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PROFESSOR IGO TIAGO LIMA DE OLIVEIRA
Email: profigotiago@gmail.com
Instagram:@profigotiago
mailto:profigotiago@gmail.com
Política Nacional
Democracia 
O Brasil caiu duas posições, passando a ocupar a 52ª posição no ranking global e o 10º lugar
na América Latina. Quando o índice foi lançado, o país ocupava a posição 42. Em 2008,
subimos para 41 e desde então temos caído no ranking. A atual nota brasileira é 6,86, o que
coloca o país como uma Democracia Falha.
Caiu de 69% para 62% o percentual de
entrevistados que declararam que a
democracia é melhor que qualquer outra
forma de governo.
Instituto Datafolha
Subiu de 13% para 22% aqueles que afirmam
não se importar se o governo é uma
democracia ou uma ditadura.
Em relação ao Índice da Democracia de 2019, promovido pela revista The Economist, – que varia de 0 a 10
e leva em conta os critérios de Liberdades Civis, Cultura Política, Participação Política, Funcionamento do
Governo e Processo Eleitoral e Pluralismo – a média global dos 167 países analisados caiu de 5,48, em
2018, para 5,44.
Política Nacional
Polarização Política no Brasil A indicação de “Democracia em
Vertigem” ao Oscar de melhor documentário
demonstrou que a polarização política no
Brasil continua viva. O documentário mostra a
visão da cineasta brasileira Petra Costa sobre
os acontecimentos envolvendo o impeachment
de Dilma Rousseff .
Enquanto para os críticos o
documentário tem um claro viés ideológico,
distorce alguns acontecimentos e omite
outros, para seus apoiadores ele é uma clara
denúncia do que entendem ter sido um
“golpe” para a retirada da então presidente,
que culminou no enfraquecimento da
democracia brasileira.
A pesquisa da Confederação Nacional de
Transportes apontou aumento da popularidade do
atual presidente Bolsonaro entre agosto de 2019 e
janeiro de 2020. De acordo com a pesquisa, 34,5%
dos apoiadores consideram o governo ótimo ou
bom e 31% o consideram ruim ou péssimo.
Já segundo o Instituto Datafolha, em
pesquisa realizada em dezembro, a aprovação de
Bolsonaro é de 30% e sua rejeição de 36%.
De uma forma ou de outra, a polarização
está presente e provoca uma ‘guerra’ de opiniões e
informações nas redes sociais e nas conversas do
dia a dia, o que torna muito difícil ouvir o outro
lado e ter conversas construtivas.
No dia 15 de janeiro, durante uma reunião da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,
em Paris, os Estados Unidos entregaram uma carta aos demais
membros apoiando que o Brasil seja o próximo a iniciar um
processo de entrada na OCDE. Essa vem sendo uma das maiores
bandeiras da política externa de Bolsonaro desde que foi eleito.
Em outubro do ano passado, os Estados Unidos haviam
enviado uma carta semelhante à OCDE, mas apontando apenas
Argentina e Romênia como os próximos países que deveriam
entrar. Possivelmente, a vitória de Alberto Fernandez nas
eleições na Argentina (que aconteceram em outubro),
substituindo Macri (tradicional aliado de Trump) pode ter
levado à mudança de postura estadunidense.
O Brasil na OCDE
 Brasil: país desenvolvido?
 Política Externa de 
Bolsonaro
 Geopolítica da América 
Latina
O BRASIL E O MUNDO
Gleen Greenwald denunciado pelo Ministério Público 
O jornalista, fundador do jornal The Intercept Brasil, foi denunciado pelo Ministério Público
Federal junto a outras seis pessoas sob a acusação de hackeamento dos celulares de autoridades da
República, como o Ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Enquanto críticos de
Gleen enxergam a denúncia a ele como justa, seus defensores a veem como um ataque á liberdade de
imprensa.
Gleen ficou conhecido internacionalmente com a divulgação dos
casos de espionagem do governo dos Estados Unidos revelados
pelo ex-agente da CIA e NSA Edward Snowden, pela qual
ganhou um prêmio Pulitzer (maior prêmio do jornalismo
mundial). No Brasil, se tornou uma figura polêmica após a
divulgação da série de reportagens “Vaza Jato”, na qual aponta,
por meio de mensagens de texto obtidas de celulares de
autoridades, uma suposta parcialidade da Operação Lava Jato.
Política Internacional
Novos Conflitos na Síria
Após 9 anos de guerra, novos conflitos continuam aparecendo na Síria. Desta vez, o final de
fevereiro foi marcado pelo aumento de tensões entre Síria, Rússia e a Turquia na região de Idlib, no
noroeste da Síria, último reduto da oposição de Bashar Al-Assad. No dia 27, 33 militares turcos foram
mortos em um ataque na região e especulações apontam que o ataque vindo de forças de Assad e russas
(que apoiam o governo Assad). Em resposta, no dia 02 de março, a Turquia lançou uma ofensiva à Idlib e
derrubou dois aviões Sírios.
GOVERNO SÍRIO E ALIADOS
 Alauítas (ramo xiita)
 Irã
 Grupo Hezbollah (Líbano)
 Eixo xiita no Iraque
 Rússia
GRUPOS REBELDES
 Grupos sunitas
 Exército Livre da Síria (ELS)
 Turquia
 Arábia Saudita
 Coalizão Ocidental (EUA, França e Reino Unido)
EXTREMISTAS ISLÂMICOS
 Frente al-Nusra
 Jeysh al Islam
 Estado Islâmico (EI; ISIS; EIIS; Daesh)
CURDOS
 Unidade de Defesa
Popular (YPG)
Irã e P5 + 1
A Guarda Revolucionária
As Forças Armadas iranianas se dividem
em duas: as regulares e a Guarda Revolucionária.
Essa segunda nasceu pouco depois da
revolução de 1979 para defender o sistema de
governo islâmico que o país acabara de adotar. O
seu papel, conforme a Constituição, é de defesa das
fronteiras e manutenção da ordem interna para os
outros militares.
A Guarda Revolucionária tem suas próprias
divisões de atuação no mar, na terra e no ar, além
de supervisionar o uso de armas estratégicas, como
mísseis balísticos.
A Guarda Revolucionária tem, por exemplo,
grande influência em outras partes do Oriente
Médio, proporcionando dinheiro, armas,
tecnologia e treinamento a governos e grupos
armados por meio da Força Quds, sua unidade de
operações no exterior — o general Soleimani era o
comandante desta força especial.
O termo Brexit corresponde à Britain
Exit – expressão que significa Saída
Britânica e que ganhou ampla
repercussão mundial com o resultado do
plebiscito do dia 23 de junho de 2016,
após a vitória do sim por 51,9% dos votos,
como resultado da opção da população
pela saída do Reino Unido, principalmente
a Inglaterra, da União Europeia.
PRINCIPAIS FATORES:
 A vitória do Brexit ocorreu principalmente na
Inglaterra e pode ser atribuída à onda de
imigrantes ou de refugiados que vem atingindo o
continente europeu nos últimos anos.
 A presença crescente de imigrantes serviu como
principal bandeira nacionalista dos eurocéticos e
dos grupos xenófobos para aprovação
do Brexit, destacando o partido UKIP (Partido
pela Independência do Reino Unido), que
disseminou a xenofobia por entre os eleitores.
Outros fatores:
 Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que prevê a
liberdade de um membro para deixar o bloco de
forma voluntária e unilateral;
 Grande participação no plebiscito da população
mais conservadora e idosa;
 Ceticismo de parte da população que não sentiu os
benefícios econômicos da União Europeia,
principalmente na Inglaterra;
 Fato de a contribuição financeira do país ao bloco
ser superior aos gastos do bloco com o Reino
Unido;
 maior controle das fronteiras e da soberania
nacional diante das decisões a serem tomadas;
 Limitações ao espaço Schengen.
Esqueça os BRICS: os novos queridinhos
são os TICKS – Com decepção em relação
aos BRICS, foco se volta para um novo
quarteto menos dependente de
commodities e mais voltado para
tecnologia, diz Financial Times
https://exame.abril.com.br/economia/esqueca-
os-brics-os-novos-queridinhos-sao-os-ticks/
https://exame.abril.com.br/economia/esqueca-os-
FMI e Argentina: Novo Capítulo
Em 2020, o Fundo Monetário Internacional (entenda o FMI) declarou que a dívida da Argentina é
insustentável e pediu a colaboração de credores internacionais para evitar um nova moratória (o país já
soma 8 em sua história). Ao FMI, a Argentina deve US$ 44 bilhões, mas o total de sua dívida externa
chega nacasa dos US$ 311 bilhões.
MIT e as eleições na Bolívia
Em 2019, as eleições que elegeram Evo Morales
em primeiro turno para mais um mandato tiveram
suspeitas de fraudes levantadas pela oposição e Evo
acabou sendo forçado a renunciar e sair do país.
Um dos principais argumentos que sustenta a
tese da fraude nas eleições foi um relatório da OEA
(Organização dos Estados Americanos) que apontava
indícios de que elas haviam sido fraudadas, divulgado em
dezembro.
No dia 27 de fevereiro, por sua vez,
pesquisadores do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT), divulgaram um estudo que
contesta os resultados apresentados pela OEA,
apontando que não é possível identificar fraude
estatística na eleição, reacendendo os debates sobre a
questão.
Recompensa por Maduro
No dia 26 de março, os Estados Unidos
apresentaram uma acusação criminal por narcotráfico a
Nicolás Maduro, um dos presidentes da Venezuela. A
Venezuela enfrenta, desde longa data, uma severa crise
econômica e política. Desde o início do ano passado, o
país possui dois presidentes (Maduro e Juan Guaidó),
que disputam entre si poder e reconhecimento
internacional.
A acusação dos Estados Unidos foi
acompanhada da promessa de uma recompensa de $
15.000.000 por informações que levem à sua prisão, a lá
filmes de velho oeste
 1992 – Tentativa de Golpe
 1998 – Eleições de Hugo Chavez
 Revolução Bolivariana
 2002 – Golpe de Estado (47 horas)
 2013 – Morte de Hugo Chavez
 Assume Nicolás Maduro
A crise dos refugiados e o Brasil
O Brasil é uma nação formada por
imigrantes – dos portugueses, que chegaram
aqui a partir de 1500, passando pelos africanos
trazidos como mão de obra escrava, até a onda
de europeus, japoneses e árabes que chegou ao
país entre o final do século XIX e início do século
XX.
Atualmente, o país vem recebendo
imigrantes de países vizinhos como Bolívia e
Paraguai, além de africanos, haitianos e sírios.
Interiorização dos venezuelanos no Brasil
A crise venezuelana tem trazido grandes contingentes migratórios para o Brasil, e
um dos grandes desafios do governo é oferecer políticas públicas para enfrentamento dos
problemas gerados pela pressão demográfica que esta migração traz.
Divulgação dos números de crescimento do PIB brasileiro de 2019
Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam é que, em 2019, o PIB
brasileiro cresceu 1,1%. Por um lado, é o terceiro crescimento consecutivo, após duas quedas nos anos
de 2015 e 2016, que tiveram queda de 3,5% e 3,3% respectivamente. Em 2017 e 2018, o crescimento foi
de 1,3% ao ano. Por outro lado, é bem abaixo dos números esperados no final de 2018, pelo Boletim
Focus, do Banco Central, que alcançavam a casa dos 2,5%.
https://www.poder360.com.br
/infograficos/saiba-qual-foi-a-
variacao-do-pib-do-brasil-nos-
ultimos-25-anos/
https://www.poder360.com.br/infograficos/saiba-qual-foi-a-variacao-do-pib-do-brasil-nos-ultimos-25-anos/
O problema da saúde pública
no Brasil
 Crise de infraestrutura:
material físico e humano.
 Surtos, epidemias e
pandemia.
 Ressurgimento de doenças
que tiveram auge nos
séculos XIX e XX .
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/saude-
publica-no-brasil/ Acesso em 17 jul 2020.
A saúde mental em questão no Brasil:
no dia 14 de dezembro de 2017, o
Brasil foi surpreendido pela aprovação
de nova política de saúde mental pela
Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
A mudança da política imposta pelo
Ministério da Saúde resultará em
impactos negativos aos cuidados em
saúde mental dos usuários.
Com o retorno de manicômios e o
fortalecimento das comunidades
terapêuticas – históricos espaços de
segregação e exclusão –, o estigma da
doença mental voltará a assombrar os
usuários.
Mobilidade urbana
As grandes cidades do mundo passam por um intenso desafio de buscar soluções para o ir e vir de seus
habitantes. No Brasil, essa questão ganhou elevada repercussão com os grandes eventos dos últimos
anos (Copa do Mundo e Olimpíadas). O serviço deficiente de transporte público no Brasil acarreta um
maior número de pessoas, que recorrem ao veículo particular, piorando ainda mais o problema.
Nas grandes cidades, ainda é muito forte a cultura do transporte individual. As ruas e avenidas
estão cheias de carros que formam filas enormes de congestionamento. Por outro lado, a qualidade
dos transportes coletivos é criticada por muitos usuários.
A questão ambiental no mundo e no Brasil
Segundo a BBC, a poluição é responsável por 1,7 milhões de mortes de crianças com
menos de 5 anos de idade anualmente. Entre estas mortes, 570 mil são causadas por doenças
respiratórias associadas à poluição do ar atmosférico. No Brasil, infecções respiratórias são a
maior causa de mortalidade infantil: 15,5% das mortes de crianças até 5 anos. A poluição
prejudica as crianças desde antes do nascimento, durante a gestação. Além disso, o ar poluído
causa não só doenças respiratórias, mas aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de
câncer.
Desmatamento da 
Amazônia 
Entre agosto de 2017 e
julho de 2019, o desmatamento
cresceu 39% em relação ao
período anterior segundo dados
do Imazon, instituto que
monitora a Amazônia. A área
destruída chega a quase 4 mil
quilômetros quadrados – 13
vezes o tamanho da cidade de
Belo Horizonte.
Lixo, consumismo e sustentabilidade
A quantidade diária de lixo produzida no cotidiano, bem como seu descarte incorreto
prejudica, e muito, o meio ambiente. Um dos principais problemas encontrados nos
oceanos hoje é a enorme quantidade de plástico, que também é responsável pela
contaminação e morte de milhares de espécies de animais. Em 2017, a Organização
Mundial das Nações Unidas lançou uma campanha alertando para o problema e calcula
que até 2050, 99% das aves marinhas terão ingerido plástico.
Incêndios na Austrália
Liberdade de expressão
O limite sobre o que pode ser dito, as
redes sociais, a globalização e as novas
formas de interação entre os indivíduos
geram uma grande ressonância nas falas de
todos os membros da sociedade.
E esse processo acarreta um
questionamento sobre os limites do que pode
ser dito. No Brasil, os humoristas são a base
dessa discussão, debatendo a existência, ou
não, de limites para o humor. A discussão
sobre liberdade de expressão encaminha o
aluno para pensar sobre o espaço do outro, a
cidadania, a ética e até mesmo as condições
de vida em sociedade.
O secretário-geral das Nações Unidas, 
António Guterres. 
Foto: ONU / Rick Bajornas
“Tristemente —e perturbadoramente— estes
incidentes cruéis estão se tornando comuns.
Nos últimos meses, temos visto judeus
assassinados em sinagogas e seus túmulos
desfigurados com suásticas; muçulmanos
executados dentro de mesquitas e seus locais
religiosos vandalizados; cristãos assassinados
em oração e suas igrejas destruídas.”
Para além destes ataques horríveis, cada vez mais uma retórica abominável está sendo
usada não apenas contra grupos religiosos, mas também contra minorias, migrantes,
refugiados, mulheres e os também chamados “outros”.
Respeito às Minorias
Segundo o Atlas da Violência (IPEA), para além da questão da juventude, os dados descritos no relatório
trazem algumas evidências de um processo extremamente preocupante nos últimos anos: o aumento da
violência letal contra públicos específicos, incluindo negros, população LGBTI, e mulheres, nos casos de
feminicídio.
Na medida em que as labaredas do ódio se espalham, as mídias sociais são
exploradas pela intolerância. Movimentos neonazistas e de supremacia branca estão
crescendo. E a retórica inflamada está sendo usada para benefício político.
As Nações Unidas têm um longo
histórico de mobilizar o mundo contra o
ódio de qualquer tipo através de ações
abrangentes de defesa dos direitos
humanos e no avanço do Estado de
Direito.
De fato, a real identidade e o
estabelecimento da ONU têm raízes no
pesadelo que se segue quando ódio
virulento é deixado sem oposição por
muito tempo.
 É um ataque contra a tolerância, a inclusão, a diversidade e a essência denossas normas
e princípios de direitos humanos.
 Compromete a coesão social, desgasta valores compartilhados e pode criar a base para a
violência, retardando a causa da paz, da estabilidade, do desenvolvimento sustentável e
da dignidade humana.
O discurso de ódio...
Enfrentar o discurso de ódio não significa limitar ou proibir a liberdade de expressão. Significa
evitar que este discurso se transforme em algo mais perigoso, particularmente que incite
discriminação, hostilidade e violência, o que é proibido pela legislação internacional.
Importante!!!
Perfil demográfico brasileiro e seus dilemas
O Brasil está passando pelo envelhecimento populacional, o que requer adequações na infraestrutura
de transporte, saúde e no sistema previdenciário. A expectativa de vida dos brasileiros vem
aumentando nos últimos anos.
Os idosos representarão 33,7% da população em
2060, segundo uma projeção do IBGE. Em 2014,
eles representavam apenas 13,7%. A previsão é
que cada grupo com 100 indivíduos em idade
economicamente ativa terá que sustentar 65,9
pessoas em 2060. Em 2013, essa razão de
dependência era de 46. Junto ao aumento de
idosos, as mulheres e casais têm (e provavelmente
terão) menos filhos. Em 2015, a taxa de
fecundidade era de 1,72 filhos por mulher, sendo
que 20% dos casais não tinham filhos. Assim, a
sociedade envelhece.
Questão indígena
 A luta pelos direitos dos povos nativos de perpetuar seu modo de
vida por meio da autonomia de organização dos espaços em suas
terras.
 Os debates sobre como os indígenas têm buscado exercer seus
direitos no país são relevantes e merecem destaque nessa
produção textual.
 Dados do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) mostram que quatro entre cada dez
índios vivem fora das terras indígenas reconhecidas pelo governo.
O país tem 896,9 mil índios (0,47% da população nacional),
divididos em 305 etnias e que falam 274 línguas distintas.
 É necessário que o candidato dê ênfase à necessidade de mais
autonomia a essa população, informando que após séculos de
extermínio e redução, o número de índios no Brasil cresce com
base nas reservas e na melhoria de vida.
Preservação do patrimônio cultural
Recente incêndio ocorrido no Museu Nacional. Além
dessa questão, pode tratar também sobre culturas regionais e
a importância de preservá-las.
A falta de acesso da população brasileira a bens
culturais como cinema, teatro, museus, entre outros, é uma
problemática que também pode aparecer no exame. Nesse
sentido, é preciso estar atento a alguns pontos como a
concentração de oferta cultural em grandes centros urbanos e
as desigualdades entre as regiões do país.
Nesse tema, o candidato pode abordar ainda o alto
preço das atrações culturais, o que torna o acesso a elas ainda
menos democrático, e propor a expansão de políticas públicas
relacionadas ao acesso, além de um uso mais justo dos
incentivos para produções culturais.
Censuro nos Clássicos em Rondônia
Um acontecimento inusitado em 2020 foi a circulação de um memorando da Secretaria de
Educação de Rondônia, que determinava o recolhimento, nas escolas de Rondônia, de uma série
de livros clássicos da literatura brasileira, por terem “conteúdos inadequados” à crianças e
adolescentes. Dentre os 43 títulos citados, apareciam “Macunaíma”, de Mário de Andrade e
“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, frequentemente exigidas em
vestibulares. Autores como Caio Fernando Abreu, Carlos Heitor Cony, Euclides da Cunha, Ferreira
Gullar, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca também apareciam na lista. Após a divulgação e
repercussão da medida, a Secretaria voltou atrás em sua decisão.
EDUCAÇÃO
DESAFIOS PARA UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE NO BRASIL
Embora o Brasil tenha avançado bastante nos últimos anos na inclusão de crianças e jovens no
sistema educacional e na implantação de avaliações oficiais, os desafios ainda são muitos. Baixo
desempenho, altos índices de evasão, infraestrutura precária e a formação insuficiente de
professores são alguns dos principais problemas. Para enfrentar essas questões o atual Plano
Nacional de Educação (PNE) estabelece metas que devem ser atingidas até 2024.
 O desafio de combater a
evasão escolar
 Analfabetismo
 Desvalorização do
professor e má
formação docente
 Violência escolar
O presidente Michel
Temer sancionou a lei nº
13.663 de 14 de maio de
2018, que altera o artigo
12 da Lei nº 9.394 de
1996 (Lei de Diretrizes e
Bases da Educação
Nacional). A lei foi
publicada dia 15/5/2018
no Diário Oficial.
Bullying
Este é um tema que sempre está em discussão nas salas de aula.
Crianças e adolescentes praticam e são vítimas de agressões,
xingamentos, ofensas que se travestem de brincadeira.
O tema veio à tona com a medida de responsabilização das
escolas a partir da Lei nº 13663/2018, que aborda a realização de
ações de combate ao bullying e a responsabilização das instituições.
A proposta foi inspirada em um estudo da Faculdade Latino-
Americana de Ciências Sociais em que 70% dos estudantes
afirmaram terem presenciado situações de violência no interior da
escola.
A atualização na lei inclui a responsabilidade das escolas na
promoção de medidas de combate ao bullying, além de incluir a
obrigatoriedade de implementação de ações para a promoção da
cultura de paz.
Educação familiar
Esse tema esteve no debate nacional devido a afirmação da ministra da Mulher, da
Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmar publicamente o ensino domiciliar
deverá ser aprovado no país, pois está encaminhado na Comissão de Educação da Câmara e
deve passar pelos crivos seguintes. A ideia do PL 2.401/2019. A ministra afirmou também, que
seu ministério orientou que os conselhos tutelares não registrem homeschooling como evasão
escolar.
Educação Militar
Tornam-se rotineiras notícias envolvendo brigas de entre alunos, agressões a professores,
tráfico de drogas e destruição do patrimônio das escolas. Para especialistas, faltam políticas
públicas de diagnóstico e formação de gestores e docentes para lidar com a violência escolar.
Para combater isso, o governo apresenta como alternativa desde a campanha eleitoral
do presidente Jair Bolsonaro a militarização das escolas públicas, para ajudar a lidar com a
indisciplina e indiretamente, melhorar a aprendizagem. O MEC busca o apoio dos estados e
municípios para ampliarem as escolas nesse modelo, que se aprovado, se expandirá pelo país.
Educação à Distância
Esse tema é um dos mais importantes debates do cenário educacional nos últimos anos.
As dimensões continentais do país, associada à necessidade de se universalizar o ensino conduz
para estratégias como a EaD. Nesse contexto, urge a capacitação de profissionais para
trabalharem nessa modalidade, bem como a ampliação de investimentos em condições técnicas
para possibilitar tal ensino. Além disso, é importante lembrar que devem ser estipuladas condições
mínimas para a EaD, tanto pedagógicas quanto técnicas.