Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
 PEDAGOGIA
 
Juliana da Penha Fonseca da Silva
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
 Manoel Ribas
 2022
Juliana da Penha Fonseca da Silva
 Relatório de Estágio apresentado para a disciplina de 
 Estágio Curricular Obrigatório II - Anos Iniciais do Ensino Fundamental
 
Manoel Ribas
 2022
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO..................................................4
LEITURAS OBRIGATÓRIAS...............................6
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)..................10
ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC............................18
 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA..............23 
CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS.......................................24
PLANOS DE AULA......................................................27
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................29
REFERENCIAS..........................................................30
INTRODUÇÃO 
A educação em nossos dias é considerada com o uma das maiores influências para o desenvolvimento da cidadania, e em consequência desse progresso é evidente o avanço do país em todos os sentidos.
 Este estudo tem como objetivo apresentar informações acerca do Estágio Curricular Obrigatório I I realizado no 5º período do Curso de Licenciatura em Pedagogia da UNOPAR, expondo a vivência no campo dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
 Inicia-se caracterizando a escola na qual o estágio aconteceu para, nasequência, apontar as reflexões acerca da dinâmica da sala de aula, lócus onde sedará o exercício da docência quando da conclusão do curso. 
 A escolha por escrever sobre este tema não se deu ao acaso, mas por reconhecer a importância do estágio curricular no favorecimento da formação e atuação docente.
 Busca-se com este texto, chamar a atenção de outras estagiárias, futuras professoras, para a relevância deste momento, por possibilitar a vivência do espaço onde se dará a atuação profissional.
 Nas atividades desenvolvidas no decorrer do estágio de Observação foram observadas a prática docência da professora regente de sala, como também a análise crítica, da situação de ensino/aprendizagem do 1º ano do Ensino Fundamental, com a intenção de registrar tudo o que foi visto, as experiências vividas durante o estágio de observação e regência. 
O Estagio é um modo de poder fazer uma observação que nos permite realizar uma análise da metodologia, que nos interessa a partir das observações, que visaconhecer as normas e regras de funcionamentos que regem a aula, adequando ao contexto da qual serão postas em prática como: a dinâmica, a comunicação, a interação entre o aluno e professor para o desenvolvimento. 
 Portanto, fica em evidência o quanto este período foi importante, principalmente por instigar a reflexão sobre as próprias ideias e ações, no que se refere à efetivação do processo ensino/aprendizagem. 
LEITURAS OBRIGATÓRIAS
Estágio é um período essencial para o desenvolvimento qualificado douniversitário, visto que é nessa etapa que o indivíduo se depara com o meio ao qualserá inserido caso queira atuar em sua área de formação, e nesta fasedeterminante, é onde o mesmo conseguirá alcançar a convicção de realmentequerer atuar no âmbito da educação. Desta maneira o acadêmico poderá verificar eadquirir o maior conhecimento possível por meio das experiencias vividas, etransforma-las em modelos positivos para seu futuro trabalho, possibilitando que osadquira como praticas didáticas, enxergando também aquelas atividades as quaisnão incluirá na sua rotina diária como pedagogo. Neste contexto faz-se efetivo ospropósitos conceituais alcançados por meio da análise de diversas técnicas, além datroca de conhecimentos com os professores já formados e atuantes na área. Oconteúdo da interdisciplinaridade possui como meta proporcionar a assimilação eintegração de variadas matérias, para que o material de cada disciplina valha comosuporte aos estudos umas das outras, porém ponderando aprendizado doestudante. Depois da leitura dos textos é possível analisar a existência de dois focossobre o conteúdo da interdisciplinaridade, que são eles: Enfoque na epistemologia eenfoque pedagógico. Apresentando entendimento da relevância dessa faseuniversitária, é onde se consegue assegurar que é de grande importância o futuroprofessor conclua cada fase do estágio, uma vez que desta maneira, poderá elevarsua instrução, gerada no cenário real do seu venturo âmbito profissional, destaforma, adquire práticas e métodos fundamentais para o exercício da sua profissão.O foco epistemológico encaminha-se ao ensinamento da analítico das ciências, comperspectiva de elaboração, restauração e integração, e a ordenação comointervenção entre o indivíduo e o concreto. O foco pedagógico, debateprimeiramente assuntos de caráter disciplinar, de educação e de aprendizadoestudantil.Em seguida diferentes convicções e pontos de vista de autores que tiveramprofunda colaboração ao conteúdo da interdisciplinaridade: Maria Cândida Moraes(2002), na obra o paradigma educacional emergente, salienta que, se a realidade éintricada, ela procura uma ideia ampla, multidimensional, apito a entender adificuldade e que contribua para um saber que entenda a importância dessa mesma amplitude. Michael Gibbson (1997), contextualiza que a interdisciplinaridade seentende como um movimento que segue para atuais maneiras ou metodologias doconhecimento ou para um moderno método de sua criação, dispersão e transição.No estudo de Frigotto (1995, p.26), a interdisciplinaridade atua pela característicamaneira de o “homem produzir-se enquanto ser social e enquanto sujeito doconhecimento social”, com caráter dialético da realidade social. Para Gadotti (2 004),a interdisciplinaridade é como um foco teórico-metodológico ou gnosiológico. Nasegunda metade do século passado, como solução de uma carência percebidaespecialmente nos campos das ciências humanas e da educação: superar afragmentação e o caráter de especialização do conhecimento, causados por umaepistemologia de influência positiva em cujos raízes estão o empirismo, onaturalismo e o mecanismo cientifico do início da modernidade. Segundo Golderman (1979, p3-25), um olhar interdisciplinar sobre arealidade permite que entendamos melhor a ligação entre o inteiro e as partes que oformam. Para ele, apenas o modelo dialético de pensar, fundado na historicidade,conseguiria favorecer melhor a assimilação entre as ciências. Mais voltado àpedagogia, Georges Gusdorf lançou na década de 1960 um projeto interdisciplinarpara as ciências humanas apresentado à Organização das Nações Unidas para aEducação a Ciência e a Cultura (UNESCO). Sua obra La parole (1953), éconsiderada de grande importância para compreender a interdisciplinaridade.Projeto de interdisciplinaridade nas ciências passou de um estágio filosófica(humanista), de definição e explicitação terminológica, na década de 1970, para umsegundo estágio (mais cientifico), de debate do seu lugar nas ciências humanas naeducação a partir da década de 1980.No Brasil, o conceito de interdisciplinaridadechegou pela pesquisa da obra de Georges Gusdorf e logo após da de Piaget. Oprimeiro autor inspirou o pensamento de Hilton Japiassu no campo da epistemologiae o de Ivani Fazenda no campo da educação.PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)
 O que é o PPP e qual a importância desse documento para o ambiente escolar? 
Diante das varias crises do mundo moderno, em torno de todos os raios da circunferência da vida humana, cabe uma pausa para uma releitura do processo educacional voltado não apenas para a formação intelectual, mas para inclusão de conceitos de autonomia, liberdade, cidadania, onde o processo educativo aparece como um fator de ajuda na formação do caráter individual. Trata-se da tarefa singular de ajudar o homem a modelar seu próprio caráter de tal modo que chegue a se compreender como projeto, buscando suas utopias de auto-realização. Educar significa crescer, proporcionar condições para pensar, criticar, ensinar, aprender, avaliar, etc.
“Não basta a tomada de decisões, mas é preciso que elas sejam postas em prática para prover as melhores condições de viabilização do processo de ensino/aprendizagem”. (LIBÂNEO, 2001, p. 326).
 A escola pode ser uma instituição social com propósitos explicitamente educativo, tem o compromisso de intervir efetivamente para promover o desenvolvimento e a socialização de seus alunos, formando assim, cidadãos capazes de atuar com competência e dignidade na sociedade.
Na visão de VEIGA (2001, p. 157) exalta na seguinte expressão: “... ao se constituir como processo, o projeto político pedagógico reforça o trabalho integrado e organizado pela equipe escolar, enaltecendo a sua função primordial de coordenar a ação educativa da escola para que ela atinja o seu objetivo político pedagógico”.
Então por que toda escola necessita de um Projeto Político Pedagógico?
Analisemos primeiramente os argumentos de ordem legal. O Projeto político pedagógico teve inicio nos anos 90, caracterizando a descentralização da educação. A Constituição Federal de 1988 expressou fundamentos de “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”; “ pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas” e “coexistência de instituições publicas e privadas de ensino”; “gestão democrática do ensino publico, na forma da Lei”.
Cinco anos se passaram e o plano Decenal de Educação instituiu a autonomia organizada pedagógica as escolas, propiciando inovações e sua integração no contexto local. 
A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional nº 9394/96 incorporou definitivamente o projeto político pedagógico:
Art.12 – os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema, terão a incumbência de:
I – Elaborar e executar a sua proposta pedagógica.
(...)
IV – velar pelo cumprimento do Plano de trabalho de cada docente.
Art. 13 – os docentes incubir-se-ão de:
I – Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino.
Art. 14 – Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino publico na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola.
Mas não basta apenas regulamentar, é preciso ter intenção, disposição para aplicar por parte de todos que compõem a família escolar. Neste âmbito surgem os argumentos de ordem geral.
O primeiro argumento é o da inovação, que é entendido como um conjunto de intervenções, decisões, e processos, com certo grau de intencionalidade e sistematização, que tem por objetivo modificar atitudes, idéias, culturas, conteúdos, modelos, e praticas pedagógicas, introduzindo uma linha renovadora, novos projetos e programas, materiais curriculares, estratégias de ensino aprendizagem, modelos didáticos e outra forma de gerir o currículo, para garantir a aprendizagem de todos os alunos e a qualidade de ensino. 
O segundo argumento geral, diz respeito a reforma. Esta relaciona-se à estrutura do sistema educativo em seu conjunto. As reformas escolares são movidas por imperativos econômicos e sociais, e estão ligadas as reformas gerais. 
A inovação não esta ligada a modernização da escola, por exemplo, mas vêm de baixo, do coletivo docente, e tem mais possibilidade sucesso e continuidade do que aquelas que emanam do sistema de ensino.
A qualidade formal refere se ao nível ótimo a que podem chegar os meios, instrumentos e procedimentos, e principalmente o conhecimento. A qualidade política diz respeito aos fins e valores sociais do conhecimento, atingindo os objetivos éticos para intervir na realidade visando o bem comum.
Deve-se analisar ainda, a competência técnica, que envolve de saber fazer bem aquilo que precisa fazer; envolve o domínio do saber escolar, estratégias e metodologias. Outro aspecto, onde diz respeito a competência humana, que consiste num bom relacionamento interpessoal e a competência política, que esta ligada a capacidade de ver a escola, a sociedade e o sistema educacional como um todo.
Para tanto a escola só conquista sua autonomia quando os profissionais detém suas competências e tenham participado da elaboração do projeto político e pedagógico e todos trabalham para a sua plena execução.
Para construir um projeto político pedagógico é preciso em primeira fase sensibilizar todos os funcionários da escola. Para sensibilizar a escola, deve-se desconstruir, por parte da equipe gestora, analisando o que não vem funcionando dentro do quadro escolar. A percepção da necessidade de mudança, resultante da sensibilização eleva a moral da escola e dos professores, pois dessa forma “vestem a camisa da escola”, e é elemento imprescindível para iniciar as discussões de elaboração do projeto político pedagógico.
Em segunda fase é preciso diagnosticar a realidade onde a escola esta inserida. Realizar uma analise ampla, levantando os aspectos positivos e negativos da sociedade em questão. Este é o ato situacional
Em terceira fase, deve ser construído o ato filosófico. Em função da sociedade descrita no ato situacional, deve ser perguntada: que sociedade construir? Que aluno formar para transformar esta sociedade para melhor? Que educação queremos? Assim esses idéias de educação devem ser expressos por uma opção da escola e estar em consonância com as diretrizes curriculares.
- A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que define as aprendizagens essenciais que todos os alunos devem se apropriar na educação básica. Sendo assim, todas as escolas devem organizar seu currículo a partir desse documento. Com base na leitura que você realizou, como as competências gerais da Educação Básica se inter-relacionam com o PPP? 
A verdadeira reforma educativa inicia-se na escola mediante as atitudes inovadoras de seus protagonistas e do projeto político pedagógico, onde constituem-se em instrumento de inovação.
É preciso também que a escola seja de qualidade, e dessa escola espera-se que ela garanta acesso, permanência e sucesso, que tenha qualidade social, sendo aquela que promove para todos o domínio de conhecimentos e o desenvolvimento econômico de capacidades cognitivas, operativas e sociais necessários ao atendimento de necessidades individuais e sociais dos alunos, sua inserção no mercado de trabalho.
Se tudo o que é feito em sociedade tem uma dimensão política, a educação constitui-se no espaço sagrado do cultivo e da formação da consciência política. O que os educandos precisam, não é de uma escola ideologicamente elaborada pelos especialistas, mas, que tenha nas grades curriculares a realidade existencial onde estão inseridos.
Um dos indicadores de qualidade é a existência, em cada instituição, de um projeto político pedagógico elaborado e revisado constantemente pelos profissionais que nela atuam, considerando “as orientações legais vigentes e [...] os conhecimentos já acumulados a respeito da educação infantil” (BRASIL, 2009, p. 37). É no Projeto Político Pedagógico que se consolida o currículo e se definem as especificidades para o trabalho articulado entre o cuidar e o educar inerente à Educação Básica.
- A avaliação da aprendizagem é um elemento crucial no processo de ensino e de aprendizagem, visto que oportuniza indíciosdos avanços escolares e dos pontos que precisam ser aperfeiçoados. Com base na leitura que você realizou do PPP, de que modo a escola apresenta o processo de avaliação? 
Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva (LUCKESI, 2002, p. 5).
Segundo Moretto (2002), a avaliação da aprendizagem é, talvez, o momento mais forte da ética na didática, pois é o momento em que julgamos, é o momento em que podemos definir a vida do aluno.
Para Luckesi (1996), a avaliação constitui “um juízo de valor sobre dados relevantes para uma tomada de decisão”.
Goldberg (1973) trata a avaliação como “o processo de coletar, analisar e interpretar evidências relativas à eficácia e eficiência de um programa educacional”.
Em relação à avaliação da aprendizagem, Luckesi (2004) aponta a necessidade de “aprendermos a praticá-la tanto do ponto de vista individual de nós educadores, assim como do ponto de vista do sistema e dos sistemas de ensino. Avaliação não virá por decreto, como tudo o mais na vida. A avaliação emergirá solidamente da prática refletida diuturna dos educadores”
Também para Aguilar (1994), a avaliação é uma forma de pesquisa social aplicada, sistemática, planejada e dirigida: destinada a identificar, obter e proporcionar de maneira válida e confiável dados e informação suficiente e relevante para apoiar um juízo sobre o mérito e o valor dos deferentes componentes de um programa ou de um conjunto de atividades que se realizam.
Para Luckesi (2002), a avaliação só nos propiciará condições para a obtenção de uma melhor qualidade de vida se estiver assentada sobre a disposição para acolher, pois é a partir daí que podemos construir qualquer coisa que seja. O professor tem que estar disposto a transformar a realidade do seu aluno, mas primeiro terá que aceitá-lo do jeito em que se encontra. Ao acolher esse sujeito está dando uma chance de mudança, apresentando novos caminhos construirá, juntamente com ele, uma nova realidade.
ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC
1) Como podemos entender o termo Transversalidade? 
Para o curso em questão as TCTs podem ser trabalhadas de forma interdisciplinar, pois “a interdisciplinaridade oferece uma nova postura diante do conhecimento, uma mudança de atitude em busca do contexto do conhecimento, em busca do ser como pessoa integral. A interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com os limites das disciplinas.”(Gonçalves, 2010)
A BNCC aponta que a Educação Básica brasileira deve promover a formação e o desenvolvimento humano global dos alunos, para que sejam capazes de construir uma sociedade mais justa, ética, democrática, responsável, inclusiva, sustentável e solidária. Isso significa orientar-se por uma concepção de Educação Integral (que não se refere ao tempo de permanência do estudante no espaço escolar ou a uma determinada modalidade de escola). (PENIDO, 2018)
Nesse sentido, os Temas Contemporâneos Transversais(TCTs) têm a condição de explicitar a ligação entre os diferentes componentes curriculares de forma integrada, bem como de fazer sua conexão com situações vivenciadas pelos estudantes em suas realidades, contribuindo para trazer contexto e contemporaneidade aos objetos do conhecimento descritos na Base Nacional Comum Curricular(BNCC).
A Base procura responder, da perspectiva curricular, à alardeada crise da educação, por meio de uma lógica que privilegia certo controle centralizado dos processos educativos. Subjacente a ela parece estar a noção de accountability – termo inglês que se refere à responsabilização ou à prestação de contas, tanto a instâncias de controle quanto à sociedade em geral. Ou seja, a ideia é de que é preciso que a educação – especialmente a educação pública – preste contas à sociedade sobre se está formando adequadamente os jovens. Obviamente, é a própria Base que estipula o que seria esse “adequadamente”. (REIS, 2018)
2) Qual a importância de se trabalhar com os TCTs na escola? 
A partir da elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, foram definidos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que, por sua vez, orientam para a aplicação da transversalidade. No âmbito dos PCNs, a transversalidade diz respeito à possibilidade de se estabelecer, na prática educativa, uma relação entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real e de sua transformação (aprender na realidade e da realidade). 
As competências gerais também se orientam por estudos e tendências sobre o que os estudantes precisam aprender para lidar com os desafios do mundo atual, caracterizado por um alto nível de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Ou seja, estamos preparando as novas gerações para viver em uma realidade marcada por um permanente estado de mudança, em que o futuro é incerto, os problemas são de difícil resolução e boa parte das perguntas que nos fazemos remete a um conjunto variável de respostas. Um contexto bastante diferente daquele no qual foi forjado o modelo de escola atual, em que as transformações aconteciam em passo muito menos acelerado, o que permitia planejar nosso futuro pessoal e profissional com alguma previsibilidade e ter mais clareza sobre por onde caminhar. (PENIDO, 2018)
3) Dos TCTs listados, quais podem ser trabalhados de forma transversal no seu curso de graduação? 
A transversalidade diz respeito à possibilidade de se instituir, na prática educativa, uma analogia entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade). A escola vista por esse enfoque, deve possuir uma visão mais ampla, acabando com a fragmentação do conhecimento, pois somente assim se apossará de uma cultura interdisciplinar. 
Portanto, as escolas poderão acrescentar ao seu Projeto Político Pedagógico (PPP) o que for característico de cada comunidade, sem deixar de lado os direitos dos alunos previstos na BNCC. (FRANÇA, 2019)
Dessa forma, a Base Nacional Comum Curricular pretende unificar conteúdos básicos, que devem ser ensinados em todo o país e que correspondem ao currículo mínimo obrigatório de todas as escolas. Ao mesmo tempo, pretende que os ensinamentos tradicionais e regionais continuem sendo passados aos alunos, correspondendo à parte diversificada do currículo escolar. (FRANÇA, 2019)
No momento de adequar as proposições da BNCC a cada realidade, os sistemas, redes de ensino e instituições escolares devem decidir sobre as formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem. (BNCC, 2018)
A BNCC está estruturada de modo a explicitar as competências que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Fundamental. Tal estrutura não pode ser vista de modo estanque; é na articulação entre as partes que podemos compreender a sua proposta de aprendizagem. Por exemplo, há uma articulação entre as competências gerais e os objetos de conhecimento. (BNCC, 2018)
4) O Guia apresenta uma metodologia de trabalho para o desenvolvimento dos TCTs, baseado em quatro pilares. Quais são estes pilares? Comente sua perspectiva sobre essa metodologia. 
- Os quatro pilares apresentado no Guia para desenvolvimento dos TCTs são:
- Problematização da realidade e das situações de aprendizagem
- superação da concepção fragmentada do conhecimento para uma visão sistêmica
- integração das habilidade e competências curriculares à resolução de problemas
- promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como uma construção coletiva.
A transversalidade e a interdisciplinaridade são modos de trabalhar o conhecimento que buscam reintegração de procedimentos acadêmicos, que ficaramisolados uns dos outros pelo método disciplinar. Necessário se torna uma visão mais adequada e abrangente da realidade, que muitas vezes se nos apresenta de maneira fragmentada.Através dessa ênfase poderemos intervir na realidade para transformá-la.
5. ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA
As concepções sobre interdisciplinaridade, embasadas nas Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná, deixam claro alguns aspectos a serem considerados na organização do plano de trabalho docente. Deste modo, as relações interdisciplinares se estabelecem quando auxiliam a compreensão de um determinado conteúdo e, quando conceitos, teorias ou práticas de uma área disciplinar podem dialogar. Ao mesmo tempo, quando os referenciais teóricos suportem uma abordagem aberta que possa abarcar outros entendimentos.
Planejar é refletir que cidadão queremos formar, é prever atividades significativas, é criar oportunidades para favorecer a participação ativa dos alunos na aquisição de novos conhecimentos, é agir de modo garantir a permanência com sucesso dos alunos no contexto escolar.
Esses espaços de formação têm tudo para permitir maior democratização da informação e do conhecimento, portanto, menos distorção e menos manipulação, menos controle e mais liberdade. É uma questão de tempo, de políticas públicas adequadas e de iniciativa da sociedade. A tecnologia não basta. É preciso a participação mais intensa e organizada da sociedade. O acesso à informação não é apenas um direito. É um direito fundamental, um direito primário, o primeiro de todos os direitos, pois sem ele não se tem acesso aos outros direitos. 
CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIASDIGITAIS
ØNas metodologias ativas, diversas estratégias devem ser utilizadas para queo papel central do processo ensino-aprendizagem, que tradicionalmente erado professor, seja do aluno, que passa a ser mais autônomo e personaliza o processo ensino-aprendizagem. Entre os diversos tipos, temos, por exemplo, Aprendizagem Baseada em Problemas, Aprendizagem Baseada em Projetos,Team Based Learning, Think Pair Share, Peer Instruction, Sala de Aula Invertida, entre outros. 
ØPara empregar metodologias ativas de forma adequada, é essencial que oprofessor as conheça suficientemente para desenvolvê-las adequadamenteem sala de aula. Também precisa conhecer os recursos possíveis e maisfavorecedores que pode utilizar. Neste ponto, esbarramos com o uso das tecnologias digitais na escola, consideradas recursos bastante pertinentes a esse modelo de ensino.
ØAs Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) tem influenciado os hábitos em nossa sociedade e, consequentemente, nas escolas, também. Como o processo educativo é influenciado por todos os âmbitos nos quais o aluno está inserido, como família, sociedade e tecnologias, isso se reflete diretamente na sala de aula e em todos os níveis de escolaridade. É natural para os alunos a imersão nas tecnologias digitais ea aprendizagem por meio dela é percebida como a aula pode se tornar bastante divertida. Cabe ao professor, assim, se familiarizar com o uso das mesmas e se preparar para utilizá-las de forma interativa e socializadora. Dessa maneira, como a natureza das metodologias ativas é baseada em socialização e compartilhamento, usar as TDIC no emprego das mesmas retrata uma integração entre estratégia e técnica que pode ser um excelente diferencial no processo de ensino e aprendizagem, nos anos iniciais do ensino fundamenta. 
PLANOS DE AULA
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Contudo as escolas devem seguir as normativas nos documentos do PPP edo BNCC, para seu planejamento curricular. E com seus planos de ação de formademocrática. Ao realizar o estágio supervisionado, grandes experiências me foramagregadas, são novos e essenciais conhecimentos necessários na vida do futuroprofissional. A docência exige conhecimento, então o estágio tem essa finalidade,permitir ao acadêmico o contato com a realidade a ser vivida profissionalmente, é oalicerce e deve ser visto como uma importante fase para sua formação. Nestesentido, é possível afirmar que é durante o estágio supervisionado que o acadêmicoconecta os conhecimentos teóricos coma prática, permitindo-lhe refletir sobre arealidade que se vive e a importância de um bom trabalho docente, e assim poder seaperfeiçoar ao longo deste período. Portanto, é de extrema importância que o futuroprofessor tenha esse contato prévio com a realidade da instituição escolar, pois é apartir daí que começa a conhecer o funcionamento da Escola e a prática pedagógicado professor, podendo extrair os pontos negativos e positivos e tê-los como princípioem sua atuação profissional.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_20dez_site.pdfAcesso em: 18de fevereiro de 2020. PASQUALINI, J.C. O papel do professor e do ensino na educação infantil: Aperspectiva de Vygotsky, Leontie v e Elkonin. Editora Unesp. Scielo Books.P.161-191. 2010Disponíve em: http://books.scielo.org/id/ysnm8/pdf/ma Acesso em 17 defevereiro de 2020
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image1.png
image2.png
image3.png
image4.png

Mais conteúdos dessa disciplina