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PARASITOSES I
Amebíase e Giardíase
Amebíase
Entamoeba dispar 
Entamoeba histolytica
Há 4 tipos de Entamoeba que podem infectar seres humanos:
Entamoeba moshkovskii 
Entamoeba bangladesh 
01
ETIOLOGIA
A Entamoeba histolytica acomete 500 milhões de indivíduos, sendo 50 milhões de forma invasiva, e causa 100 mil óbitos/ano 
02
EPIDEMIOLOGIA
Prevalência: 
ALTA em países em desenvolvimento 
Em países desenvolvidos, ocorre em forma de SURTOS
03
PATOGÊNESE
CISTOS x TROFOZOÍTOS
Geralmente, a infecção é adquirida pela INGESTÃO de cistos
O desencistamento ocorre no intestino delgado
Cisto 
Trofozoítos 
Os trofozoítos colonizam o lúmen do intestino grosso e podem invadir a mucosa
03
PATOGÊNESE
Trofozoítos 
 
Em condições adversas, sofrem encistamento e são eliminados com as fezes, contaminando o meio ambiente
Quando o equilíbrio parasito-hospedeiro é rompido, os trofozoítos invadem a mucosa dos cólons e formam úlceras (em forma de gargalo de garrafa)
Cisto
03
PATOGÊNESE
Imagem 2. Histopatologia de uma úlcera típica de amebíase intestinal, conhecida como “Fundo de garrafa, Cantil ou Botão de camisa”. CDC/Dr. Mae Melvin
Fonte: https://www.microbiologybook.org/Portuguese/para-port-chapter1.htm
03
PATOGÊNESE
Pela circulação porta, podem invadir outros órgãos (FÍGADO, pulmão, pele e cérebro) 
SISTEMA PORTA HEPÁTICO 
Imagem 3. Patologia bruta do fígado contendo abcesso amebiano 
Fonte: https://www.microbiologybook.org/Portuguese/para-port-chapter1.htm
03
PATOGÊNESE
AMEBÍASE ASSINTOMÁTICA 
1
04
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
AMEBÍASE INTESTINAL 
2
Colite não disentérica: cólicas abdominal e episódios de diarreia líquida ou semilíquida, intercalados com períodos sem sintomas.
AMEBÍASE ASSINTOMÁTICA 
1
04
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
AMEBÍASE INTESTINAL 
2
Colite disentérica: febre moderada, distensão abdominal, disenteria com evacuações mucossanguinolentas, ulcerações colônicas e risco de distúrbios hidroeletrolíticos. 
AMEBÍASE ASSINTOMÁTICA 
1
04
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
AMEBÍASE INTESTINAL 
2
Colite necrosante: forma grave com isquemia, hemorragia, megacólon tóxico e alta mortalidade. Sintomas incluem febre alta, sinais de peritonite e diarreia com odor característico (ovo podre).
AMEBÍASE ASSINTOMÁTICA 
1
04
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
AMEBÍASE INTESTINAL 
2
Ameboma: Granulomas no ceco, cólon ascendente ou anorretal, alternando entre diarreia e constipação.
AMEBÍASE ASSINTOMÁTICA 
1
04
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
AMEBÍASE INTESTINAL 
2
AMEBÍASE EXTRA-INTESTINAL 
2
Abscesso Hepático Amebiano: Febre alta, dor intensa no hipocôndrio direito, hepatomegalia dolorosa. Complicações incluem infecção bacteriana secundária e ruptura do abscesso.
PCR: alta sensibilidade de especificidade, consegue diferenciar as cepas
ELISA: também é sensível, específico e rápido 
Microscopia de fezes: identifica trofozoítos/cistos, mas tem sensibilidade limitada 
 
05
DIAGNÓSTICO
Todos os casos de ENTAMOEBA HISTOLYTICA devem ser tratados
A aspiração percutânea ou cirúrgica de grandes abscessos hepáticos pode ser ocasionalmente necessária quando a resposta do abcesso à terapia medicamentosa é insatisfatória ou existe risco de ruptura. 
06
TRATAMENTO
Paciente assintomático com excreção de cistos: 
Risco de desenvolvimento da doença invasiva e disseminação para família
Amebicida intraluminal (teclosan ou etofamida)
Paciente com colite invasiva ou doença extraintestinal:
Amebicida tissular (metronidazol, secnidazol ou tinidazol) seguido por um amebicida intraluminal 
Giardíase
Giardia intestinalis (G. duodenalis ou G. lamblia) é um protozoário flagelado que acomete principalmente pré-escolares e escolares
Parece ser o parasita mais prevalente no mundo (4 a 8%), mesmo em famílias com renda familiar media ou alta 
A água não potável é uma das principais fontes de contaminação
01
ETIOLOGIA E EPIDEMIOLOGIA
Ocorre em todo o mundo, sobretudo em regiões tropicais e subtropicais 
No Brasil, sua prevalência varia de 12,4% a 50%, predominando nas crianças entre 0 e 6 anos 
02
EPIDEMIOLOGIA
A transmissão é comum em grupos de alto risco 
Crianças 
Funcionários de creches
Consumidores de água contaminada
Viajantes
Homens homossexuais
Pessoas expostas a certos animais 
Ocorre em todo o mundo, sobretudo em regiões tropicais e subtropicais 
No Brasil, sua prevalência varia de 12,4% a 50%, predominando nas crianças entre 0 e 6 anos 
02
EPIDEMIOLOGIA
A transmissão é comum em grupos de alto risco 
Algumas imunodeficiências humorais (como a hipogamaglobulinemia) favorecem infecção sintomática crônicas
Os pacientes com fibrose cística apresentam elevada incidência de giardíase, devido à maior quantidade de muco no duodeno
A Giardia é um protozoário flagelado em forma de pera
A localização preferida é o duodeno e jejuno 
Após a ingestão, os cistos se rompem no duodeno, formando trofozoítos, os quais se multiplicam intensamente 
O trofozoíto possui um disco em forma de ventosa, de cada lado, por onde se fixa à mucosa intestinal 
Os cistos são eliminados pela fezes em grandes quantidade (300 milhões a 14 bilhões por dia), ocorrendo períodos de interrupção de eliminação por 7 a 10 dias 
03
PATOGÊNESE
A patogenia inclui: 
Atapetamento da mucosa duodenal com formação de barreira mecânica 
 Atrofia das vilosidades, associada a infiltrado inflamatório e hipertrofia das criptas 
 Lesão nas estruturas do enterócito 
 Sobrecrescimento bacteriano no intestino delgado
 Desconjugação de ácidos biliares 
 Diminuição da atividades das dissacaridases 
Como consequência: má absorção de açúcares, gorduras, vitaminas A, D, E, K, B12, ácido fólico e ferro
03
PATOGÊNESE
03
PATOGÊNESE
A maioria das crianças são assintomáticas 
04
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Se a criança for desnutrida, fisicamente debilitada por doenças primárias ou exposta a contaminação ambiental intensa, os sintomas aparecem 
Diarreia aguda, com fezes líquidas, autolimitada, até um quadro arrastado por semanas ou meses e de intensidade variável 
04
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Diarreia aguda, com fezes líquidas, autolimitada, até um quadro arrastado por semanas ou meses e de intensidade variável 
Sintomas dispépticos gerais: 
Náuseas, vômitos, distensão abdominal alta, dor abdominal difusa ou epigástrica, flatulência e anorexia 
Síndrome de má absorção: 
Diarreia crônica esteatorreica ou constipação, perda de peso, parada de crescimento, desnutrição proteico energética, má absorção secundária a lactose, enteropatia perdedora de proteínas, edema, hipoproteinemia, deficiência de ferro, zinco, vitamina B12, ácido fólico, vitaminas A e E
Testes imunoenzimáticos (ELISA) e de imunofluorescência direta (IFD) nas fezes 
Esses testes baseados em antígeno têm substituído o exame microscópico direto dos ovos e parasitas como diagnóstico de 1ª linha
PCR nas fezes 
05
DIAGNÓSTICO
Algumas infecções são autolimitadas e o tratamento NÃO é necessário 
O metronidazol, albendazol, nitazoxamida, tinidazol e secnidazol são os medicamentos de escolha 
06
TRATAMENTO
Metronidazol: o mais barato, pode ser usado por 7 dias com eficácia de 80 a 100% 
Tinidazol e secnidazol: uma dose tem eficácia de 80 a 100% e menos efeitos colaterais 
Nitazoxamida: um ciclo de 3 dias de suspensão tem efeito semelhante ao metronidazol e a vantagem de tratar outros parasitas, assim como o albendazol 
A paromomicina (aminoglicosídeo) é recomendado ara o tratamento de infecção sintomática em gestantes no 2º e 3º trimestre 
REFERÊNCIAS
Sociedade Brasileira de Pediatria. Parasitoses Intestinais: diagnóstico e tratamento. Departamentos Científicos de Gastroenterologia e Infectologia. SBP, 2020.
Sociedade Brasileira de Pediatria. Parasitoses Intestinais. Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial. SBP, 2020.
KLIEGMAN, R. M. et al. Nelson Tratado de Pediatria. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2023.
MICROBIOLOGY AND IMMUNOLOGY ON-LINE. Capítulo 1: Parasitologia médica. Disponível em: https://www.microbiologybook.org/Portuguese/para-port-chapter1.htm. Acesso em: 11 dez. 2024.image1.png
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