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Lições de vida!
Sumário
No primeiro trimestre, mais do que nunca, é preciso mostrar para 
os alunos que o ano letivo vai ser muito mais instigante e produtivo se 
todos estiverem dispostos a aprender. Para isso, comprometimento e 
interesse são fundamentais. Para lhe auxiliar dentro e fora da sala de 
aula, educadores, pedagogos e psicólogos selecionaram projetos para 
você aplicar e aprimorar com a turma. 
 Nesta edição, abordamos um tema pra lá de atual: a importância 
da água e como ela é vital para nossa sobrevivência. Por meio de jo-
gos, atividades e brincadeiras, é possível estimular o aprendizado so-
bre esta questão e, melhor, aumentar a conscientização e colocar em 
prática a importância do consumo inteligente e necessário da água.
O Dia do Circo também faz parte do calendário. Projetos dife-
renciados e abrangentes são propostos para as turmas do Infantil e 
do Fundamental. O Dia Internacional da Mulher é outro tema que 
precisa ser abordado. 
 Vire a página, escolha as dinâmicas que mais combinam com a 
sua turma e invista no ato de ensinar brincando. 
 
 Um abraço e até a próxima edição,
 Os editores
Creche
04 Saiba mais sobre as diferentes formas de expressão infantil
Educação Infantil
11 Comemore o Dia do Circo relembrando as tradições de um 
grande espetáculo que envolverá toda a turma
14 Apresente as obras do artista Toulouse-Lautrec e mostre 
por que ele foi pioneiro na criação de cartazes circenses
16 Fale sobre o Dia Internacional da Mulher e estimule a 
valorização da figura feminina na sociedade
18 Mostre às crianças as diversas maneiras de criar e 
trabalhar com sons
Ensino Fundamental 1
22 Celebre o Dia Mundial da Água com conscientização 
e atitude
28 Proponha aos alunos que utilizem a arte para trabalhar a 
questão dos medos característicos da infância
30 Amplie o conhecimento histórico e o condicionamento 
físico dos alunos com atividades que rementem aos 
espetáculos apresentados no picadeiro
Onde encontrar
Presidente: Paulo Roberto Houch
Vice-Presidente Editorial: Andrea Calmon
 redacao@editoraonline.com.br
REDAÇÃO
Jornalista Responsável: Andrea Calmon – MTB 47714
PROGRAMAÇÃO VISUAL
Coordenadora de Arte: Angela Cordoni Houck
 diagramacao@editoraonline.com.br
ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
Fotógrafo: Fernanda Venâncio
PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA
Coordenadora: Elaine Simoni
 elainesimoni@editoraonline.com.br
COLABORARAM NESTA EDIÇÃO 
Redação: Fernanda Montano e Elaine Iorio (edição), Jade Barreto, 
 Lila Oliveira, Ludmylla Franco, Mariana Almeida, 
 Mariângela Almeida e Renata Santana (textos)
Fotografia: Alexandre Andrade, André Wittner, Rodrigo Estrella, 
 Vandercy Junior e Viviane Pelissari
Produção fotográfica: Cristiane Boneto e Selma Russo
Ilustração: Arlete Scantamburlo e Mônica Fuchshuber
Diagramação: Rafael Micheski
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Gerente Comercial: Elaine Houch
Supervisores: Bernard Correa e Gisele França 
Agências: agencia@editoraonline.com.br
Executivos de Contas : Ana Paschoal, Antonio Demésio, Denise Abe, 
 Andrea Brognara, Camila Vinhas e Luciana Lemes
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 Rio de Janeiro – (21) 3598-1172
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Cristiane Boneto (Pedagoga especializada 
em Administração, Orientação e 
Supervisão Escolar pela USP e pós-graduada 
em Fundamentos do Ensino da Matemática 
pelo Instituto Mathema)
cristiane_boneto@ig.com.br 
Izildinha Houch Micheski (Pedagoga 
e psicopedagoga)
Tel: (11) 2949-6386 
izildinha.micheski@gmail.com 
Selma Russo (Pedagoga formada pela 
Universidade Nove de Julho, tecnóloga em 
Libras e Braile e Ecobrinquedista)
selma.russo@hotmail.com
www.portalcoisaseria.com.br
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Rabiscos, garatujas, desenhos... Entender o que dizem essas diferentes formas 
de expressão infantil é enxergar a criança e seus processos profundamente, 
abrindo caminho para um diálogo rico e enriquecedor
Espelhos da alma
ARTES
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Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo”... e, por 
que não, verde, vermelho ou azul? Os desenhos, e mesmo an-
tes, os rabiscos e as garatujas, são formas de expressão das 
crianças. Na primeira infância, como explica a psicopedago-
ga e orientadora educacional Viviani Zumpano, “expressam 
o desenvolvimento psicológico e fisiológico”. Depois as ga-
ratujas mais ordenadas e nomeadas podem apresentar um 
comportamento atual. A pedagoga e psicopedagoga institu-
cional e clínica Juliane Feldmann afirma que “a escolha das 
cores, que na época da garatuja é subjetiva, pode estar ligada 
às emoções desta criança e nos revelar algo”. 
É por meio dos desenhos que “a criança 
supõe seu mundo interior, seus conflitos, seus 
receios, suas descobertas, suas alegrias, sua 
imaginação e o quanto estão desenvolven-
do-se”, explica Juliane. Ou seja, “as crianças 
têm necessidade de desenhar para mostrar o 
que são ou o que querem. O desenho é um 
compromisso entre os nossos ‘fantasmas e as 
nossas defesas’. Assim sendo, o desenho suge-
re uma projeção do “eu”, pode permitir uma 
visualização dos conflitos psíquicos e relacio-
nais. Implica um movimento transferencial, 
é um compromisso entre a realidade interna 
e a realidade externa da pessoa, entre os pro-
cessos primários e secundários”, continua a 
pedagoga. Mas, se o sol tiver que ser sempre 
amarelo, a árvore sempre verde e assim por 
diante, qual seria o sentido dessa atividade 
para a criança?
Simone Maria Martins Cruz, em seu 
trabalho Linguagem do desenho Infantil: 
uma expressão do pensamento que deve ser 
trabalhado em conjunto com a linguagem 
escrita, conta que, ao fazer um estágio em 
uma escola pública, presenciou uma pro-
fessora que, ao ver o desenho de um ca-
chorro pintado de azul por um dos seus 
alunos, questionou se alguém já havia visto 
um cachorro naquela cor, repetindo a per-
gunta para toda a sala. Então, mandou a 
criança voltar com o desenho e pintá-lo de 
marrom. “Ali, como ouvinte, fiquei triste pelo 
menino. Naquele momento não podia fazer 
nada, mas essa história marcou muito minha 
vida acadêmica”, desabafa Simone em seu 
texto. “Outro dia, visitando uma exposição 
de Aldemir Martins, vendo aqueles gatos de 
várias cores, lembrei-me imediatamente da 
professora e de seu discurso”, conta ela. Se até 
os artistas consagrados podem desfrutar da 
liberdade de criar, imaginar, expressar algo e/
ou a si, por que usurpar da criança esse di-
reito? Uma frase atribuída a Picasso evidencia– dos próprios alunos ou reproduzi-
das de livros e da internet –, jornais, vídeos, dramatizações e jogos 
que sistematizam parte do conteúdo apreendido.
A Feira Cultural será uma nova oportunidade de dividir 
o conhecimento com outras salas – e também com os pais –, 
valorizando o trabalho realizado por cada um.
AVALIAÇÃO
COLOCANDO EM PRÁTICA
A avaliação dos alunos deve ser feita durante todas as eta-
pas do projeto. O educador deve considerar a postura de cada 
criança durante as atividades e discussões feitas na escola e 
fora dela, bem como a participação, o envolvimento e o in-
teresse demonstrado durante o processo. A absorção correta 
do conteúdo investigado pode ser avaliada por meio das dis-
cussões e dos trabalhos produzidos. Também é importante 
incentivar a autoavaliação do estudante, momento em que ele 
irá refletir sobre sua participação no projeto e sobre sua rela-
ção com os recursos naturais.
DICAS DE LEITURA
Indique aos alunos os livros Uma Fonte – A História 
da Água na Terra, escrito por Rochelle Strauss e publicado 
pela Editora Melhoramentos, e Missão Terra, o Resgate do 
Planeta, obra baseada na Agenda 21 – documento que es-
tabeleceu a responsabilidade de cada país frente aos proble-
mas ambientais discutidos na conferência Eco-92, realizada 
no Rio de Janeiro, em 1992. Trabalhar com esse segundo 
livro é interessante pelo fato de que ele foi planejado, escrito 
e ilustrado por crianças e para crianças, a fim de estimular 
os jovens de todo mundo a preservar o planeta.
Parque Ecológico do Tietê
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MEDOS
Todo mundo tem!
Anos: todos
Disciplinas: Língua Portuguesa, 
Educação Artística e Filosofia
Objetivos: estimular os alunos a 
falar sobre seus medos; diminuir os 
efeitos nocivos desse sentimento 
em suas rotinas; e trabalhar as 
linguagens oral e escrita.
Orientação pedagógica: Patrícia 
Diniz, psicopedagoga 
Redação: Ludymila Franco
O medo é uma reação instintiva que nos deixa em estado 
de alerta e prepara o corpo para se defender de algo que nos 
ameaça. Ele pode ser decorrente de uma experiência trauma-
tizante, mas pode também surgir a partir da reação de outra 
pessoa diante de determinada situação.
As novidades às quais as crianças constantemente se de-
param podem gerar um certo estresse, cuja intensidade varia 
muito, assim como a forma com que cada uma lida com isso. 
Porém, esse estado emocional, quando presente na vida dos 
pequenos, geralmente se manifesta no período noturno. Isso 
porque, na maioria dos casos, esta é a única hora do dia em que 
eles ficam sozinhos e, ao tentarem dormir, se dão conta disso 
e se sentem desprotegidos, o que desencadeia medos de todo 
tipo, como o de ter um pesadelo com a morte dos pais, alguma 
cena aterrorizante, injeções e tudo que lhes traz aflição.
O Colégio Santo Américo, em São Paulo (SP), realiza um 
projeto que auxilia os alunos a enfrentarem seus medos por 
meio das linguagens oral e escrita. Para Patrícia Diniz, psi-
copedagoga responsável por esse trabalho na escola, abordar 
o tema é muito importante para diminuir a intensidade do 
medo nas crianças, o que lhes garante maior segurança, pro-
porciona um sono de melhor qualidade, ajuda a evitar proble-
mas de aprendizagem e relacionamento, e melhora a autoesti-
ma. “É preciso enfrentar os medos desde cedo”, afirma.
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Veja como trabalhar os 
temores das crianças de 
maneira envolvente
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REUNIÃO DE PAIS
COLOCANDO EM PRÁTICA
Na reunião de pais, fale sobre suas principais impressões dos medos dos alunos, a partir do que foi dito e representado 
nas atividades descritas anteriormente e deixe os participantes à vontade para tirar dúvidas e relatar experiências vividas 
em casa.
DICAS DE LEITURA
Texto: Mariana Almeida 
Mentes ansiosas – 
Medo e ansiedade 
além dos limites
Autor: Ana Beatriz 
Barbosa Silva
Editora: Fontanar
Número de páginas: 
208
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, 
referência nacional em transtornos de an-
siedade, aborda as principais questões rela-
cionadas ao medo. Ela destaca, ao longo da 
obra, a importância de saber detectar quan-
do esse sentimento vai além dos limites, 
atrapalhando a rotina e trazendo problemas 
de ordem física e emocional.
Um monstro debaixo da cama 
Autora: Angelika Glitz
Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 28
O livro de Angelika 
Glitz trata dos me-
dos mais comuns 
durante a infância. 
O enredo se de-
senrola a partir do 
drama do menino 
que protagoniza a 
história, que tem certeza de que 
debaixo de sua cama vive um 
monstro, o que garante a diversão 
dos pequenos leitores.
Gustavo e os medos
Autor: Ricardo 
Alcántara
Editora: SM
Número de páginas: 
64
Para abordar temas 
como amadurecimento 
e autoconhecimento, o escritor uru-
guaio conta a história de um menino 
que, enquanto passava as férias na 
casa da tia, entrou em contato com 
vários medos que não conhecia. Ao 
longo do livro, o protagonista apren-
de a enfrentar o sentimento com per-
sistência, confiança, alegria e bom 
humor.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Faça uma roda e pergunte aos alunos quais são as coisas ou 
situações que lhes trazem mais medo. Explique que não é necessá-
rio sentir vergonha de falar, pois o medo é natural do ser humano e 
foi graças a ele que nossa espécie pôde sobreviver e se desenvolver. 
À medida que cada um for falando, sugira que os outros colegas 
proponham soluções para os problemas alheios. Nesse momento, 
será importante reforçar a necessidade de aprender a ouvir o outro 
e aceitar opiniões diversas. Em seguida, peça aos estudantes que 
se reúnam em duplas e representem aquilo que estão sentindo ou 
algo de que tenham medo no papel. Explique que os desenhos de-
vem vir acompanhados de pequenos textos, mas não dite muitas 
regras para que eles se sintam mais livres para se expressar.
VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?
Materiais: lápis de cor; e papel sulfite.
ÁLBUM DE MONSTRINHOS
Materiais: lápis de cor; e papel sulfite.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Peça a cada aluno que crie o desenho de um monstro e fixe-o 
nas paredes da sala de aula. Deixe que os estudantes observem as 
criações e comentem suas impressões entre si. Peça, então, que 
se sentem e desenvolvam uma história a partir dos personagens 
apresentados. Cada um deverá levantar a mão sempre que quiser 
acrescentar um novo trecho à história. Os outros deverão ouvir, 
e o professor escreverá o texto ditado na lousa. Registre a história 
e reúna as ilustrações, formando um álbum de figuras. Tire có-
pias coloridas e distribua-as aos alunos. Uma ideia é propor que, 
em casa, desenvolvam seus próprios enredos.
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Amplie o conhecimento histórico e o condicionamento f ísico dos 
alunos com atividades que remetem aos espetáculos circenses 
Senhoras e senhores, 
o espetáculo 
vai começar!
Anos: 1° ao 5°
Disciplinas: História, Artes, Educação Física
Objetivos: Conceituais – conhecer a história do surgimento do circo e das escolas de circo; conhecer artistas circenses; trabalhar 
a saúde, a disciplina corporal, o condicionamento físico, a força, a destreza, a impulsão e a concentração; discutir sobre o uso e o 
abuso de animais no circo. Procedimentais – ler biografias de personagens importantes do circo; realizar exercícios que favorecem a 
disciplina corporal. Atitudinais – respeitar e valorizar a natureza e os artistas circenses
Responsável: a pedagoga Cristiane Boneto 
Palhaços, malabaristas, mágicos e 
equilibristas criam um ambiente dife-
renciado, envolto pelo aroma de pipoca 
e maçã do amor, acompanhadas de algo-
dão-doce. Quando o show de circo co-
meça, as crianças entram em um mundo 
mágico, repleto de mistérios e aventuras. 
Vários adultos, por pouco mais de uma 
hora, voltam a ser crianças.
Por trás do espetáculo, a vida no cir-
coé uma tradição que percorre o mun-
do: a casa dos artistas é o circo, com o 
qual eles viajam. A comunidade se tor-
na, assim, uma grande família. Segundo 
Rosana Jardim, diretora do espetáculo 
Circo dos Sonhos e da Academia Brasi-
leira de Circo, hoje entram para o circo 
pessoas que não têm tradição familiar 
por meio das escolas de circo que estão 
surgindo. A Academia, por exemplo, faz 
formação profissional, cujo curso tem 
duração de quatro anos. Mesmo assim, 
no Circo dos Sonhos trabalham artistas 
cuja família começou no ramo há cinco 
gerações. Rosana relata que, com sua 
vivência circense, acredita que é impor-
tante mesclar o tradicional com o mo-
derno: “Hoje, a base do circo está naque-
le profissional de quinta geração porque 
essa tradição, esses ensinamentos de pai 
para filho, são muito importantes. Soma 
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PROJETO DIVERSIDADE SONORA
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TRANSMITIR 
CONHECIMENTOS
COLOCANDO EM PRÁTICA
Inicie os trabalhos sobre o circo com os alunos propondo 
uma discussão sobre grupos que utilizam a transmissão de co-
nhecimentos de geração para geração. É possível que os estu-
dantes se refiram às suas próprias famílias, nas quais existe a 
aprendizagem de tradições. Este é um excelente momento para 
resgatar com os alunos atividades aprendidas com pais e avós.
FUGI COM O CIRCO
“Abandonei tudo, fui embora com o circo. Sou de Cascavel (PR). 
Eu acredito que foi o destino. O circo passou na minha cidade 
e minha irmã fazia teatro e foi fazer uma matéria no circo. O 
dono a convidou para trabalhar por uma temporada lá. Ela me 
ligava e dizia: ‘Vem comigo para o circo!’ E eu respondia: ‘Não, 
eu não gosto de circo.’ Um mês depois eu estava morando com 
o circo, ensaiando, estudando. Eu tinha só 14 anos. Meus pais só 
não enlouqueceram porque eu estava com a minha irmã. Amei 
o circo, fiz minha vida aqui. Casei, tive filhos e os criei no circo. 
E agora continuo a tradição.
Quando nova eu era acrobata, então fiz um pouco de tudo: ma-
labarismo, cama elástica, trapézio, equilíbrio no arame. Hoje, 
passo a minha experiência para a garotada e a minha filha é equi-
librista. Entenda que eu nunca disse a ela que gostava mais de 
equilibrismo. Quando foi treinar, ela não sabia, nunca disse que o 
que mais gostava era equilíbrio. Afinal, você sempre se identifica 
com alguma coisa. Quando vi que ela gostava das mesmas coisas 
que eu, adorei! Tenho dois filhos, uma menina e um menino. Os 
dois trabalham no circo. Ele é formado em Direito, mas trabalha 
no circo, comigo. Eles têm as duas opções. A minha filha está fa-
zendo estágio em Direito. Quando começou, ela não contou para 
ninguém que era do circo, mas um dia um dos meninos entrou 
em uma rede social e viu fotos dela se equilibrando. Então, per-
guntou: ‘vem cá, como você faz isso? Você é de circo? Então joga 
alguma coisa!’ E ela fez malabarismo com limões, borrachas...”
Relato de Rosana Jardim, artista circense e diretora do espetáculo 
Circo dos Sonhos e da Academia Brasileira de Circo.
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muito conteúdo ao espetáculo. Inclusive nos grandes circos do 
mundo, o ensinamento tradicional ainda é muito usado. É im-
portante até para abrir as portas para o novo”.
A modernização das técnicas circenses 
permite que hoje os profissionais empre-
guem técnicas diferenciadas. “Mistu-
ramos teatro, dança, música ao vivo e 
circo. O circo ainda é popular porque, 
diferentemente das outras artes, atinge 
a todas as classes sociais. Não 
é um show apenas para as 
crianças, ele também 
resgata a criança den-
tro do adulto”, diz 
Rosana.
A diretora explica 
que a Academia Brasi-
leira de Circo existe há 
onze anos em São Pau-
lo e permanece em lo-
cal fixo, no qual os pro-
dutores da Academia fazem 
espetáculos aos fins de se-
mana. Toda quinta-feira 
há um projeto escolar no 
qual as crianças vão, com a escola, assistir aos espetáculos. Para 
conseguir dar conta do recado, os profissionais enfrentam uma 
rotina de disciplina e treinos. Segundo Rosana Jardim, no período 
da manhã os artistas geralmente estudam. À tarde descansam e à 
noite realizam treinos e ensaios. Além disso, eles têm um dia de 
folga por semana – geralmente segunda-feira –, no qual não trei-
nam porque trabalham durante todo o fim de semana. Na sexta, 
na quarta e na quinta, eles geralmente treinam, exceto em dia de 
espetáculo. Na sexta-feira também descansam para aguentar os 
shows no fim de semana. Os descansos são importantes para que 
se recuperem dos esforços dos treinos e espetáculos e estejam 
sempre dispostos para fazer um lindo show para as crianças. 
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MALABARISMO
Materiais: bolas de tênis ou similares; dicas 
de malabarismo (prontas na folha de moldes); 
tesoura com ponta arredondada.
COLOCANDO EM PRÁTICA
É importante treinar um pouco antes do dia da aula, para 
mostrar melhor aos alunos como fazer. Comece jogando 
apenas uma bolinha várias vezes com a mesma mão. Depois, 
jogue a bola para o alto com uma mão e pegue-a com outra. 
Pegue uma segunda bolinha. Passe a trocar as bolinhas de 
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O PREFERIDO DAS CRIANÇAS
“O espetáculo ‘Circo dos Sonhos’ foi criado a partir de uma pesquisa sobre o que as 
crianças mais gostavam. Eu perguntei a elas o que elas gostariam de ver mais no circo. 
Elas, na verdade, gostam de ver tudo, do mágico ao equilibrista. Mas do que elas gostam 
mesmo é do palhaço. Quanto mais ele brinca, cai, se machuca, mais as crianças gostam.
Para que ele seja engraçado, é importante observar o perfil do profissional. Quando preciso 
contratar um palhaço, quero saber se ele tem algum feeling com a criança, com o espetáculo. 
O palhaço desse nosso espetáculo foi escolhido entre 60 artistas. Ele precisa ser, realmente, 
um palhaço. Também tem o escada: é aquele mais mal-humorado, mais sério. Os outros 
aparecem mais do que ele, mas é por causa dele que os outros são engraçados. Sem o es-
cada, não fica cômico. Meu irmão é palhaço, meu sobrinho é palhaço, adoro palhaços e 
é muito legal ter palhaços na família.
Estou há mais de 30 anos no circo e já cansei de ouvir as pessoas fala-
rem que o circo morreu. O circo nunca morreu. Como qualquer arte, ele 
tem seus altos e baixos, as temporadas boas e as nem tanto. É como uma 
peça que fica disponível por uma temporada, de março a novembro, por 
exemplo. Pode ser uma temporada boa ou não, pois depende também 
do público, da divulgação, da disposição das pessoas. A própria rotina 
do ano influencia muito. Por isso, como todo setor tem altos e baixos, o 
circo também tem”. 
Relato de Rosana Jardim, artista circense e diretora do espetáculo Circo dos 
Sonhos e da Academia Brasileira de Circo.
O PALHAÇO
Materiais: ilustrações de palhaços e artistas 
de circo (prontas na folha de moldes); tesou-
ra com ponta arredondada.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Procure em locadoras de vídeo ou em sites da internet, 
como o YouTube, trechos de filmes de Charles Chaplin e dos 
Três Patetas para que as crianças possam identificar as par-
ticularidades e sutilezas de cada um. Apresente aos alunos 
os palhaços que fizeram a alegria de muitas crianças, jovens 
e adultos. Fale também sobre os outros artistas e de sua im-
portância para o espetáculo. Aproveite para apresentá-los 
aos alunos e regatar a importância dessa figura e o quanto 
merecem nosso respeito.
Molde
Molde
mão. Jogue uma para o alto e a outra para a mão que arremes-
sou a primeira. Use a mão livre para pegar a bolinha que está 
no ar. Pegue a terceira bolinha. Siga o mesmo procedimento, 
com a diferença de que, enquanto uma bolinha é pega, as ou-
tras duas ainda estão no ar. No início pode parecer um pouco 
complicado, mas com um pouco de treino você perceberá que 
é bem simples: só é preciso concentração,atenção e, claro, um 
pouco de coordenação motora!
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ACROBACIAS
Material: colchões.
COLOCANDO EM PRÁTICA
As acrobacias são movimentos ginásticos rápidos e técni-
cos que exigem condicionamento físico, força, destreza, im-
pulsão e concentração. Trabalham-se todos os grandes grupos 
musculares. É importante ter equipamentos como colchões, 
para amenizar o impacto das quedas e evitar acidentes. Co-
loque os colchões no chão, formando uma passarela, e inicie a 
brincadeira com rolamentos. Diga aos alunos que deverão atra-
vessá-la rolando (cada criança poderá rolar como quiser), mas 
não poderão sair da passarela. Para isso, precisarão controlar 
seus movimentos. Em seguida peça que se deitem de barriga 
para baixo um ao lado do outro, bem encostados. O primeiro 
aluno deverá rolar por cima dos demais até chegar ao final e 
deitar-se como os outros. O aluno que está na primeira posição 
começará a rolar sobre os colegas e assim sucessivamente, até 
que todos tenham atravessado a passarela.
CAMBALHOTAS E ESTRELAS
FIGURAS DE SOLO
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As oficinas circenses são importantes porque formam 
artistas e permitem que os alunos exercitem a disciplina 
corporal. Os exercícios e brincadeiras servem como ponto 
de partida e podem ser complementadas pelo educador 
para a criação de uma atividade específica para os alunos. 
Lembre-se de fazer alongamento antes e depois das 
atividades.
COLOCANDO 
EM PRÁTICA
Sugira que os alunos 
montem figuras humanas 
usando os amigos como 
peças. Em duplas, trios e 
grupos, eles deverão ten-
tar construir alguma figu-
ra. Lembre-os das famosas 
pirâmides humanas, nas 
quais alunos servem de 
base para outros menores 
e mais leves se apoiarem.
Materiais: bola grande; colchões; pneus velhos; te-
soura com ponta arredondada.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Se a criança está tentando aprender a virar uma cam-
balhota, dê algumas dicas por meio de questionamentos, 
como: “Que tal você experimentar colocar o seu queixo 
no peito e abaixar bem a cabeça? Observe os objetos que rolam, 
que tal tentar enrolar o corpo como uma bola, será que não é 
mais fácil? Você está usando os braços?” São questões que você 
pode colocar para que o aluno encontre uma relativa consistên-
cia na aprendizagem desse movimento. Proponha uma série de 
situações de exploração e descoberta: “Que tal virar cambalhota 
em um plano inclinado, como um declive de grama presente no 
parque? Que outras formas nosso corpo tem para rolar? Pode-
mos experimentar rolar com um amigo? Rolar carregando uma 
bola macia?” É importante que o professor tenha possibilidade 
corporal para se envolver no processo ensino-aprendizagem. Ao 
resgatar em sua própria vida o prazer pelo movimento, ele con-
segue passar este conceito ao aluno. 
Fotos: Vandercy Junior/ Produção: Cristiane Boneto
AMPLIAÇÃO
Leve para a sala de aula um pneu velho. Se quiser dar 
um efeito mais bonito, forre-o ou pinte-o. Peça que os alu-
nos tentem caminhar em cima do pneu segurando em sua 
mão. O mesmo poderá ser feito em cima de uma bola gran-
de (especial para exercícios, pois aguenta bastante peso). A 
bola possibilita a execução de alguns exercícios com maior 
facilidade, como pedir que o aluno mantenha os pés no chão 
e se deite na bola de barriga para cima. A seguir, ele deve se 
inclinar para trás e tocar o solo com as mãos. A bola tam-
bém auxilia na cambalhota, quando o aluno se deita com a 
barriga na bola e vai escorregando para a frente até colocar 
as mãos no chão.
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Material: pintura atóxica específica para maquiagem infantil.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Pergunte aos alunos quem já foi ao circo e o que puderam ver 
lá. Investigue se algum deles já viu atrações com animais e bus-
que saber as opiniões pessoais de cada um. Peça que façam uma 
pesquisa sobre como é a vida na natureza de animais frequen-
temente encontrados nos circos, como ursos, leões, elefantes 
e tigres. Para isso, se considerar necessário, separe a classe em 
grupos e determine um animal para cada equipe. No dia da aula, 
peça que falem sobre suas descobertas. Abra uma roda de dis-
cussão perguntando se seria possível os animais terem a mesma 
rotina em circos ou zoológicos. Explique que muitos não con-
seguem se adaptar à vida selvagem e são recolhidos pelos zoos. 
Converse também sobre o assunto, mostre a eles que décadas 
atrás não havia a proteção necessária para muitos profissionais, 
que realizavam manobras arriscadas sem proteção como telas e 
redes. O circo moderno substituiu esse perigoso suspense pela 
trama do enredo do espetáculo, com personagens, cenários e 
produção. Conte às crianças que as roupas e a maquiagem são 
detalhes fundamentais para criar a magia circense. Aproveite e 
faça divertidas maquiagens com as crianças.
Atualmente, é proibido ter animais em circo nos Estados da Paraíba, de 
Pernambuco, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, assim como em 
municípios dos Estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, de 
Minas Gerais e de Mato Grosso. Além do cativeiro em jaulas pequenas, 
de tamanhos inferiores ao espaço necessário para abrigar os animais 
com conforto ou com a atividade física necessária, não eram raros 
relatos de maus-tratos. Rosana Jardim relata que a proibição gerou uma 
mudança: “Eu já trabalhei em circos com animais, mas nunca presenciei 
nenhum tipo de maus-tratos ou agressões. Porém, não duvido que 
isso exista. Hoje o circo se recriou: as crianças não vêm para o circo 
ver animais. Elas vêm para ver arte humana: o palhaço, o malabarista, o 
equilibrista, o mágico. É muito gratificante. Hoje de manhã, na hora de 
ir embora, as crianças pediram para dizer aos artistas que adoraram o 
espetáculo”.
CIRCO COM OU 
SEM ANIMAIS?
EQUILIBRISMO
Materiais: bandeja; cano de PVC; corda; prancha de madei-
ra; taças de plástico.
COLOCANDO EM PRÁTICA
O equilibrismo é muito utilizado no circo, desde o andar so-
bre a corda bamba até equilibrar taças com os pés. Para que 
os alunos brinquem com essa técnica, amarre uma corda re-
sistente a uma pequena altura somente para que tentem an-
dar sobre elas. Primeiramente, poderão utilizar apoio e, em 
seguida, sem apoio. Leve 
uma bandeja com taças 
de plástico e peça que os 
alunos montem uma pi-
râmide de taças e tentem 
andar em um percurso 
determinado. Também é 
possível montar uma mi-
nigangorra utilizando um 
pedaço de cano de PVC 
(de esgoto) e uma peque-
na prancha de madeira. 
Os alunos deverão tentar 
se equilibrar em cima da 
prancha que estará em 
cima do cano.
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Materiais: barbante; jor-
nal velho; tiras de papel 
crepom colorido; tesoura 
com ponta arredondada.
COLOCANDO 
EM PRÁTICA
É muito bonito ver compo-
sições e desenhos feitos no 
ar com fitas coloridas. Para 
iniciar a brincadeira, pode-
mos construir os famosos 
balangandãs, feitos de jor-
nal. Para isso, precisare-
mos de uma folha de jornal 
para cada criança, tiras de crepom colorido e barbante. Pri-
meiramente, os alunos deverão dobrar a folha de jornal vá-
rias vezes até que se transforme em um retângulo de papel. 
Oriente-os a colocar uma das pontas das tiras de crepom 
dentro do jornal e dobrar mais uma vez, deixando-as presas 
no meio do jornal. Em seguida, devem colocar uma ponta do 
barbante dentro desse retângulo, amarrando-a bem firme 
para que não solte. Para brincar, basta segurar pela ponta 
maior do barbante e rodar.
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https://t.me/clubederevistase valoriza essa capacidade nata da criança: 
“Antes eu desenhava como Rafael, mas precisei de toda uma 
existência para aprender a desenhar como as crianças”, teria 
dito ele.
 A atitude da professora reflete os cursos formais mais an-
tigos, que possuíam uma disciplina chamada desenho pedagó-
gico, herdada do tradicionalismo da missão francesa ao Brasil. 
“A Europa estava entrando no neoclassicismo, que é a volta dos 
elementos clássicos, desde a Grécia Antiga. Portanto, eram de-
senhos bem-feitos, muito próximos à realidade. O que estava 
por trás não era a compreensão da arte como expressão, mas 
como cópia do belo, do tradicional, da realidade. E as crianças 
eram ensinadas a respeitar esses cânones”, relata a mestre em 
desenho e doutora em processo de criação do artista e do pro-
fessor, Miriam Celeste Martins.
Viviani também ajuda a entender essa forma de condu-
zir a atividade artística da criança, resgatando o início dos 
estudos sobre o desenho infantil. “O primeiro autor conhe-
cido a publicar um estudo sobre o tema foi [o crítico de arte 
inglês John] Ruskin, em 1857, porém, tanto este como outros 
estudiosos que vieram após tinham a visão de que o adulto 
deveria conduzir o contato da criança com o seu próprio de-
senho”, diz ela. Apenas os estudos relativamente recentes ten-
tam mudar essa concepção, pois revelam que não deve haver 
direcionamento e orientação da expressão infantil por meio 
do desenho. “Esta visão traz a liberdade para que a criança 
descubra as suas possibilidades de ação criativa, que devem 
ser valorizadas e estimuladas pelo adulto (pais, professores)”, 
orienta Viviani.
Raízes históricas 
 O entendimento do desenho infantil como forma de ex-
pressão do desenvolvimento e das formas de ser, estar e ver o 
mundo só foi possível a partir de uma mudança na forma de 
ver a própria infância. Segundo Viviani, “a criança como ser 
humano e as necessidades do seu entendimento são questões 
que só começaram a ser consideradas a partir das pesquisas 
de Jean Jacques Rosseau (1712-1778), um dos primeiros estu-
diosos que concebeu a criança como diferente do adulto, um 
ser em desenvolvimento dotado de especificidades e necessi-
dades diferenciadas”. 
Depois vieram os estudos de Ruskin, que ainda via a ne-
cessidade de a criança ser conduzida por um adulto em suas 
produções. Simone relata em seus estudos que Florence de 
Mêredieu (1974) chama atenção para o fato de que os estudos 
relacionados aos desenhos infantis veem o sentido estético 
da criança pautada na visão do adulto: “é de se notar que as 
pesquisas raramente renunciarão a um academismo de valor, 
visando incluir a criança na esteira da tradição e dos que se 
chamam grandes mestres’ (MÊREDIEU, 1974, p.2)”.
 Ainda segundo Simone, em referência a Mêredieu, logo de-
pois, em 1926, o desenho é introduzido no tratamento psicanalí-
tico por Sophia Morgesntern. “As motivações que deram origem 
a esse interesse pelo desenho infantil estabelecem uma estreita 
ligação entre as ideias filosóficas do momento, o estudo da crian-
ça em geral e das suas produções gráficas em particular”, escreve Fo
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ela, que acredita que daí tenham surgido várias disciplinas, 
como pedagogia, psicologia, sociologia e mesmo a estética.
No artigo “Descoberta de um Universo: A Evolução do 
Desenho Infantil”, Thereza Bordoni conclui que são os psi-
cólogos, portanto, que, no final do século XIX, descobrem 
a originalidade dos desenhos infantis e publicam as primei-
ras ‘notas’ e ‘observações’ sobre o assunto. “De certa forma 
eles transpõem para o domínio do grafismo a descoberta 
fundamental de Jean Jacques Rousseau sobre a maneira 
própria de ver e de pensar da criança. As concepções relati-
vas à infância modificaram-se progressivamente. A desco-
berta de leis próprias da psique infantil, a demonstração da 
originalidade de seu desenvolvimento, levaram a admitir a 
especificidade desse universo. A maneira de encarar o de-
senho infantil evolui paralelamente”, relata a autora.
 Mas Juliane alerta para o fato de que a psicanálise e a psi-
copedagogia ainda são consideradas áreas do conhecimento 
em evolução. “Apontando [Jean] Piaget e Melanie Klein, im-
portantes estudiosos no assunto, é que os olhares científicos 
se voltaram para as fases da infância”. Segundo ela, “estamos 
começando a desvendar o desenho infantil como forma de 
comunicação e avaliação, porém, sabemos que as fases da in-
fância são determinantes na formação do caráter e da perso-
nalidade de qualquer adulto”.
 Como se pode ver, a atitude da professora citada por 
Simone não reflete um despreparo individual. Ao contrário, 
envolve questões culturais e, por isso, em diferentes graus, é re-
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petida por outros educadores. Muitos ainda demonstram uma 
ansiedade em identificar o desenho infantil, perguntando aos 
pequenos o que cada rabisco representa, incentivando, dema-
siadamente, a prática de releituras de obras de arte ou pedindo 
que a criança desenhe uma história. Ações estas que podem 
vir até a prejudicar a capacidade de exploração de pesquisa por 
recursos próprios, como coloca Simone. “Muitas vezes os de-
senhos são indecifráveis, mas representam a gestualidade em 
relação ao suporte em uma interação de comunicação vivencial 
e registrando todo e qualquer impulso motor e biológico. ‘A 
criança, em suas garatujas, obedece às necessidades do sistema 
nervoso afinando com seu desejo de significação e afirmação 
de seu ser no mundo’ (WINNICOTT input DERDYK, 1994)”, 
escreve ela.
 É por esse motivo que Miriam destaca a importância de en-
tender cada fase e cada momento como único e igualmente rico. 
Não se trata de uma evolução, de uma transição de uma etapa 
para outra melhor, mas, sim, de um processo de agregar conhe-
cimentos. “O importante é que cada ação seja extremamente 
explorada e, quanto mais riqueza você tiver em um determina-
do movimento, mais elementos a criança terá para prosseguir 
adiante com bagagens cultural e corporal maiores”, afirma ela. 
Cabe ao professor respeitar e valorizar cada etapa, propor-
cionando instrumentos para que a criança agregue esses co-
nhecimentos por si. O professor deve ser o provedor do espa-
ço, de materiais e recursos para que a criança busque sempre 
mais e vá adiante, desfrutando de cada um de seus momen-
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tos, com riqueza e prazer. A teoria do desenvolvimento proxi-
mal de Lev Semionovitch Vygotsky explica bem essa relação 
do professor com o aprendizado infantil. Segundo Miriam, 
trata-se da “distância entre o nível atual de desenvolvimento 
da criança, determinado pela capacidade de resolver proble-
mas individualmente, e o nível de desenvolvimento potencial, 
determinado através do nível de resolução de problemas 
sob a orientação de adultos ou em colaboração com os pares 
mais experientes”.
Igual, mas diferente: entendendo 
as etapas
Os traços infantis revelam a individualidade de cada criança, 
mas a cada etapa do desenvolvimento tais traços assumem um 
caráter particular. Juliane explica que, “em cada uma das fases, 
as formas dos desenhos são muito parecidas – apesar da indivi-
dualidade de cada criança, como os diferentes temperamentos 
e sensibilidades –, mudando muito pouco de uma cultura para 
outra. O que a criança desenha mudará de acordo com o meio 
em que vive e com o instrumento utilizado, mas todos passarão 
pelas etapas”.
Entender cada uma das fases faz parte do processo de respei-
to, estímulo e valorização de cada momento do desenvolvimento 
infantil, afinal, como afirma Miriam, “quanto mais o professor 
puder provocar a criança na zona de conhecimento na qual 
ela está, melhor será para o desenvolvimento dela”.
Mas tentar acelerar os processos é um equívoco, pois dei-
xa-se de trabalhar um movimentomaravilhoso da criança. Ela 
exemplifica: “Os pequenos que recebem um modelo passam logo 
para uma forma mais fechada e padronizada”. 
Compreenda as características comuns a cada fase:
Até 12 meses 
Para Thereza, ao final do primeiro ano de vida, a criança já é 
capaz de manter ritmos regulares e produzir os primeiros traços 
gráficos, fase denominada pelo consagrado professor de educa-
ção artística Viktor Lowenfeld como rabiscos ou garatujas.
Este é o momento de exploração, no qual a ação em si deve 
ser valorizada, já que ela é a propulsora do desenvolvimen-
to psicomotor e sensorial do pequeno. Nesta etapa, cabe ao 
professor o que Miriam chama de “provocação” ou estímulo, 
como é mais comum dizer. 
Especialmente neste estágio os professores precisam co-
meçar a quebrar barreiras. A primeira é a do trabalho no pla-
no bidimensional. Esta é a fase em que a criança precisa ter 
seus sentidos aguçados e pode ser incentivada a “desenhar” na 
massinha, na argila ou com a sucata, mas sem a pretensão de 
ver algo retratado.
O que vale é o próprio sentir, o fruir. As variações de tex-
turas, temperaturas, os diferentes movimentos que a criança 
faz para explorar o objeto que lhe é disponibilizado, como pu-
xar, amassar e o enrolar, já são formas de desenvolvê-la, sem 
atropelá-la. Nas palavras de Miriam, “a ação, a pesquisa e o 
exercício estão no tocar, na percepção de que uma textura é 
mais fria ou mais mole...”. 
De 12 a 18 meses
Segundo Viviani, é só por volta dos 18 meses de idade que 
a criança começa a se expressar por meio de garatujas, que se 
iniciam por traços desordenados, mas que denotam importan-
te avanço no desenvolvimento, pois é o início da expressão que 
a conduzirá não só ao desenho e à pintura, mas também à pala-
vra escrita. “As garatujas seguem um padrão um tanto quanto 
previsível nas crianças, pois começam com traços desordena-
dos no papel e gradualmente evoluem para desenhos que têm 
um conteúdo reconhecível pelos adultos”, explica ela. 
 No entanto, ela destaca que as garatujas não devem ser 
vistas pelo educador como tentativas de retratar o meio visual 
infantil. “Em grande parte, os rabiscos baseiam-se no desen-
volvimento físico e psicológico da criança, não em alguma 
tentativa de representação”. 
Ainda assim, é um momento importante e de grande prazer 
ao pequeno, pois o modo acidental de distribuir as linhas que 
traça o deixa fascinado. A criança desfruta desses traços, tanto 
como movimentos, quanto como registro de uma atividade si-
nestésica. Além do prazer no movimento em si, ela sente prazer 
ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu. O ato de 
garatujar é, nesse momento, a simples e prazerosa ação sobre 
uma superfície. Por isso, é comum, nesta fase, que a criança co-
mece a desenhar em um pedaço do papel e depois pinte a folha 
inteira, por gostar da sensação da tinta deslizando sobre o papel 
e o efeito que ela dá ao se manifestar nesse suporte.
Cabe ao professor ampliar essas possibilidades de 
prazer, disponibilizando diversos tipos de riscadores, 
de superfície na qual a criança trabalhará e até mesmo em 
como ela desenhará. Em vez de lápis, que tal oferecer tam-
bém o giz de cera, tinta, carvão, areia, utilizar-se das mãos, 
do pincel, do rolinho, quem sabe até de uma bola de tênis (um 
material por vez!), para expressar-se em papel, papelão, sobre 
o chão, o plástico...? As possibilidades são diversas, prontas 
para ampliar o repertório dos pequenos, ampliar os horizon-
tes, explorar seus sentidos, fazê-los agregar e, consequente-
mente, desenvolver-se, sem tirar-lhes o prazer de viver em 
plenitude a fase atual da infância.
De 18 a 24 meses
De acordo com Viviani, após a criança utilizar-se da gara-
tuja por um período aproximado de seis meses, o seu traçado 
vai se tornando intencional, ou seja, as garatujas são contro-
ladas. “Isto está diretamente ligado ao desenvolvimento mo-
tor pelo qual a criança passa. Por isso, o educador deve estar 
atento a esta relação”.
Thereza complementa: “As garatujas, que refletiam, so-
bretudo, o prolongamento de movimentos rítmicos de ir e vir 
transformam-se em formas definidas que apresentam maior 
ordenação, e podem estar se referindo a objetos naturais, ob-
jetos imaginários ou mesmo a outros desenhos. Essa passagem 
é possível graças às interações da criança com o ato de dese-
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nhar e com desenhos de outras pessoas”. É hora, então, de o 
professor socializar os trabalhos do grupo. Não no sentido de 
comparar ou sobressaltar um em detrimento do outro, mas no 
sentido de mostrar a diversidade de possibilidades, a partir dos 
trabalhos dos colegas, e incentivar os pequenos a experimentá-
las. Por exemplo, se uma criança fez traços fortes, outra fez 
mais leves, se uma usou apenas uma cor, outra usou várias... 
Vai-se mostrando ao grupo a existência das diferentes formas 
de se expressar.
De 24 a 36 meses 
 Ocorre um avanço na intencionalidade das garatujas. 
Nesta idade, a criança já descobriu o controle visual sobre 
os traços que está fazendo. E, como destaca Viviani, ain-
da que à primeira vista o educador não encontre grande 
diferença nos desenhos, a aquisição do controle sobre os 
movimentos é uma experiência vital para a criatividade in-
fantil. “A maioria das crianças, nesta fase, aborda as gara-
tujas com grande entusiasmo, pois a coordenação entre seu 
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desenvolvimento visual e motor representa uma conquista 
muito importante, o que estimula a criança a variar seus 
movimentos, que são expressos com vigor no papel e fazem 
com que ela dedique mais tempo para garatujas (o que an-
tes não ocorria)”, explica. 
A partir de 36 meses
A garatuja vai evoluindo para o desenho, que possui formas 
mais estruturadas e é feito com intencionalidade. Os símbolos, 
ainda que simples, começam a ser distribuídos no espaço. Para 
Thereza, nesta fase, as produções infantis começam a ter uma 
influência maior do meio em que a criança vive.
“Passa também a constatar a regularidade nos desenhos 
presentes no meio ambiente e nos trabalhos aos quais ela tem 
acesso, incorporando esse conhecimento em suas próprias 
produções. No início, a criança trabalha sobre a hipótese de 
que o desenho serve para imprimir tudo o que ela sabe sobre 
o mundo. No decorrer da simbolização, a criança incorpora 
progressivamente regularidades ou códigos de representação 
das imagens do entorno, passando a considerar a hipótese de 
que o desenho serve para imprimir o que se vê”, escreve ela 
em seu artigo.8 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR
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As fases, segundo os teóricos
Antes das garatujas e dos desenhos, vêem os rabiscos, que 
Marthe Berson separa em três estágios:
Estágio vegetativo motor: o traçado é contínuo, sem 
que o lápis saia do papel. Normalmente, segue padrões ar-
redondados. Esta fase se dá por volta dos 18 meses.
Estágio representativo: o traço passa a ser descontínuo. 
As formas, portanto, apresentam-se isoladas umas das ou-
tras. Começam a aparecer os comentários verbais a respeito 
do que foi produzido.
Estágio comunicativo: a vontade de escrever como forma 
de comunicar-se é o destaque desta fase. Surge o traçado em 
forma de dentes de serra, feito na tentativa de imitar a escrita. 
Piaget, por sua vez, reforça o prazer existente para as 
crianças de 0 a 2 anos de idade no ato de garatujar. Além dis-
so, ele chama a atenção para o papel secundário da cor, ain-
da utilizada de forma inconsciente, apesar do interesse pelo 
contraste, depois que este já está revelado sobre a superfície 
de trabalho. Ele classifica as garatujas como desordenadas 
ou ordenadas, sendo:
Desordenadas: a criança pinta com todo o corpo. Os mo-
vimentos de ir e vir, subir e descer, não se limitam às mãos 
e são amplos e desordenados, pois, como explica Juliane, a 
criança não tem consciência de que o risco é consequência de 
seu movimento como lápis. Da mesma forma, os limites do 
papel ou de qualquer superfície sobre a qual ela trabalha é ig-
norado. “Ela não olha para o que faz e segura o lápis de várias 
maneiras, com as duas mãos alternadamente”, descreve ela.
Ordenadas: a criança se entusiasma ao descobrir que os 
traços são consequências de seus movimentos com a mão. 
Assim, ela passa a prestar atenção no que faz e a acompanhar 
o caminho que seus traços fazem. Consequentemente, come-
ça a controlar o tamanho, a forma e a localização no papel e 
a fechar suas figuras de formas circulares ou espiraladas. “A 
figura humana é desenhada de forma simbólica, imaginária. 
Nessa fase, a criança diz o que vai desenhar, mas não existe 
relação fixa entre o objeto e sua representação, por isso ela 
pode dizer que um risco é uma casa e no final do desenho 
mudar de ideia e atribuir outro significado para aquele risco”, 
acrescenta Juliane. 
Pré-esquematismo: está dentro da fase pré-ope-
racional que Piaget define como sendo de 2 a 7 anos. É 
quando aparece a descoberta da relação entre desenho, 
pensamento e realidade. Os desenhos aparecem disper-
sos, sem relação entre si, num primeiro momento, mas, 
aos poucos, começam a se organizar, geralmente, entre o 
céu, que aparece como se fosse um teto, e a terra. Thereza 
nos mostra ainda que, para Piaget, é nesta fase que a cor 
começa a ser utilizada, mas ainda sem relação com a rea-
lidade, mas sim com o seu estado emocional. Daí, os ca-
chorros azuis, o sol vermelho...
Para Piaget, ainda existem as fases do Esquematismo, 
Realismo e Pseudonaturalismo, referentes às idades mais 
avançadas, de 7 anos em diante.
Já Georges-Henri Luquet distingue as garatujas em quatro 
estágios: 
Realismo fortuito: acontece quando a criança está com 
cerca de 2 anos de idade. Os rabiscos dão lugar aos signos, 
que passam a ser nomeados pelo incentivo de adultos ou por 
identificar alguma analogia com algum objeto.
Realismo fracassado: entre 3 e 4 anos, é quando a criança 
descobre a relação entre forma e objeto e começa a reproduzi-la. 
Ele ainda define o Realismo intelectual (dos 4 aos 10-12 
anos) e Realismo visual (por volta dos 12 anos).
Miriam Celeste Martins, por sua vez, conceitua os dese-
nhos infantis em quatro movimentos. 
Em resumo, são eles:
1°) Ação – pesquisa – exercício;
2°) Acrescentam-se a interação e o simbolismo;
3°) Acrescentam-se organização e regra;
4°) Acrescentam-se a poética e a ótica pessoal de
 ver o mundo.
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Entendendo 
os conceitos
Rabiscar, garatujar ou desenhar? O 
que cada um destes termos significa? 
Veja as definições, segundo a pedagoga 
e psicopedagoga Juliane Feldmann:
 
Rabisco
O rabiscar se estende além do 
lápis, do giz e do pincel. Na areia 
a criança rabisca estradas com os 
carrinhos de brinquedo. Não há ne-
nhuma finalidade estética, enquan-
to produto. A criança não rabisca 
com intenção de fazer bonito ou 
expressivo, mas pelo simples prazer 
de rabiscar. É, de fato, o registro de 
um movimento, que serve de ‘feedba-
ck’ para a criança aprender a controlar 
seus movimentos. Portanto, os rabiscos 
da criança não são artes abstratas (Livro 
A produção cultural para a criança, or-
ganizado por Regina Zilbermann).
Garatuja
A criança dá nome aos seus rabiscos, ao per-
ceber que eles se parecem com alguma coisa. Esta 
é uma etapa intermediária, na qual a criança começa 
a representar. A representação significa/demonstra algo 
para a criança, mas não tem intenções naturalistas. Muitas 
vezes, isso dá aos adultos a impressão de que o “desenho” não 
ficou parecido com o que a criança diz representar. Geralmente, apa-
recem no papel coisas que, aparentemente, não têm nada a ver entre si, ou as 
partes das mesmas coisas podem aparecer separadas, soltas no espaço. Afinal, 
organizar as coisas no espaço é um processo demorado, que depende do próprio desenvolvimento da criança, mas não 
pode ser imposto de fora para dentro (Livro A produção cultural para a criança, organizado por Regina Zilbermann).
Desenho
Conforme Piaget (1971-1973), “o desenho é precedido pela garatuja, fase inicial do grafismo. Caracteriza-se inicialmente 
pelo exercício da ação. O desenho passa a ser conceituado como tal a partir do reconhecimento pela criança de um objeto 
no traçado que realizou. Nessa fase inicial, predomina no desenho a assimilação, isto é, o objeto é modificado em função 
da significação que lhe é atribuída, de forma semelhante ao que ocorre com o brinquedo simbólico”.
Nesta fase em que as crianças começam a representar, elas vão também começar suas primeiras construções: uma ma-
deira e um prego formam um rádio (...) (Livro A produção cultural para a criança, organizado por Regina Zilbermann). O 
desenho ganha uma vida interna, reflexos de percepções, sentimentos e pensamentos. 
Sugestões de leitura
• Didática do ensino da arte – a língua do mundo: fruir, poetizar e conhecer arte, de Miriam Celeste Martins, Gisa 
Picosque e Terezinha Teles M. Guerra (Editora FTD); 
• Os significados dos desenhos de crianças, de Angela Anning e Kathy Ring (Editora Artmed);
• A produção cultural para a criança, organizado por Regina Zilbermann (Editora Mercado Aberto).
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Relembre a tradição do circo, convidando a turma para desenvolver 
atividades que valorizam os profissionais da arte de fazer rir
Eixos temáticos: Artes Visuais; Linguagens Oral e 
Escrita; Matemática; Música; e Natureza e Sociedade. 
Objetivos: apresentar o alfabeto de forma divertida, 
oferecendo a oportunidade para que a criança possa 
interagir, aprender e brincar fazendo arte; desenvolver a 
expressão oral e escrita, as percepções e a observação; 
estimular a criatividade, o gosto pela arte circense 
e a construção do conhecimento lógico; incentivar a 
música na aprendizagem; e oportunizar a construção do 
conhecimento sobre a cultura circense.
Idade: a partir de 3 anos.
Responsável: Izildinha Houch Micheski
Redação: Renata Santana
Uma homenagem ao palhaço Piolin instituiu o dia 27 
de março como o Dia do Circo no Brasil. Reconhecido por 
sua grande criatividade e pela habilidade como ginasta e 
equilibrista, ele é lembrado como um dos maiores profissionais 
da arte de fazer rir e teve seu nome marcado na história. A 
data foi escolhida por ser o dia de nascimento de Piolin, no 
ano de 1897.
Atualmente, os espetáculos circenses tiveram de ser 
reformulados em função da proibição dos animais nas 
atrações, do crescimento das cidades (que não oferecem 
espaços suficientes para a montagem dos circos) e também 
pela dificuldade em angariar recursos para bancar as longas 
viagens, o custo dos figurinos e cenários, e a manutenção dos 
espetáculos. Além disso, a população das grandes cidades 
substituiu a tradição do circo por outras atividades. Assim, os 
circos tradicionais, aqueles em que famílias inteiras trabalham 
juntas, passaram a ficar concentrados nas periferias e se 
tornaram cada vez mais raros. 
No entanto, por ser uma data que encanta as crianças e 
oferece muitas possibilidades de trabalhos multidisciplinares, 
não poderia ficar fora das páginas da Projetos Escolares. 
Aproveite as ideias apresentadas neste projeto e promova 
um grande espetáculo em sua escola, envolvendo também 
as famílias. 
De cara pintada 
e nariz de palhaço!
DIA DO CIRCO
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O CIRCO NA 
CONSTRUÇÃO 
DOS SABERES
Materiais: barbante; bastão de dobraduras; brinquedos de pelúcia; 
cartola; colchonetes; fita adesiva; lenços de tecido; papel crepom; 
papel color set colorido; e papelão.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Faça uma roda de conversa em um espaço que ofereça a 
oportunidade de colocar os colchonetes utilizados na educação 
física e, se possível, convide um especialista para participar do 
projeto, trabalharo corpo e o movimento das crianças ao som de 
músicas circenses, e auxiliá-las nas famosas cambalhotas.
Coloque o tema circo em pauta para que os alunos contem 
suas experiências, improvisem algumas apresentações a que 
assistiram e brincadeiras aprendidas com os palhaços, cuidando 
para fazer as intervenções quando as apresentações sugerirem 
maus exemplos, como chutar, puxar a cadeira quando o colega vai 
sentar e outros que podem machucá-los. Explique que os palhaços 
desenvolvem uma técnica para caírem sem se machucar e que as 
crianças não têm esse preparo, portanto, precisam ter cuidado 
para não se machucar e não machucar os amigos.
Disponibilize alguns objetos, como lenços de tecido colorido 
e brinquedos de pelúcia para as crianças encenarem algumas 
mágicas que podem ser pesquisadas na internet. Providencie uma 
cartola e um bastão de dobraduras para que os alunos utilizem 
como mágicos. Prepare pratos de papelão e bolas de plástico 
para a encenação do malabarista e fixe barbantes no chão para 
representar o equilibrista. 
Comente com as crianças sobre a proibição dos animais 
nos circos brasileiros e diga que, em alguns países, esta prática 
ainda é permitida. Mostre exemplos dos circos na Antiguidade 
e sua trajetória até os dias de hoje, dos mais simples até os mais 
sofisticados. Incentive a pesquisa junto às famílias, por meio de 
fotos e revistas, e utilize o laboratório de informática da escola e a 
sala de leitura para a pesquisa.
Faça uma exposição de fotos das famílias em visitas aos 
circos, realize um espetáculo na escola e convide alguns familiares 
habilidosos para abrilhantar. Solicite ao especialista de educação 
física que ensaie uma banda para fazer a abertura e preparar 
um desfile em volta do quarteirão, com a supervisão do serviço 
de trânsito. Convide o professor de educação artística para 
confeccionar instrumentos de sucata e fantasias de papel crepom 
junto com as crianças. Aproveite o momento para trabalhar a 
importância da reciclagem e da reutilização de materiais.
 
JOGO DE MEMÓRIA
Materiais: cartolina ou papel-cartão colorido; 
cola; jogo da memória (disponível na folha de 
moldes); e tesoura com pontas arredondadas. 
COLOCANDO EM PRÁTICA 
Multiplique as cartas do jogo da memória (disponíveis na folha 
de moldes) e oriente o recorte e a colagem sobre papel-cartão, um 
pouco maior do que o tamanho da carta, para que fiquem com 
uma moldura colorida.
Você perceberá que esse jogo de memória precisará ser 
concluído pelas crianças. Isso porque um conjunto de peças 
tem o fundo colorido e a figura para colorir, e o outro tem o 
fundo preto e branco e a figura colorida. Assim, antes de iniciar 
a brincadeira, solicite às crianças que pintem as cartas com as 
cores correspondentes. A confecção desse jogo desenvolverá 
a percepção, a discriminação visual e a atenção. Depois que as 
crianças terminarem, explique as regras do jogo da memória.
Para que a criança se organize melhor, divida a mesa ao meio 
com uma fita adesiva colorida e disponibilize um grupo de cartas 
do lado esquerdo e outro do lado direito, todas com as ilustrações 
viradas para baixo. Aproveite para trabalhar a lateralidade. Então, 
explique que cada um na sua vez deverá virar uma carta de cada 
lado e deixá-la no mesmo lugar para que o parceiro ou o grupo 
possam visualizar e ter tempo para memorizar. Se conseguiu 
compor um par com figuras iguais, o aluno pode separá-las para 
si. Porém, se isso não aconteceu, as cartas devem ser colocadas 
novamente com as ilustrações voltadas para baixo, e o jogo 
continua até que não fique nada sobre a mesa.
Quando terminar, ajude as crianças a contar seus pares ou, 
em outro momento, a quantidade total de cartas, dependendo 
do objetivo que você definiu. Faça o registro do projeto por meio 
de relatos escritos e outros recursos audiovisuais. Assim, você 
garante o sucesso das intervenções futuras.
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OFICINA DE 
BRINQUEDO 
COM A FAMÍLIA
Materiais: bolinha de gude; cola; encarte 
do palhacinho Pipoquinha (disponível na 
folha de moldes); lápis de cor; e tesoura com 
pontas arredondadas.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Reserve um espaço de tempo e convide as famílias a 
confeccionar o Palhacinho Pipoquinha. Multiplique o encarte 
(disponível na folha de moldes) e disponibilize os materiais citados. 
Solicite às famílias que ajudem as crianças a recortar, pintar e colar 
as partes indicadas, deixando uma abertura para colocar uma 
bolinha de gude dentro e fechar o espaço com cola.
Após a secagem, cada criança poderá brincar com o 
palhacinho, dando um impulso com o dedinho para que ele 
saia do lugar, virando cambalhotas. O aluno poderá convidar os 
amiguinhos para colocar seus palhacinhos para apostar quem 
vira mais cambalhotas e fica à frente do outro e podem observar e 
contar quantas vezes um se sobressaiu em relação ao outro.
Já temos aí uma oportunidade para trabalhar a observação e o 
desenvolvimento do conhecimento lógico-matemático.
APRENDENDO 
O ALFABETO
Materiais: caixa de papelão; canetinha 
colorida; lápis; palhacinho com o alfabeto 
(disponível na folha de moldes); retalhos de tecido; e tesoura 
com pontas arredondadas.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Depois de desenvolver o tema circo abundantemente, 
trabalhe o alfabeto, mostrando cada uma das letras. Para facilitar o 
aprendizado, você pode utilizar a música Abecedário da Xuxa, que 
cita cada uma das letras beneficiando sua compreensão. Trabalhe 
a letra inicial de cada nome, utilizando o crachá convencional, as 
coisas que começam com cada letra e, em seguida, multiplique e 
disponibilize os encartes e materiais.
Apresente o palhacinho para as crianças, ensine-os a recortar 
nos traços pontilhados, dando o piquezinho inicial com a tesoura, 
para que não se percam. Porém, antes de recortar, oriente a pintura 
de cada letrinha que aparece. Finalmente, ensine-os a enrolar 
uma perninha e um bracinho no lápis, depois retirar o lápis, para 
ficarem como cachinhos. Ajude-os, pois, certamente, ainda não 
possuem habilidade total para isso.
Uma vez prontos esses palhacinhos, cada criança pode 
dar ao seu o nome que quiser. Posteriormente, elabore, junto 
com a turma, uma lista com os nomes sugeridos. Para ampliar 
os conhecimentos, disponibilize um palito de picolé para cada 
criança colar em seu palhacinho e transformá-lo em artista, 
montando um divertido teatrinho.
Assim, convide as crianças para montar o cenário com uma 
caixa de papelão que será o suporte para o teatro. Comecem 
enfeitando-a e, em seguida, utilizem um retalho de tecido 
para cobrir a abertura, formando uma cortina. Depois de 
pronto, convide as crianças para se esconderem atrás do pano e 
manipularem seus palhacinhos. Organize a apresentação com 
uma música ou com a dramatização de uma história, que pode ser 
espontânea ou preparada antecipadamente.
Organize duplas para a apresentação e arrume a sala de 
maneira que sugira um auditório. Convide os professores e realize 
uma bonita festa a partir das sugestões apresentadas.
CALENDÁRIO
Materiais: calendário do mês de março (dispo-
nível na folha de moldes); cola; numerais de 1 a 
31 (disponíveis na folha de moldes); e tesoura 
com pontas arredondadas.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Disponibilize o caléndário do mês de março para as crianças 
e solicite à elas que pintem os desenhos e decorem da maneira 
que desejarem. Depois de prontos, distribua um conjunto de 
cartinhas com os numerais para cada criança e oriente a colagem 
nos quadradinhos que representam a cartela dos mágicos.
Junto com a turma, dê um destaque especial ao Dia do Circo 
(27 de março). No final da atividade, deixe um calendário exposto 
na sala de aula e utilize-o como referência para marcar as atividades 
que serão desenvolvidas durante o mês.
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O espetáculo já 
vai começar!
Aproveite o Dia do Circo para apresentar a arte de Toulouse-Lautrec
Obra: At the Circus: The Spanish 
Walk (Au Cirque: Le Pas Espagnol), 
de Henri de Toulouse-Lautrec, 
exposta no The Metropolitan 
Museum of Art, em Nova York.Fo
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Eixos temáticos: Linguagens Oral e Escrita; Artes; Identidade e Autonomia; Natureza e Sociedade.
Objetivos: estimular o interesse pela arte; ampliar o repertório cultural das crianças; desenvolver a expressão 
artística e a coordenação motora.
Idade: a partir de 3 anos.
Texto: Renata Santana (estagiária)
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FAZENDO ARTE
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ENTRE OS CARTAZES E 
O CIRCO
O nome comprido – Henry Marie Raymond de Toulouse-
Lautrec Monfa (1864-1901) – indica o nascimento em uma fa-
mília aristocrática francesa. Mais conhecido como Toulouse-
Lautrec, o pintor sinalizava desde seu nascimento problemas 
de má-formação nos ossos, mas, somente aos 14 anos, a sus-
peita foi confirmada. Lautrec sempre teve paixão por cava-
los, assim como toda a sua família. Durante suas montarias, 
sofreu duas quedas seguidas, fraturou os dois fêmures e nun-
ca mais se recuperou. Como consequência, o artista jamais 
ultrapassou 1,52 m de altura, e a bengala passou a fazer parte 
de sua rotina.
Depois disso, Lautrec fez da arte a sua vida e, duran-
te a adolescência, tinha preferência por desenhar cavalos. 
Desenhava-os nas margens de seu caderno, que sempre es-
tavam cobertas também de caricaturas de seus pais, mes-
tres e animais. Em 1882 sua família consentiu que ele fosse 
para Paris dedicar-se à pintura, o que possibilitou o contato 
com diversos artistas, como Van Gogh, John Lewis Brown e 
Forain. Aos 25 anos já dotava de um estilo próprio, com um 
traço rápido, incisivo e expressivo. Seus primeiros trabalhos 
retrataram o circo, salões de dança, o teatro e o cabaré, como 
a tradicional casa parisiense Moulin Rouge, inspirando-o a 
produzir obras bem coloridas. Lautrec foi o pioneiro na cria-
ção dos pôsteres, sendo o primeiro feito para divulgar uma 
apresentação no próprio Moulin Rouge. Para produzi-los, ele 
contornava os modelos com linhas grossas de tinta e depois 
preenchia-os com mais tinta, destacando os pontos impor-
tantes para chamar a atenção das pessoas que passavam. 
Dentre as pinturas mais famosas do artista francês, está 
Circo Fernando: A Amazona, na qual é possível reconhecer os 
traços marcantes de seu estilo. Por ser baixo e ter problemas 
para andar, Lautrec muitas vezes se autorretratava para, com 
a zombaria, combater o sentimento de piedade. Por causa de 
sua vida desregrada e da falta de preocupação com o dinheiro, 
o artista se tornou alcoólatra, contraiu uma doença infecto-
contagiosa e chegou a ser internado em um sanatório. No fim 
de sua vida, Lautrec teve vários ataques paralisantes e, após o 
último deles, foi levado para a casa de sua mãe, onde faleceu 
aos 36 anos.
Há contradições quando se tenta classificar a obra de 
Toulouse-Lautrec. Alguns autores dizem que o seu estilo era 
impressionista, e outros o consideram pós-impressionista. 
Outros, ainda, afirmam que o seu estilo forte e próprio não 
se encaixa em nenhum movimento artístico. Mas o fato é que 
sua obra tornou-se muito famosa em todo o mundo e seu es-
tilo antecipou e influenciou a Art Nouveau.
Fontes: Descobrindo Grandes Artistas, MaryAnn F. Kohl e Kim 
Solga (Artmed Editora); Dicionário da Pintura Moderna (Hemus 
Editora); Mil Anos de Arte, de Adriano Colangelo (Cultrix) e o site 
www.pintoresfamosos.com.br .
UM GRANDE CONVITE
Materiais: jornal; cerca de 2 m² de papel kraft; pincéis; tachas ou fita adesiva; 
tinta guache de cores variadas, especialmente preta, branca e vermelha.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Reúna os alunos em grupos, conte um pouco sobre a vida de Toulouse-
Lautrec (você encontra algumas informações no texto acima) e aproveite para 
falar sobre a sua especialidade artística. Como falamos sobre o circo nesta edi-
ção, peça para os pequenos se organizarem e pensarem como deveria ser um 
grande convite para um espetáculo circense. Deixe que as crianças discutam as 
ideias e registre-as. Quando chegarem a um consenso sobre o melhor modelo, 
cada grupo produzirá o seu convite.
O papel kraft pode ser fixado na parede ou no chão. Em qualquer uma dessas op-
ções, antes de começar, forre o local com jornal para evitar sujeira. Disponha os potes 
de tinta próximos ao papel e peça para os alunos começarem a produção do convi-
te desenhando os artistas que fazem parte do evento, como palhaços, malabaristas, 
trapezistas e bailarinas, enfatizando os contornos e deixando algumas partes sem 
pintura. De acordo com o nível de alfabetização da turma, auxilie a garotada com a 
escrita do convite, que pode ser feita com pincel. Incentive os alunos a serem criativos 
e a colaborarem uns com os outros, já que o trabalho será feito em grupo. 
Quando os convites estiverem secos, exponha-os em local visível para que todos 
possam apreciá-los. E por que não sugerir que façam uma atração circense, na qual 
cada um representará um personagem do circo? Use a criatividade e divirta-se com 
as crianças, ao mesmo tempo em que estimula vários sentidos e o gosto pela arte.
Atividade adaptada do livro Descobrindo Grandes Artistas – a prática da arte para 
crianças, MaryAnn F. Kohl e Kim Solga (Artmed Editora).
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Um dia para 
ser lembrado!
Celebre o Dia Internacional da Mulher com as crianças e fale 
sobre a importância do respeito mútuo
Eixos temáticos: Natureza e Sociedade; Linguagens Oral e Escrita.
Responsável: Izildinha Houch Micheski.
Objetivos: valorizar a figura feminina na sociedade e na família; despertar o gosto pela poesia e a expressão oral.
Idade: a partir de 3 anos.
CADA MULHER TEM ALGO DE ENCANTADO.
UM GOSTO REFINADO.
DA COLHER DO BOMBOCADO,
AO COLHER CADA FLOR, 
DE PERFUME DELICADO.
ADOÇA COM CARINHO O NOSSO PALADAR
E ENFEITA COM MUITO AMOR O NOSSO LAR.
AGRADECEMOS A CADA DIA
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PROJETO DIA DA MULHER
POR TÊ-LA AO NOSSO LADO.
DESEJAMOS MAIS DE UMA VEZ
QUE O PAPAI DO CÉU QUE A FEZ
A FAÇA MAIS FELIZ DO QUE POSSA IMAGINAR
E RECEBA AÍ, NO SEU LUGAR,
UM BEIJINHO CARINHOSO 
QUE CHEGARÁ PELO AR.
MULHER
Autora: Izildinha Houch Micheski
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8 DE MARÇO: UMA CONQUISTA DAS MULHERES
Texto: Mariana Almeida
Há 40 anos, a ONU (Organização das Nações Unidas) oficializou o Dia Internacional da Mulher, mas desde o século 
19 a data já havia se tornado marcante. Tudo começou em 8 de março de 1857, quando operárias de uma indústria têxtil 
em Nova York protestaram contra as más condições de trabalho às quais eram submetidas. Já em 1908, na mesma data, 
mulheres se reuniram em Chicago para reivindicar aumento de salários, fim das longas jornadas, direito ao voto e proi-
bição do trabalho infantil. 
Desde 1914, mulheres russas usavam esse dia para protestar contra a Primeira Guerra Mundial, e o auge das ma-
nifestações ocorreu em 1917, quando trabalhadoras entraram em greve e saíram às ruas exigindo “Pão e Paz”. Com as 
consequentes mudanças realizadas no governo após a Revolução Russa, além de contribuírem para a luta pelo fim dos 
conflitos, as mulheres conquistaram o direito ao voto e puderam se candidatar a cargos políticos naquele país. 
Mas engana-se quem pensa que 8 de março foi a única data dedicada às mulheres. Em 19 de março de 1911 – 64 
anos antes da resolução da ONU –, Áustria, Alemanha, Dinamarca e Suíça passaram a celebrar o Dia Internacional da 
Mulher. A proposta fora feita pela alemã Clara Zetkin, no ano anterior, durante a Conferência de Mulheres Socialistas. 
Em 25 de março do mesmo ano, 140 mulheres morreramdurante um incêndio ocorrido em uma fábrica norte-ameri-
cana. Por falta de segurança no local, elas ficaram presas e não conseguiram escapar das chamas. Após a tragédia, as 
condições desumanas de trabalho ficaram ainda mais evidentes nos EUA, e o debate sobre medidas que garantissem o 
fim da desigualdade e da discriminação se intensificou naquele país. 
Fontes: Governo Federal (www.brasil.gov.br) e ONU (www.un.org)
DIA INTERNACIONAL 
DA MULHER
Materiais: biscoitinhos; chás; cola; figuras de mulheres 
que desempenharam e desempenham papéis importan-
tes na sociedade (a presidente do Brasil Dilma Roussef e 
a escritora Cecília Meireles, por exemplo); papel kraft ou 
folhas de papel colorset coloridas; revistas antigas; tesoura 
com pontas arredondadas.
 
COLOCANDO EM PRÁTICA
Em uma roda de conversa, explique para os alunos que o 
mês de março é cheio de comemorações e dentre elas está “O 
Dia Internacional da Mulher”. Pergunte-lhes se conhecem ou já 
ouviram falar de alguma mulher importante. Desenvolva com 
o grupo uma pesquisa utilizando diversos recursos e proponha 
fazê-lo também buscando figuras em revistas. Solicite que tra-
gam fotografias das mulheres que fazem parte de suas famílias 
e, se alguém conseguir trazer vídeos obtidos com a colaboração 
familiar masculina, serão muito bem-vindos, pois a escola pode-
rá fazer uma edição para passar o vídeo no telão no dia em que 
reunir as mulheres para um chá regado a poesia e acompanhado 
por deliciosos biscoitinhos. Esses comes poderão ser trazidos pe-
las crianças ou feitos na escola por elas mesmas em uma cozinha 
experimental, permitindo que iniciem uma discussão sobre os 
alimentos saudáveis e aqueles que não são tão saudáveis, mas que 
podem ser degustados com inteligência.
Marque um encontro com as representantes femininas 
das famílias, de forma que não lhes tome muito tempo, mas 
que seja significativo para ambas as partes. Prepare com as 
crianças um jogral para homenagear as mamães, vovós e ti-
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tias. Cada grupo pode decorar um trecho e declamá-lo com 
um fundo musical. Na abertura, explique para o público femi-
nino a razão de estarem ali e que elas foram convidadas para 
receber uma carinhosa homenagem.
Ao encerrar o jogral, as crianças depositam um beijinho 
na palma da mãozinha e assopram na direção das famílias. 
Prepare antecipadamente com os alunos uma flor de dobra-
dura com um cartão para presentear as mulheres. Finalize 
oferecendo um chá com música ambiente e passe o vídeo en-
quanto batem um papo bem gostoso.
Prepare um mural de fotos e recortes com as mulheres 
ilustres, incluindo cada uma delas, para ser contemplado 
na saída do evento. Como sempre, faça registros e anota-
ções utilizando todos os recursos disponíveis para docu-
mentar essas situações de aprendizagem e fortalecimento 
das dinâmicas familiares no processo de desenvolvimento 
cognitivo e afetivo.
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Todos na 
mesma canção
 Mostre às crianças que é possível fazer música a partir de objetivos simples e 
aproveite para abordar o respeito ao próximo e às diferenças
Eixos temáticos: Artes Visuais; Identidade e Autonomia; Linguagens Oral e Escrita; Matemática; e Natureza e Sociedade. 
Responsável: Selma Russo.
Objetivos: Estimular a percepção musical, trabalhar ritmo, som e memória; e desenvolver a linguagem oral, a 
escrita e a matemática.
Idade: a partir de 3 anos.
Redação: Jade Barreto.
RESPEITO ÀS 
DIFERENÇAS
Materiais: colheres; copinhos de iogurte; lápis de cor; lápis 
preto; papel sulfite; potinhos de tinta vazios; prendedores de 
roupa; e tampas de garrafa PET.
COLOCANDO EM PRÁTICA
 
Reúna as crianças em uma roda de conversa. Solicite 
que fechem os olhos e respirem de maneira bem tranquila. 
Depois, peça que coloquem a mão direita do lado esquerdo 
do peito para sentirem o coração. Questione-os sobre as ba-
tidas e sobre o ritmo que estão sentindo. Pergunte como é, 
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PROJETO DIVERSIDADE SONORA
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se é rápido ou se é devagar. Repita o tum-tum do batimento 
cardíaco batendo palmas. Incentive-os a também bater para 
imitar o ritmo.
Questione-os se já perceberam como o nosso coração bate 
mais rápido quando corremos e mais lento quando estamos 
parados. Reúna-os antes e depois do recreio para observarem 
essa diferença, pois normalmente é um momento no qual a 
criançada se solta, brinca e corre bastante. Então, pergunte se 
conseguem perceber essa diferença.
Ainda na roda de conversa, entregue tampinhas de gar-
rafa PET, uma para cada um, e, junto com eles, imite o rit-
mo do coração, batendo-as no chão de modo mais lento e 
também acelerado. 
Crie uma história, na qual o personagem passa por aven-
turas, em que seu ritmo cardíaco se altera, ou por correr, ou 
por encontrar a namorada, ou por estar passeando bem cal-
mamente pelo parque. Simule com as crianças as batidas do 
coração do personagem, batendo a tampinha de PET no chão. 
Incentive-os a participar da história, sugerindo situações. 
Entregue-lhes folhas de papel sulfite, lápis preto e de cor, e 
peça que desenhem um trecho da história de que mais gostaram 
e contem para os demais colegas. 
Em outro momento, reúna as crianças e traga para a roda 
de conversa objetos variados em número suficiente para que 
cada aluno tenha um, como tampinhas de garrafa PET, prende-
dores de roupas, potinhos de tinta vazios, copinhos de iogurte, 
colheres etc. Dê um objeto igual para cada criança. Fale para 
ficarem bem atentos ao som que os objetos, que têm em mãos, 
farão ao serem batidos no chão. Bata um por vez e solicite que 
as crianças façam o mesmo. Combine que ora só as meninas 
batem, ora só os meninos, ora todos juntos. Cante junto com 
as crianças uma música já conhecida por eles e introduza as 
batidas dos objetos. 
Trabalhe primeiramente com um único objeto, acompa-
nhando a música, depois mais um e assim por diante, pro-
porcionando sons diferentes dentro da mesma canção. Após 
alguns ensaios conte, junto com as crianças, quantos objetos 
diferentes fazem parte dessa “orquestra”. Nomeie com eles 
cada um dos objetos e quem os tocou, criando uma lista co-
letiva que pode ser feita na lousa.
Conduza os alunos a 
perceberem que muitos ob-
jetos diferentes participam 
da mesma música. Para que 
observem orquestras e gru-
pos instrumentais, propor-
cione recortes, fotos, sites da 
internet, livros, filmes, CDs, 
DVDs, desenhos animados, 
entre outros recursos, nos 
quais a diversidade de instru-
mentos participantes de uma 
mesma música pode ser vista 
e ao mesmo tempo ouvida.
Leve-os a perceber que, 
assim como vários objetos diferentes tocam juntos, fazendo 
belas músicas, convivemos com pessoas diferentes, com ca-
racterísticas diferentes, mas que todos nós fazemos parte do 
mesmo universo.
E, assim como muitos instrumentos podem tocar em uma 
mesma orquestra sem brigas, nós também podemos viver em 
harmonia, respeitando uns aos outros, como se fizéssemos 
parte de uma grande orquestra, na qual há instrumentos maio-
res, outros menores, uns feitos de metal, outros de madeira, 
mas todos possuem o mesmo valor e devem ser respeitados.
Trabalhe gêneros e estilos de músicas diferentes, ampliando o 
repertório e a percepção das crianças. Adapte o projeto conforme 
a maturidade e a necessidade dos alunos, fracionando o tempo 
para que não se cansem nem percam o interesse pela atividade.
O trabalho com a música desenvolve as crianças em todos os 
aspectos. Além disso, aquelas com necessidades especiais, como 
surdez, podem ser muito beneficiadas com esse tipo de atividade. 
Durante todo o projeto, anote as falas das crianças, suas 
observações, o comportamento diante de questionamentos, a 
espera, o conhecimento prévio, o desenvolvimento durante o 
projeto, as dificuldades e tudo o queachar importante. A ob-
servação atenta do professor e as anotações servem de guia 
para ajustes nos próximos projetos e para o acompanhamento 
do desenvolvimento das crianças, propiciando intervenção rá-
pida quando necessário. Ilu
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PAU DE CHUVA
Materiais: alicate; cola para isopor; espiral de caderno; fita 
adesiva; papel color set nas cores amarela, azul e vermelha; 
pedrinhas de aquário; tesoura com pontas arredondadas; e 
tubo de papelão.
PASSO A PASSO FEITO PELO 
EDUCADOR E PELOS ALUNOS
Criação e produção: Selma Russo | Redatora: Mariângela Fausto 
| Foto: André Wittner
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CUIA
Materiais: cola para isopor; fita adesiva na cor amarela; furador 
de papel; garrafa PET de 2 litros; papel color set nas cores ama-
rela, azul e rosa; e tesoura com pontas arredondadas.
PASSO A PASSO FEITO PELO 
EDUCADOR E PELOS ALUNOS
Criação e produção: Selma Russo | Redatora: Mariângela Fausto
| Foto: André Wittner
1. Com a tesoura, corte o fundo da garrafa. Deixe a peça com 
aproximadamente 10 cm de altura.
2. Corte um pedaço da fita adesiva e envolva toda a borda da 
garrafa para que não machuque as mãos das crianças.
3. Com o furador de papel, faça furos no papel color set, 
criando bolinhas coloridas.
4. Peça para as crianças fixarem, com a cola, as bolinhas na 
garrafa PET.
1. Com a cola, encape o tubo de papelão com o papel color 
set vermelho. Recorte uma tira de 2 cm de papel color set 
amarelo. Faça o mesmo com o color set azul. Cole uma tira 
em cada ponta do tubo.
2. Para fazer o fundo, use a extremidade do tubo como molde 
e recorte um círculo no papel color set azul. Peça a ajuda das 
crianças para fixar o recorte no tubo com a cola de isopor. 
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3. Pegue uma espiral inteira, 
dobre as pontas com o alicate 
e as proteja com a fita adesiva 
para não machucar as mãos 
das crianças. Entregue o 
espiral às crianças para que 
coloquem-no dentro do tubo. 
Dê preferência para os espirais de diâmetros maiores.
4. Peça que coloque as pedrinhas de aquário dentro do tubo. 
5. Faça um círculo, como feito no passo 2, e feche o tubo.
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TAMBOR
Materiais: garrafa PET de 5 litros; e tinta acrílica nas cores 
amarela, azul e vermelha.
PASSO A PASSO FEITO PELOS 
ALUNOS
Criação e produção: Selma Russo | Redatora: Mariângela Fausto 
| Foto: André Wittner
1. Peça que as crianças 
pintem a garrafa com a 
ponta do dedo indicador. 
Deixe secar por duas horas.
INSTRUMENTOS
SUSTENTÁVEIS
Materiais: instrumentos confeccionados com as crianças: cuia, 
pau de chuva e tambor.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Faça previamente os instrumentos sugeridos nas ativida-
des anteriores e leve-os à sala de aula para que as crianças 
possam observá-los. Convide-as a confeccionarem outras 
peças como essas. Outros instrumentos simples feitos de 
materiais descartados também podem ser feitos, como cho-
calhos de latinha de alumínio ou de garrafa de refrigerante.
As tampas de panelas velhas, que não são mais utili-
zadas, também podem virar instrumentos musicais. Pes-
quise e use a criatividade para produzir mais instrumentos 
e compor essa “orquestra”. Solicite o auxílio das famílias 
para que enviem os materiais para a confecção das peças. 
Faça uma lista do que vai ser necessário e peça aos pais em 
forma de bilhete. 
Divida a turma em pequenos grupos e separe os materiais 
para que confeccionem um instrumento por vez. Oriente-
os e faça intervenções quando necessário, incentivando-os e 
oportunizando a participação de todos na atividade.
Quando as peças estiverem prontas, ensaie com as crian-
ças uma música. Não se esqueça de dividir o tempo das ati-
vidades, tanto a de confecção das peças como o ensaio, para 
não cansar as crianças.1
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Ano: 5°
Disciplinas: História, Geografia, Ciências, Matemática e Língua Portuguesa.
Objetivos: refletir sobre a necessidade de uso racional dos recursos naturais; estimular práticas de preservação 
do meio ambiente em ações cotidianas; desenvolver habilidades de trabalho em grupo; utilizar a pesquisa como 
instrumento de ampliação de conhecimento e de verificação de hipóteses; e produzir materiais de estudo e de 
divulgação a partir de diferentes meios, tecnológicos ou não.
Orientação pedagógica: Colégio Rio Branco – Unidade Granja Viana
Coordenadoria: Maria Isabel Simon, Sandra Regina Carlini e Maria Cristina Fernandes
Professoras responsáveis: Elis Regina da Silva Ferraz, Cristina Freiria, Ieda Gaspar 
e Simone Novello
Dia Mundial da Água
DIA MUNDIAL DA ÁGUA
Veja as sugestões de atividades para celebrar a data 
com conscientização e atitude
Há alguns anos, os professores do 
Colégio Rio Branco, de São Paulo (SP), 
vêm realizando projetos de conserva-
ção de energia e água, os chamados 
PCEAs, com todas as turmas do Ensino 
Fundamental I. Mas é somente no 5° ano 
que se pode ir um pouco além e apro-
fundar o tema em sala. Veja algumas su-
gestões da escola para trabalhar a neces-
sidade do combate ao desperdício e enri-
queça as comemorações do Dia Mundial 
da Água, celebrado em 22 de março.
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CONHECIMENTO PRÉVIO
COLOCANDO EM PRÁTICA
Antes de iniciar o projeto, é importante fazer um levantamento dos conhecimentos que a turma já possui sobre a neces-
sidade de conservação da água e da energia do planeta. Pergunte se eles têm consciência da importância de economizar os re-
cursos naturais e se acreditam que seu comportamento no dia a dia, em casa e na escola pode ser considerado ecologicamente 
correto. Use o conceito dos três Rs (reciclar, reutilizar e reaproveitar) para direcionar melhor a conversa. É importante trocar 
experiências para que cada um perceba que sempre há mais a ser feito pelo meio ambiente e que adotar determinadas práticas 
pode não ser tão difícil quanto parece.
CONSCIENTIZAÇÃO
Materiais: ficha contendo dicas de economia (pronta na folha 
de moldes); e tesoura com pontas arredondadas.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Reproduza a ficha com dicas de economia de água e energia, disponível na 
folha de moldes, de maneira que cada aluno receba uma cópia. Comente cada 
tópico e compare, junto à turma, com as informações discutidas na atividade 
anterior. Será que estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance? Lance a 
questão em sala e proponha a criação de cartazes, jornais, histórias em qua-
drinhos, músicas, poemas e boletins informativos para sensibilizar os outros 
estudantes do colégio, além de todos os funcionários da instituição, chamando 
a atenção para o tema. É necessário que eles aprendam sobre a importância dos 
diferentes gêneros textuais e dos meios de comunicação como fonte de orien-
tação e conscientização da população para a preservação do meio ambiente.
ECONOMIZE JÁ!
• Não demore no banho.
• Procure usar o chuveiro com a chave na posição “verão”.
• Aproveite a água da chuva para lavar o quintal e a calçada.
• Feche a torneira enquanto escova os dentes.
• Tente manter a temperatura adequada para passar cada 
um dos diferentes tipos de tecido.
• Não deixe aparelhos eletrônicos no modo stand-by.
• Evite deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo.
• Apague a luz ao deixar um cômodo onde não haja mais 
ninguém, seja em casa ou na escola.
• Espere acumular bastante roupa para usar a máquina 
de lavar e o ferro de passar o mínimo possível.
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COMPARAR O CONSUMO
COLOCANDO EM PRÁTICA
Solicite aos alunos que verifiquem com seus pais os gastos de ener-
gia e água observados em suas casas nos três meses anteriores. Oriente 
cada criança no desenvolvimentode um gráfico contendo as informa-
ções. Sem identificar os trabalhos, reúna-os e peça que os dados sejam 
comparados. Questione o grupo sobre quem consumiu mais energia 
e água e destaque também o aspecto do gasto financeiro. Estimule as 
crianças a pensar sobre quais as atitudes que podem ter levado ao de-
sempenho mostrado nos gráficos, quantas pessoas elas acreditam que 
morem nessas residências e que dicas dariam aos moradores que não 
estão conseguindo economizar.
DIA MUNDIAL DA ÁGUA
COLOCANDO EM PRÁTICA
No dia 22 de março, reúna em um mesmo espaço os trabalhos de conscientização sobre consumo desenvolvidos por 
todas as salas e incentive a troca de experiências. É interessante, inclusive, que os pais tenham acesso a esse material, 
tanto para conhecerem as atividades desenvolvidas pelos filhos como também para aprenderem mais sobre práticas 
econômicas e preservação de recursos naturais.
PARA CANTAR JUNTO
Confira o rap desenvolvido por uma turma de 5° ano do Colégio Rio Branco e mostre-o aos seus alunos, para inspirá-los.
JOGRAL DIVERTIDO DA ÁGUA
O que vamos comemorar no dia 22?
O Dia Mundial da Água. 
O que você tem para me dizer?
Que sem a água não podemos viver.
E para a água não acabar?
Devemos economizar.
Como deve ser o banho?
Não podemos demorar.
E para lavar as mãos?
Fechar a torneira para ensaboar.
E para limpar nossa casa?
A vassoura devemos usar.
Entenderam a lição?
Prestamos muita atenção.
E para a água, nada?
Tudo!
Então como é que é?
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O FIM DAS GELEIRAS?
Maior reservatório de água doce do mundo, ocupando 
10% da área da Terra, o gelo das geleiras resulta da precipi-
tação da neve acumulada ao longo de milhões de anos. Na 
Antártida – continente mais frio do planeta, com tempe-
raturas que chegam a -68 °C no inverno –, elas atingem 5 
km de espessura.
Os números chamam a atenção, porém o conti-
nente não passa ileso às mudanças climáticas. Muito 
pelo contrário. De acordo com o Instituto Nacional de 
Pesquisas Espaciais (Inpe), a Antártida é o ecossistema 
mais frágil de que se tem notícia, reagindo imediata-
mente aos fenômenos naturais. Para se ter uma ideia, 
só nos últimos 50 anos, foi registrado um aumento de 
2°C na temperatura local, o que representa quatro ve-
zes mais do que a média mundial.
E de que maneira isso nos impacta? A grande varia-
ção de temperatura já levou ao derretimento de mais de 
15 mil km³ de gelo, causando a elevação gradual do ní-
vel da água do mar, que poderia chegar a 60 m caso os 
25 milhões de km³ de gelo da Antártida se dissolvessem 
integralmente. Para entender o tamanho da tragédia, bas-
ta imaginar que a medida corresponde à altura de um pré-
dio de cerca de 20 andares, ou seja, se não conseguirmos 
barrar o aquecimento global, a vida de muitas espécies de 
plantas e animais, inclusive o homem, continuará seria-
mente ameaçada.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Comece a discussão com a seguinte pergunta: “O que é 
energia?”. Ouça as opiniões dos alunos e pergunte quais os 
tipos utilizados em nosso dia a dia e, em seguida, quais as 
principais fontes de energia das quais dependemos. A par-
tir dessa listagem, proponha que os estudantes, em grupos, 
iniciem uma pesquisa (sempre na escola e durante as aulas) 
para compor o trabalho que será apresentado aos demais co-
legas. Cada equipe deverá escolher uma ferramenta (livros de 
Ciências, internet, entrevistas com professores etc.) a ser uti-
lizada. Direcione a pesquisa, indicando sites, textos e livros, e 
escrevendo os seguintes tópicos na lousa:
• Tipo de energia
• Principais características
• Vantagens e desvantagens
• Situação desse tipo de energia no Brasil 
• Imagens 
• Outras observações
ENERGIA: DE ONDE VEM E PARA ONDE VAI?
Materiais: livros de Ciências e computador.
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VÁRIOS RIOS EM UM
COLOCANDO EM PRÁTICA
É importante trabalhar em sala questões referentes à região 
em que as crianças vivem. No caso do Colégio Rio Branco, o 
projeto abordou a problemática do rio Tietê, que conta com di-
versas usinas hidrelétricas ao longo de seus mais de 1.000 km, 
que cortam boa parte do Estado de São Paulo. Uma curiosidade 
é que, ao contrário de muitos rios, este corre na direção do inte-
rior do continente – mesmo nascendo a apenas 22 km do litoral 
–, o que ocorre devido à barreira formada pela Serra do Mar. 
Algumas questões a serem investigadas com o grupo dizem 
respeito à importância econômica do rio, que, para muitos, passa 
despercebida. Isso porque, no trecho em que atravessa a capital 
paulista, o Tietê encontra-se totalmente poluído e sem vida. No 
entanto, ele é responsável pela geração de energia elétrica e pela 
circulação de mercadorias e pessoas em alguns trechos, como 
na cidade de Barra Bonita, no centro do estado. No local, existe 
uma eclusa – espécie de elevador para embarcações, que permite 
a continuação da navegação por diferentes níveis do rio – exce-
lente dica de passeio para se fazer com a turma.
Neste projeto pedagógico especificamente, os alunos visi-
taram a nascente do rio, que fica a menos de 1 hora da capital 
paulista. Você pode fazer algo semelhante na sua região. Ao 
Parque Ecológico do Tietê
Endereço: Rua Guira Acangatara, 70 – São Paulo (SP)
Eclusa de Barra Bonita 
Endereço: Rodovia Jaú – São Manuel, 
s/ nº – Barra Bonita (SP)
Usina Parque de Salesópolis Nascente do rio Tietê, em Salesópolis (SP)
FICA A DICA
Aproveite a oportunidade para mostrar os principais 
problemas do Tietê por meio dos vídeos da série de 
reportagens Flutuador, produzida pela Rede Globo.
Site: http://g1.globo.com/sao-paulo/flutuador
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chegar ao local, peça para os alunos falarem sobre os princi-
pais fatores que acreditam ser responsáveis pela degradação 
de um rio que, em seu trecho inicial – como poderão conferir 
– é límpido. Peça para os alunos fotografarem a pequena nas-
cente, com suas câmeras ou telefones celulares, para poderem 
mostrar às suas famílias a forma surpreendente como nasce o 
gigantesco rio. No caso do Tietê, vale passar pela Usina Parque 
de Salesópolis, a mais antiga do rio – construída em 1912 –, 
onde existem trilhas e um museu com atrações relacionadas à 
usina, ao rio e à biodiversidade da região. 
A usina também conta com o Espaço Energia, que mostra 
aos visitantes como a energia é gerada e incentiva o consumo 
racional por meio de atividades lúdicas e experiências. Na visita 
ao reservatório, fale aos alunos sobre a importância da água e da 
biodiversidade da região para a geração de energia. No retorno 
a São Paulo, a dica é fazer uma parada no Parque Ecológico do 
Tietê. Ali, os alunos podem aprender sobre a fauna e a flora da 
região pela trilha ecológica, onde entendem a importância da 
preservação do meio ambiente e têm a oportunidade de plantar 
mudas de árvores.
Usina Parque de Salesópolis 
Endereço: Estrada dos Freires ou Contorno da Barragem, 
km 6 – Salesópolis (SP)
Nascente do rio Tietê
Endereço: Estrada do Pico Agudo, km 6 – Salesópolis (SP)
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FEIRA CULTURAL 
COLOCANDO EM PRÁTICA
Peça para que, em grupos, os alunos organizem a apresen-
tação de um dos temas trabalhados durante o projeto, como a 
economia da água, a importância do rio Tietê, o derretimento 
das geleiras, as fontes de energia e a economia de energia. 
Entre os produtos finais já elaborados pelos alunos do Rio 
Branco estão ideias bastante interessantes, que você também pode 
propor em sala, como um teste de cidadania (abordando a questão 
do consumo), uma maquete do curso do Tietê, uma simulação da 
nascente do rio e uma árvore desenvolvida em sala com mensagens 
de conscientização de cada integrante do grupo, além de cartazes 
e folhetos com textos e imagens, apresentações em Powerpoint 
com dados, ilustrações e fotos

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