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Telegram @clubederevistas https://t.me/clubederevistas Telegram @clubederevistas Lições de vida! Sumário No primeiro trimestre, mais do que nunca, é preciso mostrar para os alunos que o ano letivo vai ser muito mais instigante e produtivo se todos estiverem dispostos a aprender. Para isso, comprometimento e interesse são fundamentais. Para lhe auxiliar dentro e fora da sala de aula, educadores, pedagogos e psicólogos selecionaram projetos para você aplicar e aprimorar com a turma. Nesta edição, abordamos um tema pra lá de atual: a importância da água e como ela é vital para nossa sobrevivência. Por meio de jo- gos, atividades e brincadeiras, é possível estimular o aprendizado so- bre esta questão e, melhor, aumentar a conscientização e colocar em prática a importância do consumo inteligente e necessário da água. O Dia do Circo também faz parte do calendário. Projetos dife- renciados e abrangentes são propostos para as turmas do Infantil e do Fundamental. O Dia Internacional da Mulher é outro tema que precisa ser abordado. Vire a página, escolha as dinâmicas que mais combinam com a sua turma e invista no ato de ensinar brincando. Um abraço e até a próxima edição, Os editores Creche 04 Saiba mais sobre as diferentes formas de expressão infantil Educação Infantil 11 Comemore o Dia do Circo relembrando as tradições de um grande espetáculo que envolverá toda a turma 14 Apresente as obras do artista Toulouse-Lautrec e mostre por que ele foi pioneiro na criação de cartazes circenses 16 Fale sobre o Dia Internacional da Mulher e estimule a valorização da figura feminina na sociedade 18 Mostre às crianças as diversas maneiras de criar e trabalhar com sons Ensino Fundamental 1 22 Celebre o Dia Mundial da Água com conscientização e atitude 28 Proponha aos alunos que utilizem a arte para trabalhar a questão dos medos característicos da infância 30 Amplie o conhecimento histórico e o condicionamento físico dos alunos com atividades que rementem aos espetáculos apresentados no picadeiro Onde encontrar Presidente: Paulo Roberto Houch Vice-Presidente Editorial: Andrea Calmon redacao@editoraonline.com.br REDAÇÃO Jornalista Responsável: Andrea Calmon – MTB 47714 PROGRAMAÇÃO VISUAL Coordenadora de Arte: Angela Cordoni Houck diagramacao@editoraonline.com.br ESTÚDIO FOTOGRÁFICO Fotógrafo: Fernanda Venâncio PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA Coordenadora: Elaine Simoni elainesimoni@editoraonline.com.br COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Redação: Fernanda Montano e Elaine Iorio (edição), Jade Barreto, Lila Oliveira, Ludmylla Franco, Mariana Almeida, Mariângela Almeida e Renata Santana (textos) Fotografia: Alexandre Andrade, André Wittner, Rodrigo Estrella, Vandercy Junior e Viviane Pelissari Produção fotográfica: Cristiane Boneto e Selma Russo Ilustração: Arlete Scantamburlo e Mônica Fuchshuber Diagramação: Rafael Micheski PUBLICIDADE Gerente Comercial: Elaine Houch Supervisores: Bernard Correa e Gisele França Agências: agencia@editoraonline.com.br Executivos de Contas : Ana Paschoal, Antonio Demésio, Denise Abe, Andrea Brognara, Camila Vinhas e Luciana Lemes publicidadedecoracao@editoraonline.com.br Operações Comerciais: Joelma Lima Designer Gráfico Publicidade: Monique Angelina Representantes: Brasília – (61) 3034-3704 Rio de Janeiro – (21) 3598-1172 Rio Grande do Sul – (51) 3374-5672 MARKETING Supervisor de Marketing: Vinícius Fernandes Assistente de Marketing: José Antônio da Silva CANAIS ALTERNATIVOS Luiz Carlos Sarra DEP. 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Entender o que dizem essas diferentes formas de expressão infantil é enxergar a criança e seus processos profundamente, abrindo caminho para um diálogo rico e enriquecedor Espelhos da alma ARTES 4 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo”... e, por que não, verde, vermelho ou azul? Os desenhos, e mesmo an- tes, os rabiscos e as garatujas, são formas de expressão das crianças. Na primeira infância, como explica a psicopedago- ga e orientadora educacional Viviani Zumpano, “expressam o desenvolvimento psicológico e fisiológico”. Depois as ga- ratujas mais ordenadas e nomeadas podem apresentar um comportamento atual. A pedagoga e psicopedagoga institu- cional e clínica Juliane Feldmann afirma que “a escolha das cores, que na época da garatuja é subjetiva, pode estar ligada às emoções desta criança e nos revelar algo”. É por meio dos desenhos que “a criança supõe seu mundo interior, seus conflitos, seus receios, suas descobertas, suas alegrias, sua imaginação e o quanto estão desenvolven- do-se”, explica Juliane. Ou seja, “as crianças têm necessidade de desenhar para mostrar o que são ou o que querem. O desenho é um compromisso entre os nossos ‘fantasmas e as nossas defesas’. Assim sendo, o desenho suge- re uma projeção do “eu”, pode permitir uma visualização dos conflitos psíquicos e relacio- nais. Implica um movimento transferencial, é um compromisso entre a realidade interna e a realidade externa da pessoa, entre os pro- cessos primários e secundários”, continua a pedagoga. Mas, se o sol tiver que ser sempre amarelo, a árvore sempre verde e assim por diante, qual seria o sentido dessa atividade para a criança? Simone Maria Martins Cruz, em seu trabalho Linguagem do desenho Infantil: uma expressão do pensamento que deve ser trabalhado em conjunto com a linguagem escrita, conta que, ao fazer um estágio em uma escola pública, presenciou uma pro- fessora que, ao ver o desenho de um ca- chorro pintado de azul por um dos seus alunos, questionou se alguém já havia visto um cachorro naquela cor, repetindo a per- gunta para toda a sala. Então, mandou a criança voltar com o desenho e pintá-lo de marrom. “Ali, como ouvinte, fiquei triste pelo menino. Naquele momento não podia fazer nada, mas essa história marcou muito minha vida acadêmica”, desabafa Simone em seu texto. “Outro dia, visitando uma exposição de Aldemir Martins, vendo aqueles gatos de várias cores, lembrei-me imediatamente da professora e de seu discurso”, conta ela. Se até os artistas consagrados podem desfrutar da liberdade de criar, imaginar, expressar algo e/ ou a si, por que usurpar da criança esse di- reito? Uma frase atribuída a Picasso evidencia– dos próprios alunos ou reproduzi- das de livros e da internet –, jornais, vídeos, dramatizações e jogos que sistematizam parte do conteúdo apreendido. A Feira Cultural será uma nova oportunidade de dividir o conhecimento com outras salas – e também com os pais –, valorizando o trabalho realizado por cada um. AVALIAÇÃO COLOCANDO EM PRÁTICA A avaliação dos alunos deve ser feita durante todas as eta- pas do projeto. O educador deve considerar a postura de cada criança durante as atividades e discussões feitas na escola e fora dela, bem como a participação, o envolvimento e o in- teresse demonstrado durante o processo. A absorção correta do conteúdo investigado pode ser avaliada por meio das dis- cussões e dos trabalhos produzidos. Também é importante incentivar a autoavaliação do estudante, momento em que ele irá refletir sobre sua participação no projeto e sobre sua rela- ção com os recursos naturais. DICAS DE LEITURA Indique aos alunos os livros Uma Fonte – A História da Água na Terra, escrito por Rochelle Strauss e publicado pela Editora Melhoramentos, e Missão Terra, o Resgate do Planeta, obra baseada na Agenda 21 – documento que es- tabeleceu a responsabilidade de cada país frente aos proble- mas ambientais discutidos na conferência Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. Trabalhar com esse segundo livro é interessante pelo fato de que ele foi planejado, escrito e ilustrado por crianças e para crianças, a fim de estimular os jovens de todo mundo a preservar o planeta. Parque Ecológico do Tietê Im ag em : D iv ul ga çã o Fu nd am en ta l 1 Im ag em : D iv ul ga çã o 27WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas MEDOS Todo mundo tem! Anos: todos Disciplinas: Língua Portuguesa, Educação Artística e Filosofia Objetivos: estimular os alunos a falar sobre seus medos; diminuir os efeitos nocivos desse sentimento em suas rotinas; e trabalhar as linguagens oral e escrita. Orientação pedagógica: Patrícia Diniz, psicopedagoga Redação: Ludymila Franco O medo é uma reação instintiva que nos deixa em estado de alerta e prepara o corpo para se defender de algo que nos ameaça. Ele pode ser decorrente de uma experiência trauma- tizante, mas pode também surgir a partir da reação de outra pessoa diante de determinada situação. As novidades às quais as crianças constantemente se de- param podem gerar um certo estresse, cuja intensidade varia muito, assim como a forma com que cada uma lida com isso. Porém, esse estado emocional, quando presente na vida dos pequenos, geralmente se manifesta no período noturno. Isso porque, na maioria dos casos, esta é a única hora do dia em que eles ficam sozinhos e, ao tentarem dormir, se dão conta disso e se sentem desprotegidos, o que desencadeia medos de todo tipo, como o de ter um pesadelo com a morte dos pais, alguma cena aterrorizante, injeções e tudo que lhes traz aflição. O Colégio Santo Américo, em São Paulo (SP), realiza um projeto que auxilia os alunos a enfrentarem seus medos por meio das linguagens oral e escrita. Para Patrícia Diniz, psi- copedagoga responsável por esse trabalho na escola, abordar o tema é muito importante para diminuir a intensidade do medo nas crianças, o que lhes garante maior segurança, pro- porciona um sono de melhor qualidade, ajuda a evitar proble- mas de aprendizagem e relacionamento, e melhora a autoesti- ma. “É preciso enfrentar os medos desde cedo”, afirma. Ilu st ra çã o: S hu tte rs to ck Veja como trabalhar os temores das crianças de maneira envolvente 28 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas REUNIÃO DE PAIS COLOCANDO EM PRÁTICA Na reunião de pais, fale sobre suas principais impressões dos medos dos alunos, a partir do que foi dito e representado nas atividades descritas anteriormente e deixe os participantes à vontade para tirar dúvidas e relatar experiências vividas em casa. DICAS DE LEITURA Texto: Mariana Almeida Mentes ansiosas – Medo e ansiedade além dos limites Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva Editora: Fontanar Número de páginas: 208 A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, referência nacional em transtornos de an- siedade, aborda as principais questões rela- cionadas ao medo. Ela destaca, ao longo da obra, a importância de saber detectar quan- do esse sentimento vai além dos limites, atrapalhando a rotina e trazendo problemas de ordem física e emocional. Um monstro debaixo da cama Autora: Angelika Glitz Editora: Martins Fontes Número de páginas: 28 O livro de Angelika Glitz trata dos me- dos mais comuns durante a infância. O enredo se de- senrola a partir do drama do menino que protagoniza a história, que tem certeza de que debaixo de sua cama vive um monstro, o que garante a diversão dos pequenos leitores. Gustavo e os medos Autor: Ricardo Alcántara Editora: SM Número de páginas: 64 Para abordar temas como amadurecimento e autoconhecimento, o escritor uru- guaio conta a história de um menino que, enquanto passava as férias na casa da tia, entrou em contato com vários medos que não conhecia. Ao longo do livro, o protagonista apren- de a enfrentar o sentimento com per- sistência, confiança, alegria e bom humor. COLOCANDO EM PRÁTICA Faça uma roda e pergunte aos alunos quais são as coisas ou situações que lhes trazem mais medo. Explique que não é necessá- rio sentir vergonha de falar, pois o medo é natural do ser humano e foi graças a ele que nossa espécie pôde sobreviver e se desenvolver. À medida que cada um for falando, sugira que os outros colegas proponham soluções para os problemas alheios. Nesse momento, será importante reforçar a necessidade de aprender a ouvir o outro e aceitar opiniões diversas. Em seguida, peça aos estudantes que se reúnam em duplas e representem aquilo que estão sentindo ou algo de que tenham medo no papel. Explique que os desenhos de- vem vir acompanhados de pequenos textos, mas não dite muitas regras para que eles se sintam mais livres para se expressar. VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ? Materiais: lápis de cor; e papel sulfite. ÁLBUM DE MONSTRINHOS Materiais: lápis de cor; e papel sulfite. COLOCANDO EM PRÁTICA Peça a cada aluno que crie o desenho de um monstro e fixe-o nas paredes da sala de aula. Deixe que os estudantes observem as criações e comentem suas impressões entre si. Peça, então, que se sentem e desenvolvam uma história a partir dos personagens apresentados. Cada um deverá levantar a mão sempre que quiser acrescentar um novo trecho à história. Os outros deverão ouvir, e o professor escreverá o texto ditado na lousa. Registre a história e reúna as ilustrações, formando um álbum de figuras. Tire có- pias coloridas e distribua-as aos alunos. Uma ideia é propor que, em casa, desenvolvam seus próprios enredos. Fu nd am en ta l 1 29WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Amplie o conhecimento histórico e o condicionamento f ísico dos alunos com atividades que remetem aos espetáculos circenses Senhoras e senhores, o espetáculo vai começar! Anos: 1° ao 5° Disciplinas: História, Artes, Educação Física Objetivos: Conceituais – conhecer a história do surgimento do circo e das escolas de circo; conhecer artistas circenses; trabalhar a saúde, a disciplina corporal, o condicionamento físico, a força, a destreza, a impulsão e a concentração; discutir sobre o uso e o abuso de animais no circo. Procedimentais – ler biografias de personagens importantes do circo; realizar exercícios que favorecem a disciplina corporal. Atitudinais – respeitar e valorizar a natureza e os artistas circenses Responsável: a pedagoga Cristiane Boneto Palhaços, malabaristas, mágicos e equilibristas criam um ambiente dife- renciado, envolto pelo aroma de pipoca e maçã do amor, acompanhadas de algo- dão-doce. Quando o show de circo co- meça, as crianças entram em um mundo mágico, repleto de mistérios e aventuras. Vários adultos, por pouco mais de uma hora, voltam a ser crianças. Por trás do espetáculo, a vida no cir- coé uma tradição que percorre o mun- do: a casa dos artistas é o circo, com o qual eles viajam. A comunidade se tor- na, assim, uma grande família. Segundo Rosana Jardim, diretora do espetáculo Circo dos Sonhos e da Academia Brasi- leira de Circo, hoje entram para o circo pessoas que não têm tradição familiar por meio das escolas de circo que estão surgindo. A Academia, por exemplo, faz formação profissional, cujo curso tem duração de quatro anos. Mesmo assim, no Circo dos Sonhos trabalham artistas cuja família começou no ramo há cinco gerações. Rosana relata que, com sua vivência circense, acredita que é impor- tante mesclar o tradicional com o mo- derno: “Hoje, a base do circo está naque- le profissional de quinta geração porque essa tradição, esses ensinamentos de pai para filho, são muito importantes. Soma Fo to : V iv ia ne P el is sa ri PROJETO DIVERSIDADE SONORA 30 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas TRANSMITIR CONHECIMENTOS COLOCANDO EM PRÁTICA Inicie os trabalhos sobre o circo com os alunos propondo uma discussão sobre grupos que utilizam a transmissão de co- nhecimentos de geração para geração. É possível que os estu- dantes se refiram às suas próprias famílias, nas quais existe a aprendizagem de tradições. Este é um excelente momento para resgatar com os alunos atividades aprendidas com pais e avós. FUGI COM O CIRCO “Abandonei tudo, fui embora com o circo. Sou de Cascavel (PR). Eu acredito que foi o destino. O circo passou na minha cidade e minha irmã fazia teatro e foi fazer uma matéria no circo. O dono a convidou para trabalhar por uma temporada lá. Ela me ligava e dizia: ‘Vem comigo para o circo!’ E eu respondia: ‘Não, eu não gosto de circo.’ Um mês depois eu estava morando com o circo, ensaiando, estudando. Eu tinha só 14 anos. Meus pais só não enlouqueceram porque eu estava com a minha irmã. Amei o circo, fiz minha vida aqui. Casei, tive filhos e os criei no circo. E agora continuo a tradição. Quando nova eu era acrobata, então fiz um pouco de tudo: ma- labarismo, cama elástica, trapézio, equilíbrio no arame. Hoje, passo a minha experiência para a garotada e a minha filha é equi- librista. Entenda que eu nunca disse a ela que gostava mais de equilibrismo. Quando foi treinar, ela não sabia, nunca disse que o que mais gostava era equilíbrio. Afinal, você sempre se identifica com alguma coisa. Quando vi que ela gostava das mesmas coisas que eu, adorei! Tenho dois filhos, uma menina e um menino. Os dois trabalham no circo. Ele é formado em Direito, mas trabalha no circo, comigo. Eles têm as duas opções. A minha filha está fa- zendo estágio em Direito. Quando começou, ela não contou para ninguém que era do circo, mas um dia um dos meninos entrou em uma rede social e viu fotos dela se equilibrando. Então, per- guntou: ‘vem cá, como você faz isso? Você é de circo? Então joga alguma coisa!’ E ela fez malabarismo com limões, borrachas...” Relato de Rosana Jardim, artista circense e diretora do espetáculo Circo dos Sonhos e da Academia Brasileira de Circo. Fo to : V iv ia ne P el is sa ri muito conteúdo ao espetáculo. Inclusive nos grandes circos do mundo, o ensinamento tradicional ainda é muito usado. É im- portante até para abrir as portas para o novo”. A modernização das técnicas circenses permite que hoje os profissionais empre- guem técnicas diferenciadas. “Mistu- ramos teatro, dança, música ao vivo e circo. O circo ainda é popular porque, diferentemente das outras artes, atinge a todas as classes sociais. Não é um show apenas para as crianças, ele também resgata a criança den- tro do adulto”, diz Rosana. A diretora explica que a Academia Brasi- leira de Circo existe há onze anos em São Pau- lo e permanece em lo- cal fixo, no qual os pro- dutores da Academia fazem espetáculos aos fins de se- mana. Toda quinta-feira há um projeto escolar no qual as crianças vão, com a escola, assistir aos espetáculos. Para conseguir dar conta do recado, os profissionais enfrentam uma rotina de disciplina e treinos. Segundo Rosana Jardim, no período da manhã os artistas geralmente estudam. À tarde descansam e à noite realizam treinos e ensaios. Além disso, eles têm um dia de folga por semana – geralmente segunda-feira –, no qual não trei- nam porque trabalham durante todo o fim de semana. Na sexta, na quarta e na quinta, eles geralmente treinam, exceto em dia de espetáculo. Na sexta-feira também descansam para aguentar os shows no fim de semana. Os descansos são importantes para que se recuperem dos esforços dos treinos e espetáculos e estejam sempre dispostos para fazer um lindo show para as crianças. Fu nd am en ta l 1 Fo to : V iv ia ne P el is sa ri 31WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas MALABARISMO Materiais: bolas de tênis ou similares; dicas de malabarismo (prontas na folha de moldes); tesoura com ponta arredondada. COLOCANDO EM PRÁTICA É importante treinar um pouco antes do dia da aula, para mostrar melhor aos alunos como fazer. Comece jogando apenas uma bolinha várias vezes com a mesma mão. Depois, jogue a bola para o alto com uma mão e pegue-a com outra. Pegue uma segunda bolinha. Passe a trocar as bolinhas de Fo to : V an de rc y J un io r/ Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o Fo to : V iv ia ne P el is sa ri O PREFERIDO DAS CRIANÇAS “O espetáculo ‘Circo dos Sonhos’ foi criado a partir de uma pesquisa sobre o que as crianças mais gostavam. Eu perguntei a elas o que elas gostariam de ver mais no circo. Elas, na verdade, gostam de ver tudo, do mágico ao equilibrista. Mas do que elas gostam mesmo é do palhaço. Quanto mais ele brinca, cai, se machuca, mais as crianças gostam. Para que ele seja engraçado, é importante observar o perfil do profissional. Quando preciso contratar um palhaço, quero saber se ele tem algum feeling com a criança, com o espetáculo. O palhaço desse nosso espetáculo foi escolhido entre 60 artistas. Ele precisa ser, realmente, um palhaço. Também tem o escada: é aquele mais mal-humorado, mais sério. Os outros aparecem mais do que ele, mas é por causa dele que os outros são engraçados. Sem o es- cada, não fica cômico. Meu irmão é palhaço, meu sobrinho é palhaço, adoro palhaços e é muito legal ter palhaços na família. Estou há mais de 30 anos no circo e já cansei de ouvir as pessoas fala- rem que o circo morreu. O circo nunca morreu. Como qualquer arte, ele tem seus altos e baixos, as temporadas boas e as nem tanto. É como uma peça que fica disponível por uma temporada, de março a novembro, por exemplo. Pode ser uma temporada boa ou não, pois depende também do público, da divulgação, da disposição das pessoas. A própria rotina do ano influencia muito. Por isso, como todo setor tem altos e baixos, o circo também tem”. Relato de Rosana Jardim, artista circense e diretora do espetáculo Circo dos Sonhos e da Academia Brasileira de Circo. O PALHAÇO Materiais: ilustrações de palhaços e artistas de circo (prontas na folha de moldes); tesou- ra com ponta arredondada. COLOCANDO EM PRÁTICA Procure em locadoras de vídeo ou em sites da internet, como o YouTube, trechos de filmes de Charles Chaplin e dos Três Patetas para que as crianças possam identificar as par- ticularidades e sutilezas de cada um. Apresente aos alunos os palhaços que fizeram a alegria de muitas crianças, jovens e adultos. Fale também sobre os outros artistas e de sua im- portância para o espetáculo. Aproveite para apresentá-los aos alunos e regatar a importância dessa figura e o quanto merecem nosso respeito. Molde Molde mão. Jogue uma para o alto e a outra para a mão que arremes- sou a primeira. Use a mão livre para pegar a bolinha que está no ar. Pegue a terceira bolinha. Siga o mesmo procedimento, com a diferença de que, enquanto uma bolinha é pega, as ou- tras duas ainda estão no ar. No início pode parecer um pouco complicado, mas com um pouco de treino você perceberá que é bem simples: só é preciso concentração,atenção e, claro, um pouco de coordenação motora! 32 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas ACROBACIAS Material: colchões. COLOCANDO EM PRÁTICA As acrobacias são movimentos ginásticos rápidos e técni- cos que exigem condicionamento físico, força, destreza, im- pulsão e concentração. Trabalham-se todos os grandes grupos musculares. É importante ter equipamentos como colchões, para amenizar o impacto das quedas e evitar acidentes. Co- loque os colchões no chão, formando uma passarela, e inicie a brincadeira com rolamentos. Diga aos alunos que deverão atra- vessá-la rolando (cada criança poderá rolar como quiser), mas não poderão sair da passarela. Para isso, precisarão controlar seus movimentos. Em seguida peça que se deitem de barriga para baixo um ao lado do outro, bem encostados. O primeiro aluno deverá rolar por cima dos demais até chegar ao final e deitar-se como os outros. O aluno que está na primeira posição começará a rolar sobre os colegas e assim sucessivamente, até que todos tenham atravessado a passarela. CAMBALHOTAS E ESTRELAS FIGURAS DE SOLO Fo to : V an de rc y J un io r/ Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o Fo to : V an de rc y J un io r/ Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o As oficinas circenses são importantes porque formam artistas e permitem que os alunos exercitem a disciplina corporal. Os exercícios e brincadeiras servem como ponto de partida e podem ser complementadas pelo educador para a criação de uma atividade específica para os alunos. Lembre-se de fazer alongamento antes e depois das atividades. COLOCANDO EM PRÁTICA Sugira que os alunos montem figuras humanas usando os amigos como peças. Em duplas, trios e grupos, eles deverão ten- tar construir alguma figu- ra. Lembre-os das famosas pirâmides humanas, nas quais alunos servem de base para outros menores e mais leves se apoiarem. Materiais: bola grande; colchões; pneus velhos; te- soura com ponta arredondada. COLOCANDO EM PRÁTICA Se a criança está tentando aprender a virar uma cam- balhota, dê algumas dicas por meio de questionamentos, como: “Que tal você experimentar colocar o seu queixo no peito e abaixar bem a cabeça? Observe os objetos que rolam, que tal tentar enrolar o corpo como uma bola, será que não é mais fácil? Você está usando os braços?” São questões que você pode colocar para que o aluno encontre uma relativa consistên- cia na aprendizagem desse movimento. Proponha uma série de situações de exploração e descoberta: “Que tal virar cambalhota em um plano inclinado, como um declive de grama presente no parque? Que outras formas nosso corpo tem para rolar? Pode- mos experimentar rolar com um amigo? Rolar carregando uma bola macia?” É importante que o professor tenha possibilidade corporal para se envolver no processo ensino-aprendizagem. Ao resgatar em sua própria vida o prazer pelo movimento, ele con- segue passar este conceito ao aluno. Fotos: Vandercy Junior/ Produção: Cristiane Boneto AMPLIAÇÃO Leve para a sala de aula um pneu velho. Se quiser dar um efeito mais bonito, forre-o ou pinte-o. Peça que os alu- nos tentem caminhar em cima do pneu segurando em sua mão. O mesmo poderá ser feito em cima de uma bola gran- de (especial para exercícios, pois aguenta bastante peso). A bola possibilita a execução de alguns exercícios com maior facilidade, como pedir que o aluno mantenha os pés no chão e se deite na bola de barriga para cima. A seguir, ele deve se inclinar para trás e tocar o solo com as mãos. A bola tam- bém auxilia na cambalhota, quando o aluno se deita com a barriga na bola e vai escorregando para a frente até colocar as mãos no chão. Fu nd am en ta l 1 33WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Material: pintura atóxica específica para maquiagem infantil. COLOCANDO EM PRÁTICA Pergunte aos alunos quem já foi ao circo e o que puderam ver lá. Investigue se algum deles já viu atrações com animais e bus- que saber as opiniões pessoais de cada um. Peça que façam uma pesquisa sobre como é a vida na natureza de animais frequen- temente encontrados nos circos, como ursos, leões, elefantes e tigres. Para isso, se considerar necessário, separe a classe em grupos e determine um animal para cada equipe. No dia da aula, peça que falem sobre suas descobertas. Abra uma roda de dis- cussão perguntando se seria possível os animais terem a mesma rotina em circos ou zoológicos. Explique que muitos não con- seguem se adaptar à vida selvagem e são recolhidos pelos zoos. Converse também sobre o assunto, mostre a eles que décadas atrás não havia a proteção necessária para muitos profissionais, que realizavam manobras arriscadas sem proteção como telas e redes. O circo moderno substituiu esse perigoso suspense pela trama do enredo do espetáculo, com personagens, cenários e produção. Conte às crianças que as roupas e a maquiagem são detalhes fundamentais para criar a magia circense. Aproveite e faça divertidas maquiagens com as crianças. Atualmente, é proibido ter animais em circo nos Estados da Paraíba, de Pernambuco, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, assim como em municípios dos Estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, de Minas Gerais e de Mato Grosso. Além do cativeiro em jaulas pequenas, de tamanhos inferiores ao espaço necessário para abrigar os animais com conforto ou com a atividade física necessária, não eram raros relatos de maus-tratos. Rosana Jardim relata que a proibição gerou uma mudança: “Eu já trabalhei em circos com animais, mas nunca presenciei nenhum tipo de maus-tratos ou agressões. Porém, não duvido que isso exista. Hoje o circo se recriou: as crianças não vêm para o circo ver animais. Elas vêm para ver arte humana: o palhaço, o malabarista, o equilibrista, o mágico. É muito gratificante. Hoje de manhã, na hora de ir embora, as crianças pediram para dizer aos artistas que adoraram o espetáculo”. CIRCO COM OU SEM ANIMAIS? EQUILIBRISMO Materiais: bandeja; cano de PVC; corda; prancha de madei- ra; taças de plástico. COLOCANDO EM PRÁTICA O equilibrismo é muito utilizado no circo, desde o andar so- bre a corda bamba até equilibrar taças com os pés. Para que os alunos brinquem com essa técnica, amarre uma corda re- sistente a uma pequena altura somente para que tentem an- dar sobre elas. Primeiramente, poderão utilizar apoio e, em seguida, sem apoio. Leve uma bandeja com taças de plástico e peça que os alunos montem uma pi- râmide de taças e tentem andar em um percurso determinado. Também é possível montar uma mi- nigangorra utilizando um pedaço de cano de PVC (de esgoto) e uma peque- na prancha de madeira. Os alunos deverão tentar se equilibrar em cima da prancha que estará em cima do cano. Fo to : V an de rc y J un io r/ Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o Fo to : V an de rc y J un io r/ Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o FITAS Fo to : V an de rc y J un io r/ Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o Materiais: barbante; jor- nal velho; tiras de papel crepom colorido; tesoura com ponta arredondada. COLOCANDO EM PRÁTICA É muito bonito ver compo- sições e desenhos feitos no ar com fitas coloridas. Para iniciar a brincadeira, pode- mos construir os famosos balangandãs, feitos de jor- nal. Para isso, precisare- mos de uma folha de jornal para cada criança, tiras de crepom colorido e barbante. Pri- meiramente, os alunos deverão dobrar a folha de jornal vá- rias vezes até que se transforme em um retângulo de papel. Oriente-os a colocar uma das pontas das tiras de crepom dentro do jornal e dobrar mais uma vez, deixando-as presas no meio do jornal. Em seguida, devem colocar uma ponta do barbante dentro desse retângulo, amarrando-a bem firme para que não solte. Para brincar, basta segurar pela ponta maior do barbante e rodar. 34 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Telegram @clubederevistas Telegram @clubederevistas https://t.me/clubederevistase valoriza essa capacidade nata da criança: “Antes eu desenhava como Rafael, mas precisei de toda uma existência para aprender a desenhar como as crianças”, teria dito ele. A atitude da professora reflete os cursos formais mais an- tigos, que possuíam uma disciplina chamada desenho pedagó- gico, herdada do tradicionalismo da missão francesa ao Brasil. “A Europa estava entrando no neoclassicismo, que é a volta dos elementos clássicos, desde a Grécia Antiga. Portanto, eram de- senhos bem-feitos, muito próximos à realidade. O que estava por trás não era a compreensão da arte como expressão, mas como cópia do belo, do tradicional, da realidade. E as crianças eram ensinadas a respeitar esses cânones”, relata a mestre em desenho e doutora em processo de criação do artista e do pro- fessor, Miriam Celeste Martins. Viviani também ajuda a entender essa forma de condu- zir a atividade artística da criança, resgatando o início dos estudos sobre o desenho infantil. “O primeiro autor conhe- cido a publicar um estudo sobre o tema foi [o crítico de arte inglês John] Ruskin, em 1857, porém, tanto este como outros estudiosos que vieram após tinham a visão de que o adulto deveria conduzir o contato da criança com o seu próprio de- senho”, diz ela. Apenas os estudos relativamente recentes ten- tam mudar essa concepção, pois revelam que não deve haver direcionamento e orientação da expressão infantil por meio do desenho. “Esta visão traz a liberdade para que a criança descubra as suas possibilidades de ação criativa, que devem ser valorizadas e estimuladas pelo adulto (pais, professores)”, orienta Viviani. Raízes históricas O entendimento do desenho infantil como forma de ex- pressão do desenvolvimento e das formas de ser, estar e ver o mundo só foi possível a partir de uma mudança na forma de ver a própria infância. Segundo Viviani, “a criança como ser humano e as necessidades do seu entendimento são questões que só começaram a ser consideradas a partir das pesquisas de Jean Jacques Rosseau (1712-1778), um dos primeiros estu- diosos que concebeu a criança como diferente do adulto, um ser em desenvolvimento dotado de especificidades e necessi- dades diferenciadas”. Depois vieram os estudos de Ruskin, que ainda via a ne- cessidade de a criança ser conduzida por um adulto em suas produções. Simone relata em seus estudos que Florence de Mêredieu (1974) chama atenção para o fato de que os estudos relacionados aos desenhos infantis veem o sentido estético da criança pautada na visão do adulto: “é de se notar que as pesquisas raramente renunciarão a um academismo de valor, visando incluir a criança na esteira da tradição e dos que se chamam grandes mestres’ (MÊREDIEU, 1974, p.2)”. Ainda segundo Simone, em referência a Mêredieu, logo de- pois, em 1926, o desenho é introduzido no tratamento psicanalí- tico por Sophia Morgesntern. “As motivações que deram origem a esse interesse pelo desenho infantil estabelecem uma estreita ligação entre as ideias filosóficas do momento, o estudo da crian- ça em geral e das suas produções gráficas em particular”, escreve Fo to : Al ex an dr e A nd ra de | Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o Cr ec he 5WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas ela, que acredita que daí tenham surgido várias disciplinas, como pedagogia, psicologia, sociologia e mesmo a estética. No artigo “Descoberta de um Universo: A Evolução do Desenho Infantil”, Thereza Bordoni conclui que são os psi- cólogos, portanto, que, no final do século XIX, descobrem a originalidade dos desenhos infantis e publicam as primei- ras ‘notas’ e ‘observações’ sobre o assunto. “De certa forma eles transpõem para o domínio do grafismo a descoberta fundamental de Jean Jacques Rousseau sobre a maneira própria de ver e de pensar da criança. As concepções relati- vas à infância modificaram-se progressivamente. A desco- berta de leis próprias da psique infantil, a demonstração da originalidade de seu desenvolvimento, levaram a admitir a especificidade desse universo. A maneira de encarar o de- senho infantil evolui paralelamente”, relata a autora. Mas Juliane alerta para o fato de que a psicanálise e a psi- copedagogia ainda são consideradas áreas do conhecimento em evolução. “Apontando [Jean] Piaget e Melanie Klein, im- portantes estudiosos no assunto, é que os olhares científicos se voltaram para as fases da infância”. Segundo ela, “estamos começando a desvendar o desenho infantil como forma de comunicação e avaliação, porém, sabemos que as fases da in- fância são determinantes na formação do caráter e da perso- nalidade de qualquer adulto”. Como se pode ver, a atitude da professora citada por Simone não reflete um despreparo individual. Ao contrário, envolve questões culturais e, por isso, em diferentes graus, é re- Fo to : Al ex an dr e A nd ra de | Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o petida por outros educadores. Muitos ainda demonstram uma ansiedade em identificar o desenho infantil, perguntando aos pequenos o que cada rabisco representa, incentivando, dema- siadamente, a prática de releituras de obras de arte ou pedindo que a criança desenhe uma história. Ações estas que podem vir até a prejudicar a capacidade de exploração de pesquisa por recursos próprios, como coloca Simone. “Muitas vezes os de- senhos são indecifráveis, mas representam a gestualidade em relação ao suporte em uma interação de comunicação vivencial e registrando todo e qualquer impulso motor e biológico. ‘A criança, em suas garatujas, obedece às necessidades do sistema nervoso afinando com seu desejo de significação e afirmação de seu ser no mundo’ (WINNICOTT input DERDYK, 1994)”, escreve ela. É por esse motivo que Miriam destaca a importância de en- tender cada fase e cada momento como único e igualmente rico. Não se trata de uma evolução, de uma transição de uma etapa para outra melhor, mas, sim, de um processo de agregar conhe- cimentos. “O importante é que cada ação seja extremamente explorada e, quanto mais riqueza você tiver em um determina- do movimento, mais elementos a criança terá para prosseguir adiante com bagagens cultural e corporal maiores”, afirma ela. Cabe ao professor respeitar e valorizar cada etapa, propor- cionando instrumentos para que a criança agregue esses co- nhecimentos por si. O professor deve ser o provedor do espa- ço, de materiais e recursos para que a criança busque sempre mais e vá adiante, desfrutando de cada um de seus momen- 6 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas tos, com riqueza e prazer. A teoria do desenvolvimento proxi- mal de Lev Semionovitch Vygotsky explica bem essa relação do professor com o aprendizado infantil. Segundo Miriam, trata-se da “distância entre o nível atual de desenvolvimento da criança, determinado pela capacidade de resolver proble- mas individualmente, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através do nível de resolução de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com os pares mais experientes”. Igual, mas diferente: entendendo as etapas Os traços infantis revelam a individualidade de cada criança, mas a cada etapa do desenvolvimento tais traços assumem um caráter particular. Juliane explica que, “em cada uma das fases, as formas dos desenhos são muito parecidas – apesar da indivi- dualidade de cada criança, como os diferentes temperamentos e sensibilidades –, mudando muito pouco de uma cultura para outra. O que a criança desenha mudará de acordo com o meio em que vive e com o instrumento utilizado, mas todos passarão pelas etapas”. Entender cada uma das fases faz parte do processo de respei- to, estímulo e valorização de cada momento do desenvolvimento infantil, afinal, como afirma Miriam, “quanto mais o professor puder provocar a criança na zona de conhecimento na qual ela está, melhor será para o desenvolvimento dela”. Mas tentar acelerar os processos é um equívoco, pois dei- xa-se de trabalhar um movimentomaravilhoso da criança. Ela exemplifica: “Os pequenos que recebem um modelo passam logo para uma forma mais fechada e padronizada”. Compreenda as características comuns a cada fase: Até 12 meses Para Thereza, ao final do primeiro ano de vida, a criança já é capaz de manter ritmos regulares e produzir os primeiros traços gráficos, fase denominada pelo consagrado professor de educa- ção artística Viktor Lowenfeld como rabiscos ou garatujas. Este é o momento de exploração, no qual a ação em si deve ser valorizada, já que ela é a propulsora do desenvolvimen- to psicomotor e sensorial do pequeno. Nesta etapa, cabe ao professor o que Miriam chama de “provocação” ou estímulo, como é mais comum dizer. Especialmente neste estágio os professores precisam co- meçar a quebrar barreiras. A primeira é a do trabalho no pla- no bidimensional. Esta é a fase em que a criança precisa ter seus sentidos aguçados e pode ser incentivada a “desenhar” na massinha, na argila ou com a sucata, mas sem a pretensão de ver algo retratado. O que vale é o próprio sentir, o fruir. As variações de tex- turas, temperaturas, os diferentes movimentos que a criança faz para explorar o objeto que lhe é disponibilizado, como pu- xar, amassar e o enrolar, já são formas de desenvolvê-la, sem atropelá-la. Nas palavras de Miriam, “a ação, a pesquisa e o exercício estão no tocar, na percepção de que uma textura é mais fria ou mais mole...”. De 12 a 18 meses Segundo Viviani, é só por volta dos 18 meses de idade que a criança começa a se expressar por meio de garatujas, que se iniciam por traços desordenados, mas que denotam importan- te avanço no desenvolvimento, pois é o início da expressão que a conduzirá não só ao desenho e à pintura, mas também à pala- vra escrita. “As garatujas seguem um padrão um tanto quanto previsível nas crianças, pois começam com traços desordena- dos no papel e gradualmente evoluem para desenhos que têm um conteúdo reconhecível pelos adultos”, explica ela. No entanto, ela destaca que as garatujas não devem ser vistas pelo educador como tentativas de retratar o meio visual infantil. “Em grande parte, os rabiscos baseiam-se no desen- volvimento físico e psicológico da criança, não em alguma tentativa de representação”. Ainda assim, é um momento importante e de grande prazer ao pequeno, pois o modo acidental de distribuir as linhas que traça o deixa fascinado. A criança desfruta desses traços, tanto como movimentos, quanto como registro de uma atividade si- nestésica. Além do prazer no movimento em si, ela sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu. O ato de garatujar é, nesse momento, a simples e prazerosa ação sobre uma superfície. Por isso, é comum, nesta fase, que a criança co- mece a desenhar em um pedaço do papel e depois pinte a folha inteira, por gostar da sensação da tinta deslizando sobre o papel e o efeito que ela dá ao se manifestar nesse suporte. Cabe ao professor ampliar essas possibilidades de prazer, disponibilizando diversos tipos de riscadores, de superfície na qual a criança trabalhará e até mesmo em como ela desenhará. Em vez de lápis, que tal oferecer tam- bém o giz de cera, tinta, carvão, areia, utilizar-se das mãos, do pincel, do rolinho, quem sabe até de uma bola de tênis (um material por vez!), para expressar-se em papel, papelão, sobre o chão, o plástico...? As possibilidades são diversas, prontas para ampliar o repertório dos pequenos, ampliar os horizon- tes, explorar seus sentidos, fazê-los agregar e, consequente- mente, desenvolver-se, sem tirar-lhes o prazer de viver em plenitude a fase atual da infância. De 18 a 24 meses De acordo com Viviani, após a criança utilizar-se da gara- tuja por um período aproximado de seis meses, o seu traçado vai se tornando intencional, ou seja, as garatujas são contro- ladas. “Isto está diretamente ligado ao desenvolvimento mo- tor pelo qual a criança passa. Por isso, o educador deve estar atento a esta relação”. Thereza complementa: “As garatujas, que refletiam, so- bretudo, o prolongamento de movimentos rítmicos de ir e vir transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação, e podem estar se referindo a objetos naturais, ob- jetos imaginários ou mesmo a outros desenhos. Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de dese- Cr ec he 7WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas nhar e com desenhos de outras pessoas”. É hora, então, de o professor socializar os trabalhos do grupo. Não no sentido de comparar ou sobressaltar um em detrimento do outro, mas no sentido de mostrar a diversidade de possibilidades, a partir dos trabalhos dos colegas, e incentivar os pequenos a experimentá- las. Por exemplo, se uma criança fez traços fortes, outra fez mais leves, se uma usou apenas uma cor, outra usou várias... Vai-se mostrando ao grupo a existência das diferentes formas de se expressar. De 24 a 36 meses Ocorre um avanço na intencionalidade das garatujas. Nesta idade, a criança já descobriu o controle visual sobre os traços que está fazendo. E, como destaca Viviani, ain- da que à primeira vista o educador não encontre grande diferença nos desenhos, a aquisição do controle sobre os movimentos é uma experiência vital para a criatividade in- fantil. “A maioria das crianças, nesta fase, aborda as gara- tujas com grande entusiasmo, pois a coordenação entre seu Fo to : Al ex an dr e A nd ra de | Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o desenvolvimento visual e motor representa uma conquista muito importante, o que estimula a criança a variar seus movimentos, que são expressos com vigor no papel e fazem com que ela dedique mais tempo para garatujas (o que an- tes não ocorria)”, explica. A partir de 36 meses A garatuja vai evoluindo para o desenho, que possui formas mais estruturadas e é feito com intencionalidade. Os símbolos, ainda que simples, começam a ser distribuídos no espaço. Para Thereza, nesta fase, as produções infantis começam a ter uma influência maior do meio em que a criança vive. “Passa também a constatar a regularidade nos desenhos presentes no meio ambiente e nos trabalhos aos quais ela tem acesso, incorporando esse conhecimento em suas próprias produções. No início, a criança trabalha sobre a hipótese de que o desenho serve para imprimir tudo o que ela sabe sobre o mundo. No decorrer da simbolização, a criança incorpora progressivamente regularidades ou códigos de representação das imagens do entorno, passando a considerar a hipótese de que o desenho serve para imprimir o que se vê”, escreve ela em seu artigo.8 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas As fases, segundo os teóricos Antes das garatujas e dos desenhos, vêem os rabiscos, que Marthe Berson separa em três estágios: Estágio vegetativo motor: o traçado é contínuo, sem que o lápis saia do papel. Normalmente, segue padrões ar- redondados. Esta fase se dá por volta dos 18 meses. Estágio representativo: o traço passa a ser descontínuo. As formas, portanto, apresentam-se isoladas umas das ou- tras. Começam a aparecer os comentários verbais a respeito do que foi produzido. Estágio comunicativo: a vontade de escrever como forma de comunicar-se é o destaque desta fase. Surge o traçado em forma de dentes de serra, feito na tentativa de imitar a escrita. Piaget, por sua vez, reforça o prazer existente para as crianças de 0 a 2 anos de idade no ato de garatujar. Além dis- so, ele chama a atenção para o papel secundário da cor, ain- da utilizada de forma inconsciente, apesar do interesse pelo contraste, depois que este já está revelado sobre a superfície de trabalho. Ele classifica as garatujas como desordenadas ou ordenadas, sendo: Desordenadas: a criança pinta com todo o corpo. Os mo- vimentos de ir e vir, subir e descer, não se limitam às mãos e são amplos e desordenados, pois, como explica Juliane, a criança não tem consciência de que o risco é consequência de seu movimento como lápis. Da mesma forma, os limites do papel ou de qualquer superfície sobre a qual ela trabalha é ig- norado. “Ela não olha para o que faz e segura o lápis de várias maneiras, com as duas mãos alternadamente”, descreve ela. Ordenadas: a criança se entusiasma ao descobrir que os traços são consequências de seus movimentos com a mão. Assim, ela passa a prestar atenção no que faz e a acompanhar o caminho que seus traços fazem. Consequentemente, come- ça a controlar o tamanho, a forma e a localização no papel e a fechar suas figuras de formas circulares ou espiraladas. “A figura humana é desenhada de forma simbólica, imaginária. Nessa fase, a criança diz o que vai desenhar, mas não existe relação fixa entre o objeto e sua representação, por isso ela pode dizer que um risco é uma casa e no final do desenho mudar de ideia e atribuir outro significado para aquele risco”, acrescenta Juliane. Pré-esquematismo: está dentro da fase pré-ope- racional que Piaget define como sendo de 2 a 7 anos. É quando aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Os desenhos aparecem disper- sos, sem relação entre si, num primeiro momento, mas, aos poucos, começam a se organizar, geralmente, entre o céu, que aparece como se fosse um teto, e a terra. Thereza nos mostra ainda que, para Piaget, é nesta fase que a cor começa a ser utilizada, mas ainda sem relação com a rea- lidade, mas sim com o seu estado emocional. Daí, os ca- chorros azuis, o sol vermelho... Para Piaget, ainda existem as fases do Esquematismo, Realismo e Pseudonaturalismo, referentes às idades mais avançadas, de 7 anos em diante. Já Georges-Henri Luquet distingue as garatujas em quatro estágios: Realismo fortuito: acontece quando a criança está com cerca de 2 anos de idade. Os rabiscos dão lugar aos signos, que passam a ser nomeados pelo incentivo de adultos ou por identificar alguma analogia com algum objeto. Realismo fracassado: entre 3 e 4 anos, é quando a criança descobre a relação entre forma e objeto e começa a reproduzi-la. Ele ainda define o Realismo intelectual (dos 4 aos 10-12 anos) e Realismo visual (por volta dos 12 anos). Miriam Celeste Martins, por sua vez, conceitua os dese- nhos infantis em quatro movimentos. Em resumo, são eles: 1°) Ação – pesquisa – exercício; 2°) Acrescentam-se a interação e o simbolismo; 3°) Acrescentam-se organização e regra; 4°) Acrescentam-se a poética e a ótica pessoal de ver o mundo. Cr ec he 9WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Ilu st ra çã o: S hu tte rs to ck Entendendo os conceitos Rabiscar, garatujar ou desenhar? O que cada um destes termos significa? Veja as definições, segundo a pedagoga e psicopedagoga Juliane Feldmann: Rabisco O rabiscar se estende além do lápis, do giz e do pincel. Na areia a criança rabisca estradas com os carrinhos de brinquedo. Não há ne- nhuma finalidade estética, enquan- to produto. A criança não rabisca com intenção de fazer bonito ou expressivo, mas pelo simples prazer de rabiscar. É, de fato, o registro de um movimento, que serve de ‘feedba- ck’ para a criança aprender a controlar seus movimentos. Portanto, os rabiscos da criança não são artes abstratas (Livro A produção cultural para a criança, or- ganizado por Regina Zilbermann). Garatuja A criança dá nome aos seus rabiscos, ao per- ceber que eles se parecem com alguma coisa. Esta é uma etapa intermediária, na qual a criança começa a representar. A representação significa/demonstra algo para a criança, mas não tem intenções naturalistas. Muitas vezes, isso dá aos adultos a impressão de que o “desenho” não ficou parecido com o que a criança diz representar. Geralmente, apa- recem no papel coisas que, aparentemente, não têm nada a ver entre si, ou as partes das mesmas coisas podem aparecer separadas, soltas no espaço. Afinal, organizar as coisas no espaço é um processo demorado, que depende do próprio desenvolvimento da criança, mas não pode ser imposto de fora para dentro (Livro A produção cultural para a criança, organizado por Regina Zilbermann). Desenho Conforme Piaget (1971-1973), “o desenho é precedido pela garatuja, fase inicial do grafismo. Caracteriza-se inicialmente pelo exercício da ação. O desenho passa a ser conceituado como tal a partir do reconhecimento pela criança de um objeto no traçado que realizou. Nessa fase inicial, predomina no desenho a assimilação, isto é, o objeto é modificado em função da significação que lhe é atribuída, de forma semelhante ao que ocorre com o brinquedo simbólico”. Nesta fase em que as crianças começam a representar, elas vão também começar suas primeiras construções: uma ma- deira e um prego formam um rádio (...) (Livro A produção cultural para a criança, organizado por Regina Zilbermann). O desenho ganha uma vida interna, reflexos de percepções, sentimentos e pensamentos. Sugestões de leitura • Didática do ensino da arte – a língua do mundo: fruir, poetizar e conhecer arte, de Miriam Celeste Martins, Gisa Picosque e Terezinha Teles M. Guerra (Editora FTD); • Os significados dos desenhos de crianças, de Angela Anning e Kathy Ring (Editora Artmed); • A produção cultural para a criança, organizado por Regina Zilbermann (Editora Mercado Aberto). 10 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Relembre a tradição do circo, convidando a turma para desenvolver atividades que valorizam os profissionais da arte de fazer rir Eixos temáticos: Artes Visuais; Linguagens Oral e Escrita; Matemática; Música; e Natureza e Sociedade. Objetivos: apresentar o alfabeto de forma divertida, oferecendo a oportunidade para que a criança possa interagir, aprender e brincar fazendo arte; desenvolver a expressão oral e escrita, as percepções e a observação; estimular a criatividade, o gosto pela arte circense e a construção do conhecimento lógico; incentivar a música na aprendizagem; e oportunizar a construção do conhecimento sobre a cultura circense. Idade: a partir de 3 anos. Responsável: Izildinha Houch Micheski Redação: Renata Santana Uma homenagem ao palhaço Piolin instituiu o dia 27 de março como o Dia do Circo no Brasil. Reconhecido por sua grande criatividade e pela habilidade como ginasta e equilibrista, ele é lembrado como um dos maiores profissionais da arte de fazer rir e teve seu nome marcado na história. A data foi escolhida por ser o dia de nascimento de Piolin, no ano de 1897. Atualmente, os espetáculos circenses tiveram de ser reformulados em função da proibição dos animais nas atrações, do crescimento das cidades (que não oferecem espaços suficientes para a montagem dos circos) e também pela dificuldade em angariar recursos para bancar as longas viagens, o custo dos figurinos e cenários, e a manutenção dos espetáculos. Além disso, a população das grandes cidades substituiu a tradição do circo por outras atividades. Assim, os circos tradicionais, aqueles em que famílias inteiras trabalham juntas, passaram a ficar concentrados nas periferias e se tornaram cada vez mais raros. No entanto, por ser uma data que encanta as crianças e oferece muitas possibilidades de trabalhos multidisciplinares, não poderia ficar fora das páginas da Projetos Escolares. Aproveite as ideias apresentadas neste projeto e promova um grande espetáculo em sua escola, envolvendo também as famílias. De cara pintada e nariz de palhaço! DIA DO CIRCO In fa nt il Fo to : R od rig o Es tre la / P ro du çã o: C ris tia ne B on et o 11WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas O CIRCO NA CONSTRUÇÃO DOS SABERES Materiais: barbante; bastão de dobraduras; brinquedos de pelúcia; cartola; colchonetes; fita adesiva; lenços de tecido; papel crepom; papel color set colorido; e papelão. COLOCANDO EM PRÁTICA Faça uma roda de conversa em um espaço que ofereça a oportunidade de colocar os colchonetes utilizados na educação física e, se possível, convide um especialista para participar do projeto, trabalharo corpo e o movimento das crianças ao som de músicas circenses, e auxiliá-las nas famosas cambalhotas. Coloque o tema circo em pauta para que os alunos contem suas experiências, improvisem algumas apresentações a que assistiram e brincadeiras aprendidas com os palhaços, cuidando para fazer as intervenções quando as apresentações sugerirem maus exemplos, como chutar, puxar a cadeira quando o colega vai sentar e outros que podem machucá-los. Explique que os palhaços desenvolvem uma técnica para caírem sem se machucar e que as crianças não têm esse preparo, portanto, precisam ter cuidado para não se machucar e não machucar os amigos. Disponibilize alguns objetos, como lenços de tecido colorido e brinquedos de pelúcia para as crianças encenarem algumas mágicas que podem ser pesquisadas na internet. Providencie uma cartola e um bastão de dobraduras para que os alunos utilizem como mágicos. Prepare pratos de papelão e bolas de plástico para a encenação do malabarista e fixe barbantes no chão para representar o equilibrista. Comente com as crianças sobre a proibição dos animais nos circos brasileiros e diga que, em alguns países, esta prática ainda é permitida. Mostre exemplos dos circos na Antiguidade e sua trajetória até os dias de hoje, dos mais simples até os mais sofisticados. Incentive a pesquisa junto às famílias, por meio de fotos e revistas, e utilize o laboratório de informática da escola e a sala de leitura para a pesquisa. Faça uma exposição de fotos das famílias em visitas aos circos, realize um espetáculo na escola e convide alguns familiares habilidosos para abrilhantar. Solicite ao especialista de educação física que ensaie uma banda para fazer a abertura e preparar um desfile em volta do quarteirão, com a supervisão do serviço de trânsito. Convide o professor de educação artística para confeccionar instrumentos de sucata e fantasias de papel crepom junto com as crianças. Aproveite o momento para trabalhar a importância da reciclagem e da reutilização de materiais. JOGO DE MEMÓRIA Materiais: cartolina ou papel-cartão colorido; cola; jogo da memória (disponível na folha de moldes); e tesoura com pontas arredondadas. COLOCANDO EM PRÁTICA Multiplique as cartas do jogo da memória (disponíveis na folha de moldes) e oriente o recorte e a colagem sobre papel-cartão, um pouco maior do que o tamanho da carta, para que fiquem com uma moldura colorida. Você perceberá que esse jogo de memória precisará ser concluído pelas crianças. Isso porque um conjunto de peças tem o fundo colorido e a figura para colorir, e o outro tem o fundo preto e branco e a figura colorida. Assim, antes de iniciar a brincadeira, solicite às crianças que pintem as cartas com as cores correspondentes. A confecção desse jogo desenvolverá a percepção, a discriminação visual e a atenção. Depois que as crianças terminarem, explique as regras do jogo da memória. Para que a criança se organize melhor, divida a mesa ao meio com uma fita adesiva colorida e disponibilize um grupo de cartas do lado esquerdo e outro do lado direito, todas com as ilustrações viradas para baixo. Aproveite para trabalhar a lateralidade. Então, explique que cada um na sua vez deverá virar uma carta de cada lado e deixá-la no mesmo lugar para que o parceiro ou o grupo possam visualizar e ter tempo para memorizar. Se conseguiu compor um par com figuras iguais, o aluno pode separá-las para si. Porém, se isso não aconteceu, as cartas devem ser colocadas novamente com as ilustrações voltadas para baixo, e o jogo continua até que não fique nada sobre a mesa. Quando terminar, ajude as crianças a contar seus pares ou, em outro momento, a quantidade total de cartas, dependendo do objetivo que você definiu. Faça o registro do projeto por meio de relatos escritos e outros recursos audiovisuais. Assim, você garante o sucesso das intervenções futuras. Molde Fo to : R od rig o Es tre la / P ro du çã o: C ris tia ne B on et o 12 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas OFICINA DE BRINQUEDO COM A FAMÍLIA Materiais: bolinha de gude; cola; encarte do palhacinho Pipoquinha (disponível na folha de moldes); lápis de cor; e tesoura com pontas arredondadas. COLOCANDO EM PRÁTICA Reserve um espaço de tempo e convide as famílias a confeccionar o Palhacinho Pipoquinha. Multiplique o encarte (disponível na folha de moldes) e disponibilize os materiais citados. Solicite às famílias que ajudem as crianças a recortar, pintar e colar as partes indicadas, deixando uma abertura para colocar uma bolinha de gude dentro e fechar o espaço com cola. Após a secagem, cada criança poderá brincar com o palhacinho, dando um impulso com o dedinho para que ele saia do lugar, virando cambalhotas. O aluno poderá convidar os amiguinhos para colocar seus palhacinhos para apostar quem vira mais cambalhotas e fica à frente do outro e podem observar e contar quantas vezes um se sobressaiu em relação ao outro. Já temos aí uma oportunidade para trabalhar a observação e o desenvolvimento do conhecimento lógico-matemático. APRENDENDO O ALFABETO Materiais: caixa de papelão; canetinha colorida; lápis; palhacinho com o alfabeto (disponível na folha de moldes); retalhos de tecido; e tesoura com pontas arredondadas. COLOCANDO EM PRÁTICA Depois de desenvolver o tema circo abundantemente, trabalhe o alfabeto, mostrando cada uma das letras. Para facilitar o aprendizado, você pode utilizar a música Abecedário da Xuxa, que cita cada uma das letras beneficiando sua compreensão. Trabalhe a letra inicial de cada nome, utilizando o crachá convencional, as coisas que começam com cada letra e, em seguida, multiplique e disponibilize os encartes e materiais. Apresente o palhacinho para as crianças, ensine-os a recortar nos traços pontilhados, dando o piquezinho inicial com a tesoura, para que não se percam. Porém, antes de recortar, oriente a pintura de cada letrinha que aparece. Finalmente, ensine-os a enrolar uma perninha e um bracinho no lápis, depois retirar o lápis, para ficarem como cachinhos. Ajude-os, pois, certamente, ainda não possuem habilidade total para isso. Uma vez prontos esses palhacinhos, cada criança pode dar ao seu o nome que quiser. Posteriormente, elabore, junto com a turma, uma lista com os nomes sugeridos. Para ampliar os conhecimentos, disponibilize um palito de picolé para cada criança colar em seu palhacinho e transformá-lo em artista, montando um divertido teatrinho. Assim, convide as crianças para montar o cenário com uma caixa de papelão que será o suporte para o teatro. Comecem enfeitando-a e, em seguida, utilizem um retalho de tecido para cobrir a abertura, formando uma cortina. Depois de pronto, convide as crianças para se esconderem atrás do pano e manipularem seus palhacinhos. Organize a apresentação com uma música ou com a dramatização de uma história, que pode ser espontânea ou preparada antecipadamente. Organize duplas para a apresentação e arrume a sala de maneira que sugira um auditório. Convide os professores e realize uma bonita festa a partir das sugestões apresentadas. CALENDÁRIO Materiais: calendário do mês de março (dispo- nível na folha de moldes); cola; numerais de 1 a 31 (disponíveis na folha de moldes); e tesoura com pontas arredondadas. COLOCANDO EM PRÁTICA Disponibilize o caléndário do mês de março para as crianças e solicite à elas que pintem os desenhos e decorem da maneira que desejarem. Depois de prontos, distribua um conjunto de cartinhas com os numerais para cada criança e oriente a colagem nos quadradinhos que representam a cartela dos mágicos. Junto com a turma, dê um destaque especial ao Dia do Circo (27 de março). No final da atividade, deixe um calendário exposto na sala de aula e utilize-o como referência para marcar as atividades que serão desenvolvidas durante o mês. Molde Molde Molde In fa nt il Fo to : R od rig o Es tre la / P ro du çã o: C ris tia ne B on et o 13WWW.REVISTAONLINE.COM.BRTelegram @clubederevistas O espetáculo já vai começar! Aproveite o Dia do Circo para apresentar a arte de Toulouse-Lautrec Obra: At the Circus: The Spanish Walk (Au Cirque: Le Pas Espagnol), de Henri de Toulouse-Lautrec, exposta no The Metropolitan Museum of Art, em Nova York.Fo to : D iv ul ga çã o/ Th e M et ro po lit an M us eu m o f A rt, d e N ov a Y or k Eixos temáticos: Linguagens Oral e Escrita; Artes; Identidade e Autonomia; Natureza e Sociedade. Objetivos: estimular o interesse pela arte; ampliar o repertório cultural das crianças; desenvolver a expressão artística e a coordenação motora. Idade: a partir de 3 anos. Texto: Renata Santana (estagiária) Ilu st ra çõ es : S hu tte rs to ck FAZENDO ARTE 14 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas ENTRE OS CARTAZES E O CIRCO O nome comprido – Henry Marie Raymond de Toulouse- Lautrec Monfa (1864-1901) – indica o nascimento em uma fa- mília aristocrática francesa. Mais conhecido como Toulouse- Lautrec, o pintor sinalizava desde seu nascimento problemas de má-formação nos ossos, mas, somente aos 14 anos, a sus- peita foi confirmada. Lautrec sempre teve paixão por cava- los, assim como toda a sua família. Durante suas montarias, sofreu duas quedas seguidas, fraturou os dois fêmures e nun- ca mais se recuperou. Como consequência, o artista jamais ultrapassou 1,52 m de altura, e a bengala passou a fazer parte de sua rotina. Depois disso, Lautrec fez da arte a sua vida e, duran- te a adolescência, tinha preferência por desenhar cavalos. Desenhava-os nas margens de seu caderno, que sempre es- tavam cobertas também de caricaturas de seus pais, mes- tres e animais. Em 1882 sua família consentiu que ele fosse para Paris dedicar-se à pintura, o que possibilitou o contato com diversos artistas, como Van Gogh, John Lewis Brown e Forain. Aos 25 anos já dotava de um estilo próprio, com um traço rápido, incisivo e expressivo. Seus primeiros trabalhos retrataram o circo, salões de dança, o teatro e o cabaré, como a tradicional casa parisiense Moulin Rouge, inspirando-o a produzir obras bem coloridas. Lautrec foi o pioneiro na cria- ção dos pôsteres, sendo o primeiro feito para divulgar uma apresentação no próprio Moulin Rouge. Para produzi-los, ele contornava os modelos com linhas grossas de tinta e depois preenchia-os com mais tinta, destacando os pontos impor- tantes para chamar a atenção das pessoas que passavam. Dentre as pinturas mais famosas do artista francês, está Circo Fernando: A Amazona, na qual é possível reconhecer os traços marcantes de seu estilo. Por ser baixo e ter problemas para andar, Lautrec muitas vezes se autorretratava para, com a zombaria, combater o sentimento de piedade. Por causa de sua vida desregrada e da falta de preocupação com o dinheiro, o artista se tornou alcoólatra, contraiu uma doença infecto- contagiosa e chegou a ser internado em um sanatório. No fim de sua vida, Lautrec teve vários ataques paralisantes e, após o último deles, foi levado para a casa de sua mãe, onde faleceu aos 36 anos. Há contradições quando se tenta classificar a obra de Toulouse-Lautrec. Alguns autores dizem que o seu estilo era impressionista, e outros o consideram pós-impressionista. Outros, ainda, afirmam que o seu estilo forte e próprio não se encaixa em nenhum movimento artístico. Mas o fato é que sua obra tornou-se muito famosa em todo o mundo e seu es- tilo antecipou e influenciou a Art Nouveau. Fontes: Descobrindo Grandes Artistas, MaryAnn F. Kohl e Kim Solga (Artmed Editora); Dicionário da Pintura Moderna (Hemus Editora); Mil Anos de Arte, de Adriano Colangelo (Cultrix) e o site www.pintoresfamosos.com.br . UM GRANDE CONVITE Materiais: jornal; cerca de 2 m² de papel kraft; pincéis; tachas ou fita adesiva; tinta guache de cores variadas, especialmente preta, branca e vermelha. COLOCANDO EM PRÁTICA Reúna os alunos em grupos, conte um pouco sobre a vida de Toulouse- Lautrec (você encontra algumas informações no texto acima) e aproveite para falar sobre a sua especialidade artística. Como falamos sobre o circo nesta edi- ção, peça para os pequenos se organizarem e pensarem como deveria ser um grande convite para um espetáculo circense. Deixe que as crianças discutam as ideias e registre-as. Quando chegarem a um consenso sobre o melhor modelo, cada grupo produzirá o seu convite. O papel kraft pode ser fixado na parede ou no chão. Em qualquer uma dessas op- ções, antes de começar, forre o local com jornal para evitar sujeira. Disponha os potes de tinta próximos ao papel e peça para os alunos começarem a produção do convi- te desenhando os artistas que fazem parte do evento, como palhaços, malabaristas, trapezistas e bailarinas, enfatizando os contornos e deixando algumas partes sem pintura. De acordo com o nível de alfabetização da turma, auxilie a garotada com a escrita do convite, que pode ser feita com pincel. Incentive os alunos a serem criativos e a colaborarem uns com os outros, já que o trabalho será feito em grupo. Quando os convites estiverem secos, exponha-os em local visível para que todos possam apreciá-los. E por que não sugerir que façam uma atração circense, na qual cada um representará um personagem do circo? Use a criatividade e divirta-se com as crianças, ao mesmo tempo em que estimula vários sentidos e o gosto pela arte. Atividade adaptada do livro Descobrindo Grandes Artistas – a prática da arte para crianças, MaryAnn F. Kohl e Kim Solga (Artmed Editora). Fo to : V an de rc y J un io r | P ro du çã o: C ris tia ne B on et o In fa nt il 15WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Um dia para ser lembrado! Celebre o Dia Internacional da Mulher com as crianças e fale sobre a importância do respeito mútuo Eixos temáticos: Natureza e Sociedade; Linguagens Oral e Escrita. Responsável: Izildinha Houch Micheski. Objetivos: valorizar a figura feminina na sociedade e na família; despertar o gosto pela poesia e a expressão oral. Idade: a partir de 3 anos. CADA MULHER TEM ALGO DE ENCANTADO. UM GOSTO REFINADO. DA COLHER DO BOMBOCADO, AO COLHER CADA FLOR, DE PERFUME DELICADO. ADOÇA COM CARINHO O NOSSO PALADAR E ENFEITA COM MUITO AMOR O NOSSO LAR. AGRADECEMOS A CADA DIA Im ag em : S hu tte rs to ck PROJETO DIA DA MULHER POR TÊ-LA AO NOSSO LADO. DESEJAMOS MAIS DE UMA VEZ QUE O PAPAI DO CÉU QUE A FEZ A FAÇA MAIS FELIZ DO QUE POSSA IMAGINAR E RECEBA AÍ, NO SEU LUGAR, UM BEIJINHO CARINHOSO QUE CHEGARÁ PELO AR. MULHER Autora: Izildinha Houch Micheski 16 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas 8 DE MARÇO: UMA CONQUISTA DAS MULHERES Texto: Mariana Almeida Há 40 anos, a ONU (Organização das Nações Unidas) oficializou o Dia Internacional da Mulher, mas desde o século 19 a data já havia se tornado marcante. Tudo começou em 8 de março de 1857, quando operárias de uma indústria têxtil em Nova York protestaram contra as más condições de trabalho às quais eram submetidas. Já em 1908, na mesma data, mulheres se reuniram em Chicago para reivindicar aumento de salários, fim das longas jornadas, direito ao voto e proi- bição do trabalho infantil. Desde 1914, mulheres russas usavam esse dia para protestar contra a Primeira Guerra Mundial, e o auge das ma- nifestações ocorreu em 1917, quando trabalhadoras entraram em greve e saíram às ruas exigindo “Pão e Paz”. Com as consequentes mudanças realizadas no governo após a Revolução Russa, além de contribuírem para a luta pelo fim dos conflitos, as mulheres conquistaram o direito ao voto e puderam se candidatar a cargos políticos naquele país. Mas engana-se quem pensa que 8 de março foi a única data dedicada às mulheres. Em 19 de março de 1911 – 64 anos antes da resolução da ONU –, Áustria, Alemanha, Dinamarca e Suíça passaram a celebrar o Dia Internacional da Mulher. A proposta fora feita pela alemã Clara Zetkin, no ano anterior, durante a Conferência de Mulheres Socialistas. Em 25 de março do mesmo ano, 140 mulheres morreramdurante um incêndio ocorrido em uma fábrica norte-ameri- cana. Por falta de segurança no local, elas ficaram presas e não conseguiram escapar das chamas. Após a tragédia, as condições desumanas de trabalho ficaram ainda mais evidentes nos EUA, e o debate sobre medidas que garantissem o fim da desigualdade e da discriminação se intensificou naquele país. Fontes: Governo Federal (www.brasil.gov.br) e ONU (www.un.org) DIA INTERNACIONAL DA MULHER Materiais: biscoitinhos; chás; cola; figuras de mulheres que desempenharam e desempenham papéis importan- tes na sociedade (a presidente do Brasil Dilma Roussef e a escritora Cecília Meireles, por exemplo); papel kraft ou folhas de papel colorset coloridas; revistas antigas; tesoura com pontas arredondadas. COLOCANDO EM PRÁTICA Em uma roda de conversa, explique para os alunos que o mês de março é cheio de comemorações e dentre elas está “O Dia Internacional da Mulher”. Pergunte-lhes se conhecem ou já ouviram falar de alguma mulher importante. Desenvolva com o grupo uma pesquisa utilizando diversos recursos e proponha fazê-lo também buscando figuras em revistas. Solicite que tra- gam fotografias das mulheres que fazem parte de suas famílias e, se alguém conseguir trazer vídeos obtidos com a colaboração familiar masculina, serão muito bem-vindos, pois a escola pode- rá fazer uma edição para passar o vídeo no telão no dia em que reunir as mulheres para um chá regado a poesia e acompanhado por deliciosos biscoitinhos. Esses comes poderão ser trazidos pe- las crianças ou feitos na escola por elas mesmas em uma cozinha experimental, permitindo que iniciem uma discussão sobre os alimentos saudáveis e aqueles que não são tão saudáveis, mas que podem ser degustados com inteligência. Marque um encontro com as representantes femininas das famílias, de forma que não lhes tome muito tempo, mas que seja significativo para ambas as partes. Prepare com as crianças um jogral para homenagear as mamães, vovós e ti- Fo to : V an de rc y J un io r | P ro du çã o: C ris tia ne B on et o tias. Cada grupo pode decorar um trecho e declamá-lo com um fundo musical. Na abertura, explique para o público femi- nino a razão de estarem ali e que elas foram convidadas para receber uma carinhosa homenagem. Ao encerrar o jogral, as crianças depositam um beijinho na palma da mãozinha e assopram na direção das famílias. Prepare antecipadamente com os alunos uma flor de dobra- dura com um cartão para presentear as mulheres. Finalize oferecendo um chá com música ambiente e passe o vídeo en- quanto batem um papo bem gostoso. Prepare um mural de fotos e recortes com as mulheres ilustres, incluindo cada uma delas, para ser contemplado na saída do evento. Como sempre, faça registros e anota- ções utilizando todos os recursos disponíveis para docu- mentar essas situações de aprendizagem e fortalecimento das dinâmicas familiares no processo de desenvolvimento cognitivo e afetivo. In fa nt il 17WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Todos na mesma canção Mostre às crianças que é possível fazer música a partir de objetivos simples e aproveite para abordar o respeito ao próximo e às diferenças Eixos temáticos: Artes Visuais; Identidade e Autonomia; Linguagens Oral e Escrita; Matemática; e Natureza e Sociedade. Responsável: Selma Russo. Objetivos: Estimular a percepção musical, trabalhar ritmo, som e memória; e desenvolver a linguagem oral, a escrita e a matemática. Idade: a partir de 3 anos. Redação: Jade Barreto. RESPEITO ÀS DIFERENÇAS Materiais: colheres; copinhos de iogurte; lápis de cor; lápis preto; papel sulfite; potinhos de tinta vazios; prendedores de roupa; e tampas de garrafa PET. COLOCANDO EM PRÁTICA Reúna as crianças em uma roda de conversa. Solicite que fechem os olhos e respirem de maneira bem tranquila. Depois, peça que coloquem a mão direita do lado esquerdo do peito para sentirem o coração. Questione-os sobre as ba- tidas e sobre o ritmo que estão sentindo. Pergunte como é, Fo to : R od rig o Es tre lla | Pr od uç ão : C ris tia ne B on et o PROJETO DIVERSIDADE SONORA 18 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas se é rápido ou se é devagar. Repita o tum-tum do batimento cardíaco batendo palmas. Incentive-os a também bater para imitar o ritmo. Questione-os se já perceberam como o nosso coração bate mais rápido quando corremos e mais lento quando estamos parados. Reúna-os antes e depois do recreio para observarem essa diferença, pois normalmente é um momento no qual a criançada se solta, brinca e corre bastante. Então, pergunte se conseguem perceber essa diferença. Ainda na roda de conversa, entregue tampinhas de gar- rafa PET, uma para cada um, e, junto com eles, imite o rit- mo do coração, batendo-as no chão de modo mais lento e também acelerado. Crie uma história, na qual o personagem passa por aven- turas, em que seu ritmo cardíaco se altera, ou por correr, ou por encontrar a namorada, ou por estar passeando bem cal- mamente pelo parque. Simule com as crianças as batidas do coração do personagem, batendo a tampinha de PET no chão. Incentive-os a participar da história, sugerindo situações. Entregue-lhes folhas de papel sulfite, lápis preto e de cor, e peça que desenhem um trecho da história de que mais gostaram e contem para os demais colegas. Em outro momento, reúna as crianças e traga para a roda de conversa objetos variados em número suficiente para que cada aluno tenha um, como tampinhas de garrafa PET, prende- dores de roupas, potinhos de tinta vazios, copinhos de iogurte, colheres etc. Dê um objeto igual para cada criança. Fale para ficarem bem atentos ao som que os objetos, que têm em mãos, farão ao serem batidos no chão. Bata um por vez e solicite que as crianças façam o mesmo. Combine que ora só as meninas batem, ora só os meninos, ora todos juntos. Cante junto com as crianças uma música já conhecida por eles e introduza as batidas dos objetos. Trabalhe primeiramente com um único objeto, acompa- nhando a música, depois mais um e assim por diante, pro- porcionando sons diferentes dentro da mesma canção. Após alguns ensaios conte, junto com as crianças, quantos objetos diferentes fazem parte dessa “orquestra”. Nomeie com eles cada um dos objetos e quem os tocou, criando uma lista co- letiva que pode ser feita na lousa. Conduza os alunos a perceberem que muitos ob- jetos diferentes participam da mesma música. Para que observem orquestras e gru- pos instrumentais, propor- cione recortes, fotos, sites da internet, livros, filmes, CDs, DVDs, desenhos animados, entre outros recursos, nos quais a diversidade de instru- mentos participantes de uma mesma música pode ser vista e ao mesmo tempo ouvida. Leve-os a perceber que, assim como vários objetos diferentes tocam juntos, fazendo belas músicas, convivemos com pessoas diferentes, com ca- racterísticas diferentes, mas que todos nós fazemos parte do mesmo universo. E, assim como muitos instrumentos podem tocar em uma mesma orquestra sem brigas, nós também podemos viver em harmonia, respeitando uns aos outros, como se fizéssemos parte de uma grande orquestra, na qual há instrumentos maio- res, outros menores, uns feitos de metal, outros de madeira, mas todos possuem o mesmo valor e devem ser respeitados. Trabalhe gêneros e estilos de músicas diferentes, ampliando o repertório e a percepção das crianças. Adapte o projeto conforme a maturidade e a necessidade dos alunos, fracionando o tempo para que não se cansem nem percam o interesse pela atividade. O trabalho com a música desenvolve as crianças em todos os aspectos. Além disso, aquelas com necessidades especiais, como surdez, podem ser muito beneficiadas com esse tipo de atividade. Durante todo o projeto, anote as falas das crianças, suas observações, o comportamento diante de questionamentos, a espera, o conhecimento prévio, o desenvolvimento durante o projeto, as dificuldades e tudo o queachar importante. A ob- servação atenta do professor e as anotações servem de guia para ajustes nos próximos projetos e para o acompanhamento do desenvolvimento das crianças, propiciando intervenção rá- pida quando necessário. Ilu st ra çã o: S hu tte rs to ck Fo to : S hu tte rs to ck In fa nt il 19WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas 1 2 3 4 PAU DE CHUVA Materiais: alicate; cola para isopor; espiral de caderno; fita adesiva; papel color set nas cores amarela, azul e vermelha; pedrinhas de aquário; tesoura com pontas arredondadas; e tubo de papelão. PASSO A PASSO FEITO PELO EDUCADOR E PELOS ALUNOS Criação e produção: Selma Russo | Redatora: Mariângela Fausto | Foto: André Wittner 1 2 CUIA Materiais: cola para isopor; fita adesiva na cor amarela; furador de papel; garrafa PET de 2 litros; papel color set nas cores ama- rela, azul e rosa; e tesoura com pontas arredondadas. PASSO A PASSO FEITO PELO EDUCADOR E PELOS ALUNOS Criação e produção: Selma Russo | Redatora: Mariângela Fausto | Foto: André Wittner 1. Com a tesoura, corte o fundo da garrafa. Deixe a peça com aproximadamente 10 cm de altura. 2. Corte um pedaço da fita adesiva e envolva toda a borda da garrafa para que não machuque as mãos das crianças. 3. Com o furador de papel, faça furos no papel color set, criando bolinhas coloridas. 4. Peça para as crianças fixarem, com a cola, as bolinhas na garrafa PET. 1. Com a cola, encape o tubo de papelão com o papel color set vermelho. Recorte uma tira de 2 cm de papel color set amarelo. Faça o mesmo com o color set azul. Cole uma tira em cada ponta do tubo. 2. Para fazer o fundo, use a extremidade do tubo como molde e recorte um círculo no papel color set azul. Peça a ajuda das crianças para fixar o recorte no tubo com a cola de isopor. 20 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas 3 4 3. Pegue uma espiral inteira, dobre as pontas com o alicate e as proteja com a fita adesiva para não machucar as mãos das crianças. Entregue o espiral às crianças para que coloquem-no dentro do tubo. Dê preferência para os espirais de diâmetros maiores. 4. Peça que coloque as pedrinhas de aquário dentro do tubo. 5. Faça um círculo, como feito no passo 2, e feche o tubo. 5 TAMBOR Materiais: garrafa PET de 5 litros; e tinta acrílica nas cores amarela, azul e vermelha. PASSO A PASSO FEITO PELOS ALUNOS Criação e produção: Selma Russo | Redatora: Mariângela Fausto | Foto: André Wittner 1. Peça que as crianças pintem a garrafa com a ponta do dedo indicador. Deixe secar por duas horas. INSTRUMENTOS SUSTENTÁVEIS Materiais: instrumentos confeccionados com as crianças: cuia, pau de chuva e tambor. COLOCANDO EM PRÁTICA Faça previamente os instrumentos sugeridos nas ativida- des anteriores e leve-os à sala de aula para que as crianças possam observá-los. Convide-as a confeccionarem outras peças como essas. Outros instrumentos simples feitos de materiais descartados também podem ser feitos, como cho- calhos de latinha de alumínio ou de garrafa de refrigerante. As tampas de panelas velhas, que não são mais utili- zadas, também podem virar instrumentos musicais. Pes- quise e use a criatividade para produzir mais instrumentos e compor essa “orquestra”. Solicite o auxílio das famílias para que enviem os materiais para a confecção das peças. Faça uma lista do que vai ser necessário e peça aos pais em forma de bilhete. Divida a turma em pequenos grupos e separe os materiais para que confeccionem um instrumento por vez. Oriente- os e faça intervenções quando necessário, incentivando-os e oportunizando a participação de todos na atividade. Quando as peças estiverem prontas, ensaie com as crian- ças uma música. Não se esqueça de dividir o tempo das ati- vidades, tanto a de confecção das peças como o ensaio, para não cansar as crianças.1 In fa nt il 21WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas Ano: 5° Disciplinas: História, Geografia, Ciências, Matemática e Língua Portuguesa. Objetivos: refletir sobre a necessidade de uso racional dos recursos naturais; estimular práticas de preservação do meio ambiente em ações cotidianas; desenvolver habilidades de trabalho em grupo; utilizar a pesquisa como instrumento de ampliação de conhecimento e de verificação de hipóteses; e produzir materiais de estudo e de divulgação a partir de diferentes meios, tecnológicos ou não. Orientação pedagógica: Colégio Rio Branco – Unidade Granja Viana Coordenadoria: Maria Isabel Simon, Sandra Regina Carlini e Maria Cristina Fernandes Professoras responsáveis: Elis Regina da Silva Ferraz, Cristina Freiria, Ieda Gaspar e Simone Novello Dia Mundial da Água DIA MUNDIAL DA ÁGUA Veja as sugestões de atividades para celebrar a data com conscientização e atitude Há alguns anos, os professores do Colégio Rio Branco, de São Paulo (SP), vêm realizando projetos de conserva- ção de energia e água, os chamados PCEAs, com todas as turmas do Ensino Fundamental I. Mas é somente no 5° ano que se pode ir um pouco além e apro- fundar o tema em sala. Veja algumas su- gestões da escola para trabalhar a neces- sidade do combate ao desperdício e enri- queça as comemorações do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. Fo to : C am ila C al ic ch io / P ro du çã o: C ris tia ne B on et o 22 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas CONHECIMENTO PRÉVIO COLOCANDO EM PRÁTICA Antes de iniciar o projeto, é importante fazer um levantamento dos conhecimentos que a turma já possui sobre a neces- sidade de conservação da água e da energia do planeta. Pergunte se eles têm consciência da importância de economizar os re- cursos naturais e se acreditam que seu comportamento no dia a dia, em casa e na escola pode ser considerado ecologicamente correto. Use o conceito dos três Rs (reciclar, reutilizar e reaproveitar) para direcionar melhor a conversa. É importante trocar experiências para que cada um perceba que sempre há mais a ser feito pelo meio ambiente e que adotar determinadas práticas pode não ser tão difícil quanto parece. CONSCIENTIZAÇÃO Materiais: ficha contendo dicas de economia (pronta na folha de moldes); e tesoura com pontas arredondadas. COLOCANDO EM PRÁTICA Reproduza a ficha com dicas de economia de água e energia, disponível na folha de moldes, de maneira que cada aluno receba uma cópia. Comente cada tópico e compare, junto à turma, com as informações discutidas na atividade anterior. Será que estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance? Lance a questão em sala e proponha a criação de cartazes, jornais, histórias em qua- drinhos, músicas, poemas e boletins informativos para sensibilizar os outros estudantes do colégio, além de todos os funcionários da instituição, chamando a atenção para o tema. É necessário que eles aprendam sobre a importância dos diferentes gêneros textuais e dos meios de comunicação como fonte de orien- tação e conscientização da população para a preservação do meio ambiente. ECONOMIZE JÁ! • Não demore no banho. • Procure usar o chuveiro com a chave na posição “verão”. • Aproveite a água da chuva para lavar o quintal e a calçada. • Feche a torneira enquanto escova os dentes. • Tente manter a temperatura adequada para passar cada um dos diferentes tipos de tecido. • Não deixe aparelhos eletrônicos no modo stand-by. • Evite deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo. • Apague a luz ao deixar um cômodo onde não haja mais ninguém, seja em casa ou na escola. • Espere acumular bastante roupa para usar a máquina de lavar e o ferro de passar o mínimo possível. Moldes Ilu st ra çõ es : A rle te S ca nt am bu rlo Im ag em : D iv ul ga çã o Fu nd am en ta l 1 Fo to : D iv ul ga çã o 23WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas COMPARAR O CONSUMO COLOCANDO EM PRÁTICA Solicite aos alunos que verifiquem com seus pais os gastos de ener- gia e água observados em suas casas nos três meses anteriores. Oriente cada criança no desenvolvimentode um gráfico contendo as informa- ções. Sem identificar os trabalhos, reúna-os e peça que os dados sejam comparados. Questione o grupo sobre quem consumiu mais energia e água e destaque também o aspecto do gasto financeiro. Estimule as crianças a pensar sobre quais as atitudes que podem ter levado ao de- sempenho mostrado nos gráficos, quantas pessoas elas acreditam que morem nessas residências e que dicas dariam aos moradores que não estão conseguindo economizar. DIA MUNDIAL DA ÁGUA COLOCANDO EM PRÁTICA No dia 22 de março, reúna em um mesmo espaço os trabalhos de conscientização sobre consumo desenvolvidos por todas as salas e incentive a troca de experiências. É interessante, inclusive, que os pais tenham acesso a esse material, tanto para conhecerem as atividades desenvolvidas pelos filhos como também para aprenderem mais sobre práticas econômicas e preservação de recursos naturais. PARA CANTAR JUNTO Confira o rap desenvolvido por uma turma de 5° ano do Colégio Rio Branco e mostre-o aos seus alunos, para inspirá-los. JOGRAL DIVERTIDO DA ÁGUA O que vamos comemorar no dia 22? O Dia Mundial da Água. O que você tem para me dizer? Que sem a água não podemos viver. E para a água não acabar? Devemos economizar. Como deve ser o banho? Não podemos demorar. E para lavar as mãos? Fechar a torneira para ensaboar. E para limpar nossa casa? A vassoura devemos usar. Entenderam a lição? Prestamos muita atenção. E para a água, nada? Tudo! Então como é que é? Ilu st ra çõ es : S hu tte rs to ck Ilu st ra çõ es : S hu tte rs to ck 24 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas O FIM DAS GELEIRAS? Maior reservatório de água doce do mundo, ocupando 10% da área da Terra, o gelo das geleiras resulta da precipi- tação da neve acumulada ao longo de milhões de anos. Na Antártida – continente mais frio do planeta, com tempe- raturas que chegam a -68 °C no inverno –, elas atingem 5 km de espessura. Os números chamam a atenção, porém o conti- nente não passa ileso às mudanças climáticas. Muito pelo contrário. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Antártida é o ecossistema mais frágil de que se tem notícia, reagindo imediata- mente aos fenômenos naturais. Para se ter uma ideia, só nos últimos 50 anos, foi registrado um aumento de 2°C na temperatura local, o que representa quatro ve- zes mais do que a média mundial. E de que maneira isso nos impacta? A grande varia- ção de temperatura já levou ao derretimento de mais de 15 mil km³ de gelo, causando a elevação gradual do ní- vel da água do mar, que poderia chegar a 60 m caso os 25 milhões de km³ de gelo da Antártida se dissolvessem integralmente. Para entender o tamanho da tragédia, bas- ta imaginar que a medida corresponde à altura de um pré- dio de cerca de 20 andares, ou seja, se não conseguirmos barrar o aquecimento global, a vida de muitas espécies de plantas e animais, inclusive o homem, continuará seria- mente ameaçada. COLOCANDO EM PRÁTICA Comece a discussão com a seguinte pergunta: “O que é energia?”. Ouça as opiniões dos alunos e pergunte quais os tipos utilizados em nosso dia a dia e, em seguida, quais as principais fontes de energia das quais dependemos. A par- tir dessa listagem, proponha que os estudantes, em grupos, iniciem uma pesquisa (sempre na escola e durante as aulas) para compor o trabalho que será apresentado aos demais co- legas. Cada equipe deverá escolher uma ferramenta (livros de Ciências, internet, entrevistas com professores etc.) a ser uti- lizada. Direcione a pesquisa, indicando sites, textos e livros, e escrevendo os seguintes tópicos na lousa: • Tipo de energia • Principais características • Vantagens e desvantagens • Situação desse tipo de energia no Brasil • Imagens • Outras observações ENERGIA: DE ONDE VEM E PARA ONDE VAI? Materiais: livros de Ciências e computador. Fo to : S hu tte rs to ck Fu nd am en ta l 1 25WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas VÁRIOS RIOS EM UM COLOCANDO EM PRÁTICA É importante trabalhar em sala questões referentes à região em que as crianças vivem. No caso do Colégio Rio Branco, o projeto abordou a problemática do rio Tietê, que conta com di- versas usinas hidrelétricas ao longo de seus mais de 1.000 km, que cortam boa parte do Estado de São Paulo. Uma curiosidade é que, ao contrário de muitos rios, este corre na direção do inte- rior do continente – mesmo nascendo a apenas 22 km do litoral –, o que ocorre devido à barreira formada pela Serra do Mar. Algumas questões a serem investigadas com o grupo dizem respeito à importância econômica do rio, que, para muitos, passa despercebida. Isso porque, no trecho em que atravessa a capital paulista, o Tietê encontra-se totalmente poluído e sem vida. No entanto, ele é responsável pela geração de energia elétrica e pela circulação de mercadorias e pessoas em alguns trechos, como na cidade de Barra Bonita, no centro do estado. No local, existe uma eclusa – espécie de elevador para embarcações, que permite a continuação da navegação por diferentes níveis do rio – exce- lente dica de passeio para se fazer com a turma. Neste projeto pedagógico especificamente, os alunos visi- taram a nascente do rio, que fica a menos de 1 hora da capital paulista. Você pode fazer algo semelhante na sua região. Ao Parque Ecológico do Tietê Endereço: Rua Guira Acangatara, 70 – São Paulo (SP) Eclusa de Barra Bonita Endereço: Rodovia Jaú – São Manuel, s/ nº – Barra Bonita (SP) Usina Parque de Salesópolis Nascente do rio Tietê, em Salesópolis (SP) FICA A DICA Aproveite a oportunidade para mostrar os principais problemas do Tietê por meio dos vídeos da série de reportagens Flutuador, produzida pela Rede Globo. Site: http://g1.globo.com/sao-paulo/flutuador Im ag en s: D iv ul ga çã o chegar ao local, peça para os alunos falarem sobre os princi- pais fatores que acreditam ser responsáveis pela degradação de um rio que, em seu trecho inicial – como poderão conferir – é límpido. Peça para os alunos fotografarem a pequena nas- cente, com suas câmeras ou telefones celulares, para poderem mostrar às suas famílias a forma surpreendente como nasce o gigantesco rio. No caso do Tietê, vale passar pela Usina Parque de Salesópolis, a mais antiga do rio – construída em 1912 –, onde existem trilhas e um museu com atrações relacionadas à usina, ao rio e à biodiversidade da região. A usina também conta com o Espaço Energia, que mostra aos visitantes como a energia é gerada e incentiva o consumo racional por meio de atividades lúdicas e experiências. Na visita ao reservatório, fale aos alunos sobre a importância da água e da biodiversidade da região para a geração de energia. No retorno a São Paulo, a dica é fazer uma parada no Parque Ecológico do Tietê. Ali, os alunos podem aprender sobre a fauna e a flora da região pela trilha ecológica, onde entendem a importância da preservação do meio ambiente e têm a oportunidade de plantar mudas de árvores. Usina Parque de Salesópolis Endereço: Estrada dos Freires ou Contorno da Barragem, km 6 – Salesópolis (SP) Nascente do rio Tietê Endereço: Estrada do Pico Agudo, km 6 – Salesópolis (SP) 26 WWW.REVISTAONLINE.COM.BR Telegram @clubederevistas FEIRA CULTURAL COLOCANDO EM PRÁTICA Peça para que, em grupos, os alunos organizem a apresen- tação de um dos temas trabalhados durante o projeto, como a economia da água, a importância do rio Tietê, o derretimento das geleiras, as fontes de energia e a economia de energia. Entre os produtos finais já elaborados pelos alunos do Rio Branco estão ideias bastante interessantes, que você também pode propor em sala, como um teste de cidadania (abordando a questão do consumo), uma maquete do curso do Tietê, uma simulação da nascente do rio e uma árvore desenvolvida em sala com mensagens de conscientização de cada integrante do grupo, além de cartazes e folhetos com textos e imagens, apresentações em Powerpoint com dados, ilustrações e fotos