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Unidade I 
QUÍMICA APLICADA
Profa. Daniela Patto
Introdução
 É um dos mais importantes processos de conservação 
de energia utilizados no mundo atual.
 É a aplicação de uma substância (lubrificante) entre duas 
superfícies em movimento relativo para evitar o contato direto.
Evita-se as perdas de energia pela diminuição:
 do atrito, 
 do desgaste 
 e da geração de calor. 
Atrito
 Um corpo só desliza sobre outro se for vencida a força 
contrária imposta pela aspereza ou rugosidade das 
superfícies de contato dos corpos (força de atrito).
 Sólido – ocorre entre corpos rígidos sem qualquer 
elemento entre eles.
 Fluido – se houver um fluido entre as superfícies. 
Atrito
 Estático – enquanto 
o corpo não se 
desloca.
 Dinâmico – a 
partir do início do 
movimento. É menor 
que o estático, já que 
não atua mais a força 
de inércia.
BRUNETTI, F.; Mecânica dos Fluidos, 2ª edição revisada, São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2008.
Tipos de atrito 
Deslizamento ou escorregamento
 Quando uma superfície desliza sobre a outra (não é 
necessário que as superfícies em contato sejam planas).
Rolamento 
 Um cilindro que rola sem deslizar sobre uma superfície 
horizontal para porque atua sobre ele a força de atrito 
de rolamento.
 É sempre menor que o atrito de deslizamento para superfícies 
de mesmo material e sob mesmas condições, portanto, é mais 
fácil de vencer.
Tipos de atrito 
Fluido ou viscoso
 Ocorre no movimento de um corpo em um fluido ou entre 
duas superfícies em movimento relativo, separadas por uma 
fina película contínua de fluido.
 Há o deslizamento entre as moléculas do fluido e a resistência 
a esse deslizamento é o atrito fluido ou viscoso. 
 É uma percentagem mínima do valor do atrito sólido 
e praticamente não causa desgaste.
 Esta é a base do princípio da lubrificação. O ato de lubrificar 
está associado à aplicação da película do fluido que constitui 
o lubrificante. 
Tensão de cisalhamento
 A película fluida lubrificante, colocada entre duas superfícies 
em movimento relativo se movimenta. Se o módulo 
da velocidade relativa é pequeno, o movimento 
é dito laminar (sem turbulência).
 O movimento relativo entre camadas vizinhas 
com velocidades diferentes faz surgir uma força 
de cisalhamento entre elas.
 Essa força tenta frear a camada mais rápida e acelerar 
a camada mais lenta e é chamada de resistência de 
cisalhamento. A soma de tais resistências 
constitui o atrito fluido. 
Tensão de cisalhamento
BRUNETTI, F. Mecânica dos fluidos, 2ª edição revisada. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2008.
Tipos de lubrificação
 Eficiência do lubrificante = f (adesividade, coesividade) 
 Oleosidade = adesividade + coesividade
 Basicamente, todos os fluidos são lubrificantes, 
alguns melhores que os outros. 
 Até a água é um lubrificante, mas a sua oleosidade é baixa.
Tipos de lubrificação
 Assim, a parte mais importante do processo de lubrificação 
está na escolha do lubrificante adequado.
 Os lubrificantes derivados de petróleo se mostram excelentes 
para a maior parte das situações. 
 Possuem boas propriedades físicas, além de elevada 
oleosidade.
 Hoje, o preparo do lubrificante a ser aplicado é complexo 
devido à alta tecnologia associada ao estudo da lubrificação.
 Há dois tipos básicos de lubrificação para a grande maioria 
dos casos. Apenas os mancais de rolamento e alguns 
mecanismos especiais são tratados particularmente. 
Lubrificação limite (ou restrita)
 A espessura da película é mínima e basicamente é a soma das 
espessuras da rugosidade de cada superfície, podendo ser 
“monomolecular” (~10 µm).
 Muitas vezes requer o uso de aditivos específicos como 
agentes de oleosidade, antidesgaste e de extrema pressão. 
Lubrificação hidrodinâmica (total ou plena) 
 A espessura da película é superior à soma das espessuras 
das camadas de rugosidade de cada superfície, separando-as 
totalmente.
 É o caso mais comum e encontra aplicação em quase todas 
as situações em que há ação contínua de deslizamento sem 
ocorrência de pressões extremas. 
 A película contínua de lubrificante apresenta espessura 
variável entre 0,025 mm e 0,25 mm e os valores do coeficiente 
de atrito são bastante baixos, da ordem de 0,001 a 0,03. 
O desgaste é insignificante. 
Princípios de lubrificação 
 A lubrificação de mancais é a mais importante aplicação 
da lubrificação hidrodinâmica.
 As rugosidades das superfícies metálicas oferecem 
resistência à rotação do eixo no mancal, causando 
aquecimento e desgaste se não houver a lubrificação. 
 A lubrificação com graxas é usada quando há tendência do 
lubrificante fluir ou vazar da área que está sendo lubrificada. 
 A graxa é um lubrificante fluido engrossado a uma 
consistência de gel pela adição de vários agentes 
espessantes. 
Princípios de lubrificação 
 A lubrificação limite é aplicada quando a velocidade relativa 
entre as superfícies é muito baixa ou a pressão entre as 
superfícies é muito alta ou ainda se o óleo não tem 
viscosidade suficiente para evitar o atrito sólido. 
 É o caso de engrenagens submetidas a altas pressões 
(devido à pequena área de contato dos dentes) e quando há 
combinação de movimentos como de deslizamento e rotação.
Interatividade
Sobre viscosidade, podemos afirmar que:
I. a temperatura do fluido não influencia o valor da viscosidade.
II. é a característica mais importante de um óleo lubrificante. 
III. quanto mais espesso o óleo, maior a sua viscosidade e maior 
a sua resistência para escoar.
Está correto o que se afirma em:
a) I
b) II 
c) I e II
d) II e III 
e) I, II e III
Resposta
Sobre viscosidade, podemos afirmar que:
I. a temperatura do fluido não influencia o valor da viscosidade.
II. é a característica mais importante de um óleo lubrificante. 
III. quanto mais espesso o óleo, maior a sua viscosidade e maior 
a sua resistência para escoar.
Está correto o que se afirma em:
a) I
b) II 
c) I e II
d) II e III 
e) I, II e III
Substâncias lubrificantes 
 Os lubrificantes proporcionam a limpeza das peças, 
protegendo contra a corrosão devido a processos de 
oxidação, evitam a entrada de impurezas, podem 
ser agentes de transmissão de força e movimento. 
 Um lubrificante deve ser capaz de satisfazer aos requisitos 
da lubrificação industrial. 
 Tanto os lubrificantes naturais como os sintéticos podem 
ser sólidos, semissólidos ou pastosos, líquidos e gasosos. 
Lubrificantes gasosos
 São de uso restrito, geralmente em locais de difícil penetração 
ou em lugares onde não seja possível a aplicação dos 
lubrificantes líquidos convencionais. 
 Alguns dos lubrificantes gasosos utilizados são ar seco, 
nitrogênio e gases halogenados.
 Este tipo de lubrificação apresenta problemas devido 
às elevadas pressões requeridas para manter o lubrificante 
entre as superfícies, além de problemas de vedação.
Lubrificantes líquidos
 São os preferidos porque penetram entre partes móveis pela 
ação hidráulica, mantêm as superfícies separadas e atuam 
como agentes removedores de calor.
Podem ser divididos em: 
 (a) óleos minerais 
 (b) óleos graxos (vegetais ou animais) 
 (c) óleos sintéticos
Óleos minerais
 Produzidos a partir do petróleo. 
 Composição muito variada, formados por grande número 
de hidrocarbonetos de três classes principais: parafínicos, 
naftênicos e aromáticos. 
 A origem do petróleo predominante acarreta grande variação 
de características quanto à viscosidade, volatilidade, 
resistência à oxidação etc.
Óleos minerais
 Os óleos lubrificantes são produzidos como alguns tipos 
de óleos básicos que constituem a matéria-prima para a 
fabricação da grande variedade de óleos lubrificantes 
existentes no mercado. 
 Óleos minerais aditivados são encontrados normalmente 
nos postos de serviço. 
 Com especificação correta, eles atendem às necessidadesda grande maioria dos motores dos carros nacionais.
Óleos graxos
 Foram os primeiros lubrificantes utilizados pelo homem. 
 A pequena resistência à oxidação apresentada pelos óleos 
graxos faz com que eles se decomponham facilmente, 
formando gomas.
 Foram substituídos pelos óleos minerais devido à evolução 
das máquinas e das exigências de desempenho.
Óleos graxos
 Quanto à origem, podem ser: vegetais ou animais.
 Os vegetais normalmente usados são: de rícino, de coco, 
de oliva, de semente de algodão, de mamona, entre outros.
 Animal: de baleia, de peixe, de foca, de espermacete, 
de mocotó, de banha (banha de porco). São poucos, 
pois oxidam facilmente.
Óleos sintéticos
 Mistura complexa de compostos e elementos químicos. 
São óleos que suportam altas condições de cargas e 
temperaturas, mantendo estáveis suas características. 
 Os mais conhecidos são aqueles a base de “glicóis 
polialcálicos” (ou polialquileno-glicóis). 
 Usados em temperaturas que variam desde valores abaixo 
de zero grau centígrado até 400 ⁰C; não formam resinas 
e não afetam compostos de borracha natural ou sintética. 
Óleos sintéticos
 Podem ser solúveis em água ou insolúveis, dependendo 
do tipo, e apresentam ampla variedade de viscosidade.
 Tendem a manter a viscosidade independentemente da 
temperatura de funcionamento do motor, o que evita a 
carbonização do motor.
 São produtos relativamente caros para uso geral.
 Óleos minerais com aditivação sintética atendem 
a motores sofisticados, como os importados.
Características físicas dos lubrificantes
 Ponto de névoa de um óleo à temperatura em que a parafina 
ou outras substâncias semelhantes presentes no óleo 
começam a se separar, formando minúsculos cristais, 
tornando o óleo turvo.
 Ponto de fluidez à menor temperatura na qual o óleo ainda 
pode escoar nas condições do teste. 
 Resíduo de carbono.
Características físicas dos lubrificantes
 Perdas por evaporação. 
 Extrema pressão. 
 Viscosidade.
 Classificação SAE de óleos para cárter de motores.
 Classificação ISO (International Organization 
for Standartization).
Aditivos para lubrificantes
 A evolução tecnológica de máquinas e motores trouxe a 
necessidade do aumento dos padrões de desempenho 
apresentados pelos lubrificantes a fim de atender 
a requisitos cada vez mais exigentes. 
 A aditivação tornou-se uma das partes mais importantes 
da evolução tecnológica dos lubrificantes. 
Lubrificantes semissólidos ou graxas 
 Dispersões estáveis de sabões em óleos minerais 
ou sintéticos.
 O óleo fica preso numa trama de fibras de sabão que se 
assemelha aos pelos de uma escova pela ação de forças 
de atração. 
 Se a graxa é submetida a tensões, as forças são vencidas; 
o arranjo é desfeito, o lubrificante flui. 
 Se a força cessa, as fibras de sabão tendem a se agrupar 
novamente, devolvendo à graxa a consistência inicial.
Componentes das graxas
 Basicamente, as graxas compõem-se de um lubrificante 
líquido e de um agente espessante.
 O lubrificante líquido pode ser: óleo mineral 
ou óleos sintéticos. 
 Os agentes espessantes podem ser ou não sabões metálicos. 
Interatividade
Na lubrificação limite ou restrita: 
I. a espessura pode chegar a ter dimensão “monomolecular”.
II. a camada de óleo envolve totalmente a peça a lubrificar. 
III. o desgaste é praticamente inexistente.
Está correto o que se afirma em:
a) I
b) II
c) I e II
d) II e III 
e) I, II e III
Resposta
Na lubrificação limite ou restrita: 
I. a espessura pode chegar a ter dimensão “monomolecular”.
II. a camada de óleo envolve totalmente a peça a lubrificar. 
III. o desgaste é praticamente inexistente.
Está correto o que se afirma em:
a) I
b) II
c) I e II
d) II e III 
e) I, II e III
Lubrificantes líquidos
 A seleção do lubrificante é função direta da aplicação 
que deverá ser dada à graxa.
 Temperaturas de trabalho, velocidade e cargas que deverão 
ser suportadas pela graxa relacionam-se com a viscosidade 
do óleo mineral.
 Os óleos sintéticos podem substituir os óleos minerais 
para a obtenção de produtos especiais, como graxas, para 
temperaturas muito baixas (-30º a - 60ºC) ou temperaturas 
muito altas (20 a 150ºC).
Agente espessante
 O mais usado é o sabão. 
 O sabão (éster metálico de um ácido graxo) é também um 
lubrificante e a formação da película lubrificante se dá por 
polaridade da molécula. 
 Os sabões mais comuns que dão consistência aos óleos 
lubrificantes são os de sódio, cálcio, alumínio e lítio. 
Cada tipo de sabão influencia diferentemente 
as características da graxa obtida.
Aditivos para graxas 
 São compostos químicos que, adicionados ao produto, 
reforçam algumas de suas qualidades, lhe cedem novas 
ou ainda eliminam as propriedades indesejáveis. 
 Os mais usuais são: inibidores de oxidação, inibidores de 
corrosão, agentes de oleosidade, lubrificantes sólidos (grafite, 
bissulfeto de molibdênio, mica e amianto pulverizado), 
agentes modificadores da estrutura, agentes de extrema 
pressão, agentes de adesividade. 
Ensaios e características das graxas
Os ensaios a que são submetidas as graxas costumam 
ser divididos em três grupos: 
 ensaios de caráter geral; 
 ensaios especiais;
 ensaios de desempenho. 
Consistência
 Consistência é uma medida de qualidade de graxas 
lubrificantes. O aparelho de ensaio para medir 
a consistência de uma graxa é o penetrômetro.
 Para medir a consistência, usa-se um cone, um copo com 
o material a ser analisado e uma escala em décimos de 
milímetro. O ensaio é feito a 25°C e mede-se quantos 
milímetros o cone penetra na massa.
Consistência de graxas
 A quantidade de espessante usado na fabricação influencia 
mais a consistência do que a viscosidade do óleo básico. 
Classe de consistência Penetração trabalhada 
(mm/10)
00 400-430
0 355-385
1 310-340
2 265-295
3 235-255
Ensaios e características das graxas 
 Ponto de gota 
 Estabilidade ao trabalho 
 Viscosidade aparente 
 Separação de óleo 
 Corrosão 
 Oxidação 
 Prova de carga 
 Capacidade de bombeamento
 Resistência à água 
 Estabilidade
Lubrificantes sólidos 
 A finalidade é substituir a película fluida por uma película 
sólida, principalmente em casos de lubrificação limite.
 São usados para trabalho em altas temperaturas. Podem ser 
misturados com lubrificantes líquidos ou pastosos (graxas) 
para melhorar sua resistência ao calor gerado pelo atrito entre 
superfícies.
 Os mais utilizados são: grafite coloidal, bissulfeto 
de molibdênio e teflon.
Grafite
 A principal vantagem dos lubrificantes grafitados é sua 
capacidade de formar filmes sobre as superfícies metálicas, 
proporcionando assim baixos coeficientes de atrito.
 Nas temperaturas ordinárias, o grafite não é atacado por 
ácidos, álcalis e halogênios em geral: não se combina com 
o oxigênio até que prevaleçam temperaturas de ordem 
de 593 ºC. 
Bissulfeto de molibdênio
 É usado em pó, misturado com graxas ou óleos ou como 
dispersão em água. 
 Resiste a pressões extremas. A eficácia como lubrificante 
aumenta com a pressão desenvolvida, assegurando a 
lubrificação em pressões superiores a 28.000 kg/cm² 
(muito acima do limite elástico de qualquer metal).
 Apresenta coeficientes de atrito menores do que o grafite 
a temperaturas inferiores a 900 ºC. 
Teflon
 O “teflon” pode ser utilizado como lubrificante, apresentando 
baixo coeficiente de atrito. 
 Resiste a quase todos os agentes químicos e apresenta 
excelente resistência a oxidação. 
 Pode ser incorporado em forma de pó ao metal sinterizado 
para formar superfícies de mancais. 
 Vantagens: aumenta a vida útil das peças, diminui o custo de 
manutenção, facilita a limpeza, permite uma lubrificação mais 
eficiente, mais prolongada e de melhor qualidade.
Interatividade
Sobre lubrificantes gasosos, podemos afirmarque:
I. são aplicados em conjunto com lubrificantes líquidos 
convencionais.
II. alguns dos lubrificantes gasosos utilizados são ar seco, 
nitrogênio e gases halogenados.
III. este tipo de lubrificação não apresenta problemas, mesmo 
com a necessidade de elevadas pressões requeridas para 
manter o lubrificante entre as superfícies.
Está correto o que se afirma em:
a) I b) II c) I e III d) II e III e) I, II, III
Resposta
Sobre lubrificantes gasosos, podemos afirmar que:
I. são aplicados em conjunto com lubrificantes líquidos 
convencionais.
II. alguns dos lubrificantes gasosos utilizados são ar seco, 
nitrogênio e gases halogenados.
III. este tipo de lubrificação não apresenta problemas, mesmo 
com a necessidade de elevadas pressões requeridas para 
manter o lubrificante entre as superfícies.
Está correto o que se afirma em:
a) I b) II c) I e III d) II e III e) I, II, III
Viscosidade
 É a característica mais importante de um óleo lubrificante. 
De modo geral, a viscosidade pode ser definida como a 
resistência oposta ao escoamento de óleo. Quanto mais 
espesso o óleo, maior a sua viscosidade e maior a sua 
resistência para escoar.
 No sistema CGS, a unidade é dada em: dina.segundo/cm2,
é denominada poise (P) e a unidade normalmente utilizada 
é o “centipoise” (cP). 
Viscosidade cinemática
 A viscosidade cinemática é obtida pela divisão da viscosidade 
absoluta (ou dinâmica) pela massa específica do óleo 
considerado. 
 No sistema CGS, a unidade da viscosidade cinemática 
é cm2/ segundo e é denominada stoke (S), e a unidade 
normalmente empregada o “centistoke” (cS), que 
é mm2/ segundo. 
Viscosímetros
 O viscosímetro cinemático funciona pelo escoamento do 
óleo através de um tubo capilar sob o peso de uma coluna 
do mesmo óleo. 
 Nos demais viscosímetros, a viscosidade é medida pelo 
tempo de escoamento em segundos através de orifícios 
padronizados.
 Os viscosímetros mais utilizados para medir viscosidade 
de óleos lubrificantes são: Saybolt e Cinemático. 
Viscosímetro Saybolt
 Existem vários aparelhos para medir a viscosidade. Para 
os óleos lubrificantes utilizados em motores é adotado 
o Viscosímetro Saybolt Universal.
 O sistema Saybolt Universal consiste em medir o tempo em 
segundos do escoamento de 60 mL de óleo, passando por 
um furo de 1,7 mm de diâmetro a determinada temperatura. 
A indicação da viscosidade é em SSU (Segundos Saybolt 
Universal). 
CARRETEIRO, R.P., BELMIRO, P.N.A. Lubrificantes e lubrificação industrial, Rio 
de Janeiro, interciência> IBP, 2006, p 39.
Índice de viscosidade
 A viscosidade é a propriedade mais importante de um óleo e a 
temperatura é o fator mais importante que afeta a viscosidade.
 A viscosidade decresce com o aumento da temperatura, 
mas essa diminuição depende da natureza química do óleo 
e da variação de temperatura.
 O índice de viscosidade (IV) mede a variação da viscosidade 
com a temperatura. Quanto maior o valor do IV de um óleo, 
menor será a variação da viscosidade desse óleo com a 
variação da temperatura (menor será o efeito da temperatura 
sobre a viscosidade do produto). 
Índice de viscosidade
A figura seguinte ilustra a variação e a determinação do Índice 
de Viscosidade (IV) calculado pela expressão: 
IV = L – U x 100 
L – H
L = valor da viscosidade cinemática a 40ºC do óleo de IV = 0, 
tendo a mesma viscosidade a 100ºC que a amostra de IV 
a calcular. 
H = valor da viscosidade cinemática a 40ºC do óleo de IV = 100, 
tendo a mesma viscosidade a 100ºC que a amostra de IV 
a calcular.
U = valor da viscosidade cinemática a 40ºC do óleo cujo IV 
se deseja determinar.
CARRETEIRO, R.P., BELMIRO, P.N.A.; Lubrificantes e lubrificação industrial, Rio de 
Janeiro, interciência> IBP, 2006,p 50.
Valores para L e H para
Viscosidade
Cinemática
100°C
mm2/s
L H
12,0 201,9 108,0
12,5 216,6 114,7
13,0 231,9 121,5
28,0 904,1 380,6
29,0 963,4 401,1
30,0 1 023 421,7
CARRETEIRO, R.P., BELMIRO, P.N.A. Lubrificantes e lubrificação industrial, Rio de 
Janeiro, interciência> IBP, 2006,p 52.
Classificação SAE
 Estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros Automotivos 
(Society of Automotive Engineers – SAE), classifica os óleos 
lubrificantes de cárter somente com base na viscosidade. 
As demais características de um óleo não são consideradas. 
 A classificação SAE é indicada por um número, quanto maior 
esse número, mais viscoso é o lubrificante.
 Os óleos menos viscosos (mais finos) são classificados a 
baixas temperaturas, de acordo com normas específicas para 
classificação de óleos para climas frios. Para estes óleos, o 
grau SAE é acompanhado da letra W (Winter = Inverno). 
 Os de maior viscosidade (mais grossos) são classificados 
a 100ºC. 
Classificação SAE
 Óleos de Verão: SAE 20, 30, 40, 50, 60
 Óleos de Inverno: SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W
 Óleos multiviscosos (inverno e verão): SAE 10W-30, 
20W-40, 20W-50, 15W-50
 Um óleo designado como SAE 10W–30 é um óleo 
multiviscoso, isto é, apresenta um IV suficientemente alto 
para se enquadrar numa especificação SAE para temperaturas 
baixas de partida e também se enquadra num grau SAE em 
temperaturas altas de trabalho. 
 O óleo SAE 10W–30 é um óleo que se comporta como SAE 
10W a baixa temperatura e como um óleo SAE 30 a 100 ºC. 
CARRETEIRO, R.P., BELMIRO, P.N.A.; Lubrificantes e lubrificação industrial, 
Rio de Janeiro, interciência> IBP, 2006,p259.
Classificação API
 Desenvolvida pelo Instituto Americano do Petróleo (EUA), 
baseia-se em níveis de desempenho dos óleos lubrificantes, 
isto é, define o nível de aditivação.
 Os principais tipos de aditivos são: antioxidantes, 
anticorrosivos, antiespumantes, detergente-dispersantes etc.
 Essa classificação é simbolizada pela letra “S” (SERVICE –
para motores a gasolina ou álcool) e “C” (COMERCIAL – para 
motores a Diesel), acompanhada pela sequência crescente 
das letras do alfabeto conforme evolução do desempenho 
dos óleos dos motores, cada vez mais exigentes. 
 Exemplos de classificação: API SJ, SH, SG etc.
Classificação API
http://www.geocit
ies.ws/etermecan
ica/desem3.gif
Classificação ISO VG
 Sistema de classificação de viscosidade para lubrificantes 
e outros fluidos industriais. Não implica em avaliação da 
qualidade, baseia-se apenas no valor da viscosidade na 
temperatura padrão de 40ºC (em centistokes).
 Exemplo: um óleo de classificação ISO VG 150 é um óleo que 
a 40ºC apresenta um valor de viscosidade compreendido entre 
135 e 165 cS (tabela).
Grau 
de viscosidade 
ISO 
Viscosidade 
cinemática no ponto 
médio cS 
a 40 
0
C 
Limites de viscosidade 
cinemática 
cS a 40 
0
 
Min. Máx. 
ISO VG 2 2.2 1.98 2.42 
ISO VG 3 3.2 2.88 3.52 
ISO VG 5 4.6 4.14 5.06 
ISO VG 7 6.8 6.12 7.48 
ISO VG 10 10 9.00 11.00 
ISO VG 15 15 13.5 16.5 
ISO VG 22 22 19.8 24.2 
ISO VG 32 32 28.8 35.2 
ISO VG 46 46 41.4 50.6 
ISO VG 68 68 61.2 74.8 
ISO VG 100 100 90 110 
ISO VG 150 150 135 165 
ISO VG 220 220 198 242 
ISO VG 320 320 288 352 
ISO VG 460 460 414 506 
ISO VG 680 680 612 748 
ISO VG 1000 1000 90 1100 
ISO VG 1500 1500 1350 1650 
 
CARRETEIRO, R.P., BELMIRO, 
P.N.A. Lubrificantes e 
lubrificação industrial. Rio de 
Janeiro, interciência, IBP, 
2006,p 197.
Exercício
 O gráfico mostra a variação da viscosidade cinemática em 
centistokes com a temperatura em ºC de um óleo lubrificante. 
Determine o índice de viscosidade (IV) e a classificação 
SAE desse óleo.
IV = L – U x 100 
L – H
Exercício
L = 273 cS (tabela)
H = 139,6 cS (tabela)
U= 168 cS (gráfico – viscosidade a 40ºC)
IV = 273 – 168 x 100 = 78,7
273 – 139,6
Classificação SAE
Viscosidade a 100ºC = 14,3 cS
Tabela (entre 12,5 e 16,3) = óleo SAE 40
Interatividade
Quanto aos componentes das graxas, pode-se afirmar que:
a) a escolha do lubrificante líquido independe da aplicação 
que deveráser dada à graxa.
b) as temperaturas de trabalho, velocidade e cargas que deverão 
ser suportadas pela graxa relacionam-se com a densidade 
do óleo mineral. 
c) o sabão usado como espessante, que é um éster metálico de um 
ácido graxo, é também um lubrificante, e a formação da película 
lubrificante se dá por polaridade da molécula.
d) os óleos sintéticos, principalmente silicones, poliglicóis 
e diésteres não podem substituir os óleos minerais. 
e) o tipo de sabão usado não tem influência nas características 
da graxa obtida.
Resposta
Quanto aos componentes das graxas, pode-se afirmar que:
a) a escolha do lubrificante líquido independe da aplicação 
que deverá ser dada à graxa.
b) as temperaturas de trabalho, velocidade e cargas que deverão 
ser suportadas pela graxa relacionam-se com a densidade 
do óleo mineral. 
c) o sabão usado como espessante, que é um éster metálico de um 
ácido graxo, é também um lubrificante, e a formação da película 
lubrificante se dá por polaridade da molécula.
d) os óleos sintéticos, principalmente silicones, poliglicóis 
e diésteres não podem substituir os óleos minerais. 
e) o tipo de sabão usado não tem influência nas características 
da graxa obtida.
ATÉ A PRÓXIMA!

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