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Instabilidade Postural, Quedas e Imobilidade em Idosos 
 
A instabilidade postural e as quedas são as principais causas de incapacidade 
entre os idosos. Muitas vezes, os profissionais de saúde não estão 
suficientemente preparados para lidar com essa realidade, tanto na prevenção 
quanto no atendimento após as quedas. As quedas devem ser vistas como um 
sintoma que reflete a perda de equilíbrio, influenciado por fatores intrínsecos, 
como envelhecimento e doenças, e extrínsecos, como condições ambientais. 
A incidência de quedas é alarmante: cerca de 30% dos idosos que vivem em 
casa e 50% dos que estão em instituições caem anualmente. Dessas quedas, 
47% resultam em lesões, e uma proporção significativa é grave. A mortalidade 
aumenta com a idade, com 50 mortes por 100.000/ano aos 65 anos, subindo 
para 525 aos 85 anos. As quedas podem gerar medo de novas quedas, 
resultando em diminuição da mobilidade e impacto negativo na saúde física e 
mental. Fraturas, especialmente de colo de fêmur, são as lesões mais temidas, 
apresentando alta taxa de mortalidade e dependência entre os sobreviventes. 
 
Análise dos Fatores de Quedas 
A análise dos fatores que levam a quedas deve considerar a interação entre as 
condições do idoso e os riscos ambientais. Em idosos com menos de 75 anos, 
as quedas são frequentemente causadas por alterações fisiológicas e riscos 
ambientais. Em contrapartida, em idosos acima de 75 anos, as quedas estão 
mais relacionadas a doenças e uso de medicamentos. A combinação de 
múltiplos fatores é comum, e eventos como quedas devem ser investigados 
para identificar causas potencialmente reversíveis. 
Diagnóstico 
O diagnóstico é feito a partir de uma investigação que envolve várias esferas: 
 • História Clínica: Exames, medicações, doenças crônicas 
apresentadas e outros episódios de queda. 
 • Exame Físico: Avaliação da força muscular, equilíbrio, 
coordenação e reflexos. 
 • Fatores de Risco: quais o paciente apresenta? Dente eles: 
problemas de visão, fraqueza, utilização de calçados inapropriados, transtornos 
mentais. 
 
Consequências da Imobilidade 
A imobilidade é uma consequência significativa das quedas e dos fatores 
relacionados ao envelhecimento. As principais consequências incluem: 
 
 1. Diminuição da Mobilidade: O medo de novas quedas pode levar à 
limitação da mobilidade, criando um ciclo vicioso de inatividade. 
 2. Atrofia Muscular: A falta de atividade resulta na perda de massa e 
força muscular, dificultando a mobilidade. 
 3. Problemas Cardiovasculares: A inatividade física aumenta o risco 
de hipertensão e doenças cardíacas. 
 4. Complicações Respiratórias: A imobilidade contribui para 
problemas como pneumonia e atelectasia. 
 5. Perda de Independência: Dificuldade em realizar atividades 
diárias pode levar à dependência de cuidadores, impactando a autoestima. 
 6. Aumento do Risco de Lesões: A fraqueza e a falta de 
coordenação elevam a probabilidade de lesões. 
 7. Problemas de Saúde Mental: A imobilidade pode causar solidão, 
depressão e ansiedade. 
 8. Alterações Cognitivas: A inatividade está associada ao declínio 
cognitivo e demência. 
 
Fatores de Segurança e Prevenção 
Aqui estão alguns fatores de segurança a serem considerados: 
1. Avaliação do Ambiente 
● Iluminação adequada: Certifique-se de que os espaços estejam bem 
iluminados para evitar 
quedas. 
● Remoção de Obstáculos: Retire tapetes soltos, móveis desnecessários e 
outros objetos 
que possam causar tropeços. 
● Barras de Apoio: Instale corrimãos em escadas e barras de apoio em 
banheiros 
● Cama, bancos, vasos em alturas adequadas 
2. Monitoramento da Saúde 
● Avaliações Regulares: Consultas médicas frequentes para monitorar 
condições que afetam 
a mobilidade, como artrite e problemas cardíacos. 
● Medicamentos: Revisar medicamentos com um profissional para evitar 
efeitos colaterais 
que podem afetar o equilíbrio. 
3. Calçados e vestuário adequados 
● Sapatos Confortáveis: Usar calçados que oferecem bom suporte e tração, 
evitando 
sandálias ou sapatos escorregadios. 
● Calças em tamanho adequado: barras das calças grande podem gerar 
tropeços 
● Calçados com cadarço podem provocar quedas 
4. Educação e Conscientização 
● Treinamento em Segurança: Informar os idosos sobre práticas seguras, como 
como 
levantar-se após uma queda. 
● Apoio Social: Incentivar a participação em grupos sociais que promovam a 
atividade física 
e o apoio mútuo. O Sesc foi uma das primeiras empresas em oferecer um 
programa social 
gratuito para os idosos o Grupo dos Mais Vividos (GMV) é um projeto para 
pessoas com idade 
acima de 60 anos que tem como objetivo a promoção da qualidade de vida, 
autonomia, 
protagonismo e empoderamento da pessoa idosa, por meio de atividades 
socioeducativas e 
informativas, que possibilitem a articulação das dimensões individuais, 
relacionais e sociais. 
● Envolvimento Familiar: a família envolvida no processo de envelhecimento 
proporciona 
um ambiente mais acolhedor e o idoso tem mais facilidade em compartilhar os 
seus sentimentos, 
realizar as atividades e quando ele não consegue mais se expressar ou realizar 
alguma atividade 
é necessário a compreensão da condição que ele vive 
● Cuidadores: Contar com a ajuda de cuidadores treinados para supervisionar 
e apoiar as 
atividades diárias. 
5. Tecnologia e Recursos 
● Dispositivos de Assistência: Usar andadores, bengalas ou outros dispositivos 
que ajudem 
na mobilidade. 
● Alarmes de Queda: Considerar sistemas de alarme que alertem familiares ou 
cuidadores 
em caso de quedas. 
● Câmeras de monitorização que permitam verificar como o idoso está a 
distância 
6. Nutrição Adequada 
● Dieta Balanceada: Garantir uma alimentação rica em nutrientes que 
fortalecem os ossos e 
músculos, como cálcio e vitamina D. 
7 . Exercícios e Atividade Física 
Vamos enfatizar a importância da atividade física na prevenção de quedas e 
instabilidade 
● Atividade Física: qualquer movimento corporal produzido pelos músculos 
esqueléticos que 
resulte em gasto de energia. 
● Exercício Físico é um subconjunto da atividade física planejada, estruturada 
e repetitiva e 
que tem como objetivo final ou intermediário objetiva a melhoria ou 
manutenção da aptidão física 
(atributos relacionados à saúde ou às habilidades). 
● musculação é atividade física mais indicada 
● O Guia de Atividade Física Para a População Brasileira recomenda que 
idosos pratiquem atividades físicas moderadas, você deve praticar, pelo 
menos, 150 minutos de atividade física por semana. Na prática das atividades 
físicas moderadas, você vai conseguir conversar com dificuldade enquanto se 
movimenta e não vai conseguir cantar. A sua respiração e os batimentos do 
coração vão aumentar moderadamente. Se você preferir as atividades físicas 
vigorosas, você deve praticar, pelo menos, 75 minutos de atividade física por 
semana. Na prática das atividades físicas vigorosas, você não vai conseguir 
nem conversar. A sua respiração vai ser muito mais rápida que o normal, e os 
batimentos do seu coração vão aumentar muito. Também é possível alcançar a 
quantidade recomendada de atividade física por semana combinando 
atividades moderadas e vigorosas. Atividades de fortalecimento dos principais 
músculos (costas, abdômen, braços e pernas) e de equilíbrio devem ser 
realizadas de duas a três vezes por semana em dias alternados, 
principalmente, para melhorar a capacidade de fazer as atividades do dia a dia 
e prevenir quedas. Você pode dividir a sua prática de atividade física em 
pequenos blocos de tempo ou fazer mais minutos por dia, de uma só vez. Faça 
como preferir e como puder! Para benefícios adicionais à saúde, busque 
praticar atividade física de forma regular e aumentar progressivamente o tempo 
por semana. Cada minuto conta 
● Principais consequências de quedas em idosos: Fraturas, Traumatismo 
craniano, Contusão Musculare Medo de cair. Aumentando o risco de: lesões, 
hospitalização e morte. Afeta sua qualidade de vida e autoestima, podendo 
gerar impossibilidade de realizar tarefas diárias que outrora era possível 
realizá-las. Assim trazendo dor física e emocional tanto ao paciente, familiares 
e cuidadores.

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