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1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
 
Setor de Parasitologia 
Departamento de Parasitologia, 
Microbiologia e Imunologia 
ICB - UFJF 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE CASOS CLÍNICOS EM 
PARASITOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2022 
 
 
 
2 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
 
 
 
 
 
Prezado aluno (a), 
 
 Os casos clínicos contidos nessa apostila foram elaborados 
visando o enriquecimento e consolidação dos seus conhecimentos 
em Parasitologia. A idéia é que você tente resolvê-los com seriedade 
e de forma criteriosa, vislumbrando a possibilidade desses 
conhecimentos virem a ser aplicados em sua futura atuação 
profissional. Para auxiliá-lo você poderá utilizar livros de 
Parasitologia Humana, Medicina Interna, Doenças Infecciosas, 
Diagnóstico Laboratorial, dentre outros. Nossa intenção é que você 
contextualize a importância dos conhecimentos parasitológicos no 
âmbito da saúde pública do Brasil e do mundo. 
 
 
 
Bom estudo, 
 
 
 
Professores e Monitores da Parasitologia – UFJF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA PARA ESTUDO 
 
AMATO NETO, V. & CORRÊA, L.L. Exame Parasitológico das Fezes. Editora Sarvier, 
São Paulo, 5a edição, 1991. 
 
AMATO NETO, V.; GRYSCHEK, R.C.B.; AMATO V.S.; & TUON, F.F. Parasitologia: 
uma abordagem clínica. Editora Elsevier, São Paulo, 2008. 
 
BECK, E.R.; FRANCIS, J.L. & SOUHAMI, R.L. Diagnóstico Diferencial. Ed. Cultura 
Médica, Rio de Janeiro, 1a edição, 1981. 
 
CIMERMAN, S. Parasitologia. Livraria Atheneu Editora, São Paulo, 1999. 
 
CIMERMAN, B. & FRANCO, M.A. – Atlas de Parasitologia. Livraria Atheneu Editora, 
São Paulo, 1999. 
 
DE CARLI, G. A. Parasitologia Clínica. Livraria Atheneu Editora, São Paulo, 2001 
 
FERREIRA, A.W.; ÁVILA, S.L.M. Diagnóstico Laboratorial das principais Doenças 
Infecciosas e Auto-imunes. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2ª edição, 
2001. 
 
FERREIRA, M.U.; FORONDA, A.S. & SCHUMAKER, T.T.S. Fundamentos Biológicos 
da Parasitologia Humana. Editora Manole, São Paulo, 2003. 
 
IGLÉSIAS, J.D.F. Aspectos Médicos das Parasitoses Humanas, Ed. Medsi, Rio de 
Janeiro, 1997. 
 
LIMA, A.O.; SOARES, J.B.; GRECO, J.B.; GALIZI, J. & CANÇADO, J.R. Métodos de 
Laboratório Aplicados à Clínica - Técnica e Interpretação. Ed. Guanabara Koogan, 
Rio de Janeiro, 7a edição, 1992. 
 
NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Livraria Atheneu Editora, São Paulo, 13a edição, 
2016. 
 
REY, L. Parasitologia. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 4a edição, 2008. 
 
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2a 
edição, 2002. 
 
VERONESI, R; FOCACCIA, R. Tratado de Infectologia. Ed. Atheneu, Rio de Janeiro, 4a 
edição, 2008. 
 
 
 
 
 
4 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
CASO CLÍNICO 1: 
(Farmácia, Biologia, Enfermagem, Medicina) 
RAB, 45 anos, sexo masculino, caminhoneiro, natural de Juiz de Fora - MG. Procura o 
plantão de emergência do Hospital Santa Casa de Misericórdia relatando dor 
abdominal acompanhada de diarreia há dois dias. Foi então solicitado um exame 
parasitológico de fezes (HPJ e MIFc) não sendo encontrado nenhum agente infeccioso. 
O médico plantonista prescreveu hidratação sorológica sendo o paciente liberado a 
seguir. Um mês depois, o paciente retorna à emergência do mesmo hospital relatando 
diarreia aquosa com aparente presença de sangue, e persistência das dores 
abdominais. Ao exame clínico, observa-se hepatomegalia dolorosa a palpação, febre 
(temperatura axilar de 39,5oC) e dor abdominal no quadrante inferior direito. O médico 
solicita novo exame parasitológico das fezes (MIFc e esfregaço direto), além de uma 
colonoscopia e de uma tomografia computadorizada do intestino. As técnicas de 
imagem demonstraram presença de pequenos pontos de erosão no sigmoide e reto 
além de uma massa isodensa de 5x5 cm na região cecal sugestivo de apendicite 
aguda, respectivamente. De posse desses resultados, o médico solicitou um exame 
sorológico direcionado à detecção de um parasito específico. 
 
a) (Farmácia, Medicina e Biologia) Explique por que o médico inicialmente 
solicitou os exames de HPJ e MIFc? 
b) Explique por que no segundo retorno do paciente ao hospital, o médico 
solicitou MIFc, exame direto das fezes, os testes de imagem e um teste 
sorológico. De qual parasitose o médico provavelmente está suspeitando? 
c) Considerando a resposta acima, como o paciente pode ter adquirido tal 
infecção? 
d) Explique a origem dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. 
e) (Medicina e Farmácia) Como o paciente deve ser tratado? 
f) Cite medidas profiláticas para evitar a infecção por esse parasito. 
 
 
CASO CLÍNICO 1: 
(Nutrição e Odontologia) 
Maria do Carmo é diarista, mora em um bairro bem precário, que não tem esgoto nem 
água tratada. Há algum tempo relata que vem apresentando diarreia com muco e 
sangue, com 3 a 5 evacuações por dia, acompanhada por dores abdominais, náusea, 
vômito e emagrecimento. Ao fazer uma colonoscopia, foi verificada a presença de 
grandes ulcerações cuja etiologia ainda não havia sido descoberta. Responda: 
 
a) Qual a sua suspeita diagnóstica? 
b) Esta é uma DTA (doença transmitida por alimentos)? Explique. 
c) Relacione os sintomas da paciente e a ação do parasito. 
d) A primeira conduta do médico na sua opinião foi a mais correta? Se não, 
explique baseado no caso clínico, como deveria ter sido realizado o diagnóstico, 
enfatizando a forma evolutiva do parasito que esta técnica evidenciaria. 
 
 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
e) Qual tratamento poderia ser indicado? 
 
 
CASO CLÍNICO 2: 
(Todos os cursos) 
Gabriel, 10 anos, mora com sua mãe num bairro de classe média alta em Juiz de Fora. 
Estuda num colégio particular no 5º ano do Ensino Fundamental. Gabriel está com 
diarreia e com muita dor de barriga. É portador de asma brônquica e começou a ter 
crises durante vários dias seguidos e sua mãe achou que era por causa da mudança 
brusca da temperatura dos dias e das noites, medicando-o como já estava acostumada 
nesses casos. Gabriel também estava reclamando de “queimação no estômago”, 
náusea e estava tendo episódios de vômito. Assim sua mãe optou por levá-lo ao 
pediatra. Pelo relato da mãe, o médico observou que Gabriel estava apresentando um 
quadro de síndrome dispéptica, com sensação de desconforto epigástrico, plenitude 
gástrica pós-prandial, eructações e pirose. Além disso, dada a sua experiência, o 
médico observou que esse quadro poderia ser causado por uma protozoose intestinal. 
Observou também que esse quadro de refluxo estava provocando as crises constantes 
de asma. Durante a conversa, Gabriel contou que ele e sua mãe “adotaram dois gatos 
do abrigo da Prefeitura, há dois meses, mas que ainda não tinham levado eles ao 
veterinário”. A mãe perguntou ao médico se era mesmo necessário levar os animais ao 
veterinário. Após diagnóstico laboratorial por EPF, o menino foi tratado com secnidazol, 
dose única. Após uma semana as crises de asma, o refluxo e os outros sintomas 
melhoraram. 
 
a) De qual parasito o pediatra suspeitou nesse caso? Explique. 
b) Como Gabriel pode ter se contaminado, sendo que mora em um bairro de 
classe média alta da cidade, com água tratada e rede de esgoto? 
c) Quais seriam os sintomas clássicos dessa protozoose? 
d) Qual a importância dos gatos adotados nesse caso? O que o médico deveria 
responder quando a mãe perguntou se era mesmo necessário levar os animaisao veterinário? 
e) (Farmácia e Biologia) Qual a técnica de EPF deve ser usada nesse caso? 
 
 
CASO CLÍNICO 3: 
(Farmácia, Medicina, Enfermagem, Biologia) 
KGV, sexo masculino, nasceu de parto cesariana, pesando 3620g, estatura 55 cm, com 
o primeiro exame físico normal. Permaneceu sem intercorrências no hospital, tendo alta 
com a mãe. Com 2 meses de vida, apresentava microcefalia, retardo do 
desenvolvimento neuromotor e estrabismo convergente bilateral. Dados da mãe: Mãe 
fez 7 consultas de pré-natal, sendo solicitadas sorologias de rotina com os seguintes 
resultados para toxoplasmose: IgG e IgM negativas no primeiro trimestre; no exame do 
terceiro trimestre observou-se viragem sorológica (de IgG negativa para positiva com 
título alto) e IgM positiva. Após o resultado do último exame de pré-natal, a gestante 
foi tratada com espiramicina. 
 
 
 
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Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
 
a) Considerando o resultado do exame da mãe é possível dizer que a criança 
adquiriu toxoplasmose? Explique. 
b) Como se adquire esta doença, associando às formas evolutivas do parasito 
responsáveis na transmissão. Ela pode ser considerada como DTA? 
c) Qual a importância da água nesta doença? 
d) O Saneamento básico, pensando em descarte apropriado para os dejetos 
humanos, constitui ferramenta importante na profilaxia desta doença? 
e) (Medicina) Qual deveria ser a conduta médica neste caso? 
 
 
CASO CLÍNICO 3: 
(Nutrição e Odontologia) 
Santa Maria (RS), 2018: "Durante um surto de uma doença parasitária, foram 
confirmados 569 casos, dos quais 50 em gestantes e 7 em bebês que contraíram a 
infecção ainda no útero materno. Também foram confirmados 2 abortos e 3 óbitos 
fetais (com mais de 20 semanas de gestação). A suspeita é de uma doença causada 
por um protozoário responsável por graves complicações quando ocorre a transmissão 
congênita. A doença pode ter sido transmitida à população pela água de torneira e pelo 
consumo de hortaliças, de acordo com um estudo realizado pela equipe de 
investigação do Ministério da Saúde. Há ainda a possibilidade de haver contaminação 
cruzada (hortaliças serem irrigadas por água contaminada). 
 
a) Considerando o relato acima, qual seria sua suspeita parasitológica? Explique 
sua resposta. 
b) Como se adquire esta doença? Associe as formas evolutivas do parasito 
responsáveis em cada modo de transmissão. Ela pode ser considerada como 
DTA? 
c) Qual a importância da água nesta doença? 
 
d) Em quais casos pode ocorrer a transmissão congênita e quais as 
consequências? 
e) Qual deve ser a profilaxia para esta doença? 
 
 
CASO CLÍNICO 4 
(Todos os cursos) 
Paciente do sexo feminino, 04 anos de idade, 18 kg, moradora de zona de periferia da 
cidade de Macapá, Pará, foi admitida no Pronto Atendimento Infantil com história de 
dor abdominal de intensidade variável, vômitos repetitivos, aumento do volume 
abdominal, parada de eliminação de gazes e fezes havia três dias. A radiografia 
evidenciou intensa distensão das alças do intestino delgado e uma imagem com “miolo 
de pão” (Figura 1). Foi iniciada hidratação venosa, com dieta zero e passagem de 
sonda nasogástrica com mebendazol (100mg) e óleo mineral. Dez horas após o início 
https://tudo-sobre.estadao.com.br/ministerio-da-saude
 
 
 
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do tratamento houve piora da distensão abdominal e do estado geral da paciente, com 
episódios de vômitos contendo três vermes vivos. A criança foi transferida para o 
Hospital da Criança e foi realizada uma ultrassonografia do abdome que mostrou 
grande quantidade de vermes vivos no intestino e na vesícula biliar (Figura 2). Nesse 
momento, o mebendazol foi substituído por levamisol (80mg). Três dias após o 
tratamento, a paciente evacuou grande quantidade de vermes. Permaneceu internada 
por alguns dias e novos exames ultrassonográficos foram realizados, não sendo mais 
observados vermes na vesícula biliar nem no intestino delgado. Assim, a paciente 
recebeu alta hospitalar em bom estado geral e sua responsável foi orientada quanto à 
necessidade de mudança dos hábitos de higiene e a dar continuidade ao tratamento da 
criança com albendazol (400mg) dose única, além de fazer acompanhamento semanal 
nos ambulatórios de Pediatria e de Cirurgia Pediátrica. 
 
 
Figura 1. Radiografia de abdome em ortostase evidenciando intensa distensão de alças de delgado e 
imagem em “miolo de pão”. Não se observam níveis hidroaéreos e existe ar na ampola retal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 2. USG evidenciando Ascaris lumbricoides dentro da vesícula biliar. 
 
 
a) Diante do exposto, qual é o helminto envolvido na infecção? Explique. 
b) O quadro descrito acima ocorre em todos os pacientes infectados por tal 
parasito? Explique. 
c) Qual é a possível forma de infecção? 
d) Apenas pessoas que moram na periferia podem adquirir essa parasitose? 
Explique. 
e) Devido ao quadro clínico da paciente (obstrução intestinal e invasão das vias 
biliares), foram utilizados exames de imagem. Em casos onde não ocorrem tais 
complicações esse é o método de diagnóstico mais indicado? Explique. 
f) (Medicina) O tratamento inicial feito com mebendazol foi a conduta terapêutica 
correta? 
 
CASO CLÍNICO 5 
(Todos os cursos) 
E.S.I, 77 anos, sexo feminino, do lar, natural e procedente de Penha-SC, procurou 
atendimento médico por quadro de dor abdominal difusa há cerca de um ano. Há dois 
meses teve piora da dor associada a inapetência, mal-estar e perda de peso (3 kg, 
segundo ela) e diarreia. Negava febre, melena e disfagia. Ao exame físico, a paciente 
apresentava-se em bom estado geral, referindo apenas desconforto epigástrico à 
palpação superficial e profunda, porém sem sinais de visceromegalias. Paciente com 
enfisema fazendo uso constante de corticoide. Foi feito exame parasitológico de fezes, 
com o método HPJ, cujo resultado foi negativo. Foi solicitada endoscopia digestiva alta, 
que identificou mucosa com erosões levemente elevadas, avermelhadas, que foram 
biopsiadas. Pesquisa de Helicobacter pylori foi negativa. O histopatológico evidenciou 
infiltrado eosinofílico moderado associado a presença do helminto Strongyloides 
stercoralis) (Figura). Após a detecção do parasito S. stercoralis, a paciente foi tratada 
 
 
 
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inicialmente com albendazol 400mg por 3 dias, e como não houve melhora foi tratada 
com ivermectina apresentando melhora significativa do quadro. 
 
 
Observam-se larvas rabditoides (setas), permeando epitélio da mucosa gástrica 
 
a) Por que o exame de fezes realizado não detectou o parasito? 
b) Esta é uma DTA (doença transmitida por alimentos)? Explique. 
c) Com base no ciclo e considerando pessoas imunocompetentes, quais são os 
principais grupos de risco? Explique. 
d) (Medicina) Por que o tratamento inicial com albendazol não foi eficaz? Por que 
foi usada a ivermectina? 
e) O tratamento continuado com corticoide tem alguma relação com o quadro da 
paciente? Explique. 
 
CASO CLÍNICO 6 
(Todos os cursos) 
Paciente C.H.M.M., do sexo masculino, residente na cidade de Jaboatão dos 
Guararapes, Pernambuco, foi examinado pela primeira vez, aos 10 anos de idade, no 
Hospital de Recife por apresentar edema linfático de membro inferior. Segundo o relato 
da mãe, a criança apresentava esse edema há mais de três anos. Devido ao fato do 
edema linfático ou linfedema ser uma manifestação clínica decorrente de inúmeras 
doenças, foi necessária investigação clínica e laboratorial criteriosa antes de confirmar 
sua relação com uma determinadaparasitose visto que a criança reside em área 
endêmica. Portanto, após o exame clínico foi realizado a coleta de sangue capilar 
periférico, no horário das 23:00 à 01:00h. A gota espessa foi o exame de triagem, 
coletando-se cerca de três gotas de sangue, com aproximadamente 50µl. As gotas 
espessas foram coradas com eosina e Giemsa. Ao analisar essas lâminas foi 
encontrada 01 microfilária, na gota espessa e posteriormente foi realizada a 
quantificação da parasitemia pela filtração, sendo identificadas 192 Mf/ml. Todas as 
microfilárias apresentavam a presença de bainha. 
 
a) De acordo com o relato acima a criança realmente pode ser portadora de 
alguma parasitose? Explique. 
b) Esse paciente pode ser fonte de transmissão da doença? Explique. 
c) Por que o sangue capilar periférico foi coletado no horário das 23:00 à 01:00h? 
 
 
 
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d) O linfedema pode ser uma das manifestações crônicas da Filariose Linfática. 
Explique de forma sucinta como isso ocorre. 
e) O quadro descrito acima é considerado elefantíase? 
 
 
CASO CLÍNICO 7 
(Todos os cursos) 
E.D.S, 30 anos, sexo masculino, branco, procedente de Marília-SP, procurou o pronto 
atendimento do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina e Enfermagem da 
Universidade de Marília (UNIMAR) com quadro clínico sugestivo de apendicite aguda. 
Referia dor abdominal, náuseas, fraqueza, perda de peso, diarreia. O exame físico 
revelou um paciente em bom estado geral e sem febre, no entanto apresentou dor à 
palpação abdominal. Os exames laboratoriais e de imagem descartaram a suspeita de 
apendicite, sendo o paciente liberado a seguir e orientado a fazer uso de analgésico 
para aliviar a dor. Após uma semana o mesmo observou a presença de pedaços de 
vermes brancos achatados em suas fezes. 
 
a) Qual a suspeita parasitológica? Explique. 
b) Como o paciente adquiriu essa parasitose? 
c) Qual o método de diagnóstico mais indicado para confirmar a sua suspeita? 
d) Nesse caso como deve ser o tratamento? 
 
 
CASO CLÍNICO 8: 
(Todos os cursos) 
RVC, 33 anos de idade, pesando 56 kg e no 2º trimestre de gestação. Foi atendida no 
HPS de Juiz de Fora relatando corrimento, prurido e queimação vulvovaginal iniciados 
há 4 meses. Exames laboratoriais solicitados para clamídia, gonorréia, sífilis e infecção 
pelo HIV foram todos negativos, porém, foi positiva para Candida albicans. Foi, então, 
orientada a fazer uso de miconazol creme por 7 dias. Apesar de uma sutil melhora, os 
sintomas persistiram após a finalização do tratamento. Procurou, então, sua 
ginecologista que levantou a possibilidade da infecção ser causada por um protozoário. 
 
a) Você concorda com a ginecologista? Explique. 
b) Porque os exames realizados para os agentes infecciosos citados não 
diagnosticaram a infecção parasitária? 
c) Quais exames laboratoriais podem ser realizados para confirmar a suspeita 
clínica? Qual(is) forma(s) evolutiva(s) do parasito será(ão) encontrado(s)? 
d) Como a paciente contraiu a infecção? 
e) A infecção pode acarretar riscos para o feto? Explique. 
f) (Medicina) Após confirmação da infecção por tricomoníase, a paciente foi 
tratada primeiramente com gel intravaginal de metronidazol por 5 dias. Ao não 
regredirem os sintomas, o tratamento mudou para metronidazol 2 g por via oral 
em dose única. Ainda não obtendo a cura, foi usado metronidazol 500 mg duas 
vezes ao dia por 7 dias. Todos os regimes resultaram em insucesso clínico visto 
 
 
 
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a persistência dos sintomas. Explique o insucesso do tratamento considerando 
correto o diagnóstico da infecção. 
g) Cite duas medidas profiláticas explicando a importância de cada uma delas. 
 
CASO CLÍNICO 9: 
(Todos os cursos) 
RSV, sexo feminino, 69 anos, natural de Rio Pomba (MG), apresenta duas lesões do 
tipo úlcero-crostosas, uma no polegar direito e outra no pé esquerdo (formato em 
cratera de lua), com aproximadamente 3 meses de evolução. O médico suspeita de 
uma protozoose e pede exames para diagnóstico. Após exame laboratorial, foi indicado 
o tratamento com 3 ampolas de glucantime/dia por 20 dias. Antes da finalização do 
tratamento a paciente veio a óbito. 
 
Imagem meramente ilustrativa (fonte: dos autores) 
 
a) Qual sua suspeita parasitológica? 
b) Esta doença é transmitida por um inseto vetor? Se sim, responda, explicando 
como ocorre a transmissão e quais os hábitos do inseto transmissor desta 
doença. 
c) (Farmácia, Medicina e Biologia) Como se faz o diagnóstico desta doença? 
d) (Farmácia e Medicina) Como deve ser o tratamento das leishmanioses? 
e) Como deve ser a profilaxia para esta doença? 
 
 
 
CASO CLÍNICO 10: 
(Medicina) 
Paciente de 61 anos, sexo masculino, caminhoneiro (viajando todo o Brasil fazendo o 
transporte de produtos alimentícios) e natural de Tubarão-SC. Procurou atendimento 
médico em um hospital de Atibaia-SP relatando que há seis dias apresentava sintomas 
como mal-estar, mialgia, febre (temperatura axilar: 40oC), vômitos, mas nenhum 
distúrbio intestinal. Ao exame clínico também apresentava amigdalite. Recebeu 
amoxicilina apresentando relativa melhora clínica. Porém, 10 dias após, procurou o 
Hospital da cidade de Caratinga-MG relatando persistência e piora dos sintomas acima. 
Sob suspeita de dengue foi orientado a fazer uso de paracetamol, hidratação oral e 
repouso. Sete dias depois voltou a ser atendido no hospital Marcio Cunha em Ipatinga-
MG apresentando febre alta (39oC), icterícia, hematúria macroscópica, dor abdominal 
difusa e dificuldade para respirar. Após exame, foi confirmada a síndrome do 
 
 
 
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desconforto respiratório no adulto (SDRA- PaO2/FiO2= 190) sendo necessária 
ventilação mecânica. Ao hemograma, apresentou hemoglobina 11g/dl (VR: 13 a 18 
g/dl), plaquetas 38.000mm3 (VR: 150.000 a 300.000 mm3). Nessa última consulta o 
paciente relatou que nas últimas semanas viajou para os estados de Rondônia, Minas 
Gerais e São Paulo. 
 
a) Os sintomas apresentados podem ser indicativos de qual infecção parasitária? 
Por meio dos sinais/sintomas é possível determinar a espécie do parasito? 
Explique as respostas. 
b) Como sua suspeita pode ser confirmada? Explique. 
c) Essa parasitose é transmitida por algum vetor? Qual o hábito desse vetor e 
seu criadouro? 
d) Discuta as condutas médicas adotadas em cada atendimento. 
e) Discuta o fato do paciente ter tido melhora clínica com o uso de amoxicilina. 
f) Explique os sinais e sintomas apresentados pelo paciente: 
g) Qual tratamento deve ser adotado para o paciente? 
 
 
CASO CLÍNICO 10: 
(Enfermagem, Biologia, Farmácia, Odontologia, Nutrição) 
Paciente FRS, 26 anos, sexo masculino, natural do estado do Maranhão. Relata que há 
seis meses estava trabalhando na construção de uma hidroelétrica em Angola-África. 
Após oito dias de sua chegada ao Brasil começa a sentir dor de cabeça, calafrios, dor 
nas articulações e musculares, além de apresentar febre (temperatura axilar >38oC). 
Atendido na rede de saúde de Palmas, TO, é solicitada sorologia para dengue, sendo 
recomendados hidratação e repouso. Retorna ao mesmo hospital quatro dias depois 
relatando diarreia, vômitos, inapetência e apresentando febre de 39,5oC, insuficiência 
renal grave, confusão mental, anemia e fraqueza geral. A sorologia foi negativa para 
dengue, e então foi solicitado um exame parasitológico de sangue. 
 
a) Qual sua suspeita diagnóstica? 
b) Tratando-se da parasitose indicada acima, como o paciente adquiriu a 
infecção? Qual é a provável espécie de parasito envolvido na infecção? 
c) Considerando a espécie de parasito indicada acima, é possível que ocorrarecaída tardia da infecção? Explique. 
d) (Enfermagem, Farmácia e Biologia) Explique a causa dos sintomas clínicos. 
e) (Farmácia) Indique como deve ser feito o diagnóstico e tratamento do paciente. 
 
CASO CLÍNICO 11: 
(Farmácia, Biologia, Enfermagem, Medicina) 
03/12/2015: E.S.L., sexo masculino, 34 anos, casado, natural de Russas (área rural- 
estado de PE), mora desde os 15 anos em Limoeiro (PE). Motorista. Escolaridade até a 
oitava série. A principal queixa é “coração acelerado”, relatando que acordou à noite 
com episódio de palpitação, acompanhada de dispneia, vômitos e febre (não sabe 
 
 
 
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Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
mensurar). A palpitação durou mais de 3 horas e às 6 horas da manhã o paciente 
procurou atendimento médico em Limoeiro e foi, após uns exames, encaminhado de 
urgência para o Hospital de Messejana (Hospital de referência em doenças 
cardiológicas situado na cidade de Fortaleza). O eletrocardiograma mostrou taquicardia 
ventricular e o ecocardiograma apontou insuficiência cardíaca, com grave disfunção 
ventricular. O paciente nega tabagismo, transfusões, álcool ou uso de qualquer outro 
medicamento. Pratica exercícios diários de 40 minutos sem queixas cardíacas, sem 
animais, mora em casa de alvenaria com 3 quartos. Relata que o avô, que morava em 
Russas, morreu de problemas cardíacos porque tinha a "doença transmitida pelo 
barbeiro", o qual refere conhecer. Pai e mãe são saudáveis. Responda: 
 
a) Suspeita parasitológica e por que pensou nesta doença. 
b) Como se adquire esta doença? Associe a forma de transmissão com a fase 
evolutiva do parasito. 
c) Em qual fase da doença este paciente se encontra e como deve ser o 
diagnóstico? 
d) (Medicina e Farmácia) Como deve ser o tratamento? 
 
 
CASO CLÍNICO 11: 
(Nutrição e Odontologia) 
Março de 2016. Após a suspeita de um surto em quatro municípios do Estado do Rio 
Grande do Norte, 21 pessoas foram investigadas quanto a possibilidade de uma 
doença causada por um protozoário e transmitida por alimentos. Dos 21 casos 
analisados (Figura 1), 18 (85,7%) foram confirmados para a doença na fase aguda e 
ocorreram três óbitos (16,7%). Todos os casos confirmados apresentaram sinais e 
sintomas no mês de outubro de 2015, com maior concentração entre os dias 14 e 20 
(Figura 1). Os casos positivos relataram consumo de caldo de cana da Fazenda A, 
onde uma vez ao ano ocorre a moagem para a produção de rapadura e caldo. Não há 
no engenho proteção contra a presença de insetos e roedores. A moagem ocorreu na 
madrugada e o período da moagem foi de 18 de setembro a 1o de outubro de 2015 
(Figura 2). Todos os casos referiram consumir o caldo de cana no último dia da 
moagem. Nenhum caso fez transfusão ou transplante de órgãos. Na pesquisa 
entomológica do local da moagem foram encontrados 177 insetos, popularmente 
conhecidos como "barbeiros". 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1- Casos confirmados segundo data de início de sintomas e provável dia de exposição nos 
municípios de Marcelino Vieira, Tenente Ananias, Alexandria e Pilões, Estado do Rio Grande do Norte, 
Brasil, 2016. 
 
 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
 
Fonte: Cad. Saúde Pública 2018; 34(1):e00006517 
 
 
 
Figura 2 
 
 
 
Fonte: Cad. Saúde Pública 2018; 34(1):e00006517 
 
 
a) Suspeita parasitológica, justificando sua resposta. 
 
 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
b) Você acha que o fato deles terem consumido o caldo de cana tem relação com 
a transmissão da doença? Esta é somente a única via de contaminação ou pode 
haver outras? 
c) Quais são os principais sinais/sintomas clínicos desta doença? 
d) Como devem ser as boas práticas de ingestão/fabricação/distribuição de 
alimentos para evitar esta doença? 
 
CASO CLÍNICO 12: 
(Todos os cursos) 
E.O.S., sexo masculino, 2 anos e 1 mês, natural e procedente de Alto Alegre do 
Pindaré – MA. Começou a apresentar diarreia desde os seis meses de idade. Com a 
piora do estado geral da criança e aparecimento de fezes líquidas, enegrecidas e de 
odor fétido, a mãe leva ao médico. Durante a consulta, relata também que a criança 
apresenta vômitos pós-prandiais, febre (38ºC), apatia, sonolência e vontade de comer 
terra (geofagia). O médico observa também palidez de mucosas. A família mora em um 
sítio localizado em zona rural, sem saneamento básico. Criam cães, gatos, aves, gado 
suíno e bovino. O médico pediu EPF e após o diagnóstico indicou tratamento com 
Mebendazol e sulfato ferroso e repetição do tratamento após duas semanas. 
 
a) Qual a suspeita diagnóstica? Explique. 
b) Por que o paciente apresenta os seguintes sintomas: diarreia com fezes 
enegrecidas, geofagia, apatia e sonolência? Explique o que causa cada um dos 
sintomas. 
c) Quais os fatores que levam ao aparecimento da anemia? Esse quadro é 
desencadeado em todas as pessoas infectadas com esse parasito? 
d) Como o menino se infectou? O fato de não ter saneamento básico tem relação 
com a infecção? 
e) (Nutrição) Essa doença é uma DTA? Qual a importância do nutricionista para o 
bom prognóstico da doença? 
f) A presença de cães, gatos, aves, gado suíno e bovino é importante no 
mecanismo de transmissão? Explique sua resposta. 
g) (Medicina) Por que o médico indicou que o tratamento fosse repetido após 
duas semanas? Por que receitou também sulfato ferroso? 
 
 
CASO CLÍNICO 13 
(Todos os cursos) 
Homem de 39 anos de idade, vegetariano, procedente da zona urbana de Teresina, 
Piauí, procurou assistência médica com as queixas de vertigem, dificuldade para falar, 
cefaleia e parestesia no membro inferior esquerdo. A tomografia computadorizada de 
crânio (TC) apresentou múltiplas lesões vesiculares, algumas com escólex visível, 
compatíveis com neurocisticercose. O paciente recebeu tratamento com albendazol por 
10 dias e prednisona (mantida durante o uso do albendazol). Nova TC mostrou a 
persistência de algumas vesículas. Foi repetido o tratamento com albendazol e 
prednisona e nova TC mostrou desaparecimento das lesões (Figura 1C). Após seis 
 
 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
meses, o paciente retornou apresentando convulsões e uma TC foi realizada 
demonstrando novas lesões sugestivas de neurocisticercose. 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte :Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.64 no.2a São Paulo June 2006 
 
a) Explique por que o fato do paciente ser vegetariano não o exclui de ser 
portador de neurocisticercose. 
b) Quais outras manifestações clínicas podem ocorrer em um paciente portador 
de tal parasitose? 
c) Pacientes previamente infectados com Taenia solium correm o risco de 
desenvolver cisticercose? Explique. 
d) Explique os sinais/sintomas apresentados pelo paciente. A neurocisticercose 
é obrigatoriamente sintomática? Explique. 
e) (Medicina) O tratamento utilizado acima é o mais adequado? 
 
 
CASO CLÍNICO 14: 
 
L.V.A., 4 anos de idade, foi levada pela mãe à consulta de pediatria. A mãe disse que 
há 3 meses apresenta prurido vaginal, com leucorreia escassa, sem melhoria com as 
medidas de higiene específicas. Não apresentava queixas urinárias ou alterações do 
 
 
 
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Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
trânsito intestinal. Não foram observadas alterações do estado geral ou 
emagrecimento. A mãe relatou agravamento das queixas à noite, com prurido perianal 
intenso. No exame físico, o médico observou rubor vulvar e vaginal e escoriações 
(aparentes lesões de coceira) perianais. Foram descartados lesão por corpo estranho 
ou abuso sexual. Após alguns dias, com o resultado do diagnósticolaboratorial em 
mãos, o pediatra indicou tratamento com dose única de Albendazol, tratar toda a 
família que morava na mesma residência e repetir o tratamento por duas vezes com 
intervalo de 14 dias entre as doses. Passados dois meses, a mãe retorna com a 
criança ao pediatra, novamente apresentando prurido anal. O médico descobre que a 
mãe não realizou o tratamento da família como indicado, nem repetiu as doses. 
 
a) Qual sua suspeita clínica? Explique. 
b) Como a paciente adquiriu essa infecção? Nesse caso pode ocorrer 
autoinfecção? Por quê? 
c) Que exame laboratorial é indicado nesse caso? Por que não é indicado o 
exame das fezes? 
d) Por que o médico indicou tratar toda a família? Por que indicou repetir o 
tratamento? 
e) Por que a criança volta a ter prurido anal dois meses depois? 
f) Uma das medidas profiláticas são alguns cuidados na limpeza da casa, como 
por exemplo, não balançar os lençóis. Explique por quê. 
g) Por que aparecem sintomas como vulvovaginite e prurido perianal noturno? 
 
 
CASO CLÍNICO 15 
(Todos os cursos) 
 
AST, 20 anos, procedente de Caratinga (MG), com residência nos Estados Unidos há 7 
anos. O paciente procura atendimento médico em um hospital próximo à sua residência 
queixando de dores abdominais. O paciente relata que esporadicamente percebeu a 
presença de sangue nas fezes e tem histórico de pólipo intestinal (alteração causada 
pelo crescimento anormal da mucosa do cólon e reto). Após colonoscopia e biópsia, o 
médico explica que além do pólipo, ele apresenta uma doença que é transmitida por 
um caramujo de água doce. O médico indica tratamento com praziquantel, mas 
sabendo que o paciente é brasileiro, orienta que antes da administração do 
medicamento, deverá ser feita uma tomografia computadorizada de crânio. Responda: 
 
a) Qual sua suspeita parasitológica? Explique. 
b) Como se adquire esta doença? 
c) Qual o papel do caramujo nesta doença? 
d) Ao realizar a biópsia, qual forma evolutiva do parasito foi encontrada 
possibilitando o diagnóstico conclusivo? Explique como esta forma biológica 
atingiu a mucosa do intestino. 
e) Explique quais outros sinais clínico podem ocorrer nesta parasitose. 
 
 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
Instituto de Ciências Biológicas 
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia 
f) (Medicina e Farmácia) Você acha que a colonoscopia é a forma mais correta de 
fazer o diagnóstico da esquistossomose? Explique. 
g) (Medicina) Por que você acha que o médico orientou que antes de fazer o 
tratamento com praziquantel, deveria ser feita uma tomografia computadorizada 
de crânio? 
 
 
 
CASO CLÍNICO 16 
(Todos os cursos) 
 
MSF, 6 anos, sexo feminino, cor parda, procedente de Cajuru-SP, apresenta diarreia 
com fezes sanguinolentas há 4 meses que se agravou posteriormente com prolapso 
retal associado à perda de apetite, emagrecimento progressivo, apatia e palidez. Sem 
febre. Ao exame físico são observados cerca de 4cm de prolapso retal com a presença 
de alguns vermes na cor esbranquiçada. 
 
a) Qual a suspeita parasitológica? Por quê? Como se adquire essa parasitose? 
 
b) Quais achados permitem o diagnóstico clínico desta parasitose? 
 
c) Quais características patogênicas desse parasito levam ao quadro clínico 
apresentado pela criança? 
 
d) Por que ocorre a infecção bacteriana secundária?

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