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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO ESQUEMATIZADO 
DIREITO ELEITORAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
Página 2 de 101 
 
@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
 
Querido concurseiro e futuro aprovado, 
 
 
 Este resumo esquematizado foi criado para permitir uma revisão rápida e prática dos conteúdos 
referentes à disciplina de Direito Eleitoral. Em 100 páginas, contemplaremos os tópicos mais importantes 
da disciplina. 
 É importante lembrar que, para potencializar o seu aprendizado no conteúdo e o seu rendimento de 
acerto, você precisa associar o estudo deste resumo com a leitura constante da legislação correlata e com a 
resolução em massa de questões para maior fixação. 
 Desejo a você muito sucesso nessa jornada! Estarei orando pela sua aprovação. Um novo tempo chegará 
na sua vida! 
 
 
Um grande abraço. 
 
Luiza Nicolle Lopes Pedrosa Tôrres1 
Coordenadora do @mentoriaparatribunais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí e Pós-graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Damásio 
Educacional. Atualmente, está Analista Judicial Área Judiciária do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará. Classificada nos seguintes 
concursos: Analista e Técnico do TRE-PA (2020); Analista e Técnico do TJ-PA (2020); Técnico Ministerial do MP-CE (2020); Advogado da 
ARSETE (2016). Aprovada com nota 9,9 na Segunda Fase da OAB; 10 na prova discursiva do TRE-PA; e 29,8 (de 30) na prova discursiva do 
TJ-PA. Atualmente, está Analista Judiciário Área Judiciária do TRE-PA. 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
SUMÁRIO 
 Pág. 
 Noções introdutórias sobre Direito Eleitoral......................................................................................04 
 Sistemas eleitorais.....................................................................................................................................08 
 Partidos políticos.......................................................................................................................................12 
 Justiça Eleitoral.........................................................................................................................................25 
 Ministério Público Eleitoral....................................................................................................................30 
 Alistamento eleitoral.................................................................................................................................32 
 Convenções partidárias e registro de candidaturas..........................................................................41 
 Condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade...................................................................45 
 Arrecadação de recursos e prestação de contas nas campanhas eleitorais.................................52 
 Pesquisas eleitorais e propaganda política..........................................................................................59 
 Organização das eleições, garantias eleitorais e diplomação dos eleitos......................................66 
 Abuso de poder nas eleições, condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais 
 e combate à violência contra a mulher..................................................................................................73 
 Ações e recursos eleitorais........................................................................................................................77 
 Processo penal eleitoral.............................................................................................................................87 
 Crimes eleitorais..........................................................................................................................................90 
 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS SOBRE DIREITO ELEITORAL 
 
➢ Conceito: Direito Eleitoral é ramo de Direito Público que se dedica ao estudo de normas e de 
procedimentos que organizam e disciplinam o exercício do poder de sufrágio popular a fim de que haja 
correspondência entre a vontade do povo e atividade governamental. 
 
➢ Objeto: Corresponde ao conjunto de atos relacionados à organização das eleições, ao registro de 
candidatos, ao período de campanha eleitoral, à votação, à apuração e à divulgação dos resultados. 
 
➢ Objetivo: Promover a normalidade e a legitimidade do procedimento eleitoral. 
 
➢ É importante frisar que é da União a competência privativa para legislar sobre direito eleitoral, conforme 
art. 22 da Constituição Federal (CF). 
 
➢ Tipos de democracia: 
 
TIPOS DE DEMOCRACIA 
Direta Indireta ou 
representativa 
Semidireta ou 
participativa 
Há exercício do poder 
popular sem a presença 
de intermediários. 
Ex: Modelo aplicado na 
cidade de Atenas, na 
Grécia Antiga. 
Por meio do exercício do 
sufrágio, ao povo cabe 
escolher os 
representantes políticos 
de modo periódico. 
Este modelo preserva a 
representação política 
associada a meios de 
participação direta do povo na 
condução do poder soberano 
do Estado. 
Ex: Brasil – há previsão de 
institutos de democracia 
participativa como plebiscito, 
referendo e iniciativa popular 
de lei. 
 
 
➢ Institutos da democracia participativa: previstos constitucionalmente e regulamentados pela Lei nº. 
9.709/98. 
 
PLEBISCITO REFERENDO INICIATIVA POPULAR 
DE LEI 
- Podem ser conceituados como consultas formuladas ao povo 
para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de 
natureza constitucional, legislativa ou administrativa. 
 
- Em caso de relevância nacional e no caso de incorporação, 
subdivisão ou desmembramento de estado, com ou sem anexação 
a outro estado, são convocados mediante decreto legislativo, por 
iniciativa de 1/3, no mínimo, dos membros que compõem 
qualquer das casas do Congresso Nacional. 
 
- O resultado para aprovar ou rejeitar a medida é formado por 
maioria simples. 
 
- Pode ser conceituada 
como a apresentação de 
projeto de lei à Câmara dos 
Deputados: 
• Subscrito por, no mínimo, 
1% do eleitorado nacional; 
• Distribuído pelo menos por 
5 Estados; 
• Com não menos de 0,3% 
(três décimos por cento) 
dos eleitores de cada um 
deles. 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
OBS: EC 111/21 – acrescentou os §§ 12 e 13 no art. 14 da CF para 
prever que serão realizadas, concomitantemente às eleições 
municipais, as consultas populares que versam sobre questões 
locais, que forem aprovadas pelas Câmaras Municipais e 
encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 dias antes das eleições, 
desde que sejam observados os limites operacionais relacionados 
ao número de quesitos. Durante o período de campanha eleitoral, 
manifestações favoráveis e contrárias às questões a serem 
apreciadas ocorrerão, sem, contudo, utilizar propaganda de rádio 
e de televisão específica para essa finalidade. 
 
Convocado com 
anterioridade, previamente, 
ao ato legislativo ou 
administrativo. 
- Convocado com 
posterioridade ao ato 
legislativo ou 
administrativo. 
- Pode ser convocado no 
prazo de 30 dias a contar 
da promulgação da lei ou 
da adoção de medida 
administrativa. 
 
- Deve se limitar a um só 
assunto. 
O povo aprova ou denega o 
ato a ele submetido. Até que o 
resultado das urnas seja 
proclamado, o ato tem sua 
tramitação sustada. 
Ao povo cabe rejeitar ou 
ratificar o ato. 
- A tramitação sempre 
inicia na Câmara dos 
Deputados quando se 
tratar de projetonomeação, os nomes dos 
membros são publicados no 
diário oficial, podendo tais 
indicações serem 
impugnadas, no prazo de 3 
dias, por qualquer partido. 
- Presidente e Vice-
presidente da corte: dentre 
os ministros do STF. 
 
- Presidente e Vice-
presidente da corte: dentre 
os desembargadores do TJ. 
 
 - O juiz de direito preside a 
Junta e não 
necessariamente é o juiz 
eleitoral da zona eleitoral 
respectiva, havendo, 
 
5 Considerando o interesse da administração ou a conveniência do serviço eleitoral, o TRE pode substituir o critério de antiguidade pelo 
de merecimento do magistrado, de forma excepcional, por cinco votos de seus membros. 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
- Corregedor-geral eleitoral: 
dentre os ministros do STJ. 
 
- Corregedor-geral eleitoral: 
TSE, em 2018, determinou 
administrativamente e 
contrariamente ao disposto 
em lei, que os vice-
presidentes dos TREs 
devem atuar como 
corregedores regionais 
eleitorais de seus tribunais. 
 
contudo, preferência para 
este. 
 
- Os membros do TSE 
continuam a exercer suas 
atividades nos tribunais de 
origem e na advocacia 
concomitantemente. 
 
- Os advogados só não 
podem exercer advocacia na 
JE durante o seu mandato. 
 
- Os advogados, de acordo 
com a jurisprudência, 
devem ter 10 anos de efetiva 
atividade profissional. 
 
- Não podem fazer parte do 
TSE cidadãos que tenham 
entre si parentesco, ainda 
que por afinidade, até o 
quarto grau, excluindo-se o 
que houver sido escolhido 
por último. 
 
- Valem os mesmos 
comentários atinentes aos 
advogados que compõem o 
TSE. 
- Não pode atuar como juiz 
eleitoral o cônjuge, parente 
consanguíneo ou afim, até o 
segundo grau, de candidato 
a cargo eletivo registrado na 
circunscrição, durante o 
período entre o registro de 
candidaturas até a apuração 
final da eleição. 
- Em uma mesma zona 
eleitoral, podem haver mais 
de uma junta, podendo ser 
formadas tantas juntas 
quantos forem os juízes de 
direito que atuam na 
respectiva área territorial. 
 
- Não podem ser membros 
da Junta: 
▪ os candidatos e seus 
parentes, ainda que por 
afinidade, até o segundo 
grau, assim como o cônjuge; 
▪ membros de diretórios de 
partidos políticos, 
autoridades e agentes 
policiais; 
▪ funcionários no desempenho 
de cargos de confiança no 
Poder Executivo; 
▪ servidores da Justiça 
Eleitoral. 
Competência 
 
- Fixada nos arts. 22 e 23 do 
Código Eleitoral. 
 
- Processamento e 
julgamento originário de 
registros e cassação de 
registros de partidos 
políticos. 
 
- Conflitos de jurisdição 
entre TREs e juízes 
eleitorais de diferentes 
estados. 
 
- Crimes eleitorais e comuns 
a eles conexos, que forem 
cometidos por juízes da 
corte e por membros dos 
TREs. 
 
- Ação rescisória em casos de 
inelegibilidade. 
 
- Habeas Corpus e Mandado 
de Segurança, em matéria 
eleitoral, contra atos do 
presidente da república, dos 
ministros de estado e dos 
TREs. 
 
- Habeas Corpus quando 
houver perigo de que se 
consume a violência antes 
de o juiz competente analise 
a impetração. 
 
Competência 
 
- Fixada nos arts. 29 e 30 do 
Código Eleitoral. 
 
- Processamento e 
julgamento originário dos 
pedidos de registro e 
cancelamento de registros 
dos diretórios estaduais e 
municipais de partidos 
políticos; 
 
- Conflitos de jurisdição 
entre juízes eleitorais do 
respectivo estado; 
 
- Crimes eleitorais 
cometidos por juízes 
eleitorais; 
 
- Habeas corpus e mandado 
de segurança, em matéria 
eleitoral, contra atos de 
autoridades que respondem 
perante o TJ por crimes de 
responsabilidade. 
 
- Em grau de recurso, 
habeas corpus e mandado de 
segurança denegados ou 
concedidos por juízes 
eleitorais. 
 
- Constituir as juntas 
eleitorais; 
 
Competência 
 
- Fixada no art. 35 do Código 
Eleitoral. 
 
- Processamento e 
julgamento de crimes 
eleitorais e dos comuns 
conexos, que não sejam da 
competência originária do 
TSE e dos TREs; 
 
- Decisão sobre habeas 
corpus e mandado de 
segurança, ressalvada a 
competências das instâncias 
superioras. 
 
- Alistamento e expedição de 
títulos eleitorais; 
 
- Concessão de 
transferências de eleitores; 
 
- Divisão da zona eleitoral 
em seções eleitorais e 
designação dos locais de 
instalação; 
 
- Nomeação de mesários; 
 
- Fornecimento de 
justificativas de ausência 
nas eleições; 
 
- Exercício do poder de 
polícia previsto no art. 41 da 
Lei nº 9.504/97. 
Competência 
 
- Fixada no art. 40 do Código 
Eleitoral. 
 
- Apurar as eleições; 
 
- Resolver impugnações e 
demais incidentes 
verificados durante a 
contagem e apuração dos 
votos; 
 
- Expedir boletins de 
apuração; 
 
- Expedir os diplomas aos 
eleitos para cargos 
municipais. Neste caso, 
onde houver mais de uma 
junta eleitoral, a expedição 
dos diplomas será feita pela 
junta que for presidida pelo 
juiz eleitoral mais antigo. 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
- Não possui competência 
penal originária: pela 
prática de crimes eleitorais, 
ministros do TSE são 
julgados pelo STF; membros 
dos TREs e governadores de 
estado são julgados pelo 
STJ. 
 
- Organizar todas as fases 
das eleições para presidente 
e para vice-presidente da 
República. 
 
- Aprovar a divisão dos 
estados em zonas eleitorais 
ou a criação de novas zonas. 
 
- Expedir resoluções sobre 
legislação eleitoral; 
 
- Responder às consultas 
formuladas por autoridade 
com jurisdição federal ou 
órgão nacional de partido 
político. 
 
- Processar e julgar recurso 
especial das decisões dos 
TREs, quando estas 
contrariem expressa 
disposição de lei ou quando 
ocorrer divergência na 
interpretação da lei entre 
dois ou mais tribunais. 
▪ Não cabe recurso especial 
eleitoral para simples 
reexame do conjunto fático-
probatório (Súmula nº 24 
TSE) 
▪ É indispensável o 
esgotamento das instâncias 
ordinárias para a 
interposição de recurso 
especial eleitoral (Súmula 
nº 25 TSE) 
 
- Processar e julgar o 
recurso ordinário das 
decisões dos TREs que 
versarem sobre expedição 
de diplomas nas eleições 
federais e estaduais ou que 
denegarem habeas corpus 
ou mandado de segurança. 
 
- Responder a consultas em 
tese formuladas por 
autoridade pública ou 
partido político. 
 
- Dividir a circunscrição em 
zonas eleitorais e 
encaminhar para aprovação 
do TSE, assim como no caso 
de criação de novas zonas. 
 
 
 
- Súmula 22 do TSE: Não 
cabe mandado de segurança 
contra decisão judicial 
recorrível, salvo em casos de 
teratologia ou 
manifestamente ilegais. 
 
- Súmula 23 do TSE: Não 
cabe mandado de segurança 
contra decisão judicial 
transitada em julgado. 
 
 
Recorribilidade das 
decisões 
 
Recorribilidade das decisões 
 
Recorribilidade das decisões 
 
- É possível para os TREs. 
 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
- São irrecorríveis as 
decisões do TSE, salvo: 
denegatórias de habeas 
corpus ou mandado de 
segurança e as que das 
quais caiba recurso 
extraordinário para o STF. 
- Das decisões dos TREs, 
somente caberá recurso 
quando: (art. 121, §4º, da 
CF) 
 * forem proferidas contra 
disposição expressa da CF 
ou se ocorrer divergência na 
interpretação da lei entre 
dois ou mais TREs; 
 * quando versarem sobre 
inelegibilidade, expedição 
ou anulação de diplomas 
nas eleições para deputados 
federais, senadores, 
deputados estaduais, 
governadores e vice-
governadores; 
 * quando decretarem 
perda de mandato de 
deputados federais, 
senadores, deputados 
estaduais, governadores e 
vice-governadores; 
 * quando denegarem 
habeas corpus, mandado de 
segurança, habeas data ou 
mandado de injunção. 
 
• Os magistrados eleitorais,por não integrarem carreira própria, não possuem garantia de vitaliciedade, 
possuindo apenas as de irredutibilidade de subsídios e de inamovibilidade. Os membros das juntas 
eleitorais gozam de garantia de inamovibilidade e das demais prerrogativas dos magistrados, no que for 
aplicável. 
 
• Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo por motivo justificado, servirão durante dois anos, no mínimo, e 
nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo 
mesmo processo, em número igual para cada categoria. 
 
• Observar que nenhuma das listas de advogados que são membros das cortes eleitorais são formadas pela 
Ordem dos Advogados do Brasil. 
 
• Zona eleitoral – é o espaço territorial sob jurisdição do juiz eleitoral. Nem sempre coincide com o território 
de um município: grandes municípios são divididos em várias zonas eleitorais e vários municípios pouco 
populosos podem ser agrupados para compor uma única zona eleitoral. 
Zona eleitoral Seção eleitoral Circunscrição 
Corresponde ao espaço territorial 
sob a jurisdição de um juiz 
eleitoral. 
É uma subdivisão da zona 
eleitoral, correspondendo ao local 
onde os eleitores comparecem 
para votar. 
Também corresponde a uma 
divisão territorial, a qual varia 
de acordo com o pleito. Em 
eleições municipais, o 
município corresponde à 
circunscrição. Em eleições 
estaduais, o estado da 
federação corresponde à 
circunscrição. Nas eleições 
presidenciais, o país é a 
circunscrição. 
 
 
 
 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
Ministério Público Eleitoral 
 
➢ O Ministério Público atua em todas as fases e instâncias do processo eleitoral, sendo legitimado para 
propor, perante o juízo competente, as ações para declarar ou decretar a nulidade de negócios jurídicos 
ou atos da administração pública, infringentes de vedações legais destinadas a proteger a normalidade 
e a legitimidade das eleições, contra a influência do poder econômico ou o abuso do poder político ou 
administrativo. 
 
➢ É importante mencionar que o Ministério Público Eleitoral não tem sua existência prevista 
expressamente na CF/88 (não está contemplado na estrutura orgânica prevista no art. 128 da CF), 
havendo tal previsão de existência na Lei Complementar nº 75/93 e no Código Eleitoral (arts. 18, 24 e 
27). 
 
➢ O MP Eleitoral não possui quadro próprio de agentes públicos e de servidores de carreira. 
 
➢ Princípios institucionais: 
• Princípio da federalização: 
✓ Previsto no art. 37, I c/c art. 72 da LC 75/93; 
✓ Compete ao Ministério Público Federal a atribuição de oficiar junto à Justiça Eleitoral, em todas as fases 
do processo eleitoral. 
✓ Em razão da quantidade de zonas eleitorais existentes no Brasil, a aplicação do princípio da 
federalização se torna prejudicada, pelo que se faz necessária a aplicação do princípio da delegação. 
 
• Princípio da delegação: 
✓ Previsto no art. 78 da LC 75/93; 
✓ Delega-se aos membros dos Ministérios Públicos estaduais a atribuição de oficiar junto aos juízes 
eleitorais. 
✓ Trata-se, portanto, de exceção ao princípio da federalização. 
✓ O membro do MPE acumulará suas atribuições eleitorais com aquelas comuns ao seu cargo de origem. 
 
➢ Resolução nº 30/2008 do Conselho Nacional do Ministério Público – regulamenta a escolha dos membros 
dos MP estaduais para atuarem como promotores eleitorais. 
 
• A designação é feita através de ato do Procurador Regional Eleitoral, a partir de indicação feita pelo 
Chefe do Ministério Público local; 
• A indicação é direcionada para o membro lotado em localidade integrante de zona eleitoral que por último 
tiver exercido a função eleitoral; 
• Nas indicações seguintes, é obedecida a ordem decrescente de antiguidade na titularidade da função 
eleitoral, prevalecendo, em caso de empate, a antiguidade na zona; 
 
➢ A designação dura o prazo de dois anos ininterruptos, incluindo férias, licenças e afastamentos, 
admitindo-se a recondução quando houver apenas um membro na circunscrição eleitoral. 
 
➢ As investiduras na função eleitoral não ocorrerão em prazo inferior a 90 dias da data do pleito eleitoral 
e não cessarão em prazo inferior a 90 dias após a eleição, sendo vedada a fruição de férias ou de licença 
voluntária no período de noventa dias que antecedem o pleito até 15 dias após a diplomação dos eleitos, 
salvo em situações excepcionais autorizadas pelo Chefe do MP. 
 
➢ MP Eleitoral: 
 
 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
MP ELEITORAL 
Zona Eleitoral TRE TSE 
Membro do Ministério Público 
Eleitoral – Promotor Eleitoral 
Procurador Regional da República 
no Estado e no DF – Procurador 
Regional Eleitoral 
Procurador Geral da 
República – Procurador Geral 
Eleitoral 
 
➢ Ações desempenhadas pelo MP Eleitoral: 
 
• Antes do pleito: 
✓ opina em processos de registro de candidatura; 
✓ fiscaliza propaganda política; 
✓ acompanha as nomeações de mesários; 
✓ acompanha as nomeações dos membros da junta eleitoral; 
✓ ajuíza Ação de Investigação Judicial Eleitoral. 
 
• No dia do pleito: 
✓ Impugnações contra atuação de mesário, fiscal ou delegado de partido; 
✓ Fiscaliza entrega das urnas; 
 
• Durante a apuração: 
✓ Fiscaliza a instalação da junta eleitoral; 
✓ Acompanhamento da apuração dos votos; 
✓ Impugnação de votos e de urnas; 
✓ Permite ampla fiscalização pelos partidos; 
 
• Na diplomação: 
✓ Fiscaliza a expedição de diplomas; 
✓ Ajuíza Ação de Impugnação de Mandato Eletivo e Recurso contra a diplomação. 
 
➢ Exercício de atividade político-partidária por membro do MP: 
 
• Antes da EC 45/04: era possível o exercício de atividade político-partidária por membros do MP, sendo 
que aqueles que ingressaram antes da promulgação da CF/88 podem exercer o cargo eletivo sem precisar 
se afastar do MP. 
 
• Após a EC 45/04: passou a ser expressa a vedação a tal atividade por membro do MP. Quem ingressa na 
carreira após a emenda e desejar se candidatar a cargo eletivo precisa se afastar definitivamente do 
cargo para se filiar a partido político. Tal filiação deve ter o prazo mínimo de 06 meses antes do pleito 
eleitoral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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@mentoriaparatribunais @luizanicolle (86) 988021308 
 
ALISTAMENTO ELEITORAL 
 
 
➢ Conceito de capacidade política: trata-se da aptidão conferida ao indivíduo para que integrar o poder de 
sufrágio, adquirindo cidadania e habilitando-se para exercê-la. 
 
➢ Direito político é considerado como o direito que permite participar da organização e do funcionamento 
do Estado. 
 
➢ O alistamento eleitoral permite que aquele que está no gozo dos direitos políticos se torne habilitado 
para participar de eleições, de consultas populares, para ajuizar ação popular, para ingressar com 
iniciativa popular de lei, para ser nomeado para cargos públicos. 
 
➢ Aquisição da capacidade política: se concretiza por meio do alistamento eleitoral 
 
Aquisição da capacidade política 
Obrigatória Facultativa 
- Maiores de 18 anos e menores de 70 anos 
de idade, ressalvados os conscritos, 
durante o período do serviço militar 
obrigatório. 
- Maiores de 16 anos e menores de 18 
anos; 
- Maiores de 70 anos; 
- Analfabetos. 
 
 
➢ Adquirindo capacidade política, o cidadão se habilita ao exercício da capacidade eleitoral ativa (pode 
votar) e da capacidade eleitoral passiva (pode ser votado). 
 
➢ Para compreender melhor os critérios para aquisição da capacidade política, faz-se necessário o estudo 
sobre nacionalidade e sobre o alistamento eleitoral. 
 
➢ Nacionalidade: 
• Povo x População: A população é um mero conceito demográfico, consistindo na soma de todas as pessoas 
que estão no território de um determinado Estado em determinado momento, o que acaba por incluir os 
estrangeiros que estão no território e excluindo os nacionais que estão forado país naquela oportunidade. 
O povo, por sua vez, é constituído por pessoas que possuem prerrogativa para exercer direitos políticos. 
O povo possui, portanto, capacidade política. O conceito de povo inclui o nacional que viaja pelo exterior 
e exclui o estrangeiro que reside no Brasil, mas que não é naturalizado. 
 
• As regras sobre nacionalidade servem para que o Estado defina quem constitui o seu povo. Assim, 
algumas pessoas compõem o povo em razão de nacionalidade primária e outras por nacionalidade 
secundária. 
 
• Nacionalidade primária: decorre do nascimento; 
 
• Nacionalidade secundária: decorre de um ato de vontade que é a naturalização. 
 
• No Brasil, as regras sobre nacionalidade estão previstas no art. 12 da CF/88: 
 
Regras sobre nacionalidade 
Brasileiros natos (nacionalidade 
primária) 
Brasileiros naturalizados 
(nacionalidade secundária) 
- os nascidos no país, ainda que de pais 
estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço do seu país; 
 
Naturalização ordinária: 
 
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- os nascidos no exterior, de pai ou mãe 
brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço do Brasil; 
 
- os nascidos no exterior, de pai ou mãe 
brasileira, que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou 
venham a residir no Brasil e optem, a 
qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade 
brasileira. 
- os estrangeiros que na forma da lei 
(Lei 13.445/2017) adquiram a 
nacionalidade brasileira. 
 
- aos estrangeiros originários de países 
de língua portuguesa exigem-se apenas 
residência no Brasil por um ano 
ininterrupto e idoneidade moral. 
 
Naturalização extraordinária ou 
quinzenária: 
 
- aos estrangeiros de qualquer 
nacionalidade, residentes há mais de 
15 anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. 
São adotados os critérios do jus solis (são 
nacionais os nascidos no território) e do 
jus sanguinis (são nacionais os nascidos 
no exterior que possuem laços familiares 
com nacionais) 
 
 
• Tanto os brasileiros natos quanto os brasileiros naturalizados devem exercer direitos políticos.6 
 
• Cargos privativos de brasileiros natos: BIZU = MP3.COM 
✓ Presidente e vice-presidente da República; 
✓ Presidente da Câmara dos Deputados; 
✓ Presidente do Senado Federal; 
✓ Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
✓ Cargos da carreira diplomática; 
✓ Oficial das Forças Armadas; 
✓ Ministro de Estado da Defesa. 
 
• Português equiparado ao brasileiro naturalizado: Os direitos inerentes aos brasileiros (salvo os casos 
previstos na CF/88) são atribuídos aos portugueses com residência permanente no Brasil, caso haja 
reciprocidade em favor dos brasileiros. Tal equiparação decorre do Tratado de Amizade, Cooperação e 
Consulta firmado entre Brasil e Portugal no ano 2000 (e promulgado pelo Decreto nº 3.927/2001). 
o Art. 11, §3º da Res. TSE nº 23.659/2021 – A aquisição do gozo dos direitos políticos por pessoa brasileira 
em Portugal não acarreta a suspensão de direitos políticos ou o cancelamento da inscrição eleitoral e não 
impede o alistamento eleitoral ou as demais operações do Cadastro Eleitoral. 
 
 
➢ Alistamento eleitoral e gestão do cadastro eleitoral 
 
• O alistamento pode ser definido como o ato através do qual o eleitor se habilita como eleitor e sujeito de 
direitos políticos, diante da Justiça Eleitoral, conquistando a capacidade eleitoral ativa. Corresponde à 
primeira etapa do processo eleitoral. 
 
• Disciplina legal: Código Eleitoral – arts. 42 a 81; e Resolução TSE nº 23.659/2021. 
 
6 HIPÓTESES DE PERDA DA NACIONALIDADE CONFORME EC Nº 131/2023: § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do 
brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de 
naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; II - fizer pedido expresso de perda da 
nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. § 5º A 
renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, não impede o interessado de readquirir sua 
nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei. 
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• Cada eleitor, através do alistamento, é inserido no Cadastro Eleitoral e possui um histórico, que detalha 
transferências, segundas vias, etc. Além disso, para o registro de informações no histórico da inscrição 
do eleitor no Cadastro Eleitoral são usados Códigos DE Atualização da Situação do Eleitor – ASE. Esses 
códigos são uma maneira de registrar claramente e de forma inequívoca as informações sobre alterações 
que impactam o exercício de direitos civis e políticos daquele eleitor. 
 
• O alistamento se faz por meio de qualificação e de inscrição do eleitor – art. 42 do Código Eleitoral: 
✓ Qualificação – ato por meio do qual o indivíduo faz prova de que satisfaz às exigências legais para se 
tornar eleitor. 
✓ Inscrição – registro da pretensão à condição de eleitor, realizado por servidor da Justiça Eleitoral, desde 
que requerido pelo cidadão. 
 
• Alistamento, revisão, segunda via e transferência – pedidos são formalizados por meio de preenchimento 
de RAE (Requerimento de Alistamento Eleitoral), que é preenchido por servidor da Justiça Eleitoral (na 
presença do eleitor ou, previamente, pelo próprio eleitor por meio do Título Net e tais pedidos são 
processados eletronicamente. 
✓ Durante os atendimentos de alistamento, revisão, transferência ou durante revisão de eleitorado, serão 
coletados dados biométricos do eleitor (impressões digitais, foto no padrão ICAO e assinatura 
digitalizada do eleitor, salvo em caso de analfabetos ou de pessoas para as quais seja impossível manejar 
a caneta de coleta). 
✓ No caso de revisão, transferência e segunda via, não haverá coleta de dados biométricos se a pessoa já 
estiver identificada digitalmente. 
✓ Eleitor cuja identificação biométrica falhar no dia da eleição não será impedido de votar, sendo convocado 
posteriormente para regularizar as pendências. 
✓ O alistamento será promovido para pessoas com deficiência, para pessoas que se encontram em prisão 
provisória e para adolescentes sob custódia em unidade de internação. 
✓ Indígenas: Estas regras se aplicam, no que for compatível, a quilombolas e comunidades remanescentes. 
o Devem ser considerados sua organização social, seus costumes, línguas, crenças e tradições. 
o Não se exige fluência em língua portuguesa para o alistamento. 
o São dispensados de apresentar comprovação de domicílio eleitoral quando o atendimento eleitoral 
ocorrer dentro dos limites das terras em que habita ou quando for notória a vinculação do indivíduo à 
comunidade. 
o É assegurado à pessoa indígena indicar, no prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para cada pleito, local 
de votação, diverso da seção de origem, no qual prefira exercer o voto, desde que seja dentro dos limites 
da circunscrição da eleição. 
✓ Transgênero: 
o É direito fundamental da pessoa transgênera, preservando-se os dados do registro civil, fazer constar no 
Cadastro Eleitoral o seu nome social e sua identidade de gênero. 
o A Justiça Eleitoral não pode promover a divulgação do nome civil da pessoa quando esta for identificada 
por nome social que consta no Cadastro Eleitoral, exceto: as hipóteses em que for legalmente exigido o 
compartilhamento da informação; e para atendimento de solicitação formulada pelo titular dos dados. 
 
• Nos dias 1º e 15 de cada mês ou no primeiro dia útil que lhes seguir, será disponibilizada listagem que 
contém as inscrições eleitorais cujos requerimento de alistamento e de transferência foram deferidos e 
indeferidos. Terão acesso à lista partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral, os quaispoderão 
interpor recurso contra o deferimento do alistamento ou da transferência, no prazo de 10 dias, contados 
da disponibilização da lista. Se o alistamento ou a transferência for indeferido, cabe recurso no prazo de 
5 dias por qualquer eleitor ou pelo Ministério Público. 
 
• Arts. 29 a 40 da Resolução TSE nº 23.659/21: 
 
 
 
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PROCEDIMENTOS 
Alistamento Transferência Revisão Segunda via 
- Procedimento 
adotado quando o 
alistando requer sua 
inscrição no 
Cadastro Eleitoral e 
em seu nome não for 
identificada 
inscrição no Brasil 
ou em seções do 
exterior; ou no caso 
de que sua única 
inscrição estiver 
cancelada por 
determinação de 
autoridade judicial. 
- Procedimento a ser 
adotado quando o 
eleitor deseja alterar 
o seu domicílio 
eleitoral. 
 
- Procedimento a ser adotado 
quando o eleitor: deseja 
alterar local de votação dentro 
do mesmo município, ainda 
que haja mudança de zona 
eleitoral; deseja retificar 
dados pessoais ou regularizar 
situação de inscrição 
cancelada por falecimento, 
duplicidade/pluraridade, por 
deixar de votar em 3 eleições 
consecutivas; e revisão do 
eleitorado. Desde que 
inexistente outra inscrição 
regular ou suspensa do 
eleitor. 
- Procedimento a 
ser adotado quando 
o eleitor, inscrito e 
regular, deseja 
apenas a emissão 
de segunda via do 
título, sem que 
haja nenhuma 
outra alteração de 
dados. 
Nestes dois procedimentos, a data de domicílio 
do eleitor não será alterada. 
 
• Documentos necessários para o alistamento eleitoral: é necessário apresentar um documento do qual se 
infira a nacionalidade brasileira. Art. 5º , §2º, da Lei nº 7.444/85 
 
✓ Carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício 
profissional; 
✓ Certidão de nascimento ou de casamento expedida no Brasil ou registrada em repartição diplomática 
brasileira e transladada para o registro civil; 
✓ Documento público do qual se infira ter a pessoa requerente a idade mínima de 15 anos e do qual constem 
os demais elementos necessários à sua qualificação; 
✓ Documento congênere ao registro civil, expedido pela FUNAI; 
✓ Documento do qual se infira a nacionalidade brasileira, originária ou adquirida, da pessoa requerente; 
✓ Publicação oficial de portaria do Ministro da Justiça e documento de identidade de que tratam os arts. 
22 do Decreto nº 3.927 e 5º da Lei 7.116/83, para as pessoas portuguesas que tenham obtido o gozo dos 
direitos políticos no Brasil. 
 
• Quitação militar: 
 
✓ Somente é obrigatória para alistandos do gênero masculino que pertençam à classe dos conscritos. 
✓ São conscritos: brasileiros nascidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano em que completarem 19 
anos de idade, os quais compõem a classe para seleção para a prestação do Serviço Militar Inicial. 
✓ Pode se alistar eleitor, sem necessidade de apresentação do certificado de quitação militar: 
o Brasileiro para o qual não tenha ainda se iniciado o período de conscrição, ainda que completados 18 
anos, desde que esteja em curso o prazo de apresentação ao órgão de alistamento militar; 
o Brasileiro para o qual, após 31 de dezembro do ano que completar 45 anos, tenha findado o período de 
conscrição, ainda que permaneça sujeito ao serviço militar obrigatório. 
 
✓ Se o eleitor se alistar antes do início do período de conscrição, sua inscrição será suspensa quando for 
comunicada pela autoridade competente o início da prestação do serviço militar inicial obrigatório. 
✓ Transgêneros: 
o não se exigirá certificado de quitação militar da mulher transgênera ainda que até 31 de dezembro do 
ano em que completou 19 anos seu registro ainda indique o gênero masculino. 
o Exigir-se-á o certificado de quitação militar do homem transgênero que tenha promovido a retificação do 
seu gênero no registro civil até 31 de dezembro do ano em que completou 19 anos. 
 
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• Alistamento de menores de 16 anos: É facultado o alistamento, no ano em que ocorrerem eleições, para 
os menores com 15 anos de idade, desde que na data da eleição já tenha completado 16 anos. 
 
• Brasileiro nato que não se alista até os 19 anos ou o naturalizado que não se alista até um ano após a 
aquisição da nacionalidade brasileira incorre em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato de 
inscrição. 
✓ A multa não será aplicada se o não alistado requerer sua inscrição até o 151º dia anterior à eleição 
subsequente à data em que completar 19 anos. 
✓ Art. 33 da Res. TSE nº 23.659/21: Incorre em multa a ser imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato de 
alistamento: 
o Brasileiro nato, nascido em território nacional, que não se alistar até os 19 anos; 
o Brasileiro nato, nascida em território nacional ou no exterior, filha de brasileiro ou de brasileira 
registrada em repartição diplomática brasileira, que não se alistar até os 19 anos; 
o Brasileiro naturalizado, maior de 18 anos, que não se alistar até um ano depois de adquirir a 
nacionalidade brasileira. 
 
• Brasileiros que moram no exterior realizam alistamento, transferência ou revisão por meio de 
atendimento eletrônico em sistema informatizado disponibilizado pelo TSE. 
✓ Podem votar para Presidente e Vice-presidente da República os brasileiros natos ou naturalizados 
residentes no exterior que requerem seu alistamento ao juiz da zona eleitoral do exterior até 150 dias 
antes do pleito. 
✓ O cadastro dos eleitores do exterior é de competência do juiz da zona eleitoral do exterior, vinculada ao 
TRE do Distrito Federal. 
 
• Artigos do Código Eleitoral referentes ao alistamento que não se aplicam mais: Art. 44, art. 45, art. 54, 
art. 55, §1º, III, art. 67. 
 
➢ Domicílio eleitoral: 
 
• Conceito legal – art. 42 do Código Eleitoral: É o lugar de residência ou moradia do requerente e, 
verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas. 
• Conceito jurisprudencial do TSE: O domicílio eleitoral não se confunde, necessariamente, com o domicílio 
civil. Há a possibilidade do domicílio eleitoral afetivo, no qual o eleitor reside em um determinado 
município, mas se alista como eleitor em outro, desde que com este outro mantenha vínculos 
profissionais, propriedades, etc. 
• Conceito da Resolução TSE 23.659/2021 (art. 23) – para fins de fixação do domicílio eleitoral no 
alistamento e na transferência, deverá ser comprovada a existência de vínculo residencial, afetivo, 
familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha do município. 
• A data de fixação do domicílio eleitoral retroage à data em que requerida a operação de alistamento ou 
de transferência, independentemente da data em que seja processado o lote RAE ou venham a ser 
supridas as diligências que forem necessários. 
• No caso de procedimento de revisão ou de segunda via, não há alteração da data de fixação do domicílio 
eleitoral. 
• O eleitor só pode se candidatar na circunscrição eleitoral que abrange o município onde ele está inscrito 
como eleitor. Para que seja candidato a um cargo eletivo, o eleitor deverá ter domicílio eleitoral de 6 
meses antes do pleito. 
• Transferência de domicílio eleitoral: 
✓ Ocorre quando a pessoa deseja alterar seu domicílio eleitoral, em conjunto ou não com eventual 
retificação de dados ou regularização de inscrição cancelada, e for encontrado em seu nome, em município 
diverso ou no exterior, número de inscrição regular, suspensa ou, se cancelada, por motivo que permita 
sua reutilização. 
✓ Requisitos: art. 38 da Res. TSE 23.659/21 
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o Apresentação de requerimento perante a unidade de atendimento da justiça eleitoral do novo domicílio 
no prazo estabelecido pela legislação; 
o Transcurso de, pelomenos, um ano do alistamento ou da última transferência. 
o Tempo mínimo de 3 meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a configurar o domicílio 
eleitoral, declarado, sob as penas da lei, pela própria pessoa; 
o Regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para 
auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
✓ Os prazos de 1 ano e de 3 meses (previstos nos incisos II e III do art. 38) não se aplicam à transferência 
eleitoral de: 
o Servidora ou servidor público civil e militar ou de membro de sua família, por motivo de remoção, 
transferência ou posse; 
o Indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores rurais safristas e 
pessoas que tenham sido forçadas, em razão de tragédia ambiental, a mudar a sua residência. 
 
 
➢ Título eleitoral: 
 
• É o documento que comprova o alistamento realizado pelo eleitor e que prova a quitação do eleitor diante 
da Justiça Eleitoral até a data de sua emissão. Não possui foto, obrigando o eleitor a apresentar um 
documento oficial com foto para votar. 
• E-título – aplicativo móvel criado pelo TSE (RES. 23.537/2017) que substitui o título eleitoral para seus 
usuários. Eleitor que possui cadastro biométrico possui foto no E-título, substituindo o título tradicional 
e a obrigação de apresentar outro documento oficial com foto. 
• Título eleitoral não faz prova da quitação eleitoral ou de regularidade de obrigações eleitorais específicas. 
 
➢ Batimentos de dados biométricos e biográficos: 
 
• O batimento é realizado para comparar dados mantidos nos cadastros do TSE para averiguar se o 
cidadão mantém apenas uma única inscrição eleitoral. 
• Da análise por meio do batimento, 3 situações podem surgir: 
✓ Duplicidade – indício de que uma única pessoa possui duas inscrições eleitorais, em razão de inscrição 
indevida, seja por equívoco no atendimento realizado ou seja pela tentativa maliciosa de obter uma 
segunda inscrição eleitoral; 
✓ Pluralidade – indício de que uma única pessoa possui três ou mais inscrições eleitorais, em razão de 
inscrição indevida, seja por equívoco no atendimento realizado ou seja pela tentativa maliciosa de obter 
múltiplas inscrições eleitorais; 
✓ Incoincidências – ocorre quando, durante a transferência ou revisão eleitoral, os dados biométricos que 
foram coletados não coincidem com os já constantes no cadastro para a inscrição transferida ou revisada, 
indicando um possível equívoco de atendimento ou a utilização indevida de dados da pessoa por outrem. 
 
• Ocorrendo duplicidade ou pluralidade, o cancelamento recairá, preferencialmente, na seguinte ordem: 
✓ Na inscrição mais recente, efetuada contrariamente às instruções em vigor; 
✓ Na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral do eleitor; 
✓ Na inscrição que não foi utilizada para o exercício do voto pela última vez; 
✓ Na mais antiga. 
 
• Competência para decidir sobre as inconformidades biométricas: 
✓ Duplicidade – juízo eleitoral a que estiver vinculada a inscrição mais recente; 
✓ Pluralidade: 
o Ao juízo eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em uma mesma zona eleitoral; 
o À Corregedoria Regional Eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas entre zonas eleitorais de um 
mesmo Estado ou do Distrito Federal; 
o À Corregedoria-Geral Eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em zonas eleitorais de estados 
diversos. 
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➢ Correção e revisão do eleitorado e procedimento revisional: 
• Hipóteses de cabimento de correição do eleitoral – art. 102 da Resolução TSE n 23.659/2021: 
✓ Pela Corregedoria-Geral Eleitoral, quando: 
o O total de transferências ocorridas no ano em curso seja 10% superior ao do ano anterior; 
o O eleitorado for superior ao dobro da população entre dez e quinze anos, somada à de idade superior a 
70 anos do território daquele município; e 
o O eleitorado for superior a 65% e menor ou igual a 80% da população projetada para aquele ano pelo 
IBGE. 
✓ Pela Corregedoria regional, quando houver indícios consistentes ou denúncia fundamentada de fraude 
ou outras irregularidades no alistamento em zona ou município. 
 
• Se na correição do eleitorado for comprovada fraude em proporção que comprometa a higidez do Cadastro 
Eleitoral, o TER, comunicando a decisão ao TSE, ordenará a revisão do eleitorado, obedecidas as 
instruções contidas na Resolução e as recomendações que subsidiariamente baixar. 
 
• Não será feita a revisão de eleitorado: 
✓ Em ano eleitoral, salvo se iniciado o procedimento revisional no ano anterior ou se, verificada situação 
excepcional, o TSE autorizar que a ele se dê início; 
✓ Que abranja apenas parcialmente o território do município, ainda que seja este dividido em mais de uma 
zona eleitoral. 
 
• Após a revisão, o magistrado juntará aos autos relatório das operações de RAE realizadas, que é extraído 
do Sistema Elo, e, após ser ouvido o Ministério Público, determinará o cancelamento das inscrições 
relativas a eleitores que não tenham comparecido. 
 
• Não serão canceladas as inscrições que, embora pertinentes ao período de abrangência das revisões do 
eleitorado: 
✓ Sejam atribuídas a eleitores já identificados biometricamente, desde que atendidos os requisitos de 
qualidade dos dados biométricos e que tenha havido expressa dispensa do comparecimento ao cartório 
eleitoral pela norma que determinar o procedimento revisional; 
✓ Tenham sem eu histórico registro do comando alusivo a deficiência que impossibilite ou torne 
extremamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais; 
✓ Tenham em seu histórico registro ativo do comando alusivo à suspensão de direitos políticos fundada em 
condenação criminal. 
 
➢ Perda e suspensão dos direitos políticos: 
• Tema abordado pelo art. 15 da CF/88. 
• Hipóteses: 
✓ Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; 
✓ Incapacidade civil absoluta; 
✓ Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; 
✓ Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; 
✓ Improbidade administrativa, nos termos do art. 37, §4º. 
 
• É vedada a cassação de direitos políticos. 
• A perda dos direitos políticos é definitiva, enquanto a suspensão é temporária. A única hipótese efetiva 
de perda seria o caso de o indivíduo perder sua nacionalidade, seja em ação de cancelamento de 
naturalização ou de forma voluntária.7 
 
7 HIPÓTESES DE PERDA DA NACIONALIDADE CONFORME EC Nº 131/2023: § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do 
brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de 
naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; II - fizer pedido expresso de perda da 
nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. § 5º A 
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• A suspensão dos direitos políticos não impede a realização de operações no Cadastro Eleitoral, inclusive 
o alistamento, logo após o qual deve ser registrado o código ASE que indica o impedimento ao exercício 
daqueles direitos. 
• A perda dos direitos políticos, por sua vez, decorrente da perda da nacionalidade brasileira, impede o 
alistamento eleitoral e as demais operações do Cadastro Eleitoral, acarretando se for o caso o 
cancelamento da inscrição já existente, nos termos do art. 11, §§1º e 2º da Resolução TSE 23.659/21. 
• A regularização de situação eleitoral da pessoa com restrição de direitos políticos somente será possível 
por meio de comprovação de ter cessado o impedimento. Nesse caso, há uma lista de documentos 
comprobatórios de reaquisição ou restabelecimento de direitos políticos, a saber: 
✓ Nos casos de perda dos direitos políticos – decreto, portariaou comunicação do Ministério da Justiça; 
✓ Nos casos de suspensão dos direitos políticos para condenados – sentença judicial, certidão do juízo 
competente ou outro documento que comprove o cumprimento ou a extinção da pena ou da sanção 
imposta, independente da reparação de danos. 
✓ Nos casos de suspensão dos direitos políticos para conscritos ou pessoas que se recursaram à prestação 
do serviço militar obrigatório – certificado de reservista, certificado de isenção, certificação de dispensa 
de incorporação, certificado de cumprimento de prestação alternativa ao serviço militar obrigatório, 
certificado de conclusão do curso de formação de sargentos, certificado de conclusão de curso em órgão 
de formação da reserva ou similares. 
 
• Suspensão dos direitos políticos por incapacidade civil absoluta e o Estatuto da Pessoa com Deficiência 
(Lei nº 13.146/2015): 
✓ Em razão da edição do Estatuto da Pessoa com Deficiência, ocorreram alterações no art. 3º e 4º do Código 
Civil. Assim, pela legislação atualmente vigente, são considerados absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil apenas os menores de 16 anos. Desse modo, as demais hipóteses de 
incapacidade absoluta anteriormente previstas foram revogadas. 
✓ Pessoas com deficiência que estavam com seus direitos políticos suspensos, por incapacidade civil 
absoluta, salvo nos casos de pouca idade, passam a ser aptas, a princípio, ao exercício desses direitos, 
podendo até mesmo disputar eleições caso sejam cumpridas as condições de elegibilidade e não incorram 
em inelegibilidades previstas em lei. 
✓ O art. 76 do Estatuto da Pessoa com Deficiência aborda temas importantes: 
o Será assegurado à PCD o direito de votar e de ser votada; 
o Garantia de que os procedimentos, instalações, materiais e equipamentos para votação sejam 
apropriados, acessíveis a todas as pessoas e de fácil compreensão e uso, sendo vedada a instalação de 
seções eleitorais exclusivas para PCD. 
o Garantia de que os pronunciamentos oficiais, a propaganda eleitoral obrigatória e os debates 
transmitidos pelas emissoras de televisão possuam, pelo menos, os recursos elencados no art. 67 do 
estatuto. 
o Garantia de livre exercício do direito ao voto e, para tanto, sempre que necessário e a seu pedido, 
permissão para que a PCD seja auxiliada na votação por pessoa de sua escolha. 
✓ Resolução 23.659/21 também disciplina normas sobre PCD: 
o Art. 14 – é direito fundamental da PCD, inclusive a que for declarada relativamente incapaz para a 
prática de atos da vida civil, estiver excepcionalmente sob curatela ou tiver optado pela tomada de 
decisão apoiada, a implementação de medidas destinadas a promover seu alistamento e o exercício de 
seus direitos políticos em igualdade de condições com as demais pessoas. 
o É assegurado à PCD: escolher, no ato de alistamento, transferência ou revisão, local de votação que 
permita sua vinculação a seção eleitoral com acessibilidade, dentro da zona eleitoral; indicar, no prazo 
estipulado pela Justiça Eleitoral para cada pleito, local de votação, diverso daquele em que está sua 
seção de origem, no qual prefere exercer o voto, desde que dentro dos limites da circunscrição do pleito; 
e ser auxiliada, no ato de votar, por pessoa de sua escolha, ainda que não o tenha requerido 
antecipadamente ao juízo eleitoral. 
 
 
renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, não impede o interessado de readquirir sua 
nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei. 
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• Suspensão dos direitos políticos em face de condenação criminal transitada em julgado: 
✓ A condenação sem trânsito em julgado não gera suspensão de direitos políticos, embora possa gerar 
inelegibilidade, conforme a Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010). 
✓ Súmula nº 9 do TSE: a suspensão de direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em 
julgado cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, independendo de reabilitação ou de prova de 
reparação de danos. 
✓ TSE entende que a condenação com trânsito em julgado por contravenção penal gera a suspensão dos 
direitos políticos do réu. 
✓ Em caso de sursis (suspensão condicional da pena), o TSE entende que, por continuar a existir a 
condenação criminal com trânsito em julgado, é mantida a suspensão dos direitos políticos do condenado. 
✓ Em caso de suspensão condicional do processo, em razão de não ter havido condenação criminal 
transitada em julgado, o réu tem resguardados os seus direitos políticos. 
✓ Em caso de transação penal imposta nos termos do art. 76 da Lei dos Juizados Especiais (Lei nº 9.099/95), 
também se mantém os direitos políticos do indivíduo já que não há sentença penal condenatória. 
✓ Quando o indivíduo condenado com trânsito em julgado promove a revisão criminal, ele continuará com 
os direitos políticos suspensos até que o pedido de revisão seja julgado definitivamente procedente. 
 
• Suspensão dos direitos políticos por improbidade administrativa: 
✓ Não cabe à Justiça Eleitoral processar e julgar os casos de improbidade administrativa, sendo, portanto, 
tais demandas de competência da justiça comum. 
✓ A suspensão dos direitos políticos em razão de improbidade administrativa, ao contrário do que se dá 
nos casos de condenação criminal transitada em julgado, não constitui um efeito imediato da condenação, 
pelo que precisa constar expressamente na decisão para que se efetive. 
o Art. 20, Lei nº 8.429/92 – a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam 
com o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS E REGISTRO DE CANDIDATURAS 
 
➢ Conteúdo disciplinado nos arts.7º a 16-B da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) 
 
➢ Convenções partidárias são a fase do processo eleitoral em que os partidos políticos se reúnem para 
definir os seus candidatos e definir também se irão se coligar ou não a outros partidos no pleito. 
 
➢ Art. 8º - A escolha do candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no 
período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva 
ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer 
meio de comunicação. 
 
➢ A forma de desenvolvimento das convenções, bem como as normas para escolha e para substituição de 
candidatos e para a formação de coligações deverão obedecer ao estatuto do partido às disposições legais 
estabelecidas na Lei das Eleições. 
 
➢ Os partidos poderão usar gratuitamente prédios públicos para a realização das convenções de escolhas 
de candidatos, responsabilizando por eventuais danos ao patrimônio. 
 
➢ Tipos de convenções partidárias: 
• Convenções municipais – nelas são escolhidos os candidatos a vereador, a prefeito e a vice-prefeito e há 
deliberação sobre as coligações partidárias em âmbito municipal. 
• Convenções regionais – nelas são escolhidos os candidatos a deputados estaduais, deputados federais, 
deputados distritais, senadores, governador e vice-governador. Tudo no âmbito da unidade federativa 
correspondente. 
• Convenções nacionais – há deliberação quanto aos candidatos a presidente e vice-presidente da 
república e quanto à formação de coligações para as eleições presidenciais. 
 
➢ Art. 9º da Lei das Eleições – para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido nesse mesmo 
prazo. 
 
➢ O caso da filiação de militares para exercício da capacidade eleitoral passiva – O art. 142, §3º, da CF/88 
dispõe que o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos. Assim,como 
é necessária a candidatura no Brasil por meio de partidos políticos, não será exigido do militar o prazo 
de filiação de 6 meses, bastando o pedido de registro de candidatura após a prévia escolha do militar em 
convenção partidária. Em outras palavras, o militar participa apenas da convenção e se for escolhido 
candidato é que então se vinculará ao partido e poderá concorrer ao pleito. 
 
➢ O caso da filiação de magistrados e membros dos tribunais de contas – devem se afastar de seus cargos 
definitivamente nos prazos de desincompatibilização previstos na Lei Complementar 64/90 (seis meses 
antes do pleito). Havendo a desincompatibilização, os referidos agentes deverão se filiar imediatamente 
a partidos políticos para que possam concorrer ao pleito. 
 
➢ O caso da filiação de membros do Ministério Público – Se ingressou no cargo após a EC 45/04, segue o 
mesmo caso dos magistrados e membros dos tribunais de contas. Se ingressou entre 05 de outubro de 
1988 (Constituição Federal de 1988) e a EC 45/04, poderão se filiar a partidos políticos e se candidatar a 
cargos eletivos. Se eleitos, devem deixar o cargo no MP. Se entrou antes da Constituição de 1988, é 
possível a atividade político-partidária, a candidatura a cargos eletivos e o exercício do cargo eletivo sem 
necessidade de deixar o Ministério Público. 
 
OBS: TSE entende que o prazo mínimo de domicílio eleitoral na circunscrição é contado do requerimento 
de transferência do título de eleitor, mesmo que o deferimento ocorra posteriormente. 
 
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➢ Candidatura nata – O art. 8º, §1º, da Lei das Eleições concedia privilégios aos detentores de mandatos 
de deputado federal, estadual ou distrital ou de vereador e aos que já tivesses exercido esses cargos em 
qualquer período da legislatura que estiver em curso, de forma que estes teriam direito ao registro de 
candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. Após o julgamento da ADI 2.530-9, 
o STF considerou a candidatura nata inconstitucional. Assim, todos os filiados de um partido que sejam 
postulantes a candidaturas deverão disputar as convenções partidárias, sem privilégios. 
 
➢ Registro dos candidatos: 
• Número máximo de candidatos a serem registrados por cada partido político ou coligação partidária: 
Presidente da república, vice-
presidente, governadores, vice-
governadores, prefeitos e vice-
prefeitos 
Senador Deputados federais, deputados 
estaduais, deputados distritais e 
vereadores 
Cada partido ou coligação só pode 
lançar um candidato para cada cargo 
Cada partido ou coligação partidária 
poderá lançar um único candidato ou 
dois candidatos a depender da eleição 
(renovação de 1/3 ou de 2/3) 
Cada partido ou coligação poderá lançar 
um número maior de candidatos do que o 
número de vagas em disputa. 
De acordo com a Lei 14.211/2021, cada 
partido poderá registrar candidatos no 
total de até 100% do número de lugares a 
preencher mais 1. 
Havendo coligações partidárias, o 
candidato a tais cargos pode ser de um 
partido e os candidatos a vice pode ser 
de outro partido coligado. Isso também 
pode ocorrer no cargo de senador e seus 
suplentes. 
 Lembrando que não são mais permitidas 
coligações em eleições proporcionais. 
 
• Preenchimento mínimo de vagas para cada sexo: Do número de vagas previstas, cada partido ou coligação 
preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. Prevalece o 
entendimento de que esses percentuais consideram o número de candidatos efetivamente lançados por 
cada partido ou coligação e não o número de candidatos potencialmente lançáveis. 
 
• Documentos necessários para o registro de candidatura: 
✓ Art. 11 da Lei das Eleições/Art. 93 do Código Eleitoral - O pedido de registro de candidatura deve ser 
formulado até às 19:00 horas do dia 15 de agosto do ano do pleito. 
✓ Eleições municipais – o pedido de registro é direcionado ao juiz eleitoral da zona eleitoral competente. 
✓ Eleições regionais – o pedido de registro é direcionado ao TRE respectivo. 
✓ Eleições presidenciais – o pedido de registro é direcionado ao TSE. 
✓ Lista de documentos – art. 11, §1º da Lei das Eleições – Cópia da ata da convenção partidária que 
homologou a candidatura; autorização do candidato por escrito; prova de filiação partidária; declaração 
de bens assinada pelo candidato; cópia do título de eleitor ou certidão emitida pelo cartório eleitoral, para 
comprovar que o candidato é eleitor da circunscrição e que atende ao prazo de domicílio eleitoral; certidão 
de quitação eleitoral; certidões criminais da justiça eleitoral, federal e estadual; foto do candidato; 
propostas defendidas pelo candidato a prefeito, governador e presidente da república. 
 
• Os processos de pedidos de registro de candidatura deverão estar julgados até vinte dias antes da data 
das eleições pelas instâncias ordinárias – art. 16 da Lei das Eleições. Tais processos terão prioridade sobre 
quaisquer outros. 
 
• A mera apresentação das contas da campanha eleitoral, independentemente de aprovação, já é fato 
suficiente para a emissão da certidão de quitação eleitoral – art. 11, §7º, Lei das Eleições. 
 
• Requerimento individual de candidatura – previsão legal no §4º do art. 11 da Lei das Eleições: Na hipótese 
de o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos, estes poderão fazê-lo perante a Justiça 
Eleitoral, observado o prazo máximo de 48 horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pela 
Justiça Eleitoral. 
 
• Momento para aferição das condições de elegibilidade e das causas de inelegibilidade: 
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✓ Art. 11, §10º, Lei das Eleições – As condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser 
aferidas no momento da formalização do pedido de registro de candidatura, ressalvadas as alterações, 
fáticas ou jurídicas, que afastem a inelegibilidade. 
✓ Critério da idade mínima: Regra geral – é verificada tendo por referência a data da posse. Exceção – cargo 
de vereador – idade mínima de 18 anos é exigível na data-limite do pedido de registro de candidatura e 
não na data da posse. 
 
• Registro de candidatura sub judice: 
✓ Art. 16-A, Lei das Eleições: O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos 
relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter 
seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a 
ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior. Parágrafo único: O 
cômputo, para o respectivo partido ou coligação, dos votos atribuídos ao candidato cujo registro esteja sub 
judice no dia da eleição fica condicionado ao deferimento do registro do candidato. 
✓ Candidato com registro sub judice na data da eleição que seja definitivamente declarado inelegível, após 
a eleição, terá seus votos considerados inválidos. 
✓ No caso de o candidato à eleição proporcional não ter registro sub judice na data da eleição, mas que tem 
seu registro cassado posteriormente, os votos a ele atribuídos serão computados para a legenda. 
✓ Possibilidade de nulidade da eleição em caso de indeferimento do registro de candidatura do candidato 
mais votado – art. 224, §3º do Código Eleitoral: 
- Decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda 
do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta nova eleição, independentemente do 
número de votos anulados. 
- Posicionamento do TSE e do STF: sempre que o candidato mais votado nas eleições tiver seu registro 
indeferido ou seu diploma cassado, independentemente de ter concorrido, no dia do pleito, com o registro 
deferido ou indeferido pela Justiça Eleitoral, nova eleição deverá ser imediatamenterealizada, sem 
necessidade, inclusive, de ocorrência do trânsito em julgado da decisão de indeferimento. 
 
• Candidatos expulsos dos seus partidos após o registro de candidatura: 
 
✓ Art. 14 da Lei das Eleições - Havendo a expulsão após o registro de candidatura e antes das eleições, o 
candidato pode ficar sujeito ao cancelamento de seu registro, por meio de processo em que se assegure 
ampla defesa e o contraditório, bem como no qual sejam observadas as normas do estatuto do partido. 
 
• Variação nominal de candidatos: 
 
✓ Art. 12 da Lei das Eleições – O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além 
de seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três opções, 
que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual não atente 
contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em que ordem de preferência deseja 
registrar-se. 
 
✓ Solução de homonímia no registro de candidaturas a cargos eletivos: 
- havendo dúvida, poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por dada opção de nome, indicada 
no pedido de registro. 
- ao candidato que, na data máxima prevista para o registro, esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha 
exercido nos últimos quatro anos, ou que nesse mesmo prazo se tenha candidatado com um dos nomes que 
indicou, será deferido o seu uso no registro, ficando outros candidatos impedidos de fazer propaganda com 
esse mesmo nome. 
- ao candidato que, pela sua vida política, social ou profissional, seja identificado por um dado nome que 
tenha indicado, será deferido o registro com esse nome, observado o disposto na parte final do inciso 
anterior. 
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- tratando-se de candidatos cuja homonímia não se resolva pelas regras dos dois incisos anteriores, a 
Justiça Eleitoral deverá notificá-los para que. Em dois dias, cheguem a acordo sobre os respectivos nomes 
a serem usados. 
- não havendo acordo no caso do inciso anterior, a Justiça Eleitoral registrará cada candidato com o nome 
e sobrenome constantes do pedido de registro, observada da ordem de preferência ali definida. 
 
OBS: Súmula 04 do TSE – Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma 
variação nominal, defere-se o do que primeiro o tenha requerido. 
 
✓ Identificação numérica dos candidatos: 
 
Presidente da 
república, 
governadores de 
estados e prefeitos 
Senado Federal Deputado Federal Deputado Estadual e 
Vereador 
Concorrem com os 
números identificadores 
dos seus respectivos 
partidos. 
XX 
Concorrem com o 
número de seus partidos 
acrescido de mais um 
algarismo à direita. 
XXX 
Concorrem com o 
número do partido a que 
são filiados, acrescido de 
dois algarismos, à 
direita. 
XXXX 
Concorrem com o 
número do partido a que 
são filiados, acrescido de 
três algarismos, à 
direita. 
XXXXX 
 
- Aos candidatos à reeleição é assegurada prioridade na manutenção do número pelo qual o candidato 
concorreu na eleição anterior, se por ventura ainda pertencer ao mesmo partido. 
 
• Substituição de candidatos após o término do prazo de registro de candidaturas: 
 
✓ Art. 13 da Lei das Eleições – É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro 
indeferido ou cancelado. 
✓ A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o substituído, 
e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão 
judicial que deu origem à substituição. 
✓ Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo pedido for 
apresentado até 20 (vinte) dias antes do pleito, exceto em caso de falecimento de candidato, quando a 
substituição poderá ser efetivada após esse prazo. 
✓ Morte, desistência ou impedimento legal de candidato antes do segundo turno – Convoca-se dentre os 
candidatos remanescentes o de maior votação (Art. 77, §4º, CF). Ex: se um candidato com 48% dos votos 
válidos no primeiro turno das eleições venha a falecer antes do segundo turno, será substituído pelo 
terceiro colocado do primeiro turno e não pelo seu vice. Tal situação se aplica a candidatos a presidente, a 
governador e a prefeito. 
OBS.: No caso do vice – substitui apenas o vice ou a chapa toda? Segundo entendimento do TSE, em caso 
de necessidade de substituição do candidato a vice em chapa para presidente, governador ou prefeito entre 
o primeiro e o segundo turno, o substituto deverá ser filiado a partido político coligado já no primeiro 
turno, com preferência para o partido de origem do substituído, o qual poderá, no entanto, abrir mão do 
direito de preferência. 
 
➢ Art. 88 do Código Eleitoral: Não é permitido registro de candidato embora para cargos diferentes, por 
mais de uma circunscrição ou para mais de um cargo na mesma circunscrição. 
 
➢ Ação de impugnação de registro de candidatura (AIRC): 
 
• Disciplinada na Lei Complementar 64/90, art. 3º. 
• É proposta no prazo de 05 dias da publicação pela Justiça Eleitoral de edital contendo a relação nominal 
dos pedidos de registro de candidatura formulados. 
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CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE E CAUSAS DE INELEGIBILIDADE 
 
 
➢ Diretamente relacionados ao assunto de capacidade eleitoral passiva, estão os conceitos de condições de 
elegibilidade e de causas de inelegibilidade. 
 
➢ Tem elegibilidade quem reúne as condições fixadas na lei (aspecto positivo) e que não incorre nas causas 
de inelegibilidade (aspecto negativo). Assim, os pressupostos de elegibilidade são requisitos que se devem 
preencher para que possa concorrer as eleições. As inelegibilidades, por sua vez, são impedimentos que, 
se não afastados por quem preencha os pressupostos de elegibilidade, lhe obstam concorrer as eleições, 
ou se forem supervenientes ao registro ou se de natureza constitucional servem de fundamento à 
impugnação de sua diplomação, se eleito. 
 
➢ Condições de elegibilidade previstas na Constituição de 1988: 
 
Condições de elegibilidade previstas na Constituição de 1988 
Art. 14, §3º, CF 
Nacionalidade brasileira 
Pleno exercício dos direitos políticos 
Alistamento eleitoral 
Domicílio eleitoral na circunscrição 
Filiação partidária 
Idade mínima: 
35 anos – presidente, vice-presidente e senador 
30 anos – governador, vice-governador 
21 anos – deputado federal, deputado estadual ou distrital, prefeito, vice-prefeito e juiz de paz 
18 anos - vereador 
 
Obs.: Um brasileiro polipátrida não é impedido para exercer as capacidades eleitorais ativa e passiva no 
Brasil. 
➢ Causas de inelegibilidades: 
 
• Apresentam-se como impedimentos ao exercício da capacidade eleitoral passiva no Brasil. 
• Estão previstas na Constituição Federal e em Lei Complementar, tendo em vista que o art. 14, §9º da 
CF determina não ser possível fixar causas de inelegibilidade por meio de leis ordinárias. 
• Classificações: 
✓ Podem decorrer de atos ilícitos (inelegibilidades sanção ou cominadas) ou de previsões do ordenamento 
para manter o equilíbrio nas disputas, a moralidade, a normalidade e legitimidade das eleições 
(inelegibilidades inatas). 
✓ Inelegibilidades absolutas – valem para qualquer cargo, como é o caso dos analfabetos. Inelegibilidades 
relativas – só se referem a determinados cargos, originando-se de motivos funcionais ou de parentesco. 
 
• Hipóteses de inelegibilidades previstas na CF: Previstas nos §§4º a 7º do art. 14 da CF. – As 
inelegibilidades constitucionais podem ser arguidas ainda que passado o prazo para o ajuizamento da 
Ação de Impugnação de Registro de Candidatura. As inelegibilidades infraconstitucionais precisamrespeitar o prazo da referida ação para serem arguidas. 
 
 
 
 
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Hipóteses de inelegibilidades previstas na Constituição Federal 
Previsão legal Modalidade Observações importantes 
Art. 14, §4º Inalistáveis e analfabetos - São inelegíveis os inalistáveis e os 
analfabetos. 
- Inalistáveis: 
▪ Estrangeiros, exceto portugueses 
beneficiados pelo Tratado de Amizade, 
Cooperação e Consulta; 
▪ Conscritos; 
▪ Menores de 16 anos; 
▪ Quem teve seus direitos políticos 
perdidos ou suspensos. 
- Analfabeto funcional pode disputar 
eleições. 
- Teste de alfabetização: 
▪ Deve ser feito individualmente e 
evitando constrangimentos. 
▪ Súmula nº 15 do TSE: O exercício de 
cargo eletivo não é circunstância 
suficiente para, em recurso especial, 
determinar-se a reforma de decisão 
mediante a qual o candidato foi 
considerado analfabeto. 
▪ Somente deve ser aplicado se o 
candidato não apresentar documento 
comprobatório de escolaridade com o 
requerimento de registro de 
candidatura. 
▪ Súmula 55 do TSE: A CNH gera a 
presunção de escolaridade necessária 
ao deferimento do registro de 
candidatura. 
Art. 14, §5º Reeleição para cargos executivos - O presidente da república, os 
governadores, os prefeitos e quem os 
houver sucedido ou substituído no 
curso dos mandatos, poderão ser 
reeleitos por um único período 
subsequente. 
- Segundo o TSE, o vice-presidente, o 
vice-governador e o vice-prefeito não 
podem exercer tais cargos por três 
vezes consecutivas. 
- Segundo o TSE, candidato já com dois 
mandatos consecutivos de prefeito não 
pode por meio de alteração de domicílio 
eleitoral tentar concorrer ao terceiro 
em outro município. 
Art. 14, §6º Desincompatibilização de presidente, 
governador e prefeito a fim de 
concorrer a outro cargo 
- Para concorrem a outros cargos, o 
presidente da república, os 
governadores de estado e do Distrito 
Federal e os prefeitos devem renunciar 
aos respectivos mandatos até seis 
meses antes do pleito. 
- Para concorrer ao mesmo cargo em 
sede de reeleição, não é necessária a 
desincompatibilização. 
- Os respectivos vices não são 
abrangidos pela previsão 
constitucional, desde que, nos seis 
meses anteriores ao pleito, não tenham 
assumido ou substituído o titular. 
Art. 14, §7º Inelegibilidade reflexa - São inelegíveis, no território de 
jurisdição do titular, o cônjuge e os 
parentes consanguíneos ou afins, até o 
segundo grau ou por adoção, do 
presidente da república, de governador 
de estado ou território, do DF, de 
prefeito ou de quem os haja substituído 
dentro dos seis meses anteriores ao 
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pleito, salvo se já titular de mandato 
eletivo e candidato à reeleição. 
- Súmula Vinculante nº 18 do STF: A 
dissolução da sociedade ou vínculo 
conjugal, no curso do mandato, não 
afasta a inelegibilidade reflexa. 
- No território de jurisdição do titular: 
prefeito – município (parentes podem 
se candidatar em outro município ou 
cargos do mesmo estado); 
Governador – estado (parentes podem 
se candidatar em outro estado ou para 
cargos de âmbito nacional); presidente 
– Brasil (parentes só podem se 
candidatar se já forem titulares de 
mandato eletivo e pleitearem 
reeleição). 
- Súmula 06 do TSE: São inelegíveis 
para o cargo de chefe do Executivo o 
cônjuge e os parentes, indicados no §7º 
do art. 14 da CF, do titular do mandato, 
salvo se este, reelegível, tenha falecido, 
renunciado ou se afastado 
definitivamente do cargo até seis meses 
antes do pleito. 
- Segundo o TSE, a união estável atrai 
a inelegibilidade reflexa. 
- O mero namoro não tem efeitos para 
gerar a inelegibilidade reflexa. 
- A união homoafetiva atrai a 
inelegibilidade reflexa. 
 
➢ Hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei Complementar 64/908: Súmula nº 70 do TSE – O 
encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição constitui fato superveniente que afasta 
a inelegibilidade, nos termos do art. 11, §10, da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições). 
 
Hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei Complementar 64/90 
Previsão legal Hipótese Observações importantes 
Art. 1º, I, a, da LC nº 64/90 São inelegíveis, para qualquer cargo, os 
inalistáveis e os analfabetos. 
 
Art. 1º, I, b, da LC nº 64/90 Ficarão inelegíveis para as eleições que se 
realizarem durante o período remanescente 
do mandato para o qual foram eleitos e nos 
oito anos subsequentes ao término da 
legislatura os parlamentares federais, 
estaduais e municipais que: 
- desde a expedição do diploma venham a: 
• Firmar ou manter contrato com pessoa 
jurídica de direito público, autarquia, 
empresa pública, sociedade de economia 
mista ou empresa concessionária de serviço 
público, salvo quando o contrato obedecer a 
cláusulas uniformes. 
• Aceitar ou exercer cargo, função ou emprego 
remunerado, inclusive os que sejam 
demissíveis ad nutum, nas entidades 
constantes da alínea anterior. 
- desde a posse venham a: 
• Ser proprietários, controladores ou diretores 
de empresa que goze de favor decorrente de 
contrato com pessoa jurídica de direito 
público, ou nela exercer função remunerada. 
• Ocupar cargo ou função de que sejam 
demissíveis ad nutum, em pessoas jurídicas 
 
 
8 Art. 14, §9º da CF: Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a 
probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e 
legitimidade das eleições, contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na 
administração direta ou indireta. 
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de direito público, autarquias, empresas 
públicas, sociedades de economia mista ou 
empresas concessionárias de serviço público; 
ou patrocinar causas em que sejam 
interessadas qualquer uma destas entidades. 
• Ser titulares de mais de um cargo ou 
mandato público efetivo. 
- tenham procedimento declarado 
incompatível com o decoro parlamentar. 
Art. 1º, I, c, da LC nº 64/90 O governador e o vice-governador e o 
prefeito e o vice-prefeito que perderem 
seus cargos eletivos por infringência a 
dispositivo da Constituição Estadual, da 
Lei Orgânica do DF ou da Lei Orgânica do 
Município, ficarão inelegíveis para as 
eleições que se realizarem durante o 
período remanescente e nos 8 anos 
subsequentes ao término do mandato 
para o qual tenham sido eleitos. 
Não abrange o presidente e nem o vice-
presidente da república. 
Art. 1º, I, d, da LC nº 64/90 Serão inelegíveis para todos os cargos os 
que tenham contra sua pessoa 
representação julgada procedente pela 
Justiça Eleitoral, em decisão transitada 
em julgado ou proferida por órgão 
colegiado, em processo de apuração de 
abuso de poder econômico ou político, 
para a eleição na qual concorrem ou 
tenham sido diplomados, bem como para 
as que se realizarem nos 8 anos 
subsequentes. 
 
Art. 1º, I, h, da LC nº 64/90 
Muito semelhante à alínea anterior 
São inelegíveis para todos os cargos os 
detentores de cargo na administração 
pública direta, indireta ou fundacional, 
que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo 
abuso de poder econômico ou político, que 
forem condenados em decisão transitada 
em julgado ou proferida por órgão judicial 
colegiado, para a eleição na qual 
concorrem ou tenham sido diplomados, 
bem como para as que se realizarem nos 
8 anos seguintes. 
- Súmula nº 69 do TSE: Os prazos de 
inelegibilidade previstos nas alíneas j e h 
do inciso I do art. 1º da LC 64/90 têm 
termo inicial no dia do primeiro turno da 
eleição e termo final no dia de igual 
número no oitavo ano seguinte. 
Art. 1º, I, e, da LC nº 64/90 
 
Previsão de inelegibilidade desdea 
condenação por órgão colegiado até o 
prazo de 08 anos, a contar do término do 
cumprimento da pena, para os 
condenados, mesmo sem trânsito em 
julgado, pelos seguintes crimes: 
• Crimes contra a economia popular, a fé 
pública, a administração pública e o 
patrimônio público; 
• Crimes contra o patrimônio privado, o 
sistema financeiro, o mercado de capitais 
e os previstos na lei que regula a falência; 
• Crimes contra o meio ambiente e a 
saúde pública; 
• Crimes eleitorais, para os quais a lei 
comine pena privativa de liberdade; 
• Crimes de abuso de autoridade, nos 
casos em que houver condenação à perda 
do cargo ou à inabilitação para o exercício 
de função pública; 
• Crimes de lavagem ou de ocultação de 
bens, direitos e valores; 
• Crimes de tráfico de entorpecentes e 
drogas afins, racismo, tortura, terrorismo 
e hediondos; 
• Crimes de redução à condição análoga 
à de escravo; 
• Crimes contra a vida e a dignidade 
sexual; e 
• Crimes praticados por organização 
criminosa, quadrilha ou bando. 
- Súmula nº 61 do TSE: O prazo 
concernente à hipótese de inelegibilidade 
prevista projeta-se por 08 anos após o 
cumprimento da pena, seja ela privativa 
de liberdade, restritiva de direitos ou 
multa. 
- ADI 6630 – Min. Nunes Marques 
suspendeu a eficácia da expressão “a 
contar do término do cumprimento de 
pena” por causar insegurança jurídica 
quanto à detração do tempo de 
inelegibilidade cumprido anteriormente 
ao trânsito em julgado do processo 
criminal. 
- Caso a condenação se dê por outros 
crimes não previstos nesta lista, o eleitor 
terá apenas os seus direitos políticos 
suspensos enquanto durarem os efeitos 
da condenação (art. 15, III, CF). 
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Art. 1º, I, f, da LC nº 64/90 
 
Os que forem declarados indignos do 
oficialato ou com ele incompatíveis serão 
declarados inelegíveis, para qualquer 
cargo, pelo prazo de 8 anos. 
 
Art. 1º, I, g, da LC nº 64/90 
 
Serão declarados inelegíveis, para 
qualquer cargo, os que tiverem suas 
contas relativas ao exercício de cargos ou 
funções públicas rejeitadas por 
irregularidade insanável que configure 
ato doloso de improbidade 
administrativa, e por decisão irrecorrível 
do órgão competente, salvo se esta houver 
sido suspensa ou anulada pelo Poder 
Judiciário, para as eleições que se 
realizarem nos 08 anos seguintes, 
contados a partir da data da decisão. 
- Órgão competente que deverá proferir 
decisão irrecorrível: pode variar a 
depender do agente político cujas contas 
estão sendo julgadas ou com base na 
origem dos recursos auditados. 
• Câmara municipal, após emissão de 
parecer do TCE ou do TCM onde houver 
– prefeito. 
• TCU - Convênio União com Prefeitura 
- O dolo genérico é suficiente para que a 
conduta se enquadre na alínea g. 
- Eventual devolução integral ou parcial 
do valor recebido indevidamente não 
afasta a inelegibilidade. 
Art. 1º, I, j, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos aqueles que 
forem condenados, em decisão transitada 
em julgado ou proferida por órgão 
colegiado da Justiça Eleitoral, por 
corrupção eleitoral, por captação ilícita de 
sufrágio, por doação, captação ou gastos 
ilícitos de recursos de campanha ou por 
conduta vedada aos agentes públicos em 
campanhas eleitorais que impliquem 
cassação do registro ou do diploma. 
- Súmula nº 69 do TSE: Os prazos de 
inelegibilidade previstos nas alíneas j e h 
do inciso I do art. 1º da LC 64/90 têm 
termo inicial no dia do primeiro turno da 
eleição e termo final no dia de igual 
número no oitavo ano seguinte. 
Art. 1º, I, k, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos (a contar do 
término do mandato, sem prejuízo do 
tempo restante do mandato) o presidente 
da república, o Governador de Estado e do 
DF, o prefeito, os membros do Congresso 
Nacional, das Assembleias Legislativas, 
da Câmara Legislativa, das Câmaras 
Municipais, que renunciarem a seus 
mandatos desde o oferecimento de 
representação ou petição capaz de 
autorizar a abertura de processo por 
infringência a dispositivo da CF, da CE, 
da Lei Orgânica do DF ou da Lei Orgânica 
do Município. 
 
Art. 1º, I, l, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos os que forem 
condenados à suspensão dos direitos 
políticos, em decisão transitada em 
julgado ou proferida por órgão judicial 
colegiado, por ato doloso de improbidade 
administrativa que importe lesão ao 
patrimônio público e enriquecimento 
ilícito (desde a condenação até 08 anos 
após o cumprimento da pena) 
TSE entende que é necessária a 
condenação por ato doloso de 
improbidade administrativa que 
implique, concomitantemente, lesão ao 
erário e enriquecimento ilícito. 
Art. 1º, I, m, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos os que forem 
excluídos do exercício da profissão, por 
decisão sancionatória do órgão 
profissional competente, em decorrência 
de infração ético-profissional, salvo se o 
ato houver sido anulado ou suspenso pelo 
Poder Judiciário. 
 
Art. 1º, I, n, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos (a contar da 
decisão que reconheceu a fraude) os que 
forem condenados, em decisão transitada 
em julgado ou proferida por órgão judicial 
colegiado, em razão de terem desfeito ou 
simulado desfazer vínculo conjugal ou de 
união estável para evitar caracterização 
de inelegibilidade 
 
Art. 1º, I, o, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos (contados da 
decisão, salvo se o ato houver sido 
suspenso ou anulado pelo Poder 
Judiciário) os que forem demitidos do 
 
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serviço público em decorrência de 
processo administrativo ou judicial 
Art. 1º, I, p, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos a pessoa física 
e os dirigentes de pessoas jurídicas 
responsáveis por doações eleitorais tidas 
por ilegais por decisão transitada em 
julgado ou proferida por órgão colegiado 
da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 anos 
após a decisão, observando-se o 
procedimento do art. 22 da LC 64/90. 
 
Art. 1º, I, q, da LC nº 64/90 
 
São inelegíveis por 08 anos os 
magistrados e os membros do Ministério 
Público que forem aposentados 
compulsoriamente por decisão 
sancionatória, que tenham perdido o 
cargo por sentença ou que tenham pedido 
exoneração ou aposentadoria voluntária 
na pendência de processo administrativo 
disciplinar. 
 
 
➢ Prazos de desincompatibilização de titulares de determinados cargos ou funções como requisito para a 
disputa de mandatos eletivos (art. 1º, incisos II a VII, da LC 64/90): 
• Conceito de desincompatibilização: afastamento de cargo, emprego ou função, pública ou privada, 
exercido por cidadão brasileiro, de forma provisória ou definitiva, com o intuito de disputar mandato 
eletivo, de forma a afastar a inelegibilidade do titular ou até mesmo de seus parentes. 
• Membros do poder legislativo não são obrigados a desincompatibilizar-se dos seus cargos, mesmo que para 
disputar outros. 
• Vice-presidente, vice-governador e vice-prefeito não precisam se desincompatibilizar para disputar outros 
cargos, desde que, no prazo de desincompatibilização, não substituam, de forma temporária ou definitiva, 
os titulares. Também, no prazo de desincompatibilização, caso assumam, mesmo que de forma temporária, 
o mandato dos titulares, gerarão inelegibilidade reflexa dos seus parentes. – Art. 1º, §§2º e 3º da LC 64/90. 
 
Prazos de desincompatibilização de titulares de determinados cargos ou funções como 
requisito par a disputa de mandatos eletivos 
Prazo Cargo Observações importantes 
6 MESES - Presidente da república, governadores de estado e prefeitos, para 
a disputa de outros cargos; 
- Interventor federal; 
- Magistrados, membros do Ministério Público, membros de 
Tribunais de Contas; 
- Advogado-Geral da União; 
- Chefes do Estado-Maiorde lei 
federal. 
 
➢ Diferença entre sufrágio, voto e escrutínio: 
 
Sufrágio Voto Escrutínio 
- Poder pertencente ao povo 
para participar da gerência da 
vida pública. 
 
-Tipos: 
• Universal (de forma geral, o 
exercício do sufrágio se dá sem 
restrições desarrazoadas) x 
Restrito (há restrições ao 
exercício do sufrágio - 
Subtipos: censitário; 
capacitário; racial; por gênero; 
religioso). 
• Plural (um mesmo indivíduos 
tem o poder de exercer ais de 
uma vez o direito ao voto em 
um processo eleitoral) x 
Singular (a cada homem deve 
corresponder um voto). 
 
- No Brasil, aplicam-se os 
seguintes princípios: 
• Princípio da imediaticidade do 
sufrágio: o voto deve resultar 
imediatamente da vontade do 
- É o instrumento para 
materializar o poder de 
sufrágio. 
 
- De acordo com o art. 60, 
II, da CF, constitui 
cláusula pétrea o voto 
direto, secreto, universal 
e periódico (* voto 
obrigatório não é 
cláusula pétrea). 
 
- Há possibilidade de 
voto indireto quando 
houver a vacância 
concomitante dos cargos 
de prefeito e vice-
prefeito, governador e 
vice-governador ou 
presidente e vice-
presidente da República, 
nos últimos dois anos de 
mandato. 
- É a forma como se pratica 
o voto. 
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eleitor, sem a atuação de 
intermediários. 
• Princípio da universalidade do 
sufrágio: impõe o direito de 
sufrágio a todos os cidadãos de 
acordo com os parâmetros da 
razoabilidade. 
 
➢ Fontes do direito eleitoral: 
 
• Fontes diretas: Constituição Federal; Código Eleitoral; Lei das Eleições; Lei das Inelegibilidades; Lei dos 
Partidos Políticos e resoluções do TSE. 
 
Resoluções – ferramenta de poder regulamentar instituída pelo Código Eleitoral de competência do 
Poder Judiciário para densificar o conteúdo de normas gerais e abstratas produzidas pelo Poder 
Legislativo. Referido poder regulamentar não é ilimitado. De acordo com o Código Eleitoral, no art. 23 – 
A, tal competência se restringe a matérias especificamente autorizadas em lei, sendo vedado ao TSE 
tratar de matéria relacionada com a organização de partidos políticos. 
 
• Fontes indiretas: Jurisprudência e doutrina. 
 
➢ Consultas: 
• TSE e TREs podem responder a consultas em tese. 
• As consultas devem ser formuladas por autoridades públicas ou partidos políticos (para o TSE, por 
autoridade pública federal ou órgão nacional de partido político). 
• Devem sempre ser formuladas em tese, de forma desvinculada de situações concretas. 
• Devem versar sobre tema eleitoral previsto no Código Eleitoral, na Constituição Federal ou na legislação 
esparsa. 
• TSE decidiu que as consultas possuem caráter vinculante. Assim, não se conhece de consulta sobre 
matéria já apreciada pelo TSE. 
 
➢ Princípios do Direito Eleitoral: 
 
• Princípio da lisura das eleições – Tem embasamento na busca da verdade real, permitindo até mesmo 
que o magistrado produza provas de ofício, no processo eleitoral, para que seja formado o seu 
convencimento acerca dos fatos. Positivado no art. 23 da Lei Complementar 64/90 (O tribunal formará 
sua convicção pela livre apreciação dos fatos públicos e notórios, dos indícios e presunções e provas 
produzidas, atentando para as circunstâncias dos fatos, ainda que não indicados ou alegados pelas 
partes, mas que preservem o interesse público da lisura eleitoral). 
 
• Princípio do aproveitamento do voto – Preconiza que o juiz deve se abster de pronunciar nulidades sem 
prejuízo (in dubio pro voto). Um exemplo de aplicação deste princípio é o famoso voto de legenda, que 
ocorre quando o voto dado a candidato inexistente mas que permite a identificação do partido é validado, 
conforme o art. 176 do Código Eleitoral. 
 
• Princípio da celeridade – Dado o caráter peculiar de tramitação do processo eleitoral, a qual, como um 
todo, ocorre em menos de 6 meses (entre o registro das candidaturas e a diplomação dos eleitos), exige-
se que as decisões judiciais proferidas sobre tal matéria sejam rápidas. Como exemplo de aplicação de 
tal princípio, os prazos recursais no processo eleitoral são em regra de apenas 3 dias, inclusive para o 
Recurso Extraordinário. Como outro exemplo da necessidade de razoável duração do processo eleitoral 
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tem-se o art. 97-A da Lei das Eleições, o qual prevê que se considera como duração razoável do processo 
que possa resultar em perda de mandato eletivo o período máximo de 1 ano, contado de sua apresentação 
à Justiça Eleitoral. 
 
• Princípio da anualidade – Positivado no art. 16 da Constituição Federal, que determina que a lei que 
alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data da sua publicação, não se aplicando à eleição que 
ocorra até um ano da data da sua vigência. Tal princípio busca respaldar a segurança jurídica para que 
as normas eleitorais não sejam modificadas a menos de um ano e um dia para as eleições e assim 
prejudique o equilíbrio da disputa com a alteração abrupta das regras do jogo. 
 
• Princípio da moralidade eleitoral – A aplicação de tal princípio remonta à discussão sobre os limites da 
presunção de inocência em face da necessidade de preservação da moralidade exigida para que alguém 
exerça cargos e funções públicas. A Lei da Ficha Limpa (LC 135/10) é um reflexo da expansão da 
moralidade. Por meio dessa lei, foram estabelecidos casos de inelegibilidade que têm como objetivo 
proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SISTEMAS ELEITORAIS 
 
 
➢ Conceito: trata-se de um conjunto de critérios usados para definição dos candidatos vencedores em um 
processo eleitoral. São, portanto, as regras usadas para que se atinja o resultado das eleições. 
 
➢ Os sistemas mais conhecidos são: sistema majoritário; sistema proporcional; e sistema misto. 
 
➢ Votos nulos e brancos não possuem valor na legislação eleitoral brasileira, sendo meramente 
desconsiderados. Um efeito importante da invalidade desses tipos de votos é que eles não se prestam 
nem mesmo para anular o pleito, conforme jurisprudência pacífica do TSE. Logo, votos brancos e nulos 
sufragados voluntariamente não configuram a hipótese de anulação da eleição prevista no art. 224 do 
Código Eleitoral, preservando-se a validade da eleição caso mais da metade dos eleitores decidam anular 
o voto ou votar em branco. 
 
➢ Sistema majoritário: 
 
• No Brasil, é adotado para os cargos de presidente da república, governador de estado, prefeito e senador 
da república. 
• Por este sistema, é considerado eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos em relação aos demais 
candidatos, de forma que os votos obtidos pelos demais são desprezados, prevalecendo a vontade da 
maioria. 
• Tipos: 
 
TIPOS DE SISTEMA 
MAJORITÁRIO 
Características Aplicação no Brasil 
SIMPLES • É necessária a mera 
maioria relativa dos 
votos para a aferição do 
candidato vencedor da 
eleição. 
• Exige apenas um único 
turno de eleições. 
Aplicado nas eleições para 
senadores e prefeitos de 
municípios com até 200 mil 
eleitores (não são habitantes!). 
ABSOLUTO • É necessária a maioria 
absoluta dos votos. 
• Só é declarado vencedor 
no primeiro turno o 
candidato que tenha a 
maioria absoluta dos 
votos válidos, possuindo, 
portanto, mais votos do 
que todos os seus 
concorrentes somados. 
Caso nenhum candidato 
obtenha a maioria 
absoluta, haverá 
segundo turno entre os 
dois candidatos mais 
votados no primeiro 
turno. 
• A maioria absoluta é 
aferida a partir dos votos 
válidos. Não são 
Aplicado nas eleições para 
presidente da república, 
governadores e prefeitos de 
municípios com mais de 200 mil 
eleitoresda Marinha, do Exército e da Aeronáutica. 
- Chefes dos gabinetes civil e militar de governador de estado ou do 
DF. 
- Presidente, superintendente ou diretor de autarquias, empresas 
públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas ou 
mantidas pelo poder público. 
- Diretor-geral do Departamento de Polícia Federal. 
- Nomeados, pelo presidente da república, para cargos ou funções 
cuja nomeação esteja sujeita à aprovação prévia do Senado Federal. 
- Diretores de órgãos estaduais, sociedades de assistência aos 
municípios ou bancos estaduais. 
- Diretor de empresa pública internacional. 
- Dirigente de entidade de assistência a município que receba 
contribuição de órgão público. 
- Dirigente de fundação privada que receba verbas públicas 
imprescindíveis à sua manutenção. 
- Com exceção do Presidente da república, 
governadores e prefeitos, todas as outras 
pessoas deverão se desincompatibilizar 
dos seus cargos apenas 04 meses antes 
quando quiserem concorrer aos cargos de 
prefeito e de vice-prefeito (art. 1º, IV, a, LC 
64/90). 
 
- Servidores da Justiça Eleitoral devem se 
afastar definitivamente do cargo no prazo 
de seis meses antes das eleições. 
4 MESES - Dirigentes de entidades de classe mantidas, total ou parcialmente, 
por contribuições impostas pelo poder público, bem como os 
dirigentes sindicais. 
 
3 MESES - Servidores públicos civis, estatutários ou não, dos órgãos ou 
entidades da administração direta ou indireta da União, dos 
estados, do DF, dos municípios e dos territórios, inclusive as 
fundações mantidas pelo público, garantido o direito à percepção dos 
seus vencimentos integrais (art. 1º, II, j, LC 64/90) 
- Segundo o TSE, membros de Conselhos Tutelares. 
- Defensores públicos 
- De acordo com o TSE, empregados de 
empresas públicas e de sociedades de 
economia mista também possuem o 
mesmo direito à manutenção dos 
vencimentos durante o afastamento. 
 
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- No caso dos defensores públicos, estes 
também devem se desincompatibilizar 
das funções, de forma temporária, 
garantidos os vencimentos integrais, três 
meses antes do pleito, salvo se estiverem 
concorrendo ao cargo de prefeito ou vice-
prefeito, quando a desincompatibilização 
deverá ocorrer quatro meses antes da 
eleição, caso estejam em exercício na 
comarca onde desejem se candidatar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ARRECADAÇÃO DE RECURSOS E PRESTAÇÃO DE CONTAS NAS CAMPANHAS 
ELEITORAIS 
 
➢ Conteúdo previsto nos arts. 17 a 32 da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições). 
 
➢ No Brasil, adota-se um modelo misto de financiamento de campanhas eleitorais: há recebimento de 
recursos públicos e de recursos privados. 
 
➢ A partir do julgamento da ADI 4.650/15, não há mais previsão de financiamento de campanhas eleitorais 
por pessoas jurídicas. 
 
➢ Pré-requisitos para arrecadação de recursos para campanha eleitoral: 
• Para candidatos: 
✓ Requerimento do registro de candidatura; 
✓ Inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); 
✓ Abertura de conta bancária específica destinada a registrar a movimentação financeira de campanha; 
✓ Emissão de recibos eleitorais. 
 
• Para partidos: 
✓ Registro ou anotação no respectivo órgão da Justiça Eleitoral; 
✓ Inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); 
✓ Abertura de conta bancária específica destinada a registrar a movimentação financeira de campanha; 
✓ Emissão de recibos de doação na forma regulamentada pelo TSE nas prestações de contas anuais. 
 
➢ Recursos admitidos para serem destinados às campanhas eleitorais: 
• Recursos próprios dos candidatos; 
• Doações financeiras ou estimáveis em dinheiro de pessoas físicas; 
• Doações de outros partidos políticos e de outros candidatos; 
• Comercialização de bens e/ou serviços ou promoção de eventos de arrecadação realizados diretamente pelo 
candidato ou pelo partido político; 
• Recursos próprios dos partidos políticos, desde que identificada a sua origem e que sejam provenientes: 
✓ Do Fundo Partidário; 
✓ Do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC); 
✓ De doações de pessoas físicas efetuadas aos partidos políticos; 
✓ De contribuição de seus filiados; 
✓ Da comercialização de bens, serviços ou promoção de eventos de arrecadação; 
✓ De rendimentos decorrentes da locação de bens próprios dos partidos políticos; 
• Rendimentos gerados pela aplicação de suas disponibilidades. 
 
➢ Administração financeira das campanhas eleitorais: 
 
• Cabe ao candidato a responsabilidade pela administração financeira da sua campanha, que poderá ser 
realizada por ele mesmo ou por meio de pessoa por ele designada. 
• Caso o candidato designe pessoa para administrar as finanças de sua campanha em seu nome, haverá 
responsabilidade solidária entre o mesmo e a pessoa designada, de forma que ambos assinarão a prestação 
de contas correspondente. 
• Os bancos são obrigados a acatar, em até três dias, o pedido de abertura de conta realizado por comitê 
financeiro ou por candidato escolhido em convenção partidária, sendo vedado aos bancos condicioná-la a 
depósito mínimo e à cobrança de taxas ou outras despesas de manutenção. 
• Usar recursos financeiros que não venham da conta específica para pagamento de gastos de campanha 
implica desaprovação da prestação de contas do partido ou do candidato, configurando o chamado abuso 
de poder econômico. 
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• A Justiça Eleitoral fornecerá em até três dias úteis após o recebimento do pedido de registro da 
candidatura o número do registro do candidato no CNPJ. A partir de então, o candidato estará autorizado 
a promover a arrecadação de recursos e a realização de despesas relacionadas à campanha eleitoral. 
• Atentar para o crowfunding (vaquinhas eletrônicas em páginas de financiamento coletivo na internet). 
Requisitos para o financiamento coletivo (art. 22 da Resolução TSE 23.607/19): 
✓ Cadastro prévio na Justiça Eleitoral pela instituição arrecadadora, observado o atendimento, nos termos 
da lei e da regulamentação expedida pelo Banco Central do Brasil, dos critérios para operar arranjos de 
pagamento. 
✓ Identificação obrigatória, com o nome completo e o número de inscrição CPF de cada um dos doadores, o 
valor das quantias doadas individualmente, a forma de pagamento e as datas das respectivas doações. 
✓ Disponibilização, em sítio eletrônico, de lista com identificação dos doadores e das respectivas quantias 
doadas, a ser atualizada instantaneamente a cada nova doação, cujo endereço eletrônico, bem como a 
identificação da instituição arrecadadora, devem ser informados à Justiça Eleitoral, na forma por ela 
fixada. 
✓ Emissão obrigatória de recibo de comprovação para cada doação realizada, sob a responsabilidade da 
entidade arrecadadora. 
✓ Envio imediato para a Justiça Eleitoral, na forma por ela estabelecida, e para o candidato de todas as 
informações relativas à doação. 
✓ Ampla ciência a candidatos e leitores acerca das taxas administrativas a serem cobradas pela realização 
do serviço. 
✓ Não incidência em quaisquer das hipóteses de fontes vedadas. 
✓ Observância do calendário eleitoral para arrecadação de recursos. 
✓ Movimentação de recursos captados na conta bancária destinada ao recebimento de doações para 
campanha. 
✓ Observância dos dispositivos da legislação eleitoral relacionados à propaganda na internet. 
 
• Para a comercialização de bens e/ou serviços e/ou a promoção de eventos que se destinem a arrecadar 
recursos para a campanha eleitoral, o partido ou o candidato deve: 
✓ Comunicar a sua realização, formalmente e com antecedência mínima de 05 dias úteis, à Justiça Eleitoral, 
que poderá determinar a sua localização. 
✓ Manter à disposiçãoda Justiça Eleitoral a documentação necessária à comprovação de sua realização e 
de seus custos, despesas e receitas obtidas. 
 
➢ Doações realizadas por pessoas físicas para campanhas eleitorais: 
• Pessoas físicas podem fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para campanhas eleitorais. 
• As doações deverão ser limitadas a 10% (dez por cento) dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no 
ano anterior à eleição. 
• Doação de quantia acima do referido limite sujeita o infrator ao pagamento de multa no valor de até 100% 
(cem por cento) da quantia em excesso. 
• Doação pela internet: 
✓ Mediante recibo preenchido em formulário eletrônico. 
✓ Pode se dar por meio de cartão de crédito, atendidos os requisitos de identificação do doador e de emissão 
de recibo eleitoral. 
✓ Fraudes ou erros cometidos pelo doador sem conhecimento de candidatos, partidos ou coligações não 
ensejarão a responsabilidade destes nem a rejeição de suas contas eleitorais. 
✓ Doadores poderão ceder bens móveis ou imóveis ou prestar serviços próprios no valor de até R$ 40.000,00 
(quarenta mil reais) a candidato, partido ou coligação, independentemente do limite de doações anuais de 
pessoas físicas. 
✓ São dispensados de comprovação na prestação de contas: 
o Cessão de automóvel de propriedade do candidato, do cônjuge e de seus parentes até o terceiro grau para 
seu uso pessoal durante a campanha. 
o Cessão de bens móveis limitada ao valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) por pessoa cedente. 
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o Doações estimáveis em dinheiro entre candidatos ou partidos, decorrentes do uso comum tanto de sedes 
quanto de materiais de propaganda eleitoral, cujo gasto deverá ser registrado na prestação de contas do 
responsável pelo pagamento da despesa. 
✓ Doações financeiras devem ser comprovadas obrigatoriamente por meio de documento bancário que 
identifique o CPF/CNPJ dos doadores, sob pena de configurar o recebimento de recursos de origem não 
identificada. 
✓ Doação por cartão de crédito: recibo eleitoral deve ser emitido no ato da doação, sendo cancelado em caso 
de estorno, de desistência ou de não confirmação da despesa do cartão. 
✓ O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o total de 10% (dez por cento) dos limites 
previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer. 
✓ Doações financeiras de valor igual ou superior a R$ 1.064,00 (mil e sessenta e quatro reais) só podem ser 
realizadas por meio de transferência eletrônica entre as contas bancárias do doador e do beneficiário da 
doação ou por meio de cheque cruzado e nominal. – art. 21, §1º, da Res. TSE 23.607/19. 
✓ Valores que caracterizem sobras de campanha, ainda que pertençam ao patrimônio pessoal, devem ser 
destinados ao partido político. Sobra é sobra, não importa a origem. Precisa ser devolvida ao partido. 
✓ Doação por pessoa física estrangeira: Segundo TSE, não configura, por si só, uma fonte vedada. Somente 
há irregularidade quando há elementos do caso concreto que indiquem a origem estrangeira do recurso 
doado. 
 
➢ Os gastos advocatícios e de contabilidade referentes a consultoria, assessoria e honorários, relacionados à 
prestação de serviços em campanhas eleitorais e em favor destas, bem como em processo judicial 
decorrente de defesa de interesses de candidato ou partido político, não estão sujeitos a limites de gastos 
ou a limites que possam impor dificuldade ao exercício da ampla defesa. 
 
➢ Gastar recursos acima dos limites estabelecidos obriga os responsáveis ao pagamento de multa no valor 
equivalente a 100% (cem por cento) da quantia que exceder o limite estabelecido, a qual deverá ser 
recolhida no prazo de 5 duas úteis contados da intimação da decisão, podendo os responsáveis 
responderem por abuso do poder econômico, conforme procedimento previsto no art. 22 da LC 64/90, sem 
prejuízo de outras sanções cabíveis. 
 
➢ Receitas vedadas a candidatos e a partidos políticos em campanha eleitoral – art. 24 da Lei das Eleições. 
RECEITAS VEDADAS A CANDIDATOS E A PARTIDOS POLÍTICOS EM CAMPANHA 
ELEITORAL 
Partidos e candidatos não poderão receber, direta ou indiretamente, inclusive por meio de 
publicidade de qualquer espécie, doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro das seguintes 
pessoas: 
• Entidade ou governo estrangeiro; 
• Órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos provenientes 
do poder público; 
• Concessionário ou permissionário de serviço público; 
• Entidade de direito privado que receba, na condição de beneficiária, contribuição compulsória em 
virtude de disposição legal; 
• Entidade de utilidade pública; 
• Entidade de classe ou sindical; 
• Pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior; 
• Entidades beneficentes e religiosas; 
• Entidades esportivas; 
• Organizações não governamentais que recebam recursos públicos; 
• Organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP). 
* Cooperativas cujos cooperados não sejam concessionários ou permissionários de serviços públicos, desde que não estejam sendo 
beneficiadas com recursos públicos, podem fazer doações, limitadas a 2% (dois por cento) do faturamento bruto no ano anterior. 
* Candidato ou partido que receber recursos oriundos de fontes vedadas ou de origem não identificada deverá proceder à devolução 
dos valores recebidos ou, não sendo possível a identificação da fonte, transferi-los para a conta única do Tesouro Nacional. 
 
➢ Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC): 
 
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• Foi criado por meio da reforma eleitoral ocorrida em 2017 (Lei 13.487/2017); 
• Trata-se de um fundo de recursos públicos criados para abastecer os partidos políticos no financiamento 
de campanhas eleitorais. 
• Art. 16-C da Lei das Eleições - O FEFC é constituído por dotações orçamentárias da União em ano 
eleitoral, em valor equivalente: ao definido pelo TSE, a cada eleição, com base nos parâmetros legais; e ao 
percentual do montante total dos recursos da reserva específica a programações decorrentes de emendas 
de bancada estadual impositiva, que será encaminhado no projeto de lei orçamentária anual. 
• Os recursos do FEFC que não forem utilizados nas campanhas eleitorais deverão ser devolvidos ao 
Tesouro Nacional, integralmente, no momento da apresentação da respectiva prestação de contas. 
• Critérios de distribuição entre os partidos políticos dos recursos do FEFC para o primeiro turno das 
eleições: 
✓ 2% (dois por cento), divididos igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no TSE; 
✓ 35% (trinta e cinco por cento), divididos entre os partidos que tenham pelo menos um representante na 
Câmara dos Deputados, na proporção do percentual de votos por eles obtidos na última eleição geral para 
a Câmara dos Deputados; 
✓ 48% (quarenta e oito por cento), divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes 
na Câmara dos Deputados, consideradas as legendas dos titulares; (§3º - [...] ressalvados os casos dos 
detentores de mandato que migraram em razão de o partido pelo qual foram eleitos não ter cumprido os requisitos 
previstos no § 3º do art. 17 da Constituição Federal.) 
✓ 15% (quinze por cento), divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado 
Federal, consideradas as legendas dos titulares. (§4º - [...] bem como os Senadores filiados ao partido que, na 
data da última eleição geral, encontravam-se no 1º (primeiro) quadriênio de seus mandatos.) 
 
• Por meio de resolução (Res. 23.568/2018), o TSE estabeleceu que na distribuição dos recursos do FEFC 
devem se observar os percentuais mínimos de candidatura por gênero, conforme determinado pelo STF 
no julgamento da ADI nº 5.617. 
• Art. 17 da Resolução 23.607/2019 – inexistindo candidatura própria ou em coligação nacircunscrição, é 
vedado o repasse dos recursos do FEFC para outros partidos políticos ou candidaturas desses mesmos 
partidos. 
• TSE entende que é possível usar a verba do FEFC para pagamento de fiscais partidários que atuem nas 
seções eleitorais no dia da eleição. 
• Resolução 23.605/19 dá diretrizes para a gestão e para distribuição dos recursos do FEFC. 
• Federação: no caso de os partidos comporem federação, os recursos do FEFC serão distribuídos aos 
diretórios nacionais na proporção do direito de cada um dos partidos que integram a federação. 
• Distribuição de Fundo Partidário e de FEFC com base em candidaturas negras – os votos dados a 
candidatas ou candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas de 2022 a 2030 
serão contados em dobro para fins de distribuição dos recursos. Essa contagem em dobro se aplicará 
apenas 1 vez. (Res. TSE 23.664/21) 
 
➢ Prestação de contas nas campanhas eleitorais: 
• Conteúdo previsto nos arts. 28 a 32 da Lei das Eleições. 
• Não mais existem as figuras dos chamados comitês financeiros de campanhas das eleições proporcionais. 
• Prestação de contas dos candidatos às eleições majoritárias: serão feitas pelo próprio candidato, sendo 
acompanhadas dos extratos das contas bancárias referentes à movimentação de recursos financeiros 
usados na companha e da relação de cheques recebidos, com indicação dos números, valores e emitentes. 
• Prestação de contas dos candidatos às eleições proporcionais: também serão feitas pelo próprio candidato. 
• Prazo para apresentação da prestação de contas: 
✓ Os candidatos deverão encaminhar as prestações de contas finais até o 30º dia posterior à realização das 
eleições. 
✓ Se houver segundo turno, candidatos que o disputarem deverão encaminhar as prestações de contas, 
relativas aos dois turnos de campanha, até o 20º dia posterior à sua realização. Quem não for disputar 
segundo turno, precisa apresentar a prestação de contas normalmente até o 30º dia posterior ao primeiro 
turno. 
 
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• É importante lembrar que os prazos acima se referem à apresentação das prestações de contas finais. Os 
partidos, “coligações” e candidatos têm ainda o dever de apresentar relatórios parciais (prestação de contas 
parcial) referentes à arrecadação e aos gastos dos recursos na campanha. Havendo atraso na apresentação 
da prestação de contas parcial, de acordo com o TSE, tal fato não enseja desaprovação automática das 
contas de campanha, devendo-se analisar as justificativas e consequências da irregularidade. 
• O não cumprimento dos prazos para apresentação da prestação de contas impede a diplomação dos eleitos, 
enquanto perdurar o atraso. 
• TSE entente que candidato que renuncia, desiste ou, de qualquer forma, é impedido de prosseguir na sua 
campanha (por exemplo, tem o registro indeferido pela JE), deverá também prestar contas em relação ao 
período em que participou do processo eleitoral, no prazo de 30 dias após a realização da eleição, sob pena 
de não obter quitação eleitoral. 
• Se o candidato falecer, a obrigação de prestar as contas referente ao período em que realizou campanha 
será de responsabilidade de seu administrador financeiro ou, na sua ausência, no que for possível, da 
respectiva direção partidária. 
 
• Sistema simplificado de prestação de contas: art. 28, § 8º e seguintes, da Lei das Eleições e art. 62 da Res. 
23.607/2019 do TSE. Trata-se de uma análise informatizada e simplificada da prestação de contas. Aplica-
se a: 
✓ Candidatos que apresentarem movimentação financeira correspondente, no máximo, ao valor de R$ 
20.000,00 (vinte mil reais), atualizado pelo INPC. 
✓ Eleições para prefeito e vereador em municípios com menos de 50 mil eleitores. (ATENÇÃO: Não são 
habitantes!!!) 
*Poderão ser submetidas ao exame simplificado as contas dos candidatos não eleitos. 
 
• Os valores transferidos pelos partidos políticos oriundos de doações serão registrados na prestação de 
contas dos candidatos como transferência dos partidos e, na prestação de contas anual dos partidos, como 
transferência a candidatos. 
 
• Limites em relação ao total de gastos de campanha: 
✓ Alimentação de pessoal que presta serviços às candidaturas ou aos comitês eleitorais – 10% 
✓ Aluguel de veículos automotores – 20% 
 
• Não são consideradas gastos eleitorais e não se sujeitam à prestação de contas as seguintes despesas de 
natureza pessoal do candidato: (Tal desconsideração só ocorre se os recursos usados forem privados. Se tais despesas forem 
pagas com recursos públicos, estarão sujeitas à fiscalização pela Justiça Eleitoral.) 
✓ Combustível e manutenção de veículo automotor usado pelo candidato na campanha; 
✓ Remuneração, alimentação e hospedagem do condutor do veículo usado pelo candidato em campanha; 
✓ Alimentação e hospedagem própria; 
✓ Uso de linhas telefônicas registradas em seu nome como pessoa física, até o limite de 3 linhas. 
 
• Qualquer eleitor poderá realizar gastos, em apoio a candidato, até a quantia equivalente a mil UFIR, não 
sujeitos a contabilização, desde que não sejam reembolsados. 
• Partidos, “coligações” e candidatos são obrigados, durante as campanhas eleitorais, a divulgar em site 
criado pela JE na internet: 
✓ Os recursos em dinheiro recebidos para financiamento de sua campanha eleitoral em até 72 horas de seu 
recebimento. 
✓ No dia 15 de setembro, relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário, os recursos em 
dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados. 
 
• É obrigatória a constituição de advogado para a prestação de contas. 
• São obrigados a prestar contas: 
✓ O candidato; 
✓ Os órgãos partidários, ainda que constituídos sob forma provisória: nacionais, estaduais, distritais e 
municipais. 
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➢ Verificação da regularidade das contas pela Justiça Eleitoral: 
• A decisão sobre a regularidade das contas poderá ser dos seguintes tipos: art. 30 da Lei das Eleições. 
✓ Aprovação das contas: quando as contas estiverem regulares. 
✓ Aprovação das contas com ressalvas: quando são verificadas falhas que não comprometem a regularidade. 
✓ Desaprovação das contas: quando verificadas falhas que comprometam a regularidade das contas. 
✓ Não prestação das contas: quando não apresentadas as contas após notificação emitida pela JE, na qual 
constará a obrigação expressa de prestar contas no prazo de 72 horas. 
 
• Erros formais e materiais que são corrigidos ou irrelevantes no conjunto da prestação de contas não 
comprometem o seu resultado, não autorizando a rejeição das contas, nem a cominação de sanções a 
candidatos ou partidos políticos. 
• A decisão que julgar as contas será publicada em sessão até 03 dias antes da diplomação. 
• Da decisão que julgar as contas caberá recurso no prazo de 03 dias ao órgão superior da JE, a contar da 
publicação da decisão no diário oficial. 
• Decisão que julga as contas como não prestadas acarreta: 
✓ Ao candidato: o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral até o fim da legislatura, persistindo 
os efeitos da restrição após esse período até a efetiva apresentação das contas; 
✓ Ao partido: perda do direito ao recebimento da quota do Fundo Partidário e do FEFC; e suspensão do 
restrito ou anotação do órgão partidário, após decisão, com trânsito em julgado precedida de processo 
regular que assegure ampla defesa. 
• Até 180 dias após a diplomação, candidatos e partidos deverão conservar a documentação atinente às suas 
contas. Caso as contas ainda estejam pendentes de julgamento, após este prazo de 180 dias, a 
documentação deve ser guardada até a decisão final. 
 
➢ Representação do art. 30-A da Lei das Eleições: 
• Diante de irregularidade na arrecadação e nos gastos de recursos na campanha, poderá ser movida Ação 
por Captação e Gastos ilícitosde recursos - art. 30-A da Lei das Eleições. 
• Possui o mesmo procedimento previsto para AIJE – Art. 22 da LC 64/90; 
• Qualquer partido ou “coligação” poderá representar à JE no prazo de 15 dias da diplomação, relatando 
fatos e indicando provas sobre a arrecadação ou os gastos. 
• Comprovados os ilícitos, será negado o diploma ao candidato ou cassado se já houver sido diplomado. 
• Para o TSE, é necessária a prova sobre a relevância jurídica do ilícito praticado pelo candidato, ainda que 
não haja potencialidade de dano ao pleito eleitoral, ou seja, ainda que o ilícito não tenha o potencial de 
alterar o resultado das eleições. 
 
➢ Sobras de campanha: 
• Art. 31 da Lei das Eleições. 
• Se houver, após o fim da campanha, sobras de recursos arrecadados, estas devem ser declaradas na 
prestação de contas final e, após julgados todos os possíveis recursos, transferidas ao partido político: 
✓ no caso de candidato a Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador, esses recursos deverão ser transferidos para o 
órgão diretivo municipal do partido na cidade onde ocorreu a eleição, o qual será responsável exclusivo 
pela identificação desses recursos, sua utilização, contabilização e respectiva prestação de contas perante 
o juízo eleitoral correspondente; 
✓ no caso de candidato a Governador, Vice-Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual 
ou Distrital, esses recursos deverão ser transferidos para o órgão diretivo regional do partido no Estado 
onde ocorreu a eleição ou no Distrito Federal, se for o caso, o qual será responsável exclusivo pela 
identificação desses recursos, sua utilização, contabilização e respectiva prestação de contas perante o 
Tribunal Regional Eleitoral correspondente; 
✓ no caso de candidato a Presidente e Vice-Presidente da República, esses recursos deverão ser transferidos 
para o órgão diretivo nacional do partido, o qual será responsável exclusivo pela identificação desses 
recursos, sua utilização, contabilização e respectiva prestação de contas perante o Tribunal Superior 
Eleitoral; 
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• O órgão diretivo nacional do partido não pode ser responsabilizado nem penalizado pelo descumprimento 
das normas do art. 31 por parte dos órgãos diretivos municipais ou regionais. 
• De acordo com o TSE, recursos próprios de candidato usados na campanha e que configurem sobra de 
campanha, mesmo sendo de origem de patrimônio pessoal, devem ser destinados ao partido político. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PESQUISAS ELEITORAIS E PROPAGANDA POLÍTICA 
 
➢ Pesquisas eleitorais: 
• Conteúdo previsto nos artigos 33 e seguintes da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições); 
• Há obrigatoriedade, para as entidades e empresas de opinião pública, de registro das pesquisas junto à 
Justiça Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação. O art. 33 ainda elenca as informações que devem ser 
registradas no órgão da Justiça Eleitoral competente para fazer o registro dos candidatos, pela entidade 
ou empresa de opinião pública realizadora da pesquisa: 
✓ Identificação de quem contratou a pesquisa 
✓ Valor e origem dos recursos despendidos no trabalho 
✓ Metodologia e período de realização da pesquisa 
✓ Plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de 
realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro 
✓ Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho em 
campo 
✓ Questionário completo aplicado ou a ser aplicado 
✓ Nome de quem pagou pela realização do trabalho e cópia da respectiva nota fiscal. 
 
• A divulgação da pesquisa sem prévio registro das informações obrigatórias na JE sujeita o responsável à 
multa, em valor definido em resolução específica do TSE para cada eleição. 
• Divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, gerando ao responsável, além do pagamento de 
multa, pena de detenção de seis meses a um ano. 
 
➢ Propaganda política: 
 
• Regulação da propaganda política: Lei 9.096/95 (propaganda partidária) e Lei 9.504/97 (propaganda 
eleitoral). 
• A violação às regras de propaganda política sujeita o responsável pela divulgação da propaganda, e quando 
comprovado o seu prévio conhecimento, o beneficiário da mesma, à multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ 
25.000,00, ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior. 
• A responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de propaganda eleitoral é solidária entre os 
candidatos e os respectivos partidos, não alcançando outros partidos mesmo quando integrantes de uma 
mesma coligação. 
• Princípios da propaganda política: 
✓ Princípio da legalidade – lei federal regula a propaganda por meio de normas de ordem pública, cogentes. 
✓ Princípio da liberdade – o direito de propaganda é livre nos limites da lei. 
✓ Princípio da responsabilidade – a propaganda é de responsabilidade dos partidos políticos e coligações, 
solidários com os candidatos e correligionários, de forma que todos são responsáveis pelos abusos e 
excessos cometidos. 
✓ Princípio da igualdade – todos possuem direito ao acesso à propaganda. 
✓ Princípio da disponibilidade – Os partidos, as coligações e os candidatos podem dispor da propaganda 
política lícita, sendo punível com sanções penais e administrativas as propagandas por ventura ilícitas. 
✓ Princípio do controle judicial da propaganda – A JE possui a competência de aplicar as normas jurídicas 
relacionadas à propaganda política, podendo exercer poder de polícia. 
 
• Espécies de propaganda política: 
✓ A propaganda política é gênero do qual são espécies: propaganda partidária, propaganda intrapartidária 
e propaganda eleitoral. 
✓ Propaganda partidária: Tem como objetivo promover a difusão dos programas partidários; a transmissão 
de mensagens dirigidas aos filiados; e a divulgação da posição dos partidos em relação a temas relevantes. 
A reforma eleitoral do ano de 2017 havia extinguido essa modalidade de propaganda partidária gratuita 
no rádio e na TV, mas tal instituto foi recriado pela Lei 14.291/22. 
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✓ Propaganda intrapartidária: art. 36, §1º da Lei das Eleições. Ao postulante a candidatura a cargo eletivo 
é permitida a realização, na quinzena anterior à escolha pelo partido, de propaganda intrapartidária com 
vista à indicação de seu nome, vedado o uso de rádio, de televisão e de outdoor. 
✓ Propaganda eleitoral: disciplinada nos art. 36 a 59-A da Lei das Eleições. Direcionada para a conquista 
do voto do eleitor. É permitida apenas após o dia 15 de agosto do ano eleitoral. 
 
• Propaganda eleitoral antecipada: art. 36-A e 36-B da Lei das Eleições. 
Art. 36-A. Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a 
menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que 
poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet: 
I - a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou 
debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, observado 
pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico; 
II - a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos políticos, 
para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças 
partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação 
intrapartidária;III - a realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos nomes 
dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-candidatos; 
IV - a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos; 
V - a divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais; 
VI - a realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de veículo ou meio de 
comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias. 
VII - campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade prevista no inciso IV do § 4o do art. 23 desta Lei. 
§ 2o Nas hipóteses dos incisos I a VI do caput, são permitidos o pedido de apoio político e a divulgação da pré-
candidatura, das ações políticas desenvolvidas e das que se pretende desenvolver. 
Art. 36-B. Será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte do Presidente da República, 
dos Presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, de redes de 
radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados 
ou instituições 
Parágrafo único. Nos casos permitidos de convocação das redes de radiodifusão, é vedada a utilização de símbolos 
ou imagens, exceto aqueles previstos no § 1o do art. 13 da Constituição Federal. 
✓ A arrecadação de recursos, até mesmo por meio de crowfunding, não configura propaganda eleitoral 
antecipada vedada. 
✓ TSE entende que se aplicam aos atos de pré-campanha as mesmas proibições impostas durante o período 
eleitoral. Ex: não pode distribuir brindes aos eleitores; impulsionamento eletrônico contratado por pessoa 
natural. 
✓ De acordo com o TSE, discurso de ódio a pré-candidatos em publicação realizada por cidadão comum em 
perfil privado nas redes sociais durante o período pré-eleitoral pode configurar propaganda eleitoral 
antecipada negativa. 
➢ Propaganda eleitoral em geral: 
• Conteúdo disciplinado nos arts. 36 ao 41 da Lei das Eleições. 
• Condutas permitidas e vedadas na propaganda eleitoral: 
 
Condutas permitidas e vedadas na propaganda eleitoral 
Conduta Disciplina legal 
Propaganda eleitoral nos bens cujo uso 
dependa de cessão ou permissão do poder 
público, ou que a ele pertençam, e nos de uso 
comum, inclusive postes de iluminação 
pública e sinalização de tráfego, viadutos, 
passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros 
equipamentos urbanos. 
É vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, 
inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, 
estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados – art. 
37, caput. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art13%C2%A71
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Propaganda em cinemas, clubes, lojas, centros 
comerciais, templos, igrejas, estádios, ainda 
que de propriedade privada. 
Aplica-se a vedação do art. 37, caput, da Lei das Eleições, 
tendo em vista que os referidos bens são considerados de uso 
comum, para fins eleitorais. 
Propaganda eleitoral em bens públicos e 
particulares 
Não é permitida a veiculação de material de propaganda 
eleitoral em bens públicos ou particulares, exceto de: I – 
bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis e que 
não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e 
veículos; II – adesivo plástico em automóveis, caminhões, 
bicicletas, motocicletas e janelas residenciais, desde que não 
exceda a 0,5 m² (meio metro quadrado). 
Propaganda eleitoral nas dependências do 
Poder Legislativo 
Permitida, a critério da Mesa Diretora da Casa – art. 37, §3º. 
Propaganda eleitoral em árvores e jardins 
localizados em áreas públicas 
Proibida – art. 37, §5º. 
Propaganda eleitoral em árvores e jardins 
localizados em áreas privadas 
Proibida – art. 37, §2º. 
Propaganda eleitoral em muros, cercas e 
tapumes divisórios 
Não é permitida a colocação de propaganda de qualquer 
natureza – art. 37, §5º. OBS: A JE, contudo, tem interpretado 
o referido dispositivo admitindo de forma geral a propaganda 
em muros, cercas e tapumes divisórios privados. 
Outdoors É vedada, inclusive em outdoors eletrônicos, sujeitando-se a 
empresa responsável, os partidos, as coligações e os 
candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao 
pagamento de multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ 15.000,00. 
Colocação de mesas para a distribuição de 
material de campanha e bandeiras ao longo de 
vias públicas 
Permitida, desde que móveis e que não dificultem o bom 
andamento do trânsito de veículos e de pessoas. A mobilidade 
está caracterizada com a retirada dos meios de propaganda 
após as 22 horas até as 06 horas da manhã – art. 37, §6º e §7º. 
Distribuição de folhetos, volantes e outros 
impressos editados sob a responsabilidade do 
partido, coligação ou candidato. 
Independe de obtenção de licença municipal e de autorização 
da JE. Todo o material impresso de campanha eleitoral 
deverá conter o número do CNPJ ou CPF do responsável pela 
confecção, bem como de quem a contratou, e respectiva 
tiragem. Adesivos distribuídos poderão ter a dimensão 
máxima de 50 centímetros por 40 centímetros. 
Plotagem de veículos É proibido colar propaganda eleitoral em veículos, exceto 
adesivos micro perfurados até a extensão total do para-brisa 
traseiro e, em outras posições, adesivos de até 0,5 m² - art. 37, 
§2º. Atenção em relação a possível conflito de normas com o 
art. 38, §4º. 
Realização de ato de propaganda em recinto 
aberto ou fechado 
Independe de licença da polícia, mas é necessária a 
comunicação à autoridade policial com, no mínimo, 24 horas 
de antecedência – art. 39. 
Carros de som Permitida até as 22 horas do que antecede às eleições. Deve 
ser observado o limite de oitenta decibéis de nível de pressão 
sonora, medido a 7 metros de distância do veículo, apenas em 
carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões e 
comícios. 
Auto falantes ou amplificadores de som Permitido entre as 08 e as 22 horas, vedada a instalação a 
menos de 200 metros das sedes dos poderes executivo e 
legislativo da união, estados, DF e municípios; tribunais 
judiciais; quartéis e outros estabelecimentos militares; 
hospitais e casas de saúde; escolas; bibliotecas públicas; 
igrejas; teatros em funcionamento. 
Aparelhagem de sonorização fixa em comícios Permitida entre as 08 e as 24 horas. 
Alto falantes, amplificadores de som ou 
promoção de comícios ou carreatas no dia da 
eleição. 
Vedada, constituindo crime punível com detenção de 06 meses 
a 1 ano, com alternativa de prestação de serviços à 
comunidade e multa – art. 39, §5º. 
Boca-de-urna no dia da eleição Vedada, constituindo crime punível com detenção de 06 meses 
a 1 ano, com alternativa de prestação de serviços à 
comunidade e multa – art. 39, §5º. 
 
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Showmício ou evento assemelhado para 
promoção de candidatos, mesmo que o artista 
não venha a ser remunerado 
Vedado – art. 39, §7º. 
Trios elétricos em campanhas eleitorais Vedada, exceto para sonorização dos comícios – art. 39, §10. 
Confecção, utilização, distribuição por comitê, 
candidato, ou com a sua autorização, de 
camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, 
cestas básicas ou quaisquer outros bens ou 
materiais que possam proporcionar vantagem 
ao eleitor 
Vedada – art. 39, §6º. 
Manifestação de preferência do eleitor por 
partido político, coligação ou candidato no dia 
da eleição 
Permitida, desde que revelada exclusivamente por meio de 
uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos, de forma 
individual e silenciosa. 
Uso de vestuário ou objeto que contenha 
propaganda de partido político, coligação oude candidato, no recinto das seções eleitorais 
e juntas apuradoras 
Permitido, salvo para servidores da JE, mesários e 
escrutinadores. Aos fiscais partidários, nos trabalhos de 
votação, só é permitido que, em seus crachás, constem o nome 
a sigla do partido político ou coligação a que sirvam, vedada a 
padronização de vestuário. 
Uso de símbolos, frases ou imagens, associadas 
ou semelhantes às empregadas por órgão de 
governo, empresa pública ou sociedade de 
economia mista. 
Vedada, constituindo crime punível com detenção de 06 meses 
a 01 ano, om a alternativa de prestação de serviços à 
comunidade pelo mesmo período, e multa – art. 40. 
Propaganda eleitoral na imprensa escrita São permitidas, até a antevéspera das eleições, a divulgação, 
na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal 
impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por 
veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço 
máximo, por edição de 1/8 de página de jornal padrão e ¼ de 
página de revista ou tabloide. Pode ser propaganda paga e é 
mais flexível do que nos demais meios de comunicação. 
Propaganda eleitoral no rádio e na TV Restrita ao horário eleitoral gratuito e aos debates eleitorais, 
vedada a propaganda paga. Disciplinada nos arts. 44 a 57 da 
Lei das Eleições. 
TSE entende que a distribuição do tempo de propaganda 
eleitoral no rádio e na TV deve observar os percentuais 
mínimos de candidatura por gênero. 
Há vedações importantes às emissoras de rádio e TV no caput 
do art. 45: 
Art. 45. Encerrado o prazo para a realização das 
convenções no ano das eleições, é vedado às emissoras de 
rádio e televisão, em sua programação normal e em seu 
noticiário: 
I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista 
jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer 
outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que 
seja possível identificar o entrevistado ou em que haja 
manipulação de dados; 
II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio 
ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem 
candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular 
programa com esse efeito; 
III - veicular propaganda política ou difundir opinião 
favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus 
órgãos ou representantes; 
IV - dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou 
coligação; 
V - veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou 
qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou 
partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto 
programas jornalísticos ou debates políticos; 
VI - divulgar nome de programa que se refira a 
candidato escolhido em convenção, ainda quando 
preexistente, inclusive se coincidente com o nome do 
candidato ou com a variação nominal por ele adotada. Sendo 
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o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida 
a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo 
registro. 
Art. 45, §1º - A partir de 30 de junho do ano da eleição, é 
vedado, ainda, às emissoras transmitir programa 
apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no 
caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição da 
multa prevista no § 2o e de cancelamento do registro da 
candidatura do beneficiário. 
Propaganda eleitoral na internet Permitida após 15 de agosto do ano da eleição, sempre de 
forma gratuita, em sítio de candidato, partido ou coligação, 
com endereço eletrônico comunicado à JE, em provedor de 
serviço de internet estabelecido no Brasil. Também é 
permitida a propaganda por meio de blogs, redes sociais, sítios 
de mensagens instantâneas e assemelhados e e-mails. 
Vedam-se o anonimato e a veiculação de propaganda em sítios 
de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, ou sítios 
oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da 
administração pública direta ou indireta da União, estados, 
DF e municípios. É permitido o impulsionamento pago de 
propaganda eleitoral na internet, exceto no dia da eleição, 
desde que financiado por partido, coligação ou candidato. 
Atenção aos crimes previstos nos §1º e §2º do art. 57-H, 
referentes ao combate à profissionalização dos ataques à 
honra ou à imagem de candidatos. 
Possibilidade de solidariedade entre o provedor de conteúdo e 
de serviços multimídia que hospeda a divulgação da 
propaganda eleitoral de candidato, partido ou coligação, no 
que tange à imputação de penalidades previstas na lei, se, no 
prazo determinado pela JE, contado a partir da notificação da 
decisão sobre a existência da propaganda irregular, não tomar 
as providências para a cessão da irregularidade (art. 57-F). 
Propaganda eleitoral dos candidatos a vice e a 
suplentes de senador 
Na propaganda dos candidatos a cargo majoritário deverão 
constar, também, os nomes dos candidatos a vice ou a 
suplentes de senador, de modo claro e legível, em tamanho 
não inferior a 30% (trinta por cento) do nome do titular. – art. 
36, §4º da Lei das Eleições. 
Fonte: NETO, Jaime Barreiros. Direito Eleitoral. 12ª ed. São Paulo: Editora Juspodivm, 2022. 
 
• As representações por propaganda eleitoral irregular em rádio, TV e internet tramitarão 
preferencialmente em relação aos demais processos em curso na JE. Tais reclamações ou representações 
tramitarão de acordo com o disposto no art. 96 da Lei das Eleições. 
 
• Poder de polícia: em face da propaganda eleitoral, será realizado pelos juízes eleitorais e pelos juízes 
designados pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Tal poder se restringe às providências necessárias para 
inibir práticas ilegais, vedada a censura prévia sobre o teor de programas a serem exibidos na televisão, 
no rádio ou na interne – art. 41, §1º e §2º da Lei das Eleições. 
 
• Debates eleitorais no rádio e na TV: Art. 46 da Lei das Eleições. 
✓ Independentemente da veiculação de propaganda eleitoral gratuita no horário definido nesta Lei, é 
facultada a transmissão por emissora de rádio ou televisão de debates sobre as eleições majoritária ou 
proporcional, assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação no Congresso 
Nacional, de, no mínimo, cinco parlamentares, e facultada a dos demais. 
✓ Será admitida a realização de debate sem a presença de candidato de algum partido, desde que o veículo 
de comunicação responsável comprove havê-lo convidado com a antecedência mínima de setenta e duas 
horas da realização do debate. 
✓ É vedada a presença de um mesmo candidato a eleição proporcional em mais de um debate da mesma 
emissora. 
 
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Eleições majoritárias Eleições proporcionais 
A apresentação dos debates poderá ser feita: 
a) em conjunto, estando presentes todos os 
candidatos a um mesmo cargo eletivo; 
b) em grupos, estando presentes, no mínimo, três 
candidatos; 
 
Os debates deverão ser organizados de modo que 
assegurem a presença de número equivalente de 
candidatos de todos os partidos a um mesmo cargo eletivo 
e poderão desdobrar-se em mais de um dia, respeitada a 
proporção de homens e mulheres. 
 
• Horário eleitoral gratuito: art. 47 e seguintes da Lei das Eleições. 
 
✓ Ocorre nos trinta e cinco dias anteriores à antevéspera das eleições, no caso do primeiro turno. 
✓ Havendo segundo turno, inicia a partir da sexta-feira seguinte à realização do primeiro turno e até a 
antevéspera da eleição. É dividido em dois blocos diários de 10 minutos para cada eleição, tendo os blocos 
início às sete e as doze horas, no rádio, e às treze e às vinte horas e trinta minutos, na TV. 
 
✓ Distribuição do horário entre todos os partidos e coligações que tenham candidato: 
- 90% (noventa por cento) distribuídos proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos 
Deputados, considerado, no caso de coligação para as eleições majoritárias, o resultado da soma do número 
derepresentantes dos 6 (seis) maiores partidos que a integrem; 
- 10% (dez por cento) distribuídos igualitariamente. 
- Ocorrendo segundo turno, o tempo de cada período diário de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na 
TV será dividido igualitariamente entre os candidatos. 
 
✓ No primeiro turno, as emissoras de rádio e de TV e os canais de assinatura mencionados no art. 57 
reservarão 70 minutos diários para a propaganda eleitoral gratuita, a serem usados em inserções de 30 
(trinta) e 60 (sessenta) segundos, a critério do respectivo partido ou coligação, assinadas obrigatoriamente 
pelo partido ou coligação, e distribuídas, ao longo da programação veiculada entre as 5 e as 24 horas. A 
distribuição levará em conta os blocos de audiência entre as 5 e as 11 horas, as 11 e as 18 horas, e as 18 e 
as 24 horas. No segundo turno, as emissoras e canais reservarão, por cargo em disputa, 25 minutos para 
serem usados em inserções de 30 (trinta) e de 60 (sessenta) segundos. 
 
✓ Do horário eleitoral gratuito e das inserções, poderão participar, apoiando candidatos, qualquer cidadão 
não filiado a partido político e qualquer indivíduo filiado ao partido do candidato ou partido coligado. É 
vedada a participação de pessoa filiada a partido não coligado formalmente. No segundo turno, não será 
permitida a participação de filiado a partido que tenha formalizado apoio a outro candidato. 
 
✓ Punição de retirada de tempo de propaganda eleitoral: De acordo com o art. 55, parágrafo único da Lei 
das Eleições, o tempo correspondente à punição sofrida por partido ou coligação decorrente de decisão da 
Justiça Eleitoral que retira tempo de propaganda eleitoral deverá ser cumprido após o programa dos 
demais candidatos com a informação de que a não veiculação do programa resulta de infração da lei 
eleitoral. 
 
 
• Direito de resposta: 
✓ O art. 58 da Lei das Eleições determina que a partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado 
o direito de resposta a candidato, partido ou coligação atingidos, ainda que forma indireta, por conceito, 
imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, difundidos por 
qualquer veículo de comunicação social, nos seguintes prazos a contar da ofensa: 
- 24 horas: quando a ofensa se der em horário eleitoral gratuito. 
- 48 horas: quando a ofensa se der em programação normal das emissoras de rádio e de TV. 
- 72 horas: quando a ofensa se der em imprensa escrita. 
✓ O procedimento relacionado ao direito de resposta varia de acordo com o meio de comunicação em que a 
ofensa aconteceu, conforme previsão do art. 58, §3º. 
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✓ Direito de resposta em caso de ofensa promovida na internet: o ofendido ou seu representante legal poderá 
pedir o exercício do direito de resposta à JE, a qualquer tempo, quando se tratar de conteúdo que esteja 
sendo divulgado na internet ou em 72 horas após a sua retirada. 
✓ Caso a ofensa ocorra em momento que inviabilize a reparação nos prazos apresentado acima, a resposta 
será divulgada em horários a serem determinados pela JE, ainda que nas 48 horas anteriores ao pleito. 
✓ Os pedidos de direito de resposta tramitarão preferencialmente em relação aos demais processos em curso 
na JE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ORGANIZAÇÃO DAS ELEIÇÕES, GARANTIAS ELEITORAIS E DIPLOMAÇÃO DOS ELEITOS 
➢ Organização das seções eleitorais: 
 
• As zonas eleitorais são divididas em seções eleitorais, as quais correspondem ao local onde os eleitores 
comparecem para votar. 
• Em cada seção, há uma urna e uma mesa receptora de votos, formada por uma equipe de mesários 
nomeada pelo juiz eleitoral. 
• O art. 117 do Código Eleitoral dispõe que as seções eleitorais devem ter em regra, pelo menos, 50 eleitores 
e no máximo 400 eleitores nas capitais e 300 nas demais localidades. Por outro lado, o art. 84 da Lei das 
Eleições estabelece que cabe à JE fixar o número de eleitores por seção, podendo ser estabelecido um 
número de eleitores além do limite máximo permitido pelo Código Eleitoral, conforme juízo de 
conveniência e oportunidade da JE. 
• As seções devem funcionar, preferencialmente, em edifícios públicos. O uso de edifícios particulares é a 
exceção. 
• Até 60 dias antes das eleições, o juiz eleitoral designará os locais de votação onde irão funcionar as mesas 
receptoras, sendo vedada a escolha de locais que sejam de propriedade de candidatos, de membros de 
diretórios ou de delegados de partidos políticos ou de coligação, autoridade judicial ou cônjuges e parentes 
consanguíneos, por adoção ou afins, até o 2º grau, de candidato. 
• São proibidas seções eleitorais em propriedades rurais privadas. 
• Divulgados os locais de votação, inicia o prazo de 03 dias para impugnação, contados da publicação, sendo 
legitimados para impugnar os locais de votação os partidos políticos, as coligações e o Ministério Público 
Eleitoral. 
• O eleitor é quem escolhe, no momento de seu alistamento, o local de votação de preferência, a partir da 
lista dos locais de votação disponíveis na sua respectiva zona eleitoral. 
• Seções especiais – organizadas para pessoas com deficiência possam utilizar. O número de eleitores das 
seções especiais poderá ser completado por outros eleitores que não estejam com condição de deficiência. 
 
➢ Organização das mesas receptoras de votos: 
 
• Art. 120 do Código Eleitoral – cada mesa receptora de votos é composta de 6 membros: 1 presidente, 1 
primeiro e 1 segundo mesário, 2 secretários e 1 suplente. Res. TSE 23.218/2010 – TSE facultou aos TREs 
a dispensa do segundo secretário e do suplente. Nomeados pelo Juiz Eleitoral 60 dias antes das eleições. 
• Não podem ser nomeados para compor mesas receptoras – art. 120 do Código Eleitoral c/c art. 63, §2º da 
Lei das Eleições: 
✓ Candidatos, seus cônjuges e parentes, ainda que por afinidade até o 2º grau; 
✓ Membros de diretórios de partidos políticos que exerçam função executiva; 
✓ Autoridades e agentes policiais, bem como funcionários no desempenho de cargos de confiança no poder 
executivo; 
✓ Servidores da JE;9 
✓ Eleitores menores de 18 anos de idade. 
 
• Art. 64 da Lei das Eleições – não podem participar da mesma mesa receptora parente em qualquer grau 
ou servidores da mesma repartição pública ou empresa privada. 
• Qualquer partido pode reclamar ao juiz eleitoral, no prazo de 5 dias, da nomeação da mesa receptora, 
devendo a decisão ser proferida em 48 horas. Da referida decisão, caberá recurso ao TRE no prazo de 03 
dias. – art. 63 da Lei das Eleições. 
• Atribuições do presidente da mesa receptora: 
✓ Durante o período de votação, exerce o poder de polícia na sua respectiva seção, podendo até requisitar 
força policial se for necessário. 
✓ É a autoridade superior na seção, devendo zelar pela ordem do pleito, podendo retirar do recinto quem 
não guardar a devida compostura ou estiver praticando ato atentatório à liberdade eleitoral. 
 
9 Só podem compor mesas exclusivamente formadas para recepção de justificativas de ausência de eleitores ao pleito – art. 10, §3º da 
Res. TSE nº 23.218/2010. 
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✓ Somente o juiz eleitoral (nenhuma outra autoridade estranha à mesa) poderá intervir na mesma. 
✓ Forças armadas ficarão a cem metros da seção eleitoral e não poderão se aproximar do local de votação ou 
nela penetrar sem ordem do presidente de mesa. 
 
➢ Sistema eletrônico de votação e de totalização dos votos: 
 
• Conteúdo previsto no art. 59 e seguintes da Lei das Eleições. 
 
• Primeiramente, a urna eletrônica exibe para o eleitor os painéis de votação para os cargos das eleições 
proporcionais e, posteriormente, exibe os painéis relativos aos cargos das eleições majoritárias. Ex.:primeiro se vota para vereador e depois para prefeito. 
 
• No caso da votação para as eleições proporcionais, serão computados para a legenda partidária os votos 
em que não seja possível a identificação do candidato, desde que o número identificador do partido seja 
digitado de forma correta. 
 
• Ao fim da votação, no dia da eleição, a urna eletrônica procederá à assinatura digital do arquivo de votos, 
com aplicação do registro de horário e do arquivo do boletim de urna. 
 
• A votação inicia às 08:00 hrs da manhã e encerra às 17:00 hrs. Se o presidente de mesa constatar, às 17:00 
hrs, a presença de eleitores ainda na fila, deverá distribuir senhas a todos os presentes, solicitando aos 
eleitores da fila a entrega de seus documentos de identificação para que possam ser admitidos a votar. 
 
• Antes de ser iniciada a votação, será emitida a zerésima, um documento que comprova a ausência de votos 
depositados previamente na urna eletrônica. Após o fim da votação, são emitidos os boletins de urna e de 
justificativas e deve ser preenchida a ata. 
 
• Prioridades para votar: 
✓ Candidatos; 
✓ Juízes eleitorais, servidores da JE e pessoas a serviço da JE, promotores eleitorais, policiais militares em 
serviço, fiscais e delegados de partidos políticos ou coligações, idosos, enfermos, gestantes, lactantes e 
pessoas portadoras de necessidades especiais. 
 
• Documentos necessários para o eleitor votar: 
✓ O art. 91-A da Lei das Eleições determina que, além da exibição do título, o eleitor deve apresentar 
documento de identificação com foto. 
✓ Em julgamento de ADI 4467, que discutiu a constitucionalidade da obrigatoriedade de apresentação de 
dois documentos pelo eleitor, o STF decidiu que, para o exercício do direito ao voto, não se exige a 
apresentação de título eleitoral no dia do pleito, mas de qualquer documento oficial com foto. 
 
• Dúvida sobre a identidade do eleitor: 
✓ Havendo impugnação à identidade do eleitor, o presidente da mesa receptora poderá exigir dele a 
apresentação de outros documentos de identificação e interrogar acerca dos dados constantes no título 
eleitoral. 
✓ Persistindo a dúvida, o presidente poderá confrontar a assinatura do título com assinatura feita pelo 
eleitor em sua presença. 
✓ Persistindo ainda a dúvida, o presidente deverá solicitar a presença do juiz eleitoral, que decidirá sobre a 
questão. 
 
• Eleitor não consegue concluir a votação: Se o eleitor se recusar, por qualquer motivo, a votar ou a concluir 
o procedimento de votação ou ficar impedido por fato alheio a sua vontade, o presidente de mesa 
suspenderá a votação do eleitor na urna digitando o comando específico para isso e reterá o comprovante 
de votação do eleitor e consignará em ata, assegurando o exercício do direito de voto até o encerramento 
da votação, caso ainda seja possível realizá-lo. 
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• Voto em trânsito para presidente da república: 
✓ A Lei 12.034/2009 instituiu o art. 233-A no Código Eleitoral – aos eleitores em trânsito no território 
nacional é igualmente assegurado o direito de voto nas eleições para presidente e vice-presidente da 
república em urnas especialmente instaladas nas capitais dos estados e na forma regulamentada pelo 
TSE. 
✓ Com a Lei 13.165/2015, a regra acima foi ampliada para permitir o voto em trânsito de eleitores também 
para pleitos de circunscrição estadual e/ou distrital (governadores, deputados e senadores). O eleitor pode 
votar em trânsito se estiver em qualquer município do estado (no caso das eleições com circunscrição 
estadual) ou do país (no caso das eleições presidenciais), que tenham mais de 100 mil eleitores. 
✓ Para votar em trânsito é necessário que o eleitor se habilite perante a JE no período de até 45 dias da 
data marcada para a eleição, indicando o local em que pretende votar. 
✓ Segundo o TSE: 
- Eleitor que estiver em cidades diferentes nos dois turnos da eleição pode solicitar a habilitação para 
votar em trânsito para cada turno e realizar indicações de cidades distintas; 
- Se a transferência temporária para voto em trânsito ocorrer dentro do mesmo estado do domicílio 
eleitoral, a pessoa poderá votar nas eleições para presidente da república, governador, senador, deputado 
federal e deputado estadual. Se a transferência temporária ocorrer para um município de estado diferente 
do estado de origem, a pessoa poderá votar em trânsito apenas para presidente da república. 
- As pessoas inscritas no exterior, que estiverem no Brasil em trânsito, poderão votar apenas para 
presidente da república. 
- Não é permita a votação em trânsito no exterior. 
 
• Votação por cédulas: 
✓ Aplicada em casos de extrema necessidade, como defeito irrecuperável da urna e a impossibilidade de sua 
substituição. 
✓ Surgindo a necessidade, o juiz eleitoral mandará entregar ao presidente da mesa receptora a urna de lona 
lacrada, lacre para fenda da urna (usado após a votação) e cédulas oficiais amarelas (para eleições 
majoritárias) e brancas (para eleições proporcionais). 
✓ Nesse tipo de votação, o eleitor poderá escrever o número ou o nome do seu candidato de preferência ou 
apenas o número da legenda no caso das eleições proporcionais. 
 
• Nulidades na votação: 
 
✓ O juiz atenderá sempre aos resultados a que a lei eleitoral se dirige, abstendo-se de pronunciar nulidades 
sem demonstração de prejuízo – art. 219 do Código Eleitoral. 
 
VOTAÇÃO NULA 
Art. 220 do Código Eleitoral 
VOTAÇÃO ANULÁVEL 
Art. 221 do Código Eleitoral 
✓ Quando feita perante mesa não nomeada pelo 
juiz eleitoral ou constituída com ofensa à letra 
da lei; 
✓ Quando efetuada em folhas de votação falsas; 
✓ Quando realizada em dia, hora ou local 
diferentes do designado e encerrada antes das 
17:00 horas; 
✓ Quando preterida formalidade essencial do 
sigilo dos sufrágios; 
✓ Quando a seção eleitoral tiver sido localizada 
em local proibido pela legislação. 
✓ Quando houver extravio de documento 
reputado essencial; 
✓ Quando for negado ou sofrer restrição o direito 
de fiscalizar, e o fato constar em ata ou de 
protesto interposto, por escrito, no momento; 
✓ Quando votar eleitor excluído por sentença 
não cumprida por ocasião da remessa das 
folhas individuais de votação à mesa, desde 
que haja oportuna reclamação de partido; 
✓ Eleitor de outra seção ou alguém com falsa 
identidade em lugar do eleitor chamado. 
 
✓ A nulidade do ato deverá ser arguida imediatamente, sob pena de preclusão, sempre que possível, salvo 
quando se tratar de motivo de ordem constitucional – art. 223 do Código Eleitoral. 
 
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✓ TSE entende que a cassação de mandato ou do diploma de candidato eleito pelo sistema proporcional em 
ação autônoma pela prática dos ilícitos eleitorais enseja a anulação dos votos recebidos e, 
consequentemente, o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário. Será afastada a incidência do art. 
175, §4º do Código Eleitoral e os votos recebidos pelo candidato cassado não serão aproveitados pelo partido 
pelo qual foi eleito. 
 
 
• Fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação: 
✓ Disciplinado na Resolução 23.673/2021 do TSE. 
Etapas da 
fiscalização 
Entidades 
fiscalizadoras 
Cerimônia de 
geração de 
mídias 
Cerimônia de 
preparação de 
urnas 
Testes feitos 
pelos TREs 
- Durante do 
desenvolvimento, a 
compilação, a 
assinatura digital e a 
lacração dos sistemas 
eleitorais; 
- Durante as 
cerimônias 
destinadas à geração 
de mídias e 
preparação das urnas 
eletrônicas; 
- Durante a 
cerimônia destinada 
à verificação da 
integridade e 
autenticidade dos 
sistemas eleitorais 
instalados no TSE; 
- Na audiência 
destinada à 
verificação dos 
sistemas destinados 
à transmissão de 
Boletins de Urna; 
- Durante os 
procedimentos 
preparatórios para 
realizaçãode teste de 
integridade e no dia 
da votação; 
- Durante o teste de 
integridade das 
urnas; 
- Durante o teste de 
autenticidade dos 
sistemas eleitorais; 
- Após os 
procedimentos de 
totalização das 
eleições. 
- Partidos políticos, 
federações e 
coligações; 
- OAB; 
- MP; 
- Congresso 
Nacional; 
- STF; 
- Controladoria-
Geral da União; 
- Polícia Federal; 
- Sociedade 
brasileira de 
computação; 
- Conselho Federal 
de Engenharia e 
Agronomia; 
- CNJ; 
- Conselho Nacional 
do Ministério 
Público; 
- TCU; 
- Forças Armadas; 
- Confederação 
Nacional da 
Indústria, demais 
integrantes do 
Sistema Indústria e 
entidades 
corporativas 
pertencentes ao 
Sistema S; 
- entidades 
privadas 
brasileiras, sem 
fins lucrativos, com 
notória atuação em 
fiscalização e 
transparência da 
gestão pública, 
credenciadas junto 
ao TSE; 
- Departamentos de 
tecnologia da 
informação de 
universidades 
As entidades 
fiscalizadoras 
poderão verificar a 
integridade e a 
autenticidade do 
Gerenciador de 
Dados, Aplicativos 
e Interface com a 
Urna Eletrônica 
(GEDAI-UE), 
Subsistema de 
Instalação e 
Segurança (SIS) e 
HotSwapFlash 
(HSF). 
- As entidades 
fiscalizadoras 
poderão verificar a 
integridade e 
autenticidade dos 
sistemas eleitorais 
instalados em 
urnas eletrônicas. 
- É feita uma 
verificação por 
amostragem em 
até 3% das urnas 
preparadas, 
escolhidas por 
representantes das 
entidades 
fiscalizadoras 
presentes na 
cerimônia. Podem 
ser escolhidas 
urnas de votação e 
urnas de 
contingência 
(urnas reservadas 
para substituição 
de outras que 
derem problema no 
dia da eleição). 
- Deve ser 
observado o 
mínimo de 1 urna 
por município para 
cada zona eleitoral 
nas eleições 
municipais e 1 
urna por zona 
eleitoral nas 
eleições gerais. 
- Os TREs 
realização dois 
tipos de testes por 
amostragem no 
dia da votação. 
- Teste de 
Integridade das 
Urnas 
Eletrônicas, em 
ambiente 
controlado, em 
cada unidade da 
Federação, em 
local público e 
com expressiva 
circulação de 
pessoas, 
designado pelo 
TRE, no mesmo 
dia e horário da 
votação oficial, 
em ambos os 
turnos. 
- Verificação de 
autenticidade e 
integridade dos 
sistemas 
instalados nas 
urnas, em cada 
unidade da 
Federação, nas 
seções eleitorais 
escolhidas ou 
sorteadas. 
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credenciadas junto 
ao TSE. 
 
➢ Justificativa de não comparecimento à eleição: 
 
• Quando brasileiros natos ou naturalizados, alfabetizados, maiores de 18 e menores de 70 anos de idade 
não comparecem à votação ocorre uma não quitação das obrigações eleitorais, o que pode gerar algumas 
sanções, além do pagamento de multa, previstas no art. 7º, §1º do Código Eleitoral: 
✓ Vedação à inscrição em concurso ou prova para cargo ou função pública, bem como a investidura e posse 
nos mesmos; 
✓ Proibição de recebimento de vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego 
público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e 
sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço 
público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição; 
✓ Vedação à participação em concorrência pública ou administrativa da União, estados, territórios, DF ou 
municípios, ou das suas respectivas autarquias; 
✓ Proibição de obtenção de empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas 
federais ou estaduais, institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento 
de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar 
contratos; 
✓ Vedação para a obtenção de passaporte ou carteira de identidade; 
✓ Proibição de renovação de matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; 
✓ Vedação à prática de qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda. 
 
• Se o eleitor apresentar justificativa da ausência no pleito não incorrerá nas referidas sanções e estará 
quite com as suas obrigações eleitorais. 
• Eleitor no Brasil – poderá justificar sua ausência no dia da realização do pleito ou, se preferir, até 60 dias 
após, em cartório eleitoral. 
• Eleitor fora do país – terá até 30 dias contados do seu retorno ao país para promover a justificativa. 
• Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de votar em 3 eleições consecutivas, salvo se 
apresentar justificativa para a falta ou se realizar o pagamento de multa. Importante lembrar que cada 
turno do pleito é considerado uma eleição para fins de contagem consecutiva. 
 
➢ Fiscalização das eleições: 
• Partidos políticos, coligações, candidatos, MP e a própria JE realizam a fiscalização. 
• Os partidos fiscalizam as eleições, em todas as suas fases, por meio de fiscais e delegados credenciados 
junto à JE. 
• Fiscal eleitoral – designado por partidos ou coligações; atua junto às mesas receptoras de votos, no dia da 
eleição, podendo apresentar impugnações. Cada partido ou coligação poderá credenciar no máximo 2 
fiscais por seção eleitoral para acompanhar a votação. 
• Delegado de partido – tem atuação mais ampla do que o fiscal; representam o partido junto à JE na defesa 
de diversos interesses, durante o pleito; pode atuar no dia da eleição, inclusive apresentando impugnação 
perante as juntas eleitorais no momento da apuração dos votos. 
 
➢ Cabos eleitorais: 
• São pessoas que trabalham, de forma gratuita ou onerosa, em campanhas eleitorais de candidatos, 
coligações ou partidos. 
 
 
 
 
 
 
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Limites ao número de cabos eleitorais em campanhas 
Prefeito Presidente da 
República e 
Senador 
Governador 
de estado ou 
do DF 
Deputado 
federal 
Deputado 
estadual ou 
distrital 
Vereador 
1% do 
eleitorado por 
candidato em 
municípios com 
até 30.000 
eleitores; 
0,1% por 
candidato em 
municípios com 
maior número 
de eleitores e no 
DF. 
Em cada 
estado, o 
número 
estabelecido 
para o 
município com 
o maior número 
de eleitores. 
Dobro do limite 
estabelecido 
para o 
município com 
maior número 
de eleitores e, 
no DF, até 0,2% 
do eleitorado. 
Na 
circunscrição, 
70% do limite 
estabelecido 
para o 
município com 
o maior número 
de eleitores, e, 
no DF, esse 
mesmo 
percentual 
aplicado sobre o 
limite calculado 
sob a base de 
0,1% do 
eleitorado, 
considerado o 
eleitorado da 
maior região 
administrativa. 
Na 
circunscrição, 
50% do limite 
estabelecido 
para deputados 
federais. 
50% do número 
de contratados 
pelos 
candidatos a 
prefeito 
observado o 
limite de 80% 
do número 
máximo 
permitido para 
contratação de 
cabos eleitorais 
de candidatos a 
deputado 
estadual. 
*Os candidatos a vice e suplentes seguem o mesmo limite dos titulares em razão da unicidade das 
candidaturas. 
 
• São excluídos desses limites acima, os militantes não remunerados, pessoal contratado para apoio 
administrativo e operacional, fiscais e delegados credenciados e os advogados dos candidatos ou dos 
partidos ou coligações. 
 
➢ Garantias eleitorais: 
• Art. 235 do Código Eleitoral – O juiz eleitoral ou o presidente da mesa receptora pode expedir salvo-
conduto com a cominação de prisão por desobediência até 05 dias, em favor do eleitor que sofrer violência, 
moral ou física, na sua liberdade de votar, ou pelo fato de haver votado. Essa medida será válida no período 
entre 72 horas antes até 48 horas depois do pleito. 
• Art. 236 do Código Eleitoral – Nenhuma autoridade poderá, desde 5 dias antes e até 48 horas depois do 
encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de 
sentençacriminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto. 
• Membros das mesas receptoras e os fiscais de partidos, durante o exercício de suas funções, não poderão 
ser, detidos ou presos, salvo o caso de flagrante delito; De igual modo, os candidatos, desde 15 dias antes 
da eleição. 
 
➢ Apuração e proclamação dos resultados: 
• A apuração se inicia tão logo se encerre a votação. 
• Competência para apuração: 
✓ Eleições municipais – Junta eleitoral; 
✓ Eleições federais (deputado federal e senador), estaduais (governador, vice e deputados estaduais) e 
distritais (governador e vide do DF e deputados distritais) – TREs respectivos. 
✓ Eleições presidenciais – TSE. 
• É importante lembrar que, mesmo nas eleições federais, estaduais, distritais e presidenciais, as juntas 
eleitorais possuem papel importante na apuração pois transmitirão os dados apurados nos disquetes 
dessas eleições. Assim, eventuais impugnações às urnas deverão ser feitas às juntas eleitorais. As 
impugnações não recebidas podem ser apresentadas ao TRE em 48 horas, acompanhada da declaração de 
02 testemunhas. 
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• Encerradas as apurações, as instâncias competentes da JE proclamarão os resultados, marcando a data 
da diplomação dos eleitos. 
• A apuração dos votos em urnas de lona: só pode ser iniciada a partir das 17 horas, devendo ser concluída 
até 05 dias após o pleito; fiscais e delegados dos partidos e coligações podem acompanhar e fiscalizar os 
trabalhos; deve ser feita a geração de mídia com os dados recuperados da urna que deu problema para 
que se contabilize os votos até então colhidos antes da interrupção; será usada urna eletrônica (sistema 
de apuração) de forma que cada cédula apurada terá seus votos digitados na urna e o disquete com os 
votos já computados pela urna problemática será inserido na urna do sistema de apuração; Nesse caso, 
será emitida zerésima dessa nova urna para que fique comprovado que não havia votos nela. Após 
digitados todos os votos, será emitido boletim de urna e será feita a transmissão dos votos apurados. 
 
➢ Diplomação: 
• A diplomação é o ato pelo qual a JE, por meio de solenidade própria, concede aos candidatos eleitos o 
diploma e o direito de assumirem e exercerem o respectivo mandato eletivo para o qual foram eleitos. 
• A diplomação ocorre por meio de audiência pública, que pode ser realizada até o dia 19 de dezembro do 
ano da eleição. 
• São diplomados os candidatos e os respectivos suplentes. 
• A cerimônia de diplomação é um ato meramente declaratório, de forma que o candidato que não comparece 
não fica impedido de exercer o cargo, podendo comparecer posteriormente ao órgão competente da JE para 
receber o diploma. 
• Competência para expedição dos diplomas: 
✓ TSE – presidente e vice; 
✓ TREs – governador, vice, deputados federais, deputados estaduais e distritais, senadores e suplentes. 
✓ JUNTA ELEITORAL – prefeito, vice e vereadores. 
 
➢ Posse dos eleitos: 
• EC nº 111/2021 – a partir das eleições de 2026, as datas das posses do presidente da república e dos 
governadores serão 5 e 6 de janeiro, respectivamente. 
"Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 4 (quatro) anos, realizar-se-á no 
primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano 
anterior ao do término do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em 6 de janeiro do ano subsequente, 
observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77 desta Constituição. 
"Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e terá início em 5 de janeiro do ano seguinte ao de 
sua eleição." 
• Demais cargos permanecem com a data normal: Prefeitos e vices – 1º de janeiro; Deputados e Senadores 
– 1º de fevereiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art28.1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art82.0
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Abuso de poder nas eleições, condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas 
eleitorais e combate à violência política contra a mulher 
 
➢ São fatores que caracterizam abuso de poder nas eleições: abuso de poder político; abuso de poder 
econômico e abuso na utilização de meios de comunicação. O abuso de poder configura-se a partir da 
ocorrência de práticas que desestabilizam a normalidade e a legitimidade do processo democrático. 
 
➢ Abuso de poder político ocorre quando a estrutura da administração pública é utilizada em benefício de 
determinada candidatura, para prejudicar a campanha de eventuais adversários ou para coagir servidores 
a aderirem a esta ou àquela candidatura. 
 
➢ Abuso de poder econômico se dá quando candidato utiliza recursos financeiros vedados ou acima dos 
limites permitidos pela legislação, provocando um desequilíbrio no pleito. 
 
➢ Condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais: 
• É considerado agente público aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por 
eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, 
cargo, emprego ou função nos órgãos ou entidades da administração pública direta, indireta ou 
fundacional. 
 
Condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais 
Previsão legal Hipótese de conduta Observações importantes 
Art. 73, I, da Lei das Eleições Cessão ou uso em benefício de candidato, partido 
político ou coligação, de bens móveis ou imóveis 
pertencentes à administração direta ou indireta 
da União, dos estados, do DF, dos territórios e 
dos municípios, exceto a realização de convenção 
partidária. 
Não se enquadra na vedação o uso em 
campanha de transporte oficial pelo 
presidente da república e o uso de 
residências oficiais, pelos candidatos à 
reeleição para os cargos de presidente e 
vice, governador e vice ou prefeito e vice, 
para a realização de reuniões ou contatos 
pertinentes à campanha, desde que não 
tenham caráter público. 
Art. 73, II, da Lei das Eleições Uso de materiais ou serviços, custeados pelos 
governos ou casas legislativas, que excedam as 
prerrogativas consignadas nos regimentos e nas 
normas dos órgãos que integram. 
Segundo o TSE, é possível o fornecimento 
por deputados em ano eleitoral, de 
trabalhos gráficos desde que relativos à 
atividade parlamentar e com obediência 
às normas estabelecidas em ato da mesa, 
vedada sempre qualquer mensagem que 
tenha conotação de propaganda eleitoral. 
Art. 73, III, da Lei das Eleições Ceder servidor público ou empregado da 
administração direta ou indireta federal, 
estadual ou municipal do Poder Executivo, ou 
usar de seus serviços, para comitês de 
campanha eleitoral de candidato, partido 
político ou coligação, durante o horário de 
expediente normal, salvo se o servidor ou 
empregado estiver licenciado. 
Há discussão doutrinária se o inciso 
abrange só o Poder Executivo ou se inclui 
os demais poderes. 
O inciso não veda que o servidor ou 
empregado trabalhe para candidato fora 
do horário de expediente. 
Art. 73, IV, da Lei das Eleições Uso promocional em favor de candidato, partido 
político ou coligação, de distribuição gratuita de 
bens e serviços de caráter social custeados ou 
subvencionados pelo poder público. 
TSE entende que não há proibição de 
prestação de serviço social custeado ou 
subvencionado pelo poder público durante 
o período eleitoral (três meses antes das 
eleições), mas sim o uso para promover 
candidato, partido ou coligação. 
§ 10. No ano em que se realizar eleição, 
fica proibida a distribuição gratuita de 
bens, valores ou benefícios por parte da 
Administração Pública, exceto nos casos 
de calamidade pública, de estado de 
emergência ou de programas(não são habitantes!). 
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considerados os votos em 
branco, os votos nulos e 
as abstenções. 
 
➢ Sistema proporcional: 
 
• Este sistema tem como objetivo a repartição aritmética das vagas de forma a permitir que a 
representação política em um território seja distribuída de maneira proporcional às correntes ideológicas 
ou às correntes de interesses que se refletem nos partidos políticos concorrentes. 
• Comumente, são adotadas duas técnicas para definir a representação proporcional: 
 
Técnica do número uniforme Técnica do quociente eleitoral 
O número de votos correspondentes ao 
preenchimento de uma vaga, em cada 
circunscrição, é um número previamente 
estabelecido por Lei. Tantas vezes esse 
número seja atingido corresponde a tantas 
vagas que serão obtidas. 
É a técnica adotada no Brasil nas eleições 
para deputados e vereadores. Constitui 
operações aritméticas sucessivas até que seja 
obtida a representação proporcional. 
 
• Técnica do quociente eleitoral no Brasil: 
 
Votação no Município de Tucumã: 
 
Total de votos válidos: 2.000.000 (dois milhões) 
Número de cadeiras em disputa para vereador: 200 (duzentas) 
Votos válidos do partido A: 1.550.000 
Votos válidos do partido B: 375.000 
Votos válidos do partido C: 75.000 
 
 
✓ A primeira etapa é determinar o quociente eleitoral: art. 106 do Código Eleitoral 
 
 Número de votos válidos* 2.000.000 
Quociente eleitoral = __________________________________ = ___________ = 10.000. 
 Número de lugares a preencher 200 
 
*Votos válidos – votos distribuídos aos candidatos e às legendas, excluindo-se votos brancos e nulos. 
 
✓ A segunda etapa é determinar o quociente partidário: art. 107 do Código Eleitoral2 
 
 Número de votos válidos dados à legenda ou coligação 
Quociente partidário = ____________________________________________________ 
 Quociente eleitoral 
 
 
 1.550.000 
Quociente partidário do partido A = ___________ = 155 – 155 CADEIRAS 
 10.000 
 
2 Art. 107, CE – Determina-se para cada partido o quociente partidário dividindo-se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos 
dados sob a mesma legenda, desprezada a fração. 
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 + 
 375.000 
Quociente partidário do partido B = ___________ = 37,5 – 37 CADEIRAS 
 10.000 
 + 
 75.000 
Quociente partidário do partido C= ___________= 7,5 – 7 CADEIRAS 
 10.000 
 
 
SOMA DAS CADEIRAS OCUPADAS= 199 CADEIRAS 
 
200 cadeiras a preencher – 199 cadeiras ocupadas = SOBRA DE 1 CADEIRA 
 
✓ Art. 108, CE - Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido que tenham obtido votos 
em número igual ou superior a 10% do quociente eleitoral (exigência de votação nominal mínima), tantos 
quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha 
recebido. 
 
✓ O resultado do quociente partidário comumente não é um número inteiro, mas um número decimal. Se 
um partido obtém quociente partidário = 7,5, estão garantidas sete cadeiras no parlamento, sendo a 
fração 0,5 desprezada, o que desencadeia o surgimento de sobras. 
 
✓ A consequência da existência das sobras é que a soma das cadeiras distribuídas a todos os partidos 
políticos ou coligações não atinge o número total de cadeiras a se distribuir, pelo que será necessário 
redistribuir entre os partidos ou coligações as sobras de cadeiras. No exemplo acima, houve a sobra de 1 
cadeira, que será redistribuída. 
 
✓ A redistribuição das sobras se dará de acordo com os artigos seguintes: 
 
Art. 109. Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em razão da exigência 
de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão distribuídos de acordo com as seguintes 
regras: (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015) 
I - dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido pelo número de lugares por ele 
obtido mais 1 (um), cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher, desde 
que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima; (Redação dada pela Lei 
nº14.211, de 2021) 
Considerando o nosso exemplo: 
Disputa pela sobra de 1 cadeira: 
Partido A: 1.550.000/156 (155 cadeiras + 1) = 9.935,89 
Partido B: 375.000/38 (37 cadeiras + 1) = 9.868,42 
Partido C: 75.000/8 (7 cadeiras + 1) = 9.375 
Nesse caso, o partido A apresentou a maior média (9.935,89), pelo que conquistará a cadeira em sobra 
caso tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art4
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14211.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14211.htm#art1
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II - repetir-se-á a operação para cada um dos lugares a preencher; (Redação dada pela Lei nº 
13.165, de 2015) 
III - quando não houver mais partidos com candidatos que atendam às duas exigências do inciso I 
deste caput, as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias. (Redação 
dada pela Lei nº14.211, de 2021) 
§ 1º O preenchimento dos lugares com que cada partido for contemplado far-se-á segundo a ordem de 
votação recebida por seus candidatos. (Redação dada pela Lei nº14.211, de 2021) 
§ 2º Poderão concorrer à distribuição dos lugares todos os partidos que participaram do pleito, desde 
que tenham obtido pelo menos 80% (oitenta por cento) do quociente eleitoral, e os candidatos que tenham 
obtido votos em número igual ou superior a 20% (vinte por cento) desse quociente. (Redação dada pela 
Lei nº14.211, de 2021) 
 ... 
 Art. 111. Se nenhum partido alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão eleitos, até serem 
preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados. 
 
✓ Frise-se que, com as alterações promovidas pela Lei nº 14.211/2021, nem todos os partidos poderão 
participar da distribuição das sobras, já que é necessário que o partido tenha votos equivalentes a, no 
mínimo, 80% do quociente eleitoral. Ademais, o candidato só será habilitado a ocupar uma das vagas se 
tiver conquistado votos equivalentes a 20% do quociente eleitoral. 
 
• Pelo exposto, verifica-se que, no Brasil, nas eleições para deputados e vereadores adota-se o sistema 
eleitoral proporcional de lista aberta, cabendo aos eleitores definir os nomes dos candidatos que ocuparão 
as vagas que forem conquistas pelos partidos ou coligações partidárias. No sistema proporcional de lista 
fechada, os eleitores votam na legenda e cabe aos partidos definirem previamente à eleição a ordem em 
que os candidatos aparecerão na lista. 
 
 
➢ Sistema misto: 
 
• No mundo, há dois modelos principais de sistema misto: o modelo originado na Alemanha e o modelo 
originado no México. 
• Modelo alemão: combina as regras decisórias do sistema majoritário e do proporcional, dividindo o voto 
em duas partes, de maneira que se elege metade dos deputados por circunscrições e a outra metade por 
meio de listas de base estadual. 
• Modelo mexicano: tem como base predominante o sistemasociais 
autorizados em lei e já em execução 
orçamentária no exercício anterior, casos 
em que o Ministério Público poderá 
promover o acompanhamento de sua 
execução financeira e administrativa. 
§ 11. Nos anos eleitorais, os programas 
sociais de que trata o § 10 não poderão ser 
executados por entidade nominalmente 
vinculada a candidato ou por esse 
mantida. 
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Art. 73, V, da Lei das Eleições Nomear, contratar ou de qualquer forma 
admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou 
readaptar vantagens ou por outros meios 
dificultar ou impedir o exercício funcional e, 
ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar 
servidor público, na circunscrição do pleito, nos 
três meses que o antecedem e até a posse dos 
eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, 
ressalvados: 
a) a nomeação ou exoneração de cargos em 
comissão e designação ou dispensa de funções de 
confiança; 
b) a nomeação para cargos do Poder Judiciário, 
do Ministério Público, dos Tribunais ou 
Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência 
da República; 
c) a nomeação dos aprovados em concursos 
públicos homologados até o início daquele prazo 
(três meses antes das eleições); 
d) a nomeação ou contratação necessária à 
instalação ou ao funcionamento inadiável de 
serviços públicos essenciais, com prévia e 
expressa autorização do Chefe do Poder 
Executivo; 
e) a transferência ou remoção ex officio de 
militares, policiais civis e de agentes 
penitenciários; 
 
 
Art. 73, VI, da Lei das Eleições 
 
Condutas vedadas aos agentes públicos nos 
três meses anteriores ao pleito 
Realizar transferência voluntária de recursos da 
União aos Estados e Municípios, e dos Estados 
aos Municípios, sob pena de nulidade de pleno 
direito, ressalvados os recursos destinados a 
cumprir obrigação formal preexistente para 
execução de obra ou serviço em andamento e 
com cronograma prefixado, e os destinados a 
atender situações de emergência e de 
calamidade pública; (inciso a) 
Com exceção da propaganda de produtos e 
serviços que tenham concorrência no mercado, 
autorizar publicidade institucional dos atos, 
programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos públicos federais, estaduais ou 
municipais, ou das respectivas entidades da 
administração indireta, salvo em caso de grave 
e urgente necessidade pública, assim 
reconhecida pela Justiça Eleitoral; (inciso b) 
Fazer pronunciamento em cadeia de rádio e 
televisão, fora do horário eleitoral gratuito, 
salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, 
tratar-se de matéria urgente, relevante e 
característica das funções de governo; (inciso c) 
 
Segundo o TSE, é vedada, em obras 
públicas, a manutenção de placas que 
possuam expressões ou símbolos 
identificadores da administração de 
candidato a cargo eletivo, 
independentemente do momento do início 
da veiculação ou da autorização para a 
mesma. 
 
Segundo o TSE, veiculação de postagens 
sobre atos, programas, obras, serviços e/ou 
campanhas de órgãos públicos federais, 
estaduais ou municipais em perfil privado 
de cidadão em rede social não se confunde 
com propaganda institucional, não se 
enquadrando na vedação em tela. 
 
De acordo com o §3º do art. 73, as vedações 
dos incisos b e c se aplicam apenas aos 
agentes públicos das esferas 
administrativas cujos cargos estejam em 
disputa na eleição. 
Art. 73, VII, da Lei das Eleições 
 
Empenhar, no primeiro semestre do ano de 
eleição, despesas com publicidade dos órgãos 
públicos federais, estaduais ou municipais, ou 
das respectivas entidades da administração 
indireta, que excedam a 6 (seis) vezes a média 
mensal dos valores empenhados e não 
cancelados nos 3 (três) últimos anos que 
antecedem o pleito 
(Redação dada pela Lei nº 14.356, de 
2022) 
(Vide ADI 7178) 
(Vide ADI 7182) 
Art. 73, VIII, da Lei das Eleições 
 
Fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral 
da remuneração dos servidores públicos que 
exceda a recomposição da perda de seu poder 
aquisitivo ao longo do ano da eleição, a partir do 
início do prazo estabelecido no art. 7º desta Lei 
(início do período de convenções partidárias) e 
até a posse dos eleitos. 
Para o TSE, reestruturação de carreira de 
servidores não se enquadra em revisão 
geral de remuneração, não estando, 
portanto, vedada pelo art. 73 em tela. 
Art. 74 da Lei das Eleições 
 
Configura abuso de autoridade infringir o 
disposto no art. 37, §1º da CF (A publicidade dos 
atos, programas, obras, serviços e campanhas 
O responsável, se candidato, fica sujeito ao 
cancelamento do registro ou do diploma. 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14356.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14356.htm#art3
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6417402
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6418640
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dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, 
informativo ou de orientação social, dela não 
podendo constar nomes, símbolos ou imagens 
que caracterizem promoção pessoal de 
autoridades ou servidores públicos). 
Art. 75 da Lei das Eleições 
 
Nos três meses que antecederem as eleições, na 
realização de inaugurações é vedada a 
contratação de shows artísticos pagos com 
recursos públicos. 
O responsável, se candidato, agente 
público ou não, fica sujeito ao 
cancelamento do registro ou do diploma. 
 
Art. 77 da Lei das Eleições 
 
É proibido a qualquer candidato comparecer, 
nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a 
inaugurações de obras públicas. 
 
 
• O descumprimento do disposto neste artigo acarretará a suspensão imediata da conduta vedada, quando 
for o caso, e sujeitará os responsáveis a multa no valor de cinco a cem mil UFIR. Nos casos de 
descumprimento do disposto nos incisos do caput e no § 10, sem prejuízo do disposto no § 4o, o candidato 
beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma. 
 
➢ Representação prevista no art. 96 da Lei das Eleições – cabível no caso de prática de condutas vedadas 
pelo art. 73 e seguintes da Lei das Eleições. 
 
➢ Captação ilícita de sufrágio: 
• A compra de votos se encontra disciplinada no art. 41-A da Lei das Eleições: 
Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o 
candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal 
de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, 
inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o 
procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990. 
§ 1o Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do 
dolo, consistente no especial fim de agir. 
§ 2o As sanções previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violência ou grave ameaça a pessoa, com 
o fim de obter-lhe o voto. 
§ 3o A representação contra as condutas vedadas no caput poderá ser ajuizada até a data da diplomação. 
§ 4o O prazo de recurso contra decisões proferidas com base neste artigo será de 3 (três) dias, a contar da data da 
publicação do julgamento no Diário Oficial. 
 
• Ao contrário do que ocorre na Ação de Investigação Judicial Eleitoral e na Ação de Impugnação de 
Mandato Eletivo, na Ação por captação ilícita de sufrágio não é preciso restar configurada a potencialidade 
lesiva, que seja capaz de alterar significativamente o resultado das eleições. Basta a compra de um único 
voto para que a captação reste configurada. 
• Se o eleitorse insinuar para a captação, sem que haja a complacência do candidato, não há configuração 
da captação ilícita de sufrágio. 
• A vantagem prometida pode ser de qualquer tipo. Não precisa ser dinheiro propriamente. Pode ser a 
promessa de um emprego ou aumento de prestígio e influência políticos. 
• Promessas genéricas, sem um destinatário específico e conhecido, não caracterizam a captação ilícita de 
sufrágio. 
 
➢ Transporte de eleitores e alimentação – disciplinados na Lei 6.091/74: 
• Transporte: 
✓ Oferecer transporte indevido de eleitores no dia da eleição configura abuso de poder econômico. 
✓ Art. 5º - Nenhum veículo u embarcação poderá fazer transporte de eleitores desde o dia anterior até o 
posterior à eleição, salvo aqueles a serviço da JE, os veículos coletivos de linhas regulares e não fretados, 
os de uso individual do proprietário (para o exercício do próprio voto e de sua família), bem como os veículos 
de aluguel (mototáxi, táxi, etc.). 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp64.htm#art22
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✓ Apenas a JE poderá fornecer transporte gratuito a eleitores, que sejam residentes na zona rural. Tal 
transporte ocorre dentro dos limites do respectivo município e quando a distância entre as zonas rurais e 
as mesas receptoras forem de pelo menos 02 quilômetros. 
✓ 15 dias antes do pleito, a JE fará a divulgação dos percursos e dos horários programados para o transporte 
de eleitores. 
✓ É importante mencionar que a indisponibilidade ou a deficiência de transporte no município, no dia da 
eleição, não exime o eleitor do dever de votar. 
• Alimentação: 
✓ Art. 8º - Apenas a JE poderá, quando for imprescindível, em face da absoluta carência de recursos de 
eleitores da zona rural, fornecer-lhes refeições, correndo, nesta hipótese, as despesas por conta do Fundo 
Partidário. 
✓ Pessoas convocadas para trabalhar nas eleições, tais como mesários, recebem vales-refeições ou dinheiro 
da JE. 
 
➢ Combate à violência política contra a mulher: Lei 14.192/2021. 
• A violência política contra a mulher se configura como toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de 
impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos da mulher. Também configura tal violência 
qualquer distinção, exclusão ou restrição no reconhecimento, gozo ou exercício de seus direitos e de suas 
liberdades políticas fundamentais, em virtude do sexo. 
• A referida lei criou um novo tipo penal – art. 326-B do Código Eleitoral: 
Art. 326-B. Assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata a cargo eletivo ou 
detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça 
ou etnia, com a finalidade de impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o desempenho de seu mandato 
eletivo. 
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço), se o crime é cometido contra mulher: 
I – gestante; 
II – maior de 60 (sessenta) anos; 
III – com deficiência. 
• A referida lei criou um novo inciso no art. 243 do Código Eleitoral: 
Art. 243. Não será tolerada propaganda: 
... 
X – que deprecie a condição de mulher ou estimule sua discriminação em razão do sexo feminino, ou em relação à 
sua cor, raça ou etnia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ações e recursos eleitorais 
AÇÕES ELEITORAIS10 
Ação Ação de 
impugnação de 
registro de 
candidatura 
(AIRC) 
Ação de 
investigação 
judicial 
eleitoral 
(AIJE) 
Ação de 
impugnação de 
mandato 
eletivo 
(AIME) 
Representação 
do art. 96 da Lei 
nº 9.504/97 
Representação 
por captação 
ilícita de 
sufrágio 
Representação 
para a apuração 
de arrecadação e 
gastos ilícitos 
Recurso contra 
a Expedição do 
Diploma 
Ação rescisória 
eleitoral 
Previsão legal Art. 3º a 17 da LC 
64/90 
Art. 22 da LC 64/90 Art. 14, §§10 e 11 
da CF/88 
Art. 96 da Lei nº 
9.504/97 
Art. 41-A da Lei 
9.504/97 C/C Art. 22 
da LC 64/90 
Art. 30-A da Lei nº 
9.504/97 
Art. 262 do Código 
Eleitoral 
Art. 22, I, j, do Código 
Eleitoral11 
Objeto Impedir que 
candidato escolhido 
em convenção 
partidária seja 
registrado em 
razão do não 
atendimento de 
algum requisito 
legal ou 
constitucional. 
Apuração de abuso 
de poder político ou 
econômico cuja 
gravidade 
influencia a 
normalidade e a 
legitimidade do 
sufrágio popular, 
bem como apuração 
de condutas em 
desacordo com as 
normas da Lei das 
Eleições 
relacionadas com a 
arrecadação e 
gastos de recursos 
(art. 30-A) e a 
doação de pessoas 
físicas ou jurídicas 
acima dos limites 
legais (art. 81)12. 
Invalidação do 
diploma do 
candidato que 
tenha praticado 
abuso do poder 
econômico, 
corrupção ou 
fraude durante o 
procedimento 
eleitoral. 
- Abuso de poder 
econômico: 
Segundo o TSE, 
não engloba o 
abuso de poder 
político nem o 
abuso de 
autoridade. 
- Corrupção: 
práticas descritas 
no art. 299 do CE. 
- Fraude: Segundo 
o TSE, é qualquer 
artifício que induza 
o eleitor a erro, não 
se restringindo 
apenas ao 
momento da 
votação ou da 
apuração. 
Reclamações relativas 
ao descumprimento 
da Lei das Eleições, 
especialmente quanto 
às normas sobre 
propaganda eleitoral. 
Captação ilícita de 
sufrágio 
Apuração de condutas 
em desacordo com a 
lei, relativas à 
arrecadação e gastos 
de recursos. 
Não é necessário 
analisar a 
potencialidade lesiva 
da conduta, bastando 
a mera relevância 
jurídica do ilícito para 
que as sanções sejam 
aplicadas. 
Art. 262. O recurso 
contra expedição de 
diploma caberá 
somente nos casos de 
inelegibilidade 
superveniente ou de 
natureza 
constitucional e de 
falta de condição de 
elegibilidade. 
1º A inelegibilidade 
superveniente que 
atrai restrição à 
candidatura, se 
formulada no âmbito 
do processo de 
registro, não poderá 
ser deduzida no 
recurso contra 
expedição de 
diploma. 
2º A inelegibilidade 
superveniente apta a 
viabilizar o recurso 
contra a expedição de 
diploma, decorrente 
de alterações fáticas 
ou jurídicas, deverá 
ocorrer até a data 
fixada para que os 
partidos políticos e as 
coligações 
apresentem os seus 
requerimentos de 
Serve para questionar 
decisões transitadas em 
julgado que versam sobre 
inelegibilidades. 
As hipóteses de cabimento 
da ação rescisória eleitoral 
são extraídas da aplicação 
supletiva do Código de 
Processo Civil brasileiro 
(CPC) em seu art. 966.14 
 
10 Art. 96-B, §3º, da Lei das Eleições – Impede o conhecimento de nova ação que verse sobre o mesmo fato apreciado em outra ação, transitada em julgado, mesmo que seja ação de outra natureza. 
11 A parte da alínea j que possibilita o exercício do mandato eletivo até o trânsito em julgado da ação rescisória foi julgada inconstitucional pelo STF. 
12 Art. 22 da LC 64/90, XVI – Para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam. 
14 Ac.-TSE, de 30.6.2017, na AR nº 192707: tratando-se de inelegibilidade, mudança de jurisprudência ocorrida no mesmo pleito autoriza a abertura da via rescisória. 
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registros de 
candidatos.13 
 
Legitimidade 
ativa 
Se a autoridade 
judicial15 não 
indeferir o registro 
ex officio em caso de 
ausência de 
condição de 
procedibilidade do 
registro16, são 
legitimados: 
- qualquer 
candidato17; 
- partido político18; 
- coligação19; 
- Ministério Público 
eleitoral20. 
- qualquer 
candidato; 
- partido político; 
- coligação; 
- Ministério Público 
eleitoral. 
- candidato; 
- partido político21; 
- coligação; 
- Ministério 
Público eleitoral. 
Eleitorisoladamente não 
tem legitimidade 
para propositura. 
- candidato; 
- partido político; 
- coligação; 
- Ministério Público 
eleitoral. 
 
- candidato; 
- partido político; 
- coligação; 
- Ministério Público 
eleitoral. 
 
- partido político; 
- coligação; 
- Ministério Público 
eleitoral (segundo o 
TSE).22 
- partidos políticos; 
- candidato (ver 
jurisprudência de 
2022 listada após a 
tabela). 
- coligação (segundo o 
TSE); 
- Ministério Público 
eleitoral. 
23 
 
Legitimados indicados no 
art. 967 do CPC. 
Legitimidade 
passiva 
Pré-candidatos que 
tenham incorrido 
em causa de 
inelegibilidade ou 
que não tenham 
cumprido as 
condições de 
elegibilidade e as 
condições de 
procedibilidade do 
registro. 
Candidato ou pré-
candidato e o 
cidadão que não é 
candidato, mas que 
tenha concorrido 
para a prática do 
abuso do poder 
econômico ou 
político. Pessoas 
Jurídicas não 
figuram no polo 
passivo.24 
Diplomados que 
praticaram abuso 
de poder, fraude ou 
corrupção de 
eleitoral.25 
Quem viola as normas 
previstas na Lei das 
Eleições. 
Candidatos ou pré-
candidatos com 
requerimento de 
registro de 
candidatura 
formalizado.26 
+ 
Art. 41-A, §2º - outras 
pessoas que 
pratiquem os atos de 
violência ou grave 
ameaça a pessoa, com 
o fim de obter-lhe voto 
– esses se submetem 
apenas à pena de 
multa. 
Candidatos que 
praticaram 
arrecadação ou gastos 
ilícitos. 
Candidatos eleitos e 
seus suplentes, desde 
que diplomados. 
 
Prazo para 
interposição 
Prazo decadencial e 
improrrogável de 
05 dias contados da 
A legislação não 
estabeleceu prazo 
inicial e final para a 
Até 15 dias após a 
diplomação. Antes 
 Os atos condenados 
devem ser praticados 
desde o registro de 
 Deverá ser interposto 
no prazo de 3 (três) 
dias após o último dia 
Prazo decadencial de 120 
dias da decisão 
irrecorrível. 
 
13 Súmula nº 47 do TSE – A inelegibilidade superveniente que autoriza a interposição de recurso contra expedição de diploma é aquela de índole constitucional ou, se infraconstitucional, superveniente ao registro de candidatura, e que surge até a data 
do pleito. 
15 Súmula nº 45 do TSE – Nos processos de registro de candidatura, o juiz eleitoral pode conhecer de ofício da existência de causas de inelegibilidade ou da ausência de condição de elegibilidade, desde que resguardados o contraditório e a ampla defesa. 
16 Res. TSE nº 23.221/2010 – qualquer eleitor poderá, no prazo de 05 dias contados da publicação do edital relativo ao pedido do registro, dar notícia de inelegibilidade ao juiz eleitoral, mediante petição fundamentada em duas vias. 
17 Quando a lei fala em candidato, refere-se ao pré-candidato que tenha sido escolhido em convenção partidária e que tenha requerido o registro de candidatura para concorrer à eleição na mesma circunscrição do candidato impugnado. 
18 Segundo o TSE, qualquer partido político coligado não tem interesse de agir para a propositura de ações eleitorais enquanto perdurar a coligação, salvo quando estiver contestando a própria validade da mesma. 
19 Segundo o TSE, coligações que lançam candidatos a cargos majoritários possuem legitimidade e interesse processual para impugnar candidaturas de eleições proporcionais. 
20 Res. TSE nº 23.221/2010 – não poderá impugnar o registro de candidato o representante do MP que, nos 02 anos anteriores, tenha disputado cargo eletivo, integrado diretório de partido político ou exercido atividade político-partidária. 
21 Segundo o TSE, o partido que disputou a eleição por meio de coligação poderá, isoladamente, propor a AIME, pois a coligação se desfaz com a ocorrência do pleito e o termo inicial da ação é justamente o fim do pleito. 
22 Segundo o TSE, aos candidatos não é concedida a prerrogativa de propor a representação do art. 30-A da lei das Eleições. 
23 Segundo o TSE, é possível ao juiz eleitoral ou ao TRE competente o indeferimento de ofício de candidato sujeito a inelegibilidade superveniente ao seu registro de candidatura, que venha a obstar a expedição de diploma. 
24 Segundo o TSE, há possibilidade de formação de litisconsórcio passivo necessário, em AIJE por abuso de poder político, entre o agente público autor da conduta e o candidato beneficiado. 
25 Segundo o TSE, não há litisconsórcio passivo necessário entre o diplomado e seu partido. 
26 Segundo o TSE, não é necessário que o ato seja diretamente praticado por eles, bastando a participação ou o mero consentimento. 
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publicação do 
registro do 
candidato. 
Há preclusão da 
matéria não 
impugnada em 
tempo hábil em 
sede de AIRC, salvo 
se se tratar de 
matéria 
constitucional, 
quando a 
inelegibilidade 
poderá ser arguida 
posteriormente, 
inclusive em sede 
de Recurso Contra 
a Diplomação 
(RCD). 
propositura. A 
doutrina 
majoritária 
entende que o 
termo inicial do 
prazo se inicia após 
o registro das 
candidaturas. TSE 
entende que é 
possível o 
ajuizamento de 
AIJE mesmo antes 
de iniciado o 
período eleitoral e o 
termo final se dá 
com o ato de 
diplomação dos 
eleitos, operando a 
decadência após 
esse prazo.27 
da diplomação não 
pode ser proposta. 
candidaturas até o dia 
da eleição. 
O termo inicial é a 
data do pedido de 
registro e não a data 
em que ele é deferido. 
limite fixado para a 
diplomação e será 
suspenso no período 
compreendido entre 
os dias 20 de 
dezembro e 20 de 
janeiro, a partir do 
qual retomará seu 
cômputo. 
Competência - Juízes eleitorais: 
impugnações ao 
pedido de registro 
de candidatos a 
prefeito e vice e 
vereador; 
- TREs: governador 
e vice, senadores e 
suplentes, 
deputados federais, 
estaduais e 
distritais (não há 
suplentes para 
deputados). 
- TSE: presidente e 
vice. 
- Juízes eleitorais: 
prefeito e vice e 
vereador; 
- Corregedor-
Regional Eleitoral: 
governador e vice, 
senadores e 
suplentes, 
deputados federais, 
estaduais e 
distritais. 
- Corregedor-Geral 
Eleitoral: 
presidente e vice. 
- Juízes eleitorais: 
impugnações ao 
pedido de registro 
de candidatos a 
prefeito e vice e 
vereador; 
- TREs: governador 
e vice, senadores e 
suplentes, 
deputados federais, 
estaduais e 
distritais. 
- TSE: presidente e 
vice. 
- Juízes eleitorais: 
impugnações ao 
pedido de registro de 
candidatos a prefeito 
e vice e vereador; 
- TREs: governador e 
vice, senadores e 
suplentes, deputados 
federais, estaduais e 
distritais. 
- TSE: presidente e 
vice. 
- Juízes eleitorais: 
impugnações ao 
pedido de registro de 
candidatos a prefeito 
e vice e vereador; 
- TREs: governador e 
vice, senadores e 
suplentes, deputados 
federais, estaduais e 
distritais. 
- TSE: presidente e 
vice. 
Segundo o TSE, 
haverá competência 
dos juízes auxiliares 
para processamento e 
julgamento dessas 
ações durante o 
período eleitoral. 
- TREs: em se 
tratando de eleições 
municipais (O RCD é 
ajuizado perante o 
juiz eleitoral e se 
conhecido, enviado ao 
TRE para processar e 
julgar); 
- TSE: em se tratando 
de eleições federais e 
estaduais (O RCD é 
ajuizado perante o 
TRE e se conhecido, 
enviado ao TSE para 
processar e julgar); 28 
29 
Compete ao TSE processar 
e julgar ação rescisória nos 
casos de inelegibilidade. 
Segundo o TSE, a referida 
ação só é cabível em face 
de decisões proferidas pelo 
TSE, não cabendo ao TRE 
o processamento ou 
julgamento da ação 
rescisória. 
Procedimento - Interposição já 
com indicação de 
meios de prova com 
que o legitimado 
pretende 
demonstrar a 
veracidade do 
alegado – 
testemunhas: 
número máximo de 
6. 
- Prazo para 
contestação: 7 dias. 
- Ajuizamento; 
- Notificação do 
representado para 
que, no prazo de 05 
dias, apresente 
defesa, juntando 
documentos e rol de 
testemunhas. 
- Julgador poderá 
determinar a 
suspensão do atoque deu motivo à 
representação, 
quando houver 
Tramita em 
segredo de justiça, 
mas seu 
julgamento é 
público. 
Prevalece a 
gratuidade, salvo 
comprovada má-fé. 
A propositura exige 
que a petição 
inicial seja 
acompanhada de 
prova pré-
constituída do 
- Recebimento da 
representação; 
- Notificação do 
representado para 
apresentar defesa em 
48 horas; 
- Apresentada ou não 
a defesa, será 
proferida decisão, 
publicada em até 24 
horas; 
- Prazo de 24 horas 
para recurso; 
Observado o rito do 
art. 22 da LC 64/90, 
mesmo da AIJE. 
Observado o rito do 
art. 22 da LC 64/90, 
mesmo da AIJE, 
conforme determina o 
art. 30-A, §1º. 
O prazo para recurso 
contra as decisões 
proferidas nestas 
ações é de 03 dias, 
contados de sua 
publicação. 
 
 
27 Segundo o TSE, o encerramento do mandato eletivo não acarreta a perda superveniente do interesse processual em AIJE, quando o ilícito eleitoral em discussão puder implicar também a declaração de inelegibilidade. 
28 ADPF nº 167 (2018) – STF entende que o TSE é o órgão competente para julgar o RCD nas eleições presidenciais e gerais (federais e estaduais). 
29 Súmula nº 37 do TSE – Compete originariamente ao TSE processar e julgar recurso contra expedição de diploma envolvendo eleições federais ou estaduais. 
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- Se não se tratar de 
matéria apenas de 
direito, serão 
designados os 04 
dias seguintes para 
inquirição das 
testemunhas. 
- Nos 05 dias 
subsequentes, 
realização de 
diligências 
requeridas pelas 
partes ou 
determinadas de 
ofício. 
- Prazo de 05 dias, 
comum a todas as 
partes, para 
apresentação de 
alegações finais. 
- Eleição municipal: 
juiz eleitoral terá 
03 dias para 
proferir sentença. 
Se o processo 
tramitar em TRE 
ou no TSE, 
recebidos os autos 
na secretaria, serão 
encaminhados ao 
presidente, que 
distribuirá a um 
relator e abrirá 
vistas ao MP, se for 
o caso, pelo prazo 
de 02 dias. Findo o 
prazo, com ou sem 
parecer, os autos 
serão conclusos ao 
relator, que os 
apresentará em 
mesa para 
julgamento em 03 
dias. 
- Da decisão, caberá 
recurso no prazo de 
03 dias, mesmo 
prazo a ser aberto 
para apresentação 
de contrarrazões.30 
relevante 
fundamento e a sua 
manutenção 
resulte ineficiência 
da medida, caso 
seja julgada 
procedente. 
- Com ou sem 
defesa, findo o 
prazo, abre-se 
prazo de 05 dias 
para inquirição de 
testemunhas, até o 
máximo de 06 para 
cada parte. 
- 03 dias 
subsequentes para 
diligências 
determinadas de 
ofício ou requeridas 
pelas partes. 
- Alegações finais 
no prazo comum de 
02 dias. 
- No dia seguinte, 
apresentação de 
relatório conclusivo 
sobre o que foi 
investigado. 
- O relatório e os 
autos da AIJE 
serão 
encaminhados ao 
órgão julgador 
competente para 
inclusão em pauta 
na primeira sessão 
subsequente para 
julgamento. 
- Vistas ao 
Procurador-Geral 
ou Regional, no 
tribunal, em 48 
horas. 
abuso de poder 
econômico, da 
corrupção e da 
fraude. 
Aplica-se o mesmo 
rito previsto na LC 
64/90 para a AIRC. 
- Prazo para 
oferecimento de 
contrarrazões: 24 
horas. 
- Julgamento do 
recurso no prazo de 48 
horas. 
 
30 Dispõe o art. 16 da LC 64/90 que os prazos da AIRC são peremptórios e contínuos, correndo em cartório ou secretaria, não se suspendendo aos sábados, domingos e feriados, a partir da data de encerramento do prazo legal para pedido de registro 
de candidatos. 
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Efeitos Transitada em 
julgado a decisão 
que declarar a 
inelegibilidade do 
candidato, será 
negado a ele o 
registro ou este 
será cancelado, se 
já tiver sido feito, 
ou terá o diploma 
declarado nulo se já 
expedido. 
Antes do trânsito 
em julgado, o 
candidato poderá 
continuar 
participando do 
processo eleitoral 
por sua conta e 
risco (art. 16-A da 
Lei das Eleições). 
Art. 22, XIV, LC 
64/90 – Julgada 
procedente a 
representação, 
ainda que após a 
proclamação dos 
eleitos, o Tribunal 
declarará a 
inelegibilidade do 
representado e de 
quantos hajam 
contribuído para a 
prática do ato, 
cominando-lhes 
sanção de 
inelegibilidade 
para as eleições a se 
realizarem nos 8 
anos subsequentes 
à eleição e que se 
verificou, além da 
cassação do registro 
ou diploma do 
candidato 
diretamente 
beneficiado pela 
interferência do 
poder econômico ou 
elo desvio ou abuso 
do poder de 
autoridade ou dos 
meios de 
comunicação, 
determinando a 
remessa dos autos 
ao MP Eleitoral, 
para instauração de 
processo 
disciplinar, se for o 
caso, e de ação 
penal, ordenando 
quaisquer outras 
providências que a 
espécie comportar. 
Invalidação do 
diploma 
 Enseja multa e 
cassação do registro 
ou do diploma 
Comprovada a 
captação ou os gastos 
ilícitos de recursos, 
será negado o diploma 
ao candidato ou este 
será cassado quando 
já tenha sido 
outorgado. 
Decretação da 
inelegibilidade ou 
incompatibilidade de 
candidato diplomado. 
A eficácia do 
julgamento só ocorre 
após o trânsito em 
julgado da decisão, de 
forma que o 
diplomado poderá 
exercer seu mandato 
em plenitude, não 
havendo que se falar 
em antecipação da 
tutela em RCD. 
Segundo o TSE, não é 
admissível a concessão de 
tutela antecipada em ação 
rescisória eleitoral, salvo 
na presença de situações 
teratológicas, que venham 
a causar dano grave e 
evidente, de difícil 
reparação, ou em situações 
que possam vir a 
comprometer o processo 
eleitoral como um todo. 
No mérito, se procedente, 
haverá 
desconstituição/reforma 
da decisão outrora 
proferida sobre a 
inelegibilidade. 
 
➢ Súmula nº 38 do TSE – Nas ações que visem à cassação de registro, diploma ou mandato, há litisconsórcio passivo necessário entre o titular e o respectivo 
vice da chapa majoritária. 
➢ Súmula nº 39 do TSE – Não há formação de litisconsórcio necessário em processos de registro de candidatura. 
➢ Jurisprudências importantes sobre Recurso contra Expedição de Diploma: 
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• Ac.-TSE, de 29.9.2022, no REspEl nº 060031833: a ausência de quitação eleitoral constitui matéria infraconstitucional, que só poderá ser objeto de RCED na hipótese de se 
tratar de circunstância superveniente. 
• Ac.-TSE, de 29.9.2022, no REspEl nº 060031833: legitimidade ativa de candidato para interpor recurso contra expedição de diploma, ainda que não tenha benefício direto 
com o provimento do recurso. 
• Ac.-TSE, de 24.8.2021, no RCED nº 060200947: “[...] para fins de Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED), considera–se como data de surgimento da inelegibilidade 
aquela em que proferida a decisão geradora do óbice à candidatura pelo órgão competente [...]”. 
• Ac.-TSE, de 5.12.2019, no AgR-AI nº 1976: “A ausência de desincompatibilização de fato do serviço público configura inelegibilidade superveniente apurável em sede de 
recurso contra expedição de diploma”. 
• Ac.-TSE, de 7.5.2019, no REspe nº 14242: inexistência de preclusão em inelegibilidade constitucional. 
• Ac.-TSE, de 21.2.2019, no AgR-AI nº 70447: “A condenação criminal transitada em julgado após o pleito e antes da diplomação pode embasar recurso contra expedição de 
diploma [...]”. 
• Competência do TSE para julgar RCED: Ac.-STF, de 7.3.2018, na ADPF nº 167 (eleições presidenciais e gerais); Ac.-TSE, de 28.5.2009, no RCED nº 703 (diploma expedido 
em favor de senador, deputado federal e seus suplentes, governador e vice-governador). 
• Ac.-TSE, de 3.2.2011, no AgR-AI nº 11450: o prazo para propositura do RCED tem natureza decadencial, mas a superveniência do recesso forense autoriza a prorrogação de 
seu termo final para o primeiro dia útil subsequente. 
• Ac.-TSE, de 5.8.2008, no RCED nº 728: “Quem perdeu os direitos políticosnão tem legitimidade para interpor recurso contra a expedição de diploma”; Ac.-TSE, de 17.3.1992, 
no Ag nº 8659: ilegitimidade ativa de eleitor. 
• Competência do TRE para julgar RCED: Ac.-TSE, de 16.2.2006, no AgRgREspe nº 25284 e, de 11.2.1999, no REspe nº 15516 (vereador); Ac.-TSE, de 2.8.2012, no REspe nº 
22213 (prefeito). 
• Ac.-TSE, de 16.2.2006, no AgR-REspe nº 25284 e, de 16.3.2004, no RCED nº 647: não há litisconsórcio passivo necessário de partido político ou de coligação no recurso contra 
expedição de diploma de candidatos da eleição proporcional. 
 
 
 
 
 
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RECURSOS ELEITORAIS 
Recursos contra decisões de 
Junta Eleitoral 
Recursos contra decisões de juiz 
eleitoral 
Recursos contra decisões de TRE Recursos contra decisões do 
TSE 
Recurso Parcial 
 
• Art. 169, §2º, do Código Eleitoral; 
• Interposto contra o julgamento feito pelas juntas 
de eventuais impugnações feitas às urnas, às 
cédulas e aos votos durante o processo de 
apuração das eleições. 
• Interposto de forma escrita ou verbal, devendo 
ser fundamentado no prazo de 48 horas para que 
seja dado seguimento. 
 
Recurso Inominado 
 
• Art. 265, 266 e seguintes do Código Eleitoral; 
• Interposto contra sentença proferida em todas 
as ações processuais de primeira instância; 
• Procedimento: intimação do recorrido para 
apresentação de razões, acompanhadas ou não 
de documentos, no mesmo prazo para 
interposição; Se houver novos documentos, vista 
ao recorrente por 48 horas; Juiz Eleitoral envia 
os autos, em até 48 horas, ao TRE, salvo se 
reformar a decisão; Exercido o juízo de 
retratação pelo juiz eleitoral, o recorrido poderá 
requerer a subida do recurso como se por ele 
interposto, no prazo de 03 dias. 
 
Recurso Parcial 
 
• Interposto contra as decisões de impugnações 
proferidas pelo TRE em eleição cuja apuração for 
de sua competência, como é o caso de eleições 
federais e estaduais. 
• O procedimento é o mesmo aplicado ao recurso 
parcial em face da junta eleitoral. 
Recurso Ordinário 
 
• Art. 281 do Código Eleitoral – São irrecorríveis 
as decisões do TSE, salvo as que declararem a 
invalidade de lei ou ato contrário à Constituição 
Federal e as denegatórias de habeas corpus ou 
mandado de segurança, das quais caberá 
recurso ordinário para o Supremo Tribunal 
Federal (STF). 
• Prazo de interposição: 03 dias. 
Recurso inominado 
 
• Art. 265 do Código Eleitoral; 
• É processado da mesma forma que o recurso 
parcial. 
 
Apelação Criminal 
 
• Art. 362 do Código Eleitoral; 
• Interposta contra decisões finais de condenação 
ou absolvição em crimes eleitorais; 
• Prazo de interposição e de apresentação de 
razões pelo recorrido: 10 dias. 
• Esse recurso possui efeito suspensivo. 
 
Embargos de Declaração 
 
• Art. 275 do Código Eleitoral; 
• Cabimento contra qualquer decisão judicial que 
contenha: obscuridade ou contradição; omissão; 
erro material. 
• Não tem preparo. 
• Prazo de interposição: 03 dias. 
• Julgamento dos embargos em 05 dias. 
• Interrompem o prazo para a interposição de 
outro recurso. 
 
Recurso Extraordinário 
 
• Art. 121, §3º da CF; 
• Cabível contra decisão do TSE que contrariar a 
Constituição. 
Recurso em sentido estrito 
 
• Aplicação subsidiária do art. 586 do Código de 
Processo Penal; 
• Prazo de interposição: 05 dias. 
• Ex.: Juiz Eleitoral rejeita a denúncia oferecida 
pelo Promotor Eleitoral. 
 
Recurso Ordinário 
 
• Art. 276, II, do Código Eleitoral; 
• Cabimento: decisões que versarem sobre 
inelegibilidades ou expedição de diplomas nas 
eleições federais ou estaduais; anulação de 
diploma ou decretação de perda de mandatos 
eletivos federais ou estaduais; decisões 
denegatórias de habeas corpus, mandado de 
segurança, habeas data ou mandado de 
injunção. 
• Prazo de interposição: 03 dias, contados da 
decisão ou da seção de diplomação, a depender 
do caso. 
 
Agravo de Instrumento 
 
• Aplicado quando o recurso ordinário ou o recurso 
extraordinário não tiver sido 
recebido/seguimento denegado. 
• Se processa da mesma forma do agravo de 
instrumento contra decisões do TRE. 
Recurso Especial 
 
Agravo Regimental 
 
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• Art. 276, I, do Código Eleitoral; 
• Cabimento: contra decisões proferidas contra 
expressa disposição legal; quanto ocorrer 
divergência na interpretação de lei entre 02 ou 
mais TREs. 
• Prazo de interposição: 03 dias, salvo quando se 
tratar de recurso especial contra decisão de juiz 
auxiliar em pedido de direito de resposta, 
quando o prazo será de 24 horas.31 
 
• Art. 264 do Código Eleitoral; 
• Cabível contra as decisões tomadas pelo 
Presidente do TSE, na forma prevista no 
regimento interno. 
Agravo de Instrumento Eleitoral 
 
• Art. 279 do Código Eleitoral; 
• Interposto quando não for recebido o recurso 
especial pelo TRE, objetivando a sua subida para 
o TSE; 
• Prazo de interposição e para apresentação de 
contrarrazões pelo recorrido: 03 dias. 
 
Embargos de Declaração 
 
 
• Art. 275 do Código Eleitoral; 
• Cabimento contra qualquer decisão judicial que 
contenha: obscuridade ou contradição; omissão; 
erro material. 
• Não tem preparo. 
• Prazo de interposição: 03 dias. 
• Julgamento dos embargos em 05 dias. 
• Interrompem o prazo para a interposição de 
outro recurso. 
 
Agravo Regimental 
 
• Art. 264 do Código Eleitoral; 
• Interposto contra atos, resoluções ou despachos 
proferidos pelo Presidente do TRE. 
• É julgado pelo Pleno do TRE. 
• Prazo de interposição: 03 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
31 Ac.-TSE, de 6.3.2007, no REspe nº 27839: prazo de 24 horas para a interposição de recurso especial contra decisão de juiz auxiliar em pedido de direito de resposta. 
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Jurisprudência 
• Ac.-TSE, de 25.8.2022, no AgR-AREspE nº 060032353: o término do período eleitoral não excepciona a contagem do prazo processual em dias 
corridos e contínuos, não incidindo a regra do art. 219 do CPC. 
• Ac.-TSE, de 8.2.2011, no AgR-AI nº 12139: cabimento de recurso especial somente contra decisão judicial, ainda que o processo cuide de matéria 
administrativa. 
• Ac.-TSE, de 4.11.2010, no AgR-REspe nº 340044: não equiparação de recurso especial a recurso ordinário em razão de o primeiro julgamento do 
requerimento de registro de candidatura ter sido realizado por TRE. 
• Ac.-TSE, de 28.10.2010, no AgR-RO nº 89490: incumbe à parte comprovar a tempestividade do recurso especial no momento de sua interposição. 
• Ac.-TSE, de 1º.9.2022, no REspEl nº 060029249: alegação de ofensa a portaria do Tribunal Superior Eleitoral não se enquadra no conceito 
de lei federal para fins de interposição de recurso especial. 
• Ac.-TSE, de 3.11.2010, no AgR-RESPE nº 403877: enunciado de súmula de tribunal superior não se equipara a lei federal para fins de interposição 
de recurso especial. 
• Não comprovam o dissídio jurisprudencial: Ac.-TSE, de 11.5.2023, nos ED-AREspE nº 060036293 e, de 2.2.2006, no AgR-AI nº 6061 (decisões 
monocráticas); Ac.-TSE, de 16.2.2023, no AgR-AREspE nº 060061114 e, de 18.8.2022, no AREspe nº 060619238 (transcrição de ementas); Ac.-
TSE, de 17.3.2022, no AgR-REspEl nº 060260376 e, de 19.12.2005, no AgR-AI nº 6208 (julgados do mesmo Tribunal); Ac.-TSE, de 15.9.2009, no 
AgR-REspe nº 27947 (transcrições de excertos de pareceres do Ministério Público Eleitoral); Ac.-TSE, de 3.11.2008, no AgR-REspe nº 31512 
(súmulas do TSE); Ac.-TSE, de 9.11.2006, no REspe nº 26171 (resoluções oriundas de consultas administrativas); Ac.-TSE, de 26.8.2021, no AgR-
REspEl nº 060013282 e, de 16.6.2005, no REspe nº 25094 (julgados do STJ); Ac.-TSE, de 1º.3.2001, no Ag nº 2577 (julgados de Tribunal de Justiça); 
Ac.-TSE, de 24.10.2000, no AgR-REspe nº 17713 (julgados do STF). 
• Ac.-TSE, de 13.12.1994,no REspe nº 11663: possibilidade de acórdão do mesmo Tribunal comprovar dissídio quando verificada a diversidade de 
componentes. 
• Ac.-TSE, de 10.3.2022, no AgR-RO-El nº 5827; de 27.11.2014, no REspe nº 44853 e, de 26.11.2013, no REspe nº 504871: cabimento de recurso 
ordinário se o feito versa sobre inelegibilidade ou envolve cassação de diploma ou mandato nas eleições federais ou estaduais. 
• Ac.-TSE, de 8.5.2008, na MC nº 2323: cabimento de recurso especial na hipótese de perda de mandato eletivo municipal. 
• Ac.-TSE, de 26.10.2000, no Ag nº 2447 e, de 14.9.1994, no Ag nº 12265: os recursos especiais relativos a registros de candidaturas não estão sujeitos 
a juízo de admissibilidade no TRE. 
• Ac.-TSE, de 5.6.2012, nos ED-AgR-AI nº 10301: “A contradição que autoriza a oposição dos embargos é a que existe entre os fundamentos do 
julgado e sua conclusão e não entre aqueles e as teses recursais”. 
Súmula- TSE nº 24 
Não cabe recurso especial eleitoral para simples reexame do conjunto fático-probatório. 
Súmula- TSE nº 25 
É indispensável o esgotamento das instâncias ordinárias para a interposição de recurso especial eleitoral. 
Súmula- TSE nº 28 
A divergência jurisprudencial que fundamenta o recurso especial interposto com base na alínea b do inciso I do art. 276 do Código Eleitoral 
somente estará demonstrada mediante a realização de cotejo analítico e a existência de similitude fática entre os acórdãos paradigma e o aresto 
recorrido. 
Súmula- TSE nº 29 
A divergência entre julgados do mesmo Tribunal não se presta a configurar dissídio jurisprudencial apto a fundamentar recurso especial eleitoral. 
Súmula- TSE nº 30 
Não se conhece de recurso especial eleitoral por dissídio jurisprudencial, quando a decisão recorrida estiver em conformidade com a jurisprudência 
do Tribunal Superior Eleitoral. 
Súmula- TSE nº 31 
Não cabe recurso especial eleitoral contra acórdão que decide sobre pedido de medida liminar. 
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-24
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-25
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-28
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-29
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-30
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-31
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Súmula- TSE nº 32 
É inadmissível recurso especial eleitoral por violação à legislação municipal ou estadual, ao Regimento Interno dos Tribunais Eleitorais ou às 
normas partidárias. 
Súmula- TSE nº 71 
Na hipótese de negativa de seguimento ao recurso especial e da consequente interposição de agravo, a parte deverá apresentar contrarrazões 
tanto ao agravo quanto ao recurso especial, dentro do mesmo tríduo legal. 
➢ Observações importantes sobre os recursos eleitorais: 
 
• Em regra, os recursos eleitorais não possuem efeito suspensivo – art. 257 do Código Eleitoral. 
✓ Exceções: 
- Recurso contra expedição de diploma – art. 216, CE. 
- Decretação de inelegibilidade só produz efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença 
– art. 15 da LC 64/90. 
- Recurso ordinário que resulte em cassação de registro, afastamento do titular ou perda de 
mandato eletivo – art. 257 do CE. 
• Os prazos para interposição são de 03 dias, salvo disposição em contrário. 
• Nas decisões finais em processo que apura crime eleitoral que resulte em condenação ou absolvição 
(art. 362 do CE), o prazo recursal é de 10 dias. 
• Os prazos para interposição de recursos são preclusivos, salvo quando houver discussão de matéria 
constitucional. 
• Em geral, as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato, devendo ser atacadas quando 
do recurso contra a decisão final. Exceção: interposição de agravo de instrumento quando não 
conhecido o recurso pelo TRE. 
• Os recursos eleitorais são gratuitos. Não há exigência de preparo. 
• Súmula nº 26 do TSE – É inadmissível recurso que deixa de impugnar especificamente fundamento 
da decisão recorrida que é, por si só, suficiente para a manutenção desta. 
• Súmula nº 27 do TSE – É inadmissível recurso cuja deficiência de fundamentação impossibilite a 
compreensão da controvérsia. 
 
➢ Aplicação do Código de Processo Civil ao processo eleitoral: 
• Há uma resolução do TSE de nº 23.478/16, que regulamenta a aplicação do CPC ao processo 
eleitoral. 
• Feitos eleitorais são gratuitos. Não são exigidos custas, preparos ou honorários. 
• Amicus curiae não se aplica aos feitos eleitorais. 
• Regras sobre conciliação e mediação não se aplicam ao processo eleitoral. Também não é admitida 
a autocomposição, tal como previsto nos arts. 190 e 191 do CPC (negócio jurídico processual). 
• Não se aplica ao processo eleitoral a contagem de prazos em dias úteis. 
• Sempre que a lei eleitoral não fixar prazo para o recurso, este será de 03 dias e não os prazos 
previstos no CPC. 
• A suspensão de prazos nos dias 20 de dezembro a 20 de janeiro é aplicada. 
• A sistemática de recursos repetitivos prevista no CPC não se aplica aos feitos eleitorais que versem 
ou possam ter reflexo sobre inelegibilidade, sobre registro de candidatura, sobre diplomação e sobre 
resultado ou anulação de eleições. 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-32
http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/sumulas/sumulas-do-tse/sumula-tse-no-71
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PROCESSO PENAL ELEITORAL 
➢ O crime eleitoral é qualificado como crime comum e não como um crime de responsabilidade. Tal afirmação 
tem impactos importantes em relação à forma de investigar e à competência para processar e julgar tais 
delitos. 
➢ Os crimes eleitorais são de ação penal pública incondicionada – art. 355 do Código Eleitoral. 
 
➢ Resolução TSE nº 23.640/21 – disciplina a apuração dos crimes eleitorais e a instauração do inquérito 
policial eleitoral: 
• Inquérito é a parte da persecução penal (perseguição do crime) que se destina a investigar/apurar 
a autoria e a materialidade do delito. 
• A Polícia Federal exercerá, com prioridade sobre suas atribuições regulares, a função de polícia 
judiciária em matéria eleitoral. Onde não houver órgão da PF, a Polícia do respectivo estado terá 
atuação supletiva. 
• Qualquer pessoa que tenha conhecimento da existência de infração penal eleitoral deverá, 
verbalmente ou por escrito, comunicar a autoridade policial, MP ou o Juiz eleitoral. 
• Confirmada a veracidade e a autenticidade das informações, a autoridade policial instaurará o 
inquérito. 
• Prisão em flagrante: as autoridades policiais prenderão quem for encontrado em flagrante pela 
prática de crime eleitoral, salvo quando se tratar de infração de menor potencial ofensivo. Após o 
recebimento do auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de 24 horas após a prisão, o juiz 
realizará audiência de custódia, na qual deverá, fundamentadamente: relaxar a prisão ilegal; ou 
converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, quando presentes os requisitos do art. 312 
do Código de Processo Penal e não forem adequadas e suficientes as medidas cautelares diversas 
da prisão; ou conceder liberdade provisória, com ou sem fiança. 
• Aplica-se de forma subsidiária ao inquérito policial eleitoral as disposições do Código de Processo 
Penal – CPP. 
 
➢ A ação penal eleitoral observa os procedimentos previstos no Código Eleitoral, aplicando-se os artigos 395, 
396, 396-A, 397 e 400 do CPP. 
 
➢ Fase de conhecimento do processo penal eleitoral: 
• Ministério Público oferece denúncia no prazo de 10 dias após verificada a infração penal (se o MP 
achar que não é cabível ingressar com a ação penal, ele faz o requerimentopelo arquivamento da 
comunicação do crime). 
• Recebida a denúncia32, Juiz designa dia e hora para depoimento pessoal do acusado. 
• O réu e seu defensor terão prazo de 10 dias para oferecer resposta e para arrolar testemunhas. 
• Instrução: são ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa; são praticadas as diligências 
requeridas pelo MP ou ordenadas pelo Juiz. 
• Abre-se prazo de 05 dias a cada uma das partes – acusação e defesa – para alegações finais. 
• Juiz terá prazo de 10 dias para proferir sentença. 
• Da sentença, caberá recurso ao TRE no prazo de 10 dias. 
 
➢ Competência para julgamento dos crimes eleitorais: 
• As regras para definição da competência para julgamento dos crimes eleitorais são extraídas do 
CPP. 
• Competência em razão do lugar – art. 70 do CPP – A competência será, em regra, definida pelo 
lugar em que se consumar a infração ou, no caso de tentativa, pelo lugar onde foi praticado o último 
ato de execução. 
• Competência em razão do domicílio ou residência do réu – Não sendo conhecido o lugar da infração, 
a competência será determinada pelo domicílio ou residência do réu. Se houver mais de um 
 
32 A denúncia poderá ser rejeitada quando o fato não constituir crime; já estiver extinta a punibilidade pela prescrição, etc.; for manifesta 
a ilegitimidade da parte; faltar condição exigida em lei para o exercício da ação penal. 
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domicílio, a competência será determinada pela prevenção. Se não tiver residência certa, será 
competente o juiz eleitoral que primeiro tomar conhecimento do fato. 
• Competência em razão da matéria – Os crimes eleitorais e os crimes a eles conexos são, em regra, 
da competência da Justiça Eleitoral, salvo quando praticados por pessoas com for privilegiado no 
STF ou no STJ. Aplicam-se, assim, o disposto nos artigos 102, I, b e c e 105,I, a da Constituição 
Federal. 
• Competência em razão da pessoa – A regra geral é de que o processamento e julgamento dos crimes 
eleitorais seja da competência do juiz eleitoral. Contudo, existem pessoas que possuem foro 
privilegiado, de acordo com a Constituição Federal. Desse modo, algumas pessoas, em razão da 
prerrogativa de função, são julgadas originariamente por crimes eleitorais em tribunais que não 
fazem parte da estrutura da Justiça Eleitoral – STJ e STF. Outras pessoas, também em razão da 
prerrogativa de função, serão julgadas diretamente pelo TRE e não pelo juiz eleitoral. 
 
REGRAS DE COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA PESSOA33 
Pessoa que praticou crime 
eleitoral 
Órgão competente Observações 
Menor de idade que pratica ato 
infracional equiparado a crime eleitoral 
Vara Especializada da Infância e da 
Juventude 
O julgamento na vara especializada 
ocorrerá ainda que o ato infracional seja 
conexo a crime eleitoral praticado por 
maior de idade. Haverá, então, a 
separação de processo e de julgamento 
dos autores das práticas ilícitas. 
• Presidente e vice presidente da 
república; 
• Membros do Congresso Nacional; 
• Ministros de Estado; 
• Procurador-Geral da República; 
• Comandantes da Marinha, do 
Exército e da Aeronáutica; 
• Membros de tribunais superiores; 
• Membros do Tribunal de Contas da 
União; 
• Chefes de missão diplomática de 
caráter permanente. 
STF Art. 102, I, “b” e “c” da CF. 
• Governadores e vice governadores de 
estados e do DF; 
• Membros dos tribunais de contas dos 
estados e do DF; 
• Membros dos tribunais regionais 
federais, tribunais regionais 
eleitorais e tribunais regionais do 
trabalho; 
• Membros dos tribunais de contas dos 
municípios; 
• Membros do Ministério Público da 
União que oficiem perante tribunais; 
• Desembargadores dos tribunais de 
justiça estaduais. 
STJ Art. 105, I, “a” da CF. 
• Todas as pessoas que possuem 
privilégio de foro nos tribunais de 
justiça estaduais, de acordo com a 
previsão específica de cada 
Constituição Estadual ou Lei 
Orgânica do DF. 
• Prefeitos municipais; 
• Promotores de Justiça; 
• Deputados Estaduais. 
TREs 
• Pessoas sem privilégio de foro 
• Ex: vereadores e vice prefeitos. 
Juiz eleitoral 
 
33 Se o crime eleitoral é praticado por candidato durante o período de campanha eleitoral, a competência para julgá-lo será do juiz eleitoral, 
salvo se o candidato tiver foro privilegiado. Ao ganhar as eleições, o candidato poderá passar a gozar de foro privilegiado a depender do 
cargo para o qual foi eleito, a partir da diplomação, gerando a transferência de competência para o processamento e julgamento do crime 
para o novo órgão. 
De acordo com o TSE, cessa a prerrogativa de foro com a extinção do mandato. 
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• Conexão e continência: 
 
Conexão 
Art. 76 CPP 
Continência 
Art. 77 CPP 
✓ Intersubjetiva: ocorre quando duas ou mais infrações 
tiverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias 
pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, 
embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, 
uma contra as outras. 
✓ Objetiva ou teleológica: ocorre quando infrações são 
praticadas para facilitar ou ocultar as outras ou para 
conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer 
delas; 
✓ Probatória: quando a prova de uma infração ou de qualquer 
de suas circunstâncias elementares influir na prova de 
outra infração. 
✓ Concursal ou subjetiva: quando duas ou mais pessoas 
forem acusadas pela mesma infração; 
✓ Objetiva: quando a infração for cometida em concurso 
formal (quando o agente, mediante uma só ação ou 
omissão, pratica dois crimes idênticos – concurso 
homogêneo - ou de espécies distintas – concurso 
heterogêneo). 
- Tanto a conexão quanto a continência implicam a unificação de processos, gerando unidade de julgamento. 
- Há a chamada competência eleitoral prevalente: A Justiça Eleitoral tem a competência para processar e julgar os crimes conexos 
ou em continência com crimes eleitorais, atraindo, portanto, para sua competência o crime eleitoral e o não eleitoral. 
- Segundo o STF, a JE é competente para processar e julgar crime comum conexo com crime eleitoral ainda que haja o 
reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva do delito eleitoral. 
- Súmula nº 704 do STF: Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência 
ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados. Assim, havendo conexão entre crimes 
eleitorais praticados por pessoa com prerrogativa de função e por pessoa sem prerrogativa, deverá ocorrer a atração da competência 
para o processamento e julgamento de ambos os crimes, por conexão, para o foro privilegiado. 
 
➢ Revisão criminal eleitoral: 
• Aplicação do artigo 621 do CPP; 
• Hipóteses de cabimento: 
✓ Existência de sentença penal condenatória transitada em julgado contrária à expressa 
disposição legal ou à evidência dos fatos; 
✓ Existência de sentença penal condenatória transitada em julgado fundada em documentos, 
exames ou depoimentos comprovadamente falsos; 
✓ Descoberta de novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine 
ou autorize a diminuição da pena, após o trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória. 
• Poderá ser requerida a qualquer tempo, até mesmo após a extinção da pena. 
• Legitimados: réu, procurador habilitado ou cônjuge, irmão, ascendente e descendente de réu morto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CRIMES ELEITORAIS 
 
➢ Estão previstos: Código Eleitoral (arts. 289 a 354); LC nº 64/90 (art. 25); Lei nº 6.091/74 (art. 11); e Lei das 
Eleições. 
➢ O Código Eleitoral não prevê sanções penais a título de culpa (não há, portanto, crimes culposos, apenas 
dolosos). 
➢ Em muitos crimes, o Código Eleitoral não prevê pena mínima, apenas a máxima.Nesses casos, deve ser 
considerada a pena mínima de 15 dias para a detenção e 01 ano para a reclusão, conforme art. 284 do CE. 
➢ Art. 285 do CE: quando a lei determinar a agravação ou a atenuação da pena sem mencionar o “quantum”, 
deverá o juiz fixar entre 1/5 e 1/3, guardados os limites da pena cominada ao crime. 
➢ Art. 286 do CE: as penas de multa devem considerar o dia-multa. A quantidade de dias-multa imputáveis 
ao réu (no valor de no mínimo de 1 e no máximo de 300) será fixada conforme arbítrio do juiz, considerando 
a situação econômica do condenado, não podendo ser inferior ao salário mínimo diário da região, nem 
superior ao salário mínimo mensal. A multa pode ser ainda aumentada até o triplo pelo juiz em face da 
situação econômica do réu e da necessidade de combate à ineficácia da medida. 
➢ Para os fins penais, equipara-se a servidor público quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, 
exerce cargo, emprego ou função pública, além de quem exerce cargo, emprego ou função em entidade 
paraestatal ou em sociedade de economia mista. Ademais, são considerados, para fins penais, membros e 
funcionários da Justiça Eleitoral os magistrados a serviço da JE; cidadãos que integrem temporariamente 
órgãos da JE ou que tenham sido nomeados para atuar em mesas receptoras ou apuradoras de votos; e os 
funcionários públicos requisitados pela JE, além dos servidores do quadro efetivo, juízes e membros dos 
tribunais eleitorais. 
➢ Crimes em espécie: 
 
CRIMES CONCERNENTES À FORMAÇÃO DO CORPO ELEITORAL 
Atentam contra o processo de alistamento eleitoral 
Previstos nos artigos 289 a 295 do Código Eleitoral 
Previsão legal Observações 
Art. 289. Inscrever-se fraudulentamente eleitor: 
Pena – reclusão até 5 anos e pagamento de 5 a 15 dias-
multa. 
 
Sujeito ativo: pessoa maior de 18 anos. 
Sujeito passivo: Estado 
Depende da produção de resultado 
Admite tentativa 
Segundo o TSE, o crime se consuma quando o eleitor 
comparece à JE para requerer o alistamento. 
Ac.-TSE, de 3.3.2015, no REspe nº 571991: a prestação de 
auxílio material à inscrição fraudulenta de eleitor caracteriza 
participação no crime previsto neste artigo 
Art. 290. Induzir alguém a se inscrever eleitor com infração 
de qualquer dispositivo deste código: 
Pena – reclusão até 2 anos e pagamento de 15 a 30 dias-
multa. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Sujeito passivo: qualquer pessoa e o Estado 
Se consuma com o ato de induzir a pessoa à realização da 
inscrição ilícita, independente do efetivo deferimento desta 
inscrição. 
Não admite tentativa 
Ac.-TSE, de 3.3.2015, no REspe nº 571991: o crime previsto 
neste dispositivo somente pode ser praticado pelo eleitor, não 
admitindo coautoria, mas participação. 
Ac.-TSE, de 26.2.2013, no REspe nº 198: o tipo descrito neste 
artigo deve ser afastado quando houver o concurso de 
vontades entre o eleitor e o suposto autor da conduta. 
Art. 291. Efetuar o juiz, fraudulentamente, a inscrição de 
alistando: 
Pena – reclusão até 5 anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa. 
 
Sujeito ativo: Juiz eleitoral. 
Sujeito passivo: qualquer pessoa com idade para o alistamento 
Depende da emissão do título eleitoral para sua consumação. 
Admite tentativa 
 
Art. 292. Negar ou retardar a autoridade judiciária, sem 
fundamento legal, a inscrição requerida: 
Pena – pagamento de 30 a 60 dias-multa. 
 
Sujeito ativo: Juiz eleitoral. 
Sujeito passivo: qualquer pessoa com idade para o alistamento 
 
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Art. 293. Perturbar ou impedir de qualquer forma o 
alistamento: 
Pena – detenção de 15 dias a 6 meses ou pagamento de 30 a 
60 dias-multa. 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Sujeito passivo: alistando ou servidor da JE. 
Admite tentativa 
 
 
 
Art. 295. Reter título eleitoral contra a vontade do eleitor: 
Pena – detenção até dois meses ou pagamento de 30 a 60 dias-
multa. 
 
Lei nº 9.504/1997, art. 91, parágrafo único: "a retenção de 
título eleitoral ou do comprovante do alistamento eleitoral 
constitui crime, punível com detenção, de um a três meses, 
com a alternativa de prestação de serviços à comunidade por 
igual período, e multa no valor de cinco mil a dez mil Ufirs". 
 
 
CRIMES RELATIVOS À FORMAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS 
Previstos no Código Eleitoral 
Previsão legal Observações 
Art. 319. Subscrever o eleitor mais de uma ficha de registro 
de um ou mais partidos: 
Pena – detenção até 1 mês ou pagamento de 10 a 30 dias-
multa. 
 
Tenta impedir que um mesmo eleitor contribua com a sua 
assinatura para o apoiamento mínimo necessário à 
constituição de mais um partido, ao mesmo tempo. 
Sujeito ativo: qualquer cidadão 
Sujeito passivo: partidos políticos e o Estado. 
Admite tentativa. 
Art. 320. Inscrever-se o eleitor, simultaneamente, em dois ou 
mais partidos: 
Pena – pagamento de 10 a 20 dias-multa. 
 
Tornou-se crime impossível em razão de a dupla filiação não 
ser mais viável, já que quando o cidadão filiado a um partido 
se filia a outro, há o cancelamento automático da filiação 
anterior. 
Art. 321. Colher assinatura do eleitor em mais de uma ficha 
de registro de partido: 
Pena – detenção até dois meses ou pagamento de 20 a 40 dias-
multa. 
 
Busca punir a conduta do terceiro agenciador que promove a 
colheita reiterada de assinaturas para tal fim. 
Art. 338. Não assegurar o funcionário postal a prioridade 
prevista no art. 239: 
Pena – pagamento de 30 a 60 dias-multa. 
 
Prioridade postal aos partidos políticos durante os 60 dias 
anteriores à eleição, para remessa de material de propaganda 
de seus candidatos registrados. 
Não é admitida a tentativa. 
Art. 346. Violar o disposto no art. 377: 
Pena – detenção até seis meses e pagamento de 30 a 60 dias-
multa. 
 
Art. 377. O serviço de qualquer repartição, federal, estadual, 
municipal, autarquia, fundação do Estado, sociedade de 
economia mista, entidade mantida ou subvencionada pelo 
Poder Público, ou que realiza contrato com este, inclusive o 
respectivo prédio e suas dependências, não poderá ser 
utilizado para beneficiar partido ou organização de caráter 
político. 
 
CRIMES RELATIVOS À INELEGIBILIDADE 
Previsto na LC 64/90 
Previsão legal Observações 
Art. 25. Constitui crime eleitoral a argüição de inelegibilidade, 
ou a impugnação de registro de candidato feito por 
interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de 
autoridade, deduzida de forma temerária ou de manifesta má-
fé: 
 Pena: detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa 
de 20 (vinte) a 50 (cinqüenta) vezes o valor do Bônus do 
Tesouro Nacional (BTN) e, no caso de sua extinção, de título 
público que o substitua. 
 
Exige o dolo para sua consumação, o qual pode ser dolo direto 
ou dolo eventual. Não admite a modalidade culposa. 
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CRIMES RELATIVOS À PROPAGANDA ELEITORAL 
Previstos tanto no Código Eleitoral quanto na Lei das Eleições 
Previsão legal Observações 
Art. 323 do CE. Divulgar, na propaganda eleitoral ou 
durante período de campanha eleitoral, fatos que sabe 
inverídicos em relação a partidos ou a candidatos e capazes de 
exercer influência perante o eleitorado: 
Pena – detenção de dois meses a um ano ou pagamento de 120 
a 150 dias-multa. 
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem produz, oferece ou vende 
vídeo com conteúdo inverídico acerca de partidos ou 
candidatos. 
§ 2º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até metade se o 
crime: 
I – é cometido por meio da imprensa, rádio ou televisão, ou por 
meio da internet ou de rede social, ou é transmitido em tempo 
real; 
II – envolve menosprezo ou discriminação à condição de 
mulher ou à sua cor, raça ou etnia. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa; 
Sujeito passivo: partido político atingido e os candidatos alvo 
das mentiras proferidas. 
Admitida a tentativa. 
Ac.-TSE,de 25.6.2015, no AgR-RMS nº 10404: o tipo penal 
indicado não exige que os fatos tenham potencial para definir 
a eleição, bastando que sejam “capazes de exercerem 
influência perante o eleitorado”. 
Art. 324 do CE. Caluniar alguém, na propaganda eleitoral, 
ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente 
fato definido como crime: 
Pena – detenção de seis meses a dois anos e pagamento de 10 
a 40 dias-multa. 
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem, sabendo falsa a 
imputação, a propala ou divulga. 
§ 2º A prova da verdade do fato imputado exclui o crime, mas 
não é admitida: 
I – se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o 
ofendido, não foi condenado por sentença irrecorrível; 
II – se o fato é imputado ao presidente da República ou chefe 
de governo estrangeiro; 
III – se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido 
foi absolvido por sentença irrecorrível. 
 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa; 
Sujeito passivo: candidato. 
Crime formal, não sendo necessário que tenha efetivamente 
ocorrido prejuízo para a vítima, se consumando quando o fato 
se torna conhecido de terceiros. 
Ac.-TSE, de 21.2.2019, no AgR-REspe nº 22484: o crime de 
calúnia eleitoral exige a imputação a alguém de fato 
determinado definido como crime, não sendo suficientes 
alegações genéricas, ainda que atinjam a honra do 
destinatário. 
Art. 325 do CE. Difamar alguém, na propaganda eleitoral, ou 
visando a fins de propaganda, imputando-lhe fato ofensivo à 
sua reputação: 
Pena – detenção de três meses a um ano e pagamento de 5 a 
30 dias-multa. 
Parágrafo único. A exceção da verdade somente se admite 
se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao 
exercício de suas funções. 
Difamação – imputação de fato ofensivo à reputação da vítima 
que não constitui crime. 
Sujeito ativo: qualquer pessoa; 
Sujeito passivo: candidato. 
Crime formal, se consumando quando o fato propagado chega 
ao conhecimento de terceiros, ainda que não haja prejuízos 
para a vítima. 
Ac.-TSE, de 14.12.2010, no HC nº 187635: desnecessidade de 
que a ofensa seja praticada contra candidato para a tipificação 
do crime previsto neste artigo. 
Ac.-TSE, de 6.10.2015, no REspe nº 186819 e, de 13.10.2011, 
no HC nº 114080: para a tipificação da conduta prevista neste 
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artigo, basta que a difamação seja praticada no âmbito de atos 
típicos de propaganda eleitoral ou para fins desta. 
Ac.-TSE, de 17.5.2011, no RHC nº 761681: o deferimento do 
direito de resposta e a interrupção da divulgação da ofensa 
não excluem a ocorrência dos crimes de difamação e de 
divulgação de fatos inverídicos na propaganda eleitoral. 
 
Art. 32634 do CE. Injuriar alguém, na propaganda eleitoral, 
ou visando a fins de propaganda, ofendendo-lhe a dignidade 
ou o decoro: 
Pena – detenção até seis meses, ou pagamento de 30 a 60 
dias-multa. 
§ 1º O juiz pode deixar de aplicar a pena: 
I – se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente 
a injúria; 
II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra 
injúria. 
§ 2º Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por 
sua natureza ou meio empregado, se considerem aviltantes: 
Pena – detenção de três meses a um ano e pagamento de 5 a 
20 dias-multa, além das penas correspondentes à violência 
prevista no Código Penal. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa; 
Sujeito passivo: candidato. 
Crime formal, se consumando quando o fato propagado chega 
ao conhecimento de terceiros, ainda que não haja prejuízos 
para a vítima. 
Art. 331 do CE. Inutilizar, alterar ou perturbar meio de 
propaganda devidamente empregado: 
Pena – detenção até seis meses ou pagamento de 90 a 120 
dias-multa. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa; 
Sujeito passivo: candidato e partido político titular da 
propaganda. 
Admitida a tentativa. 
 
Art. 332 do CE. Impedir o exercício de propaganda: 
Pena – detenção até seis meses e pagamento de 30 a 60 dias-
multa. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa; 
Sujeito passivo: candidato e partido político titular da 
propaganda. 
Admitida a tentativa. 
 
Art. 334 do CE. Utilizar organização comercial de vendas, 
distribuição de mercadorias, prêmios e sorteios para 
propaganda ou aliciamento de eleitores: 
Pena – detenção de seis meses a um ano e cassação do registro 
se o responsável for candidato. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa, em especial candidato. 
 
Art. 335 do CE. Fazer propaganda, qualquer que seja a sua 
forma, em língua estrangeira: 
Sujeito ativo: qualquer pessoa; 
Sujeito passivo: Estado. 
 
34 Art. 327. As penas cominadas nos arts. 324, 325 e 326 aumentam-se de 1/3 (um terço) até metade, se qualquer dos crimes é cometido: 
I – contra o presidente da República ou chefe de governo estrangeiro; 
II – contra funcionário público, em razão de suas funções; 
III – na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da ofensa; 
IV – com menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia; 
V – por meio da Internet ou de rede social ou com transmissão em tempo real. 
 
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Pena – detenção de três a seis meses e pagamento de 30 a 60 
dias-multa. 
Parágrafo único. Além da pena cominada, a infração ao 
presente artigo importa na apreensão e perda do material 
utilizado na propaganda. 
 
Art. 337 do CE. Participar, o estrangeiro ou brasileiro que 
não estiver no gozo dos seus direitos políticos, de atividades 
partidárias, inclusive comícios e atos de propaganda em 
recintos fechados ou abertos: 
Pena – detenção até seis meses e pagamento de 90 a 120 dias-
multa. 
Parágrafo único. Na mesma pena incorrerá o responsável 
pelas emissoras de rádio ou televisão que autorizar 
transmissões de que participem os mencionados neste artigo, 
bem como o diretor de jornal que lhes divulgar os 
pronunciamentos. 
 
Sujeito ativo: qualquer brasileiro que não esteja no gozo dos 
seus direitos políticos e estrangeiro; 
Sujeito passivo: Estado. 
De acordo com o TSE, o estrangeiro, exceto o asilado político, 
poderá efetuar no Brasil campanha eleitoral de candidatos do 
partido de origem, não se aplicando as normas sobre 
propaganda eleitoral previstas na Lei das Eleições e nas 
instruções que regulam as eleições brasileiras nesse caso. 
Art. 33 da Lei das Eleições 
§ 4º A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, 
punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor 
de cinqüenta mil a cem mil UFIR. 
 
Trata-se de crime de dano, sendo punida a conduta pelo 
simples potencial lesivo que contém em si mesma. 
Art. 34 da Lei das Eleições 
§ 2º O não-cumprimento do disposto neste artigo ou qualquer 
ato que vise a retardar, impedir ou dificultar a ação 
fiscalizadora dos partidos constitui crime, punível com 
detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de 
prestação de serviços à comunidade pelo mesmo prazo, e 
multa no valor de dez mil a vinte mil UFIR. 
 
O caput do art. 34 foi vetado de forma que a parte inicial do 
§2º, que remete ao caput, é inaplicável. A parte restante 
(retardar, impedir, etc.) continua válida. 
Art. 34 da Lei das Eleições 
§ 3º A comprovação de irregularidade nos dados publicados 
sujeita os responsáveis às penas mencionadas no parágrafo 
anterior, sem prejuízo da obrigatoriedade da veiculação dos 
dados corretos no mesmo espaço, local, horário, página, 
caracteres e outros elementos de destaque, de acordo com o 
veículo usado. 
 
Complementa os tipos penais anteriores (art. 33, §4º e art. 34, 
§2º). 
Art. 39 da Lei das Eleições 
§ 5º Constituem crimes, no dia da eleição, puníveis com 
detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de 
prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e 
multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR: 
I - o uso de alto-falantes e amplificadores desom ou a 
promoção de comício ou carreata; 
II - a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca 
de urna; 
III - a divulgação de qualquer espécie de propaganda de 
partidos políticos ou de seus candidatos. 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Sujeito passivo: sociedade como um todo e os serviços da JE. 
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IV - a publicação de novos conteúdos ou o 
impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet de 
que trata o art. 57-B desta Lei, podendo ser mantidos em 
funcionamento as aplicações e os conteúdos publicados 
anteriormente. 
Art. 40 da Lei das Eleições. O uso, na propaganda eleitoral, 
de símbolos, frases ou imagens, associadas ou semelhantes às 
empregadas por órgão de governo, empresa pública ou 
sociedade de economia mista constitui crime, punível com 
detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de 
prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e 
multa no valor de dez mil a vinte mil UFIR. 
Segundo o TSE, para configurar o tipo penal é imprescindível 
que o ato praticado seja tipicamente de propaganda eleitoral. 
A utilização de atos de governo, nos quais será lícito o uso de 
símbolos da prefeitura, com finalidade eleitoral, pode, em tese, 
configurar abuso do poder político, a ser apurado em processo 
específico. 
Art. 57-H da Lei das Eleições 
§ 1o Constitui crime a contratação direta ou indireta de grupo 
de pessoas com a finalidade específica de emitir mensagens ou 
comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a 
imagem de candidato, partido ou coligação, punível com 
detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa de R$ 15.000,00 
(quinze mil reais) a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). 
 
Art. 57-H da Lei das Eleições 
§ 2o Igualmente incorrem em crime, punível com detenção de 
6 (seis) meses a 1 (um) ano, com alternativa de prestação de 
serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa de R$ 
5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 30.000,00 (trinta mil reais), as 
pessoas contratadas na forma do § 1o. 
 
Art. 100-A da Lei das Eleições. A contratação direta ou 
terceirizada de pessoal para prestação de serviços referentes 
a atividades de militância e mobilização de rua nas 
campanhas eleitorais observará os seguintes limites, impostos 
a cada candidato: (...) 
§ 5o O descumprimento dos limites previstos nesta Lei 
sujeitará o candidato às penas previstas no art. 299 da Lei 
no 4.737, de 15 de julho de 1965. 
Art. 299 do Código Eleitoral. Dar, oferecer, prometer, 
solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, 
ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para 
conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja 
aceita: 
 Pena - reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a 
quinze dias-multa. 
 
 
CRIMES RELATIVOS À VOTAÇÃO 
Previstos nos arts. 296 a 312 e 316 do Código Eleitoral (muitos deles se encontram com pouca 
utilização em razão da aplicação do sistema eletrônico de votação) 
Previsão legal Observações 
Art. 296. Promover desordem que prejudique os trabalhos 
eleitorais; 
 Pena - Detenção até dois meses e pagamento de 60 a 90 
dias-multa. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Sujeito passivo: Estado. 
Admite tentativa. 
Art. 297. Impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio: 
 Pena - Detenção até seis meses e pagamento de 60 a 100 
dias-multa. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Sujeito passivo: eleitor e Estado. 
Admite tentativa. 
 Art. 298. Prender ou deter eleitor, membro de mesa 
receptora, fiscal, delegado de partido ou candidato, com 
violação do disposto no Art. 236: 
 Pena - Reclusão até quatro anos. (Uma das maiores penas 
previstas para crimes eleitorais) 
 
Art. 236 do Código Eleitoral. Nenhuma autoridade poderá, 
desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta e oito) horas 
depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer 
eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença 
criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por 
desrespeito a salvo-conduto. 
 Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para 
si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra 
Caracteriza o crime de corrupção eleitoral nas modalidades 
ativa e passiva. 
Sujeito ativo: qualquer pessoa 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4737.htm#art299
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4737.htm#art299
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vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou 
prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita: 
 Pena - reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a 
quinze dias-multa. 
 
Sujeito passivo: eleitor. 
 Art. 300. Valer-se o servidor público da sua autoridade para 
coagir alguém a votar ou não votar em determinado candidato 
ou partido: 
 Pena - detenção até seis meses e pagamento de 60 a 100 
dias-multa. 
 Parágrafo único. Se o agente é membro ou funcionário da 
Justiça Eleitoral e comete o crime prevalecendo-se do cargo a 
pena é agravada. 
 
Sujeito ativo: sempre servidor público. 
Sujeito passivo: eleitor. 
Consuma-se independentemente da ocorrência de resultado 
naturalístico, bastando a coação. 
Admite tentativa. 
Art. 301. Usar de violência ou grave ameaça para coagir 
alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou 
partido, ainda que os fins visados não sejam conseguidos: 
 Pena - reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a 
quinze dias-multa. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Sujeito passivo: eleitor. 
Admite tentativa. 
Art. 302. Promover, no dia da eleição, com o fim de impedir, 
embaraçar ou fraudar o exercício do voto a concentração de 
eleitores, sob qualquer forma, inclusive o fornecimento 
gratuito de alimento e transporte coletivo: 
 Pena - reclusão de quatro (4) a seis (6) anos e pagamento 
de 200 a 300 dias-multa. 
 
Natureza formal: não precisa do efetivo impedimento ao 
exercício do voto para sua consumação. 
 Art. 303. Majorar os preços de utilidades e serviços 
necessários à realização de eleições, tais como transporte e 
alimentação de eleitores, impressão, publicidade e divulgação 
de matéria eleitoral. 
 Pena - pagamento de 250 a 300 dias-multa. 
 
 
 Art. 304. Ocultar, sonegar açambarcar ou recusar no dia da 
eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, 
alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade 
dos mesmos a determinado partido ou candidato: 
 Pena - pagamento de 250 a 300 dias-multa. 
 
 
Art. 305. Intervir autoridade estranha à mesa receptora, 
salvo o juiz eleitoral, no seu funcionamento sob qualquer 
pretexto: 
 Pena - detenção até seis meses e pagamento de 60 a 90 
dias-multa. 
 
Admite tentativa. 
 Art. 306. Não observar a ordem em que os eleitores devem 
ser chamados a votar: 
 Pena - pagamento de 15 a 30 dias-multa. 
 
Sujeito ativo: mesários 
Sujeito passivo: eleitor 
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Art. 309. Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em lugar 
de outrem: 
 Pena - reclusão até três anos. 
 
Sujeito ativo: qualquer eleitor 
Sujeito passivo: eleitor 
Crime de atentado – a mera tentativa já recebe a mesma 
sanção da modalidade consumada, sem qualquer redução. 
Não admite tentativa nos moldes do art. 14, parágrafo único 
do Código Penal. 
Art. 310. Praticar, ou permitir membro da mesa receptora que 
seja praticada, qualquer irregularidade que determine a 
anulação de votação, salvo no caso do Art. 311: 
 Pena - detenção até seis meses ou pagamento de 90 a 120 
dias-multa. 
 
 
Art. 312. Violar ou tentar violar o sigilo do voto: 
 Pena - detenção até dois anos. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
É um tipo penal residual às demais espéciesmajoritário. São estabelecidos dois tipos de 
unidades eleitorais: os distritos eleitorais uninominais e as circunscrições plurinominais. Desse modo, 
300 deputados são eleitos pelo sistema de maioria relativa nos distritos e 200 são eleitos 
proporcionalmente. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art4
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art4
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14211.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14211.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14211.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14211.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14211.htm#art1
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Partidos Políticos 
 
➢ Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado. 
 
➢ A disciplina jurídica sobre partidos políticos se encontra na Constituição Federal, na Lei nº 9.096/95 (Lei 
Geral dos Partidos Políticos) e na Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições). 
 
➢ Disciplina na Constituição Federal: Capítulo V do Título II. 
 
• Art. 17: É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania 
nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana. 
Ademais, deverão ser observados ainda: o caráter nacional; a proibição de receber recursos financeiros 
de entidade ou governo estrangeiro ou subordinação a estes; a prestação de contas à Justiça Eleitoral e 
o funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
 
• A Constituição assegura aos partidos políticos autonomia para: definir estrutura e organização interna; 
liberdade para adoção dos critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais; direito aos recursos 
do fundo partidário; acesso gratuito ao rádio e à televisão; e proibição de utilização de organização 
paramilitar. 
 
• Emenda Constitucional nº 97/2017: 
 
o Estabeleceu o fim das coligações eleitorais nas eleições proporcionais a partir das eleições 2020. As 
coligações nas eleições majoritárias (senadores, prefeitos, governadores e presidente) continuam sendo 
permitidas. Vide o tópico sobre Federações no fim do capítulo, conteúdo relacionado com o de coligações. 
 
o Implantou uma cláusula de desempenho eleitoral no art. 17, §3º, a partir das eleições de 2018, 
implantando-se de forma gradual até a consolidação no ano de 2030. 
 
Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma 
da lei, os partidos políticos que alternativamente: 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos 
válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois 
por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
 
 
 
3% dos votos válidos 
2% dos votos válidos em cada unidade 
15 Deputados Federais 
 
 Como dito, tal regra será implantada de forma gradual, sendo exigidos os seguintes percentuais da 
seguinte forma: 
 
Legislatura seguinte às eleições de 
2018 
 
1,5% dos votos válidos 
1% dos votos válidos em cada 
unidade 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 1,5% (um e meio por cento) 
dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um 
terço das unidades da Federação, com um mínimo 
de 1% (um por cento) dos votos válidos em cada uma 
delas; ou 
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9 Deputados Federais II – tiverem elegido pelo menos nove Deputados 
Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
Legislatura seguinte às eleições de 
2022 
 
2% dos votos válidos 
1% dos votos válidos em cada 
unidade 
11 Deputados Federais 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 2% (dois por cento) dos 
votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço 
das unidades da Federação, com um mínimo de 1% 
(um por cento) dos votos válidos em cada uma delas; 
ou 
II – tiverem elegido pelo menos onze Deputados 
Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
Legislatura seguinte às eleições de 
2026 
 
2,5% dos votos válidos 
1,5% dos votos válidos em cada 
unidade 
13 Deputados Federais 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 2,5% (dois e meio por cento) 
dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um 
terço das unidades da Federação, com um mínimo 
de 1,5% (um e meio por cento) dos votos válidos em 
cada uma delas; ou 
II – tiverem elegido pelo menos treze Deputados 
Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
 
 
➢ Disciplina na Lei nº 9.096/95 (Lei Geral dos Partidos Políticos): 
 
• Conceito de partido político: é uma pessoa jurídica de direito privado destinada a assegurar, no interesse 
do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e defender os direitos fundamentais 
definidos na Constituição Federal. 
 
• Os partidos políticos não se equiparam às entidades para estatais. 
 
• Embora possuam autonomia de organização e de funcionamento, a partir de maio de 2020, os partidos 
passaram a ser obrigados por decisão do TSE a reservar cotas de gênero para as comissões executivas e 
para os diretórios municipais, estaduais e federais. 
 
• Art. 6º da Lei – disciplina a vedação constitucional de utilização de organização paramilitar por partidos 
políticos, sendo proibido ministrar instrução militar ou paramilitar, usar organização da mesma 
natureza e adotar uniforme para os seus membros. 
 
• Apoiamento mínimo: 
 
✓ É o critério de verificação do caráter nacional do partido político, caráter exigido pela legislação para a 
criação dos partidos. Trata-se, portanto, de um requisito obrigatório. 
✓ Art. 7º, §1º - só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, 
considerando-se como tal aquele que comprove o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos, 
meio por cento dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados 
os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. Importante frisar que a coleta de 
assinaturas de eleitores para formação do apoiamento mínimo deverá ocorrer durante o período de dois 
anos. 
 
 
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APOIAMENTO MÍNIMO – CARÁTER NACIONAL 
0,5% dos votos válidos 
dados na última eleição 
para a Câmara dos 
Deputados 
Distribuição dos votos em 
1/3 ou mais dos estados 
Com mínimo de 0,1% do 
eleitorado que haja votado 
em cada um deles. 
 
• Criação e registro dos partidos políticos: 
 
✓ 1º fase: partido precisa requerer o registro no cartório do Registro Civil de pessoas jurídicas do local de 
sua sede, quando então adquirirá a sua personalidade jurídica. 
✓ 2º fase: partido promove a obtenção do apoiamento mínimo. 
✓ 3ª fase: realização do registro do estatuto do novo partido no TSE. 
 
Obs.: 
1) Somente após o registro no TSE, é garantido ao partido o recebimento de recursos do fundo partidário, 
o acesso gratuito ao rádio e à TV e a exclusividade de sua denominação, sigla e símbolos, bem como a 
possibilidade de participar das eleições. 
2) É necessário que o partido comunique ao TSE a constituição e as alterações de seus órgãos de direção 
nacional e os nomes dos respectivos integrantes, e aos TREs quando tais informações forem referentes 
aos órgãos de direção estaduais, municipais ou zonais. 
 
 
• Fusão, incorporaçãoprevistas no 
capítulo. 
Admite tentativa. 
 
 
CRIMES RELATIVOS AO TRANSPORTE DE ELEITORES 
Previsto na Lei nº 6.091/74 
Previsão legal Observações 
Art. 11. Constitui crime eleitoral: 
I - descumprir, o responsável por órgão, repartição ou unidade 
do serviço público, o dever imposto no art. 3º, ou prestar, 
informação inexata que vise a elidir, total ou parcialmente, a 
contribuição de que ele trata: 
Pena - detenção de quinze dias a seis meses e pagamento de 
60 a 100 dias - multa; 
II - desatender à requisição de que trata o art. 2º: 
Pena - pagamento de 200 a 300 dias-multa, além da apreensão 
do veículo para o fim previsto; 
III - descumprir a proibição dos artigos 5º, 8º e 10º; 
Pena - reclusão de quatro a seis anos e pagamento de 200 a 
300 dias-multa (art. 302 do Código Eleitoral); 
IV - obstar, por qualquer forma, a prestação dos serviços 
previstos nos arts. 4º e 8º desta Lei, atribuídos à Justiça 
Eleitoral: 
Pena - reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos; 
V - utilizar em campanha eleitoral, no decurso dos 90 
(noventa) dias que antecedem o pleito, veículos e embarcações 
pertencentes à União, Estados, Territórios, Municípios e 
respectivas autarquias e sociedades de economia mista: 
Pena - cancelamento do registro do candidato ou de seu 
diploma, se já houver sido proclamado eleito. 
Parágrafo único. O responsável, pela guarda do veículo ou da 
embarcação, será punido com a pena de detenção, de 15 
(quinze) dias a 6 (seis) meses, e pagamento de 60 (sessenta) a 
100 (cem) dias-multa. 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4737.htm#art302
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CRIMES RELATIVOS AO RESULTADO LEGÍTIMO DAS ELEIÇÕES 
Previstos no Código Eleitoral (arts. 313 ao 318) e na Lei das Eleições (arts. 68 e 72) 
Previsão legal Observações 
Arts. 313, 314 e 315 do Código Eleitoral se referem à votação 
em urnas de lona. 
 
Art. 316 do CE. Não receber ou não mencionar nas atas da 
eleição ou da apuração os protestos devidamente formulados 
ou deixar de remetê-los à instância superior: 
 Pena - reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-
multa. 
 
Crime omissivo 
Sujeito ativo: aqueles que participam do processo de apuração 
e integrantes da mesa receptora de votos. 
Art. 317 do CE. Violar ou tentar violar o sigilo da urna ou dos 
invólucros. 
 Pena - reclusão de três a cinco anos. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
 Art. 318 do CE. Efetuar a mesa receptora a contagem dos 
votos da urna quando qualquer eleitor houver votado sob 
impugnação (art. 190): 
 Pena - detenção até um mês ou pagamento de 30 a 60 
dias-multa. 
 
Sujeito ativo: mesários, sendo admitida a participação de 
terceiros. 
Art. 68 da Lei das Eleições. O boletim de urna, segundo 
modelo aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral, conterá os 
nomes e os números dos candidatos nela votados. 
§ 1º O Presidente da Mesa Receptora é obrigado a entregar 
cópia do boletim de urna aos partidos e coligações 
concorrentes ao pleito cujos representantes o requeiram até 
uma hora após a expedição. 
§ 2º O descumprimento do disposto no parágrafo anterior 
constitui crime, punível com detenção, de um a três meses, 
com a alternativa de prestação de serviço à comunidade pelo 
mesmo período, e multa no valor de um mil a cinco mil UFIR. 
 
 
Art. 72 da Lei das Eleições. Constituem crimes, puníveis 
com reclusão, de cinco a dez anos: 
I - obter acesso a sistema de tratamento automático de dados 
usado pelo serviço eleitoral, a fim de alterar a apuração ou a 
contagem de votos; 
II - desenvolver ou introduzir comando, instrução, ou 
programa de computador capaz de destruir, apagar, eliminar, 
alterar, gravar ou transmitir dado, instrução ou programa ou 
provocar qualquer outro resultado diverso do esperado em 
sistema de tratamento automático de dados usados pelo 
serviço eleitoral; 
III - causar, propositadamente, dano físico ao equipamento 
usado na votação ou na totalização de votos ou a suas partes. 
 
 
 
 
 
 
 
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CRIMES RELATIVOS À ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS 
ELEITORAIS 
Previstos no Código Eleitoral 
Previsão legal Observações 
Art. 296. Promover desordem que prejudique os trabalhos 
eleitorais; 
 Pena - Detenção até dois meses e pagamento de 60 a 90 
dias-multa. 
 
Conduta típica bastante genérica, sendo residual a outros 
tipos penais mais específicos. 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Art. 339 - Destruir, suprimir ou ocultar urna contendo votos, 
ou documentos relativos à eleição: 
 Pena - reclusão de dois a seis anos e pagamento de 5 a 15 
dias-multa. 
 Parágrafo único. Se o agente é membro ou funcionário da 
Justiça Eleitoral e comete o crime prevalecendo-se do cargo, a 
pena é agravada. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Art. 340. Fabricar, mandar fabricar, adquirir, fornecer, ainda 
que gratuitamente, subtrair ou guardar urnas, objetos, 
mapas, cédulas ou papéis de uso exclusivo da Justiça 
Eleitoral: 
 Pena - reclusão até três anos e pagamento de 3 a 15 dias-
multa. 
 Parágrafo único. Se o agente é membro ou funcionário da 
Justiça Eleitoral e comete o crime prevalecendo-se do cargo, a 
pena é agravada. 
 
 
Art. 341. Retardar a publicação ou não publicar, o diretor ou 
qualquer outro funcionário de órgão oficial federal, estadual, 
ou municipal, as decisões, citações ou intimações da Justiça 
Eleitoral: 
 Pena - detenção até um mês ou pagamento de 30 a 60 
dias-multa. 
 
Crime próprio – somente pode ser praticado por quem tem o 
dever de realizar as publicações na imprensa oficial. 
Art. 342. Não apresentar o órgão do Ministério Público, no 
prazo legal, denúncia ou deixar de promover a execução de 
sentença condenatória: 
 Pena - detenção até dois meses ou pagamento de 60 a 90 
dias-multa. 
 
Crime próprio – somente pode ser praticado por membro do 
MP. 
Art. 343. Não cumprir o juiz o disposto no § 3º do Art. 357: 
 Pena - detenção até dois meses ou pagamento de 60 a 90 
dias-multa. 
Art. 357, § 3º. Se o órgão do Ministério Público não oferecer a 
denúncia no prazo legal representará contra ele a autoridade 
judiciária, sem prejuízo da apuração da responsabilidade 
penal. 
Art. 344. Recusar ou abandonar o serviço eleitoral sem justa 
causa: 
 Pena - detenção até dois meses ou pagamento de 90 a 120 
dias-multa. 
Sujeito ativo: qualquer pessoa que esteja convocada a servir à 
JE; 
É classificado como crime comissivo por omissão. 
Art. 345. Não cumprir a autoridade judiciária, ou qualquer 
funcionário dos órgãos da Justiça Eleitoral, nos prazos legais, 
os deveres impostos por este Código, se a infração não estiver 
sujeita a outra penalidade: 
Sujeito ativo: qualquer pessoa que atue na JE, ainda que 
temporariamente; 
 
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 Pena - pagamento de trinta a noventa dias-multa. 
 
Art. 347. Recusar alguém cumprimento ou obediência a 
diligências, ordens ou instruções da Justiça Eleitoral ou opor 
embaraços à sua execução: 
 Pena - detenção de três meses a um ano e pagamento de 
10 a 20 dias-multa. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa que pratique a conduta 
omissiva descrita dolosamente. 
Não admite tentativa. 
 
CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA ELEITORAL 
Previstos no Código Eleitoral 
Previsão legal Observações 
 Art. 348. Falsificar, no todo ou em parte, documento público, 
ou alterar documento público verdadeiro, para fins eleitorais: 
 Pena - reclusão de dois a seis anos e pagamento de 15 a 
30 dias-multa. 
 § 1º Se o agente é funcionário público e comete o crime 
prevalecendo-se do cargo, a pena é agravada. 
 § 2º Para os efeitos penais, equipara-se a documento 
público o emanado de entidade paraestatal inclusiveFundação do Estado. 
 
Sujeito ativo: qualquer pessoa. 
Admitida a tentativa. 
Falsificação ou alteração grosseira configura crime 
impossível. 
Art. 349. Falsificar, no todo ou em parte, documento 
particular ou alterar documento particular verdadeiro, para 
fins eleitorais: 
 Pena - reclusão até cinco anos e pagamento de 3 a 10 dias-
multa. 
 
Tipo semelhante ao anterior diferenciando-se apenas pela 
natureza do documento. 
Art. 350. Omitir, em documento público ou particular, 
declaração que dêle devia constar, ou nele inserir ou fazer 
inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, 
para fins eleitorais: 
 Pena - reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-
multa, se o documento é público, e reclusão até três anos e 
pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular. 
 Parágrafo único. Se o agente da falsidade documental é 
funcionário público e comete o crime prevalecendo-se do cargo 
ou se a falsificação ou alteração é de assentamentos de 
registro civil, a pena é agravada. 
 
O referido tipo penal já não aborda a falsidade material como 
os anteriores, mas sim a falsidade ideológica. 
Art. 352. Reconhecer, como verdadeira, no exercício da função 
pública, firma ou letra que o não seja, para fins eleitorais: 
 Pena - reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-
multa se o documento é público, e reclusão até três anos e 
pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular. 
 
Crime próprio – cometido apenas por pessoa no exercício de 
função pública. 
Art. 353. Fazer uso de qualquer dos documentos falsificados 
ou alterados, a que se referem os artigos. 348 a 352: 
 Pena - a cominada à falsificação ou à alteração. 
 
Quem usa o documento falsificado incorre nas mesmas penas 
atribuídas a quem falsifica ou adultera. 
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 Art. 354. Obter, para uso próprio ou de outrem, documento 
público ou particular, material ou ideologicamente falso para 
fins eleitorais: 
 Pena - a cominada à falsificação ou à alteração. 
 
A prática desta conduta para fins de uso próprio do documento 
falsificado faz que com que o tipo penal previsto no art. 353 se 
torne mero exaurimento, quando se tratar do mesmo 
documento. 
Art. 354-A. Apropriar-se o candidato, o administrador 
financeiro da campanha, ou quem de fato exerça essa função, 
de bens, recursos ou valores destinados ao financiamento 
eleitoral, em proveito próprio ou alheio: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. 
 
 
Art. 326-A. Dar causa à instauração de investigação policial, 
de processo judicial, de investigação administrativa, de 
inquérito civil ou ação de improbidade administrativa, 
atribuindo a alguém a prática de crime ou ato infracional de 
que o sabe inocente, com finalidade eleitoral: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa. 
§ 1º A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se 
serve do anonimato ou de nome suposto. 
§ 2º A pena é diminuída de metade, se a imputação é 
de prática de contravenção. 
§ 3º Incorrerá nas mesmas penas deste artigo quem, 
comprovadamente ciente da inocência do denunciado e com 
finalidade eleitoral, divulga ou propala, por qualquer meio ou 
forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribuído. 
Esse artigo trata da chamada denunciação caluniosa com 
finalidade eleitoral. 
 
 
 
Boa prova!e extinção dos partidos políticos: 
 
✓ Art. 27 da Lei - Quando um partido se dissolve, se incorpora ou se funde a outro, o seu registro fica 
cancelado junto ao ofício civil e ao TSE. 
✓ Fusão – dois partidos se juntam e se extinguem para formar um novo partido. Dá-se através da 
elaboração de projetos comuns de estatuto e de programa pelos órgãos de direção nacional dos partidos 
envolvidos, os quais precisam ser aprovados em reunião conjunta entre os órgãos de deliberação nacional 
de ambos. Aprovados os documentos, será eleito um órgão de direção nacional que promoverá o registro 
do novo partido. 
 
Obs.: No caso da fusão, a existência legal do novo partido se inicia com o registro, no Cartório competente 
da sede do novo partido, do estatuto e do programa, sendo, portanto, reconhecida sua existência antes 
mesmo da averbação de seu estatuto no TSE. Ademais, é desnecessária a obtenção do apoiamento 
mínimo. 
 
✓ Incorporação – um partido deixa de existir, passando a integrar outro partido. O partido incorporando 
delibera, por maioria absoluta do órgão nacional de deliberação, sobre a adoção do programa e do estatuto 
de outro partido. Realiza-se uma eleição do novo órgão de direção nacional, reunidos os órgãos nacionais 
de deliberação dos dois partidos. Enfim, o instrumento de incorporação é levado ao Cartório competente 
do Distrito Federal para cancelar o registro do partido incorporado. 
 
Obs.: Até que haja legislação específica sobre o caso, havendo incorporação de partidos, as sanções que 
forem aplicadas aos órgãos partidários regionais e municipais do partido incorporado, inclusive as 
decorrentes de prestação de contas e as de responsabilização de dirigentes, não serão aplicadas ao partido 
incorporador nem aos novos dirigentes, mas tão somente aos que já integravam o partido incorporado 
(EC 111/2021). 
 
✓ Extinção – O partido pode se dissolver de acordo com a previsão do seu próprio estatuto ou ter seu 
registro civil e estatuto cancelados após decisão judicial transitada em julgado proferida pelo TSE. 
 
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Hipóteses de cancelamento do registro e do estatuto do partido 
Recebimento de 
recursos 
financeiros de 
procedência 
estrangeira 
Subordinação à 
entidade ou a 
governo 
estrangeiro 
Ausência de 
prestação de 
contas à Justiça 
Eleitoral 
Manutenção de 
organização 
paramilitar 
 
Obs.: 
1) A denúncia para promover o cancelamento pode ser feita por qualquer eleitor, por representante de 
partido ou pelo Procurador-Geral Eleitoral. 
2) Atos praticados por órgãos regionais ou municipais não ensejam punições ao partido político em nível 
nacional. 
 
 
• Funcionamento parlamentar e cláusula de barreira: 
 
✓ Conceito de funcionamento parlamentar: art. 12 – o partido funciona nas casas legislativas por 
intermédio de uma bancada, que deve constituir suas lideranças de acordo com o estatuto do partido, as 
disposições regimentais das respectivas casas e as normas desta Lei. 
 
✓ A cláusula de barreira constitui regras de desempenho eleitoral para as agremiações partidárias. A atual 
regulamentação foi estatuída pela Emenda Constitucional nº 97/2017, conforme já exposto acima: 
 
Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma 
da lei, os partidos políticos que alternativamente: 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos 
válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois 
por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
 
 
 
 
3% dos votos válidos 
2% dos votos válidos em cada unidade 
15 Deputados Federais 
 
 Como dito, tal regra será implantada de forma gradual, consolidando-se no ano de 2030, sendo 
exigidos os seguintes percentuais da seguinte forma: 
 
Legislatura seguinte às eleições de 
2018 
 
1,5% dos votos válidos 
1% dos votos válidos em cada 
unidade 
9 Deputados Federais 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 1,5% (um e meio por 
cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo 
menos um terço das unidades da Federação, com 
um mínimo de 1% (um por cento) dos votos válidos 
em cada uma delas; ou 
II – tiverem elegido pelo menos nove Deputados 
Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
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Legislatura seguinte às eleições de 
2022 
 
2% dos votos válidos 
1% dos votos válidos em cada 
unidade 
11 Deputados Federais 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 2% (dois por cento) dos 
votos válidos, distribuídos em pelo menos um 
terço das unidades da Federação, com um mínimo 
de 1% (um por cento) dos votos válidos em cada 
uma delas; ou 
II – tiverem elegido pelo menos onze Deputados 
Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
Legislatura seguinte às eleições de 
2026 
 
2,5% dos votos válidos 
1,5% dos votos válidos em cada 
unidade 
13 Deputados Federais 
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 2,5% (dois e meio por 
cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo 
menos um terço das unidades da Federação, com 
um mínimo de 1,5% (um e meio por cento) dos 
votos válidos em cada uma delas; ou 
II – tiverem elegido pelo menos treze Deputados 
Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. 
 
 
 
• Estatuto do partido: 
 
✓ Deve conter regras sobre: nome; denominação abreviada; sede no território nacional; filiação e 
desligamento dos membros; direitos e deveres dos filiados; organização e administração; fidelidade e 
disciplina partidárias; condições e formas de escolha dos candidatos a cargos e funções eletivas; finanças 
e contabilidade; distribuição dos recursos do fundo partidário entre os órgãos em nível municipal, 
estadual e nacional; e procedimento para reformas o programa e o próprio estatuto. 
• Responsabilidade civil e trabalhista dos órgãos partidários: 
 
✓ Art. 15 da Lei – a responsabilidade cabe apenas ao órgão partidário que tiver dado causa ao não 
cumprimento de obrigação civil e trabalhista ou a outro ato ilícito, sendo afastada qualquer solidariedade 
os demais órgãos de direção partidária. 
 
• Disciplina e fidelidade partidárias: 
 
✓ A responsabilidade por violação dos deveres partidários deve ser apurada e punida por cada partido de 
acordo com as previsões estatutárias, devendo ser assegurada a ampla defesa ao filiado. 
 
 
Disciplina partidária Fidelidade partidária 
Instituto de direito privado; Instituto de direito público; 
 
Relaciona o partido político 
aos seus filiados; 
Relaciona o partido político ao 
mandatário e ao eleitor; 
 
O filiado indisciplinado pode ser advertido, 
suspenso ou expulso do partido, sem que haja 
perda de eventual mandato que seja exercido, 
haja vista se tratar de questão interna do 
partido. 
O ato de infidelidade acarreta a perda do 
mandato político exercido por seu 
praticante. 
 
✓ Súmula 67 do TSE: A perda do mandato em razão da desfiliação partidária não se aplica aos candidatos 
eleitos pelo sistema majoritário. 
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✓ TSE possui entendimento (consulta nº 1398) de que os mandatos de deputados e de vereadores pertencem 
aos partidos políticos e não aos candidatos eleitos. 
 
✓ Resolução TSE 22.610/08: 
 
- Disciplina o processo de perda de cargo eletivo por atos de infidelidade partidária e de justificação de 
desfiliação partidária (procedimento admitido pelo STF e usado pelo mandatário para preservar seu 
cargo). 
- Legitimados parapropor a ação de perda de mandato por infidelidade partidária: partido político no 
prazo de 30 dias. Após este prazo, em novo prazo de 30 dias, qualquer interessado jurídico ou o Ministério 
Público pode ajuizar a demanda. 
- TSE tem competência para processar e julgar ações de perda de mandato eletivo de deputados federais, 
de senadores, do presidente e do vice-presidente da república. 
- TREs têm competência para processar e julgar ações de perda de mandato eletivo de governador, de 
vice-governador, de prefeito, de vice-prefeito, de deputado estadual e de vereador. 
 
✓ Perde o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar do partido pelo qual foi eleito sem justa 
causa. 
 
✓ Justa causa para troca de partido sem perda de mandato por infidelidade partidária – disciplinada pelo 
art. 22 da Lei 9.096/95: 
 
- mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
- grave discriminação política pessoal; 
- mudança de partido efetuada durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em 
lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente. 
 
Obs: Emenda Constitucional nº 111/2021 – alterou o art. 17, §6º, da CF – Deputados federais, deputado 
estaduais, deputados distritais e vereadores que se desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos 
perderão o mandato, exceto: 
- nos casos de anuência do partido; 
- ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei; 
Não sendo computada em qualquer caso a migração de partido para fins de distribuição de recursos do 
fundo partidário ou de outros fundos públicos e do acesso gratuito ao rádio e à TV. 
 
✓ Art. 26, §4º da Resolução TSE 23.596/2019: A pedido do partido político pelo qual se elegeu o 
parlamentar, do MP Eleitoral ou de suplentes dos eleitos, os TREs fornecerão relação informando as 
desfiliações e migrações partidárias efetuadas pelos titulares de mandatos eletivos proporcionais e de 
suplentes corridas nos últimos 60 dias, a fim de subsidiar eventuais ações de perda de mandato. 
 
• Filiação partidária: 
 
✓ Trata-se de uma das condições de elegibilidade, prevista no texto constitucional no art. 14, §3º, V. A CF 
prevê como condição de elegibilidade, mas não estabelece o prazo mínimo desta filiação, cabendo à Lei 
das Eleições (Lei 9.504/97) definir o prazo geral mínimo3 de filiação partidária exigível para que alguém 
possa concorrer a um cargo eletivo. Atualmente, o prazo mínimo de filiação é de até seis meses antes do 
pleito.4 
 
✓ Eleitor considerado inelegível pode se filiar a partido, conforme entendimento do TSE em sede de 
Resolução nº 23.117/2009. 
 
3 O prazo apresentado pela Lei das Eleições é o prazo mínimo, de maneira que cada partido pode exigir prazos maiores de filiação para que 
seja lançada a candidatura de seus filiados. 
4 O prazo mínimo de domicílio eleitoral também é de seis meses antes do pleito. 
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✓ A filiação partidária é deferida quando atendidas as regras do estatuto do partido (art. 17 da Lei 
9.096/95). 
 
✓ O filiado pode se desligar do partido a qualquer tempo, por escrito, em comunicação dirigida ao órgão de 
direção municipal do partido e ao juiz eleitoral da zona onde for inscrito como eleitor. 
 
✓ Cancelamento de filiação partidária para se filiar a outro partido: art. 22, V, da Lei Geral dos Partidos 
Políticos – é imediatamente cancelada a inscrição partidária de quem se filia a outro partido, desde que 
tal fato venha a ser comunicado ao juiz eleitoral da zona respectiva. 
 
✓ Duplicidade de filiação: art. 22, parágrafo único, da Lei Geral dos Partidos Políticos – a filiação partidária 
mais recente prevalece sobre as anteriores (antes da modificação promovida pela Lei nº 12.891/13, ambas 
as filiações eram consideradas nulas para todos os efeitos). 
 
✓ Cancelamento imediato da filiação: morte; perda (não é suspensão!!!!!) dos direitos políticos; expulsão; 
dentre outras formas previstas no estatuto do partido. 
 
✓ Em caso de fusão e incorporação, os filiados serão automaticamente considerados filiados ao novo partido 
ou ao partido incorporador, mantidos os prazos de filiação relativos ao partido antigo. 
 
✓ Sistema FILIA: 
 
o Resolução TSE 23.596/19 cria o sistema FILIA e estabelece procedimentos para filiação e para desfiliação 
de cidadãos a partidos políticos. 
 
o Somente pode se filiar a partido político o eleitor que estiver em pleno gozo dos seus direitos políticos, 
salvo o caso de filiação de eleitor considerado inelegível acima exposto. 
 
o A filiação pode ser requerida em face de qualquer órgão partidário, obedecido o estatuto. 
 
o Sistema FILIA é usado em todo o território nacional para anotação das filiações partidárias. Deferidas 
as filiações pelos partidos, estas devem ser comunicadas à Justiça Eleitoral por meio do FILIA, que 
enviará automaticamente aos juízes eleitorais relação dos nomes dos filiados (com data de filiação, 
número dos títulos eleitorais e das seções em que estão inscritos) para fins de arquivamento, publicação 
e cumprimento dos prazos para candidaturas. 
 
o A prova da filiação, inclusive para fins de candidatura, é feita por meio dos registros no FILIA. 
Inexistindo registro no referido sistema, a prova da filiação se dará por outros meios de convicção, no 
bojo do processo de registro de candidatura ou por meio de requerimento ao juízo da zona eleitoral em 
que for inscrito para inclusão do nome nos registros oficiais do partido (art. 11, §2º, da Resolução). Não 
são admitidos como prova de filiação documentos produzidos de forma unilateral, sem fé pública. 
 
o Havendo suspensão dos direitos políticos: 
- filiação será nula quando realizada durante o período de suspensão dos direitos; 
- filiação será suspensa, se for preexistente à suspensão dos direitos políticos. 
 
o Procedimento de desfiliação: o filiado comunica por escrito ao órgão de direção municipal ou zonal. O 
representante do partido lança recibo na comunicação realizada pelo eleitor, o qual servirá de anexo à 
comunicação de desfiliação feita ao juízo eleitoral, após a qual o Cartório Eleitoral providenciará o 
imediato registro no sistema FILIA. Após dois dias da data da entrega da comunicação no cartório 
eleitoral, o vínculo de filiação é considerado extinto para todos os efeitos. 
 
• Finanças e contabilidade dos partidos políticos: 
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✓ Tema disciplinado no título III da Lei 9.096/95. 
 
✓ Os partidos políticos são obrigados a enviar à Justiça Eleitoral, anualmente, até o dia 30 de junho do ano 
seguinte, os balanços contábeis do exercício findo. TSE recebe os balanços do órgão nacional; TREs 
recebem os balanços dos órgãos estaduais; Juízes eleitorais recebem os balanços dos órgãos municipais. 
 
 
✓ Quem analisa as prestações de contas dos partidos é a Justiça Eleitoral e não os Tribunais de Contas. A 
Justiça Eleitoral pode requisitar técnicos do Tribunal de Contas da União e dos Estados pelo tempo que 
for necessário para analisar as prestações de contas. 
 
✓ Apuração de ilícitos: O filiado ou delegado de partido pode apresentar denúncia fundamentada ou o 
Ministério Público Eleitoral pode oferecer representação ou por iniciativa do corregedor. Mediante a 
iniciativa de algum dos legitimados, o TSE e os TREs determinarão a análise da escrituração contábil 
do partido e a apuração de atos que violem a lei ou o estatuto do partido, podendo ser determinada até 
mesmo a quebra do sigilo bancários das contas dos partidos. 
 
✓ Os partidos não podem receber contribuição em dinheiro ou estimável em dinheiro, direta ou 
indiretamente, que seja procedente de: 
 
o Entidade ou governo estrangeiro; 
o Entes públicos e pessoas jurídicas de qualquer natureza, ressalvadas as dotações referidas no art. 38 
desta Lei (Fundo Partidário)e as provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha; 
o Entidade de classe ou sindical; 
o Pessoas físicas que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, ou cargo ou emprego 
público temporário, ressalvados os filiados a partido político. 
 
✓ Art. 32, §5º - A desaprovação da prestação de contas do partido não enseja sanção que o impeça de 
participar do pleito eleitoral. 
 
✓ Art. 37 – A desaprovação das contas do partido implica apenas a sanção de devolução da importância 
apontada como irregular, acrescida da multa de 20% (vinte por cento). Referida sanção deve ser aplicada 
de forma proporcional e razoável pelo período de 1 a 12 meses. 
 
✓ Partido pode utilizar, de forma gratuita, prédios públicos para promover reuniões ou convenções, ficando 
responsável por eventuais danos que ocorram ao patrimônio público. 
 
✓ O exame das prestações de contas apresentadas pelos partidos tem caráter jurisdicional. 
 
✓ Art. 37 – A: A falta de prestação de contas implicará a suspensão de novas cotas do fundo partidário 
enquanto perdurar a inadimplência e sujeitará os responsáveis às penas da lei. 
 
✓ Se não há movimentação de recursos financeiros ou arrecadação de bens estimáveis em dinheiro: os 
órgãos partidários municipais são desobrigados de prestar contas à Justiça Eleitoral e de enviar 
declarações de isenção, declarações de débitos e de créditos tributários federais ou demonstrativos 
contábeis à Receita Federal e da certificação digital. É necessário apenas que o responsável partidário 
apresente declaração de ausência de movimentação de recursos no respectivo período anterior até o dia 
30 de junho. 
 
✓ As decisões tomadas pela Justiça Eleitoral no bojo dos processos de prestação de contas não implicam, 
mesmo que estas sejam desaprovadas, a inscrição dos dirigentes partidários no CADIN (Cadastro 
Informativo dos Créditos não quitados do Setor Público Federal). 
 
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✓ Art. 37, §15: As responsabilidades civil e criminal oriundas de ilícitos relacionados às prestações de 
contas partidárias são de natureza subjetiva, de forma que apenas o dirigente partidário responsável 
pelo órgão partidário à época poderá ser responsabilizado. Não haverá impedimento, portanto, para que 
o órgão partidário receba recursos do fundo partidário. 
 
✓ Fundo partidário: art. 38 e seguintes da Lei. 
 
o Trata-se do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos. 
 
o Recursos que constituem o Fundo Partidário: 
 
❖ Cheques cruzados; 
❖ Depósitos em espécie devidamente identificados; 
❖ Mecanismo disponível em sítio do partido na internet que permita o uso de cartão de crédito, cartão de 
débito, emissão on-line de boleto bancário ou convênios de débitos em conta, no formato único ou no 
formato recorrente, e outras modalidades, desde que permita a identificação do doador e a emissão 
obrigatória de recibo eleitoral para cada doação realizada. 
 
o Forma de aplicação dos recursos oriundos do Fundo Partidário: 
 
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados: 
I - na manutenção das sedes e serviços do partido, permitido o pagamento de pessoal, a qualquer título, 
observado, do total recebido, os seguintes limites: (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015) 
a) 50% (cinquenta por cento) para o órgão nacional; (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015) 
b) 60% (sessenta por cento) para cada órgão estadual e municipal; (Incluído pela Lei nº 
13.165, de 2015) 
II - na propaganda doutrinária e política; 
 III - no alistamento e campanhas eleitorais; 
IV - na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política, 
sendo esta aplicação de, no mínimo, vinte por cento do total recebido. 
V - na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, 
criados e executados pela Secretaria da Mulher ou, a critério da agremiação, por instituto com 
personalidade jurídica própria presidido pela Secretária da Mulher, em nível nacional, conforme 
percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 5% (cinco 
por cento) do total; (Redação dada pela Lei nº 13.877, de 2019) 
VI - no pagamento de mensalidades, anuidades e congêneres devidos a organismos partidários 
internacionais que se destinem ao apoio à pesquisa, ao estudo e à doutrinação política, aos quais seja o 
partido político regularmente filiado; (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015) 
VII - no pagamento de despesas com alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes. (Incluído 
pela Lei nº 13.165, de 2015) 
VIII - na contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia e de serviços para atuação 
jurisdicional em ações de controle de constitucionalidade e em demais processos judiciais e 
administrativos de interesse partidário, bem como nos litígios que envolvam candidatos do partido, 
eleitos ou não, relacionados exclusivamente ao processo eleitoral; (Incluído pela Lei nº 13.877, de 
2019) 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13877.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13165.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13877.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13877.htm#art1
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IX - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.877, de 2019) 
X - na compra ou locação de bens móveis e imóveis, bem como na edificação ou construção de sedes e 
afins, e na realização de reformas e outras adaptações nesses bens; (Incluído pela Lei nº 13.877, de 
2019) 
XI - no custeio de impulsionamento, para conteúdos contratados diretamente com provedor de aplicação 
de internet com sede e foro no País, incluída a priorização paga de conteúdos resultantes de aplicações 
de busca na internet, inclusive plataforma de compartilhamento de vídeos e redes sociais, mediante o 
pagamento por meio de boleto bancário, de depósito identificado ou de transferência eletrônica 
diretamente para conta do provedor, proibido, nos anos de eleição, no período desde o início do prazo das 
convenções partidárias até a data do pleito. (Redação dada pela Lei nº 14.291, de 2022) 
 
o Nas prestações de contas partidárias, devem ser discriminadas as despesas realizadas com os recursos 
do Fundo; 
 
o A Justiça Eleitoral poderá, a qualquer tempo, investigar a aplicação de recursos provenientes deste 
Fundo. 
 
o Distribuição do Fundo: 
 
❖ 5% (cinco por cento) serão destacados para entrega, em partes iguais, a todos os partidos que atendam aos 
requisitos constitucionais de acesso aos recursos do Fundo Partidário; 
❖ 95% (noventa e cinco por cento) serão distribuídos aos partidos na proporção dos votos obtidos na última 
eleição geral para a Câmara dos Deputados. 
 
o Todos os depósitos e todas as movimentações dos recursos do Fundo serão feitos em estabelecimentos 
bancários controlados pelo Poder Público Federal, pelo Poder Público Estadual ou, não havendo estes, 
em banco escolhido pelo órgão de direção do partido. 
 
o Havendo o cancelamento ou a caducidade do órgão de direção nacional do partido, a quota 
correspondente ao referido partido reverterá ao Fundo Partidário. 
 
 
• Doacesso gratuito ao rádio e à tv: 
 
✓ De acordo com a Lei nº 14.291/22, é permitida a propaganda partidária gratuita no rádio e na tv em 
semestres não eleitorais, sendo realizada entre as 19:30 hrs e as 22:30 hrs, em âmbito nacional e 
estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção partidária (Art. 50-
A). 
 
✓ Em cada rede, as transmissões se dão em bloco através de inserções (até 10) de 30 segundos por dia, 
durante o intervalo da programação normal da emissora. 
 
✓ Cabe ao órgão partidário apresentar à Justiça Eleitoral requerimento para fixar as datas de cadeia 
nacional/estadual. TSE autoriza formação de cadeia nacional e TREs a formação de cadeias estaduais. 
 
✓ As inserções deverão ser veiculadas pelas emissoras de rádio e de televisão, divididas proporcionalmente 
dentro dos intervalos comerciais no decorrer das 3 (três) horas de veiculação, da seguinte forma: na 
primeira hora de veiculação, no máximo 3 (três) inserções; na segunda hora de veiculação, no máximo 3 
(três) inserções; na terceira hora de veiculação, no máximo 4 (quatro) inserções. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13877.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13877.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13877.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14291.htm#art1
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✓ É vedada a veiculação de inserções sequenciais, observado obrigatoriamente o intervalo mínimo de 10 (dez) 
minutos entre cada veiculação. 
✓ As inserções serão veiculadas da seguinte forma: I - as nacionais: nas terças-feiras, quintas-feiras e 
sábados; II - as estaduais: nas segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras. 
 
SEQUÊNCIA DAS INSERÇÕES 
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo 
Estaduais Nacionais Estaduais Nacionais Estaduais Nacionais X 
 
✓ A utilização do acesso gratuito ao rádio e à tv pelos partidos que tenham cumprido as condições do art. 
17, §3º da CF, se dá de forma proporcional à bancada eleita em cada eleição geral, de acordo com a 
seguinte tabela: 
Proporção para acesso gratuito ao rádio e à tv 
Quantidade de Deputados Federais Tempo total de minutos 
acima de 20 (vinte) Deputados Federais utilização do tempo total de 20 (vinte) 
minutos por semestre para inserções de 30 
(trinta) segundos nas redes nacionais, e de 
igual tempo nas emissoras estaduais 
entre 10 (dez) e 20 (vinte) Deputados Federais utilização do tempo total de 10 (dez) 
minutos por semestre para inserções de 30 
(trinta) segundos nas redes nacionais, e de 
igual tempo nas emissoras estaduais 
até 9 (nove) Deputados Federais utilização do tempo total de 5 (cinco) 
minutos por semestre para inserções de 30 
(trinta) segundos nas redes nacionais, e de 
igual tempo nas redes estaduais 
 
✓ Havendo descumprimento pelo partido das regras atinentes à propaganda partidária no rádio e na 
televisão, haverá punição de cassação do tempo equivalente a 2 a 5 vezes o tempo de inserção ilícita, no 
semestre seguinte. 
 
o Neste caso, poderá ser oferecida representação por partido político ou pelo Ministério Público Eleitoral. 
o TSE julgará – inserções nacionais; 
o TREs julgarão – inserções transmitidas nos Estados correspondentes. 
 
 
• Coligações partidárias: 
 
✓ Podem ser conceituadas como acordos feitos entre dois ou mais partidos para apresentação nas eleições 
de uma mesma ou das mesmas candidaturas. 
 
✓ Os partidos normalmente deliberam acerca da formação ou não de coligações durante as convenções 
partidárias (que podem ocorrer entre os dias 20 de julho e 05 de agosto do ano eleitoral). 
 
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✓ São disciplinadas na Constituição (art. 17, §1º) e na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97). 
 
✓ Art. 17, §1º, da CF – Os partidos possuem autonomia para adotar os critérios de escolha e os regimes das 
suas coligações eleitorais, sem que haja obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal. 
 
✓ Só são permitidas coligações eleitorais apenas nas eleições majoritárias, sendo vedadas as coligações 
proporcionais. 
 
✓ As coligações surgem nas convenções partidárias e se extingue no final do processo eleitoral. 
 
✓ As coligações possuem denominação própria, podendo ser a junção de todas as siglas dos partidos que a 
compõem, e funcionam como um só partido quando se relacionam com a Justiça Eleitoral e no trato de 
interesses interpartidários. 
 
o As denominações das coligações não podem coincidir, incluir ou fazer referência a nome ou a número de 
candidato, nem podem conter pedidos de votos para partidos políticos. 
 
✓ O art. 6º, §4º da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) estabelece que, uma vez coligado, o partido político só 
está legitimado para atuar de forma isolada no processo eleitoral na hipótese de questionar a validade 
da própria coligação durante o período entre a convenção e o termo final do prazo para impugnar os 
registros de candidatos. 
 
✓ Feita a coligação, os candidatos filiados a qualquer dos partidos dela integrantes podem se inscrever 
para concorrer ao cargo eletivo. 
 
o Nesse caso, o pedido de registro de candidatura deve ser subscrito pelos presidentes dos partidos 
coligados, por seus delegados, pela maioria dos membros dos respectivos órgãos executivos de direção ou 
por representante da coligação. 
 
 
• Federações partidárias: por ser uma novidade legislativa, será um conteúdo muito explorado em provas! 
 
✓ Art. 11-A da Lei 9.096/95 (Lei dos partidos políticos), acrescido pela Lei 14.208/21: Dois ou mais partidos 
poderão se reunir em federação, a qual, após sua constituição e registro perante o TSE, atuará como se 
fosse uma única agremiação partidária. 
 
✓ A federação deve ser previamente constituída na forma de associação, que precisa ser registrada no 
Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas de sua sede, quando então adquire personalidade 
jurídica. Após isso, apresenta-se o pedido de registro junto ao TSE. 
 
✓ Aplicam-se às federações todas as regras sobre funcionamento parlamentar e sobre fidelidade partidária, 
havendo, contudo, preservação da identidade e da autonomia dos partidos que as integram. 
 
✓ Regras para criação de uma federação: 
 
o Somente pode ser integrada por partidos com registro definitivo no TSE; 
o Os partidos devem permanecer filiados à federação por, no mínimo, 4 anos; 
o A federação pode ser constituída até a data final o período de realização das convenções partidárias; 
o A federação tem abrangência nacional e deve ser registrada no TSE. 
 
✓ A federação vigora por tempo indeterminado, devendo os partidos permanecer em sua estrutura por no 
mínimo 4 anos, contados a partir da data do seu ingresso. 
 
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✓ Se um partido descumprir o prazo mínimo de adesão à federação, sofrerá as seguintes penalidades: 
 
o Vedação de ingressar em federação; 
o Vedação de celebrar coligação nas 2 eleições seguintes; 
o Vedação de utilização do fundo partidário até completar o prazo mínimo remanescente. 
 
✓ Se algum partido se desligar da federação, esta poderá funcionar até a eleição seguinte se nela 
permanecer 2 ou mais partidos. 
 
✓ Poderá participar da eleição de forma isolada o partido político que se desligar da federação até 6 meses 
antes do pleito, sem prejuízo da aplicação das sanções acima referidas em sendo o caso. 
 
✓ As federações podem ser constituídas para atuarem nas eleições proporcionais e será o estatuto que 
definirá as regras para a composição da lista dos candidatos. 
 
✓ Serão aplicadas às federações todas as regras que se aplicam aos partidos políticos em face das eleições, 
desde escolha e registro de candidatos até propagandaeleitoral, contagem de votos e prestação de contas, 
por exemplo. 
 
✓ O detentor de mandato eletivo que se desfiliar, sem justa causa, do partido que integra a federação 
perderá seu mandato. 
 
✓ TSE possui a Resolução 23.670/2021, que dispõe sobre as federações. 
 
✓ Quanto à cláusula de desempenho ou de barreira, será considerada a soma da votação e da representação 
de todos os partidos que integram a federação, o que só poderá incidir a partir do início da legislatura 
seguinte ao deferimento do registro da federação. 
 
✓ Uma federação só pode participar de uma eleição se o seu registro no TSE for deferido até 6 meses antes 
das eleições, observadas todas as demais regras referentes ao registro de candidaturas. 
 
✓ O funcionamento da federação não depende, no caso dos estados, no DF e nos municípios, de formação 
de órgãos próprios. É bastante que haja apenas órgão de algum dos partidos que a compõem. 
 
✓ Extinção ou alteração da composição (inclusão ou exclusão de partidos) ou alteração do estatuto da 
federação podem ser requeridos perante o Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas. 
 
✓ Extinta a federação, cessam seus efeitos imediatamente e haverá redistribuição do fundo partidário. 
 
✓ Controvérsias entre os partidos sobre o funcionamento da federação é de competência da justiça comum! 
À Justiça Eleitoral cabe processar e julgar demandas que versem sobre registro e alterações da 
composição ou que impactem o processo eleitoral. 
 
✓ Em sede de eleições proporcionais, a observância do percentual mínimo de candidaturas por gênero deve 
se dar tanto no âmbito da federação quanto em cada partido dela componente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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JUSTIÇA ELEITORAL 
 
➢ A Justiça Eleitoral é competente para administrar o processo de realização das eleições, bem como das 
consultas populares, conhecidos como plebiscitos e referendos, e para exercer função jurisdicional 
durante o processo eleitoral, que se inicia com o alistamento eleitoral e vai até, de forma geral, a 
diplomação dos eleitos. A exceção a este encerramento ocorre quando a Justiça Eleitoral precisa julgar 
ações como Ação de Impugnação de Mandato Eletivo, as quais são propostas após a diplomação. 
 
➢ Funções da Justiça Eleitoral: 
 
Funções da Justiça Eleitoral 
Jurisdicional Executiva Legislativa (normativa) Consultiva 
• - Trata-se de função 
típica da Justiça 
Eleitoral, atuando em 
todas as fases do processo 
eleitoral. 
 
- FASES DO PROCESSO 
ELEITORAL: 
 * Alistamento 
eleitoral; 
 * Convenções para 
escolha dos candidatos; 
 * Registro de 
candidaturas; 
 * Propaganda política; 
 * Votação e apuração 
de votos; 
 * Proclamação dos 
eleitos e diplomação dos 
eleitos. 
 
- Em casos excepcionais 
de ajuizamento de Ação 
de Impugnação de 
Mandato Eletivo, de 
Recurso contra a 
diplomação e de Ação 
Rescisória Eleitoral, a 
competência da JE é 
prorrogada para além da 
diplomação. 
 
- Também é da 
competência da JE a 
execução fiscal de multa 
eleitoral. 
 
- No caso de atos 
infracionais equiparados 
a delitos eleitorais 
praticados por menores 
de 18 anos, a competência 
é do juízo especializado 
da infância e da 
- Função com aplicação 
muito acentuada na JE. 
 
- Envolve a organização e 
administração das 
eleições e dos plebiscitos 
e referendos. 
 
- É dessa função que se 
origina o PODER DE 
POLÍCIA, previsto no 
art. 41 da Lei 9.594/97. É 
exercido por juízes 
eleitorais para combater 
propaganda irregular, 
vedada a censura prévia 
sobre o teor de programas 
a serem exibidos na TV, 
no rádio ou na internet. 
Deve ser sempre aplicado 
de forma proporcional, 
residual, excepcional e 
interpretado de forma 
restritiva, para que não 
haja ameaças ao exercício 
do direito à liberdade de 
expressão. Vale lembrar 
que o juiz eleitoral não 
possui competência para 
impor de forma imediata 
multas aos infratores da 
propaganda irregular, as 
quais serão aplicadas 
apenas mediante o devido 
processo legal, oriundo de 
representação ajuizada 
pelos legitimados 
(partido político, 
coligação ou candidato). 
 
 
- Trata-se do poder 
regulamentar, previsto 
pelo Código Eleitoral e 
pela Lei 9.504/97. 
 
- Art. 105 da Lei 9.504/97: 
Até o dia 05 de março do 
ano da eleição, o TSE, 
atendendo ao caráter 
regulamentar e sem 
restringir direitos ou 
estabelecer sanções 
distintas das previstas na 
Lei, poderá expedir todas 
as instruções necessárias 
para sua fiel execução, 
ouvidos, previamente, em 
audiência pública, os 
delegados ou 
representantes dos 
partidos políticos. 
 
- Assim, o poder 
regulamentar exercido 
pela JE é limitado. 
- As consultas são 
previstas nos arts. 
23, XII, e 30, VIII, do 
Código Eleitoral. 
 
- TSE e TREs podem 
responder a 
consultas em tese 
formuladas por 
partidos políticos ou 
por autoridades 
públicas. 
 
- A consulta é 
formulada em 
abstrato, sobre tema 
previsto no Código 
Eleitoral, na 
legislação esparsa ou 
na CF/88. 
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juventude. Em caso de 
menor que seja autor ou 
réu de qualquer outra 
ação eleitoral, a JE será 
competente para 
processar e julgar. 
 
- Ações envolvendo 
matéria interna corporis 
dos partidos políticos são 
da competência da 
Justiça Comum. 
 
- Processos que versam 
sobre perda de mandado 
por infidelidade 
partidária, ainda que o 
ato seja praticado após a 
diplomação, serão da 
competência da JE. 
 
➢ Organização e competência da JE: 
• Art. 118, CF: Os órgãos da JE são: Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Tribunais Regionais do Trabalho 
(TREs), juízes eleitorais e juntas eleitorais. 
ÓRGÃOS DA JUSTIÇA ELEITORAL 
TSE TREs Juízes Eleitorais Juntas Eleitorais 
- Órgão de cúpula, sediado 
em Brasília. 
 
- Há um TRE na capital de 
cada estado e no DF. 
- Atuam nas zonas 
eleitorais. 
 
- Também configuram 
órgão da primeira instância 
da JE. 
Composição 
 
7 membros escolhidos 
mediante eleição por voto 
secreto (art. 119, CF): 
 
 * 3 membros dentre os 
ministros do STF; 
 * 2 membros dentre os 
ministros do STJ; 
 * 2 advogados de notável 
saber jurídico e idoneidade 
moral, indicados por lista 
sêxtupla elaborada pelo 
STF e nomeados pelo 
Presidente da República. 
 
Composição 
 
7 membros escolhidos por 
voto secreto (art. 120, CF): 
 
 * 2 membros dentre 
desembargadores do TJ; 
 * 2 membros dentre juízes 
de direito, escolhidos pelo 
TJ; 
 * 1 membro juiz federal 
escolhido pelo TRF 
respectivo (se a capital for 
sede de TRF, comporá o 
TRE um desembargador 
federal oriundo do TRF); 
 * 2 advogados de notável 
saber jurídico e idoneidade 
moral, indicados por lista 
sêxtupla elaborada pelo TJ 
e nomeados pelo Presidente 
da República. 
 
 
Composição 
 
- São juízes de direito 
estaduais em efetivo 
exercício, que acumulam às 
suas funções as funções de 
juiz eleitoral. 
 
- De acordo com a Res. TSE 
nº 21.009/2002, a jurisdição 
na zona eleitoral em que 
houver mais de uma vara 
será exercida, pelo período 
de dois anos, por juiz de 
direito da respectiva 
comarca (TRE designa qual 
juiz exercerá as funções de 
juiz eleitoral, observando o 
critério de antiguidade 
entre os juízes que ainda 
não exerceram a 
titularidade de zona 
eleitoral)5. Quando houver 
apenas um juiz atuando no 
território da zona eleitoral, 
este se torna juiz eleitoral 
por tempo indeterminado. 
Composição 
 
- Arts. 36 a 41 do Código 
Eleitoral. 
 * 1 Juiz de direito; 
 * 2 a 4 cidadãos de notória 
idoneidade. 
 
- Os membros são nomeados 
60 dias antes eleição, após 
aprovação pelo TRE 
respectivo. O presidente do 
TRE aprova a formação da 
junta e também designa a 
sede da junta. 
 
- Até 10 dias antes da

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