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3
O PAPEL DA ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM DPOC 
 
Maria Noemi Pinheiro[footnoteRef:1] [1: Aluna de graduação do curso de Enfermagem da Factum – Ensino Técnico e Faculdade. E-mail: noemi_salles@hotmail.com ] 
Débora Machado[footnoteRef:2] [2: Professora do curso de Enfermagem da Factum – Ensino Técnico e Faculdade. E-mail: debora@factum.edu.br] 
RESUMO
Introdução: O presente estudo versa sobre o papel exercido pelo profissional de enfermagem frente ao tratamento de pacientes portadores de DPOC. Objetivo: Refletir sobre o papel do enfermeiro, dentro do tratamento de pacientes com DPOC. Metodologia: A coleta de informações foi realizada através de uma revisão de literatura científica de caráter descritivo, englobando publicações de 2017 a 2021 disponíveis no Google Acadêmico, os critérios de inclusão e exclusão destes estudos se basearam em trabalhos que abordavam a temática da atuação do enfermeiro no tratamento de pacientes com DPOC. Discussão: A partir dos achados durante a análise dos artigos, foram elaboradas subcategorias com as questões mais relevantes encontradas. Resultados: Pode-se concluir que a educação e a assistência periódica de profissionais da enfermagem são elementos fundamentais para a manutenção da qualidade de vida dos pacientes, além da aplicabilidade da SAE para nortear o tratamento, sendo a principal dificuldade encontrada por este profissional a compreensão da condição da doença pelo próprio paciente. 
Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Profissional de enfermagem. Cuidado. Papel do Enfermeiro.
ABSTRACT
Introduction: This study is about the role played by the nursing professional in the treatment of patients with COPD. Objective: Reflect on the role of nurses in the treatment of patients with COPD. Methodology: The collection of information was carried out through a descriptive scientific literature review, encompassing publications from 2017 to 2021 available on Google Scholar, the inclusion and exclusion criteria of these studies were based on works that addressed the theme of nurses' performance in the treatment of patients with COPD. Discussion: From the findings during the analysis of the articles, subcategories were created with the most relevant questions found. Results: It can be concluded that education and periodic assistance of nursing professionals are fundamental elements for maintaining the quality of life of patients, in addition to the applicability of the SAE to guide the treatment, the main difficulty encountered by this professional being the understanding the condition of the disease by the patient himself.
Keywords: Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Nursing professional. Caution. Role of the Nurse.
1. INTRODUÇÃO
O papel do profissional de enfermagem não se resume em auxiliar a promoção da cura em pacientes enfermos, é sabido que o papel desempenhado pelo enfermeiro vai além da aplicação de medicações e ações mecânicas. O profissional assume dentro do esquema de tratamento a função de trazer proximidade, contato humano ao paciente. Atualmente, o contexto pandêmico reforça a importancia do amplo papel da enfermagem na assistência ao paciente.(LIMA; GUIMARÃES; SILVA; 2017). 
Para entendermos a relação entre o papel desenvolvido pelo enfermeiro e o paciente de DPOC, é necessário que se qualifique a comorbidade, portanto é cabível explicá-la. A DPOC é uma doença do trato respiratório, que atinge normalmente a população adulta, e pode ser considerada doença adquirida ou genética, caracterizada principlamente pela obstrução da respiração, diante a exposição a gases e agentes nocivos ao sistema respiratório. (PEREIRA; MOREIRA; MACHADO; PADILHA; 2020). 
Este estudo abordará a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica nos cenários pré e inter-pandemico, e a atuação do profissional da enfermagem na cuidado do paciente. A DPOC é uma doença com alta morbilidade e mortalidade ao redor do globo, sendo segundo a Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (2019) a quarta maior causa de mortes, em um cenário pré-pandemico. Ainda não existem estudos que revelem a incidência de mortes por DPOC em razão da COVID-19, mas por tratar-se de uma doença que debilita o trato respiratório, pressume-se que possa ter subido no ranking. (SALVADO; SALVADO; 2019). 
O enfermeiro possui função essencial no processo de avaliar as condições do paciente no autocuidado, criando estratégias para proporcionar condições para que ele e sua família desempenhem esse papel. Para isso, é fundamental que o enfermeiro avalie o conhecimento do paciente e familiares, fornecendo informações sobre a fisiopatologia da doença e desenvolvendo atividades educacionais no gerenciamento a fim de melhorar a assistência prestada e assim ter um aumento significativo na qualidade de vida do paciente em questão. (VASCONCELOS; SANTOS; 2018). 
De acordo com Costa et. al. (2017), o enfermeiro possui a prerrogativa de elaborar um plano de cuidado direcionado ao paciente portador da doença que possa auxiliar na prevenção de complicações atreladas a doença, bem como humanizar o tratamento do paciente, monitorando de forma recorrente as alterações cognitivas e funções respiratórias, sanando dúvidas e ajustando o tratamento de acordo com as orientações do médico responsável, mas também escutando o relato da família para que o tratamento se ajuste da melhor forma possível. 
1.1. OBJETIVOS
1.1.1. Objetivo Geral
Refletir sobre a importância do profissional de enfermagem frente à assistência aos pacientes portadores de Doenças Pulmonares Obstrutiva Crônicas (DPOC).
1.1.2. Objetivos Específicos
· Identificar o papel do enfermeiro durante a assistência a pacientes portadores de DPOC; 
· Descrever as principais dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros frente ao atendimento de pacientes portadores de DPOC;
· Apontar medidas que auxiliem os enfermeiros no trato com a DPOC.
2. papel do enfermeiro Na assistência a PACIENTES PORTADORES DE DPOC.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, “os Cuidados Paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias no enfrentamento a problemas associados a doenças potencialmente fatais, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio da identificação precoce, avaliação e tratamento impecável ​​da dor e outros problemas, físicos, psicossociais e espirituais”. Desta forma o papel do enfermeiro é primordial para a evolução correta do tratamento, seja em ambiente hospitalar, seja domiciliar. (WHO, 2002). 
A DPOC por possuir carater crônico, causa ao paciente desconforto constante mantendo os cuidados e tratamentos dentro da conjunto de técnicas de alívio de sintomas e prevenção de complicações, aumentando a tolerância das atividades físicas que necessitem de esforço respiratório, dando ao paciente melhor qualidade de vida. (LEAL, 2020).
Dentro do contexto de cuidados paliativos o enfermeiro atua em diferenes estágios, podendo ser em âmbito hospitalar ou domiciliar. Dentro do âmbito hospitalar ele regula o plano de cuidado, conversando com a equipe médica sobre a necessidade de atualizações e administraçaõ de novos medicamentos em face a evolução do paciente, bem como presta suporte aos técnicos de enfermagem e familiares para a lida do dia a dia do paciente. Já dentro dos cuidados paliativos domiciliares, onde o paciente normalmente é atendido apenas cuidadores (familiares ou técnicos de enfermagem), seu principal papel é certificar-se de que os cuidados estabelecidos pela equipe estajm sendo seguidos, bem como elaborar o plano de cuidado que atenda as necessidades e compreenda as dificuldades alcançadas pela família e paciente em ambiente diverso do hospitalar, além de oreintar a inserção de sondas e cateteres junto ao técnico quando houver necessidade, além de verificar e ajustar a medicação fornecida de acordo com a prescrição. Ainda é responsável pelo apoio psicológico aos familiares e cuidadores, quando necessário, primando sempre pelo cuidado integral do paciente. (WHO, 2002; BMS, 2020);Em referência as métricas básicas da SAE de um paciente de DPOC, a lista de exames que podem ser realizados tanto em ambiente hospitalar, quanto em ambiente domiciliar por profissional de enfermagem devidamente habilitado, podemos citar: Exame de nível de consciência (escala de coma Glasgow); Exame físico: alterações nas sobrancelhas/edemas nas pálpebras inferior direita e superior esquerda/pupilas isocórias/foto reagentes/abertura espontânea e simetria ocular/mucosa nasal íntegra/sem batimento de asa nasal/seios nasais sem anormalidade no apalpar/lábios íntegros/mucosa bucal rósea/sem halitose/gengiva íntegra/orofaringe se processo inflamatório/couro cabeludo sem alterações ou protuberâncias/palpação de glânglios/sinal de Kussmaul/avaliação torácica/ausculta pulmonar/ausculta cardíaca/verificação do abdome.(ALVES;LIMA;DULCE;LIMA.BETTENCOURT; 2019). 
2.1. CUIDADO HOSPITALAR 
Para Costa et. al. (2017), o profissional de enfermagem deve integrar a equipe que desginará a estratégia de tratamento do paciente dentro do âmbito hospitalar, uma vez que o profissional é responsável por lidar diretamente com pacientes e familiares na rotina hospitalar, conhecendo seu ritmo e características com mais amplidão que os demais. 
Para Rocha e Brasileiro (2019), o enfermeiro necessita diariamente realizar a checagem e avaliação do paciente portador de DPOC, afim de orientar o plano de tratamento prescrito, administrando os medicamentos necessários, auxiliando nos exercícios fisioterápicos, interagindo não apenas com o paciente e cuidadores, mas também compondo a equipe de diagnóstico, afim de passar aos médicos updates relevantes para o tratamento do paciente, visando o melhor atendimento de forma integral ao paciente com DPOC. 
Para Vieira et. al. (2020), outras comorbidades aliadas a doença podem surgir, tais como, perda de musculatura devido a falta de exercícios, hipóxia sistemica e outras como IAM e AVE são associadas ao processo de evolução da doença, e requerem ainda mais cuidado do enfermeiro para os sintomas que levantam as red flags de tais complicações, como: cefaléia matinal pode ser motivada pela hipercapnia ou hipoxemia noturnas, perda de peso repentina, relato de falta de ar em atividades corriqueiras, tosse recorrente com ampla expectoração e em alguns casos com sangue, baqueteamento dos dedos, cianose, todos são sintomas que podem inferir no surgimento das comorbidades citadas, sendo necessária a realização de exames para referenciar a necessidade de alteração no tratamento. 
Neste sentido, Silva et. al. (2020; p. 10) diz que: 
[...] O papel do enfermeiro é plenamente ativo na conduta terapêutica instituída ao paciente. Informar, esclarecer, orientar, ensinar, encorajar são ações tomadas pelo enfermeiro que torna o paciente consciente sobre sua condição e necessidades, e com maiores possibilidades de participação efetiva em seu tratamento e alcance das metas traçadas [...] 
Assim é possível dizer que o profissional de enfermagem é responsável por observar o paciente de maneira geral, observando seu comportamento e resposta ao tratamento hospitalar, seja ele medicamentoso ou fisioterápico, mantendo por um lado a equipe que detém o poder decisório sobre a sequencia de tratamento a par da evolução satisfatória ou não do paciente, e por outro ser um canal confiável e seguro de comunicação tanto para o paciente quanto para a família. (ROCHA, BRASILEIRO, 2019).
De acordo com Costa et. al. (2017), os principais sinais e sintomas a serem avaliados pelos enfermeiros para o embasamento das alterações ou continuidade no tratamento são, aumento na dispinéia do paciente, aumento de secreções consistentes e viscosas nas mucosas do paciente, além de desconforto respiratório exacerbado, este pode ser observado através da utilização dos músculos acessórios durante a inspiraçaõ do paciente, sendo possível a avaliação através de exames físicos, como aulscuta e espirometria e de imagem realizados em razão da necessidade de acompanhamento constante da evolução dos sintomas. 
Para Wise (2020), os exames normalmente solicitados para embasar alteração no tratamento e/ou para aplicar novas etapas de tratamento são solicitados pelos enfermeiros aos médicos após a observação de tais sintomas, a fim de trazer dados que possam ser apresentados para alteração das prerrogativas de tratamento, os mais comuns são a TC e o Raio-X de tórax, a primeira tem maior efetividade para avaliação do traamento a ser seguido, pois apresenta melhores panorâmas, auxiliando na análise da densidade e volume pulmonares. O raio-x auxilia em um primeiro momento, sendo possível verificar o aumelnto do espaço aéreo retroesternal e sombra cardíaca estreita através dele. além de auscultamento da respiração de forma manual, verificação de saturação sanguínea, ECG. 
Para Dezube (2019), o ECG deve ser realizado em pacientes com DPOC de forma periódica, pois estão mais sujeitos a IAM em função da hipertensão pulmonar crônica gerada pela doença. Os profissionais de enfermagem que verificarem maior esforço respiratório para atividades simples, bem como surgimento de banqueteamento dos dedos e momentos de cianose no paciente devem imediatamente solicitar a equipe médica a realização de exames cardiovasculares, afim de se evitar maiores riscos a saúde do paciente. 
Em caso de surgimento de agravantes que coloquem o paciente em risco, enfermeiro deve solicitar suporte ventilatório, sempre apoiado em exames que comprovem a limitação do fluxo aéreo do paciente. Testes de função pulmonar devem ser aplicados para que seja realizado o acompanhamento correto da evolução do paciente, através de espirometria ou oximetria de pulso, em caso de dúvidas pode ser requerido a equipe médica a realização de testagem mais profunda como medição dos volumes pulmonares ou medição esofágica da capacidade pulmonar. (WOOD; 2020) 
O enfermeiro deve estar em constante processo de aprendizagem a fim de possuir olhar técnico apurado para as intempéries e urgências que podem ocorrer durante o tratamento de pacientes com este tipo de comorbidade, sendo comum o surgimento de complicações para os pacientes hospitalizados, por tratar-se de doença debilitante e de constante evolução, que reduz a capacidade de expansão do trato respiratório, o enfermeiro deverá estar atento a todos os indícios de DPOC apresentados pelo paciente, sendo responsável por coletar todos os dados necessários sobre seu histórico pessoal (fumante/trabalhador exposto/se há pessoas com a mesma condição na família) e quando começaram os sintomas, além de observar a evolução de episódios de escarro pulmonar, verificar o diâmetro do tórax (pombo ou barril), avaliar a saturação de oxigênio, frequencias cardíaca e respiratória e em casos extremos verificar o nível de consciencia de acordo com a escala de coma de Glawsgow. (ROCHA, BRASILEIRO, 2019). 
2.2. CUIDADO DOMICILIAR
Dentro do contexto da doença crônica, e de tratamentos paliativos para alívio do desconforto, não raro é realizado o procedimento de alta hospitalar para continuidade de tratamento em domicílio, sendo inúmeras vezes requerido o apoio e acompanhamento do profissional de enfermagem nos cuidados do paciente também a nível domiciliar. 
De acordo com Silva et. al (2020, p. 603): 
A assistência ao portador de condição crônica necessita de qualificação profissional a fim de que seja complexa e não fragmentada, embora o conhecimento científico fundamentado nas bases teóricas da enfermagem deva basear o atendimento, o conhecimento específico das necessidades dos portadores se faz necessário, visto que há uma fragilidade, principalmente emocional, instalada. 
Ainda é possível visualizar o papel do profissional dentro do cenário domiciliar como educador, exercendo a vertente de gestão dos cuidados de saúde incluindo a família no processo, aqui considerando familiar todas as pessoas que, independentemente do grau de parentesco, participam ativamente do cuidado e convívio diário do paciente e, portanto, são afetadas diretamente por sua condição de saúde,sendo peça chave para a busca por um tratamento bem-sucedido. (BMS; 2020)
O enfermeiro tem a função, de orientar ao paciente, cuidadores e familiares sobre a importância da manutenação do plano de cuidados elaborado junto a equipe médica responsável, além de verificar seu cumprimento dentro das especificações visando a manuteção da condição de vida do paciente em sua ida para o domicílio. As atividades exercidas pelo profissional de enfermagem dentro do contexto domiciliar vão desde aplicação medicamentosa e auxílio nas rotinas de exercícios para manutenção da QV, até a observação da dinâmica familiar e doméstica que possa impactar no tratamento do paciente, priorizando seu bem-estar e adequando o plano de cuidados a realidade do domicilio, sendo responsável pela interação entre médico e paciente. (COSTA et.al., 2017; ROCHA, BRASILEIRO, 2019; BMS, 2020; SILVA et. al., 2020).
Quando realizar apenas a supervisão do paciente, ao enfermeiro cabe a verificação da periodicidade das administrações dos medicamentos prescritos, sobre a evolução da doença, se houve perda de mobilidade ou de função pulmonar, se neste contexto domiciliar o paciente e suas comorbidades assessórias e indagação e observação de aparição de novos sintomas, orientar o tratamento e ações a serem tomadas em relação ao trato respirátório, reforçar a necessidade de manter a rotina de exercícios e evitar o tabagismo. (COSTA et.al., 2017; ROCHA, BRASILEIRO, 2019; BMS, 2020; SILVA et. al., 2020). 
3. DIFICULDADES DA ENFERMAGEM
Para Barreto et. al. (2020), em razão da extensão da doença a Qualidade de Vida (QV) do paciente se deteriora de forma exponencial até o momento de sua hospitalização em decorrência de complicações muitas vezes evitáveis. Aqui se instala a principal dificuldade relatada pelo profissional de enfermagem, a falta de informação do paciente sobre a seriedade de sua condição e as consequências de não seguir à risca o tratamento. Em relação ao seu poder decisório frente ao tratamento domiciliar, o enfermeiro ainda precisa lidar com a barreira da incompreensão da família do paciente sobre a importância da continuidade do tratamento e adoção da reestruturação de vida que tal precisa realizar para que possa levar uma vida mais sadia, com mais QV, mesmo que em um primeiro momento a adoção pareça extenuante, restritiva. 
Neste mesmo sentido Alves, Lima e Barbosa (2019), afirmam que a principal dificuldade da enfermagem é gerenciar as medidas de autogestão e informações fornecidas ao paciente, sendo estes os principais pontos de dificuldade citados pelos autores para a boa evolução do paciente e do tratamento prescrito de forma a proporcionar melhorias significativas na QV do paciente. Uma vez que a expertise do enfermeiro nem sempre é levada em consideração, seja pela família, seja pelo próprio paciente que se recusa a prosseguir com as indicações medicamentosas ou fisioterápicas, para fins de reabilitação. 
Ainda de acordo com os autores, a falta de informação aos pacientes faz com que as indicações e necessidades do tratamento repassadas pelo enfermeiro sejam ignoradas por puro desconhecimento frente aos termos utilizados pelos profissionais da saúde, ou ainda por possuírem pouco ou nenhum conhecimento sobre a doença, que acabam por dificultar a ação do enfermeiro junto ao paciente que se recusa a cumprir o tratamento, que resulta na recomendação do artigo para que haja sessões de aprendizagem sobre as necessidades prementes e a implicação da descontinuidade do tratamento são tão necessárias. 
Para Nomura, Lucena e Almeida (2020), a principal dificuldade está em alterar o estilo de vida do paciente, uma vez que grande maioria dos portadores de DPOC é ou foi tabagista pregressamente ao diagnóstico. O processo para a desintoxicação e elucidação de que o vício o pode causar ainda mais danos é penoso e atinge a todos, uma vez que não raro também familiares mantenham o comportamento de risco próximo ao paciente, ou ainda auxiliando na manutenção do vício. Assim, evidencia-se ainda mais a necessidade de que sejam realizadas palestras e sessões de aprendizagem a respeito da DPOC para aqueles que manejarão o tratamento do paciente, visando sim, que ao tratamento seja cumprido da melhor maneira possível em todas as esferas, seja ela hospitalar ou domiciliar. 
4. AÇÕES QUE PODEM AUXILIAR NO TRATAMENTO DE PACIENTES DE DPOC 
Trissoldi, Silva e Pauletti (2020), trazem a luz da discussão a necessidade de se ter um profissional da enfermagem junto com o paciente para que se monte a rotina com parâmetros fixos de tratamento de acordo com as necessidades do paciente, incentivando a autogestão de tratamento para que o paciente com o suporte do enfermeiro tenha condições de identificar e prevenir comportamentos de risco, evitando o desgaste e consequente manutenção da qualidade de vida. 
Para Cruz (2017), programas de conscientização antitabagismo devem ser melhor elaborados, para que os pacientes possam alterar seu estilo de vida, já que não raro, pacientes com DPOC são tagistas, sendo, portanto, viciados em desintoxicação, necessitando de intervenção para a manutenção da condição, seja através de tratamento cognitivo comportamental como sugerido pela autora, seja através de intervenção farmacológica, através de adesivos de nicotina, administração de bupropiona, varencilina de acordo com o grau de dependência do paciente com a supervisão do enfermeiro para que o tratamento da DPOC surta os efeitos esperados e que o paciente aumente a QV.
Para Fernandes et. al. (2017), a principal ação para que o tratamento tenha eficácia deve ser a testagem de comprometimento do paciente, bem como sua potencialidade de exacerbação, para assim definir as métricas de tratamento a serem seguidas, sendo elas dentro do âmbito farmacológico, de internação ou de manutenção física com exercícios e conscientização. Para o autor, o enfermeiro tem em seu atendimento a possibilidade de aplicar testes básicos para a realização do diagnóstico e durante o tratamento pode requerer a realização de exames mais assertivos dentro do diagnóstico devido a identificação correta no primeiro momento. 
Dentre as ações comentadas, para Laurindo et. al (2017), a falta de novos profissionais habilitados a exercer suas funções, com conhecimento adequado para o tratamento e identificação de sinais e sintomas de exacerbação de pacientes com DPOC, sendo necessário treinamento para que os enfermeiros saibam aplicar os testes necessários e suprir a demanda dentro dos hospitais, contribuindo de forma mais efetiva para o bem-estar do paciente. Sendo a falta de informação adequada, bem como de recursos humanos habilitados para o tratamento são as principais dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros.
Ainda para os autores, a ampliação de leitos e vagas em UTIS, aquisição de medicamentos e insumos adequados para o tratamento nas crises e de forma paliativa, além de claro, a criação de um local de educação ao paciente que as necessidades básicas de atendimento será possível prestar um suporte adequado ao paciente, integrando a literatura ao processo físico de forma a demonstrar sua eficácia, elevando sua mobilidade, tonando as tarefas diárias e cuidados básicos mais fáceis, possibilitando a autogestão e uma vida plena dentro de suas possibilidades. 
Para Rocha e Brasileiro (2019), a elaboração de uma SAE adequada as necessidades do paciente em tela, pode melhorar a assistência de saúde prestada a ele e seus familiares, suprindo as necessidades do tratamento e ofertando conforto ao paciente de forma mais humanizada e voltada para a promoção da QV do paciente e sua família, além de fortalecer os diagnósticos e a compreensão dos paradigmas utilizados no tratamento de diversos doentes. 
5. Metodologia
O presente estudo consiste em uma revisão integrativa de literatura científica, método que tem por objetivo sintetizar sistematicamente os resultados obtidos a partir da pesquisa relacionada a um tema ou questão previamente estabelecida. Considera-se, portanto, a prática da revisão integrativa,uma forma de sintetizar o conhecimento adquirido após a pesquisa e estudo de determinado tema. 
As etapas que antecederam o início deste trabalho foram as seguintes: primeiramente a formulação da questão norteadora da pesquisa, seguido da definição do objetivo principal da revisão. Com o objetivo estabelecido, passou-se à elaboração de critérios para os artigos a serem incluídos na revisão, logo após, iniciou-se a leitura dos artigos selecionados e então o desenvolvimento dos resultados relatados a seguir.
As informações para esta revisão foram coletadas através da busca online de produções científicas na base de dados do Google Acadêmico, sendo a pesquisa realizada no primeiro semestre de 2021, foram selecionados artigos no idioma português que atendesse aos seguintes critérios de inclusão: data de publicação entre 2017 e 2021 e abordar a temática do papel do profissional de enfermagem junto ao paciente com DPOC. Os critérios de exclusão foram: trabalhos que fugissem do tema central da pesquisa, anteriores a 2017 e que não fossem publicados em forma de artigo. 
A partir da perspectiva do papel do enfermeiro nos cuidados ao paciente com DPOC foram determinados os termos de busca “Assistência no DPOC”. A simples busca com os termos resultou em 2780 artigos, refinando-se a busca para textos completos e no idioma selecionado, obteve-se 34 resultados, depois de inspecionar-se primeiramente os títulos, após os resumos e então realizar uma leitura minuciosa, aplicando os critérios de exclusão, selecionou-se 19 estudos que enquadraram- se na temática central e objetivos deste trabalho.
6. resultados 
Os artigos relacionados, foram aqueles que passaram pelos critérios de exclusão definidos, auxiliando na compreensão das diferentes abordagens adotadas pelos enfermeiros frente ao tratamento e as principais dificuldades enfrentadas seja em ambiente hospitalar, seja em ambiente domiciliar, pode-se perceber que as abordagens, assim como exames solicitados e sinais interpretados variam de paciente para paciente de acordo com sua condição pregressa, sem que haja elementos específicos que as integrem, sendo impossível definir um plano de tratamento único para pacientes com tal comorbidade, visando o melhor atendimento ao paciente.
Quadro 1 - Estudos de Caso. (Fonte: A autora).
	TÍTULO DO ARTIGO
	AUTORES / ANO
	LOCAL DE PESQUISA
	ANO
	TIPO DE ESTUDO
	PRINCIPAIS RESULTADOS
	Impacto de uma intervenção educacional de enfermagem em pacientes portadores de DPOC.
	ALVES, Renata Camargo; 
LIMA, Luciane Soares de; 
BARBOSA, Dulce Aparec-ida;
LIMA, Silvana Andrea Molina; BETTENCOURT, Ana Rita de Cássia;
	UERJ – RIO DE JANEIRO
	2019
	Estudo prospectivo, comparativo, realizado num hospital de São Paulo, com 50 pacientes portadores de DPOC.
	De acordo com o estudo a principal dificuldade dos enfermeiros na lida com pacientes portadores de DPOC, é a falta de conhecimento existente dentre os pacientes sobre a própria doença e a educação sobre permite que este paciente aumente sua qualidade de vida.
	Relato de caso: Abordagem ao paciente DPOC e suas comorbidades
	TRISSOLDI, Lediane Paula SILVA, Diovanna Sala PAULETTI, Marzelí;
	UNOESC –SÃO MIGUEL DO OESTE
	2020
	Relato de caso sobre o paciente portador de DPOC, diabetes, melitus, insuficiência cardíaca, psoríase hipertensão e obesidade. 
	O caso objeto de estudo traz a luz a importância da manutenção de uma rotina e estilo de vida condizentes com a o condição de saúde. Demonstrando a, importância do paciente poder contar com a assistência do profissional enfermeiro para a manutenção da qualidade de vida do indivíduo.
	Cuidado de enfermagem a pacientes com condições crônicas de saúde: Uma revisão integrativa
	SILVA, Clarissa Galvão da; SENA, Luciana Batalha; ROLIM, Isaura Letícia Tavares Palmeira; SOUZA, Santana de Maria Alves de; 
SARDINHA, Ana Hélia de Lima; 
	Revista online de Pesquisa – Cuidado é fundamental. – Universidade Federal do Estado do RJ – Escola de Enfermagem.
	2017
	Revisão integrativa de casos diversos sobre pacientes crônicos, com a inclusão de DPOC. 
	O estudo revela que os cuidados obtidos através da intervenção do profissional de enfermagem são essenciais para a manutenção da qualidade de vida do paciente, porém os autores consideram uma falha a falta de padronização na Sistematização da Assistência de Enfermagem.
	Diagnóstico e tratamento precoce de DPOC contributos da enfermagem de reabilitação
	FERNANDES, Silvia Rosa de Castro; 
	Instituto Politécnico de Viana do Castelo
	2019
	Estudo de Caso, através de investigação-ação qualitativa, sendo realizado com 10 utentes pacientes de DPOC, através da realização de entrevistas sobre a necessidade de compreensão e aceitação do tratamento, com mediatriz de evolução após 03 sessões. 
	O estudo revela que existem ganhos reais na saúde do paciente de DPOC que compreende a importância da precocidade da adoção do tratamento da DPOC, através da educação do paciente pelo enfermeiro especialista em reabilitação. Sendo a neste sentido cruscial para a adoção de uma autogestão eficaz do regime terapêutico. 
	Sistematização da assistência da enfermagem no cuidado em oxigenioterapia domiciliar com utilização das taxonomias NANDA, NIC, NOC.
	DA GUARDA, Aline Fonseca;
SOUZA, Wagner;
PÔNCIO, Thiara Guimarães H. De O.;
CARVALHO, Daniela Schimitz de;202
	Anais do seminário científico – UNIFAGIC nº 3.
	2018
	Estudo de caso, que através da abordagem qualitativa e descritiva relata a importância da oxigenoterapia, na modalidade domiciliar, e o vital papel do enfermeiro na aplicação e lida diária do tratamento de pacientes com diagnosticados com DPOC.
	O estudo traz a luz a discussão sobre as benesses da aplicabilidade da assistência implementanda através do NANDA - North American Nursing Diagnosis Association. Evidenciando a importância dos diagnósticos realizados em conjunto com a equipe multifuncional, no que tange a integrar o conhecimento científico e prático, auxiliando aos profissionais da enfermagem nas tomadas de decisão frente aos cuidados prestados domiciliarmente.
	Independência funcional do indivíduo com doença pulmonar obstrutiva crônica e sua relação de sintomas de depressão
	VIEIRA, Carolina Pereira;
NEVES, Isadora Cruvinel Santos Garcia;
FERREIRA, Aline Boaventura;
NETO, Julião Fedlis Cordeiro;
	Faculdade Alfred Nasser
	2020
	Estudo de caso realizado através do método quantitativo não-experimental de caráter descritivo, transversal correlacional, através de indivíduos institucionalizados que se adequem as necessidades do estudo.
	Revela que a conscientização do paciente portador da DPOC através de educação e saúde pelo profissional enfermeiro pode auxiliar na busca por tratamento adequado, melhorando o caminho na busca pela melhoria da qualidade de vida do doente porque, reduzindo a incapacidade física, a hipoxemia, e revertendo a intolerância ao exercício, recoloca o indivíduo na sociedade e na sua vida independente.
	Perfil demográfico e clínico de portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica no sul do Brasil
	DA COSTA, Cássia Cinara; BOLZAN, Berlese, Daiane; MACHADO, de Souza, Rafael; SIEBEL, Samanta; ZIMERMANN Teixeira, Paulo José.
	Ciencia y Enfermería, vol. XXIII, núm. 1, abril, 2017, pp. 25-33 Universidad de Concepción Concepción, Chile
	2017
	Estudo observacional descritivo de > 80 pacientes com diagnóstico de DPOC. 
	O estudo demonstra que a DPOC é uma doença crônica que debilita o paciente não apenas dentro do aspecto respiratório, mas gerando doenças auxiliares que podem acabar com a qualidade de vida. 
Assim evidenciando a necessidade de acompanhamento do profissional de enfermagem para que tais comorbidades possam ser identificadas e tratadas com agilidade, evitando aumento na taxa de mortalidade de tais pacientes. 
	Evolução clínica dos indicadores de resultados de enfermagem em pacientes com padrão respiratório ineficaz
	BARRETO, Luciana Nabinger Menna; SILVA, Marcos Barragan;
NOMURA, Aline Tsuna Gaedke; LUCENA, Amália de Fátima; ALMEIDA, Miriam de Abreu;
	Revista Eletrônica deEnfermagem – UFRGS
	2020
	Estudo longitudinal prospectivo realizado em hospital universitário da UFRGS, com 25 pacientes com doenças pulmonares, que foram acompanhados durante um período de três dias ou até alta hospitalar. 
	Observou-se que a Nursing Outcomes Classification (NOC) possibilita mensurar a evolução clínica dos resultados dos pacientes, bem como o grau de comprometimento do padrão respiratório.
	The World Health Report 2002: Reducing risks, promoting healthy life,
	WHO - World Health Organization
	PBL – Netherlands Environmental Assentment Agency
	2002
	Compilados de estudos médicos emitidos por blocos em relação a doenças conhecidas e tratamentos adequados. 
	Através da compilação de estudos realizados por diversos médicos auxilia na adequação de tratamento e apresenta métricas a serem seguidas para pacientes portadores de DPOC, em específico aqueles que apresentam a doença devido a exposição a poluição do planeta. 
	"Epidemiology and burden of chronic respiratory diseases in Brazil from 1990 to 2017: analysis for the Global Burden of Disease 2017 Study.
	Leal, Lisiane Freitas, Ewerton Cousin, Augusto Bacelo Bidinotto, Daniel Sganzerla, Rogério Boff Borges, Deborah Carvalho Malta, Kevin Ikuta, and Tatiane da Silva Dal Pizzol. 
	Revista Brasileira de Epidemiologia 23 
	2020
	Estudo realizados através da análise de estimativas adquiridas pelo Global Burden of Disease (GBD) 2017 para prevalência, incidência, mortalidade, anos de vida ajustados por incapacidade (DALY), uma medida resumida de anos de vida perdidos (YLL) e anos vividos com deficiência (YLD), e fatores de risco atribuíveis a doenças respiratórias crônicas no Brasil, de 1990 a 2017.
	Durante o período avaliado hoveram reduções de estimativas em todas as faixas etárias e sexos. Ainda houve aumento do DALY devido a estimativa de vida do brasileiro ter sofrido alterações durante o período, e estar interligado diretamente ao tabagismo, aumentando a probabilidade de DPOC para ambos os sexos. 
	Manual de cuidados paliativos – Hospital Sírio-Libanês
	Aline de Almada Messias, Ana Paula Mirarchi Vieira Maiello, Fernanda Pimentel Coelho, Maria Perez Soares D’Alessandro; Revisores: Ana Cristina Pugliese de Castro, Ana Paula de Souza Borges, Carina Tischler Pires, Daniela Achette, Daniel Neves Forte, Luis Saporetti, Luiz Filipe Gottgtroy de Carvalho, Valeria Delponte e Veridiana Schulz
	Ministério da Saúde
	2020
	O manual escrito e publicado pelo Hospital Sírio-Libanês, em conjunto com o Minnistério da Saúde, visa regular o atendimento da enfermagem e médicos através dos cuidados paliativos. 
	Regula dos cuidados paliativos a pacientes com doenças ameaçadoras da vida, sejam agudas ou crônicas, com ou sem possibilidade de reversão ou tratamentos curativos. Através destas métricas estabelecidas se adequa então ao cuidado necessário do paciente em específico, proporcionando um atendimento pleno e humano.
	Estudo de caso: cliente adoecido por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
	ROCHA, Rosiane Rosa. BRASILEIRO, Marislei Espíndula. 
	Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. 
	2019
	Estudo elaborado através de uma revisão de literatura, aliada ao relato de caso in loco. 
	Através da literatura e do caso in loco foi possível verificar quais sintomas devem ser buscados no paciente portador da doença e quais os cuidados devem ser tomados. 
	INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DO INDIVÍDUO COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA E SUA RELAÇÃO DE SINTOMAS DE DEPRESSÃO
	Vieira, Carolina Pereira, Isadora Cruvinel Santos Garcia Neves, and Aline Boaventura Ferreira. 
	7º Pesquisar – Faculdade Alfredo Nasser. 
	2020
	Estudo quantitativo não experimental, de caráter descritivo, transversal e correlacional.
	Trata sobre o impacto da DPOC sobre o indivíduo portador, e como afeta suas atividades físicas e relações afetivas, conjugais e sexuais, no lazer e no exercício profissional. Tornando este paciente amplamente dependente reforçando seu sentimento de incapacidade e contribuindo para a diminuição de sua autoestima, e causando depressão. 
	Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
	Wise, Robert A. 
	Manual MSD – Para profissionais de saúde.
	2020
	Explicações para o profissional da área da saúde sobre a DPOC.
	O professor Robert A. Wise cita no texto escrito as principais causas e tratamentos indicados aos pacientes com DPOC, fornecendo informações técnicas e explicações referenciadas sobre o desenvolvimento do tratamento e aplicação de cuidados pela equipe ao paciente. 
	Eletrocardiografia (ECG) em distúrbios pulmonares
	Dezube, Rebecca. 
	Manual MSD – Para profissionais de saúde.
	2020
	Explicações para o profissional da área da saúde sobre a aplicação de ECG em pacientes com distúrbios pulmonares. 
	A assistente de professor na Johns Hopkins University Dra. Rebecca Dezube descreve a importância de se realizar o EGC nos pacientes portadores de doenças pulmonares crônicas para o efetivo diagnóstico de suas doenças acessórias. 
	Visão geral dos testes de função pulmonar
	Wood, Karen L. 
	Manual MSD – Para profissionais de saúde.
	2020
	Explicações para o profissional da área da saúde sobre as funções e norteadores sobre como e quando aplicar testes de função pulmonares. 
	A professora na Johns Hopkins University Dra. Karen L. Wood descreve a importância de se estar atento aos sinais de sofrimento respiratório e quando e quais testes de função pulmonar devem ser aplicados. 
	Deficiência de alfa-1 antitripsina: uma condição subdiagnosticada
	Cruz, Thaís Ferrari da; Costa, Cláudia Henrique
	Portal Regional BVS - Pulmäo RJ ;
	2017
	Estudo in loco realizado no ambulatório de DPOC da Universidade Estadual do RJ, com 580 pacientes portadores da doença em busca da correlação da existência da deficiência de alfa-1-antitripsina (AAT) com o desenvolvimento de enfisema precoce. 
	O estudo revelou que cerca de 4% dos pacientes possuem mutações leves nos genes de AAT, sendo necessário acompanhamento sobre a evolução da doença, bem como sugerem a a aplicação de uma dosagem sistemática de AAT em todos os pacientes portadores de DPOC permitindo a prevenção, principalmente da suspensão do tabagismo, e aconselhamento genético. 
	Cuidados de enfermagem em um portador da doença pulmonar obstrutiva crônica em oxigenioteria domiciliar: um estudo de caso no bairro ponte da aldeia, manhuaçu (mg)
	Laurindo, J. A., Pôncio, T. G., de Oliveira, L. F., & de Carvalho, D. S. 
	Anais do Seminário Científico do UNIFACIG, (3).
	2018
	Estudo realizado através de pesquisa exploratória de levantamento bibliográfico cumulado com Estudo de Caso. 
	O estudo revela a importância do cuidado da equipe de enfermagem frente ao paciente portador de DPOC para melhoria da QV, sendo essencial sua percepção para prever crises agudas. O estudo ainda demonstra a necessidade da educação de profissionais habilitados nesta área em específico afim de atuar na prevenção, na conscientização e na melhoria da qualidade de vida dos doentes, através de medidas educativas.
	Pneumonia por COVID-19: qual o papel da imagem no diagnóstico?
	Araujo-Filho, Jose de Arimateia; Batista, Marcio Valente; Yamada Sawamura André Nathan; Costa, Giovanni Guido Cerri; Nomura, Cesar Higa. 
	J Bras Pneumol
	2020
	Revisão integrativa de casos de pacientes acometidos por COVID-19 e a importância dos exames de imagem no auxílio do diagnóstico da doença, inclusive em entre pacientes crônicos com DPOC. 
	Evidencia-se a importância de exames de imagem para complementação do diagnóstico, uma vez que os exames podem apresentar o quadro completo acerca da gravidade da doença, bem como da extensão dos danos. 
O quadro revela que os estudos foram realizados no Chile, Suiça, EUA e Brasil, revelando a heterogeneidade das pesquisas, sendo os periódicos publicados, sendo que sete foram publicados em revistas médicas, cinco publicados através de seminários organizados pelas instituições, seis por revistas de enfermagem, e um pelo portal do Ministério da Saúde. 
Destes 6 possuem característica de relatos de caso concomitantecom a opinião de especialistas no assunto, desta forma possuindo nível de evidência V, dois eram relatos de caso, possuindo evidência científica nível IV e onze estudos que possuem características de estudos de coorte, destes cinco possuem nível de evidência entre IIIB e seis nível de evidência IV. 
7. discussão
Ponto de convergência de todos os estudos citados está na prestação do melhor atendimento possível ao paciente portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a fim de proporcionar ao paciente tratamento, seja ele fármaco, paliativo ou fisioterápico para que se mantenha a melhor QV do paciente dentro das possibilidades adotadas. (FERNANDES, 2019; TRISSOLDI, PAULLETI, 2020;). 
Para os autores Silva, Sena, et.al (2017), a autogestão e educação do paciente são fundamentais para a continuidade do tratamento, bem como seu sucesso na melhoria da QV do paciente. Neste estudo, porém os autores citam a padronização do atendimento uma necessidade para que todos possam ter acesso a melhor política de tratamento possível, sugerindo então que a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) seja revista e permita a padronização de acordo com métricas básicas de tratamento já estabelecidas anteriormente de acordo com o grau atrelado a DPOC do paciente. 
A SAE ainda é citada como fonte de referência para o tratamento dos pacientes citada pelos autores em convergência por se tratar de uma metodologia de cuidado, desenvolvida através da prática do enfermeiro afim de gerir o processo de cuidado e embasar seu julgamento clínico e assistencial visando a melhoria na QV do paciente. Baseada em cinco etapas sendo elas, a revisão do histórico do paciente, o diagnóstico de enfermagem, o planejamento, a implementação e a avaliação da evolução. Quando a partir da SAE se identifica o grau de evolução da DPOC é possível adequar os tratamentos implementando novas ações dentro do escopo programado para tratamento de tal comorbidade. Nos casos de DPOC, primeiramente cabe a identificação da doença pela qual o paciente é acometido, seja enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma etc. Após sua identificação cabível a realização dos testes e exames que definam a capacidade pulmonar e a partir destes dados a definição do tratamento mais adequado. (SILVA, CARVALHO, FARIAS, 2020; ROCHA, BRASILEIRO, 2019; LAURINDO, PÔNCIO, DE CARVALHO, 2018; VIEIRA, NEVES, FERREIRA, 2020. MESSIAS et. al, 2020;). 
Ainda dentro deste contexto, os autores Silva, Sena, et. al. (2017), definem que a intervenção da enfermagem nestes pacientes visa reduzir o desconforto e minimizar os danos causados, através da regulação de broncodilatadores e corticosteroides inalatórios, de forma a auxiliar o paciente de forma estrutural, com as tecnologias e didáticas necessárias desde o diagnóstico até a autogestão do paciente seja pelo indivíduo ou diretamente pela família a depender de seu grau de dependência. 
No que tange ao diagnóstico da doença, bem como o traçar da SAE são evidenciadas o uso de imagens e exames mais complexos são citados como fonte de elucidação sobre qual tratamento a ser proposto. Neste ponto é importante salientar que o diagnóstico de enfermagem não compreende todo o tratamento do paciente, porém é chave importante para que a visão holística do plano de tratamento a ser elaborado pela equipe multidisciplinar de assistência se subsidie de forma que as futuras exacerbações do paciente possam ser controladas de forma efetiva. (ARAÚJO et. al, 2020; DEZUBE, 2020; WISE, 2020; WOOD, 2020;). 
A QV do paciente é utilizada para referenciar diferentes estudos, porém sem que haja consensualidade em suas estimativas, já que em parte deles (BARRETO et. al., 2020; Leal et. al., 2020; DA GUARDA et. al., 2018), a QV surge a partir de uma forma moderada de intervenção, onde o paciente possui maior autonomia, e portanto esta influencia positivamente em sua QV. Já outros estudos indicam que a melhora da QV do paciente pode ser medida devido ao tempo em que consegue permanecer fora da ventilação mecânica, com autonomia mínima refletindo assim como a QV isoladamente analisada pode ser um indicador pouco consensual. (CRUZ, COSTA, 2017; DA COSTA et. al., 2020). 
Dentro das problemáticas vivenciadas pelos profissionais de enfermagem no tratamento ao paciente, é ponto pacífico entre pos autores, que as deficiências apresentadas institucionalmente prejudicam o tratamento do paciente, pela falta de recursos sejam humanos, pela falta de profissionais capacitados e especializados para atendimento destes pacientes, ou de cunho assistencial pela falta de medicamentos, leitos, ou programas educacionais de conscientização do paciente no sistema de saúde.(ARAÚJO et. al., 2020; VIEIRA et. al., 2020). 
A educação do paciente e conscientização sobre sua condição é o principal ponto de dificuldade enfrentada pelo enfermeiro, sendo relatado pelos autores Vieira et. al., 2020 e Alves et. al., 2019. Os autores sugerem que a comunicação entre enfermeiros e pacientes deve ser estabelecida de forma a formar um vínculo de confiança, para que o tratamento estabelecido, bem como o controle dos possíveis vícios estejam dentro do campo de orientação do profissional, a fim de que se ultrapasse o primeiro momento estressor e as orientações do profissional possam surtir efeito na vida do paciente e familiares, melhorando a interação entre eles, sem que haja a construção de uma interdependência do cuidado, proporcionando então que o atendimento seja realizado de forma humana e contundente para o aumento da QV do paciente. 
8. Conclusão
É possível definir, portanto, que os principais percalços apresentados ao profissional da enfermagem frente ao tratamento dos pacientes com DPOC, em relação aos casos escolhidos é o da falta de conhecimento e difusão de informação aos pacientes sobre seu diagnóstico, estando atrelado a isto a falta de profissionais que saibam lidar com a DPOC, material de trabalho, especialmente no momento pandêmico vivido, em que os poucos leitos que o país dispõe estão ocupados por muitos mais pacientes que o suportável pelo sistema, além de claro limitações sobre o complexo sistema de atendimento de enfermagem que difunde diversos conceitos e métricas de tratamento para pacientes com as mesmas comorbidades, desta forma dificultando ainda mais que o efetivo tratamento seja realizado, muitas vezes impossibilitando a que o paciente atinja níveis de QV elevados. 
Portanto, apenas frente a uma conscientização sobre as necessidades e disfunções do sistema, além de programas educacionais para que sejam formados novos profissionais atuantes com foco na área, disponibilização de material e adequação dos espaços de tratamento a relação de riscos atrelados ao paciente com tal comorbidade será alterada. Há que se falar ainda que programas de conscientização antitabagismo devem ser melhor elaborados, para que os pacientes possam alterar seu estilo de vida, já que não raro, pacientes com DPOC são tagistas, sendo, portanto, viciados em desintoxicação, necessitando de intervenção para a manutenção da condição, através de intervenção educacional de enfermagem, aumentando seu conhecimento sobre sua condição e possibilidade de evolução, possibilitando a ele melhora na autopercepção em relação a doença. Para que tal evolução ocorra é necessária e recomendada a atuação do enfermeiro dentro do planejamento de tratamento deste paciente nos dois ambientes: hospitalar e domiciliar, de forma que as dúvidas e atendimentos necessários sejam realizados de maneira a conceder assistência técnica dentro da área da saúde que possibilite a melhoria da QV do paciente. 
Para que as “aulas” sejam administradas e abranjam a todos dentro do aspecto da doença, independente do grau de instrução, bem como surtam impacto necessário em sua aplicação, propõem-se a utilização de material ilustrativo, com a evolução da DPOC em pacientes dos mais variados graus, bem como a adoção de um programa de conscientização mais efetivos junto aos pontos de venda de cigarros, hospitais, clínicas e mídias variadas,em especial devido ao momento pandêmico, no qual pacientes com tal comorbidade são considerados de altíssimo risco. 
Referência
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