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MIX DE PROVAS P10 A utilização de substâncias tocolíticas, que são capazes de inibir a atividade contráctil do miométrio, é uma estratégia importante para tentar reduzir os índices de prematuridade espontânea e subsequente morbidade e mortalidade neonatais, apesar de apresentar diversos aspectos controversos. Os principais agentes tocolíticos citados na literatura são os betamiméticos (beta 2 adrenérgicos, principalmente terbutalina, salbutamol e ritodrina), bloqueadores de canais de cálcio (com destaque para a nifedipina), inibidores da síntese de prostaglandinas (inibidores da cicloxigenase, como a indometacina), sulfato de magnésio e os antagonistas de receptores de ocitocina (atosiban). Primeira linha: terbutalina, nifedipina e o atosiban. A tocólise visa parar/diminuir contrações uterinas e está indicada nas gestações com a idade gestacional entre 25 e 34 semanas, quando ainda está no período de latência e o esvaecimento do colo uterino ainda não está pronunciado. São consideradas DGU: Sífilis - Treponema pallidum; Cancro mole - Haemophilus Ducreyi; Herpes Genital - herpes simplex vírus tipo 2 (HSV 2); Linfogranuloma venéreo; Donovanose - Klebsiella granulomatis. DPP é a separação da placenta normalmente inserida, de forma parcial ou completa, antes da expulsão fetal em gestação acima de 20 semanas completas. Fatores de risco associados: tabagismo, uso de cocaína, hipertensão arterial crônica, processo patológico placentário crônico (ex., pré-eclâmpsia) e trauma/acidentes abdominais. A separação placentária da parede uterina é causada pela ruptura dos vasos arteriais ou venosos maternos na decídua basal. O quadro clássico de DPP é sangramento vaginal de início abrupto, dor abdominal e/ou dor nas costas de intensidade variável e contrações uterinas. A ultrassonografia fala a favor do diagnóstico quando é evidenciado hematoma retroplacentário. Nos fetos vivos, a cesárea de emergência está indicada quando o parto vaginal não for iminente, houver instabilidade materna ou fetal ou trabalho de parto lento. Nos casos de feto morto e mãe hemodinamicamente estável, deve-se optar pelo parto vaginal com amniotomia. Geralmente esse sangramento é eliminado pelo colo uterino ou fica retido como hematoma retroplacentário (em até 20% dos casos), entretanto, pode também causar hemoâmnio (sangue infiltra-se no líquido amniótico) ou útero de Couvelaire (sangue infiltra-se no miométrio). Chama-se abortamento habitual aquele que ocorre 3 vezes ou mais na mesma gestante, neste caso, as principais causas são a incompetência istmo cervical e síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF). As manobras obstétricas são manobras de palpação abdominal divididas em quatro tempos e que têm o intuito de definir parâmetros da estática fetal. Primeira: palpação do fundo uterino para perceber qual é a porção fetal que ocupa essa região. Segunda: manobra de Budin, é realizada deslizando-se as mãos para as laterais do útero na intenção de perceber para qual lado materno o dorso fetal está voltado, isto é, a posição fetal, caracterizada por ser a relação do dorso fetal com o corpo materno. Terceira: manobra de Leopold e dedica-se a investigar se o polo fetal que se apresenta ao estreito superior da pelve materna está móvel ou não. É possível determinar qual é a porção fetal que se relaciona com o estreito superior da bacia materna e que nele vai insinuar-se. O feto pode estar em apresentação cefálica, pélvica ou córmica. Quarta: tem o intuito de avaliar a escava. Objetiva-se a determinação da insinuação fetal. O trabalho de parto consiste na presença de contrações uterinas ritmo-regulares efetivas, dolorosas, de 50 a 60 minutos cada, em frequência maior ou igual a duas contrações a cada 15 minutos. Os tempos do mecanismo de parto são: Dilatação ou primeiro período de trabalho de parto; Período expulsivo ou segundo período de trabalho de parto; Dequitação ou terceiro período de trabalho de parto; e Período de Greenberg ou quarto período. Os mecanismos do trabalho de parto compreende: As medicações de escolha para o controle da hipertensão arterial grave na gestação são hidralazina endovenosa e nifedipina oral. No Brasil, a hidralazina é ainda a medicação mais utilizada nos casos de crise hipertensiva na gestação. Caso a hipertensão arterial grave seja refratária a essas medicações, utiliza-se o nitroprussiato de sódio endovenoso em bomba de infusão. Deve-se evitar quedas bruscas de pressão arterial, pelo risco de diminuição do fluxo sanguíneo no território cardíaco, cerebral e placentário. Sempre que estamos diante de um quadro de abortamento de repetição (2 ou mais perdas) devemos investigar TROMBOFILIAS ADQUIRIDAS, a famosa SAAF. Nesta investigação devemos solicitar: anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-B2-glicoproteína I. Ainda é muito discutível na literatura quando devemos solicitar triagem para as TROMBOFILIAS HEREDITÁRIAS, que são basicamente: antitrombina III, proteína S, proteína C e fator V de Leiden. No momento, a indicação é investigar em caso de história pessoal de TEV ou história de trombofilia em familiar de 1º grau. Em termos de potencial trombogênico temos que a antitrombina III > Proteína C > Proteína S > Fator V de Leiden. Já em relação a MTHFR, ela é uma enzima que atua no metabolismo da homocisteína. Quando mutada pode levar a um quadro de homocisteinemia. Essa homocisteinemia leva a um maior estresse oxidativo, lesão endotelial e trombose. A. Incorreta. A mutação do fator V é o menos trombogênico dentre as trombofilias adquiridas. B. Correta. A mutação da metileno tetrahidrofolato redutase por si só não aumenta o risco de trombose, já que é o acúmulo de homocisteína que leva a um estresse oxidativo e lesão endotelial. Ou seja, sempre que fizer a pesquisa da mutação lembre-se de dosar a homocisteína, caso contrário você não terá nenhuma aplicação clínica do exame. C. Incorreta. Nem todas as pacientes com diagnóstico de abortamento de repetição vão ter indicação de anticoagulação durante a gravidez. D. Incorreta. Lembra que o risco de trombose só aumenta se tivermos acúmulo de homocisteína? Além disso, o uso de anticoagulação nas trombofilias adquiridas é bastante discutível. E. Incorreta. O anticoagulante deve ser suspenso 24 horas antes do parto e não há obrigatoriedade de resolução por via alta. A indicação da via de parto é obstétrica! Primigesta, 26 semanas de gravidez, sem antecedentes mórbidos, há uma semana iniciou aumento dos níveis pressóricos. Foram solicitados exames complementares que revelaram: Hemoglobina 11,5 g/dL, Plaquetas 145000/mm3, TGO 45 U/L, Bilirrubinas Totais 0,6 g/dL, Atividade de Protrombina 98%, Creatinina 0,7 mg/dL, Proteinúria de 500mg em 24h. Sobre a doença em questão é correto afirmar: A. Seu aparecimento antes de 34 semanas está relacionado a maiores valores de relação sFlt-1/PIGF. B. Pode produzir centralização hemodinâmica fetal, que será diagnosticada quando a resistência da artéria cerebral média ultrapassar a da umbilical. C. A resistência das artérias uterinas terá valor no cálculo de seu risco apenas após 26 semanas. D. Como na doença em questão os níveis pressóricos se elevam a partir de 20 semanas, na determinação do risco de seu desenvolvimento a pressão arterial média, no primeiro trimestre, não deve ser levada em consideração. E. O único marcador bioquímico confiável na sua predição, com especificidade de 89% para casos graves, é a PP 13. R: Após a 20ª semana + níveis pressóricos elevados + proteinúria > 300 mg = Pré - eclâmpsia A. Correta. De acordo com Santos AV e cols., em Pre-eclampsia: Risk factors and outcomes – A two-year stud, Pregnancy Hypertens 2012;2:294, a relação sFlT-1 (tirosina quinase solúvel)/PlGF (fator de crescimento placentários) se encontrará mais elevada quanto mais precoce o aparecimento da PE. B. Incorreta. A centralização fetal é diagnosticada pela alteração na relação cerebroplacentária (RCP), calculada pela relação entre resistência na cerebral média e a umbilical; RCP abaixo do p 2,5 define centralizaçãoe tem valor a qualquer momento da gestação. C. Incorreta. A artéria uterina está relacionada com a circulação materna, portanto alterações precoces estão relacionadas a aumento de risco futuro de insuficiência placentária. D. Incorreta. Esta é tosca, qualquer aumento pressórico na gestação deve ser considerado, tendo em vista os diagnósticos diferenciais da PE/DHEG/Toxemia gravíca/HAS sobreposta. E. Incorreta. Não vacila, mané! A PP-13 (proteína placentária-13) é um marcador de invasão placentária, cuja elevação abrupta está associada a PE e Sd HELLP. Porém, sua sensibilidade é considerável apenas após a 2ª onda de invasão trofoblástica, ou seja, após a 20ª semana, e quando associada a dosagem da PAPP-A (proteína plasmática A), tem sua sensibilidade aumentada. A artéria uterina vê a circulação materna, portanto só podemos relacionar ela a doenças relacionadas à mãe. Já a artéria umbilical vê a circulação placentária, portanto relacionamos ela à insuficiência placentária quando temos um fluxo baixo e, portanto, uma alta resistência. Já a artéria cerebral média (ACM) vê a circulação fetal — quando o feto tem pouco sangue, ele precisa privilegiar órgãos importantes, e um deles é o cérebro, portanto ele diminui a resistência da ACM aumentando o aporte sanguíneo local. Paciente de 45 anos com ultrassom mostrando cisto com conteúdo espesso no ovário esquerdo. Foi submetida à Ooforectomia e o exame de congelação diagnosticou um Cistoadenoma Mucinoso. Houve ruptura do mesmo no ato operatório. De acordo com este enunciado, qual das abaixo está correta? A. A Ooforoplastia teria sido a melhor opção cirúrgica. B. A paciente corre o risco de desenvolver um pseudomixoma. C. O cisto era benigno e a paciente está tratada. D. Por se tratar de um cisto maligno deverá ser submetida à cirurgia radical (Pan Histerectomia). R: O cistoadenoma mucinoso é um cisto ovariano benigno, derivado da das células epiteliais-estromais superficiais. Apresenta parede espessa e contém muco, podendo ser uni ou multiloculada. Ao USG sua forma é ovoide ou arredondada. A cápsula é lisa, brilhante e cinza-clara. Pode apresentar septos que o dividem, formando vários lóculos preenchidos por conteúdo líquido claro e viscoso. Raramente apresenta papilas. É bilateral em 10% dos casos. A conduta deve ser a retirada do ovário, uma vez que a regressão espontânea não ocorre e o cisto pode tornar-se grande. Nesse caso, a abordagem cirúrgica deve ser muito cuidadosa, evitando o rompimento da cápsula e o extravasamento para o abdome, o que poderia causar pseudomixoma peritoneal. A. Incorreta. A primeira opção é a ooforectomia. A ooforoplastia é escolha de exceção quando há intenção de preservar a fertilidade. B. Correto. Como vimos, o extravasamento do muco para a cavidade peritoneal pode gerar pseudomixoma. C. Incorreta. Apesar do cisto ser sim benigno, a paciente não está tratada devido ao rompimento da cápsula no intraoperatório. Ela deve ser acompanhada pelo risco de recidiva. D. Incorreta. Não é um tumor maligno, mas sim benigno. Paciente com 44 anos, G3P3AO (3PN), refere ciclos menstruais regulares, procura atendimento ginecológico referindo que há 4 meses iniciou com polaciúria, noctúria, sensação de esvaziamento vesical incompleto, além de urgência miccional associada. Ao exame físico foi observado o descrito abaixo: Hg: HIATO GENITAL: Cp: CORPO PERINEAL; Cvt: COMPRIMENTO DA VAGINA TOTAL; POP-Q: PELVIC CGRGAN PROLAPSE QUANTIFICATION SYSTEM. Após descartar infecção urinária qual a melhor conduta para esta paciente neste momento? A. Colporrafia anterior e posterior e imipramina 25 mg oral por dia. B. Cirurgia de sling e solifenacina 5 mg oral por dia. C. Eletroestimulação transcutânea e oxibutinina 5 mg oral por dia. D. Treinamento vesical e perineal com cones vaginais. R: Paciente apresenta quadro de urgência e noctúria, além de aumento da frequência. É um quadro clássico de síndrome da bexiga hiperativa (SBH). Refere ainda sensação de esvaziamento incompleto. No POP-Q percebemos que há prolapso mínimo de compartimentos anterior e posterior, e, dada a ausência de queixas de prolapso, não demanda tratamento específico. A. Incorreta. A colporrafia anterior e posterior é reservada para pacientes com prolapsos estadios 3 e 4 dos componentes anterior e posterior, sem prolapso do componente apical. Não é o caso da nossa paciente. B. Incorreta. A cirurgia de sling é indicada para pacientes com incontinência urinária de esforço, não SBH. C. Correta. Eletroestimulação transcutânea e oxibutinina são opções terapêuticas para o tratamento da SBH. Lembrem-se que os primeiros passos são modificações do estilo de vida e fisioterapia do assoalho pélvico, mas não há alternativas que contemplem esses fatores. D. Incorreta. O treinamento vesical é sim uma possibilidade terapêutica, entretanto o treinamento perineal com cones vaginais está indicado para tratamento de frouxidão vaginal, não possuindo papel significativo no tratamento da SBH. Em relação às vulvovaginites: A. A vaginite aeróbica é diagnosticada pela coloração de Gram e dosagem de interleucina B diminuída. B. A vaginite atrófica ocorre com frequência em mulheres que fazem antibioticoprofilaxia para infecção urinária. C. O tratamento da vaginose bacteriana é realizado com ampicilina via oral e corticoide via vaginal por 7 dias. D. A vaginite atrófica acomete puérperas e usuárias de contraceptivos hormonais e é tratada com progesterona natural por pelo menos 30 dias. E. Os agentes etiológicos mais comuns da vaginite aeróbica são Escherichia coli, Staphilococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Enterococcus faecalis. R: Vaginite aeróbia. Trata-se de uma alteração do meio vaginal, com flora contendo bactérias entéricas aeróbicas, inflamação e deficiência na maturação epitelial. É diagnóstico diferencial das leucorreias purulentas, com odor desagradavel. No entanto, o whiff teste é negativo. A irritação é variável, com elevação do pH vaginal. Estão presentes no esfregaço células epiteliais imaturas, presença de leucócitos e predomínio de algumas bactérias: Streptococcus sp., Staphylococcus aureus e Escherichia coli; tais microrganismos passariam da condição de simples comensais para agressores. A. Incorreta. O diagnóstico da vaginite atrófica não leva em conta a dosagem da interleucina B. B. Incorreta. A vaginite atrófica está relacionada ao hipoestrogenismo, e tem como diagnóstico diferencial infecção do trato urinário. Não há evidências de que a antibioticoprofilaxia esteja associada a vaginite atrófica. C. Incorreta. O tratamento da VB, como sabemos, é com metronidazol (via oral ou tópico). Não usamos corticoide via vaginal para esta patologia. D. Incorreta. O tratamento da vaginite atrófica é realizado com estrogênio tópico, via vaginal, não progesterona. Cuidado com os fatores de risco: o principal é a síndrome genito-urinária do climatério. E. Correta. Esses são os agentes mais comuns. A atividade uterina é medida em Unidades Montevidéu (UM) e representa a força ou intensidade das contrações uterinas. Quando uma paciente grávida apresenta atividade uterina em torno de 15 UM, é provável que esteja antes de 30 semanas de gestação, ou seja, no segundo trimestre. Isso ocorre porque, geralmente, a atividade uterina aumenta na medida em que a gestação avança, chegando a picos mais elevados próxima ao momento do parto. Portanto, a opção correta é a alternativa C. É importante lembrar que a atividade uterina é um dos sinais que podem indicar risco de parto prematuro e deve ser avaliada por um médico obstetra. A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção polimicrobiana, ascendente, que acomete o trato genital superior feminino. Os principais agentes etiológicos envolvidos são a Neisseria ghonorreae e a Chlamydia trachomatis. É uma complicação das IST podendo ser facilmente prevenida com o uso de preservativo. O quadro clínico da Doença Inflamatória Pélvica é caracterizado por um quadro infeccioso, geralmente agudo, com dor pélvica, dispareunia, vulvovaginite,dor a palpação uterina e dos anexos. Pode evoluir para quadro de peritonite e abscesso tubo ovariano. A Doença Inflamatória Pélvica também pode se apresentar oligossintomática ou até mesmo assintomática em alguns casos, evoluindo silenciosamente para quadros de infertilidade. A infertilidade é uma das principais complicações da DIPA, sendo causada pelo processo inflamatório mal resolvido que provoca aderências pelviperitoneais e obstruções tubárias. A Doença Inflamatória Pélvica prévia também aumenta o risco de gestação ectópica. O tratamento deve ser realizado com antibioticoterapia de amplo espectro (GRAM positivos, GRAM negativos e anaeróbios). Em casos de peritonite e abscesso tubo-ovariano associado está indicada a internação para antibioticoterapia endovenosa e em alguns casos abordagem cirúrgica para drenagem de abscesso e limpeza da cavidade. O tratamento da DIP depende da sua gravidade. Casos leves podem ser tratados ambulatorialmente, enquanto casos graves devem ser internados e receber antibioticoterapia endovenosa. Todas as gestantes RhD negativo com coombs indireto negativo devem receber imunoglobulina anti-RhD nas seguintes situações: As complicações que podem ocasionar sangramento materno-fetal são: abortamento, gestação ectópica, mola hidatiforme, procedimentos invasivos intraútero, morte fetal, trauma abdominal, descolamento prematuro de placenta, inserção baixa de placenta, versão cefálica externa e morte fetal. O grupo PALM representa as patologias estruturais, diagnosticadas por exames de imagem e estudo anatomopatológico. O grupo COEIN representa as patologias não estruturais, que não aparecem nos exames de imagem. PALM: Pólipo – Adenomiose – Leiomioma – Malignidade e hiperplasia. COEIN: Coagulopatia – Ovulatório – Endometrial – Iatrogênica – Não classificada. P – Pólipos: tumores epiteliais que podem ser localizados na cavidade endometrial ou no canal cervical, responsáveis por cerca de 20 a 30% dos casos de sangramento uterino anormal, mais comuns na menopausa. Suas principais manifestações clínicas incluem menorragia e metrorragia, no ultrassom mostram-se nódulos hiperecogênicos. A – Adenomiose: presença de tecido endometrial no miométrio, causa sintomas como aumento do fluxo menstrual e dismenorreia, acomete principalmente mulheres na perimenopausa. Seu diagnóstico definitivo é feito por estudo anatomopatológico do útero, mas pode ser presumido pela anamnese, exame físico e exames de imagem. L – Leiomioma: neoplasias benignas no músculo liso do útero, podem ser submucosas, intramurais e subserosos e se apresentar no exame físico com a presença de útero aumentado de consistência fibroelástica e contornos bocelados. O exame mais utilizado é o ultrassom e os miomas costumam mostrar-se como nódulos hipoecogênicos. M – malignidade e hiperplasia: pode ocorrer em qualquer idade, mais frequentemente em mulheres próximas ou após o período da menopausa. Tanto a hiperplasia endometrial com atipia quanto o câncer de endométrio e o sarcoma podem causar SUA. Na suspeita, é indicada a biópsia de endométrio. C – Coagulopatia: distúrbios de homeostasia que podem se manifestar clinicamente pela SUA, principalmente em adolescentes, em que a mais frequente é a coagulopatia na doença de von Willebrand. O – Distúrbio Ovulatório: ocorre quando a mulher não ovula ou ovula esporadicamente, mais comum nos extremos da vida reprodutiva. Seu sintoma mais frequente é a irregularidade menstrual. E – Causas Endometriais: distúrbios primários do endométrio devido a um distúrbio de hemostasia local por resposta inflamatória. Seu diagnóstico é difícil, pois é feito por exclusão, após afastar causas estruturais. I – Causas Iatrogênicas: causadas pelo médico, como uso de medicamentos anticoncepcionais, inibidores de aromatase, análogos do GnRH, anticoagulantes e o DIU, entre outros. N – Causas Não Classificadas: não se encaixam nas outras categorias, são raras, como malformação arteriovenosa uterina, hipertrofia miometrial e istmocele. Para diagnosticar o quadro de sangramento uterino anormal, devemos nos fazer 3 perguntas: 1. O sangramento vem do útero mesmo? 2. Essa paciente está grávida? 3. Qual a idade da paciente? Para responder essas perguntas, damos início à investigação diagnóstica, seguindo os seguintes passos: 1. Anamnese e exame físico; 2. Solicitação de teste de gravidez; 3. Solicitação de hemograma completo e coagulograma; 4. Solicitação de ultrassonografia para avaliar as causas estruturais do SUA; 5. Solicitação de dosagens hormonais se o quadro clínico sugere endocrinopatia; e 6. Se necessário, avaliação secundária com histeroscopia e biópsia do endométrio. As indicações de avaliação endometrial no SUA são: Idade > 45 anos: espessamento endometrial, mulheres com fatores de risco para câncer de endométrio, história e exposição estrogênica sem oposição da progesterona; dúvida no diagnóstico; Idade entre 35 e 45 anos: sem melhora com o tratamento medicamentoso, suspeita de sangramento anovulatório; e Idadetentamos um IECA primeiro. Associamos com um BCC e um diurético, de preferência, tiazídicos. Logo, vamos passar um IECA, enalapril 20mg de 12/12h. Associar com um BCC, anlodipino 5mg de 12/12h. Além disso, vamos manter a hidroclorotiazida 25mg 1x ao dia e vamos monitorar a resposta do paciente ao tratamento. O IECA é uma droga fundamental no paciente com diabetes, pois irá reduzir a progressão da doença renal, especialmente no paciente que já possui algum grau de albuminúria. Portanto, viu hipertenso e diabético na mesma questão? Procure o IECA! O carcinoma espinocelular (CEC), também chamado de carcinoma epidermoide ou carcinoma de células escamosas, é um câncer de pele não-melanoma decorrente da proliferação maligna de queratinócitos da camada espinhosa. O carcinoma espinocelular é o segundo tipo de câncer de pele mais comum na população em geral, representando 15% dos cânceres de pele. É mais comum em homens e caucasianos e a incidência aumenta com a idade, com maior prevalência aos 70 anos. Vários fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento de ITU, como: ● Idade avançada; ● Sexo feminino; ● Atividade sexual; ● Uso de cateteres urinários; ● Diabetes e deficiências no sistema imunológico. Instruir os pacientes sobre medidas preventivas, como higiene adequada, ingestão adequada de líquidos e evitar a retenção urinária, é fundamental para reduzir a incidência de ITU recorrente. Uma dúvida frequente do aluno é quanto à profilaxia antibiótica. Podemos fazer? SIM! Depois de discutir com a paciente os riscos e benefícios dessa conduta, a antibioticoprofilaxia (dose reduzida diária) por 3-6 meses é uma opção eficaz, podendo ser prolongada até um ano. Uma ressalva que deve ser considerada é se os episódios de infecção têm associação com a atividade sexual. Se afirmativo, o uso do antibiótico deve ser administrado antes ou logo após o coito, também com bons resultados. A escolha do antibiótico obedece à mesma lógica do tratamento da cistite e, preferencialmente, deve ser guiado conforme cultura de infecção prévia. “Mas, professor, e se a paciente for gestante e estiver apresentando infecções urinárias de repetição?” Devemos também proceder à antibioticoprofilaxia, respeitando as opções antimicrobianas seguras do período gestacional, e estendê-la até a segunda semana do puerpério. Ceratoses ou queratoses actínicas são neoplasias benignas da pele com potencial de transformação para um tipo de câncer de pele (carcinoma de células escamosas ou carcinoma espinocelular). Desenvolvem-se nas áreas da pele expostas ao Sol, pois são induzidas principalmente pela radiação ultravioleta (UV) e constituem marcadores de exposição solar crônica. Como os efeitos da radiação UV são cumulativos, pessoas mais velhas são as mais suscetíveis a desenvolver ceratoses actínicas. Porém, em raros casos, podem acometer pessoas mais jovens que têm propensão a desenvolver ceratoses, como aquelas com um sistema imunológico enfraquecido por quimioterapia, AIDS, transplantes ou, ainda, exposição excessiva à radiação. Deste modo, acomete principalmente indivíduos adultos e idosos de pele mais clara, representando o quarto diagnóstico dermatológico mais comum no Brasil. Embora seja uma lesão pré-cancerígena, apenas 10% das delas evoluem para o carcinoma espinocelular. No entanto, entre 40% e 60% dos carcinomas começam por causa de ceratoses não tratadas. A presença de múltiplas ceratoses indica dano solar intenso, sendo mais provável evoluir para câncer da pele. A ceratose actínica, em geral, se apresenta como uma lesão avermelhada e áspera localizada frequentemente no rosto, nas orelhas, nos lábios, no dorso das mãos, no antebraço, nos ombros, no colo e no couro cabeludo de pessoas calvas ou em outras áreas do corpo expostas ao sol. As lesões geralmente são pequenas e podem ser múltiplas. Normalmente, são mais palpáveis que visíveis e podemos percebê-las passando suavemente as mãos nas áreas expostas ao sol e sentindo alguns pontos ásperos ao toque. Algumas são similares às verrugas e podem apresentar diferentes aspectos, dependendo da localização. É importante examinar a pele constantemente, e observar se existem lesões anormais, que mudem de tamanho, forma ou textura. Algumas delas podem ser como “lixas”, tamanha a aspereza, outras descamam ou formam uma crosta mais dura. Deve-se ficar atento, pois se houver sangramento, pode ser indício de que a lesão esteja se tornando maligna. A queilite actínica é outra forma de ceratose actínica. Ela se desenvolve nos lábios e também tem potencial para se transformar em carcinoma. Geralmente, indivíduos com queilite actínica perdem o limite do vermelhão dos lábios e têm o inferior mais esbranquiçado e seco que o superior. TRATAMENTO TÓPICO: 5-Fluoracil (5-FU): tratamento tópico mais utilizado para a ceratose actínica, é eficaz também em lesões subclínicas (ainda não evidentes). Geralmente, as lesões ficam inflamadas durante seu uso, mas, normalmente, se curam em 2 a 4 semanas. Raramente deixa cicatrizes. Imiquimod em creme: age estimulando o sistema imune para produzir interferon, um agente químico que destroi além das lesões pré-cancerosas, alguns cânceres de pele superficiais. Apesar de ser bem tolerado, algumas pessoas podem apresentar vermelhidão, ulcerações e dor durante o tratamento. Tende a cicatrizar de forma espontânea, ou eventualmente com auxílio de outros medicamentos. Ingenol-mebutato em gel: mais recente dos tratamentos tópicos liberados no Brasil, é uma outra opção terapêutica que tem efeito citotóxico sobre as células neoplásicas. Tem a vantagem de serem necessárias poucas aplicações (2 a 3 dias de uso). Porém, assim como os supracitados, pode apresentar efeitos adversos locais. Diclofenaco com ácido hialurônico em gel: outra opção terapêutica, porém sem apresentação comercial no Brasil. É uma alternativa para as pessoas que são hipersensíveis aos tratamentos tópicos mais destrutivos. Geralmente, o tratamento tende a ser mais prolongado e com menos eficácia. PROCEDIMENTOS: Criocirurgia: Aplica-se nitrogênio líquido com um dispositivo spray congelando as lesões (196°C negativos). Este método não necessita de anestesia e é bem tolerado. As lesões viram crostas e caem após alguns dias. Podem ocorrer vermelhidão e inchaço local após o tratamento. Alguns pacientes podem desenvolver uma mancha branca permanente no local. Peeling Químico: Aplica-se um ácido sobre a pele, por exemplo, tricloroacético (ATA). As camadas superiores se desprendem e, em geral, se regeneram em sete dias. A técnica pode causar irritação temporária. É aplicado pelo médico em consultório e pode ser feito também pontualmente nas lesões. Laser: Penetra e cauteriza o tecido, sem provocar sangramento. Utilizado mais frequentemente para lesões em áreas pequenas ou restritas, mas pode necessitar de anestesia local ou ocorrer perda de pigmentação definitiva. Terapia fotodinâmica (PDT): Consiste na aplicação de um creme nas áreas afetadas, ácido aminolevulínico (ALA) ou metil-aminolevulínico (MAL), e ativação do medicamento com luz. Essa luz pode ser emitida por lâmpadas de LED de determinadas cores, ou mesmo ser a própria luz solar. O tratamento destroi as ceratoses actínicas seletivamente, causando pouco dano ao tecido normal, embora seja comum a ocorrência de dor, edema ou vermelhidão local durante o tratamento. Geralmente utilizada em áreas mais extensas, pode ser útil para tratar múltiplas lesões. Atenção: Os tratamentos mencionados são de caráter informativo. Não se deve partir para a automedicação. Todas terapêuticas estão sujeitas a efeitos adversos. Somente um médico poderá confirmar o diagnóstico e escolher a terapia adequada. Na crise tônico-clônica o paciente perde a consciência e apresenta uma fase tônica que se sucede após alguns segundos por outra, clônica. Durante a fase clônica, o paciente pode apresentar um espasmo laríngeo que gera um ruído característico: o “grito epiléptico”. É comum que, durante esse tipo de crise, o paciente apresenta rubor ou cianose, além de mordedurade língua e liberação esfincteriana. Esse tipo de crise é considerado o mais comum em nosso meio. Ela também é a forma mais comum de crise em pacientes com distúrbios metabólicos. Crises mioclônicas: abalos musculares breves e arrítmicos; Nas crises mioclônicas, que são de início generalizado, a duração das descargas epilépticas é tão curta que a consciência se encontra preservada. As drogas de primeira escolha para crises de início focal são a carbamazepina e a lamotrigina (preferência pela lamotrigina). As crises de início generalizado devem ser tratadas com ácido valproico ou lamotrigina (preferência ácido valproico). Com o paciente em decúbito dorsal, devemos segurar a coxa do paciente e flexionar sobre o quadril. Após isso, deve-se esticar a perna pra cima. A outra perna deve permanecer esticada. Consideramos o teste positivo se, ao esticar a perna para cima, o paciente realizar flexão involuntária da cabeça, relatar dor ou limitação. O teste deve ser realizado nas duas pernas. Devemos posicionar a mão abaixo da cabeça do paciente e flexionar o seu pescoço. Consideramos o teste positivo se ocorrer flexão espontânea de quadris e joelhos bilateralmente. Sinal de LASÈGUE: Principal sinal semiológico para detecção de compressão radicular. Devemos posicionar o paciente em decúbito dorsal e estender sua perna. O teste é considerado positivo quando há dor que irradia para o membro que está sendo examinado. O teste deve ser realizado nas duas pernas. As meningites bacterianas geralmente se iniciam subitamente e têm evolução rápida. Os principais sintomas são febre alta, rigidez de nuca e alteração do nível de consciência, que compõem a tríade clássica da doença. Podem estar presentes outros sintomas inespecíficos como cefaleia e vômitos. A seguinte tabela é uma boa orientação quanto a definição da etiologia da meningite analisando o LCR: Valores de referência: Pressão de abertura (mmH2O): 80 -200/ Contagem de leucócitos (células/µL): ⅔ dos valores plasmáticos / Proteína(mg/dL): 15-40 As meningites bacterianas devem ser tomadas como emergências médicas e serem rapidamente tratadas, a fim de conter sua evolução. Dessa maneira, a antibioticoterapia deve ser iniciada logo após a suspeita diagnóstica. Dexametasona é utilizada para diminuir edema e inflamação dos nervos cerebrais e cranianos; ela deve ser dada quando a terapia é iniciada. Se os pacientes parecem enfermos e há suspeita de meningite aguda, tratá-los com antibióticos e corticoides antes mesmo dos resultados dos exames. O choque obstrutivo é uma emergência médica que ocorre quando o fluxo sanguíneo é bloqueado por um obstáculo mecânico, impedindo o correto funcionamento do coração e dos órgãos. As causas mais comuns de choque obstrutivo incluem: Tamponamento cardíaco: trauma, uremia, câncer, doenças autoimunes, tuberculose. Obstrução do débito de VD: embolia pulmonar, hipertensão pulmonar aguda. Aumento da pressão intratorácica: pneumotórax hipertensivo, ventilação mecânica com altos valores de PEEP. Obstrução extrínseca ou de estruturas adjacentes ao coração: síndrome da veia cava superior, tumores mediastinais. Manifestações Clínicas: Tempo de enchimento capilar aumentado (> 4,5 s) – TEC (lentificado); Hipotensão; Taquicardia; Temperatura (variável – pele quente e seca no choque neurogênico). Os principais sinais de hipoperfusão tecidual são: ● Taquicardia ● Taquipneia ● Extremidades frias e sudoreicas ● TEC aumentado ● Oligúria A AR é uma doença autoimune de caráter inflamatório crônico, que surge a partir da interação entre genética e ambiente. Quanto aos seus principais fatores de risco: Após essa interação, desencadeia-se uma resposta imune disfuncional envolvendo hiperativação de linfócitos, liberação de citocinas inflamatórias (ex., TNF, interleucina 6) e produção de autoanticorpos, como o fator reumatoide (FR) e o anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP), que juntos são os principais responsáveis pelo processo inflamatório sistêmico que caracteriza a doença. A AR apresenta início insidioso e, na maioria dos casos, acomete as articulações das mãos (metacarpofalangeanas e interfalangeanas) e punhos. A sinovite manifesta-se com dor, edema, calor e, eventualmente, rubor sobre a articulação acometida e possui caráter aditivo, ou seja, as articulações somam-se até que surjam as clássicas poliartrite (> 4 articulações) crônica (> 6 semanas) e simétrica (afeta articulações em ambos os lados do corpo). A dor é dita inflamatória, porque piora com repouso e melhora com atividade e está associada à rigidez com duração, em geral, igual ou superior a 1 hora pela manhã. Com a progressão da AR, surgem suas deformidades típicas. A questão acima aborda os conhecimentos acerca da neuralgia do trigêmeo, cujo principal diagnóstico diferencial se faz com as cefaleias trigêmino-autonômicas. No grupo das cefaleias trigêmino-autonômicas, temos a cefaleia em salvas, a hemicrânia paroxística, a hemicrânia continua e as cefaleias de curta duração: SUNCT (“Short-lasting Unilateral Neuralgiform headache attacks with Conjunctival injection and Tearing”) SUNA (“Short-lasting unilateral neuralgiform headache with autonomic symptoms”). São entidades que compartilham o caráter unilateral de dor associado à evidência clínica de “ativação” trigêmino-autonômica. As manifestações possíveis são lacrimejamento ou vermelhidão ocular, ptose ou coriza ipsilaterais à dor. São os aspectos epidemiológicos, frequência e duração de dor que diferenciam entres essas doenças. O diagnóstico adequado é essencial, pois o tratamento é diferente em cada uma dessas condições. Cabe destacar que, especificamente para a cefaleia em salvas, a presença de agitação e inquietação nas crises de dor pode “substituir” a presença de sinais de ativação trigêmino-autonômica. Na neuralgia do trigêmeo, o quadro doloroso também é unilateral, contudo, não está associado aos sintomas supracitados de “ativação” trigemino-autonômica. A distribuição da dor respeita o território de inervação cutâneo do nervo trigêmeo, sendo mais comum o envolvimento dos ramos V2 (maxilar) e V3 (mandibular). A dor costuma ser bastante intensa e rápida, durando apenas poucos segundos. Além disso, costuma recorrer várias vezes ao dia. O quadro poder ser relacionado ao “conflito neurovascular”, situação em que há contato de uma alça vascular com ramo do nervo trigêmeo, ou ainda, ser consequência de doença desmielinizante do sistema nervoso central como a esclerose múltipla e, eventualmente, ser caracterizado como idiopático, ou seja, sem causa definida. O tratamento é baseado no uso de carbamazepina como primeira opção, podendo-se lançar mão, sobretudo, de opióides, alfa-delta ligantes (pregabalina/gabapentina) ou mesmo de estratégias cirúrgicas, caso não haja resposta. O principal sintoma da fibromialgia é a dor generalizada e crônica sentida pelo paciente, que é de difícil localização e que não possui uma forma pré-definida, pois pode ser em pontada, queimação, choque etc. Além disso, há outros sintomas associados à síndrome dolorosa, como fadiga crônica, distúrbios de sono e gastrointestinais, disfunção da articulação temporo-mandibular, alterações de memória, concentração, entre outros. Critérios Diagnósticos: ● Presença de dor generalizada; ● Sintomas em nível similar há, pelo menos, 3 meses; ● Pontuação do Índice de Dor Generalizada (IDG) acima de 7 e Escala de Gravidade dos Sintomas (EGS) maior que 5, ou IDG de 4 a 6 e EGS maior que 9; e ● Sintomas que não são totalmente explicados por outra causa. A pontuação do IDG é calculada, caso tenha ocorrido dor nos últimos 7 dias, com 1 ponto para cada uma das seguintes regiões,: 1. Mandíbula esquerda; 2. Mandíbula direita; 3. Ombro esquerdo; 4. Ombro direito; 5. Braço esquerdo; 6. Braço direito; 7. Antebraço esquerdo; 8. Antebraço direito; 9. Quadril esquerdo; 10. Quadril direito; 11. Coxa esquerda; 12. Coxa direita; 13. Perna esquerda; 14. Perna direita; 15. Região cervical; 16. Tórax; 17. Região lombar; e 18. Abdome. A EGS é calculadaconforme a intensidade dos sintomas, de maneira que cada um deve ser pontuado de 0 (ausente) a 3 (intensos), e todos os pontos somados totalizam, no máximo, 12 pontos. Confira abaixo os sintomas analisados: 1. fadiga; 2. sono não-reparador; 3. sintomas cognitivos, como dificuldade de memória e concentração; e 4. sintomas somáticos, como cefaleia e depressão. Este paciente de três anos tem perdas de fluidos e evolui com sinais de choque que podem ser constatados pelos pulsos finos, pele fria e hipoatividade e taquicardia. Em relação à PA, ele não apresenta hipotensão. Este choque apresentado pelo paciente é hipovolêmico e ocorreu devido às intensas perdas provocadas pelos vômitos e diarreia. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. Ela acomete indivíduos na faixa etária senil (a partir dos 65 anos) e pré-senil (antes dos 65 anos). Fatores de risco: DM; HAS; Obesidade; Tabagismo; Dislipidemia. Genéticos: gene APOE-e4. Principal: idade. A doença de Alzheimer é considerada uma doença insidiosa, de evolução progressiva. A memória episódica é o primeiro sintoma e a mais afetada na maioria dos pacientes. Durante a anamnese com os pacientes e acompanhantes, as queixas costumam ser de que o indivíduo é muito repetitivo, esquece de dar recados, perde compromissos e objetos, não se lembra de ter feito uma refeição, não sabe a data ou não reconhece onde está quando vai a lugares incomuns. O surgimento dos primeiros sintomas ocorre na fase de comprometimento cognitivo leve e não é acompanhado de dificuldades nas AVDs. Conforme a doença progride, mais alterações cognitivas vão surgindo. Primeiro, ocorrem dificuldades nas AVD instrumentais e, mais tarde, nas básicas. As manifestações neuropsiquiátricas ocorrem em 80% dos casos e caracterizam-se por apatia, depressão e agitação/agressividade. A tomografia, nas fases iniciais, costuma ser normal. A perda neuronal inicia-se pelo hipocampo, que não é facilmente visualizado por esse método. Com a evolução do quadro, surge atrofia cortical, os ventrículos laterais passam a ocupar o espaço que antes era do parênquima e parecem maiores (hidrocefalia ex vacuum). RNM: pode revelar, desde a fase de comprometimento cognitivo leve, alguns sinais de atrofia hipocampal, a primeira alteração visível nos pacientes. Nas fases mais avançadas, poderemos notar atrofia cortical difusa e presença de hidrocefalia ex vacuum. Nos pacientes com doença de Alzheimer pré-senil, devemos solicitar o exame de líquor, que poderá revelar aumento de proteína tau total e de tau hiperfosforilada associado à redução de beta-amiloide. Essas alterações podem ser encontradas já em fases pré-sintomáticas. Exames de neuroimagem funcional: como tomografia por emissão de pósitrons (PET) ou por emissão de fóton único (SPECT), pouco disponíveis em nosso meio, podem revelar metabolismo cerebral diminuído nas regiões temporoparietais em pacientes com Alzheimer. De acordo com os critérios do DSM-5, para diagnóstico de doença de Alzheimer, é necessário que estejam comprometidos pelo menos dois domínios cognitivos. Para o diagnóstico de doença de Alzheimer provável, é necessário que se encontre pelo menos um dos seguintes (do contrário, teremos doença de Alzheimer possível): 1. Evidência de uma mutação genética (história familiar ou teste genético); 2. Todos os três a seguir: a. Declínio na memória e na aprendizagem e em pelo menos outro domínio cognitivo; b. Progressivo e gradual; c. Ausência de evidências de etiologia mista. O quadro clínico da sífilis primária caracteriza-se pela presença de lesão ulcerosa (cancro duro) e de “ínguas”. Dias após a relação sexual que transmitiu a bactéria, o indivíduo apresenta uma úlcera na região de entrada do treponema, seja essa genital, anal ou oral. Essa úlcera é chamada de cancro duro e caracteriza-se por ser uma lesão única, avermelhada ou rósea, brilhante, com bordas elevadas e endurecidas, que não coça, não arde e não dói. Pode estar em local bem visível ou em locais menos óbvios, como dobras de pele ou dentro do canal vaginal. O tratamento da sífilis é baseado na administração de penicilina benzatina, com dose de acordo com o estágio clínico. Exceções são casos de comprometimento de sistema nervoso central, em que o tratamento de escolha é penicilina cristalina. Doxiciclina e ceftriaxona são alternativas possíveis. A partir de 2015 O Ministerio da Saúde incluiu o rastreio de gestantes com a realização de teste rápido, que apresenta excelente sensibilidade e especificidade. Como são testes treponêmicos, a sua positividade já confirma a presença de infecção e autoriza o tratamento.; o VDRL deve ser realizado para controle de cura, já que o teste rápido também não negativa após tratamento. As doses de penicilina recomendadas são definidas a partir do diagnóstico de infecção recente ou tardia. Nas situações de doença nas fases primária e secundária, a dose recomendada de penicilina benzatina é de 2.400.000UI divididas em duas injeções em cada um dos glúteos. A maioria das gestantes, entretanto, se encontra assintomática e sem referir historia previa de tratamento ou conhecimento da infecção. Nessa situação, o diagnóstico é de fase latente indeterminada, devendo ser tratada com 7.200.000UI, divididas em 3 aplicações semanais de 2.400.000UI. O parceiro sexual deverá ser sempre convocado pelo serviço de saúde para orientação, avaliação clínica, coleta de sorologia e tratamento. O diagnóstico de sífilis numa gestante exige a adoção de programa de acompanhamento intensivo, com ênfase no risco de reinfecção. Frente a esse ponto, recomenda-se a realização de VDRL mensal após tratamento, devendo o uso de condom ser sempre estimulado. Sífilis terciária: penicilina cristalina ou procaína por pelo menos 21 dias. Para Infecções por NG: ● Ciprofloxacino 500 mg VO em dose única associado com azitromicina 1 g VO em dose única. ● Ceftriaxona 250 a 500 mg IM associado com azitromicina 1 g VO em dose única. ● Na ausência de ceftriaxona, a alternativa é cefixima 400 mg VO em dose única associado com azitromicina 1 g VO em dose única ou cefotaxima 500 mg IM em dose única. Para Infecções por CT: ● Feito preferencialmente com azitromicina 1 g VO em dose única ou doxiciclina 100 mg 12/12h VO durante 7 dias. Opções alternativos são eritromicina 500 mg VO 6/6h durante 7 dias, ofloxacino 300 mg VO 12/12h durante 7 dias ou levofloxacino 500 mg VO 1x/dia durante 7 dias. Os esquema básico (EB) de tratamento é chamado de RIPE e é dividido em duas fases: a fase de ataque (ou intensiva), que consiste nos 2 primeiros meses, com as 4 drogas em associação, e a fase de manutenção, com apenas Rifampicina e Isoniazida, pelos 4 meses seguintes, totalizando 6 meses de tratamento. TB meníngea e óssea: a fase de manutenção tem duração de 10 meses e o tempo total do tratamento é de 12 meses.