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HISTÓRIA DIREITO COMERCIAL ≠ DIREITO DAS EMPRESAS EVOLUÇÃO HISTÓRICA · Corporações de ofício · Com a invenção da moeda e o aumento da comercialização surgiu a necessidade de criar regras próprias. · Neste sistema para ser considerado comerciante, e usufruir dos benefícios e regramentos da sua classe de comércio (item/serviço fornecido), era necessário se filiar a uma corporação de ofício. · TAXATIVO · FASE SUBJETIVA · Atos de comércio · Surgiu com o código civil napoleônico · Esse sistema prevê que só serão considerados comerciantes todos aqueles que estiverem dentro de um hall de atividades, sendo extremamente restrito e se sua atividade não estivesse descrita não poderá usufruir dos benefícios e regulamentos. · Foi utilizado no código civil brasileiro antes da reforma, este foi parcialmente revogado, tendo aplicação no comércio marítimo; · TAXATIVO · FASE OBJETIVA · Teoria da empresa · Foi inventada na itália por Vadino e Alberto em 1942; · Passou a ser utilizado no Brasil com a reforma do código civil em 2002. · Nesta teoria o foco passa ser a atividade que o empresário realiza, e não os atos que o comerciante realiza, sendo assim, esta teoria abrange toda atividade que é ORGANIZADA, HABITUAL e COM FIM LUCRATIVO. · Unifica o direito privado · Empresa passa a ser definida pela prática de atividade organizada. · O direito empresarial é ramo dos mais amplos do direito brasileiro, utilizando-se de matéria prevista no Código Civil, no Código Comercial, é extremamente autônomo. · Art 22,I CRFB. · FASE SUBJETIVA EMPRESA Art. 966 do Código Civil - Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. EMPRESÁRIO · TODA PESSOA QUE ATENDE A ESTES REQUISITOS · a) Atividade econômica: O exercício da atividade econômica deve ter o objetivo de produção, circulação de bens ou prestação de serviços, reconhecida como empresarial. · b) Profissionalismo: O profissionalismo fica evidenciado pelo fato do empresário atuar com habitualidade, em nome próprio e com o domínio das informações sobre o produto ou o serviço que está colocando no mercado. · c) Organização: A organização significa a preocupação do empresário em gerir os elementos da atividade empresarial como capital, matéria-prima, mão de obra e a tecnologia empregada, o melhor local e horário de funcionamento, entre outros. EMPRESARIO INDIVIDUAL · Pessoa física que exerce uma atividade empresarial sem a presença de sócios, assumindo o risco integral da atividade. · Inexiste autonomia formal e material · O empresário individual possui CNPJ, mas NÃO POSSUI personalidade jurídica. A finalidade do CNPJ é para que o fisco tribute as atividades empresariais · CAPACIDADE · Regra é que seja capaz · Não esteja impedido legalmente (Falido por exemplo) · Porém há exceções: · a) Incapaz recebeu a empresa como objeto de herança, portanto, iniciada por agente capaz; · b) Incapacidade superveniente ao início da atividade empresarial. OBS: Ambos necessitam de deferimento judicial; · EMPRESÁRIO CASADO: · 978 do CC: O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. · Só será considerado o 1647 se estiverem em confronto; · 1647 do CC: Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta: I - alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; II - pleitear, como autor ou réu, acerca desses bens ou direitos; III - prestar fiança ou aval; IV - fazer doação, não sendo remuneratória, de bens comuns, ou dos que possam integrar futura meação. · ATIVIDADE NÃO EMPRESARIAL · São sociedades simples; · Quando o mais importante no exercício da atividade econômica é a personalidade, a confiança, se afastando da organização,. São os casos de: · 1 – Profissionais intelectuais; · 2 – Cooperativas · 3 – Sociedade de advogados NOME EMPRESARIAL · Veracidade: Nome deve expressar o ramo de atividade, a espécie societária, a responsabilidade dos sócios. · Novidade: Indica que só pode ser escolhido um nome empresarial diverso dos já registrados na Junta Comercial daquele Estado; · Exclusividade: Esclarece que quem primeiro registrou o nome, possui a exclusividade do uso do termo. OBS: Não pode ser vendido, mas a marca pode!! SOCIEDADES · Trata-se da união de UMA ou MAIS pessoas, que se obrigam a contribuir para uma atividade econômica, para ao final, distribuir os resultados; · Requisitos: · Uma ou mais pessoas · Sociedade Unipessoal · Nome empresarial · Contribuição para o Capital social · Todos os sócios oferecem algo · Subscrição, o sócio se compromete a contribuir com algo; · O sócio que prometer e não cumprir se torna um SÓCIO REMISSO. · Integralização, o sócio efetivamente contribui com algo suscetível a avaliação patrimonial · Sócio Laborista, Apenas disponível em sociedades simples, este é o sócio que oferece seus serviços ao invés de algo com valor patrimonial. · A porcentagem do valor total é o que define quanto cada recebe; · Classificação das Sociedades: · Sociedade simples - Atividades não empresárias, ou seja, objeto for de natureza científica, literária ou artística, exercida normalmente por profissionais liberais. · Sociedade empresária. · Personalidade Jurídica · O conceito de personalidade jurídica está elementarmente conectada ao conceito de pessoa, sujeito de direitos. · Autonomia Patrimonial; OBS: EMPRESÁRIO INDIVIDUAL NÃO POSSUI PERSONALIDADE JURÍDICA · Surgimento da Personalidade Jurídica · A personalidade jurídica surge com o registro, que não pode ser realizado em qualquer lugar, visto que são três os órgãos que têm a capacidade de fazer surgir a personalidade jurídica: · Juntas Comerciais (sociedades empresárias) · Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (sociedades simples) · Conselho Seccional da OAB (sociedade de advogados) · Desconsideração da Personalidade Jurídica · A Desconsideração da Personalidade Jurídica é o método para determinar em quais situações o patrimônio dos sócios podem ser atingidos, afastando a personalidade jurídica da empresa, com a intenção de evitar lesões a credores · TEORIA MAIOR · Mais Protetiva · Necessita de insolvência E Abuso de Personalidade Jurídica · O Abuso de PJ se dá quando há: · Confusão Patrimonial - Uso de patrimônio da sociedade para adimplir obrigações próprias, ou compra de algo sem contraprestação, salvo valor insignificante. OU · Desvio de Finalidade - Com a finalidade de lesar credores ou com finalidade ilícita. · Aplicada em: · Relações Civis · TEORIA MENOR · Menos Protetiva · Necessita apenas da mera insolvência · Aplicada em: · Relações de Trabalho; · Relações Tributaristas; · Relações Fiscais; · Relações Consumeristas; · Relações Ambientais. · TEORIA DA APARÊNCIA · Quando uma empresa emprega logomarca parecida, funcionários de outra instituição etc, de forma que induza o consumidor a crer que, de fato, está contratando com a instituição querida. · Sociedades de Pessoas x Capital SÓCIO · Sócio é alguém que se alia a outra pessoa ou empresa em busca de um objetivo comum nos negócios. · Capacidade: · a) maior de 18 anos, brasileiro(a) ou estrangeiro(a), que se achar na livre administração de sua pessoa e bens · b) menor emancipado; · c) relativamente incapazes, desde que assistidos, uma vez que são relativamente incapazes para a prática de atos jurídicos. · d) pessoa jurídica nacional ou estrangeira. · e) absolutamente incapazes, desde que representados, uma vez que são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. · Direitos e Deveres · a) Dever de contribuir p/ o Capital Social · Os sócios obrigam-se a ingressarcom os aportes estabelecidos na forma e prazo previstos no contrato ou no estatuto social, caso não, há consequências: 1 – cobrança do valor devido à integralização subscrita, acrescido da indenização devida pelo dano efetivo causado ao patrimônio social; 2 – redução do capital social pela exclusão do sócio remisso do quadro social; 3 – redução do capital social em razão da diminuição da participação do sócio remisso ao montante por ele realizado. · b) Dever de Probidade nas Deliberações e Gestão Social · O sócio a que for incumbida gestão da sociedade deve conduzir-se com cuidado e diligência que “todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios” I) abstenção de distribuir ou de receber lucros fictícios; II) abstenção de participar de deliberação quando tiver, em alguma operação, interesse contrário ao da sociedade (CC, art. 1.010, p. 3º); III) realizar operações administrativas em consenso com a maioria (CC, art. 1.013, p. 2º). · c) Direito-Dever de Coparticipação nos Lucros e Perdas · Nenhum sócio pode ser excluído das perdas e dos lucros da empresa; OBS:É possível que o contrato estipule outra divisão, distinta da cota social, entretanto, a legislação pátria não permite eximir por completo o sócio de participação nas perdas ou atribuir-lhe com exclusividade os lucros · d) Direito de Fiscalização · Todo sócio tem direito e o DEVER de fiscalizar o andamento dos negócios sociais. Para o exercício desse direito, a lei lhe faculta examinar a qualquer tempo, ou em data que o contrato estipular os livros e documentos sociais, o estado do caixa e da carteira da sociedade · e) Direito de Preferência · Caso um sócio pretenda vender suas ações ou quotas, os demais sócios (se previsto no contrato ou estatuto social) ou os demais signatários (se previsto em acordo de sócios) terão prioridade em sua aquisição. · Em sociedades Simples, de atividade não empresária, não existe esse direito de preferência, pois um sócio novo só entrará se for aceito pelos demais. · Caso a venda seja feita sem objeções tudo ok · Caso contrário · Os sócio restantes devem comprar a parte do retirante; · Ou Desfazer a Sociedade; · f) Direito de retirada ou recesso · Ocorre nos casos em que o sócio decide por vontade própria sair da sociedade. De acordo com o art. 1.077 do CC é possível quando: · Sócio não concorda com modificação do contrato social; · M&A – fusão, cisão ou incorporação; · OBS: Nesses casos possui prazo de 30 dias para manifestar sua retirada. · Qualquer motivo (sociedade por prazo indeterminado), desde que notificados os demais sócios com antecedência mínima de 60 dias. Após 30 dias, os sócios podem optar pela dissolução da sociedade (art. 1.029 do CC - regra da s/s). · Sociedade constituída por prazo determinado. Necessário provar judicialmente a JUSTA CAUSA (art. 1.029 do CC), por ex: Quebra de affectio nas sociedades simples. · OBS1: Apuração dos haveres (art. 1.031 do CC). · OBS 2: Art. 5º inciso XX, da CF – Ninguém é obrigado a se associar ou manter-se associado. · g) DIREITO DE PARTICIPAR DAS DELIBERAÇÕES · Como regra geral aos sócios compete decidir sobre os negócios da sociedade. Anote-se, porém, que nem todas as deliberações são objeto de consulta ao corpo social, cabendo aos administradores – sócios ou não – a condução da maior parte dos negócios, independente de reunião com os titulares das cotas sociais. · Consulta informal aos sócios – consulta aos sócios – NÃO É DELIBERAÇÃO!!! SOCIEDADE SIMPLES · É aquela que explora atividade considerada não empresarial, todavia, se a atividade não for empresarial, mas houver elementos de empresa, esta atividade então será explorada por sociedade empresária. · CONTRATO SOCIAL · A) Qualificação · Nome, Endereço, Idade, data de nascimento, documentação etc dos sócios · B) Denominação, objeto, sede e prazo da sociedade · Denominação - Nome Empresarial · Objeto - Atividade a ser exercida · Sede - Local de Administração e em que se situa a ATIVIDADE PRINCIPAL · Prazo - Determinado ou Indeterminado · C) Capital da sociedade · expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação pecuniária · D) Quota de cada sócio no capital social e o modo de realizá-la. · Como dito, o valor do capital, bem como a forma de aquisição das quotas, deverão estar descritos no contrato social · E) As prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços · F) As pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, seus poderes e atribuições. OBS: Art. 1.013. A administração da sociedade, nada dispondo o contrato social, compete separadamente a cada um dos sócios. · G) A participação de cada sócio nos lucros e nas perdas. · Importante, é a medida em que se verifica o poder do sócio nas deliberações e sua participação nas perdas, ou seja, em sua responsabilidade. · Não pode Excluir totalmente nenhum sócio das peras e Ganhos · H) Se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais. · O contrato deve enfatizar o benefício de ordem que se refere à responsabilidade · OBJETO SOCIAL · O objeto consiste em elemento obrigatório dentro do contrato constitutivo da sociedade, devendo haver uma breve explicação deste objeto, que deverá ser buscado pela sociedade durante toda a sua existência. · Requisitos: · Lícito · possível · determinado. · RESPONSABILIDADE · Cada sócio fica responsabilizado pela sua quota parte, a não ser se seja estipulado em contrato a porcentagem que cada um é responsável, não podendo nenhum ser excluído dos lucros e nem das perdas. · Responsabilidade do Novo Sócio · O novo sócio não se exime das dívidas existentes, contraídas antes de seu ingresso. · Art. 1.025. O sócio, admitido em sociedade já constituída, não se exime das dívidas sociais anteriores à admissão. · Responsabilidade do Sócio Retirante · Responsabilidade pelo período de dois anos. · Art. 1.003. A cessão total ou parcial de quota, sem a correspondente modificação do contrato social com o consentimento dos demais sócios, não terá eficácia quanto a estes e à sociedade. · Parágrafo único. Até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, responde o cedente solidariamente com o cessionário, perante a sociedade e terceiros, pelas obrigações que tinha como sócio. · ADMINISTRAÇÃO · Atos cotidianos necessários para o desenvolvimento da atividade. · Compete a uma ou mais pessoas físicas. · 1. PESSOA NATURAL - PJ NÃO PODE · 2. SÓCIO (TERCEIRO NÃO SÓCIO - NÃO PODE EXERCER ADM) · 3. EM CASO DE OMISSÃO - TODOS OS SÓCIOS ADMINISTRAM · 4. DEVER DE PRESTAÇÃO DE CONTAS · DISSOLUÇÃO · Parcial · ocorre na hipótese de um sócio que deixa a sociedade por motivos alheios ou não à sua vontade. A sociedade dissolve-se para apenas um e contínua para os demais. · A) Falecimento – Valor da cota será apurado, pagando-se aos herdeiros essa quantia. · B) Direito de Retirada – Notificação com antecedência mínima de 60 dias, em sociedades de prazo indeterminado; · C) Sócio excluído – Excluído por maioria dos votos dos sócios remanescentes. · D) Sócio remisso – Não pagar o que prometeu; · Liquidação · Art. 1.033 - Dissolve-se a sociedade quando ocorrer: · I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se prorroga por tempo indeterminado; · II - o consenso unânime dos sócios; · III - a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo indeterminado; · IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias; · V - a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar. · Judicial · Art. 1.034. A sociedade pode ser dissolvida judicialmente, a requerimento de qualquer dos sócios, quando: · I - anulada a sua constituição; · II - exaurido o fim social, ou verificada a sua inexeqüibilidade. SÓCIOS!. · APURAÇÃO DE HAVERES · É pagamento a ser efetuado ao sócio ou herdeiros do que foi expulso,se retirou, faleceu; · Se esta cláusula for omissa, a lei determina o pagamento em 90 dias, da quota parte devidamente apurada e corrigida, em dinheiro; · Caso ela for expressa no contrato social o pagamento pode ser efetuado de acordo com o que foi acordado. image2.png image1.png image3.png image4.png