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Disciplina ARBITRAGEM, NEGOCIAÇÃO E MEDIAÇÃO PROF.A DRA. DANIELE WEBER LEAL DATA: 07.10 NATUREZA JURÍDICA ARBITRAGEM • A arbitragem pode ser definida como “A INSTITUIÇÃO PELA QUAL AS PESSOAS CAPAZES DE CONTRATAR CONFIAM A ÁRBITROS, POR ELAS INDICADOS OU NÃO, O JULGAMENTO DE SEUS LITÍGIOS RELATIVOS A DIREITOS TRANSIGÍVEIS”; • levanta-se a questão sobre a natureza jurídica do instituto, tema ainda não pacífico na doutrina. • Questiona-se se a arbitragem possui natureza jurisdicional, contratual ou privatista, ou, por fim, natureza mista ou intermediária. • Essa discussão se dá devido a características particulares deste instituto. • VONTADE DAS PARTES (PRINCÍPIO) - Por um lado, a arbitragem decorre unicamente da vontade das partes. • Um determinado conflito somente será submetido à arbitragem se houver manifestação das partes neste sentido. Vigora, portanto, o princípio da autonomia da vontade, que é eminentemente privatista. • PRIVATISTA ➔Essa característica se evidencia na medida em que cabe às partes determinar qual será a lei (material ou processual) aplicável no procedimento arbitral, podendo, ainda, optar por arbitragem de direito ou de eqüidade (art. 2º, caput e §1º, da Lei nº 9.307/96). • OS PODERES DOS ÁRBITROS➔decorrem desta manifestação de vontade e são por ela limitados. • Os árbitros só podem dirimir os conflitos que forem expressamente submetidos a eles, por partes absolutamente capazes, restando inegavelmente limitado o seu escopo de jurisdição. • VINCULAÇÃO DOS ÁRBITROS - A Lei de Arbitragem determina, ainda, que os árbitros estão obrigados a seguir as regras estipuladas pelas partes na cláusula ou compromisso arbitral. • O inciso IV do art. 32 da ➔referida lei estabelece que é nula a sentença arbitral que for proferida fora dos limites estabelecidos pelas partes. • -DISTANCIAMENTO DO PRIVATISTA - A lei estabelece que os árbitros são juízes de fato e de direito e que a sentença por eles proferidas não está sujeito a recurso ou homologação pelo Judiciário (art. 18, Lei nº 9.307/96). • SENTEÇA TÍTULO EXECUTIVO - Além disso, a sentença proferida pelos árbitros constitui título executivo judicial, com a mesma força que qualquer sentença ou acórdão proferido pelos órgãos do Poder Judiciário (art. 475-N, IV do Código de Processo Civil). • LIGAÇÃO COM JURISDIÇÃO E NATUREZA JURÍDICA = A corrente defensora da natureza jurisdicional afirma que, uma vez que a arbitragem declara o direito aplicável ao caso concreto, não há como não reconhecer sua jurisdicionalidade. DOUTRINA:caráter jurisdicional • CARLOS ALBERTO CARMONA afirma DOUTRINA: Corrente contratual ou privatista • Afirmam que a arbitragem possui natureza eminentemente contratual, uma vez que as partes➔ utilizando-se da autonomia da vontade, pactuam no sentido de que seus respectivos direitos transigíveis serão decididos por juízo próprio; • que não a jurisdição fornecida pelo Estado. • POSIÇÃO = diversos autores estrangeiros, valendo destacar, dentre eles, Giuseppe Chiovenda e Salvotore Satta. POSIÇÃO INTERMEDIÁRIA • É reconhecido o patente caráter privado existente no momento em que as partes escolhem a arbitragem como meio de resolução de um conflito ➔ SEM, CONTUDO, DEIXAR DE CONHECER O CARÁTER PÚBLICO DA ARBITRAGEM no momento em que ocorre a resolução de um conflito, filia-se ALEXANDRE FREITAS CÂMARA, que afirma: ➔ O PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DO CONTROLE JURISDICIONAL E A ARBITRAGEM NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO • o PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DO CONTROLE JURISDICIONAL vedava a possibilidade das partes➔ antes mesmo do surgimento do litígio, no momento da celebração do contrato -estipularem que todo e qualquer litígio que eventualmente surgisse na execução daquele contrato seria submetido à arbitragem. • STF NÃO RECONHECIA ➔Ou melhor: as partes poderiam incluir tal cláusula no contrato➔ mas o Supremo Tribunal Federal não reconhecia o direito de uma das partes requerer a execução específica desta cláusula, solicitando ao Judiciário que compelisse a parte recalcitrante a se submeter à arbitragem. • MODIFICAÇÃO PELA Lei 9.307/96➔modificou tal situação, estabelecendo, então, que a cláusula arbitral gera um efeito negativo➔ que exclui dos tribunais estatais a possibilidade de se conhecer e julgar as disputas relativas aos contratos que contêm cláusula arbitral. Estabeleceu-se, dessa forma, que se uma parte propuser ação relativa a contrato que contenha cláusula arbitral; • ALEGANDO O RÉU A EXISTÊNCIA DE CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM (art. 301, IX, do CPC)➔ o juiz deverá extinguir o processo, sem julgamento do mérito, conforme prescrito no art. 267 do CPC. • TANTO A CLÁUSULA ARBITRAL QUANTO O COMPROMISSO ARBITRAL (espécies do gênero convenção de arbitragem), conforme definido no art. 3º da Lei de Arbitragem, produzem o mesmo efeito de➔ AFASTAR A JURISDIÇÃO ESTATAL. ENTENDIMENTO DA JURISPRUDÊNCIA AS PARTES NA ARBITRAGEM – ARBITRABILIDADE SUBJETIVA • Art. 1. LEI ARBITRAGEM ➔A Lei de Arbitragem estabelece que “as partes capazes de contratar poderão valerse da arbitragem para dirimir litígios (...).” (art. 1º). • O dispositivo legal refere-se à capacidade jurídica estabelecida na legislação civil (art. 1º e seguintes do Código Civil). • ART. 7º DA LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL➔Também é relevante atentar para a regra prevista no art. 7º da Lei de Introdução ao Código Civil, segundo a qual a capacidade da parte para celebrar um determinado negócio jurídico é regida pela lei do seu domicílio. • DISCUSSÃO 1 = QUAIS PARTES? = Uma primeira discussão que surge sobre quais partes podem se submeter à arbitragem diz respeito aos entes despersonalizados. • Um condomínio, por exemplo, não tem personalidade, mas é indiscutível a capacidade deste ente ser parte num processo judicial. • O mesmo ocorre com OS ESPÓLIOS E AS SOCIEDADES DE FATO OU IRREGULARES. • DOUTRINA-RECONHECIMENT LEGITIMIDADE = Por isso, a doutrina tende a reconhecer a legitimidade destes entes para figurar como partes em procedimentos arbitrais. • DIREITOS PATRIMONIAIS DISPONÍVEIS➔ Outra questão relevante é suscitada pela parte final do artigo 1º da Lei de Arbitragem, que estabelece que as partes capazes podem submeter à arbitragem litígios sobre “direitos patrimoniais disponíveis.” • A leitura deste dispositivo na sua integralidade leva à conclusão de que a parte tem que ser capaz e poder dispor, transigir sobre o direito submetido à arbitragem. • CONCLUSÃO: CONCLUI-SE QUE AS PARTES que têm apenas capacidade de administração de bens, e não de disposição, não têm poderes para celebrar uma convenção de arbitragem válida. É o caso do inventariante, do administrador judicial na falência e o síndico de um condomínio. NECESSÁRIO O QUE? Para celebrar uma convenção de arbitragem, essas partes necessitam das respectivas autorizações exigidas por lei para dispor de direitos (autorização judicial no caso do inventariante e do administrador judicial e da assembleia de condôminos no caso do condomínio) CASO PRÁTICO • PRAÇABRAS, empresa estatal, criada para cuidar da manutenção de praças e outros logradouros públicos, celebrou contrato com a CAPITAL S.A., empresa privada, outorgando a esta última o direito de expor a sua logomarca em diversas praças, mediante a assunção da obrigação pela CAPITAL de arcar com os custos de manutenção dessas áreas. O contrato contém cláusula compromissória, na qual as partes se comprometem a submeter qualquer litígio decorrente do contrato à arbitragem, a ser realizada no Rio de Janeiro, de acordo com as regras da Câmara FGV de Conciliação e Arbitragem. • Surgido um conflito entre as partes no curso da execução do contrato, a CAPITAL deu início ao procedimento arbitral. Ao responder o requerimento de arbitragem, a PRAÇABRAS recusou-se a se submeter a arbitragem, alegando ser ela empresa estatal e que, por isso, não teria capacidade de dispor sobre os seus direitos, sendo a cláusula compromissória, por essa razão, nula de pleno direito. Devem os árbitros reconhecera nulidade da cláusula compromissória e a incapacidade da PRAÇABRAS de se submeter à arbitragem? O OBJETO DE ARBITRAGEM – ARBITRABILIDADE OBJETIVA • Da mesma forma que o art. 1º da Lei de Arbitragem limita as partes que podem submeter os seus litígios à arbitragem, ele também restringe as matérias que podem ser julgadas por árbitros, àquelas que envolvem “direito patrimonial disponível”. • INTERPRETAÇÃO DADA PELA DOUTRINA E PELA JURISPRUDÊNCIA a estes dois adjetivos, “patrimonial” e “disponível”. • Também faremos o cotejo entre esta regra e a dos artigos 851 e 852 do Código Civil: “Art. 851. É admitido compromisso, judicial ou extrajudicial, para resolver litígio entre pessoas que podem contratar. Art. 852. É vedado compromisso para solução de questões de estado, de direito pessoal de família e de outros que não tenham caráter estritamente patrimonial DOUTRINA –COMENTÁRIO ART.1.º Comentando o teor do art. 1º da Lei de Arbitragem➔ CARLOS ALBERTO CARMONA expõe o seguinte: CIVIL x FAMÍLIA x DIR. TRABALHO • DIR. FAMÍLIA FORA = O teor dos dispositivos legais acima elencados ➔ sem dúvida nenhuma, afasta a possibilidade de partes submeterem à arbitragem litígios relativos a direito de família, especialmente os casos que tratem de estado das pessoas (investigação de paternidade, separação e divórcio e pátrio poder), sucessão e direito penal. • DIR. TRAB = Em certas áreas, entretanto, a doutrina ainda não tem entendimento pacífico. • Por exemplo, existe um grande debate sobre a possibilidade de se submeter à arbitragem litígios relativos a questões trabalhistas, discussão essa gerada em grande parte devido ao teor do art. 444 da CLT: Art. 444. As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.” CONSUMIDOR • No tocante às relações de consumo➔ é necessário CONCILIAR o teor do art. 51, VII, do CDC, com o art. 4º, § 2º, da Lei de Arbitragem: “Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;” “Art. 4º (...) § 2º. Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para a cláusula.” CASO PRÁTICO • Pedro e Joana casaram-se em 1973. Após 35 anos de casados Pedro decidiu separar-se. Ao longo de todos esses anos, Joana dedicou-se apenas a cuidar do marido, dos filhos e da casa, sem exercer qualquer profissão. Aos 60 anos de idade, não se sente ela apta a iniciar vida profissional que possa provê-la devido sustento e, em razão disso, pretende pleitear do marido o pagamento de pensão. • Pedro, tentando evitar um litígio que poderia trazer maiores desgastes à relação do casal em processo de separação, com reflexo nos filhos, concorda em pagar alimentos a Joana. • Entretanto, os dois não conseguem chegar a um acordo a respeito do montante dos alimentos que deverão ser pagos mensalmente a Joana. Diante desta lide, os dois decidem submeter a questão referente ao valor dos alimentos devidos à arbitragem, escolhendo para árbitro Antônio, padre que celebrou o casamento deles e acompanhou o casal ao longo de toda a vida conjunta. • Pergunta-se: pode a questão relativa à estipulação do valor dos alimentos a serem pagos a Joana ser submetida à arbitragem? ÁRBITROS (FUNÇÕES, PODERES E DEVERES) • ART. 13-18 - A Lei de Arbitragem contém um capítulo inteiro regulando a igura do árbitro, suas funções, poderes e deveres (arts. 13 a 18). • QUEM PODE SER ÁRBITRO ➔O caput do art. 13 estabelece que “pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes”. • Como se vê, a norma não exige a qualificação de bacharel em direito ou qualquer conhecimento em matéria legal para que alguém funcione como árbitro. • Exige apenas que a pessoa goze da confiança das partes e que seja capaz. • Essa regra já foi objeto de questionamentos. • conforme estipula o art. 18 da Lei de Arbitragem➔ o árbitro é juiz de fato e de direito e a sentença por ele proferida produz os mesmos efeitos de uma sentença proferida por órgão do Poder Judiciário. • COMO PODE UM ENGENHEIRO DIZER QUAL A NORMA JURÍDICA APLICÁVEL A UM CASO CONCRETO? • Por outro lado, é preciso reconhecer que muitas vezes uma determinada disputa pode envolver questões técnicas que fogem ao conhecimento de um bacharel em direito. • Por exemplo, surgido um litígio entre um empreiteiro e o contratante da obra a respeito de quantos metros cúbicos deve ter a fundação de um edifício; • A LEI NÃO LIMITA O PODER DAS PARTES DE BUSCAR ➔um árbitro para julgar a lide com conhecimento especíico que elas entendam mais apropriado para o caso concreto. • Além de exigir que o árbitro seja pessoa capaz e que goze da confiança das partes, a lei estabelece que o árbitro, no exercício de suas funções proceda com “imparcialidade, independência, competência, diligência e discrição”. • O art. 14 da Lei de Arbitragem, por sua vez, determina as situações em que as pessoas estão impedidas de funcionar como árbitro, adotando um padrão mais rigoroso do que o estipulado pelo Código de Processo Civil para os magistrados. LEI ARBITRAGEM Art. 13. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes. § 1º As partes nomearão um ou mais árbitros, sempre em número ímpar, podendo nomear, também, os respectivos suplentes. § 2º Quando as partes nomearem árbitros em número par, estes estão autorizados, desde logo, a nomear mais um árbitro. Não havendo acordo, requererão as partes ao órgão do Poder Judiciário a que tocaria, originariamente, o julgamento da causa a nomeação do árbitro, aplicável, no que couber, o procedimento previsto no art. 7º desta Lei. § 3º As partes poderão, de comum acordo, estabelecer o processo de escolha dos árbitros, ou adotar as regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada. § 4º Sendo nomeados vários árbitros, estes, por maioria, elegerão o presidente do tribunal arbitral. Não havendo consenso, será designado presidente o mais idoso. § 4o As partes, de comum acordo, poderão afastar a aplicação de dispositivo do regulamento do órgão arbitral institucional ou entidade especializada que limite a escolha do árbitro único, coárbitro ou presidente do tribunal à respectiva lista de árbitros, autorizado o controle da escolha pelos órgãos competentes da instituição, sendo que, nos casos de impasse e arbitragem multiparte, deverá ser observado o que dispuser o regulamento aplicável. (Redação dada pela Lei nº 13.129, de 2015) (Vigência) § 5º O árbitro ou o presidente do tribunal designará, se julgar conveniente, um secretário, que poderá ser um dos árbitros. § 6º No desempenho de sua função, o árbitro deverá proceder com imparcialidade, independência, competência, diligência e discrição. § 7º Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral determinar às partes o adiantamento de verbas para despesas e diligências que julgar necessárias. Art. 14. Estão impedidos de funcionar como árbitros as pessoas que tenham, com as partes ou com o litígio que lhes for submetido, algumas das relações que caracterizam os casos de impedimento ou suspeição de juízes, aplicando-se-lhes, no que couber, os mesmos deveres e responsabilidades, conforme previsto no Código de Processo Civil. § 1º As pessoas indicadas para funcionar como árbitro têm o dever de revelar, antes da aceitação da função, qualquer fato que denote dúvida justificada quanto à sua imparcialidade e independência. § 2º O árbitro somente poderá ser recusado por motivo ocorrido após sua nomeação. Poderá, entretanto, ser recusadopor motivo anterior à sua nomeação, quando: a) não for nomeado, diretamente, pela parte; ou b) o motivo para a recusa do árbitro for conhecido posteriormente à sua nomeação. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art5 Art. 15. A parte interessada em argüir a recusa do árbitro apresentará, nos termos do art. 20, a respectiva exceção, diretamente ao árbitro ou ao presidente do tribunal arbitral, deduzindo suas razões e apresentando as provas pertinentes. Parágrafo único. Acolhida a exceção, será afastado o árbitro suspeito ou impedido, que será substituído, na forma do art. 16 desta Lei. Art. 16. Se o árbitro escusar-se antes da aceitação da nomeação, ou, após a aceitação, vier a falecer, tornar-se impossibilitado para o exercício da função, ou for recusado, assumirá seu lugar o substituto indicado no compromisso, se houver. § 1º Não havendo substituto indicado para o árbitro, aplicar-se-ão as regras do órgão arbitral institucional ou entidade especializada, se as partes as tiverem invocado na convenção de arbitragem. § 2º Nada dispondo a convenção de arbitragem e não chegando as partes a um acordo sobre a nomeação do árbitro a ser substituído, procederá a parte interessada da forma prevista no art. 7º desta Lei, a menos que as partes tenham declarado, expressamente, na convenção de arbitragem, não aceitar substituto. Art. 17. Os árbitros, quando no exercício de suas funções ou em razão delas, ficam equiparados aos funcionários públicos, para os efeitos da legislação penal. Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. Slide 1: Disciplina ARBITRAGEM, NEGOCIAÇÃO E MEDIAÇÃO Slide 2: NATUREZA JURÍDICA ARBITRAGEM Slide 3 Slide 4: DOUTRINA:caráter jurisdicional Slide 5: DOUTRINA: Corrente contratual ou privatista Slide 6: POSIÇÃO INTERMEDIÁRIA Slide 7 Slide 8: O PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DO CONTROLE JURISDICIONAL E A ARBITRAGEM NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO Slide 9: ENTENDIMENTO DA JURISPRUDÊNCIA Slide 10: AS PARTES NA ARBITRAGEM – ARBITRABILIDADE SUBJETIVA Slide 11 Slide 12: CASO PRÁTICO Slide 13: O OBJETO DE ARBITRAGEM – ARBITRABILIDADE OBJETIVA Slide 14: DOUTRINA –COMENTÁRIO ART.1.º Slide 15: CIVIL x FAMÍLIA x DIR. TRABALHO Slide 16: CONSUMIDOR Slide 17: CASO PRÁTICO Slide 18: ÁRBITROS (FUNÇÕES, PODERES E DEVERES) Slide 19 Slide 20: LEI ARBITRAGEM Slide 21