Músculos Tônicos x Músculos Fásicos a. Músculos tônicos Tônico é o mesmo que consistência muscular. Tem a função de sustentar de contrair para ocorrer movimento. Tem maior tendência a encurtamento (Logo, a melhor conduta que trabalha ele é o alongamento/flexibilidade). Não é interessante fortalecer ele, porque se fortalecer ele encurta mais ainda. A intenção dele é se manter em encurtamento. b. Fásicos = Tem maior tendência a enfraquecimento. Se não fortalecer eles enfraquecem. Ex: Levantador da escápula quando está frágil/fraco. O fisioterapeuta fortalece esse músculo. Se fortalecer ele muito, o paciente propicia a ficar com a escápula elevada e biomecanicamente errada. Esse músculo não é pra ter força e sim tônus. Um músculo predominante tônico, não adianta fortalece-lo demais, pois ele não tem propensão a ser fraco, ele tem propensão a perder esse tônus. Levantar uma cadeira, só os músculos tônicos não são suficientes e precisa de músculos fásicos, ai que entra com exercício resistido. Se o paciente tem uma disfunção de musculo tônico, precisa-se avaliar: Se ele esta tônico de mais (contração de mais) ou contração de menos. III. Definições e princípios Desempenho muscular: capacidade do músculo de produzir trabalho (força x distância). a) Produzir; manter; regular a tensão muscular; Fatores influenciadores: b) Qualidade morfológica do músculo; Influencias neurológicas, bioquímicas e biomecânicas, metabólicas, cardiovascular, respiratória, cognitiva e emocional. c) Comprometimentos (Variados. Em geral, queixa de fraqueza. Porém há a queixa sobre potencia muscular. Ex: Quando o paciente sempre topa em algum lugar e vive caindo, o músculo não tem potência de reação rápida). IV. Exercícios Resistidos/ Treino Resistido: Exercício OBRIGATORIAMENTE ativo no qual uma contração muscular dinâmica ou estática é resistida, por uma força externa manual ou mecânica. (NÃO existe exercício resistido passivo) V. INDICAÇÃO Quando déficits no desempenho muscular colocam uma pessoa em risco de lesão ou obstruem a função, o uso de EXERCÍCIOS RESISTIDOS é a intervenção terapêutica apropriada. VI. Elementos fundamentais do desempenho FORÇA - Habilidade do tecido contrátil de produzir tensão. O treinamento consiste no procedimento em que um músculo ou grupo muscular levanta, baixa ou controla cargas pesadas em um número baixo de repetições e por um curto período de tempo. RESISTÊNCIA - Habilidade de manter atividade por tempo prolongado. Procedimento em que movimenta uma carga leve por várias repetições ou sustentar uma contração muscular por um período extenso. POTÊNCIA - Velocidade com que o músculo se contrai e produz força. Procedimento em que único evento abrupto de atividade de alta intensidade (potência anaeróbia) ou eventos repetidos menos intenso durante período curto (potência aeróbia). Procedimento em que movimenta uma carga leve por várias repetições ou sustentar uma contração muscular por um período extenso. Exemplo de treino personalizado: Boxeadores, fazem mais treino de força e potencia. Maratonista, fazem mais treino de força e resistência. VII. Benefícios - Aumento do desempenho muscular; - Aumento da força dos tecidos conjuntivos: tendões, ligamentos; (Força tensiva) - Maior densidade mineral; - Diminui sobrecarga nas articulações; - Reduz risco de lesão em atividades; - Remodelação dos tecidos; - Equilíbrio; - Otimização do desempenho em atividades; - Aumenta massa magra; - Bem-estar… VIII. Princípio que orientam o treinamento Sobrecarga: A resistência deve exceder a capacidade metabólica do músculo. "Desafiar o músculo". (O musculo só ganha algo (força, potencia e resistência) se ele for explorado para isso, sobrecarregado) A Sobrecarga é de carga progressiva, volume, intensidade. Adaptação específica ás demandas impostas: Para melhorar um elemento específico do desempenho muscular, o programa deve ser compatível com o conceito desses elementos". Determima a função muscular que o músculo quer melhorar. Enfatizar a prática específica a tarefa. Reversibilidade: As alterações adaptativas são transitórias (Depois que para de fazer a atividade, o “pump” do músculo tende e mudar). IX. Determinantes que afetam a geração de tensão: - Área de secção transversa e tamanho do músculo; (Quanto maior = mais força) - Arquitetura muscular; - Distribuição tipos de fibras I (contração rápida), IIA e IIB (contração lenta) - Relação comprimento-tensão no momento da contração; (alongado de mais é fraco, encurtado de mais é fraco. Tem que ter o tamanho ideal). - Braço de força e eixo de rotação; - Recrutamento de unidades motoras; - Frequência de disparo das unidades motoras; - Tipo de contração muscular; (No caso, a contração excêntrica exige mais do paciente, logo é a mais eficiente, por exemplo: Colocar uma força X na concêntrica precisa de mais fibras e sincronia. A excêntrica precisa de menos fibras e menos sincronia. Ela atinge o mesmo da concêntrica com menos fibras e menos sincronia. Muito mais difícil manter/segura um movimento do que realizar ele.) - Velocidade de contração muscular (Realizar o movimento de forma lenta recruta mais fibras) X. ADAPTAÇÕES FISIOLÓGICAS NEURAIS - Respostas neurais – aumento da atividade – aprendizado motor e melhora da coordenação; - Aumento do recrutamento do número de unidades motoras; - Aumento da velocidade e sincronização dos disparos. MÚSCULO-ESQUELÉTICAS: a) HIPERPLASIA: - Aumento no número de fibras musculares; - Adaptações dos tipos de fibras musculares; - Adaptações vasculares e metabólicas; - Adaptações dos tecidos conjuntivos. b) HIPERTROFIA: - Aumento do tamanho e volume. XI. A escolha dos tipos de Exercícios Resistidos dependem… - Causa e extensão dos comprometimentos primários e secundários; - Déficits no desempenho muscular; (Se é força, potencia ou resistenncia) - Estágio de cicatrização dos tecidos; - Tolerância das articulações à compressão e ao movimento; - Habilidades físicas e cognitivas; - Disponibilidade dos equipamentos; - Metas do paciente; - Resultados funcionais desejados do programa XII. Determinantes para efetividade dos Exercícios Resistidos XIII. Formas de Aplicação: - Resistência manual ou mecânica; - Exercício estático (isométrico); - Exercício Dinâmico: concêntrico e excêntrico; - Exercício dinâmico: resistência constante e variável; - Exercício Isocinético; - Cadeia aberta x cadeia fechada XIV. Princípios gerais de treinamento - Exame e Avaliação; - Preparo para os exercícios resistidos; - Aplicação dos exercícios; - Aquecimento - Posicionamento - Direção - Estabilização - Intensidade e quantidade de resistência - Número de repetições, séries e intervalos de repouso; - Instruções verbais e escritas - Monitoramento - Desaquecimento XV. Como montar a intervenção adequada: Ex : Para saber a carga inicial de um paciente. O fisioterapeuta deve primeiro colocar o paciente para pegar uns pesos até a sua capacidade máxima, e quando o fisioterapeuta identificar a capacidade máxima, calcula-se cerca de 20-40% daquela carga e com isso inicia-se o treino em paciente de grau leve de força muscular (fragilizado). Caso o resultado seja maior que 50%, o paciente tem força e precisa desempenhar ainda mais. E se for 100%, o paciente em alta deve trabalhar o desempenho muscular. XVI. Tempo de recuperação - 3-4 minutos. Evidencias: - Exercícios leves sendo feitos em períodos de recuperação esse ocorre mais rapidamentedo que em repouso total. - Se os intervalos de repouso não forem suficientes ocorrerá deterioração do desempenho; - Músculos fadigados são mais suscetíveis a distensões aguda. XVII. Sinais e Sintomas de Fadiga a) MUSCULAR - Sensação de desconforto no músculo/ dor/ cãibras; - Tremor; - Velocidade lenta de contração muscular; - Movimentos ativos desajeitados; - Inabilidade de completar o padrão de movimento na Amplitude possível; - Uso de movimentos compensatórios; - Inabilidade para continuar uma atividade física; - Declínio do pico de torque. b) CARDIOPULMONAR - Diminuição dos níveis de glicose; - Diminuição das reservas de glicogênio nos músculos e fígado; - Depleção de potássio XVIII. PRECAUÇÕES - Manobra de Valsalva (prevenção) - Movimentos substitutivos ou compensatórios - Treinamento excessivo - Dor muscular aguda e tardia - Fratura patológica XIX. CONTRA-INDICAÇÕES - Dor de causa sistêmica - não identificada; - Inflamação aguda; - Instabilidade cardiopulmonar image5.png image1.png image2.png image3.png image4.png