Teoria Geral dos Contratos

@teoria-geral-dos-contratos UCP

Pré-visualização

tão-somente restituirá o valor recebido, 
mais as despesas do contrato. 

A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder 
do alienatário, se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição. 

O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no 
prazo de trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da 



 
Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 - 2008 
 

13 

entrega efetiva. Se já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à 
metade. 

Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo 
contar-se-á do momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cento e 
oitenta dias, em se tratando de bens móveis; e de um ano, para os imóveis. 

 

13. Evicção 
A evicção é a perda total, ou parcial, da coisa pelo adquirente, por força de 

decisão judicial baseada em causa preexistente a contrato. 
A jurisprudência tem reconhecido a evicção mesmo quando a perda da coisa 

não foi ocasionada por decisão judicial, mas por outro motivo, como apreensão 
judicial, alfandegária ou administrativa. 

Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta 
garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. 

Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a 
responsabilidade pela evicção. 

Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, 
tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do 
risco da evicção, ou, dele informado, não o assumiu. 

Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição 
integral do preço ou das quantias que pagou: a) à indenização dos frutos que tiver 
sido obrigado a restituir; b) à indenização pelas despesas dos contratos e pelos 
prejuízos que diretamente resultarem da evicção; c) às custas judiciais e aos 
honorários do advogado por ele constituído. 

 

14. Considerações Finais 
Essas são as breves considerações da pesquisa, reafirmando que o contrato 

não pode ser mais encarado da mesma forma que era quando da plenitude do 
liberalismo, mas sim sob o enfoque de uma solidariedade social que prestigie a 
efetiva manifestação da vontade, com prestígio à boa-fé e à equivalência material 
das partes, realizando o macroprincípio constitucional da dignidade da pessoa 



 
Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 - 2008 
 

14 

humana; pois o contrato é instrumento a serviço da sociedade, e não é a sociedade 
que deve se submeter, de forma absoluta e axiologicamente deplorável, aos abusos 
dos que se valem do contrato para impor o seu poder. Devendo esta ser a visão 
moderna do contrato. 

 

Referências Bibliográficas 
 

BEVILÁQUA, Clóvis. Código civil anotado. Rio de Janeiro: Francisco Alves,1916. 
 

DINIZ, Maria Helena – Curso de direito civil brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 

COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de direito civil. São Paulo: Saraiva, 2007. 
 

GOMES,Orlando. Contratos. Rio de Janeiro: Forense, 2007. 
 

GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2007. 
 

LARROUSE. Grande enciclopédia larrouse cultural. São Paulo: Nova Cultural, 
2004. 
 

LISBOA, Roberto Senise. Manual elementar de direito civil. São Paulo: Revista 
dos Tribunais, 2005.  
 

MONTEIRO, Washington de Barros – Curso de direito civil. São Paulo: Saraiva, 
2007.  
 

PEREIRA, Caio Mário da Silva – Instituições de direito civil. Rio de Janeiro: 
Forense, 2005. 
 

RODRIGUES, Silvio. Direito civil. São Paulo: Saraiva, 2006. 
 

VENOSA, Silvio Salvo Venosa. Direito civil. São Paulo: Atlas, 2008. 
 

 



 
Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 - 2008 
 

15

Ainda não temos comentários aqui
Seja o primeiro!