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A violação dos direitos autorais dessa obra caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das sanções civis cabíveis. 2024 Patologia Clínica Complicações Retocolite Crohn Outras manifestações Diagnóstico ASCA+ (Crohn), ANCA+ (retocolite), imagem (EDA/colonoscopia) • Definição: diarreia causada por toxinas bacterianas (A e B); • Principal patógeno envolvido: Clostridium difficile → produz as toxinas A e B que serão as responsáveis pela diarreia; • Antibióticos responsáveis: clindamicina, fluoroquinolonas e cefalosporinas (CFC); • Paciente clássico: idoso em uso recente de antibiótico; • Clínica clássica: ATB + diarreia + febre + dor abdominal + colite; • Diagnóstico: colonoscopia (placas friáveis dispostas pelo cólon do paciente – pseudomembranas), pesquisa de toxina A e B (ELISA e PCR), coprocultura e pesquisa do antígeno GDH; • Tratamento: metronidazol/vancomicina via oral ou Fidaxomicina - Casos graves e refratários: colectomia; - Transplante fecal: as fezes doadoras saudáveis são administradas ao paciente via enema e sonda nasoenteral. CRITÉRIOS DE ROMA IV PARA SÍNDROME DO INTESTINO IRITÁVEL Paciente tem dor abdominal recorrente (≥ 1 dia por semana, em média, nos 3 meses anteriores), com início ≥ 6 meses antes do diagnóstico A dor abdominal está associada a pelo menos dois dos seguintes sintomas: − Dor relacionada à defecação; − Mudança na frequência das fezes; − Mudança na forma (aparência) das fezes. O paciente não possui nenhum dos seguintes sinais de alerta: − Idade ≥ 50 anos, nenhuma triagem prévia do câncer de cólon e presença de sintomas; − Mudanças recentes no hábito intestinal; − Evidência de sangramento GI oculto (melena ou hematoquezia) − Dor noturna ou passagem das fezes; − Perda de peso involuntária; − História familiar de câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal; − Massa abdominal palpável ou lipofenopatia; − Evidência de anemia ferropriva em exames de sangue; − Teste positivo para sangue oculto nas fezes. • Definição: dor abdominal crônica ou recorrente, associada a alterações do hábito intestinal, sem base orgânica (patologia funcional); • Gênese: dismotilidade + hipersensibilidade visceral + alteração sensorial; • Epidemiologia: mulher, estressada, 30-50 anos; • Clínica: cólica, diarreia/constipação, sintomas do TGI não acorda a paciente, evacuação melhora o quadro álgico; • Diagnóstico: Roma IV; • Tratamento: medidas gerais para diminuir o estresse, buscopan, bromoprida, antidepressivos. • 5-ASA: sulfassalazina e mesalazina - Usado na indução da remissão de casos leves de doença de crohn e retocolite ulcerativa; - Usado na manutenção da remissão de formas leves apenas para retocolite ulcerativa. • Corticóide: - Ótima droga para tratar casos graves; - Age rápido, não podemos utilizar por grandes períodos. • Azatioprina: - Excelente droga para manter a remissão dos casos graves e na doença de crohn; - A azatioprina demora a agir. Dessa forma, nos casos graves, inicia-se o corticoide e a azatioprina, e depois que a azatioprina estiver em níveis séricos eficazes, retira-se o corticoide. • ANTI TNF-ALFA (Infliximabe): utilizado em casos gravíssimos, refratários, com fístula e com acometimento perianal. Tratamento clínico Tratamento cirúrgico • Retocolite: proctolectomia total + anastomose íleo-anal com bolsa ileal em J pode ser usada para cura, mas geralmente é feita nos casos refratários, câncer ou displasia, megacólon tóxico e sangramento refratário • Crohn: não cura; pode ser usada em caso de estenoses e obstrução, fístulas e abscesso e retardo no crescimento • Ocular: episclerite e uveíte; • Cutâneas: - Eritema nodoso (paniculite): inflamação do tecido celular subcutâneo que irá se apresentar na forma de nódulos endurecidos, hiperemiados e doloroso; - Pioderma gangrenoso: ulceração cutânea dolorosa com fundo necrótico e, normalmente, com infecção secundária. • Articular: - Espondilite anquilosante; - Artrites periféricas. • Hepáticas: - Colangite esclerosante primária: grande fator de risco para o colangiocarcinoma. • Definição: tumores indolentes • Localização: - Apêndice vermiforme 40%; - Íleo 30% (principal sítio que envia metástase hepática - 30%); - Reto 20%. • Malignidade: depende do número de mitoses e Ki-67; • Clínica: síndrome carcinoide é derivada dos metabólitos ativos da serotonina que são liberados quando há grandes massas tumorais ou metástases hepáticas - Flush: ruborização facial; - Diarreia; - Doenças valvares pulmonares (principalmente estenose pulmonar); - Asma (broncoespasmo). • Diagnóstico: dosagem urinária de 5-HIAA e cromogranina-A; • Localização do tumor: PET, cintilografia e tomografia; •Tratamento: cirurgia (ressecáveis) e octreotide (irressecável). • Fístula: - Até 50% desenvolvem; - Podem ser perianais, entre alças, entre alças e órgãos, entre alça e parede. • Estenose: - Fibrose da parede da alça com diminuição da luz; - Pode ser necessário fazer ressecções, estenoplastia e estrictulopastia. • Doença perianal e abscesso - São característicos da doença de Crohn; • Megacólon tóxico: - Febre + sinais sistêmicos de toxemia + dor abdominal + distensão abdominal; - Dieta zero + SNG + corticoide (pulsoterapia) + antibiótico (evitar translocação bacteriana); - Colectomia (se não houver resposta à medida anterior ou se perfuração/isquemia). • Colite fulminante: - Dor abdominal + sangramento + diarreia intensa + toxemia + anorexia; - Dieta zero + SNG + suporte - Colectomia (casos refratários ou complicação) • Neoplasia: - Adenocarcinoma; - Relacionado ao tempo de doença (displasia) e à pancolite. Definição • Retocolite: - Cólons; - Ascendente e contínua; - 50% no reto e sigmóide; - Restrita à mucosa; - Presença de pseudopólipos; - Achado microscópico: criptite (não é patognomônico). • Doença de Crohn: - Desde a boca até o ânus; - Acometimento intercalado; - Local mais comum: íleo terminal; - Apresentação transmural; - Macroscopicamente: pedra em calçamento e úlceras aftoides; - Achado microscópico: granulomas não-caseosos (patognomônico). Retocolite: possui uma apresentação inflamatória que atinge as regiões dos cólons, apresentando diarreia, perda de peso, sangue nas fezes (mais comum na retocolite do que na DC) e sinais inflamatórios sistêmicos; Doença de Crohn: possui apresentação diversa, como: estenose, fístula e doença perianal. Quadro diarreico associado à inflamação sistêmica 20% dos casos não se consegue determinar se é Crohn ou Retocolite • Há um componente genético associado (NOD2 CARD15 / HLA-DRB1 DR2) + Fator ambiental (p.ex.: alimentar, infecção por clostridium); • História familiar é um fator de risco importante; • Idade: 2 picos (15-40/55-80); • Tabagismo: protege RCU e favorece DC; • Anticoncepcionais (ACHO): aumentam o risco de desenvolvimento das DII. Características https://www.eumedicoresidente.com.br/ https://www.eumedicoresidente.com.br/ Slide 1