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04/12/2024 08:27:28 1/5 REVISÃO DE SIMULADO Nome: JACQUELINE FERREIRA FARIAS Disciplina: Sociolinguística Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você. Questão 001 Em relação ao Novo Acordo Ortográfico, é correto afirmar: X A) prevê alterações em nível ortográfico, não alterando em nada a pronúncia dos vocábulos. B) prevê alterações na pronúncia de alguns vocábulos, uma vez que propõe a supressão do trema. C) suas alterações abrangem somente vocábulos com hífen. D) suas alterações incidem apenas na acentuação das palavras. E) constitui-se em transformações tanto ortográficas como fonológicas. 04/12/2024 08:27:28 2/5 Questão 002 (UPENET/IAUPE - ADAPTADA) O preconceito linguístico deveria ser crime (01) Basta ser homem, estar em sociedade e estar rodeado de pessoas falantes que a língua – esse sistema de comunicação inigualável – emerge. Ela se instaura e toma conta de todos nós, de nossos pensamentos, de nossos desejos e de nossas ações. Falar faz parte do nosso cotidiano, de nossa vida. A troca por meio das formas linguísticas é a nossa dádiva maior, nossa característica básica. É por meio de uma língua que o ser humano se individualiza, em um movimento contínuo de busca de identidade e de distinção. É isso, enfim, que nos torna humanos e nos diferencia de todos os outros animais. (02) Não existe homem sem língua. Mesmo as pessoas com deficiências diversas adotam um sistema de comunicação. Quem é surdo, por exemplo, usa a linguagem de sinais. Sendo assim, não existe razão para que tenhamos preconceito com relação a qualquer variedade linguística diferente da nossa. Preconceito linguístico é o julgamento depreciativo, desrespeitoso, jocoso e, consequentemente, humilhante da fala do outro ou da própria fala. O problema maior é que as variedades mais sujeitas a esse tipo de preconceito são, normalmente, as com características associadas a grupos de menos prestígio na escala social ou a comunidades da área rural ou do interior. Historicamente, isso ocorre pelo sentimento e pelo comportamento de superioridade dos grupos vistos como mais privilegiados, econômica e socialmente. (03) Então, há críticas negativas em relação, por exemplo, à falta de concordância verbal ou nominal (“As coisa tá muito cara”); ao "r" no lugar do "l" (“Eu torço pelo Framengo”); à presença do gerúndio no lugar do infinitivo (“Eu vô tá verificano”); ao "r" chamado de caipira, característico da fala de amplas áreas mineiras, paulistas, goianas, mato-grossenses e paranaenses – em franca expansão, embora sua extinção tenha sido prevista por linguistas. Depreciando-se a língua, deprecia-se o indivíduo, sua identidade, sua forma de ver o mundo. (04) O preconceito linguístico – o mais sutil de todos os preconceitos – atinge um dos mais nobres legados do homem, que é o domínio de uma língua. Exercer isso é retirar o direito de fala de milhares de pessoas que se exprimem em formas sem prestígio social. Não quero dizer com isso que não temos o direito de gostar mais, ou menos, do falar de uma região ou de outra, do falar de um grupo social ou de outro. O que afirmo e até enfatizo é que ninguém tem o direito de humilhar o outro pela forma de falar. Ninguém tem o direito de exercer assédio linguístico. Ninguém tem o direito de causar constrangimento ao seu semelhante pela forma de falar. (05) A Constituição brasileira estabelece que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. Sendo assim, interpreto eu que qualquer pessoa que for vítima de preconceito linguístico pode buscar a lei maior da nação para se defender. Até porque, sob essa ótica, o preconceito linguístico se configura como um tratamento desumano e degradante – uma tortura moral. Se necessário for, poderíamos até propor uma lei específica contra esse tipo de preconceito, apenas para ficar mais claro que qualquer pessoa tem o direito de buscar a justiça quando for vítima de qualquer iniciativa contra o seu modo de se expressar. (06) Sei que muitos devem achar que isso é bobagem, que todos devem deixar de falar errado. Mas todo mundo tem direito de se expressar, sem constrangimento, na forma em que é senhor, em que tem fluência, em que é capaz de expressar seus sentimentos, de persuadir, de manifestar seus conhecimentos. Enfim, de falar a sua língua ou a sua variante dela. (Marta Scherre. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI110515-17774,00- O+PRECONCEITO+LINGUISTICO+DEVERIA+SER+CRIME.html. Acesso em: 17/07/17. Adaptado.) Como outros textos que circulam em nossa sociedade, também o texto foi elaborado para cumprir algum(ns) propósito(s) comunicativo(s). Sobre esse texto, é correto afirmar que seu principal propósito é o de 04/12/2024 08:27:28 3/5 X A) apresentar argumentos e explicações para defender certa posição, que já aparece explicitada no título. B) convencer o leitor a aderir à luta contra a falta de concordância verbal ou nominal, que prejudica a nossa língua. C) criticar a Constituição brasileira, por omitir-se no que se refere ao crime de preconceito linguístico. D) divulgar os resultados de pesquisa científica na área da linguagem, com foco no nosso sistema de comunicação. E) denunciar diversos casos em que pessoas que praticaram o crime de preconceito linguístico ficaram impunes. Questão 003 (PBH – ADAPTADA) “Parece haver cada vez mais, nos dias de hoje, uma forte tendência a lutar contra as mais variadas formas de preconceito, a mostrar que elas não têm nenhum fundamento racional, nenhuma justificativa, e que são apenas o resultado da ignorância, da intolerância ou da manipulação ideológica. Infelizmente, porém, essa tendência não tem atingido um tipo de preconceito muito comum na sociedade brasileira: o preconceito linguístico. Muito pelo contrário, o que vemos é esse preconceito ser alimentado diariamente em programas de televisão e de rádio, em colunas de jornal e revista, em livros e manuais que pretendem ensinar o que é ‘certo’ e o que é ‘errado’, sem falar, é claro, nos instrumentos tradicionais de ensino da língua: a gramática normativa e os livros didáticos. O preconceito linguístico fica bastante claro numa série de afirmações que já fazem parte da imagem (negativa) que o brasileiro tem de si mesmo e da língua falada por aqui. Outras afirmações são até bem-intencionadas, mas mesmo assim compõem uma espécie de ‘preconceito positivo’, que também se afasta da realidade.” (BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2003.) Tendo em vista as ideias de Marcos Bagno e os preceitos da Sociolinguística, só não se constitui mito sobre a língua a ideia presente em: A) “A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional, e a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como se aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.” B) “Quanto mais progressiva é a civilização de um povo, mais sujeita é a sua língua a deturpações e vícios, sob a variada influência das relações internacionais, dos novos inventos, das travancas da ignorância, e até dos caprichos da moda. [...]”. X C) “A imagem de uma língua única, mais próxima da modalidade escrita da linguagem, subjacente às prescrições normativas da gramática escolar, dos manuais e mesmo dos programas de difusão da mídia sobre ‘o que se deve e o que não se deve falar e escrever’, não se sustenta na análise empírica dos usos da língua. ” D) “É de assinalar que, apesar de feitos pela fusão de matrizes tão diferenciadas, os brasileiros são, hoje, um dos povos mais homogêneos linguística e culturalmente e também um dos mais integrados socialmente da Terra. ” Questão 004 Leia o trecho abaixo: No início da colonização do Brasil, os índios que aceitaram aprender a nova língua, mantinham relações sociais com os portugueses. Dessa forma, a língua A) não foi utilizada para impor a ideologia do colonizador, e também não se configurou como sinônimo de poder. X B) utilizada para impor a ideologiado colonizador, e era sinônimo de poder. 04/12/2024 08:27:28 4/5 C) utilizada para impor a ideologia do colonizador, e era sinônimo de amizade entre os diferentes povos. D) utilizada para impor a ideologia do índio, e era sinônimo de aceitação. E) utilizada para impor a ideologia do colonizado, e era sinônimo de cultura. Questão 005 Em que consiste o papel do novo acordo ortográfico? A) Esse acordo, consiste em uma proposta de unificação da escrita da língua portuguesa, não vindo a influenciar, em nada, a língua falada, esse acordo é para beneficiar o português falado em Portugal. X B) Esse acordo, consiste em uma proposta de unificação da escrita da língua portuguesa, não vindo a influenciar, em nada, a língua falada. C) Esse acordo, consiste em uma proposta de modificação da escrita da língua portuguesa, não vindo a influenciar, em nada, a língua falada. D) Esse acordo, consiste em uma proposta de não unificação da escrita da língua portuguesa, vindo a influenciar a língua falada. E) Esse acordo, consiste em uma proposta de unificação da escrita da língua portuguesa, vindo a influenciar a língua falada. Questão 006 (POLIEDRO) Sem flecha, na rima O grupo de rap Brô MCs, criado no final de 2009, é formado pelos pares de irmãos (daí o “bro”, de brother) Bruno/Clemerson e Kelvin/Charles, jovens que cresceram ouvindo hip hop nas rádios da aldeia Jaguapiru Bororo, em Dourados, Mato Grosso do Sul. — Desde o começo a gente não queria impor uma cultura estranha que invadisse a cultura indígena — afirma o produtor, chamando a atenção para o grande destaque do Brô MCs: as letras em língua indígena. Expressar-se em língua originária e fazer com que os jovens indígenas percebam a vitalidade do idioma nativo é uma das motivações do grupo. A dificuldade maior vem dos críticos, que não aceitam o fato de que a cultura indígena é dinâmica e sempre incorpora novidades. — “Mas índio cantando rap?”, tem gente que questiona. O rap é de quem canta, é de quem gosta, não é só dos americanos — avalia Dani [o vocal feminino]. (BONFIM, E. Revista Língua Portuguesa, n. 81, jul. 2012. Adaptado) Considerando-se as opiniões apresentadas no texto, a indagação “Mas índio cantando rap?” traduz um ponto de vista que evidencia A) desvalorização da cultura rap em contrapartida às tradições musicais indígenas, motivo pelo qual os índios não devem cantar rap. B) equívoco por desconsiderar as origens culturais do gênero musical, ligadas ao contexto urbano. X C) preconceito por parte de quem não concebe que os índios possam conhecer o rap e, menos ainda, cantar esse gênero musical. D) entendimento do rap como um gênero ultrapassado em relação à linguagem musical dos indígenas. E) desqualificação dos indígenas como músicos, desmerecendo sua capacidade musical devido a sua cultura. Questão 007 (AEDB) Acerca do preconceito linguístico, é correto afirmar: A) Só é verificável em situações que envolvem o predomínio de um idioma sobre outro em um mesmo país, como ocorre com o inglês e o francês no Canadá. 04/12/2024 08:27:28 5/5 B) Trata-se de um fenômeno bastante incomum no Brasil, onde se fala um português relativamente homogêneo, sem diferenças expressivas entre os falantes do idioma. X C) É um fenômeno que tem recebido a máxima atenção de autoridades, educadores e público em geral, no sentido de denunciar quaisquer injustiças cometidas contra os falantes da língua que não dominam a chamada "norma culta". D) Trata-se de um problema que mobiliza há muito tempo os nossos gramáticos, que têm por princípio conciliar, no âmbito das gramáticas normativas, as diferenças linguísticas existentes na sociedade. E) Existe de modo quase sempre dissimulado em nossa cultura, não recebendo da parte da sociedade a mesma atenção conferida a outras formas de preconceito presentes entre nós, como o racial e o sexual. Questão 008 (NUCEPE - ADAPTADA) Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. (Oswald de Andrade) O poema de Oswald de Andrade, ao ilustrar a maneira como determinadas palavras são pronunciadas, A) critica o modo de falar dos brasileiros, sobretudo das pessoas incultas, que não conhecem as formalidades da língua. B) satiriza os falantes que dizem “mio”, “mió”, “pió”, “teia”, “teiado”, por estarem infringindo regras da norma culta. C) revela total preconceito linguístico do autor, por ironizar os vícios típicos da linguagem matuta. X D) chama-nos a atenção para as diferenças no uso da língua, por apresentar termos que fogem à correção linguística. E) apresenta a norma culta como superior ao coloquialismo presente na fala das pessoas menos esclarecidas.