Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Gabarito Unidade Consulta psicológica na prática
Desafio
​​​​​​​​​​​​​​Na prática do psicodiagnóstico, a consulta psicológica exige do psicólogo conhecimento teórico e ética profissional. Cada paciente corresponde a uma história que chega ao consultório, e, mesmo que o contato seja breve, como ocorre no psicodiagnóstico, o psicólogo clínico deve se mostrar atento ao que vai ser relatado.
Para o psicodiagnóstico, é importante informar ao paciente sobre a condição apontada depois da condução das entrevistas e da aplicação dos testes e das técnicas diagnósticas utilizadas pelo psicólogo. Com essas informações gerais em mente, imagine a seguinte situação:
Informar ao paciente — e, no caso de atendimento com crianças e adolescentes, aos pais do paciente — o diagnóstico não é uma tarefa fácil, pois o psicólogo lida com as expectativas dos envolvidos e a orientação sobre os impactos na vida do paciente. Considerando o caso citado, como os resultados da queixa que levou Marcelo ao psicólogo poderiam ser informados?
Padrão de resposta esperado
O psicólogo deve comunicar a Marcelo e seus pais o resultado do teste. Para isso, é importante que ele agende uma consulta psicológica para a entrevista devolutiva. Os pais e o menino serão chamados ao consultório para que informações, esclarecimentos e orientações sobre encaminhamento sejam transmitidas.
Na consulta da entrevista devolutiva, o psicólogo deve informar o diagnóstico aos pais, de maneira clara, objetiva e empática, observando a necessidade de estabelecer um rapport e um vínculo. O psicólogo pode, junto aos pais, abordar os tópicos referentes ao caso e retomar os motivos da busca pela avaliação. As preocupações e impressões sobre o processo de avaliação podem ser discutidas. O psicólogo então pode expor as suas impressões como avaliador e os resultados do processo propriamente dito, fornecendo uma explicação breve e acessível sobre o diagnóstico, identificando as dificuldades e as potencialidades que a criança apresenta.
Ao final, é importante que o psicólogo abra um espaço para esclarecimentos de dúvidas, preocupações e sentimentos dos pais. Com o encaminhamento, eles podem conversar sobre a colaboração conjunta para a elaboração de um plano terapêutico, considerando as indicações terapêuticas sugeridas pelo profissional. Caso o profissional veja necessidade, é possível ainda explicar aos pais sobre a importância de que eles mesmos passem por um tratamento psicológico e os benefícios que isso pode trazer para eles mesmos e para as relações familiares, para lidar com todos os sentimentos que o diagnóstico pode trazer à tona.
Sobre o laudo para a escola, o psicólogo deve ter em mente que as informações devem se referir exclusivamente à queixa escolar que foi trazida inicialmente, sem entrar em detalhes sobre questões que extrapolem essa esfera, a fim de proteger o sigilo do paciente.
Exercícios
1. A consulta psicológica na prática envolve uma série de desafios que são determinados localmente com base nas características da relação entre o paciente e o profissional de saúde. Ela abrange, assim, aspectos relacionados ao primeiro contato, ao problema, às queixas, aos sintomas, às razões do encaminhamento, à adesão, à motivação e ao engajamento do paciente, à sensibilidade para escuta e à interação do profissional de saúde mental.
Sobre o primeiro contato e a identificação do problema, analise as afirmativas a seguir:
I — Na psicopatologia, podemos fazer distinções claras entre sinais e sintomas. Os sinais são achados objetivos e observáveis, enquanto os sintomas são experiências do sujeito e são sentidos por ele.
II — Para delimitar a queixa, o psicólogo precisa observar linearmente sinais e sintomas apresentados pelo paciente durante o primeiro contato.
III — Nessa etapa do estabelecimento do vínculo e da delimitação da queixa, o psicólogo não deve usar o tratado da Associação Americana de Psiquiatria, conhecido como um checklist de transtornos mentais.
IV — No que diz respeito ao contato com o paciente, a diferenciação entre os motivos conscientes e inconscientes pode contribuir para que o psicólogo identifique quem é o seu verdadeiro paciente: se a pessoa que é trazida ou o grupo familiar (ou semelhante), ou ambos.
V — A interação entre o psicólogo e o paciente é unidirecional; portanto, atitudinal.
Qual(is) afirmativa(s) está(ão) correta(s)?
D. Apenas a IV.
2. A informação em consulta psicológica — isto é, manter o paciente informado tanto de seu diagnóstico quanto das questões da psicoterapia e do contrato terapêutico — tem funções tanto éticas quanto terapêuticas para o psicodiagnóstico. Informar o paciente sobre o seu diagnóstico é uma tarefa que deve ser realizada com o máximo cuidado pelo profissional. Sobre esse tema, leia o caso a seguir:
Celina, uma estagiária em psicologia, trabalha com um grupo de pesquisa sobre psicodiagnóstico. Celina participa como bolsista de iniciação científica e atende os pacientes usando entrevistas clínicas e anamnese para colaborar com a coleta de dados do grupo, do qual participam mestrandos e doutorandos. Após as entrevistas clínicas, Celina comunica para o paciente o resultado da avaliação e tem o dever de informar o paciente sobre o encaminhamento decidido.
Durante uma experiência desse tipo, Celina precisou comunicar a um paciente um resultado especialmente delicado e complexo. Para isso, ela utilizou o que estudou em livros de autores como Carrió (2012) e o que ela tem observado da conduta de profissionais mais experientes. Celina chamou o paciente Paulo e seu acompanhante ao consultório para comunicar o diagnóstico. Ela escolheu o consultório por se tratar de um local mais reservado e sigiloso, o que, na percepção da estagiária, fomenta a manutenção de postura adequada e ética. Paulo, por sua vez, é um paciente ansioso, que fica nervoso com notícias difíceis. Ele apresentava, até então, muita expectativa com os resultados da avaliação psicológica (e dúvidas com relação à confiabilidade). Diante disso, Celina avaliou que Paulo é um paciente que precisaria de mais tempo para entender a realidade da situação psicodiagnóstica. Celina comunicou a Paulo o diagnóstico de uma maneira que permitiu a Paulo tomar consciência da realidade do quadro no seu tempo. O paciente foi encaminhado para psicoterapia para lidar com as questões. Celina deixou claro que, para qualquer outra dúvida, o paciente poderia entrar em contato com a equipe.
A partir desse relato e dos estudos da obra de Carrió (2012) sobre entrevistas clínicas, marque a alternativa que corresponde à atitude da psicóloga Celina para comunicar o psicodiagnóstico ao paciente:
D. Enunciação parcimoniosa.
3. O exame mental do paciente é um momento importante da consulta psicológica, pois, por meio dele, o psicólogo pode, além de identificar a queixa, observar e estabelecer o primeiro contato com o paciente. Leia o relato de caso a seguir:
O paciente Bruno, de 42 anos, chega ao consultório de Vitor encaminhado pelo médico. Vitor, ao realizar o relato pessoal do caso, chama a atenção para três elementos do exame mental.
A primeira providência de Vitor é, ao se apresentar ao paciente, observar que o paciente está vestido com roupas muito largas. O paciente parece cansado, com olheiras, e boceja o tempo todo. Antes de iniciar o relato, o psicólogo pergunta ao paciente questões básicas de triagem, como data, idade do paciente, nome e local de moradia. O paciente responde a essas questões de maneira errada, em desacordo com os dados iniciais, ou não responde, dizendo que o estado de sono em que ele se encontra torna impossível de se lembrar de tudo e que, às vezes, ele esquece até mesmo de onde está.
Ao questionar o paciente, Vitor descobre que Bruno, aos 17 anos, conseguia mudar a forma dos objetos por meio da mente. Com relação a isso, Bruno complementa que, após o casamento e o início da vida sexual, os poderes de mudar a forma dos objetos começaram a ficar mais intensos, pois era possível também ouvir uma voz que falava para ele sobre a vida das pessoas.A partir desses relatos das fases da vida do paciente, vários sintomas foram sendo identificados por Vitor. Essas três informações, junto às outras observações, foram cruciais para que Vitor pensasse que a hipótese diagnóstica do paciente era psicose, tal como suspeitava o psiquiatra.
Marque a alternativa que corresponde corretamente aos três elementos destacados por Vitor no exame mental de Bruno:
A. Aspecto global, função psíquica da orientação, história pessoal.
4. Na consulta psicológica, o exame mental possibilita que o psicólogo possa observar as funções psíquicas do paciente, como recurso complementar, por exemplo, à entrevista clínica. Para proceder ao exame das funções psíquicas, então, é importante que o profissional saiba descrever, entre outras, a consciência, a atenção, a orientação, a sensopercepção, a memória, o pensamento, a linguagem e a afetividade.
Sobre a descrição das funções psíquicas, marque V para verdadeiro ou F para falso nas afirmativas a seguir:
( ) As alterações mais comuns da memória ocorrem por meio dos nossos receptores sensoriais.
( ) A sensopercepção pode ser relacionada às alterações quantitativas, como as ilusões, então mensuradas por meio de testes psicométricos.
( ) Uma das principais dimensões do pensamento diz respeito à capacidade de cimentar os dados.
( ) O pensamento pode ser entendido como a nossa capacidade de desenvolver conceitos mentais coadunados com o entorno.
Assinale a alternativa que traz a sequência correta:
A. F — F — F — V.
5. A entrevista devolutiva pode ser genericamente compreendida como o momento em que o psicólogo comunica ao paciente o diagnóstico alcançado a partir de entrevistas, observação e análise de história de vida, que ocorreram durante a consulta psicodiagnóstica. Quando o paciente é uma criança, esse momento exige a participação da família ou do responsável.
Leia o breve relato de caso a seguir:
Carina, uma menina de 11 anos, foi encaminhada para a consulta de psicodiagnóstico a pedido da escola. Carina apresenta dificuldade de concentração, agitação, agressividade com os coleguinhas e notas baixas. Nas entrevistas clínicas com Carina, além de testes psicológicos, o profissional utilizou técnicas lúdicas, como desenhos e teatro de fantoches, para que a menina se sentisse mais à vontade para demonstrar o que estava sentindo. Após as consultas, o psicodiagnóstico apontado foi o transtorno de déficit de atenção. A mãe de Carina tem estado muito ansiosa com o diagnóstico, pois teme pelo futuro da filha. Carina e seus pais compareceram à entrevista devolutiva, na qual foram informados do diagnóstico. O psicólogo procurou informar de maneira clara sobre o diagnóstico, de modo que fosse compreensível principalmente para Carina. Para isso, usou exemplos do dia a dia de uma criança em idade escolar para explicar o diagnóstico para a menina. A mãe e o pai da menina demonstraram tristeza, nervosismo e temor pelo futuro, questões que já vinham sendo repetidas durante as entrevistas clínicas. O psicólogo, então, recomendou que os dois procurassem atendimento psicológico, encaminhando cada genitor para um profissional, a partir das informações coletadas e da observação dos pais durante as entrevistas. O psicólogo optou por não responder às perguntas sobre o encaminhamento, deixando esse esclarecimento para o psicólogo que vai acompanhar o caso de Carina. No laudo psicológico a ser enviado para a escola, o psicólogo foi bem específico, inclusive com relatos sobre a dinâmica familiar de Carina e a relação entre os pais da menina.
A partir da leitura desse relato, e considerando algumas das atitudes que podem ou não ser tomadas pelo psicólogo nas entrevistas devolutivas sobre os resultados do psicodiagnóstico, assinale a alternativa correta:
D. O psicólogo agiu corretamente ao encaminhar os pais de Carina a um psicólogo. Isso pode ser compreendido no âmbito da relação familiar relacionada à queixa (razão pela qual a criança foi encaminhada).
image1.jpeg