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1. Desenvolvimento Sustentável: Surgiu a partir da necessidade de equilibrar o crescimento econômico com a preservação dos recursos naturais. O conceito se consolidou no relatório "Nosso Futuro Comum" (1987), da Comissão Brundtland, que definiu desenvolvimento sustentável como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as futuras gerações. 2. Aspectos Históricos: Desde a Revolução Industrial, o impacto da atividade humana no meio ambiente foi significativo. A degradação ambiental se intensificou no século XX, levando a movimentos globais para enfrentar os problemas ambientais, como o Clube de Roma (1968) e a Conferência de Estocolmo (1972), que lançou as bases do conceito de desenvolvimento sustentável. 3. Legislação Ambiental: No Brasil, a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei n. 6.938/81) foi um marco para o direito ambiental. Além disso, surgiram a Lei de Crimes Ambientais (Lei n. 9.605/98) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n. 12.305/10). 4. Princípios do Direito Ambiental: O direito ambiental é baseado em princípios que visam a proteger o meio ambiente e garantir um padrão de vida digno para a população. Entre os princípios destacados estão o da precaução, prevenção, poluidor-pagador e o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado. 5. Responsabilidade Social Empresarial: Empresas têm a responsabilidade de adotar práticas sustentáveis, incluindo a implementação de certificações ambientais como ISO 14000 e NBR 16000. O Instituto Ethos é um exemplo de organização que promove a responsabilidade social empresarial. 6. Eventos Globais: Vários encontros mundiais foram realizados para discutir e promover o desenvolvimento sustentável, como a Rio-92, a Rio+10 em Joanesburgo (2002), e mais recentemente, o Acordo de Paris (2015), que visa limitar o aquecimento global. Este material oferece uma visão abrangente das origens, evolução e práticas do desenvolvimento sustentável, destacando a importância das políticas públicas e da cooperação global para enfrentar os desafios ambientais. 1. Gestão Ambiental: A gestão ambiental envolve estruturas organizacionais, atividades de planejamento, procedimentos e recursos para implementar políticas ambientais e minimizar impactos negativos causados pelas atividades empresariais. Ela busca melhorar continuamente a qualidade ambiental dos produtos e serviços, garantindo a saúde, segurança e preservação ambiental. 2. Modelos de Gestão Ambiental: Existem diferentes abordagens para o controle e prevenção da poluição, desde ações corretivas e reativas até estratégias proativas, focando em eficiência, competitividade e sustentabilidade. A aplicação de tecnologias limpas e a antecipação de problemas ambientais são exemplos de abordagens estratégicas. 3. Impactos da Gestão Ambiental: Empresas que adotam uma boa gestão ambiental conseguem reduzir custos, consumir menos recursos (água, energia, matérias-primas), gerar menos resíduos e poluição, além de reutilizar e reciclar materiais. A adoção de práticas ambientais melhora a competitividade empresarial e promove uma visão preventiva dos problemas ambientais. 4. Mudança de Paradigma: Houve uma evolução no comportamento das empresas, desde a indiferença ambiental nos anos 1950 até o foco atual na sustentabilidade e responsabilidade social. A ISO 14000, por exemplo, é uma norma internacional que certifica empresas comprometidas com práticas ambientais adequadas, sendo um diferencial competitivo no mercado. 5. Instrumentos de Gestão Ambiental: A gestão ambiental abrange ferramentas como avaliação de impacto ambiental, auditoria ambiental, certificações (ISO 14000), análise de riscos e monitoramento ambiental. O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) e os estudos de impacto ambiental são exigências legais em empreendimentos de grande porte ou com potencial poluidor. 6. Desenvolvimento Sustentável e Gestão Integrada: A gestão ambiental moderna envolve a integração das políticas ambientais em todas as áreas de negócio, promovendo a melhoria contínua através da adoção de novas tecnologias e o envolvimento dos stakeholders. Modelos como ecoeficiência e ecodesign foram desenvolvidos para reduzir a poluição e otimizar o uso de recursos durante a produção e o ciclo de vida dos produtos. Esses tópicos destacam como as empresas podem alinhar práticas operacionais com objetivos de sustentabilidade, promovendo não apenas a preservação ambiental, mas também a eficiência e competitividade econômica.