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O Mundo 
Microbiano
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Sumário
Aspectos citomorfológicos microbianos 
 Histórico da Microbiologia 
 Morfologia bacteriana 
 Citologia e fisiologia 
Ação bacteriana
 Controle microbiano 
 Agentes físicos 
 Agentes químicos 
 Fatores de virulência 
 Resistência microbiana e mecanismos 
Microbactérias patógenas 
 Cocos Gram-positivos 
 Neisseria 
 Enterobactérias 
 Bacilos não fermentadores 
 Bacilos espiralados ou curvos 
 Bacilos Gram-positivos 
 Bactérias anaeróbicas restritas 
Microbiota normal 
 Microbiota específica em cada região
 Pele 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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Sumário
 Boca e vias aéreas 
 Trato intestinal 
 Uretra e vagina 
 Olho 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
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@faculdadelibano_
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Aspectos 
citomorfológicos 
microbianos
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O Mundo Microbiano Capitulo 1
Aspectos citomorfológicos 
microbianos
Histórico da Microbiologia
Os principais microrganismos estudados na Microbiologia são bactérias, fungos, 
algas e protozoários, os quais podem provocar infecções. Existem diversas formas 
de identificação e diagnóstico desses microrganismos. Mas, para que seja possível 
identificá-los, é necessário entender sua estrutura, morfologia, fisiologia, reprodução e 
metabolismo.
Apesar de a maioria deles ser vista apenas microscopica- mente, eles possuem 
características comuns aos sistemas bio- lógicos, capacidade de se reproduzir, de 
ingerir substâncias, de excretar metabólitos e de reagir a alterações no ambiente, sendo 
susceptíveis a mutações.
Objetivos
Durante o capítulo, você irá mergulhar no histórico dos microrganismos, 
desvendando as suas prin- cipais características. A compreensão desta 
etapa inicial é extremamente importante para o enten- dimento da 
Microbiologia. E então? Motivado para desenvolver essa competência? 
Então vamos lá. Avante!
Você Sabia?
Os vírus, apesar de não serem considerados vivos, possuem algumas 
características de células vivas e por isso são estudados como 
microrganismos.
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Roger Bacon, no século XIII, sugeriu que as doenças fossem causadas por seres vivos 
“invisíveis” e, desde então, os estudos na Microbiologia têm avançado. Foram necessários 
muitos esforços de químicos e biólogos para provar que as bactérias, como todos os 
organismos vivos, surgiam de outros organismos semelhantes.
Louis Pasteur (1822-1895) e Robert Koch (1843-1910) iniciaram a era da Bacteriologia após 
estabelecerem esse fato. Durante os anos de 1880 e 1900, foram descobertas várias 
bactérias patogênicas, além de terem sido desenvolvidas técnicas de coloração e 
fixação utilizadas até hoje. 
Depois dos trabalhos de Pasteur, Friedrich Gustav Jacob Henle (1809-1885) postulou 
suas ideias, que mostravam condições básicas para que um agente microscópico 
pudesse ser considerado causador de alguma doença infecciosa ou contagiosa, são 
os “Postulados de Henle”.
FIGURA 1
Exemplo de vírus
FONTE
Freepik
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Mais tarde, esses postulados foram aperfeiçoados e correspondem a:
• “Um microrganismo pode sempre ser encontrado em associação com uma dada 
doença.”
• “O organismo pode ser isolado e cultivado, em cultura pura, no laboratório.”
• “A cultura pura produzirá a doença quando inoculada em animal sensível.”
• “É possível recuperar o microrganismo, em cultura pura, dos animais experimentalmente 
infectados.”
Morfologia bacteriana
A unidade de medida das bactérias é o micrômetro (mm). Muitas bactérias medem de 
2 a 6 mm de comprimento e 1 a 2 mm de largura. As bactérias podem se apresentar em 
três tipos morfológicos: bastonetes/bacilos, cocos e espirilos.
Os bastonetes podem ser curtos ou longos com extremidade, podendo esta ser reta ou 
de ponta arredondada ou curva (forma de vírgula). Os espirilos têm forma de hélice, 
espiralar. Os cocos podem ser esféricos, com formato de ponta de lança, e podem 
formar diferentes arranjos (a depender de sua divisão celular, se foi em plano único ou 
em mais planos).
Acesse
Conheça mais sobre a vida e o trabalho de Louis Pasteur assistindo ao 
vídeo da Verve Científica, que se aprofunda na grande influência desse 
cientista para a evolução de vários campos da Bacteriologia. Clique aqui.
https://www.youtube.com/watch?v=HDSxiQnzkOQ
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Quando os cocos estão agrupados de dois em dois, são chamados de diplococos. Quando 
vários cocos estão agrupados em cadeia (divisão em único plano), são chamados 
estreptococos. Quando os cocos estão agrupados de forma aleatória, semelhante a 
um cacho de uva, são chamados de estafilococos.
FIGURA 2
Tipos de bactérias
FONTE
Freepik
Nota
Os bastonetes não possuem tantos arranjos como os cocos e, na maioria 
das vezes, estão isolados. Entretanto, podem se apresentar em pares 
(diplo- bacilos) ou em cadeias (estreptobacilos).
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Quando os bastonetes são muito curtos, são chamados cocobacilos. Os espirilos estão, 
na maioria das vezes, isolados. As tétrades e sarcinas são agrupamentos de quatro e 
oito cocos, respectivamente.
Citologia e fisiologia
As bactérias são seres procariotos, ou seja, não possuem carioteca e são mais simples 
em relação à sua estrutura quando comparadas aos seres eucariotos. As células 
procariotas possuem estruturas fundamentais à sua viabilidade, que são o genoma, o 
ribossomo, a parede e a membrana celular, além de estruturas acessórias, que conferem 
características adicionais à célula, como flagelo, pili, cápsula, plasmídeo, endósporo ou 
grânulo de inclusão.
A parede celular é responsável pela rigidez, divisão celular e manutenção osmótica, 
também faz parte da proteção mecânica da célula e é responsável pelas reações 
tintoriais. É formada, principalmente, por um complexo macromolecular, conhecido 
como muco complexo (também chamado de peptidoglicano, mureína, mucopeptídio 
ou glicopeptídio).
Acesse
Assista ao vídeo do Mundo Microscópico, que irá auxiliar você no 
entendimento da morfologia bacteriana, mostrando cada um dos 
principais formatos das bactérias, entre elas as que estudamos até aqui. 
Acesse o QR code ou Clique aqui. 
https://www.youtube.com/watch?v=byV9NiOIoNo&pp=ygUUTXVuZG8gTWljcm9zY8OzcGljbyA%3D
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Nas bactérias Gram-negativas, a parede celular está composta por uma camada de 
peptidoglicano e três outros componentes que a envolvem externamente (lipoproteína, 
membrana externa e lipopolissacarídeo). As bactérias Gram-positivas possuem como 
característica os ácidos teicoicos, e os lipídios estão em maior quantidade e muito 
ligados entre si. Existem algumas bactérias chamadasmicoplasmas, que não possuem 
parede celular nem peptidoglicano, ou seja, são incapazes de corar pelo método de 
Gram.
FIGURA 3
Morfologia bacteriana
FONTE
Adobe Stock.
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
A parede celular das arqueobactérias também não possui a mesma estrutura das 
bactérias comuns, podendo apresentar uma parede rígida ou uma simples camada S 
(geralmente glicoproteínas).
O ribossomo é formado por duas subunidades, está disperso no citoplasma e a sua 
função é a síntese proteica. A estrutura do seu genoma é a fita de DNA circular e possui 
função de armazenar as informações genéticas. Os flagelos são organelas responsáveis 
pela locomoção. Uma célula bacteriana pode possuir de um a vários flagelos de acordo 
com a sua espécie.
Importante
O gênero da bactéria Mycobacterium possui uma parede celular atípica 
e é o exemplo mais importante de microrganismo que, devido ao 
caráter hidrofóbico de sua parede, sua coloração pelo método de Gram 
é dificultada.
Nota
As bactérias Gram-negativas são constituídas por uma endotoxina, 
o lipopolissacarídeo (LPS) – que é responsável pela propriedade de 
patogenicidade –, enquanto nas bactérias Gram-positivas a exotoxina, 
composta pelo ácido lipoteicoico, tem como característica principal 
a aderência. Essas bactérias, como fatores de ataque ou agressão, 
caracterizam-se por graus diferentes de virulência.
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
O pili, ou pelos, são apêndices curtos e retilíneos, comuns em bactérias Gram-negativas 
e possuem função de aderir a locais específicos e de conjugação bacteriana. O pili 
sexual serve para ligar duas bactérias e permitir a troca de plasmídeo.
O plasmídeo é uma estrutura de DNA extracromossomial e confere várias vantagens 
seletivas, como a resistência a antibióticos. Os esporos formam-se quando o meio se 
torna inadequado à sobrevivência da bactéria em sua forma vegetativa, fazendo que 
se mantenha em forma esporulada/latente por tempos, até que o meio se torne viável 
novamente para a sua forma vegetativa.
A constituição molecular da bactéria não é muito diferente de seres eucariotos, sua 
arquitetura é formada por diferentes macromoléculas, constituídas por distintas 
unidades.
As células bacterianas são formadas a partir de nutrientes, que são transformados nos 
constituintes celulares e também podem ser utilizados para liberar energia para a célula. 
FIGURA 4
Ribossomo
FONTE
Freepik
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Existem diversos macronutrientes, como oxigênio, carbono e cálcio, e micronutrientes, 
como zinco e cobre, além dos fatores de crescimento, que são compostos orgânicos 
requeridos em pequenas quantidades por algumas bactérias que não podem sintetizá-
los, e os três grupos principais são aminoácidos, purinas/pirimidinas e vitaminas.
O metabolismo é constituído pelo anabolismo e pelo catabolismo, e vai ser catalisado 
por sistemas integrados de enzimas que medeiam reações que necessitam de energia. 
As formas de obtenção de energia das bactérias são através da respiração aeróbica e 
anaeróbica ou através da fermentação.
O crescimento microbiano diz respeito ao aumento do número de células, fazendo que 
se acumulem em colônias, e a sua visualização é possível sem uso do microscópio. 
Existem algumas condições necessárias para o crescimento microbiano, como água, 
macro e micronutrientes, fatores de crescimento, temperatura, pH, pressão osmótica e 
oxigênio.
Nota
Todos esses nutrientes e fatores, quando são adquiridos, fazem a 
bactéria absorvê-los e transformá-los para que exerçam suas funções 
importantes para o metabolismo bacteriano.
Você Sabia?
Você Sabia? As bactérias usam energia para transporte de nutrientes, 
para movimentação dos seus flagelos e para realizar biossíntese.
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Existem fases no crescimento bacteriano, a fase Lag (latência) corresponde à fase da 
adaptação da bactéria ao meio; a fase Log (exponencial) corresponde ao crescimento 
exponencial bacteriano; a fase estacionária corresponde à parada no crescimento 
bacteriano devido à multiplicação de algumas bactérias e morte de outras por causa 
da produção de toxinas; por fim, a fase de decaimento, que corresponde à fase em que 
ocorre morte de muitas bactérias devido à escassez de nutrientes no meio.
O ciclo celular bacteriano ocorre por meio da reprodução assexuada ou sexuada. A 
reprodução assexuada pode ser por fissão binária (bipartição), em que ocorre a 
divisão da célula-mãe em duas células idênticas; fragmentação, em que as bactérias 
filamentosas liberam filamentos que dão origem a uma nova bactéria; por brotamento, 
semelhante às leveduras, em que se forma um broto que dá origem a uma nova bactéria; 
ou por esporogenia, em que ocorre a formação de novas bactérias pela formação de 
esporos. Já a reprodução sexuada ocorre por conjugação, que exige o contato entre as 
células e transporte de material genético por plasmídeo (pili sexual).
FIGURA 5
Curva do crescimento 
bacteriano
FONTE
Brainly (2018, on-line).
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
FIGURA 6
Ciclo reprodutivo bacteriano
FONTE
Santos (2022, on-line).
Saiba Mais
Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte 
fonte de consulta e aprofundamento: Caderno: “Técnico em Alimentos: 
Micro- biologia Básica“ (CARVALHO, 2010). Acesse clicando aqui.
https://ifpr.edu.br/pronatec/wp-content/uploads/sites/46/2013/06/Microbiologia_Basica.pdf
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O Mundo Microbiano Aspectos citomorfológicos microbianos Capitulo 1
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter visto que a Microbiologia é uma área extensa, que abrange diferentes 
microrganismos e que cada um desses microrganismos possui 
características únicas. Aprendeu, primeiramente, um pouco sobre como 
tudo começou, os primeiros cientistas que desvendaram os aspectos 
microbianos. Compreendeu que as bactérias são microrganismos que 
possuem características celulares diferentes das de seres eucariotos, 
tanto em sua morfologia como citologia, fisiologia e reprodução. Viu que 
as bactérias possuem diversos formatos que podem ser visualizados por 
meio de técnicas de coloração, como a coloração de Gram (que será 
abordada mais detalhadamente em outro capítulo). Você aprendeu um 
pouco sobre tudo isso, porque alguns assuntos abordados após esta 
unidade dependerão do entendimento deste capítulo.
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@faculdadelibano_
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Ação 
bacteriana
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O Mundo Microbiano Capitulo 2
Ação bacteriana
Compreender adequadamente os termos básicos e o con- texto do controle de 
microrganismos, seja por qual método for, é essencial para evitar procedimentos 
equivocados ou insuficientes, que possam interferir na qualidade dos procedimentos e 
dos produtos.
Controle microbiano
O controle microbiano ocorre quando há ações com o intuito de remover, matar, reduzir 
o número ou inibir o crescimento de microrganismos. O controle pode ser feito por 
meio de métodos químicos ou físicos, e, ao fazer a sua escolha, devem ser levados em 
consideração o agente microbiano a ser afetado e a forma como ele pode interferir.
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de en- tender como ocorre 
o controle de microrganismos, conhecer acerca de seus fatores de 
virulência e os mecanismos de ação e de resistência bacteriana. E então? 
Motivado para conhecer todas essas ações? Então, vamos lá. Avante!
Nota
O método de escolha depende do tipo de material que contém o 
microrganismo.
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
Como sabemos, os microrganismos podem ser bactérias, fungos, protozoários ou vírus, 
conseguem sobreviver e resistir a diferentes temperaturas e ambientes e são,muitas 
vezes, patógenos.
O controle microbiano evita doenças infecciosas, atua na preservação de alimentos 
e também na preservação de outros produtos e materiais. Existem alguns agentes 
antimicrobianos que vão atuar na prevenção do crescimento desses microrganismos, 
que são os antibacterianos, antivirais, antifúngicos e antiprotozoários.
Também existem os agentes microbicidas, utilizados para exterminar ou destruir todos 
os microrganismos, que são os agentes bactericidas, fungicidas e viricidas. Já os agentes 
microbiostáticos vão atuar inibindo o crescimento dos microrganismos, que são os 
agentes fungistáticos e bacteriostáticos.
FIGURA 7
Limpeza e desinfecção 
de frutas e legumes
FONTE
Freepik
Importante
Devem ser levados em consideração a natureza do microrganismo 
presente, o efeito, que normalmente não é espontâneo, e o agente, que 
afeta diretamente o microrganismo.
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
Para melhor compreender cada uma das formas de desinfecção e controle microbiano, 
é preciso entender que estas vão variar de acordo com o processo adotado para cada 
uma delas, de forma que destacamos:
• Esterilização: forma de destruir todas as formas de micróbios por meio do calor.
• Esterilização comercial: relaciona-se com a destruição específica dos esporos 
bacterianos conhecidos como Clostridium botulinum.
• Desinfecção: nesse processo, é possível matar todas as bactérias, exceto os 
endósporos, de forma a auxiliar na redução da contaminação de superfícies e objetos, 
geralmente por meio da lavagem e do uso de produtos específicos para limpeza.
• Antissepsia ou degerminação: processo relacionado à limpeza de tecidos vivos, 
podendo ser exemplificado com a lavagem das mãos. Nesse caso, temos o uso 
de substâncias desinfetantes (álcool, detergente, sabão etc.) para a remoção de 
bactérias de forma mecânica.
• Sanitizantes: nesse caso, temos a utilização de deter- minadas substâncias para que 
se seja reduzido o número de microrganismos em determinados locais, até que sua 
presença seja segura.
TABELA 1
Principais métodos de 
controle microbiano
FONTE
Elaborada pelas autoras 
(2022).
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
Agentes físicos
Destacamos os principais agentes físicos utilizados no controle microbiano. As baixas 
temperaturas atuam como bacteriostático e podem ser utilizadas com base em 
refrigeração, congelamento rápido profundo (para conservação de culturas a 80° C) ou 
liofilização.
TABELA 2
Principais formas de 
controle microbiano
FONTE
Elaborada pelas autoras 
(2022).
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
O calor úmido, mediante fervura e autoclave, mata células vegetativas (bactérias e 
fungos), esporos e vírus; na pasteurização, ocorre desnaturação proteica, matando a 
maioria dos microrganismos patogênicos. O calor seco também pode ser utilizado, com 
chama direta, incineração ou esterilização com ar quente.
O ressecamento (remoção de água dos microrganismos) possui um efeito 
bacteriostático. Também podem ser utilizados diferentes tipos de radiação que podem 
causar mutações, inibição de enzimas e alterações na célula.
Agentes químicos
Dentre os agentes químicos utilizados no controle microbiano, o fenol e os agentes 
fenólicos atuam como antissépticos ou desinfetantes pela ruptura da membrana 
plasmática e desnaturação proteica. As biguanidas possuem efeito bactericida, 
fungicida e não esporicida. Agentes oxidantes, como iodo e cloro, são bactericidas e 
fungicidas.
Álcoois são antissépticos ou desinfetantes. Além desses, existem os agentes de 
superfície, como sabões e detergentes, que podem remover os microrganismos ou ser 
antimicrobianos. Os halogênios e metais pesados também podem ser usados como 
desinfetantes, fungicidas, bactericidas ou bacteriostáticos.
Nota
Existem variáveis que podem influenciar na atividade antimicrobiana 
desses agentes, como o tamanho da população microbiana (quanto 
maior a população, mais tempo levará para ser destruída), a intensidade 
ou concentração do agente (quanto menor, mais tempo levará para 
destruir), o tempo de exposição ao agente (quanto maior o tempo, maior 
o número de células mortas), a temperatura de exposição (temperaturas 
mais altas matam mais rapidamente a população), entre outras.
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
Fatores de virulência
A invasão de microrganismos pode ser facilitada por fatores de virulência, pela aderência 
microbiana, pela resistência aos antimicrobianos e pelos defeitos nos mecanismos 
de defesa do hospedeiro. As principais estratégias de virulência em bactérias são 
aderência, invasão, evasão das defesas do hospedeiro, produção de toxinas e captação 
de nutrientes.
Os fatores de virulência ajudam os patógenos a invadirem e resistirem às defesas do 
hospedeiro, podendo ser cápsulas, enzimas ou toxinas. Alguns microrganismos possuem 
uma cápsula que vai bloquear a fagocitose, o que os torna mais virulentos do que os 
microrganismos não encapsulados.
Definição
A patogenicidade é a capacidade de um microrganismo causar 
qualquer dano em um hospedeiro, e virulência é a capacidade relativa 
de um microrganismo causar danos em um hospedeiro.
FIGURA 8
Formas de evitar a propagação de vírus
FONTE
Freepik
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
As enzimas são proteínas bacterianas que atuam facilitando a disseminação no tecido 
local, fazendo que microrganismos invasivos possam penetrar e percorrer as células 
eucariotas, facilitando a entrada por mucosas. Alguns microrganismos podem liberar 
toxinas que são capazes de causar doença ou aumentar a sua gravidade.
Alguns microrganismos podem se tornar mais virulentos por prejudicarem a produção 
de anticorpos, resistirem às etapas oxidativas na fagocitose e por produzirem 
superantígenos. A aderência microbiana ajuda os microrganismos a penetrar os tecidos 
e aderir a quase todas as células humanas. O biofilme é uma estrutura fina que pode ser 
formada ao redor de algumas bactérias, que faz que elas resistam à fagocitose e aos 
antibióticos.
Resistência microbiana e mecanismos
Para entender como os microrganismos conseguem ser resistentes aos processos de 
destruição, precisamos entender um pouco sobre o mecanismo de ação dos antibióticos, 
que são utilizados no combate às bactérias. Os antibióticos podem atuar de diferentes 
formas, são responsáveis pela inibição da síntese do peptideoglicano presente na 
Nota
O botulismo, que é uma intoxicação alimentar, é causado por uma toxina 
botulínica produzida pela bactéria Clostridium botulinum.
Nota
Pode se desenvolver ao redor da bactéria Pseudomonas aeruginosa 
em pacientes com fibrose cística e ao redor de bactérias estafilococos 
coagulase-negativas em dispositivos médicos sintéticos (cateteres, 
enxertos, materiais de sutura).
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
parede celular da bactéria, também podem lesionar a membrana plasmática, interferir 
na síntese de ácidos nucleicos e proteínas ou agir em metabólitos.
Os microrganismos possuem variabilidade genética que não pode ser evitada. A escolha 
do antimicrobiano vai ser de acordo com as cepas e sua capacidade de sobrevivência.
Em 1940, o uso de antibióticos curou muitas doenças e, àquela época, não demonstrou 
nenhum risco às pessoas. Com o passar dos tempos e com a crescente utilização 
desses medicamentos, surgiram linhagens bacterianas resistentes ao tratamento. 
Os antibióticos são compostos químicos produzidos por microrganismos que atuam 
inibindo ou matando outros microrganismos.
Nota
As bactérias Gram-positivas serão afetadas por antibióticos tipo 
penicilina, que afetam a síntese do peptideoglicano.
Você Sabia?
O primeiro antibacteriano descoberto por Ale- xander Fleming, em 1928, 
foi a penicilina, que se mostrou muito eficaz durante a Segunda Guerra 
Mundial.
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
A atividade microbicida faz que haja diminuição na quantidade de células viáveise inibe 
o crescimento e a divisão do microrganismo sensível. Já a atividade microbiostática 
paralisa o metabolismo do microrganismo sensível, fazendo que o número de células 
viáveis fique constante durante horas.
FIGURA 9
Desenvolvimento de antibióticos
FONTE
Freepik
FIGURA 10
Comparação entre 
os diferentes tipos de 
tratamento
FONTE
UFJF (2013, on-line).
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
Ao escolher o agente antimicrobiano, deve-se levar em consideração a toxicidade 
seletiva, ou seja, a capacidade de destruir o patógeno sem afetar o hospedeiro, não 
induzir resistência bacteriana, alcançar níveis bactericidas por longos períodos, ser 
capaz de atingir o sítio infectado e possuir um espectro de ação satisfatório (atingir 
bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e anaeróbicas). Os antimicrobianos podem 
ser usados em combinação, para aumentar o espectro e atingir um efeito letal sinérgico 
no tratamento de infecções polimicrobianas.
A resistência aos antimicrobianos pode ser natural ou adquirida. Quando o microrganismo 
possui capacidade de resistir à ação do antibiótico por causa das características 
estruturais e funcionas, é resistência natural. Quando o microrganismo foi anteriormente 
sensível ao antibiótico e tornou-se resistente, é adquirida.
Nota
A resistência a drogas, na maioria das vezes, é carreada por plasmídeos.
FIGURA 11
Transferência de genes de resistência
FONTE
UFJF (2013, on-line).
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
Quando as drogas antimicrobianas são utilizadas de forma incorreta, pode ocorrer 
interferência nos microrganismos pre- sentes na microbiota do hospedeiro, interferindo 
na homeostase da microbiota normal (principalmente no intestino).
Devido à grande irresponsabilidade no uso dessas drogas, a resistência microbiana 
tem se tornado um grande problema. Além das bactérias resistentes, surgiram bactérias 
multirresistentes, que possuem resistência a dois ou mais grupos de antimicrobianos. 
Pacientes internados em UTI, com idade avançada, com infecções recorrentes, com 
exposição hospitalar frequente ou imunodeficientes são os mais susceptíveis às 
bactérias multirresistentes.
Importante
Quando lançadas ou despejadas no meio ambiente, também podem 
interferir no equilíbrio ecológico dos microrganismos presentes.
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos a leitura do artigo 
Desafios do cuidar em saúde fren- te à resistência bacteriana: uma 
revisão (OLIVEIRA; SILVA, 2008). Acesse clicando aqui.
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O Mundo Microbiano Ação bacteriana Capitulo 2
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que existem alguns mé- todos para eliminar ou impedir o 
crescimento de microrganismos. Aprendeu que existem diferenças entre 
esses métodos, e a sua escolha irá depen- der do tipo do microrganismo 
e do objetivo final, podendo ser agentes físicos ou químicos. Viu que os 
microrganismos possuem fatores de virulência que ajudam a piorar os 
danos causados nos hos- pedeiros e a resistirem aos antimicrobianos. Por 
falar em resistência, conheceu os mecanismos que os microrganismos 
possuem para resistir às dro- gas antimicrobianas e também conheceu 
as ações dos antimicrobianos e os tipos. Por fim, você pôde compreender 
a importância de ter responsabili- dade ao administrar os antibióticos 
corretamente, que podem tornar as bactérias resistentes, seja de forma 
natural ou adquirida.
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@faculdadelibano_
3
Microbactérias 
patógenas
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O Mundo Microbiano Capitulo 3
Microbactérias patógenas
Existem bactérias de importância médica presentes no meio rural, em alimentos e 
produtos, no ar e em secreções e também podem ser transmitidas por via sexual.
Cocos Gram-positivos
Existem algumas bactérias cocos gram-positivas que são de importância médica, como 
Staphylococcus spp., Streptococcus spp., Enterococcus spp. e outras. Os estafilococos 
são as bactérias mais resistentes ao meio ambiente, calor, e em amostras clínicas secas.
Apesar de existir antimicrobianos que combatam essas bactérias, elas são extremamente 
importantes para as pessoas. A Staphylococcus aureus coloniza o homem na 
amamentação, podendo estar presente também na nasofaringe e na pele. Infecções 
causadas por essa bactéria algumas vezes se mostraram resistentes ao tratamento 
com antibiótico, mesmo os mais potentes.
Objetivos
O objetivo deste capítulo é apresentar as principais bactérias patogênicas, 
de importância médica e as infecções causadas por elas. Ao final, 
você terá compreendido as características únicas e o mecanismo de 
desenvolvimento das doenças nos hospedeiros. Vamos lá?
Importante
Devido a essa capacidade de se tornar resistente aos antibióticos, há a 
necessidade de identificação e diagnóstico rápidos para os casos dessa 
bactéria.
34
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
A bactéria Streptococcus spp. é capaz de provocar doenças graves, apesar de não ser 
mais uma causa importante em infecções hospitalares, mas requer também rápida 
identificação. As bactérias Enterococcus spp. são causadoras de infecções hospitalares 
e tornam-se resistentes a quase todos os antibióticos utilizados no tratamento da 
infecção.
A identificação dessas bactérias pode ser por meio da morfologia que elas apresentam 
em meio líquido, mediante a forma em que se apresentam na placa com o meio de 
cultura adequado (as colônias de estafilococos são maiores, de coloração branca a 
amarela e convexas, e as de estreptococos são puntiformes, apresentando beta ou 
alfa hemólise. Mas para diferenciar esses dois tipos de bactérias, é necessário realizar a 
prova da catalase como confirmação).
Você Sabia?
As bactérias Streptococcus spp. foram as maiores causadoras de 
infecção hospitalar na era pré-anti-biótica, causando surtos de infecção 
e morte.
TABELA 3
Divisão dos cocos Gram-
positivos pela prova da 
catalase
FONTE
Levy (2004, p. 234).
35
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Existem aproximadamente 31 espécies de estafilococos coagulase negativa, sendo que 
as mais frequentes são Staphy- lococcus epidermidis, responsável por causar infecções 
em pró- teses e cateteres; Staphylococcus saprophyticus, responsável por causar 
infecção urinária em mulheres jovens; e Staphylococcus haemolyticus, que possui uma 
grande resistência aos antimicro- bianos.
Nota
O meio de cultura ágar sangue não é indicado para essa prova, pois 
o sangue do meio contém catalase, podendo gerar resultado falso-
positivo.
TABELA 4
Identificação simplificada dos cocos Gram-positivos
FONTE
Levy (2004, p. 234).
36
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Também são realizados outros testes – que serão mais bem abordados em outra unidade 
–, para identificação bacteriana, como o da DNAse, da endonucleade, do crescimento 
em meio ágar manitol, entre outros. Os estreptococos podem ser identificados pela 
cultura em meio ágar sangue, podendo apresentar hemólise beta (total), alfa (parcial, 
cor verde) ou gama (nenhuma). Testes de resistência a antibióticos também são 
realizados, como teste da bacitracina, do sulfametoxazol trimetoprim, de CAMP, entre 
outros.
Neisseria
Existem diferentes espécies de neisseria, incluindo N. meningitidis e N. gonorrhoeae, que 
são analisadas junto com a Moraxella catarrhalis, Moraxella spp., Acinetobacter spp., 
Kingella spp. e Alcaligenes spp. As N. meningitidis e N. gonorrhoeae possuem grande 
importância médica por causarem meningite e gonorreia. As suas espécies são, em sua 
maioria, diplococos Gram-negativos.
A N. gonorrhoeae é sempre considerada patogênica, podendo ser transmitida por via 
sexual ou pelo parto. No homem, causa uretrite e está relacionada a complicações 
como epididimite, prostatite e estenose uretral. Pode ser isolada também na mucosa 
oral e anal. A N. meningitidispode causar meningite e também causar em associação 
outras infecções (conjuntivite, artrite, sinusite e pneumonia) e sua transmissão é através 
das vias aéreas.
A Moraxella catarrhalis é um patógeno potente das vias aéreas, principalmente em 
crianças e adultos jovens. Causa com maior frequência otite, sinusite e pneumonia, 
e raramente pode causar endocardite e meningite. A maioria de suas cepas são 
produtoras de betalactamase, e são detectadas com teste do Nitrocefin.
Nota
Com exceção da Neisseria elongata e Kingella deni- trificans, todas as 
neisserias são oxidase positivas e catalase positivas.
37
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Para identificação de N. meningitidis e N. gonorrhoeae, pode se fazer o diagnóstico 
utilizando-se aspectos clínicos associados à bacterioscopia positiva (Diplococos Gram-
negativos intracelulares) em pacientes de risco, em que a prevalência da gonorreia 
é significativa. Na ocorrência de surtos de meningite meningocócica, o diagnóstico 
presuntivo para fins de tratamento também pode se basear na clínica e na bacterioscopia 
do liquor ou de lesões.
Nota
Deve-se sempre colher material para cultura, para que seja possível 
confirmar e monitorar a resistência dessas bactérias.
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O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Enterobactérias
Constituem 27 gêneros/102 espécies/8 grupos indefinidos da maior família e mais 
heterogênea de bactérias Gram- negativas patogênicas. São bacilos não esporulados, 
com motilidade variável, oxidase negativos, que crescem em diversos meios, são 
anaeróbios facultativos, fermentam a glicose com ou sem produção de gás, são catalase 
positivos e reduzem nitrato a nitrito. A maioria dessas bactérias é encontrada no trato 
gastrointestinal de humanos, mas também pode ser encontrada em animais, na água, 
no solo e nos vegetais.
TABELA 5
Provas de rotina para diferenciação de neisserias
FONTE
ANVISA (2004, p. 13).
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O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
São responsáveis por grande parte das infecções urinárias e das septicemias. As principais 
enterobactérias causadoras de infecções hospitalares são Escherichia coli, Klebsiella 
spp. e Enterobacter spp. e as principais causadoras de infecções na comunidade são 
Escherichia coli, Klebsiella spp., Proteus spp., Salmonella spp. e Shigella spp. 
As principais provas a serem feitas para identificar as enterobactérias são: fermentação 
da glicose e da lactose, teste de motilidade, teste de citrato, descarboxilação da lisina, 
produção de sulfeto de hidrogênio, produção de gás (CO2), teste da oxidase, produção 
de indol, de uréase, de fenilalanina desaminase ou opção triptofanase, de gelatinase ou 
opção DNAse.
Também pode ser feita a identificação sorológica, na qual as amostras relacionadas 
bioquimicamente são divididas em subgrupos, por critério sorológico, de acordo com a 
presença dos antígenos: somático (O), flagelar (H) e de envoltório ou cápsula (K).
Definição
Os sorotipos são divisões baseadas no relacionamento antigênico, 
enquanto os biotipos são amostras do mesmo sorotipo que diferem em 
características bioquímicas.
Nota
Em atividades de rotina, a identificação sorológica é feita apenas 
com germes comprovadamente patogênicos e de importância 
epidemiológica como Salmonella spp., Shigella spp., Escherichia coli ou 
Yersina enterocolitica.
40
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Bacilos não fermentadores
Os bacilos Gram-negativos não fermentadores (BNFs) são não esporulados, aeróbicos 
e incapazes de utilizar carboidratos como fonte de energia por meio de fermentação. 
A sua incidência em hospitais é menor quando comparada a de outras bactérias. 
Entretanto, elas possuem grande resistência aos antibióticos e causam infecções 
graves, principalmente em pacientes graves oriundos de terapia intensiva, submetidos 
a procedimentos invasivos, em unidades de queimados ou com infecções do trato 
respiratório, como fibrose cística. São consideradas bactérias oportunistas.
Os testes para identificação dessas bactérias são: teste de citrato, disco de oxidase, disco 
de PYR, DNAse, Mac Conkey, tubo de caldo indol, com arginina, com lisina, com gelatina, 
entre outros. A Pseudomonas aeruginosa é a bactéria que mais infecta pacientes com 
fibrose cística e juntamente com a Acinetobacter baumannii estão entre as bactérias 
mais isoladas em hemoculturas e amostras do trato respiratório de pacientes internados 
em hospitais. 
Os outros BNFs representam um pequeno percentual de isolados, porém, alguns 
apresentam resistência alta a diversos antimicrobianos, sendo capazes de causar 
infecções graves.
FIGURA 1
Carteira de trabalho
FONTE
Freepik
TABELA 6
BNFs de importância médica
FONTE
Elaborada pelas autoras (2022).
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O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Você Sabia?
A prevalência de BNFs no trato respiratório de pacientes portadores de 
fibrose cística, tais como Complexo Burkholderia cepacia, Stenotrophomo- 
nas maltophilia e Achromobacter xylosoxidans, tem aumentado nos 
últimos anos.
TABELA 6
Identificação e descrição 
dos BNFs
FONTE
Anvisa (2008, on-line).
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O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Bacilos espiralados ou curvos
Os bacilos espiralados ou curvos não são tão comuns, porém, representam grande 
importância médica. A tabela que se segue resume algumas bactérias e as suas 
respectivas doenças, formas de transmissão e o reservatório.
TABELA 7
Principais bactérias curvas/espiraladas
FONTE
Elaborada pelas autoras (2022).
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O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
A cólera é causada pelo Vibrio cholerae, produtor de toxina, e é responsável por diarreia 
secretória disseminada por via fecal-oral em surtos e epidemias associadas à falta de 
condições sanitárias adequadas. Algumas espécies de Vibrios necessitam de NaCl para 
crescimento. Os testes realizados para identificação dos bacilos curvos ou espiralados 
são: prova da catalase, teste de meio Mac Conkey, teste de ácido nalidixico, teste de 
cefalotina, entre outros.
Bacilos Gram-positivos
Quanto aos bacilos gram-positivos (BGPs), podemos dividi-los em bactérias corineformes, 
bacilos gram-positivos regulares, esporulados e bacilos ramificados.
TABELA 8
Principais doenças 
associadas aos BGPs
FONTE
Levy (2004, on-line).
44
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Os testes iniciais a serem feitos com os BGPs são: prova da catalase, da hemólise, da 
resistência ao álcool-ácido, presença de esporos.
O gênero Corynebacterium possui cerca de 50 espécies de algum interesse médico, 
os testes de diferenciação que podem ser utilizados são: redução de nitrato, prova da 
catalase, reação de CAMP, prova da uréase, resistência ao álcool-ácido, entre outros. 
As bactérias de importância médica são as espécies de C. diphtheriae e C. ulcerans, 
que podem produzir a toxina diftérica. Outra espécie de importância em infecções 
hospitalares e frequentemente isolada em material clínico é a C. jeikeium.
A difteria caracteriza-se por um processo infeccioso localizado no trato respiratório e por 
manifestações tóxicas no coração e nervos periféricos. Arcanobacterium haemolyticum 
e S. pyogenes são considerados agentes patogênicos na orofaringe. Estão associados 
com infecções de partes moles, faringite em jovens e raros casos de septicemia, 
endocardite e osteomielite. A Gardnerella spp. faz parte da microbiota vaginal de muitas 
mulheres em idade reprodutiva, mas está associada à vaginose bacteriana, quando 
predomina na flora vaginal substituindo o Lactobacillus de Doderlein.
Os Bacillus spp. encontram-se em diversos lugares, como solo, água, na matéria orgânica 
animal e vegetal, além de estarem presentes em condições variadas de temperatura, 
umidade e pH. As duas espécies mais importantes são o B. antrhacis e B. cereus.
 
O Bacillus cereus pode causar intoxicações caracterizadas por diarreia e dor abdominal 
ou por náuseas e vômitos.
Nota
Os corineformessão um grupo heterogêneo de bactérias com poucas 
características em comum e também morfologicamente muito diferentes. 
São exemplos as bactérias Arcanobacterium spp., Corynebacterium 
spp., Gardnerella vaginalis, Oerskovia spp., Rhotia spp.
45
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
O Bacillus antrhacis possui três formas, antrhax cutâneo, intestinal ou pulmonar, sendo 
que a forma cutânea não tratada pode ser fatal e as formas pulmonares e intestinais 
são mais graves pela dificuldade de diagnóstico.
Bactérias anaeróbicas restritas
Esse grupo de bactérias é caracterizado por produzir patologia no ser humano, sem 
conseguir se multiplicar na presença do oxigênio. São diferentes das bactérias 
anaeróbicas facultativas, que possuem a capacidade de se desenvolver e se multiplicar 
na presença ou ausência de oxigênio. 
Existem algumas teorias que explicam essa ação deletéria do oxigênio nelas, como o 
oxigênio ser tóxico para elas ou alterar enzimas importantes no metabolismo, ou essas 
bactérias não possuírem enzimas como catalase, o que impede a formação de muitos 
peróxidos e superóxido dismutase.
Você Sabia?
B. antrhacis foi a primeira bactéria associada a uma doença, em 1877, 
por Robert Koch. O nome anthracis significa “carvão”, referenciando-
se às lesões que provoca na pele, quando a infeção é cutânea. Essa 
bactéria possui risco elevado na comunidade quando é utilizada como 
arma biológica.
46
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
FIGURA 14
Microbiota do sistema digestivo
FONTE
Freepik
Nota
As partes do corpo mais expostas ao ambiente (pele e mucosas) sofrem 
mais rapidamente colonização por diversos microrganismos.
47
O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
FIGURA 14
Principais bactérias da 
microbiota do sistema 
digestivo
FONTE
Elaborada pelas 
autoras (2022).
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O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
Existem alguns fatores que podem modificar a microbiota humana, seja a idade ou 
até mesmo uma dieta alimentícia. A figura a seguir mostra alguns deles. A microbiota 
intestinal é influenciada por muitas particularidades do estilo de vida moderno, como 
melhoria do saneamento básico, urbanização, uso excessivo de antibióticos, menor 
exposição a infeções na infância, vacinação ou sedentarismo.
FIGURA 13
Representação dos fatores que afetam a composição da microbiota
FONTE
Freepik
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O Mundo Microbiano Microbactérias patógenas Capitulo 3
O uso de antibióticos, embora seja necessário em casos de infeção, pode ter efeitos 
drásticos na microbiota, como eliminar a diversidade de microrganismos e a desregular 
o sistema imuno- lógico do hospedeiro, aumentando a susceptibilidade à doença. Isso 
porque os antibióticos são, em sua maioria, de amplo espectro, ou seja, atingem não só 
as bactérias causadoras da infecção.
Existem dois tipos de microbiota: a residente e a transitória. A microbiota residente 
corresponde aos microrganismos encontrados regularmente em determinada idade 
e região, e pode ser reconstituída facilmente. A microbiota transitória corresponde aos 
microrganismos que são eliminados por mecanismos naturais de defesa ou por ações 
de limpeza.
Algumas bactérias são oportunistas, como a Clostridium difficile, e, quando a população 
de “competidores” é diminuída ou em pacientes imunodeprimidos, podem se multiplicar 
em excesso causando infecções.
 
Importante
Se a microbiota permanente estiver intacta, a microbiota transitória 
não causará danos e será eliminada. Mas, se os microrganismos 
permanentes estiverem desequilibrados, a microbiota transitória pode 
tornar-se patógena. Microrganismos de uma região também podem se 
tornar patógenos se estiverem em outro local que não seja o habitual.
Definição
Disbiose é o desequilíbrio na microbiota associado a doenças.
50
@faculdadelibano_
4
Microbiota 
normal
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O Mundo Microbiano Capitulo 4
Microbiota normal
Microbiota específica em cada região
FIGURA 15
Microbiota humana
FONTE
Freepik
Pele
 
Na pele, a microbiota encontra-se por toda a extensão, bem definida e constante, 
com microrganismos transitórios, sendo mais concentrada em regiões mais quentes e 
úmidas, como axilas e períneo. Geralmente predominam as bactérias Gram-positivas, 
como Staphylococcus, Corynebacterium e Propionobacterium.
Boca e vias aéreas
No nascimento, as mucosas dessas regiões são quase sempre estéreis (podem 
ser contaminadas no parto). Na cavidade bucal, orofaringe e nasofaringe, podem 
ser encontrados Streptococcus, Lactobacillus, Fusobacterium, Velionella, Neisseria, 
Treponema, Candida, Staphylococcus, Mycoplasma, entre outras bactérias.
52
O Mundo Microbiano Microbiota normal Capitulo 4
A microbiota da cavidade oral tem grande importância devido às doenças periodontais 
(e até endocardites subagudas) serem causadas nela por microrganismos. Nas fossas 
nasais, predominam as bactérias Corynebacterium e Staphylococcusas, sendo as vias 
aéreas inferiores regiões estéreis.
Trato intestinal
No nascimento, o trato intestinal está estéril e os microrganismos serão introduzidos 
pelos alimentos. Os recém-nascidos são amamentados pelo leite materno, formado por 
compostos de microrganismos aeróbicos e anaeróbicos, Gram- positivos, em destaque 
os estreptococos e lactobacilos.
A microbiota da criança será de acordo com a microbiota fecal da mãe quando o parto 
é natural, ou de acordo com as bactérias hospitalares em contato durante a cesariana, 
fazendo que a criança adquira outras bactérias mais tardiamente.
Você Sabia?
Quando o recém-nascido é amamentado com leite materno, ele 
possui maior concentração de estafilococos e bifidobactérias, e menor 
quantidade de clostrídeos e enterococos quando comparado a crianças 
amamentadas com mamadeira, que tendem a ter uma microbiota 
mista, com menos lactobacilos.
53
O Mundo Microbiano Microbiota normal Capitulo 4
FIGURA 16
Microbiota intestinal
FONTE
Freepik
O esôfago contém uma microbiota proveniente da saliva e dos alimentos, já o estômago 
possui poucos microrganismos (como Lactobacillus, Streptococcus spp. (produtoras de 
ácido láctico) e Helicobacter pylori (causadora de gastrites e úlceras) devido ao seu pH 
ácido, que protege contra infecções de patógenos entéricos.
O cólon possui a maior parte de sua microbiota composta por bactérias anaeróbicas. 
O intestino grosso é o local de maior concentração de microrganismos e com grandes 
quantidades de bactérias anaeróbicas, predominando as bactérias Eubacterium, 
Bifidobacterium e Bacterióides.
A flora intestinal realiza algumas ações para garantir as suas próprias características, 
a E. coli inibe o crescimento de algumas bactérias por meio da competição por fontes 
de carbono; os lactobacilos competem com outras bactérias pelos sítios de adesão e 
também produzem substâncias que inibem o crescimento de outros microrganismos 
na microbiota; as bactérias facultativas criam condições de anaerobiose e isso faz que 
aumente o número de bactérias anaeróbicas.
Importante
Todos os seres humanos são portadores da E. coli nessa microbiota.
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O Mundo Microbiano Microbiota normal Capitulo 4
FIGURA 17
Boas e más bactérias da 
microbiota intestinal
FONTE
Freepik
A microbiota intestinal é muito importante e deve estar sempre em equilíbrio com o 
organismo. Ela pode influenciar beneficamente o corpo e prevenir até mesmo o câncer 
de cólon.
Uretra e vagina
Na uretra anterior, tanto do homem quanto da mulher, existem microrganismos 
provenientes da pele e do períneo, e eles aparecem regularmente quando a urina é 
eliminada. 
A vagina é composta de lactobacilos desde o nascimento e pode conter uma flora 
mista com cocos e bacilos em algumas situações (puberdade, menopausa, puerpério).
55
O Mundo Microbiano Microbiota normal Capitulo 4
FIGURA 18
Evolução da microbiota 
feminina
FONTE
Biocodex (2022, on-line).
Assim como existe a disbiose intestinal, temos também a disbiose vaginal, caracterizada 
por:
• Perdas anormais.• Odores anormais.
• Comichão.
• Dores vulvares.
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O Mundo Microbiano Microbiota normal Capitulo 4
No caso desta, existem fatores de risco que podem aumentar a propensão da mulher 
em desenvolver tal desequilíbrio, sendo estes, principalmente: o estresse, baixas no 
sistema imunológico, péssimo estilo de vida (consumo exagerado de remédios, bebidas 
alcóolicas, fumo, péssima alimentação), bem como a utilização de duchas vaginais.
TABELA 10
Principais grupos bacterianos vaginais
FONTE
Elaborada pelas autoras (2022).
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O Mundo Microbiano Microbiota normal Capitulo 4
Olho
A microbiota do olho é composta, principalmente, por difteroides, Staphylococcus 
epidermidis e estreptococos não hemolíticos. São encontradas com frequência espécies 
do gênero Neisseria e bacilos Gram-negativos.
Saiba Mais
Quer se aprofundar nesse tema? Leia o artigo Transplante de microbiota 
fecal no tratamento da infecção por Clostridium difficile: estado da arte 
e revisão de literatura (Messias et al.). Acesse clicando aqui.
Resumindo
Durante este capítulo, vimos os microrganismos que compõem o nosso 
organismo sem causar doenças. Pudemos perceber que diferentes 
regiões do nosso corpo vão ter uma microbiota característica daquele 
local, que irá favorecer os processos que ocorrem. Vimos que todo 
ser humano nasce estéril e, após o nascimento, o recém-nascido 
começa a adquirir os microrganismos desde o momento do parto. E 
esses microrganismos vão se alterando e se adaptando às fases da 
vida. Aprendeu que a microbiota exerce funções no nosso corpo, mas, 
principalmente, nos protege contra microrganismos patogênicos, 
prevenindo doenças. Entendeu o risco de utilizar antibióticos de forma 
incorreta, visto que pode alterar a microbiota normal. Também aprendeu 
que existem diversos fatores que podem alterar a nossa microbiota, 
inclusive higiene, estilo de vida, uso de antibióticos e alimentação. 
Compreendeu que a microbiota é muito importante não só para evitar 
patógenos, mas para manter o equilíbrio do organismo e poder ajudar 
na prevenção de doenças.
https://www.scielo.br/j/rcbc/a/tT7LzGsGXD5t3xq6GptHSfd/?lang=pt
58
O Mundo Microbiano
Referências
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	Aspectos citomorfológicos microbianos
	Histórico da Microbiologia
	Morfologia bacteriana
	Citologia e fisiologia
	Ação bacteriana
	Controle microbiano
	Agentes físicos
	Agentes químicos
	Fatores de virulência
	Resistência microbiana e mecanismos
	Microbactérias patógenas
	Cocos Gram-positivos
	Neisseria
	Enterobactérias
	Bacilos não fermentadores
	Bacilos espiralados ou curvos
	Bacilos Gram-positivosBactérias anaeróbicas restritas
	Microbiota normal
	Microbiota específica em cada região
	Pele
	Boca e vias aéreas
	Trato intestinal
	Uretra e vagina
	Olho
	Referências

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