Prévia do material em texto
Ciência Política e do Estado Aula 7 Prof. Vagner PATINI Professor: Vagner PATINI Martins Mestre em Ciência Sociais (política) - PUC/SP Pós-graduado em Direito Sindical – ESA/SP Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho – ESA/SP Graduado pela FMU Diretor da Comissão de Direito Sindical da OAB – Jabaquara Membro da Comissão de Direito Sindical da – Seccional SP Advogado atuante na área Trabalhista e Sindical Agenda do encontro: • ROTEIRO DE ESTUDOS • Formas de Governo ✓ Monarquia ✓ República • Sistema de Governo ✓ Presidencialismo ✓ Parlamentarismo • DÚVIDAS. Monarquia Ilustração isométrica do sistema político com o monarca no trono e pessoas ajoelhadas no branco isolado https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/05/palacio-de- buckingham-divulga-1a-foto-oficial-do-rei-charles-3o-apos- coroacao.shtml https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-isometrica-do-sistema-politico-com-o-monarca-no-trono-e-pessoas-ajoelhadas-no-branco-isolado_17547072.htm Introdução “Entende-se comumente por Monarquia aquele sistema de dirigir a res pubblica que se centraliza estavelmente numa só pessoa investida de poderes especialíssimos, exatamente monárquicos, que a colocam claramente acima de todo o conjunto dos governados. (...) Por Monarquia, portanto, se entende — na complexa formação histórica deste instituto — um regime substancial mas não exclusivamente monopessoal, baseado no consenso, geralmente fundado em bases hereditárias e dotado daquelas atribuições que a tradição define com o termo de soberania. (...) O rei é aquele que é gerado por um outro rei ou designado por linha colateral da família que detém o poder monárquico.” Bobbio, Norberto. Dicionário de política I Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino; trad. Carmen C, Varriale et ai.; coord. trad. João Ferreira; rev. geral João Ferreira e Luis Guerreiro Pinto Cacais. - Brasília : Editora Universidade de Brasília, 1 la ed., 1998. Vol. . pg. 776/777. Monarquia é uma forma de governo onde o cargo supremo do Estado é atribuído a um indivíduo que reina durante um período que pode ser vitalício ou durar até a abdicação. Este governante é muitas vezes chamado de monarca. As monarquias são uma das mais antigas formas de governo, e sua história e funções evoluíram significativamente desde a antiguidade até a era moderna. https://revistavlk.com.br/rainha-letizia-a-elegancia-espanhola/ Monarquia Histórica 1.Monarquias Absolutas: Definição: O monarca possui poderes ilimitados e sua palavra é lei. Não existem instituições efetivas que possam limitar o poder do monarca. Exemplos Históricos: Luís XIV da França é um exemplo clássico, com o famoso lema "L'État, c'est moi" (O Estado sou eu), ilustrando o poder absoluto dos monarcas daquela época. Monarquias Absolutas As monarquias absolutas são caracterizadas pelo poder concentrado nas mãos de um único governante, o monarca, que detém autoridade total sobre o governo e o Estado, sem limitações significativas de instituições legislativas, judiciais ou outras formas de poder político. Neste sistema, o monarca é a fonte suprema de lei e sua autoridade é muitas vezes justificada por conceitos como o direito divino dos reis. Características das Monarquias Absolutas: • Centralização do Poder: O monarca tem controle total sobre todas as funções do Estado, incluindo leis, administração pública, e política externa. • Direito Divino: Muitos monarcas absolutos justificaram seu poder através da crença no direito divino, que afirmava que o monarca foi escolhido por Deus para governar, e, portanto, era responsável apenas perante Deus. • Ausência de uma Constituição Codificada: Em uma monarquia absoluta, raramente existem leis ou constituições que restrinjam explicitamente o poder do monarca. Exemplos Históricos: Luís XIV da França (1643-1715): Também conhecido como o "Rei Sol", Luís XIV é o exemplo paradigmático de um monarca absoluto. Sua frase "L'État, c'est moi" (O Estado sou eu) exemplifica a fusão do poder pessoal com o poder estatal. Durante seu reinado, ele fortaleceu a autoridade central ao limitar o poder da nobreza e controlar direta ou indiretamente todas as funções do governo. Pedro o Grande da Rússia (1682-1725): Pedro I da Rússia é conhecido por suas reformas radicais que transformaram a Rússia em uma grande potência europeia. Ele centralizou o governo, modernizou o exército, reformou a administração pública e introduziu mudanças que aumentaram significativamente o poder do czar. Frederico, o Grande da Prússia (1740-1786): Reinou na Prússia e é lembrado por sua liderança militar e por seu estilo de governança autoritário. Ele promoveu a modernização do Estado prussiano e centralizou ainda mais o poder, mas também incentivou algumas formas de iluminismo e desenvolvimento cultural.` Imperador Qianlong da China (1735-1796): Qianlong foi um dos imperadores mais poderosos da dinastia Qing, que governou com um poder absoluto sobre seus súditos. Ele expandiu o império chinês e promoveu as artes, mas sua governança também foi marcada por um controle rigoroso e centralizado. Modernas Reminiscências de Monarquias Absolutas: Embora as monarquias absolutas sejam raras hoje, ainda existem alguns países onde o monarca mantém um poder substancial, embora muitas vezes moderado por outras estruturas políticas ou pressões internacionais: Arábia Saudita: • O rei da Arábia Saudita possui amplos poderes executivos e legislativos, sem uma constituição codificada que limite explicitamente seu poder, operando sob um sistema de lei baseado na Sharia. Rei Salman bin Abdulaziz Al Saud , سلمان بن عبدالعزيز آل سعود) Salmān bin ʿAbd al-ʿAzīz ʾĀl Saʿūd; O recém-anunciado príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin SalmanImagem: Bandar Algaloud/Courtesy of Saudi Royal Court/Handout/Reuters 2 - Monarquias Feudais: Definição: Predominantes na Europa Medieval, eram caracterizadas pela descentralização do poder. Os monarcas compartilhavam poder com uma variedade de senhores feudais, que controlavam terras e deviam lealdade e serviço militar ao rei em troca de proteção. Dinâmica: O poder era exercido mais como uma rede de obrigações mútuas entre nobres, em vez de um poder centralizado. As monarquias feudais eram uma forma de governo onde o poder não estava centralizado na figura de um monarca único, mas distribuído entre vários senhores feudais. Este sistema era baseado em relações de dependência pessoal e laços de lealdade entre o monarca e seus vassalos (nobres e senhores de terras). O sistema feudal estava profundamente enraizado nas práticas agrícolas e na economia rural, e o poder político era geralmente vinculado ao controle da terra. Características das Monarquias Feudais: • Hierarquia de Lealdades: O sistema feudal era baseado numa série de obrigações recíprocas entre diferentes níveis da sociedade. Os senhores feudais ofereciam proteção e terras aos vassalos em troca de serviço militar e lealdade. • Descentralização do Poder: O monarca possuía autoridade nominal sobre o reino, mas o poder real era exercido localmente pelos senhores, que administravam suas próprias terras e mantinham seus próprios exércitos. • Economia Baseada na Terra: A economia era predominantemente agrícola, com a maioria da população vivendo e trabalhando em terras pertencentes aos senhores feudais. •Sistema Jurídico Fragmentado: As leis e os sistemas judiciais variavam significativamente de uma região para outra, dependendo das tradições locais e da vontade dos senhores feudais. Exemplos Históricos: França Medieval: Durante a Alta Idade Média, a França era um mosaico de territórios controlados por vários senhores feudais. Apesar do rei ser reconhecido como a figura central, seu poder real era limitado fora de suas terras patrimoniais, o domínio real. Sacro Império Romano-Germânico: Um exemplo clássico de monarquia feudal complexa, o SacroImpério Romano- Germânico era composto por centenas de entidades autônomas, incluindo ducados, principados, cidades livres e bispados, todos sob a autoridade nominal do imperador, que tinha poder limitado sobre os príncipes eleitores. Inglaterra Pós-Conquista: Após a Conquista Normanda em 1066, a Inglaterra desenvolveu um sistema feudal sob Guilherme, o Conquistador. O rei distribuiu terras aos seus seguidores normandos, que se tornaram senhores feudais, devendo lealdade e serviço militar em troca de suas terras. Japão Feudal: Durante o período feudal japonês (aproximadamente 1185-1603), o país estava dividido entre poderosos senhores feudais chamados "daimyos", que controlavam terras e mantinham exércitos privados de samurais. O shogun, um líder militar, exercia o poder real, enquanto o imperador tinha um papel mais cerimonial. Evolução e Declínio Com o passar do tempo, as monarquias feudais começaram a declinar com o crescimento do comércio, o desenvolvimento de cidades e o aumento do poder central. Os monarcas começaram a instituir sistemas administrativos mais centralizados, reduzindo o poder dos senhores feudais e estabelecendo a base para os modernos estados-nação. 3 - Monarquias Eletivas: Definição: O monarca é eleito por um conselho nobre ou algum outro corpo eleitoral, em vez de ascender ao trono por direito hereditário. Exemplos Históricos: A Polônia-Lituânia (até 1795) operou como uma monarquia eletiva, onde os reis eram escolhidos pela nobreza. O conceito de Monarquias Eletivas refere-se a uma forma de governo monárquico em que o monarca não é determinado por direito hereditário, mas é escolhido através de um processo eleitoral. Essa forma de governo contrasta com as monarquias hereditárias, onde o título de monarca é passado de acordo com a linhagem familiar. As monarquias eletivas têm sido menos comuns na história, mas oferecem exemplos interessantes de como diferentes culturas abordaram a questão da sucessão real. Características das Monarquias Eletivas: • Processo de Eleição: O monarca é escolhido por um grupo específico, como nobres, príncipes eleitores, ou um conselho. A eleição pode ser feita por votação ou por consenso. • Legitimidade e Estabilidade: A eleição de um monarca pode proporcionar maior legitimidade ao escolhido, mas também pode levar a disputas de poder e instabilidade, dependendo de como o processo é percebido pelos diferentes grupos de poder. • Flexibilidade: As monarquias eletivas podem adaptar-se às mudanças de circunstâncias políticas ao escolher líderes com habilidades adequadas para os desafios enfrentados em diferentes épocas. Exemplos Históricos: Polônia-Lituânia (1572-1795): A Comunidade Polaco-Lituana é um dos exemplos mais conhecidos de monarquia eletiva. Após a extinção da dinastia Jaguelônica, os nobres (szlachta) da Polônia e da Lituânia tinham o poder de eleger o rei. Os monarcas eram geralmente escolhidos de famílias reais europeias, mas eram obrigados a conceder concessões significativas aos nobres, limitando seu poder. Sacro Império Romano-Germânico: Antes de se tornar mais hereditário na prática, o título de Imperador do Sacro Império Romano era teoricamente eletivo, decidido por príncipes eleitores. A eleição do imperador, porém, muitas vezes refletia o poder e a influência das principais famílias, como os Habsburgos, que se tornaram quase monarcas hereditários devido à sua predominância. Malásia Moderna: A Malásia é um exemplo contemporâneo de uma monarquia eletiva. O Rei da Malásia, ou Yang di-Pertuan Agong, é eleito a cada cinco anos por e entre os nove governantes hereditários dos estados malaios peninsulares. Este sistema único permite uma rotação no papel cerimonial de chefe de estado entre as várias casas reais da federação. HIS MAJESTY SULTAN IBRAHIM KING OF MALAYSIA https://www.malaysia.gov.my/portal/content/148 Papado (Vaticano): Embora não seja uma monarquia no sentido tradicional, o papado é um exemplo de monarquia eletiva na qual o Papa, que serve como o bispo de Roma e líder da Igreja Católica, é eleito pelo Colégio dos Cardeais. O Papa tem autoridade monárquica sobre o Estado da Cidade do Vaticano. Considerações As monarquias eletivas oferecem um fascinante vislumbre das maneiras pelas quais as sociedades podem balancear tradição e mudança na liderança. Elas mostram que a escolha de um governante pode ser adaptada para atender às necessidades políticas e culturais de um país, embora esse sistema também possa trazer desafios únicos em termos de competição pelo poder e legitimidade do governo. Monarquia Moderna 1. Monarquias Constitucionais: Definição: O monarca atua como o chefe de Estado dentro dos parâmetros de uma constituição, seja ela escrita ou não. O verdadeiro poder de governar é exercido por um corpo legislativo eleito e um governo liderado por um primeiro-ministro. Exemplos Contemporâneos: Reino Unido, Japão, Suécia. Nesses países, o monarca tem um papel mais cerimonial, com poderes limitados por leis e práticas constitucionais. Monarquias Constitucionais As monarquias constitucionais são um tipo de governo onde o monarca atua como o chefe de Estado dentro dos limites de uma constituição. Essa constituição pode ser escrita ou não e delineia os poderes do monarca, geralmente limitando-os significativamente e atribuindo a maior parte do poder de governo a um parlamento eleito e a um primeiro-ministro ou outro chefe de governo. Características das Monarquias Constitucionais: • Poderes Limitados do Monarca: Em uma monarquia constitucional, o monarca geralmente tem funções cerimoniais, como representar o país em funções oficiais, realizar visitas de estado, e em alguns casos, desempenhar um papel em processos políticos, como a abertura do parlamento ou a nomeação do primeiro-ministro, mas sem o poder de governar diretamente. • Governo Democrático: O governo é realizado por políticos eleitos e responsáveis perante o parlamento e o público. O primeiro-ministro, que é tipicamente o líder do partido majoritário no parlamento, dirige o governo. • Separação de Poderes: Existe uma clara separação de poderes entre o ramo executivo liderado pelo governo, o legislativo (parlamento) e o judiciário. O monarca é parte do executivo, mas com um papel mais simbólico. Exemplos de Monarquias Constitucionais: Reino Unido: Uma das mais antigas e conhecidas monarquias constitucionais. A rainha ou rei atua como o chefe de Estado, enquanto o governo do país é administrado pelo Primeiro-Ministro e outros ministros que são membros do Parlamento. A autoridade do monarca é bastante limitada e é regida por convenções e leis. Atualmente, a monarquia no Reino Unido exerce funções predominantemente cerimoniais e simbólicas, com poderes legais e práticos limitados e governados por convenções constitucionais. Resumo dos principais poderes e funções do monarca no Reino Unido: 1. Funções Cerimoniais Abertura do Parlamento: O monarca abre formalmente cada nova sessão do Parlamento, lendo o Discurso da Rainha, que delineia a agenda legislativa proposta pelo governo. Visitas de Estado e Representação Diplomática: O monarca recebe líderes estrangeiros e realiza visitas de estado ao exterior, atuando como um símbolo da nação e promovendo as relações internacionais do Reino Unido. 2. Funções Constitucionais Formação de um Governo: Após uma eleição geral, o monarca convida o líder do partido que possui maioria no Parlamento para se tornar Primeiro-Ministro e formar um governo. Dissolução do Parlamento: Tradicionalmente, o monarca tinha o poder de dissolver o Parlamento e convocar uma nova eleição, mas, na prática moderna, isso é feito a pedido do Primeiro-Ministro. 3. Funções Legais Assinatura de Leis: O monarca concede o Assentimento Real às leis aprovadas pelo Parlamento, um passo formal necessário para que um projeto de lei se torne lei. Funções Judiciais: Teoricamente, o monarca é afonte de justiça; no entanto, todos os deveres judiciais são realizados em seu nome por oficiais judiciais.. 4. Funções como Chefe das Forças Armadas Comandante em Chefe: O monarca é formalmente o chefe das Forças Armadas Britânicas, embora o controle e a gestão das forças armadas sejam exercidos pelo Ministério da Defesa e pelo governo eleito. 5. Funções Religiosas Chefe da Igreja da Inglaterra: O monarca é também o Governador Supremo da Igreja da Inglaterra, desempenhando diversos papéis cerimoniais dentro da igreja. 6. Funções Sociais e Caritativas Patrocínios: O monarca e outros membros da família real são patronos de muitas organizações caritativas e sociais, ajudando a promover causas sociais e caridade. Suécia: Na Suécia, o monarca (atualmente o Rei Carlos XVI Gustavo) tem um papel estritamente cerimonial e simbólico, sem poderes governamentais diretos. O governo é liderado pelo Primeiro-Ministro, e o país tem uma forte tradição de governança democrática e transparência. Japão: O Japão é um exemplo de uma monarquia constitucional onde o Imperador tem um papel extremamente cerimonial. A Constituição de 1947, conhecida como a Constituição da Paz, redefiniu o papel do Imperador como "o símbolo do Estado e da unidade do povo", sem poderes governamentais. imperador do país, Akihito Espanha: A Espanha, uma monarquia parlamentar constitucional, vê o monarca como o chefe de Estado que desempenha um papel mais cerimonial e representativo. O Rei Felipe VI atualmente reina, enquanto o poder executivo é exercido pelo Presidente do Governo (Primeiro-Ministro), que é o chefe do governo. A monarquia na Espanha é uma monarquia parlamentar, o que significa que o Rei atua como o chefe de Estado, mas suas funções são largamente cerimoniais e representativas, com os poderes executivos reais sendo exercidos pelo governo, liderado pelo Primeiro-Ministro. Aqui está um resumo dos principais poderes e funções do monarca espanhol: 1. Funções Cerimoniais Representação do Estado: O Rei representa a Espanha nas relações internacionais, participando de cerimônias oficiais e recebendo chefes de estado estrangeiros. Cerimônias de Estado: O Rei participa de eventos e celebrações nacionais importantes, reforçando seu papel como símbolo da unidade e permanência do Estado. 2. Funções Constitucionais Sanção de Leis: O Rei sanciona e promulga leis, o que é um procedimento formal necessário para que os projetos aprovados pelo Parlamento se tornem leis. Convocação e Dissolução do Parlamento: O Rei tem o poder de convocar e dissolver as Cortes (o Parlamento espanhol), geralmente sob recomendação do Primeiro-Ministro. Nomeação do Primeiro-Ministro: Após uma eleição geral, o Rei consulta os líderes dos partidos políticos e nomeia um candidato a Primeiro-Ministro, que deve então buscar a confiança do Congresso dos Deputados. 3. Funções Militares Capitão Geral das Forças Armadas: Embora cerimonial, o Rei é formalmente o Capitão Geral das Forças Armadas, simbolizando o comando supremo das forças militares da Espanha. 4. Funções Judiciais Administração da Justiça: O Rei é simbolicamente envolvido na administração da justiça na Espanha. Todas as sentenças são emitidas em seu nome, embora ele não tenha papel ativo nos procedimentos judiciais. 5. Outras Funções Concessão de Honras e Títulos: O Rei tem o poder de conceder honras e títulos nobiliárquicos, que são formas de reconhecimento oficial por serviços ao país ou realizações excepcionais. Convenções Constitucionais O Rei Felipe VI, como seus antecessores, exerce suas funções dentro das limitações impostas pela Constituição Espanhola de 1978, que rege as operações do governo e assegura que o papel do Rei seja principalmente simbólico e cerimonial. Ele é esperado para ser uma figura apolítica e neutra, focando em tarefas que promovem a unidade e a estabilidade da Espanha. Papel na Política Embora o Rei da Espanha possa ter um papel em momentos de crise política — por exemplo, facilitando discussões entre partidos políticos — suas ações devem sempre respeitar os limites estabelecidos pela constituição e pelas práticas democráticas. Assim, a monarquia na Espanha desempenha um papel importante como um símbolo de continuidade e estabilidade, mas não exerce poder político direto, refletindo a natureza de uma monarquia parlamentar moderna. 2 - Monarquias Parlamentares: Definição: Uma forma de monarquia constitucional onde o governo, responsável perante o parlamento, exerce a maior parte dos poderes executivos enquanto o monarca desempenha um papel mais simbólico e cerimonial. Dinâmica: O monarca pode ter o poder de dissolver o parlamento e convocar eleições, mas geralmente age sob o conselho do primeiro-ministro. Monarquias Parlamentares Nas monarquias parlamentares, o monarca mantém uma posição principalmente cerimonial, enquanto o poder real de governar está nas mãos de um primeiro-ministro e um gabinete responsáveis perante o parlamento. Esta forma de governo busca equilibrar a tradição monárquica com uma forma democrática de administração através da divisão de poderes entre o chefe de Estado simbólico e o chefe de governo eleito. Características das Monarquias Parlamentares: Papel Cerimonial do Monarca: O monarca realiza funções como a abertura do parlamento, a nomeação do primeiro-ministro (geralmente o líder do partido majoritário ou da coalizão no parlamento), e outras tarefas de Estado, mas estas ações geralmente seguem as convenções ou recomendações do governo eleito. Governo Responsável: O governo, liderado pelo primeiro-ministro, é responsável perante o parlamento. Isso significa que o governo deve manter a confiança da maioria dos membros do parlamento para permanecer no poder. Eleições Regulares: O governo é formado como resultado de eleições parlamentares regulares, o que garante que os líderes do governo sejam responsáveis perante o público. Exemplos de Monarquias Parlamentares: Reino Unido: O monarca (atualmente o Rei Carlos III) é o chefe de Estado, com funções largamente cerimoniais e simbólicas. O primeiro-ministro, que lidera o governo, é responsável pela administração diária do país e pela formulação de políticas. O Reino Unido é frequentemente visto como o exemplo clássico de uma monarquia parlamentar. Dinamarca: Na Dinamarca, a Rainha Margrethe II desempenha um papel principalmente cerimonial. O primeiro-ministro lidera o governo, e a política é administrada de acordo com as decisões do parlamento dinamarquês (Folketing). Suécia: Semelhante a outros exemplos, na Suécia, o Rei Carl XVI Gustaf é uma figura cerimonial, enquanto o poder executivo é exercido pelo primeiro-ministro e pelo gabinete, que são politicamente responsáveis perante o parlamento sueco (Riksdag). Noruega: O Rei Harald V da Noruega tem um papel essencialmente cerimonial, com o governo liderado pelo primeiro-ministro. A Noruega é conhecida por seu alto grau de transparência governamental e forte democracia parlamentar. Países Baixos (Holanda): O Rei Willem-Alexander possui um papel cerimonial, enquanto o primeiro-ministro lidera o governo. O sistema parlamentar nos Países Baixos requer que o governo mantenha o apoio da Câmara dos Representantes. 3 - Monarquias Absolutas Modernas: Definição: Embora raras hoje em dia, ainda existem monarquias onde o monarca mantém poderes significativos, governando sem uma constituição que limite claramente seu poder. Exemplos Contemporâneos: Arábia Saudita e Brunei. Nessas monarquias, o monarca possui amplos poderes executivos, legislativos e judiciais. Monarquias Absolutas Modernas As monarquias absolutas modernas são aquelas em que o monarca mantém poderes substanciais e controle sobre o governo, sem as restrições típicas de uma constituição ou um sistema parlamentar robusto. Embora seja uma forma de governo cada vez mais rara no mundo moderno, algumas nações ainda operam sob esse sistema,onde o monarca tem poderes executivos, legislativos e, em alguns casos, judiciais. Características das Monarquias Absolutas Modernas: • Poder Centralizado: O monarca tem controle total sobre o governo e as decisões políticas, muitas vezes sem a necessidade de consulta ou aprovação de um corpo legislativo. • Sem Divisão de Poderes: Diferentemente das monarquias constitucionais ou parlamentares, não há uma clara separação de poderes entre o governo e outras esferas do poder estatal. • Papel Limitado ou Inexistente de Eleições Democráticas: A sucessão geralmente é hereditária, e a participação popular na política, se existir, é limitada. Exemplos de Monarquias Absolutas Modernas: Arábia Saudita: O Rei da Arábia Saudita exerce amplo poder sobre o país. A família real saudita tem controle significativo sobre as principais decisões políticas e econômicas, e o rei é também o chefe supremo religioso. Não existe uma constituição formal; em vez disso, o país é governado de acordo com a interpretação da Sharia (lei islâmica) pela família real. Brunei: O Sultanato de Brunei é governado pelo Sultão Hassanal Bolkiah, que é simultaneamente o chefe de Estado e o chefe de governo. O Sultão exerce controle total sobre as políticas do país, e Brunei também segue a Sharia como parte de sua legislação. O Sultão tem sido conhecido por sua rígida aplicação de leis islâmicas e por manter um controle firme sobre o país. Suazilândia (Eswatini): Em Eswatini, o Rei Mswati III reina como monarca absoluto desde 1986. Ele controla o parlamento e tem a autoridade de nomear uma grande parte dos membros do governo e outros cargos políticos. As críticas ao governo e ao rei são frequentemente suprimidas, e a liberdade de expressão é limitada. Oman: Até sua morte em 2020, o Sultão Qaboos bin Said foi um exemplo de um monarca absoluto que governou Omã por várias décadas. Ele foi sucedido por Haitham bin Tariq Al Said. O Sultão tem poderes quase ilimitados em termos de governança, embora tenha feito reformas para modernizar o país e melhorar as condições de vida dos cidadãos. Estes exemplos mostram como as monarquias absolutas modernas funcionam na prática. Apesar das críticas frequentes relativas aos direitos humanos e à falta de liberdades democráticas, esses regimes muitas vezes mantêm um alto grau de controle e estabilidade política, o que em alguns casos contribui para o desenvolvimento econômico e social. No entanto, eles também enfrentam desafios significativos, especialmente no que diz respeito à modernização e à aceitação global de suas práticas de governança. A monarquia no Brasil, também conhecida como o Império do Brasil, durou de 1822 até 1889. Durante esse período, o país foi governado por dois monarcas: Dom Pedro I e seu filho, Dom Pedro II. A história da monarquia brasileira pode ser dividida em várias fases, cada uma marcada por desafios políticos, sociais e econômicos significativos. 1. Independência e Reinado de Dom Pedro I (1822-1831) Independência: Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil em relação a Portugal em 1822 e foi coroado imperador. Seu reinado foi marcado por tensões políticas entre os que apoiavam um governo centralizado e os que defendiam maior autonomia para as províncias. Constituição de 1824: Em resposta às pressões políticas, Dom Pedro I outorgou a Constituição de 1824, que estabelecia um governo monárquico constitucional. A Constituição criou um poder moderador, exercido pelo Imperador, que lhe conferia grande controle sobre os outros três poderes (executivo, legislativo e judiciário). Abdicação: Após uma série de revoltas e a perda de apoio político, Dom Pedro I abdicou em 1831, deixando o trono para seu filho de cinco anos, Dom Pedro II, e retornou para Portugal. 2. Período Regencial (1831-1840) Regências: Como Dom Pedro II era menor de idade, o Brasil foi governado por regências até 1840. Este período foi extremamente turbulento, com numerosas revoltas internas, como a Cabanagem, a Balaiada, a Sabinada, e a Revolução Farroupilha, refletindo as disputas entre diferentes grupos políticos e interesses regionais. Golpe da Maioridade: Em 1840, em meio a instabilidades, foi realizado o "Golpe da Maioridade", que antecipou a maioridade de Dom Pedro II aos 14 anos, iniciando seu reinado direto. 3. Reinado de Dom Pedro II (1840-1889) Estabilização e Desenvolvimento: Dom Pedro II é conhecido por ser um monarca estudioso e dedicado ao desenvolvimento do Brasil. Seu longo reinado proporcionou um período de estabilidade política e avanços econômicos, incluindo o início da industrialização e a expansão do café como principal produto de exportação. Questão Escravocrata: A escravidão foi uma questão central durante o reinado de Dom Pedro II, culminando com a Lei Áurea em 1888, que aboliu a escravidão no Brasil. A abolição contribuiu para o descontentamento entre os proprietários de terras e elites agrárias. Relações Externas: O Brasil participou de conflitos internacionais, como a Guerra do Paraguai (1864-1870), a maior guerra na América do Sul, que teve um grande impacto no país em termos humanos e econômicos. 4. Queda da Monarquia e Proclamação da República (1889) Movimento Republicano: No final do século XIX, cresceu o movimento republicano, apoiado por militares, fazendeiros descontentes com a abolição da escravatura e setores urbanos influenciados por ideais republicanos e positivistas. Proclamação da República: Em 15 de novembro de 1889, um golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca depôs Dom Pedro II, e a República foi proclamada, marcando o fim da monarquia no Brasil. A monarquia no Brasil foi um período de formação nacional, desenvolvimento e modernização, mas também de conflitos internos e desafios sociais significativos. A transição para a república refletiu as mudanças nas dinâmicas políticas e sociais do país no final do século XIX. República Introdução “Na moderna tipologia das formas de Estado, o termo República se contra põe à monarquia. Nesta, o chefe do Estado tem acesso ao supremo poder por direito hereditário; naquela, o chefe do Estado, que pode ser uma só pessoa ou um colégio de várias pessoas (Suíça), é eleito pelo povo, quer direta, quer indiretamente (através de assembléias primárias ou assembléias representativas). Contudo, o significado do termo República evolve e muda profundamente com o tempo (a censura ocorre na época da revolução democrática), adquirindo conotações diversas, conforme o contexto conceptual em que se insere.” Bobbio, Norberto. Dicionário de política I Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino; trad. Carmen C, Varriale et ai.; coord. trad. João Ferreira; rev. geral João Ferreira e Luis Guerreiro Pinto Cacais. - Brasília : Editora Universidade de Brasília, 1 la ed., 1998. Vol. . pg. 1107. A república é uma forma de governo em que o Estado é considerado uma questão pública, não propriedade privada de governantes, e é governado por representantes eleitos pelo povo. Esse conceito se distingue de uma monarquia, onde o chefe de Estado geralmente é um monarca hereditário. República Histórica Historicamente, a ideia de república surgiu na Roma Antiga, que evoluiu de uma monarquia para uma república no século VI a.C. Esta transição marcou a instituição de um governo baseado na representação do público, embora inicialmente restrito às elites. Características Principais: • Governo Representativo: Governos republicanos surgiram como entidades onde o poder era mantido por representantes eleitos, diferentemente dos reis. • Legalidade e Codificação das Leis: As repúblicas históricas enfatizavam o estado de direito, onde as leis eram escritas e aplicadas por instituições republicanas. • Cargos Limitados no Tempo: Em muitas repúblicas históricas, os cargos políticos tinham mandatos limitados, evitando a concentração de poder por longos períodos.Exemplos Históricos: •Roma Antiga: Após derrubar sua monarquia, Roma estabeleceu uma república que durou até a ascensão do Império Romano. Durante o período republicano, cargos como os de cônsul e senador eram ocupados por membros eleitos da aristocracia. •República de Veneza: Uma das repúblicas mais duradouras da história, existindo por mais de mil anos até sua queda em 1797. Era liderada pelo Doge, que era escolhido por um complexo sistema eleitoral. A República Romana (509 a.C. - 27 a.C.) A República Romana foi estabelecida em 509 a.C. após a expulsão do último rei romano, Tarquínio, o Soberbo. Este governo durou até 27 a.C., quando Augusto estabeleceu o Império Romano. Durante esse período, Roma desenvolveu um sistema de governo que enfatizava a divisão de poderes e a responsabilidade cívica, sendo governada por uma complexa mistura de instituições que incluíam magistraturas, o Senado e as assembleias populares. Estruturas Chave da República Romana: Magistraturas: Cônsules: Dois cônsules eram eleitos anualmente e serviam como os chefes do governo, com poderes executivos e militares. Eles presidiam o Senado e comandavam os exércitos de Roma. Pretores: Responsáveis pela administração da justiça. Censores: Supervisionavam a moralidade pública e a administração fiscal, além de realizar o censo da população. Questores: Encarregados das questões financeiras. Tribunos da Plebe: Tiveram um papel crucial em proteger os interesses dos plebeus (a classe comum) e possuíam o poder de veto sobre as decisões do Senado e das magistraturas. O Senado: O Senado Romano era uma assembleia de líderes nomeados que originalmente consistiam principalmente de aristocratas (patrícios). Com o tempo, a composição do Senado expandiu-se para incluir representantes das classes mais amplas. Embora não fosse um órgão eletivo, o Senado desempenhava funções legislativas, administrativas e diplomáticas, exercendo uma grande influência sobre a política externa e financeira. Assembleias Populares: As assembleias votavam na legislação, elegiam magistrados e faziam decisões importantes como a declaração de guerra. Elas eram uma forma de democracia direta na República Romana. Aspectos Sociais e Políticos: Lutas de Classe: A história da República Romana também é marcada por conflitos internos intensos, especialmente entre os patrícios (aristocracia) e os plebeus. A luta pela igualdade de direitos e pelo acesso a terras foi central, resultando em reformas significativas, como a Lei das Doze Tábuas e a criação do cargo de Tribuno da Plebe. Expansão e Militarismo: Ao longo de sua história, a República Romana expandiu-se tremendamente, conquistando territórios ao redor do Mediterrâneo. Esse expansionismo trouxe riqueza, mas também desafios, incluindo guerras civis e a corrupção crescente. Transição para o Império: A república gradualmente se desintegrou sob o peso de suas próprias contradições internas, guerras civis e a ambição de líderes como Júlio César. Eventualmente, Augusto subiu ao poder e transformou a república num império, centralizando o poder político. Estudar a República Romana oferece insights valiosos sobre como as ideias de cidadania, governança representativa e direitos legais evoluíram e foram contestadas em um dos mais influentes sistemas políticos da antiguidade. República Moderna Nas repúblicas modernas, o conceito evoluiu e se expandiu para incluir uma gama mais ampla de modelos e estruturas governamentais, sempre mantendo a premissa de que o governo deve servir ao povo e ser constituído por representantes eleitos. Características Principais: • Democracia: A maioria das repúblicas modernas é democrática, com eleições regulares para escolher líderes e legisladores. • Separação de Poderes: A separação entre os poderes executivo, legislativo e judiciário é uma característica fundamental para evitar a tirania e promover o governo de leis. • Constituição: As repúblicas modernas geralmente possuem uma constituição que delineia os direitos fundamentais dos cidadãos e a estrutura do governo. Divisões Principais: Repúblicas Presidencialistas: O presidente é tanto chefe de Estado quanto de governo, e é eleito diretamente pelo povo ou por um colégio eleitoral. Exemplos: Estados Unidos, Brasil. Repúblicas Parlamentaristas: O chefe de Estado é um presidente ou monarca, mas o chefe de governo é o primeiro- ministro, que é suportado pela maioria parlamentar. Exemplos: Alemanha (presidente como figura cerimonial), Índia. Repúblicas Semipresidencialistas: Combina elementos de sistemas presidencialistas e parlamentaristas. O presidente tem poderes significativos, mas existe também um primeiro-ministro cuja existência depende da confiança do parlamento. Exemplos: França, Rússia. Repúblicas Presidencialistas: Em uma república presidencialista, o presidente é tanto o chefe de Estado quanto o chefe de governo, desempenhando um papel central na administração executiva do país. Este modelo difere significativamente do sistema parlamentarista, onde o chefe de Estado e o chefe de governo são figuras separadas, e o poder executivo é exercido pelo governo liderado por um primeiro- ministro. O sistema presidencialista é caracterizado pela eleição direta do presidente pelo povo, por um mandato fixo, e uma separação clara de poderes entre os ramos executivo, legislativo e judiciário. Cartoon homem de negócios de pé na urna de votação Desenho de ilustração vetorial https://br.freepik.com/vetores-premium/cartoon-homem-de-negocios-de-pe-na-urna-de-votacao-desenho-de-ilustracao-vetorial_192892338.htm Características Fundamentais de uma República Presidencialista Chefe de Estado e Chefe de Governo: O presidente serve tanto como o símbolo representativo do país (chefe de Estado) quanto o líder ativo do governo (chefe de governo). Como chefe de Estado, o presidente realiza funções cerimoniais e é o representante do país em questões diplomáticas. Como chefe de governo, o presidente toma decisões executivas importantes, define políticas e administra o dia a dia do governo. Eleição e Mandato: O presidente é eleito diretamente pelo povo, o que lhe confere um mandato democrático para governar. O mandato é geralmente fixo e não pode ser alterado por votos de desconfiança ou decisões parlamentares, o que proporciona estabilidade ao executivo durante o período de governo. Separação de Poderes: Existe uma separação clara e estrita entre os poderes executivo, legislativo e judiciário. O presidente não pode ser membro do legislativo e vice-versa. Esta separação é projetada para evitar a concentração de poder e promover um sistema de freios e contrapesos. Poderes Executivos: O presidente tem a autoridade para nomear ministros e outros altos oficiais do governo, muitas vezes sem necessidade de aprovação legislativa. Pode vetar legislações, embora esse veto possa ser superado por maiorias legislativas (geralmente uma supermaioria). Tem o poder de emitir decretos ou ordens executivas que têm força de lei, dentro de certos limites estabelecidos pela constituição ou pelo legislativo. Responsabilidade: O presidente pode ser responsabilizado por crimes ou mau comportamento através de processos como o impeachment, que geralmente requer uma decisão do legislativo. Exemplos de Repúblicas Presidencialistas: Estados Unidos: Provavelmente o exemplo mais conhecido de uma república presidencialista, onde o presidente é eleito para um mandato de quatro anos e pode ser reeleito apenas uma vez. O presidente administra o executivo com uma ampla gama de poderes, mas enfrenta limitações significativas impostas pelo Congresso (legislativo) e pela Suprema Corte (judiciário). Brasil: No Brasil, o presidente também é eleito para um mandato de quatro anos e pode ser reeleito. O presidente brasileiro tem poderes significativos de veto, além de uma ampla capacidade de influenciar a legislação através demedidas provisórias. O sistema presidencialista dos Estados Unidos é um dos exemplos mais estudados e discutidos de república presidencialista. Ele é estruturado de acordo com a Constituição dos Estados Unidos, que foi ratificada em 1788, estabelecendo um governo federal com uma separação clara e rigorosa dos poderes entre os ramos executivo, legislativo e judiciário. Estrutura e Funções do Sistema Presidencialista Americano 1.Poder Executivo Presidente: O presidente dos Estados Unidos é o chefe de Estado e o chefe de governo, eleito para um mandato de quatro anos por meio de um sistema de Colégio Eleitoral, no qual cada estado tem um número de eleitores proporcional à sua representação no Congresso. Um presidente pode ser reeleito apenas uma vez, totalizando dois mandatos. Vice-Presidente: Também eleito para um mandato de quatro anos, o vice-presidente é o presidente do Senado e assume a presidência em caso de morte, renúncia ou incapacidade do presidente. Gabinete e Departamentos Executivos: O presidente nomeia os membros do gabinete, que inclui o vice-presidente e os chefes dos principais departamentos executivos federais, como Defesa, Estado e Tesouro. Essas nomeações geralmente requerem a confirmação do Senado. 2 - Poder Legislativo (Congresso) Estrutura Bicameral: O Congresso é dividido em duas câmaras: o Senado e a Câmara dos Representantes. Senado: Composto por 100 senadores, dois de cada estado, eleitos para mandatos de seis anos. O Senado tem funções especiais, como a ratificação de tratados e a confirmação de nomeações presidenciais. Câmara dos Representantes: Composta por 435 membros eleitos com base na população de cada estado, para mandatos de dois anos. A Câmara tem a prerrogativa de iniciar leis de receitas e desempenha um papel crucial no processo de impeachment. 3 - Poder Judiciário Suprema Corte: O judiciário é liderado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, composta por nove juízes, incluindo um Chefe de Justiça, todos nomeados pelo presidente e confirmados pelo Senado. Não há limite de tempo para seus mandatos, servindo "durante bom comportamento", geralmente interpretado como um mandato vitalício. Tribunais Inferiores: Há vários níveis de tribunais federais inferiores, cujos juízes são igualmente nomeados pelo presidente e confirmados pelo Senado, também servindo por tempo indeterminado. Características Distintivas • Separação de Poderes: Cada ramo do governo tem poderes distintos e a capacidade de verificar e equilibrar os outros ramos, um princípio fundamental do sistema presidencialista americano. • Sistema de Freios e Contrapesos: Este sistema é projetado para garantir que nenhum ramo do governo ganhe demasiado poder sobre os outros. Por exemplo, o presidente pode vetar legislação do Congresso, mas o Congresso pode derrubar um veto presidencial com uma maioria de dois terços em ambas as câmaras. Federalismo: O governo dos EUA é caracterizado pelo federalismo, onde o poder é compartilhado entre o governo federal e os governos estaduais. Cada estado tem sua própria constituição e um alto grau de autonomia em muitas áreas da governança. Dinâmica Política O sistema político americano também é marcado por um forte bipartidarismo, dominado pelo Partido Democrata e pelo Partido Republicano. Isso influencia significativamente tanto a eleição de oficiais quanto a formulação de políticas. O sistema presidencialista americano, com sua complexa estrutura de freios e contrapesos, foi desenhado para promover um governo responsável e evitar a tirania, assegurando que o poder permaneça nas mãos do povo através de representação e eleições regulares. Federalismo: O governo dos EUA é caracterizado pelo federalismo, onde o poder é compartilhado entre o governo federal e os governos estaduais. Cada estado tem sua própria constituição e um alto grau de autonomia em muitas áreas da governança. Dinâmica Política O sistema político americano também é marcado por um forte bipartidarismo, dominado pelo Partido Democrata e pelo Partido Republicano. Isso influencia significativamente tanto a eleição de oficiais quanto a formulação de políticas. O sistema presidencialista americano, com sua complexa estrutura de freios e contrapesos, foi desenhado para promover um governo responsável e evitar a tirania, assegurando que o poder permaneça nas mãos do povo através de representação e eleições regulares. O sistema presidencialista no Brasil é estruturado de acordo com a Constituição Federal de 1988, que estabelece a organização dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O presidente da República é o chefe de Estado e de Governo, com um mandato de quatro anos e possibilidade de uma reeleição. A seguir, detalho como funciona o sistema presidencialista no Brasil, com referências aos artigos pertinentes da Constituição. Poder Executivo Presidente da República: Eleição e Mandato: O presidente é eleito pelo voto direto, secreto e universal para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito para mais um período subsequente (Art. 14, §3º; Art. 82). Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e terá início em 5 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição. Funções e Deveres: O presidente tem a responsabilidade de manter, defender e cumprir a Constituição, administrar os interesses da União, e exercer a direção superior da administração federal (Art. 84). Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: I - nomear e exonerar os Ministros de Estado; II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente; VI - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos; VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional; IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio; X - decretar e executar a intervenção federal; XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias; XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos; XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, osMinistros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei; XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União; XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII; XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional; XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas; XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição; XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior; XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62; XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. Poder de Vetar: O presidente possui o poder de vetar projetos de lei, total ou parcialmente (Art. 66, §1º). Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará. § 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. Nomeações: O presidente nomeia e exonera os Ministros de Estado, e é responsável por nomear, após aprovação do Senado, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e de tribunais superiores, além de outras posições-chave (Art. 84, III e XIV). Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador- Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei; Vice-Presidente: Assume a presidência em caso de impedimento do presidente e sucede-o no caso de vacância do cargo antes do término do mandato (Art. 79). Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice- Presidente. Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais. Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. § 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. § 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. Quando ocorre a dupla vacância, ou seja, tanto presidente quanto vice- presidente definitivamente impossibilitados de exercer seus cargos, são convocadas novas eleições, que podem se dar de duas maneiras: • Diretas, se a segunda vacância ocorreu nos dois primeiros anos do mandato presidencial, convocadas 90 dias após a dupla vacância; • Indiretas, se a segunda vacância ocorreu nos dois últimos anos do mandato presidencial, convocadas 30 dias após a dupla vacância. Nos dois casos, o mandato será o chamado “tampão”, ou seja, o candidato eleito apenas completa o mandato do presidente antecessor. Poder Legislativo O Congresso Nacional (art. 48 a 50 da CF) é bicameral, consistindo no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas; II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento; V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União; VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas; VII - transferência temporária da sede do Governo Federal; VIII - concessão de anistia; IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal; X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b ; XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública; XII - telecomunicações e radiodifusão; XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal. XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I. Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias; IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas; V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; VI - mudar temporariamente sua sede; VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153,III, e 153, § 2º, I; IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão; XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares; XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais; XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. XVIII - decretar o estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167- C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. Vice-Presidente: Assume a presidência em caso de impedimento do presidente e sucede-o no caso de vacância do cargo antes do término do mandato (Art. 79). Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente. Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais. Poder Legislativo O Congresso Nacional é bicameral, consistindo no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Câmara dos Deputados: Composta por Deputados Federais eleitos para um mandato de quatro anos, representando o povo dos Estados e do Distrito Federal, proporcionalmente à população (Art. 45). Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. § 1º O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. § 2º Cada Território elegerá quatro Deputados. Senado Federal: Composto por Senadores eleitos para representar os Estados e o Distrito Federal, cada um com mandato de oito anos (Art. 46). Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. § 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos. § 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. § 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes. Poder Judiciário Poder Judiciário O sistema judiciário é composto por vários níveis de cortes, com o Supremo Tribunal Federal (STF) no topo, como a corte de maior autoridade. Supremo Tribunal Federal: Responsável pela guarda da Constituição Federal (Art. 102). Os Ministros do STF são nomeados pelo presidente da República, após aprovação do Senado Federal (Art. 101). Separação de Poderes A Constituição estabelece uma clara separação de poderes entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, com sistemas de freios e contrapesos para garantir que nenhum poder exerça controle absoluto sobre os outros (Art. 2º). Federalismo O Brasil é uma república federativa, composta pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, todos com autonomia administrativa e competências próprias definidas na Constituição (Art. 18). Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 1º Brasília é a Capital Federal. § 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II - recusar fé aos documentos públicos; III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. Repúblicas Parlamentaristas: O chefe de Estado é um presidente ou monarca, mas o chefe de governo é o primeiro-ministro, que é suportado pela maioria parlamentar. Exemplos: Alemanha (presidente como figura cerimonial), Índia. Uma república parlamentarista é uma forma de governo em que o chefe de Estado é distinto do chefe de governo, e o poder executivo é derivado do legislativo. Nesse sistema, o primeiro-ministro, que é o chefe de governo, detém a maior parte do poder executivo, enquanto o presidente ou um monarca pode servir como chefe de Estado em uma função mais cerimonial e simbólica. O primeiro-ministro é apoiado por uma maioria no parlamento e deve manter a confiança deste corpo para permanecer no cargo. Características Chave de uma República Parlamentarista Chefe de Estado e Chefe de Governo: O chefe de Estado geralmente tem funções cerimoniais, como assinar legislação aprovada, representar o país em eventos diplomáticos e funções oficiais. Em uma república, essa figura é muitas vezes um presidente eleito. O chefe de governo é o primeiro-ministro, que dirige o governo e toma as decisões executivas, incluindo a formulação e execução de políticas. Seleção do Primeiro-Ministro: O primeiro-ministro é geralmente o líder do partido ou coalizão que tem a maioria dos assentos no parlamento. Não é eleito diretamente pelo público para o cargo, mas é escolhido como parte das eleições gerais para o parlamento. Dependência do Poder Legislativo: O governo é formado pela maioria parlamentar e seu poder depende diretamente do suporte continuado dessa maioria. Se o parlamento retirar seu apoio, o governo pode cair, o que leva a novas eleições ou a formação de um novo governo. Mocões de Confiança e Não Confiança: A estabilidade do governo pode ser desafiada por moções de confiança ou de não confiança no parlamento. Uma moção de não confiança bem-sucedida obriga o primeiro-ministro a renunciar ou a convocar eleições antecipadas. Sistema Bicameral ou Unicameral: Muitas repúblicas parlamentaristas têm um sistema bicameral, composto por duas câmaras no parlamento (uma inferior e uma superior), como a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes no Reino Unido. Outros têm apenas uma câmara (unicameral). Exemplos de Repúblicas Parlamentaristas Alemanha: O presidente é o chefe de Estado com funções largamente cerimoniais, enquanto o Chanceler é o chefe de governo e detém o poder executivo. O Chanceler é escolhido pelo Bundestag, o parlamento alemão, e deve manter o apoio da maioria do Bundestag. Itália: Na Itália, o Presidente da República tem funções cerimoniais, com o Primeiro-Ministro dirigindo o governo. O Primeiro-Ministro da Itáliaé nomeado pelo presidente, mas deve ser capaz de angariar uma moção de confiança tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado. Índia: A Índia é uma república parlamentarista onde o Presidente é o chefe de Estado e o Primeiro-Ministro é o chefe de governo. O sistema é modelado em parte pelo sistema britânico, mas com adaptações para o contexto federal e plural da Índia. Vantagens e Desafios Vantagens: Flexibilidade e capacidade de adaptação, já que o governo pode ser reorganizado rapidamente em resposta a mudanças no apoio parlamentar. Promove uma forte coordenação entre o legislativo e o executivo, visto que ambos são politicamente alinhados. Desafios: Pode levar a instabilidade política se nenhum partido tiver uma clara maioria parlamentar, resultando em frequentes mudanças de governo. Governos de coalizão, frequentemente necessários, podem ser frágeis e propensos a desentendimentos internos. Em suma, uma república parlamentarista promove um governo onde a divisão entre chefe de Estado e chefe de governo é clara, e o poder executivo é mantido responsável pelo legislativo, facilitando uma forma de governança que é dinâmica e responsiva às mudanças nas preferências políticas do parlamento. Repúblicas Semipresidencialistas: Combina elementos de sistemas presidencialistas e parlamentaristas. O presidente tem poderes significativos, mas existe também um primeiro-ministro cuja existência depende da confiança do parlamento. Exemplos: França, Rússia. Uma república semipresidencialista é um sistema híbrido de governo que combina elementos de presidencialismo e parlamentarismo. Neste sistema, há tanto um presidente quanto um primeiro-ministro, mas seus papéis e a distribuição de poderes entre eles podem variar bastante de país para país. O presidente geralmente é eleito pelo povo e tem um papel significativo no governo, enquanto o primeiro-ministro, que geralmente é nomeado pelo presidente e deve ter o apoio da maioria parlamentar, também detém importantes funções executivas. Características Principais de uma República Semipresidencialista Chefe de Estado e Chefe de Governo: O Presidente é geralmente o chefe de Estado e é eleito diretamente pelo povo, o que lhe confere uma forte legitimidade democrática. O presidente possui poderes significativos que podem incluir a direção da política externa, a defesa nacional, e a capacidade de intervir em certas áreas da política doméstica. O Primeiro-Ministro é o chefe de governo e é responsável pela administração do dia a dia do estado, incluindo a execução das leis e o comando da política econômica e social. O primeiro-ministro e o gabinete são responsáveis perante o parlamento e podem ser destituídos por uma moção de desconfiança. Divisão de Poderes: O sistema é projetado para equilibrar o poder entre o presidente e o parlamento, com o primeiro-ministro atuando como uma ligação entre os dois. Esta estrutura pretende evitar os extremos de concentração de poder vistos em sistemas estritamente presidenciais ou parlamentares. Poderes do Presidente: O presidente pode ter o poder de dissolver o parlamento, nomear e demitir o primeiro-ministro (embora isso muitas vezes dependa da aprovação do parlamento), vetar legislação, e em alguns casos, emitir decretos. Em muitos sistemas semipresidenciais, o presidente também é o comandante-em-chefe das forças armadas. Relação com o Parlamento: O primeiro-ministro precisa do apoio da maioria parlamentar para governar efetivamente e para passar legislação. Se o parlamento expressa uma moção de desconfiança contra o primeiro-ministro, isso pode forçar a renúncia do governo ou levar a novas eleições parlamentares. Exemplos de Repúblicas Semipresidencialistas França: Talvez o exemplo mais conhecido de uma república semipresidencialista. O presidente francês tem poderes substanciais, incluindo a nomeação do primeiro- ministro (que deve ter o apoio da Assembleia Nacional), a condução da política externa, e o direito de dissolver a Assembleia Nacional. O sistema é muitas vezes descrito como um "presidencialismo temperado por parlamentarismo". Portugal: Em Portugal, o presidente tem menos poder executivo do que na França, sendo mais uma figura supervisora e arbitral. O presidente pode dissolver o Parlamento e nomear o primeiro-ministro, mas o dia a dia do governo é claramente dominado pelo primeiro-ministro e pelo gabinete. Rússia: A Rússia é outro exemplo de república semipresidencialista, onde o presidente tem amplos poderes executivos, incluindo direitos extensos de decreto, liderança nas políticas externa e de defesa, e a capacidade de nomear o primeiro-ministro, que deve ser aprovado pelo parlamento. Vantagens e Desafios Vantagens: Flexibilidade e equilíbrio de poder que pode adaptar-se a diferentes condições políticas. Combina a legitimidade direta do presidente eleito com a responsabilidade governamental do primeiro-ministro perante o parlamento. Desafios: Potencial para conflitos institucionais entre o presidente e o primeiro-ministro, especialmente se forem de partidos diferentes (coabitação). Possibilidade de ambiguidades na distribuição de poderes e responsabilidades, o que pode levar a uma governança ineficaz ou a lutas de poder. As repúblicas semipresidenciais oferecem um meio-termo interessante entre os sistemas presidencial DÚVIDAS Prof.: Vagner PATINI vagner.martins@fmu.br vagner@patini .adv.br https://www.instagran.com/vagnerpatini/ OBRIGADO. mailto:vagner.martins@fmu.br mailto:vagner@patini.adv.br Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5: Monarquia Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52: República Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109