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• DIREITO PREVIDENCIÁRIO • PARA EMPRESAS • AÇÃO REGRESSIVA PREVIDENCIÁRIA Art. 120. A Previdência Social ajuizará ação regressiva contra os responsáveis nos casos de: (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019) I - negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva; (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019) II - violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24 Art. 121. O pagamento de prestações pela Previdência Social em decorrência dos casos previstos nos incisos I e II do caput do art. 120 desta Lei não exclui a responsabilidade civil da empresa, no caso do inciso I, ou do responsável pela violência doméstica e familiar, no caso do inciso II. (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24 • De acordo com o artigo 341, parágrafo único, do RPS, inserido pelo Decreto 7.331, de 19.10.2010, o Ministério do Trabalho (atualmente Economia), com base em informações fornecidas trimestralmente, a partir de 1º de março de 2011, pelo Ministério da Fazenda (atualmente Economia) relativas aos dados de acidentes e doenças do trabalho constantes das comunicações de acidente de trabalho registradas no período, encaminhará à Previdência Social os respectivos relatórios de análise de acidentes do trabalho com indícios de negligência quanto às normas de segurança e saúde do trabalho que possam contribuir para a proposição de ações judiciais regressivas. • De acordo com a Recomendação Conjunta GP.CGJT 02/2011, o Presidente do TST recomendou aos Desembargadores dos Tribunais Regionais do Trabalho e aos Juízes do Trabalho que encaminhem à respectiva unidade da Procuradoria Geral Federal – PGF (relação anexa), por intermédio de endereço de e-mail institucional, cópia das sentenças e/ou acórdãos que reconheçam conduta culposa do empregador em acidente de trabalho, a fim de subsidiar eventual ajuizamento de Ação Regressiva, nos termos do art. 120 da Lei nº 8.213/91. • Competência: Justiça Federal • Autor: INSS • Réu: Empresa negligente ou agressor da mulher • Responsabilidade: Subjetiva 2. A controvérsia posta no recurso especial resume-se em definir se a autarquia previdenciária efetivamente faz jus ao ressarcimento de benefícios previdenciários cuja origem é diversa daquela prevista nos arts. 120 e 121 da Lei n. 8.213/91, qual seja, acidente de trabalho. O caso concreto versa sobre assassinato de segurada do INSS pelo ex-marido. Logo, não se verifica que a pretensão recursal encontra óbice na Súmula 7/STJ. 3. Os artigos de lei apontados como violados são considerados impertinentes quando não possuem comandos legais suficientes para afastar a tese adotada no acórdão regional. 4. No caso dos autos, o benefício é devido pela autarquia previdenciária aos filhos da vítima em razão da comprovada relação de dependência e das contribuições previdenciárias recolhidas pela segurada. • Logo, o INSS possui legitimidade e interesse para postular o ressarcimento de despesas decorrentes da concessão de benefício previdenciário aos dependentes de segurado, vítima de assassinato. 5. O agente que praticou o ato ilícito do qual resultou a morte do segurado deve ressarcir as despesas com o pagamento do benefício previdenciário, mesmo que não se trate de acidente de trabalho, nos termos dos arts. 120 e 121 da Lei nº 8.213/91, c/c os arts. 186 e 927 do Código Civil: REsp 1431150, de 23/8/2016. • Prescrição 5 anos – Fundo de Direito - STJ 1. Esta Corte firmou a orientação de que a pretensão da Autarquia Previdenciária contra o empregador, tendo por objetivo o ressarcimento de despesas com o pagamento de benefício acidentário, prescreve em cinco anos, alcançando o próprio fundo de direito, não se podendo cogitar o reconhecimento de relação de trato sucessivo, em razão da natureza ressarcitória da ação. AgRg no AREsp 704219 / RS – 4/12/2019 • • O prazo prescricional da ação regressiva acidentária proposta pelo INSS contra o empregador é quinquenal, nos termos do art. 1º do Decreto n. 20.910/1932, em observância ao princípio da isonomia, cujo termo inicial tem início a contar do deferimento do benefício previdenciário: AgInt no REsp 1460693 / SC, de 20/2/2018 • Pagamento de SAT não afasta regressiva • É firme a orientação desta Corte de que o recolhimento do Seguro de Acidente do Trabalho - SAT não impede a cobrança pelo INSS, por intermédio de ação regressiva, dos benefícios pagos ao segurado nos casos de acidente do trabalho decorrentes de culpa da empresa por inobservância das normas de segurança e higiene do trabalho: AgInt nos EDcl no AREsp 1298209 / RS, de 25/2/2019. Juros desde o evento danoso: De acordo com a jurisprudência do STJ, entende-se que, por se tratar de responsabilidade extracontratual por ato ilícito, nas ações regressivas ajuizadas pelo INSS, os juros de mora deverão fluir a partir do evento danoso, nos termos do enunciado n. 54 da Súmula do STJ: "Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual - REsp 1745544 / RS, de 13-12-2018. • “em se tratando de responsabilidade civil em acidente do trabalho, há uma presunção de culpa da empresa quanto à segurança do trabalhador, sendo da empregadora o ônus de provar que agiu com a diligência e precaução necessárias a diminuir os riscos de lesões. Não tendo restado demonstrada a entrega de nenhum EPI (Equipamento de Proteção Individual), nem prévio treinamento dos obreiros para operar máquinas tal como aquela manuseada pela vitimada, torna-se escorreita a culpa da empresa-ré”. • . TRF 4ª Região, APELREEX 1999.71.00.006986-3, de 19.08.2009. • • Outrossim, a ação regressiva será proposta na Justiça Federal, tendo em conta que o INSS tem a natureza jurídica de autarquia federal, com fulcro no artigo 109, inciso I, da Constituição Federal de 1988, vez que não envolve os seus segurados. • . TRF 4ª Região, AC 2004.72.07.006705-3, de 24.11.2009. • • Insta afirmar que anteriormente à vigência da Lei 8.213/91 inexistia fundamento legal para a propositura de ação regressiva pela Previdência Social, mesmo o empregador incorrendo em dolo ou culpa, conforme já reconhecido pela jurisprudência. • . TRF 4ª Região, AC 2001.70.00.026346-7, de 01.04.2009. • • Também é razoável reduzir em 50% o valor da indenização quando o trabalhador acidentado também incorreu em culpa concorrente com a empresa, posicionamento já adotado pelo TRF da 4ª Região. • . AC 2006.72.04.000386-0, de 03.03.2009. • A jurisprudência dos Tribunais Regionais Federais vem reconhecendo a responsabilidade solidária entre a empresa empregadora e a empresa tomadora do serviço pelo acidente de trabalho culposo na terceirização: “ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA DO INSS CONTRA O EMPREGADOR. ARTIGO 120 DA LEI Nº 8.213/91. CONSTITUCIONALIDADE. RESPONSABILIDADE DO TOMADOR E DO PRESTADOR DO SERVIÇO. A Lei nº 8.213/91, em seu artigo 120, prevê o ressarcimento ao INSS dos valores despendidos com o pagamento de benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho, exigindo, para a responsabilização do empregador, prova de nexo causal entre a conduta omissiva - consistente em ‘negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva’ - e o infortúnio que deu causa ao pagamento da prestação previdenciária. A constitucionalidade do referido dispositivo foi reconhecida por esta Corte no julgamento da Arguição de Inconstitucionalidade na AC nº 1998.04.01.023654-5, restando afastada eventual alegação deda seguinte forma: (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • a) pensão por morte e morte de natureza acidentária - peso de cinquenta por cento; (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • b) aposentadoria por incapacidade permanente - peso de trinta por cento; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • c) auxílio por incapacidade temporária e auxílio-acidente - peso de dez por cento para cada; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • III - para o índice de custo, os valores dos benefícios de natureza acidentária pagos ou devidos pela previdência social. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6957.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6042.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • § 5º O Ministério da Economia publicará, anualmente, no Diário Oficial da União, portaria para disponibilizar consulta ao FAP e aos róis dos percentis de frequência, gravidade e custo por subclasse da Classificação Nacional de Atividades Econômicas. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 6o O FAP produzirá efeitos tributários a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao de sua divulgação. (Incluído pelo Decreto nº 6.042, de 2007). • § 7o Para o cálculo anual do FAP, serão utilizados os dados de janeiro a dezembro de cada ano, até completar o período de dois anos, a partir do qual os dados do ano inicial serão substituídos pelos novos dados anuais incorporados. (Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009) •§ 8º O FAP será calculado a partir de 1º de janeiro do ano seguinte àquele ano em que o estabelecimento completar dois anos de sua constituição. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) •§ 9o (Revogado pelo Decreto nº 10.410, de 2020) •§ 10. A metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência indicará a sistemática de cálculo e a forma de aplicação de índices e critérios acessórios à composição do índice composto do FAP. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6042.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6957.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 Lei 8.213/91, Art. 126. Compete ao Conselho de Recursos da Previdência Social julgar, entre outras demandas, na forma do regulamento: (Redação dada pela Lei nº 13.876, de 2019) I - recursos das decisões do INSS nos processos de interesse dos beneficiários; (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019) II - contestações e recursos relativos à atribuição, pelo Ministério da Economia, do Fator Acidentário de Prevenção aos estabelecimentos das empresas; (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13876.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13846.htm#art24 • Art. 305. Compete ao CRPS processar e julgar: (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • II - as contestações e os recursos relativos à atribuição, pelo Ministério da Economia, do FAP aos estabelecimentos das empresas; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 1º O prazo para interposição de contestações e recursos ou para oferecimento de contrarrazões será de trinta dias, contado: (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • I - no caso das contestações, da publicação no Diário Oficial da União das informações sobre a forma de consulta ao FAP; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • PROVIMENTO CRPS Nº 11, DE 15 DE JULHO DE 2019 • Estabelece critérios para regular as atividades de servidores com exercício fixado no CRPS, advindos da Secretaria de Previdência, futuros Conselheiros do Fator Acidentário de Prevenção - FAP, especialmente quanto à relatoria de processos de impugnações apresentadas pelas empresas ao FAP, que se fundamenta na Lei nº 10.666/2003. Art. 1º A realização de atividades pelos servidores em exercício neste Conselho, futuros Conselheiros - FAP, especialmente às pertinentes à relatoria de processos de impugnações apresentadas pelas empresas ao Fator Acidentário de Prevenção - FAP, nas modalidades de trabalho presencial e remota, no período compreendido entre a data de início de exercício dos respectivos servidores e a data de início efetivo das atividades da 5ª Câmara de Julgamento e das 30ª e 31ª Juntas de Recursos, especializadas no julgamento de impugnações do FAP, deverá obedecer aos critérios deste Provimento Regimental. § 1º As atividades de relatoria de processos de impugnações do FAP apresentadas pelas empresas até 17/06/2019, pendentes de julgamento, possuem natureza similar às desempenhadas pelo conselheiro relator, previstas no art.16 do Regimento Interno do CRPS, aprovado pela Portaria MDSA n° 116, de 20 de março de 2017, com exceção do caráter colegiado, que somente será implantado a partir do início das atividades da 5ª Câmara de Julgamento e das 30ª e 31ª Juntas de Recursos, especializadas no julgamento de impugnações do FAP. § 2º Até a implantação definitiva da 5ª Câmara de Julgamento e das 30ª e 31ª Juntas de Recursos, o julgamento de impugnações ao FAP ocorrerá, transitoriamente, de forma monocrática, em 1ª e 2ª instâncias, respectivamente, pelo Vice-Presidente e Presidente do CRPS, similarmente ao que se encontra previsto no art. 202-B do Decreto 3.048/99. • FAP 2021 • Publicado em: 28/09/2020 | Edição: 186 | Seção: 1 | Página: 487 • Órgão: Ministério da Economia/Secretaria Especial de Previdência e Trabalho • PORTARIA Nº 21.232, DE 23 DE SETEMBRO DE 2020 • Art. 1º Serão disponibilizados pelo Ministério da Economia - ME, no dia 30 de setembro de 2020, podendo ser acessados nos sítios da Previdência (https://www.gov.br/previdencia) e da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil - RFB (www.receita.economia.gov.br): • I - Os róis dos percentis de frequência, gravidade e custo, por Subclasse da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, calculados em 2020, considerando informações dos bancos de dados da previdência social relativas aos anos de 2018 e 2019. • II - O Fator Acidentário de Prevenção - FAP calculado em 2020 e vigente para o ano de 2021, juntamente com as respectivas ordens de frequência, gravidade, custo e demais elementos que possibilitem ao estabelecimento (CNPJ completo) verificar o respectivo desempenho dentro da sua Subclasse da CNAE. Parágrafo único. O valor do FAP de todos os estabelecimentos (CNPJ completo), juntamente com as respectivas ordens de frequência, gravidade, custo e demais elementos que compuseram o processo de cálculo, serão de conhecimento restrito do estabelecimento mediante acesso por senha pessoal. Art. 2º O FAP atribuído aos estabelecimentos (CNPJ completo) pelo Ministério da Economia poderá ser contestado perante o Conselho de Recursos da Previdência Social da Secretaria de Previdência, exclusivamente pormeio eletrônico, através de formulário que será disponibilizado nos sítios da Previdência e da RFB. • § 1º A contestação de que trata o caput deverá versar, exclusivamente, sobre razões relativas a divergências quanto aos elementos que compõem o cálculo do FAP. • § 2º Os elementos que compõem o cálculo do FAP contestados deverão ser devidamente identificados, conforme incisos abaixo, sob pena de não conhecimento da contestação: • I - Comunicação de Acidentes do Trabalho - CAT - seleção das CATs relacionadas para contestação. • II - Benefícios - seleção dos Benefícios relacionados para contestação. • III - Massa Salarial - seleção da(s) competência (s) do período-base, inclusive o 13º salário, informando o valor da massa salarial (campo "REMUNERAÇÃO" - GFIP eSocial) que o estabelecimento (CNPJ completo) considera correto ter declarado em GFIP/eSocial para cada competência selecionada. • IV - Número Médio de Vínculos - seleção da(s) competência(s) do período-base, informando a quantidade de vínculos (campo "EMPREGADOS E TRABALHADORES AVULSOS" - GFIP/eSocial) que o estabelecimento (CNPJ completo) considera correta ter declarado em GFIP/eSocial para cada competência selecionada. • V - Taxa Média de Rotatividade - seleção do(s) ano(s) do período-base, informando as quantidades de rescisões (campo "MOVIMENTAÇÕES"* - GFIP / e no eSocial), admissões (campo "ADMISSÃO"** - GFIP / e no eSocial) e de vínculos no início do ano (campo X GFIP/eSocial competência) que o estabelecimento (CNPJ completo) considera corretas ter declarado em GFIP/eSocial para cada ano do período-base selecionado. • § 3º Ainda sob pena de não conhecimento, qualquer referência aos elementos impugnados deverá identificá-los pelos seus respectivos números: CAT (número da CAT), benefícios, trabalhador (número do NIT). • § 4º O formulário eletrônico de contestação deverá ser preenchido e transmitido no período de 01 de novembro de 2020 a 30 de novembro de 2020. • § 5º O resultado do julgamento proferido pelo Conselho de Recursos da Previdência Social será divulgado no sítio da Previdência, e o inteiro teor da decisão será divulgado nos sítios da Previdência e da RFB, com acesso restrito ao estabelecimento (CNPJ completo). • § 6º O processo administrativo de que trata este artigo tem efeito suspensivo, que cessará com o esgotamento do prazo para o recurso previsto no art. 3º sem que este tenha sido interposto. • Art. 3º Da decisão proferida pelo Conselho de Recursos da Previdência Social caberá recurso, exclusivamente por meio eletrônico, no prazo de trinta dias, contado da data da publicação do resultado no DOU. • § 1º O recurso deverá ser encaminhado através de formulário eletrônico, que será disponibilizado nos sítios da Previdência e da RFB, e será examinado em caráter terminativo pelo Conselho de Recursos da Previdência Social. • § 2º Não será conhecido o recurso sobre matérias que não tenham sido objeto de contestação em primeira instância administrativa. • § 3º O resultado do julgamento proferido pelo Conselho de Recursos da Previdência Social será publicado no DOU, e o inteiro teor da decisão será divulgado nos sítios da Previdência e da RFB, com acesso restrito ao estabelecimento (CNPJ completo). • § 4º O efeito suspensivo cessará na data da publicação do resultado do julgamento proferido pelo Conselho de Recursos da Previdência Social. • Art. 4º A propositura, pelo contribuinte, de ação judicial que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo de que trata esta Portaria, importa em renúncia ao direito de recorrer à esfera administrativa e desistência da contestação interposta. • JUDICIALIZAÇÃO • RE 684261 RG / PR - PARANÁ REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. LUIZ FUX Julgamento: 14/06/2012 Órgão Julgador: Tribunal Pleno - meio eletrônico • Publicação • PROCESSO ELETRÔNICO • DJe-125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013 • Parte(s) • RECTE.(S) : KOMATSU FOREST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FLORESTAISLIMITADA • ADV.(A/S) : ALUIR ROMANO ZANELLATO FILHO E OUTRO(A/S) • RECDO.(A/S) : UNIÃO • PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL • RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. SEGURO ACIDENTE DE TRABALHO. RISCOS ACIDENTAIS DO TRABALHO. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO. LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. DISCUSSÃO SOBRE A FIXAÇÃO DE ALÍQUOTA. DELEGAÇÃO PARA REGULAMENTAÇÃO. RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. PRECEDENTE DO SUPREMO NO RE 343.446-2, RELATOR MINISTRO CARLOS VELLOSO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. • Tipo Acórdão Número 0004102-46.2013.4.05.8500 00041024620134058500 Classe AC - Apelação Civel - 583672 24/05/2016 • Ementa PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO AO CUSTEIO DO RISCO DE ACIDENTE DO TRABALHO - RAT (ANTIGO SAT). LEI Nº 10.666/03. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO (FAP). DECRETOS Nºs 6.042/07 E 6.957/09. ALÍQUOTA. FLEXIBILIDADE. ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA. 1. O art. 10 da Lei nº 10.666/03 prevê que as alíquotas da contribuição ao custeio do Risco de Acidente de Trabalho - RAT (antigo SAT) podem ser reduzidas até a metade ou majoradas até o dobro. 2. A flexibilidade das alíquotas foi materializada pelo FAP - Fator Acidentário de Prevenção, instituído pelos Decretos nºs 6.042/07 e 6.957/09, a partir de índices de frequência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho, cuja metodologia de cálculo ficou a cargo do Poder Executivo, através do Conselho Nacional de Previdência Social (Resoluções nºs 1.308/09 e 1.309/09). 3. A citada contribuição previdenciária é calculada de acordo com o grau de risco da atividade desenvolvida em cada empresa, pelo que, em nítida feição extrafiscal, a criação do FAP serve de instrumento preventivo dos acidentes e doenças do trabalho, premiando as empresas que investirem em políticas preventivas dos riscos inerentes às atividades econômicas ou estimulando outros contribuintes a assim procederem. 4. Considerando que todos os elementos definidores do tributo estão previstos na Lei, inexiste ilegalidade ou afronta à Constituição na regulamentação do FAP, visto que as normas infralegais não inovaram em matéria tributária, antes concretizaram o escopo delineado na Lei nº 10.666/03. Precedentes do Eg. STJ e deste Regional. 5. Apelação desprovida. 001366-06.2012.4.04.7215 50013660620124047215 Classe Reexame Necessário Cível Relator(a) IVORI LUÍS DA SILVA SCHEFFER Relator para Acórdão IVORI LUÍS DA SILVA SCHEFFER Origem TRIBUNAL - QUARTA REGIÃO Órgão julgador PRIMEIRA TURMA Data 01/07/2015 TRIBUTÁRIO. REEXAME NECESSÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. INSS. ILEGITIMIDADE PASSIVA. 1. Ilegitimidade passiva. Efetivamente, o INSS deixou de ter legitimidade passiva para ações envolvendo recolhimento de contribuições previdenciárias, com o advento da Super Receita (art. 2º da Lei 11.457/07). Mantida a extinção do feito em relação à autarquia, na forma do art. 267, inc. VI, do CPC. 2. Compensação. Impossibilidade jurídica do pedido. Como bem decidido pela Magistrada a quo, o § 3º do art. 16 da LEF impede a reconvenção e a compensação nos embargos à execução fiscal, mas tal regra não impede "o reconhecimento judicial de compensação já efetivada na esfera administrativa e desconsiderada, no todo ou em parte, pela autoridade fiscal". 3. Excesso de Execução. Consignado que o FAP não causa impacto no que tange às contribuições suportadas pelos segurados, razão pela qual os valores consignados na CDA n. 39.912.096-3 restam incólumes (pois referem-se aos valores descontados dos empregados e não repassados, pela embargante, à Previdência Social). 4. De outro ângulo, no que tange à CDA n. 39.912.097-1, a autoridade fiscal reputou correto o FAP de 0,8750 para o exercício 2010 e de 1,2672 para 2011. Procedente o pedido formulado, com a ressalva de que o equívoco não pode ser imputado à Administração, de vez que a responsável pelo preenchimento das GFIPs com o FAP incorreto é da própria embargante. 5.Registrado, ainda, que a solução das inconsistências poderia ter sido buscada na esfera administrativa, mediante apresentação de GFIPs retificadoras, razão pela qual, apesar da procedência parcial do pedido, a embargante não faz jus aos honorários, na medida em que deu ensejo à propositura da execução fiscal em montante superior ao efetivamente devido. 6. Compensação. Em relação à alegação da Embargante de que as compensações não foram adequadamente consideradas, sendo realizadas em valores inferiores aos corretos, restou comprovado que tais fatos resultaram de incorreções nas informações prestadas pela própria embargante. Ademais, a compensação pretendida pela embargante, na seara judicial, esbarra na vedação contida no § 3º do art. 16 da LEF, restando a possibilidade de pleitear, na esfera administrativa e/ou judicial, a repetição de tais valores, na forma prevista no § 2º do art. 31 da Lei n. 8.212/91. Empresas e benefícios por incapacidade laboral Prof. Frederico Amado • Art. 42 (ap. invalidez/incapacidade permanente) • § 2o Durante os primeiros quinze dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o salário. (Redação Dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9876.htm#art2 •LEI 8.213/Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. •§ 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade por mais de 30 (trinta) dias, o auxílio-doença será devido a contar da data da entrada do requerimento. •§ 2º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995) •§ 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9032.htm#art8 • RPS-Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da atividade por motivo de incapacidade temporária, compete à empresa pagar o salário ao segurado empregado. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o exame médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias de afastamento. • § 2º Quando a incapacidade ultrapassar o período de quinze dias consecutivos, o segurado será encaminhado ao INSS para avaliação médico-pericial. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 3º Se concedido novo benefício decorrente do mesmo motivo que gerou a incapacidade no prazo de sessenta dias, contado da data da cessação do benefício anterior, a empresa ficará desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for o caso. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • § 4º Se o segurado empregado, por motivo de incapacidade, afastar-se do trabalho durante o período de quinze dias, retornar à atividade no décimo sexto dia e voltar a se afastar no prazo de sessenta dias, contado da data de seu retorno, em decorrência do mesmo motivo que gerou a incapacidade, este fará jus ao auxílio por incapacidade temporária a partir da data do novo afastamento. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 5º Na hipótese prevista no § 4º, se o retorno à atividade tiver ocorrido antes do período de quinze dias do afastamento, o segurado fará jus ao auxílio por incapacidade temporária a partir do dia seguinte ao que completar aquele período. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 6º Na impossibilidade de realização do exame médico-pericial inicial antes do término do período de recuperação indicado pelo médico assistente em documentação, o empregado é autorizado a retornar ao trabalho no dia seguinte à data indicada pelo médico assistente, mantida a necessidade de comparecimento do segurado à perícia na data agendada. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • Art. 76. A previdência social processará, de ofício, o benefício quando tiver ciência da incapacidade do segurado sem que este tenha requerido auxílio por incapacidade temporária. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • Art. 76-A. É facultado à empresa protocolar requerimento de auxílio por incapacidade temporária ou documento dele originário de seu empregado ou de contribuinte individual a ela vinculado ou a seu serviço, na forma estabelecida pelo INSS. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • Art. 661. É facultado à empresa protocolar requerimento de auxílio-doença ou documento dele originário de seu empregado ou contribuinte individual a ela vinculado ou a seu serviço, observado o inciso IV do art. 660. • IN INSS 77/2015 • Parágrafo único. A empresa que adotar o procedimento previsto no caput terá acesso às decisões administrativas a ele relativas. • Legitimidade ativa da empresa, inclusive no processo judicial. • Art. 63. O segurado empregado, inclusive o doméstico, em gozo de auxílio-doença será considerado pela empresa e pelo empregador doméstico como licenciado. (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015) • Parágrafo único. A empresa que garantir ao segurado licença remunerada ficará obrigada a pagar-lhe durante o período de auxílio-doença a eventual diferença entre o valor deste e a importância garantida pela licença http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37 • Art. 118. O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de doze meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário (B91), independentemente de percepção de auxílio- acidente. • Pedido de conversão ADMINISTRATIVO de B91 em B31 (aula NTEP): INSTRUÇÃO NORMATIVA PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL-INSS - PRESIDENTE INSS Nº 16 DE 27.03.2007 • Judicialmente: Justiça Federal Número 0014689-56.2010.4.03.6183 00146895620104036183 Classe APELAÇÃO CÍVEL - 1687263 (ApCiv) Relator(a) DESEMBARGADOR FEDERAL CARLOS DELGADO Origem TRF - TERCEIRA REGIÃO Órgão julgador SÉTIMA TURMA Data 30/01/2019 PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA. COMPROVAÇÃO DO NEXO CAUSAL ENTRE A DOENÇA E O TRABALHO. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO. IMPLICAÇÕES TRIBUTÁRIAS E CONTRATUAIS. INTERESSE JURÍDICO DO EMPREGADOR RECONHECIDO. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA PROVIDA. SENTENÇA ANULADA. 1 - Da narrativa da inicial, depreende-se que o INSS, após inúmeras prorrogações efetuadas no auxílio-doença previdenciário de titularidade da Sra. Silvia Cristina Mangueira (funcionária da empresa "Nobre Couro Ltda", parte autora nesta demanda), entendeu ser o caso de alteração da benesse para a espécie acidentária, ao fundamento de ter sido "reconhecido o nexo entre o agravo e a profissiografia, conforme parágrafo 2º do artigo 20 da Lei nº 8.213, de 24/07/1991". 2 - Alega a demandante que "a concessão do auxílio em espécie acidentária - ESPÉCIE 91, não deve permanecer", porquanto "a situação de saúde da funcionária da Autora, que padece de mal de ordem psicológica nada tem a ver com a atividade laborativa que desenvolvia", razão pela qual postula a conversão do benefício acidentário em auxílio-doença comum previdenciário (espécie 31), e "consequentementea manutenção do FAP e da alíquota da contribuição relativa ao SAT paga pela Autora, sob pena de pagamento a maior indevido". 3 - A r. sentença concluiu que "a autora é carecedora da ação por falta de legítimo interesse de agir", na medida em que estaria configurado interesse meramente econômico (e não jurídico), julgando, assim, extinto o feito sem resolução do mérito. 4 - A questão debatida no presente feito já foi objeto de discussão em demanda proposta com idêntica finalidade, ocasião em que esta E. Corte Regional se posicionou pela existência de interesse jurídico na apreciação do mérito da ação - entendimento ao qual me filio - uma vez que a concessão de benefício acidentário repercute não somente sobre a carga tributária a ser suportada pela empregadora, mas também sobre questões intrínsecas ao próprio contrato de trabalho. Precedente. 5 - Ademais, a própria Autarquia, ao comunicar à segurada, Sra. Silvia Cristina Mangueira, que o benefício havia sido concedido na espécie acidentária, consignou que "eventuais discordâncias poderão motivar recurso por parte do empregador à Junta de Recursos da Previdência Social", a corroborar o entendimento no sentido de ser legítimo o interesse da empresa na adequada concessão do benefício, em vista das possíveis alterações contratuais/tributárias que surgem no momento da implantação do auxílio-doença por acidente do trabalho. 6 - Registre-se que a prerrogativa conferida ao empregador de discordar da decisão do INSS que conclui pela existência de nexo etiológico entre a doença e a atividade profissional vem respaldada pela própria Lei de Benefícios, conforme disposição contida no art. 21-A, na redação conferida pela Lei nº 11.430/2006 (vigente à época em que se deram os fatos ora em análise). 7 - Nesse contexto, mostra-se de rigor a anulação da r. sentença e a devolução dos autos à 1ª instância para regular prosseguimento do feito. 8 - Apelação da parte autora provida. Sentença anulada. • Não há competência da Justiça do Trabalho: • Conversão pelo INSS de B91 e B31 de maneira indevida/Condenação INSS dano moral: Número 0001565-71.2015.4.05.9999 00015657120154059999 Classe AC - Apelação Civel - 580778 Relator(a) Desembargador Federal Manoel Erhardt Origem TRIBUNAL - QUINTA REGIAO Órgão julgador Primeira Turma Data 11/06/2015 ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ALTERAÇÃO DA ESPÉCIE DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO CONCEDIDO ADMINISTRATIVAMENTE. PERDA DA ESTABILIDADE PROVISÓRIA DO AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO. DANO MORAL CARACTERIZADO. MONTANTE FIXADO EM OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. 1. Trata-se de apelação cível interposta pelo INSS contra sentença prolatada pelo douto Juízo da Comarca de Pacatuba-SE que, embora tenha negado o pedido formulado por CARLITO DOS SANTOS de restabelecimento do benefício de auxílio-doença e a sua conversão em aposentadoria por invalidez, reconheceu a existência de ato ilícito da autarquia, ora apelante, ao alterar a espécie do benefício administrativamente concedido ao autor de auxílio-doença acidentário (código 91) para auxílio- doença comum (código 31), o que gerou a perda da estabilidade provisória do empregado e a diminuição no valor por ele recebido, a ensejar o direito à reparação pecuniária, no montante de R$ 4.500,00, julgando, pois, parcialmente procedente o pedido. 2. A responsabilidade civil do Estado por danos causados a terceiros por parte de seus agentes públicos encontra guarida no art. 37, parág. 6o., da Carta Constitucional, e para restar caracterizado o dever de indenizar, mister se faz necessária a presença dos seguintes requisitos: (a) ação ou omissão; (b) dano indenizável; (c) nexo causal entre o dano e o ato comissivo ou omissivo; (d) e, tratando-se de responsabilidade subjetiva, a existência de dolo ou culpa. 3. In casu, do compulsar dos autos, observa-se que o autor teve reconhecido pelo INSS o direito à percepção de auxílio-doença acidentário (espécie 91) em 13.09.2012. O benefício foi renovado em 05.11.2012, agora sob a espécie 31, que refere-se à auxílio-doença comum, ou seja, com essa alteração, o beneficiário perdeu a estabilidade provisória de 1 ano decorrente de acidente de trabalho, tanto é assim que, em 23.03.2013, foi demitido. 4. A perda da estabilidade por parte do empregado, por si só, faz nascer o direito à reparação moral, diante da frustração e do sofrimento causados pela negativa, o que, por certo, interferiram no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflições, angústias e desequilíbrio em seu bem estar. 5. A reparação à agressão desses valores subjetivos mostra-se, portanto, devida, sendo razoável e proporcional para recompor o patrimônio moral do ofendido o montante de R$ 4.500,00. 6. Apelação a que se nega provimento. • Art. 475 - O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício • § 1º - Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposentadoria cancelada, ser-lhe-á assegurado o direito à função que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado, porém, ao empregador, o direito de indenizá-lo por rescisão do contrato de trabalho, nos termos dos arts. 477 e 478, salvo na hipótese de ser ele portador de estabilidade, quando a indenização deverá ser paga na forma do art. 497. (Redação dada pela Lei nº 4.824, de 5.11.1965) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L4824.htm#art1 RECURSO DE REVISTA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. RESCISÃO CONTRATUAL. NULIDADE. Os efeitos da suspensão do contrato de trabalho, na hipótese de aposentadoria por invalidez, devem ser observados enquanto perdurar o benefício previdenciário, sendo vedado ao empregador, nesse período, rescindir o contrato de trabalho do empregado aposentado. Precedentes. Incidência do art. 896, § 7º, da CLT. Recurso de revista de que não se conhece. (TST - RR: 584820135040733, Relator: Walmir Oliveira da Costa, Data de Julgamento: 25/03/2015, 1ª Turma, Data de Publicação: DEJT 31/03/2015) • IN INSS 77/2015 • Art. 660. São legitimados para realizar o requerimento do benefício ou serviço: • I - o próprio segurado, dependente ou beneficiário; • II - o procurador legalmente constituído; • III - o representante legal, assim entendido o tutor, curador, detentor da guarda ou administrador provisório do interessado, quando for o caso; • IV - a empresa, o sindicato ou a entidade de aposentados devidamente legalizada, na forma do art. 117 da Lei nº 8.213, de 1991 (convênio); e • V - o dirigente de entidade de atendimento de que trata o art. 92, § 1º, do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, na forma do art. 493. • Parágrafo único. No caso de auxílio-doença, a Previdência Social deve processar de ofício o benefício, quando tiver ciência da incapacidade do segurado, mesmo que este não o tenha requerido, observado o disposto no art. 314. http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/42/1991/8213.htm • Lei 8.213/91 - Art. 117. A empresa, o sindicato ou a entidade de aposentados devidamente legalizada poderá, mediante convênio com a Previdência Social, encarregar-se, relativamente a seu empregado ou associado e respectivos dependentes, de: • I - processar requerimento de benefício, preparando-o e instruindo- o de maneira a ser despachado pela Previdência Social; • II - submeter o requerente a exame médico, inclusive complementar, encaminhando à Previdência Social o respectivo laudo, para efeito de homologação e posterior concessão de benefício que depender de avaliação de incapacidade; • III - pagar benefício. • Art. 694. Tratando-se de titular empregado, após a concessão de aposentadoria por invalidez ou especial, o INSS cientificará o empregador sobre a DIB. • LIMBO • TRT da 3ª Região: “45 LAUDO MÉDICO - DIVERGÊNCIA – AUXÍLIO-DOENÇA – DIVERGÊNCIA ENTRE OS LAUDOS DO INSS E DO MÉDICO DO TRABALHO.Não pode o empregador transferir ao empregado o risco do seu empreendimento. Se o INSS considera a empregada apta ao trabalho e o empregador, não concordando com o laudo do Instituto, impede o retorno da obreira, deve impetrar as medidas cabíveis, administrativas e judiciais, a fim de dirimir a questão junto ao Órgão Previdenciário, prevenindo futuras controvérsias, sob pena de arcar com o respectivo pagamento. (TRT 3ª R 8ª Turma 00536-2004-129-03-00-0 RO Rel. Juiz Heriberto de Castro DJMG 29/01/2005 P.09). . BOLETIM DE LEGISLAÇÃO E JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO – MG. Volume 26. “ALTA MÉDICA PERANTE O INSS – TRABALHADOR CONSIDERADO INAPTO PARA O TRABALHO PELO MÉDICO DA EMPRESA – LIMBO JURÍDICO TRABALHISTA-PREVIDENCIÁRIO – ARTIGO 476, CLT – CONTRATO DE TRABALHO VIGENTE – OBRIGAÇÃO DE PAGAR SALÁRIOS MANTIDA – De acordo com o Artigo 476 da CLT, o afastamento do trabalhador do posto de trabalho com percepção de benefício previdenciário em razão de doença constitui suspensão do contrato de trabalho. Com a alta médica e cessação do benefício, é certo que o contrato volta a produzir os seus efeitos regulares, dentre os quais a obrigação de pagar salários. No caso concreto, após a alta médica, a empregadora considerou o obreiro inapto para retornar ao posto de trabalho em razão das doenças apresentadas. Assim, configurou-se a lamentável situação que a jurisprudência denominou “limbo jurídico trabalhista- previdenciário”. Isto é, o trabalhador é considerado apto pela autarquia previdenciária, deixando de receber benefício; E inapto pelo empregador, deixando de receber salário. Diante desse quadro, a melhor interpretação é no sentido de que uma vez cessado o afastamento previdenciário não pode o empregador simplesmente se recusar a receber o trabalhador de volta ao posto. Deve, isto sim, providenciar atividade que seja compatível com as limitações apontadas até que ocorra novo afastamento, caso devido. Poderia a empresa, ainda, recorrer da decisão do INSS e comprovar que o trabalhador realmente não possui condições para o labor. O que não se admite é que o contrato de trabalho continue vigente e, concomitantemente, o obreiro seja privado do salário.” (TRT/02, RO n.º 20120075401, 4ª Turma, Rel. Juiz Conv. Paulo Sérgio Jakutis, 01/02/2013). • (TST, RR n.º 2690-72.2015.5.12.0048, 4ª Turma, Rel. Min. Maria de Assis Calsing, 10/03/2017): O caso dos autos diz respeito à situação em que se configura um impasse entre a avaliação perpetrada pelo perito do INSS, que considera o trabalhador apto ao trabalho, e o perito médico do trabalho, que entende que o empregado não tem condições de voltar a trabalhar. Trata-se de situação que é denominada pela doutrina de “limbo-jurídico-previdenciário”, que se caracteriza por ser um período no qual o empregado deixa de receber o benefício previdenciário, e também não volta a receber os seus salários. A esse respeito, o entendimento predominante no âmbito desta Corte é no sentido de que a responsabilidade pelo pagamento dos salários é do empregador. Precedentes. Recurso de Revista conhecido e não provido • Recomendações seguras para a empresa, caso discorde do INSS: • 1- Pagar os salários após a DCB do auxílio-doença; • 2- Tentar realocar o segurado na empresa em alguma função compatível com a condição clínica; • 3- Pegar declaração do segurado que este entende estar incapacitado; • 4- Assinar termo juntamente com o segurado que o pagamento do salário é uma espécie de empréstimo social, devendo ser restituído integralmente caso haja o pagamento administrativo ou judicial do auxílio-doença no período, sob pena de enriquecimento sem causa do segurado. OBS – Na ação judicial entre segurado e INSS para conceder o auxílio-doença, a empresa empregadora possui legitimidade ativa concorrente com o segurado. Empresas e benefícios: salário-família, salário- maternidade e ap. especial Salário-família • PORTARIA SEPRT/ME Nº 477, DE 12 DE JANEIRO DE 2021 • Art. 4º O valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 (quatorze) anos de idade, ou inválido de qualquer idade, a partir de 1º de janeiro de 2021, é de R$ 51,27 (cinquenta e um reais e vinte e sete centavos) para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.503,25 (um mil quinhentos e três reais e vinte e cinco centavos). • Art. 67. O pagamento do salário-família é condicionado à apresentação da certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado ou ao inválido, e à apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória e de comprovação de freqüência à escola do filho ou equiparado, nos termos do regulamento. • Parágrafo único. O empregado doméstico deve apresentar apenas a certidão de nascimento referida no caput. (Incluído pela Lei Complementar nº 150, de 2015) • Art. 68. As cotas do salário-família serão pagas pela empresa ou pelo empregador doméstico, mensalmente, junto com o salário, efetivando-se a compensação quando do recolhimento das contribuições, conforme dispuser o Regulamento. http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37 • § 1º A empresa ou o empregador doméstico conservará durante 10 (dez) anos os comprovantes dos pagamentos e as cópias das certidões correspondentes, para exame pela fiscalização da Previdência Social. • § 2º Quando o pagamento do salário não for mensal, o salário-família será pago juntamente com o último pagamento relativo ao mês. • Salário-maternidade • Art. 72. O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá numa renda mensal igual a sua remuneração integral. • OBS- Para a empregada e a avulsa, o valor equivalerá a uma remuneração mensal, não se sujeitando ao teto do RGPS (STF, ADI- MC 1.946), mas deve observar o teto federal (artigo 248, da CRFB), cabendo a empresa arcar com a eventual diferença • § 1o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante, efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. • § 2o A empresa deverá conservar durante 10 (dez) anos os comprovantes dos pagamentos e os atestados correspondentes para exame pela fiscalização da Previdência Social. • § 3o O salário-maternidade devido à trabalhadora avulsa e à empregada do microempreendedor individual de que trata o art. 18-A da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, será pago diretamente pela Previdência Social.” (NR) LEI 12.470/2011 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/L8213cons.htm#art72%C2%A73 • “INFORMATIVO 524 STJ- DIREITO PREVIDENCIÁRIO. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DO SALÁRIO- MATERNIDADE. • É do INSS — e não do empregador — a responsabilidade pelo pagamento do salário-maternidade à segurada demitida sem justa causa durante a gestação. Isso porque, ainda que o pagamento de salário-maternidade, no caso de segurada empregada, constitua atribuição do empregador, essa circunstância não afasta a natureza de benefício previdenciário da referida prestação • Com efeito, embora seja do empregador a responsabilidade, de forma direta, pelo pagamento dos valores correspondentes ao benefício, deve-se considerar que, nessa hipótese, o empregador tem direito a efetuar a compensação dos referidos valores com aqueles correspondentes às contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos. REsp 1.309.251- RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 21/5/2013”. http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201309251 • Por força de decisão judicial com deferimento de tutela provisória em sede de Agravo de Instrumento de nº 5055114-88.2017.4.04.0000/PR, restou estendida a eficácia territorial da decisão na Ação Civil Pública nº 5041315-27.2017.4.04.7000/PR para todo território nacional,determinando a concessão administrativa de salário-maternidade às seguradas demitidas sem justa causa, preenchidos os demais requisitos ao benefício, pagando-os diretamente, nas Agências da Previdência Social. • Mas é possível que a empregada despedida ilegalmente durante a estabilidade gestacional busque a reparação na Justiça do Trabalho em ação contra a empresa, a fim de requerer indenização pela remuneração não recebida até o quinto mês após o parto e demais consectários de cunho trabalhista, com fulcro no artigo 10, II, letra B, do ADCT da Constituição. • Nesse sentido o TST: • AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. GESTANTE. ART. 10, II, “b”, DO ADCT. CONTRATO POR TEMPO DETERMINADO. DESCONHECIMENTO DO ESTADO GRAVÍDICO. SÚMULA Nº 244 DO TST 1. A jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho evoluiu no sentido de reconhecer o direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, II, “b”, do ADCT à empregada gestante submetida a contrato de trabalho por tempo determinado, gênero de que é espécie o contrato de experiência. Diretriz sufragada na nova redação do item III da Súmula nº 244 do TST. 2. Consoante a diretriz perfilhada na Súmula nº 244, I, do Tribunal Superior do Trabalho, o desconhecimento do estado gravídico tanto pela empregada como pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b”, do ADCT). 3. Acórdão regional que consigna que o direito à estabilidade provisória da empregada gestante independe do conhecimento da gravidez pelo empregador mostra-se em consonância com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, consubstanciada na Súmula nº 244, I, do TST. 4. Agravo de instrumento da Reclamada de que se conhece e a que se nega provimento”. (AIRR-1759-61.2013.5.09.0068, Rel. Min João Oreste Dalazen, 4ª Turma, Data de Publicação: DEJT 12/2/2016). • . • Art. 10. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. 7º, I, da Constituição: • ... • II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: • a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes, desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato; • b) da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. • Desta forma, acaso a ex-empregada tenha ajuizado reclamação trabalhista contra a empresa e tenha sido indenizada pela Justiça do Trabalho pelo período abarcado pelo salário-maternidade (que precede o quinto mês após o parto), não caberá a condenação do INSS para pagar o salário- maternidade, sob pena de duplo pagamento e enriquecimento sem causa. • Nesse sentido, o correto posicionamento da TNU: • TNU fixa tese sobre salário-maternidade em caso de demissão sem justa causa • Decisão TNU • Publicado: 18/09/2017 10h52Última modificação: 18/09/2017 10h55 • Pagamento de indenização no valor de salários do período de estabilidade dispensa benefício A Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Federais (TNU) firmou a tese de que o pagamento de indenização trabalhista à empregada demitida sem justa causa, em valor comprovadamente correspondente a todos os salários relativos ao período em que a gestante gozaria de estabilidade, exclui a necessidade de concessão do benefício de salário-maternidade. O entendimento foi estabelecido, por unanimidade, na sessão do último dia 14 de setembro, realizada na Seção Judiciária de Maceió, em Alagoas. O pedido de uniformização foi apresentado por uma segurada contra acórdão da Primeira Turma Recursal de Santa Catarina, que manteve sentença de primeira instância negando o pedido de concessão de salário-maternidade. Segundo a segurada, a decisão contraria entendimento das Segunda e Décima Turmas Recursais de São Paulo, de que é possível a concessão do benefício, independentemente do recebimento de indenização no valor referente ao período de estabilidade. Em seu voto, o juiz federal Fábio Cesar dos Santos Oliveira, relator do caso na TNU, observou que, conforme a legislação em vigor, o salário-maternidade é benefício devido à segurada da Previdência Social durante 120 dias, com início no período entre 28 dias antes do parto e a data de ocorrência dele, que deve ser pago à empregada pela empresa. Também por força legislativa, apesar de realizar os pagamentos, o empregador deve receber posteriormente as compensações do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), entidade responsável pelo benefício, segundo já decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ). • No pedido de uniformização apresentado à TNU, a autora impugnou decisão que entendeu como suficiente a indenização paga pela empresa, em valor correspondente à totalidade dos salários- maternidade do período de 120 dias determinado em lei. “O pagamento de indenização trabalhista à empregada demitida sem justa causa, correspondente ao período em que a gestante gozaria de estabilidade, exclui o fundamento racional do pagamento do benefício de salário- maternidade, caso reste demonstrado que a quantia paga pelo ex-empregador abrange os salários que deveriam ser recebidos pela segurada no período da estabilidade”, argumentou Santos Oliveira, ao negar o pedido. • O entendimento do relator foi seguido pelos demais integrantes da Turma Nacional de Uniformização, que fixou a tese sobre a matéria. A TNU determinou ainda o retorno dos autos à Turma Recursal de Santa Catarina para adequação do julgado, para aferir se o valor da indenização trabalhista paga correspondia aos salários devidos no período de estabilidade. • Processo nº 5010236-43.2016.4.04.7201/SC. • . http://www.cjf.jus.br/cjf/noticias/2017/setembro/tnu-fixa-tese-sobre-salario- maternidade-em-caso-de-demissao-sem-justa-causa • • Art. 96. O início do afastamento do trabalho da segurada empregada, inclusive da doméstica, será determinado com base em atestado médico ou certidão de nascimento do filho. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • RPS/Art. 98. A segurada que exerça atividades concomitantes fará jus ao salário- maternidade relativo a cada atividade para a qual tenha cumprido os requisitos exigidos, observadas as seguintes condições: (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • I - na hipótese de uma ou mais atividades ter remuneração ou salário de contribuição inferior ao salário-mínimo mensal, o benefício somente será devido se o somatório dos valores auferidos em todas as atividades for igual ou superior a um salário-mínimo mensal; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • II - o salário-maternidade relativo a uma ou mais atividades poderá ser inferior ao salário-mínimo mensal; e (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • III - o valor global do salário-maternidade, consideradas todas as atividades, não poderá ser inferior ao salário-mínimo mensal. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • Art. 100-B. O salário-maternidade devido à empregada intermitente será pago diretamente pela previdência social, observado o disposto no art. 19-E, e o valor da contribuição previdenciária será deduzido da renda mensal do benefício, nos termos do disposto no art. 198, e não será aplicado o disposto no art. 94. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 1º O salário-maternidade de que trata este artigo consiste na média aritmética simples das remunerações apuradas no período referente aos doze meses que antecederem o parto, a adoção ou a obtenção da guarda para fins de adoção. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 2º Na hipótese de empregos intermitentes concomitantes, a média aritméticaa que se refere o § 1º será calculada em relação a todos os empregos e será pago somente um salário- maternidade. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 3º A contribuição previdenciária a cargo da empresa terá como base de cálculo a soma das remunerações pagas no período de doze meses anteriores à data de início do salário- maternidade, dividida pelo número de meses em que houve remuneração. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • Art. 100-C. O salário-maternidade devido à empregada com jornada parcial cujo salário de contribuição seja inferior ao seu limite mínimo mensal , observado o disposto no art. 19-E, será pago diretamente pela previdência social, e o valor da contribuição previdenciária deverá ser deduzido da renda mensal do benefício, nos termos do disposto no art. 198. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • Art. 103. A segurada aposentada que retornar à atividade fará jus ao pagamento do salário- maternidade, de acordo com o disposto no art. 93. • ADI/MC 6.327, DE 12/03/2020 (ADI RECEBIDA COMO ADPF) • No dia 12 de março de 2020, no julgamento monocrático preliminar da ADI 6.327, o Ministro Fachin concedeu medida “liminar a fim de conferir interpretação conforme à Constituição ao artigo 392, §1º, da CLT, assim como ao artigo 71 da Lei n.º 8.213/91 e, por arrastamento, ao artigo 93 do seu Regulamento (Decreto n.º 3.048/99), e assim assentar (com fundamento no bloco constitucional e convencional de normas protetivas constante das razões sistemáticas antes explicitadas) a necessidade de prorrogar o benefício, bem como considerar como termo inicial da licença-maternidade e do respectivo salário-maternidade a alta hospitalar do recém-nascido e/ou de sua mãe, o que ocorrer por último, quando o período de internação exceder as duas semanas previstas no art. 392, §2º, da CLT, e no art. 93, §3º, do Decreto n.º 3.048/99”. • Posteriormente, a liminar foi referendada pela maioria do Plenário do STF: • “Decisão: O Tribunal, por maioria, preliminarmente, conheceu da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade como Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental e, no mérito, presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, referendou a liminar deferida a fim de conferir interpretação conforme à Constituição ao artigo 392, § 1º, da CLT, assim como ao artigo 71 da Lei n.º 8.213/91 e, por arrastamento, ao artigo 93 do seu Regulamento (Decreto n.º 3.048/99), e assim assentar a necessidade de prorrogar o benefício, bem como considerar como termo inicial da licença-maternidade e do respectivo salário-maternidade a alta hospitalar do recém-nascido e/ou de sua mãe, o que ocorrer por último, quando o período de internação exceder as duas semanas previstas no art. 392, § 2º, da CLT, e no art. 93, § 3º, do Decreto n.º 3.048/99, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que indeferia a liminar. O Ministro Gilmar Mendes acompanhou o Relator com ressalvas. Não participou deste julgamento, por motivo de licença médica, o Ministro Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 27.3.2020 a 02.04.2020”. • Aposentadoria especial • Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física considerados para fins de concessão da aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será definida pelo Poder Executivo • § 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho nos termos da legislação trabalhista. • § 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua adoção pelo estabelecimento respectivo. • § 3º A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133 desta Lei. • § 4º A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento • Caso a empresa não forneça o PPP ou o apresente com incorreções, o segurado poderá ajuizar ação contra a empresa na Justiça do Trabalho cominatória de obrigação de fazer, a fim de disponibilizar o formulário que é imprescindível à concessão da aposentadoria especial: •“RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. ENTREGA DO PERFIL PSICOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO PELO EMPREGADOR. O Perfil Profissiográfico é um documento que deve ser mantido pelo empregador e no qual são registradas as condições de trabalho, atividades e funções desenvolvidas pelo empregado. Tal documento deve ser devidamente atualizado durante o contrato de trabalho, na medida em que as circunstâncias operacionais relativas às atividades laborais sofrerem modificação. •O documento, devidamente preenchido e atualizado, somente é disponibilizado ao trabalhador na data da sua rescisão contratual. Portanto, no termos do § 4.º do artigo 58 da Lei n.º 8.213/91, deve o Reclamado fornecer o Perfil Profissiográfico Previdenciário ao Reclamante. Recurso de Revista parcialmente conhecido e provido”. (RR - 189700- 06.2008.5.02.0043, Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 20/03/2013, 4ª Turma, Data de Publicação: 26/03/2013). •PERÍCIA INDIRETA – PROVA POR SIMULARIDADE: De acordo com o Corte Superior, “a prova pericial é o meio adequado e necessário para atestar a sujeição do trabalhador a agentes nocivos à saúde para seu enquadramento legal em atividade especial. Diante do caráter social da previdência, o trabalhador segurado não pode sofrer prejuízos decorrentes da impossibilidade de produção da prova técnica. 4. Quanto ao tema, a Segunda Turma já teve a oportunidade de se manifestar, reconhecendo nos autos do Recurso Especial1.397.415/RS, de Relatoria do Ministro Humberto Martins a possibilidade de o trabalhador se utilizar de perícia produzida de modo indireto, em empresa similar àquela em que trabalhou, quando não houver meio de reconstituir as condições físicas do local onde efetivamente prestou seus serviços. • 5. É exatamente na busca da verdade real/material que deve ser admitida a prova técnica por similaridade. A aferição indireta das circunstâncias de labor, quando impossível a realização de perícia no próprio ambiente de trabalho do segurado é medida que se impõe. 6. A perícia indireta ou por similaridade é um critério jurídico de aferição que se vale do argumento da primazia da realidade, em que o julgador faz uma opção entre os aspectos formais e fáticos da relação jurídica sub judice, para os fins da jurisdição. 7. O processo no Estado contemporâneo tem de ser estruturado não apenas consoante as necessidades do direito material, mas também dando ao juiz e à parte a oportunidade de se ajustarem às particularidades do caso concreto” (REsp 1.370.229, de 25/02/2014). • • Destaque-se que o simples recebimento do adicional de insalubridade, verba trabalhista, não gera necessariamente a contagem do tempo especial, tendo em vista serem diversas as sistemáticas do direito trabalhista e previdenciário(STJ, EAREsp 200702630250, de 17.02.2009.) • Art. 57 • § 8º Aplica-se o disposto no art. 46 ao segurado aposentado nos termos deste artigo que continuar no exercício de atividade ou operação que o sujeite aos agentes nocivos constantes da relação referida no art. 58 desta Lei (SUSPENSÃO DA APOSENTADORIA) • No início de junho de 2020, o STF acolheu a tese do INSS no tema 709: • “i) É constitucional a vedação de continuidade da percepção de aposentadoria especial se o beneficiário permanece laborando em atividade especial ou a ela retorna, seja essa atividade especial aquela que ensejou a aposentação precoce ou não. • ii) Nas hipóteses em que o segurado solicitar a aposentadoria e continuar a exercer o labor especial, a data de início do benefício será a data de entrada do requerimento, remontando a esse marco, inclusive, os efeitos financeiros. Efetivada, contudo, seja na via administrativa, seja na judicial a implantação do benefício, uma vez verificado o retorno ao labor nocivo ou sua continuidade, cessará o benefício previdenciário em questão”. • Aposentadoria especial de eletricitário extingue contrato de trabalho com empregadora • TST • A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou embargos de um eletricitário da Copel Distribuição S.A., do Paraná, que pretendia anular a rescisão contratual decorrida da concessão de aposentadoria especial. A decisão foi fundamentada na jurisprudência da subseção no sentido de que a concessão de aposentadoria especial – concedida em função do trabalho em condições prejudiciais à saúde – acarreta a extinção do contrato por iniciativa do empregado. • O eletricitário atuou na empresa por 30 anos, e ao obter a concessão da aposentadoria especial pelo INSS seu contrato foi rescindido. Na reclamação trabalhista, pediu a nulidade da rescisão contratual com a pretensão de permanecer no emprego. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) deferiu o pedido, por entender que a aposentadoria, mesmo especial, não implica a extinção do contrato de trabalho. • Em recurso ao TST, a Copel argumentou que o empregado que se aposenta na área de risco não pode continuar exercendo a mesma função pela qual se aposentou. Sustentou ainda que não seria obrigada a mudar o empregado de função em razão de sua aposentadoria especial, e que a sua realocação em outro cargo seria medida de constitucionalidade duvidosa, devido à exigência de concurso público. • O recurso foi examinado inicialmente pela Terceira Turma, que deu razão à empresa. O relator, ministro Alberto Bresciani, lembrou que a aposentadoria especial visa proteger o trabalhador de condições deterioradas do seu ambiente de trabalho. Assim, no seu entendimento, a contagem diferenciada do tempo de serviço somente se justifica em razão da não continuidade do trabalho. “Se o objetivo da lei é preservar o trabalhador do ambiente nocivo, não podemos admitir que a mesma lei seja interpretada para mantê-lo no ambiente nocivo”, assinalou. • No julgamento dos embargos do eletricista à SDI-1, o relator, ministro Hugo Carlos Scheuermann, destacou que a subseção já firmou entendimento no sentido de que a concessão da aposentadoria especial acarreta a extinção do contrato de trabalho. Esse precedente (E-ED-RR-87-86.2011.5.12.0041) explica que a lei, “por razões óbvias” relacionadas à preservação da integridade do empregado, veda categoricamente a sua permanência no emprego após a concessão, ao menos na função que ensejou a condição de risco à saúde, sob pena de automático cancelamento do benefício. Assim, o relator concluiu que a decisão da Turma está em harmonia com a jurisprudência da SDI-1, e negou provimento aos embargos do empregado. • A decisão foi unânime. • (Mário Correia e Carmem Feijó) • Processo: E-ARR-607-93.2010.5.09.0678 • 11/10/2017 http://aplicacao4.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do;jsessionid=3114032486851029D17B4B2A52F001C3.vm652?conscsjt=&numeroTst=607&digitoTst=93&anoTst=2010&orgaoTst=5&tribunalTst=09&varaTst=0678&consulta=Consultar § 6º O benefício previsto neste artigo será financiado com os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais, conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) (Vide Lei nº 9.732, de 11.12.98) § 7º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais referidas no caput. (Incluído pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212cons.htm#art22ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9732.htm#art57%C2%A76 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9732.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9732.htm#art57%C2%A76 • ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO RFB Nº 2, DE 18 DE SETEMBRO DE 2019 • Multivigente Vigente Original Relacional • (Publicado(a) no DOU de 23/09/2019, seção 1, página 47) • Dispõe sobre a contribuição adicional para o custeio da aposentadoria especial de que trata o art. 292 da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009. • O SUBSECRETÁRIO-GERAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o Anexo I da Portaria RFB nº 1.098, de 8 de agosto de 2013, e tendo em vista o disposto no art. 292 da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, declara: • *Art. 1º Ainda que haja adoção de medidas de proteção coletiva ou individual que neutralizem ou reduzam o grau de exposição do trabalhador a níveis legais de tolerância, a contribuição social adicional para o custeio da aposentadoria especial de que trata o art. 292 da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, é devida pela empresa, ou a ela equiparado, em relação à remuneração paga, devida ou creditada ao segurado empregado, trabalhador avulso ou cooperado de cooperativa de produção, sujeito a condições especiais, nos casos em que não puder ser afastada a concessão da aposentadoria especial, conforme dispõe o § 2º do art. 293 da referida Instrução Normativa.* Art. 2º Ficam modificadas as conclusões em contrário constantes em Soluções de Consulta ou em Soluções de Divergência, emitidas antes da publicação deste ato, independentemente de comunicação aos consulentes. • Art. 3º Publique-se no Diário Oficial da União. • JOSÉ DE ASSIS FERRAZ NETOincompatibilidade com a obrigação de custeio garantida pelo artigo 7º, XXVIII, da CF, que prevê o pagamento, a cargo do empregador, de seguro contra acidentes de trabalho. Em caso de terceirização de serviços, o tomador e o prestador respondem solidariamente pelos danos causados à saúde dos trabalhadores, inclusive em ação regressiva do INSS” (TRF 4ª Região, 5001998- 02.2011.404.7204, de 28/10/2014). Os Tribunais Regionais Federais também vêm aplicando a responsabilização solidária entre empresas consorciadas: “ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA PROPOSTA PELO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. SENTENÇA CONDENATÓRIA ALTERNATIVA. NULIDADE. CAUSA MADURA. CONSÓRCIO DE EMPRESAS. AUSÊNCIA DE PERSONALIDADE JURÍDICA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DAS EMPRESAS CONSORCIADAS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 120 DA LEI Nº. 8.213/91. SAT. RESPONSABILIDADE CIVIL CONFIGURADA. POSSIBILIDADE DE INCLUSÃO DAS PRESTAÇÕES FUTURAS NA CONDENAÇÃO. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. SENTENÇA ANULADA. PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. PREJUDICADOS OS APELOS. 1- A condenação em prestação alternativa só tem cabimento nas hipóteses em que o pedido do autor decorra de descumprimento de obrigação alternativa, cuja escolha caiba ao devedor, nos moldes do art. 252 do Código Civil. Fora desses casos, é defeso ao juiz proferir sentença alternativa. 2- Aplicação da Teoria da Causa Madura e julgamento da ação diretamente pelo Tribunal, nos termos do art. 515 e parágrafos do CPC. 3- O consórcio não possui personalidade jurídica, razão pela qual as requeridas são legítimas para compor o polo passivo da presente demanda regressiva (art. 278, §1º, da Lei nº. 6.404/76). 4 - O Instituto Autárquico pretende o ressarcimento de montante despendido e a despender em virtude do pagamento de auxílio-doença, decorrente de acidente de trabalho de segurado, com fulcro no disposto no art. 120, da Lei nº 8.213/91. 5- Inexiste a apontada inconstitucionalidade do art. 120, da Lei nº 8.213/91, eis que a Emenda Constitucional nº 41/2003 acrescentou o parágrafo 10º ao art. 201: “§ 10º. Lei disciplinará a cobertura do risco de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado.” 6- O pagamento do Seguro de Acidente do Trabalho - SAT também não exclui a responsabilidade do empregador pelo ressarcimento de valores pagos pelo INSS, resultantes de acidente de trabalho, quando comprovado o dolo ou culpa; ao contrário, a cobertura do SAT somente ocorre nos casos de culpa exclusiva da vítima, de caso fortuito ou de força maior. 7- O art. 120, da Lei nº. 8.213/91, dispõe que, “nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.” 8 - Na hipótese em tela, o conjunto probatório coligido aos autos demonstra a negligência das empresas requeridas. 9 - Embora futuras, as prestações vincendas são certas, de maneira que devem integrar a condenação. 10- Descabe a pretensão de constituição de capital na hipótese em que o Instituto Autárquico já instituiu benefício em favor do segurado e reclama das empresas rés o reembolso dos gastos realizados, uma vez que a obrigação das requeridas não detém caráter alimentar. 11 - Anulada, de ofício, a sentença e, por conseguinte, prejudicados os recursos. 12- Procedente a demanda, em julgamento proferido nos termos do art. 515, §3º, do CPC, para condenar as empresas demandadas ao ressarcimento dos valores pagos pelo INSS em decorrência do acidente descrito na inicial, vencidas até a liquidação, bem como das prestações futuras, mediante repasse à Previdência Social até o dia 10 (dez) de cada mês o valor do benefício pago no mês imediatamente anterior, com os consectários especificados”. (TRF 2ª Região, AC 1902796, de 10/06/2014). • Outrossim, no caso de acidente de trabalho culposo que acometer trabalhador avulso, também haverá a solidariedade na ação regressiva previdenciária entre o órgão gestor de mão de obra e o operador portuário. Isso porque “o artigo 19, V, da Lei de Modernização dos Portos, estabelece que compete ao OGMO zelar pelar normas de saúde, higiene e segurança no trabalho portuário avulso. Descumprindo tal obrigação, o OGMO responde solidariamente com o operador portuário pelos acidentes de trabalho decorrentes de falhas na segurança dos trabalhadores, de acordo com os arts. 1.º, 2.º, parágrafos 4.º, e 9.º, todos da Lei n.º 9.719/98 e com a Norma Regulamentar n.º 29”. • . TRF 5ª Região, Apelação Cível 540847, de 11/19/2012. • Entre a empresa incorporadora e a construtora também é possível imputar condenação solidária na ação regressiva previdenciária, estendendo-se a aplicação do artigo 30, inciso VI, da Lei 8.212/91. Nesse sentido o TRF da 4ª Região: “AÇÃO REGRESSIVA. PREJUÍZOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRABALHO FATAL. SOLIDARIEDADE ENTRE INCORPORADORA E CONSTRUTORA. NEGLIGÊNCIA DA CONSTRUTORA CONSTATADA. DEVER DE RESSARCIR. - Prevê o art. 30 da citada lei a responsabilidade solidária entre incorporador e construtor pela “arrecadação e recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social: (grifo meu), podendo perfeitamente ser incluído, entre essas importâncias, o valor relativo ao ressarcimento pelos danos sofridos pelo INSS. - Mostra-se irrelevante a questão sobre o fornecimento ou não do cinto de segurança, já que restou sobejamente comprovado nos autos que a ausência do cinto foi apenas um dos elementos que teria contribuído para o acidente, havendo inúmeras outras causas, ainda mais relevantes, para o evento fatal, tais como falta de painéis fixos/ removíveis de contenção elevador de materiais e falta de cancela um metro antes da torre no oitavo pavimento, além de tantos outros fatores expressos no laudo pericial de fls.337/347. - Não vislumbro a alegada culpa exclusiva da vítima. Ao contrário, entendo que a conduta negligente deve ser inteiramente atribuída à construtora, que deixou de obedecer as portarias e legislações que dispõem sobre a segurança do trabalho, deixando de adotar medidas essenciais que a garantissem” (AC 200204010516095, de 15/05/2006). • De acordo com o STJ, caso o réu da ação regressiva tenha denunciado à lide a empresa tomadora do serviço, que aceitou a denunciação e contestou o pedido, esta passa a ser diretamente e solidariamente condenado perante o autor da demanda principal. • . REsp 1.180.261, de 19.08.2010. • • INSS não pode pedir ação regressiva em casos em que trabalhador morto em acidente de trabalho já tinha direito à aposentadoria • Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) • Nº 5010802-38.2015.4.04.7003/TRF https://www.trf4.jus.br/trf4/controlador.php?acao=consulta_processual_resultado_pesquisa&selForma=NU&txtValor=50108023820154047003&selOrigem=TRF&chkMostrarBaixados=1 TRF 5ª Região com tendência favorável às empresas: Processual Civil. Civil e Previdenciário. Apelações interpostas a desafiar sentença que, em ação ordinária regressiva acidentária, julgou parcialmente procedente os pedidos formulados, condenando as rés ao pagamento de todos os gastos suportados pelo autarquia previdenciária,despendidos em função das concessões dos benefícios pensão por morte 147.678.184-0 e 147.678.107-6, ambas com data de início do beneficio - DIB em 01 de novembro de 2009, até a data de suas futuras cessações por uma das causas legalmente previstas, devidamente corrigidas pela taxa da SELIC, condenando-as, ainda, em verba honorária advocatícia fixada em dez por cento sobre o valor da condenação. De acordo com os autos, em 01 de novembro de 2009, às 13:30h, o trabalhador, mecânico de equipamentos, Marcos Antônio Faustino Fonseca faleceu em consequência de acidente de trabalho no poço 7-SCR - 46D - RN, da Petrobrás, localizado no Campo de Salina Cristal, no Município de Macau, após sofrer um violento impacto na cabeça, provocado por um barra de ferro em movimento descontrolado. O infausto episódio ocorreu no momento emque fazia manutenção da bomba de fundo do poço, serviço que estava sendo realizado por um equipe de dois funcionários da empresa Perbrás (um mecânico e um auxiliar), juntamente com três funcionários da Empresa Saraiva de Perfurações Ltda. (um operador de guindaste e dois ajudantes). A sentença vergastada entendeu a ausência de culpa exclusiva da vítima e da responsabilidade das empresas demandadas em relação aos gastos efetuados pelo instituto-autor em decorrência de acidente de trabalho, que teve como gênese principal, a ausência de equipamentos adequados e treinamento específicos para a realização do serviço, evidenciando total desleixo em relação às normas de segurança do trabalho, atraindo as suas responsabilidades subjetivas. Por fim, rejeitou o pedido formulado pelo Instituto Nacional do Seguro Social, para a constituição de capital, sob o fundamento jurisprudencial de que, em ação regressiva, não tendo a obrigação da empresa caráter alimentar, não há como lhe impor a constituição de capital para o pagamento de parcelas vincendas, ex-vi dos arts. 20, parágrafo 5º e 475-Q, do Código de Processo Civil [1973], então vigente, f. 725-734. Para que o empregador seja responsabilizado, em ação regressiva ajuizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social, em relação aos gastos efetuados em decorrência de acidente de trabalho, é necessário a cumulação dos seguintes elementos: o acidente de trabalho; b) a negligência do empregador relativamente ao cumprimento das normas de segurança e higiene do trabalho, e, enfim, c) o nexo de causalidade entre um e outro. A sentença vergastada para condenar os apelantes, concluiu pela ausência de culpa exclusiva da vítima e da responsabilidade das empresas demandadas em relação aos gastos efetuados pelo instituto-autor em decorrência de acidente de trabalho, que teve como gênese principal, a ausência de equipamentos adequados e treinamento específicos para a realização do serviço, evidenciando total desleixo em relação às normas de segurança do trabalho, atraindo as suas responsabilidades subjetivas. Em que pese as respeitáveis razões de decidir, ficou demonstrado que a defesa logrou demonstrar que apelantes agiram com diligência tendo precaução em prover os requisitos de segurança a afastar qualquer nódoa de negligência a lhe imputar culpa ou dolo pelo infausto. Assim esse convencimento se revela, inicialmente quanto à culpa exclusiva da vítima, no relatório de análise de acidente fatal, f. 65: 3. Prática operacional consagrada não seguida; Todos os envolvidos na operação conheciam a prática consagrada de realização do serviço, apresentada no item 7, conforme evidenciado nas entrevistas e registros de treinamento. No momento do acidente, a operação estava sendo executada apenas pelo mecânico, quando a prática consagrada determinava a participação simultânea do auxiliar. Antes de liberar o prolongador, o auxiliar deveria ter sustentado o torque através da corda, permitindo que o mecânico saísse do raio de ação da ferramenta. No relatório de acidente de trabalho da empresa Perbrás, f. 50: Causas Imediatas: Descumprimento de procedimento pela equipe; Excesso de confiança; Desvio de função do ajudante da equipe do guindaste em amarrar a corda na chave pescadora; Grade solta e sobreposta; Ferramenta não oferece segurança; Linha de produção impedindo posicionamento das grades de contenção; Inexistência de comunicação da ocorrência de fato semelhante em unidades da contratante; Atividade executada por duas empresas simultaneamente. Nas declarações prestadas à Polícia Civil, os funcionários da empresa executante do serviço afirmaram que, a despeito do uso de equipamentos de proteção individual, a forma como a vítima operava estava em desacordo com a norma da empresa, a exigir dois funcionários para tanto. Tais depoimentos estão em harmonia com o depoimento da testemunha, auxiliar de mecânico que presenciou o fato, f. 248-258. A regularidade técnica da empresa está divisada nos seguintes documentos, relação de cursos de relacionados à segurança industrial promovidos pela empresa contratada f. 258-263, no relatório de acompanhamento de acidente com vítima fatal, f. 264-265, apólice de seguro de vida que tem a empresa contratada com estipulante, f. 266, no documento base do programa de prevenção de riscos ambientais PPRA, f. 361-409,nos demais relatórios técnicos anexados às f. 410-618. • Em vista desses elementos, no caso vertente, não se afigura razoável atribuir ao empregador a culpa pelo acidente, não sendo devido, igualmente, o pedido de restituição dos valores despendidos no pagamento do benefício de pensão por morte. Esse órgão colegiado, em outros julgados, decidiu que as empresas são obrigadas a recolher contribuição segundo o grau de risco das atividades desenvolvidas pelos seus empregados [Seguro de Acidente de Trabalho] e que o valor daquelas majoram conforme o número e a gravidade dos custos dos acidentes ocorridos no último biênio [Fator Acidentário de Prevenção], incabível a pretensão do Instituto Nacional do Seguro Social de reaver os valores pagos à vítima ou a sua família, decorrentes de acidente do trabalho, em inaceitável bis in idem. Na espécie não se logrou demonstrar qualquer hipótese de dolo ou culpa gravíssima do empregador. Precedentes: AC567687/PE, des. Ivan Lira de Carvalho (convocado); AC568796/CE, des. Paulo Roberto de Oliveira Lima. Em sendo provido o recurso de apelação das empresas particulares, resta prejudicada a análise da apelação do ente público relativa à pretensão de constituição de capital, a teor do arts. 20, parágrafo 5º e 475-Q, do Código de Processo Civil [1973], então vigente, f. 725-734. Inverte-se o ônus da sucumbência, condenando- se o apelado em honorários advocatícios fixados em dez por cento sobre o valor atribuído à causa. Apelações das particulares providas, apelação do ente público improvida. • Vale registrar notícia publicada no Valor Econômico em julho de 2010: • “INSS amplia as cobranças por acidentes de trabalho. O trabalho de cobrança, iniciado informalmente em 1999, foi intensificado em meados de 2008 • Com um placar extremamente favorável na Justiça, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu ampliar o ataque às empresas que estariam desrespeitando normas de segurança e saúde no trabalho. Agora, o órgão está ingressando com ações regressivas para recuperar o que foi gasto com benefícios concedidos a trabalhadores com doenças ocupacionais – especialmente lesão por esforço repetitivo (LER). Até então, os alvos do INSS eram apenas os acidentes fatais e graves. No total, já foram ajuizados 1,4 mil processos, que buscam o ressarcimento de aproximadamente R$ 100 milhões. E 129 sentenças foram proferidas – 82% delas favoráveis à Previdência Social. • O trabalho de cobrança, iniciado informalmente em 1999, foi intensificado em meados de 2008, quando a Procuradoria-Geral Federal (PGF) – órgão subordinado à Advocacia-Geral da União – colocou em campo 140 procuradores para investigar acidentes de trabalho e tentar recuperar benefícios pagos em que há indícios de culpa do empregador. Só no ano passado, o INSS desembolsou cerca de R$ 14 bilhões com aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílio-doença. “Só entramos com ação quando comprovamos a culpa da empresa”, diz Carina Bellini Cancella, coordenadora-geral de cobrança e recuperação de créditos da PGF. • O trabalho de investigação reduz as chances de o INSS perder a batalha na Justiça, segundo a procuradora. Nas sentenças e em decisões de segunda instância, o principal argumento das empresas contra o direito de regresso da Previdência Social – previsto na Lei nº 8.213, de 1991 – tem sido derrubado. Elas alegam que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – o Seguro Acidente de Trabalho (SAT) – criado justamente para cobrir as despesas da Previdência Social com benefícios. “É um absurdo. Para que serve o SAT, então?”, questiona o advogado Rodrigo Arruda Campos, sócio da área previdenciária do escritório Demarest & Almeida,que defende dez clientes em ações regressivas ajuizadas pelo INSS. • Em recente decisão, o juiz José Jácomo Gimenes, da 1ª Vara Federal de Maringá (PR), entendeu, no entanto, que “a contribuição é apenas uma das diversas fontes de custeio da Previdência Social e não exime os empregadores de seu dever de ressarcimento aos cofres públicos dos prejuízos causados por sua negligência no cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho”. Com esse entendimento, condenou uma indústria de alimentos a pagar R$ 300 mil para o custeio da pensão da viúva de um funcionário que morreu com a explosão de um forno em 2007. Com o crescente volume de ações regressivas, muitas empresas estão buscando a procuradoria para negociar”. • DIREITO TRIBUTÁRIO • PREVIDÊNCIA SOCIAL • EMPRESAS • As Contribuições Previdenciárias e Questões nos Tribunais • PROF. FREDERICO AMADO • 01 • TERÇO DE FÉRIAS GOZADAS • Posição antiga do STF: • “O Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos, firmou entendimento no sentido da não incidência de contribuição social sobre o adicional de um terço (1/3), a que se refere o art. 7º, XVII, da Constituição Federal” (RE 587.941 AgR, de 30.09.2008). • “As Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ consolidaram o entendimento no sentido de afastar a contribuição previdenciária do terço de férias também de empregados celetistas” (EDcl no AgRg no AREsp 85.096, de 26.06.2012). • . STF, AI 712.880 AgR, de 26.05.2009. • . STJ, Pet 7.296 / PE, de 28.10.2009. • Em 26 de fevereiro de 2014 este entendimento do STJ se consolidou na 1ª Seção no julgamento do Recurso Especial 1.230.957 com o rito dos recursos repetitivos: • “1.2 Terço constitucional de férias. • No que se refere ao adicional de férias relativo às férias indenizadas, a não incidência de contribuição previdenciária Decorre de expressa previsão legal (art. 28, § 9º, “d”, da Lei 8.212/91 - redação dada pela Lei 9.528/97). Em relação ao adicional de férias concernente às férias gozadas, tal importância possui natureza indenizatória/compensatória, e não constitui ganho habitual do empregado, razão pela qual sobre ela não é possível a incidência de contribuição previdenciária (a cargo da empresa). A Primeira Seção/STJ, no julgamento do AgRg nos EREsp 957.719/SC (Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, DJe de 16.11.2010), ratificando entendimento das Turmas de Direito Público deste Tribunal, adotou a seguinte orientação: “Jurisprudência das Turmas que compõem a Primeira Seção desta Corte consolidada no sentido de afastar a contribuição previdenciária do terço de férias também de empregados celetistas contratados por empresas privadas”. • SUPERADO • No entanto, o tema ganhou uma reviravolta no STF em agosto de 2020 no julgamento do RE 1.072.485 (Tema 985 em repercussão geral), posto que a Suprema Corte pronunciou a constitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o terço de férias gozadas no RGPS: • “O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 985 da repercussão geral, deu parcial provimento ao recurso extraordinário interposto pela União, assentando a incidência de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador a título de terço constitucional de férias gozadas, nos termos do voto do Relator. Foi fixada a seguinte tese: “É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias”, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que conhecia do recurso da União apenas em relação ao capítulo do acórdão referente ao terço constitucional de férias, para negar provimento e fixava tese diversa. Falaram: pela recorrente, a Dra. Flávia Palmeira de Moura Coelho, Procuradora Geral da Fazenda Nacional; e, pela interessada, o Dr. Halley Henares Neto e Dr. Nelson Mannrich. Não participou deste julgamento, por motivo de licença médica, o Ministro Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 21.8.2020 a 28.8.2020”. • • Prevaleceu o voto do Ministro Marco Aurélio destacando-se os seguintes fundamentos, vencido o Ministro Fachin: • • “Atentem para a natureza do terço constitucional de férias, cuja previsão está no artigo 7º, inciso XVII, da Constituição Federal. Trata-se de verba auferida, periodicamente, como complemento à remuneração. • Adquire-se o direito, conforme o decurso do ciclo de trabalho, sendo um adiantamento em reforço ao que pago, ordinariamente, ao empregado, quando do descanso. Surge irrelevante a ausência de prestação de serviço no período de férias. Configura afastamento temporário. O vínculo permanece e o pagamento é indissociável do trabalho realizado durante o ano. • ... • Ante a habitualidade e o caráter remuneratório da totalidade do que percebido no mês de gozo das férias, é devida a contribuição”. • • Curioso notar que o STF adotou dois pesos e duas medidas. Isso porque, ao julgar o Tema 163 em 2018, que envolve o terço de férias do servidor público no RPPS, a Corte Suprema aduziu que não deve incidir contribuição previdenciária justamente porque se trata de parcela que não será considerada na aposentadoria, o que igualmente ocorre no âmbito do RGPS para os trabalhadores do setor privado. • Aliás, esse argumento que lastreou a decisão no Tema 163 sequer foi mencionado no voto vencedor da lavra do Ministro Marco Aurélio, que ao menos manteve a congruência, pois lacrou voto vencido no Tema 163: • “Decisão: O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 163 da repercussão geral, deu parcial provimento ao recurso extraordinário para determinar a restituição das parcelas não prescritas, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Teori Zavascki, Dias Toffoli (Presidente), Marco Aurélio e Gilmar Mendes. Em seguida, por maioria, fixou-se a seguinte tese: “Não incide contribuição previdenciária sobre verba não incorporável aos proventos de aposentadoria do servidor público, tais como ‘terço de férias’, ‘serviços extraordinários’, ‘adicional noturno’ e ‘adicional de insalubridade’”, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não votou o Ministro Alexandre de Moraes, sucessor do Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 11.10.2018”. • 02 • NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS 15 DIAS DE PAGAMENTO DO “SALÁRIO” DO EMPREGADO INCAPAZ PARA O TRABALHO • Lei 8213/91 • Art. 60. • § 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. (Redação Dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9876.htm#art2 Processo AgRg no REsp 1107898 / PR AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2008/0266707-4 Relator(a) Ministro BENEDITO GONÇALVES (1142) Órgão Julgador T1 - PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 09/03/2010 Data da Publicação/Fonte DJe 17/03/2010 • 3. "O auxílio-doença pago até o 15º dia pelo empregador é inalcançável pela contribuição previdenciária, uma vez que referida verba não possui natureza remuneratória, inexistindo prestação de serviço pelo empregado, no período. Precedentes: EDcl no REsp 800.024/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, DJ 10.9.2007; REsp 951.623/PR, Rel. Ministro José Delgado, DJ 27.9.2007; REsp 916.388/SC, Rel. Ministro Castro Meira, DJ 26.4.2007" (AgRg no REsp 1039260/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 15/12/2008). • 4. Esta Corte já firmou o entendimento no sentido de que é devida a contribuição previdenciária sobre os valores pagos pela empresa a seus empregados a título de salário-maternidade, em face do caráter remuneratório de tal verba. • 1ª SEÇÃO DO STJ - (passagem do julgamento do Recurso Especial 1.230.957, de 26/02/2014): • “2.3 Importância paga nos quinze dias que antecedem o auxílio- doença. • No que se refere ao segurado empregado, durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbe ao empregador efetuar o pagamento do seu salário integral (art. 60, § 3º, da Lei 8.213/91com redação dada pela Lei 9.876/99). • Não obstante nesse período haja o pagamento efetuado pelo empregador, a importância paga não é destinada a retribuir o trabalho, sobretudo porque no intervalo dos quinze dias consecutivos ocorre a interrupção do contrato de trabalho, ou seja, nenhum serviço é prestado pelo empregado. Nesse contexto, a orientação das Turmas que integram a Primeira Seção/STJ firmou-se no sentido de que sobre a importância paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento por motivo de doença não incide a contribuição previdenciária, por não se enquadrar na hipótese de incidência da exação, que exige verba de natureza remuneratória. • Nesse sentido: AgRg no REsp 1.100.424/PR, 2ª Turma, Rel. Min. Herman Benjamin, DJe 18.3.2010; AgRg no REsp 1074103/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJe 16.4.2009; AgRg no REsp 957.719/SC, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 2.12.2009; REsp 836.531/SC, 1ª Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 17.8.2006”. • 03 • NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O VALE-TRANSPORTE PAGO EM DINHEIRO • Artigo 28, §9º, Lei 8.212/91. • ... • § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: • ... • f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; • RE 478410 / SP - SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. EROS GRAU Julgamento: 10/03/2010 Órgão Julgador: Tribunal Pleno • EMENTA: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALE-TRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. • 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em vale- transporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revela-se em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. • 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de vales-transporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento. • 04 • NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE SALÁRIO- MATERNIDADE • Em sede de Repercussão Geral, em 4 de agosto de 2020, no RE 576.967, o STF declarou inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária sobre o salário-maternidade, não tendo havido modulação da eficácia da pronúncia de inconstitucionalidade, sendo possível a apresentação de embargos de declaração pela União. • Restou fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário-maternidade”: • “69. Diante do exposto, considerando os argumentos formal e material, dou provimento ao recurso extraordinário, para declarar, incidentalmente, a inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o salário maternidade, prevista no art. 28, §2º, da Lei nº 8.212/91, e a parte final do seu §9º, alínea a, em que se lê “ salvo o salário-maternidade” , e proponho a fixação da seguinte tese: “ É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade”. • A tese de aplica tanto à parte da empresa quanto à parte do segurado, conforme se depreende do voto vencedor acima transcrito, em que pese o fechamento tenha sido restritivo. A decisão é inter partes, pois não foi tomada em sede de ação abstrata, não tem efeitos erga omnes. • • No entanto, na interpretação da União a pronúncia de inconstitucionalidade se limitou à contribuição previdenciária patronal, nos termos do Parecer SEI 18.361/2020/ME: • “Ante o exposto, propõe-se a inclusão do tema objeto da presente Nota Explicativa na lista de dispensa de contestação e recursos desta Procuradoria-Geral, com fulcro no art. 19, VI, “a” e § 9º, da Lei nº 10.522, de 2002, c/c o art. 2º, V, da Portaria PGFN nº 502, de 2016, nos termos seguintes: 1.8 – Contribuição Previdenciária xx) Inconstitucionalidade da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário-maternidade. Resumo: O STF, julgando o tema 72 de repercussão geral, firmou a tese de que “É inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário-maternidade”. Observação 1. Os fundamentos determinantes do acórdão-paradigma podem ser estendidos às contribuições de terceiros a cargo do empregador e incidentes sobre a folha de salários, para reconhecer a inconstitucionalidade da sua incidência sobre o salário-maternidade. Observação 2. Por sua vez, a ratio decidendi do tema nº 72 não se aplica à contribuição previdenciária devida pela empregada, na medida em que essa exação não foi objeto de julgamento do RE nº 576.967/RJ e possui contornos constitucionais e legais distintos do caso julgado, devendo-se defender a validade dessa exação em juízo. Precedente: RE nº 576.967/RJ (tema 72 de repercussão geral)”. • • A questão é que foram pronunciados inconstitucionais de modo incidental os dispositivos do artigo 28 da Lei 8.212/91 que lastreiam a incidência da contribuição previdenciária dos segurados sobre o salário-maternidade, não constando por expresso da tese aprovada por se tratar de recurso extraordinário da empresa. • Dessa forma, evidente que o argumento material também fulminou a contribuição previdenciária dos segurados, e não apenas a exigência de lei complementar, conforme fechamento do voto vencedor da lavra do Ministro Barroso: • “Diante do exposto, considerando os argumentos formal e material, dou provimento ao recurso extraordinário, para declarar, incidentalmente, a inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o salário-maternidade, prevista no art. 28, §2º, da Lei nº 8.212/1991, e a parte final do seu §9º, alínea a, em que se lê “salvo o salário-maternidade”, e proponho a fixação da seguinte tese: “ É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário-maternidade.” • Pedido de restituição, observada a prescrição. Nexo Técnico Previdenciário Direito Previdenciário EMPRESAS Prof. Frederico Amado • Art. 21-A. A perícia médica do INSS considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de Doenças - CID, em conformidade com o que dispuser o regulamento. (Vide Medida Provisória nº 316, de 2006) (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006) • Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalhoe o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do empregado doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Mpv/316.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11430.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37 • § 1o A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006) • § 2o A empresa poderá requerer a não aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso com efeito suspensivo, da empresa ou do segurado, ao Conselho de Recursos da Previdência Social. (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006) • § 2o A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a não aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso, com efeito suspensivo, da empresa, do empregador doméstico ou do segurado ao Conselho de Recursos da Previdência Social. (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11430.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11430.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art37 • Para a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo, que caracteriza o acidente do trabalho, a perícia médica do INSS, se necessário, poderá ouvir testemunhas, efetuar pesquisa ou realizar vistoria do local de trabalho ou solicitar o perfil profissiográfico previdenciário diretamente ao empregador para o esclarecimento dos fatos. • . Artigo 322 da Instrução Normativa INSS 77/2015. • • Considera-se agravo a lesão, doença, transtorno de saúde, distúrbio, disfunção ou síndrome de evolução aguda, subaguda ou crônica, de natureza clínica ou subclínica, inclusive morte, independentemente do tempo de latência, a teor do Decreto 6.042/2007. • Lista C, do anexo II, do Decreto 3.048/99, alterado pelo Decreto 6.957/2009: • LISTA C (Incluído pelo Decreto nº 6.957, de 2009) • Nota: 1 - São indicados intervalos de CID-10 em que se reconhece Nexo Técnico Epidemiológico, na forma do § 3o do art. 337, entre a entidade mórbida e as classes de CNAE indicadas, nelas incluídas todas as subclasses cujos quatro dígitos iniciais sejam comuns. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6957.htm#art1 • O NTEP estabelece um vínculo entre a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) da empresa e a CID do agravo, presumindo-se relativamente o acidente de trabalho. Nesse sentido, colaciona-se o início da tabela da Lista C do Anexo II do Regulamento: • Há um nexo entre as doenças enquadradas na CID A15-A19 e as empresas com CNAE ao lado indicado, a exemplo do código 0810: INTERVA LO CID- 10 CNAE A15-A19 0810 1091 1411 1412 1533 1540 2330 3011 3701 3702 3811 3812 3821 3822 3839 3900 4120 4211 4213 4222 4223 4291 4299 4312 4321 4391 4399 4687 4711 4713 4721 4741 4742 4743 4744 4789 4921 4923 4924 4929 5611 7810 7820 7830 8121 8122 8129 8610 9420 9601 • CID CID Doenças enquadradas A15 Tuberculose respiratória, com confirmação bacteriológica e histológica A15.0 Tuberculose pulmonar, com confirmação por exame microscópico da expectoração, com ou sem cultura A15.1 Tuberculose pulmonar, com confirmação somente por cultura A15.2 Tuberculose pulmonar, com confirmação histológica A15.3 Tuberculose pulmonar, com confirmação por meio não especificado A15.4 Tuberculose dos gânglios intratorácicos, com confirmação bacteriológica e histológica http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+respiratoria+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.0+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+exame+microscopico+da+expectoracao+com+ou+sem+cultura.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+exame+microscopico+da+expectoracao+com+ou+sem+cultura.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.1+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+somente+por+cultura.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+somente+por+cultura.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.2+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.3+tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+meio+nao+especificado.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+meio+nao+especificado.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.4+tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html A15.5 Tuberculose da laringe, da traqueia e dos brônquios, com confirmação b a c t e r i o l ó g i c a e h i s t o l ó g i c a A15.6 Pleuris tuberculoso, com confirmação bacteriológica e histológica A15.7 Tuberculose primária das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica A15.8 Outras formas de tuberculose das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica A15.9 Tuberculose não especificada das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica A16 Tuberculose das vias respiratórias, sem confirmação bacteriológica ou histológica A16.0 Tuberculose pulmonar com exames bacteriológico e histológico negativos A16.1 Tuberculose pulmonar, sem realização de exame bacteriológico ou histológico A16.2 Tuberculose pulmonar, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica A16.3 Tuberculose dos gânglios intratorácicos, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica A16.4 Tuberculose da laringe, da traqueia e dos brônquios, sem menção de confirmação http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.5+tuberculose+da+laringe+da+traqueia+e+dos+bronquios+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+da+laringe+da+traqueia+e+dos+bronquios+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.6+pleuris+tuberculoso+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/pleuris+tuberculoso+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.7+tuberculose+primaria+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+primaria+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.8+outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A15.9+tuberculose+nao+especificada+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+nao+especificada+das+vias+respiratorias+com+confirmacao+bacteriologica+e+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+das+vias+respiratorias+sem+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.0+tuberculose+pulmonar+com+exames+bacteriologico+e+histologico+negativos.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+exames+bacteriologico+e+histologico+negativos.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.1+tuberculose+pulmonar+sem+realizacao+de+exame+bacteriologico+ou+histologico.htmlhttp://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+sem+realizacao+de+exame+bacteriologico+ou+histologico.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.2+tuberculose+pulmonar+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.3+tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+dos+ganglios+intratoracicos+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+da+laringe+da+traqueia+e+dos+bronquios+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html A16.5 Pleurisia tuberculosa, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica A16.7 Tuberculosa respiratória primária sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica A16.8 Outras formas de tuberculose das vias respiratórias, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica A16.9 Tuberculose respiratória, não especificada, sem menção de confirmação bacteriológica ou histológica A17 Tuberculose do sistema nervoso A17.0 Meningite tuberculosa (G01*) A17.1 Tuberculoma meníngeo (G07*) A17.8 Outras tuberculoses do sistema nervoso A17.9 Tuberculose não especificada do sistema nervoso (G99.8*) A18 Tuberculose de outros órgãos A18.0 Tuberculose óssea e das articulações A18.1 Tuberculose do aparelho geniturinário A18.2 Linfadenopatia tuberculosa periférica A18.3 Tuberculose do intestino, do peritônio e dos gânglios mesentéricos http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.5+pleurisia+tuberculosa+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/pleurisia+tuberculosa+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.7+tuberculosa+respiratoria+primaria+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculosa+respiratoria+primaria+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.8+outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+formas+de+tuberculose+das+vias+respiratorias+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A16.9+tuberculose+respiratoria+nao+especificada+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+respiratoria+nao+especificada+sem+mencao+de+confirmacao+bacteriologica+ou+histologica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+sistema+nervoso.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.0+meningite+tuberculosa.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/meningite+tuberculosa.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.1+tuberculoma+meningeo.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculoma+meningeo.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.8+outras+tuberculoses+do+sistema+nervoso.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+tuberculoses+do+sistema+nervoso.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A17.9+tuberculose+nao+especificada+do+sistema+nervoso.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+nao+especificada+do+sistema+nervoso.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+de+outros+orgaos.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.0+tuberculose+ossea+e+das+articulacoes.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+ossea+e+das+articulacoes.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.1+tuberculose+do+aparelho+geniturinario.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+aparelho+geniturinario.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.2+linfadenopatia+tuberculosa+periferica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/linfadenopatia+tuberculosa+periferica.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.3+tuberculose+do+intestino+do+peritonio+e+dos+ganglios+mesentericos.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+intestino+do+peritonio+e+dos+ganglios+mesentericos.html A18.4 Tuberculose de pele e do tecido celular subcutâneo A18.5 Tuberculose do olho A18.6 Tuberculose do ouvido A18.7 Tuberculose das suprarrenais (E35.1*) A18.8 Tuberculose de outros órgãos especificados A19 Tuberculose miliar A19.0 Tuberculose miliar aguda de localização única e especificada A19.1 Tuberculose miliar aguda de múltiplas localizações A19.2 Tuberculose miliar aguda não especificada A19.8 Outras tuberculoses miliares A19.9 Tuberculose miliar não especificada http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.4+tuberculose+de+pele+e+do+tecido+celular+subcutaneo.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+de+pele+e+do+tecido+celular+subcutaneo.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.5+tuberculose+do+olho.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+olho.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.6+tuberculose+do+ouvido.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+do+ouvido.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.7+tuberculose+das+supra+renais.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+das+supra+renais.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A18.8+tuberculose+de+outros+orgaos+especificados.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+de+outros+orgaos+especificados.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.0+tuberculose+miliar+aguda+de+localizacao+unica+e+especificada.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+aguda+de+localizacao+unica+e+especificada.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.1+tuberculose+miliar+aguda+de+multiplas+localizacoes.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+aguda+de+multiplas+localizacoes.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.2+tuberculose+miliar+aguda+nao+especificada.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+aguda+nao+especificada.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.8+outras+tuberculoses+miliares.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/outras+tuberculoses+miliares.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/A19.9+tuberculose+miliar+nao+especificada.html http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+miliar+nao+especificada.html • CNAE CNAE Atividade 0810-0/01 Ardósia; beneficiamento de (associado a extração) 0810-0/01 Ardósia; extração de 0810-0/02 Granito; beneficiamento de (associado a extração) 0810-0/02 Granito; extração de 0810-0/02 Pó de granito; produção de 0810-0/03 Mármore; beneficiamento de (associado a extração) 0810-0/03 Mármore; extração de 0810-0/03 Pó de mármore; produção de 0810-0/04 Calcário; beneficiamento de (associado a extração) 0810-0/04 Calcário; extração de http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/01&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/01&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/02&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/02&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/02&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/03&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/03&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/03&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 0810-0/04 Calcários (pedras e mariscos); extração de 0810-0/04 Conchas calcarias; beneficiamento de (associado a extração) 0810-0/04 Conchas calcarias; extração de 0810-0/04 Crê; extração de 0810-0/04 Dolomita; beneficiamento de (associado a extração) 0810-0/04 Dolomita; trituração, fragmentação e outros beneficiamentos de ( associados à extração) 0810-0/04 Pó calcário; fabricação de (associado à extração) 0810-0/05 Alabastro; extração de 0810-0/05 Caulim; extração de 0810-0/05 Gesso ou gipsita; extração de 0810-0/06 Areia lavada para construção; extração de 0810-0/06 Areia quartzosas; extração de 0810-0/06 Areia; extração de 0810-0/06 Areias siliciosas; extração de 0810-0/06 Areias, cascalhos, pedregulhos e semelhantes; beneficiamento de http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/04&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/05&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/05&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/05&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 http://www.cnae.ibge.gov.br/subclasse.asp?CodSecao=B&CodDivisao=08&CodGrupo=081&codclasse=0810-0&CodSubClasse=0810-0/06&TabelaBusca=CNAE_201@CNAE%202.1%20-%20Subclasses@0@cnaefiscal@0 • Logo, por exemplo, um empregado de uma empresa especializada em extração de ardósia (CNAE 0810) que esteja acometido com tuberculose pulmonar, com confirmação por exame microscópico da expectoração, com ou sem cultura (CID 15.0), terá o reconhecimento do NTEP, cabendo à empresa, se discordar, promover a devida impugnação administrativa com as provas cabíveis. • No âmbito da Previdência Social, o tema é disciplinado pela Instrução Normativa INSS 31/2008, que dispõe sobre procedimentos e rotinas referentes ao Nexo Técnico Previdenciário. http://www.bulas.med.br/cid-10/index.asp/tuberculose+pulmonar+com+confirmacao+por+exame+microscopico+da+expectoracao+com+ou+sem+cultura.html • Art. 6º Considera-se epidemiologicamente estabelecido o nexo técnico entre o trabalho e o agravo, sempre que se verificar a existência de associação entre a atividade econômica da empresa, expressa pela CNAE e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, relacionada na CID, em conformidade com o disposto na parte inserida pelo Decreto nº 6.042/07 na lista B do anexo II do Decreto nº 3.048/99. • § 1º A inexistência de nexo técnico epidemiológico não elide o nexo entre o trabalho e o agravo, cabendo à perícia médica a caracterização técnica do acidente do trabalho, fundamentadamente, sendo obrigatório o registro e a análise do relatório do médico assistente, além dos exames complementares que eventualmente o acompanhem. • § 2º Na hipótese prevista no parágrafo anterior, a perícia médica poderá, se necessário, solicitar as demonstrações ambientais da empresa, efetuar pesquisa ou realizar vistoria do local de trabalho ou solicitar o Perfil Profissiográfico Previdenciário-PPP, diretamente ao empregador. • § 3º A perícia médica do INSS poderá deixar de aplicar o nexo técnico epidemiológico mediante decisão fundamentada, quando dispuser de informações ou elementos circunstanciados e contemporâneos ao exercício da atividade que evidenciem a inexistência do nexo técnico entre o agravo e o trabalho. • Art. 3º O nexo técnico previdenciário (gênero) poderá ser de natureza causal ou não, havendo três espécies: • I - nexo técnico profissional ou do trabalho, fundamentado nas associações entre patologias e exposições constantes das listas A e B do anexo II do Decreto nº 3.048/99; • II - nexo técnico por doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico individual, decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de trajeto, bem como de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele relacionado diretamente, nos termos do § 2º do art. 20 da Lei nº 8.213/91; • III - nexo técnico epidemiológico previdenciário (espécie), aplicável quando houver significância estatística da associação entre o código da Classificação Internacional de Doenças-CID, e o da Classificação Nacional de Atividade Econômica-CNAE, na parte inserida pelo Decreto nº 6.042/07, na lista B do anexo II do Decreto nº 3.048/99. • PROCEDIMENTO NO INSS E CRPS Art. 7º A empresa poderá requerer ao INSS, até quinze dias após a data para a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social-GFIP, a não aplicação do nexo técnico epidemiológico, ao caso concreto, quando dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo trabalhador, sob pena de não conhecimento da alegação em instância administrativa, caso não protocolize o requerimento tempestivamente. § 1º Caracterizada a impossibilidade de atendimento ao disposto no caput, motivada pelo não conhecimento tempestivoda informação do diagnóstico do agravo, o requerimento de que trata este artigo poderá ser apresentado no prazo de quinze dias da data para entrega da GFIP do mês de competência da realização da perícia que estabeleceu o nexo entre o trabalho e o agravo. § 2º A informação de que trata o § 1º será disponibilizada para consulta pela empresa, por meio do endereço eletrônico www.previdencia.gov.br ou, subsidiariamente, pela Comunicação de Decisão do requerimento de benefício por incapacidade, entregue ao segurado. http://www.previdencia.gov.br/saude-e-seguranca-do- trabalhador/acidentalidade-por-cnpj/ § 3º Com o requerimento, a empresa formulará as alegações que entender necessárias e apresentará a documentação probatória, em duas vias, para demonstrar a inexistência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo. http://www.previdencia.gov.br/saude-e-seguranca-do-trabalhador/acidentalidade-por-cnpj/ • § 4º A Agência da Previdência Social-APS, mantenedora do benefício, encaminhará o requerimento e as provas produzidas à perícia médica, para análise prévia. Sempre que a instrução do pedido evidenciar a possibilidade de reconhecimento de inexistência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo, o segurado será oficiado sobre a existência do requerimento da empresa, informando-lhe que poderá retirar uma das vias apresentada pela mesma para, querendo, apresentar contra razões no prazo de quinze dias da ciência do requerimento. • § 5º Com as contra razões, o segurado formulará as alegações que entender necessárias e apresentará a documentação probatória, com o objetivo de demonstrar a existência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo. • § 6º A análise do requerimento e das provas produzidas será realizada pela perícia médica, cabendo ao setor administrativo da APS comunicar o resultado da análise à empresa e ao segurado. • § 7º Da decisão do requerimento cabe recurso com efeito suspensivo, por parte da empresa ou, conforme o caso, do segurado, ao CRPS. • § 8º O INSS procederá à marcação eletrônica do benefício no Sistema de Administração de Benefícios por Incapacidade-SABI, que estará sob efeito suspensivo, deixando para alterar a espécie após o julgamento do recurso pelo CRPS, quando for o caso. • § 9º O disposto no § 7º não prejudica o pagamento regular do benefício, desde que atendidos os requisitos de carência que permitam a manutenção do reconhecimento do direito ao benefício como auxílio-doença previdenciário. • § 10. Será considerada apenas a documentação probante que contiver a indicação, assinatura e número de registro, anotação técnica, ou equivalente do responsável legalmente habilitado, para os respectivos períodos e escopos, perante o conselho de profissão. • § 11. O segurado em situação de desemprego, no período de graça, terá todos os direitos característicos da forma de filiação de empregado. • Art. 4º Os agravos associados aos agentes etiológicos ou fatores de risco de natureza profissional e do trabalho das listas A e B do anexo II do Decreto nº 3.048/99, presentes nas atividades econômicas dos empregadores, cujo segurado tenha sido exposto, ainda que parcial e indiretamente, serão considerados doenças profissionais ou do trabalho, nos termos dos incisos I e II, art. 20 da Lei nº 8.213/91. • § 1º A empresa poderá interpor recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) até trinta dias após a data em que tomar conhecimento da concessão do benefício em espécie acidentária por nexo técnico profissional ou do trabalho, conforme art. 126 da Lei nº 8.213/91, quando dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo trabalhador. • § 2º O recurso interposto contra o estabelecimento de nexo técnico com base no anexo II do Decreto nº 3.048/99 não terá efeito suspensivo. • Art. 5º Os agravos decorrentes de condições especiais em que o trabalho é executado serão considerados doenças profissionais ou do trabalho, ou ainda acidentes de trabalho, nos termos do § 2º do art. 20 da Lei nº 8.213/91. • § 1º A empresa poderá interpor recurso ao CRPS até trinta dias após a data em que tomar conhecimento da concessão do benefício em espécie acidentária por nexo técnico por doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico individual, conforme art. 126 da Lei nº 8.213/91, quando dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo trabalhador. • § 2º O recurso interposto contra o estabelecimento de nexo técnico com base no § 2º do art. 20 da Lei nº 8.213/91 não terá efeito suspensivo. Fator Acidentário de Prevenção FAP • SAT: DECRETO • REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (Redações anteriores) • ANEXO V (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020 • RELAÇÃO DE ATIVIDADES PREPONDERANTES E CORRESPONDENTES GRAUS DE RISCO CONFORME A CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3048anexov.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art5 CNAE 2.3 Descrição Alíquota (%) 0111- 3/01 Cultivo de arroz 3 0111- 3/02 Cultivo de milho 3 0111- 3/03 Cultivo de trigo 2 0133- 4/01 Cultivo de açaí 1 6410- 7/00 Banco Central do Brasil 1 6421- 2/00 Bancos comerciais 2 6422- 1/00 Bancos múltiplos com carteira comercial 3 6423- 9/00 Caixa Econômica Federal 2 6424- 7/01 Bancos cooperativos 1 • https://concla.ibge.gov.br/busca-online- cnae.html /. Lei 10.666/2003: Art. 10. A alíquota de contribuição de um, dois ou três por cento, destinada ao financiamento do benefício de aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, poderá ser reduzida, em até cinqüenta por cento, ou aumentada, em até cem por cento, conforme dispuser o regulamento, em razão do desempenho da empresa em relação à respectiva atividade econômica, apurado em conformidade com os resultados obtidos a partir dos índices de freqüência, gravidade e custo, calculados segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social. • Art. 202-A. As alíquotas a que se refere o caput do art. 202 serão reduzidas em até cinquenta por cento ou aumentadas em até cem por cento em razão do desempenho da empresa, individualizada pelo seu CNPJ em relação à sua atividade econômica, aferido pelo Fator Acidentário de Prevenção - FAP. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 1º O FAP consiste em multiplicador variável em um intervalo contínuo de cinco décimos a dois inteiros aplicado à respectiva alíquota, considerado o critério de truncamento na quarta casa decimal. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • § 2º Para fins da redução ou da majoração a que se refere o caput, o desempenho da empresa, individualizada pelo seu CNPJ será discriminado em relação à sua atividade econômica, a partir da criação de índice composto pelos índices de gravidade, de frequência e de custo que pondera os respectivos percentis. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1 • § 3o (Revogado pelo Decreto nº 6.957, de 2009) • § 4o Os índices de freqüência, gravidade e custo serão calculados segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social, levando-se em conta: (Incluído pelo Decreto nº 6.042, de 2007). • I - para o índice de frequência, os registros de acidentes ou benefícios de natureza acidentária; (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • II - para o índice de gravidade, as hipóteses de auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria por incapacidade permanente, pensão por morte e morte de natureza acidentária, aos quais são atribuídos pesos diferentes em razão da gravidade da ocorrência,