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INSPEÇÃO DE MEL Apicultura - Consiste na criação de abelhas exóticas (Apis mellifera) como atividade econômica, com o objetivo de produzir mel, própolis, geleia real, pólen e cera de abelha. Definição - Entende-se por mel o produto alimentício produzido pelas abelhas melíferas, a partir do néctar das flores ou das secreções procedentes de partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre partes vivas de plantas, que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias específicas próprias, armazenam e deixam madurar nos favos da colmeia. Elaboração do mel → Recolhem néctar das flores e processam nas enzimas digestivas, sendo posteriormente armazenados em favos servindo de alimento para os insetos. Uso do mel: *Homem ● Fonte de energia ● Favorece a função intestinal ● Favorece os músculos do coração ● Estimula a atividade cerebral ● Auxilia ao combate de gripes e resfriados ● Possui ação bactericida *Abelhas ● Alimento -fonte de energia ● Produzir cera Decreto 9.013👍 Lei 1.283 → Dispõe sôbre a inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Lei 7.889→ Dispõe sobre inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal, e dá outras providências. Instrução normativa nº11 de 20 de outubro de 2000 → Estabelecer a identidade e os requisitos mínimos de qualidade que deve cumprir o mel destinado ao consumo humano direto. Este Regulamento não se aplica para mel industrial e mel utilizado com ingrediente em outros alimentos. portaria nº6 de 25 de julho de 1985 → Aprovar as Normas Higiênico-Sanitárias e Tecnológicas para Mel, Cera de Abelhas e Derivados, propostas pela Divisão de Inspeção de Leite e Derivados, da Secretaria de Inspeção de Produto Animal. Composição do me: ● 2% sais minerais, vitaminas, enzimas, etc ● 18% água ● 80% açúcares Apis Melífera : Mel Mel para uso industrial Pólen Apícola Geleia Real Própolis Cera de Abelhas Apitoxina Meliponídeos : Mel de Abelhas sem Ferrão Pólen de Abelhas sem Ferrão Própolis de Abelhas sem Ferrão Localização ideal para apiarios Distancia de 250m de pastagem agricola; 500m de outros apiarios; 300m de criações; 300m de estradas; 50m de água com até 25 colmeias “simular” um incêndio dentro da colméia fazendo com que as abelhas comam mel. Elas fazem isso acreditando que irão deixar a colméia. Assim sendo, com a “barriga” cheia, ficam mais mansas e então pode-se mexer na colméia. Etapas na casa de mel: Recepção das melgueiras → desoperculação dos favos → centrifugação → filtragem → decantação → envase → armazenamento e/ou expedição do produto acbado Caracteristica do mel: ● Orgânico: pouca estabilidade ● Ácido fórmico: conservação por tempo ilimitado → absorve cheiros estranhos mesmo se distantes ● Cristalização: separação da glicose (fundo), que é menos solúvel em água do que frutose Origem botânica; Temperatura ambiente; Teor de umidade ● Descristalização em temperatura controlada: 45-50ºc Classificação por sua origem: Mel flora : é o mel obtido dos néctares das flores. a) Mel unifloral ou monoflora : quando o produto procede principalmente da origem de flores de uma mesma família, gênero ou espécie e possua características sensoriais, microscópicas próprias. físico-químicas e b) Mel multifloral ou poliflora : é o mel obtido a partir de diferentes origens florais. Melato ou Mel de Melato: É o mel obtido principalmente a partir de secreções das partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que se encontram sobre elas. Diferente do mel de abelhas, proveniente do néctar das flores. OBS.: É fabricado pelas abelhas a partir do líquido açucarado que um inseto chamado cochonilha produz ao se alimentar da seiva da bracatinga, uma espécie arbórea nativa do Brasil, com distribuição predominante na região Sul. A bracatinga (nome científico: Mimosa scabrella) é uma árvore nativa das regiões mais frias do Sul do Brasil que pode ser aproveitada para lenha e também para a construção e mobiliário. (wikpedia.org) Curiosidade: a bracatinga é atacada pela cochonilha em anos pares, de março a maio, devido ao ciclo de vida deste inseto. Mel escorrido: é o mel obtido por escorrimento dos favos desoperculados, sem larvas. Mel prensado: é o mel obtido por prensagem dos favos, sem larvas. Mel centrifugado: é o mel obtido por centrifugação dos favos desoperculados, sem larvas. Mel: é o mel em estado líquido, cristalizado ou parcialmente cristalizado. Mel em favos ou mel em seções: é o mel armazenado pelas abelhas em células operculadas de favos novos, construídos por elas mesmas, que não contenha larvas e comercializado em favos inteiros ou em secções tais favos. Mel com pedaços de favo: é o mel que contém um mais pedaços de favo com mel, isentos de larvas. Mel cristalizado ou granulado: é o mel que sofreu um processo natural de solidificação, como consequência da cristalização dos açúcares. Mel cremoso: é o mel que tem uma estrutura cristalina e fina que pode ter sido submetido a um processo físico, que lhe confira essa estrutura e que o torne fácil de untar. Mel filtrado: é o mel que foi submetido a um processo de filtração, sem alterar o seu valor nutritivo. PROVA DE FIEHE CARACTERISTICAS FISICO-QUIMICAS ● Maturidade: viscosidade, peso, conservação, sabor, palatabilidade e cristalização ● Pureza: sólidos insolueis em água - máx 0,1g/100g; Mel prensado, que se tolera até 0,5g/100g ● Deterioração ● Acondicionamento PÓLEN APÍCOLA Art. 416. Para os fins deste Decreto, pólen apícola é o produto resultante da aglutinação do pólen das flores, efetuada pelas abelhas operárias, mediante néctar e suas substâncias salivares, o qual é recolhido no ingresso da colmeia. QUAL O BENEFÍCIO DE CONSUMIR PÓLEN? Possui proteínas, vitaminas e minerais, além de conter substâncias que ajudam na inibição do envelhecimento precoce cerebral, alivia o cansaço e stress mental. Sendo ideal para vegetarianos, esportistas, pessoas com anemia e raquitismo. Também auxilia no aumento da motilidade intestinal atuando contra a constipação. TEM CONTRAINDICAÇÃO??? contraindicado nos casos de alergia ao próprio pólen de flores devido ao risco de reações de hipersensibilidade, hiperglicemia por conta do aumento anormal da taxa de açúcar circulante no sangue, e diabetes mellitus. GELEIA REAL Art. 417. Para os fins deste Decreto, geleia real é o produto da secreção do sistema glandular cefálico, formado pelas glândulas hipofaringeanas e mandibulares de abelhas operárias, secretada geralmente de cinco a quartoze dias de idade, quando dispõem de pólen, água e mel, em condições ambientes favoráveis e colhida em até 72 horas. De zangão até o terceiro dia de vida e alimentação da rainha durante toda a vida larvária e adulta (HAYDAK, 1970). COMO IDENTIFICAR A GELÉIA REAL NA COLMÉIA DAS ABELHAS? A primeira forma de determinar a qualidade do produto é verificar o sabor. Ele deve ser ácido, adstringente, doce e picante. Além disso, o produto deve apresentar brilho e ter consistência pastosa. COR É produzida pelas abelhas jovens a partir do 8º até o 12º dia de vida. Cremosa, esbranquiçada e ácida, é o alimento das larvas nos 3 primeiros dias de vida e alimento exclusivo da abelha rainha durante toda a sua vida. Uma Abelha rainha chega aos cinco anos de vida. As abelhas comuns, não vivem mais que 50 dias. A geleia real é produzida em colmeias, como as de mel, mas a estrutura interna é um pouco diferente. O Oxigênio presente no ar, pode provocar a oxidação, destruindo vários de seus princípios ativos. O calor também é muito danoso, o que determina que, mesmo a uma temperatura de 3 a 5 graus centígrados positivos, a geleia perca suas atividades biológicas em um prazo que pode variar de 12 a 24 horas. Por tudo isso, a temperatura ideal de estocagem é de-18ºC. Recipiente deve ser mantido fechado e ao abrigo da luz, podendo envolver os recipientes com algum tipo de revestimento opaco, como papel laminado. Tipos de geleia real PRÓPOLIS Art. 418. Para os fins deste Decreto, própolis é o produto oriundode substâncias resinosas, gomosas e balsâmicas, colhidas pelas abelhas de brotos, de flores e de exsudatos de plantas, nas quais as abelhas acrescentam secreções salivares, cera e pólen para a elaboração final do produto. A composição de uma própolis é determinada, principalmente, pelas características fitogeográficas, como tipo de vegetação, estação do ano e as condições ambientais existentes próximas às colmeias das abelhas. Essas variações fazem com que seja possível a obtenção de diferentes tipos de própolis. Atualmente, as própolis brasileiras podem ser divididas em 13 tipos, mas existem três que são mais conhecidos: a verde, a vermelha e a marrom. BENEFÍCIOS: ● Imunomoduladora- essa atividade exercida pela própolis ajuda a regular o sistema imunológico, estimulando-o ou suprimindo, se necessário; ● Anti-inflamatória- diversos estudos já demonstraram esse benefício. A própolis ajuda na redução sintomática dos efeitos inflamatórios; ● Antimicrobiana- comprovada por análises microbiológicas, a própolis apresentou uma zona de inibição contra uma das principais bactérias causadora da dor de garganta (Staphylococcus aureus). Por isso é comum ver tantos sprays de própolis por aí; ● Cicatrizante- quando utilizada diretamente em uma ferida ou machucado, a própolis ajuda a potencializar o processo natural de cicatrização do corpo; ● Proteção renal- um estudo realizado em pacientes com doença renal crônica demonstrou efeitos positivos na redução da proteinúria, isso sugere que, de maneira indireta, a própolis possui efeito protetor dos rins. Os principais tipos de própolis são: Própolis verde: O Própolis Verde é obtida a partir de uma planta nativa do Brasil, a Baccharis dracunculifolia (Vassourinha ou Alecrim do Campo). Trata-se de um produto amplamente estudado por pesquisadores no Brasil e no exterior, principalmente no Japão. Própolis vermelha: Rica em vários compostos, a própolis vermelha tem surpreendido pelas propriedades ativas em ações antibacterianas, antifúngicas, antivirais, anti-inflamatórias, além de alto poder cicatrizante e ação antioxidante, atuando na prevenção do envelhecimento precoce. Própolis marrom: Mais comum na região Sul do país, obtida a partir de várias fontes botânicas, o que significa que as abelhas visitam diversas plantas para produzir esse tipo de própolis. O Extrato de Própolis tem diversas aplicações, podendo ser usado para acelerar a regeneração dos tecidos, a cicatrização e desinfecção de feridas ou queimaduras, secar espinhas, tratar a dor de garganta, gripe, sinusite e amigdalite e ajudar a tratar problemas respiratórios, incluindo a tosse irritativa ou com catarro. CERA DE ABELHA Art. 419. Para os fins deste Decreto, cera de abelhas é o produto secretado pelas abelhas para formação dos favos nas colmeias, de consistência plástica, de cor amarelada e muito fusível (60- 70 ° C) A cera é uma substância de coloração branca secretada em forma de pequenas placas por glândulas específicas de abelhas operárias jovens. Para produzi-la, as abelhas melíferas convertem o açúcar consumido sob forma de mel cerca de 8 kg de mel precisam ser consumidos para a produção de 1 kg de cera. APITOXINA Art. 420. Para os fins deste Decreto, apitoxina é o produto de secreção das glândulas abdominais ou das glândulas do veneno de abelhas operárias, armazenado nointerior da bolsa de veneno. MELIPONÍDEOS Art. 421. Para os fins deste Decreto, mel de abelhas sem ferrão é o produto alimentício produzido por abelhas sem ferrão a partir do néctar das flores ou das secreções procedentes de partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre partes vivas de plantas que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias específicas próprias, armazenam e deixam maturar nos potes da colmeia. Parágrafo único. Não é permitida a mistura de mel com mel de abelhas sem ferrão. Produzem mel em menor quantidade que as abelhas do gênero Apis Mellípera. Enquanto essas produzem em média 20 kg/ano, os meliponídeos produzem em torno de 1,5 kg a 2kg por ano para a mandaçaia e 500g/ano para jataí. OVO ESTABELECIMENTOS DE OVOS E DERIVADOS CAPÍTULO III DOS ESTABELECIMENTOS DE OVOS E DERIVADOS Art. 20. Os estabelecimentos de ovos são classificados em: I - granja avícola; II - unidade de beneficiamento de ovos e derivados. GRANJA AVÍCOLA: O estabelecimento destinado à produção, à ovoscopia, à classificação, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição de ovos oriundos, exclusivamente, de produção própria destinada à comercialização direta. § 2º É permitida à granja avícola a comercialização de ovos para a unidade de beneficiamento de ovos e derivados. UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE OVOS E DERIVADOS O Estabelecimento destinado à produção, à recepção, à ovoscopia, à classificação, à industrialização, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição de ovos ou de seus derivados. § 4º É facultada a classificação de ovos quando a unidade de beneficiamento de ovos e derivados receber ovos já classificados. § 5º Se a unidade de beneficiamento de ovos e derivados destinar-se, exclusivamente, à expedição de ovos, poderá ser dispensada a exigência de instalações para a industrialização de ovos. Art. 221. Para os fins do disposto neste Decreto, entende-se por ovos frescos os que não forem conservados por qualquer processo e se enquadrem na classificação estabelecida neste Decreto e em normas complementares. Art. 222. Os ovos recebidos na unidade de beneficiamento de ovos e seus derivados devem ser provenientes de estabelecimentos avícolas registrados junto ao serviço oficial de saúde animal. Parágrafo único. As granjas avícolas também devem ser registradas junto ao serviço oficial de saúde animal. 1. "OVO" - pela designação "ovo" entende-se o ovo de galinha em casca, sendo os demais acompanhados da indicação da espécie de que procedem 2. "OVO FRESCO"- entende-se o ovo em casca que não foi conservado por qualquer processo e se enquadre na classificação estabelecida. Este ovo perderá sua denominação de fresco se for submetido intencionalmente a temperaturas inferiores a 8ºC, visto que a temperatura recomendada para armazenamento do ovo fresco está entre 8ºC e 15ºC com uma umidade relativa do ar entre 70%- 90%. 3. "OVO FRIGORIFICADO" - entende-se o ovo em casca conservado pelo frio industrial nas especificações 4. "CONSERVA DE OVOS"- entende-se o produto resultante do tratamento do ovo sem casca ou partes do ovo que tenham sido congelados, salgados , pasteurizados, desidratados ou qualquer outro processo devidamente aprovado pela SIPA. 5. OVO INTEGRAL"- entende-se o ovo em natureza desprovido de casca e que conserva as proporções naturais da gema e clara. Quando misturados, resultam em uma substância homogênea. 6. GEMA- entende-se o produto obtido do ovo desprovido da casca e separado da clara ou albumina. 7. CLARA- entende-se o produto obtido do ovo desprovido da casca e separado da gema. CLARA CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A CATEGORIA Art. 224. Os ovos destinados ao consumo humano devem ser classificados como ovos de categorias “A” e “B”, de acordo com as suas características qualitativas. Parágrafo único. A classificação dos ovos por peso deve atender ao RTIQ. Art. 225. Ovos da categoria “A” devem apresentar as seguintes características qualitativas: I - casca e cutícula de forma normal, lisas, limpas, intactas; II - câmara de ar com altura não superior a 6mm (seis milímetros) e imóvel; III - gema visível à ovoscopia, somente sob a forma de sombra, com contorno aparente, movendo-se ligeiramente em caso de rotação do ovo, mas regressando à posição central; IV - clara límpida e translúcida, consistente, sem manchas ou turvação e com as calazas intactas; e V - cicatrícula com desenvolvimento imperceptível.