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Ciência Política e do 
Estado
Aula 7
Prof. Vagner PATINI 
Professor: Vagner PATINI Martins
Mestre em Ciência Sociais (política) - PUC/SP
Pós-graduado em Direito Sindical – ESA/SP
Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho – ESA/SP 
Graduado pela FMU
Diretor da Comissão de Direito Sindical da OAB – Jabaquara 
Membro da Comissão de Direito Sindical da – Seccional SP
 Advogado atuante na área Trabalhista e Sindical
Agenda do encontro:
• ROTEIRO DE ESTUDOS
• Formas de Governo
✓ Monarquia
✓ República
• Sistema de Governo
✓ Presidencialismo 
✓ Parlamentarismo
• DÚVIDAS.
Monarquia
Ilustração isométrica do sistema político com o monarca no trono e pessoas ajoelhadas no branco isolado
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/05/palacio-de-
buckingham-divulga-1a-foto-oficial-do-rei-charles-3o-apos-
coroacao.shtml
https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-isometrica-do-sistema-politico-com-o-monarca-no-trono-e-pessoas-ajoelhadas-no-branco-isolado_17547072.htm
Introdução
“Entende-se comumente por Monarquia aquele sistema de dirigir a res pubblica que se 
centraliza estavelmente numa só pessoa investida de poderes especialíssimos, exatamente 
monárquicos, que a colocam claramente acima de todo o conjunto dos governados. 
(...) Por Monarquia, portanto, se entende — na complexa formação histórica deste instituto — 
um regime substancial mas não exclusivamente monopessoal, baseado no consenso, 
geralmente fundado em bases hereditárias e dotado daquelas atribuições que a tradição define 
com o termo de soberania. (...) O rei é aquele que é gerado por um outro rei ou designado por 
linha colateral da família que detém o poder monárquico.”
Bobbio, Norberto. Dicionário de política I Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino; trad. Carmen C, Varriale et ai.; 
coord. trad. João Ferreira; rev. geral João Ferreira e Luis Guerreiro Pinto Cacais. - Brasília : Editora Universidade de Brasília, 1 la ed., 
1998. Vol. . pg. 776/777.
Monarquia é uma forma de governo
onde o cargo supremo do Estado é
atribuído a um indivíduo que reina
durante um período que pode ser
vitalício ou durar até a abdicação. Este
governante é muitas vezes chamado de
monarca. As monarquias são uma das
mais antigas formas de governo, e sua
história e funções evoluíram
significativamente desde a antiguidade
até a era moderna.
https://revistavlk.com.br/rainha-letizia-a-elegancia-espanhola/
Monarquia Histórica
1.Monarquias Absolutas:
Definição: O monarca possui poderes ilimitados e sua palavra é lei. Não existem
instituições efetivas que possam limitar o poder do monarca.
Exemplos Históricos: Luís XIV da França é um exemplo clássico, com o famoso lema
"L'État, c'est moi" (O Estado sou eu), ilustrando o poder absoluto dos monarcas
daquela época.
Monarquias Absolutas
As monarquias absolutas são caracterizadas pelo poder concentrado nas mãos de um
único governante, o monarca, que detém autoridade total sobre o governo e o Estado,
sem limitações significativas de instituições legislativas, judiciais ou outras formas de
poder político. Neste sistema, o monarca é a fonte suprema de lei e sua autoridade é
muitas vezes justificada por conceitos como o direito divino dos reis.
Características das Monarquias Absolutas:
• Centralização do Poder: O monarca tem controle total sobre todas as funções do
Estado, incluindo leis, administração pública, e política externa.
• Direito Divino: Muitos monarcas absolutos justificaram seu poder através da crença
no direito divino, que afirmava que o monarca foi escolhido por Deus para governar, e,
portanto, era responsável apenas perante Deus.
• Ausência de uma Constituição Codificada: Em uma monarquia absoluta,
raramente existem leis ou constituições que restrinjam explicitamente o
poder do monarca.
Exemplos Históricos:
Luís XIV da França (1643-1715):
Também conhecido como o "Rei Sol", Luís XIV 
é o exemplo paradigmático de um monarca absoluto. 
Sua frase "L'État, c'est moi" (O Estado sou eu) exemplifica 
a fusão do poder pessoal com o poder estatal. Durante 
seu reinado, ele fortaleceu a autoridade central ao limitar 
o poder da nobreza e controlar direta ou indiretamente 
todas as funções do governo.
Pedro o Grande da Rússia (1682-1725):
Pedro I da Rússia é conhecido por suas reformas radicais que
transformaram a Rússia em uma grande potência europeia. Ele
centralizou o governo, modernizou o exército, reformou a
administração pública e introduziu mudanças que aumentaram
significativamente o poder do czar.
Frederico, o Grande da Prússia (1740-1786):
Reinou na Prússia e é lembrado por sua liderança militar e por
seu estilo de governança autoritário. Ele promoveu a
modernização do Estado prussiano e centralizou ainda mais o
poder, mas também incentivou algumas formas de iluminismo e
desenvolvimento cultural.`
Imperador Qianlong da China (1735-1796):
Qianlong foi um dos imperadores mais poderosos da
dinastia Qing, que governou com um poder absoluto
sobre seus súditos. Ele expandiu o império chinês e
promoveu as artes, mas sua governança também foi
marcada por um controle rigoroso e centralizado.
Modernas Reminiscências de Monarquias Absolutas:
Embora as monarquias absolutas sejam raras hoje, ainda
existem alguns países onde o monarca mantém um poder
substancial, embora muitas vezes moderado por outras
estruturas políticas ou pressões internacionais:
Arábia Saudita:
• O rei da Arábia Saudita possui amplos poderes executivos e legislativos, sem
uma constituição codificada que limite explicitamente seu poder, operando sob
um sistema de lei baseado na Sharia.
Rei
Salman bin Abdulaziz Al 
Saud , سلمان بن عبدالعزيز آل سعود)
Salmān bin ʿAbd al-ʿAzīz ʾĀl
Saʿūd;
O recém-anunciado príncipe herdeiro da Arábia 
Saudita, Mohammed bin SalmanImagem: 
Bandar Algaloud/Courtesy of Saudi Royal 
Court/Handout/Reuters
2 - Monarquias Feudais:
Definição: Predominantes na Europa Medieval, eram caracterizadas pela descentralização
do poder. Os monarcas compartilhavam poder com uma variedade de senhores feudais,
que controlavam terras e deviam lealdade e serviço militar ao rei em troca de proteção.
Dinâmica: O poder era exercido mais como uma rede de obrigações mútuas entre nobres,
em vez de um poder centralizado.
As monarquias feudais eram uma forma de governo onde o poder não estava centralizado na
figura de um monarca único, mas distribuído entre vários senhores feudais. Este sistema era
baseado em relações de dependência pessoal e laços de lealdade entre o monarca e seus
vassalos (nobres e senhores de terras). O sistema feudal estava profundamente enraizado nas
práticas agrícolas e na economia rural, e o poder político era geralmente vinculado ao controle
da terra.
Características das Monarquias Feudais:
• Hierarquia de Lealdades: O sistema feudal era baseado numa série de obrigações
recíprocas entre diferentes níveis da sociedade. Os senhores feudais ofereciam proteção e
terras aos vassalos em troca de serviço militar e lealdade.
• Descentralização do Poder: O monarca possuía autoridade nominal sobre o reino, mas o
poder real era exercido localmente pelos senhores, que administravam suas próprias terras
e mantinham seus próprios exércitos.
• Economia Baseada na Terra: A economia era predominantemente agrícola, com a maioria
da população vivendo e trabalhando em terras pertencentes aos senhores feudais.
•Sistema Jurídico Fragmentado: As leis e os sistemas judiciais variavam significativamente
de uma região para outra, dependendo das tradições locais e da vontade dos senhores
feudais.
Exemplos Históricos:
França Medieval:
Durante a Alta Idade Média, a França era um mosaico de territórios controlados
por vários senhores feudais. Apesar do rei ser reconhecido como a figura central,
seu poder real era limitado fora de suas terras patrimoniais, o domínio real.
Sacro Império Romano-Germânico:
Um exemplo clássico de monarquia feudal complexa, o SacroImpério Romano-
Germânico era composto por centenas de entidades autônomas, incluindo
ducados, principados, cidades livres e bispados, todos sob a autoridade nominal do
imperador, que tinha poder limitado sobre os príncipes eleitores.
Inglaterra Pós-Conquista:
Após a Conquista Normanda em 1066, a Inglaterra desenvolveu um sistema feudal
sob Guilherme, o Conquistador. O rei distribuiu terras aos seus seguidores
normandos, que se tornaram senhores feudais, devendo lealdade e serviço militar
em troca de suas terras.
Japão Feudal:
Durante o período feudal japonês (aproximadamente 1185-1603), o país estava
dividido entre poderosos senhores feudais chamados "daimyos", que controlavam
terras e mantinham exércitos privados de samurais. O shogun, um líder militar,
exercia o poder real, enquanto o imperador tinha um papel mais cerimonial.
Evolução e Declínio
Com o passar do tempo, as monarquias
feudais começaram a declinar com o
crescimento do comércio, o desenvolvimento
de cidades e o aumento do poder central. Os
monarcas começaram a instituir sistemas
administrativos mais centralizados,
reduzindo o poder dos senhores feudais e
estabelecendo a base para os modernos
estados-nação.
3 - Monarquias Eletivas:
Definição: O monarca é eleito por um conselho nobre ou algum outro corpo eleitoral,
em vez de ascender ao trono por direito hereditário.
Exemplos Históricos: A Polônia-Lituânia (até 1795) operou como uma monarquia
eletiva, onde os reis eram escolhidos pela nobreza.
O conceito de Monarquias Eletivas refere-se a uma forma de governo monárquico em
que o monarca não é determinado por direito hereditário, mas é escolhido através de
um processo eleitoral. Essa forma de governo contrasta com as monarquias
hereditárias, onde o título de monarca é passado de acordo com a linhagem familiar. As
monarquias eletivas têm sido menos comuns na história, mas oferecem exemplos
interessantes de como diferentes culturas abordaram a questão da sucessão real.
Características das Monarquias Eletivas:
• Processo de Eleição: O monarca é escolhido por um grupo específico, como nobres,
príncipes eleitores, ou um conselho. A eleição pode ser feita por votação ou por
consenso.
• Legitimidade e Estabilidade: A eleição de um monarca pode proporcionar maior
legitimidade ao escolhido, mas também pode levar a disputas de poder e instabilidade,
dependendo de como o processo é percebido pelos diferentes grupos de poder.
• Flexibilidade: As monarquias eletivas podem adaptar-se às mudanças de
circunstâncias políticas ao escolher líderes com habilidades adequadas para os desafios
enfrentados em diferentes épocas.
Exemplos Históricos:
Polônia-Lituânia (1572-1795):
A Comunidade Polaco-Lituana é um dos exemplos
mais conhecidos de monarquia eletiva. Após a
extinção da dinastia Jaguelônica, os nobres
(szlachta) da Polônia e da Lituânia tinham o poder
de eleger o rei. Os monarcas eram geralmente
escolhidos de famílias reais europeias, mas eram
obrigados a conceder concessões significativas aos
nobres, limitando seu poder.
Sacro Império Romano-Germânico:
Antes de se tornar mais hereditário na prática, o título de Imperador do Sacro
Império Romano era teoricamente eletivo, decidido por príncipes eleitores. A
eleição do imperador, porém, muitas vezes refletia o poder e a influência das
principais famílias, como os Habsburgos, que se tornaram quase monarcas
hereditários devido à sua predominância.
Malásia Moderna:
A Malásia é um exemplo contemporâneo de
uma monarquia eletiva. O Rei da Malásia, ou
Yang di-Pertuan Agong, é eleito a cada cinco
anos por e entre os nove governantes
hereditários dos estados malaios peninsulares.
Este sistema único permite uma rotação no
papel cerimonial de chefe de estado entre as
várias casas reais da federação.
HIS MAJESTY SULTAN 
IBRAHIM
KING OF MALAYSIA
https://www.malaysia.gov.my/portal/content/148
Papado (Vaticano):
Embora não seja uma monarquia no
sentido tradicional, o papado é um
exemplo de monarquia eletiva na qual
o Papa, que serve como o bispo de
Roma e líder da Igreja Católica, é eleito
pelo Colégio dos Cardeais. O Papa tem
autoridade monárquica sobre o Estado
da Cidade do Vaticano.
Considerações
As monarquias eletivas oferecem um fascinante
vislumbre das maneiras pelas quais as sociedades
podem balancear tradição e mudança na liderança.
Elas mostram que a escolha de um governante
pode ser adaptada para atender às necessidades
políticas e culturais de um país, embora esse
sistema também possa trazer desafios únicos em
termos de competição pelo poder e legitimidade do
governo.
Monarquia Moderna
1. Monarquias Constitucionais:
Definição: O monarca atua como o chefe de Estado dentro dos parâmetros de
uma constituição, seja ela escrita ou não. O verdadeiro poder de governar é
exercido por um corpo legislativo eleito e um governo liderado por um
primeiro-ministro.
Exemplos Contemporâneos: Reino Unido, Japão, Suécia. Nesses países, o
monarca tem um papel mais cerimonial, com poderes limitados por leis e
práticas constitucionais.
Monarquias Constitucionais
As monarquias constitucionais são um tipo de governo onde o monarca atua como o
chefe de Estado dentro dos limites de uma constituição. Essa constituição pode ser
escrita ou não e delineia os poderes do monarca, geralmente limitando-os
significativamente e atribuindo a maior parte do poder de governo a um parlamento
eleito e a um primeiro-ministro ou outro chefe de governo.
Características das Monarquias Constitucionais:
• Poderes Limitados do Monarca: Em uma monarquia constitucional, o monarca
geralmente tem funções cerimoniais, como representar o país em funções oficiais,
realizar visitas de estado, e em alguns casos, desempenhar um papel em processos
políticos, como a abertura do parlamento ou a nomeação do primeiro-ministro, mas
sem o poder de governar diretamente.
• Governo Democrático: O governo é realizado por
políticos eleitos e responsáveis perante o
parlamento e o público. O primeiro-ministro, que é
tipicamente o líder do partido majoritário no
parlamento, dirige o governo.
• Separação de Poderes: Existe uma clara separação
de poderes entre o ramo executivo liderado pelo
governo, o legislativo (parlamento) e o judiciário. O
monarca é parte do executivo, mas com um papel
mais simbólico.
Exemplos de Monarquias Constitucionais:
Reino Unido:
Uma das mais antigas e conhecidas monarquias constitucionais. A rainha ou rei
atua como o chefe de Estado, enquanto o governo do país é administrado pelo
Primeiro-Ministro e outros ministros que são membros do Parlamento. A
autoridade do monarca é bastante limitada e é regida por convenções e leis.
Atualmente, a monarquia no Reino Unido exerce funções predominantemente
cerimoniais e simbólicas, com poderes legais e práticos limitados e governados por
convenções constitucionais. Resumo dos principais poderes e funções do monarca no
Reino Unido:
1. Funções Cerimoniais
Abertura do Parlamento: O monarca abre formalmente cada nova sessão do
Parlamento, lendo o Discurso da Rainha, que delineia a agenda legislativa proposta
pelo governo.
Visitas de Estado e Representação Diplomática: O monarca recebe líderes
estrangeiros e realiza visitas de estado ao exterior, atuando como um símbolo da
nação e promovendo as relações internacionais do Reino Unido.
2. Funções Constitucionais
Formação de um Governo: Após uma eleição geral, o monarca convida o líder do
partido que possui maioria no Parlamento para se tornar Primeiro-Ministro e formar um
governo.
Dissolução do Parlamento: Tradicionalmente, o monarca tinha o poder de dissolver o
Parlamento e convocar uma nova eleição, mas, na prática moderna, isso é feito a pedido
do Primeiro-Ministro.
3. Funções Legais
Assinatura de Leis: O monarca concede o Assentimento Real às leis aprovadas pelo
Parlamento, um passo formal necessário para que um projeto de lei se torne lei.
Funções Judiciais: Teoricamente, o monarca é afonte de justiça; no entanto, todos os
deveres judiciais são realizados em seu nome por oficiais judiciais..
4. Funções como Chefe das Forças Armadas
Comandante em Chefe: O monarca é formalmente o chefe das Forças Armadas
Britânicas, embora o controle e a gestão das forças armadas sejam exercidos pelo
Ministério da Defesa e pelo governo eleito.
5. Funções Religiosas
Chefe da Igreja da Inglaterra: O monarca é também o Governador Supremo da Igreja da
Inglaterra, desempenhando diversos papéis cerimoniais dentro da igreja.
6. Funções Sociais e Caritativas
Patrocínios: O monarca e outros membros da família real são patronos de muitas
organizações caritativas e sociais, ajudando a promover causas sociais e caridade.
Suécia:
Na Suécia, o monarca (atualmente o Rei Carlos XVI Gustavo) tem um papel
estritamente cerimonial e simbólico, sem poderes governamentais diretos. O
governo é liderado pelo Primeiro-Ministro, e o país tem uma forte tradição de
governança democrática e transparência.
Japão:
O Japão é um exemplo de uma monarquia constitucional onde o Imperador
tem um papel extremamente cerimonial. A Constituição de 1947, conhecida
como a Constituição da Paz, redefiniu o papel do Imperador como "o símbolo
do Estado e da unidade do povo", sem poderes governamentais.
imperador do país, Akihito
Espanha:
A Espanha, uma monarquia parlamentar constitucional, vê o monarca como o
chefe de Estado que desempenha um papel mais cerimonial e representativo.
O Rei Felipe VI atualmente reina, enquanto o poder executivo é exercido pelo
Presidente do Governo (Primeiro-Ministro), que é o chefe do governo.
A monarquia na Espanha é uma monarquia parlamentar, o que significa que o Rei atua
como o chefe de Estado, mas suas funções são largamente cerimoniais e
representativas, com os poderes executivos reais sendo exercidos pelo governo,
liderado pelo Primeiro-Ministro. Aqui está um resumo dos principais poderes e funções
do monarca espanhol:
1. Funções Cerimoniais
Representação do Estado: O Rei representa a Espanha nas relações internacionais,
participando de cerimônias oficiais e recebendo chefes de estado estrangeiros.
Cerimônias de Estado: O Rei participa de eventos e celebrações nacionais importantes,
reforçando seu papel como símbolo da unidade e permanência do Estado.
2. Funções Constitucionais
Sanção de Leis: O Rei sanciona e promulga leis, o que é um procedimento formal
necessário para que os projetos aprovados pelo Parlamento se tornem leis.
Convocação e Dissolução do Parlamento: O Rei tem o poder de convocar e dissolver as
Cortes (o Parlamento espanhol), geralmente sob recomendação do Primeiro-Ministro.
Nomeação do Primeiro-Ministro: Após uma eleição geral, o Rei consulta os líderes dos
partidos políticos e nomeia um candidato a Primeiro-Ministro, que deve então buscar a
confiança do Congresso dos Deputados.
3. Funções Militares
Capitão Geral das Forças Armadas: Embora cerimonial, o Rei é formalmente o Capitão
Geral das Forças Armadas, simbolizando o comando supremo das forças militares da
Espanha.
4. Funções Judiciais
Administração da Justiça: O Rei é simbolicamente envolvido na administração da
justiça na Espanha. Todas as sentenças são emitidas em seu nome, embora ele não
tenha papel ativo nos procedimentos judiciais.
5. Outras Funções
Concessão de Honras e Títulos: O Rei tem o poder de conceder honras e títulos
nobiliárquicos, que são formas de reconhecimento oficial por serviços ao país ou
realizações excepcionais.
Convenções Constitucionais
O Rei Felipe VI, como seus antecessores, exerce suas funções dentro das limitações impostas
pela Constituição Espanhola de 1978, que rege as operações do governo e assegura que o
papel do Rei seja principalmente simbólico e cerimonial. Ele é esperado para ser uma figura
apolítica e neutra, focando em tarefas que promovem a unidade e a estabilidade da Espanha.
Papel na Política
Embora o Rei da Espanha possa ter um papel em momentos de crise política — por exemplo,
facilitando discussões entre partidos políticos — suas ações devem sempre respeitar os limites
estabelecidos pela constituição e pelas práticas democráticas.
Assim, a monarquia na Espanha desempenha um papel importante como um símbolo de
continuidade e estabilidade, mas não exerce poder político direto, refletindo a natureza de
uma monarquia parlamentar moderna.
2 - Monarquias Parlamentares:
Definição: Uma forma de monarquia constitucional onde o governo, responsável
perante o parlamento, exerce a maior parte dos poderes executivos enquanto o
monarca desempenha um papel mais simbólico e cerimonial.
Dinâmica: O monarca pode ter o poder de dissolver o parlamento e convocar
eleições, mas geralmente age sob o conselho do primeiro-ministro.
Monarquias Parlamentares
Nas monarquias parlamentares, o monarca mantém uma posição principalmente
cerimonial, enquanto o poder real de governar está nas mãos de um primeiro-ministro
e um gabinete responsáveis perante o parlamento. Esta forma de governo busca
equilibrar a tradição monárquica com uma forma democrática de administração através
da divisão de poderes entre o chefe de Estado simbólico e o chefe de governo eleito.
Características das Monarquias Parlamentares:
Papel Cerimonial do Monarca: O monarca realiza funções como a abertura do
parlamento, a nomeação do primeiro-ministro (geralmente o líder do partido
majoritário ou da coalizão no parlamento), e outras tarefas de Estado, mas estas ações
geralmente seguem as convenções ou recomendações do governo eleito.
Governo Responsável: O governo, liderado pelo primeiro-ministro, é responsável
perante o parlamento. Isso significa que o governo deve manter a confiança da maioria
dos membros do parlamento para permanecer no poder.
Eleições Regulares: O governo é formado como resultado de eleições parlamentares
regulares, o que garante que os líderes do governo sejam responsáveis perante o
público.
Exemplos de Monarquias Parlamentares:
Reino Unido:
O monarca (atualmente o Rei Carlos III) é o chefe de Estado, com funções
largamente cerimoniais e simbólicas. O primeiro-ministro, que lidera o governo, é
responsável pela administração diária do país e pela formulação de políticas. O
Reino Unido é frequentemente visto como o exemplo clássico de uma monarquia
parlamentar.
Dinamarca:
Na Dinamarca, a Rainha Margrethe II desempenha um papel principalmente
cerimonial. O primeiro-ministro lidera o governo, e a política é administrada de
acordo com as decisões do parlamento dinamarquês (Folketing).
Suécia:
Semelhante a outros exemplos, na Suécia, o Rei Carl XVI Gustaf é uma figura cerimonial,
enquanto o poder executivo é exercido pelo primeiro-ministro e pelo gabinete, que são
politicamente responsáveis perante o parlamento sueco (Riksdag).
Noruega:
O Rei Harald V da Noruega tem um papel essencialmente cerimonial, com o governo
liderado pelo primeiro-ministro. A Noruega é conhecida por seu alto grau de transparência
governamental e forte democracia parlamentar.
Países Baixos (Holanda):
O Rei Willem-Alexander possui um papel cerimonial, enquanto o primeiro-ministro lidera o
governo. O sistema parlamentar nos Países Baixos requer que o governo mantenha o apoio
da Câmara dos Representantes.
3 - Monarquias Absolutas Modernas:
Definição: Embora raras hoje em dia, ainda existem monarquias onde o monarca
mantém poderes significativos, governando sem uma constituição que limite
claramente seu poder.
Exemplos Contemporâneos: Arábia Saudita e Brunei. Nessas monarquias, o
monarca possui amplos poderes executivos, legislativos e judiciais.
Monarquias Absolutas Modernas
As monarquias absolutas modernas são aquelas em que o monarca mantém poderes
substanciais e controle sobre o governo, sem as restrições típicas de uma constituição
ou um sistema parlamentar robusto. Embora seja uma forma de governo cada vez mais
rara no mundo moderno, algumas nações ainda operam sob esse sistema,onde o
monarca tem poderes executivos, legislativos e, em alguns casos, judiciais.
Características das Monarquias Absolutas Modernas:
• Poder Centralizado: O monarca tem controle total sobre o governo e as decisões
políticas, muitas vezes sem a necessidade de consulta ou aprovação de um corpo
legislativo.
• Sem Divisão de Poderes: Diferentemente das monarquias constitucionais ou
parlamentares, não há uma clara separação de poderes entre o governo e outras
esferas do poder estatal.
• Papel Limitado ou Inexistente de Eleições Democráticas: A sucessão geralmente é
hereditária, e a participação popular na política, se existir, é limitada.
Exemplos de Monarquias Absolutas Modernas:
Arábia Saudita: O Rei da Arábia Saudita exerce amplo poder sobre o país. A família real
saudita tem controle significativo sobre as principais decisões políticas e econômicas, e
o rei é também o chefe supremo religioso. Não existe uma constituição formal; em vez
disso, o país é governado de acordo com a interpretação da Sharia (lei islâmica) pela
família real.
Brunei: O Sultanato de Brunei é governado pelo Sultão Hassanal Bolkiah, que é
simultaneamente o chefe de Estado e o chefe de governo. O Sultão exerce controle
total sobre as políticas do país, e Brunei também segue a Sharia como parte de sua
legislação. O Sultão tem sido conhecido por sua rígida aplicação de leis islâmicas e por
manter um controle firme sobre o país.
Suazilândia (Eswatini): Em Eswatini, o Rei Mswati III reina como monarca absoluto desde 1986. Ele
controla o parlamento e tem a autoridade de nomear uma grande parte dos membros do governo e
outros cargos políticos. As críticas ao governo e ao rei são frequentemente suprimidas, e a liberdade de
expressão é limitada.
Oman: Até sua morte em 2020, o Sultão Qaboos bin Said foi um exemplo de um monarca absoluto que
governou Omã por várias décadas. Ele foi sucedido por Haitham bin Tariq Al Said. O Sultão tem poderes
quase ilimitados em termos de governança, embora tenha feito reformas para modernizar o país e
melhorar as condições de vida dos cidadãos.
Estes exemplos mostram como as monarquias absolutas modernas funcionam na prática. Apesar das
críticas frequentes relativas aos direitos humanos e à falta de liberdades democráticas, esses regimes
muitas vezes mantêm um alto grau de controle e estabilidade política, o que em alguns casos contribui
para o desenvolvimento econômico e social. No entanto, eles também enfrentam desafios significativos,
especialmente no que diz respeito à modernização e à aceitação global de suas práticas de governança.
A monarquia no Brasil, também conhecida como o Império do Brasil, durou de 1822
até 1889. Durante esse período, o país foi governado por dois monarcas: Dom Pedro I e
seu filho, Dom Pedro II. A história da monarquia brasileira pode ser dividida em várias
fases, cada uma marcada por desafios políticos, sociais e econômicos significativos.
1. Independência e Reinado de Dom Pedro I (1822-1831)
Independência: Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil em relação a
Portugal em 1822 e foi coroado imperador. Seu reinado foi marcado por tensões
políticas entre os que apoiavam um governo centralizado e os que defendiam maior
autonomia para as províncias.
Constituição de 1824: Em resposta às pressões políticas, Dom Pedro I outorgou a
Constituição de 1824, que estabelecia um governo monárquico constitucional. A
Constituição criou um poder moderador, exercido pelo Imperador, que lhe conferia grande
controle sobre os outros três poderes (executivo, legislativo e judiciário).
Abdicação: Após uma série de revoltas e a perda de apoio político, Dom Pedro I abdicou
em 1831, deixando o trono para seu filho de cinco anos, Dom Pedro II, e retornou para
Portugal.
2. Período Regencial (1831-1840)
Regências: Como Dom Pedro II era menor de idade, o Brasil foi governado por regências
até 1840. Este período foi extremamente turbulento, com numerosas revoltas internas,
como a Cabanagem, a Balaiada, a Sabinada, e a Revolução Farroupilha, refletindo as
disputas entre diferentes grupos políticos e interesses regionais.
Golpe da Maioridade: Em 1840, em meio a instabilidades, foi realizado o "Golpe da
Maioridade", que antecipou a maioridade de Dom Pedro II aos 14 anos, iniciando seu
reinado direto.
3. Reinado de Dom Pedro II (1840-1889)
Estabilização e Desenvolvimento: Dom Pedro II é conhecido por ser um monarca
estudioso e dedicado ao desenvolvimento do Brasil. Seu longo reinado proporcionou
um período de estabilidade política e avanços econômicos, incluindo o início da
industrialização e a expansão do café como principal produto de exportação.
Questão Escravocrata: A escravidão foi uma questão central durante o reinado de Dom
Pedro II, culminando com a Lei Áurea em 1888, que aboliu a escravidão no Brasil. A
abolição contribuiu para o descontentamento entre os proprietários de terras e elites
agrárias.
Relações Externas: O Brasil participou de conflitos internacionais, como a Guerra do Paraguai
(1864-1870), a maior guerra na América do Sul, que teve um grande impacto no país em
termos humanos e econômicos.
4. Queda da Monarquia e Proclamação da República (1889)
Movimento Republicano: No final do século XIX, cresceu o movimento republicano, apoiado
por militares, fazendeiros descontentes com a abolição da escravatura e setores urbanos
influenciados por ideais republicanos e positivistas.
Proclamação da República: Em 15 de novembro de 1889, um golpe militar liderado pelo
Marechal Deodoro da Fonseca depôs Dom Pedro II, e a República foi proclamada, marcando o
fim da monarquia no Brasil.
A monarquia no Brasil foi um período de formação nacional, desenvolvimento e modernização,
mas também de conflitos internos e desafios sociais significativos. A transição para a república
refletiu as mudanças nas dinâmicas políticas e sociais do país no final do século XIX.
República
Introdução
“Na moderna tipologia das formas de Estado, o termo República se contra põe à 
monarquia. Nesta, o chefe do Estado tem acesso ao supremo poder por direito 
hereditário; naquela, o chefe do Estado, que pode ser uma só pessoa ou um colégio de 
várias pessoas (Suíça), é eleito pelo povo, quer direta, quer indiretamente (através de 
assembléias primárias ou assembléias representativas). Contudo, o significado do termo 
República evolve e muda profundamente com o tempo (a censura ocorre na época da 
revolução democrática), adquirindo conotações diversas, conforme o contexto 
conceptual em que se insere.”
Bobbio, Norberto. Dicionário de política I Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino; trad. Carmen C, Varriale et ai.; 
coord. trad. João Ferreira; rev. geral João Ferreira e Luis Guerreiro Pinto Cacais. - Brasília : Editora Universidade de Brasília, 1 la ed., 
1998. Vol. . pg. 1107.
A república é uma forma de governo em que o Estado é considerado uma questão
pública, não propriedade privada de governantes, e é governado por representantes
eleitos pelo povo. Esse conceito se distingue de uma monarquia, onde o chefe de
Estado geralmente é um monarca hereditário. 
República Histórica
Historicamente, a ideia de república surgiu na Roma Antiga, que evoluiu de uma
monarquia para uma república no século VI a.C. Esta transição marcou a instituição de
um governo baseado na representação do público, embora inicialmente restrito às
elites.
Características Principais:
• Governo Representativo: Governos republicanos surgiram como entidades onde o
poder era mantido por representantes eleitos, diferentemente dos reis.
• Legalidade e Codificação das Leis: As repúblicas históricas enfatizavam o estado de
direito, onde as leis eram escritas e aplicadas por instituições republicanas.
• Cargos Limitados no Tempo: Em muitas repúblicas históricas, os cargos políticos
tinham mandatos limitados, evitando a concentração de poder por longos períodos.Exemplos Históricos:
•Roma Antiga: Após derrubar sua monarquia, Roma estabeleceu uma república que
durou até a ascensão do Império Romano. Durante o período republicano, cargos como
os de cônsul e senador eram ocupados por membros eleitos da aristocracia.
•República de Veneza: Uma das repúblicas mais duradouras da história, existindo por
mais de mil anos até sua queda em 1797. Era liderada pelo Doge, que era escolhido por
um complexo sistema eleitoral.
A República Romana (509 a.C. - 27 a.C.)
A República Romana foi estabelecida em 509
a.C. após a expulsão do último rei romano,
Tarquínio, o Soberbo. Este governo durou até 27
a.C., quando Augusto estabeleceu o Império
Romano. Durante esse período, Roma
desenvolveu um sistema de governo que
enfatizava a divisão de poderes e a
responsabilidade cívica, sendo governada por
uma complexa mistura de instituições que
incluíam magistraturas, o Senado e as
assembleias populares.
Estruturas Chave da República Romana:
Magistraturas:
Cônsules: Dois cônsules eram eleitos anualmente e serviam como os chefes do
governo, com poderes executivos e militares. Eles presidiam o Senado e
comandavam os exércitos de Roma.
Pretores: Responsáveis pela administração da justiça.
Censores: Supervisionavam a moralidade pública e a administração fiscal, além de
realizar o censo da população.
Questores: Encarregados das questões financeiras.
Tribunos da Plebe: Tiveram um papel crucial em proteger os interesses dos plebeus
(a classe comum) e possuíam o poder de veto sobre as decisões do Senado e das
magistraturas.
O Senado:
O Senado Romano era uma assembleia de líderes nomeados que originalmente
consistiam principalmente de aristocratas (patrícios). Com o tempo, a composição
do Senado expandiu-se para incluir representantes das classes mais amplas.
Embora não fosse um órgão eletivo, o Senado desempenhava funções legislativas,
administrativas e diplomáticas, exercendo uma grande influência sobre a política
externa e financeira.
Assembleias Populares:
As assembleias votavam na legislação, elegiam magistrados e faziam decisões
importantes como a declaração de guerra. Elas eram uma forma de democracia
direta na República Romana.
Aspectos Sociais e Políticos:
Lutas de Classe: A história da República Romana também é marcada por conflitos internos intensos,
especialmente entre os patrícios (aristocracia) e os plebeus. A luta pela igualdade de direitos e pelo acesso a
terras foi central, resultando em reformas significativas, como a Lei das Doze Tábuas e a criação do cargo de
Tribuno da Plebe.
Expansão e Militarismo: Ao longo de sua história, a República Romana expandiu-se tremendamente,
conquistando territórios ao redor do Mediterrâneo. Esse expansionismo trouxe riqueza, mas também desafios,
incluindo guerras civis e a corrupção crescente.
Transição para o Império: A república gradualmente se desintegrou sob o peso de suas próprias contradições
internas, guerras civis e a ambição de líderes como Júlio César. Eventualmente, Augusto subiu ao poder e
transformou a república num império, centralizando o poder político.
Estudar a República Romana oferece insights valiosos sobre como as ideias de cidadania, governança
representativa e direitos legais evoluíram e foram contestadas em um dos mais influentes sistemas políticos da
antiguidade.
República Moderna
Nas repúblicas modernas, o conceito evoluiu e se expandiu para incluir uma gama mais
ampla de modelos e estruturas governamentais, sempre mantendo a premissa de que
o governo deve servir ao povo e ser constituído por representantes eleitos.
Características Principais:
• Democracia: A maioria das repúblicas modernas é democrática, com eleições
regulares para escolher líderes e legisladores.
• Separação de Poderes: A separação entre os poderes executivo, legislativo e judiciário
é uma característica fundamental para evitar a tirania e promover o governo de leis.
• Constituição: As repúblicas modernas geralmente possuem uma constituição que
delineia os direitos fundamentais dos cidadãos e a estrutura do governo.
Divisões Principais:
Repúblicas Presidencialistas:
O presidente é tanto chefe de Estado quanto de governo, e é eleito diretamente pelo povo
ou por um colégio eleitoral. Exemplos: Estados Unidos, Brasil.
Repúblicas Parlamentaristas:
O chefe de Estado é um presidente ou monarca, mas o chefe de governo é o primeiro-
ministro, que é suportado pela maioria parlamentar. Exemplos: Alemanha (presidente como
figura cerimonial), Índia.
Repúblicas Semipresidencialistas:
Combina elementos de sistemas presidencialistas e parlamentaristas. O presidente tem
poderes significativos, mas existe também um primeiro-ministro cuja existência depende da
confiança do parlamento. Exemplos: França, Rússia.
Repúblicas Presidencialistas:
Em uma república presidencialista, o presidente é tanto o chefe de
Estado quanto o chefe de governo, desempenhando um papel
central na administração executiva do país. Este modelo difere
significativamente do sistema parlamentarista, onde o chefe de
Estado e o chefe de governo são figuras separadas, e o poder
executivo é exercido pelo governo liderado por um primeiro-
ministro. O sistema presidencialista é caracterizado pela eleição
direta do presidente pelo povo, por um mandato fixo, e uma
separação clara de poderes entre os ramos executivo, legislativo e
judiciário.
Cartoon homem de negócios de pé na urna de votação Desenho de 
ilustração vetorial
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Características Fundamentais de uma República Presidencialista
Chefe de Estado e Chefe de Governo:
O presidente serve tanto como o símbolo representativo do
país (chefe de Estado) quanto o líder ativo do governo (chefe
de governo).
Como chefe de Estado, o presidente realiza funções cerimoniais
e é o representante do país em questões diplomáticas.
Como chefe de governo, o presidente toma decisões executivas
importantes, define políticas e administra o dia a dia do
governo.
Eleição e Mandato:
O presidente é eleito diretamente pelo povo, o que lhe confere um mandato
democrático para governar.
O mandato é geralmente fixo e não pode ser alterado por votos de desconfiança ou
decisões parlamentares, o que proporciona estabilidade ao executivo durante o
período de governo.
Separação de Poderes:
Existe uma separação clara e estrita entre os poderes executivo, legislativo e
judiciário.
O presidente não pode ser membro do legislativo e vice-versa. Esta separação é
projetada para evitar a concentração de poder e promover um sistema de freios e
contrapesos.
Poderes Executivos:
O presidente tem a autoridade para nomear ministros e outros altos oficiais do
governo, muitas vezes sem necessidade de aprovação legislativa.
Pode vetar legislações, embora esse veto possa ser superado por maiorias legislativas
(geralmente uma supermaioria).
Tem o poder de emitir decretos ou ordens executivas que têm força de lei, dentro de
certos limites estabelecidos pela constituição ou pelo legislativo.
Responsabilidade:
O presidente pode ser responsabilizado por crimes ou mau comportamento através
de processos como o impeachment, que geralmente requer uma decisão do
legislativo.
Exemplos de Repúblicas Presidencialistas: 
Estados Unidos: Provavelmente o exemplo mais conhecido de uma república
presidencialista, onde o presidente é eleito para um mandato de quatro anos e pode ser
reeleito apenas uma vez. O presidente administra o executivo com uma ampla gama de
poderes, mas enfrenta limitações significativas impostas pelo Congresso (legislativo) e
pela Suprema Corte (judiciário).
Brasil: No Brasil, o presidente também é eleito para um mandato de quatro anos e pode
ser reeleito. O presidente brasileiro tem poderes significativos de veto, além de uma
ampla capacidade de influenciar a legislação através demedidas provisórias.
O sistema presidencialista dos Estados Unidos é um dos exemplos mais estudados e
discutidos de república presidencialista. Ele é estruturado de acordo com a Constituição
dos Estados Unidos, que foi ratificada em 1788, estabelecendo um governo federal com
uma separação clara e rigorosa dos poderes entre os ramos executivo, legislativo e
judiciário.
Estrutura e Funções do Sistema Presidencialista Americano
1.Poder Executivo
Presidente: O presidente dos Estados Unidos é o chefe de Estado e o chefe de
governo, eleito para um mandato de quatro anos por meio de um sistema de Colégio
Eleitoral, no qual cada estado tem um número de eleitores proporcional à sua
representação no Congresso. Um presidente pode ser reeleito apenas uma vez,
totalizando dois mandatos.
Vice-Presidente: Também eleito para um mandato de quatro anos, o vice-presidente
é o presidente do Senado e assume a presidência em caso de morte, renúncia ou
incapacidade do presidente.
Gabinete e Departamentos Executivos: O presidente nomeia os membros do
gabinete, que inclui o vice-presidente e os chefes dos principais departamentos
executivos federais, como Defesa, Estado e Tesouro. Essas nomeações geralmente
requerem a confirmação do Senado.
2 - Poder Legislativo (Congresso)
Estrutura Bicameral: O Congresso é dividido em duas câmaras: o Senado e a Câmara
dos Representantes.
Senado: Composto por 100 senadores, dois de cada estado, eleitos para mandatos de seis
anos. O Senado tem funções especiais, como a ratificação de tratados e a confirmação de
nomeações presidenciais.
Câmara dos Representantes: Composta por 435 membros eleitos com base na população de
cada estado, para mandatos de dois anos. A Câmara tem a prerrogativa de iniciar leis de
receitas e desempenha um papel crucial no processo de impeachment.
3 - Poder Judiciário
Suprema Corte: O judiciário é liderado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, composta
por nove juízes, incluindo um Chefe de Justiça, todos nomeados pelo presidente e
confirmados pelo Senado. Não há limite de tempo para seus mandatos, servindo "durante
bom comportamento", geralmente interpretado como um mandato vitalício.
Tribunais Inferiores: Há vários níveis de tribunais federais inferiores, cujos juízes são
igualmente nomeados pelo presidente e confirmados pelo Senado, também servindo
por tempo indeterminado.
Características Distintivas
• Separação de Poderes: Cada ramo do governo tem poderes distintos e a capacidade de
verificar e equilibrar os outros ramos, um princípio fundamental do sistema
presidencialista americano.
• Sistema de Freios e Contrapesos: Este sistema é projetado para garantir que nenhum
ramo do governo ganhe demasiado poder sobre os outros. Por exemplo, o presidente
pode vetar legislação do Congresso, mas o Congresso pode derrubar um veto
presidencial com uma maioria de dois terços em ambas as câmaras.
Federalismo: O governo dos EUA é caracterizado pelo federalismo, onde o poder é
compartilhado entre o governo federal e os governos estaduais. Cada estado tem sua
própria constituição e um alto grau de autonomia em muitas áreas da governança.
Dinâmica Política
O sistema político americano também é marcado por um forte bipartidarismo, dominado
pelo Partido Democrata e pelo Partido Republicano. Isso influencia significativamente
tanto a eleição de oficiais quanto a formulação de políticas.
O sistema presidencialista americano, com sua complexa estrutura de freios e
contrapesos, foi desenhado para promover um governo responsável e evitar a tirania,
assegurando que o poder permaneça nas mãos do povo através de representação e
eleições regulares.
Federalismo: O governo dos EUA é caracterizado pelo federalismo, onde o poder é
compartilhado entre o governo federal e os governos estaduais. Cada estado tem sua
própria constituição e um alto grau de autonomia em muitas áreas da governança.
Dinâmica Política
O sistema político americano também é marcado por um forte bipartidarismo, dominado
pelo Partido Democrata e pelo Partido Republicano. Isso influencia significativamente
tanto a eleição de oficiais quanto a formulação de políticas.
O sistema presidencialista americano, com sua complexa estrutura de freios e
contrapesos, foi desenhado para promover um governo responsável e evitar a tirania,
assegurando que o poder permaneça nas mãos do povo através de representação e
eleições regulares.
O sistema presidencialista no Brasil é estruturado de acordo com a Constituição Federal
de 1988, que estabelece a organização dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O
presidente da República é o chefe de Estado e de Governo, com um mandato de quatro
anos e possibilidade de uma reeleição. A seguir, detalho como funciona o sistema
presidencialista no Brasil, com referências aos artigos pertinentes da Constituição.
Poder Executivo
Presidente da República:
Eleição e Mandato: O presidente é eleito pelo voto direto, secreto e universal para
um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito para mais um período
subsequente (Art. 14, §3º; Art. 82).
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito
e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e
quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um
único período subseqüente.
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e terá início em 5 de janeiro
do ano seguinte ao de sua eleição.
Funções e Deveres: O presidente tem a responsabilidade de manter, defender e
cumprir a Constituição, administrar os interesses da União, e exercer a direção
superior da administração federal (Art. 84).
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração
federal;
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e
regulamentos para sua fiel execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI - dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes
diplomáticos;
VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do
Congresso Nacional;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da
abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências
que julgar necessárias;
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos
instituídos em lei;
XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para
os cargos que lhes são privativos; XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, osMinistros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de
Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco central
e outros servidores, quando determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da
União;
XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território
nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as
propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão
legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.
XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional
previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição.
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e
XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da
União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
Poder de Vetar: O presidente possui o poder de vetar projetos de lei, total ou
parcialmente (Art. 66, §1º).
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao
Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte,
inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no
prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.
Nomeações: O presidente nomeia e exonera os Ministros de Estado, e é responsável
por nomear, após aprovação do Senado, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e
de tribunais superiores, além de outras posições-chave (Art. 84, III e XIV).
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal
Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-
Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores,
quando determinado em lei;
Vice-Presidente:
Assume a presidência em caso de impedimento do presidente e sucede-o no caso de
vacância do cargo antes do término do mandato (Art. 79).
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-
Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem
conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para
missões especiais.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos
respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da
Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á
eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para
ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na
forma da lei.
§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus
antecessores.
Quando ocorre a dupla vacância, ou seja, tanto presidente quanto vice-
presidente definitivamente impossibilitados de exercer seus cargos, são
convocadas novas eleições, que podem se dar de duas maneiras:
• Diretas, se a segunda vacância ocorreu nos dois primeiros anos do mandato
presidencial, convocadas 90 dias após a dupla vacância;
• Indiretas, se a segunda vacância ocorreu nos dois últimos anos do mandato
presidencial, convocadas 30 dias após a dupla vacância.
Nos dois casos, o mandato será o chamado “tampão”, ou seja, o candidato eleito apenas
completa o mandato do presidente antecessor.
Poder Legislativo
O Congresso Nacional (art. 48 a 50 da CF) é bicameral, consistindo no Senado Federal e
na Câmara dos Deputados.
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta
para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da
União, especialmente sobre:
I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida
pública e emissões de curso forçado;
III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União;
VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as
respectivas Assembléias Legislativas;
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal;
VIII - concessão de anistia;
IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União
e dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal;
X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que
estabelece o art. 84, VI, b ;
XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública;
XII - telecomunicações e radiodifusão;
XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações;
XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal.
XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os
arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I.
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente,
ressalvados os casos previstos em lei complementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a
ausência exceder a quinze dias;
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender
qualquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos
limites de delegação legislativa;
VI - mudar temporariamente sua sede;
VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que
dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de
Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153,III, e 153, § 2º, I;
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios
sobre a execução dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo,
incluídos os da administração indireta;
XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos
outros Poderes;
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a
pesquisa e lavra de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois
mil e quinhentos hectares.
XVIII - decretar o estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167-
C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição.
Vice-Presidente:
Assume a presidência em caso de impedimento do presidente e sucede-o no caso de
vacância do cargo antes do término do mandato (Art. 79).
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o
Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe
forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele
convocado para missões especiais.
Poder Legislativo
O Congresso Nacional é bicameral, consistindo no Senado Federal e na Câmara dos
Deputados.
Câmara dos Deputados:
Composta por Deputados Federais eleitos para um mandato de quatro anos,
representando o povo dos Estados e do Distrito Federal, proporcionalmente à
população (Art. 45).
Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo
sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.
§ 1º O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito
Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população,
procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma
daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta
Deputados.
§ 2º Cada Território elegerá quatro Deputados.
Senado Federal:
Composto por Senadores eleitos para representar os Estados e o Distrito Federal,
cada um com mandato de oito anos (Art. 46).
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito
Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.
§ 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito
anos.
§ 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em
quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.
§ 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes.
Poder Judiciário
Poder Judiciário
O sistema judiciário é composto por vários níveis de cortes, com o Supremo Tribunal
Federal (STF) no topo, como a corte de maior autoridade.
Supremo Tribunal Federal:
Responsável pela guarda da Constituição Federal (Art. 102).
Os Ministros do STF são nomeados pelo presidente da República, após aprovação do
Senado Federal (Art. 101).
Separação de Poderes
A Constituição estabelece uma clara separação de poderes entre o Executivo, Legislativo
e Judiciário, com sistemas de freios e contrapesos para garantir que nenhum poder
exerça controle absoluto sobre os outros (Art. 2º).
Federalismo
O Brasil é uma república federativa, composta pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios,
todos com autonomia administrativa e competências próprias definidas na Constituição (Art. 18).
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta
Constituição.
§ 1º Brasília é a Capital Federal.
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou
reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem
a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população
diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão
por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e
dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e
publicados na forma da lei.
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o 
funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou 
aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
Repúblicas Parlamentaristas:
O chefe de Estado é um presidente ou monarca, mas o chefe de governo é o
primeiro-ministro, que é suportado pela maioria parlamentar.
Exemplos: Alemanha (presidente como figura cerimonial), Índia.
Uma república parlamentarista é uma forma de governo em que o chefe de Estado
é distinto do chefe de governo, e o poder executivo é derivado do legislativo.
Nesse sistema, o primeiro-ministro, que é o chefe de governo, detém a maior parte
do poder executivo, enquanto o presidente ou um monarca pode servir como
chefe de Estado em uma função mais cerimonial e simbólica. O primeiro-ministro é
apoiado por uma maioria no parlamento e deve manter a confiança deste corpo
para permanecer no cargo.
Características Chave de uma República Parlamentarista
Chefe de Estado e Chefe de Governo:
O chefe de Estado geralmente tem funções cerimoniais, como assinar legislação
aprovada, representar o país em eventos diplomáticos e funções oficiais. Em uma
república, essa figura é muitas vezes um presidente eleito.
O chefe de governo é o primeiro-ministro, que dirige o governo e toma as decisões
executivas, incluindo a formulação e execução de políticas.
Seleção do Primeiro-Ministro:
O primeiro-ministro é geralmente o líder do partido ou coalizão que tem a maioria
dos assentos no parlamento. Não é eleito diretamente pelo público para o cargo,
mas é escolhido como parte das eleições gerais para o parlamento.
Dependência do Poder Legislativo:
O governo é formado pela maioria parlamentar e seu poder depende
diretamente do suporte continuado dessa maioria. Se o parlamento retirar seu
apoio, o governo pode cair, o que leva a novas eleições ou a formação de um
novo governo.
Mocões de Confiança e Não Confiança:
A estabilidade do governo pode ser desafiada por moções de confiança ou de
não confiança no parlamento. Uma moção de não confiança bem-sucedida
obriga o primeiro-ministro a renunciar ou a convocar eleições antecipadas.
Sistema Bicameral ou Unicameral:
Muitas repúblicas parlamentaristas têm um sistema bicameral, composto por duas
câmaras no parlamento (uma inferior e uma superior), como a Câmara dos Comuns
e a Câmara dos Lordes no Reino Unido. Outros têm apenas uma câmara
(unicameral).
Exemplos de Repúblicas Parlamentaristas
Alemanha: O presidente é o chefe de Estado com funções largamente cerimoniais,
enquanto o Chanceler é o chefe de governo e detém o poder executivo. O Chanceler é
escolhido pelo Bundestag, o parlamento alemão, e deve manter o apoio da maioria do
Bundestag.
Itália: Na Itália, o Presidente da República tem funções cerimoniais, com o
Primeiro-Ministro dirigindo o governo. O Primeiro-Ministro da Itáliaé nomeado
pelo presidente, mas deve ser capaz de angariar uma moção de confiança tanto da
Câmara dos Deputados quanto do Senado.
Índia: A Índia é uma república parlamentarista onde o Presidente é o chefe de
Estado e o Primeiro-Ministro é o chefe de governo. O sistema é modelado em
parte pelo sistema britânico, mas com adaptações para o contexto federal e plural
da Índia.
Vantagens e Desafios
Vantagens:
Flexibilidade e capacidade de adaptação, já que o governo pode ser reorganizado rapidamente em resposta a
mudanças no apoio parlamentar.
Promove uma forte coordenação entre o legislativo e o executivo, visto que ambos são politicamente
alinhados.
Desafios:
Pode levar a instabilidade política se nenhum partido tiver uma clara maioria parlamentar, resultando em
frequentes mudanças de governo.
Governos de coalizão, frequentemente necessários, podem ser frágeis e propensos a desentendimentos
internos.
Em suma, uma república parlamentarista promove um governo onde a divisão entre chefe de Estado e chefe
de governo é clara, e o poder executivo é mantido responsável pelo legislativo, facilitando uma forma de
governança que é dinâmica e responsiva às mudanças nas preferências políticas do parlamento.
Repúblicas Semipresidencialistas:
Combina elementos de sistemas presidencialistas e parlamentaristas. O presidente tem
poderes significativos, mas existe também um primeiro-ministro cuja existência
depende da confiança do parlamento. Exemplos: França, Rússia.
Uma república semipresidencialista é um sistema híbrido de governo que combina
elementos de presidencialismo e parlamentarismo. Neste sistema, há tanto um
presidente quanto um primeiro-ministro, mas seus papéis e a distribuição de poderes
entre eles podem variar bastante de país para país. O presidente geralmente é eleito
pelo povo e tem um papel significativo no governo, enquanto o primeiro-ministro, que
geralmente é nomeado pelo presidente e deve ter o apoio da maioria parlamentar,
também detém importantes funções executivas.
Características Principais de uma República Semipresidencialista
Chefe de Estado e Chefe de Governo:
O Presidente é geralmente o chefe de Estado e é eleito diretamente pelo povo, o
que lhe confere uma forte legitimidade democrática. O presidente possui poderes
significativos que podem incluir a direção da política externa, a defesa nacional, e a
capacidade de intervir em certas áreas da política doméstica.
O Primeiro-Ministro é o chefe de governo e é responsável pela administração do
dia a dia do estado, incluindo a execução das leis e o comando da política
econômica e social. O primeiro-ministro e o gabinete são responsáveis perante o
parlamento e podem ser destituídos por uma moção de desconfiança.
Divisão de Poderes:
O sistema é projetado para equilibrar o poder entre o presidente e o parlamento,
com o primeiro-ministro atuando como uma ligação entre os dois. Esta estrutura
pretende evitar os extremos de concentração de poder vistos em sistemas
estritamente presidenciais ou parlamentares.
Poderes do Presidente:
O presidente pode ter o poder de dissolver o parlamento, nomear e demitir o
primeiro-ministro (embora isso muitas vezes dependa da aprovação do
parlamento), vetar legislação, e em alguns casos, emitir decretos. Em muitos
sistemas semipresidenciais, o presidente também é o comandante-em-chefe das
forças armadas.
Relação com o Parlamento:
O primeiro-ministro precisa do apoio da maioria parlamentar para governar
efetivamente e para passar legislação. Se o parlamento expressa uma moção de
desconfiança contra o primeiro-ministro, isso pode forçar a renúncia do governo ou
levar a novas eleições parlamentares.
Exemplos de Repúblicas Semipresidencialistas
França: Talvez o exemplo mais conhecido de uma república semipresidencialista. O
presidente francês tem poderes substanciais, incluindo a nomeação do primeiro-
ministro (que deve ter o apoio da Assembleia Nacional), a condução da política
externa, e o direito de dissolver a Assembleia Nacional. O sistema é muitas vezes
descrito como um "presidencialismo temperado por parlamentarismo".
Portugal: Em Portugal, o presidente tem menos poder executivo do que na França,
sendo mais uma figura supervisora e arbitral. O presidente pode dissolver o
Parlamento e nomear o primeiro-ministro, mas o dia a dia do governo é claramente
dominado pelo primeiro-ministro e pelo gabinete.
Rússia: A Rússia é outro exemplo de república semipresidencialista, onde o presidente
tem amplos poderes executivos, incluindo direitos extensos de decreto, liderança nas
políticas externa e de defesa, e a capacidade de nomear o primeiro-ministro, que deve
ser aprovado pelo parlamento.
Vantagens e Desafios
Vantagens:
Flexibilidade e equilíbrio de poder que pode adaptar-se a diferentes condições políticas.
Combina a legitimidade direta do presidente eleito com a responsabilidade governamental do
primeiro-ministro perante o parlamento.
Desafios:
Potencial para conflitos institucionais entre o presidente e o primeiro-ministro, especialmente
se forem de partidos diferentes (coabitação).
Possibilidade de ambiguidades na distribuição de poderes e responsabilidades, o que pode
levar a uma governança ineficaz ou a lutas de poder.
As repúblicas semipresidenciais oferecem um meio-termo interessante entre os sistemas
presidencial
DÚVIDAS
Prof.: Vagner PATINI
vagner.martins@fmu.br
vagner@patini .adv.br 
https://www.instagran.com/vagnerpatini/
OBRIGADO.
mailto:vagner.martins@fmu.br
mailto:vagner@patini.adv.br
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