Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

SAÚDE E DIREITOS DA CLIENTELA DO PLANO 
 
 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre-
sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação 
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere-
cendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici-
pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação 
contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos 
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra-
vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
SAÚDE E DIREITOS DA CLIENTELA DO PLANO ............................................... 1 
NOSSA HISTÓRIA ........................................................................................................ 2 
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 4 
2. CLASSIFICAÇÃO JURÍDICA DO DIREITO À SAÚDE ......................... 11 
3. SAÚDE SUPLEMENTAR ............................................................................ 14 
4. OBJETO DA RELAÇÃO JURÍDICA DE NATUREZA PRIVADA ........ 14 
5. A REGULAMENTAÇÃO DA LEI DOS PLANOS DE SAÚDE .............. 15 
6. ENTIDADES OPERADORAS DE PLANOS PRIVADOS DE 
ASSISTÊNCIA À SAÚDE .......................................................................................... 16 
7. INFORMAÇÃO ASSIMÉTRICA ................................................................. 18 
8. O DIREITO DO CONSUMIDOR À INFORMAÇÃO ................................ 21 
9. A DIFICULDADE EM EFETIVAR O DIREITO À INFORMAÇÃO NOS 
CONTRATOS DE PLANO DE SAÚDE ................................................................... 23 
10. O DIREITO À INFORMAÇÃO CLARA, PRECISA E COMPLETA NOS 
CASOS DE NEGATIVA DE PEDIDOS POR PARTE DO USUÁRIO ................. 23 
11. REMÉDIOS E REFLEXOS JUDICIAIS PARA ESSA PRÁTICA ......... 24 
12. MOVER AÇÃO JUDICIAL. ......................................................................... 25 
13. CONCLUSÃO ................................................................................................ 27 
14. REFERÊNCIAS ................................................................................................ 29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file:///F:/SAÚDE%20E%20DIREITO%20DA%20CLIENTELA%20DO%20PLANO/SAÚDE%20E%20DIREITO%20DOS%20CLIENTES%20DO%20PLANO.docx%23_Toc76940949
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
A Constituição Federal de 1988 legitimou a saúde como um direito de to-
dos e dever do Estado, com status de bem público, porém livre à iniciativa pri-
vada, cujas instituições podem participar de forma complementar ao Sistema 
Único de Saúde (BRASIL, 1988). Desse modo, o sistema de saúde brasileiro é 
composto por dois subsistemas: o público e o privado (PIETROBON; PRADO; 
CAETANO, 2008). 
No início do século XXI 48,5 milhões de pessoas (cerca de 25% da popu-
lação brasileira) usufruía assistência privada à saúde. (SCHWARTZ, 2001:149) 
Dentre os inúmeros fatores que possibilitaram o crescimento do setor, o mais 
expressivo é a procura por uma melhor assistência à saúde, tendo em vista a 
precariedade do Sistema Público de Saúde. 
Nesse cenário, os serviços privados, que nas décadas de 1970 e 1980 
vinham se ampliando significativamente, passam a configurar o setor de saúde 
suplementar, sendo reconhecidos como parte da política nacional de saúde, 
sem, no entanto, ter suas atividades regulamentadas, normatizadas, orientadas 
e fiscalizadas. Isso só ocorre em 2000, com a criação da Agência Nacional de 
Saúde Suplementar (ANS) pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000. 
Diante da ausência de uma legislação específica para o setor da saúde 
suplementar, a norma mais frequente para a tentativa de resolução dos conflitos 
nas relações entre beneficiários e as operadoras dos planos de saúde era o Có-
digo de Defesa do Consumidor, sendo o PROCON a instituição de referência. 
Segundo Andrade, Maia e Rodrigues (2013) e Alves, Bahia e Barroso (2009), as 
grandes questões que levavam os beneficiários a acionar o sistema judiciário, 
geralmente decorrentes de contratos “injustos e excludentes”, eram a restrição 
de cobertura, o acesso aos serviços, os aumentos dos preços praticados e a 
 
 
interrupção do tratamento de maneira unilateral, juntamente com questões rela-
cionadas à portabilidade, descredenciamento de rede, entre outras questões re-
ferentes mais estritamente ao direito do consumidor. 
Nesse contexto, a ANS passa a atuar basicamente na promoção da de-
fesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regulando priori-
tariamente as relações contratuais dos beneficiários com as operadoras dos pla-
nos de saúde e, indiretamente, com os prestadores a estas vinculados, visando 
à garantia do acesso à assistência suplementar à saúde. 
Sua atuação, inicialmente, foi centrada em três pontos principais: susten-
tabilidade do mercado; direito dos consumidores; produtos, valores e coberturas. 
Além disso, a agência teria como atribuição o controle da assimetria da informa-
ção e a ampliação da participação do beneficiário no setor. A incidência da prá-
tica regulatória na sustentabilidade do mercado tem destacado as ações direci-
onadas para a intermediação dessas relações contratuais, as quais têm se con-
figurado então como competência mais visibilizada da agência. 
O investimento em tais relações, nos últimos anos, parece ter garantido a 
ampliação e estabilidade do setor, com a democratização do acesso aos servi-
ços, impulsionada ao mesmo tempo pelo aumento do poder aquisitivo de parcela 
considerável da população, ocasionada pelo desenvolvimento socioeconômico 
(SANTOS; MALTA; MERHY, 2008). 
A proposta de expansão de planos de saúde “acessíveis”, “populares” ou 
“baratos”, apresentada pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem o mesmo 
traço de redução de direitos sociais expresso em outras medidas do atual go-
verno, entre elas a PEC 241 (http://www.camara.gov.br/ proposições Web/ficha 
de tramitacao? Id Proposic ao=2088351), a Proposta de Emenda Constitucional 
que, se aprovada, reduzirá o gasto público per capita com saúde 1 e contribuirá 
para o aprofundamento das iniquidades no acesso à saúde no Brasil. 
Na ausência de esforços para a identificação dos problemas e dos deter-
minantes da conjuntura política e econômica nacional, a expressão “crise”, es-
tendida acriticamente para o sistema de saúde, é extraída diretamente de agen-
das empresariais setoriais. Apresenta-se, como suposta solução única para a 
crise, a expansão do mercado de planos e seguros privados, mediante a comer-
cialização de contratos com diminuição de coberturas assistenciais ou de esque-
mas de copagamentos inibidores do uso dos serviços. 
 
 
Essa formulação é autóctone, embora mantenha conexão com o receitu-
ário de agências multilaterais que preconizam a austeridade com radicalização 
do ajuste fiscal, e a redução das responsabilidades sociais dos Estados nacio-
nais. Há encaixes entre a iniciativa de estimular planos baratos e recomenda-
ções internacionais, como as do Banco Mundial, para a implementação de co-
bertura universal de saúde para países de baixa e média rendas, com base em 
políticas de suporte à demanda, quePelotas: EDUCAT, 1998. 
90. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Dicionário Eletrônico da Língua Por-
tuguesa. Versão 3.0. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira S/A. Lexikon Informá-
tica, 2003. 
 
 
91. _______ . Minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Nova Fronteira 
S/A., 2000. 
92. FORTEZA, Dulcinéia Zampieri; VIEIRA, Cristiane Maria; BONATTO, Maura 
de Fátima. Saúde – Planos Privados de Assistência Suplementar. Rio de Janeiro: 
Ed. Forense, 2002. 
93. JUNIOR, José Cretella. Curso de Direito Tributário. Rio de Janeiro: Ed. Forense 
Universitária 1999. 
94. LAZZARI, João Batista. As Fontes de Financiamento do Sistema Único de Sa-
úde.São Paulo: Ed. LTr, 2003. 
95. MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário.20ª ed. São Paulo: Ed. 
Malheiros Editores LTDA, 2002.67 
96. MARQUES, Cláudia Lima; LOPES, José Reinaldo de Lima; PFEIFFER, Roberto 
Augusto Castellanos. Saúde e Responsabilidade: seguros e planos de assistência 
privada à saúde. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 1999. 
97. MARTINS, Ives Gandra da Silva. Curso de Direito Tributário. v.1. Belém: Ed. 
CEJUP; Centro de Extensão Universitária: 1995. 
98. ________ . Curso de Direito Tributário. v.2. Belém: Ed. CEJUP; Centro de Ex-
tensão Universitária: 1995. 
99. MONTEIRO, Meire Lúcia Gomes Monteiro (Coordenadora). Introdução ao Di-
reito Previdênciário. São Paulo: Ed. LTr, 1998. 
100. MONTENEGRO, Antonio Lindbergh C. Ressarcimento de Danos. 6ª ed. Rio de 
Janeiro. Ed. Lúmen Júris, 1999. 
101. NETO, Antonio Joaquim Fernandes Neto. Plano de Saúde e Direito do Consu-
midor. Belo Horizonte: Ed. Del Rey, 2002. 
102. PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito Administrativo. São Paulo: Ed. Atlas, 
2000. VENOSA, Sílvio de Salvo. Teoria Geral das Obrigações e Teoria Geral dos 
Contratos. 3ª ed. São Paulo: Ed.Atlas S.A.,2003, p.199-234.(Coleção de Direito 
Civil; v.2) 
103. PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil. 19ª ed. v. I. Rio 
de Janeiro: Ed. Forense, 2000. 
104. PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil. 19ª ed. v. II. Rio 
de Janeiro: Ed. Forense, 2000. 
105. QUEIROGA, Antônio Elias de. Responsabilidade Civil e o Novo Código Civil. 
Rio de Janeiro: Ed. Renovar, 2003. 
 
 
106. SILVA, José Afonso da Silva. Curso de Direito Constitucional Positivo. São 
Paulo: Ed. Malheiros, 2000. 
107. SCHWARTZ, Germano. Direito à Saúde:Efetivação de uma Perspectiva Sistê-
mica. Porto Alegre: Ed. Livraria do Advogado, 2001. 
108. TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Tributário.5ª ed. Rio de Janeiro: Ed. 
Renovar, 1998. 
109. UGATTI, Uendel Domingues. O Princípio Constitucional da Contrapartida na 
Seguridade Social.São Paulo: Ed. LTr, 2003. 68 
110. MILLENNIUM, Júris Síntese. CD-RON, nº 42. Legislação, Jurisprudência, 
Doutrina e Prática Processual. Pernambuco: Síntese Publicações, 2003. 
111. CUNHA, Paulo César Melo da. O parcelamento do crédito fiscal como instru-
mento de regulação. Revista Diálogo Jurídico. nº 14. Salvador: 2002. Disponível 
na internet em: . Acessado em 29 de setembro de 2003. 
112. ________ . A saúde no Brasil. Organização Pan-Americana de Saúde 
OPAS/OMS. Publicado por ocasião da Conferência Pan-Americana em 1998. Pu-
blicação Científica nº 569. Disponível na internet em: . Acessado em 29 de setem-
bro de 2003. 
113. MATTA, Amauri Artimos da. Roteiro da Lei de Planos de Saúde. Ministério 
Público do Estado de Minas Gerais. Procon Estadual. Disponível na internet em : 
. Acessado em 23 
de setembro de 2003. 
114. BRASIL, Constituição. (1998). Constituição da República Federativa do Brasil. 
Brasil, DF; Senado, 1988. 
115. BRASIL, Código Civil. Lei 10.406. Coordenação de Giselle de Melo Braga Ta-
pai. 4ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002. BRASIL, Código Tributário. 
Organizadora dos textos, Vera Helena de Mello Franco. 3ª ed. São Paulo: Revista 
dos Tribunais, 2001. 
116. BRASIL, Constituição. (1988). Emenda Constitucional nº 29, de 13 de setembro 
de 2000. Dá nova redação ao art.198 da Constituição Federal, inserindo novos 
parágrafos. Mini Códigos - Código Comercial, Código Tributário e Constituição 
Federal. 3ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000. 
117. SAÚDE, Lei dos Planos de Saúde. Lei nº 9.656 de 03 de junho de 1988. Dispo-
nível na internet em: . Acessado 
em 28 de outubro de 2003. 
 
 
118. SAÚDE, Lei orgânica de. Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990. 
119. FORTEZA, Dulcinéia Zampieri, . Saúde: planos privados de assistência à saúde. 
Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002. 
120. LEI nº 9.961 de 28 de janeiro de 2000. Cria a ANS. Disponível na internet em . 
Acessado em 28 de outubro de 2003. 
121. AÇÃO ORDINÁRIA: Processo nº 2001.38.00.042824-1. 21ª Vara Federal de 
Belo Horizonte, 2000. 69 
122. ENTERRIA, Eduardo Garcia. Curso de Derecho Adminitrativo. vol I. Madri: 
Ed. Civitas. Citado nos autos da Ação Ordinária: processo nº2001.38.00.042824-
1, 21ª Vara da Justiça Federal de Belo Horizonte.incluem subsídios para a aquisição de pla-
nos privados, em substituição aos sistemas nacionais, baseados na oferta pú-
blica 2,3. 
No entanto, a associação da proposta nacional de planos baratos aos câ-
nones de agências multilaterais limita-se aos enunciados genéricos de promoção 
de maiores gastos privados de indivíduos e famílias, com estímulos ao modelo 
de pré-pagamento ou coparticipação. A fórmula inicialmente apresentada con-
siste na conjugação da desregulamentação das regras de cobertura, especial-
mente aquelas relacionadas com a possibilidade de redução do número de uni-
dades assistenciais, de restrição da oferta de especialidades médicas e da me-
nor abrangência territorial dos planos de saúde. 
Outra formulação aventada pretende a oficialização da “dupla porta”, que 
consiste no atendimento a pacientes e pagamentos pelo Sistema Único de Sa-
úde (SUS) e por planos privados nas mesmas unidades de saúde públicas. Com 
a finalidade de elaborar “projeto de plano de saúde acessível”, um grupo de tra-
balho 4 foi convocado pelo Ministro da Saúde, com a participação da Agência 
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Confederação Nacional das Empre-
sas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capi-
talização (CNSeg). 
Simultaneamente, parecer da Advocacia Geral da União (Consultoria Ju-
rídica junto ao Ministério da Saúde. Memorando no 219, de 8 de agosto de 2016. 
Ressarcimento ao SUS) admitiu a possibilidade de estabelecimento de contratos 
individualizados “entre unidades prestadoras de serviços públicas e operadoras”, 
além do perdão das dívidas não pagas pelos planos de saúde referentes a co-
branças do ressarcimento ao SUS. 
O núcleo central da viabilidade dos planos baratos parece consistir, pelo 
lado da demanda, no aumento das despesas diretas de indivíduos e famílias 
para a utilização de serviços de saúde e, pelo lado das empresas do setor, na 
 
 
integração oficial de parte da rede pública do SUS aos serviços credenciados 
pelos planos de saúde, como uma das estratégias para a redução dos custos 
com o cuidado de saúde prestado e, consequentemente, para a oferta de produ-
tos de menor preço no mercado. 
As empresas de planos de saúde contariam, assim, com estabelecimen-
tos públicos em sua rede de prestadores credenciados. Por sua vez, a redução 
das coberturas seria mitigada pelo uso de unidades públicas, nas condições de 
saúde, nos seus agravamentos e nas demais situações excluídas ou limitadas 
pelos contratos dos planos baratos. Ou seja, a universalidade e a integralidade 
previstas no SUS seriam avalistas da redução do preço da mensalidade dos pla-
nos privados. 
Outras investidas nacionais para elevar planos baratos à condição de pro-
grama governamental tiveram desenho menos extravagante. A primeira ocorreu 
no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, mediante Medida Provi-
sória 5 logo após a aprovação da legislação setorial (Lei no 9.656/1998) que 
regulamentou as normas de cobertura e reajuste de preços dos planos de saúde. 
Naquela ocasião, os empresários buscavam desidratar conteúdos legais 
e fazer avançar a ideia de planos ainda mais restritos, por exemplo, subsegmen-
tados por áreas geográficas, que ofertariam apenas o cuidado disponível nos 
serviços ali localizados. Nova investida aconteceu no final da primeira gestão de 
Dilma Rousseff, no contexto de alteração da estrutura da pirâmide de renda, cuja 
base foi deslocada para cima em função da ampliação dos postos de trabalho 
formalizados e do crescimento da massa salarial. 
Proprietários de grandes grupos econômicos ligados a planos de saúde, 
por meio de articulações paralelas, tais como reuniões com altas autoridades 
públicas e contratação de consultores entre personalidades políticas com acesso 
direto aos núcleos executivos governamentais, buscaram obter subsídios públi-
cos para expandir a oferta de planos “básicos” para milhões de brasileiros 6. 
A onda de bonança estimulou, ainda, a apresentação, pelo então depu-
tado Eduardo Cunha, de PEC 451 (http://www.camara.gov.br/proposi-
coesWeb/fichadetramitacao?idProposicao= 861000) que, se aprovada, tornará 
obrigatória a oferta de plano privado pelos empregadores. O SUS, nessa arru-
mação, seria destinado aos trabalhadores do mercado informal. Cabe ressaltar 
 
 
que o legislativo brasileiro é ambiente permeável aos interesses particulares dos 
planos de saúde. 
As empresas ou empresários do setor destinaram, segundo registros no 
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), R$ 54,9 milhões a campanhas eleitorais em 
2014 7, contribuindo para a eleição de três senadores e 30 deputados federais, 
entre eles o ex-deputado Eduardo Cunha e o atual Ministro da Saúde, Ricardo 
Barros. A fórmula brasileira de “planos baratos” contém uma sobrecarga de prag-
matismo. Sempre no presente ou no curto prazo, seus defensores evocam a 
conjuntura econômica e as situações “sem saída”, mas, no fundo, pouco se im-
portam com os sinais positivos ou negativos de crescimento econômico. 
O uso e a mistura de ingredientes do senso comum, como a impossibili-
dade do SUS de atender a todos, ou as afirmações de gestores de que o SUS 
constitucional precisa ser revisto 8, ecoadas por setores com inequívoca força 
social, confluíram para a apresentação de uma solução “mágica”, carregada de 
elevadíssimo teor ideológico, mas com um envoltório técnico e de defesa do bem 
comum 9. No entanto, existem matizes nas proposições de planos “acessíveis” 
que, se explicitadas, subsidiam a reflexão e a ação política. 
Sob o pressuposto de que os sistemas públicos de países de baixa e mé-
dia rendas são incapazes de propiciar efetivamente coberturas universais, de-
fensores da transição de sistemas baseados na oferta e nas redes públicas para 
sistemas direcionados pela demanda e pelos contratos de pré-pagamento, ad-
mitem soluções distintas: para os países ricos prescreve-se o modelo universal 
clássico, seja via serviço nacional de saúde, seja via seguro social, e para os 
demais países restaria a proposta de cobertura universal 3. 
Diversas condições e circunstâncias têm servido de pretexto para a natu-
ralização de assimetrias sociais e, especialmente, para a aquiescência em rela-
ção a padrões diferenciados de direito à saúde. Entre elas, a dificuldade de ar-
recadação de contribuições sociais e impostos, já que uma parcela importante 
da população trabalha no setor informal; o subfinanciamento e a insatisfação 
social com a baixa qualidade do cuidado prestado por redes assistenciais públi-
cas; o grande número de agentes e barreiras burocráticas e institucionais (veto 
players e veto points), que impedem reformas radicais e políticas redistributivas; 
além da limitada disponibilidade de informação sobre a opinião e a experiência 
das pessoas no acesso e uso de serviços de saúde, o que distancia as decisões 
 
 
políticas das prioridades da população 3. Somam-se, ainda, à proeminência do 
setor privado nos sistemas de saúde de países em desenvolvimento e a existên-
cia de sistemas públicos organizados em torno de programas verticais 10. 
O mercado de planos de saúde se caracteriza pela atuação das segura-
doras de saúde, das empresas de medicina de grupo, das cooperativas médicas 
e das entidades de autogestão. Na qualidade de terceiro-pagador, essas orga-
nizações vendem planos de pré-pagamento que intermedeiam o financiamento 
do acesso aos serviços privados de saúde, protegendo os segurados do risco 
associado ao custo de adoecer. Isso permite, ademais, uma queda do montante 
do desembolso direto das famílias, pois seu gasto potencial pode ser dividido 
entre um conjunto de segurados. 
Desde fins da década de 1960, um número crescente de trabalhadores 
passou a ser coberto pelos planos de saúde, seja mediante a celebração de 
contratos individuais, seja mediante a adesão a um contrato empresarial ou as-
sociativo. 
A assistênciaà saúde, assim, se transformava em um bem de consumo 
— um bem de consumo médico (Luz, 1991) — no âmbito do mercado de traba-
lho. Anos mais tarde, entretanto, esperava-se que a implantação do Sistema 
Único de Saúde (SUS) na Constituição de 1988 pudesse reverter em parte essa 
situação, dado o acesso universal dos seus serviços. 
No entanto, o SUS não fora capaz de atrair para o seu interior as famílias 
que compunham o núcleo dinâmico da economia, fenômeno conhecido grosso 
modo como universalização excludente (Faveret Filho e Oliveira, 1990). Dentre 
as principais causas atribuídas a esse fenômeno estariam a escassez da oferta 
e a baixa qualidade dos serviços oferecidos pelo sistema público 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 1.1METODOLOGIA 
 
 Para a construção deste material, foi utilizada a metodologia utilizada de 
pesquisa bibliográfica, com o intuito de proporcionar um levantamento de maior 
conteúdo teórico a respeito dos assuntos abordados. 
 Através de pesquisa bibliográfica em diversas fontes, o estudo se desen-
volve com base na opinião de diversos autores, concluindo que a formação e a 
motivação são energias que conduzem a atividade humana para o alcance dos 
objetivos de excelência na prestação de serviços públicos e podem também se 
converter nos principais objetivos da gestão de pessoas no setor público e no 
fundamento de sua existência. 
 A pesquisa bibliográfica consiste em um levantamento de informações e 
conhecimentos acerca de um tema a partir de diferentes materiais bibliográficos 
já publicados, colocando em diálogo diferentes autores e dados. 
 Entende-se por pesquisa bibliográfica a revisão da literatura sobre as 
principais teorias que norteiam o trabalho científico. Essa revisão é o que cha-
mamos de levantamento bibliográfico ou revisão bibliográfica, a qual pode ser 
realizada em livros, periódicos, artigo de jornais, sites da Internet entre outras 
fontes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. CLASSIFICAÇÃO JURÍDICA DO DIREITO À SAÚDE 
 
 
Não obstante a Constituição de 1988 conferir à saúde o status de um di-
reito do cidadão faz-se imperioso analisar qual a classificação jurídica desse di-
reito. 
O direito à saúde encontra-se esculpido no Título II da CR/88 sob a égide 
“Dos Direitos e Garantias Fundamentais” trata-se, portanto, de um direito funda-
mental da pessoa humana. Ainda que restasse alguma dúvida quando ao caráter 
fundamental do direito à saúde, a Lei 8.080/90, em seu artigo 2º, expressamente, 
determina que “a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o 
Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. Direitos fun-
damentais, nos dizeres de José Afonso da Silva, (2000:182) 
“se trata de situações sem as quais a pessoa 
humana não se realiza, não convive e, às vezes, nem 
sobrevive; fundamentais do homem no sentido de que 
a todos, por igual, devem ser, não apenas formalmente 
reconhecidos, mas concreta e materialmente efetiva-
dos” 
 
Como a saúde é um elemento indispensável à vida humana, se o indiví-
duo não usufrui de boa saúde (bem-estar físico, mental e social), seu direito à 
vida está sendo ameaçado. Destarte, como os direitos fundamentais são prerro-
gativas sem as quais os indivíduos não podem se realizar, resta claro que a sa-
úde é um direito fundamental. Afinal, se um cidadão não tem acesso à saúde 
(preventiva, curativa ou qualidade de vida), a concretização de seus projetos e 
sonhos restarão frustrados. 
Enquanto direito fundamental, o direito à saúde é inalienável, pois não 
possui conteúdo patrimonial, logo, não pode ser transferido, negociado; é im-
prescritível, porque nunca deixa de ser exigível, contra ele não corre prescrição 
haja vista que esta é instituto peculiar dos direitos patrimoniais; é irrenunciável, 
 
 
pois o indivíduo não pode renunciar seu direito à saúde, ainda que não o exerça, 
tal fato não configura renúncia. (SILVA, 2000: 185) 
Tendo em vista que o direito à saúde é um direito fundamental, as normas 
constitucionais referentes à saúde são normas de aplicabilidade imediata e de 
eficácia plena. Nos termos do art. 5º, §1º da CR/88 “as normas definidoras dos 
direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata”, ou seja, não é neces-
sário que uma lei posterior regulamente o assunto para que o direito seja exigí-
vel, pois, a própria norma constitucional impõe ao Estado o dever de prover as 
condições necessárias ao pleno exercício do direito à saúde, bem como de abs-
ter-se de todo ato que possa coloca-la em risco. 
O título II da CR/88, que disciplina os direitos fundamentais é subdividido 
em cinco capítulos: “Dos direitos individuais e coletivos”, “Dos direitos sociais”, 
“Da nacionalidade”, “Dos direitos políticos” e por fim, “Dos partidos políticos”. O 
direito à saúde está inserido no art. 6º do Capítulo II, que trata dos direitos soci-
ais, segundo o qual: 
“Art. 6º. São direitos sociais a educa-
ção, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a 
segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos de-
samparados, na forma desta Constituição”. 
 
Daí se infere mais uma característica do direito à saúde, trata-se de um 
direito social. Os direitos sociais são aqueles que exigem uma prestação positiva 
do Estado, independentemente das possibilidades financeiras do indivíduo. As-
sim, a saúde é um direito social porque exige uma conduta positiva do Estado - 
prestação da assistência à saúde a toda a sociedade indistintamente. 
Os direitos sociais estão intimamente ligados ao direito de igualdade so-
cial, e têm por finalidade proporcionar a melhoria das condições de vida dos hi-
possuficientes que, sem a ação do Estado, não teriam acesso a serviços de sa-
úde, educação e segurança, por exemplo. 
Ainda que o direito à saúde tenha sido regulamentado no capítulo II da 
CR/88, que trata dos direitos sociais, parte da doutrina nacional entende que, 
inobstante ser um direito social, trata-se também de um direito individual, haja 
vista que “a saúde é, senão o primeiro, um dos principais componentes da vida, 
 
 
seja como pressuposto indispensável para sua existência, seja como elemento 
agregado à sua qualidade” (SCHWARTZ, 2001: 52). 
Assim, como o direito à vida é um direito individual, a saúde, na qualidade 
de direito conexo àquele, também o é. Daí se infere que o direito à saúde confere 
ao indivíduo uma autonomia, independência diante dos demais membros da so-
ciedade e do Estado. Assim, muito embora se fale em direitos sociais ou políti-
cos, é inquestionável que tais direitos possuem um caráter individual, afinal é o 
indivíduo que irá exercer o direito à saúde, assim como é o indivíduo que irá 
exercer o direito de voto. 
Não obstante ser um direito social, a saúde é, também, um direito difuso. 
Natureza, esta, inquestionável, pois não há como determinar quem são os titu-
lares do direito à saúde, afinal, toda coletividade o é, razão pela qual o Estado 
deve garantir o acesso à saúde a todos, indistintamente. Com o advento do Có-
digo de Defesa do Consumidor (CDC), Lei nº 8.078/90, a saúde passa a ser 
concebida como um direito do consumidor. É o que se depreende do texto do 
art. 6º, §1º, segundo o qual “são direitos básicos do consumidor: a proteção da 
vida, saúde e segurança contra riscos provocados por práticas no fornecimento 
de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos”. 
Por derradeiro, o direito à saúde é também um direito público subjetivo. 
Ao determinar que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, o art. 196 da 
CR/88 estabelece um vínculo jurídico entre o Estado/devedor e o cidadão/credor. 
Esse vínculo jurídico impõe ao Estado obrigações positivas e negativas em rela-
ção à assistência à saúde, e confere ao cidadão o direito subjetivo de exigir do 
Estado as prestações que lhe são devidas. 
Como o cidadão tem direito à prestação sanitáriado Estado, caso este 
seja omisso quanto à sua obrigação, ou seja, se o Estado não desempenhar seu 
papel de garantidor do direito à saúde, o indivíduo poderá reclamar a tutela judi-
cial e/ou administrativa, a fim de obter a satisfação de seu direito. 
A classificação do direito à saúde como um direito público subjetivo, opo-
nível contra o Estado, é um corolário do princípio da aplicabilidade imediata e 
eficácia plena dos direitos fundamentais. Afinal, caso o Estado seja omisso 
quanto às prestações sanitárias, o indivíduo poderá pleitear a tutela judicial ou 
administrativa, a fim de que a prestação sanitária seja efetiva e eficaz. 
 
 
 
3. SAÚDE SUPLEMENTAR 
 
Se por um lado a assistência à saúde é um dever do Estado. Por outro, o 
Poder Público admite que as ações e serviços de saúde sejam prestados pela 
iniciativa privada. É o que se depreende do art. 199, “caput”, segundo o qual a 
assistência á saúde é livre à iniciativa privada. 
Assim, além dos serviços de saúde prestados pelo SUS, a Carta Consti-
tucional admite que pessoas físicas e jurídicas de direito privado (hospitais, cli-
nicas, operadoras de planos de saúde), prestem esses serviços mediante uma 
contra prestação dos usuários. 
A assistência à saúde não constitui um monopólio do Estado. Entretanto, 
por se tratar de um direito fundamental de relevância pública, quando prestada 
por entidade privada, está submetida à regulamentação, fiscalização e controle 
do pode Público. 
Essa assistência à saúde exercida por entidades privadas, financiada di-
retamente pelo usuário, caracteriza o setor chamado de saúde suplementar. O 
relatório da OPAS, supracitado, faz menção a serviços exclusivamente privados, 
que realmente o são, afinal, a saúde suplementar é financiada única e exclusi-
vamente por seus usuários. 
 
4. OBJETO DA RELAÇÃO JURÍDICA DE NATUREZA PRI-
VADA 
 
O direito subjetivo público à saúde é o objeto da relação jurídica estabe-
lecida constitucionalmente entre o Estado e o indivíduo. No que tange à assis-
tência privada, a relação jurídica se estabelece mediante contrato privado de 
assistência à saúde. Constitui objeto destes contratos a assistência à saúde. Ou 
seja, na relação jurídica de direito privado não existe um direito público subjetivo 
à saúde (esta compete ao Estado prestar), mas há tão-somente um direito à 
assistência à saúde. 
Elucidativo é o comentário do Prof. Antonio Joaquim Fernandes Neto 
(2002:113), segundo o qual “há uma enorme diferença entre o direito subjetivo 
público à saúde, garantido pela Constituição, e o direito à assistência à saúde, 
que, na Lei de Planos de Saúde, se restringe à assistência médica, hospitalar e 
odontológica”. 
 
 
Quando uma pessoa contrata um serviço de assistência privada à saúde, 
está contratando, apenas, alguns serviços expressamente elencados no instru-
mento contratual. Na seara do direito privado, não há que se observar os princí-
pios da universalidade (apenas o contratante e seus dependentes poderão usu-
fruir os serviços contratados) e da integralidade (o contratante só tem direito aos 
serviços efetivamente contratados). 
A fim de evitar abusos das entidades privadas de assistência à saúde, a 
Lei de Planos de Saúde institui um plano-referência, ditando a cobertura mínima 
que as operadoras de planos de saúde devem assegurar. O próprio plano-refe-
rência possui limitações, excluindo de sua cobertura, dentre outros, os procedi-
mentos clínicos ou cirúrgicos para fins estéticos e as inseminações artificiais. 
Ora, se o contratante não tem direito a uma assistência integral e gratuita, 
conclui-se que o objeto da relação contratual privada não é o direito subjetivo à 
saúde, 36 mas tão-somente o direito à assistência à saúde, nos moldes estipu-
lados no contrato. 
A esse respeito, perspicaz é a observação do Prof. Antonio Joaquim Fer-
nandes Neto (2002:121) para quem: 
“O setor privado, mesmo por meio das grandes empre-
sas que atuam no setor de planos e seguros de saúde, não po-
deria assumir a responsabilidade atribuída ao Estado de reduzir 
as doenças e outros agravos e promover o acesso de todos às 
ações e aos serviços de saúde. Tampouco seria possível exigir 
que as operadoras de planos de saúde se obrigassem a garantir 
o completo bem-estar, físico, psíquico e social, de todos os seus 
clientes”. 
 
5. A REGULAMENTAÇÃO DA LEI DOS PLANOS DE SAÚDE 
 
Diante da deficiência e inoperância da assistência médica prestada pelo 
INANPS, na década de 70, as empresas precisaram buscar alternativas para 
garantir a assistência à saúde de seus empregados. Neste contexto, surgiram 
as entidades privadas especializadas na assistência à saúde que, nas décadas 
seguintes, cresceram de forma surpreendente. 
Por um período de quase 30 anos, no entanto, o setor atuou sem uma 
regulamentação específica. Várias empresas foram criadas, mas por motivos 
 
 
desconhecidos fracassaram, causando prejuízos a consumidores e prestadores 
de serviços (NETO, 2002:42). 
Durante esse período, inúmeras ações foram interpostas no judiciário, 
questionando os contratos celebrados com as entidades privadas. Assim, a fim 
de regulamentar as ações das operadoras de planos de saúde, o Congresso 
Nacional aprovou a Lei 9.656, de 03.06.1998 – Lei de Planos de Saúde (LPS), 
que trata, desde a autorização para funcionamento destas empresas até as cláu-
sulas que devem constar dos contratos celebrados com prestadores de serviços 
e consumidores. Compete ao Poder Público regulamentar, fiscalizar e controlar 
os serviços de saúde (art. 197, in fine). 
Com a edição da Lei 9.656/98, o Estado passou a intervir diretamente no 
setor de assistência privada à saúde, regulamentando-o, fiscalizando-o e con-
trolando-o, ainda que com uma década de atraso. 
 
6. ENTIDADES OPERADORAS DE PLANOS PRIVADOS DE 
ASSISTÊNCIA À SAÚDE 
 
Nos termos do art. 1º da LPS submetem-se às disposições desta Lei as 
pessoas jurídicas de direito privado que operam planos de saúde. Planos de sa-
úde são sistemas de prestação de serviços médico-hospitalares, para atendi-
mento em larga escala, com custos controlados. 
Configura, via de regra, contratação com pré-pagamento e com ofereci-
mento de rede própria, credenciada ou referenciada de hospitais, clínicas, médi-
cos, laboratórios etc. Alguns planos, no entanto, admitem também a livre escolha 
de serviços mediante reembolso nos termos definidos em contrato e em tabela 
de preços. 
No que concerne às operadoras, são os fornecedores de planos que ofe-
recem serviços privados de assistência à saúde, ou seja, são as pessoas jurídi-
cas, constituídas sob a modalidade de sociedade civil ou comercial, cooperativa, 
ou entidade de autogestão, que operam os planos de saúde. 
 As 3 principais categorias são: Medicina de Grupo: Na década de 60 os 
serviços de saúde prestados pelo Estado mostraram-se incapazes de satisfazes 
às necessidades dos trabalhadores. Neste momento surgiram as empresas es-
pecializadas na venda de serviços médicos ao setor industrial. 
 
 
Os médicos se organizaram em grupos, criando uma estrutura de atendi-
mento, com custos fixos e previsíveis, e passaram a vender esses serviços do 
grupo às grandes empresas. Com a edição da CR/88, essas empresas dedica-
das à “medicina de grupo”, ampliaram seu campo de atuação dando origem às 
empresas especializadas em planos de saúde. Em 1998 representavam 47% do 
mercado de serviços privados (OPAS, 1998:31). 
Cooperativas médicas: As Cooperativas Médicas são instituições em que 
os médicos, além de prestadores de serviços, são também co-proprietários; re-
cebem pagamentos na proporção dos atos médicos que realizam a título de "adi-
antamento" e, no encerramento de cada exercício, também uma participação 
nos resultados, nas "sobras" das transações realizadas, que podem ser destina-
das a fundos de benefício social ou de reinvestimento, de acordo com decisões 
tomadas emassembléia geral de cooperados. Um exemplo muito conhecido em 
todo o país, de cooperativa médica, é a Unimed. Em 1988 representavam 25% 
do setor privado de assistência à saúde (OPAS, 1998:31). 
Autogestão: São empresas, ou outro tipo de organização como as socie-
dades civis e fundações, que instituem e administram os planos de saúde de 
seus empregados, sócios, e beneficiários. Daí serem chamadas de entidades 
fechadas, pois ao contrário da Medicina de Grupo e das Cooperativas, não estão 
abertas a todas as pessoas, ao contrário, só prestam assistência à saúde de 
seus empregados ou associados. 
A assistência à saúde prestada por estas entidades dá-se através de con-
tratos privados de prestação de serviços, celebrados entre as operadoras e par-
ticulares ou empresas, por meio dos quais o indivíduo (particular ou empregado) 
terá direito aos serviços privados de assistência à saúde. 
O mercado de planos de saúde se caracteriza pela atuação das segura-
doras de saúde, das empresas de medicina de grupo, das cooperativas médicas 
e das entidades de autogestão. Na qualidade de terceiro-pagador, essas orga-
nizações vendem planos de pré-pagamento que intermedeiam o financiamento 
do acesso aos serviços privados de saúde, protegendo os segurados do risco 
associado ao custo de adoecer. Isso permite, ademais, uma queda do montante 
do desembolso direto das famílias, pois seu gasto potencial pode ser dividido 
entre um conjunto de segurados. Desde fins da década de 1960, um número 
crescente de trabalhadores passou a ser coberto pelos planos de saúde, seja 
 
 
mediante a celebração de contratos individuais, seja mediante a adesão a um 
contrato empresarial ou associativo. 
A assistência à saúde, assim, se transformava em um bem de consumo 
— um bem de consumo médico (LUZ, 1991) — no âmbito do mercado de traba-
lho. Anos mais tarde, entretanto, esperava-se que a implantação do Sistema 
Único de Saúde (SUS) na Constituição de 1988 pudesse reverter em parte essa 
situação, dado o acesso universal dos seus serviços. No entanto, o SUS não 
fora capaz de atrair para o seu interior as famílias que compunham o núcleo 
dinâmico da economia, fenômeno conhecido grosso modo como universalização 
excludente (FAVERET FILHO E OLIVEIRA, 1990). 
 
7. INFORMAÇÃO ASSIMÉTRICA 
 
Os consumidores não detêm conhecimento suficiente, tampouco os 
meios para identificar e resolver seus problemas de saúde. Por isso, eles procu-
ram os serviços de saúde, na medida em que o médico possui habilidades es-
pecíficas para diagnosticar e recomendar ações terapêuticas. Para discutir esse 
tema, o foco da análise tradicional baseia-se nos problemas de agência do mer-
cado de planos de saúde, isto é, nos problemas relativos ao supplier-induced 
demand e nos efeitos da introdução de mecanismos de competição e incentivos 
financeiros na conduta dos médicos (SCOTT E FARRAR, 2003: 77). 
Na presença de informação assimétrica, as relações contratuais entre se-
guradoras, prestadores médico-hospitalares e consumidores podem apresentar 
desequilíbrios decorrentes dos denominados problemas de agência. Diz-se que, 
na relação entre o agente (plano de saúde) e o principal (paciente), o abuso dos 
consumidores (no tocante ao sobreconsumo e ao gasto excessivo) e a presença 
de seleção adversa (impossibilidade de discriminar as pessoas segundo o risco 
de adoecer) poderiam levam a uma maior utilização dos serviços e um aumento 
dos prêmios, sendo — em tese — fontes de ineficiência no sentido de Pareto, 
ao impedir a obtenção da melhor alocação possível (ANDRADE E LISBOA, 
2001). 
Cumpre assinalar, em particular, que o pedido excessivo de exames — 
cujos resultados são negativos a posteriori — pode derivar de outros fatores, tais 
 
 
como o método de remuneração dos prestadores (ANDREAZZI, 2003), a precá-
ria formação profissional, a baixa remuneração que induz o médico a usar apoio 
diagnóstico para reduzir o tempo da consulta e a ausência de protocolos clínicos. 
Em especial, a presença desse último poderia atuar nas duas pontas, inibindo o 
racionamento, mas também o abuso de exames complementares, ao menos da-
queles procedimentos padronizáveis e daquelas ações de prevenção de grande 
impacto sobre a saúde coletiva. 
Nesse quadro, como o consumidor não é “soberano” nesse mercado, Fi-
gueras diz que em um contexto de competição perfeita, (...) a demanda é o re-
sultado de preços e quantidades que o consumidor está disposto a pagar. O 
preço que os produtores conseguem depende do que os consumidores gosta-
riam de consumir, assim como dos seus bens substitutos. Sem dúvida, isto não 
ocorre no mercado de serviços de saúde, onde as falhas de mercado se multi-
plicam. 
Em primeiro lugar, a principal demanda dos recursos sanitários provêm 
na realidade de decisões adotadas pelo provedor (o médico). Em segundo lugar, 
os consumidores se encontram muito limitados para julgar a qualidade dos ser-
viços. Ademais, a demanda com que, muitas vezes, se requerem os serviços de 
urgência restringem as possibilidades de uma escolha livre e ótima. (FIGUERAS, 
1991: 6, tradução livre) 
Em alguns casos, os médicos tendem também a sonegar informações aos 
pacientes, apesar do compromisso ético da categoria. Nessa linha, tratando da 
informação assimétrica no contexto da relação médico-paciente, Phelps alerta 
que “o simples motivo do lucro entra em conflito com tal compromisso, o que 
poderia levar o médico a tomar decisões diferentes. Em suma, o médico poderia 
enganar o paciente e ganhar mais dinheiro com isso” (PHELPS, 1997: 7, tradu-
ção livre). 
De sua parte, os consumidores, em posse do diagnóstico da sua doença, 
poderiam em tese omitir suas condições de saúde, quando contratam um plano 
de saúde. Daí a existência de um sério contencioso jurídico acerca da cobertura 
de doenças preexistentes entre os órgãos de defesa do consumidor, as agências 
reguladoras e as operadoras de planos de saúde. 
Segundo a seminal publicação de Arrow (1963: 964-966), há incerteza no 
tocante aos efeitos do tratamento de uma pessoa enferma, isto é, em relação 
 
 
aos resultados da intervenção médica. Em nossos termos, de um lado, nada 
garante que a conduta médica adotada seja bem-sucedida em direção à cura do 
paciente: o diagnóstico pode ser equivocado, a terapia pode ser inadequada, ou 
determinada cirurgia pode ter sido um sucesso do ponto de vista clínico, mas o 
paciente morre durante a cirurgia, por motivos alheios à conduta médica prees-
tabelecida. 
De outro, em relação à eficácia de um tratamento específico, há incerteza 
quanto aos remédios prescritos, ao tipo de terapia recomendada ou à validade 
da introdução de novas técnicas cirúrgicas, com ou sem o uso de tecnologias 
sofisticadas. Ademais, para aquelas nosologias em que o diagnóstico de cura 
ainda não foi descoberto, sendo a expressão mais cruel de tais incertezas, ha-
veria sérias implicações quanto ao custo do tratamento envolvido. Em uma di-
mensão econômica, isso tornaria pouco clara a eficácia dos prestadores no to-
cante ao provimento do bem-estar dos consumidores. 
São os casos em que o consumo ou a produção de um bem ou serviço 
têm efeitos positivos ou negativos marginais sobre outros indivíduos que não 
aqueles diretamente envolvidos no ato de consumir ou produzir. No episódio dos 
cuidados médicos, existe um valor social associado ao consumo: ao ser vaci-
nado, por exemplo, o cidadão evitaria que outras pessoas fossem contaminadas, 
gerando uma externalidade positiva para a sociedade. 
Isso caracterizaria, portanto, a presença de bens públicos os quais, a um 
só tempo, não excluem do seu consumo um indivíduo em particular (não-exclu-
sividade) ou a sua quantidade disponível (não-rivalidade). É, igualmente, o caso 
do controle da poluição, do combate a vetores de doenças e das ações de vigi-
lância sanitária e epidemiológica. 
Da ótica dos planos de saúde, a coberturade bens e serviços desse tipo 
poderia implicar benefícios marginais para a clientela do plano concorrente — 
free riders — sem a desejável cotização dos custos. Assim, a forte presença de 
externalidades não ajudaria os mecanismos de mercado, tais como os incentivos 
e a competição, na alocação de recursos da maneira mais eficiente: “O mercado, 
não avaliando a externalidade, fi xaria um preço muito alto para vacina (...) e não 
seria obtida uma solução eficiente (a quantidade consumida seria inferior à 
ótima)” (MARTÍN, 1996: 77). 
 
 
É inegável que o usuário de plano de saúde é um consumidor, o que o 
torna titular dos direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor (Lei 
8.078, de 11 de setembro de 1.990). 
Isso decorre da combinação dos artigos 2º e 3º do CDC, posto que o usu-
ário é pessoa física que adquire e utiliza serviço como destinatário final (art. 2º 
do CDC), e o plano de saúde é pessoa jurídica de direito privado que desenvolve 
atividade de comercialização e de prestação de serviço (art. 3º do CDC). 
A própria legislação específica da saúde suplementar prevê a aplicação 
do CDC aos contratos de plano de saúde, de forma subsidiária. Segundo Clayton 
Maranhão (VIEIRA, BENEVIDO; 2016); 
 
"muito embora os planos de saúde estejam regulados por nor-
mas específicas (...), a própria Lei 9656/98 indica no art. 35-G que se 
aplicam subsidiariamente aos contratos entre usuários e operadoras de 
planos privados de saúde as disposições do Código de Defesa do Con-
sumidor". 
 
Por se tratarem de normas protetivas do consumidor, a subsidiariedade 
consiste na agregação dos direitos garantidos pelo CDC aos já previstos na le-
gislação específica. 
 
8. O DIREITO DO CONSUMIDOR À INFORMAÇÃO 
 
Compreendido o usuário de plano de saúde como consumidor, cabe ana-
lisar um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor – o direito à 
informação. Esse direito decorre do inciso III do art. 6º do CDC, que diz expres-
samente ser direito básico do consumidor "a informação adequada e clara sobre 
os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, ca-
racterísticas, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que 
apresentam". 
Esse direito à informação deve ser interpretado da forma mais ampla pos-
sível, abrangendo, também, o direito a todas as informações que digam respeito 
ao objeto do contrato. Ou seja, a disposição do art. 6º, III, do CDC, deve ser 
considerada como um rol exemplificativo, não afastando direito a outras informa-
ções decorrentes da relação de consumo. 
https://jus.com.br/tudo/direito-do-consumidor
 
 
Isso também decorre da boa-fé que se deve ter nos contratos, conforme 
determina o art. 422 do Código Civil e o art. 4º, III, do CDC. Segundo Nelson 
Nery Junior (PREKER, LINDNER et al; 2013): 
"No sistema brasileiro das relações de consumo, houve opção explícita 
do legislador pelo primado da boa-fé. Com a menção expressa do art. 4º, III, do 
CDC à ‘boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores’, 
como princípio básico das relações de consumo (...), de modo a fazer com que 
haja ‘transparência e harmonia nas relações de consumo’ (art. 4º, caput, CDC), 
mantido o equilíbrio entre os contratantes". 
A boa-fé – da qual decorre o dever de informação, transparência e har-
monia – é ainda mais qualificada em sede de contratos de plano de saúde, dado 
o caráter de direito fundamental que se dá à saúde, nos termos do art. 6º da 
Constituição Federal. 
Desta forma, o usuário de plano de saúde tem direito a todas as informa-
ções que digam respeito à sua relação com a operadora do plano, sendo que 
qualquer ato desta que vise tolher ou prejudicar esse direito deve ser repudiado 
e reparado. 
A obrigatoriedade de se informar o consumidor de forma precisa, clara e 
completa decorre naturalmente da qualidade de fornecedor no mercado de con-
sumo. Ainda assim, a Resolução 08/1998 do Conselho Nacional de Saúde Su-
plementar – CONSU, através do art. 4º, impôs às operadoras de planos de saúde 
o dever de "fornecer ao consumidor laudo circunstanciado, quando solicitado, 
bem como cópia de toda a documentação relativa às questões de impasse que 
possam surgir no curso do contrato (...)". 
Por tudo o que se sustentou até aqui, em especial quanto à extensão do 
direito à informação, é inequívoco que o usuário tenha direito às informações 
acima mencionadas, já que são fundamentais para que se possa apurar se real-
mente o contrato está sendo cumprido, e para que se possa, quando o caso, 
reclamar uma revisão do pedido. 
Mais do que isso, o usuário tem o direito a receber tais informações por 
escrito, já que isso é medida que permite que ele possa buscar a proteção juris-
dicional de seus direitos, de forma adequada e eficaz, conforme garante o art. 
6º, VII e VIII, do Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
Em suma, é direito do consumidor ser informado em tempo razoável, por 
escrito, de forma justificada, clara, precisa e completa. 
 
9. A DIFICULDADE EM EFETIVAR O DIREITO À INFORMA-
ÇÃO NOS CONTRATOS DE PLANO DE SAÚDE 
 
Mesmo sendo cristalino o direito do usuário de plano de saúde em rece-
ber, de forma clara e por escrito, todas as informações que digam respeito às 
negativas de consultas ou procedimentos, na prática o que se percebe é que 
muitas empresas fornecedoras do serviço de plano de saúde ignoram esse di-
reito, deixando os usuários desamparados ou, ao menos, prejudicados, quando 
da busca do cumprimento adequado do contrato. 
Em muitos casos, a negativa é feita por telefone, não sendo fornecido ao 
usuário qualquer transcrição da conversa; outras vezes, essa negativa vem 
acompanhada de um número de protocolo, mas, ao se buscar informações sobre 
esse protocolo (em especial pelo site da empresa), nenhuma informação apa-
rece; em outros casos, sequer é informado ao usuário a negativa, deixando-o 
por meses angustiado por uma resposta que nunca vem. 
Essa postura, como dito, tem um único intuito – tolher ou prejudicar o usu-
ário no momento de buscar saber se a negativa é justa, ou no momento de bus-
car a proteção do Poder Judiciário para a reparação da violação do direito do 
consumidor. 
É lamentavelmente costumeiro o desrespeito ao direito de o consumidor 
receber informação adequada das operadoras de planos de saúde, como regis-
trou Joseane Suzart Lopes da Silva ( FOX, 2015): 
"A vulnerabilidade dos consumidores é flagrante diante dos 
planos de saúde, uma vez que atrelados a estes de forma duradoura – 
sem a pretensão de findar a relação formalizada, pois busca-se uma 
proteção futura e o não disperdício do quanto já pago – terminam acei-
tando os abusos cometidos". 
10. O DIREITO À INFORMAÇÃO CLARA, PRECISA E COM-
PLETA NOS CASOS DE NEGATIVA DE PEDIDOS POR 
PARTE DO USUÁRIO 
 
 
 
Não é difícil entender que o usuário do plano de saúde tem direito, quando 
da contratação, a todas as informações sobre seus direitos e deveres, o que 
deve compreender, dentre outros, os procedimentos cobertos, a forma para so-
licitar procedimentos e consultas e a forma para reclamar seus direitos perante 
a própria empresa. 
Mas o que realmente pretende-se neste estudo é demonstrar que, quando 
o usuário pretende alguma consulta ou procedimento, e isso lhe é negado, há o 
direito à completa informação, abrangendo, em especial, o exato motivo da ne-
gativa (apontando-se, quando possível, a cláusula do contrato ou o dispositivo 
de lei que sustenta a negativa), a data em que ocorreu, quem determinou a ne-
gativa, e, quando for o caso, o procedimento a ser tomado pelo usuário para 
pedir uma revisão dessa negativa. 
Não deve o consumidor aceitar, inerte, os abusos. Passa-se a analisar os 
meios pelos quais se pode efetivar o direito à informação. 
 
11. REMÉDIOS E REFLEXOS JUDICIAIS PARA ESSA PRÁ-
TICA 
 
Através da Lei 9961/2000, foi criada a Agência Nacional de Saúde Suple-
mentar – ANS, entidade autárquicacuja função é regulamentar e fiscalizar o de-
senvolvimento das atividades do setor. 
"Essa intervenção se fez necessária porque a maioria dos contratos cele-
brados na área de saúde são de consumo e o consumidor estava desprotegido, 
pois era obrigado a contratar por ser tratar de serviço de natureza pública e es-
sencial, submetendo-se, em muitos casos, à imposição de cláusulas abusivas 
impostas em seu desfavor, dificultando-lhe a prestação dos serviços contratados 
(...)". (M.S, 2016) 
A ANS mantém postos em praticamente todos os Estados, para atender 
às demandas dos consumidores dos planos de saúde e para fiscalizar a ativi-
dade das operadoras, inclusive aplicando sanções, quando necessário. ( M.P 
2177) 
Uma primeira possibilidade, portanto, é abrir uma reclamação junto à 
ANS, o que pode ser feito pelo serviço de atendimento por telefone 
(0800.701.9656) ou pela internet (www.ans.gov.br). A reclamação não tem as 
 
 
mesmas consequências do que uma ação judicial, mas pode surtir efeitos, já que 
a ANS pode exigir explicações junto à operadora de plano de saúde, forçando-a 
a informar adequadamente o consumidor. Além disso, a comprovação de recla-
mação na ANS forma um indício acerca da negativa, o que certamente pode vir 
a ser usado em futura ação judicial. 
Outra possibilidade é enviar uma notificação à operadora de plano de sa-
úde, cobrando as informações acerca dos motivos da negativa da consulta ou 
do procedimento. Para garantir a prova do teor e do recebimento, o mais seguro 
é que tal notificação seja feita por meio de Cartório de Títulos e Documentos 
(extrajudicial) ou por meio de notificação judicial, já que cartas, ainda que com 
aviso de recebimento, não têm o condão de provar o conteúdo. 
Enviar um e-mail exigindo informações também pode servir, quando se 
puder obter cópia do e-mail. Registrar reclamação junto à ouvidoria da opera-
dora, exigindo-se número de protocolo, também é aconselhável. Isso dificilmente 
gerará resultados imediatos, mas pode ser utilizado no processo como indício 
da negativa. 
Essa preocupação em documentar a situação (negativa injustificada) tem 
uma finalidade: a de facilitar a prova do fato no processo. Isso porque, quando 
não se tem qualquer documento, a alegação da negativa no processo não passa 
de mera alegação, permitindo que a operadora, no processo, altere a realidade 
dos fatos, sempre em prejuízo do usuário. Além disso, facilita-se a obtenção de 
provimentos liminares. 
 
12. MOVER AÇÃO JUDICIAL. 
 
Neste caso, o interesse pode se limitar a documentar o ocorrido (negativa 
sem motivo), o que poderá ser feito por medida cautelar de justificação. Isso 
apenas terá utilidade se for para documentar a situação para uma futura outra 
ação, senão de nada servirá. 
O mais comum é propor ação para o cumprimento do contrato, pleiteando 
que o juiz determine a autorização que foi negada. Neste caso, deverão ser uti-
lizados os documentos comprobatórios do ocorrido, acima estudados, como 
prova da negativa. 
 
 
Como não se terá o motivo (já que, para o presente estudo, se está par-
tindo da situação em que o motivo não é informado por escrito ao usuário), o 
Judiciário deverá considerar a negativa como sem motivos, não podendo aceitar, 
posteriormente, qualquer outra justificativa apresentada pela operadora, já que, 
se isso ocorrer, se estará aceitando uma manobra astuciosa em prejuízo do sis-
tema de defesa dos consumidores 
a) O usuário de plano de saúde, contratado diretamente com a empresa 
fornecedora do plano, é consumidor para os fins do Código de Defesa do Con-
sumidor, fazendo jus aos direitos nele previstos, em especial o direito à informa-
ção. 
 
b) O direito à informação deve ser interpretado de forma ampla, e, em 
sede de contratos de plano de saúde, deve compreender o direito à informação, 
por escrito, dos motivos da recusa à pedido de consulta ou procedimento cirúr-
gico. 
 
c) Quando o plano de saúde não atender a tal direito do usuário, isso deve 
ser levado em conta pelo juiz em futura ação judicial, não admitindo prejuízo à 
defesa dos interesses do consumidor em juízo por conta dessa postura ilegal da 
operadora do plano de saúde. 
 
d) Para documentar a situação, o usuário pode abrir uma reclamação 
junto à ANS, enviar uma notificação judicial ou extrajudicial (por cartório), enviar 
um e-mail ou propor medida cautelar de justificação. 
 
e) Utilizando-se desses documentos, poderá o consumidor propor ação 
judicial para obter o cumprimento do contrato, servindo-se tais documentos como 
prova da negativa injusta, o que servirá para fins do julgamento do feito e para 
apreciação de pedido liminar. 
 
 
 
 
 
13. CONCLUSÃO 
 
 A “saúde” é conceituada como o bem estar físico, mental e social do indi-
víduo. Neste sentido, para sua consecução, exige-se, além da ausência de do-
enças, qualidade de vida e bem-estar social. A Carta Constitucional de 1988, em 
seu art. 196, positivou o direito à saúde. Este direito, garantido constitucional-
mente, abrange tanto atividades “curativas” e “preventivas”, quanto a promoção 
do bem-estar social. Conclui-se, portanto, que direito à saúde vai além do direito 
ao tratamento e prevenção de doenças, pois compreende uma série de outros 
fatores tais como moradia, alimentação, educação e saneamento básico. 
 A saúde, dentre outras características, é um direito fundamental do ser 
humano, e como tal, é inalienável, irrenunciável e imprescritível. É um direito 
social que exige do Estado uma conduta positiva - a prestação da assistência à 
saúde a toda população. Por fim, é um direito subjetivo público, que impõe ao 
Estado o dever de prestar a assistência à saúde, e confere ao indivíduo o direito 
subjetivo de exigir do Estado o que lhe é devido. 
 Nos termos do art. 196 da CR/88, a saúde é um direito de todos e dever 
do Estado. A Carta Constitucional garante o acesso universal e gratuito aos ser-
viços de saúde. Embora seja um dever do Estado, o art. 197 da CR/88, in fine, 
permite que a iniciativa privada preste os serviços de assistência à saúde, razão 
pela qual, coexiste no país, o serviço público de saúde, prestado pelo Sistema 
Único de Saúde; e o serviço privado, prestado por particulares. 
 Os serviços públicos de saúde regem-se pelos princípios da descentrali-
zação, pois são de competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios; da integralidade de cobertura, uma vez que o SUS executa ati-
vidades preventivas e curativas, abarcando o tratamento de toda espécie de en-
fermidade, das mais simples às mais complexas; da universalidade do atendi-
mento, já que toda pessoa tem direito à assistência à saúde, independentemente 
de condição financeira; da 64 solidariedade de financiamento, haja vista que a 
saúde, assim como os demais seguimentos da seguridade social, é custeada por 
toda sociedade, através dos impostos pagos aos entes federados, das contribui-
ções sociais destinadas à seguridade, e das demais fontes de financiamento 
previstas em lei; e da gratuidade, afinal, se os serviços já foram pagos por toda 
 
 
sociedade, não há razão para o SUS cobrar do usuário uma contra-prestação 
por tais serviços. 
 A assistência privada à saúde é prestada por pessoas físicas (médicos, 
fisioterapeutas, psicólogos) e pessoas jurídicas de direito privado (clínicas, labo-
ratórios, hospitais, operadoras de planos de saúde). Estes serviços são custea-
dos pelos próprios usuários e, ao contrário dos serviços públicos, não observam 
o princípio da universalidade, pois apenas o contratante e seus beneficiários po-
derão usufruir os serviços particulares; e da integralidade, pois o contratante só 
tem direito aos serviços, efetivamente, contratados. 
 Embora o legislador constituinte tenha permitido que a iniciativa privada 
prestasse os serviços de saúde, conferiu ao Poder Público o dever de regula-
mentar, fiscalizar e controlarestes serviços. Neste sentido, o Estado editou a Lei 
9.656/98, com a finalidade de regulamentar as operadoras de planos privados 
de assistência à saúde. Nos termos do art. 32 desta lei, as operadoras devem 
ressarcir ao SUS, os serviços previstos nos respectivos contratos, prestados a 
seus clientes pelo sistema público de saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14. REFERÊNCIAS 
 
1. VIEIRA FS, BENEVIDES RPS. Os impactos do Novo Regime Fiscal para 
o financiamento do Sistema Único de Saúde e para a efetivação do direito 
à saúde no Brasil. Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; 
2016. (Nota Técnica, 28). 
2. PREKER AS, LINDNER ME, CHERNICHOVSKY D, SCHELLEKENS OP. 
Scaling up affordable health insurance: staying the course. Washington 
DC: World Bank; 2013. 
3. FOX AM, Reich MR. The politics of universal health coverage in low-and 
middle-income countries: a framework for evaluation and action. J Health 
Polit Policy Law 2015; 40:1023-60. 
4. Ministério da saúde. Portaria no 1.482, de 4 de agosto de 2016. Institui 
Grupo de Trabalho para discutir projeto de Plano de Saúde Acessível. 
Diário Oficial da União 2016; 5 ago. 
5. Presidência da República. Medida Provisória no 2.177-44, de 24 de 
agosto de 2001. Altera a Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998, que dispõe 
sobre os planos privados da Presidência da República. Diário Oficial da 
União 2001; 27 ago. 
6. BAHIA L, PORTELA LG, SCHEFFER M. Dilma vai acabar com o SUS? 
Folha de S. Paulo 2013; 5 mar. p. 3.. 
7. SCHEFFER M, BAHIA L. Representação política e interesses particula-
res na saúde: a participação de empresas de planos de saúde no financi-
amento de campanhas eleitorais em 2014. Relatório de Pesquisa. 
http://www.abrasco.org.br/site/wp-con tent/uploads/2015/02/Planos-de-
Saude-e-Elei coes-FEV-2015-1.pdf (acessado em 25/Fev/2015). 
 
 
8. COLLUCCI C. Tamanho do SUS precisa ser revisto, diz novo ministro da 
Saúde. Folha de S. Paulo 2016; 17 mai. Caderno Cotidiano. 
9. BRAGA IF. Entidades empresariais e a política nacional de saúde: da cul-
tura de crise à cultura da colaboração [Tese de Doutorado]. Rio de Ja-
neiro: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Os-
waldo Cruz; 2012. 
10. MONTAGU D, Goodman C. Prohibit, constrain, encourage, or purchase: 
how should we engage with the private health-care sector? Lancet 2016; 
388:613-21. 
11. BÍBLIA SAGRADA. São Paulo: Ed. Ave Maria LTDA, 1997. BALERA, 
Wagner Balera. Sistema de Seguridade Social. 3ª ed. São Paulo: Ed. LRr, 
2003. 
12. BOTTESINI, Maury Ângelo; MACHADO, Mauro Conti. Lei dos Planos e 
Seguros de Saúde – Comentada e Anotada. São Paulo. Ed. Revista dos 
Tribunais: 2003. 
13. CAMILLO, Carlos Eduardo Nicoletti; FERRON, Fabiana. Monografia Jurí-
dica. Belo Horizonte: Ed. Del Rey, 2001. 
14. CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da 
Constituição. Coimbra: Ed. Livraria Almedina, 2000. 
15. CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário.São Paulo: Ed. 
Saraiva, 1995. 
16. COÊLHO, Sacha Calmon Navarro. Curso de Direito Tributário Brasileiro. 
Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2002. 
17. COIMBRA, R. J. Feijó. Direito Previdênciário Brasileiro. Rio de Janeiro: 
Edições Trabalhistas, 2001. 
18. CRUZ, José Francisco da Graças. Assistência à Saúde no Brasil: Evolu-
ção e o Sistema Único de Saúde. Pelotas: EDUCAT, 1998. 
19. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Dicionário Eletrônico da Língua 
Portuguesa. Versão 3.0. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira S/A. Lexikon 
Informática, 2003. 
20. _______ . Minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Nova 
Fronteira S/A., 2000. 
 
 
21. FORTEZA, Dulcinéia Zampieri; VIEIRA, Cristiane Maria; BONATTO, 
Maura de Fátima. Saúde – Planos Privados de Assistência Suplementar. 
Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2002. 
22. JUNIOR, José Cretella. Curso de Direito Tributário. Rio de Janeiro: Ed. 
Forense Universitária 1999. 
23. LAZZARI, João Batista. As Fontes de Financiamento do Sistema Único 
de Saúde.São Paulo: Ed. LTr, 2003. MACHADO, Hugo de Brito. Curso de 
Direito Tributário.20ª ed. São Paulo: Ed. Malheiros Editores LTDA, 
2002.67 
24. MARQUES, Cláudia Lima; LOPES, José Reinaldo de Lima; PFEIFFER, 
Roberto Augusto Castellanos. Saúde e Responsabilidade: seguros e pla-
nos de assistência privada à saúde. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 
1999. 
25. MARTINS, Ives Gandra da Silva. Curso de Direito Tributário. v.1. Belém: 
Ed. CEJUP; Centro de Extensão Universitária: 1995. 
26. ________ . Curso de Direito Tributário. v.2. Belém: Ed. CEJUP; Centro 
de Extensão Universitária: 1995. 
27. MONTEIRO, Meire Lúcia Gomes Monteiro (Coordenadora). Introdução ao 
Direito Previdênciário. São Paulo: Ed. LTr, 1998. 
28. MONTENEGRO, Antonio Lindbergh C. Ressarcimento de Danos. 6ª ed. 
Rio de Janeiro. Ed. Lúmen Júris, 1999. 
29. NETO, Antonio Joaquim Fernandes Neto. Plano de Saúde e Direito do 
Consumidor. Belo Horizonte: Ed. Del Rey, 2002. 
30. PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito Administrativo. São Paulo: Ed. 
Atlas, 2000. 
31. VENOSA, Sílvio de Salvo. Teoria Geral das Obrigações e Teoria Geral 
dos Contratos. 3ª ed. São Paulo: Ed.Atlas S.A.,2003, p.199-234.(Coleção 
de Direito Civil; v.2) 
32. PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil. 19ª ed. v. I. 
Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2000. 
33. PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil. 19ª ed. v. II. 
Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2000. 
34. QUEIROGA, Antônio Elias de. Responsabilidade Civil e o Novo Código 
Civil. Rio de Janeiro: Ed. Renovar, 2003. 
 
 
35. SILVA, José Afonso da Silva. Curso de Direito Constitucional Positivo. 
São Paulo: Ed. Malheiros, 2000. SCHWARTZ, Germano. Direito à Sa-
úde:Efetivação de uma Perspectiva Sistêmica. Porto Alegre: Ed. Livraria 
do Advogado, 2001. 
36. TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Tributário.5ª ed. Rio de Janeiro: 
Ed. Renovar, 1998. 
37. UGATTI, Uendel Domingues. O Princípio Constitucional da Contrapartida 
na Seguridade Social.São Paulo: Ed. LTr, 2003. 68 
38. MILLENNIUM, Júris Síntese. CD-RON, nº 42. Legislação, Jurisprudência, 
Doutrina e Prática Processual. Pernambuco: Síntese Publicações, 2003. 
39. CUNHA, Paulo César Melo da. O parcelamento do crédito fiscal como 
instrumento de regulação. Revista Diálogo Jurídico. nº 14. Salvador: 
2002. 
40. ________ . A saúde no Brasil. Organização Pan-Americana de Saúde 
OPAS/OMS. Publicado por ocasião da Conferência Pan-Americana em 
1998. Publicação Científica nº 569. 
41. MATTA, Amauri Artimos da. Roteiro da Lei de Planos de Saúde. Ministério 
Público do Estado de Minas Gerais. Procon Estadual. Disponível na inter-
net em : . 
Acessado em 23 de setembro de 2003. 
42. BRASIL, Constituição. (1998). Constituição da República Federativa do 
Brasil. Brasil, DF; Senado, 1988. 
43. BRASIL, Código Civil. Lei 10.406. Coordenação de Giselle de Melo Braga 
Tapai. 4ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002. 
44. BRASIL, Código Tributário. Organizadora dos textos, Vera Helena de 
Mello Franco. 3ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001. 
45. BRASIL, Constituição. (1988). Emenda Constitucional nº 29, de 13 de se-
tembro de 2000. Dá nova redação ao art.198 da Constituição Federal, 
inserindo novos parágrafos. Mini Códigos - Código Comercial, Código Tri-
butário e Constituição Federal. 3ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 
2000. 
46. SAÚDE, Lei dos Planos de Saúde. Lei nº 9.656 de 03 de junho de 1988. 
Disponível na internet em: . Acessado em 28 de outubro de 2003. SAÚDE, Lei orgânica de. Lei nº 
8.080 de 19 de setembro de 1990. 
47. FORTEZA, Dulcinéia Zampieri, Saúde: planos privados de assistência à 
saúde. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002. 
48. LEI nº 9.961 de 28 de janeirode 2000. Cria a ANS. Disponível na internet 
em . Acessado em 28 de outubro de 2003. 
49. AÇÃO ORDINÁRIA: Processo nº 2001.38.00.042824-1. 21ª Vara Federal 
de Belo Horizonte, 2000. 69 
50. ENTERRIA, Eduardo Garcia. Curso de Derecho Adminitrativo. vol I. Ma-
dri: Ed. Civitas. Citado nos autos da Ação Ordinária: processo 
nº2001.38.00.042824-1, 21ª Vara da Justiça Federal de Belo Horizonte. 
51. ANDRADE, Ronaldo Alves de. Curso de direito do consumidor. Barueri: 
Manole, 2006. 
52. FIGUEIREDO, Leonardo Vizeu. Curso de direito de saúde suplementar: 
manual jurídico de planos e seguros de saúde. São Paulo: MP, 2006. 
53. MARANHÃO, Clayton. Tutela jurisdicional do direito à saúde. São Paulo: 
Revista dos Tribunais, 2003. 
54. NERY JUNIOR, Nelson (et alli). Código brasileiro de defesa do consumi-
dor comentado pelos autores do anteprojeto. 6.ed. Rio de Janeiro: Fo-
rense Universitária, 2000. 
55. SILVA, Joseane Suzart Lopes da. Planos de saúde e boa-fé objetiva: uma 
abordagem crítica sobre os reqjustes abusivos. Salvador: Juspodivm, 
2008. 
56. ALVES, D. C.; BAHIA, L.; BARROSO, A. F. O papel da Justiça nos planos 
e seguros de saúde no Brasil. Cad. Saúde Pública. Rio de Janeiro, v. 25, 
n. 2, p. 279-290, fev. 2009. 
57. ANDRADE, M. V.; MAIA, A. C.; RODRIGUES, C. G. Indicadores de gastos 
com serviços médicos no setor de saúde suplementar no Brasil. Rev. 
bras. estud. popul., São Paulo, v. 30, supl., p. S103-S117, 2013 
58. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Se-
nado Federal: Centro Gráfico, 1988. 
59. CARVALHO, R. R. P.; FORTES, P. A. de C.; GARRAFA, V. A saúde su-
plementar em perspectiva bioética. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 
59, n. 6, Dec. 2013. 
 
 
60. DILÉLIO, A. S. et al. Padrões de utilização de atendimento médico-ambu-
latorial no Brasil entre usuários do Sistema Único de Saúde, da saúde 
suplementar e de serviços privados. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 
v. 30, n. 12, p. 2594-2606, dez. 2014. 
61. ESCRIVÃO JÚNIOR, A.; KOYAMA, M. F. O relacionamento entre hospi-
tais e operadoras de planos de saúde no âmbito do Programa de Qualifi-
cação da Saúde Suplementar da ANS. Ciênc. Saúde Coletiva. Rio de Ja-
neiro, v. 12, n. 4, p. 903-914, ago. 2007. 
62. FONTANELLA, B. J. B.; RICAS, J.; TURATO, E. R.. Amostragem por sa-
turação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cad. 
Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 17-27, jan. 2008. FREITAS, 
P. de S. S. et al. A percepção dos usuários sobre a oferta de programas 
de promoção da saúde e prevenção de doenças: o caso de uma opera-
dora de autogestão. Physis, Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 449-459, 2011. 
63. FREITAS, R. M. de et al. Estudo dos modelos assistenciais praticados por 
operadoras de planos privados de saúde. Physis, Rio de Janeiro, v. 21, n. 
4, p. 1561-1577, dez. 2011. 
64. GARBIN, D. et al. Odontologia e Saúde Suplementar: marco regulatório, 
políticas de promoção da saúde e qualidade da atenção. Ciênc. Saúde 
Coletiva. Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, p. 441-452, fev. 2013. 
65. GERSCHMAN, S. Políticas comparadas de saúde suplementar no con-
texto de sistemas públicos de saúde: União Européia e Brasil. Ciênc. Sa-
úde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 13, n. 5, p.1441-1451, out. 2008. 
66. MALTA, D. C. et al. Perspectivas da regulação na saúde suplementar di-
ante dos modelos assistenciais. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 
9, n. 2, p. 433-444, jun. 2004. 
67. MARTINS, A. A. et al. A produção do cuidado no Programa de Atenção 
Domiciliar de uma Cooperativa Médica. Physis, Rio de Janeiro, v. 19, n. 
2, p. 457-474, 2009. 
68. MENESES, C. S. et al. Os usuários e a transição tecnológica no setor de 
saúde suplementar: estudo de caso de uma operadora de plano de saúde. 
Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, p. 57-66, jan. 2013. 
 
 
69. PIETROBON, L.; PRADO, M. L. do; CAETANO, J. C. Saúde suplementar 
no Brasil: o papel da Agência Nacional de Saúde Suplementar na regula-
ção do setor. Physis, Rio de Janeiro, v. 18, n. 4, p. 767-783, 2008. 
70. PINHEIRO, R.; SILVA JUNIOR, A. G. da. Marco teórico-conceitual. In: PI-
NHEIRO, R. et al. (Orgs.). Integralidade e saúde suplementar: formação 
e práticas avaliativas Rio de Janeiro: IMS/UERJ: CEPESC: ABRASCO, 
2007. p. 17-46. ______. Integralidade e Saúde Suplementar: uma experi-
ência de pesquisa interdisciplinar e colaborativa. In: PEREIRA, R. C. SIL-
VESTRE, R. M. (Org.). Regulação e modelos assistenciais em saúde su-
plementar: produção científica de Centros Colaboradores da ANS-
2006/2008. Brasília. Organização Pan Americana de Saúde. 2009. p. 277-
338. 
71. PORTELA, M. C. et al. Estrutura e qualidade assistencial dos prestadores 
de serviços hospitalares à saúde suplementar no Brasil. Cad. Saúde Pú-
blica, Rio de Janeiro, v. 26, n. 2, p. 399-408, fev. 2010. 
72. RUYZ, M. de S.; MAXTA, B. S. B. Terapeutas Ocupacionais na Saúde 
suplementar no município de Jundiaí-SP. Cad. Ter. Ocup. UFSCar, São 
Carlos, v. 20, n 3, p 435-441, 2012. 
73. SANTOS, F. P. dos; MALTA, D. C.; MERHY, E. E. A regulação na saúde 
suplementar: uma análise dos principais resultados alcançados. Ciência 
& Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, n. 5, p. 1463-1475, 2008. 
74. SATO, F. R. L. A teoria da agência no setor da saúde: o caso do relacio-
namento da Agência Nacional de Saúde Suplementar com as operadoras 
de planos de assistência supletiva no Brasil. RAP, Rio de Janeiro, v. 41, 
n. 1, p. 49-62, jan/fev. 2007. 
75. SILVA, J. P. V. da; BATISTELLA, C.; GOMES, M. de L. Problemas, Ne-
cessidades e Situação de Saúde: uma revisão de abordagens para a re-
flexão e ação da equipe de saúde da família. In: FONSECA, A. F. (Org.). 
O território e o processo saúde-doença. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, 
2007. 
76. SILVA JUNIOR, A. G. da et al. Experiências de avaliação do setor suple-
mentar de saúde: contribuições da integralidade. Ciênc. Saúde Coletiva, 
Rio de Janeiro, v. 13, n. 5, p. 1489- 1500, out. 2008. 
 
 
77. SISSON, M. C. et al. Satisfação dos usuários na utilização de serviços 
públicos e privados de saúde em itinerários terapêuticos no sul do Brasil. 
Interface, Botucatu, v. 15, n. 36, p. 123-136, mar. 2011. 
78. UGÁ, M. A. D. et al. Mecanismos de microrregulação aplicados por ope-
radoras de planos de saúde sobre hospitais privados. Rev. Saúde Pública, 
São Paulo, v. 43, n. 5, p. 832-838, out. 2009. 
79. VERAS, R. P. Experiências e tendências internacionais de modelos de 
cuidado para com o idoso. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, 
n. 1, p. 231-238, jan. 2012. ______. Estratégias para o enfrentamento das 
doenças crônicas: um modelo em que todos ganham. Rev. Bras. Geriatr. 
Gerontol., Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 779-786, 2011. 
80. VERAS, R. P. et al. A assistência suplementar de saúde e seus projetos 
de cuidado para com o idoso. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 
13, n. 4, p. 1119-1126, ago. 2008. 
81. Bíblia Sagrada. São Paulo: Ed. Ave Maria LTDA, 1997. 
82. BALERA, Wagner Balera. Sistema de Seguridade Social. 3ª ed. São Paulo: Ed. 
LRr, 2003. 
83. BOTTESINI, Maury Ângelo; MACHADO, Mauro Conti. Lei dos Planos e Segu-
ros de Saúde – Comentada e Anotada. São Paulo. Ed. Revista dos Tribunais: 2003. 
84. CAMILLO, Carlos Eduardo Nicoletti; FERRON, Fabiana. Monografia Jurídica. 
Belo Horizonte: Ed. Del Rey, 2001. 
85. CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Consti-
tuição. Coimbra: Ed. Livraria Almedina, 2000. 
86. CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário.São Paulo: Ed. Sa-
raiva, 1995. 
87. COÊLHO, Sacha Calmon Navarro. Curso de Direito Tributário Brasileiro. Rio de 
Janeiro: Ed. Forense, 2002. 
88. COIMBRA, R. J. Feijó. Direito Previdênciário Brasileiro. Rio de Janeiro: Edições 
Trabalhistas, 2001. 
89. CRUZ, José Francisco da Graças. Assistência à Saúde no Brasil: Evolução e o 
Sistema Único de Saúde.

Mais conteúdos dessa disciplina