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BIOESTATÍSTICA Unidade 4 Análise de resultados bioestatísticos CEO DAVID LIRA STEPHEN BARROS Diretora Editorial ALESSANDRA FERREIRA Gerente Editorial LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria LEANDRO VINHAS DE PAULA 4 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 A U TO RI A Leandro Vinhas de Paula Olá! Meu nome é Leandro Vinhas de Paula. Sou bacharel e licenciado em Educação Física (Faculdade de Educação Física e Fisioterapia – Universidade Federal de Uberlândia), mestre em Ciências do Esporte (Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Universidade Federal de Minas Gerais – EEFFTO/UFMG) e especialista em Estatística Aplicada (Departamento de Estatística – Instituto de Ciências Exatas – ICEX/ UFMG) com uma experiência técnico-profissional na área de Educação Física e esportes por mais de 10 anos em atividades de ensino, pesquisa e extensão na Universidade Federal de Ouro Preto e no meio privado. Atualmente sou doutorando na área de Biomecânica (EEFFTO – UFMG). Por isso fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! 5BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 ÍC O N ESEsses ícones aparecerão em sua trilha de aprendizagem nos seguintes casos: OBJETIVO No início do desenvolvimento de uma nova competência. DEFINIÇÃO Caso haja a necessidade de apresentar um novo conceito. NOTA Quando são necessárias observações ou complementações. IMPORTANTE Se as observações escritas tiverem que ser priorizadas. EXPLICANDO MELHOR Se algo precisar ser melhor explicado ou detalhado. VOCÊ SABIA? Se existirem curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo. SAIBA MAIS Existência de textos, referências bibliográficas e links para aprofundar seu conhecimento. ACESSE Se for preciso acessar sites para fazer downloads, assistir vídeos, ler textos ou ouvir podcasts. REFLITA Se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido. RESUMINDO Quando for preciso fazer um resumo cumulativo das últimas abordagens. ATIVIDADES Quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada. TESTANDO Quando uma competência é concluída e questões são explicadas. 6 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Coeficiente de correlação de Pearson ...................................... 9 Formulações para a correlação de Pearson ................................................... 9 Teste de hipóteses – coeficiente de correlação de Pearson ..................... 11 Coeficiente de correlação de Spearman ............................... 15 Teste de hipóteses-coeficiente de associação (correlação de Spearman) .....................................................................................................17 Caso de empates entre observações X ou Y ...............................................21 Análise de regressão linear .................................................... 24 Conceitos e formulações de modelagem estatística e de modelagem matemática .........................................................................................................24 Estudo de dispersão de frequência ....................................... 34 Tabelas de Contingência ..................................................................................35 Limitações do uso do χ2 ..................................................................................46 SU M Á RI O 7BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 A PR ES EN TA ÇÃ O Você sabia que a bioestatística é uma ferramenta essencial em um mercado cada vez mais orientado por dados e evidências científicas? Com a explosão de informações na era digital, profissionais capazes de analisar e interpretar dados biológicos têm uma demanda crescente em diversos setores, desde a pesquisa acadêmica até a indústria farmacêutica e de biotecnologia. Ao longo desta unidade, você vai mergulhar neste universo fascinante, onde os números ganham vida e se tornam a base para tomadas de decisão fundamentadas e avanços significativos na ciência. Nessa jornada, exploraremos os fundamentos da análise de resultados bioestatísticos, desde os conceitos básicos de probabilidade e estatística descritiva até técnicas avançadas de inferência estatística e modelagem de dados. Vamos desvendar juntos os mistérios por trás dos testes de hipóteses, intervalos de confiança, regressão e análise de variância, capacitando você a interpretar e comunicar de forma eficaz os resultados de estudos biológicos. Prepare-se para aprimorar suas habilidades analíticas, de- senvolver seu pensamento crítico e abrir portas para oportunida- des emocionantes em sua carreira acadêmica e profissional. Seja bem-vindo a esse emocionante mundo da bioestatística! 8 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: 1. Comparar o grau de associação entre variáveis (“Pearson”). 2. Comparar o grau de associação (“Spearman”) e concordância (“Kendall”) entre variáveis. 3. Executar o relacionamento entre variáveis contínuas. 4. Ponderar a independência de variáveis discretas. 9BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Coeficiente de correlação de Pearson OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona o teste de hipóteses para o coeficiente de correlação de Pearson. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram interpretar relações entre variáveis sem a devida instrução tiveram dificuldades em realizar análises estatísticas precisas e conclusivas. Compreender o teste de hipóteses para o coeficiente de correlação de Pearson é essencial para qualquer profissional que busque avaliar e quantificar relações entre variáveis em estudos biológicos. Este capítulo irá guiá-lo através dos princípios e procedimentos envolvidos nesta análise estatística, capacitando-o a realizar inferências confiáveis e embasadas sobre o grau de associação entre diferentes variáveis. Prepare-se para dominar uma habilidade indispensável no arsenal de ferramentas estatísticas para a pesquisa e prática em biologia e áreas correlatas. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante! Formulações para a correlação de Pearson O coeficiente de correlação de Pearson é utilizado para quantificar a relação linear entre duas variáveis quantitativas. Seu valor é determinado pelos valores dos dados amostrais observados. Sendo uma amostra aleatória constituída de n pares de observações, O coeficiente de correlação amostral de Pearson é calculado por meio da fórmula 1: 10 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Fórmula 1 - Coeficiente de correlação de Pearson Sendo: ; ; Pode ser mostrado que o coeficiente de correlação de Pearson está sempre entre -1 e 1. O exemplo 1 ilustra o cálculo de r. EXEMPLO 1: Em uma agência de correios de uma cidade, o gerente realizou um estudo para relacionar o peso (em kg), do total de correspondências recebidas por dia, com o número efetivo de correspondências (x1000). Os dados obtidos da observação de 11 dias estão no quadro 4.1. Quadro 4.1 - Dados do exemplo 1 Dia Peso ( ) Número ( ) 1 10 4,1 41 2 35 6,5 227,5 3 13 3,6 46,8 4 34 6,7 227,8 5 21 5,2 109,2 Média 22,60 5,220 652,3 (Total) Desvio Padrão 11,59 1,388 CV% 51,28 26,59 Fonte: Elaborado pela autoria (2023). Neste caso o valor do coeficiente de correlação de Pearson é dado por: 11BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 O valor de r indica que há uma forte relação linear entre os pesos total das correspondências recebidas e o número de correspondências recebidas diariamente, sendo que, quanto maior o número de correspondências recebidas, maior é o peso total. A correlação está bem próxima de 1. Teste dehipóteses – coeficiente de correlação de Pearson Sendo o coeficiente de correlação populacional entre as variáveis aleatórias X e Y. Para testar a significância da correlação é necessário que as duas variáveis X e Y tenham distribuição normal. Caso isso aconteça podemos testar a hipótese: por meio da estatística t-Student dada pela fórmula 2: Fórmula 2 - Estatística t-Student Que sob a hipótese nula tem distribuição t-Student com (n-2) graus de liberdade. Seja α o nível de significância do teste, 00, então a hipótese nula será rejeitada para grandes valores de t, isto é, , sendo o valor crítico obtido da tabela t-Student tal que Se a hipótese alternativa for H1:ρ0 e α=0,05. Supondo normalidade para as variáveis peso total e número de correspondências recebidas diariamente, podemos realizar o teste estatístico. Sob a hipótese nula, a estatística de teste t tem distribuição t-Student com 3 graus de liberdade. Então, o valor crítico tc será igual a t3;0,05=2,35 e a hipótese nula será rejeitada, o que indica que a relação linear positiva entre o peso total de correspondências recebidas e o número de correspondências recebidas diariamente é significativa do teste, que seria dada por , o que indica que sob a hipótese nula um valor de correlação da ordem 0,9704 é pouco provável. Na imagem 4.1, mais adiante, tem-se o gráfico de dispersão dos valores do peso de correspondências e do número de correspondências recebidas diariamente. Assim, a imagem 4.1 indica uma relação de crescimento positivo entre duas variáveis. NOTA É importante observar que para n=5 e α=0,05 a hipótese H0:ρ=0 seria rejeitada para qualquer valor de r maior ou igual a 0,805. Basta buscar os valores de r que satisfazem a equação a seguir: 13BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 O coeficiente de correlação de Pearson é um coeficiente paramétrico. Nem sempre temos dados com distribuição normal. Nesse caso é importante buscarmos uma alternativa não paramétrica para medir a relação linear entre as duas variáveis. No exemplo em questão, a variável número de correspondências recebidas é discreta e não tem distribuição normal. Imagem 4.1 - Gráfico de dispersão entre o peso total e o número de correspondências recebidas diariamente Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 14 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo, vamos resumir tudo o que vimos. Neste capítulo, exploramos o teste de hipóteses para o coeficiente de correlação de Pearson, uma ferramenta fundamental na análise estatística de dados biológicos. Iniciamos compreendendo os princípios básicos do teste de hipóteses e sua aplicação específica para avaliar a relação entre variáveis. Em seguida, discutimos como o coeficiente de correlação de Pearson mede a força e a direção da associação linear entre duas variáveis, proporcionando insights sobre padrões de comportamento ou fenômenos biológicos. Ao longo do capítulo, destacamos a importância de conduzir o teste de hipóteses de forma adequada, seguindo os passos necessários para formular hipóteses nula e alternativa, calcular o valor do coeficiente de correlação, determinar a significância estatística e interpretar os resultados. Reflitimos sobre como essa análise estatística pode contribuir para a tomada de decisões informadas em pesquisas científicas, planejamento experimental e diagnóstico de doenças. Como você pode aplicar esses conhecimentos em seu campo de atuação para investigar relações entre variáveis biológicas e promover avanços na compreensão do mundo natural? 15BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Coeficiente de correlação de Spearman OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona o teste de hipóteses para o coeficiente de correlação de Spearman. Esse conhecimento será essencial para embasar suas análises estatísticas em estudos biológicos e conduzir inferências precisas sobre a associação entre variáveis. Aqueles que se aventuraram na interpretação de relações entre variáveis sem uma compreensão adequada enfrentaram dificuldades em realizar análises estatísticas confiáveis e relevantes para suas pesquisas ou práticas profissionais. Portanto, este capítulo visa fornecer- lhe os conhecimentos e habilidades necessários para realizar corretamente o teste de hipóteses para o coeficiente de correlação de Spearman, capacitando-o a realizar inferências significativas e embasadas em sua área de atuação. Ao longo deste capítulo, abordaremos não apenas os princípios fundamentais do teste de hipóteses para o coeficiente de correlação de Spearman, mas também nos dedicaremos a compreender situações específicas, como os casos de empate entre observações X ou Y. Através da exploração desses temas, você estará preparado para enfrentar desafios práticos na análise estatística de dados biológicos, desenvolvendo uma compreensão aprofundada dos métodos estatísticos necessários para sua prática profissional. Está pronto para aprofundar seus conhecimentos e dominar essa competência essencial? Então vamos começar! Avante! 16 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Suponha que tenhamos uma amostra constituída de n pares do tipo ( ). Então, o coeficiente de correlação de Spearman é simplesmente o coeficiente de correlação de Pearson calculado com os postos das observações ( ). Dados os n pares de observações deve-se inicialmente ordenar os valores de X, do menor para o maior, colocando os pontos correspondentes (em caso de empates usar posto médio). Denota-se o posto de observação por . Posteriormente, ordena-se os valores de Y, do menor para o maior, colocando os postos correspondentes (em caso de empates usar posto médio). Denota-se o posto de observação por . O coeficiente de correlação de Spearman será dado pela fórmula 3. Fórmula 3 - Coeficiente de correlação de Spearman Sendo . No caso de não haver empates entres as observações, o coeficiente de Spearman se reduz à fórmula 4: Fórmula 4 - Coeficiente de correlação de Spearman (reduzida) onde No caso de empates, os valores e são substituídos por postos e . T por T* e r por r*, onde o * denota que há empates entre as observações, e os postos médios estão sendo utilizados na atribuição de postos dessas observações. EXEMPLO 2: Voltando ao exemplo 1, primeiramente ordenaríamos os valores dos pesos das correspondências recebidas e atribuiríamos os postos correspondentes. Posteriormente, o mesmo seria feito para os valores do 17BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 número de correspondências recebidas diariamente. Os dados organizados dessa forma são apresentados no Quadro 4.2. Quadro 4.2 - Dados de pesos de correspondências Dia Peso ( ) Número ( ) 1 10(1) 4,1(2) 1 2 35(5) 6,5(4) 1 3 13(2) 3,6(1) 1 4 34(4) 6,7(5) 1 5 21(3) 5,2(3) 0 Fonte: Elaborado pela autoria (2023). Nesse sentido, o coeficiente de Spearman seria calculado da seguinte forma: , o que indica relação linear entre os postos das observações de X e Y. Teste de hipóteses-coeficiente de associação (correlação de Spearman) É possível testar a significância da correlação entre X e Y usando o coeficiente não paramétrico de Spearman. As seguintes hipóteses, nula e alternativa, podem ser consideradas: contra contra contra Onde ρ é o coeficiente de correlação populacional entre X e Y. 18 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 A distribuição de probabilidades do coeficientee de correlação amostral de Spearman, sob a hipótese nula, é determinada pelas ordenações possíveis de serem obtidas quando se tem n pares de n observações de X e n de Y (pares). Essa distribuição não depende do conhecimento da distribuição de probabilidades das variáveis aleatórias X e Y, sendo o coeficiente de correlação de Spearman não paramétrico. Existem tabelas com a distribuição exata de r sob a hipótese nula. No entanto, quando n é grande, a distribuição de r sob a hipótese nula se aproxima de uma distribuição normal com média zero e variância igual a no caso em que não há empates entre as observações de X ou de Y. No caso (I) a probabilidade de significância de teste é dada por . No caso (II) a probabilidade de significância é dada por: . No caso (III) seja sendo o valor observado do coeficiente de Spearman para a amostra avaliada. No exemplo de uma agência de correios suponha que tenhamos as hipóteses: contra contra contra . Então pela tabela da distribuição exata de r sob a hipótese nula obtemos: . Isso significa que a hipótese nula seria rejeitada para qualquer nível de significância maior ou igual a 0,067. É importante observar que, não há exigência de normalidade das variáveis, para se realizar o teste de hipóteses relacionado ao coeficiente de associação não paramétrico de Spearman. Exemplo 3. Os dados a seguir referem-se a um experimento para verificar o efeito de uma droga (X) no crescimento de um determinado tumor. Foram usadas 7 doses diferentes de X e para casa dose observou-se a 19BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 porcentagem (Y) de animais que desenvolveram o tumor. Os dados observados foram: Quadro 4.3. Dados de efeito da droga e crescimento tumoral Dose (X) 0,05 0,5 5,0 20 50 100 300 Posto(X) 1 2 3 4 5 6 7 % (Y) 1 0 4,9 44,2 30 86,5 56,9 Posto (Y) 2 1 3 5 4 7 6 1 1 0 1 1 1 1 Fonte: Elaborado pela autoria (2023). O valor observado do coeficiente de Spearman é: . A probabilidade de significância para o teste unilateral (I) é 0,006 indicando que existe uma associação positiva significativa entre a dosagem da droga e o desenvolvimento do tumor. Quanto maior a dose espera-se que maior será o percentual de animais que desenvolvem o tumor. Para o teste bilateral (III) seria 0,012. Usando a aproximação normal tem-se que: 20 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Imagem 4.2 - Gráfico de dispersão entre percentagem de animais que desenvolveram o tumor e a dosagem da droga Fonte: Elaborado pela autoria (2023). 21BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 A imagem 4.2 apresenta os gráficos de dispersão da porcentagem de animais que desenvolveram o tumor (Y) e dosagem da droga (X). É possível observar que a relação entre Y e X aparentemente não é linear. O coeficiente de correlação de Spearman é na realidade um coeficiente de associação entre X e Y, não necessariamente essa associação é linear. Quando o valor é positivo há uma associação positiva entre as variáveis, ou seja, quando uma variável aumenta de valor a outra também tende a aumentar o valor (e vice-versa). Exemplo 4. Em uma competição de ginástica rítmica desportiva, dez participantes foram classificados por dois juízes da seguinte forma (1 é 1° colocado; 2 é o 2° colocado etc.). Juiz A 2 5 6 4 1 7 9 10 3 8 Juiz B 1 4 5 6 2 7 10 8 3 9 1 1 1 4 1 0 1 4 0 1 Nesse exemplo o valor do coeficiente de correlação de Spearman é e a probabilidade de significância do teste (I) é igual 0 0,00 (aproximadamente), rejeitando-se a hipótese nula. Desse modo, percebe-se que os juízes foram concordantes no julgamento dos candidatos. Caso de empates entre observações X ou Y No caso de haver empates entre as observações de X ou de Y, utiliza-se os postos médios quando da ordenação de valores e a distribuição normal para o cálculo da probabilidade de significância. No caso de empates tem-se que: 22 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Assim, a variância do coeficiente de correlação de Spearman de r* será definida pela fórmula 4: Fórmula 4 - Variância do coeficiente de correlação de Spearman E utiliza-se a aproximação normal para cálculo da probabilidade de significância, sendo e , as frequências observadas de cada valor da variável X e cada valor da variável Y. Para efeito da correção de empates, apenas as frequências dos valores de X e Y, que aparecem mais de uma vez, são contabilizadas. RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo. Neste capítulo, exploramos o teste de hipóteses para o coeficiente de correlação de Spearman, uma ferramenta crucial na análise estatística de da- dos biológicos. Iniciamos compreendendo os princípios subjacen- tes ao coeficiente de correlação de Spearman, que difere do coeficiente de correlação de Pearson ao considerar relações monotônicas entre variáveis, ou seja, se as variáveis aumentam ou diminuem juntas, independentemente da magnitude desse aumento ou diminuição. Em seguida, nos aprofun- damos no teste de hipóteses específico para o coe- ficiente de correlação de Spearman, explorando os passos para sua realização, incluindo a formulação de hipóteses nula e alternativa, a determinação do valor crítico e a interpretação dos resultados. 23BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Ao longo do capítulo, discutimos também os desafios associados a casos de empate entre observações X ou Y, nos quais dois ou mais pares de dados têm os mesmos valores. Reflita sobre como esses casos podem afetar a interpretação da correlação de Spearman e como você pode lidar com eles em sua análise estatística. Como você pode aplicar esses conhecimentos em sua prática profissional para investigar e quantificar relações entre variáveis em estudos biológicos? 24 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Análise de regressão linear OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de en- tender como funciona a análise de regressão linear, uma ferramenta poderosa na modelagem estatís- tica e matemática de relações entre variáveis. Esse conhecimento será essencial para embasar suas análises e previsões em estudos biológicos, permi- tindo a identificação de padrões e tendências nos dados. Esse capítulo visa fornecer-lhe os conhe- cimentos e habilidades necessários para realizar corretamente a análise de regressão linear, capaci- tando-o a realizar previsões precisas e embasadas em sua área de atuação. Iremos explorar os conceitos fundamentais de mo- delagem estatística e matemática, que são a base para a análise de regressão linear. Você aprenderá a identificar e formular modelos de regressão que descrevam a relação entre variáveis dependentes e independentes, compreendendo os pressupostos subjacentes à análise. Além disso, examinaremos as técnicas de ajuste de modelo, avaliação de sua adequação e interpretação dos resultados. Esse conhecimento permitirá que você explore e inter- prete eficazmente as relações entre variáveis em seus estudos biológicos, fornecendo insights va- liosos para a compreensão e tomada de decisões informadas. Está pronto para dominar essa com- petência essencial? Então vamos começar! Avante! Conceitos e formulações de modelagem estatística e de modelagem matemática A análise de regressão é uma técnica de modelagem utilizada para analisar a relação entre uma variável resposta (Y) e uma ou mais variáveis explicativas X1, X2, X3 ... Xn com objetivo de 25BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 identificar (estimar) uma função que descreva, da melhor forma possível, a relação entre essas variáveis. Assim pode-se predizer o valor que a variável resposta (Y) irá assumir para determinados valores das variáveis explicativas. O objetivo de empregar essa técnica reside na interpretação da relação possivelmente existente entre as variáveis a fim de entender o fenômeno, ou seja, predizer valores para variável resposta a partir das variáveis explicativas. Antes de explorar a análise de regressão linear,devemos diferenciar os conceitos de modelagem estatística e de modelagem matemática. A modelagem matemática envolve o componente determinístico e a modelagem estatística envolve tanto o componente determinístico quanto o componente estocástico. A regressão simples é dada pela fórmula 5 a seguir: Fórmula 5 - Modelo de regressão linear Onde: • e a variável resposta; • β0 e o intercepto (termo constante); • β1 e o coeficiente relacionado a variável xi (fator multiplicador ou coeficiente de regressão); • ei e o erro aleatório, pertencente ao modelo. Para ajustar um modelo de regressão linear, devem ser respeitadas as seguintes suposições: • ei N(0;σ2); • Cov(ei , ej) = 0 (Independência) 26 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Para entender os coeficientes da análise de regressão, sem se preocupar com as questões de estimação e incerteza, vamos iniciar com um exemplo que se trata de uma regressão para predizer o desempenho esportivo de equipes adultas femininas da modalidade esportiva de handebol entre os anos de 2007 e 2017 (1ª a 24ª posições), explicada pelo número médio de partidas internacionais, disputadas pelo grupo de jogadoras, de cada país participante, de campeonatos mundiais. Desempenho= 21,36-0,17partidas+ϵ (Modelagem estatística). Desempenho=21,36 -0,17partidas (Modelagem matemática). A variável resposta “Desempenho” denota o valor predito ou esperado para o desempenho, dado o preditor número médio de partidas internacionais disputadas. Esse modelo busca explicar o desempenho em mundiais a partir da experiência internacional obtida por meio de jogos, onde -0,17 é o coeficiente de regressão, e o intercepto “21,36” o valor esperado para o número médio de partidas internacionais disputadas. Os coeficientes em um modelo de regressão linear são geralmente estimados pelo método dos mínimos quadrados ordinários. A ideia do método de Mínimos Quadrados é minimizar por meio das fórmulas abaixo: Fórmula 5 - Métodos dos mínimos quadrados para determinação dos coeficientes do modelo de regressão SQE(β0,β1) pode ser minimizadas por meio de suas derivadas: 27BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Resolvendo o sistema de equações temos: ; Assumindo a suposição válida, ei ~ N(0,σ2), então: • Hipótese para β0: • Estatística de teste: ; • Hipótese para β1: : • Estatística de teste: ; Podemos construir intervalos de confiança para os β’s (coeficientes) estimados: Onde: • , 28 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 • , • , onde p é o número de parâmetros estimados pelo modelo; • tc é o valor crítico da distribuição de acordo com o nível de confiança desejado; • Com 95% de confiança o valor de tc é: O erro observado é chamado resíduo, que é dado por: Onde: Imagem 4.3 - Determinação da soma dos quadrados das fontes de variação y x 0 2-2 4 6 8 (Y1 - Y) (Y1 - Y) (Y1 - Y) ^ ^ 10 0 2 4 6 8 10 Fonte: Elaborado pela autoria (2023). 29BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Os resíduos podem ser uma medida útil de quão bem a reta estimada se ajusta aos dados. Uma boa equação de regressão é aquela que ajuda a explicar uma grande proporção da variância de Podemos medir a variação de ( , após algumas equações chegamos ao seguinte resultado: Fórmula 6 - Somas dos quadrados das fontes de variação + + Para analisar a adequação do ajuste, deve-se determinar o coeficiente de determinação (R2), resumindo a subdivisão da variação de em termos de uma análise de variância (Quadro 4.4). Uma medida importante para a qualidade de ajuste é dada pela fórmula a seguir: Fórmula 7 - Coeficiente de Determinação • O valor de R2 estará sempre entre 0 e 1; • Um R2 = 0 (A regressão não ajuda em nada a explicar a variação de yi); • Um R2 = 1 (Ajustamento perfeito). 30 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Quadro 4.4 - Quadro de análise variância para regressão linear Fonte de Variação Soma de quadrados Graus de Liberdade Quadrados Médios Teste F Regressão 1 Resíduos N-2 Total N-1 Fonte: Elaborado pela autoria (2023). Imagem 4.4 - Relação entre desempenho em mundiais femininos de handebol e número médio de partidas internacionais entre 2007 e 2017 0 60 Pa rt id as I nt er na ci on ai s 40 20 80 10 0 5 10 15 20 Desempenho Fonte: Elaborado pela autoria (2023). • Exemplo 5: A busca pela excelência no handebol induz (solicita demanda) treinadores e comissões técnicas a procurar meios e ferramentas para a análise do desempenho em competição, a fim de identificar as variáveis necessárias ao sucesso. Nesse sentido, a escassez de informações, oriundas de análises de 31BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 desempenho sobre as variáveis que diferenciam equipes vencedoras das perdedoras, dificulta o planejamento de treinos e competições para melhora do desempenho em competições de alto nível, ou mesmo como referência para equipes, treinadores e jogadores em desenvolvimento. Dessa forma, o objetivo desse exemplo é estabelecer a relação entre desempenho classificatório em mundiais femininos de handebol e número médio de partidas internacionais entre 2007 e 2017. Imagem 4.5 - Correlação de Spearman e análise de regressão linear: software “R” Fonte: Elaborado pela autoria (2023). 32 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 O número médio foi de 56 ± 26 partidas internacionais disputadas pelas equipes. O número de partidas internacionais é fornecido por cada país participante, considerando amistosos internacionais, competições continentais, mundiais e jogos olímpicos. Ao todo, n= 89 dados foram disponibilizados via internet entre os anos de 2007 a 2017. O grau de associação entre partidas e a posição em mundiais se testou por meio do teste de correlação de Spearman (ρ), e um modelo de regressão linear, entre o desempenho obtido em função das partidas internacionais, foi construído. A relação estabelecida mostrou que o aumento médio de participação, em um jogo internacional, melhora em 0.17 vezes a posição obtida em mundiais (Desempenho = 21,36 - 0,17 partidas, intercepto e coeficiente de regressão significativos, p(χ²) será fundamental pa- ra embasar suas interpretações e inferências em estudos biológicos, permitindo uma análise mais completa e precisa dos dados. Aqueles que tenta- ram realizar estudos de dispersão de frequência sem uma compreensão adequada dos conceitos subjacentes muitas vezes enfrentaram dificulda- des em interpretar corretamente os resultados e fazer inferências válidas. Portanto, este capítulo visa fornecer-lhe os conhecimentos e habilidades necessários para conduzir corretamente o estudo de dispersão de frequência, capacitando-o a reali- zar análises estatísticas robustas e embasadas em sua área de atuação. Durante este capítulo, exploraremos as tabelas de contingências, que são uma ferramenta podero- sa para descrever a relação entre duas variáveis categóricas em estudos biológicos. Além disso, discutiremos as limitações do uso do teste do qui- -quadrado (χ²) como método de análise estatística, incluindo situações em que sua aplicação pode ser inadequada ou produzir resultados enganosos. Ao compreender esses conceitos, você estará prepa- rado para interpretar corretamente os resultados de estudos de dispersão de frequência e utilizar essa análise estatística de forma eficaz em sua pesquisa ou prática profissional. Está pronto para desenvolver esta competência essencial? Então va- mos começar! Avante! 35BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Tabelas de Contingência As respostas obtidas na experimentação em animais e humanos geralmente são quantitativas. Considerando fatores circunstanciais, como tempo, amostra e infraestrutura disponíveis, sempre um delineamento adequado pode ser definido para analisar esse tipo de resposta. As respostas qualitativas exigem uma estratégia diferenciada de análise por sua natureza. Caso um ensaio seja planejado para se obter respostas qualitativas de cada animal, por efeito de tratamentos impostos pelo pesquisador, é preciso criar um critério de variabilidade de respostas observadas dentro de cada tratamento. Como as respostas são qualitativas, a abordagem de análise mais indicada envolveria métodos Existem situações, entretanto, nas quais as respostas qualitativas são julgadas pela frequência em que elas ocorrem dentro de um subuniverso estudado. Isso ocorrerá em basicamente dois grandes grupos de estudo de dispersão de frequência: a. A variável estudada apresenta-se dicotomicamente (sim ou não, presença ou ausência, animais positivos ou negativos etc.) e indicará apenas um resultado percentual de ocorrência da resposta alvo. Como exemplo podemos citar a ocorrência de brucelose em bovinos de um município (positivo ou negativo); b. A variável estudada, ainda qualitativa, é pesquisada em grupos diferentes e se deseja conhecer se a dispersão das respostas observadas (dicotômicas ou não) se apresenta igualmente para todos os grupos, ou se a dispersão parece variar dependendo do grupo em que a resposta foi estudada (Imagem 4.6). Essa situação está mais ligada à ação planejadora do pesquisador do que na situação anterior, na qual, pela operação de levantamento, não está implícita a imposição de grupos 36 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 experimentais ou de tratamentos. Por exemplo, em uma criação leiteira, estuda-se se a retenção de placenta está associada ou ocorre mais frequentemente em algum grau de sangue para vacas paridas. Percebe-se que a resposta de retenção de placenta é dicotômica (sim ou não) e podem existir mais de dois graus de sangue discriminados pelo pesquisador, para verificar se existe diferença no percentual de animais paridos com retenção entre aqueles graus de sangue. Esses estudos são denominados de tabelas de contingência, apresentadas a seguir. Imagem 4.6 - Estudo de dispersão de frequência Estudo de Dispersão de Frequência Tabela de Contigência Teste de Qui - quadrado (x2) Limitações do uso do x2 Fonte: Elaborado pela autoria (2023). Enquanto nos levantamentos estuda-se tão somente a frequência de evento dicotômico dentro de um universo amostral, as tabelas de contingência envolvem o estudo de frequência de eventos dicotômicos ou não, mas que trazem consigo, naturalmente ou pressuposta pelo pesquisador, uma distribuição esperada. Suponhamos que em uma fazenda de exploração leiteira tenha havido 180 nascimentos no último ano. Para esse tipo de exploração o evento mais desejável é de produtoras do plantel. A segregação genética para sexos de 1:1 é bem conhecida, deverá prevalecer e, portanto, estaremos esperando 90 fêmeas e 90 machos entre bezerros nascidos. Se observássemos que realmente nasceram 90 machos e 90 fêmeas, nada de novo teria acontecido que ameaçasse a esperada segregação de nascimentos na proporção 1 macho para 1 fêmea (1:1). 37BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Caso o evento observado fosse, entretanto, de 92 fêmeas e 88 machos, consideraríamos a mesma segregação, já que os desvios ocorridos entre as frequências observadas e esperadas foram muito pequenos. Supostamente, se apresentasse 120 fêmeas e apenas 60 machos, esses desvios nos pareceriam mais substanciais e, alternativamente, julgaríamos: ou algo muito difícil de acontecer está ocorrendo ou alguma coisa pode estar efetivamente alterando a proporção esperada de 1:1. Nesse sentido, para julgarmos um evento como esse, por meio da avaliação dos desvios observados, é necessário: a. Estabelecer as hipóteses de testagem e um índice para medir a magnitude de desvios (fórmula 8), por meio do índice afastamento de qui - quadrado (χ2); Hipóteses: H0: Não existe associação entre as variáveis, e não discrepância entre as frequências esperada e observada ( ). H1: Há associação entre as variáveis, há discrepância entre as frequências esperada e observada ( > ). Fórmula 8 - Índice afastamento qui – quadrado (χ2) Onde é a frequência observada, a frequência esperada e segue uma distribuição de qui – quadrado com k-1 graus de liberdade para um total k de grupos. A exemplo do cálculo do desvio padrão, os desvios foram elevados ao quadrado, pois sua soma simples resultaria no valor 38 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 0, e seriam relativizados pela frequência esperada pertinente, logo, o índice obtido é adimensional. EXEMPLO: Considerando a mesma fazenda de pecuária leiteira, a primeira situação em que verifica-se 92 fêmeas e 88 machos o índice de afastamento seria: Na segunda situação em que verifica-se 92 fêmeas e 88 machos o índice de afastamento seria: Tabela 4.1 - Tabela de Contingência 2 x 2 Variável 1 Variável 2 Nível A Nível B Total Nível A N11 N12 N1+ Nível B N21 N22 N2+ Total N+1 N+2 N++ Fonte: Elaborado pela autoria (2023). Logo, o valor do índice de afastamento qui – quadrado para o nascimento de bezerros da fazenda na primeira situação é menor que na segunda situação (a zero indicarão desvios meramente causais, dentro do critério de tipificar sempre 95% das respostas possíveis (p ). Quadro 4.7 - Estatística de teste qui – quadrado e p-valores para distribuições de trimestres de nascimento nas categorias juvenis, juniores e adultos (feminino e masculino) da modalidade esportiva de handebol (*indica discrepâncias significativas com valor de pvizinhas adotando um critério racional, até que a soma de frequência seja maior que 1. b. As situações experimentais, com frequências totais reduzidas, não poderão ter suas dispersões devidamente estudadas e comparadas. Caso as observações de um grupo forem distribuídas em k classes de respostas, o ideal seria obter 15*k indivíduos para esse grupo. Assim, para o valor mínimo de k=2 deveríamos contar com 30 indivíduos por grupo. c. Como a distribuição dos valores de χ2 é contínua e as frequências estudadas são variáveis discretas, um ajuste, para corrigir pequena diferença no cálculo da área sob a curva da distribuição, pode ser efetuada, logo, o teor de ajuste proposto é: 47BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 A alteração proposta só diminui discretamente o valor final de χ2 quando, sem o ajuste do valor, ele não for significativo ou então for muito maior que o tabelado, a correção de continuidade não afetará a conclusão inicialmente tomada. Por outro lado, o valor significativo de χ2 estiver próximo ao valor tabelado, seria interessante procedermos à correção, cujo valor ajustado de χ2 seria igual a: O valor anterior do índice de afastamento era de 5,079, mostrando a significância dos desvios observados, superior ao valor tabelado de 3,84 com 1 grau de liberdade. O valor ajustado é superior ao tabelado, confirmando a associação entre fertilidade e diluente. RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo. Começamos discutindo as tabelas de contingências, que são utilizadas para descrever a relação entre duas variáveis categóricas. Reflitimos sobre como essas tabelas podem ser úteis na identificação de padrões e associações entre diferentes categorias de dados biológicos e como podemos aplicar esse conhecimento na pesquisa ou na prática profissional. 48 BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 Além disso, discutimos as limitações do uso do teste do qui-quadrado (χ²) como método de análise estatística. Agora, estamos preparados para aplicar com confiança o estudo de dispersão de frequência na análise estatística de dados biológicos, utilizando-o como uma ferramenta valiosa para explorar e interpretar relações entre variáveis categóricas. Nesta unidade, você também teve acesso a conceitos sobre associação e relacionamento de variáveis e estudo de dispersão de frequência com o uso do software “R”! Finalizamos nossas atividades neste curso, esperamos que você tenha gostado! Agora é com você! 49BIOESTATÍSTICA U ni da de 4 CRAWLEY, M. J. The R book. San Francisco: John Wiley & Sons, 2007. SHAHBABA, B. Biostatistics with R. New York: Springer, 2012. SIQUEIRA, A. L.; TIBÚRCIO, J. D. Estatística na área da Saúde: conceitos, metodologia, aplicações e prática computacional. Belo Horizonte: Coopmed, 2011. SAMPAIO, I. B. Estatística aplicada à experimentação animal. Belo Horizonte: FEPMZ, 2010. PAGANO, M.; GAUVREAU, K. Princípios de Bioestatística. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2004. ZAR, J. H. Biostatistical analysis. New Jersey: Prentice-Hall.1984. RE FE RÊ N CI A S Coeficiente de correlação de Pearson Formulações para a correlação de Pearson Teste de hipóteses – coeficiente de correlação de Pearson Coeficiente de correlação de Spearman Teste de hipóteses-coeficiente de associação (correlação de Spearman) Caso de empates entre observações X ou Y Análise de regressão linear Conceitos e formulações de modelagem estatística e de modelagem matemática Estudo de dispersão de frequência Tabelas de Contingência Limitações do uso do χ2