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APRESENTAÇÃO Olá, futuro aprovado! Estamos chegando no nosso momento tão esperado: A Prova do Concurso Unificado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)!!! Trilhamos uma jornada intensa junto a você durante esses últimos meses. Foram vários cursos, aulas e simulados, tudo isso para deixá-lo cada vez mais capacitado a alcançar seu tão almejado sonho e conseguir, de uma vez por todas, se tornar um servidor público! A essa altura do campeonato, embora o cansaço possa estar batendo, não é hora de desacelerar. Mais do que nunca, é preciso revisar, aperfeiçoar os detalhes e garantir que você estará 100% preparado no domingo, 08/12/2024. Para ajudá-lo nessa missão, preparamos este último ebook com dicas precisas dos nossos professores e, ainda, com recados e links de gravações que você ainda poderá assistir, a fim de melhorar ainda mais seu preparo para a prova! Nele, você encontrará: ● DICAS FINAIS dos assuntos mais importantes para seu exame, preparadas pelos nossos professores. Está preparado? Então, vamos lá! Bons estudos e sucesso! Estratégia Concursos SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1 SUMÁRIO 2 DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA 3 VÍRGULA NAS ORAÇÕES ADVERBIAIS 4 CAUSA E CONSEQUÊNCIA 4 TIPOLOGIA TEXTUAL 4 DISCIPLINA: NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 4 LICENÇA VS. AUTORIZAÇÃO: 5 PODER DE POLÍCIA VS. PODER DISCIPLINAR: 5 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO: 5 ENTIDADES ADMINISTRATIVAS: 5 DISCIPLINA: GESTÃO DE CONTRATOS 6 MODALIDADES DE LICITAÇÃO: 6 DISPENSA DE LICITAÇÃO POR EMERGÊNCIA: 7 VIGÊNCIA DOS CONTRATOS: 7 FISCALIZAÇÃO DOS CONTRATOS: 8 RESPONSABILIDADE PELOS ENCARGOS: 9 DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE VS. IMPEDIMENTO DE LICITAR E CONTRATAR: 9 DISCIPLINA: NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 10 PARTIDOS POLÍTICOS - PARTICIPAÇÃO FEMININA 10 CANDIDATOS NEGROS 10 PODER JUDICIÁRIO: REMOÇÃO A PEDIDO 11 PODER JUDICIÁRIO: PERMUTA 11 PERDA DA NACIONALIDADE 12 DISCIPLINA: GESTÃO DE CONTRATOS 13 FISCALIZAÇÃO DO CONTRATO 13 SERVIDORES QUE ATUAM NAS LICITAÇÕES E NOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 14 SANÇÕES APLICÁVEIS AO CONTRATADO 14 RESOLUÇÃO DE CONFLITOS CONTRATUAIS 15 DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 16 CARACTERÍSTICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS 16 GESTÃO DE PROJETOS 16 EMPREENDEDORISMO GOVERNAMENTAL E GESTÃO DE RESULTADOS 16 GESTÃO DA QUALIDADE E EXCELÊNCIA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS 17 PROCESSO ORGANIZACIONAL 17 DISCIPLINA: GESTÃO DE PESSOAS 18 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS (ARH) X GESTÃO DE PESSOAS (GP) 18 COMPETÊNCIA 18 TEORIAS DA MOTIVAÇÃO 19 TEORIA SITUACIONAL DE HERSEY E BLANCHARD 20 AVALIAÇÃO 360° 20 PROCESSO ADMINISTRATIVO 21 FERRAMENTAS DA QUALIDADE 22 ANÁLISE SWOT 23 EFICIÊNCIA X EFICÁCIA X EFETIVIDADE 23 MISSÃO, VISÃO, VALORES E NEGÓCIOS 23 DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA/ ORÇAMENTO PÚBLICO 24 LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) 24 PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS 24 FORMAS DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA 25 PLANO PLURIANUAL (PPA) 25 FORMAS DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA 25 PLANO PLURIANUAL (PPA) 26 LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) 26 ORÇAMENTO-PROGRAMA 27 DISCIPLINA: NOÇÕES DE DIREITO ELEITORAL 28 PARTIDOS POLÍTICOS 36 JUSTIÇA ELEITORAL 38 TRE 44 ALISTAMENTO ELEITORAL 50 PARTIDOS POLÍTICOS 64 SISTEMAS ELEITORAIS, CONVENÇÕES, COLIGAÇÕES E REGISTRO DE CANDIDATOS 68 SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO 81 PROFESSORA: ADRIANA FIGUEIREDO DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA VÍRGULA NAS ORAÇÕES ADVERBIAIS As orações adverbiais deslocadas devem ser isoladas por vírgula(s) obrigatoriamente. Na ordem direta, a vírgula é facultativa. Ex.: Quando a festa acabou, ele chegou. / Ele chegou (,) quando a festa acabou. CAUSA E CONSEQUÊNCIA A relação de causa e consequência pode ser identificada pela frase “o fato de… fez com que…”. Ex.: Foi aprovado, porque (conjunção causal) estudava muito. / Estudava muito, de modo que (conjunção consecutiva) foi aprovado. TIPOLOGIA TEXTUAL ● Texto expositivo/explicativo: expõe o que se sabe sobre um assunto. Ex.: Ontem choveu em São Paulo. ● Texto argumentativo: apresenta ponto de vista, tem modalizadores. Ex.: Infelizmente ontem choveu em São Paulo. PROFESSOR: HERBERT ALMEIDA DISCIPLINA: NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO LICENÇA VS. AUTORIZAÇÃO: A licença é ato administrativo negocial e vinculado, que concede um direito (subjetivo) ao interessado. A autorização, por sua vez, é ato negocial e discricionário. Logo, mesmo que o interessado atenda aos requisitos legais, a autorização poderá ou não ser concedida. PODER DE POLÍCIA VS. PODER DISCIPLINAR: O poder disciplinar decorre de vínculo específico (servidores e particulares sujeitos à disciplina interna da administração – ex.: um contrato administrativo). Já o poder de polícia decorre do vínculo geral da sociedade. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO: O Estado responde de forma OBJETIVA pelos prejuízos causados a terceiros, independentemente de dolo ou culpa de seus agentes. O agente público, por sua vez, responderá somente de forma subjetiva em ação de regresso. ENTIDADES ADMINISTRATIVAS: Entidade Criação Natureza Atividades Resp. Civil Regime de pessoal Autarquias Por lei Direito Público Típicas Objetiva Estatutário* Fundações públicas Por lei Direito Público Interesse social Objetiva Estatutário* Autorizada por lei Direito privado CLT Empresas públicas e Sociedades de economia mista Autorizada por lei Direito privado 1) Atividade econômica Subjetiva (direito privado) CLT 2) Serviços Públicos Objetiva * O fim do regime jurídico único pode mudar isso, permitindo o regime de CLT ou estatutário na APU direta, autárquica e fundacional. CARGOS 1 e 19: ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA: ADMINISTRATIVA e TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA: ADMINISTRATIVA PROFESSOR: HERBERT ALMEIDA DISCIPLINA: GESTÃO DE CONTRATOS MODALIDADES DE LICITAÇÃO: ➢ Pregão (obrigatório para bens e serviços comuns) ➢ Concorrência (obras, serviços de engenharia, especiais) ➢ Concurso (trabalho técnico, científico ou artístico) ➢ Leilão (alienação de bens móveis e imóveis) ➢ Diálogo competitivo (inovação / fase de diálogos / fase competitiva) DISPENSA DE LICITAÇÃO POR EMERGÊNCIA: O STF considerou constitucional a vedação de recontratação prevista no art. 75, VIII, da Lei de Licitações, mas admitiu que: (i) o contrato seja prorrogado, desde que observado o prazo legal de um ano; (ii) a empresa seja recontratada: (i) participando da licitação substitutiva; ou (ii) com base em outra hipótese legal de contratação direta; ou (iii) com base em outra emergência. A tese fixada foi a seguinte: 1) É constitucional a vedação à recontratação de empresa contratada diretamente por dispensa de licitação nos casos de emergência ou calamidade pública, prevista no inc. VIII do art. 75 da Lei n. 14.133/2021; 2) A vedação incide na recontratação fundada na mesma situação emergencial ou calamitosa que extrapole o prazo máximo legal de 1 (um) ano, e não impede que a empresa participe de eventual licitação substitutiva à dispensa de licitação e seja contratada diretamente por outro fundamento previsto em lei, incluindo uma nova emergência ou calamidade pública, sem prejuízo do controle de abusos ou ilegalidades na aplicação da norma. ADI 6890, Rel. Ministro Cristiano Zanin. Plenário, Sessão Virtual de 30.8.2024 a 6.9.2024. VIGÊNCIA DOS CONTRATOS: Hipótese Prazo Serviços e fornecimento contínuos Celebração: até 5 anos; Total: até 10 anos Aluguel de equipamentos e utilização de programas de informática Até 5 anos. Casos especiais de dispensa de licitação (tecnologia, inovação, SUS, segurança nacional, entre outros) Até 10 anos Contratos que gerem receita ou contratos de eficiência Sem investimento: Até 10 anos Com investimento: Até 35 anos Administração como usuária de serviço público em monopólio Pode ser indeterminado Por escopo Prorrogado automaticamente Regime de fornecimento e prestação de serviço associado Somatório: Fornecimento + Serviço (até 5 anos, prorrogável até 10 anos) Operação continuada de sistemas estruturantes de tecnologia da informação Até 15 anos. FISCALIZAÇÃO DOS CONTRATOS: ● O contrato será fiscalizado por um oumais→ redige-se uma ata → a ata deve ser rubricada pela Justiça Eleitoral → a ata deve ser publicada em 24 horas → segundo jurisprudência do TSE, permite-se à Convenção delegar tal atribuição ao órgão nacional do partido. Quando isso ocorrer, a convenção ocorrerá até a data limite para registro de candidatos, até as 19 horas do dia 15.08. Nesse caso, em ato contínuo após a realização da convenção pelo órgão nacional, temos o registro dos candidatos escolhidos pelo partido. - candidatura nata: privilégio para Deputados e para Vereadores de se lançarem candidatos à reeleição sem a necessidade de escolha em Convenção, caso mantenham-se filiados ao mesmo partido político pelo qual se elegeram. → Não há que se falar em candidatura nata, uma vez que o dispositivo foi declarado inconstitucional por decisão do STF. - Para o registro da candidatura, deve-se observar filiação partidária e domicílio eleitoral na circunscrição, ambos, com prazo mínimo de 6 meses. REGISTRO DE CANDIDATURAS - Somente faz sentido falar em número de candidatos por partido para as eleições de deputado (federal e estadual) e de vereador. Isso porque, em relação aos cargos do Poder Executivo, cada partido poderá registrar apenas um único candidato. → cargo de presidente/vice: 1 candidato (partido ou coligação) → cargo de governador/vice: 1 candidato (partido ou coligação) → cargo de prefeito/vice: 1 candidato (partido ou coligação) → Nos anos em que houver a eleição de 2 Senadores, o partido, ou coligação, indicará 2 candidatos. No ano em que houver a eleição de apenas 1 Senador, o partido, ou coligação, indicará apenas 1 candidato a Senador. - Para as casas legislativas, cada partido poderá indicar vários candidatos. → Cada partido, poderá indicar até 100% do número de lugares a preencher para os cargos de Deputado Federal, de Deputados Estaduais e Distritais e Vereadores e mais 1. → Em todos os cálculos, será sempre desprezada a fração, se inferior a meio, e igualada a um, se igual ou superior. - Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo (quota eleitoral de gênero). - O partido político poderá preencher essas vagas remanescentes, desde que no prazo de 30 dias antes das eleições. - Competência para registrar: → Juiz Eleitoral: cargos de Prefeito e de vice-Prefeito → TRE: cargos de Senador Federal, de Deputado Federal, de Governador, de vice-Governador e de Deputado Estadual → TSE: cargos de Presidente e de vice-Presidente - Legitimados para requerer o registro: → partido político → coligação → pré-candidato - Tanto os partidos políticos como a coligação terão ATÉ AS 19 HORAS DO DIA 15 DE AGOSTO DO ANO ELEITORAL para registrar os candidatos escolhidos em convenção. → regra: até dia 15 de agosto do ano eleitoral → exceções: ● 48 horas após a publicação das listas de candidatos, pelo candidato interessado, caso o partido ou coligação não o tenha registrado; ● até 30 dias antes do pleito: vagas remanescentes; ● até 10 dias após a ocorrência do fato, se o candidato: ● for declarado inelegível; ● se o candidato renunciar; ● se o candidato falecer após o termo final do prazo do registro. - Documentos que devem constar do registro (principais regras) → proposta de governo ● devem indicar: Presidente, Governador e Prefeito ● não precisam indicar: Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador da República → A fotografia do candidato apresentada será aquela que aparecerá na urna no dia das eleições. → Em regra, a idade mínima é aferida na data da posse. Exceto, para o cargo de vereador exige-se a idade mínima de 18 anos, devendo comprová-la no momento do registro da candidatura. → A quitação eleitoral abrangerá: ● a plenitude do gozo dos direitos políticos; ● a regular exercício do direito do voto; ● o atendimento às convocações da Justiça Eleitoral; ● a inexistência de multas aplicadas. → A Justiça Eleitoral encaminhará ATÉ O DIA 5 DE JUNHO DO ANO ELEITORAL – portanto, 2 meses e 10 dias antes do término do período para registro dos candidatos escolhidos em Convenção – a lista de devedores de multa eleitoral. - Nome para registro do candidato → O candidato poderá ser registrado sem o prenome, ou com o nome abreviado, desde que a supressão não estabeleça dúvida quanto à sua identidade. → Para além do nome completo, o candidato indicará outros 3 nomes em ordem de preferência, desde que: ● não gere dúvidas quanto à identidade; ● não atente contra o pudor; ● não seja ridículo ou irreverente. → Homônimo: 1º - comprovar que são conhecidos pelo nome indicado 2º - verificar se já utilizou o nome quando do exercício de mandato eletivo ou se concorreu com tal nome 3º - comprovar que são conhecidos política, social ou profissionalmente com o nome 4º - são registrados com o nome completo - Substituição de candidato → Permite-se a substituição pelo partido ou coligação, se o candidato indicado: ● for considerado inelegível ● renunciar ● falecer ● tiver indeferido ou cancelado o registro → Nas hipóteses acima, por decisão da maioria absoluta do órgão executivo – o partido terá PRAZO DE 10 DIAS para indicar o substituto, a contar do fato ou da ciência da decisão que deu origem. → A substituição, tanto nas eleições proporcionais como nas eleições majoritárias, somente será possível se apresentada até 20 dias antes das eleições. EXCEÇÃO: em caso de falecimento de candidato, a substituição poderá ser feita após esse prazo, ainda que às vésperas do pleito. - Haverá o cancelamento do registro, se expulso do partido por violar o estatuto, devendo ser assegurada a ampla defesa. - Número do candidato 1 – Presidente � os dois algarismos da legenda (LL) 2 – Senador � os dois algarismos da legenda + número à direita (LLX) 3 - Deputado Federal � os dois algarismos da legenda + dois números à direita (LLXX) 4 - Deputado Estadual � os dois algarismos da legenda + três números à direita (LLXXX) 5 - Eleições Municipais � disciplinados por Resolução Específica do TSE → O partido tem o direito de manter a legenda. → Os candidatos que concorrerem ao cargo de Senador da República, de Deputado Estadual, de Deputado Federal e de Vereador poderão solicitar a alteração da variação de números à direita, desde que observada a legenda. → Os candidatos a cargos do Poder Executivo (Presidente, Governador e Prefeito) utilizarão o número da legenda. → PRAZO PARA JULGAMENTO DOS PEDIDOS DE REGISTRO: ATÉ 20 DIAS ANTES DAS ELEIÇÕES, os TRE enviarão ao TSE a relação dos candidatos sob sua competência, com referência ao sexo e ao cargo para o qual concorrer. Até essa data, todos os pedidos de registro devem estar julgados nas instâncias ordinárias, inclusive aqueles que forem objeto de impugnação. Para tanto, a Justiça Eleitoral deverá conferir prioridade, em relação aos demais processos judiciais, àqueles que envolvam o registro de candidatos. - Regras específicas do CE: → o candidato poderá registrar uma única candidatura, seja na mesma ou em diferentes circunscrições. → O partido político, ou os candidatos, somente poderão inscrever candidatos caso tenham, dentro da circunscrição, constituído diretório partidário. → O registro para os cargos do Poder Executivo é de chapa única, ou seja, cada partido ou coligação poderá lançar apenas um único candidato. → O registro de candidatos a suplente de Senador da República é efetuado conjuntamente com o registro do titular. → O registro de candidato a suplente de Deputados Federais é, em caráter excepcional, efetuado junto com o titular, apenas para os territórios, se houver. → Prazo para pedido de registro na Justiça Eleitoral: até 15/8. → O art. 97, do CE, traz um procedimento de impugnação ao pedido de registro. Trata-se de uma impugnação prévia, antes mesmo da análise judicial do pedido. SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO- Nosso sistema de votação é eletrônico (com aplicação biométrica em boa parte do país). - Difere voto em branco e nulo → voto em branco: o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. → voto nulo: o eleitor manifesta sua vontade de anular, digitando na urna eletrônica um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político. * não trazem qualquer repercussão para o resultado ou totalização da votação. - Painel da urna eletrônica: 1º- a designação do cargo disputado; 2º - o número do candidato; 3º - o nome do titular e, inclusive, do vice e suplente, se for o caso; 4º - o nome do partido ou a respectiva legenda 5º - a foto do titular do cargo e, inclusive, dos vices e suplentes, se for o caso. - Ordem votação: → eleições gerais ● deputado federal ● deputado estadual ● senador ● governador e vice-governador ● presidente e vice-presidente da República → eleições municipais ● vereador ● prefeito e vice-Prefeito - A Lei nº 13.165/2015 trouxe, para eleições de 2018, o voto impresso. Contudo, o STF declarou inconstitucional a possibilidade de impressão de comprovante por colocar em risco o sigilo e a liberdade do voto, bem como pelos custos que a implementação da funcionalidade traz à Justiça Eleitoral. - Somente poderá votar quem constar na LISTA DE ELEITORES.fiscal (is) do contrato. ● O fiscal será auxiliado pelos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno da Administração. ● A administração pode contratar terceiros para auxiliar o fiscal, mas eles não podem substituir o fiscal na fiscalização. ● A contratação de terceiros não eximirá de responsabilidade o fiscal do contrato, nos limites das informações recebidas do terceiro contratado. RESPONSABILIDADE PELOS ENCARGOS: Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra, a Administração responderá solidariamente pelos encargos previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado (art. 121, § 2º). DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE VS. IMPEDIMENTO DE LICITAR E CONTRATAR: Impedimento Declaração de inidoneidade Alcance No ente Federação Todos os entes Prazo Até 3 anos De 3 a 6 anos Competência Sem definição Competência exclusiva de ministros de Estado ou secretários; autoridade máxima de autarquia ou fundação; ou equivalente nos demais Poderes. PROFESSORA: ADRIANE FAUTH DISCIPLINA: NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL PARTIDOS POLÍTICOS - PARTICIPAÇÃO FEMININA 5% FUNDO PARTIDÁRIO CRIAÇÃO E MANUTENÇÃO DE PROGRAMAS à PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DAS MULHERES 30% FUNDO PARTIDÁRIO E FUNDO ELEITORAL CAMPANHA DE CANDIDATAS MULHERES 30% TEMPO DE PROPAGANDA GRATUITA RADIO E TV CAMPANHA DE CANDIDATAS MULHERES CANDIDATOS NEGROS 30% FUNDO PARTIDÁRIO E FUNDO ELEITORAL CAMPANHA DE CANDIDATOS NEGROS (pretos e pardos) PODER JUDICIÁRIO: REMOÇÃO A PEDIDO PODER JUDICIÁRIO: PERMUTA PERDA DA NACIONALIDADE PROFESSOR: ANTONIO DAUD DISCIPLINA: GESTÃO DE CONTRATOS FISCALIZAÇÃO DO CONTRATO SERVIDORES QUE ATUAM NAS LICITAÇÕES E NOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Em regra, os agentes públicos que desempenham funções relacionadas a licitações e contratos deverão ser, preferencialmente, servidores efetivos ou empregados públicos dos quadros permanentes da Administração Pública. No entanto, o agente de contratação e os membros da comissão de contratação do diálogo competitivo devem ser obrigatoriamente servidores efetivos ou empregados públicos dos quadros permanentes. SANÇÕES APLICÁVEIS AO CONTRATADO RESOLUÇÃO DE CONFLITOS CONTRATUAIS PROFESSORA: ELISABETE MOREIRA DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CARACTERÍSTICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS Os princípios básicos das Organizações formais são: divisão de trabalho; especialização; hierarquia; distribuição de autoridade e responsabilidade; racionalismo e padronização de procedimentos. GESTÃO DE PROJETOS O gerenciamento de projetos pode ser realizado por meio de modelos preditivos ou em cascata (tradicional, linear e sequencial), cuja entrega de valor somente ocorre ao final da fase de implementação; ou por meio de modelos ágeis ou adaptativos, cujas entrega de valor ocorre de forma contínua, incremental, iterativa, com ciclos menores. EMPREENDEDORISMO GOVERNAMENTAL E GESTÃO DE RESULTADOS O modelo voltado para resultados apregoa o empreendedorismo governamental, baseado em benchmarking das empresas, atuando de forma preventiva, orientada para o mercado e por missão, catalisador, descentralizador, competitivo e voltado ao atendimento das demandas do cidadão visto como cliente – essência do paradigma do cliente. GESTÃO DA QUALIDADE E EXCELÊNCIA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS O Modelo de Excelência da Gestão – MEG é adaptável a todo tipo de organização, inclusive às organizações públicas, caracterizando-se como um modelo sistêmico, de aprendizado, melhoria contínua e não prescritivo, pois permite questionamentos e reflexões. PROCESSO ORGANIZACIONAL Conjuntamente, as funções administrativas formam o processo administrativo, cíclico, interativo, sistêmico e dinâmico, composto por: PLANEJAMENTO Realiza a tomada de decisão acerca de objetivos (fins) e meios (métodos ou estratégias). ORGANIZAÇÃO Estrutura, desenha, divide e aloca o trabalho, recursos, atividades, tarefas, responsabilidade e autoridade. DIREÇÃO Trata das relações interpessoais de conduzir, orientar, coordenar, comunicar, motivar, recompensar e desenvolver pessoas. CONTROLE Assegura o planejamento e estabelece os padrões; mede, monitora e mensura os resultados; compara padrões com resultados e corrige os desvios. PROFESSOR: STEFAN FANTINI DISCIPLINA: GESTÃO DE PESSOAS ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS (ARH) X GESTÃO DE PESSOAS (GP) COMPETÊNCIA TEORIAS DA MOTIVAÇÃO TEORIA SITUACIONAL DE HERSEY E BLANCHARD AVALIAÇÃO 360° PROCESSO ADMINISTRATIVO FERRAMENTAS DA QUALIDADE ANÁLISE SWOT EFICIÊNCIA X EFICÁCIA X EFETIVIDADE MISSÃO, VISÃO, VALORES E NEGÓCIOS PROFESSOR: LEANDRO RAVYELLE DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA/ ORÇAMENTO PÚBLICO LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) O PLOA é acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. Além disso, os orçamentos fiscal e de investimentos devem buscar reduzir as desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS Princípio da Sinceridade Orçamentária/Exatidão/Realismo Orçamentário Visa coibir os orçamentos considerados “peças de ficção”, que acabam sendo realizados em desacordo com a realidade econômica e social, com base em receitas “superinfladas” e despesas subestimadas ou inexecutáveis e baseia-se na elaboração do orçamento, considerando um diagnóstico que apresente uma exata dimensão da situação existente. FORMAS DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA O keynesianismo basicamente estuda as medidas de intervenção do governo na economia, buscando o pleno emprego, o desenvolvimento econômico, a estabilização da moeda e a melhor distribuição da renda. PLANO PLURIANUAL (PPA) Programa é um conjunto articulado de ações orçamentárias, na forma de projetos, atividades e operações especiais, e ações não orçamentárias, com intuito de alcançar um objetivo específico. A Lei Orçamentária Anual expressa a sua integração com o Plano Plurianual por meio dos programas. Assim, programas e ações orçamentárias são instrumentos de integração entre PPA e LOA. FORMAS DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e realiza despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização macroeconômica, a redistribuição da renda e a alocação de recursos. A função estabilizadora consiste na promoção do crescimento econômico sustentado, com baixo desemprego e estabilidade de preços. A função distributiva visa assegurar a distribuição equitativa da renda, utilizando, por exemplo, transferências, subsídios e programas sociais. Por fim, a função alocativa consiste no fornecimento eficiente de bens e serviços públicos, compensando as falhas de mercado. PLANO PLURIANUAL (PPA) LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) O orçamento operacional (custeio) das estatais INdependentes não integra a LOA. Apenas os investimentos aportados pelo Governo federal devem constar no Orçamento de Investimentos e dele constarão todos os investimentos realizados, independentemente da fonte de financiamento utilizada. Serão consideradas investimento, exclusivamente, as despesas com: I - aquisição de bens classificáveis no ativo imobilizado, excetuados aqueles que envolvam arrendamento mercantil para uso próprio da empresa ou de terceiros, valores do custo dos empréstimos contabilizados no ativo imobilizado e transferências de ativos entre empresas pertencentes ao mesmo grupo, controladas direta ou indiretamente pela União, cuja aquisição tenha constado do Orçamento de Investimento; II - benfeitorias realizadas em bens da União por empresas estatais; e III - benfeitorias necessárias à infraestrutura de serviços públicos concedidos pela União. ORÇAMENTO-PROGRAMA Elementos essenciais do Orçamento-Programa OBJETIVOS E PROPÓSITOS perseguidos pela instituição e paracuja execução são utilizados os recursos orçamentários PROGRAMAS instrumento de integração dos esforços governamentais com o intuito de concretizar os objetivos OS CUSTOS DOS PROGRAMAS meios e insumos necessários para a obtenção dos resultados MEDIDAS DE DESEMPENHO medir as realizações (produto final) e os esforços despendidos na execução dos programas PROFESSOR: RICARDO TORQUES DISCIPLINA: NOÇÕES DE DIREITO ELEITORAL DIREITOS POLÍTICOS - Para aquisição dos direitos políticos, não basta ser brasileiro. Há necessidade de serem preenchidas algumas condições, entre as quais o alistamento eleitoral. → O alistamento eleitoral constitui um procedimento administrativo pelo qual o interessado preenche o requerimento para se cadastrar como eleitor. → Procedimentalmente se requer: qualificação + inscrição. ● qualificação: comprovação dos requisitos exigidos na Constituição e na legislação eleitoral. ● inscrição: ato do juiz eleitoral que, após verificar os requisitos, defere o pedido ao interessado e o inclui na lista geral de eleitores. * Os outros requisitos envolvem preenchimento de condições de elegibilidade e não incorrência nos impedimentos de inelegibilidade. - A capacidade eleitoral divide-se em passiva e ativa. → A capacidade eleitoral ativa envolve o direito de votar e de participar diretamente da vida política do Estado; → A capacidade eleitoral passiva, por sua vez, abrange o direito de ser votado. - A capacidade eleitoral ativa consiste na possibilidade de a pessoa participar do processo democrático por intermédio do voto ou dos meios diretos previstos (plebiscito, referendo e iniciativa popular). → Nosso texto constitucional, discrimina alistamento e voto obrigatórios, alistamento e voto facultativos e alistamento e voto não permitidos: ● alistamento e voto obrigatórios: maiores de 18 anos (e menores de 70) ● alistamento e voto facultativos: a) analfabetos; b) maiores de 70; e c) entre 16 e 18 anos ● alistamento e voto não permitidos: a) estrangeiros; e b) conscritos. → Sobre o conscrito: o simples fato de a pessoa estar prestando serviço militar obrigatório resulta na situação jurídica de conscrito. - A capacidade eleitoral passiva envolve a prerrogativa de ser votado, para o qual a Constituição fixa como requisitos: a) observar as condições de elegibilidade; e b) não incorrer nas hipóteses de inelegibilidades. → Cumpre, inicialmente, distinguir elegibilidade de inelegibilidade. → requisitos de elegibilidade: ● são disciplinados na Constituição e em leis ordinárias; ● decorrem de atos lícitos praticados pelos interessados; ● permitem que o interessado concorra a cargos políticos; ● denominados de requisitos positivos. ● hipóteses de inelegibilidade ● são disciplinados na Constituição e em leis complementares; ● em regra, decorrem da prática de atos ilícitos; ● vedam a possibilidade de o interessado concorrer validamente a um cargo público eletivo; ● denominados de requisitos negativos. → São condições de elegibilidade: nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima. → A Constituição fixa regras relativas à aferição das condições de elegibilidade. ● na data do registro da candidatura ○ nacionalidade (nata ou naturalizada); * A Constituição apenas veda que o Deputado Federal ou o Senador da República brasileiros naturalizados tornem-se Presidentes das respectivas casas. ● exercício dos Direitos Políticos (não pode estar com direitos políticos perdidos ou suspensos) ● alistamento eleitoral ● idade mínima apenas para Vereador ● na data do pleito ○ tempo de domicílio eleitoral (6 meses) * na circunscrição (espaço geográfico onde ocorrem as eleições) ** local onde o candidato tem residência ou no qual mantém vínculos políticos, sociais ou econômicos (conceito amplo). ● tempo de filiação partidária (6 meses ou o que fixar o estatuto do partido político) * Não há candidaturas avulsas ou independentes de filiação partidária. ● na data da posse: idade mínima para todos os cargos, exceto para vereador. * A emancipação civil não tem qualquer efeito sobre a condição de elegibilidade da idade mínima. ** De acordo com a CF, as idades mínimas são as seguintes: 35 anos → Presidente e Vice-Presidente → Senador 30 anos → Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal 21 anos → Deputado Federal → Deputado Estadual ou do Distrito Federal → Prefeito e Vice-Prefeito → Juiz de paz 18 anos → Vereador → As hipóteses de inelegibilidades têm por finalidade garantir a: ● probidade administrativa; ● moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato; ● Normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. → As inelegibilidades são aferidas quando do registro da candidatura. * ADPF 144/DF: somente com o trânsito em julgado da sentença condenatória é possível falar em suspensão dos direitos políticos e, consequentemente, em inelegibilidade. Esse dispositivo privilegia o princípio da presunção de inocência. → Distingue-se inelegibilidade absoluta de relativa: ● absoluta: implica a inelegibilidade para qualquer cargo político ● relativa: implica a inelegibilidade apenas para certos cargos → Distingue-se inelegibilidade direta de reflexa ● direta: atinge apenas o candidato ● reflexa: atinge os familiares e cônjuge - São absolutamente inelegíveis os → inalistáveis ● estrangeiros ● conscritos ● privados dos direitos políticos (definitiva ou temporariamente) ● absolutamente incapazes → analfabetos * A alfabetização pode ser comprovada mediante comprovante de escolaridade, declaração de próprio punho, CNH (gera presunção). O exercício anterior de mandato eletivo, entretanto, não é circunstância capaz de comprovar a condição de alfabetizado. - Na seara das inelegibilidades relativas, temos: → A inelegibilidade por razão funcional, segundo a qual admite-se apenas uma única reeleição para os cargos do Poder Executivo. * Não impede de concorrer a outros cargos no Legislativo após dois mandatos. ** Para o vice, devemos ficar atentos à questão da substituição x sucessão para caracterizar primeiro mandato: “enquanto a substituição tem sempre o caráter provisório e pressupõe justamente o retorno do titular, a sucessão tem contornos de definitividade e pressupõe a titularização do mandato pelo vice (único sucessor legal do titular), razão pela qual a sucessão qualifica-se como exercício de um primeiro mandato, sendo facultado ao sucessor pleitear apenas uma nova eleição.”. De todo modo, caso tenha sucedido, nada impede de desincompatibilizar. *** A vedação à sucessivas reeleições se aplica à chapa, não apenas ao titular. Desse modo, o exercício de sucessivas vezes o cargo de vice não é admitido. **** O exercício por duas vezes do cargo de vice não impede que agora a pessoa concorra ao cargo de titular, pois estará concorrendo a cargos diversos. ***** Após dois mandatos consecutivos, o titular não poderá se candidatar como vice do cargo do qual era titular. ****** Se o vice em substituição ou o sucessor desejar concorrer às próximas eleições como vice, deverá se desincompatibilizar. ******* Aplica-se a vedação ao prefeito itinerante (ou profissional), de modo que “a reeleição é permitida por apenas uma única vez. Esse princípio impede a terceira eleição não apenas no mesmo Município, mas em relação a qualquer outro Município da Federação”. - Haverá inelegibilidade reflexa apenas em relação ao Presidente da República, ao Governador de Estado e do Distrito Federal e aos Prefeitos, ou seja, apenas em relação aos detentores de mandato eletivo no Poder Executivo. → Atinge cônjuge/parente até 2º grau. São abrangidos: ● pais (inclusive madrasta e padrasto) ● avós ● filhos ● netos ● irmãos ● sogros (inclusivepadrasto ou madrasta do cônjuge ou companheiro) ● avós do cônjuge ou companheiro ● enteados, genros e noras (inclusive do cônjuge ou companheiro) ● netos ● cunhados (irmãos do cônjuge ou companheiro) → Parente, que eventualmente seria atingido pela inelegibilidade, não sofre qualquer restrição, quando esse parente já for titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. → Há a possibilidade de o titular do cargo desincompatibilizar-se seis meses antes do pleito no qual concorrerá o parente, com a finalidade de evitar o impedimento. → A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade reflexa. → Na hipótese de falecimento do titular: ● afasta a inelegibilidade reflexa do cônjuge/companheiro; ● não afasta o impedimento em razão do terceiro mandato familiar consecutivo, caso o falecido estivesse no curso do segundo mandato e o cônjuge/companheiro pretendesse concorrer ao mesmo cargo. - Temos, ainda, alguns casos específicos de inelegibilidades previstos na Constituição: → inelegibilidade do militar 1º Não pode ser conscrito 2º Se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade 3º Se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. → inelegibilidade de magistrados e MPs: são obrigados a se aposentar ou a se exonerar dos respectivos cargos para concorrerem à eleição e devem observar os prazos de desincompatibilização previstos na Lei Complementar nº 64/1990, momento em que se dá, concomitantemente ao afastamento, a filiação partidária. - Impugnação ao Mandato Eletivo (AIME) → impugnado ante a Justiça Eleitoral; → prazo de quinze dias contados da diplomação (decadencial); → instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude; # abuso do poder econômico: utilização de recursos nas campanhas eleitorais contrariamente ao que prevê a legislação eleitoral, com o propósito de desequilibrar o resultado das eleições; # corrupção: ação daquele que promete, oferece, solicita ou recebe vantagem indevida; e # Fraude: artimanha, artifício ou ardil para induzir o eleitor em erro. → tramitará em segredo de justiça; → responde o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. → competência para julgamento: # eleições municipais: juiz eleitoral; # eleições gerais: TRE; # eleições presidenciais: TSE. → legitimados: MP, partidos políticos, coligações e candidatos que tiverem concorrido às eleições. → se procedente, implica no refazimento das eleições, independentemente da votação obtida (art. 224, 3º, do CE). PARTIDOS POLÍTICOS - Funcionamento parlamentar (o partido político, na medida em que elege membros políticos, deve possuir passagem nas Casas Legislativas para apresentação e defesa de seus ideais. Assim, não apenas o candidato eleito, mas também o partido político ao qual está filiado, deverão ter amplo acesso para discussão e formação de consenso, de modo que os ideais defendidos pelos partidos sejam levados em consideração na aprovação de leis). - Não existe a obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas de âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal para a formação de coligações (verticalização partidária). - A partir de 2020 será admissível coligações apenas nas eleições majoritárias. - Fidelidade partidária → Fidelidade constitui o compromisso que o representante político assume em respeitar as deliberações democraticamente aprovadas pelo seu partido e de se manter fiel ao partido enquanto estiver no exercício de mandato, tanto na esfera do Poder Executivo quanto na do Poder Legislativo. → No caso de desfiliação imotivada: ● caso seja ocupante de cargo político-eletivo escolhido pelo sistema majoritário (não há perda do cargo); ● caso seja ocupante de cargo político-eletivo escolhido pelo sistema proporcional (perde-se o mandato). - Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais e os Vereadores que se desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, salvo nos casos de anuência do partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei, não computada, em qualquer caso, a migração de partido para fins de distribuição de recursos do fundo partidário ou de outros fundos públicos e de acesso gratuito ao rádio e à televisão. - Para receber recursos do fundo e para ter direito de usar gratuitamente rádio e TV o partido deve: → obter, pelo menos, 3% dos votos válidos para a última eleição para a Câmara dos Deputados distribuídos 1/3 das unidades da Federação com, no mínimo 2% dos votos em cada uma delas; ou → tiver, pelo menos, 15 Deputados Federais distribuídos em, pelo menos, 1/3 das unidades da Federação. - Cota constitucional de gênero nas eleições: → aplicação de, no mínimo, 5% dos recursos do fundo partidário na criação e na manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, de acordo com os interesses intrapartidários; → 30% do FEFC, da parcela do fundo partidário e do tempo gratuito de rádio e de TV devem ser destinados às candidatas. JUSTIÇA ELEITORAL Órgãos da Justiça Eleitoral TSE Regras de Composição - Composição → eleitos ● 3 dentre os Min do STF ● 2 dentre os Min. do STJ → indicados pelo STF e nomeados pelo Presidente da República: 2 advogados * segundo a CF: no mínimo 7 membros (lei complementar poderá aumentar). * são membros de tribunal superior que não precisam de aprovação pelo Senado Federal. - Regras sobre a composição → Os membros provenientes do STF e do STJ são eleitos por votação secreta pelos próprios Tribunais Superiores. → Dois membros são oriundos da advocacia e serão nomeados a partir de uma lista formada pelo STF (“dois dentre 6 advogados” = duas listas tríplices). → Requisitos para que um advogado possa ser escolhido Min. do TSE: ● notável saber jurídico; ● idoneidade moral; ● 10 anos de atividade (Res. TSE 23.517/2017). → Não poderão ser escolhidos comoministros do TSE os advogados que ● ocupem cargo em comissão; ● sejam proprietários ou sócios de empresa que seja beneficiária com subvenção, com privilégio, com isenção ou com favor em razão de contrato com a Administração Pública; ou ● exerçammandato político. - Aos três, deve-se exigir (STF/STJ/advogados): → afastamento da homologação da convenção até diplomação (e processos decorrentes) caso cônjuge/parente até 2º grau de candidato na circunscrição. → exclusão do último membro, caso cônjuge/parente até 4º grau entre si. - Principais cargos no TSE → Presidente: Min. do STF → vice-Presidente: Min. do STF → Corregedor-Geral Eleitoral: Min. do STJ - Quórum para as Sessões: → As decisões são tomadas por maioria de votos, desde que presentes a maioria dos membros (instalação: ao menos, 4 Juízes; votação: maioria dos presentes). → Exige-se presença de todos os ministros para votar: interpretação da CE em face da CF; cassação de registro de partidos políticos; recursos que importem a anulação geral das eleições ou perda de diplomas; - Será de competência do TSE julgar alegações de suspeição e de incompetência contra: → Juízes do TSE → Procurador-Geral Eleitoral → funcionários da Secretaria do TSE Competência - Há regras de competência judicante (originária e recursal), normativa, administrativa e consultiva. - Competência judicial originária: 1) Cassação de registro de partidos e diretórios nacionais. 2) Cassação de registro de candidatos à Presidência e vice-Presidência. 3) Conflitos de jurisdição entre TREs e juízes eleitorais de TREs distintos. 4) Arguições de suspeição e impedimento (Min. TSE, Procurador-Geral Eleitoral e Secretaria) 5) Habeas corpus contra ato dos TREs e Min. de Estado. 6) Mandado de segurança contra ato dos TREs. 7) Reclamações contra partidos (contabilidade e origem de recursos) 8) Impugnações à impugnação, resultado geral, proclamaçãodos eleitos e expedição de diplomas para eleição presidencial. 9) Pedido de desaforamento de feito não decidido nos TREs (+ 30 dias) 10) Reclamações contra Min. TSE por processo não julgado (+ 30 dias) (*CNJ) 11) Ação rescisória no prazo de 120 dias. - Competência para julgar crimes e ações constitucionais eleitorais e conexas: 1) Crime eleitoral cometido por Ministro do TSE - STF (art. 102, I, c, da CF). 2) Crime eleitoral cometido por Juiz de TRE - STJ (art. 105, I, a, da CF). 3) Habeas corpus eleitoral contra Presidente da República - STF (art. 102, I, i, CF) 4) Habeas corpus eleitoral contra Ministro de Estado - TSE (art. 105, I, c, da CF, c/c art. 22, I, e, do CE) 5) Habeas corpus eleitoral contra Tribunal do TRE - TSE (art. 22, I, e, do CE, c/c art. 121, §4º, da CF - se denegatório) 6) Mandado de segurança contra ato do Presidente - STF (art. 102, I, d, da CF) 7) Mandado de segurança contra ato de Ministro de Estado - STJ (art. 105, I, b, da CF) 8) Mandado de segurança contra Tribunal do TRE - TSE (art. 22, I, e, do CE) 9) Habeas corpus ou mandado de segurança eleitoral contra Juiz de TRE - pleno do TRE respectivo (art. 21, VI, da Lei Complementar nº 35/1979 e Súmula TSE 34) 10) Habeas corpus contra ato do TSE - STF (art. 6º, I, a, RISTF) 11) Habeas corpus contra ato de Ministro do TSE - pleno do TSE 12) Mandado de injunção contra norma regulamentadora da competência do TSE - STF (art. 102, I, q, da CF) 13) Mandado de injunção contra norma regulamentadora da competência do TRE (apenas se denegatório) - TSE (art. 121, §4º, da CF) 14) Habeas data contra TSE - STF (art. 102, II, a, da CF) 15) Habeas data contra TRE (apenas denegatórios) - TSE (art. 121, §4º, V, da CF - Competência Recursal → Cabe recurso do TRE para o TSE A) Especial ● decisão contrária à Constituição ou à lei ● decisão com interpretação da lei divergente de outros TREs (uniformização da jurisprudência) B) Ordinário ● decisões em inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleitorais federais (Deputados Federais e Senadores da República) ou estaduais (Governador, vice-Governador e Deputados Estaduais). ● decisões de anulação de diplomas ou perda de mandados eletivos federais ou estaduais ● decisões denegatórias de habeas corpus, mandado de segurança, habeas data ou mandado de injunção. → Das decisões do TSE cabe, para o STF: A) recurso extraordinário: se declarar a invalidade de lei ou ato contrário à Constituição B) recurso ordinário: se denegar habeas corpus ou mandado de segurança - Competência administrativas, consultivas e normativas → Aprovar o afastamento do exercício dos cargos efetivos dos juízes dos Tribunais Regionais Eleitorais. → A redução de membros do TRE é vedada. A elevação do número de membros é possível até o limite de nove. → Eleições: A) regra As eleições, em primeiro turno, ocorrerão no primeiro domingo de outubro do ano respectivo. SE NECESSÁRIO o segundo turno, ele ocorrerá no último domingo de outubro. B) competência TSE: excepcionalmente, o TSE poderá determinar a nova data para a realização das eleições presidenciais, em caso de anulação geral das eleições, para o cargo de Presidente e vice-Presidente. → Ao TRE compete dividir a circunscrição em zonas eleitorais, bem como a criação de novas zonas. A aprovação da divisão ou a criação de zonas será decidida pelo TSE. → Responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas em tese por autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político. TRE Regras de Composição - Composição do TRE: → eleitos pelo TJ: ● 2 Desembargadores do TJ ● 2 Juízes de Direito → por escolha do TRF respectivo: 1 Juiz TRF/Federal → indicado pelo TJ e nomeado pelo Presidente da República: 2 advogados - Os Desembargadores e Juízes do TJ são escolhidos em votação secreta. - Os advogados: → escolhidos pelo TJ; → nomeados pelo Presidente da República; → requisitos: a) idoneidade moral; b) notório saber jurídico; e c) 10 anos de atividade jurídica (Res. TSE). → lista tríplice: 1º - votada abertamente pelo TJ 2º - encaminhada ao TRE respectivo 3º - encaminhada ao TSE 4º - enviada ao Presidente para nomeação → impugnação da lista: publicidade pelo TSE, impugnação pelo partido no prazo de 5 dias. → não podem integrar o TRE na classe dos advogados: ● ex-magistrados ● ex-membros do Ministério Público - vedação à relação de parentesco entre membros, abrange: → cônjuge/companheiro → parentes até 4º grau - Não poderão ser escolhidos comomembros do tre os advogados que → ocupem cargo em comissão; → sejam proprietários ou sócios de empresa que seja beneficiária com subvenção, com privilégio, com isenção ou com favor em razão de contrato com a Administração Pública; ou → exerçammandato político. - Tanto os membros do TSE como do TRE, oriundos da advocacia, serão nomeados pelo Presidente da República. - Presidente, vice e Corregedor-Regional → Presidente do TRE � Desembargador do TJ mais votado → vice-Presidente do TRE � Desembargador do TJ menos votado → Corregedor-Regional Eleitoral � previsto em regimento interno - mandato → 2 anos + 1 recondução, pelo mesmo procedimento. → impedimento: da homologação da convenção até a diplomação dos eleitos, em caso de ser cônjuge/companheiro ou parente até 2º grau. - Deliberações: → regra: os TREs deliberam por maioria de votos, em sessão pública, com a presença da maioria dos membros → quórum qualificado: a) quórum de instalação: 7 b) quórum de votação: 4 matérias: ● ações que importem cassação de registro ● ações que implicam a anulação geral de eleições ● ações que levem a perda de diplomas Regras de Competência - A competência divide-se em judicial, administrativa, normativa e consultiva. - A competência judicial será originária ou recursal. - São regras de competência judicial originária do TRE: → Cassação de registro dos diretórios estaduais e municipais. → Cassação do registro de candidatos a Governador, a vice-Governador, a membro do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas. → Processar e julgar as exceções de suspeição e impedimento ● dos Juízes do TRE ● do Procurador-Regional Eleitoral ● dos funcionários da Secretaria do TRE ● dos juízes eleitorais ● dos servidores eleitorais → Crimes eleitorais cometidos pelos juízes eleitorais são julgados pelo TRE. → Habeas corpus e mandado de segurança perante o TRE ● HC ou MS contra ato de autoridade que responde por crime de responsabilidade perante o TJ. ● HC ou MS, em grau de recurso, quando denegados ou concedidos pelo Juízes Eleitorais. ● HC quando houver perigo de se consumar a violência antes que o Juiz Eleitoral possa decidir. - Cabe recurso ao TRE: → das decisões proferidas pelos juízes e pelas juntas eleitorais; → das decisões dos juízes eleitorais em habeas corpus e em mandado de segurança. * Lembre-se: recursos ... ● ... do juiz/junta para o TRE � prevalece o princípio do duplo grau de jurisdição ● ... do TRE para o TSE � prevalece o princípio da irrecorribilidade das decisões eleitorais - Quanto à competência administrativa, normativa e consultiva, destaca-se: → constituir as juntas eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição; → responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas, em tese, por autoridade pública ou partido político; e → dividir a respectiva circunscrição em zonas eleitorais, submetendo essa divisão, assim como a criação de novas zonas, à aprovação do Tribunal Superior. Juízes Eleitorais - Os Juízes Eleitorais exercem a jurisdição dentro do espaço geográfico delimitado pela Zona Eleitoral. - O cartório eleitoral é a sede do juízo eleitoral - Não poderão ser chefe de cartório →membro de diretório de partido político → candidato ou seu cônjuge ou familiar até 2º grau. - Competência (destaques) → A competência do Juiz Eleitoral em relação às matérias criminais, ao habeas corpus e ao mandado de segurança é subsidiária. → dividir a zonaem seções eleitorais. → ordenar o registro e a cassação do registro dos candidatos aos cargos eletivos municipais e comunicá-los ao Tribunal Regional. → em até 60 dias antes do pleito, ● designar as seções eleitorais da Zona Eleitoral ● nomear os membros das mesas receptoras Juntas Eleitorais - Composição → juiz de direito → 2 ou 4 cidadãos de notória idoneidade - Transitoriedade das juntas → surgimento: nomeação 60 dias antes das eleições → extinção: diplomação dos eleitos para os cargos municipais - Procedimento de escolha: 1º - Juiz Eleitoral escolhe os membros 2º - 10 dias antes da nomeação divulga-se a lista para eventuais impugnações (no prazo de 3 dias) 3º - Nomeação (60 dias antes do pleito) - Não podem ser nomeados membros das juntas: → candidatos, seus cônjuges/companheiro ou parentes até 2º grau; →membros de diretorias de partidos políticos; → autoridades e agentes policiais; → funcionários que exerçam cargo de confiança no Executivo; → quem pertencer ao serviço eleitoral (servidores, por exemplo). → não podem ser cônjuge/companheiro ou parente entre si (art. 64, da Lei nº 9.504/1997) - Competência → apurar as eleições (no prazo de 10 dias). → resolver impugnações durante os trabalhos de apuração. → expedir boletins de urna. → expedir diploma dos eleitos para cargos municipais. ALISTAMENTO ELEITORAL Noções Introdutórias - Alistamento eleitoral é o processo realizado para a aquisição da cidadania. Trata-se de pressuposto objetivo da cidadania, que confere à pessoa a capacidade eleitoral ativa (ius suffraggi). → Ato administrativo de caráter vinculado. Excepcionalmente, o alistamento poderá ser constituído em ato jurisdicional, na hipótese de recurso (conflito de interesses). → Uma vez qualificado e inscrito perante o juiz eleitoral, o eleitor passa a integrar ao corpo de eleitores, podendo votar. - O domicílio eleitoral é o local onde o cidadão deve se alistar e o local onde poderá candidatar-se a cargos eletivos. → Entre as condições de elegibilidade, está o domicílio eleitoral na circunscrição por, pelo menos, seis meses (conforme alterado pela Reforma Eleitoral de 2017). → O conceito de domicílio eleitoral é mais flexível comparado às regras que definem o domicílio civil. → O domicílio poderá ser, à escolha do interessado, qualquer um dos lugares em que mantenha vínculo residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha do município (art. 23, Res. TSE 23.659/21). → O prazo mínimo de domicílio para fins de elegibilidade é de 6 meses. - O alistamento eleitoral pode ser obrigatório ou facultativo → Será obrigatório para maiores de 18 anos → Será facultativo para: ● Analfabetos; ● adolescentes entre 16 e 18 anos; ● maiores de 70. - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiro, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos e aqueles que perderam os direitos políticos. → No caso de perda: ● é hipótese de inalistabilidade; ● gera o cancelamento do alistamento; ● não impede o alistamento, mas deve ser lançado o código ASE que indique impedimento ao exercício do direito de votar. → A aquisição do gozo de direitos políticos por pessoa brasileira em Portugal não acarreta a suspensão de direitos políticos ou o cancelamento da inscrição eleitoral e não impede o alistamento eleitoral ou as demais operações do cadastro eleitoral. - Temos, ainda, algumas situações específicas: → Alistamento por menor de 16 anos em ano eleitoral Admite-se a inscrição eleitoral do menor aos quinze anos de idade, desde que complete 16 anos antes do pleito, pois o último dia para comparecer para efetuar o alistamento é o centésimo quinquagésimo primeiro dia antes do pleito, já que no centésimo quinquagésimo dia não será recebida a inscrição eleitoral. Temos uma regra que gera efeito suspensivo na inscrição eleitoral. Somente com 16 anos completos a inscrição eleitoral produzirá plenos efeitos e o jovem poderá exercer a cidadania. → Não aplicação de multa ao brasileiro nato que alistar-se até os 19 anos e ao naturalizado que se alistar até um ano após adquirida a nacionalidade. → Alistamento até os 19 anos: o sujeito que não se alistar até os 19 anos de idade sofrerá multa a ser aplicada pelo Juiz Eleitoral. Não se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua inscrição eleitoral até o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que completar 19 anos. → Alistamento do naturalizado: prazo de um ano para alistamento eleitoral. Passado o período de um ano, se não se alistar, sofrerá imposição de multa. → Alistamento do alfabetizado: a multa não será aplicada a quem se alfabetizar. → A multa também não será aplicada para a pessoa que declarar, perante qualquer juízo eleitoral, sob as penas da lei, seu estado de pobreza. PROCEDIMENTOS DO CADASTRO - Diretrizes do procedimento: →modernização e desburocratização da gestão do cadastro eleitoral; → conformidade com a LGPD (Lei 13.709/2018); → preservação e facilitação do exercício da cidadania; → expansão e especialização dos serviços eleitorais. - O processamento do alistamento eleitoral se dá de forma eletrônica e é uniforme em todo o território nacional. - O Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) é formulário, no qual todas as informações necessárias à apreciação do pedido de alistamento deverão estar dispostas, deve ser preenchido e processado eletronicamente. → direito à autodeclaração; → adequada identificação da pessoa eleitora; → local de votação (leva em consideração a preferência manifestada pelo eleitor). - Há previsão na Res. TSE de concretização do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana , garantindo o direito à autodeclaração da pessoa eleitora com previsão de: → previsão de nome social → opções de identidade de gênero → ampliação do campo de filiação → identificação como indígena ou quilombola →indicação de se tratar de pessoa com deficiência entre outras mudanças. - São operações do alistamento: → ALISTAMENTO: hipóteses: 1) Quando o interessado se apresentar perante a justiça e não for identificada inscrição em nenhuma zona eleitoral (do país ou exterior). 2) Quando o interessado se apresentar e for encontrada inscrição cancelada por determinação de autoridade judicial. → TRANSFERÊNCIA: utilizada para alterar o domicílio eleitoral constante do cadastro, ainda que haja eventual correção de informações. → REVISÃO: utilizada pelo eleitor que necessitar alterar o local de votação dentro do mesmo município, com ou sem alteração da zona eleitoral; para retificar dados pessoais; e para regularizar a situação de inscrição cancelada. → 2ª VIA: utilizada quando o eleitor, devidamente inscrito e em situação regular, requerer a segunda via do título eleitoral, sem qualquer alteração. TÍTULO ELEITORAL - O título é o documento que atesta o alistamento eleitoral, habilitando o cidadão a exercer o direito de voto. - Não faz prova da quitação eleitoral. - A data da emissão será considerada a data do preenchimento do requerimento em caso de: → alistamento; → transferência; → revisão; → segunda via. - O título de eleitor é documento pessoal e não poderá ser entregue a terceiro, nemmesmo por meio de procuração. - Portanto, nos 150 dias anteriores ao pleito, até a conclusão dos trabalhos de apuração em âmbito nacional, não serão recebidos requerimentos de alistamento ou de transferência. Com a processamento dos dados de eleição, são aceitos novamente pedidos de alistamento e de transferência. - Quanto à apresentação do título no dia das eleições: → exige-se a apresentação de documento com foto → não é obrigatório comparecer com o título e com documento com foto → portar o título eleitoral é dispensável no dia das eleições para o exercício do voto. → O eleitor ou a eleitora que tenha biometria registrada na Justiça Eleitoral poderá utilizar a via digital do título de eleitor como identificação para finsde votação. ALISTAMENTO INICIAL - Quando o eleitor comparecer à JE para se inscrever pela primeira vez, quando não for encontrada inscrição anterior ou quando houver decisão de exclusão da inscrição do Juiz Eleitoral. - Deve comparecer até o 151º dia antes das eleições. - Apresentar um destes documentos: a) carteira de identidade b) carteira profissional c) certificado de quitação do serviço militar d) certidão de nascimento ou de casamento e) instrumento público do qual conste a idade mínima de 15 anos e demais elementos necessários ao alistamento f) documento congênere ao registro civil, expedido pela Funai; g) portaria do ministro da Justiça e o documento de identidade de que tratam os arts. 22 do Decreto nº 3.927, de 2001, e 5º da Lei nº 7.116, de 1983, para as pessoas portuguesas. → Regras específicas referente à documentação: certificado de quitação do serviço militar: # exigido dos homens, que pertencem à classe dos conscritos; # será dispensado o documento: 1 - não tenha iniciado o período de conscrição (ainda que maior de 18 anos); 2 – se completar 45 anos após 31/12 certidão de nascimento/casamento # devem ser fornecidas gratuitamente # deve ser fornecida no prazo de 15 dias. # infração: crime de perturbação ou impedimento do alistamento (art. 293, CE). ● documento público do qual conste idade e demais documentos: # passaporte (não tem filiação, se anteriores a 2015) e CNH (não há nacionalidade) não são aceitos. # CTPS (era pela MP 905/2019, mas não foi convertida em Lei) O TSE aceita como documento para identificação para votar, mas há divergência quanto à possibilidade de ser utilizado o documento para alistamento. Os documentos podem ser apresentados de forma digital. Pode ser utilizado o nome social e deve ser respeitada a identidade de gênero. - Atendimento presencial: → O Servidor irá preencher o RAE com as informações prestadas pelo eleitor, prestando qualquer esclarecimento necessário; → O eleitor fará a verificação dos dados e caso seja necessário o atendente fará a leitura dos dados para conferência; → Caso seja utilizado o sistema biométrico não será necessário a assinatura no formulário, pois ela será suprida pela assinatura digital; → Caso não seja possível a assinatura o atendente deverá registrar o motivo; → Caso não seja utilizado o sistema biométrico o RAE deverá ser impresso e deve ser colhida a assinatura ou digital. Não sendo possível o atendente deverá fazer constar o motivo da impossibilidade. - Procedimento: ● Comparecimento do eleitor ● Perguntas objetivas para o preenchimento do RAE e esclarecimentos ● Verificação dos dados pela pessoa atendida ● a pessoa será informada de que o deferimento fica sujeito à verificação, pelo juízo eleitoral ● o título eleitoral será expedido e entregue à pessoa, salvo se for por ela dispensado o recebimento do documento. ● Submissão a despacho do juiz (na prática, a conferência é efetuada pelo próprio servidor) - Recurso: a) do indeferimento pelo eleitor (notificação) ou pelo Ministério Público Eleitoral no prazo de 5 dias; b) do deferimento por qualquer partido ou pelo Ministério Público Eleitoral no prazo de 10 dias, a contar sempre do 1º e 15º dias de cada mês. - Admite a adoção de diligências, com possibilidade de notificação do requerente para comparecer em cartório. - Gratuidade de certidões registrais para fins de alistamento. - Interrupção do contrato de trabalho para alistamento: → comunicação prévia ao empregador com 48 horas de antecedência; → afastamento por, no máximo, 2 dias; → o empregado continua recebendo salário nos dias em que estiver afastado. - Alistamento da pessoa com deficiência: → alistamento e voto obrigatórios, conforme regras da CF; → deve ocorrer de forma inclusiva e como direito fundamental; → poderá exercer o voto mediante auxílio de terceiros; → não é hipótese de suspensão dos direitos políticos. * a PcD pode ser: capaz (ainda que esteja sob regime de tomada de decisão apoiada) ou relativamente incapaz (mediante curatela), Em nenhum caso, haverá impedimento para o alistamento. * O CE prevê seções específicas para cegos (art. 50, CE), mas isso é discriminatório e vedado pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (art. 76, 1, I, Lei 13.145 e art. 14 Res TSE 23.659/21) TRANSFERÊNCIA - Utilizada sempre que o eleitor desejar alterar o domicílio (leia-se, mudar o município). - Deve comparecer até o 151º dia antes das eleições. - Permanece com omesmo número (só muda a UF, se for o caso). - Requisitos: a) Requerimento até o 151º dia antes das eleições; b) Decurso do prazo de 1 ano desde a última transferência; c) Pelo menos 3 meses de residência no novo domicílio; e d) Regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para auxiliar nos trabalhos eleitorais. - Observações: →Mudança de domicílio = mudança de município → Permanece com omesmo número de inscrição → Tempomínimo de 3 meses pode ser declarado. → Obrigações cívicas: comparecimento às urnas e atendimento a convocações para auxiliar nos trabalhos eleitorais. - Há regra específica para (e membros da família) não precisa comprovar, se for removido ou transferido ou tomar posse: 1) 3 meses de domicílio; e 2) 1 ano do alistamento ou última transferência. → Também se aplica para indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores rurais safristas e pessoas que tenham sido forçadas, em razão de tragédia ambiental, a mudar sua residência. - Recurso: a) do indeferimento pelo eleitor(notificação) ou pelo Ministério Público Eleitoral no prazo de 5 dias; b) do deferimento por qualquer partido ou pelo Ministério Público Eleitoral no prazo de 10 dias, a contar sempre do 1º e 15º dias de cada mês. - É vedada a transferência e a revisão de inscrição envolvida em coincidência ou cancelada em decorrência de perda de direitos políticos ou por decisão de autoridade judiciária. - Ordem de transferência de inscrições canceladas: 1º - Transfere-se a inscrição utilizada para votar no último pleito. 2º - Se nunca usadas para votar, transfere-se a inscrição mais antiga. 2ª VIA - Requerimento de expedição de novo título pelo extravio do anterior. - Permite-se a emissão da segunda via ainda que a inscrição esteja suspensa ou que haja pendências quanto ao regular comparecimento às urnas ou atendimento a convocações para auxiliar nos trabalhos eleitorais. - O título prova o alistamento, não a quitação eleitoral. - Pode requerer, no domicílio eleitoral, até 10 dias antes das eleições ou, se estiver fora, deverá requerer com a antecedência de 60 dias. → Hoje, desnecessário diante do e-título. - Requisitos: a) estiver devidamente inscrito; b) com situação regular ou suspensa; e c) não houver qualquer alteração nos dados. - Qualquer tempo de acordo com a Resolução. - Ainda que haja pendências quanto ao comparecimento às urnas ou para auxiliar nos trabalhos eleitorais - A segunda via será emitida no momento do atendimento (automaticamente). REVISÃO - Utilizada para a alteração do local de votação (dentro do mesmo município, com ou sem mudança de Zona Eleitoral), para a retificação de dados pessoais e para a regularização de inscrição cancelada. - A legislação eleitoral não prevê prazos. - Os dados serão retificados no momento do atendimento (automaticamente). ADMINISTRAÇÃO DO CADASTRO ELEITORAL - O cadastro eleitoral é fiscalizado pelos partidos por meio de → delegados, cuja atribuição é: ● acompanhar os serviços de alistamento; ● requerer cancelamento de inscrição eleitoral; e ● examinar mediante assinatura de termo de confidencialidade dos dados pessoais a que tenha acesso, sem perturbação dos serviços e na presença de servidor ou servidora → são indicados: ● 3 delegados por Zona Eleitoral; e ● 4 delegados por TRE. - A competência para regulamentar a administração de dados do cadastro eleitoral é do TSE, definindo acesso às informações. - As informaçõesdo cadastro eleitoral poderão ser acessadas pelas instituições públicas e privadas e, inclusive, às pessoas físicas de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados. - Quanto à disponibilização de informações pessoais do cadastro eleitoral: → veda-se a disponibilização, como regra. → não entram na restrição: ● Unidades da própria Justiça Eleitoral para desempenho de suas atribuições; ● Acesso por autoridade judicial; ● Ministério Público e às Polícias Federal e Civil; ● Institutos de Identificação e aos órgãos competentes para a emissão da carteira de identidade nos termos da Lei nº 7.116/1983, restrito ao conjunto de dados, inclusive biométricos, de cidadãos que busquem serviços em seus territórios; ● Órgãos públicos em geral, agentes públicos e entidades, com utilização exclusiva para fins funcionais, prestação de serviço público ou desenvolvimento de política pública. → Na divulgação de informações estatísticas não podem constar dados pessoais dos eleitores. - A Lei dos Partidos Políticos assegura acesso pleno, pelos órgãos nacional e estaduais, às informações dos filiados ao respectivo partido político (art. 19, §§ 3 e 4) - O cadastro eleitoral permanecerá fechado nos 150 dias que antecedem a data das eleições. Logo, o último dia para requerer o alistamento inicial e a transferência é o 151º dia antes da data designada para as eleições. - Distingue-se folha de votação de comprovante de comparecimento às eleições → folha de votação: é um documento no qual consta a lista dos eleitores regulares e liberados para votar, no dia das eleições. → comprovante de comparecimento à eleição: é o canhoto que recebemos logo após exercer o voto, destacado da lista de eleitores pelo mesário. - Há empresas que podem ser conveniadas para execução de serviços relativos ao cadastro eleitoral, quais sejam: → Entidades da Administração Direta ou Indireta; → Empresas privadas de capital exclusivamente nacional. * As empresas conveniadas não poderão utilizar quaisquer dados ou informações constantes do cadastro. A administração do cadastro eleitoral compete a cada um dos TRE, sob a orientação e a supervisão do TSE. Fixa-se, ainda, que o TRE poderá firmar convênios com empresas para auxiliar na execução dos serviços, vedando-se a utilização, por parte das empresas contratadas, dos dados e das informações constantes do cadastro eleitoral. - Não comparecimento às urnas, requer justificação, que poder ser feito: ● 60 dias após o pleito, perante a Justiça Eleitoral; ● no dia das eleições; ● por intermédio do Sistema Justifica; ou ● pelo aplicativo e-Título. Se o eleitor estiver no exterior, a justificativa deve ser apresentada no prazo de 30 dias a contar do retorno ao Brasil. - Dada a obrigatoriedade de atender à solicitação como mesário, deverá justificar no... → prazo de 30 dias, caso não compareça, sob pena de multa. → prazo de 3 dias, em caso de abandono dos trabalhos no curso da votação. PARTIDOS POLÍTICOS - Os partidos são pessoas jurídicas de direito privado; - Devem registrar o documento inicial de constituição – estatuto – no serviço de registro civil de pessoas jurídicas no local da sede do partido. - Não obstante tratar-se de pessoa jurídica de direito privado, é possível a utilização do mandado de segurança contra representantes ou órgãos de partidos políticos. - Por se tratar de pessoa de direito privado, eventuais lides judiciais relativas ao partido político tramitarão pela Justiça Comum, como regra. - Primeiramente, o partido irá constituir-se civilmente. Após, registrará estatuto no TSE. - O partido, quando da constituição, deve demonstrar caráter nacional: → É necessário provar o apoiamento mínimo → Finalidade: afastar a criação de agremiações com caráter regional ou local. → O partido terá dois anos para demonstrar o preenchimento das exigências → o cálculo do apoiamento mínimo, engloba: Deve obter a assinatura com a indicação do título eleitoral de, ao menos, 0,5% do número de votos computados para a última eleição para a Câmara dos Deputados. NÃO são levados em consideração os votos nulos e brancos, apenas os votos válidos. As assinaturas acima devem ser registradas em, pelo menos, 1/3 dos Estados-membros brasileiros. Cada um desses Estados deverá computar, pelo menos, 0,1% do eleitorado recebido no Estado para a Câmara dos Deputados. * A assinatura do cidadão, em apoio à criação do partido político, não constitui ato de filiação ao partido político. Assim, o cidadão que assina a lista não está filiado ao partido em formação. * Embora o analfabeto seja absolutamente inelegível, o entendimento majoritário é no sentido de que ele poderá participar da lista de apoiamento mínimo, desde que esteja alistado (lembre-se de que o alistamento é facultativo). * Não se admite o encaminhamento de ficha de apoiamento de eleitores pela Internet, tendo em vista a exigência contida no art. 9º, § 1º, da Lei nº 9.096/1995. * Não é possível a utilização de cédula de identidade no lugar do título eleitoral. * Partido político em processo de registro na Justiça Eleitoral tem direito de obter lista de eleitores, com os respectivos números do título e zona eleitoral. * Não é possível que eleitores com cadastro em situação irregular assinem lista de apoio para criação de partido. FEDERAÇÕES DE PARTIDOS POLÍTICOS - Envolve a reunião de dois ou mais partidos que após se constituírem e se registrarem, de forma individual, perante o TSE atuarem como se fossem uma única agremiação partidária. - Todos os partidos integrantes devem ter registro definitivo no TSE; - Deverão permanecer no mínimo por 4 anos; - Devem ser constituídos até a data final para as convenções partidárias; - Possuem abrangência nacional; - Devem cumprir todas as normas que regem o funcionamento parlamentar e a fidelidade partidária; - Se submetem às regras de infidelidade partidária. - O estatuto deverá conter regras para a composição de listas para as eleições proporcionais, que vincularão a escolha de candidatos da federação em todos os níveis. - Para fins de aferição da cláusula de desempenho prevista no § 3º do art. 17 da Constituição e no art. 3º da EC nº 97/2017, será considerada a soma da votação e da representação dos partidos que integram a federação. FILIAÇÃO - A filiação é condição de elegibilidade, que requer pleno gozo dos direitos políticos e atender às regras previstas no estatuto. - Admite-se que inelegível, filie-se. - O tempo mínimo de filiação partidária foi reduzido de 1 ano para 6 meses. Não obstante, o estatuto do partido poderá estabelecer um tempo superior de filiação. - A comunicação da filiação será automática. Contudo, o TSE faculta a prova da filiação por outros elementos. - Veda-se a atividade político partidária para: 1 - Militares art. 142, § 3º, V da CF/1988; 2 - Membros do Ministério Público art. 128, § 5º, II, e da CF/1988; 3 - Magistrados art. 95, parágrafo único, III da CF/1988; 4 - Membros do TCU art. 73, §§ 3º e 4º da CF/1988; 5 - Membros da Defensoria Pública arts. 46, V, 91, V, e 130, V da LC nº 80/1994 e 6 - Servidor da Justiça Eleitoral art. 366 do CE/1965. - O cancelamento da filiação partidária se dá pela: →morte; → perda dos direitos políticos - não abrange a suspensão de direitos políticos. → expulsão - é necessário procedimento administrativo → outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo de quarenta e oito horas da decisão; → filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva zona eleitoral. - Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. - A desfiliação é feita pelo cidadão, devendo comunicar o órgão de direção municipal respectivo e o Juiz eleitoral da zona onde estiver inscrito. SISTEMAS ELEITORAIS, CONVENÇÕES, COLIGAÇÕES E REGISTRO DE CANDIDATOS Sistemas Eleitorais - Os sistemas eleitoraisconstituem um conjunto de procedimentos para determinar quem exercerá a representação do povo. - A função e finalidade dos sistemas eleitorais é: → proporcionar a captação de votos segundo a vontade popular → conferir a legitimidade ao exercício do mandato político → possibilitar a representação popular de diversos segmentos da sociedade → fortalecer as relações entre representantes e representados - As eleições, por previsão constitucional, ocorrem: → 1º bloco: eleições nacionais e estaduais (Presidente e vice, Governador e vice, Deputados Federal e Estadual e Senador) � ELEIÇÕES GERAIS → 2º bloco: eleições municipais (Prefeito, vice-Prefeito e Vereador) � ELEIÇÕES MUNICIPAIS - Temos três sistemas eleitorais: majoritário, proporcional e misto. E NO BRASIL? Adotamos o SISTEMA MAJORITÁRIO e o SISTEMA PROPORCIONAL. Não adotamos o sistemamisto. - Quanto ao sistemamajoritário: → O sistema eleitoral majoritário objetiva o princípio da representação da maioria. O candidato que receber a maioria dos votos será considerado vencedor, seja essa maioria absoluta ou relativa. ● No primeiro caso, para ser considerado eleito, o candidato deverá atingir mais dametade dos votos de todo o corpo eleitoral. ● No segundo caso, para ser considerado eleito, o candidato deverá atingir a maioria dos votos em relação aos seus concorrentes. É bem simples, vejamos! → O sistemamajoritário comporta duas espécies. ● sistema majoritário de único turno: exige-se apenas a maioria simples ● sistema majoritário de dois turnos: exige-se a maioria absoluta → E se no município houver exatamente 200.000 eleitores? Será um único turno! Notem que o dispositivo constitucional refere-se a “MAIS de 200.000 mil eleitores”. Logo, com 200 mil adota-se o sistemamajoritário de turno único. → Convoca-se o remanescente commaior votação, se antes do 2º turno um dos candidatos ao cargo de titular, entre os primeiros colocados: ● falecer ● desistir ● houver impedimento legal → No caso do vice, substitui-se por outro candidato do partido ou coligação (entendimento do TSE e da doutrina). → poderá participar das eleições o partido que... ● até 6 meses antes do pleito: tenha registrado, junto ao TSE, seu estatuto ● até a data da Convenção: tiver órgão de direção constituído na circunscrição em que pretenda lançar candidato - Quanto ao sistema proporcional: → nas eleições proporcionais são válidos os votos ● conferidos aos candidatos regularmente inscritos E ● às legendas partidárias. → São eleitos pelo sistema proporcional ● Deputados Federais ● Deputados Estaduais ● Vereadores → O QUOCIENTE ELEITORAL é obtido a partir da razão (da divisão) entre o número de votos válidos distribuídos aos candidatos e/ou diretamente às legendas, sem computar os votos brancos e nulos, pelo número de vagas ofertadas. Do resultado, devemos desprezar a fração se for igual ou inferior a meio (menor que 0,5) ou arredondar para 1 se for superior a meio (maior que 0,5). → O QUOCIENTE PARTIDÁRIO auxilia no cálculo do número de candidatos que o partido conseguiu eleger. Para chegar ao quociente partidário, devemos dividir o número de votos do partido pelo valor encontrado no quociente partidário. → VOTAÇÃO NOMINAL MÍNIMA: obter o quantitativo de votos igual ou superior a 10% do quociente eleitoral. → CÁLCULO DE MÉDIA # São duas as situações em que podem ocorrer a sobra de vagas: 1º - quando, pela distribuição em função do quociente partidário, não fechar completamente o número de vagas. 2º - quando algum dos candidatos, embora classificado no número de vagas do partido, não obtiver a votação nominal mínima. # Para calcular a média para distribuição da sobra, usaremos a seguinte fórmula: Média= (Nº de Votos do Partido)/(Número de vagas obtidas pelo partido+1) # regras complementares 1ª regra: Se houver mais de uma vaga, procede-se novamente a operação acima para distribuição das demais vagas e, assim, sucessivamente. 2ª regra: se o partido com a maior média não tiver candidatos que cumpram a exigência da votação nominal mínima a vaga irá para o próximo partido que tiver a maior média. # OBSERVAÇÕES FINAIS Para participar da distribuição de sobras o partido precisa ter obtido 80% do quociente eleitoral e os candidatos precisam ter obtido 20% deste quociente, ou seja, as regras ficarammais rígidas. No caso de empate na votação de candidatos de um mesmo partido político, será eleito o candidato mais idoso. Se nenhum partido alcançar o quociente eleitoral, a regra de definição das vagas observará o princípio majoritário. Os suplentes serão os candidatos mais votados em ordem, sem a regra da votação nominal mínima acima estudada. Se não houver suplente em caso de vacância serão realizadas novas eleições, exceto se faltar menos de quinze meses para o término do mandato. COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA - Coligação é o consórcio de partidos políticos formados com o propósito de atuação conjunta e cooperativa na disputa eleitoral. - Coligação partidária: → agrupamento de partidos → temporário → não possui personalidade jurídica → atua perante a Justiça Eleitoral como se fosse um partido - Os partidos têm liberdade para se organizarem sob a forma de coligações apenas nas eleições majoritárias. → Essa regra difere da VERTICALIZAÇÃO PARTIDÁRIA, uma vez que NÃO existe a obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas de âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal para a formação de coligações. → Pela previsão da EC nº 97/2017 não há mais coligações para as eleições proporcionais. - Menção das legendas quando houver coligações: usará obrigatoriamente a legenda de todos os partidos, sob sua denominação. - Quanto ao registro de candidatos pela coligação, a Lei das Eleições estabelece um rol de pessoas legitimadas a assinar o pedido. Esse rol é alternativo, ou seja, se um deles assinar basta. Não é necessária a assinatura por todos os indicados. → Podem subscrever o pedido de registro: ● Presidentes dos partidos coligados ● Delegados de Partido ● maioria dos membros dos respectivos órgãos executivos de direção ● representante da coligação - A representação dos interesses da coligação perante a Justiça Eleitoral poderá ocorrer pelo representante eleito ou pelos Delegados escolhidos. - Delegados da coligação → 3: Juiz Eleitoral → 4: TRE → 5: TSE - Os partidos, em regra, não poderão atuar isoladamente quando coligados. Assim, devem se fazer representar por intermédio da coligação e dos delegados escolhidos. → exceção: permite-se que o partido atue sozinho para questionar a validade da própria coligação. - Vige, na Justiça Eleitoral, o princípio da solidariedade entre partidos e candidatos em relação às multas impostas por propagandas irregulares. CONVENÇÕES - As convenções constituem órgãos de deliberação dos partidos políticos que são regidos essencialmente pelo estatuto do partido político. - Normas que regem as convenções → Confere-se liberdade aos partidos políticos para a escolha de candidatos. Contudo, deve-se observar as prescrições legais. → Se não houver regras suficientes no estatuto, quem definirá as normas para as convenções é o órgão de direção nacional do partido político, que deverá fixar tais regras e, em seguida, publicá-las no DOU no prazo de 180 dias antes das eleições. → Os diretórios estaduais ou municipais devem observar as diretrizes fixadas pelo órgão nacional do partido político. Caso não observem tais regras durante as respectivas convenções, o órgão nacional poderá anular a deliberação e os atos decorrentes. Essa anulação deve ser comunicada à Justiça Eleitoral no prazo de 30 dias após a data limite para o registro de candidatos (dia 15/8 do ano das eleições até as 19 horas). → Caso seja necessário escolher novos candidatos, o pedido de registro será apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 dias seguintes à deliberação de anulação pelo órgão nacional. - Quanto aomomento de realização da convenção: → 20/7 a 5/8