Teoria Geral dos Contratos
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deu perdê-las-á em benefício da outra parte; e quem as recebeu devolvê-las-á, mais
o equivalente. Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar.

12. Vícios Redibitórios
A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por

vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe
diminuam o valor.

O adquirente pode no lugar de rejeitar a coisa, redibindo o contrato reclamar
abatimento no preço.

Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu
com perdas e danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido,
mais as despesas do contrato.

A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder
do alienatário, se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição.

O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no
prazo de trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da

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entrega efetiva. Se já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à
metade.

Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo
contar-se-á do momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cento e
oitenta dias, em se tratando de bens móveis; e de um ano, para os imóveis.

13. Evicção
A evicção é a perda total, ou parcial, da coisa pelo adquirente, por força de

decisão judicial baseada em causa preexistente a contrato.
A jurisprudência tem reconhecido a evicção mesmo quando a perda da coisa

não foi ocasionada por decisão judicial, mas por outro motivo, como apreensão
judicial, alfandegária ou administrativa.

Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta
garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a
responsabilidade pela evicção.

Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der,
tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do
risco da evicção, ou, dele informado, não o assumiu.

Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição
integral do preço ou das quantias que pagou: a) à indenização dos frutos que tiver
sido obrigado a restituir; b) à indenização pelas despesas dos contratos e pelos
prejuízos que diretamente resultarem da evicção; c) às custas judiciais e aos
honorários do advogado por ele constituído.

14. Considerações Finais
Essas são as breves considerações da pesquisa, reafirmando que o contrato

não pode ser mais encarado da mesma forma que era quando da plenitude do
liberalismo, mas sim sob o enfoque de uma solidariedade social que prestigie a
efetiva manifestação da vontade, com prestígio à boa-fé e à equivalência material
das partes, realizando o macroprincípio constitucional da dignidade da pessoa

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humana; pois o contrato é instrumento a serviço da sociedade, e não é a sociedade
que deve se submeter, de forma absoluta e axiologicamente deplorável, aos abusos
dos que se valem do contrato para impor o seu poder. Devendo esta ser a visão
moderna do contrato.

Referências Bibliográficas

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