Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

• DIREITO PREVIDENCIÁRIO 
• PARA EMPRESAS
• AÇÃO REGRESSIVA PREVIDENCIÁRIA
Art. 120. A Previdência Social ajuizará ação regressiva
contra os responsáveis nos casos de: (Redação dada
pela Lei nº 13.846, de 2019)
I - negligência quanto às normas padrão de segurança e
higiene do trabalho indicadas para a proteção individual
e coletiva; (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
II - violência doméstica e familiar contra a mulher, nos
termos da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de
2006. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24
Art. 121. O pagamento de prestações pela
Previdência Social em decorrência dos casos
previstos nos incisos I e II do caput do art. 120
desta Lei não exclui a responsabilidade civil da
empresa, no caso do inciso I, ou
do responsável pela violência doméstica e
familiar, no caso do inciso II. (Redação dada
pela Lei nº 13.846, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24
• De acordo com o artigo 341, parágrafo único, do RPS, inserido pelo
Decreto 7.331, de 19.10.2010, o Ministério do Trabalho
(atualmente Economia), com base em informações fornecidas
trimestralmente, a partir de 1º de março de 2011, pelo Ministério
da Fazenda (atualmente Economia) relativas aos dados de acidentes
e doenças do trabalho constantes das comunicações de acidente de
trabalho registradas no período, encaminhará à Previdência Social
os respectivos relatórios de análise de acidentes do trabalho com
indícios de negligência quanto às normas de segurança e saúde do
trabalho que possam contribuir para a proposição de ações judiciais
regressivas.
• De acordo com a Recomendação Conjunta GP.CGJT
02/2011, o Presidente do TST recomendou aos
Desembargadores dos Tribunais Regionais do Trabalho e
aos Juízes do Trabalho que encaminhem à respectiva
unidade da Procuradoria Geral Federal – PGF (relação
anexa), por intermédio de endereço de e-mail institucional,
cópia das sentenças e/ou acórdãos que reconheçam
conduta culposa do empregador em acidente de trabalho, a
fim de subsidiar eventual ajuizamento de Ação Regressiva,
nos termos do art. 120 da Lei nº 8.213/91.
• Competência: Justiça Federal
• Autor: INSS
• Réu: Empresa negligente ou agressor da
mulher
• Responsabilidade: Subjetiva
2. A controvérsia posta no recurso especial resume-se em definir se a
autarquia previdenciária efetivamente faz jus ao ressarcimento de benefícios
previdenciários cuja origem é diversa daquela prevista nos arts. 120 e 121
da Lei n. 8.213/91, qual seja, acidente de trabalho. O caso concreto versa
sobre assassinato de segurada do INSS pelo ex-marido. Logo, não se verifica
que a pretensão recursal encontra óbice na Súmula 7/STJ. 3. Os artigos de
lei apontados como violados são considerados impertinentes quando não
possuem comandos legais suficientes para afastar a tese adotada no acórdão
regional. 4. No caso dos autos, o benefício é devido pela autarquia
previdenciária aos filhos da vítima em razão da comprovada relação de
dependência e das contribuições previdenciárias recolhidas pela segurada.
• Logo, o INSS possui legitimidade e interesse para
postular o ressarcimento de despesas decorrentes da
concessão de benefício previdenciário aos
dependentes de segurado, vítima de assassinato. 5. O
agente que praticou o ato ilícito do qual resultou a
morte do segurado deve ressarcir as despesas com o
pagamento do benefício previdenciário, mesmo que
não se trate de acidente de trabalho, nos termos dos
arts. 120 e 121 da Lei nº 8.213/91, c/c os arts. 186 e
927 do Código Civil: REsp 1431150, de 23/8/2016.
• Prescrição 5 anos – Fundo de Direito - STJ
1. Esta Corte firmou a orientação de que a pretensão da 
Autarquia Previdenciária contra o empregador, tendo 
por objetivo o ressarcimento de despesas com o 
pagamento de benefício acidentário, prescreve em cinco 
anos, alcançando o próprio fundo de direito, não se 
podendo cogitar o reconhecimento de relação de trato 
sucessivo, em razão da natureza ressarcitória da ação.
AgRg no AREsp 704219 / RS – 4/12/2019
•
• O prazo prescricional da ação regressiva
acidentária proposta pelo INSS contra o
empregador é quinquenal, nos termos do art. 1º
do Decreto n. 20.910/1932, em observância ao
princípio da isonomia, cujo termo inicial tem
início a contar do deferimento do benefício
previdenciário: AgInt no REsp 1460693 / SC, de
20/2/2018
• Pagamento de SAT não afasta regressiva
• É firme a orientação desta Corte de que o
recolhimento do Seguro de Acidente do
Trabalho - SAT não impede a cobrança pelo INSS,
por intermédio de ação regressiva, dos
benefícios pagos ao segurado nos casos de
acidente do trabalho decorrentes de culpa da
empresa por inobservância das normas de
segurança e higiene do trabalho: AgInt nos EDcl
no AREsp 1298209 / RS, de 25/2/2019.
Juros desde o evento danoso: De acordo com a
jurisprudência do STJ, entende-se que, por se tratar de
responsabilidade extracontratual por ato ilícito, nas
ações regressivas ajuizadas pelo INSS, os juros de
mora deverão fluir a partir do evento danoso, nos
termos do enunciado n. 54 da Súmula do STJ: "Os juros
moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de
responsabilidade extracontratual - REsp 1745544 / RS, de
13-12-2018.
• “em se tratando de responsabilidade civil em acidente do trabalho,
há uma presunção de culpa da empresa quanto à segurança do
trabalhador, sendo da empregadora o ônus de provar que agiu com
a diligência e precaução necessárias a diminuir os riscos de lesões.
Não tendo restado demonstrada a entrega de nenhum EPI
(Equipamento de Proteção Individual), nem prévio treinamento dos
obreiros para operar máquinas tal como aquela manuseada pela
vitimada, torna-se escorreita a culpa da empresa-ré”.
• . TRF 4ª Região, APELREEX 1999.71.00.006986-3, de 
19.08.2009.
•
• Outrossim, a ação regressiva será proposta na
Justiça Federal, tendo em conta que o INSS tem a
natureza jurídica de autarquia federal, com fulcro
no artigo 109, inciso I, da Constituição Federal de
1988, vez que não envolve os seus segurados.
• . TRF 4ª Região, AC 2004.72.07.006705-3, de 
24.11.2009.
•
• Insta afirmar que anteriormente à vigência da Lei
8.213/91 inexistia fundamento legal para a propositura
de ação regressiva pela Previdência Social, mesmo o
empregador incorrendo em dolo ou culpa, conforme já
reconhecido pela jurisprudência.
• . TRF 4ª Região, AC 2001.70.00.026346-7, de 
01.04.2009.
•
• Também é razoável reduzir em 50% o valor da 
indenização quando o trabalhador acidentado 
também incorreu em culpa concorrente com a 
empresa, posicionamento já adotado pelo TRF 
da 4ª Região. 
• . AC 2006.72.04.000386-0, de 03.03.2009.
•
A jurisprudência dos Tribunais Regionais Federais vem reconhecendo a responsabilidade solidária entre
a empresa empregadora e a empresa tomadora do serviço pelo acidente de trabalho culposo na
terceirização: “ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA DO INSS CONTRA O EMPREGADOR.
ARTIGO 120 DA LEI Nº 8.213/91. CONSTITUCIONALIDADE. RESPONSABILIDADE DO TOMADOR E DO
PRESTADOR DO SERVIÇO. A Lei nº 8.213/91, em seu artigo 120, prevê o ressarcimento ao INSS dos
valores despendidos com o pagamento de benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de
trabalho, exigindo, para a responsabilização do empregador, prova de nexo causal entre a conduta
omissiva - consistente em ‘negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho
indicados para a proteção individual e coletiva’ - e o infortúnio que deu causa ao pagamento da
prestação previdenciária. A constitucionalidade do referido dispositivo foi reconhecida por esta Corte
no julgamento da Arguição de Inconstitucionalidade na AC nº 1998.04.01.023654-5, restando afastada
eventual alegação deda seguinte forma: (Redação dada pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
• a) pensão por morte e morte de natureza acidentária - peso de cinquenta por cento; (Redação dada pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
• b) aposentadoria por incapacidade permanente - peso de trinta por cento; e (Redação dada pelo Decreto nº
10.410, de 2020)
• c) auxílio por incapacidade temporária e auxílio-acidente - peso de dez por cento para cada; e (Redação dada
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• III - para o índice de custo, os valores dos benefícios de natureza acidentária pagos ou devidos pela previdência
social. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6957.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6042.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• § 5º O Ministério da Economia publicará, anualmente, no Diário Oficial da União, portaria para
disponibilizar consulta ao FAP e aos róis dos percentis de frequência, gravidade e custo por subclasse
da Classificação Nacional de Atividades Econômicas. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 6o O FAP produzirá efeitos tributários a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao
de sua divulgação. (Incluído pelo Decreto nº 6.042, de 2007).
• § 7o Para o cálculo anual do FAP, serão utilizados os dados de janeiro a dezembro de cada ano,
até completar o período de dois anos, a partir do qual os dados do ano inicial serão substituídos pelos
novos dados anuais incorporados. (Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
•§ 8º O FAP será calculado a partir de 1º de janeiro do ano seguinte àquele ano em que o
estabelecimento completar dois anos de sua constituição. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de
2020)
•§ 9o (Revogado pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
•§ 10. A metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência indicará a sistemática de
cálculo e a forma de aplicação de índices e critérios acessórios à composição do índice composto do
FAP. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6042.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6957.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
Lei 8.213/91, Art. 126. Compete ao Conselho de Recursos da
Previdência Social julgar, entre outras demandas, na forma do
regulamento: (Redação dada pela Lei nº 13.876, de 2019)
I - recursos das decisões do INSS nos processos de interesse
dos beneficiários; (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
II - contestações e recursos relativos à atribuição, pelo
Ministério da Economia, do Fator Acidentário de Prevenção
aos estabelecimentos das empresas; (Incluído pela Lei
nº 13.846, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13876.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24
• Art. 305. Compete ao CRPS processar e julgar: (Redação dada
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• II - as contestações e os recursos relativos à atribuição, pelo
Ministério da Economia, do FAP aos estabelecimentos das
empresas; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 1º O prazo para interposição de contestações e recursos ou
para oferecimento de contrarrazões será de trinta dias,
contado: (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• I - no caso das contestações, da publicação no Diário Oficial da
União das informações sobre a forma de consulta ao
FAP; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• PROVIMENTO CRPS Nº 11, DE 15 DE JULHO DE 2019
• Estabelece critérios para regular as atividades de
servidores com exercício fixado no CRPS, advindos da
Secretaria de Previdência, futuros Conselheiros do
Fator Acidentário de Prevenção - FAP, especialmente
quanto à relatoria de processos de impugnações
apresentadas pelas empresas ao FAP, que se
fundamenta na Lei nº 10.666/2003.
Art. 1º A realização de atividades pelos servidores em exercício neste
Conselho, futuros Conselheiros - FAP, especialmente às pertinentes à
relatoria de processos de impugnações apresentadas pelas empresas
ao Fator Acidentário de Prevenção - FAP, nas modalidades de trabalho
presencial e remota, no período compreendido entre a data de início
de exercício dos respectivos servidores e a data de início efetivo das
atividades da 5ª Câmara de Julgamento e das 30ª e 31ª Juntas de
Recursos, especializadas no julgamento de impugnações do FAP,
deverá obedecer aos critérios deste Provimento Regimental.
§ 1º As atividades de relatoria de processos de impugnações do FAP
apresentadas pelas empresas até 17/06/2019, pendentes de julgamento,
possuem natureza similar às desempenhadas pelo conselheiro relator,
previstas no art.16 do Regimento Interno do CRPS, aprovado pela Portaria
MDSA n° 116, de 20 de março de 2017, com exceção do caráter colegiado,
que somente será implantado a partir do início das atividades da 5ª Câmara
de Julgamento e das 30ª e 31ª Juntas de Recursos, especializadas no
julgamento de impugnações do FAP.
§ 2º Até a implantação definitiva da 5ª Câmara de Julgamento e das 30ª e 31ª
Juntas de Recursos, o julgamento de impugnações ao FAP ocorrerá,
transitoriamente, de forma monocrática, em 1ª e 2ª instâncias,
respectivamente, pelo Vice-Presidente e Presidente do CRPS, similarmente ao
que se encontra previsto no art. 202-B do Decreto 3.048/99.
• FAP 2021
• Publicado
em: 28/09/2020 | Edição: 186 | Seção:
1 | Página: 487
• Órgão: Ministério da Economia/Secretaria
Especial de Previdência e Trabalho
• PORTARIA Nº 21.232, DE 23 DE SETEMBRO DE
2020
• Art. 1º Serão disponibilizados pelo Ministério da Economia - ME, no dia
30 de setembro de 2020, podendo ser acessados nos sítios da
Previdência (https://www.gov.br/previdencia) e da Secretaria Especial
da Receita Federal do Brasil - RFB (www.receita.economia.gov.br):
• I - Os róis dos percentis de frequência, gravidade e custo, por Subclasse
da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, calculados
em 2020, considerando informações dos bancos de dados da previdência
social relativas aos anos de 2018 e 2019.
• II - O Fator Acidentário de Prevenção - FAP calculado em 2020 e vigente
para o ano de 2021, juntamente com as respectivas ordens de
frequência, gravidade, custo e demais elementos que possibilitem ao
estabelecimento (CNPJ completo) verificar o respectivo desempenho
dentro da sua Subclasse da CNAE.
Parágrafo único. O valor do FAP de todos os estabelecimentos (CNPJ
completo), juntamente com as respectivas ordens de frequência,
gravidade, custo e demais elementos que compuseram o processo de
cálculo, serão de conhecimento restrito do estabelecimento
mediante acesso por senha pessoal.
Art. 2º O FAP atribuído aos estabelecimentos (CNPJ completo) pelo
Ministério da Economia poderá ser contestado perante o Conselho
de Recursos da Previdência Social da Secretaria de Previdência,
exclusivamente pormeio eletrônico, através de formulário que será
disponibilizado nos sítios da Previdência e da RFB.
• § 1º A contestação de que trata o caput deverá versar,
exclusivamente, sobre razões relativas a divergências quanto aos
elementos que compõem o cálculo do FAP.
• § 2º Os elementos que compõem o cálculo do FAP contestados
deverão ser devidamente identificados, conforme incisos abaixo,
sob pena de não conhecimento da contestação:
• I - Comunicação de Acidentes do Trabalho - CAT - seleção das CATs
relacionadas para contestação.
• II - Benefícios - seleção dos Benefícios relacionados para
contestação.
• III - Massa Salarial - seleção da(s) competência (s) do período-base, inclusive o
13º salário, informando o valor da massa salarial (campo "REMUNERAÇÃO" -
GFIP eSocial) que o estabelecimento (CNPJ completo) considera correto ter
declarado em GFIP/eSocial para cada competência selecionada.
• IV - Número Médio de Vínculos - seleção da(s) competência(s) do período-base,
informando a quantidade de vínculos (campo "EMPREGADOS E TRABALHADORES
AVULSOS" - GFIP/eSocial) que o estabelecimento (CNPJ completo) considera
correta ter declarado em GFIP/eSocial para cada competência selecionada.
• V - Taxa Média de Rotatividade - seleção do(s) ano(s) do período-base,
informando as quantidades de rescisões (campo "MOVIMENTAÇÕES"* - GFIP / e
no eSocial), admissões (campo "ADMISSÃO"** - GFIP / e no eSocial) e de
vínculos no início do ano (campo X GFIP/eSocial competência) que o
estabelecimento (CNPJ completo) considera corretas ter declarado em
GFIP/eSocial para cada ano do período-base selecionado.
• § 3º Ainda sob pena de não conhecimento, qualquer referência aos elementos
impugnados deverá identificá-los pelos seus respectivos números: CAT (número
da CAT), benefícios, trabalhador (número do NIT).
• § 4º O formulário eletrônico de contestação deverá ser preenchido e transmitido
no período de 01 de novembro de 2020 a 30 de novembro de 2020.
• § 5º O resultado do julgamento proferido pelo Conselho de Recursos da
Previdência Social será divulgado no sítio da Previdência, e o inteiro teor da
decisão será divulgado nos sítios da Previdência e da RFB, com acesso restrito ao
estabelecimento (CNPJ completo).
• § 6º O processo administrativo de que trata este artigo tem efeito suspensivo,
que cessará com o esgotamento do prazo para o recurso previsto no art. 3º sem
que este tenha sido interposto.
• Art. 3º Da decisão proferida pelo Conselho de Recursos da
Previdência Social caberá recurso, exclusivamente por meio
eletrônico, no prazo de trinta dias, contado da data da publicação
do resultado no DOU.
• § 1º O recurso deverá ser encaminhado através de formulário
eletrônico, que será disponibilizado nos sítios da Previdência e da
RFB, e será examinado em caráter terminativo pelo Conselho de
Recursos da Previdência Social.
• § 2º Não será conhecido o recurso sobre matérias que não
tenham sido objeto de contestação em primeira instância
administrativa.
• § 3º O resultado do julgamento proferido pelo Conselho de Recursos da
Previdência Social será publicado no DOU, e o inteiro teor da decisão
será divulgado nos sítios da Previdência e da RFB, com acesso restrito ao
estabelecimento (CNPJ completo).
• § 4º O efeito suspensivo cessará na data da publicação do resultado do
julgamento proferido pelo Conselho de Recursos da Previdência Social.
• Art. 4º A propositura, pelo contribuinte, de ação judicial que tenha por
objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo de
que trata esta Portaria, importa em renúncia ao direito de recorrer à
esfera administrativa e desistência da contestação interposta.
• JUDICIALIZAÇÃO
• RE 684261 RG / PR - PARANÁ
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Relator(a): Min. LUIZ FUX
Julgamento: 14/06/2012 Órgão Julgador: Tribunal Pleno - meio eletrônico
• Publicação
• PROCESSO ELETRÔNICO
• DJe-125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013
• Parte(s)
• RECTE.(S) : KOMATSU FOREST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FLORESTAISLIMITADA
• ADV.(A/S) : ALUIR ROMANO ZANELLATO FILHO E OUTRO(A/S)
• RECDO.(A/S) : UNIÃO
• PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
• RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. SEGURO ACIDENTE DE TRABALHO.
RISCOS ACIDENTAIS DO TRABALHO. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO. LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. DISCUSSÃO
SOBRE A FIXAÇÃO DE ALÍQUOTA. DELEGAÇÃO PARA REGULAMENTAÇÃO. RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL
DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. PRECEDENTE DO SUPREMO NO RE 343.446-2, RELATOR MINISTRO CARLOS VELLOSO.
REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
•
Tipo
Acórdão
Número
0004102-46.2013.4.05.8500
00041024620134058500
Classe
AC - Apelação Civel - 583672
24/05/2016
• Ementa PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO AO
CUSTEIO DO RISCO DE ACIDENTE DO TRABALHO - RAT (ANTIGO SAT). LEI Nº 10.666/03. FATOR
ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO (FAP). DECRETOS Nºs 6.042/07 E 6.957/09. ALÍQUOTA.
FLEXIBILIDADE. ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA. 1. O art. 10 da Lei nº 10.666/03 prevê que as
alíquotas da contribuição ao custeio do Risco de Acidente de Trabalho - RAT (antigo SAT) podem
ser reduzidas até a metade ou majoradas até o dobro. 2. A flexibilidade das alíquotas foi
materializada pelo FAP - Fator Acidentário de Prevenção, instituído pelos Decretos nºs 6.042/07 e
6.957/09, a partir de índices de frequência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho, cuja
metodologia de cálculo ficou a cargo do Poder Executivo, através do Conselho Nacional de
Previdência Social (Resoluções nºs 1.308/09 e 1.309/09). 3. A citada contribuição previdenciária é
calculada de acordo com o grau de risco da atividade desenvolvida em cada empresa, pelo que,
em nítida feição extrafiscal, a criação do FAP serve de instrumento preventivo dos acidentes e
doenças do trabalho, premiando as empresas que investirem em políticas preventivas dos riscos
inerentes às atividades econômicas ou estimulando outros contribuintes a assim procederem. 4.
Considerando que todos os elementos definidores do tributo estão previstos na Lei, inexiste
ilegalidade ou afronta à Constituição na regulamentação do FAP, visto que as normas infralegais
não inovaram em matéria tributária, antes concretizaram o escopo delineado na Lei nº
10.666/03. Precedentes do Eg. STJ e deste Regional. 5. Apelação desprovida.
001366-06.2012.4.04.7215
50013660620124047215
Classe
Reexame Necessário Cível
Relator(a)
IVORI LUÍS DA SILVA SCHEFFER
Relator para Acórdão
IVORI LUÍS DA SILVA SCHEFFER
Origem
TRIBUNAL - QUARTA REGIÃO
Órgão julgador
PRIMEIRA TURMA
Data
01/07/2015
TRIBUTÁRIO. REEXAME NECESSÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. INSS.
ILEGITIMIDADE PASSIVA. 1. Ilegitimidade passiva. Efetivamente, o INSS deixou de ter legitimidade passiva para ações
envolvendo recolhimento de contribuições previdenciárias, com o advento da Super Receita (art. 2º da Lei
11.457/07). Mantida a extinção do feito em relação à autarquia, na forma do art. 267, inc. VI, do CPC. 2.
Compensação. Impossibilidade jurídica do pedido. Como bem decidido pela Magistrada a quo, o § 3º do art. 16 da
LEF impede a reconvenção e a compensação nos embargos à execução fiscal, mas tal regra não impede "o
reconhecimento judicial de compensação já efetivada na esfera administrativa e desconsiderada, no todo ou em
parte, pela autoridade fiscal". 3. Excesso de Execução. Consignado que o FAP não causa impacto no que tange às
contribuições suportadas pelos segurados, razão pela qual os valores consignados na CDA n. 39.912.096-3 restam
incólumes (pois referem-se aos valores descontados dos empregados e não repassados, pela embargante, à
Previdência Social). 4. De outro ângulo, no que tange à CDA n. 39.912.097-1, a autoridade fiscal reputou correto
o FAP de 0,8750 para o exercício 2010 e de 1,2672 para 2011. Procedente o pedido formulado, com a ressalva de que
o equívoco não pode ser imputado à Administração, de vez que a responsável pelo preenchimento das GFIPs com
o FAP incorreto é da própria embargante.
5.Registrado, ainda, que a solução das inconsistências poderia ter sido buscada na
esfera administrativa, mediante apresentação de GFIPs retificadoras, razão pela qual,
apesar da procedência parcial do pedido, a embargante não faz jus aos honorários,
na medida em que deu ensejo à propositura da execução fiscal em montante
superior ao efetivamente devido. 6. Compensação. Em relação à alegação da
Embargante de que as compensações não foram adequadamente consideradas,
sendo realizadas em valores inferiores aos corretos, restou comprovado que tais
fatos resultaram de incorreções nas informações prestadas pela própria embargante.
Ademais, a compensação pretendida pela embargante, na seara judicial, esbarra na
vedação contida no § 3º do art. 16 da LEF, restando a possibilidade de pleitear, na
esfera administrativa e/ou judicial, a repetição de tais valores, na forma prevista no §
2º do art. 31 da Lei n. 8.212/91.
Empresas e benefícios por 
incapacidade laboral
Prof. Frederico Amado
• Art. 42 (ap. invalidez/incapacidade 
permanente)
• § 2o Durante os primeiros quinze dias de
afastamento da atividade por motivo de
invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado
empregado o salário. (Redação Dada pela
Lei nº 9.876, de 26.11.99)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9876.htm#art2
•LEI 8.213/Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado
empregado a contar do décimo sexto dia do afastamento da
atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data
do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz.
•§ 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade
por mais de 30 (trinta) dias, o auxílio-doença será devido a
contar da data da entrada do requerimento.
•§ 2º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995)
•§ 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do
afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à
empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral.
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9032.htm#art8
• RPS-Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da atividade por
motivo de incapacidade temporária, compete à empresa pagar o salário ao segurado
empregado. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o exame
médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias de afastamento.
• § 2º Quando a incapacidade ultrapassar o período de quinze dias consecutivos, o
segurado será encaminhado ao INSS para avaliação médico-pericial. (Redação dada pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 3º Se concedido novo benefício decorrente do mesmo motivo que gerou a
incapacidade no prazo de sessenta dias, contado da data da cessação do benefício anterior, a
empresa ficará desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias de afastamento,
prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for o
caso. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
•
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• § 4º Se o segurado empregado, por motivo de incapacidade, afastar-se do trabalho
durante o período de quinze dias, retornar à atividade no décimo sexto dia e voltar a se
afastar no prazo de sessenta dias, contado da data de seu retorno, em decorrência do
mesmo motivo que gerou a incapacidade, este fará jus ao auxílio por incapacidade
temporária a partir da data do novo afastamento. (Redação dada pelo Decreto nº
10.410, de 2020)
• § 5º Na hipótese prevista no § 4º, se o retorno à atividade tiver ocorrido antes do
período de quinze dias do afastamento, o segurado fará jus ao auxílio por incapacidade
temporária a partir do dia seguinte ao que completar aquele período. (Redação
dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 6º Na impossibilidade de realização do exame médico-pericial inicial antes do
término do período de recuperação indicado pelo médico assistente em documentação, o
empregado é autorizado a retornar ao trabalho no dia seguinte à data indicada pelo
médico assistente, mantida a necessidade de comparecimento do segurado à perícia na
data agendada. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• Art. 76. A previdência social processará, de ofício, o benefício
quando tiver ciência da incapacidade do segurado sem que este
tenha requerido auxílio por incapacidade
temporária. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de
2020)
• Art. 76-A. É facultado à empresa protocolar requerimento de
auxílio por incapacidade temporária ou documento dele originário
de seu empregado ou de contribuinte individual a ela vinculado
ou a seu serviço, na forma estabelecida pelo INSS. (Redação
dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• Art. 661. É facultado à empresa protocolar
requerimento de auxílio-doença ou documento dele
originário de seu empregado ou contribuinte individual
a ela vinculado ou a seu serviço, observado o inciso IV
do art. 660.
• IN INSS 77/2015
• Parágrafo único. A empresa que adotar o
procedimento previsto no caput terá acesso às
decisões administrativas a ele relativas.
• Legitimidade ativa da empresa, inclusive no 
processo judicial.
• Art. 63. O segurado empregado, inclusive o doméstico, em gozo de
auxílio-doença será considerado pela empresa e pelo empregador
doméstico como licenciado. (Redação dada pela Lei Complementar nº
150, de 2015)
• Parágrafo único. A empresa que garantir ao segurado licença
remunerada ficará obrigada a pagar-lhe durante o período de
auxílio-doença a eventual diferença entre o valor deste e a
importância garantida pela licença
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37
• Art. 118. O segurado que sofreu acidente do
trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de
doze meses, a manutenção do seu contrato
de trabalho na empresa, após a cessação do
auxílio-doença acidentário (B91),
independentemente de percepção de auxílio-
acidente.
• Pedido de conversão ADMINISTRATIVO de B91
em B31 (aula NTEP): INSTRUÇÃO NORMATIVA
PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL-INSS - PRESIDENTE INSS Nº
16 DE 27.03.2007
• Judicialmente: Justiça Federal
Número
0014689-56.2010.4.03.6183
00146895620104036183
Classe
APELAÇÃO CÍVEL - 1687263 (ApCiv)
Relator(a)
DESEMBARGADOR FEDERAL CARLOS DELGADO
Origem
TRF - TERCEIRA REGIÃO
Órgão julgador
SÉTIMA TURMA
Data
30/01/2019
PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA. COMPROVAÇÃO DO NEXO CAUSAL
ENTRE A DOENÇA E O TRABALHO. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO. IMPLICAÇÕES TRIBUTÁRIAS E
CONTRATUAIS. INTERESSE JURÍDICO DO EMPREGADOR RECONHECIDO. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA
PROVIDA. SENTENÇA ANULADA. 1 - Da narrativa da inicial, depreende-se que o INSS, após inúmeras
prorrogações efetuadas no auxílio-doença previdenciário de titularidade da Sra. Silvia Cristina
Mangueira (funcionária da empresa "Nobre Couro Ltda", parte autora nesta demanda), entendeu ser
o caso de alteração da benesse para a espécie acidentária, ao fundamento de ter sido "reconhecido o
nexo entre o agravo e a profissiografia, conforme parágrafo 2º do artigo 20 da Lei nº 8.213, de
24/07/1991". 2 - Alega a demandante que "a concessão do auxílio em espécie acidentária -
ESPÉCIE 91, não deve permanecer", porquanto "a situação de saúde da funcionária da Autora, que
padece de mal de ordem psicológica nada tem a ver com a atividade laborativa que desenvolvia",
razão pela qual postula a conversão do benefício acidentário em auxílio-doença
comum previdenciário (espécie 31), e "consequentementea manutenção do FAP e da alíquota da
contribuição relativa ao SAT paga pela Autora, sob pena de pagamento a maior indevido". 3 - A r.
sentença concluiu que "a autora é carecedora da ação por falta de legítimo interesse de agir", na
medida em que estaria configurado interesse meramente econômico (e não jurídico), julgando, assim,
extinto o feito sem resolução do mérito.
4 - A questão debatida no presente feito já foi objeto de discussão em demanda proposta com
idêntica finalidade, ocasião em que esta E. Corte Regional se posicionou pela existência de interesse
jurídico na apreciação do mérito da ação - entendimento ao qual me filio - uma vez que a concessão
de benefício acidentário repercute não somente sobre a carga tributária a ser suportada pela
empregadora, mas também sobre questões intrínsecas ao próprio contrato de trabalho. Precedente. 5
- Ademais, a própria Autarquia, ao comunicar à segurada, Sra. Silvia Cristina Mangueira, que o
benefício havia sido concedido na espécie acidentária, consignou que "eventuais discordâncias
poderão motivar recurso por parte do empregador à Junta de Recursos da Previdência Social", a
corroborar o entendimento no sentido de ser legítimo o interesse da empresa na adequada concessão
do benefício, em vista das possíveis alterações contratuais/tributárias que surgem no momento da
implantação do auxílio-doença por acidente do trabalho. 6 - Registre-se que a prerrogativa conferida
ao empregador de discordar da decisão do INSS que conclui pela existência de nexo etiológico entre a
doença e a atividade profissional vem respaldada pela própria Lei de Benefícios, conforme disposição
contida no art. 21-A, na redação conferida pela Lei nº 11.430/2006 (vigente à época em que se deram
os fatos ora em análise). 7 - Nesse contexto, mostra-se de rigor a anulação da r. sentença e a
devolução dos autos à 1ª instância para regular prosseguimento do feito. 8 - Apelação da parte autora
provida. Sentença anulada.
• Não há competência da Justiça do Trabalho:
• Conversão pelo INSS de B91 e B31 de 
maneira indevida/Condenação INSS dano 
moral:
Número
0001565-71.2015.4.05.9999
00015657120154059999
Classe
AC - Apelação Civel - 580778
Relator(a)
Desembargador Federal Manoel Erhardt
Origem
TRIBUNAL - QUINTA REGIAO
Órgão julgador
Primeira Turma
Data
11/06/2015
ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL. ALTERAÇÃO DA ESPÉCIE DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO CONCEDIDO
ADMINISTRATIVAMENTE. PERDA DA ESTABILIDADE PROVISÓRIA DO AUXÍLIO-DOENÇA
ACIDENTÁRIO. DANO MORAL CARACTERIZADO. MONTANTE FIXADO EM OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS
DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. 1. Trata-se de apelação cível
interposta pelo INSS contra sentença prolatada pelo douto Juízo da Comarca de Pacatuba-SE que,
embora tenha negado o pedido formulado por CARLITO DOS SANTOS de restabelecimento do
benefício de auxílio-doença e a sua conversão em aposentadoria por invalidez, reconheceu a
existência de ato ilícito da autarquia, ora apelante, ao alterar a espécie do benefício
administrativamente concedido ao autor de auxílio-doença acidentário (código 91) para auxílio-
doença comum (código 31), o que gerou a perda da estabilidade provisória do empregado e a
diminuição no valor por ele recebido, a ensejar o direito à reparação pecuniária, no montante de R$
4.500,00, julgando, pois, parcialmente procedente o pedido. 2. A responsabilidade civil do Estado por
danos causados a terceiros por parte de seus agentes públicos encontra guarida no art. 37, parág. 6o.,
da Carta Constitucional, e para restar caracterizado o dever de indenizar, mister se faz necessária a
presença dos seguintes requisitos:
(a) ação ou omissão; (b) dano indenizável; (c) nexo causal entre o dano e o ato
comissivo ou omissivo; (d) e, tratando-se de responsabilidade subjetiva, a existência
de dolo ou culpa. 3. In casu, do compulsar dos autos, observa-se que o autor teve
reconhecido pelo INSS o direito à percepção de auxílio-doença
acidentário (espécie 91) em 13.09.2012. O benefício foi renovado em 05.11.2012,
agora sob a espécie 31, que refere-se à auxílio-doença comum, ou seja, com essa
alteração, o beneficiário perdeu a estabilidade provisória de 1 ano decorrente de
acidente de trabalho, tanto é assim que, em 23.03.2013, foi demitido. 4. A perda da
estabilidade por parte do empregado, por si só, faz nascer o direito à reparação
moral, diante da frustração e do sofrimento causados pela negativa, o que, por certo,
interferiram no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflições,
angústias e desequilíbrio em seu bem estar. 5. A reparação à agressão desses valores
subjetivos mostra-se, portanto, devida, sendo razoável e proporcional para recompor
o patrimônio moral do ofendido o montante de R$ 4.500,00. 6. Apelação a que se
nega provimento.
• Art. 475 - O empregado que for aposentado por invalidez terá
suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas
leis de previdência social para a efetivação do benefício
• § 1º - Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e
sendo a aposentadoria cancelada, ser-lhe-á assegurado o direito à
função que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado,
porém, ao empregador, o direito de indenizá-lo por rescisão do
contrato de trabalho, nos termos dos arts. 477 e 478, salvo na
hipótese de ser ele portador de estabilidade, quando a
indenização deverá ser paga na forma do art.
497. (Redação dada pela Lei nº 4.824, de 5.11.1965)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L4824.htm#art1
RECURSO DE REVISTA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. SUSPENSÃO
DO CONTRATO DE TRABALHO. RESCISÃO CONTRATUAL. NULIDADE.
Os efeitos da suspensão do contrato de trabalho, na hipótese de
aposentadoria por invalidez, devem ser observados enquanto
perdurar o benefício previdenciário, sendo vedado ao empregador,
nesse período, rescindir o contrato de trabalho do empregado
aposentado. Precedentes. Incidência do art. 896, § 7º, da CLT.
Recurso de revista de que não se conhece. (TST - RR:
584820135040733, Relator: Walmir Oliveira da Costa, Data de
Julgamento: 25/03/2015, 1ª Turma, Data de Publicação: DEJT
31/03/2015)
• IN INSS 77/2015
• Art. 660. São legitimados para realizar o
requerimento do benefício ou serviço:
• I - o próprio segurado, dependente ou beneficiário;
• II - o procurador legalmente constituído;
• III - o representante legal, assim entendido o tutor,
curador, detentor da guarda ou administrador
provisório do interessado, quando for o caso;
• IV - a empresa, o sindicato ou a entidade de aposentados
devidamente legalizada, na forma do art. 117 da Lei nº
8.213, de 1991 (convênio); e
• V - o dirigente de entidade de atendimento de que trata o
art. 92, § 1º, do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA,
na forma do art. 493.
• Parágrafo único. No caso de auxílio-doença, a Previdência
Social deve processar de ofício o benefício, quando tiver
ciência da incapacidade do segurado, mesmo que este não
o tenha requerido, observado o disposto no art. 314.
http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/42/1991/8213.htm
• Lei 8.213/91 - Art. 117. A empresa, o sindicato ou a entidade de
aposentados devidamente legalizada poderá, mediante convênio
com a Previdência Social, encarregar-se, relativamente a seu
empregado ou associado e respectivos dependentes, de:
• I - processar requerimento de benefício, preparando-o e instruindo-
o de maneira a ser despachado pela Previdência Social;
• II - submeter o requerente a exame médico, inclusive
complementar, encaminhando à Previdência Social o respectivo
laudo, para efeito de homologação e posterior concessão de
benefício que depender de avaliação de incapacidade;
• III - pagar benefício.
• Art. 694. Tratando-se de titular empregado,
após a concessão de aposentadoria por invalidez
ou especial, o INSS cientificará o empregador
sobre a DIB.
• LIMBO
• TRT da 3ª Região: “45 LAUDO MÉDICO - DIVERGÊNCIA – AUXÍLIO-DOENÇA
– DIVERGÊNCIA ENTRE OS LAUDOS DO INSS E DO MÉDICO DO TRABALHO.Não pode o empregador transferir ao empregado o risco do seu
empreendimento. Se o INSS considera a empregada apta ao trabalho e o
empregador, não concordando com o laudo do Instituto, impede o
retorno da obreira, deve impetrar as medidas cabíveis, administrativas e
judiciais, a fim de dirimir a questão junto ao Órgão Previdenciário,
prevenindo futuras controvérsias, sob pena de arcar com o respectivo
pagamento. (TRT 3ª R 8ª Turma 00536-2004-129-03-00-0 RO Rel. Juiz
Heriberto de Castro DJMG 29/01/2005 P.09). . BOLETIM DE
LEGISLAÇÃO E JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
DA 3ª REGIÃO – MG. Volume 26.
“ALTA MÉDICA PERANTE O INSS – TRABALHADOR CONSIDERADO INAPTO PARA O TRABALHO PELO
MÉDICO DA EMPRESA – LIMBO JURÍDICO TRABALHISTA-PREVIDENCIÁRIO – ARTIGO 476, CLT –
CONTRATO DE TRABALHO VIGENTE – OBRIGAÇÃO DE PAGAR SALÁRIOS MANTIDA – De acordo com o
Artigo 476 da CLT, o afastamento do trabalhador do posto de trabalho com percepção de benefício
previdenciário em razão de doença constitui suspensão do contrato de trabalho. Com a alta médica e
cessação do benefício, é certo que o contrato volta a produzir os seus efeitos regulares, dentre os quais
a obrigação de pagar salários. No caso concreto, após a alta médica, a empregadora considerou o
obreiro inapto para retornar ao posto de trabalho em razão das doenças apresentadas. Assim,
configurou-se a lamentável situação que a jurisprudência denominou “limbo jurídico trabalhista-
previdenciário”. Isto é, o trabalhador é considerado apto pela autarquia previdenciária, deixando de
receber benefício; E inapto pelo empregador, deixando de receber salário. Diante desse quadro, a
melhor interpretação é no sentido de que uma vez cessado o afastamento previdenciário não pode o
empregador simplesmente se recusar a receber o trabalhador de volta ao posto. Deve, isto sim,
providenciar atividade que seja compatível com as limitações apontadas até que ocorra novo
afastamento, caso devido. Poderia a empresa, ainda, recorrer da decisão do INSS e comprovar que o
trabalhador realmente não possui condições para o labor. O que não se admite é que o contrato de
trabalho continue vigente e, concomitantemente, o obreiro seja privado do salário.” (TRT/02, RO n.º
20120075401, 4ª Turma, Rel. Juiz Conv. Paulo Sérgio Jakutis, 01/02/2013).
• (TST, RR n.º 2690-72.2015.5.12.0048, 4ª 
Turma, Rel. Min. Maria de Assis Calsing, 
10/03/2017):
O caso dos autos diz respeito à situação em
que se configura um impasse entre a avaliação
perpetrada pelo perito do INSS, que considera
o trabalhador apto ao trabalho, e o perito médico
do trabalho, que entende que o empregado não
tem condições de voltar a trabalhar. Trata-se de
situação que é denominada pela doutrina de
“limbo-jurídico-previdenciário”, que se caracteriza por 
ser um período no qual o empregado deixa de receber 
o benefício previdenciário, e também não volta a receber 
os seus salários. A esse respeito, o entendimento predominante 
no âmbito desta Corte é no sentido de que a responsabilidade 
pelo pagamento dos salários é do empregador. Precedentes. 
Recurso de Revista conhecido e não provido
• Recomendações seguras para a empresa, caso 
discorde do INSS:
• 1- Pagar os salários após a DCB do auxílio-doença;
• 2- Tentar realocar o segurado na empresa em alguma 
função compatível com a condição clínica;
• 3- Pegar declaração do segurado que este entende 
estar incapacitado;
• 4- Assinar termo juntamente com o segurado
que o pagamento do salário é uma espécie
de empréstimo social, devendo ser restituído
integralmente caso haja o pagamento
administrativo ou judicial do auxílio-doença
no período, sob pena de enriquecimento sem
causa do segurado.
OBS – Na ação judicial entre segurado e INSS
para conceder o auxílio-doença, a empresa
empregadora possui legitimidade ativa
concorrente com o segurado.
Empresas e benefícios: 
salário-família, salário-
maternidade e ap. 
especial
Salário-família
• PORTARIA SEPRT/ME Nº 477, DE 12 DE JANEIRO DE
2021
• Art. 4º O valor da cota do salário-família por filho ou
equiparado de qualquer condição, até 14 (quatorze)
anos de idade, ou inválido de qualquer idade, a partir
de 1º de janeiro de 2021, é de R$ 51,27 (cinquenta e
um reais e vinte e sete centavos) para o segurado com
remuneração mensal não superior a R$ 1.503,25 (um
mil quinhentos e três reais e vinte e cinco centavos).
• Art. 67. O pagamento do salário-família é condicionado à
apresentação da certidão de nascimento do filho ou da
documentação relativa ao equiparado ou ao inválido, e à
apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória
e de comprovação de freqüência à escola do filho ou
equiparado, nos termos do regulamento.
• Parágrafo único. O empregado doméstico deve apresentar apenas a
certidão de nascimento referida no caput. (Incluído pela Lei
Complementar nº 150, de 2015)
• Art. 68. As cotas do salário-família serão pagas pela empresa
ou pelo empregador doméstico, mensalmente, junto com o
salário, efetivando-se a compensação quando do
recolhimento das contribuições, conforme dispuser o
Regulamento.
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37
• § 1º A empresa ou o empregador
doméstico conservará durante 10 (dez)
anos os comprovantes dos pagamentos e
as cópias das certidões correspondentes,
para exame pela fiscalização da
Previdência Social.
• § 2º Quando o pagamento do salário não for
mensal, o salário-família será pago
juntamente com o último pagamento relativo
ao mês.
• Salário-maternidade
• Art. 72. O salário-maternidade para a segurada empregada
ou trabalhadora avulsa consistirá numa renda mensal igual a
sua remuneração integral.
• OBS- Para a empregada e a avulsa, o valor equivalerá a uma
remuneração mensal, não se sujeitando ao teto do RGPS (STF, ADI-
MC 1.946), mas deve observar o teto federal (artigo 248, da CRFB),
cabendo a empresa arcar com a eventual diferença
• § 1o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à
respectiva empregada gestante, efetivando-se a
compensação, observado o disposto no art. 248 da
Constituição Federal, quando do recolhimento das
contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais
rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa
física que lhe preste serviço.
• § 2o A empresa deverá conservar durante 10 (dez)
anos os comprovantes dos pagamentos e os
atestados correspondentes para exame pela
fiscalização da Previdência Social.
• § 3o O salário-maternidade devido à
trabalhadora avulsa e à empregada do
microempreendedor individual de que trata o
art. 18-A da Lei Complementar no 123, de 14 de
dezembro de 2006, será pago diretamente pela
Previdência Social.” (NR) LEI 12.470/2011
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/L8213cons.htm#art72%C2%A73
• “INFORMATIVO 524 STJ- DIREITO PREVIDENCIÁRIO.
RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DO SALÁRIO-
MATERNIDADE.
• É do INSS — e não do empregador — a responsabilidade
pelo pagamento do salário-maternidade à segurada
demitida sem justa causa durante a gestação. Isso porque,
ainda que o pagamento de salário-maternidade, no caso de
segurada empregada, constitua atribuição do empregador,
essa circunstância não afasta a natureza de benefício
previdenciário da referida prestação
• Com efeito, embora seja do empregador a
responsabilidade, de forma direta, pelo pagamento dos
valores correspondentes ao benefício, deve-se considerar
que, nessa hipótese, o empregador tem direito a efetuar
a compensação dos referidos valores com aqueles
correspondentes às contribuições incidentes sobre a
folha de salários e demais rendimentos. REsp 1.309.251-
RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em
21/5/2013”.
http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201309251
• Por força de decisão judicial com deferimento de tutela
provisória em sede de Agravo de Instrumento de nº
5055114-88.2017.4.04.0000/PR, restou estendida a
eficácia territorial da decisão na Ação Civil Pública nº
5041315-27.2017.4.04.7000/PR para todo território
nacional,determinando a concessão administrativa de
salário-maternidade às seguradas demitidas sem justa
causa, preenchidos os demais requisitos ao benefício,
pagando-os diretamente, nas Agências da Previdência
Social.
• Mas é possível que a empregada despedida
ilegalmente durante a estabilidade gestacional busque
a reparação na Justiça do Trabalho em ação contra a
empresa, a fim de requerer indenização pela
remuneração não recebida até o quinto mês após o
parto e demais consectários de cunho trabalhista, com
fulcro no artigo 10, II, letra B, do ADCT da Constituição.
• Nesse sentido o TST:
• AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº
13.015/2014. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. GESTANTE. ART. 10, II, “b”, DO ADCT. CONTRATO POR
TEMPO DETERMINADO. DESCONHECIMENTO DO ESTADO GRAVÍDICO. SÚMULA Nº 244 DO TST 1. A
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho evoluiu no sentido de reconhecer o direito à
estabilidade provisória prevista no art. 10, II, “b”, do ADCT à empregada gestante submetida a
contrato de trabalho por tempo determinado, gênero de que é espécie o contrato de experiência.
Diretriz sufragada na nova redação do item III da Súmula nº 244 do TST. 2. Consoante a diretriz
perfilhada na Súmula nº 244, I, do Tribunal Superior do Trabalho, o desconhecimento do estado
gravídico tanto pela empregada como pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da
indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b”, do ADCT). 3. Acórdão regional que consigna
que o direito à estabilidade provisória da empregada gestante independe do conhecimento da
gravidez pelo empregador mostra-se em consonância com a jurisprudência do Tribunal Superior do
Trabalho, consubstanciada na Súmula nº 244, I, do TST. 4. Agravo de instrumento da Reclamada de
que se conhece e a que se nega provimento”. (AIRR-1759-61.2013.5.09.0068, Rel. Min João Oreste
Dalazen, 4ª Turma, Data de Publicação: DEJT 12/2/2016).
• .
• Art. 10. Até que seja promulgada a lei complementar a que se
refere o art. 7º, I, da Constituição:
• ...
• II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa:
• a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões
internas de prevenção de acidentes, desde o registro de sua
candidatura até um ano após o final de seu mandato;
• b) da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez
até cinco meses após o parto.
• Desta forma, acaso a ex-empregada tenha ajuizado reclamação trabalhista
contra a empresa e tenha sido indenizada pela Justiça do Trabalho pelo
período abarcado pelo salário-maternidade (que precede o quinto mês
após o parto), não caberá a condenação do INSS para pagar o salário-
maternidade, sob pena de duplo pagamento e enriquecimento sem causa.
• Nesse sentido, o correto posicionamento da TNU:
• TNU fixa tese sobre salário-maternidade em caso de demissão sem justa
causa
• Decisão TNU
• Publicado: 18/09/2017 10h52Última modificação: 18/09/2017 10h55
• Pagamento de indenização no valor de salários do período de
estabilidade dispensa benefício
A Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Federais (TNU) firmou a tese de que o pagamento de indenização
trabalhista à empregada demitida sem justa causa, em valor comprovadamente correspondente a todos os salários
relativos ao período em que a gestante gozaria de estabilidade, exclui a necessidade de concessão do benefício de
salário-maternidade. O entendimento foi estabelecido, por unanimidade, na sessão do último dia 14 de setembro,
realizada na Seção Judiciária de Maceió, em Alagoas.
O pedido de uniformização foi apresentado por uma segurada contra acórdão da Primeira Turma Recursal de Santa
Catarina, que manteve sentença de primeira instância negando o pedido de concessão de salário-maternidade.
Segundo a segurada, a decisão contraria entendimento das Segunda e Décima Turmas Recursais de São Paulo, de que
é possível a concessão do benefício, independentemente do recebimento de indenização no valor referente ao
período de estabilidade.
Em seu voto, o juiz federal Fábio Cesar dos Santos Oliveira, relator do caso na TNU, observou que, conforme a
legislação em vigor, o salário-maternidade é benefício devido à segurada da Previdência Social durante 120 dias, com
início no período entre 28 dias antes do parto e a data de ocorrência dele, que deve ser pago à empregada pela
empresa. Também por força legislativa, apesar de realizar os pagamentos, o empregador deve receber
posteriormente as compensações do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), entidade responsável pelo benefício,
segundo já decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
• No pedido de uniformização apresentado à TNU, a autora impugnou decisão que entendeu como
suficiente a indenização paga pela empresa, em valor correspondente à totalidade dos salários-
maternidade do período de 120 dias determinado em lei. “O pagamento de indenização
trabalhista à empregada demitida sem justa causa, correspondente ao período em que a gestante
gozaria de estabilidade, exclui o fundamento racional do pagamento do benefício de salário-
maternidade, caso reste demonstrado que a quantia paga pelo ex-empregador abrange os
salários que deveriam ser recebidos pela segurada no período da estabilidade”, argumentou
Santos Oliveira, ao negar o pedido.
• O entendimento do relator foi seguido pelos demais integrantes da Turma Nacional de
Uniformização, que fixou a tese sobre a matéria. A TNU determinou ainda o retorno dos autos à
Turma Recursal de Santa Catarina para adequação do julgado, para aferir se o valor da
indenização trabalhista paga correspondia aos salários devidos no período de estabilidade.
• Processo nº 5010236-43.2016.4.04.7201/SC.
• . http://www.cjf.jus.br/cjf/noticias/2017/setembro/tnu-fixa-tese-sobre-salario-
maternidade-em-caso-de-demissao-sem-justa-causa
•
• Art. 96. O início do afastamento do trabalho
da segurada empregada, inclusive da
doméstica, será determinado com base em
atestado médico ou certidão de nascimento
do filho. (Redação dada pelo Decreto
nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• RPS/Art. 98. A segurada que exerça atividades concomitantes fará jus ao salário-
maternidade relativo a cada atividade para a qual tenha cumprido os requisitos
exigidos, observadas as seguintes condições: (Redação dada pelo Decreto
nº 10.410, de 2020)
• I - na hipótese de uma ou mais atividades ter remuneração ou salário de
contribuição inferior ao salário-mínimo mensal, o benefício somente será devido
se o somatório dos valores auferidos em todas as atividades for igual ou superior a
um salário-mínimo mensal; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• II - o salário-maternidade relativo a uma ou mais atividades poderá ser inferior ao
salário-mínimo mensal; e (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• III - o valor global do salário-maternidade, consideradas todas as atividades, não
poderá ser inferior ao salário-mínimo mensal. (Incluído pelo Decreto nº
10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• Art. 100-B. O salário-maternidade devido à empregada intermitente será pago diretamente pela
previdência social, observado o disposto no art. 19-E, e o valor da contribuição previdenciária
será deduzido da renda mensal do benefício, nos termos do disposto no art. 198, e não será
aplicado o disposto no art. 94. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 1º O salário-maternidade de que trata este artigo consiste na média aritmética simples das
remunerações apuradas no período referente aos doze meses que antecederem o parto, a adoção
ou a obtenção da guarda para fins de adoção. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 2º Na hipótese de empregos intermitentes concomitantes, a média aritméticaa que se refere o
§ 1º será calculada em relação a todos os empregos e será pago somente um salário-
maternidade. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 3º A contribuição previdenciária a cargo da empresa terá como base de cálculo a soma das
remunerações pagas no período de doze meses anteriores à data de início do salário-
maternidade, dividida pelo número de meses em que houve remuneração. (Incluído pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• Art. 100-C. O salário-maternidade devido à
empregada com jornada parcial cujo salário de
contribuição seja inferior ao seu limite mínimo
mensal , observado o disposto no art. 19-E, será
pago diretamente pela previdência social, e o
valor da contribuição previdenciária deverá ser
deduzido da renda mensal do benefício, nos
termos do disposto no art. 198. (Incluído
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• Art. 103. A segurada aposentada que retornar
à atividade fará jus ao pagamento do salário-
maternidade, de acordo com o disposto no
art. 93.
• ADI/MC 6.327, DE 12/03/2020 (ADI RECEBIDA COMO ADPF)
• No dia 12 de março de 2020, no julgamento monocrático preliminar da ADI 6.327,
o Ministro Fachin concedeu medida “liminar a fim de conferir interpretação
conforme à Constituição ao artigo 392, §1º, da CLT, assim como ao artigo 71 da Lei
n.º 8.213/91 e, por arrastamento, ao artigo 93 do seu Regulamento (Decreto n.º
3.048/99), e assim assentar (com fundamento no bloco constitucional e
convencional de normas protetivas constante das razões sistemáticas antes
explicitadas) a necessidade de prorrogar o benefício, bem como considerar como
termo inicial da licença-maternidade e do respectivo salário-maternidade a alta
hospitalar do recém-nascido e/ou de sua mãe, o que ocorrer por último, quando
o período de internação exceder as duas semanas previstas no art. 392, §2º, da
CLT, e no art. 93, §3º, do Decreto n.º 3.048/99”.
• Posteriormente, a liminar foi referendada pela maioria do Plenário do STF:
• “Decisão: O Tribunal, por maioria, preliminarmente, conheceu da presente Ação Direta de
Inconstitucionalidade como Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental e, no mérito,
presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, referendou a liminar deferida a fim de conferir
interpretação conforme à Constituição ao artigo 392, § 1º, da CLT, assim como ao artigo 71 da Lei
n.º 8.213/91 e, por arrastamento, ao artigo 93 do seu Regulamento (Decreto n.º 3.048/99), e assim
assentar a necessidade de prorrogar o benefício, bem como considerar como termo inicial da
licença-maternidade e do respectivo salário-maternidade a alta hospitalar do recém-nascido e/ou
de sua mãe, o que ocorrer por último, quando o período de internação exceder as duas semanas
previstas no art. 392, § 2º, da CLT, e no art. 93, § 3º, do Decreto n.º 3.048/99, nos termos do voto
do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que indeferia a liminar. O Ministro Gilmar Mendes
acompanhou o Relator com ressalvas. Não participou deste julgamento, por motivo de licença
médica, o Ministro Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 27.3.2020 a 02.04.2020”.
• Aposentadoria especial
• Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou
à integridade física considerados para fins de concessão da
aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será
definida pelo Poder Executivo
• § 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos
agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma
estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS,
emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo
técnico de condições ambientais do trabalho expedido por
médico do trabalho ou engenheiro de segurança do
trabalho nos termos da legislação trabalhista.
• § 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão
constar informação sobre a existência de tecnologia de
proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade
do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação
sobre a sua adoção pelo estabelecimento respectivo.
• § 3º A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com
referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de
seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de
efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita
à penalidade prevista no art. 133 desta Lei.
• § 4º A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil
profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo
trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de
trabalho, cópia autêntica desse documento
• Caso a empresa não forneça o PPP ou o
apresente com incorreções, o segurado
poderá ajuizar ação contra a empresa na
Justiça do Trabalho cominatória de obrigação
de fazer, a fim de disponibilizar o formulário
que é imprescindível à concessão da
aposentadoria especial:
•“RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. ENTREGA DO
PERFIL PSICOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO PELO
EMPREGADOR. O Perfil Profissiográfico é um documento
que deve ser mantido pelo empregador e no qual são
registradas as condições de trabalho, atividades e funções
desenvolvidas pelo empregado. Tal documento deve ser
devidamente atualizado durante o contrato de trabalho, na
medida em que as circunstâncias operacionais relativas às
atividades laborais sofrerem modificação.
•O documento, devidamente preenchido e atualizado,
somente é disponibilizado ao trabalhador na data da sua
rescisão contratual. Portanto, no termos do § 4.º do artigo
58 da Lei n.º 8.213/91, deve o Reclamado fornecer o Perfil
Profissiográfico Previdenciário ao Reclamante. Recurso de
Revista parcialmente conhecido e provido”. (RR - 189700-
06.2008.5.02.0043, Relatora Ministra: Maria de Assis
Calsing, Data de Julgamento: 20/03/2013, 4ª Turma, Data
de Publicação: 26/03/2013).
•PERÍCIA INDIRETA – PROVA POR SIMULARIDADE: De acordo com o Corte
Superior, “a prova pericial é o meio adequado e necessário para atestar a
sujeição do trabalhador a agentes nocivos à saúde para seu enquadramento
legal em atividade especial. Diante do caráter social da previdência, o
trabalhador segurado não pode sofrer prejuízos decorrentes da
impossibilidade de produção da prova técnica. 4. Quanto ao tema, a
Segunda Turma já teve a oportunidade de se manifestar, reconhecendo nos
autos do Recurso Especial1.397.415/RS, de Relatoria do Ministro Humberto
Martins a possibilidade de o trabalhador se utilizar de perícia produzida de
modo indireto, em empresa similar àquela em que trabalhou, quando não
houver meio de reconstituir as condições físicas do local onde efetivamente
prestou seus serviços.
• 5. É exatamente na busca da verdade real/material que deve ser admitida
a prova técnica por similaridade. A aferição indireta das circunstâncias de
labor, quando impossível a realização de perícia no próprio ambiente de
trabalho do segurado é medida que se impõe. 6. A perícia indireta ou por
similaridade é um critério jurídico de aferição que se vale do argumento
da primazia da realidade, em que o julgador faz uma opção entre os
aspectos formais e fáticos da relação jurídica sub judice, para os fins da
jurisdição. 7. O processo no Estado contemporâneo tem de ser
estruturado não apenas consoante as necessidades do direito material,
mas também dando ao juiz e à parte a oportunidade de se ajustarem às
particularidades do caso concreto” (REsp 1.370.229, de 25/02/2014).
•
• Destaque-se que o simples recebimento do
adicional de insalubridade, verba trabalhista, não
gera necessariamente a contagem do tempo
especial, tendo em vista serem diversas as
sistemáticas do direito trabalhista e
previdenciário(STJ, EAREsp 200702630250, de
17.02.2009.)
• Art. 57
• § 8º Aplica-se o disposto no art. 46 ao
segurado aposentado nos termos deste
artigo que continuar no exercício de
atividade ou operação que o sujeite aos
agentes nocivos constantes da relação
referida no art. 58 desta Lei (SUSPENSÃO
DA APOSENTADORIA)
• No início de junho de 2020, o STF acolheu a tese do INSS no tema 709:
• “i) É constitucional a vedação de continuidade da percepção de
aposentadoria especial se o beneficiário permanece laborando em
atividade especial ou a ela retorna, seja essa atividade especial aquela
que ensejou a aposentação precoce ou não.
• ii) Nas hipóteses em que o segurado solicitar a aposentadoria e
continuar a exercer o labor especial, a data de início do benefício será a
data de entrada do requerimento, remontando a esse marco, inclusive,
os efeitos financeiros. Efetivada, contudo, seja na via administrativa, seja
na judicial a implantação do benefício, uma vez verificado o retorno ao
labor nocivo ou sua continuidade, cessará o benefício previdenciário em
questão”.
• Aposentadoria especial de eletricitário
extingue contrato de trabalho com
empregadora
• TST
• A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior
do Trabalho rejeitou embargos de um eletricitário da Copel Distribuição S.A., do
Paraná, que pretendia anular a rescisão contratual decorrida da concessão de
aposentadoria especial. A decisão foi fundamentada na jurisprudência da
subseção no sentido de que a concessão de aposentadoria especial – concedida
em função do trabalho em condições prejudiciais à saúde – acarreta a extinção
do contrato por iniciativa do empregado.
• O eletricitário atuou na empresa por 30 anos, e ao obter a concessão da
aposentadoria especial pelo INSS seu contrato foi rescindido. Na reclamação
trabalhista, pediu a nulidade da rescisão contratual com a pretensão de
permanecer no emprego. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR)
deferiu o pedido, por entender que a aposentadoria, mesmo especial, não
implica a extinção do contrato de trabalho.
• Em recurso ao TST, a Copel argumentou que o empregado que se aposenta na
área de risco não pode continuar exercendo a mesma função pela qual se
aposentou. Sustentou ainda que não seria obrigada a mudar o empregado de
função em razão de sua aposentadoria especial, e que a sua realocação em outro
cargo seria medida de constitucionalidade duvidosa, devido à exigência de
concurso público.
• O recurso foi examinado inicialmente pela Terceira Turma, que deu razão à
empresa. O relator, ministro Alberto Bresciani, lembrou que a aposentadoria
especial visa proteger o trabalhador de condições deterioradas do seu ambiente
de trabalho. Assim, no seu entendimento, a contagem diferenciada do tempo de
serviço somente se justifica em razão da não continuidade do trabalho. “Se o
objetivo da lei é preservar o trabalhador do ambiente nocivo, não podemos
admitir que a mesma lei seja interpretada para mantê-lo no ambiente nocivo”,
assinalou.
• No julgamento dos embargos do eletricista à SDI-1, o relator, ministro Hugo
Carlos Scheuermann, destacou que a subseção já firmou entendimento no
sentido de que a concessão da aposentadoria especial acarreta a extinção do
contrato de trabalho. Esse precedente (E-ED-RR-87-86.2011.5.12.0041) explica
que a lei, “por razões óbvias” relacionadas à preservação da integridade do
empregado, veda categoricamente a sua permanência no emprego após a
concessão, ao menos na função que ensejou a condição de risco à saúde, sob
pena de automático cancelamento do benefício. Assim, o relator concluiu que a
decisão da Turma está em harmonia com a jurisprudência da SDI-1, e negou
provimento aos embargos do empregado.
• A decisão foi unânime.
• (Mário Correia e Carmem Feijó)
• Processo: E-ARR-607-93.2010.5.09.0678
• 11/10/2017
http://aplicacao4.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do;jsessionid=3114032486851029D17B4B2A52F001C3.vm652?conscsjt=&numeroTst=607&digitoTst=93&anoTst=2010&orgaoTst=5&tribunalTst=09&varaTst=0678&consulta=Consultar
§ 6º O benefício previsto neste artigo será financiado com os recursos
provenientes da contribuição de que trata o inciso II do art. 22 da Lei
no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas serão acrescidas de doze,
nove ou seis pontos percentuais, conforme a atividade exercida pelo
segurado a serviço da empresa permita a concessão de aposentadoria
especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição,
respectivamente. (Redação dada pela Lei nº 9.732, de
11.12.98) (Vide Lei nº 9.732, de 11.12.98)
§ 7º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide exclusivamente
sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais referidas
no caput. (Incluído pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212cons.htm#art22ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9732.htm#art57%C2%A76
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9732.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9732.htm#art57%C2%A76
• ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO RFB Nº 2, DE 18 DE SETEMBRO DE 2019
• Multivigente Vigente Original Relacional
• (Publicado(a) no DOU de 23/09/2019, seção 1, página 47)
• Dispõe sobre a contribuição adicional para o custeio da aposentadoria especial
de que trata o art. 292 da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro
de 2009.
• O SUBSECRETÁRIO-GERAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição
que lhe confere o Anexo I da Portaria RFB nº 1.098, de 8 de agosto de 2013, e
tendo em vista o disposto no art. 292 da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13
de novembro de 2009, declara:
• *Art. 1º Ainda que haja adoção de medidas de proteção coletiva ou individual
que neutralizem ou reduzam o grau de exposição do trabalhador a níveis legais
de tolerância, a contribuição social adicional para o custeio da aposentadoria
especial de que trata o art. 292 da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de
novembro de 2009, é devida pela empresa, ou a ela equiparado, em relação à
remuneração paga, devida ou creditada ao segurado empregado, trabalhador
avulso ou cooperado de cooperativa de produção, sujeito a condições especiais,
nos casos em que não puder ser afastada a concessão da aposentadoria especial,
conforme dispõe o § 2º do art. 293 da referida Instrução Normativa.*
Art. 2º Ficam modificadas as conclusões em contrário constantes em Soluções de
Consulta ou em Soluções de Divergência, emitidas antes da publicação deste ato,
independentemente de comunicação aos consulentes.
• Art. 3º Publique-se no Diário Oficial da União.
• JOSÉ DE ASSIS FERRAZ NETOincompatibilidade com a obrigação de custeio garantida pelo artigo 7º, XXVIII, da
CF, que prevê o pagamento, a cargo do empregador, de seguro contra acidentes de trabalho. Em caso de
terceirização de serviços, o tomador e o prestador respondem solidariamente pelos danos causados à
saúde dos trabalhadores, inclusive em ação regressiva do INSS” (TRF 4ª Região, 5001998-
02.2011.404.7204, de 28/10/2014).
Os Tribunais Regionais Federais também vêm aplicando a responsabilização solidária entre empresas consorciadas:
“ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA PROPOSTA PELO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. SENTENÇA
CONDENATÓRIA ALTERNATIVA. NULIDADE. CAUSA MADURA. CONSÓRCIO DE EMPRESAS. AUSÊNCIA DE
PERSONALIDADE JURÍDICA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DAS EMPRESAS CONSORCIADAS. CONSTITUCIONALIDADE
DO ART. 120 DA LEI Nº. 8.213/91. SAT. RESPONSABILIDADE CIVIL CONFIGURADA. POSSIBILIDADE DE INCLUSÃO DAS
PRESTAÇÕES FUTURAS NA CONDENAÇÃO. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. SENTENÇA
ANULADA. PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. PREJUDICADOS OS APELOS. 1- A condenação em prestação alternativa só tem
cabimento nas hipóteses em que o pedido do autor decorra de descumprimento de obrigação alternativa, cuja escolha
caiba ao devedor, nos moldes do art. 252 do Código Civil. Fora desses casos, é defeso ao juiz proferir sentença
alternativa. 2- Aplicação da Teoria da Causa Madura e julgamento da ação diretamente pelo Tribunal, nos termos do
art. 515 e parágrafos do CPC. 3- O consórcio não possui personalidade jurídica, razão pela qual as requeridas são
legítimas para compor o polo passivo da presente demanda regressiva (art. 278, §1º, da Lei nº. 6.404/76). 4 - O
Instituto Autárquico pretende o ressarcimento de montante despendido e a despender em virtude do pagamento de
auxílio-doença, decorrente de acidente de trabalho de segurado, com fulcro no disposto no art. 120, da Lei nº
8.213/91. 5- Inexiste a apontada inconstitucionalidade do art. 120, da Lei nº 8.213/91, eis que a Emenda Constitucional
nº 41/2003 acrescentou o parágrafo 10º ao art. 201: “§ 10º. Lei disciplinará a cobertura do risco de acidente do
trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado.”
6- O pagamento do Seguro de Acidente do Trabalho - SAT também não exclui a responsabilidade do
empregador pelo ressarcimento de valores pagos pelo INSS, resultantes de acidente de trabalho,
quando comprovado o dolo ou culpa; ao contrário, a cobertura do SAT somente ocorre nos casos de
culpa exclusiva da vítima, de caso fortuito ou de força maior. 7- O art. 120, da Lei nº. 8.213/91, dispõe
que, “nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados
para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os
responsáveis.” 8 - Na hipótese em tela, o conjunto probatório coligido aos autos demonstra a
negligência das empresas requeridas. 9 - Embora futuras, as prestações vincendas são certas, de
maneira que devem integrar a condenação. 10- Descabe a pretensão de constituição de capital na
hipótese em que o Instituto Autárquico já instituiu benefício em favor do segurado e reclama das
empresas rés o reembolso dos gastos realizados, uma vez que a obrigação das requeridas não detém
caráter alimentar. 11 - Anulada, de ofício, a sentença e, por conseguinte, prejudicados os recursos. 12-
Procedente a demanda, em julgamento proferido nos termos do art. 515, §3º, do CPC, para condenar
as empresas demandadas ao ressarcimento dos valores pagos pelo INSS em decorrência do acidente
descrito na inicial, vencidas até a liquidação, bem como das prestações futuras, mediante repasse à
Previdência Social até o dia 10 (dez) de cada mês o valor do benefício pago no mês imediatamente
anterior, com os consectários especificados”. (TRF 2ª Região, AC 1902796, de 10/06/2014).
• Outrossim, no caso de acidente de trabalho culposo que acometer
trabalhador avulso, também haverá a solidariedade na ação regressiva
previdenciária entre o órgão gestor de mão de obra e o operador
portuário. Isso porque “o artigo 19, V, da Lei de Modernização dos Portos,
estabelece que compete ao OGMO zelar pelar normas de saúde, higiene e
segurança no trabalho portuário avulso. Descumprindo tal obrigação, o
OGMO responde solidariamente com o operador portuário pelos
acidentes de trabalho decorrentes de falhas na segurança dos
trabalhadores, de acordo com os arts. 1.º, 2.º, parágrafos 4.º, e 9.º, todos
da Lei n.º 9.719/98 e com a Norma Regulamentar n.º 29”.
• . TRF 5ª Região, Apelação Cível 540847, de 11/19/2012.
•
Entre a empresa incorporadora e a construtora também é possível imputar condenação solidária na
ação regressiva previdenciária, estendendo-se a aplicação do artigo 30, inciso VI, da Lei 8.212/91. Nesse
sentido o TRF da 4ª Região: “AÇÃO REGRESSIVA. PREJUÍZOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRABALHO
FATAL. SOLIDARIEDADE ENTRE INCORPORADORA E CONSTRUTORA. NEGLIGÊNCIA DA CONSTRUTORA
CONSTATADA. DEVER DE RESSARCIR. - Prevê o art. 30 da citada lei a responsabilidade solidária entre
incorporador e construtor pela “arrecadação e recolhimento das contribuições ou de outras
importâncias devidas à Seguridade Social: (grifo meu), podendo perfeitamente ser incluído, entre
essas importâncias, o valor relativo ao ressarcimento pelos danos sofridos pelo INSS. - Mostra-se
irrelevante a questão sobre o fornecimento ou não do cinto de segurança, já que restou sobejamente
comprovado nos autos que a ausência do cinto foi apenas um dos elementos que teria contribuído para
o acidente, havendo inúmeras outras causas, ainda mais relevantes, para o evento fatal, tais como falta
de painéis fixos/ removíveis de contenção elevador de materiais e falta de cancela um metro antes da
torre no oitavo pavimento, além de tantos outros fatores expressos no laudo pericial de fls.337/347. -
Não vislumbro a alegada culpa exclusiva da vítima. Ao contrário, entendo que a conduta negligente deve
ser inteiramente atribuída à construtora, que deixou de obedecer as portarias e legislações que
dispõem sobre a segurança do trabalho, deixando de adotar medidas essenciais que a garantissem” (AC
200204010516095, de 15/05/2006).
• De acordo com o STJ, caso o réu da ação
regressiva tenha denunciado à lide a empresa
tomadora do serviço, que aceitou a denunciação
e contestou o pedido, esta passa a ser
diretamente e solidariamente condenado perante
o autor da demanda principal.
• . REsp 1.180.261, de 19.08.2010.
•
• INSS não pode pedir ação regressiva em
casos em que trabalhador morto em acidente
de trabalho já tinha direito à aposentadoria
• Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4)
• Nº 5010802-38.2015.4.04.7003/TRF
https://www.trf4.jus.br/trf4/controlador.php?acao=consulta_processual_resultado_pesquisa&selForma=NU&txtValor=50108023820154047003&selOrigem=TRF&chkMostrarBaixados=1
TRF 5ª Região com tendência favorável às empresas: Processual Civil. Civil e
Previdenciário. Apelações interpostas a desafiar sentença que,
em ação ordinária regressiva acidentária, julgou parcialmente procedente os pedidos
formulados, condenando as rés ao pagamento de todos os gastos suportados pelo
autarquia previdenciária,despendidos em função das concessões dos benefícios
pensão por morte 147.678.184-0 e 147.678.107-6, ambas com data de início do
beneficio - DIB em 01 de novembro de 2009, até a data de suas futuras cessações por
uma das causas legalmente previstas, devidamente corrigidas pela taxa da SELIC,
condenando-as, ainda, em verba honorária advocatícia fixada em dez por cento sobre
o valor da condenação. De acordo com os autos, em 01 de novembro de 2009, às
13:30h, o trabalhador, mecânico de equipamentos, Marcos Antônio Faustino Fonseca
faleceu em consequência de acidente de trabalho no poço 7-SCR - 46D - RN, da
Petrobrás, localizado no Campo de Salina Cristal, no Município de Macau, após sofrer
um violento impacto na cabeça, provocado por um barra de ferro em movimento
descontrolado.
O infausto episódio ocorreu no momento emque fazia manutenção da bomba de fundo do poço,
serviço que estava sendo realizado por um equipe de dois funcionários da empresa Perbrás (um
mecânico e um auxiliar), juntamente com três funcionários da Empresa Saraiva de Perfurações Ltda.
(um operador de guindaste e dois ajudantes). A sentença vergastada entendeu a ausência de culpa
exclusiva da vítima e da responsabilidade das empresas demandadas em relação aos gastos efetuados
pelo instituto-autor em decorrência de acidente de trabalho, que teve como gênese principal, a
ausência de equipamentos adequados e treinamento específicos para a realização do serviço,
evidenciando total desleixo em relação às normas de segurança do trabalho, atraindo as suas
responsabilidades subjetivas. Por fim, rejeitou o pedido formulado pelo Instituto Nacional do Seguro
Social, para a constituição de capital, sob o fundamento jurisprudencial de que, em ação regressiva, não
tendo a obrigação da empresa caráter alimentar, não há como lhe impor a constituição de capital para o
pagamento de parcelas vincendas, ex-vi dos arts. 20, parágrafo 5º e 475-Q, do Código de Processo Civil
[1973], então vigente, f. 725-734. Para que o empregador seja responsabilizado, em ação
regressiva ajuizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social, em relação aos gastos efetuados em
decorrência de acidente de trabalho, é necessário a cumulação dos seguintes elementos:
o acidente de trabalho; b) a negligência do empregador relativamente ao cumprimento das normas de
segurança e higiene do trabalho, e, enfim, c) o nexo de causalidade entre um e outro. A sentença
vergastada para condenar os apelantes, concluiu pela ausência de culpa exclusiva da vítima e da
responsabilidade das empresas demandadas em relação aos gastos efetuados pelo instituto-autor em
decorrência de acidente de trabalho, que teve como gênese principal, a ausência de equipamentos
adequados e treinamento específicos para a realização do serviço, evidenciando total desleixo em
relação às normas de segurança do trabalho, atraindo as suas responsabilidades subjetivas. Em que
pese as respeitáveis razões de decidir, ficou demonstrado que a defesa logrou demonstrar que
apelantes agiram com diligência tendo precaução em prover os requisitos de segurança a afastar
qualquer nódoa de negligência a lhe imputar culpa ou dolo pelo infausto. Assim esse convencimento se
revela, inicialmente quanto à culpa exclusiva da vítima, no relatório de análise de acidente fatal, f. 65: 3.
Prática operacional consagrada não seguida; Todos os envolvidos na operação conheciam a prática
consagrada de realização do serviço, apresentada no item 7, conforme evidenciado nas entrevistas e
registros de treinamento.
No momento do acidente, a operação estava sendo executada apenas pelo mecânico, quando a prática
consagrada determinava a participação simultânea do auxiliar. Antes de liberar o prolongador, o auxiliar
deveria ter sustentado o torque através da corda, permitindo que o mecânico saísse do raio de ação da
ferramenta. No relatório de acidente de trabalho da empresa Perbrás, f. 50: Causas Imediatas:
Descumprimento de procedimento pela equipe; Excesso de confiança; Desvio de função do ajudante da
equipe do guindaste em amarrar a corda na chave pescadora; Grade solta e sobreposta; Ferramenta não
oferece segurança; Linha de produção impedindo posicionamento das grades de contenção;
Inexistência de comunicação da ocorrência de fato semelhante em unidades da contratante; Atividade
executada por duas empresas simultaneamente. Nas declarações prestadas à Polícia Civil, os
funcionários da empresa executante do serviço afirmaram que, a despeito do uso de equipamentos de
proteção individual, a forma como a vítima operava estava em desacordo com a norma da empresa, a
exigir dois funcionários para tanto. Tais depoimentos estão em harmonia com o depoimento da
testemunha, auxiliar de mecânico que presenciou o fato, f. 248-258. A regularidade técnica da empresa
está divisada nos seguintes documentos, relação de cursos de relacionados à segurança industrial
promovidos pela empresa contratada f. 258-263, no relatório de acompanhamento de acidente com
vítima fatal, f. 264-265, apólice de seguro de vida que tem a empresa contratada com estipulante, f.
266, no documento base do programa de prevenção de riscos ambientais PPRA, f. 361-409,nos demais
relatórios técnicos anexados às f. 410-618.
• Em vista desses elementos, no caso vertente, não se afigura razoável atribuir ao empregador a
culpa pelo acidente, não sendo devido, igualmente, o pedido de restituição dos valores
despendidos no pagamento do benefício de pensão por morte. Esse órgão colegiado, em outros
julgados, decidiu que as empresas são obrigadas a recolher contribuição segundo o grau de risco
das atividades desenvolvidas pelos seus empregados [Seguro de Acidente de Trabalho] e que o
valor daquelas majoram conforme o número e a gravidade dos custos dos acidentes ocorridos no
último biênio [Fator Acidentário de Prevenção], incabível a pretensão do Instituto Nacional do
Seguro Social de reaver os valores pagos à vítima ou a sua família, decorrentes de acidente do
trabalho, em inaceitável bis in idem. Na espécie não se logrou demonstrar qualquer hipótese de
dolo ou culpa gravíssima do empregador. Precedentes: AC567687/PE, des. Ivan Lira de Carvalho
(convocado); AC568796/CE, des. Paulo Roberto de Oliveira Lima. Em sendo provido o recurso de
apelação das empresas particulares, resta prejudicada a análise da apelação do ente público
relativa à pretensão de constituição de capital, a teor do arts. 20, parágrafo 5º e 475-Q, do Código
de Processo Civil [1973], então vigente, f. 725-734. Inverte-se o ônus da sucumbência, condenando-
se o apelado em honorários advocatícios fixados em dez por cento sobre o valor atribuído à causa.
Apelações das particulares providas, apelação do ente público improvida.
• Vale registrar notícia publicada no Valor Econômico em julho de 2010:
• “INSS amplia as cobranças por acidentes de trabalho. O trabalho de cobrança,
iniciado informalmente em 1999, foi intensificado em meados de 2008
• Com um placar extremamente favorável na Justiça, o Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) decidiu ampliar o ataque às empresas que estariam desrespeitando
normas de segurança e saúde no trabalho. Agora, o órgão está ingressando com
ações regressivas para recuperar o que foi gasto com benefícios concedidos a
trabalhadores com doenças ocupacionais – especialmente lesão por esforço
repetitivo (LER). Até então, os alvos do INSS eram apenas os acidentes fatais e
graves. No total, já foram ajuizados 1,4 mil processos, que buscam o ressarcimento
de aproximadamente R$ 100 milhões. E 129 sentenças foram proferidas – 82%
delas favoráveis à Previdência Social.
• O trabalho de cobrança, iniciado informalmente em 1999, foi intensificado em meados de 2008,
quando a Procuradoria-Geral Federal (PGF) – órgão subordinado à Advocacia-Geral da União –
colocou em campo 140 procuradores para investigar acidentes de trabalho e tentar recuperar
benefícios pagos em que há indícios de culpa do empregador. Só no ano passado, o INSS
desembolsou cerca de R$ 14 bilhões com aposentadorias por invalidez, pensões por morte e
auxílio-doença. “Só entramos com ação quando comprovamos a culpa da empresa”, diz Carina
Bellini Cancella, coordenadora-geral de cobrança e recuperação de créditos da PGF.
• O trabalho de investigação reduz as chances de o INSS perder a batalha na Justiça, segundo a
procuradora. Nas sentenças e em decisões de segunda instância, o principal argumento das
empresas contra o direito de regresso da Previdência Social – previsto na Lei nº 8.213, de 1991 –
tem sido derrubado. Elas alegam que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – o
Seguro Acidente de Trabalho (SAT) – criado justamente para cobrir as despesas da Previdência
Social com benefícios. “É um absurdo. Para que serve o SAT, então?”, questiona o advogado Rodrigo
Arruda Campos, sócio da área previdenciária do escritório Demarest & Almeida,que defende dez
clientes em ações regressivas ajuizadas pelo INSS.
• Em recente decisão, o juiz José Jácomo Gimenes, da 1ª Vara Federal
de Maringá (PR), entendeu, no entanto, que “a contribuição é
apenas uma das diversas fontes de custeio da Previdência Social e
não exime os empregadores de seu dever de ressarcimento aos
cofres públicos dos prejuízos causados por sua negligência no
cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho”.
Com esse entendimento, condenou uma indústria de alimentos a
pagar R$ 300 mil para o custeio da pensão da viúva de um
funcionário que morreu com a explosão de um forno em 2007. Com
o crescente volume de ações regressivas, muitas empresas estão
buscando a procuradoria para negociar”.
• DIREITO TRIBUTÁRIO
• PREVIDÊNCIA SOCIAL
• EMPRESAS
• As Contribuições Previdenciárias e Questões nos Tribunais
• PROF. FREDERICO AMADO
• 01
• TERÇO DE FÉRIAS GOZADAS
• Posição antiga do STF:
• “O Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos, firmou 
entendimento no sentido da não incidência de contribuição social 
sobre o adicional de um terço (1/3), a que se refere o art. 7º, XVII, 
da Constituição Federal” (RE 587.941 AgR, de 30.09.2008). 
• “As Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ consolidaram o 
entendimento no sentido de afastar a contribuição previdenciária 
do terço de férias também de empregados celetistas” (EDcl no AgRg
no AREsp 85.096, de 26.06.2012).
• . STF, AI 712.880 AgR, de 26.05.2009.
• . STJ, Pet 7.296 / PE, de 28.10.2009.
• Em 26 de fevereiro de 2014 este entendimento do STJ se consolidou na 1ª Seção no julgamento do
Recurso Especial 1.230.957 com o rito dos recursos repetitivos:
• “1.2 Terço constitucional de férias.
• No que se refere ao adicional de férias relativo às férias indenizadas, a não incidência de
contribuição previdenciária Decorre de expressa previsão legal (art. 28, § 9º, “d”, da Lei 8.212/91 -
redação dada pela Lei 9.528/97). Em relação ao adicional de férias concernente às férias gozadas,
tal importância possui natureza indenizatória/compensatória, e não constitui ganho habitual do
empregado, razão pela qual sobre ela não é possível a incidência de contribuição previdenciária (a
cargo da empresa). A Primeira Seção/STJ, no julgamento do AgRg nos EREsp 957.719/SC (Rel. Min.
Cesar Asfor Rocha, DJe de 16.11.2010), ratificando entendimento das Turmas de Direito Público
deste Tribunal, adotou a seguinte orientação: “Jurisprudência das Turmas que compõem a Primeira
Seção desta Corte consolidada no sentido de afastar a contribuição previdenciária do terço de férias
também de empregados celetistas contratados por empresas privadas”.
• SUPERADO
• No entanto, o tema ganhou uma reviravolta no STF em agosto de 2020 no julgamento do RE
1.072.485 (Tema 985 em repercussão geral), posto que a Suprema Corte pronunciou a
constitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o terço de férias gozadas
no RGPS:
• “O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 985 da repercussão geral, deu parcial provimento ao
recurso extraordinário interposto pela União, assentando a incidência de contribuição
previdenciária sobre valores pagos pelo empregador a título de terço constitucional de férias
gozadas, nos termos do voto do Relator. Foi fixada a seguinte tese: “É legítima a incidência de
contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias”, nos termos
do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que conhecia do recurso da União apenas
em relação ao capítulo do acórdão referente ao terço constitucional de férias, para negar
provimento e fixava tese diversa. Falaram: pela recorrente, a Dra. Flávia Palmeira de Moura
Coelho, Procuradora Geral da Fazenda Nacional; e, pela interessada, o Dr. Halley Henares Neto e
Dr. Nelson Mannrich. Não participou deste julgamento, por motivo de licença médica, o Ministro
Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 21.8.2020 a 28.8.2020”.
•
• Prevaleceu o voto do Ministro Marco Aurélio destacando-se os seguintes fundamentos, vencido o
Ministro Fachin:
•
• “Atentem para a natureza do terço constitucional de férias, cuja previsão está no artigo 7º, inciso
XVII, da Constituição Federal. Trata-se de verba auferida, periodicamente, como complemento à
remuneração.
• Adquire-se o direito, conforme o decurso do ciclo de trabalho, sendo um adiantamento em reforço
ao que pago, ordinariamente, ao empregado, quando do descanso. Surge irrelevante a ausência de
prestação de serviço no período de férias. Configura afastamento temporário. O vínculo permanece
e o pagamento é indissociável do trabalho realizado durante o ano.
• ...
• Ante a habitualidade e o caráter remuneratório da totalidade do que percebido no mês de gozo das
férias, é devida a contribuição”.
•
• Curioso notar que o STF adotou dois pesos e duas medidas. Isso porque,
ao julgar o Tema 163 em 2018, que envolve o terço de férias do servidor
público no RPPS, a Corte Suprema aduziu que não deve incidir
contribuição previdenciária justamente porque se trata de parcela que
não será considerada na aposentadoria, o que igualmente ocorre no
âmbito do RGPS para os trabalhadores do setor privado.
• Aliás, esse argumento que lastreou a decisão no Tema 163 sequer foi
mencionado no voto vencedor da lavra do Ministro Marco Aurélio, que ao
menos manteve a congruência, pois lacrou voto vencido no Tema 163:
•
“Decisão: O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 163 da repercussão
geral, deu parcial provimento ao recurso extraordinário para determinar a
restituição das parcelas não prescritas, nos termos do voto do Relator,
vencidos os Ministros Teori Zavascki, Dias Toffoli (Presidente), Marco Aurélio e
Gilmar Mendes. Em seguida, por maioria, fixou-se a seguinte tese: “Não
incide contribuição previdenciária sobre verba não incorporável aos
proventos de aposentadoria do servidor público, tais como ‘terço de férias’,
‘serviços extraordinários’, ‘adicional noturno’ e ‘adicional de insalubridade’”,
vencido o Ministro Marco Aurélio. Não votou o Ministro Alexandre de
Moraes, sucessor do Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello. Plenário, 11.10.2018”.
• 02
• NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO 
PREVIDENCIÁRIA DOS 15 DIAS DE 
PAGAMENTO DO “SALÁRIO” DO EMPREGADO 
INCAPAZ PARA O TRABALHO
• Lei 8213/91
• Art. 60. 
• § 3o Durante os primeiros quinze dias
consecutivos ao do afastamento da atividade por
motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao
segurado empregado o seu salário integral.
(Redação Dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9876.htm#art2
Processo
AgRg no REsp 1107898 / PR
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
2008/0266707-4 
Relator(a)
Ministro BENEDITO GONÇALVES (1142) 
Órgão Julgador
T1 - PRIMEIRA TURMA
Data do Julgamento
09/03/2010
Data da Publicação/Fonte
DJe 17/03/2010
• 3. "O auxílio-doença pago até o 15º dia pelo empregador é
inalcançável pela contribuição previdenciária, uma vez que
referida verba não possui natureza remuneratória,
inexistindo prestação de serviço pelo empregado, no
período. Precedentes: EDcl no REsp 800.024/SC, Rel.
Ministro Luiz Fux, DJ 10.9.2007; REsp 951.623/PR, Rel.
Ministro José Delgado, DJ 27.9.2007; REsp 916.388/SC, Rel.
Ministro Castro Meira, DJ 26.4.2007" (AgRg no REsp
1039260/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
15/12/2008).
• 4. Esta Corte já firmou o entendimento no
sentido de que é devida a contribuição
previdenciária sobre os valores pagos pela
empresa a seus empregados a título de
salário-maternidade, em face do caráter
remuneratório de tal verba.
• 1ª SEÇÃO DO STJ - (passagem do julgamento do Recurso
Especial 1.230.957, de 26/02/2014):
• “2.3 Importância paga nos quinze dias que antecedem o
auxílio- doença.
• No que se refere ao segurado empregado, durante os
primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da
atividade por motivo de doença, incumbe ao empregador
efetuar o pagamento do seu salário integral (art. 60, § 3º,
da Lei 8.213/91com redação dada pela Lei 9.876/99).
• Não obstante nesse período haja o pagamento efetuado pelo
empregador, a importância paga não é destinada a retribuir o
trabalho, sobretudo porque no intervalo dos quinze dias
consecutivos ocorre a interrupção do contrato de trabalho, ou seja,
nenhum serviço é prestado pelo empregado. Nesse contexto, a
orientação das Turmas que integram a Primeira Seção/STJ firmou-se
no sentido de que sobre a importância paga pelo empregador ao
empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento por
motivo de doença não incide a contribuição previdenciária, por não
se enquadrar na hipótese de incidência da exação, que exige verba
de natureza remuneratória.
• Nesse sentido: AgRg no REsp 1.100.424/PR, 2ª
Turma, Rel. Min. Herman Benjamin, DJe
18.3.2010; AgRg no REsp 1074103/SP, 2ª Turma,
Rel. Min. Castro Meira, DJe 16.4.2009; AgRg no
REsp 957.719/SC, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux,
DJe 2.12.2009; REsp 836.531/SC, 1ª Turma, Rel.
Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 17.8.2006”.
• 03
• NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO 
PREVIDENCIÁRIA SOBRE O VALE-TRANSPORTE 
PAGO EM DINHEIRO
• Artigo 28, §9º, Lei 8.212/91.
• ...
• § 9º Não integram o salário-de-contribuição para 
os fins desta Lei, exclusivamente: 
• ...
• f) a parcela recebida a título de vale-transporte, 
na forma da legislação própria; 
• RE 478410 / SP - SÃO PAULO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Relator(a): Min. EROS GRAU
Julgamento: 10/03/2010 Órgão Julgador: Tribunal 
Pleno
• EMENTA: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALE-TRANSPORTE. MOEDA.
CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL
DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO
BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA.
• 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em vale-
transporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do
benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago
em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o
curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda
revela-se em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento
monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento
sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o
devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento
de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico:
somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de
direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial.
• 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre
da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e
do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está
relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário
enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que
este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua
instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser
exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A
cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago,
em dinheiro, a título de vales-transporte, pelo recorrente aos seus
empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade
normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento.
• 04
• NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO 
PREVIDENCIÁRIA SOBRE SALÁRIO-
MATERNIDADE
• Em sede de Repercussão Geral, em 4 de agosto de 2020, no RE 576.967, o STF declarou
inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária sobre o salário-maternidade, não
tendo havido modulação da eficácia da pronúncia de inconstitucionalidade, sendo possível a
apresentação de embargos de declaração pela União.
• Restou fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a
cargo do empregador sobre o salário-maternidade”:
• “69. Diante do exposto, considerando os argumentos formal e material, dou provimento ao recurso
extraordinário, para declarar, incidentalmente, a inconstitucionalidade da incidência de
contribuição previdenciária sobre o salário maternidade, prevista no art. 28, §2º, da Lei nº
8.212/91, e a parte final do seu §9º, alínea a, em que se lê “ salvo o salário-maternidade” , e
proponho a fixação da seguinte tese: “ É inconstitucional a incidência da contribuição
previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade”.
• A tese de aplica tanto à parte da empresa quanto à parte do segurado, conforme se depreende do
voto vencedor acima transcrito, em que pese o fechamento tenha sido restritivo. A decisão é inter
partes, pois não foi tomada em sede de ação abstrata, não tem efeitos erga omnes.
•
• No entanto, na interpretação da União a pronúncia de inconstitucionalidade se limitou à
contribuição previdenciária patronal, nos termos do Parecer SEI 18.361/2020/ME:
• “Ante o exposto, propõe-se a inclusão do tema objeto da presente Nota Explicativa na lista de
dispensa de contestação e recursos desta Procuradoria-Geral, com fulcro no art. 19, VI, “a” e § 9º,
da Lei nº 10.522, de 2002, c/c o art. 2º, V, da Portaria PGFN nº 502, de 2016, nos termos seguintes:
1.8 – Contribuição Previdenciária xx) Inconstitucionalidade da contribuição previdenciária a cargo
do empregador sobre o salário-maternidade. Resumo: O STF, julgando o tema 72 de repercussão
geral, firmou a tese de que “É inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária a cargo
do empregador sobre o salário-maternidade”. Observação 1. Os fundamentos determinantes do
acórdão-paradigma podem ser estendidos às contribuições de terceiros a cargo do empregador e
incidentes sobre a folha de salários, para reconhecer a inconstitucionalidade da sua incidência
sobre o salário-maternidade. Observação 2. Por sua vez, a ratio decidendi do tema nº 72 não se
aplica à contribuição previdenciária devida pela empregada, na medida em que essa exação não
foi objeto de julgamento do RE nº 576.967/RJ e possui contornos constitucionais e legais distintos
do caso julgado, devendo-se defender a validade dessa exação em juízo. Precedente: RE nº
576.967/RJ (tema 72 de repercussão geral)”.
•
• A questão é que foram pronunciados inconstitucionais de modo incidental os
dispositivos do artigo 28 da Lei 8.212/91 que lastreiam a incidência da contribuição
previdenciária dos segurados sobre o salário-maternidade, não constando por expresso
da tese aprovada por se tratar de recurso extraordinário da empresa.
• Dessa forma, evidente que o argumento material também fulminou a contribuição
previdenciária dos segurados, e não apenas a exigência de lei complementar, conforme
fechamento do voto vencedor da lavra do Ministro Barroso:
• “Diante do exposto, considerando os argumentos formal e material, dou provimento ao
recurso extraordinário, para declarar, incidentalmente, a inconstitucionalidade da
incidência de contribuição previdenciária sobre o salário-maternidade, prevista no
art. 28, §2º, da Lei nº 8.212/1991, e a parte final do seu §9º, alínea a, em que se lê
“salvo o salário-maternidade”, e proponho a fixação da seguinte tese: “ É
inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador
sobre o salário-maternidade.”
• Pedido de restituição, observada a
prescrição.
Nexo Técnico Previdenciário
Direito Previdenciário
EMPRESAS
Prof. Frederico Amado
• Art. 21-A. A perícia médica do INSS considerará caracterizada a natureza
acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico
epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a
atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada
na Classificação Internacional de Doenças - CID, em conformidade com o que
dispuser o regulamento. (Vide Medida Provisória nº 316, de
2006) (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006)
• Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando
constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalhoe o agravo,
decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do empregado doméstico e
a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação
Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o
regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Mpv/316.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11430.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37
• § 1o A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo
quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput deste
artigo. (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006)
• § 2o A empresa poderá requerer a não aplicação do nexo técnico
epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso com efeito suspensivo, da
empresa ou do segurado, ao Conselho de Recursos da Previdência
Social. (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006)
• § 2o A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a não
aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso,
com efeito suspensivo, da empresa, do empregador doméstico ou do
segurado ao Conselho de Recursos da Previdência
Social. (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11430.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11430.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37
• Para a identificação do nexo entre o trabalho e o
agravo, que caracteriza o acidente do trabalho, a
perícia médica do INSS, se necessário, poderá ouvir
testemunhas, efetuar pesquisa ou realizar vistoria do
local de trabalho ou solicitar o perfil profissiográfico
previdenciário diretamente ao empregador para o
esclarecimento dos fatos.
• . Artigo 322 da Instrução Normativa INSS 77/2015.
•
• Considera-se agravo a lesão, doença,
transtorno de saúde, distúrbio, disfunção ou
síndrome de evolução aguda, subaguda ou
crônica, de natureza clínica ou subclínica,
inclusive morte, independentemente do
tempo de latência, a teor do Decreto
6.042/2007.
• Lista C, do anexo II, do Decreto 3.048/99, alterado 
pelo Decreto 6.957/2009:
• LISTA C
(Incluído pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
• Nota: 1 - São indicados intervalos de CID-10 em que se
reconhece Nexo Técnico Epidemiológico, na forma do §
3o do art. 337, entre a entidade mórbida e as classes de
CNAE indicadas, nelas incluídas todas as subclasses
cujos quatro dígitos iniciais sejam comuns.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6957.htm#art1
• O NTEP estabelece um vínculo entre a
Classificação Nacional de Atividades
Econômicas (CNAE) da empresa e a CID do
agravo, presumindo-se relativamente o
acidente de trabalho. Nesse sentido,
colaciona-se o início da tabela da Lista C do
Anexo II do Regulamento:
• Há um nexo entre as doenças enquadradas na 
CID A15-A19 e as empresas com CNAE ao lado 
indicado, a exemplo do código 0810:
INTERVA
LO CID-
10
CNAE
A15-A19
0810 1091 1411 1412 1533 1540 2330 3011 3701 3702 3811
3812 3821 3822 3839 3900 4120 4211 4213 4222 4223 4291
4299 4312 4321 4391 4399 4687 4711 4713 4721 4741 4742
4743 4744 4789 4921 4923 4924 4929 5611 7810 7820 7830
8121 8122 8129 8610 9420 9601
• CID
CID Doenças enquadradas
A15 Tuberculose respiratória, com confirmação bacteriológica e histológica
A15.0
Tuberculose pulmonar, com confirmação por exame microscópico da expectoração,
com ou sem cultura
A15.1 Tuberculose pulmonar, com confirmação somente por cultura
A15.2 Tuberculose pulmonar, com confirmação histológica
A15.3 Tuberculose pulmonar, com confirmação por meio não especificado
A15.4 Tuberculose dos gânglios intratorácicos, com confirmação bacteriológica e histológica
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+respiratoria+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.0+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+exame+microscopico+da+expectoracao+com+ou+sem+cultura.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+exame+microscopico+da+expectoracao+com+ou+sem+cultura.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.1+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+somente+por+cultura.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+somente+por+cultura.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.2+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.3+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+meio+nao+especificado.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+meio+nao+especificado.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.4+tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
A15.5
Tuberculose da laringe, da traqueia e dos brônquios, com confirmação
b a c t e r i o l ó g i c a e h i s t o l ó g i c a
A15.6 Pleuris tuberculoso, com confirmação bacteriológica e histológica
A15.7
Tuberculose primária das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e
histológica
A15.8
Outras formas de tuberculose das vias respiratórias, com confirmação
bacteriológica e histológica
A15.9
Tuberculose não especificada das vias respiratórias, com confirmação
bacteriológica e histológica
A16 Tuberculose das vias respiratórias, sem confirmação bacteriológica ou histológica
A16.0 Tuberculose pulmonar com exames bacteriológico e histológico negativos
A16.1 Tuberculose pulmonar, sem realização de exame bacteriológico ou histológico
A16.2 Tuberculose pulmonar, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica
A16.3
Tuberculose dos gânglios intratorácicos, sem menção de confirmação bacteriológica
ou histológica
A16.4
Tuberculose da laringe, da traqueia e dos brônquios, sem menção de confirmação
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.5+tuberculose+da+laringe+da+traqueia+e+dos+bronquios+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+da+laringe+da+traqueia+e+dos+bronquios+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.6+pleuris+tuberculoso+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/pleuris+tuberculoso+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.7+tuberculose+primaria+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+primaria+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.8+outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.9+tuberculose+nao+especificada+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+nao+especificada+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+das+vias+respiratorias+sem+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.0+tuberculose+pulmonar+com+exames+bacteriologico+e+histologico+negativos.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+exames+bacteriologico+e+histologico+negativos.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.1+tuberculose+pulmonar+sem+realizacao+de+exame+bacteriologico+ou+histologico.htmlhttp://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+sem+realizacao+de+exame+bacteriologico+ou+histologico.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.2+tuberculose+pulmonar+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.3+tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+da+laringe+da+traqueia+e+dos+bronquios+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
A16.5 Pleurisia tuberculosa, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica
A16.7 Tuberculosa respiratória primária sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica
A16.8
Outras formas de tuberculose das vias respiratórias, sem menção de confirmação
bacteriológica ou histológica
A16.9
Tuberculose respiratória, não especificada, sem menção de confirmação bacteriológica ou
histológica
A17 Tuberculose do sistema nervoso
A17.0 Meningite tuberculosa (G01*)
A17.1 Tuberculoma meníngeo (G07*)
A17.8 Outras tuberculoses do sistema nervoso
A17.9 Tuberculose não especificada do sistema nervoso (G99.8*)
A18 Tuberculose de outros órgãos
A18.0 Tuberculose óssea e das articulações
A18.1 Tuberculose do aparelho geniturinário
A18.2 Linfadenopatia tuberculosa periférica
A18.3 Tuberculose do intestino, do peritônio e dos gânglios mesentéricos
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.5+pleurisia+tuberculosa+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/pleurisia+tuberculosa+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.7+tuberculosa+respiratoria+primaria+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculosa+respiratoria+primaria+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.8+outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.9+tuberculose+respiratoria+nao+especificada+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+respiratoria+nao+especificada+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+sistema+nervoso.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.0+meningite+tuberculosa.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/meningite+tuberculosa.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.1+tuberculoma+meningeo.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculoma+meningeo.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.8+outras+tuberculoses+do+sistema+nervoso.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+tuberculoses+do+sistema+nervoso.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.9+tuberculose+nao+especificada+do+sistema+nervoso.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+nao+especificada+do+sistema+nervoso.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+de+outros+orgaos.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.0+tuberculose+ossea+e+das+articulacoes.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+ossea+e+das+articulacoes.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.1+tuberculose+do+aparelho+geniturinario.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+aparelho+geniturinario.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.2+linfadenopatia+tuberculosa+periferica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/linfadenopatia+tuberculosa+periferica.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.3+tuberculose+do+intestino+do+peritonio+e+dos+ganglios+mesentericos.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+intestino+do+peritonio+e+dos+ganglios+mesentericos.html
A18.4 Tuberculose de pele e do tecido celular subcutâneo
A18.5 Tuberculose do olho
A18.6 Tuberculose do ouvido
A18.7 Tuberculose das suprarrenais (E35.1*)
A18.8 Tuberculose de outros órgãos especificados
A19 Tuberculose miliar
A19.0 Tuberculose miliar aguda de localização única e especificada
A19.1 Tuberculose miliar aguda de múltiplas localizações
A19.2 Tuberculose miliar aguda não especificada
A19.8 Outras tuberculoses miliares
A19.9 Tuberculose miliar não especificada
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.4+tuberculose+de+pele+e+do+tecido+celular+subcutaneo.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+de+pele+e+do+tecido+celular+subcutaneo.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.5+tuberculose+do+olho.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+olho.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.6+tuberculose+do+ouvido.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+ouvido.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.7+tuberculose+das+supra+renais.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+das+supra+renais.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.8+tuberculose+de+outros+orgaos+especificados.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+de+outros+orgaos+especificados.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.0+tuberculose+miliar+aguda+de+localizacao+unica+e+especificada.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+aguda+de+localizacao+unica+e+especificada.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.1+tuberculose+miliar+aguda+de+multiplas+localizacoes.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+aguda+de+multiplas+localizacoes.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.2+tuberculose+miliar+aguda+nao+especificada.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+aguda+nao+especificada.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.8+outras+tuberculoses+miliares.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+tuberculoses+miliares.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.9+tuberculose+miliar+nao+especificada.html
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+nao+especificada.html
• CNAE
CNAE Atividade
0810-0/01 Ardósia; beneficiamento de (associado a extração)
0810-0/01 Ardósia; extração de
0810-0/02 Granito; beneficiamento de (associado a extração)
0810-0/02 Granito; extração de
0810-0/02 Pó de granito; produção de
0810-0/03 Mármore; beneficiamento de (associado a extração)
0810-0/03 Mármore; extração de
0810-0/03 Pó de mármore; produção de
0810-0/04 Calcário; beneficiamento de (associado a extração)
0810-0/04 Calcário; extração de
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/01&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/01&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/02&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/02&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/02&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/03&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/03&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/03&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
0810-0/04 Calcários (pedras e mariscos); extração de
0810-0/04 Conchas calcarias; beneficiamento de (associado a extração)
0810-0/04 Conchas calcarias; extração de
0810-0/04 Crê; extração de
0810-0/04 Dolomita; beneficiamento de (associado a extração)
0810-0/04 Dolomita; trituração, fragmentação e outros beneficiamentos de ( associados à extração)
0810-0/04 Pó calcário; fabricação de (associado à extração)
0810-0/05 Alabastro; extração de
0810-0/05 Caulim; extração de
0810-0/05 Gesso ou gipsita; extração de
0810-0/06 Areia lavada para construção; extração de
0810-0/06 Areia quartzosas; extração de
0810-0/06 Areia; extração de
0810-0/06 Areias siliciosas; extração de
0810-0/06 Areias, cascalhos, pedregulhos e semelhantes; beneficiamento de
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/05&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/05&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/05&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0
• Logo, por exemplo, um empregado de uma empresa especializada
em extração de ardósia (CNAE 0810) que esteja acometido com
tuberculose pulmonar, com confirmação por exame microscópico
da expectoração, com ou sem cultura (CID 15.0), terá o
reconhecimento do NTEP, cabendo à empresa, se discordar,
promover a devida impugnação administrativa com as provas
cabíveis.
• No âmbito da Previdência Social, o tema é disciplinado pela
Instrução Normativa INSS 31/2008, que dispõe sobre
procedimentos e rotinas referentes ao Nexo Técnico Previdenciário.
http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+exame+microscopico+da+expectoracao+com+ou+sem+cultura.html
• Art. 6º Considera-se epidemiologicamente estabelecido o nexo técnico entre o trabalho e o
agravo, sempre que se verificar a existência de associação entre a atividade econômica da
empresa, expressa pela CNAE e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, relacionada na
CID, em conformidade com o disposto na parte inserida pelo Decreto nº 6.042/07 na lista B do
anexo II do Decreto nº 3.048/99.
• § 1º A inexistência de nexo técnico epidemiológico não elide o nexo entre o trabalho e o agravo,
cabendo à perícia médica a caracterização técnica do acidente do trabalho, fundamentadamente,
sendo obrigatório o registro e a análise do relatório do médico assistente, além dos exames
complementares que eventualmente o acompanhem.
• § 2º Na hipótese prevista no parágrafo anterior, a perícia médica poderá, se necessário, solicitar
as demonstrações ambientais da empresa, efetuar pesquisa ou realizar vistoria do local de
trabalho ou solicitar o Perfil Profissiográfico Previdenciário-PPP, diretamente ao empregador.
• § 3º A perícia médica do INSS poderá deixar de aplicar o nexo técnico epidemiológico mediante
decisão fundamentada, quando dispuser de informações ou elementos circunstanciados e
contemporâneos ao exercício da atividade que evidenciem a inexistência do nexo técnico entre o
agravo e o trabalho.
• Art. 3º O nexo técnico previdenciário (gênero) poderá ser de natureza causal ou
não, havendo três espécies:
• I - nexo técnico profissional ou do trabalho, fundamentado nas associações entre
patologias e exposições constantes das listas A e B do anexo II do Decreto nº
3.048/99;
• II - nexo técnico por doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico
individual, decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de trajeto, bem como
de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele relacionado
diretamente, nos termos do § 2º do art. 20 da Lei nº 8.213/91;
• III - nexo técnico epidemiológico previdenciário (espécie), aplicável quando
houver significância estatística da associação entre o código da Classificação
Internacional de Doenças-CID, e o da Classificação Nacional de Atividade
Econômica-CNAE, na parte inserida pelo Decreto nº 6.042/07, na lista B do anexo II
do Decreto nº 3.048/99.
• PROCEDIMENTO NO INSS E CRPS
Art. 7º A empresa poderá requerer ao INSS, até quinze dias após a data para a
entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e
Informações à Previdência Social-GFIP, a não aplicação do nexo técnico
epidemiológico, ao caso concreto, quando dispuser de dados e informações que
demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo
trabalhador, sob pena de não conhecimento da alegação em instância
administrativa, caso não protocolize o requerimento tempestivamente.
§ 1º Caracterizada a impossibilidade de atendimento ao disposto no caput, motivada
pelo não conhecimento tempestivoda informação do diagnóstico do agravo, o
requerimento de que trata este artigo poderá ser apresentado no prazo de quinze
dias da data para entrega da GFIP do mês de competência da realização da perícia
que estabeleceu o nexo entre o trabalho e o agravo.
§ 2º A informação de que trata o § 1º será disponibilizada para
consulta pela empresa, por meio do endereço eletrônico
www.previdencia.gov.br ou, subsidiariamente, pela Comunicação de
Decisão do requerimento de benefício por incapacidade, entregue ao
segurado.
http://www.previdencia.gov.br/saude-e-seguranca-do-
trabalhador/acidentalidade-por-cnpj/
§ 3º Com o requerimento, a empresa formulará as alegações que
entender necessárias e apresentará a documentação probatória, em
duas vias, para demonstrar a inexistência do nexo técnico entre o
trabalho e o agravo.
http://www.previdencia.gov.br/saude-e-seguranca-do-trabalhador/acidentalidade-por-cnpj/
• § 4º A Agência da Previdência Social-APS, mantenedora do benefício, encaminhará o
requerimento e as provas produzidas à perícia médica, para análise prévia. Sempre que a
instrução do pedido evidenciar a possibilidade de reconhecimento de inexistência do nexo
técnico entre o trabalho e o agravo, o segurado será oficiado sobre a existência do requerimento
da empresa, informando-lhe que poderá retirar uma das vias apresentada pela mesma para,
querendo, apresentar contra razões no prazo de quinze dias da ciência do requerimento.
• § 5º Com as contra razões, o segurado formulará as alegações que entender necessárias e
apresentará a documentação probatória, com o objetivo de demonstrar a existência do nexo
técnico entre o trabalho e o agravo.
• § 6º A análise do requerimento e das provas produzidas será realizada pela perícia médica,
cabendo ao setor administrativo da APS comunicar o resultado da análise à empresa e ao
segurado.
• § 7º Da decisão do requerimento cabe recurso com efeito suspensivo, por parte da empresa ou,
conforme o caso, do segurado, ao CRPS.
• § 8º O INSS procederá à marcação eletrônica do benefício no Sistema de
Administração de Benefícios por Incapacidade-SABI, que estará sob efeito
suspensivo, deixando para alterar a espécie após o julgamento do recurso pelo
CRPS, quando for o caso.
• § 9º O disposto no § 7º não prejudica o pagamento regular do benefício, desde
que atendidos os requisitos de carência que permitam a manutenção do
reconhecimento do direito ao benefício como auxílio-doença previdenciário.
• § 10. Será considerada apenas a documentação probante que contiver a
indicação, assinatura e número de registro, anotação técnica, ou equivalente do
responsável legalmente habilitado, para os respectivos períodos e escopos,
perante o conselho de profissão.
• § 11. O segurado em situação de desemprego, no período de graça, terá todos os
direitos característicos da forma de filiação de empregado.
• Art. 4º Os agravos associados aos agentes etiológicos ou fatores de risco de
natureza profissional e do trabalho das listas A e B do anexo II do Decreto nº
3.048/99, presentes nas atividades econômicas dos empregadores, cujo segurado
tenha sido exposto, ainda que parcial e indiretamente, serão considerados
doenças profissionais ou do trabalho, nos termos dos incisos I e II, art. 20 da Lei
nº 8.213/91.
• § 1º A empresa poderá interpor recurso ao Conselho de Recursos da Previdência
Social (CRPS) até trinta dias após a data em que tomar conhecimento da
concessão do benefício em espécie acidentária por nexo técnico profissional ou
do trabalho, conforme art. 126 da Lei nº 8.213/91, quando dispuser de dados e
informações que demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico com o
trabalho exercido pelo trabalhador.
• § 2º O recurso interposto contra o estabelecimento de nexo técnico com base no
anexo II do Decreto nº 3.048/99 não terá efeito suspensivo.
• Art. 5º Os agravos decorrentes de condições especiais em que o trabalho é
executado serão considerados doenças profissionais ou do trabalho, ou
ainda acidentes de trabalho, nos termos do § 2º do art. 20 da Lei nº
8.213/91.
• § 1º A empresa poderá interpor recurso ao CRPS até trinta dias após a
data em que tomar conhecimento da concessão do benefício em espécie
acidentária por nexo técnico por doença equiparada a acidente de
trabalho ou nexo técnico individual, conforme art. 126 da Lei nº 8.213/91,
quando dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos
não possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo trabalhador.
• § 2º O recurso interposto contra o estabelecimento de nexo técnico com
base no § 2º do art. 20 da Lei nº 8.213/91 não terá efeito suspensivo.
Fator Acidentário de 
Prevenção
FAP
• SAT: DECRETO 
• REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
(Redações anteriores)
• ANEXO V
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020
• RELAÇÃO DE ATIVIDADES PREPONDERANTES E 
CORRESPONDENTES GRAUS DE RISCO CONFORME A 
CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3048anexov.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art5
CNAE 
2.3
Descrição Alíquota (%)
0111-
3/01
Cultivo de arroz 3
0111-
3/02
Cultivo de milho 3
0111-
3/03
Cultivo de trigo 2
0133-
4/01
Cultivo de 
açaí
1
6410-
7/00
Banco Central do Brasil 1
6421-
2/00
Bancos comerciais 2
6422-
1/00
Bancos múltiplos com carteira comercial 3
6423-
9/00
Caixa Econômica Federal 2
6424-
7/01
Bancos cooperativos 1
• https://concla.ibge.gov.br/busca-online-
cnae.html
/.
Lei 10.666/2003: Art. 10. A alíquota de contribuição de um, dois ou
três por cento, destinada ao financiamento do benefício de
aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do grau de
incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais
do trabalho, poderá ser reduzida, em até cinqüenta por cento, ou
aumentada, em até cem por cento, conforme dispuser o regulamento,
em razão do desempenho da empresa em relação à respectiva
atividade econômica, apurado em conformidade com os resultados
obtidos a partir dos índices de freqüência, gravidade e custo,
calculados segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de
Previdência Social.
• Art. 202-A. As alíquotas a que se refere o caput do art. 202 serão reduzidas em
até cinquenta por cento ou aumentadas em até cem por cento em razão do
desempenho da empresa, individualizada pelo seu CNPJ em relação à sua
atividade econômica, aferido pelo Fator Acidentário de Prevenção -
FAP. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• § 1º O FAP consiste em multiplicador variável em um intervalo contínuo de
cinco décimos a dois inteiros aplicado à respectiva alíquota, considerado o
critério de truncamento na quarta casa decimal. (Redação dada pelo Decreto nº
10.410, de 2020)
• § 2º Para fins da redução ou da majoração a que se refere o caput, o
desempenho da empresa, individualizada pelo seu CNPJ será discriminado em
relação à sua atividade econômica, a partir da criação de índice composto pelos
índices de gravidade, de frequência e de custo que pondera os respectivos
percentis. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
• § 3o (Revogado pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
• § 4o Os índices de freqüência, gravidade e custo serão calculados segundo metodologia aprovada pelo
Conselho Nacional de Previdência Social, levando-se em conta: (Incluído pelo Decreto nº 6.042, de 2007).
• I - para o índice de frequência, os registros de acidentes ou benefícios de natureza acidentária; (Redação
dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
• II - para o índice de gravidade, as hipóteses de auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente,
aposentadoria por incapacidade permanente, pensão por morte e morte de natureza acidentária, aos quais são
atribuídos pesos diferentes em razão da gravidade da ocorrência,

Mais conteúdos dessa disciplina