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LEGISLAÇÕES FISCAL 
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Faculdade de Minas 
NOSSA HISTÓRIA 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
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Faculdade de Minas 
 
SUMÁRIO 
 
NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................... 2 
DIREITOS FUNDAMENTAIS E A PROTEÇÃO DO TRABALHADOR ....................... 4 
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DO TRABALHADOR .................................................... 8 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR NO DIREITO DO TRABALHO . 11 
PANORAMA GERAL DA FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO .................................... 15 
PREVISÃO LEGAL DA FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO ....................................... 19 
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO NA FISCALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE 
TRABALHO .............................................................................................................. 21 
A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO COMO FISCAL NA 
RELAÇÃO TRABALHISTA ....................................................................................... 23 
OS SINDICATOS ..................................................................................................... 24 
ATUAÇÃO DOS AGENTES ..................................................................................... 27 
AUTUAÇÃO ............................................................................................................. 29 
MULTAS ................................................................................................................... 31 
INSCRIÇÃO, COBRANÇA E PRESCRIÇÃO ........................................................... 32 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 33 
 
 
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DIREITOS FUNDAMENTAIS E A PROTEÇÃO DO TRABALHADOR 
 
No âmbito do Estado Social de Direito, os direitos fundamentais sociais são 
exigências do exercício efetivo das liberdades e garantia de igualdade de chances, 
inerentes à noção de uma democracia e um Estado de Direito de conteúdo não 
meramente formal, mas, guiado pelo valor da justiça material. Entretanto, conforme 
Klaus Stern (apud Sarlet, 2008), a ideia do reconhecimento de determinadas posições 
jurídicas sociais fundamentais, como exigência do princípio da dignidade da pessoa 
humana, decorre, da concepção de que “homogeneidade social e certa medida de 
segurança social não servem apenas ao indivíduo isolado, mas também à capacidade 
funcional da democracia considerada na sua integralidade” (SARLET, 2008, p. 78). 
Com o surgimento do Estado de direito submisso a uma composição, a 
sociedade teve fixada a rocha basilar na história dos direitos protetivos da pessoa 
humana. Assim, uma vez entendido o Direto do Trabalho como componente 
possibilitador dos direitos fundamentais, entende-se que este direito há que ser 
resguardado das técnicas de exploração. No Brasil, o respeito aos direitos 
fundamentais do trabalhador tem uma longa trajetória, sobretudo, quando se constata 
a histórica e persistente violação dos mesmos, questão que ainda tem grande 
visibilidade nos dias de hoje. Segundo Tosi (2012, p.65): 
A preocupação com a preservação dos direitos e da liberdade inerentes ao ser 
humano vem ocupando relevante espaço em todos os momentos e em todas as 
épocas da longa história da humanidade. Vislumbra-se, claramente, em todos os 
períodos, uma busca incessante dos homens, ao menos dos mais conscientes deles, 
em identificar instrumentos, meios ou mecanismos aptos a garantir a liberdade 
individual, o ir e vir, o livre pensar, a livre manifestação de ideias, enfim a assegurar 
ao homem a possibilidade de ser ele mesmo, na sua essência e, notadamente, no 
tocante às amplas possibilidades de manifestar sua presença no mundo. 
De acordo com Bobbio (2010), sempre se falou e continua a se falar em direitos 
do homem, muito mais do que se fez para efetivá-los, sendo reconhecidos e 
protegidos para transformar aspirações e exigências em direitos propriamente ditos. 
O autor acrescenta ainda que, a relação entre o nascimento e o crescimento dos 
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direitos sociais e a transformação da sociedade é evidente e independe de qualquer 
consideração histórica, haja vista que as exigências de direitos sociais tornaram-se 
mais numerosas em virtude da profunda transformação da sociedade. 
Para Lima (2009, p.206): 
Após a experiência terrível das duas guerras mundiais, quando os líderes 
políticos das grandes potências vencedoras criaram, em 26 de junho de 1945 em São 
Francisco, a Organização das Nações Unidas (ONU) e lhe confiaram a tarefa de evitar 
uma terceira guerra mundial e promover a paz entre as nações, consideraram que a 
promoção dos ‘direitos naturais’ do homem fosse a conditio sine qua non para uma 
paz duradoura. Por isso, um dos primeiros atos da Assembleia Geral das Nações 
Unidas foi à proclamação, em 10 de dezembro de 1948, da Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, cujo primeiro artigo reza da seguinte forma: “Todas as pessoas 
nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência 
e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”. 
Assim, liberdade, igualdade e fraternidade, foram as três palavras de ordem da 
Revolução Francesa de 1789 reafirmam na Declaração Universal uma série de 
direitos das revoluções burgueses, ou seja, direitos de liberdade ou direitos civis e 
políticos, e os estendeu a todos, indistintamente, proibindo a escravidão, proclamando 
os direitos das mulheres, defendendo os direitos dos estrangeiros; e, afirmando, 
também, os direitos da tradição socialista, direitos de igualdade, ou direitos 
econômicos e sociais; e do cristianismo social, direitos de solidariedade e os estende 
aos direitos culturais (LIMA, 2009). 
Portanto, pelas suas especificidades, é difícil encontrar uma definição 
adequada para direitos fundamentais. Pessoa (2008) aduz que há uma dificuldade 
em precisar uma única conceituação do que sejam direitos fundamentais, tendo em 
vista a ampliação e transformação dos direitos fundamentais do homem no envolver 
histórico. Aumenta ainda essa dificuldade o fato de se empregarem várias expressões 
para defini-los, como "direitos naturais", "direitos humanos", "direitos públicos 
subjetivos", "liberdades fundamentais", entre outros. 
Consoante assinala Silva (2010, p. 55): 
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Os direitos naturais referem-se àqueles inerentes à natureza do homem; direito 
inatos que cabem ao homem só pelo fato de ser homem. Já direitos humanos é a 
expressão preferida nos documentos internacionais, sendo terminologia pouco usada 
na doutrina, salvo para referir-se aos direitos civis ou liberdades civis. Os direitos 
públicos subjetivos constituem um conceito técnico-jurídico do EstadoLúmen Júris, 2010. 
LEITE, Lúcia Glicério. Formação Social, Política e Econômica do Brasil. UNOPAR. 
Londrina 2008. 
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Paulo: LTr, 2005.Liberal, preso, 
como a concepção direitos individuais, à concepção individualista do homem. 
Liberdades fundamentais ou liberdades públicas são expressões ligadas à concepção 
dos direitos públicos subjetivos e direitos individuais. 
Os fundamentos do Estado Democrático de Direito, segundo Leite (2008) não 
se assenta apenas na proteção e efetivação dos direitos humanos de primeira 
(direitos civis e políticos) e segunda dimensões (direitos sociais, econômicos e 
culturais), mas também dos direitos da terceira (direitos ou interesses difusos, 
coletivos e individuais homogêneos). Desta forma, tem por objetivos fundamentais a 
construção de uma sociedade mais livre, justa e solidária, a correção das 
desigualdades sociais e regionais, a promoção do bem-estar e justiça social para 
todas as pessoas, dentre outros. Em face da história, é inegável que a valorização e 
a dignidade do trabalho sempre irão depender da política econômica que se adote, 
vale dizer, a efetiva concretude dos direitos sociais necessitam das medidas estatais 
na área da política econômica, porém nem sempre é fácil fazer a distinção entre direito 
econômico e social (JORGE NETO; CAVALCANTE, 2010). 
Silva (2010, p. 75) afirma que: “O direito econômico tem uma dimensão 
institucional, enquanto os direitos sociais constituem formas de tutela pessoal. O 
direito econômico é o direito da realização de determinada política econômica”. 
No entendimento de Jorge Neto e Cavalcante (2010) os direitos sociais 
disciplinam situações subjetivas pessoais de caráter concreto. Assim, os direitos 
econômicos podem ser entendidos como pressupostos de existência dos direitos 
sociais, pois, sem uma política econômica orientada para a intervenção e participação 
estatal na economia, não será possível compor às premissas necessárias ao 
surgimento democrático de conteúdo tutelar dos fracos mais numerosos. Acrescenta 
ainda Jorge Neto e Cavalcante (2010) que, os direitos sociais abrangem os direitos 
fundamentais do homem, sendo, portanto, direitos de todos, porém, o exercício de 
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tais direitos pressupõe um tratamento diferenciado as pessoas que, em função de 
algumas condições, sejam físicas, sociais ou econômicas, não podem gozar desses 
direitos. 
O art. 193, caput, da CF, estabelece que a ordem social tenha como base o 
primado do trabalho e como objetivos, o bem-estar e a justiça social. A ordem social 
deve ser vista como um sistema de proteção de força de trabalho. Os direitos sociais 
são previstos no art. 6º, sendo que o trabalho é um deles. Portanto, a base é a 
manutenção da Democracia e do Direito, e, no que tange a essa dualidade, nada mais 
justo que fortalecer os alicerces desta dupla que são os princípios, que, conforme 
Delgado (2013) traduzem o sentido de causa primeira, raiz, razão, enfim, a ideia que 
serve de base a alguma coisa. 
Pessoa (2008) traz uma noção atualizada dos direitos fundamentais, porém, 
conduz à conclusão de que estes representam a constitucionalização dos direitos 
humanos que gozaram de alto grau de justificação ao longo da história e que são 
reconhecidos como condição para o exercício dos demais direitos. É no Estado 
Democrático de Direito que as leis são previamente estabelecidas, determinando o 
poder coercitivo do Estado, com o intuito de controlar os abusos que possam vir a ser 
praticados. Portanto, o Estado Democrático de Direito, nada mais é do que um Estado 
de justiça social, fundamentado no princípio da legalidade, o qual dispõe que: 
“ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de 
lei” (BRASIL, 1988). Com isso, enseja-se, ao ver da democracia, alcançar a projeção 
do Estado Democrático de Direito, como explicita Silva (2010, p. 74), “[...] tem como 
forma fundamental a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os 
valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político”. 
Observa-se que Estado Democrático de Direito é legitimado pelo povo, 
articulando-se com o poder constitucional e organizando-se a partir da observância 
de princípios democráticos (CANOTILHO, 2012). Logo, a democracia, a cidadania e 
os direitos estão sempre em processo de construção. Isso significa que não se pode 
determinar para certas sociedades uma lista de direitos. É importante destacar que 
vários e diversificados são os elementos que oferecem sua contribuição para a 
estrutura básica do que, hoje, poder-se-ia denominar de sistema de tutela dos direitos 
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fundamentais. Nessa perspectiva, ganham destaque o princípio da dignidade e da 
proteção do trabalhador. Assim compreendido, verifica-se que por se tratarem de 
direitos fundamentais, foram disciplinadas de forma especial pelo poder constituinte 
originário, visando conferir segurança e estabilidade às relações jurídicas que são 
estabelecidas continuamente no seio social, dentre estas, nas relações de trabalho. 
 
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DO TRABALHADOR 
 
Desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Organização das 
Nações Unidas – ONU, em 1948, os direitos sociais foram reconhecidos, junto com 
outros direitos, no elenco dos direitos humanos, observam-se: direito ao trabalho, 
direito ao salário igual por igual trabalho, as garantias trabalhistas iguais 
independentes das funções exercidas, direito a férias remuneradas, à previdência 
social, a uma jornada de trabalho justa, uma renda condizente com uma vida digna, 
direito a privacidade, intimidade, entre outros. 
Por se tratarem de direitos fundamentais, o princípio da proteção do 
trabalhador representa um elemento garantidor da dignidade do trabalhador, 
cumprindo sua principal função a de proteger todos os trabalhadores das práticas de 
exploração advindas do sistema econômico, capitalista e excludente. A Carta de 
Direitos Fundamentais firmada por tratado internacional ratificado pelo Brasil é 
incorporada ao ordenamento jurídico nacional em nível de norma constitucional, por 
força do artigo 5º, § 2º da Constituição Federal de 1988. 
Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 23: Todo o homem que 
trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim 
como a sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se 
acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 
Com base na citação acima se compreende que o valor social do trabalho deve 
estar atrelado aos princípios fundamentais, a interpretação da norma contida no artigo 
37, II, adequando-se aos princípios fundamentais da própria Constituição Federal de 
1988, principalmente às suas diretrizes. Por conta disso, salienta-se que: 
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O trabalho não é mercadoria, não é coisa, mas sim é motivo de dependência 
e do sustento do prestador, que o faz para viver, demonstrando seu caráter alimentar. 
Assim, como princípio fundamental constitucional e, diante da natureza alimentar e 
das circunstâncias especiais que criaram todo um corpo legal para proteção da 
atividade laboral como indispensável para a manutenção da sociedade, os efeitos da 
nulidade haverão de ser adequados ao caráter fundamental da relação de trabalho 
havida (DELGADO, 2013, p.190). 
A proteção social, segundo Teodoro Júnior (2010) é o primeiro e mais 
importante princípio que informa o processo trabalhista, cuja observância decorre de 
uma quebra do princípio da isonomia entre as partes e permite que o juiz tenha uma 
atuação mais ativa, na medida em que auxilia o trabalhador, em busca de uma 
solução justa, até chegar o momento de proferir a sentença. É o que prescreve o art. 
5º do Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LICC), segundo o qual na aplicação da lei, o juiz 
atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Para 
Delgado (2013, p.198) o princípio da proteção: 
Informa que o Direito do Trabalho estrutura em seuinterior, com suas regras, 
institutos, princípios e presunções próprias, uma teia de proteção à parte 
hipossuficiente na relação empregatícia visando retificar, no plano jurídico, o 
desequilíbrio inerente do planalto fático do contrato de trabalho. 
A partir do exposto, infere-se que o princípio protetor possui uma grande 
relevância para o Direito do Trabalho, pois, de maneira geral, ele promove equilíbrio 
entres as partes, ou seja, o trabalhador, entendido como a parte economicamente 
mais fraca, e o empregador, em tese, a parte economicamente mais forte. Para 
Oliveira (2009), a proteção ao trabalhador evidencia-se com a aplicação da Norma 
mais Favorável ao Empregado; a Gratuidade do Processo no que diz respeito à 
isenção de custas e despesas para o empregado; Assistência Judiciária Gratuita para 
o empregado; a Inversão do ônus das Provas, dentre outros. Já para o empregador, 
quando a parte é assistida por sindicato, tem-se a obrigatoriedade do depósito 
recursal; o ônus da prova; a adoção do princípio "in dúbio pro operário", o pagamento 
de honorários sucumbências. 
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Pessoa (2008) chama a atenção para o fato de que a proteção se dará "nos 
termos de lei complementar". As disposições constitucionais transitórias, já prevendo 
a demora na promulgação da lei complementar, estabeleceu aumento na multa 
rescisória do fundo de garantia do tempo de serviço, fixando também as hipóteses de 
estabilidade provisória da gestante e do membro da comissão interna de prevenção 
de acidentes. 
A autora citada questiona o disposto no art. 7°, inciso I, que segundo ela: 
Constitui direito fundamental do trabalhador, independentemente de sua 
qualificação como empregado. Nesse aspecto, convém observar que a adoção de 
mecanismos que busquem evitar a despedida abusiva ou sem justa causa vem ao 
encontro dos princípios básicos de proteção da dignidade do trabalhador. Afinal, sua 
força de trabalho é a sua forma de sobrevivência. Contudo, deve-se ter em mente 
que, a partir do momento em que se repute o direito como universal para todas as 
categorias de trabalhadores, estar-se-ia a desconsiderar as condições peculiares de 
cada tipo (PESSOA, 2008, p. 23). 
Na concepção de Rodriguez (2007), o princípio protetivo manifesta-se em três 
distintas dimensões: o princípio in dúbio pró-operário, o princípio da norma mais 
favorável e o princípio da condição mais benéfica. Ponderando esta afirmação, 
Delgado (2013, p.199) leciona: 
Na verdade, a noção de tutela obreira e de retificação jurídica da reconhecida 
desigualdade socioeconômica e de poder entre os sujeitos da relação de emprego 
(ideia inerente ao princípio protetor) não se desdobra apenas nas três citadas 
dimensões. Ela abrange, essencialmente, quase todos (senão todos) os princípios 
especiais do Direito Individual do Trabalho. Como excluir esta noção do princípio da 
imperatividade das normas trabalhistas? Ou do princípio da indisponibilidade dos 
direitos trabalhistas? Ou do princípio da inalterabilidade contratual lesiva? Ou da 
proposição relativa à continuidade da relação de emprego? Ou da noção genérica da 
despersonalização da figura do empregador (e suas inúmeras consequências 
protetivas ao obreiro)? Ou do princípio da irretroação das nulidades? E assim 
sucessivamente [...]. 
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Entende o autor supracitado que ainda observa que o princípio da proteção é 
o princípio basilar do Direito do Trabalho, e em torno dele gira os demais princípios 
que informam os direitos e interesses do empregado, como o da norma mais 
favorável, o da imperatividade das normas trabalhistas e o da indisponibilidade dos 
direitos trabalhistas, o que leva à conclusão de que o princípio da proteção é o 
princípio guardião dos direitos fundamentais do trabalhador (DELGADO, 2013). 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR NO DIREITO DO 
TRABALHO 
 
José Dallagrave (2017) pontua a existência de duas espécies de 
responsabilidade no contrato de trabalho: (i) uma decorrente da inexecução culposa 
de obrigação, isto é, quando o empregador não cumpre com uma obrigação de fazer, 
tratando-se, portanto, de responsabilidade civil objetiva; (ii) e outra fundada no dano, 
cujo nexo de causalidade é o próprio exercício regular da atividade profissional , ou 
seja, quando o empregador não contribui para a ocorrência do dano, mas ainda 
assim, possui a responsabilidade objetiva devido à assunção do risco da atividade 
pela empresa. 
Tratando-se de contrato de trabalho, é importante ter assentada a ideia de que, 
conforme disposição expressa do art. 2 º da CLT, o empregador assume 
integralmente: (i) os riscos da atividade econômica desenvolvida pela empresa, e (ii) 
os riscos advindos do empreendimento, quando não houver exercício de atividade 
lucrativa. 
A rigor, quando há a celebração do contrato de trabalho, o trabalhador não 
concorre com nenhum risco da atividade por ele desempenhada, de tal forma que, 
como contraprestação da sua obrigação de trabalhar, lhe é assegurado o recebimento 
do salário acordado, sem detrimento dos demais direitos legalmente estabelecidos. 
Nesse sentido, ao empregado é garantido o direito de conservar-se imaculado, 
razão pela qual, diante da configuração de qualquer dano moral, existencial, material 
ou estético, a responsabilidade, e eventuais deveres de indenização, incidirão na 
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figura do empregador, visto que esse último é o detentor do risco da atividade. 
(DALLEGRAVE, 2017). 
Segundo o jurista lusitano Pedro Romano Martinez (apud, DALLEGRAVE, 
2017, p. 95): 
“Relacionando o contrato de trabalho com o de locação, admitir-se-ia que o 
empregador, qual locatário, seria devedor de uma determinada obrigação (similar à 
de guarda e de restituição da coisa locada incólume), que, por não ter sido cumprida, 
deu azo ao acidente de trabalho. E relativamente à falta de cumprimento dessa 
obrigação presumia-se a culpa do empregador.” 
O acidente de trabalho, como gênero, engloba o acidente típico; a doença 
ocupacional; o acidente por concausa e o acidente por equiparação legal. O acidente 
de trabalho típico é conceituado pela disposição do art. 19 da Lei n. 8.213/91, in 
verbis: 
“Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos 
segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou 
perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou 
temporária, da capacidade para o trabalho.” (BRASIL, 1991). 
De acordo com Dallegrave Neto (2017, p. 395), em relação à responsabilização 
do empregador em casos de acidente de trabalho, a aferição da responsabilidade 
será objetiva, sob o mesmo fundamento da caracterização da responsabilidade 
objetiva no contrato de trabalho, ponderando ainda que “O ideal é que o foco do 
operador jurídico fosse menos de reparar o infortúnio e mais de promover a saúde do 
trabalhador”. 
Já o Ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho, Pedro Paulo 
Teixeira Manus (2003), ao se debruçar sobre o risco trabalhista e o risco civil, pondera 
que o art. 2º da CLT impede, por exemplo, que o empregador reduza os salários dos 
empregados com a justificativa de que a atividade não logrou os lucros esperados, 
isto porque, o não atingimento da expectativa lucrativa é um risco econômico 
intrínseco ao negócio. Em contrapartida, o art. 927, parágrafo único, do Código Civil 
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Faculdade de Minas 
(BRASIL, 2002), prescreve o dever do empregador de indenizar vítima de acidente 
de trabalho em razão da responsabilidade objetiva decorrente do risco inerente à 
atividade da empresa. 
Flávio Landi (2002) verbera a aplicação da responsabilidade objetiva do 
empregador em casos de reparação de acidente do trabalho procederá quando (i) a 
atividade normalmentepela Organização Internacional do 
Trabalho (OIT, 2012), como o ramo do sistema de administração do trabalho 
responsável pela fiscalização e aplicação da legislação trabalhista e políticas que são 
relevantes ao local de trabalho. A convenção de número 81 da OIT sobre a inspeção 
do trabalho na indústria e comércio de 1947 trouxe algumas orientações para a 
elaboração e acompanhamento de um sistema de inspeção eficiente. O Art. 3.1 desta 
convenção traz algumas funções do sistema de inspeção do trabalho que são: 
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Faculdade de Minas 
Garantir o cumprimento das disposições legais relativas às condições de 
trabalho e à proteção dos trabalhadores e trabalhadoras no exercício de suas 
funções, tais como disposições relativas à jornada de trabalho, aos salários, à 
segurança, à saúde e bem-estar, ao emprego de crianças e jovens e a outros temas 
relacionados, na medida em que tais disposições são aplicáveis por fiscais do 
trabalho. Fornecer informações e orientações técnicas aos empregadores/as e 
trabalhadores/as sobre os meios mais eficazes de cumprir com as disposições legais. 
Levar ao conhecimento da autoridade competente as deficiências ou abusos não 
especificamente abarcados pelas disposições legais existentes. ( OIT, Convenção 81 
Art. 3.1, 1947) 
Essas funções do sistema de inspeção do trabalho são importantes para que 
os órgãos responsáveis possam oferecer informações e orientações técnicas a 
respeito do conteúdo da legislação trabalhista, e também os meios mais eficazes de 
a cumprir. 
No Brasil o sistema nacional público de inspeção do trabalho teve origem aos 
anos 30. No ano de 1931 foi criado o departamento nacional do trabalho que tinha 
como atribuição a fiscalização no interior do Ministério do Trabalho, Indústria e 
Comércio que também foi criado nesta mesma época. Segundo Rosso “até 1932, o 
serviço de inspeção permaneceu inoperante por uma razão muito simples, existia 
apenas centralizadamente na capital da República, no Rio de Janeiro. E um serviço 
de inspeção estatal centralizado, num país tão grande, é necessariamente ineficaz.” 
(ROSSO, 1996, p. 123). 
Em 22 dezembro de 1932 foi sancionado o decreto 22.244 que criou as 
inspetorias regionais de estrutura de pessoal, hierarquia, competência, regime de 
trabalho, jornada diária e salário. Sendo assim uma estrutura nacional de inspeção 
do trabalho que estava dotada de um quadro de pessoal, competência e com 
abrangência nos estados e territórios. Para Rosso “a criação da inspeção estatal do 
trabalho fazia parte do conjunto de medidas regulamentadoras das relações de 
trabalho que objetivavam controlar a autonomia do sindicato e do movimento dos 
trabalhadores” (ROSSO, 1996, p. 124). 
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Faculdade de Minas 
O crescimento dos sindicatos facilitou a ratificação da convenção 81 da OIT, 
em 1957. Para Rosso “as nações que ratificaram a convenção mostraram sua 
intenção de manter um serviço de inspeção das condições de trabalho dentro de 
parâmetros mínimos aceitos internacionalmente” (ROSSO, 1996, p. 127). Em relação 
ao posicionamento do Brasil diante das recomendações da OIT Rosso faz a seguinte 
observação. 
O Brasil sempre rejeitara assumir qualquer compromisso internacional na área 
de inspeção das condições de trabalho. Assim fora com a Recomendação nº 5 da 
OIT, que sugeria a institucionalização da inspeção do trabalho já em 1919. O mesmo 
aconteceria com a Convenção 129, também da OIT, datada de 1969, aplicável à 
inspeção do trabalho agrícola. Ante essa resistência do governo brasileiro, o Decreto 
Legislativo n2 24, de 29-5-1956, que aprovou a ratificação da convenção 81, 
constituiu um salto qualitativo que merece ser saudado. Enfim, após décadas, o 
governo brasileiro passava a adotar os procedimentos recomendados no nível 
internacional quanto ao serviço de inspeção das condições do trabalho. (ROSSO, 
1996, p.127) 
Esse avanço da inspeção do trabalho dentro do Brasil, que foi representado 
pela aprovação da convenção 81, não durou muito tempo, menos de uma década por 
conta do golpe militar. O golpe militar de 1964 tinha como um dos seus objetivos 
combater o movimento sindical e também controlar os avanços das relações de 
trabalho. Com esse objetivo, em 1971 o governo do Brasil denunciou a convenção 81 
da OIT. Esse regime autoritário trouxe mudanças nas atribuições das delegacias do 
trabalho, os militares e seus apoiadores civis do golpe reduziram o papel da inspeção 
do trabalho. 
Derrotado o regime militar, a atividade de fiscalização das condições de 
trabalho necessitava ser recolocada na sua posição de origem. Para Rosso “a 
desestruturação da cultura trabalhista do regime militar exigia a revigoração e o 
aperfeiçoamento de todo um aparato legal regulamentador das condições do 
trabalho, a criação de mecanismos coletivos de diálogo entre trabalhadores e 
empregadores, a legitimação das reivindicações trabalhistas e a intervenção estatal 
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Faculdade de Minas 
na fiscalização da observância das leis e dos acordos trabalhistas” (ROSSO, 1996, 
p.130). 
Após a Constituição de 1988, o governo procurou tomar medidas que 
pudessem melhorar o serviço de inspeção, criando assim um sistema nacional de 
treinamento dos agentes de inspeção do trabalho. Essa iniciativa ajudou para que 
país possua hoje um sistema estatal de inspeção das condições de trabalho 
organizado e que abrange todos os estados. 
 
PREVISÃO LEGAL DA FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO 
 
A fiscalização do trabalho é competência privativa da União, tendo a inspeção 
do trabalho fundamento no Art. 21, inc. XXIV, da Constituição Federal que estabelece 
ser competência da União organizar, manter e executar a inspeção do trabalho. 
A carreira de inspetor do trabalho foi criada pela Lei nº 6.470, de 09 de maio 
de 1944, “Art. 1º- ficam criadas, no quadro único do Ministério do Trabalho, Indústria 
e Comércio (...) as carreiras de dactiloscopista-auxiliar, engenheiro de segurança do 
trabalho, inspetor do trabalho e médico do trabalho”. Com a medida provisória nº 
2.175 de 24 de agosto de 2001 o inspetor do trabalho passou a integrar a carreira de 
auditor fiscal do trabalho, “art. 10: são transformados em cargo de auditor-fiscal do 
trabalho, na carreira auditoria-fiscal do trabalho, os seguintes cargos efetivos do 
quadro permanente do Ministério do Trabalho e Emprego: inciso I - fiscal do trabalho”. 
Dessa forma a Lei nº 10.593, de 06 de dezembro de 2002 vai dispôs sobre a 
organização da carreira de auditoria-fiscal do trabalho e, em seu art. 11 confere as 
atribuições do cargo de auditor-fiscal. Que são as seguintes: 
Art. 11. Os ocupantes do cargo de auditor-fiscal do trabalho têm por atribuições 
assegurar, em todo o território nacional: 
I - O cumprimento de disposições legais e regulamentares, inclusive as 
relacionadas à segurança e à medicina do trabalho, no âmbito das relações de 
trabalho e de emprego; 
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Faculdade de Minas 
II - A verificação dos registros em Carteira de Trabalho e Previdência Social - 
CTPS, visando a redução dos índices de informalidade; 
III - A verificação do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço 
- FGTS, objetivando maximizar os índices de arrecadação; 
IV - O cumprimento de acordos, convenções e contratos coletivos de trabalho 
celebrados entre empregados e empregadores; 
V - O respeito aos acordos, tratados e convenções internacionais dos quais o 
Brasil seja signatário; 
VI - A lavratura de auto de apreensão e guarda de documentos, materiais, livros 
e assemelhados, para verificação da existência de fraude e irregularidades, 
bem como o exame da contabilidade das empresas, não se lhes aplicando o 
disposto nos arts. 17 e 18 do Código Comercial. 
Logo em seguida o Decreto nº 4.552, de 27 de dezembro de 2002, vai aprovar 
o regulamento da inspeção do trabalho, o Art. 9º vai estabelecer que a inspeção do 
trabalho seja promovidaem todas as empresas, estabelecimentos e locais de 
trabalho, públicos ou privados, estendendo-se aos profissionais liberais e instituições 
sem fins lucrativos, bem como às embarcações estrangeiras em águas territoriais 
brasileiras. E havendo reiterado descumprimento das disposições legais, comprovado 
mediante relatório emitido pelo auditor-fiscal do trabalho, ensejará por parte da 
autoridade regional a denúncia do fato, de imediato, ao Ministério Público do 
Trabalho, previsão legal no parágrafo único do Art. 26. 
Merece ser mencionada aqui a instituição dos precedentes administrativos, 
que visam orientar a ação dos auditores fiscais do trabalho no exercício de suas 
atribuições. Esses precedentes foram revisados e consolidados pelo Ato Declaratório 
04/2002 do diretor do departamento de fiscalização do trabalho. 
Sendo relevante falar aqui da emenda constitucional 45, de 08 de dezembro 
de 2004 que ampliou a competência da justiça do trabalho. Antes desta emenda a 
Constituição estabelecia no Art. 114 competir a justiça do trabalho conciliar e julgar 
os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores, abrangidos 
os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta dos 
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Faculdade de Minas 
Municípios, do Distrito Federal, dos Estados e da União, e, na forma da lei, outras 
controvérsias decorrentes da relação de trabalho, bem como os litígios que tenham 
origem no cumprimento de suas próprias sentenças, inclusive coletivas. 
Com a emenda foi acrescentado as ações que discutem relações de trabalho, 
e não apenas as relações de emprego, na medida em que o inciso I do novo Art. 114, 
passou a prever que compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações 
oriundas da relação de trabalho. Como também compete a Justiça do Trabalho 
processar e julgar as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos 
empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. Reconhece ao 
fiscal um poder necessário na fiscalização, para que possa garantir uma correta 
aplicação da legislação. 
 
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO NA FISCALIZAÇÃO DAS 
RELAÇÕES DE TRABALHO 
 
O Ministério Público do Trabalho (MPT) é o ramo do MPU (Ministério Público 
da União), que vai ter como atribuição fiscalizar o cumprimento da legislação 
trabalhista, com o objetivo de regularizar e mediar as relações de trabalho entre os 
empregados e os empregadores. Ele surgiu da necessidade de existir um órgão que 
fiscalizasse as relações trabalhistas e o cumprimento das leis de trabalho previstas 
na CLT (Consolidação de Leis Trabalhistas). 
A ação civil pública no âmbito da justiça do trabalho é promovida pelo MPT 
para defesa de interesses coletivos, podendo manifestar-se em qualquer fase do 
processo trabalhista, quando entender que exista interesse público que justifique sua 
manifestação. Leite vai definir a atuação do Ministério Público do Trabalho o qual 
“age” e “toma a iniciativa” como parte, por meio de investigação das denúncias de 
irregularidades trabalhistas que violem direitos difusos, coletivos em sentido estrito e 
os individuais homogêneos, promovendo a ação civil pública ou firmando termos de 
ajuste de conduta após utilizar-se dos meios cabíveis para angariar elementos 
indicadores de violações coletivas por meio de inquéritos civis (LEITE, 2011, p. 
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Faculdade de Minas 
108/109). Na ação civil pública o Ministério Público do Trabalho também vai agir para 
fiscalizar o direito de greve nas atividades que são essenciais para todos. 
Dentro da ação do MPT é comum que realize acordos extrajudiciais, em que 
são feitos a partir do recebimento de denúncias, representação, ou mesmo por 
iniciativa própria. Da mesma forma que pode instaurar inquéritos civis e outros 
procedimentos administrativos. 
Nos processos em que for o defensor de uma das partes ou em que atua como 
acusador, sendo fiscal da lei, o MPT deve recorrer das decisões da justiça do trabalho 
que for necessário. Os interesses e a defesa dos direitos das pessoas menores de 
idade, pessoas incapazes física e mentalmente e dos indígenas que decorrem das 
relações de trabalho devem ser prioridades para o Ministério Público do Trabalho. 
A atuação da MPT pode ser feita sem o envolvimento da justiça do trabalho, 
através de acordos, por meio extrajudicial. Essa atuação, quando necessária, pode 
ser realizada com a ajuda dos auditores fiscais do trabalho nos casos de investigação 
e fiscalização, esses auditores fazem parte da Superintendência Regional do 
Trabalho e Emprego. Com os relatórios dos auditores fiscais, os membros do MPT 
podem propor a assinatura de um termo de ajustamento de conduta para os 
envolvidos nos conflitos. Contrato em que vai haver um comprometimento em realizar 
mudanças e cumprir certos acordos, podendo estabelecer obrigações e a aplicação 
de multas em caso de descumprimento. Outra forma de atuação extrajudicial é 
realizada através de notificações recomendatórias, avisos que são feitos para os 
empregadores como uma forma de evitar que passem agir de maneira irregular 
acarretando um processo judicial. Essas recomendações podem se dirigir para as 
empresas privadas, os segmentos de atividades econômicas, quanto para os entes 
públicos. 
O Ministério Público do Trabalho é composto por oito coordenadorias, que são: 
a defesa do meio ambiente do trabalho, a promoção de igualdade, a erradicação do 
trabalho escravo, a liberdade sindical, o trabalho portuário e aquaviário, as 
irregularidades trabalhistas na administração pública, combate à exploração do 
trabalho da criança e do adolescente e o combate às fraudes nas relações de 
emprego. 
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Faculdade de Minas 
Dentre essas coordenadorias, para este trabalho, a que nos interessa é o 
combate às fraudes nas relações de emprego. A Coordenadoria Nacional de Combate 
às Fraudes nas Relações de Trabalho (CONAFRET) tem como objetivo definir as 
estratégias na atuação institucional no combate às fraudes na relação de trabalho. 
Esta coordenadoria foi criada por meio da Portaria nº 386, de 30 de setembro de 2003. 
A principal área de atuação da CONAFRET vai ser no combate às fraudes por 
meio de cooperativas intermediadoras de mão-de-obra, terceirizações ilegais, 
"sociedades" de empregados, entre outras, que servem para prejudicar os 
trabalhadores e eliminar os seus direitos fundamentais. 
 
A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO COMO 
FISCAL NA RELAÇÃO TRABALHISTA 
 
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é um órgão do poder executivo, 
mais precisamente da administração federal direta, responsável por políticas e 
diretrizes para geração de renda ao trabalhador e cuida da relação de trabalho para 
que o empregado não seja prejudicado. Sua atuação é através da Superintendência 
Regional do Trabalho e Emprego e das Gerências Regionais do Trabalho (GRTE's) 
que abrange todo o território nacional. Dentre os serviços prestados pelas gerências 
regionais do trabalho estão: a concessão de seguro-desemprego, a homologação de 
rescisões contratuais e a emissão de carteira de trabalho. 
Através do MTE e dos seus auditores fiscais do trabalho, a União executa a 
fiscalização do trabalho. Nos termos do Art. 21, XXIV, da Constituição Federal, a 
competência para organizar, manter e executar a inspeção do trabalho é da União, 
através do Ministério do Trabalho e Emprego, por força do disposto no artigo 19, VII, 
alínea “a”, da lei nº 8.028/90. As atribuições do Ministério do Trabalho e Emprego 
estão dispostas no Art. 1º do anexo 1 do Decreto n 5063 de 2004, que são as 
seguintes: 
Art. 1º: O Ministério do Trabalho e Emprego, órgão da administração 
federal direta, tem como área de competência os seguintes assuntos: 
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I - Política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio 
ao trabalhador; 
II - Políticae diretrizes para a modernização das relações do trabalho; 
III - fiscalização do trabalho, inclusive do trabalho portuário, bem como 
aplicação das sanções previstas em normas legais ou coletivas; 
IV - Política salarial; 
V - Formação e desenvolvimento profissional; 
VI - Segurança e saúde no trabalho; 
VII - Política de imigração; e 
VIII - Cooperativismo e associativismo urbanos. 
Apesar do Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego 
serem órgãos que visam o cumprimento dos direitos trabalhistas e de atuarem em 
conjunto em algumas hipóteses, são instituições diferentes. O Ministério Público do 
Trabalho não faz fiscalizações nem aplica multa pelo descumprimento da legislação 
trabalhista, funções do Ministério do Trabalho e Emprego. 
A inspeção junto a concedente do emprego é feita meio dos agentes de 
fiscalização, exigindo a apresentação de contrato de trabalho entre empregado e 
empresa, com assinatura de ambos neste termo, e quando houver agente de 
integração a apresentação do convênio realizado com a empresa. É obrigação da 
parte concedente manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a 
relação de trabalho. 
 
OS SINDICATOS 
 
O sindicato é uma associação que reúne pessoas de um mesmo segmento 
trabalhista ou econômico, como o objetivo de defender os interesses dos seus 
associados. A defesa desses direitos é feita através de negociações de acordos 
coletivos, intervenção legal em ações judiciais, participação na elaboração da 
legislação trabalhista, recebimento de denúncias trabalhistas, já que os sindicatos não 
podem exercer o poder de fiscalização podem fazer denúncias com o objetivo a 
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Faculdade de Minas 
defesa dos interesses dos empregados. Os sindicatos se preocupam com a condição 
social do trabalhador, da mesma forma que orientam em questões trabalhistas. 
Os sindicatos dos trabalhadores são responsáveis também por organizar greve 
e manifestações voltadas para a melhoria salarial e das condições de trabalho. No 
Brasil existem as centrais sindicais que reúnem sindicatos de diversas categorias, por 
exemplo, a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Esses sindicatos são mantidos, 
principalmente pelas contribuições sindicais pagas pelos trabalhadores associados 
A Lei 13.467 de julho de 2017 altera o artigo 579 da Consolidação das Leis do 
Trabalho, dando-lhe a seguinte redação: “Art. 579: o desconto da contribuição sindical 
está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participem de uma 
determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em 
favor do sindicato representativo da mesma categoria”. A contribuição sindical que 
era obrigatória passa a ser facultativa, dependendo de autorização expressa e prévia 
do destinatário. 
A Lei 13.467, de 13/7/2017, denominada de reforma trabalhista que foi 
sancionada pelo presidente Michel Temer prevê, entre outros pontos, o fim da 
obrigatoriedade das contribuições sindicais, a principal fonte de renda de diversos 
sindicatos. Todos os trabalhadores inscritos sob a CLT pagam a contribuição sindical, 
equivalente a um dia de salário que é direcionado ao sindicato da sua categoria. 
Quando uma categoria não é protegida por um sindicato o dinheiro vai para o fundo 
do governo. O pagamento dessa contribuição garante as proteções, que já falamos 
aqui, para os trabalhadores. 
Segundo a diretora das relações de trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, 
em uma entrevista para o jornal Extra Classe em março de 2017, “apenas 18% dos 
trabalhadores são vinculados a sindicatos ou associações, não dispondo de uma 
representação organizada que defenda seus interesses”. Para ela neste momento de 
crise e desemprego quem deverá ser mais afetado são as categorias menos 
organizadas e com pouco poder de pressão. Nesta mesma reportagem do jornal Extra 
Classe o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) se posicional 
contra as mudanças da reforma trabalhista, declarando que o “movimento sindical do 
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país vai se tornar irrelevante, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos. Com a 
reforma vai ocorrer um soterramento do sindicalismo”. 
A Constituição Federal no Art. 8º prevê a livre associação profissional ou 
sindical, desde que observado os seguintes requisitos: 
Art.8º: I- A lei não poderá exigir autorização do Estado para fundação de 
sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedado ao Poder 
Público a interferência e a intervenção na organização sindical; 
II- É vedada a criação de mais de uma organização sindical em qualquer 
grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma 
base territorial, que será definida pelos trabalhadores interessados, não 
podendo ser inferior a área de um município; 
III- Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou 
individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou 
administrativas; 
IV- A assembleia-geral fixará a contribuição em que, em se tratando de 
categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do 
sistema confederativo da representação sindical respectiva, 
independentemente da contribuição prevista em lei; 
V- Ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; 
VI- É obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações 
sindicais; 
VII- O aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas 
organizações sidicais; 
VIII- É vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do 
registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, 
se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo 
se cometer falta grave nos termos da lei. 
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se para a 
organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores atendidas 
as condições que a lei estabelecer. 
Com a livre associação sindical prevista pela Constituição Federal existe hoje 
um número expressivo de sindicatos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, 
existem hoje no Brasil cerca de 11 mil sindicatos de trabalhadores e pouco mais de 5 
mil sindicatos de empresas. Com esses dados percebe-se que um número grande de 
pessoas depende da receita financeira desses sindicatos, a extinção da 
obrigatoriedade vai afetar diretamente essas pessoas, sem receita não tem como 
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Faculdade de Minas 
pagar salário para os empregados que prestam serviços para os sindicatos, a 
consequência vai ser um número grande de desempregados. 
O enfraquecimento dos sindicatos coloca o trabalhador em uma situação de 
vulnerabilidade em relação ao empregador. Na relação entre empregado e 
empregador os sindicatos são na maioria das vezes o meio mais acessível para o 
empregado na busca dos seus direitos, se esse meio deixar de existir o empregado 
se torna refém da relação de trabalho imposta pelo empregador. 
Uns dos meios mais acessíveis que o empregado possui para garantir os seus 
direitos é através Convenção Coletiva de Trabalho ou CCT como também é chamada, 
trata-se de um “acordo de caráter normativo, pelo qual dois os mais sindicatos 
representativo de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de 
trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações 
individuais de trabalho”, como é preconizado pelo artigo 611 da CLT. É uma 
ferramenta utilizada para determinar questões como política salarial entre empresas 
e sindicatos. A convenção é celebrada entre sindicatos patronais e dos empregados, 
sendo negociado as cláusulas sociais que refere-se a seguro de vida, segurança, 
garantias, abonos, faltas e outros, e as cláusulas econômicas que trata- se de hora 
extra, gratificações, vale refeição, transporte, pisos salariais entre outros. 
Depois de firmada a convenção coletiva entre empregado e empregador deve 
no prazo de 8 dias ser realizado o depósito de uma via assinadano Ministério do 
Trabalho, após 3 dias de realizado o depósito é que as novas condições irão vigorar 
e os sindicatos poderão expor de forma visível a nova convenção a suas empresas. 
 
ATUAÇÃO DOS AGENTES 
 
A Lei nº 10.593, de 06 de dezembro de 2002, regulamenta a carreira do auditor-
fiscal do trabalho. 
A inspeção do trabalho é composta, de acordo com o artigo 2º do Regulamento 
da Inspeção do Trabalho, aprovado pelo Decreto nº 4.552/02, de autoridades de 
direção nacional, regional ou local, de auditores-fiscais do trabalho e de agentes de 
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higiene e segurança do trabalho. Destarte, conforme citado anteriormente, 
mencionadas autoridades podem ingressar no interior dos centros de trabalho sem 
prévio aviso e em qualquer horário. 
O auditor-fiscal do trabalho tem por atribuições, conforme artigo 11, da Lei que 
regulamenta a carreira: 
Art. 11. Os ocupantes do cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho têm por 
atribuições assegurar, em todo o território nacional: 
I - O cumprimento de disposições legais e regulamentares, inclusive as 
relacionadas à segurança e à medicina do trabalho, no âmbito das 
relações de trabalho e de emprego; 
II - A verificação dos registros em Carteira de Trabalho e Previdência 
Social - CTPS, visando a redução dos índices de informalidade; 
III -A verificação do recolhimento e a constituição e o lançamento dos 
créditos referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) 
e à contribuição social de que trata o art. 1o da Lei Complementar no 
110, de 29 de junho de 2001, objetivando maximizar os índices de 
arrecadação; 
IV - O cumprimento de acordos, convenções e contratos coletivos de 
trabalho celebrados entre empregados e empregadores; 
V - O respeito aos acordos, tratados e convenções internacionais dos 
quais o Brasil seja signatário; 
VI - A lavratura de auto de apreensão e guarda de documentos, 
materiais, livros e assemelhados, para verificação da existência de 
fraude e irregularidades, bem como o exame da contabilidade das 
empresas, não se lhes aplicando o disposto nos arts. 17 e 18 do Código 
Comercial. 
VII - A verificação do recolhimento e a constituição e o lançamento dos 
créditos decorrentes da cota-parte da contribuição sindical urbana e 
rural. 
Na ocorrência da inspeção do trabalho pode ser determinado ao auditor-fiscal 
do trabalho que verifique todas as normas de proteção ao trabalho, o que se 
denomina sistema generalista. No entanto, em alguns casos, são observadas apenas 
tarefas específicas e determinadas, o que se chama de sistema especialista. 
Percebe-se que o sistema generalista atribui ao inspetor do trabalho que 
verifique todas as questões inerentes ao emprego e às condições de trabalho, de 
maneira que exerça a função de único representante do Estado junto a empresa. 
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Faculdade de Minas 
Destaca-se que o modelo generalista é decorrente do modelo francês e foi o 
adotado pelo Brasil, conforme observa-se no Decreto nº 4.552, de 27 de dezembro 
de 02. Para MARTINS (2018, p. 1017): 
O inspetor deverá prestar os esclarecimentos que forem necessários ao 
empregador, seu chefe de pessoal ou contador da empresa. Poderá também o 
inspetor dirigir-se aos empregados, fazendo-lhes perguntas sobre as condições de 
trabalho e a respeito dos itens fiscalizados. 
 
AUTUAÇÃO 
 
Em caso de verificação de irregularidades trabalhistas, deve o fiscal, proceder 
à lavratura do auto de infração no local e em duas vias. Para o infrator será entregue, 
pessoalmente ou por correspondência registrada com aviso de recebimento, cópia, 
no prazo de 10 dias, de acordo com o disposto no artigo 629, da CLT. Para que o 
mencionado auto possua eficácia não é necessário que haja a assinatura do infrator 
ou de testemunhas. 
Nesse sentido, cita-se alguns entendimentos: 
OJT nº 117 do TRT9 - AUDITOR FISCAL DO TRABALHO - 
RECONHECIMENTO DA RELAÇÃO DE EMPREGO – POSSIBILIDADE – Os 
auditores do trabalho têm por missão funcional a análise dos fatos apurados em 
diligências de fiscalização, o que não pode excluir o reconhecimento fático da relação 
de emprego, garantindo-se ao empregador o acesso às vias judicial e/ou 
administrativa, para fins de reversão da autuação ou multa imposta. 
OJT nº 118 do TRT9 - FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO - RECONHECIMENTO 
DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA E 
DOS CONTRATOS CIVIS - Constatando a ocorrência de contrato civis com o objetivo 
de afastar ou impedir a aplicação da legislação trabalhista, o auditor-fiscal do trabalho 
desconsidera o pacto nulo e reconhece a relação de emprego. Nesse caso, o auditor-
fiscal não declara, com definitividade, a existência da relação, mas sim constata e 
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aponta a irregularidade administrativa, tendo como consequência a autuação e 
posterior multa à empresa infringente. 
Quanto à autuação decorrentes de débitos e outras de ação fiscal, poderão ser 
lavradas no local em que para o auditor-fiscal do trabalho forem oferecidas melhores 
condições. 
Se tratando de irregularidades sanáveis, o inspetor deverá fornecer à empresa 
prazo para que sejam devidamente cumpridas as determinações. Não obstante, 
sendo a infração insanável, a fiscalização autuará a empresa, impondo-lhe multa. 
No que tange ao infrator, esse poderá apresentar sua defesa no prazo de 10 
dias, que serão contados a partir do recebimento do auto de infração, momento no 
qual esse poderá requerer a realização de audiência para a produção de provas, de 
acordo com a previsão do artigo 632, da CLT. No entanto, há o entendimento de que 
para a interposição do recurso há a necessidade do deposito como condição de 
admissibilidade, que será encaminhado à Secretaria do Trabalho para 
processamento e julgamento. 
Entretanto, depreende-se que há ofensa por parte do artigo 636, §1º, da CLT 
ao princípio constitucional da ampla defesa, o que ensejou a Súmula nº 424 do TST: 
SÚMULA Nº 424 - RECURSO ADMINISTRATIVO. PRESSUPOSTO DE 
ADMISSIBILIDADE. DEPÓSITO PRÉVIO DA MULTA ADMINISTRATIVA. NÃO 
RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO § 1º DO ART. 636 DA CLT. § 1º 
do art. 636 da CLT, que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor 
da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de 
admissibilidade de recurso administrativo, não foi recepcionado pela Constituição 
Federal de 1988, ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 5º. 
Novamente, quando se trata de auto de infração no âmbito da relação de 
emprego doméstico, deverá ser observado o critério da dupla visita, com exceção de 
quando houver a constatação de que a infração se dá por ausência de anotação na 
CTPS, ou na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à 
fiscalização. 
Segundo o conceito de Cairo JR (2018, p. 1113): 
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Caso encontre irregularidades trabalhistas, a fiscalização deverá proceder à 
lavratura do auto de infração no próprio local de inspeção e em duas vias. A validade 
do mencionado auto não fica condicionada à assinatura do infrator ou de 
testemunhas. 
 
MULTAS 
 
Em se tratando de multas administrativas, verifica-se que essas podem ser 
fixadas em quantias fixas ou variáveis. A Portaria MTb nº 290/97 organiza o processo 
de imposição de multas previstas na legislação trabalhista. O artigo 2º dessa Portaria 
elenca que as multas variáveis devem seguir critérios como a natureza da infração, a 
intenção do infrator, os meios de alcance do infrator para o cumprimento da legislação 
trabalhista, a extensão da infração e ainda a situação econômico-financeira do 
infrator. 
Cita-se ainda que o valor da multa ficará reduzido à metade, se houver por 
parte do infrator renuncia ao direito de recurso, desde que o faça dentro do prazo de 
10 dias. Ainda no que tange aos valores, esses deverão ser reajustados anualmente 
pela Taxa Referencial (TR), divulgada peloBanco Central do Brasil, ou pelo índice 
que vier a substituí-la. 
Para Cairo JR (2018, p. 1113): 
A imposição de multas, através de decisões devidamente fundamentadas, 
incumbe às autoridades regionais competentes em matéria de trabalho, salvo 
disposição expressa em sentido contrário. As multas administrativas podem ser 
fixadas em quantias fixas ou variáveis. 
E ainda, para MARTINS (2018, p. 1018): 
Normalmente, a CLT trata de multas ao final de cada capítulo. O 
descumprimento de um preceito do capítulo gera a multa respectiva. É uma forma de 
estabelecer sanção para o descumprimento da legislação trabalhista. 
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Por fim, entende-se que a multa pela ausência de registro de empregados se 
trata de uma das infrações administrativas mais graves no âmbito trabalhista, haja 
vista que a ausência de registro formal do empregador faz com que haja o 
inadimplemento dos encargos sociais por parte do empregador e a não concessão de 
benefícios previdenciários e sociais por parte do Estado. 
 
INSCRIÇÃO, COBRANÇA E PRESCRIÇÃO 
 
Para os infratores, cabe inscrição na dívida ativa da União, de acordo com a 
previsão do artigo 641, da CLT. Para a cobrança, faz-se necessário a realização de 
processo de execução por título extrajudicial, perante a Justiça do Trabalho, que 
deverá observar o disposto na Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980. 
Todavia, é possível efetuar a cobrança extrajudicial, de acordo com o disposto 
no artigo 640, da CLT. Salienta-se que a inércia da União em promover a realização 
da execução fiscal, no prazo de 05 anos, contados desde a constituição definitiva do 
crédito, faz jus à prescrição da pretensão executiva. Nesse sentido, pode-se observar 
a Súmula nº 20 do TRT2: 
Execução Fiscal. Multa por descumprimento da legislação trabalhista. 
Prescrição. (Res. nº 02/2014 – DO Eletrônico 17/09/2014) Por se tratar de sanção de 
natureza administrativa, resultante de ação punitiva da Administração Pública por 
infração à legislação trabalhista, é aplicável o prazo prescricional de 5 (cinco) anos 
conforme art. 1ª-A da Lei 9.873/99, incluído pela Lei 11.941/09, contados a partir da 
inscrição da dívida. 
Finaliza-se com o entendimento de MARTINS (2018, p. 1024): 
A execução da multa administrativa prescreve em cinco anos a contar da 
constituição definitiva do crédito (art. 1ª-A da Lei nº 9.873, de 23-11-99). O prazo de 
prescrição para a União cobrar multas administrativas inscritas em dívida ativa não 
tributária é de cinco anos. Não fica suspenso pelo fato de que o valor é inferior ao teto 
fixado em portaria para ser ajuizada execução fiscal. 
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