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☞E19-Biossinalização Disciplina: Fundamentos de Bioquímica Docente: Nara Ballaminut Princípios gerais da comunicação celular • Organismos unicelulares • células respondem a estímulos do meio → disponibilizados oxigênio, nutrientes, etc. • Organismos multicelulares • células enviam sinais umas às outras mediante centenas de tipos de moléculas extracelulares . 10:51 Princípios gerais da comunicação celular 1. Ação de estimular a célula do exterior = INDUÇÃO • Mediação por uma substância indutora = LIGANTE • Célula que produz o ligante é a CÉLULA INDUTORA ou SINALIZADORA • Célula que o recebe é a CÉLULA INDUZIDA ou CÉLULA-ALVO 2. O ligante interage com a célula-alvo mediante um RECEPTOR (específico) • Proteína ou Complexo Proteico • Localizado no citosol ou na membrana plasmática da célula-alvo. Princípios gerais da comunicação celular 1. Se o receptor estiver no citosol → ligante deve ser pequeno e hidrófobo • Porque deve atravessar a membrana plasmática da célula-alvo. 2. Se o receptor for de membrana → não interessa o tamanho do ligante nem que seja hidrófobo. Princípios gerais da comunicação celular 1o mensageiro Transdução de sinal Maneira pela qual a célula recebe um determinado tipo de sinalização e o transmite para diversas vias: Tais vias poderão ser novamente transformadas até chegar a função efetora → dividir, proliferar, morrer, etc. 10:51 Integração da sinalização intracelular Receptores celulares específicos são responsáveis em disparar processos celulares, conforme a disponibilidade de moléculas executoras. Diferentes respostas por tipo de célula 1. Célula responde a um conjunto limitado de sinais - depende das suas moléculas efetoras; 2. Diferentes respostas induzidas pelo neurotransmissor acetilcolina; 3. Tipos celulares diferentes são especializados para responder de maneiras diferentes à acetilcolina. Sinalização celular Moléculas-sinal extracelulares → 1º Mensageiro → Receptores específicos Secreção • Maioria por exocitose; • Algumas por difusão através da membrana plasmática; • Outras ficam expostas ao meio extracelular, mas permanecem ligadas a superfície da célula sinalizadora → proteínas de membrana. Emissão do sinal 1. Independente da natureza do sinal, a célula-alvo responde por meio do RECEPTOR • Local onde a molécula sinalizadora se liga de forma específica iniciando uma resposta nas células- alvo; 2. Alta especificidade; 3. Proteínas modulares. A sinalização endócrina: → Longas distâncias → Lenta Ex: hormônios - liberados na corrente sanguínea A sinalização sináptica ou neuronal: → Longas distâncias → Rápida Ex: informação por impulsos elétricos A sinalização parácrina: → entre células muito próximas → feita por moléculas de difusão restrita A sinalização dependente de contato → somente entre células em contato Ex: membrana-membrana 10:51 Tipos de sinalização Sinalização a longa distância 10:51 Sinalização autócrina Tipo de indução na qual o LIGANTE é segregado e recebido pela própria célula.⇥ → Indução autócrina → ocorre durante algumas respostas imunes Tipos de sinalização Tipos de sinalização em relação a distância Velocidade de resposta As respostas podem ser lentas e rápidas a um sinal extracelular. Determinados tipos de respostas celulares induzidas por um sinal: 1. O aumento do crescimento e a divisão celular, envolve mudanças na expressão gênica e a síntese de novas proteínas: a. Portanto elas ocorrem lentamente, iniciando, com frequência, 1 hora ou mais após a chegada do sinal. 2. As mudanças no movimento, na secreção, ou no metabolismo celular – não requerem o envolvimento de alterações na transcrição de genes: a. Por isso são muito mais rápidas, tendo início em segundos ou minutos. 10:51 Proteínas de sinalização São comutadores moleculares. Recebem o sinal e mudam sua conformação de inativa para ativa • Até que o processo desligue → tornando-a inativa novamente. Duas classes de comutadores moleculares operam na via de sinalização intracelular: • Dependem da perda ou do ganho de grupos fosfato para ativar/desativar. (A) Uma proteína-cinase adiciona covalentemente um fosfato do ATP à proteína sinalizadora, e uma proteína-fosfatase remove o fosfato. Apesar de não estarem representadas na figura, diversas proteínas são ativadas por desfosforilação e não por fosforilação. Proteínas de sinalização intracelular Formam uma rede funcional e podem: 1. Transmitir a mensagem para o próximo componente da cadeia de sinalização; 2. Atuar como suporte para reunir proteínas sinalizadoras; 3. Transformar o sinal em outra forma para passá-lo adiante; 4. Amplificar o sinal que recebe ⇢ etapas de amplificação múltiplas → cascata de sinalização; 5. Receber sinais de 2 ou + vias de sinalização e os integrar antes de transmiti-lo; 6. Propagar o sinal de uma via para outra; 7. Regula a intensidade de sinal ao longo da via. 10:51 Receptores nucleares Proteínas reguladoras gênicas moduladas por ligantes: Se ligam a sequências específicas de DNA adjacentes aos genes regulados pelo ligante: 1. Outros entram no núcleo somente após a interação com o ligante; 2. Ainda outros ligam-se ao DNA no núcleo, mesmo na ausência do ligante. 1. A interação com o ligante altera a conformação do receptor; 2. Causa a dissociação do complexo inibidor e a ligação do receptor a proteínas co-ativadoras; 3. Essas proteínas estimulam a transcrição gênica. Classes de receptores de superfície celular Divididos pelo mecanismo de transdução: 1. Receptores associados a canais iônicos; 2. Receptores associados a proteínas G; 3. Receptores associados a enzimas. Sinalização neural: comunicação sináptica • A função da sinapse → transformar um sinal elétrico (impulso nervoso) do neurônio pré-sináptico em um sinal químico: ⇒ que atua na célula pós-sináptica • A maioria das sinapses transmite informações por meio da liberação de neurotransmissores. • Neurotransmissores → substâncias que, quando se combinam com proteínas receptoras, abrem ou fecham canais iônicos: • são mensageiros químicos que não agem diretamente sobre as sinapses; • modificam a sensibilidade neuronal aos estímulos sinápticos excitatórios ou inibitórios. Sinalização neural: comunicação sináptica • A sinapse se constitui-se por: • 1 terminal axônico ⇒ terminal pré-sináptico • que leva o sinal a uma região na superfície da outra célula; • em que se gera um novo sinal ⇒ terminal pós-sináptico. • Geralmente, os neurotransmissores são sintetizados no corpo do neurônio e armazenados em vesículas no terminal pré-sináptico: • sendo liberados na fenda sináptica por exocitose → durante a transmissão do impulso. Despolarização de membrana Abertura dos canais iônicos Influxo de cátions promove a exocitose das vesículas sinápticas com os neurotransmissores Recuperação da membrana neurotransmissores interagem com os receptores promove a despolarização da membrana pós sináptica Sinalização neural: potencial de membrana • A membrana plasmática do axônio bombeia Na+ para fora do axoplasma: • [ Na+ ] interna é 1/10 da [ Na+ ] no fluido extracelular; • [ K+ ] é mantida muito mais alta internamente, do que no fluido extracelular; • Potencial de repouso da membrana: • diferença de potencial de - 65 mV através da membrana (interior negativo em relação ao exterior); • Neurônio estimulado 1. Os canais iônicos se abrem; 2. Ocorre um rápido influxo do Na+ extracelular; 3. Esse influxo modifica o potencial de repouso (de - 65 mV para +30 mV); 4. Interior do axônio se torna positivo • em relação ao meio extracelular; 5. Origina o potencial de ação (ou impulso nervoso); 7. O potencial de +30 mV fecha os canais de Na+ • membrana axônica se torna novamente impermeável a este íon; 8. A abertura dos canais de K+ que modifica essa situação iônica • este íon sai do axônio; • potencial de membrana volta a- 65 mV; 9. Termina o potencial de ação. • O potencial de ação se propaga ao longo do axônio. https://www.youtube.com/watch?v=GAU4r0XleRU https://www.youtube.com/watch?v=GAU4r0XleRU ☞E20-Regulação Hormonal Metabolismo dos carboidratos ➊ A glicose-6-fosfato é desfosforilada pela glicose-6-fosfatase produzindo glicose livre, que é exportada para repor a glicose sanguínea. • A exportação quando a via de escolha quando a quantidade de G6P é limitada, porque a concentração da glicose sanguínea deve ser mantida suficientemente alta (4mM) 🡺 energia cérebro e outros tecidos; ➋ Quando a G6P não é imediatamente necessária para formar a glicose sanguínea 🡺 convertida em glicogênio hepático; ➌ A G6P pode ser oxidada para produzir energia a partir da Glicólise, ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa; 4 O excesso de G6P serve como precursor para a síntese de lipídios: AG, que são incorporados em TAG, fosfolipídios e colesterol; ➎ A G6P entra na via das pentose fosfato 🡺 forma precursores para biossíntese de AG, colesterol e nucleotídeos. Metabolismo dos carboidratos ➊ São precursores para a síntese proteica, uma vez que o fígado repõe constantemente suas proteínas, que têm uma taxa de renovação relativamente alta (meia-vida média de horas a dias), sendo também o local de biossíntese da maioria das proteínas plasmáticas; ➋ Alternativamente, os aminoácidos passam via corrente sanguínea para outros órgãos, onde são usados na síntese das proteínas teciduais; ➌ Outros aminoácidos são precursores na biossíntese de nucleotídeos, hormônios e outros compostos nitrogenados no fígado e em outros tecidos; Metabolismo dos aminoácidos 4a Os aminoácidos não utilizados como precursores biossintéticos são transaminados ou desaminados e degradados para gerar piruvato e intermediários do ciclo do ácido cítrico, com vários destinos; 4b A amônia liberada é convertida em ureia, um produto de excreção; ➎ O piruvato pode ser convertido em glicose e glicogênio pela gliconeogênese, ou; ➏ pode ser convertido em acetil-CoA, que tem vários destinos possíveis: Metabolismo dos aminoácidos Metabolismo dos aminoácidos ➐ oxidação via ciclo do ácido cítrico e ➑ fosforilação oxidativa para produzir ATP, ou ➒ conversão em lipídeos para armazenamento; ➓ Os intermediários do ciclo do ácido cítrico podem ser desviados para a síntese de glicose pela gliconeogênese. O fígado também metaboliza os aminoácidos que provêm intermitentemente de outros tecidos. O sangue é suprido adequadamente com glicose logo após a digestão e a absorção dos carboidratos da dieta ou, entre as refeições, pela conversão do glicogênio hepático em glicose sanguínea. Durante o intervalo entre as refeições, especialmente se for prolongado, algumas proteínas musculares são degradadas em aminoácidos, que doam seus grupos amino (por transaminação) para o piruvato, o produto da glicólise, formando alanina 🡺 que 11 é transportada para o fígado e desaminada. Os hepatócitos convertem o piruvato resultante em glicose sanguínea (via gliconeogênese ➎), e a amônia em ureia para excreção. 4bUma vantagem deste ciclo glicose-alanina é amenizar flutuações nos níveis de glicose sanguínea nos intervalos entre as refeições. O déficit de aminoácidos imposto aos músculos é suprido após a próxima refeição pelos aminoácidos da dieta. Metabolismo dos aminoácidos Metabolismo dos lipídios • Os ácidos graxos componentes dos lipídeos que chegam aos hepatócitos também têm vários destinos: ➊ Alguns são convertidos em lipídeos hepáticos; ➋ Na maior parte das vezes, os ácidos graxos são o principal combustível oxidativo no fígado. Ácidos graxos livres podem ser ativados e oxidados para gerar acetil-CoA e NADH. ➌ A acetil-CoA é posteriormente oxidada no ciclo do ácido cítrico, e ➍ as oxidações no ciclo promovem a síntese de ATP por fosforilação oxidativa; Metabolismo dos lipídios ➎ O excesso de acetil-CoA, não requerido pelo fígado, é convertido em acetoacetato e b-hidroxibutirato; esses corpos cetônicos circulam pelo sangue para outros tecidos, para serem usados como combustível para o ciclo do ácido cítrico. Os corpos cetônicos, ao contrário dos ácidos graxos, podem atravessar a barreira sangue-cérebro, fornecendo ao cérebro uma fonte de acetil-CoA para oxidação geradora de energia. Os corpos cetônicos podem suprir uma fração significativa da energia em alguns tecidos extrahepáticos – até um terço no coração, e em torno de 60 a 70% no cérebro durante jejum prolongado; ➏ Uma parte da acetil-CoA derivada dos ácidos graxos (e da glicose) é usada na biossíntese de colesterol, que é necessário para síntese de membranas. O colesterol também é o precursor de todos os hormônios esteroides e dos sais biliares, essenciais para a digestão e a absorção de lipídeos; Os outros dois destinos metabólicos dos lipídeos envolvem mecanismos especializados para o transporte de lipídeos insolúveis pelo sangue: ➐ Os ácidos graxos são convertidos em fosfolipídeos e TAG de lipoproteínas plasmáticas, que transportam os lipídeos para o tecido adiposo para serem armazenados; ➑ Alguns ácidos graxos livres são ligados à albumina sérica e transportados para o coração e para os músculos esqueléticos, que os captam e oxidam como um importante combustível. A albumina é a proteína plasmática mais abundante; uma molécula pode transportar até 10 moléculas de ácidos graxos livres. Metabolismo dos lipídios Metabolismo dos AG no fígado • O fígado 🡺 centro de distribuição do organismo: 1. exportando nutrientes nas proporções corretas para outros órgãos; 2. reduzindo as flutuações no metabolismo causadas pela ingestão intermitente de alimento e; 3. processando o excesso de grupos amino em ureia e outros produtos para serem eliminados pelos rins. Metabolismo • Os adipócitos armazenam os TAG que vêm do fígado (transportados no sangue como VLDL) e do trato intestinal (transportados em quilomicra), particularmente após uma refeição rica em gordura. • Quando aumenta a demanda por combustível (jejum), as lipases dos adipócitos hidrolisam os TAG armazenados, liberando AG livres, que podem se deslocar pela corrente sanguínea para o músculo esquelético e o coração. • A liberação dos AG dos adipócitos é aumentada pela adrenalina: • Que dá às lipases específicas para tri-, di-, e monoglicerídeos acesso aos triacilgliceróis na gota lipídica. • A lipase sensível a hormônio também é estimulada (por fosforilação), mas esta não é a principal causa do aumento da lipólise. • A insulina contrabalança o efeito da adrenalina, reduzindo a atividade da lipase. Hormônios – comunicação entre células e tecidos • A coordenação do metabolismo nos órgãos separados dos mamíferos é alcançada pela sinalização hormonal e neuronal. • Células individuais num tecido sentem uma alteração nas circunstâncias do organismo e respondem secretando um mensageiro químico extracelular: • As células endócrinas secretam hormônios • Os neurônios secretam neurotransmissores. • O mensageiro extracelular passa a uma outra célula, onde se liga a uma molécula receptora específica: • Desencadeia uma alteração na atividade da segunda célula. 12:12 • Na sinalização neuronal o mensageiro químico neurotransmissor: • Pode viajar apenas uma fração de um micrômetro - através da fenda sináptica • Na sinalização endócrina os hormônios são transportados rapidamente no sangue - entre órgãos e tecidos distantes: • Podem viajar 1m ou mais - célula alvo. • Os hormônios controlam não apenas diferentes aspectos do metabolismo, mas também outras funções: • Motilidade do trato gastrointestinal • Secreção de enzimas digestivas • Atividade em sistemas reprodutores • Entre outros 12:12 Hormônios – comunicação entre células e tecidos Sinalização neuroendócrina • (a) Na sinalização neuronal, sinais elétricos (impulsos nervosos) se originam no corpo celular de um neurônio e se propagam muito rapidamentepor longas distâncias até a extremidade do axônio, onde os neurotransmissores são liberados e se difundem para a célula-alvo. A célula-alvo (outro neurônio, um miócito ou uma célula secretora) está a uma distância de apenas uma fração de micrômetro ou poucos micrômetros do local de liberação do neurotransmissor. • (b) Na sinalização endócrina, os hormônios (tais como insulina produzida nas células b pancreáticas) são secretados para a corrente sanguínea, que os transporta pelo corpo até os tecidos-alvo, que podem estar a uma distância de um metro ou mais da célula secretora. Tanto os neurotransmissores quan- to os hormônios interagem com receptores específicos na superfície ou no interior de suas células-alvo, desencadeando as respostas. Classes de hormônios • Os hormônios também podem ser classificados pelo trajeto que fazem desde o ponto de liberação até as células-alvo. • Os hormônios endócrinos são liberados no sangue e transportados para as células-alvo por todo o corpo: • A insulina e o glucagon são exemplos. • Os hormônios parácrinos são liberados no espaço extracelular e difundem-se para células-alvo vizinhas: • Os hormônios eicosanoides são desse tipo. • Os hormônios autócrinos afetam a mesma célula que os libera, ligando-se a receptores na superfície celular. 1. Hormônios peptídeos • Existem ainda classes quimicamente distintas de hormônios: 1. Hormônios peptídeos podem ter de 3 a 200 resíduos de aminoácidos: • Incluem todos os hormônios do hipotálamo, da hipófise e os hormônios pancreáticos (insulina, glucagon e somatostatina); o hormônio paratireoideo calcitonina e todos os hormônios do hipotálamo e da hipófise. Esses hormônios são sintetizados na forma de proteínas precursoras mais longas (pró-hormônios), sendo então acondicionados em vesículas secretoras e processados proteoliticamente para formar os peptídeos ativos. 14:13 14:13 Insulina - uma pequena proteína sintetizada no pâncreas como um precursor inativo (pré-pró-insulina) Quando a concentração de glicose sanguínea se eleva; Desencadeia a secreção da insulina - a pró insulina é convertida em insulina ativa por uma peptidase específica, que cliva 2 ligações peptídicas; Formando a molécula de insulina madura. 1. Hormônios peptídeos 2. Hormônios catecolamínicos • Os compostos hidrossolúveis adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina) são catecolaminas, assim denominadas devido ao composto catecol, estruturalmente relacionado. • São sintetizadas a partir da tirosina. • As catecolaminas produzidas no cérebro e em outros tecidos neurais atuam como neurotransmissores, mas a adrenalina e a noradrenalina também são hormônios, sintetizados e secretados pelas glândulas suprarrenais. • À semelhança dos hormônios peptídicos, as catecolaminas encontram- -se altamente concentradas nas vesículas secretoras, são liberadas por exocitose e atuam por meio de receptores de superfície para gerar segundos mensageiros intracelulares. • Eles controlam uma ampla variedade de respostas fisiológicas ao estresse agudo . 3. Hormônios eicosanoides • Os hormônios eicosanoides (prostaglandinas, tromboxanos e leucotrienos) são derivados do araquidonato, ácido graxo poli-insaturado de 20 carbonos. • Ao contrário dos hormônios descritos anteriormente, eles não são sintetizados previamente e armazenados; quando necessários, são produzidos a partir do araquidonato, que é liberado enzimaticamente dos fosfolipídeos de membrana pela fosfolipase A 2 . • As enzimas da via que leva às prostaglandinas e aos tromboxanos estão amplamente distribuídas nos tecidos dos mamíferos; • A maioria das células pode produzir estes sinais hormonais, e as células de muitos tecidos podem responder a eles por meio de receptores específicos na membrana plasmática. • Os hormônios eicosanoides são hormônios parácrinos, secretados no fluido intersticial (não no sangue), e agem em células próximas. 4. Hormônios esteroides • Os hormônios esteroides (hormônios adrenocorticais e sexuais) são sintetizados em vários tecidos endócrinos a partir do colesterol. • Deslocam-se até suas células-alvo pela corrente sanguínea, ligados a proteínas carregadoras. • No córtex suprarrenal são produzidos mais de 50 hormônios corticosteroides, por rea-õ̧es que removem a cadeia lateral do anel D do colesterol e introduzem oxigênio, formando grupos cetona e hidroxil. • Todos os hormônios esteroides atuam por meio de receptores nucleares e alteram o nível de expressão de genes específicos. • Também podem ter efeitos mais rápidos, mediados por receptores na membrana plasmática. 5. Hormônio vitamina D • O calcitriol (1a,25-di-hidroxicalcitriol) é produzido nos rins e no a partir da vitamina D por hidroxilação enzimática. • A vitamina D é obtida da dieta ou por fotólise do 7-desidrocolesterol na pele exposta à luz solar. • O calcitriol atua juntamente com o hormônio paratireoideo na homeostasia do Ca2+, regulando a concentração deste íon no sangue e o equilíbrio entre a deposição de Ca2+ e a sua mobilização do osso. • O calcitriol, agindo por meio de receptores nucleares, ativa a síntese de uma proteína intestinal ligadora de Ca2+ essencial para a captação de Ca2+da dieta. • Ingestão inadequada de vitamina D e defeitos na biossíntese de calcitriol resultam em doenças graves como o raquitismo, no qual os ossos são fracos e malformados. 6. Hormônios retinoides • Os retinoides são hormônios potentes que regulam o crescimento, a sobrevivência e a diferencia-ã̧o das células via receptores nucleares. • O pró-hormônio retinol é sintetizado a partir do b-caroteno, principalmente no fígado, e muitos tecidos convertem o retinol no hormônio ácido retinoico (AR). • Todos os tecidos são alvo dos retinoides, pois todos os tipos celulares têm pelo menos uma forma de receptor retinoide nuclear. • Nos adultos, os alvos mais significativos são as córneas, a pele, o epitélio dos pulmões e da traqueia e o sistema imune, em todos os tecidos nos quais existe reposição contínua de células. • O ácido retinoico regula a síntese de proteínas essenciais para o crescimento ou para a diferenciação. • Vitamina A em excesso (o precursor dos hormônios retinoides) pode causar defeitos de nascença, e mulheres grávidas são orientadas a não usar os cremes com retinoides desenvolvidos para o tratamento de casos graves de acne. 7. Hormônios da tireoide • Os hormônios da tireoide T4 (tiroxina) e T3 (tri-iodotironina) são sintetizados a partir da proteína precursora tireoglobulina. • Até 20 resíduos de Tyr na proteína são iodinados enzimaticamente na glândula tireoide, e dois resíduos de iodotirosina são então condensados para formar o precursor da tiroxina. • Quando necessário, a tiroxina é liberada por proteólise. • A condensação da monoiodotirosina com a di-iodotironina produz T3, que também é um hormônio ativo liberado por proteólise. • Os hormônios tireoideos agem por meio de receptores nucleares e estimulam o metabolismo energético, especialmente no fígado e no músculo, aumentando a expressão de genes que codificam enzimas-chave catabólicas. Hormônios • Todos os hormônios agem através de receptores específicos presentes nas células-alvo, sensíveis ao hormônio; • Nestes os hormônios se ligam com alta especificidade e alta afinidade. • Os hormônios peptídeos, hidrossolúveis, não penetram facilmente as membranas celulares: • Seus receptores estão localizados na superfície externa das células-alvo. • Já os hormônios tireoidianos e esteroides, lipossolúveis passam através da membrana plasmática das suas células-alvo: • Seus receptores são proteínas específicas localizadas no núcleo. • A ligação do hormônio a um receptor da membrana plasmática é seguida de uma alteração conformacional da proteína receptora. 12:12 Hormônios • Sua forma alterada faz com que o receptor produza ou induza a produção de uma molécula de mensageiro intracelular: • chamado segundomensageiro • O segundo mensageiro comunica o sinal do receptor hormonal alguma enzima ou sistema molecular na célula, que então responde. • Regula uma reação enzimática específica ou altera a frequência com que um gene específico ou conjunto de genes é traduzido em proteínas. • Hormônios esteroides e tireoidianos - o próprio complexo hormônio -receptor transporta a mensagem: • Altera a expressão de genes específicos. 12:12 Principais glândulas endócrinas 12:12 Regulação hormonal do metabolismo energético • Os ajustes feitos minuto a minuto que mantêm a concentração de glicose sanguínea envolvem as ações combinadas da insulina, do glucagon, da adrenalina e do cortisol sobre os processos metabólicos em muitos tecidos corporais: • Especialmente no fígado, no músculo e no tecido adiposo. • A insulina sinaliza para esses tecidos que a glicose sanguínea está mais alta do que o necessário; como resultado, as células captam o excesso de glicose do sangue e o convertem em glicogênio e triacilgliceróis para armazenamento; • O glucagon sinaliza que a glicose sanguínea está muito baixa, e os tecidos respondem produzindo glicose pela degradação do glicogênio, pela gliconeogênese (no fígado) e pela oxidação de gorduras para reduzir o uso da glicose; • A adrenalina é liberada no sangue para preparar os músculos, os pulmões e o coração para um grande aumento de atividade; • O cortisol é responsável por mediar a resposta corporal a estressores de longa duração. Hormônios tireoidianos 1. Os hormônios tireoidianos são liberados quando o hipotálamo secreta o hormônio liberador dá tireotrofina; 2. Então estimula a hipófise anterior a secretar a tireotrofina; 3. Por sua vez estimula a glândula tireóide a secretar seus 2 hormônios característicos: • L-tiroxina (T4) e L-tri-iodotironina (T3). 4. Pequenas quantidades destes hormônios estimulam o metabolismo produtor de energia: 1. Hipertiroidismo - corresponde ao excesso desses hormônios 2. Hipotiroidismo - corresponde a insuficiência desses hormônios 12:12 Mecanismo de controle da glicose sanguínea 1. A insulina sinaliza os tecidos do fígado, músculo, tecido adiposo, que há concentração da glicose sanguínea é maior que a necessária; 2. Resulta na captação do excesso de glicose do sangue pelas células e sua conversão em compostos de armazenamento, glicogênio e triglicerídeos; 3. Caso contrário, o glucagon carrega a mensagem de que a glicose sanguínea está muito baixa; 4. Os tecidos respondem produzindo glicose através da degradação do glicogênio, da glicogênese e pela oxidação de gorduras para reduzir o uso da glicose. Esses hormônios são os determinantes primários das atividades musculares do tecido do fígado e do tecido adiposo. • Inclui-se aqui a epinefrina ou adrenalina 12:12